Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

13/05/2010

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Por Juca Kfouri às 19h45

05/03/2010

Bússola tricolor

Por Juca Kfouri às 17h40

E ninguém está preso?

Era só mesmo o que faltava!

E viva a cartolagem que respalda essa gente!!

E viva a autoridade pública que nada faz!!!

Por Juca Kfouri às 17h40

Era Júlio Baptista

Publicado na Folha de S.Paulo, de ontem, 4 de março.

JUCA KFOURI

Era Júlio Baptista
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Ganhe ou perca na África, esta seleção brasileira tem tudo para que se cometa a mesma injustiça de 1990
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JÚLIO BAPTISTA pode até nem participar de nenhum jogo da Copa do Mundo.

Mas será sempre o símbolo de um time cujo técnico optou por ele em detrimento do talento de Ronaldinho Gaúcho.

Já há quem diga que Dunga preferiu um botinudo, coisa que Júlio Baptista jamais foi.

Pode-se cometer em relação a ele a injustiça de que Dunga foi vítima na Copa da Itália, porque também Dunga não era um botinudo, como provou fartamente depois.

Mas rótulos são rótulos, e o que pespegaram no gaúcho dói tanto até hoje que está na raiz de sua beligerância permanente com a imprensa, qualquer imprensa.

Como já disse, Dunga tem a coerência dos toscos, teimosia ou burrice mesmo para muitos, mas, de fato, convicção que o faz morrer junto com os seus ou ir com eles ao paraíso, aposta, aliás, que este colunista faz desde já.

O que se viu em Londres anteontem é que se verá em junho e, tomara, em julho, na África do Sul.

Muita marcação, muita competição, contra-ataques sempre que possível, um brilho aqui e outro ali, desde que com moderação.

E vitórias.

Vitórias em cima de vitórias (37 em 53 jogos), com gols em quantidade razoável, mais de dois em média por jogo (110), menos de um gol sofrido por partida (37), apenas cinco derrotas, uma delas na Copa América, que venceu, nenhuma na Copa das Confederações, que também venceu, a exemplo do que fez contra a Argentina, em Rosário, nas eliminatórias, que liderou.

Mas Júlio Baptista será o estigmatizado da Copa de 2010.

Porque cada vez que aparecer, seja num jogo esporádico, seja nos treinos, seja no saguão do hotel, lá estará a fera que usurpou o lugar da bela menina dos olhos de todos que, entre a abnegação eficaz e a beleza eficaz, preferem a arte.

Pois Dunga prefere os que comem a grama e não os que nela desfilam, porque jamais desfilou.

E, para piorar, até andou sendo entortado por quem desfila -note que está escrito entortado, não humilhado, como ele se sentiu naquele Gre-Nal em que RG deu-lhe um drible de letra pela direita e um chapéu pela esquerda.

O mesmo RG que o presidente da CBF enfiou-lhe goela abaixo nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Ah, sim, ora bolas! Venha enfiar agora, quero ver.

Sim, Dunga é o capitão que xingou a taça do mundo que sucedeu aquela que Bellini ergueu e Carlos Alberto beijou, como observou o jornalista Marcelo Barreto.

E que xingará nós todos quando, e se, é claro, ganhar o hexacampeonato como técnico.

Até lá, porém, terá de aconselhar Júlio Baptista, a Fera, não o patinho feio, até porque, cá entre nós, numa passarela o atlético defensor da Roma chama muito mais atenção do que o dentuço jogador do Milan.

Que apenas seria muito mais adequado para uma eventual substituição de Kaká…

Em tempo: gosto do futebol de Júlio Baptista e o levaria para a Copa, ainda mais com a folha de bons serviços dele à seleção.

Tiraria Josué, porque Ramires faz a função muito melhor, e chamaria RG.

Ou, então, PHG.

Ou ambos. Mas essa é uma outra história, para uma outra vez.

Por Juca Kfouri às 17h40

Febeapá

O Festival de Besteiras que Assola o País parece que não vai acabar nunca.

Como se sabe, a Câmara Municipal de São Paulo está em vias de aprovar uma lei que proibe jogos de futebol depois das 23h15 na capital paulistana.

O projeto é sensível à bronca geral e irrestrita de quem gosta de ir aos estádios porque, de fato, jogos às 21h50 são um porre.

O projeto, no entanto, parece ser mais uma demagogia, ou daquelas coisas em que os políticos impõem dificuldades para vender facilidades depois.

Porque qual é a grande diferença entre um jogo acabar às 23h30 e às 23h15?

E se, às 23h15, no fim do tempo regulamentar, for necessário bater pênaltis para decidir um jogo?

Mas o fato é que a insistência antipática da Globo em fazer futebol depois da novela acabou por permitir essas coisas.

E quem está contra?

O presidente do Palmeiras, por exemplo, está.

E com que argumento?

Frágeis, principalmente para quem lê Jean-Paul Sartre.

Ele diz que essas coisas não podem ser impostas de cima para baixo.

Cumé?!

Os vereadores não são os representantes do povo?

De cima para baixo seria se por decreto, jamais por uma lei.

O cartola diz, ainda, que há um contrato com a TV.

E daí?

A existência de contratos impede que se façam leis que, por exemplo, os proibam.

Ou não existiam contratos de 12 horas de trabalho quando se legislou que a jornada seria de, no máximo, oito horas?

Para quem falava contra os monopólios, o presidente alviverde está pisoteando sem pena em sua biografia.

Por Juca Kfouri às 17h39

Santos, sempre Santos

Deu Santos, mais uma vez, e pela nona vez seguida no Paulistinha, diante de 8000 torcedores em Jundiaí.

Não vi tudo, é verdade, porque cheguei apenas a tempo de ver Robinho entrar e fazer o gol da vitória, suada, por 3 a 2, sobre o Paulista.

Lamento não ter visto, embora o jantar tenha valido a pena.

Porque o Santos é o único time que tem dado gosto ver até agora em 2010.

Mais uma vez, por sinal, tomou gols, dois.

Mais uma vez, contudo, fez gols, três.

Recupero que o Paulista saiu na frente, logo aos 2 minutos.

O ótimo Wesley empatou, antes dos 30.

Ganso pôs o líder na frente, aos 7 do segundo tempo, que viu, aos 11, novo empate.

Mas Robinho entrou e decidiu o jogo: 3 a 2.

Robinho está valendo mais do que pesa.

Ainda bem.

Por Juca Kfouri às 17h39

04/03/2010

Cadê o futebol, Mano?

Depois de um primeiro tempo equilibrado, num Pacaembu vazio, e sem que Ronaldo praticamente tocasse na bola, Corinthians e Botafogo foram para os vestiários sem fazer gols, embora o time de Ribeirão Preto, mesmo sem três titulares, fosse mais perigoso.

No segundo tempo, no entanto, o Corinthians resolveu jogar um pouco de futebol e criou boas chances até que Dentinho, em passe precioso de Alessandro, abrisse o placar.

Mas a vantagem que daria ao Corinthians o terceiro lugar não durou muitoporque, em linda jogada, o Botafogo empatou, até para tornar o resultado mais adequado ao que era a partida.

Assim, o Botafogo permaneceu no G4 e o Corinthians, ainda sem jogar bem em 2010, ficou em sexto.

Poderia ser em cesto.

Cesto de…bem, deixa pra lá.

Por Juca Kfouri às 19h13

Já imaginou?

O presidente da Rússia exigiu e o presidente do Cômite Olímpico Russo se demitiu depois do fracasso nas Olimpíadas de Inverno, quando os russos, que vão sediar as próximas olimpíadas, ficaram só em 11o. lugar, com “apenas” três ouros, cinco pratas e sete bronzes…

Por Juca Kfouri às 18h11

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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