Dos dois jogos do sábado, ambos às 19h30, importante só o da Arena da Baixada, entre Atlético Paranaense e Cruzeiro, porque o time mineiro ainda tem tudo para ir à Libertadores.
Corinthians e Náutico, no Pacaembu, não serve para nada, porque nem que o Timbu ganhe deverá escapar do rebaixamento.
E deve perder.
No domingo, às 17h, Santos e Coritiba vale para ver quem deixa de ser ameaçado, mesmo que à distância, pelo rebaixamento.
Santo André e Avaí é jogo para o time catarinense manter o sonho da Libertadores.
Sport e Fluminense vale pela epopéia tricolor que, tomara, siga adiante.
Já Botafogo e São Paulo vale muito para os dois, um para não cair, outro para ser campeão, objetivo que deve prevalecer.
Flamengo e Goiás, às 19h30, com o Maracanã lotado, é jogo para o rubro-negro se esbaldar -- e Vitória e Grêmio Barueri não tem a menor importância.
Ao contrário de Galo e Inter, no Mineirão, de vida ou morte para os dois.
Por Juca Kfouri às 02h40
Acabo de ver, em cima do meu blog, um anúncio da Esso usando o meu nome.
Não sei quem fez isso.
Trata-se de algo inaceitável.
Já pedi ao UOL que tire e vou tomar as providências legais contra a Esso.
Que não recomendo para nada.
Nem a gasolina.
Por Juca Kfouri às 20h44
Quer saber como funciona?
É simples assim.
O chefe telefona para o árbitro e diz:
"Olhe, você vai apitar o jogo X, o mais quente da rodada. Muita atenção, hein? Você sabe que se o time A perder é o fim pra ele. Já o B ainda tem lenha para queimar. Boa sorte!".
Como para bom entendedor, pingo é letra...
Por Juca Kfouri às 20h14
Juca,
Li em seu blog a análise sobre o jogo Grêmio e Palmeiras.
Registrei a conexão que você estabeleceu entre a minha suspensão e o comportamento dos jogadores.
Comportamento lamentável, danoso ao clube e ao futebol no jogo de ontem.
Imagino, acompanhando a lógica que informa seu raciocínio, que também tenha sido responsável pelos sopapos que os jogadores do São Paulo trocaram entre si no jogo de sábado ou talvez pela pancadaria no jogo Fluminense e Cerro Porteño.
Eu me rebelei contra uma arbitragem visivelmente arranjada no âmbito das "conexões" que você costuma denunciar.
Estranhamente, a questão Simon desapareceu de cena, mesmo depois do citado arranjador de resultados ter mudado várias vezes as explicações sobre seu erro crasso.
Jamais escondi que o time vem mal há tempos, isso muitos antes de meus protestos no episódio Simon.
Me envergonho das promessas condenáveis de aplicar uns tapas no desonesto.
Isso merece a condenação pública, geral e irrestrita.
Mas o resto do "destempero" foi fruto da decepção em ver confirmadas as minhas expectativas, ainda que isso pareça paradoxal.
A indignação, ainda que justa, causa incômodo "às pessoas de bem" do início do terceiro milênio.
O que eu disse a respeito das práticas tanto nativas quanto européias - manipulação de resultados e arranjos espúrios - é de conhecimento geral e decorre em boa medida do caráter corruptor da "vitória a qualquer custo", valor típico da sociedade contemporânea baseada na concorrência sem quartel e sem limites, circunstância que escapa ou não interessa aos diretores de consciência da mídia.
E essa sanha "vitoriosa" não poupa ninguém, como o demonstra a manifestação do torcedores "bem intencionados" que advogam a entrega de jogos para não favorecer os rivais.
Esse é o futebol realmente existente e isso, entre outras coisas, me causa ânsia de vômito.
Não sou virtuoso nem melhor do que a maioria dos homens.
Essas certezas sobre a fragilidade da bondade meu pai me legou, acompanhadas de um superego implacável em suas condenações.
Posso garantir: não é por uma virtude inata - generalidade tola do moralismo vulgar - que me sentiria desintegrado e incapaz de juntar os cacos se tentasse comprar o juiz ou coisa parecida.
A "boa imprensa" me traz à lembrança as palavras do Príncipe de Salina, personagem do Gattopardo de Lampedusa: "é preciso mudar para deixar tudo como está".
Discordo, portanto, de seu ponto de vista sobre a origem dos desatinos dos jogadores.
Considero sua suposição injusta e precipitada.
Mas defenderei sempre, e sem restrições, o seu direito de me criticar.
E, melhor, prometo não perturbá-lo mais com minhas tediosas considerações.
Saudações,
Belluzzo
Resposta do blogueiro:
Você não perturba.
Mesmo quando discordamos, como no caso de o destempero do chefe motivar outros -- o que não significa que outros destemperos tenham a mesma motivação.
Você enriquece o debate.
Por Juca Kfouri às 12h42

Faz 40 anos que o único 1000o. gol da história do futebol profissional foi marcado por Pelé, contra o Vasco, no Maracanã.
Sobre a façanha, outro gênio brasileiro escreveu:
"O difícil não é fazer mil gols como Pelé. O difícil é fazer um gol como Pelé".
Nada a acrescentar depois de Carlos Drummond de Andrade.
Por Juca Kfouri às 12h12
Sangrando, de cabeça enfaixada, o zagueiro Gum, aos 47 do segundo tempo, empatou para o Fluminense e o colocou na final da Copa Sul-Americana: 1 a 1.
O Cerro Porteño tinha achado um gol no primeiro tempo e quase interrompeu a série invicta tricolor.
Aos 50, Alan virou o jogo, em contra-ataque fulminante.
Há uma força estranha no ar, em grená, verde e branco.
Força que parece não conhecer limites.
Nem a cafajestagem paraguaia, que lá jogou pedras e, aqui, saiu agredindo integrantes do banco do Flu e até o gandula, causando uma pancadaria generalizada, segura o Flu.
Por Juca Kfouri às 23h54
O Palmeiras já pode somar mais um ano na fila do Brasileirão: o 16o. E, se duvidar, nem para a Libertadores irá. O time se desfez. Perdia no intervalo por 1 a 0 depois de um primeiro tempo bem disputado, embora pouco emocionante no Olímpico, com 12.233 pagantes. O Grêmio marcou seu gol no fim, aos 46, com Rafael Marques e foi para o vestiário. O Palmeiras também foi, mas, no caminho, com direito a troca de sopapos entre Maurício e Obina. Reflexo óbvio da intranquilidade de um grupo cujo comandante máximo também se deu ao luxo de perder a cabeça a ponto de pegar nove meses de suspensão. Os dois foram corretamente expulsos, como deveriam ter sido André Dias e Hugo, do São Paulo, diante do Vitória, quando viveram a mesma cena e durante o desenrolar do primeiro tempo. Com 11 contra 9 não foi difícil para o Grêmio manter sua invencibilidade de mais de 14 meses no Olímpico, 28 vitórias e 10 empates. Verdade que o Grêmio se perdeu inteiramente em sua ansiedade para liquidar o jogo por causa da superioridade numérica. De bom que foi no primeiro tempo, o jogo ficou medíocre no segundo. Uma verdadeira pelada que só teve mais um gol aos 25, com Máxi Lopez, que já tinha sido decisivo no primeiro gol gremista. ATUALIZAÇÃO 00H30: Obina e Maurício não vestirão mais a camisa do Palmeiras, segundo decisão da cartolagem alviverde.
Por Juca Kfouri às 23h35

Reprodução/Globo.com
A Irlanda foi vergonhosamente garfada em Paris e perdeu vaga na Copa de 2010 para a França graças a um gol que nasceu de uma matada com a mão de Henry.
Tão clara que o francês merece ser punido com a proibição de embarcar para África do Sul.
A arbitragem eletrônica impediria mais esta lambança inominável.
Porque os Simons estão espalhados pelo mundo inteiro.
Por Juca Kfouri às 21h24
O STJD não tem mesmo jeito.
Comete um absurdo atrás do outro.
Borges pegar três jogos é pouco.
Dagoberto pegar três jogos faz sentido.
Jean pegar três jogos é roubo.
Roubo!
Já não aceitar o efeito suspensivo pedido pelo São Paulo no caso da interdição do Morumbi está correto.
Desde que, na quinta-feira que vem, quando o caso for julgado, o estádio seja reabilitado, como foi o Mineirão.
Agora, Palmeiras e São Paulo estão reclamando da CBF por causa da transferência do jogo entre Corinthians e Flamengo para Campinas.
Deveriam reclamar da Polícia Militar de São Paulo, que foi quem fez o pedido à CBF, que não tem como não atender.
PM do governador tucano José Serra, palmeirense, e amigo do presidente do Palmeiras, embora suspenso por nove meses, Luiz Gonzaga Belluzzo.
Por Juca Kfouri às 19h37
O Maracanã será palco de mais um show da torcida tricolor nesta noite, quando um empate contra o Cerro Porteño fará do Fluminense finalista da Copa Sul-Americana.
É inegável que o título da Copa, ainda mais se sobre a LDU como é possível, terá um significado especial desde que o Flu fuja da queda.
Razão pela qual é preciso ter frieza: surpresas acontecem todos os dias no futebol e, caso haja uma hoje, nada deve quebrar a mobilização tricolor com vistas a seguir na epopéia do Brasileirão.
Por Juca Kfouri às 12h51
Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.