Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

24/11/2009

O Fluminense agora desafia o impossível

O time do Fluminense foi para Quito disputar a primeira partida das finais da Copa Sul-Americana,

Lá, a 2600 metros de altitude, tentará um resultado razoável diante da LDU, que acaba de despachar o River Plate uruguaio da Copa Sul-Americana com um retumbante 7 a 0, depois de ter perdido por 2 a 1 o primeiro jogo, em Montevidéu.

O segundo jogo, na quarta-feira dia 2 de dezembro, será no Maracanã.

Antes, no domingo, também no Maracanã, o Fluminense recebe o Vitória para buscar mais uma vitória que garanta o Tricolor na Primeira Divisão.

E, depois do segundo jogo, o Fluminense ainda terá o Coritiba pela frente, em Curitiba, num jogo que pode selar a queda de um ou de outro.

Esfalfado, não há nenhuma chance de o Flu se dar bem no Equador, razão pela qual o time titular deveria ter ficado no Rio e dado por findo o esforço na sub-taça continental.

É de se temer que a derrota, quase inevitáve, quebre o encanto desse Flu que vem de 13 jogos sem perder, com cinco vitórias seguidas.

Este jogo eu não vou assistir, porque será tão insuportável, tão desumano como ver a mulher amada ser torturada.

Por Juca Kfouri às 02h24

23/11/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 22h44

Gandulagem bandida

Vamos combinar que pior até mesmo do que uma invasão de gramado prontamente neutralizada pela segurança é a ação de gandulas que demoram para devolver a bola do jogo como se viu ontem no Engenhão.

Razão pela qual a barbaridade, obviamente sob ordens superiores, merece ainda mais a interdição do estádio do mandante, responsável pelos gandulas.

O argentino Gandula, jogador que o Vasco contratou e que ajudava os companheiros pegando as bolas que saiam durante os treinamentos, deve se revirar no túmulo com coisas como as que ainda acontecem em nossos gramados.

Por Juca Kfouri às 10h23

22/11/2009

Já pensou? - 2

Se o São Paulo perder do Goiás, no Serra Dourada;

o Flamengo empatar com o Corinthians, no Brinco de Ouro;

o Inter ganhar do Sport, na Ilha do Retiro;

e o Palmeiras ganhar do Galo, no Palestra Itália...

... todos chegarão à última rodada com 62 pontos.

Pontos corridos...

Que chatice!

Por Juca Kfouri às 23h24

O São Paulo agradece a incompetência dos rivais

Primeiro foi o Palmeiras, que estava lá na frente e deixou o São Paulo passar.

E agora foi o Flamengo, que tinha tudo para passar o São Paulo e deixou a oportunidade escapar.

O São Paulo está a duas rodadas do tetra/heptacampeonato brasileiro e pode mesmo ser campeão já no domingo que vem.

Na antepenúltima rodada do Brasileirão os dois mineiros ficaram mais distantes da Libertadores.

O São Paulo continuou líder, o Flamengo continuou vice-líder e o Palmeiras caiu para o quarto lugar, deixando o terceiro para o Inter.

Já no rebaixamento, ficamos assim: dois times cariocas, Botafogo e Fluminense, e dois paranaenses, Atlético e Coritiba, lutam para fugir da última vaga na segundona.

Foram 31 gols na 36a. rodada e média de público de 22.500 pagantes por jogo.

A torcida do Flamengo deu o maior show, com mais de 78 mil pagantes e um mosaico rubro-negro fabuloso no Maracanã.

O pior público foi o de Santo André, com pouco mais de 3 mil torcedores, mais ou menos como na Vila Belmiro, com pouco menos de 4 mil pagantes.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, dia 23 de novembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 22h30

Noite tricolor, para variar. Do São Paulo. (E do Inter)

No Maracanã com mais de 78 mil pagantes e mais de 83 mil presentes, um lindo mosaico anunciou: "A maior torcida do mundo faz a diferença".

Pois deveria mesmo ter feito.

Mas não fez.

O Flamengo parece que ficou paralisado diante de toda aquela festa e permitiu ao Goiás duas grandes chances de gol no primeiro tempo, ambas neutralizadas por Bruno.

Sim, Petkovic batendo falta e Adriano, na pequena área, também tiveram boas chances.

O segundo tempo teve mais Flamengo, com Harlei precisando trabalhar bastante e tomando muitos sustos, mas, de fato, a melhor possibilidade de gol foi desperdiçada por Vitor, logo no começo do segundo tempo.

O Flamengo acabou se desesperando e partiu para aquele tipo de pressão que raramente resulta em gol, embora dê a sensação permanente de que ele vá acontecer, como expõe aos contra-ataques. Num desses, Felipe quase fez o gol.

Até Bruno foi para a área tentar cabecear.

O 0 a 0 foi simplesmente imperdoável e tudo que o São Paulo queria.

Não foi a mesma frustração daqueles 3 a 0 para o América do México, mas...

Como foi imperdoável, para o Galo, o 1 a 0 do Inter, no Mineirão, gol de Giuliano no começo do jogo, em linda jogada de Alecsandro.

O Galo de Celso Roth e Diego Tardelli falhou mais uma vez na hora de decidir, mesmo diante de um Colorado que vinha falhando exatamente neste quesito em 2009.

Colorado que, diga-se, foi melhor e muito mais agudo, razão pela qual está de novo no G4, coisa cada vez mais distante da dupla mineira.

Em tempo: no Barradão, o Vitória ganhou do Grêmio Barueri e livrou-se de qualquer risco: 2 a 1.

Por Juca Kfouri às 21h18

Tarde tricolor, para variar. Do Flu!

Enquanto o Santos afastava seus fantasmas fazendo 2 a 0 logo de cara no Coritiba, na Vila Belmiro, gols de Madson e Kléber Pereira, e o Santo André, com gol de pênalti cobrado por Marcelinho, saía na frente do Avaí, no ABC, o Engenhão e a Ilha do Retiro viviam seus dramas.

O drama do Botafogo ameaçado parecia bem resolvido.

Como um torniquete, apertou o São Paulo o quanto pôde e fez um golaço com Jobson, de fora da área, no ângulo de Rogério Ceni, aos 14.

O até então apático tricolor tratou de ir à luta.

Mas só foi perigoso mesmo depois do 40o. minuto, quando Marlon obrigou Jefferson a fazer boa defesa, quando Miranda mandou uma bola na trave e quando Washington, de cabeça, aproveitou um cruzamento de Júnior César para empatar: 1 a 1.

Minuto antes, Jobson perdeu gol feito cara a cara com Rogério.

Mas o gol de Washington foi daqueles que parecem premonitórios, feito no momento mais certo possível.

E foi o mesmo Washington quem, aos 10 do segundo tempo, fez o pivô para Jorge Vagner fuzilar e definir a virada: 2 a 1.

Mas durou pouco.

Porque Jobson foi à linha de fundo, a defesa do São Paulo vacilou, bate rebate pra cá e pra lá e Renato empatou de cabeça: 2 a 2.

Aos 25, Richarlyson, pega Victor Simões e é corretamente expulso.

O Botafogo cresce e tenta a vitória a qualquer custo.

Tanto que toma uma bola no travessão dessas de gelar a espinha, de Hernanes.

Em seguida, em contra-ataque, Marlos tenta o gol quando Washington estava livre para marcar.

Aos 38 foi a vez de Juninho ser expulso: 10 contra 10.

Aos 43, quando tudo indicava o empate, Jobson deu um come brilhante em Miranda e faz novo golaço e acaba expulso, pela comemoração, dessas burrices da recomendações da Fifa: 3 a 2 e 9 contra 10.

Rodrigo Dantas também foi expulso e o Glorioso ficou com oito!

Assim mesmo, estava ótimo para o Botafogo e para o...Flamengo.

E o Fluminense sofria com o Sport.

Sofria a ausência de Maicon e via Conca ser ele e mais uns dois, na busca do gol.

Gol que quase surgiu também no fim do primeiro tempo, mas ficou no quase.

No segundo tempo o Fluminense começou a todo vapor, nem parecia o time que joga duas vezes por semana.

E o Sport, aos 17, ficou com 10 jogadores, com a expulsão de Moacir.

Aí, aos 21, Maurício cruzou pela esquerda, Zé Antônio subiu e cabeceou contra o seu gol: Flu 1 a 0.

Aos 28, em contra-ataque urdido por Conca e Fred, o artilheiro fez mais um: 2 a 0.

E o próprio Conca, aos 41, em outra tabela com Fred, fez 3 a 0.

Mesmo ainda na ZR, o Flu, agora, depende só de si, porque Botafogo e Atlético Paranaense se enfrentarão.

Uma epopéia, um milagre, um assombro.

Uma M A R A V I L H A!!!!

Na Vila, Neymar fez 3 a 0, em passe de Madson, o nome do jogo.

E o mesmo Neymar fez 4 a 0, por cobertura.

E no ABC acabou 4 a 2 para o Ramalhão.

Como se vê, ninguém quer cair

Por Juca Kfouri às 19h03

Pró-memória

Da "Folha de S.Paulo", de 18 de novembro de 2002

FUTEBOL



Primeiro tento de Dill em mais de um ano no São Paulo selou a queda

Nem o atacante Dill esperava que o seu primeiro gol pelo São Paulo entrasse para a história.

Depois de chegar ao clube em outubro do ano passado, ele quebrou o jejum ontem, com o gol que mandou de vez o Botafogo para a segunda divisão do Brasileiro.

Dill, que só jogou porque o técnico Oswaldo de Oliveira decidiu usar apenas reservas, fez aos 10min do segundo tempo o tento da vitória de seu time por 1 a 0 e aumentou a agonia do adversário, que precisava vencer e esperar por uma combinação de resultados para conseguir se salvar.

Além do vexame do rebaixamento, o Botafogo, um dos mais tradicionais clubes do país, campeão brasileiro em 1995, terminou a competição com o pior ataque e na última posição.

A despedida melancólica da equipe do Nacional foi acompanhada de perto pelo presidente eleito Bebeto de Freitas, que saiu da tribuna antes do final do jogo, quando seu time já perdia.

Contratado para salvar a equipe, o técnico Carlos Alberto Torres tentou evitar dar explicações.

"Não tenho o que falar agora. Qualquer coisa que eu disser vai parecer desculpa", afirmou.

Por Juca Kfouri às 11h29

Carta do Timbu aos corintianos

Por ROBERTO VIEIRA 

 

 

Como posso agradecer ao Timão?

 

Não encontro palavras.

 

Confesso que ultrapassei os limites da lei seca.

 

Mas lei seca não foi feita pra Timbu.

 

Voltando ao assunto.

 

Que desejo ser breve e seu tempo é curto.

 

- Embora pernambucano conciso seja factóide.

 

É nosso dever sublinhar um fato notável.

 

Dos últimos doze pontos disputados contra o Corinthians em Brasileiros.

 

O Náutico ganhou todos.

 

Não fosse o Corinthians, a gente já estaria de volta ao purgatório.

 

Desde 2007. 

 

O fato inexplicável parece coisa do Pai Edu.

 

Pois não me consta que tenhamos algum Pelé no time.

 

Pelé que justificava qualquer tabu.

 

Digo mais:

 

Desde 1992, a gente não perde do Corinthians.

 

Obrigado, Juca!

 

Obrigado a todos os corintianos.

 

Obrigado ao Escudero.

 

Obrigado por existirem.

 

Se alvirrubro tivesse um segundo time.

 

Esse segundo time seria o Timão.

 

O Bala e o Zé Paulo aproveitam pra também mandar lembrança.

 

Ao Unzelte e ao Paulinho.

 

A todo o pessoal, adeus!

 

 

Timbu

 

 

PS: Hoje, na Ilha do Retiro, o Timbu é rubro-negro desde criancinha... 

Por Juca Kfouri às 09h45

21/11/2009

Timbu sobrevive, Raposa nem tanto

Não parecia que o Cruzeiro ainda luta pela Libertadores.

Nem que o Atlético Paranaense ainda não está livre do rebaixamento.

O primeiro tempo entre os dois na Arena da Baixada, com 17.686 pagantes, foi de cair lagartixa do teto.

No segundo, até que o Furacão melhorou e Marcinho, de cabeça, perdeu um gol feito.

Mas, aos 28, uma puxeta de Paulo Baier foi cabeceada por Marcinho para o fundo da rede.

Era justo.

Mas, aos 45, o Cruzeiro empatou com Leonardo Silva: 1 a 1.

O Cruzeiro, no entanto, perdeu Gilberto, expulso.

O Furacão não está  livre do rebaixamento e o Cruzeiro começa a depender de milagre para ir à Libertadores.

Gol que nem Bruno Mineiro nem Ronaldo perderam, o jogador do Náutico no fim do primeiro tempo, e o do Corinthians, no começo do segundo, no Pacaembu, com 14.124 pagantes, ambos em cabeçadas certeiras.

Mas Bruno Mineiro foi mal expulso aos 17 e, aí, o jogo ficou ao feitio do time repleto de reservas do Corinthians.

Aos 26, Elias, de fora da área, fez 2 a 1 e parecia ter decretado desde já a  triste morte do Timbu.

Ronaldo ainda perdeu um gol feito, ao tentar cobrir o goleiro.

Mas Carlinhos Bala, algoz do Corinthians na Copa do Brasil de 2008, fez lindo gol aos 40, para empatar.

E, aos 48, Escudero fez pênalti (seu sétimo cartão amarelo em sete jogos), em lance que não dá para jurar que tenha sido mesmo dentro da área, e Aílton fez a virada do Náutico, que tem o Corinthians como freguês: 3 a 2.

Com um a menos, o Timbu virou e sobreviveu.

Heroicamente.

Por Juca Kfouri às 21h10

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico