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Passo a terça-feira fora de São Paulo.

Volto para comentar Corinthians x São Caetano.



Escrito por Juca Kfouri às 00h13
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É o Corinthians diante de seu destino

O Corinthians joga hoje, em Ribeirão Preto, às 20h30, contra o São Caetano, um de seus jogos mais importantes em 2008.

Se empatar com o Azulão estará nas semifinais da Copa do Brasil, contra Botafogo, mais provavelmente, ou Atlético Mineiro.

E, se passar, disputará a final, contra Inter, mais provavelmente, Sport ou Vasco.

Seja contra quem for, nunca jogará como favorito, mas outros já se viram na mesma situação e triunfaram.

Ganhar a Copa do Brasil tornará menos dolorosa a ausência na Série A do Campeonato Brasileiro, porque, ao menos, já garante uma vaga na Libertadores, prêmio para poucos da Primeira Divisão.

Por isso hoje o Corinthians joga uma das suas partidas mais importantes, para poder jogar, quem sabe, outras quatro, mais importantes ainda.



Escrito por Juca Kfouri às 00h10
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A Lei Áurea e o futebol

Por ROBERTO VIEIRA

Há 120 anos era assinada a Lei Áurea pela Princesa Isabel.

Uma lei com apenas dois artigos:

Art. 1º - É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil.

Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.

Simples na escrita. Profunda nos seus designios. Motivo de festa nas ruas do país. Princípio da República.

Por caminhos tortos, a Lei Áurea foi muito mais importante para o futebol brasileiro que a Lei Pelé.

Quase 60 anos depois era lançado um clássico da literatura brasileira. O livro 'O Negro no Futebol Brasileiro' de Mario Filho.

Pois o Brasil sem o negro seria um país de futebol nenhum. Um saco de pancada dos argentinos.

Mas a chegada dos antigos escravos no futebol foi lenta. Porque a abolição da escravatura no Brasil foi mais verbo que ação.

Os amigos de Charles Miller jogavam bola nos gramados bem cuidados dos clubes ingleses.

Os negros imitavam seus trejeitos nos campos de terra batida. Descalços e incultos. Criativos.

As portas dos clubes e das salas grã-finas eram fechadas aos negros. Até que os negros começaram a fazer gols.

E o gol subverteu a história do Brasil. Abriu portas.

El Tigre. Olhos claros, tez indefinida, futebol de gênio. Como a sociedade escravagista poderia resistir aos dez mil gols de Fried?

Como se até o Champs-Élysées beijava seus pés?

Como se ali do lado os uruguaios veneravam Jose Leandro Andrade?

Enquanto nossos jornais insistiam em chamar os jogadores negros de colored, hábito que persistiu até os anos 60, surgiu Fausto.

E depois de Fausto, Domingos da Guia. E depois de Domingos da Guia, Leônidas.

Leônidas que subverteu as leis da física com suas bicicletas tal qual Einstein.

O Brasil descobriu Zizinho. Ou será que foi Zizinho quem descobriu o Brasil?

Os mestres do apocalipse colonial porém insistiam: 'Temos talento mas não temos nervos. O negro é frágil, doentio, sifilítico...'

Como se as doenças da pobreza fossem causa e não consequência do Jeca Tatu.

Quando fomos derrotados em 50, um culpado: Moacir Barbosa!

Crime: Ser negro.

E baniram-se os negros da camisa número 1 da seleção brasileira.

Da camisa número 1. Porque das demais camisas era tarde demais. Ou não?

Publicou-se um relatório nos corredores do futebol antes de 1958. 'Com os negros não ganharemos uma copa jamais!'

Voltem as chibatas. Os navios negreiros. Restaure-se o pelourinho!

Eis que uma criança apanha uma bola na coxa, dribla um bretão e encaçapa uma bola nas redes com a sem cerimônia de um rei africano.

Silêncio. A imagem daquele rapazola franzino sendo carregado em triunfo na Suécia era um paradoxo. Um cataclisma.

A liberdade oferecida no bico de pena era agora conquistada na ponta da chuteira.

O Brasil se descobria Brasil nos pés e na arte de um neto de escravos.

Pois, que importa do nauta o berço?

O gol não tem certidão de batismo, árvore genealógica, nome e sobrenome feudal.

O Brasil começou a ser Brasil 120 anos atrás. Num dia de domingo. 13 de maio.

No mesmo horário de um Fla-Flu, de um Palmeiras x Corinthians, de um Clássico das Emoções. De um Ba-Vi.

Há 120 anos era assinada a Lei Áurea pela Princesa Isabel.

Uma lei com apenas dois artigos...



Escrito por Juca Kfouri às 00h03
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Olhaí o que deu na sondagem

Quem será o campeão brasileiro de 2008?

São Paulo, 19,41%; Palmeiras, 19,11%; Inter, 15%; Cruzeiro, 14,96%; Fluminense, 14,45%; Flamengo, 12,25% e Santos, 4,82%.

Peço desculpas aos comentaristas que apaguei, porque havia cometido um erro ao copiar e colar o resultado da sondagem, o que impedia a votação normal na nova enquete.



Escrito por Juca Kfouri às 12h36
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Meras constatações...

Todos os gaúchos venceram.

Todos os paranaenses ganharam.

Nenhum paulista triunfou.

Só um carioca perdeu.

Apenas um mineiro venceu.

Nenhum pernambucano empatou...



Escrito por Juca Kfouri às 10h59
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Primeiro balancinho do Brasileirão

Como cansou de acontecer com os jogos do Bahia, na Terceira Divisão, no ano passado, e do Galo, na Segunda, no ano retrasado, eis que o público do jogo do Corinthians, no Pacaembu, pela Série B, foi o maior do fim de semana de futebol:

32.232 pagantes contra 31.660 para Coritiba e Palmeiras, o melhor público da Série A.

O pior público da série A ficou para o jogo mais sensacional, no Canindé, com 10 gols e apenas 2495 pagantes, um gol para cada 249 torcedores e meio.

A média de público foi de 12.197.

Só houve um 0 a 0, entre Galo e Flu, mas, em compensação, tivemos este 5 a 5, entre Lusa e Figueira.

A média de gols ficou em 2,6 gols por jogo.

A primeira rodada do Brasileirão-2008, na verdade, ficou marcada pela preocupação de Fluminense, Santos e São Paulo com a Libertadores e a do Inter, Sport, Botafogo, Galo, com a Copa do Brasil.

Ainda vai melhorar.

E muito.



Escrito por Juca Kfouri às 20h36
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Canindé salva a noite!

Nos três jogos da noite da primeira rodada, futebol mesmo só no Canindé.

Porque dois minutos bastaram para o Flamengo derrotar os reservas do Santos no Maracanã sem ninguém.

Aos 29, Juan passou para Marcinho fazer 1 a 0.

Aos 30 Marcinho passou de letra para Ibson fazer 2 a 0.

Mas o Santos só pensa em quem o Flamengo não quer nem pensar, o América, razão pela qual seus titulares já na Cidade do México.

E Juan, em contra-ataque rápido, de novo aos 29, fez 3 a 0.

Os meninos do Santos não existiam em campo e o Flamengo passeava, sem maior desgaste, embora o Santos tenha até podido, ao menos, diminuir, coisa que só foi acontecer nos acréscimos, com Morais, de pênalti.

Enquanto isso, no Mineirão, em meio a protestos da torcida do Galo, justificadamente indignada com sua diretoria, os meninos do Flu seguraram o 0 a 0, em jogo fraco, de poucas chances de gol uma delas dos tricolores, com Arouca chutando no travessão.

Ambos os times reclamam de pênaltis e os cariocas parecem ter mais razão que os mineiros, mas estes têm de reclamar é de Castillo, que perdeu um gol feito em bola dada por Petkovic no primeiro tempo.

E quem salvou a rodada com gols em profusão foi o jogo do Canindé, onde Portuguesa e Figueirense empataram 5 a 5, num final de jogo sensacional, no qual, aliás, Rodrigo Fabri, revelado pela Lusa e hoje no time catarinense, sofreu pênalti que a arbitragem desconheceu.

A Lusa esteve vencendo por 5 a 2, ao fazer gols aos 11, 12 e 14 minutos do segundo tempo.

Mas levou três gols aos 24, 43 e 46.

S E N S A C I O N A L!!!!



Escrito por Juca Kfouri às 20h07
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1 a 0, 1 a 0 e 2 a 0

Nem bem o jogo começou no Beira-Rio e o time reserva do Inter fez 1 a 0 sobre o Vasco, com Sidnei, de cabeça, no minuto 1, resultado que manteve até o fim.

Nem bem o jogo começou no Ipatingão e o Furacão fez 1 a 0 sobre o Ipatinga, no minuto 3, com Léo Medeiros, resultado que manteve até o fim.

No Engenhão não foi assim, porque o Botafogo, com Jorge Henrique, só fez 1 a 0 sobre o Sport aos 33 do primeiro tempo.

Mas, aos 35 do segundo, as luzes se apagaram e o jogo ainda continua.

Não continua mais, mas,  Diguinho, só para fazer o blog mudar o título da nota, mudou o placar, em envolvente segundo gol.

 



Escrito por Juca Kfouri às 17h53
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Michel faz a festa Coxa

No encontro os campeões estaduais do Paraná e de São Paulo, os primeiros, os donos da casa, fizeram a festa.

E com toda justiça.

O Couto Pereira, todo verde, viveu tarde de festa, na volta do campeão nacional de 1985 à Primeira Divisão.

Embora o Palmeiras tenha começado o jogo tentando se impor para intimidar o Coritiba, o fato é que o Coxa foi melhor durante a maior parte do jogo.

E, principalmente, no segundo tempo, quando logo de cara exigiu uma senhora defesa de Marcos e, em seguida, com Michel, abriu o placar, aos 8, em linda tabela com Hugo.

Michel, que veio do Guaratinguetá, aliás, foi o nome do jogo, cheio de graça e ousadia, deixando para trás a atração Keirrison, até porque o artilheiro que o Palmeiras quer e o Coritiba faz tudo certo para manter, se machucou e saiu no fim do primeiro tempo.

Hugo entrou em seu lugar, para ter papel especial no jogo.

Vendo que a coisa estava feia, Luxemburgo botou Denílson logo aos 17, no lugar de Pierre.

E depois que o apagado Diego Souza foi expulso, aos 24, com Carlinhos Paraíba, o técnico ainda tirou Martinez e Alex Mineiro, para as entradas de Sandro Silva, ex-Mirassol, e Lenny.

Tudo em vão.

Porque Hugo fez 2 a 0, em nova tabela com Michel, aos 38.

"Cadê, porco, cadê, porco?", perguntavam os coxas em coro.

Bem, os campeões paulistas estavam em Curitiba, mas a tarde era do Coritiba.

Tarde de Michel, que tantas fez, que até Denilson, o do circo, pediu que ele jogasse com seriedade e Luxemburgo disse a ele que jogasse futebol.

Pois ele jogou e, depois do pedido do professor, deu o segundo gol para seu time.

Ou Valdívia pode e Michel não pode?



Escrito por Juca Kfouri às 17h49
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A mãe do juiz

Por ROBERTO VIEIRA

"Até hoje eu não sei, meu filho. Ele poderia ter sido qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. Sempre foi um menino inteligente, aplicado nos estudos, sempre tirava notas boas na escola.

Mas tinha alguma coisa de diferente nele.

Os irmãos organizavam uma pelada e ele ficava de apito na mão, apitando falta, marcando pênalti. O caçula gostava de ser artilheiro, dizia que era o Roberto Dinamite. Mas, doido igual ao Zezinho, só o mais velho que brincava de ser goleiro.

As outras mães davam força. Diziam que ele levava jeito pra coisa. Tinha pelada? Lá ia ele de preto. Brabo feito siri. Se alguém dizia que ele tinha errado na marcação ele logo dava cartão, enfrentava, gritava.

Perdi a amizade da minha vizinha no dia em que ele expulsou os dois filhos dela na final do campeonato da escola. Ela nunca se conformou. Dizia que ele era muito rígido. Inflexível.

O pai ria da história. Dizia que aquilo ia sobrar pra mim. Mesmo assim levou uma conversa séria com ele e disse que ninguém vive de apito honestamente. Ele devia procurar uma profissão, ser engenheiro, advogado. Ser juiz era pras horas vagas.

Ele concordou, entrou pra faculdade de direito e pro curso de árbitro da Federação. Passou nos dois com distinção.

Eu fiquei toda orgulhosa na entrega dos diplomas. Meu filho sorria feliz. Começou a apitar jogos importantes. Jogo que aparecia na televisão. Começou a ser elogiado pelos jornalistas, reconhecido nas ruas. Era o juiz revelação do futebol brasileiro segundo o Globo Esporte.

Eu, como mãe, colecionava suas fotografias num álbum de retratos. Mas nunca fui a campo.

Um dia ele chegou triste, cabisbaixo. Marcou um pênalti que o tira teima mostrou que foi fora da área. Nesse dia ele mal dormiu. Eu vi a luz do quarto acesa até tarde. Ele estava na frente da televisão assistindo mil vezes o mesmo lance. Controle remoto nas mãos.

De manhã nem quis tomar café. No trabalho ouviu piadinhas infames durante todo o expediente. Mas os dias se passaram, outro jogo chegou e ele foi se acostumando com a vida.

Um dia disseram que ele roubou. Logo meu filho, sempre tão honesto, incapaz de contar uma mentira. Aquilo doeu fundo na alma dele. Mas um colega mais antigo veio conversar com ele e disse que nessa profissão todo mundo acha que só tem ladrão.

Mal sabem eles o sofrimento de uma mãe quando ouve o filho ser xingado por uma multidão.

Escrevo estas linhas por um motivo apenas. Um motivo tão singelo quanto impossível.

Não é por mim. É por tantas mães no Brasil e no mundo que hoje irão sofrer vendo os seus filhos correndo em campo. Proibidos de fazer um gol e levantar a camiseta com os dizeres: 'Valeu mamãe!'

Eu gostaria que pelo menos uma vez lembrassem que a mãe do juiz é uma mãe igual a todas as outras. Igual a mãe dos torcedores.

E que pelo menos nesse dia lembrassem delas com carinho.

Obrigado pela atenção".

Mercedes Alencar, mãe de juiz.



Escrito por Juca Kfouri às 01h41
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Geraldo é o nome

Geraldo, que o Corinthians deveria ter trazido junto com Acosta, para alimentá-lo, fez dois gols, um aos 2 do primeiro tempo e o outro aos 12 do segundo, de pênalti, para que o Náutico derrotasse o combalido Goiás por 2 a 1, nos Aflitos.

O Timbu não quer tomar sustos nesta temporada e deixou felizes os quase 15 mil torcedores presentes.



Escrito por Juca Kfouri às 20h08
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Deu tricolor gaúcho

Em busca de ser o primeiro a vencer três Brasileirões seguidos, o São Paulo começou poupando Hernanes e Adriano e se deu mal diante do Grêmio.

Um Grêmio que em 30 minutos fez 14 faltas contra quatro do tricolor paulista e que parecia disposto a salvar o pescoço de Celso Roth.

E conseguiu.

Conseguiu porque num jogo de criatividade zero, Pereira fez 1 a 0 no começo do segundo tempo e tratou de defender o resultado com unhas e dentes.

O São Paulo criou condições para, ao menos, empatar, mas era visível a preocupação do time em se poupar no frio gelado do Morumbi com apenas oito mil torcedores.

Éder Luís, Fábio Santos e Richarlyson mais pareciam os três patetas, tão ridículo o futebol que apresentaram, ou deixaram de apresentar.

O goleiro Vítor pegou uma falta que tinha endereço certo em cobrança de Rogério Ceni, aos 43.

No lance seguinte, Rogério fez milagre para evitar o segundo gol, de Jonas.

Fazia tempo que o São Paulo não perdia no Morumbi.

Fazia.

A vitória do tricolor gaúcho chateia o paulista, mas é incomparavelmente menos grave de uma eventual do tricolor carioca se este se sair bem também no Morumbi na quarta-feira que vem.



Escrito por Juca Kfouri às 20h07
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Cruzeiro estréia com vitória

Marcelo Moreno, o boliviano do Cruzeiro que jogava no Vitória, fez, no minuto 1 do jogo no Barradão (10.194 pagantes), o primeiro gol do Brasileirão.

E, aos 8, por reclamar de um impedimento, levou o primeiro cartão amarelo do campeonato.

Não satisfeito, ao se ver vítima de um erro da arbitragem que viu impedimento onde não havia, mandou a bola para o gol e acabou recebendo o primeiro cartão vermelho do torneio, aos 17 do segundo tempo.

Naquelas alturas o Cruzeiro já vencia o frágil Vitória, candidatíssimo à queda, por 2 a 0, beneficiado por um gol contra, aos 40 da primeira etapa.

Com 11 contra 10, o Vitória passou a exigir que Fábio trabalhasse e fez até o travessão se virar.

Em vão.



Escrito por Juca Kfouri às 20h05
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O primeiro passo do Timão

Logo no primeiro minuto da Segunda Divisão, um susto.

Um sustão.

Em impedimento (daqueles que o auxiliar tem o direito de não marcar), CRB 1, Corinthians 0, em bola que veio da cobrança de falta.

Menos mal que no minuto seguinte o capitão William pôs a bola na cabeça do argentino Herrera e ele empatou, para explosão do Pacaembu reaberto, com 35 mil torcedores.

Só deu Corinthians até que Lulinha bateu falta cruzada pela esquerda e Chicão, na pequena área, no segundo pau, fez 2 a 1, aos 27.

Daí para frente o CRB não ameaçou, mas o Corinthians também não forçou.

Douglas estreou bem e com um detalhe importante, se apresentou para o jogo, não deixou a camisa pesar, maior dúvida que existia, ou existe, em torno de sua contratação ao São Caetano.

A aposta paulista era a de que a equipe alagoana cansaria no segundo tempo, não suportaria o ritmo mais competitivo de um time muito mais preparado.

Mas perdeu a aposta porque o CRB ameaçou e até obrigou Felipe a fazer duas defesas difíceis nos primeiros 15 minutos, enquanto o Corinthians mostrava ansiedade para resolver o jogo logo, de uma vez por todas.

O segundo tempo correu mais difícil que o primeiro, surpreendentemente.

O Corinthians passou a errar demais e a animar o CRB.

Aos 25, no entanto, em outra bola parada, desta vez pela direita, André Santos botou na cabeça de Herrera e com ele não tem mais erro: 3 a 1.

A Fiel, em uníssono, saudou a plenos pulmões o nome do Herrera, chamado de "quase gol" na Argentina e, pelos alvinegros mais fanáticos, de "Acertera".

Aos 32, Douglas e Lulinha saíram para entrada de Alessandro, depois de longa recuperação, e Perdigão, sinal de problema.

Dez minutos depois, aos 42, nova bola parada, novo gol, desta vez, outra vez, do CRB, que fez no começo e no fim.

E que mostrou uma deficiência que os corintianos imaginavam não ter com a dupla William e Chicão.

Seja como for, o primeiro de 38 passos está dado e é bem possível que o Corinthians nem precise de tantos para voltar à Série A.

Basta caminhar com segurança, um passo de cada vez.

O segundo será na capital brasileira, contra o Gama, certamente com maioria nas arquibancadas e nova obrigação de vitória.

Quem sabe o corintiano possa ter um 2008 de sábados felizes e domingos sem preocupação, num consolo, talvez...

Principalmente se seguir na Copa do Brasil, onde enfrentará novamente o São Caetano nesta terça-feira, em Ribeirão Preto.

Azulão que estreou na Série B com um 3 a 0 sobre a vice-campeã paulista Ponte Preta.



Escrito por Juca Kfouri às 18h00
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Vitória de Valdívia

Com 2800 opiniões, 49,32% dos blogueiros indicam Valdívia como o melhor jogador no país, secundado por Alex, do Inter, com 39,45%.

Thiago Neves ficou com 11,23%.

Muita gente reclamou da ausência do colombiano Molina, do Santos, na sondagem.

E com razão.

Ele talvez seja hoje mais importante para o Peixe do que o chileno é para o Verdão.



Escrito por Juca Kfouri às 12h16
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