Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

08/11/2009

Galo ganha

Foram pouco mais de 1110 participações.

E o Galo foi apontado como vencedor por 46%, contra 31% para o Flamengo e 23% que optaram pelo empate.

O blog aposta com a maioria, para alegria dos rubro-negros.

Mas sem essa de cortar o braço.

Por Juca Kfouri às 00h02

07/11/2009

Cruzeiro vira, Náutico e Sport agonizam

Por chavão que seja, o óbvio é inescapável: o Cruzeiro fez com o Sport, na Ilha do Retiro (11.458 pagantes), aquilo que o Fluminense fez com ele, no Mineirão.

Verdade que dadas as pretensões cruzeirenses, deveria ter vencido os dois da ZR.

Mas, dos males, o menor: garantiu três pontos e pode entrar no G4 amanhã caso o Galo (que ironia!) derrote o Flamengo.

O Sport fez 2 a 0 (Wilson aos 12 e aos 16), o Cruzeiro diminuiu ainda no primeiro (Thiago Ribeiro, aos 20), empatou no começo do segundo (Leonardo Silva, aos 7), ficou com um jogador a mais e Guerrón , aos 20, entrou em campo para fazer o gol da vitória: 3 a 2.

Se o Sport saiu ganhando de 2 a 0 deixou acontecer a virada, no Pacaembu (11.304 pagantes), quem saiu ganhando de 2 a 0 (Kléber Pereira, de pênalti, aos 30 do primeiro tempo e Neymar, aos 15 e aos 44, do segundo) foi o Santos.

O Náutico diminuiu, com Ailton, também de pênalti, aos 23, e quase empatou por três vezes, além de ter sido prejudicado no fim com a marcação de um impedimento criminoso, exatamente antes do terceiro gol santista: 3 a 1.

Os dois pênaltis foram daqueles que o Sindicato Anti-pênaltis jamais marcaria, mas este blogueiro, do Sindicato Pró-pênaltis, marcaria.

Mas a grande novidade da história do Santos neste sábado veio, para variar, do professor (de história, de história)  Vanderlei Luxemburgo.

Que mandou constar em sua folha corrida, em resposta às críticas da oposição santista feitas a ele como gestor, que foi ele quem valorizou ninguém mais ninguém menos que...Robinho.

Emerson Leão rugiu de ódio, esteja onde estiver.

Este blogueiro ri e dá mais uma vez graças por ele não gostar dele, sniff, sniff...

O futebol pernambucano, e isso sim é sério, verdadeiro e triste, deve perder seus dois representantes.

Pior: o nordeste deve perder dois de seus três representantes.

Resta torcer pelo Ceará, que faz bela campanha na Série B, em segundo lugar.

E, no Barradão (7.958), com gol de William, aos 33 do segundo tempo, o Avaí derrotou o Vitória por 1 a 0.

Por Juca Kfouri às 20h27

'O Vasco pagou sua dívida'

POR MILTON COELHO DA GRAÇA*

Parte do meu sofrimento acabou, porque vivi este ano na segunda divisão não só com o Vasco, mas, também, com a Império Serrano.

Sei que ainda vou ganhar mais um pirulito, com o título da Série B.

Mas o mais importante nem é isso.

O meu Vasco, símbolo de democracia, palco do que já houve de melhor no esporte brasileiro, tinha uma dívida com o país, ao ter inventado a figura de Eurico Miranda.

Pois nós voltamos sem ele.

E não precisamos dele para nada.

O Vasco volta a se encontrar consigo mesmo e com sua dívida paga.

*Milton Coelho da Graça, 79 anos, é vascaíno e, como jornalista, ocupou os cargos mais importantes de algumas das maiores empresas de comunicação do país, além de ter sido preso pela ditadura por fazer dois jornais clandestinos só com notícias censuradas. Quando houve o golpe de 1964 foi preso e torturado no Recife, perdendo todos os dentes. Seu maior pecado foi ter sido um dos principais responsáveis por este blogueiro ter optado pelo jornalismo. É também uma das pessoas por quem este blogueiro tem mais carinho.

Nota do blog: Como se sabe, com 81.904 torcedores no Maracanã, o Vasco ganhou do Juventude por 2 a 1 e voltou ao seu lugar.

Adriano fez o primeiro gol vascaíno no primeiro tempo, aproveitando-se de um autêntico serviço de Elton, com a mão direita, e Carlos Alberto, de pênalti, desempatou.

Por Juca Kfouri às 18h31

Vascoooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!

Quero tanto ver o Vasco de novo em seu lugar, coisa que acontecerá hoje, ou amanhã, ou depois, que não custa alertar, até como para isolar:

o clima de festa antecipada não ajuda.

O Juventude já estragou a vida do Botafogo no Maracanã, exatos 10 anos atrás, numa final de Copa do Brasil.

O 0 a 0 deu o título ao time gaúcho.

Hoje, com empate, o Vasco não sobe.

Todo cuidado é pouco.

Por Juca Kfouri às 14h39

06/11/2009

Mais um gol de Unzelte

O jornalista Celso Unzelte lança mais um livro nesta terça-feira, no Shopping Higienópolis, em São Paulo, às 19h30, na Livraria Saraiva.

Desta vez, obrigatório para quem quiser ser jornalista esportivo ou entender que bicho é este, o jornalismo esportivo.

"Jornalismo Esportivo. Relatos de uma paixão", mostra o que deve ser este ofício, ao relatar a própria história do autor.

Abaixo, um capítulo de Unzelte, muito bem resolvido, para variar:

"Jornalismo versus Publicidade 

  Encerramos este capítulo sobre ética com uma discussão sobre os jornalistas esportivos que fazem merchandising (publicidade inserida na programação) ou mesmo a própria publicidade de produtos. Essa prática costuma se dar nas chamadas mesas-redondas da TV aberta. Para isso, de maneira jornalística, apresentaremos a seguir os sete principais argumentos de cada um dos lados dessa história. Depois, definiremos qual é o nosso lado. E, por fim, deixaremos que você, jovem jornalista que começa na profissão e sonha em trabalhar com esporte, escolha o seu caminho.

  Aqueles que são contra a mistura de propaganda com jornalismo (não só o esportivo) argumentam que:

1)      A ligação com o merchandising fere o que um jornalista tem de mais precioso, sua independência e credibilidade.

2)      Jornalismo esportivo é área especializada, e, portanto, o jornalista não pode acumular essa função com outras incompatíveis, como a de assessor de imprensa, empresário ou garoto-propaganda. No caso de desejar exercer alguma dessas outras funções, terá, antes de tudo, que deixar de ser jornalista.

3)      O jornalista que faz publicidade está cultivando uma relação perigosa e antiética, pois, ao fazer propaganda de determinado produto, como poderá apurar de forma imparcial um fato que envolva alguém ligado àquele mesmo produto? No meio esportivo, no qual tantos dirigentes são também empresários, essa situação é recorrente.

4)      O patrão do jornalista é o leitor, ouvinte ou telespectador, não o anunciante.

5)       Quanto mais merchandising houver, mais a informação fica em segundo plano.

6)       Vantagens conseguidas com a prática do merchandising, como hospedagens e jantares em troca de pequenas inserções durante a programação, principalmente no rádio e na TV, constituem o famoso “jabaculê” (também chamado de “jabá”) e destroem a credibilidade do jornalista.

7)      Pelos mesmos motivos expostos anteriormente, o merchandising é aceitável em programas de entretenimento, mas não nos programas em que a informação é o foco.

  Publicidade e jornalismo convivendo juntos no merchandising? Por que não?, perguntariam aqueles que são a favor, e que apresentam os seguintes argumentos:

1)      Jornalistas esportivos sempre leram textos publicitários durante as coberturas de futebol. Faz parte da atividade.

2)      Programas esportivos são também entretenimento, não apenas informação, e por isso podem comportar, sim, o merchandising.

3)      Os anunciantes que procuram esses programas são empresas sérias e profissionais, e os escolhem por visualizar neles a credibilidade necessária para o merchandising.

4)      Se o produto que anunciam não for bom, ele, pelo fato de serem as estrelas das mensagens publicitárias, não têm nada a ver com isso, pois não têm acesso à vida íntima e fiscal das empresas que anunciam.

5)      Quem é contra o merchandising no jornalismo esportivo é invejoso, pseudojornalista ou patrulheiro fracassado. Cada um age como quiser e o julgamento deve ser do público, do mercado, dos veículos de comunicação, do torcedor, do ouvinte, do telespectador, dos clientes patrocinadores e das agências de publicidade contratantes.

6)      O espaço que o merchandising está ganhando na mídia mundial deve-se à desvalorização do intervalo comercial tradicional. Trata-se de um processo irreversível.

7)      Os empregos, principalmente dos jornalistas, são alavancados pelos recursos obtidos com o mercado publicitário. Portanto, se o jornalismo tem vergonha da publicidade, que viva sem ela.

Eu fecho, de longe, com os primeiros: sou absolutamente contra a presença do merchandising em programas não só esportivos, como de informação em geral. E você, futuro jornalista esportivo? De que lado ficará? "

Por Juca Kfouri às 23h42

Flu é o mais votado

Mais de 1500 opiniões.

58% delas apontando o Fluminense.

33% cravando Palmeiras.

Sei não, sei não...

Por Juca Kfouri às 22h21

Oposição santista repudia Luxemburgo

NOTA DE REPÚDIO 

A chapa "O Santos pode mais" vem a público repudiar as recentes declarações do treinador Vanderlei Luxemburgo da Silva sobre as eleições presidenciais do clube.

Função de treinador é treinar a equipe. E, convenhamos, há algum tempo Vanderlei Luxemburgo da Silva deixou suas tarefas em campo em segundo plano.

Vanderlei Luxemburgo da Silva recebe um dos maiores salários do futebol brasileiro para conquistar resultados. Títulos. Vitórias.

Hoje, infelizmente para a nação santista, Vanderlei Luxemburgo da Silva cumpre todas as funções possíveis dentro da Vila Belmiro. Às vezes é manager. Às vezes é político. Nesta semana, virou o cabo eleitoral mais bem pago do Brasil. Técnico, faz tempo que não é.

Lamentável que o atual presidente do clube terceirize para um funcionário o dever de discutir o futuro do Santos.

Lançamos a Vanderlei Luxemburgo da Silva um desafio público: comparemos as histórias de vida, os escândalos, as investigações em Comissões Parlamentares de Inquérito.

Neste quesito, devemos reconhecer, Vanderlei Luxemburgo da Silva é recordista e ganha de goleada. Tem a experiência que nosso grupo de fato não tem.

Por outro lado, a performance de Vanderlei Luxemburgo da Silva como empresário é de dar pena. Montou com um sócio paranaense uma casa noturna há uma década. Rapidamente o negócio afundou.

Há dois anos, lançou com pompas o "Instituto Wanderley Luxemburgo". O resultado é uma penca de alunos lesados, professores com salários atrasados e parceiros desmoralizados.

É este empresário que, se Marcelo Teixeira ganhar, vai comandar o fundo de investimentos que ninguém sabe de onde vem e para onde vai.

Nossos parceiros são notadamente homens de sucesso. Comandam mega-empresas. Nossos investidores têm CPF, RG e endereço fixo.

E, como homens inteligentes e de sucesso, jamais deixariam o dinheiro que virá para reerguer o Santos nas mãos de alguém como Vanderlei Luxemburgo da Silva, sem duvida um treinador com sucesso na carreira, mas um fracasso estrondoso como empreendedor. 

Luiz Roberto Serrano 

Presidente da Associação Resgate Santista 

Por Juca Kfouri às 15h35

Fala a verdade: não é maravilhoso?

Presidente Ricardo Teixeira é homenageado no IV Congresso Nacional de Delegados de Polícia Federal


Evento se encerra nesta sexta-feira, em Fortaleza 

(www.CBF.com.br) 06/11/2009 12h20 

Ao lado do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Brasileiro da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, Ricardo Teixeira, foi um dos convidados do IV Congresso Nacional de Delegados de Polícia Federal, que acontece em Fortaleza desde o dia 3 de novembro, com encerramento nesta sexta-feira.

O presidente Ricardo Teixeira participou do último dia do Fórum de debates sobre a Segurança nos grandes eventos internacionais: Experiência nos Jogos Pan - Rio 2007 e a preparação para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas 2016, abordando as expectativas para a Copa de 2014.

Ainda sobre o tema dos esportes, Bernd Manthey, da Polícia Federal alemã, falou sobre "A experiência da Eurocopa"; o delegado da PF Valmir Lemos de Oliveira abordou o tema "Segurança pública nos grandes eventos" e o diretor geral da PF Luiz Eduardo Corrêa fechou o ciclo de palestras com "O Papel da PF nos grandes eventos".

Ao final do evento, o presidente Ricardo Teixeira recebeu o Troféu do IV Congresso Nacional de Delegados de Polícia Federal, por sua contribuição no debate sobre as expectativas para a Copa de 2014, entregue pelo presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Sandro Torres Avelar.

http://www.youtube.com/adpftube?gl=BR&user=adpftube#p/u/0/r_IBZaCRY4U

Por Juca Kfouri às 15h05

O que vai dar na rodada de fim de semana do Brasileirão

Nos três jogos do sábado, dois interessam pela luta para não cair e por chegar à Libertadores:

no Pacaembu, o fantasma do rebaixamento para Santos e Náutico, muito mais para o Timbu que para o Peixe;

na Ilha do Retiro, o agonizante Sport recebe o ainda esperançoso Cruzeiro.

E, no Barradão, um jogo de dois bons times: Vitória e Avaí.

No domingo tem muito mais.

Tem mais seis partidas.

Corinthians e Santo André vale pouco para o preguiçoso alvinegro e vale muito para o ameaçado Ramalhão.

Grêmio Barueri e Inter vale mesmo para o Colorado, com a cabeça na Libertadores.

Atlético Paranaense e Goiás tem ar de fim de festa.

Botafogo e Coritiba, não, pelo menos para o dono da casa no Engenhão.

Mas dois jogos são de arrepiar, ambos com casa cheia:

Maracanã lotado para ver o Fluminense dar mais um passo em direção ao improvável e ver o Palmeiras na busca do título depois de 15 anos.

E Mineirão lotado para Galo e Flamengo, com a cara dos anos 80.

Palpites?

Mas é claro!

Mas só no domingo à noite...

Por Juca Kfouri às 00h23

05/11/2009

São Paulo na frente

Acabo de aprender que a caixa da enquete do blog comporta, no máximo, 10.500 indicações.

Dessas, 33% indicam o São Paulo como campeão de 2009.

Mas 32% apostam no Galo.

O Flamengo tem 19%.

E o líder Palmeiras apenas 16%.

Conclusão?

Os palmeirenses não gostam deste blog...

Para tristeza do blogueiro.

Por Juca Kfouri às 23h51

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico