Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

19/11/2005

Corinthians x Inter: quem é o melhor?

O palpite para o jogão de logo mais é tão importante que não pode ser dado por apenas uma cabeça.

Ainda mais por uma cabeça que errou até quando se limitou a palpitar só sobre a luta em cima, como aconteceu no jogo entre Corinthians x São Caetano.

Ainda mais porque tanta gente encara um simples palpite como se fosse ofensa pessoal.

E um palpite, no futebol, é apenas isso, um palpite, nada mais.

É dado para ser desmentido.

Mas resolvi recorrer não aos universitários e, sim, aos catedráticos.

E o que segue é o resultado de opiniões do Tostão (Folha de S.Paulo e Jornal do Brasil), Fernando Calazans (O Globo) e Paulo Vinicius Coelho (Lance!), além de Ruy Carlos Ostermann (Zero Hora), nenhum deles corintiano ou colorado, em que pesem as dúvidas sobre este último..., grande jornalista gaúcho.

Para compensar, ouvi a mim mesmo. Até para que qualquer erro possa ser atribuído ao blogueiro.

Pedi a todos que dessem notas a cada jogador do clássico no Pacaembu.

Publico, a seguir, as médias de cada atleta e informo que, curiosamente, em apenas um caso, rigorosamente em apenas um, houve discrepância maior que um ponto, para cima ou para baixo, o que até me surpreendeu.

E foi no caso do goleiro Clemer, que recebeu notas 5 de Tostão e Calazans, 5, 5 de PVC  e 7 de Ostermann, sendo 6 a minha nota. A média 5, 7 foi arredondada para cima.

E que foi consensual que o Inter é um time mais entrosado e mais organizado.

E que o Corinthians é mais surpreendente, menos previsível.

Goleiros: Fábio Costa, 7; Clemer, 6;

Laterais-direitos: Eduardo, 6,5; Éder Granja, 7;

Zagueiros: Marinho, Betão, Ediglê e Edinho, 6;

Laterais-esquerdos: Gustavo Nery, 8; Alex, 6

Volantes: Marcelo Mattos e Gavilan 7; Bruno Otávio e Perdigão 6;

Meias: Rosinei 7; Carlos Alberto 6,5; Tinga e Ricardinho 7,5;

Atacantes: Tevez 9; Nilmar, Rafael Sobis e Fernandão 8.

Na soma das notas individuais, o Corinthians tem dois pontos a mais.

Tudo considerado, você decide o que dará.

 

Por Juca Kfouri às 21h38

Show de Ronaldinho, show do Barça

O Barcelona dizimou o Real Madrid em pleno Santiago Bernabeu todo engalanado.

Até execução do hino madridista na voz do tenor Plácido Domingo teve antes de o jogo começar.

Como, também antes de o jogo começar, teve uma invasão de campo por um torcedor enlouquecido e prontamente preso.

Em campo, no entanto, só deu a Catalunha.

Ronaldinho fez dois na vitória de 3 a 0 que poderia ter sido de 5, 6, até porque Roberto Carlos fez um pênalti não marcado em Eto'o, autor do primeiro gol.

Com Ronaldo fora de forma e Zidane irreconhecível, o espetáculo ficou por conta de Ronaldinho Gaúcho, disparado o melhor jogador da atualidade.

A tal ponto, aliás, que foi aplaudido, em pé, por torcedores do Real.

Por Juca Kfouri às 17h50

Pernambuco decide a Segundona

Ficou tudo para o sábado que vem na Segundona.

E tudo para Recife, que receberá os dois jogos decisivos com os quatro times podendo voltar à Primeira Divisão.

Dos quatro que participarão das decisões no nordeste, é o time do sul o que está melhor.

Ao vencer o Santa Cruz com dois gols de cabeça, no Olímpico lotado, o Grêmio assumiu a liderança com 9 pontos e jogará pela sua especialidade, o empate, nos Aflitos, com o Náutico.

Náutico que chegou aos 6 pontos ao ganhar da Portuguesa (também por 2 a 0), no Canindé, e que precisará vencer o Grêmio.

Como o Santa, que tem 7 pontos,  e depende apenas de ganhar da Lusa. no Arruda.

Pernambuco terá dois representantes na Primeira Divisão se os donos da casa ganharem seus jogos.

Já a Lusa tem de vencer o Santa e torcer para que o Náutico não ganhe do Grêmio.

Hoje, até pênalti inexistente teve a favor da Portuguesa, desperdiçado por Leandro Amaral, que bateu na trave.

Como o time paulista que, parece, outra vez ficará no quase.

Por Juca Kfouri às 17h21

Coisas do futebol

O futebol tem coisas que fazem a delícia dos estudiosos, como o nosso PVC, do Lance! e da Espn-Brasil.

Por exemplo: você sabia que desde 1986 que um semifinalista da Copa do Mundo fica fora da edição seguinte?

Em 1990 aconteceu com a França.

Em 1994, com a Inglaterra.

Em 1998 com a Suécia.

Em 2002 com a Holanda.

E, agora, com a Turquia.

E você notou que se o Corinthians ganhar o Brasileirão ele terá um técnico campeão e rebaixado no mesmo ano, caso caia o Brasiliense de Márcio Bittencourt?

E que se o Coritiba cair ele terá um técnico rebaixado e campeão, desde que dê Corinthians, na mesma temporada, o Antônio Lopes?

Não é nada, não é nada, até que é curioso.  

Por Juca Kfouri às 15h08

Essas meninas...

Estava tudo preparado para um jogo sensacional pela Copa dos Campeões de vôlei feminino.

As seleções do Brasil e dos Estados Unidos, invictas, entraram na quadra exatamente na primeira hora desta madrugada.

As brasileiras tinham perdido apenas dois sets, para as campeãs olímpicas chinesas, em jogo que venceram numa virada sensacional.

E as americanas tinham perdido apenas um set, para as polonesas, depois de surpreenderem as chinesas, e o mundo, com uma vitória implacável: 3 a 0.

Pois nem são 2h30 da manhã e já estou aqui escrevendo sobre o jogo, que terminou 3 a 0, em três sets facílimos, 25/16, 25/19 e 25/19.

Para o Brasil, é claro!

Agora é ganhar da Coréia do Sul, que não venceu nenhum set nas quatro partidas anteriores, e pronto: as meninas de Zé Roberto Guimarães ganharão o quinto e último torneio que disputaram neste ano.

Brasil, país do vôlei. 

Por Juca Kfouri às 01h40

18/11/2005

Esses corintianos...

Publicado em 19 de novembro de 2005  Versão impressa de "O Globo"
 
 
Panorama Esportivo 

Antonio Maria Filho e Jorge Luiz Rodrigues
 

Blog do Colunista   panesp@oglobo.com.br
 

 

A lógica ilógica

A quem interessa que a Justiça Comum conceda uma liminar anulando uma decisão da Justiça Esportiva sobre um tema de competência desta última? A quem interessa que a mesma liminar seja dada na antevéspera de um clássico que pode decidir ou então incendiar o Campeonato Brasileiro? É difícil entender a lógica, mas não chega a surpreender.

Aqui no Rio, por exemplo, vivemos uma situação surreal. Uma decisão do STF, em Brasília, foi contrariada pelo TRF do Rio, que permitiu a reabertura de 12 bingos. As casas funcionam sem fiscalização, depois de uma liminar concedida a pedido de sete entidades esportivas. Se a segunda instância consegue se sobrepor a uma decisão superior e tudo fica por isso mesmo, não é de se estranhar que a Justiça gaúcha dê uma liminar favorável a um torcedor gaúcho contra uma decisão da entidade máxima da Justiça Esportiva do futebol nacional.

Na véspera de um clássico, quando a imprensa gostaria de estar escrevendo sobre uma rodada decisiva, estamos mais preocupados em ouvir os engravatados, os legisladores e os cartolas, deixando em último plano o artista do espetáculo — o ídolo — aquele pelo qual o torcedor se interessa. A menos que o torcedor seja um laranja, alguém instruído por um desses muitos dirigentes do mal, que procuram artifícios para se impor apenas pelo caos.


 

Por Juca Kfouri às 23h26

Falou. E disse!

De: Antônio Carlos Cunha
Para: blogdojuca@uol.com.br
Data: 18/11/2005 16:20
Assunto: Fascismo de Andrés Sanchez

"Tem gente que tem duas Mercedes, e outros terão que andar de ônibus o resto da vida".
Andrés Sanchez
 
Caro Juca,
 
Tá cada vez mais difícil ser corinthiano em 2005. Não consigo assistir aos jogos do meu Timão querido, sem pensar na sombra da MSI e de tudo que ela representa. Pra piorar, vem um energúmeno e solta uma frase destas.
 
Juca, me corrija se eu estiver errado. Isto aí é FASCISMO. Não há outra palavra. É fascismo. Não devemos, por dever moral e de ofício amenizar as coisas. Isto aí é fascismo.
 
Sou de Goiânia e ainda desejo assistir ao vivo, pela primeira vez na vida, a uma comemoração de campeonato do Timão. Mas, já começo a ficar meio ressabiado. Além de todo o tumulto que certamente haverá na compra dos ingressos (que eu temo mais do que o próprio jogo no Serra), tudo o que tem acontecido ao Corínthians neste ano de certa forma me envergonha.
 
Talvez eu vá lá gritar "é campeão!", mas o mais provável é que meu grito seja para o Sócrates, para o Wladimir, para o Zenon, para o Casagrande, para o Neto, para o Tupãzinho, para o Rincón, para o Ronaldo, para o Wilson Mano e, quem sabe, para o Gustavo Nery, para o Tevez, para o Jô...
 
Não sei se dá pra gritar apenas por eles, sem que este grito se (con)funda com um elogio a MSI, a Dualib, a Vicente Matheus...
 
Tá difícil, caro Juca. Vejo seu livro ali na estante, folheio suas páginas, imagino uma nova invasão corinthiana nas terras goiazes, planas e altas, do nosso cerrado. Tento, assim, imaginar que ali há um só Corínthians, aquele da minha infância, do tempo em que a camisa era toda branca ou alvi-negra, sem Pepsi, sem Excell, sem Sansung, sem Sulvinil, sem sequer Kalunga. Só o Corínthians, sem Kia, sem Matheus, sem Dualib. Só futebol, arte e poesia. Nada mais.
 
Mas, dialéticos e críticos que somos, deixemos a imaginação para momentos mais propícios. Por ora, martelam e machucam as palavras de Sanchez e a nojenta grana que se quer alvejar (em todos sentidos) na lavanderia do Parque São Jorge.
 
Salve Jorge! Que venças um dia ao dragão impiedoso do capital especulativo.
 
Abraços,
 
Antônio Carlos Cunha
Goiânia/GO
PS: O galo mineiro tá que nem o Zé Dirceu: só adiando...

Por Juca Kfouri às 21h32

Bobagem paga com bobagem

O confronto entre Corinthians e Internacional parece que virou uma competição para ver que lado faz mais bobagens.

Começou com a declaração do cartola Andrés Sanchez do Corinthians, ao dizer que seu clube é como dois Mercedes Benz contra um ônibus, o Inter.

Não só é uma declaração que estimula o adversário, que o transforma no Robin Hood que tomava dos ricos para dar aos pobres como, ainda pior, contraria toda a história corintiana, do "maloqueiro e sofredor, graças a Deus".

Agride, portanto, a fiel torcida, com uma frase mauricinha, arrogante, típica dos novos-ricos, dos emergentes sem miolos.

Mas eis que com o cenário todo a seu favor, o Inter, visto pelo país como o grande injustiçado, o quase campeão moral, psicologicamente mais forte depois de sua vitória dramática contra o Brasiliense e da derrota bisonha do adversário diante do São Caetano, ganha uma liminar que não deve resistir muitas horas e joga água no moinho corintiano.  

Antônio Lopes tem agora o discurso que faltava para tentar reunir os cacos que sobraram depois da quarta-feira.

É fácil imaginar o que ele dirá: "Olha aí, minha gente. Eles foram para a Justiça comum, dizem que estão na nossa frente. Vamos para cima, vamos ganhar, botar dois pontos na frente e liquidar a fatura contra a Ponte Preta."

É muita bobagem para um jogo só.

Por Juca Kfouri às 17h05

Ao debate!

HORA DE DISCUTIR


 Fábio André Koff 

         O futebol brasileiro está concluindo um período de três anos que pode ser considerado o mais produtivo da sua busca histórica por melhor organização e interação com o seu consumidor. Apesar de notáveis inconveniências, as recentes legislações também contribuíram para que novos conceitos se firmassem e, principalmente, as regras fossem aplicadas, mantidas e acatadas. A reprovável cultura da subversão dos regulamentos e códigos cedeu lugar para a credibilidade que resultou em crescimento do público nos estádios e confiança generalizada de que já não há mais espaço para “viradas de mesa”.

         Cumprido este estágio, apresenta-se o momento como próprio para avaliações, projeções e, até, ajustes que se mostrarem capazes de produzir melhoramentos no que foi praticado e está, perfeitamente, constituído. Nas próximas semanas, o Conselho Técnico da CBF será convocado para participar do processo de montagem das regras que regerão a temporada de 2006. Assim, propostas deverão ser discutidas e, consideradas adequadas, incorporadas aos novos regulamentos. Com este propósito – ao colocar novas idéias sobre a mesa de discussões - estamos sugerindo uma pequena alteração na composição da Série A, com efeitos sobre o campeonato de 2007. Nesse ano, a Série A passaria a ser disputada, não pelos 20 clubes previstos, mas por 22, o que se daria com o rebaixamento de dois clubes e o acesso de quatro com previsão no regulamento do campeonato de 2006.

       É forçoso reconhecer que, se compararmos populações e extensões territoriais do Brasil e dos países onde se disputam os principais campeonatos europeus, a mais importante competição brasileira não pode ter número igual de clubes. Observemos:

 

INGLATERRA - 130.000 km2 – 49 milhões de habitantes – 20 clubes – um clube para cada grupo de 2.450.000 habitantes.

ALEMANHA     - 356.000 km2 – 84 milhões de habitantes – 18 clubes – um clube para cada grupo de 4.660.000 habitantes.

ITALIA               - 301.000 km2 – 57 milhões de habitantes – 18 clubes – um clube para cada grupo de 3.100.000 habitantes

ESPANHA           - 506.000 km2 – 40 milhões de habitantes – 20 clubes – um clube para cada grupo de 2.000.000 de habitantes

PORTUGAL        - 92.000 km2 – 10 milhões de habitantes – 18 clubes – um clube para cada grupo de 550.000 habitantes

BRASIL                - 8.511.965 km2 – 185 milhões de habitantes – 20 clubes – um clube para cada grupo de 9.250.000 habitantes.

 

         Na relação entre população e número de clubes integrantes da primeira divisão, o Brasil tem um clube para, quase, a população total de Portugal. Parece óbvio que não haveria nenhum inchaço se fossem acrescentados mais dois clubes na Série A.

        

         Este pequeno incremento no número de clubes não determinaria prejuízo técnico para a competição considerado o elevado número de clubes em atividade no Brasil. Além disso, alargaria a possibilidade de mais Estados participarem do campeonato, o que contemplaria o caráter integracionista da principal competição brasileira, evitada qualquer relação com o período da ditadura militar, quando integração nacional tinha outro sentido e, principalmente, outros objetivos.

 

         Os critérios para acesso e rebaixamento se dariam da seguinte forma:

Os três clubes com pior pontuação na Série A, no campeonato de 2006, desceriam, diretamente, para a Série B.

Os três clubes com melhor pontuação na Série B, no campeonato de 2006, – que seria disputado no mesmo modelo de pontos corridos da Série A – subiriam, diretamente, para a Série A.

O clube com pontuação imediatamente anterior aos três rebaixados – quarto de baixo para cima – disputaria com o quarto colocado na Série B a última vaga para a Série A do ano seguinte.

Assim seria a partir de 2007. Em 2006, repetindo, seriam rebaixados dois e promovidos quatro, fixando-se o número de 22 clubes na Série A.

 

         Não há a necessidade de se identificar nesta proposta outras intenções que não sejam as expostas. Trata-se, simplesmente, de uma idéia para ser discutida agora, quando se apresenta a hora de definir as regras para 2006. Se a proposição for acolhida, ótimo, que seja implantada. Se, contudo, não for julgada conveniente, que seja descartada. O fato de pensar e expor projetos não pode, quando as relações são civilizadas, significar retaliações iradas e ofensivas. Haverá procedimento mais democrático do que o debate, claro e transparente?

Vamos discutir, esta é a idéia. 

Comentário do blog:

Sem dúvida, a idéia em torno de como fazer o rebaixamento com um jogo entre o primeiro dos últimos da Série A contra o quarto dos primeiros da Série B faz sentido, porque seleciona melhor quem deve estar na divisão principal.

Quanto ao aumento do número de clubes, divergimos.

A quantidade de participantes de um campeonato nacional não tem nada a ver com a população ou com a extensão territorial dos países (uma preocupação que procede, mas que não fica bem resolvida como o proposto).

Porque o número de participantes tem a ver com o interesse do campeonato em si.

É uma questão técnica.

Aliás, faltou dizer que Portugal está diminuindo seu campeonato para 16 equipes, mesmo número de clubes do campeonato russo -- Rússia cuja população é de  144 milhões de habitantes e que tem o dobro do tamanho do Brasil.

Não é por aí, portanto.

Pois com 22 times ainda ficamos como na situação atual, com jogos no final da competição já sem nenhuma atração, com aqueles clubes que não disputam mais nada. Ainda mais se caírem apenas dois.

Com 20 isso não acontecerá.

É só esperar para ver o campeonato de 2006, o que torna qualquer decisão, desde já, para 2007, no mínimo, uma precipitação.

 

 

Por Juca Kfouri às 12h19

Ping-Pong

23/12/2004 - 19h28
Presidente Lula diz que Tevez "não vai dar certo" no Corinthians
da Folha Online
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o atacante argentino Carlos Tevez não deve fazer muito sucesso no Corinthians.

O jogador foi contratado do Boca Juniors pela parceira corintiana, a MSI (Media Sports Investments), por cerca de US$ 22 milhões.

"Eu acho que ele não vai dar certo", afirmou Lula, torcedor declarado do time do Parque São Jorge, para em seguida dizer que não queria "fazer um julgamento precipitado" e que esperaria "para ver".

 
Tevez: encontro.
12h48 18/11/2005

Lula diz que quer se encontrar com Tevez

Presidente afirma que pretende receber o argentino em Brasília na próxima semana e quer o título do Brasileiro.

Do Pelé.Net

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que vai receber o argentino Carlitos Tevez em Brasília na próxima semana para um bate-papo.

Torcedor confesso do Corinthians, Lula quer conversar com o principal ídolo da sua equipe, que está próxima de conquistar o título brasileiro. O camisa 10 poderá ser o terceiro argentino a levantar a taça na história da principal competição nacional.

"Será incrível se o Corinthians for campeão brasileiro neste ano. Para não ficarmos mais nervosos, eu acredito que o Tevez me fará uma visita na semana que vem e tudo será mais fácil no Campeonato Brasileiro", afirmou Lula, em coletiva com algumas rádios nesta sexta-feira

Por Juca Kfouri às 11h57

Golpe no Flamengo?

REMETENTE: André Luiz Nascimento
ASSUNTO: O Golpe no Flamengo
HORA: 18/11/2005 11:07:38
CIDADE: RIO DE JANEIRO
UF: RJ
MENSAGEM:
Caro Juca Kfouri,
É angustiado que envio este e-mail.
Como já acompanho suas colunas(desde os tempos da Placar) sempre diretas e inteligentes, resolvi lhe escrever porque um golpe está para ser dado no meu(e de milhões) querido Flamengo.  Dia 20 de dezembro o conselho irá votar a alteração no estatuto do clube. As eleições deixarão de ser Diretas para serem Indiretas!  Apenas os sócios proprietários terão direito a voto.  Quando soube disso fiquei perplexo.  E percebi que a crise no clube é muito maior que eu pensava.  É uma crise de homens. Sim, meu caro Juca, homens que conheçam a história de lutas, democracia e direitos iguais aos ricos e pobres que o Flamengo sempre participou. Não sabem, meu caro Juca, que o Flamengo foi o primeiro clube brasileiro a ter eleição direta para presidente, não sabem que enquanto existir a República Brasileira a data de festejos do clube será no dia 15 de novembro(a fundação foi dia 17 de novembro), não sabem que todas as embarcações de remo(até hoje é assim) têm nomes de heróis indigenas, enfim o Flamengo sempre foi a vanguarda, e agora o que somos? A rabeira do campeonato, ano após ano, e comemoramos( pasmém) três vitórias consecutivas!
Meu caro Juca, denuncie por favor, para o bem do futebol brasileiro este ato insano. Porque a eleição indireta, criará outros Euricos e pequenos ditadores que certamente venderão o clube para o senhor Kia e seus cupinchas...
Desculpe o desabafo, porque se isto acontecer, será pior que o rebaixamento para a segunda divisão. !
Um abraço e saudações rubro-negras,
André Luiz Nascimento - Rio de Janeiro - Sócio Proprietário do Clube de Regatas do Flamengo

 

Por Juca Kfouri às 11h15

17/11/2005

A boa e a má notícia na luta contra o rebaixamento

Primeiro, a boa notícia: dos sete últimos colocados antes de começar a 39o. rodada do Brasileirão, seis ganharam seus jogos.

Só o Brasiliense perdeu, razão pela qual caiu do penúltimo para último lugar.

Agora, a má notícia: dos sete últimos colocados antes de começar a 39o. rodada, seis ganharam seus jogos.

Quer dizer, mudou pouco para todos e a Ponte Preta ainda entrou na briga.

Por Juca Kfouri às 22h27

Inter dá as mãos, Timão bate boca

Em 2001, um time gaúcho veio a São Paulo decidir a Copa do Brasil com o Corinthians.

Em Porto Alegre, no jogo de ida, deu empate -- 2 a 2.

O Morumbi estava lotado para a festa do bi paulista na Copa no jogo de volta.

Mas o Grêmio ganhou de 3 a 1 e vingou-se da decisão que havia perdido, pela mesma Copa do Brasil e para o mesmo Corinthians, em 1995, no Olímpico.

Depois, soube-se que na noite anterior ao jogo havia quebrado o maior pau na concentração alvinegra, com Vanderlei Luxemburgo perdendo o pulso, brigando com Marcelinho Carioca que brigara com Ricardinho.

A história parece querer se repetir.

Enquanto o Inter saiu de mãos de dadas depois de derrotar dramaticamente o Brasiliense, o Corinthians bateu boca no vestiário depois da derrota para o São Caetano.

Desta vez os protagonistas foram Fábio Costa, Betão e Carlos Alberto.

E, domingo que vem, o jogo é no Pacaembu.

Por Juca Kfouri às 21h47

Galo, pelo impossível

O Galo sobrevive.

O Galo reage.

O Galo recusa a degola.

Zé Antônio é o nome da redenção.

Volante de origem, 21 anos, vindo do interior de São Paulo, virou um lataral-direito goleador.

Marcou quatro vezes seguidas nas duas vitórias fora de casa (Paysandu e Flu) que dão ânimo a quem está vivo.

Quem acreditava numa vitória contra o Fluminense no Rio?

O Galo acreditou.

E que venha o Coritiba, mesmo sem Zé Antônio, suspenso.

Tem de ser assim.

Passo a passo, degrau por degrau, um milho de cada vez.

Para encher o papo faltam ainda, além do Coritiba e do Vasco, no Mineirão, o Juventude, em Caxias.

Parece impossível.

Mas sempre tem aquela coisa de quem fez porque não sabia que era impossível.

Tomara. 

Por Juca Kfouri às 21h24

16/11/2005

Edmundo pintou e bordou

Edmundo fez três nos 5 a 1 do Figueirense sobre o Vasco que parecia ter encontrado um caminho na vitória diante do Flu.

O segundo gol dele (os outros dois foram de pênalti) foi uma pintura.

Edmundo foi procurado pelo Juventus que disputará o próximo Campeonato Paulista sob a gestão do Grupo Pão de Açucar, representado por José Carlos Brunoro, o homem da parceria Palmeiras/Parmalat.

Como o contrato oferecido era inferior a um ano, Edmundo não aceitou.

Parece ter certeza de que virá coisa melhor.

 

Por Juca Kfouri às 23h18

Corinthians fraqueja na hora agá

O Corinthians teve quase 100 minutos para fazer um gol.

Para ser mais exato, teve 98 minutos.

Sílvio Luiz, o goleiro do Azulão, é verdade, fez algumas boas defesas e Fábio Costa trabalhou pouco.

Mas o Corinthians, sem imaginação e criatividade, esbarrou na boa marcação do São Caetano e fez, principalmente quando ficou 11 contra 10, um jogo de gato e rato.

Só que o rato foi mais inteligente e ganhou pela sétima vez em oito jogos na história do Brasileirão.

Resultado: o campeonato voltou a estar abertíssimo, o que revela duas coisas, ao menos.

A primeira delas é que nada como um campeonato em pontos corridos para garantir emoção e obrigar o torcedor a acompanhar todos os jogos.

A segunda está numa realidade deste Brasileirão: sem nenhum grande time, não faria mesmo sentido que houvesse um campeão com grande antecedência, tamanho é o equilíbrio entre os times.

Agora, embora com chances remotas, até mesmo o Goiás e o Fluminense ainda podem ser campeões.

Eles precisam ganhar todos os seus jogos, torcer por um empate entre Corinthians e Inter e que o Corinthians perca suas últimas duas partidas e o Inter perca uma das suas.

Já o Inter passa a depender apenas de seus resultados.

É ganhar do Corinthians no domingo, empatar em número de pontos e de vitórias e, em ganhando seus dois últimos jogos (contra o Palmeiras, no Beira-Rio, e contra o Coritiba, no Couto Pereira), mesmo que o Corinthians também vença seus jogos (Ponte Preta, no Morumbi, e Goiás, no Serra Dourada) e tirar a diferença no saldo de gols, que passaria a ser de dois gols, com uma vitória por um gol de diferença sobre o Corinthians.

O Inter estaria hoje, não fossem as partidas anuladas, um ponto na frente do Corinthians.

O título continua mais perto do Corinthians. Mas estar mais perto não significa que já chegou.

Por Juca Kfouri às 22h53

Inter sofre, mas cola

Foi muito mais sofrido do que o mais desconfiado dos colorados poderia supor.

No primeiro tempo, então, o Inter só teve uma chance de gol, com Rafael Sobis.

Já o Brasiliense teve duas, com Igor e com Iranildo, que mandou na trave.

No segundo tempo, a atitude gaúcha mudou.

Foram diversos os gols perdidos e apenas um susto, uma bola no travessão chutada por Marcelinho Carioca.

O prêmio chegou aos 46, com Mossoró dando um belo drible e com a inteligência de Fernandão funcionando ao, no chão, tirar o corpo para permitir o gol da vitória.

Neste momento, intervalo de jogo em São Caetano, o Inter está a apenas três pontos do Corinthians, que joga mal e perde para o São Caetano, 1 a 0, gol contra de Betão logo aos 3 minutos.

O Azulão está com 10 jogadores, porque Dimba e Gustavo Nery se agrediram e o árbitro escolheu só o jogador do São Caetano para expulsar. 

Por Juca Kfouri às 21h46

Copa do Mundo sem um campeão

Tristeza.

O Uruguai perdeu no tempo normal e na prorrogação para a Austrália pelo mesmo placar da vitória no jogo de ida: 1 a 0.

E esbarrou no goleirão australiano na cobrança dos pênaltis, com duas grandes e corretas defesas.

Acabou 4 a 2 para os australianos, que vêm merecendo uma vaga faz tempo, mas que a tomaram exatamente do único campeão mundial que não estará na Alemanha.

Uma pena para o futebol, uma pena para a América do Sul e, sobretudo, é claro, uma pena para o Uruguai, bravo pequeno país que tanto luta para voltar a ser o que já foi, chamado de "a Suiça da América Latina".

Triste para Lugano, triste para Eduardo Galeano (brilhante escritor uruguaio, autor de um imperdível livro sobre futebol --"Futebol, ao Sol e à Sombra", pela L&PM Editores --, triste para Franklin Morales, sério jornalista e históriador da Celeste Olímpica.

Uma pena. 

Por Juca Kfouri às 12h49

2005: ano tricolor

Nos dois campeonatos estaduais de maior repercussão no país, deu Fluminense e São Paulo.

Na Copa do Brasil, deu Paulista.

Na Libertadores, deu São Paulo.

Na Segunda Divisão, está mais para Santa Cruz e Grêmio.

Só mesmo no Brasileirão é que teremos um campeão não tricolor.

E ainda pode dar o favorito São Paulo no Mundial de Clubes.

Por Juca Kfouri às 12h28

15/11/2005

Quem aposta em São Caetano e Brasiliense?

O Corinthians, fora, mas diante de sua torcida, e Inter, em casa, têm tudo para ganhar na noite desta quarta-feira.

Verdade que o Corinthians não costuma se dar bem diante do São Caetano, para quem perdeu seis das sete partidas que disputou na história do Campeonato Brasileiro.

Verdade, também, que mais uma vez jogará sem Carlitos Tevez.

Nem por isso, no entanto, deixa de ser franco favorito, dado o desespero do Azulão, em queda livre desde a irresponsabilidade cometida com o falecido zagueiro Serginho.

Para o Inter a tarefa é ainda mais fácil.

O Brasiliense não assusta ninguém, praticamente rebaixado.

Muricy Ramalho, que está na história do São Caetano por tê-lo levado a um título paulista, sabe que o perigo mora apenas na herança corintiana do técnico adversário, Márcio Bittencourt, e de Vampeta, já que Marcelinho Carioca estará apenas no banco.

Mas, sabe, também, que é jogo para diminuir a diferença no saldo de seis gols que separa o seu Inter do Corinthians.

Tudo somado, subtraído, dividido e multiplicado, deve dar Corinthians e Inter.

Por Juca Kfouri às 21h52

14/11/2005

Coluna desta segunda-feira, na FOLHA

FUTEBOL

Tetra à vista
JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

O Corinthians derrotou o Coritiba com muito mais facilidade do que se poderia imaginar, apesar do magro 1 a 0.
Só não foi de 3 porque o bandeirinha errou ao anular gol de Jô e Jô salvou um de Rosinei num jogo tecnicamente fraco e que mostrou sem tirar nem pôr por que os paranaenses estão na zona do descenso.
Fábio Costa não precisou fazer nenhuma defesa para garantir a vitória do virtual tetracampeão que, diga-se, sem Carlitos Tevez é um time absolutamente comum, embora lutador.
Incapaz, por exemplo, de segurar a bola mesmo com 11 contra 10, mas, sem dúvida, merecedor pelo que fez em campo do título tão próximo.

Tenham juízo.
Não me venham com essa que Gustavo Nery garantiu seu lugar na Copa pelo que fez diante dos Emirados Árabes. Gilberto não pode ser rifado assim.
Até eu brilharia na ala da seleção diante daquele time que cairia para quarta divisão se disputasse a terceirona no Brasil.

Que vergonha, hein CBF?
Jogo cancelado cinco dias antes da data marcada.
No time da minha rua isso até acontecia, mas no da escola já não.

Se depois da famosa operação "Mãos Limpas", na Itália, os italianos elegeram Silvio Berlusconi e se depois de Bill Clinton os norte-americanos elegeram George W. Bush, o que dizer além de constatar que o Homem é um projeto inviável?

Se o presidente do Brasil é capaz de falar, numa segunda-feira, que seu governo não interfere nas CPIs e, na quinta, comandar um desesperado, incompetente, patético e derrotado esforço para matar uma delas, o que esperar do presidente do Fla?

Só mesmo o que tem dito e feito o atual comandante do clube mais popular e um dos mais gloriosos do país, hoje chamado de ex-Márcio Braga.
Aliado a Eurico Miranda, o cartola que um dia liderou a vanguarda do futebol brasileiro prega, agora, a infame idéia da reserva de mercado, a cadeira cativa para os os clubes de grandes torcidas na primeira divisão, o fim do rebaixamento para premiar a incompetência.

"Não há nada mais parecido com um conservador que um liberal no poder", já dizia um sábio ditado nos longínquos tempos do Brasil-Império.
A Monarquia acabou, veio a Primeira República, a Segunda, uma ditadura aqui, outra ali, a Nova República, a mais duradoura estabilidade democrática em mais de 500 anos de história, e as posturas são as mesmas.

Defesas intransigentes apenas dos privilégios e que se danem os princípios.
Italianos e americanos têm, entre tantas, ao menos, uma clara vantagem sobre nós: Berlusconi sempre foi Berlusconi, Bush sempre foi Bush.

Eles não enganaram ninguém.

Em compensação, o ex-Lula, o ex-Márcio Braga, quanta empulhação e cinismo.
Definitivamente, o pior do Brasil é o brasileiro.
Mas, porém e contudo, desesperar jamais!

Meios e fins
Segundo a "Veja", José Dirceu encontrou Ricardo Teixeira na última quinta para pedir ajuda contra sua cassação.
Teixeira, como se sabe, controla não poucos parlamentares, integrantes da chamada "bancada da bola", gente que recebeu generosas contribuições da CBF em suas campanhas eleitorais e que é agradada, também, com exibições da seleção em suas bases eleitorais.

O pedido de socorro faz sentido, considerada a confusão entre meios e fins que revela a que ponto o governo federal chegou.
Mas só faz aumentar a torcida dos decepcionados pela degola do mais simbólico deputado do PT.

O que foi isso, companheiro?
Você imaginaria Che Guevara pedindo a ajuda de Fulgêncio Batista, o corrupto ditador derrubado pela Revolução Cubana?

Por Juca Kfouri às 12h06

Mensagem aos colorados

Os torcedores do Internacional têm todo o direito de chiar contra a decisão do STJD e de lembrar que, não fosse por ela, a diferença para o Corinthians seria de apenas dois pontos, uma vitória e dois gols no saldo.

Ou seja, uma diferença que desapareceria caso o Inter ganhe o jogo contra o Corinthians.

Mas é preciso lembrar, também, que se o STJD não tivesse feito o que fez até hoje estaríamos dizendo que nem mesmo diante de um réu confesso foi tomada qualquer medida para resolver os prejuízos dos times eventualmente prejudicados por suas traquinagens.

Verdade, também, que é exatamente essa a situação da Segunda Divisão, no mínimo uma incoerência absurda, por mais que se possa argumentar que o campeonato já estava com seus finalistas apontados, o que tornou a decisão muito mais complexa.

Os corintianos, por seu lado, sempre argumentarão que recuperaram em campo quatro dos seis pontos perdidos nos jogos anulados e que houve sim erros claros da arbitragem de Edílson Pereira de Carvalho nos dois jogos perdidos para Santos e São Paulo.

O fato é que o escândalo manchou mesmo o que era o melhor campeonato em pontos corridos desde sua instituição, sobretudo, por culpa do árbitro e, também, pela maneira como o STJD decidiu e anunciou sua decisão, a menos ruim possível.

Não se pode esquecer, ainda, que o Inter fraquejou em momentos decisivos.

Mas, curiosamente um aspecto pouco explorado, não se deve esquecer que o maior prejuízo aos colorados foi causado pelo fato que a folga obtida pelo Corinthians na classificação permitiu ao alvinegro uma tranquilidade em sua administração que, sem dúvida, alterou o andamento da competição.

Porque uma coisa é jogar com o adversário em seus calcanhares, outra é saber que, por exemplo, um empate, normalmente ruim em campeonatos de pontos corridos, pode ser um bom resultado.

E negar que tal vantagem influencia o Brasileirão-2005 é negar uma evidência, mesmo que o Corinthians termine campeão sem precisar dos quatro pontos que obteve, o que, aliás, é provável.

Por Juca Kfouri às 11h34

O que falta para o tetracampeonato brasileiro

Para o Corinthians ser tetracampeão brasileiro, sem depender de ninguém, será necessário que o time ganhe QUATRO pontos dos 12 que tem a disputar, DESDE QUE TRÊS SEJAM CONTRA O INTER.


Ou GANHAR MAIS SETE PONTOS.


Antes DE ENFRENTAR O INTER, o Corinthians jogará com o São Caetano, em São Caetano E SE EMPATAR COM O AZULÃO E GANHAR DO INTER SERÁ O CAMPEÃO.


Para que o Inter seja tetracampeão será preciso que o time tire a diferença de seis pontos que o separam do Corinthians, tire a diferença de duas vitórias a menos que o separaram do líder e os seis gols a menos de saldo que também os separam.


Tudo isso nas quatro rodadas que restam.

OBSERVAÇÃO: AS MENÇÕES EM MAIÚSCULAS FORAM ACRESCENTADAS DEPOIS QUE UM BLOGUEIRO GENTIL OBSERVOU UM ERRO NAS CONTAS DO TITULAR DESTE BLOG.

Por Juca Kfouri às 00h06

13/11/2005

Faça contas, previsões, mandingas

Ao Corinthians, que tem 77 pontos, 23 vitórias e 28 gols de saldo, além de 81 gols marcados, faltam:

o São Caetano perigosamente próximo do rebaixamento, nesta quarta-feira, em São Caetano.

O Azulão tem o Corinthians como freguês, mas aquele Azulão morreu e o estádio estará tomado pela Fiel.

Depois, o Corinthians recebe o Inter, no Pacaembu com lotação já esgotada, e a Ponte Preta.

E termina o campeonato no Serra Dourada, contra o Goiás, que poderá estar ainda na briga pela Libertadores, embora tudo indique que já esteja garantido até lá.

Ao Inter, com 71 pontos, 21 vitórias, 22 gols de saldo e 68 gols marcados, faltam:

o Brasiliense, no Beira-Rio, nesta quarta-feira, e deve aproveitar para melhorar seu saldo, que é seis gols menor que o do Corinthians.

Depois tem o jogo decisivo contra o próprio líder, na base do matar ou morrer.

E aí receberá o Palmeiras, que poderá estar na luta pela Libertadores, embora seja pouco provável.

E, por último, pega o Coritiba, fora, só Deus sabe se já rebaixado ou na dependência deste resultado.

Por Juca Kfouri às 19h28

Inter vive, Flu dá adeus

Com dois gols de Alex e dois de Rafael Sobis (a maior revelação deste Brasileirão), o Inter, como estava previsto, ganhou do Santos.

E o Santos levou 11 gols em dois jogos.

Também como estava previsto, mesmo com Petkovic e num jogo eletrizante que poderia ter qualquer resultado, o Flu disse adeus ao título, que fica mesmo entre Corinthians (que o blog previu que empataria e venceu) e Inter.

Romário marcou no começo e no fim do jogo, velho algoz do Flu.

Aos 39 anos, o Baixinho tem 18 gols no Brasileirão, apenas três a menos que o artilheiro Róbson.

E o Brasileirão terá seu quarto tetracampeão (já tem o Flamengo que, na verdade, é penta, o Vasco e o Palmeiras).

Por Juca Kfouri às 19h11

Coluna deste domingo, na Folha

FUTEBOL

Verdades desmentidas do futebol
JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

José Trajano deixou quicando na área para alguém fazer o gol. Faremos.
Este Brasileirão, disse ele numa mesa de bar depois do "Linha de Passe", da ESPN Brasil, tem sido uma fonte inesgotável para desmentir previsões e liquidar com máximas consagradas no futebol.
O favoritismo do Santos é um caso. Verdade que ruiu pela saída de Robinho, mas ruiu.
Time que quer ser campeão não troca de técnico é outro. Pois o Corinthians trocou duas vezes, está no terceiro e perto do título.
Emerson Leão é capaz de fazer milagres aonde vai. Até foi, no Palmeiras, mas não em número suficiente.
O Goiás é fogo de palha. Não foi, não é, não está sendo e não será.
Joel Santana não dá mais. Pode ser, ainda. Mas está dando e, enquanto der, se salvar o Flamengo, não será mais a prova de que três cabeças -o triunvirato rubro-negro - pensam pior que uma, mesmo superada, como aqui escrito dias atrás (aliás, aqui se escreveu, também, "vêm" no lugar de vêem, de ver, na coluna passada, além de um misterioso "páram", em vez de param, este sem culpa do escriba).
Muita gente achava que Pet seria uma fria para o Fluminense e atrapalharia Felipe. Eis que Felipe acabou no Qatar e Petkovic está jogando o fino, rival de Carlitos Tevez na luta pelo título de melhor jogador do Campeonato Brasileiro.
Carlitos Tevez que chegou cercado pela desconfiança de alguns, que achavam que ele trocaria a noite de Buenos Aires pela noite paulistana. Mas, ao contrário, não só ele se revelou um pai carinhoso como um atleta de caráter exemplar, solidário com os companheiros que caíram em desgraça com a torcida e com os técnicos demitidos.
Para completar, Nilmar não seria o atacante de que o Corinthians precisava, porque não é um centroavante de verdade. E ele faz a dupla infernal que faz com Tevez.
Razões mais que suficientes, como se vê, para que nós, jornalistas, exercitemos a saudável humildade diante das surpresas que só o futebol é capaz de pregar.


 

Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, já fala em ampliar o número de participantes do campeonato em 2007, "para 22 ou 24 clubes, com queda de apenas dois".
Fábio Koff teme que mais clubes de grandes torcidas caiam.
Há divergências sobre se o Estatuto do Torcedor permite a mudança porque há quem entenda que serão necessários dois campeonatos com 20 clubes para que haja qualquer modificação.
Mas há, também, outros juristas que acham que, como o regulamento do Brasileirão é o mesmo já há três anos, nada impede que se aumente a quantidade de times em 2007.
Mais que uma questão jurídica, trata-se de uma discussão técnica: com 20 clubes haverá emoção garantida na disputa em cima e embaixo, com menos rodadas em meios de semanas num campeonato mais curto, perseguido há anos.

Edição atualizada
Caso o Corinthians ganhe o tetra brasileiro, o livro da Coleção Camisa 13, "É Preto no Branco", de Washington Olivetto e Nirlando Beirão, será relançado com capa nova e devidamente atualizado. Na contracapa, textos de Rita Lee e Serginho Groisman, dois eméritos alvinegros. No miolo, um texto inédito atribuído ao gigante da literatura argentina Jorge Luiz Borges, num suposto diálogo com outro monstro, o escritor Adolfo Bioy Casares. Ambos falam sobre uns tais Sebástian, Masc e Carlos, os corintianos Sebá, Mascherano e Tevez.

Trio a perigo
Dos líderes, o Inter é o que corre menos riscos, diante de um Santos humilhado, sem torcida e sem Ricardinho. O Flu sem Pet deve penar contra o Vasco, e o Corinthians, fora, sem Tevez, contra o Coritiba.

Por Juca Kfouri às 17h15

Pintou o tetra alvinegro

O Coritiba nem parecia na situação em que está.

Ou melhor, ao contrário, o Coritiba mostrou porque está na situação em que está.

Mesmo com o Couto Pereira lotado, o time coxa quase não levou perigo ao gol corintiano.

E o Corinthians, jogando para o gasto, ganhou de 1 a 0 e só não ganhou de três porque Jô teve um gol mal anulado e ainda tirou o que seria um gol de Rosinei.

Agora, apenas uma catástrofe tira o tetracampeonato corintiano, independentemente dos resultados de Inter e Flu.

Bastam duas vitórias, desde que uma delas contra o Inter, e se será normal qualquer placar diante de Inter e Goiás, contra o São Caetano e contra a Ponte Preta as vitórias são praticamente certas.

Por Juca Kfouri às 17h12

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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