Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

12/11/2005

Peru mata o Papão e alimenta o Galo

Quando estava 0 a 0, Robgol deixou sua marca e a viu anulada por um impedimento mal marcado.

Depois, o goleiro do Papão, Alexandre Fávaro, comeu um peru.

E o Galo ainda fez 2 a 0.

Só para alimentar um sonho impossível.

Papão e Galo, kaput!

Por Juca Kfouri às 19h43

Tudo azul no sul

Em Montevidéu, o ideal mesmo, para o Uruguai, seria uma vitória por 2 a 0 contra a Austrália.

Mas a Celeste ficou no 1 a 0, o que não foi de todo mau.

E, em Porto Alegre, o ideal, para o Grêmio, seria ganhar da Portuguesa.

Mas para quem saiu perdendo da Lusa por 2 a 0 no primeiro tempo, o placar final de 2 a 2 ficou de bom tamanho.

Tanto o Uruguai como o Grêmio, na verdade, mereceram um resultado melhor.

Mas não têm do que se queixar.

Por Juca Kfouri às 19h20

Deu no Radar, da "Veja"

Bate-bola
Em sua incessante busca de alianças para não ser cassado, José Dirceu bateu à porta do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na quinta-feira passada.

Por Juca Kfouri às 17h14

Goleada! Para quê?

Confesso que vi com mais atenção o jogo entre Inglaterra 3, Argentina 2, um jogaço que confirmou que os ingleses vão dar trabalho nesta Copa.

Menos mal que, a exemplo dos alemães, eles odeiam enfrentar o Brasil.

Já o jogo da Seleção Brasileira contra os Emirados Árabes Unidos foi o que se esperava: os titulares na moita, os reservas com vontade, razão pela qual a goleada só saiu no segundo tempo.

Mas teria sido muito melhor aproveitar a data (já que a CBF parece evitar seleções de primeira linha) para treinar o time A contra o time B, que deve ser a terceira ou quarta força do futebol mundial.

Porque se a seleção dos Emirados Árabes disputar a terceira divisão brasileira certamente cairá para a quarta.

Ou 8 a 0 é placar de um jogo entre duas seleções que honrem tal nome?

 

Por Juca Kfouri às 16h02

Os três lideres neste domingo

O Inter, apesar dos tropeços mais recentes na hora agá, vencerá o Santos sem torcida e sem Ricardinho.

O Corinthians, sem Tevez, no máximo, empatará com o desesperado Coritiba.

E o Fluminense, sem Petkovic ou com ele baleado, perderá para o Vasco em São Januário.

Por Juca Kfouri às 11h53

11/11/2005

O ex-Márcio Braga ataca novamente

Está no diário "Lance!" de hoje:

- O que interessa são as grandes marcas, que vendem o campeonato - afirmou Márcio Braga. O torcedor não quer ver São Caetano, Santo André, São Raimundo, são não sei o quê. O Brasileiro não pode ficar sem um Atlético Mineiro, um Grêmio, nem o mercado baiano, que é tão forte - opinou.

Para o dirigente, o melhor seria realizar o Nacional de agosto a dezembro, com 16 clubes na Série A e 16 na B, deixando o primeiro semestre para os Estaduais.

Acha, no entanto, que a idéia não vai vingar. Por isso, defende a manutenção dos 20 clubes previstos na Primeira Divisão de 2007, divergindo do que quer Fábio Koff, presidente do C-13, favorável a 22 clubes na Série A.

- Mas o importante é criar um mecanismo para proteger os grandes (fundadores do C-13) do rebaixamento - completou.

O blog comenta:

Braga quer perpetuar a incompetência e faz par com Eurico Miranda, que desconhece que o Vasco já foi pequeno e só virou grande como é hoje porque, por seus méritos, ascendeu no futebol carioca contra tudo e contra todos.

Ele quer ter lugar cativo, sem se dar conta de que este time do Flamengo que está aí nem os rubro-negros querem ver, que dirá os torcedores de outros clubes que hoje, no máximo, ainda se encantam com o que a camisa significou.

Miranda é conhecido e dispensa comentários.
O novo Márcio Braga cada vez mais dá  o ar de sua desgraça.
O antigo, aquele que bradava pela modernização, morreu.
Este que está aí, como escreveu tempos atrás Fernando Calazans, no "Globo", ao citar uma raposa rubro-negra, é o ex-Márcio Braga.

E bote ex nisso.

 

Por Juca Kfouri às 22h01

10/11/2005

Deu pena do Inter

O Inter chegou a fazer 1 a 1 diante do Boca Juniors, placar que o classificaria para as semifinais da tal Copa Sul-Americana.

Mas, feito um cometa e com a inestimável colaboração de Clemer, o Boca fez 2, 3, 4 e liquidou a fatura.

Um massacre!

Massacre que pode custar caro para a equipe gaúcha que, se não perdeu nenhum jogador como o Flu perdeu Petkovic, certamente voltará ao Brasil de crista bem baixa, quase tão humilhado como anda o Santos, a quem enfrentará sem torcida e sem Ricardinho em São Caetano.

Dos três líderes quem se saiu menos mal acabou sendo o Corinthians mesmo, que perdeu com seu time quase reserva, diferentemente de Inter e Flu.

A final da Copa Sul-Americana, que poderia ser brasileira como aconteceu na Libertadores tem tudo, agora, para ser argentina, entre Boca Juniors e Velez Sarsfield, que pegam o razoável Universidade Católica e o fraco Pumas, respectivamente, nas semifinais.

Por Juca Kfouri às 23h08

A CBF não é mesmo um modelo de organização?

10/11/2005 - 20h26
Fifa dá razão a clubes europeus, e amistoso do Brasil é adiado

Da Reuters
No Rio de Janeiro

O jogo entre a seleção brasileira e um combinado do Kuait, o All Star Team/Kuait Sport Club, no dia 15 deste mês foi adiado, informou na noite desta quinta-feira a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

AFP
Parreira encontra Adriano no aeroporto de Frankfurt, a caminho dos Emirados Árabes
Segundo a CBF, o departamento jurídico da Fifa comunicou a Federação do Kuait que a partida não pode ser considerada um jogo internacional por não se tratar de uma seleção.

Com isso, os clubes não são obrigados a liberarem seus jogadores para a seleção brasileira, e o amistoso deverá ser realizado em 2006. A partida contra os Emirados Árabes Unidos, no sábado, está mantida.

A Inter de Milão estava relutante em liberar o atacante Adriano para os amistosos do Brasil. O jogador chegou a pedir para ficar fora da seleção alegando dores no ombro, mas, no dia seguinte, negou que tivesse pedido dispensa.

Nesta quinta, a seleção se reuniu no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, para seguir para Abu Dhabi, onde enfrentará a seleção dos Emirados Árabes. Do Brasil vieram os integrantes da comissão técnica e os jogadores Cicinho, Gustavo Nery e Ricardinho.

Ronaldinho Gaúcho, Zé Roberto, Lúcio, Adriano, Julio César, Edmilson e Gilberto Silva foram os primeiros que atuam na Europa a se apresentarem, e depois chegaram Dida, Cafu, Kaká, Emerson, Robinho, Roberto Carlos, Luisão, Juninho Pernambucano, Fred, Roque Júnior e Juan.

Por Juca Kfouri às 21h45

Pró-memória

Três meses atrás, tanto Márcio Braga quanto Bebeto de Freitas foram dramaticamente taxativos:

se a Timemania não fosse aprovada até outubro, Flamengo e Botafogo fechariam.

Pois estamos no décimo dia pós-outubro, a Timemania continua longe de sair, e nenhum dos dois fechou.

 

 

Por Juca Kfouri às 20h26

Flu perde Petkovic

A contusão na coxa esquerda de Pet o impedirá de jogar contra o Vasco e, provavelmente, também contra o Atlético Mineiro.

Alguém dirá que ele poderia ter sofrido a mesma contusão num treino ou descendo a escada da casa dele.

Mas o fato é que a sofreu no jogo pela tal Copa Sul-Americana e nem que o Flu tivesse se classificado teria valido a pena.

Um atleta de sua idade precisa ser preservado e se o Corinthians se preocupou em preservar jovens como Marcelo Mattos e Rosinei, o Flu, no mínimo, deveria ter feito o mesmo com Pet.

Saiu caro demais.

Por Juca Kfouri às 16h32

Apesar da CBF

Quando se diz que o jogador brasileiro é antes de tudo um forte (como disse Euclides da Cunha sobre o nordestino), capaz de ser pentacampeão mundial apesar da CBF, não é à toa.

Basta ver como serão usadas as datas-Fifa dos próximos dias.

Para começar, enquanto os campeonatos na Europa param, o Brasileirão continua.

A Inglaterra, campeã mundial de 1966 e classificada para a próxima Copa do Mundo, enfrentará a classificada Argentina, bicampeã em 1978 e 1986.

A Alemanha, tricampeã (1954, 1974 e 1990), jogará com a França, campeã de 1998, ambas também classificadas.

A Itália, tricampeã (1934. 1938 e 1982), pegará a Holanda, vice-campeã em 1974 e em 1978, outras duas seleções que estarão na Alemanha no ano que vem.

E vai por aí, com Portugal e Croácia, por exemplo.

Em compensação, a Seleção Brasileira desafiará os Emirados Árabes e, depois, as "estrelas" do Kuwait! 

Por Juca Kfouri às 12h10

09/11/2005

Só restou o Inter na Sul-Americana

O Internacional joga hoje, às 22h, contra o Boca Juniors na Bombonera, em Buenos Aires.

O vice-líder do Campeonato Brasileiro é a última esperança nacional para chegar às semifinais da Copa Sul-Americana.

Porque Corinthians e Fluminense foram eliminados ontem no México e no Chile.

O líder do Brasileirão levou de 3 a 0 do Pumas e só não perdeu de mais porque Fábio Costa impediu.

E o terceiro colocado do Brasileirão perdeu de 2 a 0 para o Universidade Católica.

Corinthians e Fluminense continuam virgens em matéria de títulos sul-americanos.

E o Inter, que também é virgem, tenta permanecer na luta.

Para corintianos e tricolores, um consolo: agora é concentração total no que realmente interessa: a reta final do Campeonato Brasileiro.

Por Juca Kfouri às 23h01

O debate - 2

CALENDÁRIO: MUDAR OU MANTER?

 

                                                                           Fábio André Koff

 

 

         Ainda que se tenha a necessidade de mudar como insubstituível força de evolução, o sedutor chamado para mudanças, quando mal pensadas, pode ser tão destrutivo quanto a inércia que barra o desenvolvimento pelo receio de transformar. O futebol tem oferecido inestimáveis lições sobre benefícios e prejuízos que podem advir de reformulações promovidas no campo da organização e gestão – Lei Pelé é exemplo quase perfeito – tanto quanto é essencial o acatamento radical de alguns estatutos pétreos como as leis do jogo. Conservar melhorando ou melhorar conservando, não tem peso a ordem dos conceitos, tem sido o mais produtivo pensamento conduzido através dos tempos. Em qualquer caso, porém, impõe-se a discussão das propostas inovadoras, ao esgotamento, como elemento essencial para driblar o erro que, uma vez consolidado, cobra tempo e prejuízos, às vezes irrecuperáveis, até a sua erradicação.

         Apoiada no saudável objetivo de evitar a transferência de jogadores para o Exterior durante o Campeonato Brasileiro, a CBF anuncia disposição em adequar o calendário futebolístico brasileiro ao que é praticado na Europa. Porém, como se trata de uma transformação que vai tocar, profundamente, nos hábitos e costumes da população brasileira, ninguém questionará, certamente, a conveniência de que o projeto seja amplamente dissecado por todos os segmentos nele interessados. Comecemos pelo seu foco central: começar o Campeonato Brasileiro no segundo semestre e encerrá-lo no primeiro semestre do ano seguinte impedirá o êxodo de jogadores no transcurso da competição?

         Existem fortes razões para que se duvide. No final do ano, a Europa costuma “abrir uma janela” para contratações. Embora por um curto período, é crível que seja uma abertura com tempo suficiente para que se realizem todas as contratações que os clubes europeus desejarem. E acontecerá, exatamente, no meio do Campeonato Brasileiro. Considere-se, ainda, que negociar jogadores com o Exterior segue sendo, infelizmente, insubstituível fonte de receita para os clubes e certeza de realização financeira para os profissionais, a quem servirá impedir que alguma transferência seja feita em época aleatória?

         Os europeus abrem as suas temporadas no início do segundo semestre, evitando o auge do verão. Adotar idêntico calendário recomendaria que os profissionais - jogadores, treinadores e preparadores - sejam ouvidos sobre o seu interesse em antecipar para agosto o período de férias.

         É imperioso lembrar que, se o futebol europeu descansa no período em que são mais elevadas as temperaturas, no Brasil se daria o contrário. O campeonato estaria em andamento quando o calor é mais forte, meses de dezembro, janeiro e fevereiro, as férias escolares estariam em pleno desenvolvimento e o torcedor brasileiro voltado, inteiramente, para viagens e descanso. Não devemos esquecer que capitais como Porto Alegre, Coritiba e São Paulo não são cidades litorâneas e, nos seus estados, só existem três meses de verão, por ano, época em que se esvaziam com a saída das suas populações na direção do mar.

 

         Reproduzir o calendário europeu também exigiria atenção para outros aspectos que seriam desfavoráveis e com graves repercussões, no Brasil: as distâncias e o número de competições por temporada. A exemplo do que acontece na Europa, os clubes brasileiros disputam duas competições nacionais, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, e duas competições continentais, Libertadores da América e Copa Sul-Americana. O mesmo calendário teria que encontrar espaço para os campeonatos estaduais brasileiros, que não existem na Europa. Acrescente-se, ainda, que as distâncias que os clubes brasileiros obrigam-se a percorrer são imensamente maiores do que as européias e temos como indispensável, em caso de adaptação do calendário, o encurtamento dos períodos destes campeonatos, com a redução do número de jogos.

         A mudança do calendário também afetaria, profundamente, as relações comerciais entre os clubes e a Rede Globo, detentora dos direitos de imagem das competições. Clubes e televisão já firmaram contrato para o próximo triênio, 2006, 07 e 08, por valor superior a R$ 1 bilhão. Qualquer alteração no período e formato das disputas resultaria em reavaliação financeira do acordo, com inevitável redução dos números, conforme avaliam os executivos da televisão. Os seus patrocinadores, cujos exercícios encerram em dezembro, não conseguiriam honrar o valor das cotas acordadas se houvesse a mudança proposta. Não podemos esquecer, também, que para muitos clubes a receita proveniente da televisão responde por 70% dos seus orçamentos.

         Se mudar o calendário significar, comprovadamente, evolução para o futebol brasileiro, que seja bem vinda esta mudança. Porém, antes de uma decisão definitiva é indispensável que clubes, profissionais, árbitros, entidades de administração do futebol e a própria imprensa esportiva, sejam consultados e envolvidos em debate sério e aprofundado da matéria. E, se houvesse viabilidade técnica, política e financeira, até um referendo deveria ser convocado, onde o torcedor brasileiro diria se deseja ou não esta alteração de calendário. Afinal, não é para o povo que se faz futebol, neste país? Não é o torcedor o seu sujeito prioritário? Como seria impossível um referendo, que sejam feitas pesquisas populares. Não seria razoável e respeitoso impor esta mudança, de cima para baixo, sem levar em conta o que pensa a torcida brasileira.      

Por Juca Kfouri às 20h38

Debate sobre a adequação ao calendário mundial

Abaixo, o editorial do diário "Lance!", de hoje.

 

A vontade dos clubes

 

A pauta de modernização do futebol no Brasil é ampla e já avançamos em itens importantes. Não é à toa que a receita de bilheteria, os índices de audiência na tv aberta e por assinatura crescem consistentemente há 3 anos. São indicadores que provam o interesse ascendente do torcedor pelo futebol. Uma recente pesquisa do Datafolha atestou este fenômeno.

Essa nova era tem como marcos o Estatuto do Torcedor, a implantação do sistema de pontos corridos e o cumprimento do objetivo de se chegar a 20 clubes por divisão, sem as mudanças de regra do passado.

A falta de segurança e de conforto são os fatores críticos a serem superados para se levar mais gente aos estádios, com prioridade para mulheres e crianças. Craques são necessários. Observem o efeito Tevez e Petkovic na venda de camisas, presença no estádio e na paixão da meninada. Imaginem se isso fosse mais generalizado.

No que falta cumprir na sonhada virada dos nossos clubes está o afastamento dos sangue-sugas e usando os bons amadores num novo modelo de gestão profissional. A criação de uma Liga de verdade resultará disso. Não é este Clube dos 13, mero aprendiz de corretor de direitos de tv, que vai lutar por esta mudança. A Liga saberá conquistar fatia das milionárias receitas da CBF para os clubes. A CBF doa milhões para campanhas eleitorais e cobra juros de empréstimos dos que são sua razão de existir.

Na pauta do progresso se destaca a adaptação do nosso calendário ao do resto do mundo. Existe honestidade em certos argumentos contra a mudança, mas que têm que ser superados por um bem maior, que é poderem os nossos maiores clubes começarem e terminarem o Brasileirão sem os inúmeros e graves desfalques que enfraquecem os times no meio do ano. Não está claro por que a CBF não promove este avanço já em 2006, sem dúvida o ano ideal.

Menos mal que anuncia a boa mudança, desejada pela quase totalidade dos clubes, para 2007. Eis que surge oposição do Clube dos 13 e da Globo Esporte. E em perfeita sintonia, o que não é surpresa para os que seguem a dinâmica recente do fut, mas advogando o atraso.

O sr. Fábio Koff alega que emite opinião pessoal e a Globo Esporte, ameaçando redução de valor, defende que o calendário fiscal impede a mudança. A negociação de pacotes de patrocínio, importante fonte de receitas para o sustento do fut, segundo especialistas, pode ser deslocada alguns meses bastando um prazo razoável, já que os cinco cotistas renovam quase sempre os contratos.

Várias empresas estrangeiras operam no Brasil segundo outro calendário fiscal e isto não atrapalha seus negócios.

Confiamos portanto que a alta direção das Organizações Globo saberá superar este obstáculo interno na direção de uma pauta "positiva". E que os clubes, senhores dos seus destinos, farão valer seus interesses, aliados à CBF, no caminho da modernidade.

Por Juca Kfouri às 20h33

Correção

Cometi uma imprecisão, já corrigida, na primeira versão do texto abaixo ao mencionar que qualquer mudança no Campeonato Brasileiro precisaria ser anunciada com dois anos de antecedência.

Tinha na memória o projeto original do Estatuto do Torcedor, que previa tal anúncio.

Mas o que foi aprovado, sob pressão da cartolagem no relator Gilmar Machado (PT-MG), o deputado dos bingos, é diferente, e menciona que mudanças podem ser feitas depois de dois anos com o mesmo regulamento, o que permitiria o estupro que Fábio Koff deseja fazer no número de participantes.

Verdade que cabe discussão, porque ainda não tivemos dois campeonatos com 20 clubes, objetivo final estabelecido desde que se adotou a fórmula dos pontos corridos.

Mas esta é uma questão para advogados.

Ao jornalista cabe fazer a correção.

Por Juca Kfouri às 15h05

08/11/2005

Koff já quer mudar o que dá certo

Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, lamenta que no ano que vem o nordeste não terá nenhum time no Brasileirão ("no máximo, o Santa Cruz", disse) e já fala em ampliar o número de participantes do campeonato em 2007, "para 22 ou 24 clubes, com queda de apenas dois".

Fábio Koff quer premiar a incompetência, é fraco de geografia e, juiz de direito aposentado, desconhece as leis em vigor.

Premiar a incompetência porque teme que mais clubes de grandes torcidas caiam.

Ignorante em geografia porque não sabe que o Fortaleza, do Ceará, é nordestino e estará certamente no campeonato de 2006.

Desconhece a legislação porque o Estatuto do Torcedor determina que qualquer mudança no regulamento seja feita depois que o campeonato tenha sido disputado pelo menos dois anos do mesmo modo, coisa que só acontecerá, com 20 clubes, depois de 2006 e 2007.

Para vigorar em 2007 não dá mais.

Koff, na verdade, não sabe o que diz.

Apenas repete o que lhe segreda a eminência parda do Clube dos 13, Mustafá Contursi, o homem  que levou o Palmeiras à Segunda Divisão.

Contursi que também fugiu das aulas de geografia, ignora as leis e só entende mesmo de incompetência, como sua gestão no Palmeiras demonstra cabalmente.

Por Juca Kfouri às 20h43

A impressionante marca de Dagoberto no Furacão

 

Desde que voltou ao Atlético Paranaense, recuperado da delicada operação a que se submeteu, o meia Dagoberto jogou oito vezes pelo Furacão. E o time ganhou todas. Confira:

10/7 - 11ª Rodada
 Atlético PR 1 x 0 Coritiba - entrou aos 20 do 2ºT e saiu 15 minutos depois com uma contusão muscular

02/10 - 29ªRodada
Atlético PR 2 X 0 Flamengo - estréia do técnico Evaristo de Macedo

0510 - 30ªRodada
Fortaleza 1 X 4 Atlético PR - marcou um gol

11/10 - 31ªRodada
Atlético PR 4 X 0 Brasiliense

15/10 - 32ªRodada
Coritiba 1 x 2 Atlético PR

22/10 - 33ªRodada
Atlético PR 2 x 0 Atlético MG

27/10 - 34ªRodada
Fluminense 4 X 1 Atlético PR - estava com dores abdominais e foi vetado pelo Departamento Médico.

30/10 - 35ª Rodada
Atlético PR  2 x 1 Paraná - recebeu dois amarelos, o segundo injusto, e foi expulso.

03/11 - 36ªRodada
Vasco 2 x 1 Atlético PR  - não jogou

06/11 - 37ªRodada
Atlético PR 4 x 0 Palmeiras

Por Juca Kfouri às 19h05

Clube organizado é assim

08/11/2005 - 15h31
São Paulo apresenta plano para o Mundial e pode ter contratação

Danilo Valentini
Do Pelé.Net
Em São Paulo

O São Paulo confirmou sua fama de clube organizado nesta terça-feira ao apresentar formalmente a programação que será feita até a estréia do Mundial de Clubes, no dia 14 de dezembro, em Tóquio, no Japão. Mesmo assim, a diretoria do atual campeão da Libertadores não descarta totalmente a possibilidade de apresentar um novo reforço até sexta-feira e deixa em aberto a competição entre os jogadores do elenco.

A comissão técnica, chefiada pelo técnico Paulo Autuori, definiu que a partir da próxima segunda-feira, dia 14 de novembro, estará aberta oficialmente a preparação especial da equipe. Antes disso, porém, interferências da diretoria e do comando da equipe podem trazer algo a mais para o São Paulo nas vésperas do Mundial.

TREINOS E VIAGEM
de 14/11 a 20/11: avaliação física, diagnósticos e programação de treinos indiviual e coletiva
de 21/11 a 27/11: manutenção e preparação para enfrentar o Fortaleza
de 28/11 a 4/12: última análise antes do embarque para o Japão
de 05/12 a 07/12: viagem para Tóquio
07/12: chegada em Tóquio, às 8h45 (horário local), e treino imediato
08/12: treino às 19h
09/12: treinos às 10 e às 19h
10/12: treinos às 10 e às 19h
11/12: treino às 19h e observação do jogo entre o campeão africano e o asiático
13/12: treino às 19h
14/12: semifinal contra o vencedor do jogo entre o campeão da África e da Ásia, às 19h20 (8h20 em Brasília)
15/12: em aberto
16/12: treino às 19
17/12: treino às 19h
18/12: decisão do título (às 19h20), ou do terceiro lugar (16h20)
"O treinador sempre quer mais. Por isso seria lindo se viesse mais alguém", revelou Paulo Autuori, adotando postura que vai na contramão do comportamento mais comedido do superintendente de futebol do clube, Marco Aurélio Cunha, que nega veemente que algum novo jogador esteja negociando com o São Paulo.

Mas o suspense que o clube vem fazendo para definir a lista prévia de 23 inscritos, que será enviada à Fifa na próxima sexta, dia 11, deixa a possibilidade de uma surpresa, da mesma forma que o São Paulo preparou dias antes do encerramento da inscrição para a Libertadores, quando registrou o atacante Amoroso de última hora.

A definição do elenco, porém, vai se estender até o dia 28, quando se encerra o limite de mudanças de jogadores que já estejam registrados. Por isso, o técnico Paulo Autuori ainda faz questão de motivar jogadores que, hoje, podem se considerar fora da lista, como o volante Alê ou atacante Vélber.

Como Rogério Ceni -o único que voltará a treinar antes e estar confirmado contra o Palmeiras-, Cicinho, Fabão, Lugano, Júnior, Mineiro, Josué, Souza, Danilo e Amoroso ganharam folga para voltarem recuperados na próxima semana, os jogadores que atuarem no clássico, contra Goiás e Figueirense poderão ser incluídos na lista definitiva.

"Claro que o desempenho desses jogadores nos três jogos pode provocar mudanças", declarou Autuori, que pretende escalar a equipe principal nos dois últimos jogos do Brasileirão, contra Fortaleza e Atlético-PR, como forma de dar ritmo competitivo à equipe antes da viagem para o Japão.

Com a preocupação de se focar totalmente para a competição após o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro já estar totalmente eliminado, depois da vitória por 3 x 1 contra o Juventude, o São Paulo priorizou o descanso dos atletas que mais atuaram no elenco como aposta de que, nos dois jogos que terá a disputar no Mundial, o desempenho irá resgatar a performance apresentada pela equipe em seus melhores momentos do ano: no Paulista e na Libertadores.

"O planejamento não vai nos dar a garantia de que vamos pisar no campo como campeões, mas nos dá uma maior segurança para acreditar que podemos recuperar a performance que tivemos nos momentos de conquista no ano", afirmou o técnico Paulo Autuori, que demonstra plena convicção de que o descanso da base do São Paulo será eficiente. "Toda.vez que a equipe descansou e treinou, fez bem o que tinha de fazer".

O BLOG COMENTA: NOTA 10 EM ORGANIZAÇÃO E APENAS UMA DÚVIDA: SE O SÃO PAULO PENSA NUM REFORÇO QUE VENHA PARA FICAR NA TEMPORADA SEGUINTE, COMO NO CASO DO GOLEIRO BOSCO, ESTÁ, OUTRA VEZ, 100%CERTO. SÓ NÃO VALE FAZER COMO O CRUZEIRO QUE, EM 1997, BUSCOU REFORÇOS (GONÇALVES, BEBETO E DONIZETI) SÓ PARA O JOGO FINAL E DESCONTENTOU TODO O GRUPO QUE TINHA CONSEGUIDO LEVAR O TIME AO JAPÃO. O RESULTADO TODOS SABEM: BORUSSIA DORTMUND 2, CRUZEIRO O, FÁCIL, FÁCIL.

Por Juca Kfouri às 16h47

Um homem foi morto com golpes de foice

Um homem, na verdade um rapaz, quase ainda um menino, foi morto a golpe de foice. Tinha apenas 20 anos de idade e estava servindo o exército.

A barbárie aconteceu no Brasil, no Rio de Janeiro, mais especificamente no quilômetro 223 da Serra das Araras.

O homem, na verdade um rapaz, quase ainda menino, foi enterrado ontem, no Cemitério de Irajá. Sim, a cena brutal, selvagem, hedionda, não aconteceu nos primórdios da aventura do ser humano nesta Terra. Aconteceu em pleno século XXI.

O homem, na verdade um rapaz, quase ainda um menino, se chamava Rafik Tavares da Silva Cancio e era torcedor botafoguense. Segundo seus amigos, um torcedor comum, desses acostumados a conviver com os torcedores de outros times, enfim, uma pessoa civilizada. Era filho de pai tricolor, mãe rubro-negra e tinha um irmão vascaíno.

Mas foi morto porque o ônibus em que voltava de Volta Redonda, com torcedores do Botafogo que não conseguiram lugar no estádio para ver o jogo contra o Flamengo, teve um pneu furado e foi encurralado por um comboio de flamenguistas na estrada. Ele não conseguiu se esconder e foi barbaramente trucidado.

Com golpes de foice.

Por Juca Kfouri às 01h19

07/11/2005

O último a chegar

Na cerimônia de lançamento do Museu do Futebol, no Pacaembu, iniciativa da prefeitura paulistana, com apoio da Fundação Roberto Marinho e da CBF, Ricardo Teixeira foi o último a chegar.

Depois do prefeito José Serra.

Visivelmente acima do peso, esbaforido e mal-humorado, Teixeira cogitou de nem ir ao saber da presença do adversário José Luiz Portella no salão nobre do Pacaembu, local da cerimônia.

Por Juca Kfouri às 15h25

Aviso aos navegantes - 2

Aos que imaginam que só eu quem aprova os posts enviados ao blog, um esclarecimento:

não sou, até porque não tenho tempo para tal.

Procuro ler tudo, nem sempre consigo, depois de publicado.

É a brava e competente equipe do UOL que o faz, preocupada apenas em impedir palavrões, agressões desmedidas, incitação ao racismo, à violência etc.

E, de agora em diante. preocupada também em impedir a publicação de críticas, comparações ou xingamentos a outros veículos de imprensa ou outros profissionais.

Quando o titular do blog achar que é o caso de criticar, ele mesmo o fará, como é, por sinal, de seu feitio.

Não se trata de nenhuma medida corporativa ou de censura, mas, apenas, para preservar o bom nível e a inteligência dos que nos honram com sua atenção.

Por Juca Kfouri às 15h00

06/11/2005

Corinthians, com QI

O Corinthians resolveu poupar dois de seus jogadores mais importantes da viagem ao México, amanhã.

Na quarta-feira, pela tal Copa Sul-Americana, o Corinthians enfrentará o Pumas sem Rosinei e sem Marcelo Mattos.

De lá, viaja diretamente para Curitiba.

É uma medida inteligente.

Só 17 atletas viajarão, pois Nimar não está inscrito e Tevez e Gustavo Nery foram convocados para suas seleções.

Por Juca Kfouri às 20h41

Nenhuma mudança em cima e uma embaixo

Os quatro primeiros ganharam seus jogos e nada se alterou entre os que lutam pelo título e vão garantindo vaga na Libertadores.


Em quarto lugar, o Goiás passou pelo Galo no Mineirão e livrou seis pontos do Palmeiras, seu mais direto adversário por vaga na Libertadores.


Em terceiro lugar, o Fluminense passou pelo Figueirense e permanece a seis pontos do  Corinthians, assim como o vice-líder Inter, que ganhou da Ponte Preta.


E o Corinthians, que tinha diante do Santos o jogo mais difícil de todos, acabou tendo o mais fácil.


Sim, porque Goiás e Inter venceram por 2 a 1 e o Flu por 2 a 0.


Já o Corinthians goleou e como!

7 a 1, que parece conta de mentiroso, mas foi a pura verdade do que se viu no Pacaembu.


Por ironia, o próximo adversário do humilhado Santos é o Inter, em São Caetano, com portões fechados.


Vai ter santista torcendo pelos gaúchos.


O Flu pega o aliviado Vasco, em São Januário, e o Corinthians, sem Carlitos Tevez, vai ao Paraná enfrentar o preocupado Coritiba, a um ponto do grupo dos rebaixados.


Grupo que mudou na rodada que passou.


O Galo continua em último, sem esperanças.


O Brasiliense continua em penúltimo, quatro pontos na frente do Galo e três atrás do primeiro dos últimos, que não é mais o Flamengo, mas, sim, o Figueirense.


Se a segunda maior torcida do país festeja a goleada histórica sobre o atual campeão brasileiro, a maior torcida comemora os 3 a 1 sobre o Botafogo, que não só tirou o Mengo do rebolo como o deixou a três pontos dele e na frente, também, do Coritiba. 

Por Juca Kfouri às 19h55

Sofrido, mas suficiente

Que o Fluminense ganharia do Figueirense era mais ou menos óbvio.

Mas foi mais sofrido do que se esperava.

O 2 a 0 só saiu depois que o Figueirense ficou com nove em campo, por causa de duas expulsões corretas.

Expulsão infantil, aliás, foi a de Juan, do Flu, com o jogo já mais que ganho.

E ganho porque Kléber fez pelo menos um milagre para evitar o empate que os catarinenses buscaram sem parar.

Sofrido ou não, também ao tricolor o importante era vencer.

E venceu, como vem sendo habitual.

Por Juca Kfouri às 19h10

Com a cabeça na disputa

Que o Inter ganharia da Ponte Preta era mais ou menos óbvio.

E o que não deu certo em Cascavel acabou por dar no Beira-Rio.

Na base do jogo aéreo, com um gol no fim do primeiro tempo e outro no começo do segundo, ambos de zagueiros, ambos de cabeça, o Inter permanece vivo no encalço do Corinthians.

É verdade que o time gaúcho também tomou um gol de cabeça na vitória por 2 a 1.

Mas o que importava era vencer e o Inter venceu.

Por Juca Kfouri às 18h23

7 para o tetra

Que o Corinthians ganharia do Santos eram mais ou menos óbvio.

Mas nem o mais otimista dos corintianos sonharia com uma goleada do tamanho da que foi.

Como nem o mais pessimista dos santistas imaginaria tamanha provação, mesmo conhecendo a dupla de zaga formada por Rogério e Halisson, dois garotos lentos e estabanados que tremeram no Pacaembu com muito menos gente do que se supunha.

Então, foi fácil.

Aos 42 segundos já estava 1 a 0 e daí para o 7 a 1, no último minuto do jogo, foi um passo, ajudado pelo justa expulsão de Rogério logo no começo do segundo tempo, quando já estava 3 a 1.

Foi uma vitória de campeão, mas ainda não foi uma vitória do campeão.

Por Juca Kfouri às 18h15

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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