Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

26/11/2005

Juiz ladrão?

Djalma Beltrami seria o Judas da vez.

Deixou de dar um pênalti claro para o Náutico e se persistisse o empate seria acusado de ter apitado para o grande Grêmio, embora já tivesse dado um pênalti menos claro para os pernambucanos no primeiro tempo e expulsado um gremista de campo.

Mas diriam que os gatunos sabem como levar uma partida e disfarçar um assalto.

Aí, ele deu outro pênalti, pra lá de duvidoso, para o Naútico, que também o desperdiçou.

E ainda expulsou mais três gremistas.

Pois o bravo time gaúcho foi para frente e ganhou o jogo.

Ninguém mais falará de Beltrame.

Só da heróica vitória gremista.

É o futebol.

Por Juca Kfouri às 17h50

Grêmio, um campeão impossível

O Grêmio tem mais uma página inesquecível em sua história de glórias.

É o campeão da Segunda Divisão.

E se alguém tinha dúvida sobre se a conquista justificaria uma estrela na camisa, a maneira como o título foi obtido elimina a dúvida.

A façanha gremista é dessas para entrar na história do futebol.

A exemplo de 2003, quando subiram Palmeiras e Botafogo, em 2005 subiram os que mais mereceram: Grêmio e Santa Cruz!

O Náutico, incrível, morreu na praia de novo. E como eu nunca tinha visto alguém se afogar na areia.

Desperdiçou dois pênaltis e perdeu para um time com três jogadores a menos!!!

Por Juca Kfouri às 17h40

Eu nunca tinha visto nada igual

O Náutico perdeu seu segundo pênalti!

Galato defendeu, no meio do gol, com os joelhos.

No ataque seguinte os gáuchos conseguiram a expulsão do zagueiro Batata e, espertamente, com sete jogadores em campo (o mínimo permitido pela regra), o menino Anderson foi servido e fez 1 a 0, o que garante a vaga e o título ao Grêmio e obrigará a mudança do titulinho na nota abaixo.

Por Juca Kfouri às 17h32

Santa Cruz na Primeira Divisão

O Santa está na Primeira Divisão.

Virou para cima da Lusa, 2 a 1,  e conquistou a vaga.

Enquanto isso, nos Aflitos, o pau quebrou.

O Grêmio não se conforma com um pênalti marcado para o Náutico, pênalti, de fato, discutível, embora dois minutos antes o árbitro Djalma Beltrame (RJ) não tenha dado um penal claro para os pernambucanos.

Está 0 a 0 e se o Náutico converter o pênalti praticamente garantirá a segunda vaga, pois o Grêmio, que já estava com 10 jogadores, teve mais três expulsos.

Os jogo está paralisado já há 20 minutos.

Por Juca Kfouri às 17h18

Jogar o jogo

O jogo de futebol é um jogo, incrível descoberta deste blog.

Como tal, impossível pensar nele sem pensar, também, no que tem de brincadeira, de lúdico.

O jogo da Poliana é o jogo do assim é se lhe parece.

Mas há um post entre os mais de 150 que chegaram nas últimas seis horas que aborda exatamente o que o blog quis suscitar.

Este post diz que ninguém contesta os títulos do Flamengo, do Santos, do São Paulo.

E não é bem assim.

Ao contrário.

O grande Santos de Pelé tinha seus títulos contestados por seus adversários, por incrível que pareça.

Mais ainda o título mundial de 1963, apitado por um argentino que teria dado um pênalti inexistente que decidiu a conquista depois de permitir toda sorte de violência nos dois jogos do Maracanã contra o Milan.

E depois que Almir, o Pernambuquinho, confessou, em seu livro "Eu e o futebol", ter jogado dopado na decisão a contestação aumentou ainda mais.

O título brasileiro do Flamengo em 1987 é contestado até hoje.

Como o conquistado contra o Atlético Mineiro, em 1980, quando Reinaldo foi inexplicavelmente expulso por José de Assis de Aragão, após ter empatado 2 a 2, o que daria a taça ao Galo. Nunes acabou por fazer 3 a 2 e o rubro-negro foi o campeão.

Em seguida, na Libertadores, no Serra Dourada, houve a célebre partida que não acabou porque José Roberto Wright expulsou meio time do Galo, na negra, a terceira partida da semifinal.

O Mengo ganhou, em seguida, a Libertadores e o Mundial.

E quem, entre os mais antigos, não se lembra do bicampeonato paulista do São Paulo, em 1970/71, que ficou conhecido não pela novidade dos cartões amarelos e vermelhos, mas, sim, pelo cartão Bradesco -- banco para o qual havia trabalhado o então governador de São Paulo, e ex-presidente tricolor, Laudo Natel, que até sentar-se no banco de reservas do tricolor naqueles anos andou se sentando?

Isso para não lembrar do estreito relacionamento do então presidente são paulino, Mesquita Pimenta, com o presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, Nicolas Leóz, por ocasião do bi na Libertadores, em 1992/93.

E o Santos tinha Pelé, como o Flamengo tinha Zico e o São Paulo tinha Raí, além de verdadeiros timaços junto a eles.

Em resumo: a alegria de quem perde é contestar os vencedores.

E dos vencedores é festejar suas vitórias.

Desde que existe o jogo de futebol.

Ou será preciso relembrar, também, o que dizem os estrangeiros dos títulos brasileiros nas Copas de 1962, 1994 e 2002?

 

Por Juca Kfouri às 16h38

Jogo da Poliana

Então, ficamos assim:

1. O Corinthians não é campeão mundial porque o DVD da Fifa (que é sobre seleções) não faz menção;

2. O título de 1954 não foi do IV Centenário de São Paulo porque ganho em fevereiro de 1955 (é, há quem diga isso);

3. O de 1977 não vale porque Rui Rei foi subornado (embora tenha sido, depois, contratado pelo Corinthians que, assim, por três anos, teve um atleta que sabia ser desonesto e que poderia se vender para quem pagasse);

4. Também não valem o do Castrilli, o do Simon, e, eventualmente, o do Zveiter e do Márcio Rezende de Freitas.

Tudo isso aceito e combinado, ficamos todos felizes.

Os anti-corinthianos por terem feito prevalecer o que já se sabia: os gambás jamais ganharam nada.

Os corintianos porque não estão nem aí e festejam todos esses títulos e os próximos.  

Por Juca Kfouri às 12h13

Dupla DD: Diego e Daiane, a dupla dourada

Diego Hypólito é o primeiro ginasta brasileiro a ganhar a medalha de ouro num Campeonato Mundial.

Daiane dos Santos nem precisa mais ser apresentada.

O país do futebol que vira e mexe se transforma no país do vôlei (e nesta madrugada, contra a Itália, os homens garantiram mais uma Taça dos Campeões, torneio que faltava na coleção de Bernardinho), é também, agora, o país da ginástica.

Aliás e na verdade, faz tempo que é.

Porque poucos povos no mundo precisam fazer tanta ginástica para sobreviver.

Que país seríamos se nossa elite fosse como nossos atletas?

Um colosso!

Por Juca Kfouri às 11h58

25/11/2005

Boato da sexta-feira

É puro boato o que corre desde quarta-feira em Porto Alegre e ganhou força hoje.

A revista "Veja" não trará nenhuma reportagem bombástica sobre futebol neste final de semana.

 

Por Juca Kfouri às 18h40

O artigo do "Financial Times" sobre os russos

POR QUE OS RUSSOS ESTÃO LUBRIFICANDO AS RODAS DO FUTEBOL?

 


Por Simon Kuper
21/10/2005 20h22

Derk Sauer é um pequeno holandês que se transformou em magnata da mídia na Rússia. Sua corporação publica mais de trinta títulos, incluindo a versão russa do periódico feminino Cosmopolitan, a edição local de Playboy e, até recentemente, uma obscura revista sobre futebol.

"Uma revista muito agradável, mas que não vendia", contou-me durante um café-da-manhã em Amsterdã, no mês passado. Então, um dia alguém telefonou se oferecendo para adquirir o periódico, Sauer quis saber porque alguém queria tal coisa. Ele perguntou quem era o comprador. Era, naturalmente, o oligarca Roman Abramovich.

"Esta era sua revista favorita, sua bíblia", empolgou-se Sauer.
"Um de nossos repórteres foi ao Chelsea para entrevistá-lo, Abramovich abriu um armário e lá estavam todas as edições da revista. Típico de Abramovich: ele apenas queria tê-la."

Caprichos pessoais como este criaram uma nova ordem no futebol. Homens do petróleo - e não apenas os russos - estão dominando o esporte. Este fenômeno vai além de Abramovich no Chelsea. Nos anos 90, as pessoas pensaram que a internet e a TV paga revolucionariam o futebol. Mais tarde, supôs-se que os recursos viriam do extremo oriente. Em vez disso, o capital jorrou tal qual o petróleo.

Duas coisas aconteceram. Primeiro a riqueza natural da Rússia foi vergastada num tipo de liquidação de saldos natalinos; em seguida, o barril de petróleo bruto elevou-se acima de US$60. Juntos, estes dois processos produziram a casta mais rica de cidadãos do planeta em toda a história. Livres para fazer quase tudo que eles quisessem com seu dinheiro, investiram em jogadores de futebol. Aqui estão alguns exemplos:

-A família de Gadaffi (Líbia), que possui uma participação no Juventus, está pagando 240 milhões de euros para anunciar por 10 anos a companhia de petróleo da Líbia, Tamoil, nas camisas do Juventus. É o maior contrato de camisa no futebol.

-Alexei Fedorychev, magnata do fertilizante, jogou por um breve período como reserva para o Dynamo de Moscou. No ano passado ele comprou o Dynamo, adquirindo também o passe de diversos jogadores ocidentais pela maior quantia da história do futebol da Rússia; obteve os direitos de televisão do futebol russo, e em agosto comprou um outro clube, FK Rostov. Sua companhia, Fedcom, também patrocina o AS Monaco, finalista na liga dos campeões em 2004.

-Kia Joorabchian, 34 anos, britânico-iraniano, comprou no ano passado o clube brasileiro Corinthians. Posteriormente, ele adquiriu o passe do atacante argentino Carlos Tevez por US$16 milhões, a maior transferência na história da América do Sul. Acredita-se que Joorabchian seja financiado por seu ex-contato de negócios, o oligarca russo Boris Berezovsky.

-Leonid Fedun, vice-presidente da empresa russa Lukoil, juntamente com outros investidores, adquiriu o Spartak de Moscou. O clube moscovita comprou seu próprio atacante argentino, Fernando Cavenaghi, por 11 milhões de euros.

-No próximo ano o Arsenal receberá seu novo estádio de 60.000 lugares, batizado de Emirates Stadium. A companhia aérea dos Emirados Árabes, país rico em petróleo, paga 100 milhões de libras para exibir durante 15 anos sua marca na publicidade do estádio e nas camisas do Arsenal. Esta é a única esperança deste clube para seguir os passos do Chelsea, igualmente beneficiado pelo petróleo.

-Arkady Gaidamak, um bilionário russo-franco-israelita-angolano, comprou o clube Beitar Jerusalem em agosto. Ele tem ainda que acertar a contratação das estrelas do time.

-O mini-oligarca lituano Vladmir Romanov comprou o Hearts da Escócia. Romanov contratou alguns atletas novos e a equipe está liderando atualmente a liga escocesa. Nenhum outro clube escocês à exceção de Rangers e do Celtic ganhou o título em 20 anos.

-Até em Angola, companhias de petróleo patrocinam grandes clubes.

-Enquanto a Liga Norte-Americana de Hóquei estava em greve, alguns dos melhores atletas do esporte no mundo mudaram-se para as cidades provincianas de Omsk e Kazan, na Rússia. Os clubes locais, financiados por oligarcas, podem provavelmente combinar em pequena escala os capitais de franquias de times da NHL (National Hockey League) aos seus dólares.

-Massimo Moratti, empresário italiano de refinarias de petróleo, continua a fazer movimentações financeiras para levar a Inter de Milão às conquistas.


A pergunta é por que estes magnatas estão derramando seu dinheiros em sacos sem fundo? Eles certamente não estão fazendo isso por diversão. O escritor George Orwell observou certa vez sobre um personagem de Charles Dickens: Sr. Jarndyce – que ninguém que tivesse despendido tanto esforço fazendo sua fortuna a daria assim tão facilmente. É natural especular que os oligarcas têm alguma intenção obscura.

Uma revista holandesa causou agitação por alegar que os clubes do país organizaram uma rede mundial de lavagem de dinheiro. Entretanto, isso parece improvável: os bilionários usariam uma indústria excessivamente exposta para lavagem apenas de alguns milhões.

É possível que alguns deles estejam comprando a amizade de um país ao adquirir um clube. Gaidamak, para quem a França emitiu um mandado de prisão, parece acreditar que pode proteger seu futuro ao se tornar um proeminente cidadão israelense. Abramovich pode ter motivos semelhantes no Reino Unido, seu velho companheiro Vladmir Putin algum dia se cansaria dele. E os Gadaffis poderiam usar a amizade italiana em caso de nova crise com os Estados Unidos.

Entretanto, Sauer acredita que a motivação é mais simples. Ele vive em um subúrbio de classe alta de Moscou, onde seu filho joga futebol com o filho de Abramovich, e depois de 16 anos de Rússia, ele é uma antropólogo da tribo dos oligarcas. Sauer explica: “estas pessoas têm dinheiro mas não têm o status, assim o que você faz? Você tenta adquirir o status. Nos Estados Unidos, na década de 1920, havia magnatas que fizeram exatamente o mesmo. Compraram jornais, entraram para o ramo das artes, esse tipo de coisa.”

“Agora todos os russos estão tentando sair do negócio. Esta é a grande tendência. Abramovich apenas vendeu sua companhia, Sibneft, para a Gazprom. Para muitos dos oligarcas, é o fim. Eles perderão suas companhias de um jeito ou de outro. Assim estão tentando tirar tanto dinheiro quanto possível e, então, colocá-lo no futebol.” Esta é uma continuação natural de suas carreiras: além do seu primeiro milhão, todo o negócio é uma questão de status. Os oligarcas italianos têm competido há bastante tempo por status através do futebol. Agora os russos os estão imitando.

Em maio de 2006, o Chelsea poderá se tornar o primeiro campeão europeu financiado pelo petróleo. Outros clubes o seguirão, mas provavelmente não os russos. O futebol russo talvez nunca atinja qualquer coisa, pois poucas crianças russas praticam futebol.

Sauer é presidente da liga da mocidade de futebol russo. Seu problema está em encontrar algum lugar para jogar. Atualmente a liga aluga um par de “velhos canteiros de repolho” do Dynamo de Moscou por cerca de US$ 30.000 anuais. Sauer disse: “eu escrevi para Abramovich, perguntando se, entre os milhões que ele gasta no Chelsea, ele poderia financiar um pequeno campo de esportes para as crianças moscovitas.”

Naturalmente não houve nenhuma resposta.

 


(Financial Times, http://news.ft.com/cms/s/2cf3066e-4257-11da-94c2-00000e2511c8.html, 21/10/2005)

 

Por Juca Kfouri às 12h37

24/11/2005

Você gostou?

Reuters
Novo modelo de camisa do Palmeiras só será vestido durante o Campeonato Paulista


Você gosta da nova camisa que o Palmeiras passará a usar em 2006?

O blog aprovou.

Enfim, o verde do Verdão.

Por Juca Kfouri às 23h31

Os russos estão chegando

A Fifa anda preocupada.

Diz que é com a lavagem de dinheiro no futebol.

Mas não é.

Até porque jamais a Fifa se preocupou com isso, mas não mesmo.

A Fifa está preocupada com os russos.

Porque eles estão chegando com cada vez mais sede.

E com muito, mas muito dinheiro.

E estão comprando clubes pelo mundo afora, a tal ponto que, daqui a pouco, terão dois, três, quatro clubes disputando as mesmas competições, sejam elas nacionais ou internacionais.

Recentemente, um dos jornais mais respeitados e influentes do mundo, o Financial Times, publicou um artigo mostrando como os bilionários russos estão usando o futebol para obterem reconhecimento social.

Mais ou menos como os bicheiros fizeram no Rio de Janeiro, com as escolas de samba e com o futebol.

O movimento no Brasil não é diferente.

Já imaginou o poder que terão os investidores russos se conseguirem controlar o Corinthians (como já controlam) e o Flamengo (que estão em vias de controlar)?

Será uma festa!

O pior é que a alternativa para enfrentá-los que se busca no Corinthians, por exemplo, faz pior a emenda que o soneto.

Alberto Dualib, que recebeu Kia Joorabchian de braços abertos e hoje não pode vê-lo, por ciúmes, nem pintado de ouro, se cercou de oportunistas, brasileiros, ainda piores, porque nem o discurso de KJ eles têm.

Gente que já levou empresas à ruína, clubes de futebol à bancarrota e que respondem a todo tipo de processos, de bater na mulher a não pagar o condomínio do edifício onde moram, de falir fraudulentamente a não pagar seus funcionários.

E é, também por isso, que os russos estão chegando.

Salve-se quem puder.

Por Juca Kfouri às 21h43

Convite à reflexão

De: Valdir Pugin
Para: blogdojuca@uol.com.br
Data: 24/11/2005 15:54
Assunto: Jornalismo e Futebol

Prezado Juca:

Gostaria que você perguntasse a seus colegas, jornalistas esportivos da
televisão, rádio, jornais, jornalecos e jornalões, se êles ainda acreditam
em Papai Noel e histórias da carochinha! Porque parece que sim.

Em algumas profissões e atividades, tais como jornalistas e articulistas,
atores e atrizes em momentânea celebridade, políticos antigos em geral, etc,
as pessoas perdem o bom senso e a capacidade de raciocínio lógico e de
análise profunda dos fatos mais simples. Repetem as opiniões prevalecentes
na maioria, como verdades absolutas , dogmas definitivos e ponto final.

Seguindo este raciocínio, gostaria que perguntasse a esses jornalistas se,
em sã conciência, êles acreditam mesmo que o árbitro Edilson manipulou o
resultado de apenas dois jogos (Juv.x Fig. e Vasco x Fig.). É muita
ingenuidade ou muita má fé mesmo.

Quem, a não ser os que sofrem da violenta paixão anti-corintiana (que é mais
profunda que a paixão que sentem por seus próprios times), quem poderia
acreditar que alguém arriscaria sua carreira, (
árbitro da Fifa), em troca de um suborno equivalente a no máximo duas ou
três vezes sua renda mensal?

Onze jogos e nenhum empate! Quem tem esta performance dentre os outros
árbitros?

Qualquer pessoa de mediana inteligência sabe que a primeira instrução que o
advogado passa a seu cliente delinquente, com um extenso histórico de
crimes, é que êle confesse os pequenos delitos, com o intúito de confundir e
até mesmo de interromper o processo investigativo.

Tenham esses jornalistas a santa paciência: respeitem a inteligência, o bom
senso e a sabedoria do povo brasileiro (vide a pesquisa do Data Folha sobre
a decisão do STJD) e parem um instante para pensarem no caso. Dezenas de
depoimentos, mais de 20.000 horas de escuta telefônica para se chegar a
apenas dois jogos manipulados?

A repetição "ad nauseam" da opinião desses senhores em toda a mídia, mais do
que uma grave deficiência jornalística, é um verdadeiro acinte à atuação das
autoridades responsáveis pelo processo.

Como sempre achei que um dos objetivos do jornalismo é a informação correta,
espero que esses chamados jornalistas investiguem mais, pesquisem mais,
informem-se melhor, reflitam com mais inteligência sobre o caso e parem de
repetir tantas inverdades sobre o delicado assunto.

Saúde e um abraço.

Por Juca Kfouri às 15h05

23/11/2005

Ping-Pong-Ping

Publicado neste blog, no dia 22/11/2005 às 22:22.

Flamengo/MSI-2

Por mais que a direção do Flamengo negue, os contatos entre Hélio Ferraz e Kia Joorabchian vão além da consultoria para atrair investimentos externos à Gávea.

Ambos estão muito próximos mesmo de fechar uma parceria.

E já tem até dois nomes em mente para anunciar, com festa, a união.

Dois brasileiros que repatriariam do futebol europeu.

Diego, do Porto, e Juan, do Bayer Leverkusen são os favoritos.

Está no Globo de hoje.

Rio, 24 de novembro de 2005  Versão impressa de "O GLOBO"
 
 
Fla se coloca como opção de investimento da MSI no Brasil

Marcos Penido

Em busca de novas parcerias para a temporada de 2006, o Flamengo estreita os laços com o representante da empresa MSI no Brasil, o iraniano Kia Joorabchian. Ele está ajudando os dirigentes rubro-negros a encontrar novas parcerias capazes de gerar receitas para algumas contratações de nome e de reforçar o atual elenco do clube.

As negociações estão avançando com Kia. Como a MSI passa por um momento conturbado na sua relação com o Corinthians, não está descartada a hipótese — no caso de rompimento entre as partes — de o Flamengo surgir como uma opção para o grupo MSI. Nesse caso, todas as estrelas que fazem parte do atual elenco do clube paulista e que estão vinculados à empresa viriam para o clube carioca. Kia não tem bom relacionamento com o presidente corintiano, Alberto Dualib, que não o aceita no comando da parceria. A MSI gastou R$ 113 milhões em reforços este ano.

O assunto vem sendo tratado com extremo cuidado e seriedade na Gávea. Ninguém quer entrar em conflito com um clube que mantém as melhores relações com o Flamengo. Apenas no caso de a parceria entre o Corinthians e a MSI, prevista para dez anos, tornar-se insustentável, o clube rubro-negro já teria dado um passo à frente na tentativa de arrumar um parceiro de peso.

Publicado também neste blog.

 22/11/2005 22:29 - publicado por Juca Kfouri 

Corinthians/MSI

Estão tão difíceis as relações entre a direção do Corinthians e a da MSI que um cartola corintiano pediu, ao São Paulo, que Kia Joorabchian não fosse convidado para o camarote no Morumbi no jogo do próximo domingo, contra a Ponte Preta.

Ao buscar a confirmação do veto com o próprio presidente do Corinthians, Alberto Dualib, a direção tricolor ouviu dele, balbuciante que não..., que tudo bem..., que KJ poderia ser convidado.

Por Juca Kfouri às 23h56

Vem camisa nova aí

Dezembro será um mês de grande expectativa para o escritor gaúcho Aldyr Garcia Schlee. Criador do uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, ele aguarda o anúncio de que sua criação vai voltar ao padrão original, de 1953, conhecido no universo da bola como canarinho. “O Ingo Ostrovsky, diretor de comunicação da Nike, me disse recentemente, sem dar maiores detalhes, que poderei receber uma boa notícia depois de 9 de dezembro, quando serão sorteados os grupos da Copa de 2006. Torço para que a CBF decida pelo retorno do modelo tradicional e a aposentadoria dessa coisa pavorosa que o Brasil veste hoje”, revela Schlee ao Caroço, com exclusividade.


Mais detalhes da bela novidade que pode ser o fim do horroroso uniforme da Seleção você encontra no belo blog www.caroco.com.br .

Por Juca Kfouri às 22h51

Timemania incruada

Ao contrário do que se noticia, o deputado Rodrigi Maia (PFL-RJ) garante que não mudou de opinião em relação ao projeto da Timemania.

Ele continua a querer a contrapartida da sociedade empresarial para aprová-la, algo com o que nem o governo nem a cartolagem concordam.

É esta também a posição do líder do PSDB, Alberto Goldman (SP).

E os esforços para que a votação se dê ainda nesta semana parecem ter ido, mais uma vez, por água abaixo.

Líder do PFL, Maia subiu hoje à tribuna da Câmara dos Deputados para informar que seu partido está em obstrução da pauta até que seja votada a cassação do deputado José Dirceu (PT-SP).

Ou seja: votar a Timemania, nem pensar.

Por Juca Kfouri às 21h53

Luxa em apuros

Ficou ruim para Vanderlei Luxemburgo em Madrid.

Vaiado ao tirar David Beckham (que estava machucado) e por o zagueiro Michel Salgado em seu lugar, ele tomou uma vaia gigantesca no Santiago Bernabéu.

A torcida, é claro, não sabia da contusão do inglês, mas também não entendeu como, diante do empate em um gol com o Lyon, o técnico optou por um zagueiro em vez de um atacante.

Para os dois jornais esportivos mais importantes da Espanha, já não há mais solução.

O influente "Marca", disse que é só uma questão de se achar um substituto e usou a expressão "toma o seu dinheiro e se manda".

Já o "AS" registrou, em espanhol, que a torcida está "enfadadíssima" do treinador. 

Por Juca Kfouri às 21h48

Comovente desabafo colorado

De: Daniel Ricci Araújo
Para: blogdojuca
Data: 23/11/2005 13:21
Assunto: Desabafo colorado

Daniel Ricci Araújo - www.portao8.weblogger.com.br
 
Conta a lenda que nosso grande Mário Quintana, talvez o poeta maior deste intrigante estado chamado Rio Grande do Sul, certa vez patrocinou um episódio de pouca elegância ao receber um pedido do prefeito de Alegrete, sua cidade natal. Instado a escrever um singelo poema que decoraria uma estátua sua na praça da distante cidade, permitiu-se a pequena grosseria de recusar a homenagem, sabe-se lá o porquê.

Acontece que Quintana, se não usou de seu lirismo no início do episódio, usou e abusou dele no desfecho. Sua desculpa da época para a recusa é perfeitamente adaptável ao sentimento dos colorados nesta segunda-feira pós-escândalo: afirmou o receoso poeta, cheio de razão, que "um erro em bronze é um erro eterno". A desculpa soou tão sublime aos olhos dos conterrâneos de Quintana que acabou sendo ela mesma impressa na placa da praça, para a vista de todos, até os dias atuais.

Dois injustiçados: Mario Quintana e Inter. O primeiro viu sua natural vaga na Academia Brasileira de Letras ser ocupada por quilates de menor expressão, e morreu sem ter tido esse merecido reconhecimento. Já o Inter de ontem, do Pacaembu que quase lhe caiu aos pés, detentor esbulhado de uma penalidade que lhe abriria o horizonte límpido do tetracampeonato, este ainda está vivo, pulsa dignamente na bonita emoção de sua fantástica torcida, mas convenhamos: perdeu o tom, a compostura, o jeito e a graça depois dos acontecimentos de ontem. E não sei se os recuperará a tempo, pelo menos não nessa maldita competição que ilegalmente escapa das nossas mãos.

Estamos todos tristes e nos sentindo impotentes. O "campeonato moral" de que se fala após a derrocada ilegítima a qual nos submeteu o Sr. Marcio Rezende de Freitas não serve para muita coisa. O consolo advindo da retidão e do reconhecimento universal à eterna injustiça de ontem é uma atenuante, mas que só nos faz o favor de tirar do peito uma aflição que seria perto do insuportável. A verdadeira e genuína alegria que a nós estava destinada, aquele desfecho perseguido e merecido, esse só viria com a vitória naquele segundo tempo ante um Corinthians hesitante e sem iniciativa. E afirmo, já com saudade do título e, confesso, algum rancor: com a marcação da óbvia, da pulsante penalidade, a vitória teria sido nossa. Só um desastre nos tiraria o triunfo.

Este Corinthians, ótimo time, não precisava de tantos equívocos a seu favor para igualmente, em uma disputa mais equilibrada, talvez sair ele como merecido campeão, mas não houve esta oportunidade. A incorreção, o erro profundo de ontem, que já está quase gravado para sempre assim como a placa na praça de Alegrete, este erro vitimou a todos, sem exceção.

Vitimou porque mandou a ordinária e indispensável emoção do futebol à lata do lixo, e a substitui por sensações de impotência, de frustração, de raiva por um lado, e de com certeza, constrangimento e anticlímax do outro. A alegria e a tristeza naturais que sobram de uma partida com vencedor e derrotado foram substituídas por uma ilegalidade atroz, visceral, que destruiu aquilo que restara de paz entre os disputantes deste campeonato, e reduziu todos a uma condição singela e estúpida: a de beneficiados ou injustiçados. O futebol foi substituído por outra coisa. Seu espírito de entusiasmo foi substituído pelo de geral consternação.

O campeonato se tornou muito difícil, quase impraticável. A nova placa com mais um "erro eterno" a legitimá-la está quase pronta. Se seus efeitos perdurarem, não seria de todo tão ruim que fosse ela afixada na base da taça que o Corinthians está perto de levantar. Seria uma indelicadeza com o campeão, mas estou saturado de bom gosto e boas maneiras. Sejamos minimamente recompensados em nossa tristeza: uma vez vice-campeões, que o erro do apito de ontem se torne, assim ele também, um erro eterno. Com direito a placa e tudo mais.

 

Comentário do blog:

Nem precisaria comentar, tão bem escrito, tão sensível, tão capaz de exprimir o mais difícil dos sentimentos, o sentimento da injustiça.

Mas comento por discordar do texto apenas num ponto: Mário Quintana não foi escolhido para a Academia Brasileira de Letras?

Azar da Academia.

Outra placa de bronze.

Por Juca Kfouri às 13h56

Ponte recua e joga completa

Pegou tão mal a decisão de não ir com força máxima contra o Corinthians que a Ponte Preta recuou.

Jogará com o que tiver de melhor.

Que não é muito, diga-se.

Mas, ao menos, salva a cara.

Os corintianos gostaram, porque tira um argumento dos adversários.

Uma mancha a menos, digamos.

E agora a teoria da conspiração é outra: o Inter teria oferecido um prêmio para a Ponte mudar de idéia.

Assim é a paixão do futebol.

Por Juca Kfouri às 11h30

Zveiter se cala

Zveiter não esclarece dúvida  (23/11)
Juliano Paiva - Diário da Tarde
Presidente do STJD se nega a explicar decisão de reduzir suspensão de Márcio Rezende de Freitas


O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter, não quis se pronunciar sobre a matéria veiculada na edição desta terça-feira do DIÁRIO DA TARDE, que levanta suspeita de possíveis irregularidades no processo número 124/2005, no qual o árbitro Márcio Rezende de Freitas teria sido beneficiado pelo jurista. O árbitro virou a polêmica nacional do final de semana por não marcar um pênalti em favor do Internacional, no empate em 1 a 1 com o Corinthians, e ainda expulsar o volante Tinga de campo, por simulação de falta. Um dia depois, uma fonte ligada ao STJD informou ao DT que Luiz Zveiter teria ignorado o CBJD Código Brasileiro de Justiça Desportiva ao acatar um pedido de redução de pena feito pelo árbitro, no mês de setembro.

Márcio Rezende de Freitas foi suspenso por 60 dias, no dia 15 de setembro, acusado de agredir verbalmente os jogadores do Botafogo na derrota para o Palmeiras (4 a 1), no dia 4 de julho. O DT apurou que o ato de ter deferido um pedido do árbitro Márcio Rezende de Freitas, para reduzir sua pena em 1/3, fere o CBJD, pois apenas o Tribunal Pleno, que o apenou, teria este poder. Já o árbitro garante que estava regular na época em que apitou os quatro jogos que estariam dentro do período de punição. Ele, inclusive, alega que ficou sem apitar por muito mais tempo do que fora determinado pelo STJD, mesmo depois de liberado por Zveiter.

O presidente Luiz Zveiter, novamente procurado pelo DIÁRIO DA TARDE, nesta terça, não atendeu ao telefone celular. Mas, por intermédio do assessor de imprensa do STJD, Lima de Amorim, Zveiter avisou que não comentaria as supostas irregularidades por não julgar ético que o DT tenha se valido de fontes anônimas para explicitar o assunto. De acordo com o parágrafo 2º do artigo 176 do CBJD, apenas o órgão judicante, ou seja, aquele que julgou e condenou Freitas inicialmente, é que poderia conceder a redução de um terço da pena. Outra possível irregularidade estaria no fato de Márcio Rezende de Freitas ter compensado o tempo reduzido com a doação de cestas básicas. "Elas foram doadas a uma instituição, do Rio de Janeiro, indicada pelo STJD", diz Freitas.

No entanto, de acordo com o parágrafo único do artigo 172 do CBD, quando a suspensão for por prazo a de Márcio Rezende de Freitas era de 60 dias -, ela só poderá ser convertida em atividades de interesse público. O árbitro deveria ter prestado serviços no campo da assistência social , como trabalho voluntário em escolas, hospitais ou mesmo creches. De acordo com o parágrafo 2º do artigo 176 do CBD, somente se a pena for pecuniária punição com multa, por exemplo -, é que ela pode ser convertida na doação.

No entanto, os artigos 172 e 176, no parágrafos que tratam do assunto, não falam explicitamente em cestas básicas, e sim em atividades de interesse público e medidas de interesse social, respectivamente, o que, segundo os juristas consultados pelo DT, não diferem muito na essência.

Árbitro garante que cumpriu suspensão

Já o árbitro Márcio Rezende de Freitas, por telefone, garantiu à reportagem que estava regular na época em que apitou quatro jogos, período em que deveria estar ainda cumprindo suspensão. Os jogos foram Atlético-PR 2 x 1 Paraná, pela 35ª rodada, no dia 30 de outubro; Botafogo 1 x 0 São Paulo, 36ª rodada, 3 de novembro; Brasiliense1 x 1 Coritiba, 37ª rodada, 6 de novembro; e Vasco 2 x 0 Fluminense, 38ª rodada, 13 de novembro.

Márcio foi julgado por ter sido acusado pelos jogadores do Botafogo, na derrota do time carioca para o Palmeiras, em 2 de julho, por 4 a 1, por agressão verbal. O árbitro foi condenado, em primeira instância, no dia 15 de agosto. A pena valeria a partir do dia seguinte, mas, como ele já estava escalado para um jogo da Copa Sul-Americana, no dia 17, foi autorizado pelo STJD a trabalhar naquela partida.

Com isso, a punição só começou a contar a partir do dia 18 de agosto. O árbitro explicou que, em seguida, tentou um efeito suspensivo que acabou negado pelo STJD. No dia 15 de setembro, o Tribunal Pleno determinou que a pena passasse de 30 para 60 dias. Porém, logo depois Freitas entrou com um pedido de redução de 1/3 da pena. O erro estaria no julgamento do pedido, feito pelo presidente do STJD, Luiz Zveiter, ao invés do órgão judicante (o Tribunal Pleno). Além disso, a redução foi convertida em cestas básicas e não em trabalho comunidade, o que também gerou dúvida.

Pela decisão de Zveiter, Márcio Rezende de Freitas poderia voltar a apitar no dia 26 de setembro. No entanto, o árbitro só voltou a trabalhar no dia 30 de outubro, no clássico paranaense entre Atlético-PR e Paraná, segundo disse, por decisão própria.

Coritiba e Fluminense, clubes que tiveram partidas apitadas por Márcio Rezende de Freitas naquele período, foram procurados pelo DT para comentar o assunto, mas preferiram não se pronunciarem até terem plena ciência dos fatos.

Cronologia do caso

2 de julho

Márcio Rezende de Freitas é acusado de agressão verbal por jogadores do Botafogo na derrota do time carioca para o Palmeiras por 4 a 1.

15 de agosto

Freitas é julgado em primeira instância no STJD e condenado a 30 de suspensão

18 de agosto

O árbitro começa a cumprir a pena, já que teve o efeito suspensivo negado

15 de setembro

Freitas é julgado pelo Tribunal Pleno que aumenta sua pena de 30 para 60 dias. Em seguida, o árbitro entra com um pedido de redução de pena no STJD , o qual é deferido pelo presidente do órgão, Luiz Zveiter, que determina ainda que 1/3 dos 60 dias sejam convertidos em doação de cestas básicas.

26 de setembro

Termina os 40 dias de suspensão de Márcio Rezende de Freitas

30 de outubro

O árbitro volta a apitar no clássico paranaense entre Atlético-PR e Paraná


 Diário da Tarde, Belo Horizonte. MG

Por Juca Kfouri às 10h18

Abram os olhos com a China

A Seleção masculina de vôlei teve que virar para cima da China na Copa dos Campeões.

Perdeu os dois primeiros sets (23/25 e 26/28) e teve que se impor nos três últimos (25/11, 25/18 e 15/10).

Perder seria uma senhora zebra.

Agora, ao menos.

Mas que ninguém tenha dúvida: se bobear, a China acabará os Jogos Olímpicos, que sediará em 2008, em primeiro lugar.

Os chineses já eram bons num montão de esportes.

E estão cada vez melhores em alguns nos quais não tinham a menor tradição.

Por Juca Kfouri às 02h05

Para os colorados reclamarem da Ponte Preta com moderação

25/06/2005 - 20h03
Inter vence e esfria 'misto quente' do São Paulo
MBPress
Em Campinas

O Internacional não deu chances ao time praticamente reserva do São Paulo e se recuperou no Campeonato Brasileiro. Nesta tarde de sábado, o colorado venceu o tricolor por 3 a 1, em pleno estádio do Morumbi, e complicou ainda mais a situação do adversário na competição.

  
Após perder para o "mistão" do Flu, Inter se recupera sobre time B do São Paulo
Claramente concentrado na partida contra o River Plate, quarta-feira, quando vai definir uma vaga na final da Copa Libertadores, o clube do Morumbi se complica no Nacional-05. Com mais um tropeço, os comandados de Paulo Autuori ocupam apenas a 11ª colocação, com 12 pontos, e se afastam da disputa pelos primeiros lugares.

O colorado, por sua vez, se aproxima da briga pela liderança e reage após o início irregular. Os gaúchos vão a 16, em quinto, e estão apenas quatro pontos atrás da líder Ponte Preta. A diferença, contudo, pode aumentar caso o Botafogo vença sua partida no domingo.

Do time que enfrentou os argentinos na última quarta-feira, o São Paulo foi a campo apenas com três jogadores considerados titulares - Rogério Ceni, Alex e Renan. No restante, Autuori utilizou apenas atletas do time reserva e não conseguiu obter o feito da semana passada, quando derrubou o Botafogo, até então líder da competição.

A fragilidade do adversário foi muito bem aproveitada pelo atacante Iarley. Recém-chegado a Porto Alegre, o jogador fez sua estréia pelo Inter e, além de fazer grande exibição atuando ao lado de Fernandão, marcou um belo gol no primeiro tempo, acertando o ângulo direito de Rogério Ceni.

FIM DE TABU NO MORUMBI 
A derrota para o Internacional acabou com uma invencibilidade do São Paulo jogando em casa. O time não perdia para times de outros estados na capital desde o Campeonato Brasileiro do ano passado.

O tropeço aconteceu no dia 1º de setembro de 2004, quando foi derrotado por 3 a 2 pelo Coritiba. Desde então, o Tricolor se manteve invicto.

Em 11 partidas, a equipe acumulou seis vitórias e cinco empates. O maior de todos os triunfos foi o 7 a 0 sobre o Paysandu, também pelo Nacional da temporada anterior.
O clube de Porto Alegre, porém, não tinha boas experiências jogando contra times reservas. Na rodada anterior, a equipe de Muricy Ramalho foi facilmente derrotada pelo Fluminense por 3 a 0, no Rio de Janeiro. Na ocasião, os cariocas foram a campo totalmente desfigurados por causa da decisão na Copa do Brasil, contra o Paulista.

Pelo Brasileirão, o São Paulo volta a campo no próximo domingo, 2 de julho, quando vai a Campinas para enfrentar a Ponte Preta, às 18h10, no estádio Moisés Lucarelli. O Internacional recebe o São Caetano, domingo, no mesmo horário, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

O jogo
Tentando explorar a falta de entrosamento do São Paulo, o Internacional começou a partida na pressão. Logo aos 6min, Élder Granja avançou ao campo ofensivo e cruzou para a área. Fernandão chutou de primeira e acertou a trave direita de Rogério Ceni.

O susto acordou o Tricolor, que passou a se arriscar no ataque. Aos 16min, o volante Renan teve boa chance para marcar. Ele recebeu passe em boas condições na área e arriscou para bela defesa do goleiro Clemer.

Seis minutos depois, o time do Morumbi voltou a desperdiçar boa chance. Paulo Matos invadiu a área sem marcação e, ao invés de concluir em gol, tentou servir o atacante Roger, errando o passe.

  
Rogério Ceni tenta parar jogada ofensiva do Inter na derrota do São Paulo
Aos 25min, foi a vez dos gaúchos levarem perigo. Élder Granja fez lindo lançamento para Iarley. O ex-avante do Boca Juniors saiu sozinho na cara de Rogério Ceni, mas chutou muito mal e mandou a bola pela linha de fundo.

Na segunda chance, contudo, o jogador não desperdiçou. Aos 30min, Fernandão ganhou disputa pelo alto com a defesa e a bola caiu na marca do pênalti para Iarley. Ele girou e acertou o ângulo direito da meta para fazer 1 a 0.

O empate do São Paulo veio logo em seguida. Aos 36min, Marco Antônio cobrou falta na intermediária, a bola desviou na zaga e Roger tocou na trave esquerda. No rebote, Souza aproveitou e empurrou para o fundo do gol.

Na volta do intervalo, o Inter quase marcou o segundo logo aos 2min. Iarley avançou pela esquerda, invadiu a área e tocou para Tinga. O marcador, atrapalhado por um zagueiro, chutou para fora e perdeu ótima chance.

Aos 7min, no entanto, o volante fez o levantamento e Fernandão foi empurrado por um marcador quando se preparava para cabecear. Penalidade máxima marcada pelo árbitro Wagner Tardelli Azevedo. Na cobrança, o próprio atacante colocou o colorado novamente em vantagem.

O time gaúcho quase ampliou aos 13min. Depois de cobrança de falta pela direita, o zagueiro Vinícius apareceu na área e cabeceou forte. Rogério Ceni, bem colocado, fez linda defesa e afastou.

Com o baixo rendimento da equipe, Paulo Autuori optou por fazer as três alterações possíveis. Em vão. O São Paulo continuou sendo amplamente dominado no meio-campo e pouco criou para assustar o adversário.

O Inter fechou o placar aos 38min. Fernandão fez um corta-luz na área e a bola sobrou para Tinga apenas desviar para o gol e garantir mais três pontos.

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Michel (Adriano), Alex, Flávio e Hernanes (Vélber); Alê, Renan, Marco Antônio (Daniel Rossi) e Souza; Roger e Paulo Matos
Técnico: Paulo Autuori

INTERNACIONAL
Clemer; Wilson, Edinho e Vinícius; Élder Granja (Ceará), Edmílson, Perdigão (Gavilán), Tinga e Alex; Fernandão e Iarley (Rodrigo Paixão)
Técnico: Muricy Ramalho

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (Fifa-RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho e Aristeu Tavares (Fifa-RJ)
Cartões amarelos: Alex (SP), Roger (SP)
Gols: Iarley, aos 30min, e Souza, aos 36min do primeiro tempo; Fernandão, aos 8min, e Tinga, aos 38min do segundo tempo.

 

Por Juca Kfouri às 00h43

22/11/2005

A suspensão de Tinga

O primeiro cartão amarelo que Tinga levou no jogo contra o Corinthians foi o terceiro de uma série iniciada em jogo contra o Goiás (25/10) e continuada contra o Brasiliense (13/11).

Portanto é ociosa a discussão se ele deveria ser absolvido do cartão vermelho para poder jogar contra o Palmeiras.

Seria justo, sem dúvida, dada a absurda expulsão.

Mas não adiantaria nada em relação ao jogo de domingo que vem.

Por Juca Kfouri às 23h37

Ponte Preta/MSI

Será inevitável a especulação de que a MSI está por trás da decisão da direção da Ponte Preta de poupar quatro jogadores pendurados com cartões amarelos e um que anda machucado (que se somarão a outros dois titulares suspensos) do jogo contra o Corinthians.

A teoria conspiratória rolará à solta diante da escalação de sete reservas.

Na verdade, há dois lados nesta moeda, como em todas: sob a ótica da ética do Brasileirão, a atitude da Ponte é lamentável.

Já do ponto de vista do clube, tudo faz sentido: por que se matar num jogo em que a chance de ganhar é mínima se, no domingo seguinte, a Ponte recebe o Brasiliense, muito provavelmente já rebaixado, quando uma vitória garantirá a permanência na Primeira Divisão?

O que você faria, fosse cartola da Ponte?

Em tempo: a Ponte fez questão de anunciar a intenção com cinco dias de antecedência, quando poderia deixar para última hora.

Deve ter avaliado que a surpresa seria ainda mais mal entendida.

Por Juca Kfouri às 21h36

Corinthians/MSI

Estão tão difíceis as relações entre a direção do Corinthians e a da MSI que um cartola corintiano pediu, ao São Paulo, que Kia Joorabchian não fosse convidado para o camarote no Morumbi no jogo do próximo domingo, contra a Ponte Preta.

Ao buscar a confirmação do veto com o próprio presidente do Corinthians, Alberto Dualib, a direção tricolor ouviu dele, balbuciante que não..., que tudo bem..., que KJ poderia ser convidado. 

Por Juca Kfouri às 21h29

Flamengo/MSI-2

Por mais que a direção do Flamengo negue, os contatos entre Hélio Ferraz e Kia Joorabchian vão além da consultoria para atrair investimentos externos à Gávea.

Ambos estão muito próximos mesmo de fechar uma parceria.

E já tem até dois nomes em mente para anunciar, com festa, a união.

Dois brasileiros que repatriariam do futebol europeu.

Diego, do Porto, e Juan, do Bayer Leverkusen são os favoritos.

Por Juca Kfouri às 21h22

Mais um rolo de Zveiter?

Uma nova polêmica no ar (22/11)
Juliano Paiva - Diário da Tarde
Márcio Rezende de Freitas teria apitado de forma irregular durante período de suspensão

 
  
 
Márcio Rezende de Freitas teria atuado de forma irregular durante a suspensão
 
 
Além do pênalti não marcado contra o Corinthians, domingo, que praticamente definiu o título do Brasileirão em favor ao time paulista, o árbitro Márcio Rezende de Freitas pode mudar definitivamente os rumos do Campeonato Brasileiro. O DIÁRIO DA TARDE teve acesso à decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), número 124/2005, do dia 15 de setembro de 2005 (veja quadro), que proibiria o árbitro de apitar no período de 16 de setembro a 15 de novembro de 2005, ou seja, durante 60 dias, no qual ele trabalhou em quatro jogos.

A reportagem do DT apurou que Márcio Rezende de Freitas teria sido liberado pelo presidente do STJD, Luiz Zveiter, para apitar neste período, acatando um novo recurso do árbitro, concedendo-lhe uma redução de 1/3 da pena. Só que a decisão fere, em dois artigos, o CBJD Código Brasileiro de Justiça Desportiva. De acordo com o parágrafo 2º do artigo 176, somente o órgão judicante, ou seja, aquele que julgou e condenou Freitas inicialmente, é que poderia avaliar um novo recurso. Portanto, a decisão teria sido arbitrária.

O segundo possível erro seria o pagamento do período reduzido em cestas básicas. Isto contraria o parágrafo único do artigo 172 do CBJD. De acordo com texto, quando a suspensão for por prazo (no caso, 60 dias), a redução de 1/3 só poderá ser convertida em atividades de interesse público. Ou seja, Freitas deveria ter prestado algum tipo de serviço de cunho social como ser voluntário num hospital ou numa creche.

A pena só pode ser convertida para a doação de cestas básicas, de acordo com o parágrafo 2º do artigo 176, se ela for pecuniária, no caso de multa, por exemplo.

Dessa forma, se confirmada as irregularidades, as partidas apitadas pelo árbitro mineiro, neste período, são passíveis de anulação.

Arquivado

A reportagem do DT entrou em contato com o STJD, na tentativa de obter cópia de todo o processo. Porém, a assessora imprensa do STJD, Maria Clara, informou que somente a secretária do órgão, Adriana (o sobrenome ela não quis informar), teria acesso ao processo naquele momento. Segundo a assessoria, Adriana não poderia atender à reportagem, pois estaria participando de um julgamento no início da noite. Por volta de 21h30, Maria Clara ligou para a redação do DT dizendo que somente hoje poderia passar qualquer informação sobre o processo, uma vez que ele se encontrava arquivado e o expediente do STJD já havia terminado.

Antes, porém, a assessora de imprensa havia informado que a suspensão de Márcio Rezende teria sido reduzida para apens 20 dias, o que o colocaria em situação regular. Mas a reportagem do DT ouviu dois experientes juristas que trabalham no órgão pediram para não ser identificados e ambos garantiram ser tecnicamente impossível tal redução.

Márcio Rezende foi punido por ter xingado jogadores do Botafogo o volante Túlio e o atacante Guilherme, entre outros durante a partida contra o Palmeiras, no dia 2 de julho, pela 10ª rodada do Brasileirão, que terminou 4 a 1 para o Alviverde.

Entenda o caso

No julgamento, ele acabou condenado, inicialmente, a 30 dias de suspensão pela agressão verbal aos atletas. Tanto o árbitro quanto a promotoria recorreram da decisão. Freitas queria a absolvição, enquanto os promotores, o aumento da pena. Segundo o artigo 272 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) "assumir em praças desportivas atitude contrária à disciplina ou moral desportiva" ela deveria ser de, no mínimo, 60 dias. Ambos os recursos foram julgados numa sessão do Tribunal Pleno, o mesmo que condenou Freitas anteriormente, no dia 15 de setembro. O recurso do árbitro foi indeferido, enquanto o dos promotores, acatado.

Com isso, ele teve sua pena aumentada para 60 dias que deveriam ser cumpridos a partir do dia 16 de setembro deste ano. Sendo assim, Márcio Resende de Freitas não poderia apitar até o dia 15 de novembro. No entanto, nesse período, ele apitou os seguintes jogos: Atlético-PR 2 x 1 Paraná, pela 35ª rodada, no dia 30 de outubro; Botafogo 1 x 0 São Paulo, 36ª rodada, 3 de novembro; Brasiliense1 x 1 Coritiba, 37ª rodada, 6 de novembro; e Vasco 2 x 0 Fluminense, 38ª rodada, 13 de novembro. Estes dois últimos interferem diretamente na classificação em termos de rebaixamento e Copa Libertadores.

A reportagem tentou falar com Márcio Rezende e com Luiz Zveiter, no início da noite, mas ambos não atenderam às tentativas da reportagem.

Diário da Tarde, Belo Horizonte, MG.
 

Por Juca Kfouri às 11h22

Não tem futebol no meio da semana. A polêmica continua

O pênalti não marcado por Márcio Rezende de Freitas ainda vai continuar a render nos próximos dias.

Não só pela gravidade do erro, mas, também, porque o Campeonato Brasileiro não tem rodada neste meio de semana.

Com exceção dos corintianos, e dos gremistas, o país todo assumiu as dores do Inter, e o elegeu como vítima, como o grande injustiçado.

E não adianta mostrar que também houve erros a favor do Inter, como contra o Corinthians.

Os assuntos do momento são o erro do árbitro e a MSI, embora nada indique que um tenha a ver com a outra -- por mais que a parceira do Corinthians esteja envolta em nebulosas transações.

Os colorados se queixam, com razão, e há até um movimento de seus torcedores para que o Inter estampe uma estrela preta em seu uniforme como sinal de luto, de protesto.

A estrela de campeão, que deveria ser amarela, vira preta.

É uma boa idéia, embora dificilmente a direção do Inter vá ter coragem de adotá-la porque, na hora agá, mesmo os cartolas mais indignados tremem e se comportam feito cordeiros diante do poder estabelecido.

E os corintianos reclamam que há um certo exagero, que este não foi nem o primeiro nem será o último erro de arbitragem no futebol.
E é verdade também.

Os corintianos estão assim como os petistas, que imaginam que as denúncias contra eles já passaram dos limites, como se só o PT praticasse os delitos que, como se sabe, são comuns na vida de todos os partidos brasileiros.

Tanto os corintianos como os petistas parecem não se dar conta que quando surge um grande tema, todos os demais ficam em segundo plano.
E se na vida política a questão é mais um escândalo de corrupção, no futebol a bola da vez tem o nome e o sobrenome do juizão. 

Por Juca Kfouri às 01h44

21/11/2005

Humildade desmemoriada

Em seu segundo pedido de desculpas, por 1995 e por ontem, Márcio Rezende de Freitas se esqueceu, no mínimo, de pedir desculpas, também, aos mexicanos do Cruz Azul e aos italianos em geral.

Aos italianos por ter validado um gol em impedimento dos espanhóis, donos da casa, nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992.

E por ter anulado um gol italiano, legalíssimo.

Estava lá e vi.

Aos mexicanos pela operada que deu neles na decisão da Libertadores contra o poderoso Boca Juniors.

Se lembrarmos que,em 1995, a direção do Santos brigava com a CBF como hoje a do Inter também briga, a conclusão é óbvia.

Por Juca Kfouri às 10h26

Coluna desta segunda-feira, na Folha

O árbitro, Lula e a MSI


JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

Clemer estava salvando o Inter. Márcio Rezende de Freitas o matou. A expulsão de Tinga foi um absurdo, e o pênalti pareceu claro. Escrevo "pareceu" porque fiquei com a sensação de o próprio Tinga ter dito ao árbitro alguma coisa como "não foi nada, mas eu não me atirei".
Daí em diante é difícil dizer que o resultado tenha sido justo, muito embora até o segundo minuto do segundo tempo a vitória do Corinthians fosse indiscutível e até mais apertada do que o time merecia. Afinal, tinha mandado uma bola no travessão com Gustavo Nery e feito um gol com Carlitos Tevez, no primeiro tempo. E, no começo do segundo, chutado rente à trave com Carlos Alberto, além de ter obrigado Clemer a uma defesaça em jogada de Nilmar com Tevez.
E foi neste lance que o Inter se salvou porque, no ataque seguinte, o ótimo Rafael Sobis fez o gol que Carlos Alberto, em sua melhor atuação com a camisa alvinegra, não conseguira.
Então, o Inter cresceu, equilibrou o jogo, reteve a bola, e a partida, que se caracterizava por ser disputada em clima de ligação direta entre defesas e ataques, passou a ter clima de jogo de xadrez.
Mas a síndrome de Pacaembu de Márcio Rezende de Freitas prevaleceu. Não satisfeito com a lambança que fez na decisão de 1995, tratou de fazer outra dez anos depois. Uma lástima.
Lástima, diga-se de passagem, prevista pelo presidente da República, que vaticinou o empate e o tetracampeonato do Corinthians ao convidar Tevez para visitá-lo.
Certamente por não ter lido recente artigo do "Financial Times" que levanta interessante lebre: mais até que lavar dinheiro, o investimento de bilionários russos no futebol mundial (o artigo cita a parceria MSI/Corinthians e observa que Tevez custou US$ 16 milhões -e não os alardeados US$ 22 mi) busca reconhecimento social e boas relações políticas.
Modelo que repete exatamente o que os bicheiros cariocas fizeram com o Carnaval, e com o futebol, nos anos 70.
Maneira de ficar a salvo de intempéries em suas bases ou de criar rotas de fuga.
Faz todo sentido e não passa despercebido neste momento da vida brasileira em que Lula convida Tevez para ir ao Palácio do Planalto, com o que abrirá as portas à MSI, objeto de um inquérito feito pelo Ministério Público de SP (já concluído, com a constatação de "fortes indícios de lavagem de dinheiro") e de outro em curso no Ministério Público federal.
Mais: Lula abrirá simbolicamente as portas para Boris Berezovski, sobre cuja participação na parceria não há mais nem sombra de dúvida.
Dinheiro a rodo, time competitivo, agrados do governo, reclamar do quê? Outra vez, dos meios. Mas quem se importa com os meios? Só gente chata, que vê defeito em tudo e quer estragar prazeres. Afinal, ia tudo tão bem até aparecerem os Valdomiros, Valérios, Delúbios...
E não foi o Brasil, desde o Descobrimento, sempre tão receptivo aos degredados?

Masoquismo explícito
Um amigo corintiano, jornalista, diz que dormiu aliviado na última quarta-feira, depois que o Corinthians perdeu para o São Caetano. Ele achava que estava tudo muito fácil, o que não combina com a história alvinegra. E defende a tese do sofrimento obrigatório com tal ardor que é capaz de dizer que se o preço de vencer a Libertadores (que segundo ele só existe para que o Corinthians possa ganhá-la um dia) for fazer 4 a 0 na decisão (como o São Paulo fez diante do Atlético-PR), ele prefere perdê-la. Pois o meu amigo terá, no mínimo, mais uma semana de alegre (para ele, é claro) expectativa, se é que não terá duas. E não me peça para revelar quem é. Só garanto que não se chama Leopold von Sacher-Masoch, até porque o Barão morreu em 1895.

 Nota do blog: correções ao texto original em negrito.

Por Juca Kfouri às 08h37

20/11/2005

Más arbitragens. Até quando?

As arbitragens no futebol são um problema mundial.

Basta lembrar da última Copa do Mundo.

E da penúltima.

E da antepenúltima.

Basta ver o pênalti não marcado feito por Roberto Carlos em Eto'o, no sábado, no clássico em Madrid.

Ou o de Fábio Costa em Tinga.

Ou, ou, ou, ou...

Só tem uma solução, que cartola nenhum está disposto a adotar.

A autonomia dos departamentos de árbitros.

Autonomia da Fifa, da CBF, das federações estaduais.

Nenhuma relação com a estrutura de poder do futebol, poder que é exercido na escala dos árbitros, e na Justiça esportiva.

Conquistada a autonomia, profissionalização dos árbitros.

Porque profissionalizar sem autonomia só piorará a dependência dos árbitros em relação aos cartolas.

A solução é tão fácil como impossível, porque a cartolagem, dos clubes, inclusive, jamais concordará.

E não se esqueça: o presidente da CBF é vice-presidente da Comissão de Arbitragem da Fifa.

O mesmo Ricardo Teixeira que manteve Edílson Pereira de Carvalho nos quadros da CBF e...da Fifa, apesar de saber que ele havia falsificado seu diploma do curso secundário para poder atuar em São Paulo.

E quem elege e reelege Ricardo Teixeira?

Os clubes. Todos eles.

Repito: todos eles.

Por Juca Kfouri às 23h47

Pros corintianos pensarem antes de dormir

Foi bom ou foi ruim o Palmeiras ganhar da Ponte Preta?

A vitória do Verdão, mais a derrota do Flu, deixa o maior rival do Corinthians perto da Libertadores, desde que vença o Inter, domingo que vem, no Beira-Rio.

Mas a derrota da Ponte Preta a deixou na zona de risco do rebaixamento.

E torna o jogo contra o Corinthians, no domingo que vem no Morumbi, de vida ou morte também para ela.

Você, corintiano, decide.

Por Juca Kfouri às 23h29

E o Galo, hein?

A direção do Galo nem merece, ao contrário, envolvida que está em todos os escândalos que abalam o país.

Mas a torcida merece.

Como os meninos lançados por Lori Sandri também merecem.

Mais uma vitória, dura, sofrida, com o meninno goleiro Bruno fazendo milagres.

Continua difícil, quase impossível.

Mas os garotos não sabem que é impossível.

E vão fazendo.

Numa dessas...

Por Juca Kfouri às 23h04

Ironias cariocas

O Fluminense, de maior orgulho do futebol carioca neste Brasileirão, dá um vexame atrás do outro e põe em risco a sua vaga que parecia certa na Libertadores.

Já o Flamengo praticamente dá adeus ao rebaixamento, o Botafogo tem claras chances de ir à Copa Sul-Americana (o que, dadas as circunstâncias do clube, será importante) e o Vasco não só ainda também pode chegar lá como, ao que tudo indica, terá em Romário o artilheiro do campeonato.

Claro que não há motivos para que rubro-negros, botafoguenses e vascaínos soltem rojões, principalmente porque seus clubes deveriam estar na luta pelo título.

Mas a depressão, hoje, invade mesmo os corações tricolores.

Parece uma sina de Abel que, por duas vezes seguidas, perdeu a chance de levar seus times à Libertadores -- em decisões em casa da Copa do Brasil, com Fla e Flu, contra Santo André e Paulista.

Mas ainda dá.

Por Juca Kfouri às 19h58

O jogo

Até o gol deste precioso Rafael Sobis, o Corinthians merecia a vitória até por mais de um gol.

Carlitos Tevez tinha feito 1 a 0 e, mais que isso, tinha devolvido a alma ao time paulista, além de ter dado com açucar e com afeto, de calcanhar, para Gustavo Nery chutar no travessão colorado.

Mais: aos 2 minutos do segundo tempo só não matou o jogo porque Clemer, que tanta desconfiança gera na torcida gaúcha, fez uma defesa brilhante.

No lance seguinte, Sobis empatou, ao fazer o gol que Carlos Alberto quase havia feito aos 50 segundos do segundo tempo.

Então, o Inter equilibrou tudo, jogou com inteligência, chegou a dominar a partida e estava melhor quando houve a criminosa expulsão de Tinga.

Daí para frente, nem vale avaliar.

Márcio Rezende de Freitas já tinha estragado tudo.

Por Juca Kfouri às 17h49

A síndrome do Pacaembu

Márcio Rezende de Freitas sofre de complexo do Pacaembu.

Dez anos atrás, assassinou a decisão do Brasileirão entre Santos e Botafogo.

Agora, matou-a novamente.

Se não tivesse sido pênalti, o cartão amarelo para Tinga já seria injusto.

Tendo sido, o amarelo, que virou vermelho, virou, também, um crime contra o futebol.

Márcio Rezende de Freitas está se aposentando.

E já vai tarde.

Em tempo: escrevi "tendo sido" porque não tenho dúvida de que foi pênalti.

Só fiquei com a sensação de que o próprio Tinga disse ao árbitro, ao se levantar depois de ser derrubado por Fábio Costa: "Não foi nada, mas não me atirei!".

Pode ter sido apenas para tentar evitar a expulsão, já convencido de que Freitas não marcaria o pênalti.

E pode não ter dito nada disso.

Até porque não sou leitor de lábios.

Por Juca Kfouri às 17h42

A Timemania dançou!

Ao que tudo indica, a Timemania dançou.

E dançou bem dançado, porque, como estava, não era uma ajuda, era o mensalão do futebol.

O governo resolveu retirar todos os seus projetos que estavam com urgência no Congresso Nacional para aprovar alguma coisa da reforma eleitoral.

E, nessa, foi-se o mensalão.

E já foi tarde.

Por Juca Kfouri às 14h35

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico