Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

17/12/2005

Pesquisa: São Paulo ou Liverpool?

Para quem você torcerá logo mais?

Limite-se, por favor, para facilitar a contagem, a citar apenas o nome do clube: São Paulo ou Liverpool?

E vote apenas uma vez.

Obrigado.

Por Juca Kfouri às 21h03

A importância do Mundial de Clubes

Que os clubes brasileiros têm o Mundial de Clubes como a competição mais importante do planeta é fora de dúvida.

É "Projeto Tóquio" pra cá e "Projeto Tóquio" pra lá o ano inteiro, a vida inteira.

Entre os clubes europeus, de fato, a situção é outra.

Entre a Copa dos Campeões da Europa e o Mundial, a preferência é pela primeira.

Até mesmo os campeonatos nacionais europeus são mais importantes para os clubes do Velho Continente.

E é natural que seja assim, dada a tradição incomparável entre as competições.

Nem por isso, no entanto, o título de campeão mundial deixa de ser festejado.

Ao contrário.

Basta fazer uma pesquisa nos jornais e ver como o Ajax, em 1995, foi recebido em Amsterdã ao voltar do Japão depois de vencer o Grêmio.

Ou como Dortmund festejou ao recepcionar o Borússia na volta para casa depois de superar o Cruzeiro, em 1997.

Mesmo a habituada com grandes conquistas Madrid fez festa apoteótica para o Real quando, em 1998, bateu o Vasco.

Como o Manchester United fez parar sua cidade ao retornar depois de derrotar o Palmeiras, em 1999.

Como bem argumentou um blogueiro, os torcedores do Liverpool não trocariam uma perna quebrada de Gerrard pelo título amanhã diante do São Paulo, ao contrário do que fariam no caso de a Copa dos Campeões da Europa, ou até mesmo de o Campeonato Inglês, estar em jogo.

Mas com perna quebrada ou sem, Liverpool irá às ruas se os Vermelhos voltarem com a taça da Fifa.

E é isso que o São Paulo pode impedir.

Mesmo que à custa de um braço quebrado de Rogério Ceni.

Por Juca Kfouri às 10h16

16/12/2005

Não exagere, prefeito

César Maia publica um artigo hoje no "Globo" e se queixa da falta de apoio do governo federal em relação ao Pan-2007.

Diz que parece que o governo não entendeu que não se trata de fazer favor ao Rio, mas que a realização dos Jogos é uma questão nacional.

Ele até tem razão e não surpreende a falta de ação do ministério do Esporte, muito mais preocupado com a candidatura de Agnelo Queiroz nas próximas eleições.

Só que Maia exagera na importância do Pan, ao dizer que, depois dos Jogos Olímpicos, e por causa da presença dos atletas norte-americanos, o Pan é o mais importante evento esportivo do mundo.

Não é. Aliás, longe disso e sob qualquer critério.

O Pan é um evento de segunda classe, se não for de terceira.

A começar pelo fato, para contrapor ao argumento simplório do prefeito carioca, de que os Estados Unidos mandam seus atletas do terceiro time.

A continuar pela constatação de que nenhuma grande cidade dos EUA se candidata a receber o Pan.

Nada disso justifica o pouco caso do governo Lula porque, afinal, se o Brasil topou ter uma cidade como sede, deve fazer todos os esforços para honrar o compromisso.

Mas exagerar a importância do evento não ajuda a resolução do problema.

Por Juca Kfouri às 12h07

O preço da arrogância

Folha de S.Paulo, 16/12/2005

FUTEBOL

Em segunda instância, tribunal do Rio determina que confederação indenize Liga do Nordeste por alterar calendário

Liga pode gerar rombo de R$ 38 mi na CBF

RODRIGO MATTOS
DA REPORTAGEM LOCAL

As mudanças constantes de calendário até 2003 devem causar um rombo de pelo menos R$ 38 milhões nas contas da CBF. E a cifra pode chegar a R$ 50 milhões.
Em duas instâncias, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu que a confederação tem que ressarcir a Liga do Nordeste -que abriga 16 times da região- por acabar com a Copa que a entidade de clubes organizava.
As chances de recursos da CBF são limitadas. Ela pode pedir embargos infringentes no próprio tribunal. Mas, para recorrer ao Superior Tribunal de Justiça, terá de apontar falhas processuais.
Obtido pela Folha, o processo começou em 2002. No ano anterior, a CBF anunciou o calendário quadrienal, incluindo as competições regionais no início da temporada. Surgiram os torneios Rio-São Paulo, Nordeste e Sul-Minas.
Mas, em outubro de 2002, a confederação extinguiu esses campeonatos para criar o Brasileiro em pontos corridos.
Em novembro, a Liga do Nordeste pediu medida cautelar exigindo a realização da competição em 2003, com transmissão da TV Globo. Alegava quebra de contrato com a emissora e prejuízos por outros acordos de patrocínios.
Embora a Liga tenha obtido uma liminar, a Globo não passou a maior parte dos jogos e o campeonato ocorreu de forma deficitária. Então, advogados da entidade nordestina entraram com a ação pedindo ressarcimento.
Em fevereiro do ano passado, a juíza da 1ª Vara Cível, Andrea Quintela, julgou "parcialmente procedente" o pedido para condenar a confederação ao "pagamento de indenização por danos materiais". Em sua sentença, afirmou que a CBF não podia mudar o seu planejamento de forma que prejudicasse clubes ou ligas.
Reconheceu que a Liga teve danos "inegáveis" e disse que esses deveriam ser calculados pelo valor médio ganho na Copa Nordeste de 2000 e na de 2001.
A CBF recorreu à segunda instância, pedindo a anulação da decisão. Já a Liga do Nordeste requisitou que a indenização fosse baseada nos ganhos de 2001 (R$ 10,1 milhões) e 2002 (R$ 15,2 milhões).
Em dezembro de 2004, a 9ª Câmara Cível do Rio rejeitou, por 2 a 1, o recurso da CBF. Mas aceitou o pedido da Liga do Nordeste para os cálculos da indenização, o que elimina a necessidade de liquidação judicial, que estava em curso para determinar o total devido.
Para o desembargador Marcus Tulius, autor do voto vencedor, os "valores pleiteados [pela Liga] (...) se mostram incontroversos". Ao recusar a apelação da CBF, ele disse que a entidade nordestina sofreu danos por causa da confederação. A média de rendimentos da Liga era de R$ 12,65 milhões. Como o torneio ocorreria por mais três anos, a dívida da CBF já chega aos R$ 37,95 milhões.
Pela sentença em primeira instância, esse valor será acrescido de 15% do valor da causa para honorários advocatícios. Ainda há juros de 0,5% ao mês durante três anos e correção pela Ufir. Isso pode acrescentar cerca de 35% à dívida, o que deixaria o débito em cerca de R$ 50 milhões.
"Não posso falar porque o processo está em curso", disse Pedro Paulo Magalhães, que é um dos advogados da Liga do Nordeste.


 

Por Juca Kfouri às 11h40

15/12/2005

Eu só queria entender

Bebeto de Freitas disse, em julho, que o Botafogo fecharia, em outubro, se a Timemania, o Mensalão do futebol, não fosse aprovada.

Estamos em dezembro, como se sabe, e o Botafogo, é óbvio, não fechou.

Pois a loteria agora foi aprovada e ele revelou ao diário Lance! que não aderirá porque o prazo de pagamento da dívida, 10 anos, é escasso.

Não dá para entender.

Havia um artigo que foi derrotado, com a colaboração de Bebeto, que permitia a quem se transformasse em sociedade empresarial pagar suas dívidas 15 anos.

E o Botafogo diz que está com tudo pronto para virar empresa.

Você entendeu a posição de Bebeto de Freitas?

Nem eu.

Será que ele está apostando em mudança da Timemania no Senado?

Se for isso, será que ele sabe (deve saber, é claro), que o projeto terá de voltar à Câmara dos Deputados?

E que o tempo passa.

E que o Botafogo, que fecharia em outubro, não pode esperar?

Ou pode?

Ou alguém está maluco?

Serei eu?

 

 

 

Por Juca Kfouri às 15h33

Que venha o Liverpool!

Gerrard e Hyypia jogaram de camisas de mangas curtas.

O Liverpool marcou os mesmos três gols que o São Paulo, com a diferença de que pouco se esforçou para tanto.

E perdeu outros tantos.

Mas não sofreu nenhum, diferentemente dos tricolores que sofreram dois.

Aliás, faz 11 jogos que não toma um gol, 990 minutos que, na verdade, são mais de 1000 -- contados os acréscimos, no mínimo quatro minutos por jogo.

O Liverpool levou dois sustos, no máximo.

O São Paulo levou cinco.

Edcarlos joga no time brasileiro, não no inglês.

Gerrard joga no time inglês, não no brasileiro.

Mas o São Paulo tem Amoroso.

Que venham os frios ingleses, desde que o São Paulo esteja fervendo.

É jogo de cachorro grande e o complexo de vira-latas morreu na Suécia, em 1958.

 

 

Por Juca Kfouri às 09h04

O Liverpool treina

Em ritmo de treino, mas sem correr riscos (na verdade o Saprissa teve uma chance clara de gol), o Liverpool vai ganhando fácil por 2 a 0.

Marcou um gol logo de cara com Crouch aos 2 minutos e outro, com Gerrard, este um golaço de bate-pronto.

Os ingleses se impuseram desde o início e, ao contrário do que fizeram os tricolores ontem, mostraram aos costa-riquenhos que o jogo tinha dono.

Um dono que não se empenha 100%, se esforça apenas o suficiente para vencer e se preparar para a final, quando deverá ter comportamento diferente.

Nem por isso, porém, os vermelhos deixaram de comemorar com entusiasmo seus dois gols.

Por Juca Kfouri às 08h10

14/12/2005

Saprissa surpresa?

Logo mais saberemos quem será o adversário do São Paulo na decisão do Mundial de Clubes da Fifa.

O Saprissa, que se orgulha de ter apenas jogadores costa-riquenhos em seu elenco, garante que está pronto para surpreender o poderoso Liverpool.

O Liverpool que diz estar atrás da taça que jamais conquistou, parece não dar muita bola ao Saprissa e encara o jogo como um treino mais forte antes de enfrentar os brasileiros.

A exemplo do Al Ittihad, o Saprissa já está no ritmo do torneio e, embora candidato a ser goleado, quer ser a mesma surpresa que os ingleses conheceram na histórica derrota para a seleção dos Estados Unidos, em Belo Horizonte, na Copa do Mundo de 1950, a primeira que teve a participação dos orgulhosos inventores do futebol moderno.

Cá entre nós, prefiro que dê Liverpool, adversário muito mais cômodo para o São Paulo, que não entrará em campo com a obrigação de vencer que terá se der o contrário. 

Por Juca Kfouri às 21h33

Entre a cruz e a espada

Alberto Dualib conduziu o Corinthians a uma aventura a fazer a parceria com a MSI e agora está conduzindo a outra ainda pior.

Ele faz de tudo para romper o contrato que não deveria ter assinado com os russos (como revela reportagem da Folha de S. Paulo nesta quarta-feira) e se assessora com o que há de pior no futebol, os chamados "anões do orçamento" dentro do clube.

Um deles faliu fraudulentamente e deixou, além de mais de 1000 empregados a ver navios, mais de 100.000 pessoas sem plano de saúde.

O outro foi processado, e condenado à prisão, por dezenas de falcatruas, envolvendo até a mãe octogenária que, inocentemente, aparecia como sua sócia em negócios escusos, além de ter sido processado até por agredir a ex-mulher, fora as ações por falta de pagamento do condomínio do prédio onde morou.

São essas figuras baixas, que sempre se deram mal em tudo que fizeram, seja no comércio ou no mundo da comunicação, os alavancadores de novos investimentos para o Corinthians.

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Por Juca Kfouri às 21h18

Resultado da pesquisa

Graças a dois santos blogueiros, Marcelo Fonseca e Marcus Vinicius (veja nos "Comentários), deu o que eu imaginava, embora com uma margem muito maior do que supunha: 85% preferem ver o clube de coração como campeão mundial e apenas 15% optam pela Seleção.

Prometo que às vésperas da Copa da Alemanha proporei o tema novamente, como alguém sugeriu com razão.

Por Juca Kfouri às 21h10

Pesquisa encerrada!!!!!

As respostas à pesquisa sobre a preferência dos blogueiros (você prefere o seu clube ou a Seleção Brasileira campeã mundial?) precisa ser encerrada antes das 24 horas previstas por uma razão técnica: chegamos a 1000 votos -- 1002, na verdade -- e a caixa não comporta mais, coisa que acabo de aprender com o pessoal do UOL.

Agradeço a participação tão expressiva e, cara de pau, pergunto: alguém se habilita a tabular a esmagadora vitória da preferência clubística.

É que estou indo para a CBN e não poderei fazê-la com a rapidez que você merece.

Teve um maluco (no bom, no ótimo sentido) que tabulou quando chegou a 500 votos.

Quem sabe se não aparecem outros?

Quem sabe eu possa anunciar o resultado final no CBN Esporte Clube?

Em tempo: mil desculpas aos votos que não puderam ser computados, sabe Deus quantos.

Por Juca Kfouri às 17h25

A aprovação do mensalão do futebol

A Câmara Federal aprovou ontem a Timemania, sem a opção de os clubes que se transformassem em sociedades empresarias poderem ampliar o prazo para pagamento de suas dívidas com o Estado brasileiro.

Interessante observar que o PL e o PP, ditos liberais e a favor de menos intervenção do Estado na economia, foram contra a transformação dos clubes em empresas, talvez porque, junto com o PT que também votou unanimimente pelo não, tenham sido os mais agraciados pelo mensalão.

Curiosamente, também, o filho do ex-presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho (PFL-BA) , e o ex-presidente do Vitória, José Rocha (PFL-BA) ambos da bancada da bola, votaram contra o parcelamento mais favorável aos clubes.

Mas o dono da noite foi o ex-vice-presidente do Flamengo, Júlio Lopes (PP-RJ), parceiro de Edmundo Santos Silva, que fez um discurso digno de ganhar o troféu do Festival de Besteiras que Assola o País, fosse vivo o genial Stanislaw Ponte Preta.

Ele disse que o futebol brasileiro é um exemplo para o mundo, tanto que nossos clubes ganharam cinco Copas do Mundo, esquecido de que nas últimas duas o que menos tinha eram jogadores de clubes nacionais, justamente pela má gestão.

E esqueceu também que se, de fato, nossos clubes fossem bem administrados, não precisariam de uma nova loteria para pagar suas dívidas.

Os cabelos de Lopes continuam os mesmos, mas sua cabeça está cada vez pior.

 

Por Juca Kfouri às 15h44

Faixa assassina

O publicitário Rui Branquinho, do departamento de marketing do São Paulo e da agência W/Brasil, viajou ao Japão levando chuteiras novas para Rogério Ceni.

Sem saber que seu chefe, o alvinegro Washington Olivetto, deu um jeito de substituir o enchimento das botinas com uma faixa do tetra corintiano.

Ao chegar a Tóquio, na manhã de ontem, Branquinho teve a inspiração de tirar os calçados da caixa antes de entregá-los ao goleiro.

E descobriu a brincadeira antes que esta se consumasse por inteiro.

Na W/Brasil foram feitas três apostas sobre a reação do goleiro, caso encontrasse a faixa:

1. Brigaria com o fornecedor que seria obrigado a mandar embora o chefe do controle de qualidade;

2. Romperia relações com Branquinho, que é seu padrinho de casamento;

3. No caso de o São Paulo ganhar o tri mundial, Rogério nunca mais deixaria de levar a faixa nas chuteiras...

Por Juca Kfouri às 15h08

Deu no "Consultor Jurídico"

Garotas da mansão

Tribunal rejeita ação de dano moral da CBF contra Kfouri

por Adriana Aguiar

O jornalista Juca Kfouri não terá de indenizar a CBF por dano moral por ter feito a seguinte provocação no Jornal dos Sports: “responda rápido: a CBF gasta mais em seu propagandeado auxílio às crianças carentes da Arquidiocese do Rio de Janeiro (alegados 1 milhão) ou no clandestino fornecimento de moças bem-dotadas aos freqüentadores da casa que montou em Brasília”. A decisão, unânime, é da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que confirmou condenação da primeira instância. Cabe recurso.

A Confederação Brasileira de Futebol alegou que o comentário ofendeu a honra da entidade e causou danos à sua imagem pessoal. A Justiça não acolheu os argumentos. O relator, desembargador Paulo Gustavo Horta entendeu que o comentário do jornalista “ainda que não agrade os dirigentes da CBF não poderia ser qualificada como inverídica, sensacionalista ou abusiva do direito de informação”, e, por isso, não cabe indenização por dano moral.

Segundo o desembargador, o fato de já ter sido constatada a existência de festas na casa da CBF em Brasília demonstra que “a presente ação já nasceu fadada ao insucesso e a prova colhida só veio a corroborar a falta de elementos fáticos capazes de autorizar uma condenação judicial”.

Em setembro deste ano, o juiz Sérgio Jerônimo Abreu da Silveira, da 4ª Vara Cível do Rio de Janeiro já havia negado o pedido de indenização. Para ele, “a situação narrada nos autos decorreu da própria conduta irregular da CBF”.

Na ocasião, Silveira esclareceu que os meios de comunicação têm a função de deixar a sociedade informada e de veicular notícias que sejam verdadeiras. Nesse caso, o jornalista teria apenas cumprido com sua função. De acordo com as provas, os jornais já noticiavam a presença de garotas de programa na mansão alugada pela CBF e não foi nenhuma surpresa a notícia veiculada por Kfouri. Testemunhas confirmaram à polícia a presença de prostitutas nas festas.

Como não houve prova do dano moral sofrido, o juiz não aceitou o pedido de indenização e condenou a CBF ao pagamento das custas do processo e honorários advocatícios fixados em 10% do valor atribuído à causa. A decisão foi mantida pela segunda instância.

Apelação Cível 42.262./2005

Revista Consultor Jurídico, 14 de dezembro de 2005

www.conjur.com.br

 

Por Juca Kfouri às 15h04

A um passo do tri

O mais importante era ganhar e o São Paulo ganhou.

Jogando mal, só 3 a 2, mas venceu.

Ninguém, a exceção de Amoroso, brilhou.

Rogério Ceni transformou-se no primeiro goleiro a marcar um gol no Mundial de Clubes, mas podia ter evitado o primeiro gol saudita.

Cicinho esteve mal, parece que sentiu o jogo.

Lugano merecia ter sido expulso.

Edcarlos, sem comentários.

Júnior não foi o de sempre.

Danilo pouco apareceu.

Enfim.

O tricolor terá de melhorar muito para chegar ao tri.

Menos mal que estréia é estréia.

E a briga agora será de cachorro grande, desde que, é claro, o Saprissa não surpreenda o Liverpool.

Por Juca Kfouri às 09h11

Gol!

O Al Ittihad diminui aos 22, de cabeça.

Quer saber?

Edcarlos é dose.

Dose para camelo.

Por Juca Kfouri às 08h46

Rogério!!!!!!!

A goleada se desenha.

O árbitro francês deixou de dar um pênalti em Danilo, mas não teve como deixar de dar o em Aloísio.

Rogério Ceni converteu. 3 a 1!

12 minutos.

 

Por Juca Kfouri às 08h36

Amoroso!!!!!!

Nem bem começou o jogo no segundo tempo Danilo (acordou?) e Cicinho tabelaram e no cruzamento Amoroso aproveitou para fazer 2 a 1.

Menos de 1 minuto! Ufa!

Por Juca Kfouri às 08h26

Intervalo

Está feia a coisa.

Ou Paulo Autuori dá um choque no São Paulo, ou o ridículo vem aí.

A verdade é que depois do gol de abertura de Amoroso, o Al Ittihad tomou conta da partida, empatou e fez por merecer a virada.

Os sauditas, como já se sabia, têm um time fisicamente forte e de muita marcação, embora, tecnicamente, deixe a desejar.

Só que o São Paulo está deixando ainda mais.

Danilo parece que ainda não acordou e lá não é de manhã...

Por Juca Kfouri às 08h13

Bobeada!

O Sâo Paulo fez 1 a 0 e parece que considerou o jogo acabado.

Ficou vendo os sauditas jogarem.

Que gostaram da coisa.

E, aos 33, empataram.

O que estava fácil, complicou.

O São Paulo é muito melhor, mas não está mostrando isso no gramado.

 

Por Juca Kfouri às 07h55

Amoroso!!!!

Como na Libertadores, Amoroso já faz a diferença no Mundial.

Aos 15 minutos, abre o placar em Tóquio.

O São Paulo já vinha melhor que o Al Ittihad e tinha perdido, com Cicinho, logo aos 4, uma bela chance de gol.

Foguetes espoucam em São Paulo no começo da manhã.

Por Juca Kfouri às 07h38

13/12/2005

Pesquisa!

O que você prefere: ver seu clube campeão mundial ou a Seleção Brasileira?

Responda, por favor, com uma só palavra, clube ou Seleção, para facilitar a contagem.

Só os comentários assim postos serão publicados.

Essa é uma antiga curiosidade deste jornalista que peço aos blogueiros que saciem.

Peço, ainda, que cada blogueiro vote apenas uma vez.

A pesquisa ficará 24 horas no ar.

Obrigado.

Por Juca Kfouri às 21h36

São Paulo precisa vencer o medo do ridículo

O maior obstáculo do São Paulo no jogo de logo mais pela semifinal do Mundial de Clubes não é o seu adversário, o saudita Al Ittihad, bicampeão da Ásia.

O time árabe é fraco e ponto.

O maior problema do São Paulo é superar o medo do ridículo, aquela história de brigar com bêbado.

E esse medo costuma fazer mal aos latinos: se ganhar não fez mais nada do que a obrigação. Se perder, é o vexame.

Por isso faz muito bem o São Paulo em supervalorizar o oponente, como se fosse um baita time.

Porque se vencê-lo, por goleada, o que é possível, ótimo, belo treino para a finalíssima no domingo.

Se ganhar por pouco, não faz mal, será finalista do mesmo jeito.

O São Paulo deve olhar para o Al Ittihad como se fosse o melhor time do mundo, para esquecer que é o Golias contra o Davi.

Por Juca Kfouri às 21h25

Luxa na Vila

Vanderlei Luxemburgo foi um fiasco no Real Madrid como havia sido na Seleção Brasileira.

Por mais que se mostrem números de vitórias num e noutra, fato é que não ganhou nada de revelante nem na Europa nem nas Olimpíadas, com seu time eliminado por uma seleção africana com dois jogadores a menos e com a Seleção Brasileira batendo recorde de impedimentos.

Nem por isso está condenado a se dar mal também nesta volta ao Santos.

Seu currículo no patropi é suficientemente rico para que não haja dúvidas.

Na Vila Belmiro, e ao contrário do que aconteceu tanto em Madrid como na CBF, ele poderá mandar em tudo e só assim, até aqui ao menos, ele se deu bem.

Mas, lembremos: o grande trabalho feito no Santos nos últimos anos teve o dedo de Emerson Leão, que recusou contratações bombásticas e apostou na geração de Robinho, Diego e companhia bela.

Por Juca Kfouri às 16h50

Comparações

Há quem esteja comparando este segundo Mundial de Clubes da Fifa com o primeiro e concluindo, com razão, que o anterior foi tecnicamente muito mais forte.

De fato, aquele, no Brasil, tinha um outro formato e pelo menos quatro grandes do futebol mundial -- Real Madrid, Manchester United, Vasco e Corinthians.

E tinha também o Necaxa, do México, que acabou em terceiro lugar.

Nesta edição, de papão mesmo só São Paulo e Liverpool, porque, surpreendentemente, o Saprissa venceu a Copa da América do Norte.

Mas este torneio tem a vantagem de critérios muito mais claros e indiscutíveis do ponto de vista dos méritos: os campeões de cada uma das seis confederações dos cinco continentes (lembremos que a América tem duas).

Em 2000, o Corinthians entrou como campeão do país sede e, assim mesmo, como o campeão de 1998.

Menos mal que ganhou também o Campeonato Brasileiro de 1999, porque se o vencedor tivesse sido o Atlético Mineiro, a injustiça com o Palmeiras seria dupla.

Sim, porque o Palmeiras era o campeão da Libertadores de 1999 e o outro representante brasileiro foi o Vasco, campeão de 1998.

Nesta edição no Japão não há nada disso, está tudo muito claro.

Mas, sem dúvida, a velha fórmula do campeão da Libertadores enfrentar o campeão da Europa ainda é a mais charmosa.

Quem sabe um dia, quando, principalmente, os clubes africanos tiverem a mesma projeção que algumas de suas seleções já têm, o Mundial da Fifa ganhe em atração.

Porque dificilmente a Fifa incluirá mais times (segundos representantes dos continentes mais importantes, o vice da Libertadores e o da Copa dos Campeões, ou mesmo o campeão da Copa Sul-Americana e da Uefa) porque faltarão datas e aumentarão os protestos dos europeus.

Europeus que, diga-se de passagem, sempre esnobam o torneio antes de disputá-lo.

Depois, se ganham, fazem a maior festa, e a cidade do campeão pára para recebê-lo.

Caso típico de quem desdenha, mas quer comprar.

Por Juca Kfouri às 12h22

12/12/2005

Tortura

Pior que o jogo de ontem só o de hoje no Mundial de Clubes.

Saprissa 1, Sydney 0, foi daquelas coisas que na várzea a gente vê e acha graça.

A vida do Liverpool deverá ser ainda mais fácil do que a do São Paulo.

 

Por Juca Kfouri às 09h38

Coluna de hoje, na FOLHA

 

Agnelo Queiroz e a SMPB

JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

Ao contrário do que informa o ministério do Esporte, a pasta chefiada por Agnelo Queiroz continua a manter relações com a agência de publicidade SMPB, de Marcos Valério.
Só neste ano, até novembro, o ministério repassou R$ 985,5 mil a esse braço do "valerioduto". De 2003 para cá, o órgão repassou nada menos do que R$ 2,45 milhões para a SMPB.
O maior pagamento aconteceu exatamente na última semana de novembro, bem depois da orientação do governo federal para que fossem interrompidas as transações com a agência.
Segundo o Sistema de Acompanhamento Financeiro do Governo Federal (Siafi), em 18 de novembro a SMPB recebeu do ministério do Esporte R$ 230,6 mil.
Recordemos que em depoimento do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares na Procuradoria da República, ele incluiu o PC do B na relação dos partidos que se beneficiaram com os empréstimos de Valério, embora não tenha explicitado os destinatários da verba.
Talvez ajude a encontrá-los saber que a SMPB subcontratou para produzir filmes para o ministério do Esporte, a produtora de Brasília Fórum TV Mais, do publicitário Dimas Thomaz, que não nega ter feito, de graça, campanhas eleitorais para Queiroz e para o PC do B, desde 1994.
Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral, só em 2002, a Fórum TV Mais doou R$ 23 mil para o PC do B. Thomaz pondera que a doação não foi em dinheiro, mas em serviços. É claro que ele nega que uma coisa tenha a ver com a outra e garantiu, em conversa com a coluna, que sua agência não foi chamada para fazer trabalhos para o ministério como uma espécie de retribuição à sua generosidade. Ao contrário, diz que os fez a preços tão baixos que não os repetiria.
Fato é que a empresa recebeu R$ 173 mil para a produção de dois filmes do ministério, um estrelado por Robinho ("Barreira", da campanha "Esportes contra as drogas"), e outro pelo tenista Flávio Saretta ("Boneco").
As notas fiscais da Fórum TV Mais são sempre emitidas em favor do ministério do Esporte, aos cuidados da SMPB, que fica com 10% do valor dos serviços.
Embora a SMPB já prestasse serviços à pasta antes da gestão de Queiroz, o relacionamento da Fórum TV Mais com o órgão só se estabelece depois que o ministro do PC do B assumiu o cargo.
Foram produzidos também pela Fórum TV Mais um filme com o depoimento de Queiroz para a Conferência Nacional do Esporte, distribuído nos 27 Estados, além dos documentários sobre o programa "Esporte e Lazer na Cidade" e "2º Tempo", este usado pelo presidente Lula em visita à Suíça.
Tudo somado, os filmes renderam R$ 124 mil à produtora. Dimas Thomaz afirma que só tomou conhecimento da existência de Marcos Valério quando explodiu o escândalo do "mensalão".
Indiscutível, no entanto, é a constatação de que o ministério do Esporte é o único órgão do governo federal que ainda tem relações com a agência de Valério.


 

Por Juca Kfouri às 09h26

11/12/2005

Céu e inferno dos brasileiros

Com Vanderlei Luxemburgo no purgatório, o Real Madrid voltou a se encontrar com a vitória (2 a 0 no Málaga) e pode comemorar um belíssimo gol de Robinho, o segundo, depois de tabelar com Zidane e chutar de fora da área.

No clássico milanês, deu Inter, 3 a 2.

O Imperador Adriano foi o herói do jogo.

Fez 1 a 0 num pênalti maroto, bateu a falta que originou o 2 a 1 e fez no fim o gol da vitória, de cabeça.

Dida falhou dramaticamente ao tentar segurar a bola na cobrança de falta de Adriano, bola que deveria ter espalmado para escanteio, no 2 a 1. 

E Ronaldinho Gaúcho, depois de receber a Bola de Ouro das mãos de sua mãe em pleno Nou Camp, que entoava seu nome a plenos pulmões, tirou o Barcelona (sem Xavi e sem Deco) do sufoco, pois o time perdia do Sevilha e virou.

O melhor jogador do mundo bateu o escanteio que redundou no gol de empate (Eto'o) e fez o da vitória.

E Luís Fabiano continua no banco do Sevilha...

 

Por Juca Kfouri às 18h44

Aos secadores

Quem anda argumentando que torcerá pelo Liverpool no Mundial de Clubes por causa dos Beatles, precisa saber que dos quatro fabulosos só um, Paul McCartney, gosta de futebol.

Nem John Lennon nem George Harrison davam bola, nem Ringo Starr dá.

E Paul é torcedor do Everton.

Quer dizer, se ele também for um secador, torcerá pelo São Paulo.

Em homenagem a Adoniran Barbosa.

Por Juca Kfouri às 17h48

Copa da curiosidade

A Copa Jules Rimet, criada em 1930, teve nove edições até que um país a ganhasse em definitivo, o Brasil, em 1970.
 Até a 8o. Copa (1966, na Inglaterra) Brasil,  Itália e  Uruguai haviam sido campeões em duas edições (dois sul-americanos e um europeu)  e os europeus ( Inglaterra e  Alemanha) completaram o ciclo com uma conquista cada.
Na 9o. Copa (1970, no México) chegaram a final dois bicampeões, Brasil e Itália, um da da América, outro da Europa.
De 1974 em diante começou a disputa de uma nova taça, agora chamada simplesmente de Copa do Mundo.
Até aqui tivemos oito competições.
Como aconteceu com a  Copa Jules Rimet, três países conquistaram a taça duas vezes: Brasil, Argentina e  Alemanha, novamente dois sul-americanos e um europeu.
As outras duas conquistas foram, também como na Copa Jules Rimet, de países europeus - França e Itália.
E estamos indo para a 9o. Copa do Mundo.
O que pode ocorrer?
Teremos um tricampeão da nova copa sul-americano (Brasil -- 1994, 2002 e 2006 -- ou Argentina -- 1978,1986 e 2006) ou a Europa quebrará a escrita com a Alemanha (1974, 1990 e 2006)?

Por Juca Kfouri às 12h54

Sábio Autuori

De Paulo Autuori, para André Plihal, da ESPN-Brasil: "O São Paulo tem um favoritismo claro, mas tem de mostrar dentro do campo. Para nós tanto fazia um quanto outro".

Já Rogério Ceni ficou preocupado com "a bola parada" do Al Ittihad, que ele disse ser muito boa.

Honestamente, não vi por quê.

Por Juca Kfouri às 09h17

Al Ittihad, a vítima

Acabou prevalecendo o time que era favorito.

Os sauditas foram beneficiados por uma falha grotesca na saída do gol do goleiro egípcio e o Al Ittihad disputará a semifinal contra o São Paulo.

Que se puser a bola no chão e evitar o choque direto com o vigor do adversário, terá tudo para disputar a final em busca do tri.

Em condições normais de temperatura e pressão, os brasileiros passarão com facilidade.

Mas é estréia e, sobretudo, trata-se deste maluco jogo chamado futebol.

 

Por Juca Kfouri às 09h14

GOOOOOOL!!!!!

Quando o gol parecia uma impossibilidade, aos 31, eis que o Al Ittihad abre o placar.

Os sauditas estavam mesmo jogando melhor, ou menos pior.

E lá se vão 55 jogos invictos dos egípcios.

O jogo é tosco, mas disputado com grande ardor físico, pelos dois lados.

Por Juca Kfouri às 09h02

A imposibilidade do gol

O gol, que para alguns é mero detalhe, parece impossível em Tóquio.

Nem árabes nem egípcios revelam muita intimidade com o momento mais esperado de um jogo de futebol.

Aos 30 minutos do segundo tempo, parece inevitável que só veremos a rede balançar na cobrança de pênaltis.

Será bom, pelo desgaste dos dois times, mas soa como tortura ter de ver mais 45 minutos, os 15 que restam mais a prorrogação.

 

Por Juca Kfouri às 08h59

Teremos prorrogação?

Tomara que egípcios e árabes continuem empatados, como estão agora, no intervalo, 0 a 0.

Que tenha prorrogação e pênaltis.

Que se desgastem o mais possível, para que, na quarta-feira, a missão do São Paulo seja mais tranquilia.

No finzinho do primeiro tempo, o Al Attihad quase marcou, mas, cá entre nós, com os nervos no lugar, o tricolor mata qualquer um dos dois.

Ou melhor: mata até uma seleção entre os dois.

E tem mais: fez muito bem a Fifa em impedir que Pedrinho, Marcão e Lima jogassem o Mundial.

Time de aluguel, não!

Por Juca Kfouri às 08h11

Al Alhy melhor

Com 35 minutos do primeiro tempo, o Al Alhy, do Egito, diferentemente do que se supunha, joga melhor que os árabes do Al Ittihad,

Já fez por merecer pelo menos um gol, tem jogadores mais habilidosos e é menos violento que o time da Arábia Saudita.

Resta saber se não acontecerá o que é habitual: quem encanta mais acaba perdendo.

 

Por Juca Kfouri às 08h02

Coluna deste domingo, na Folha

FUTEBOL

A hora e a vez do São Paulo
JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

O São Paulo é o centro de todas as atenções. Nesta quarta-feira joga a semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, no Japão. E é aí que mora o perigo.
Todos esperamos o embate contra o Liverpool do extraordinário meio-campista Gerrard, um time que entre o Campeonato Inglês e a Copa dos Campeões, até ontem, tinha completado nove partidas sem levar gol.
Mas São Paulo x Liverpool é jogo de cachorro grande e não será nenhum exagero dizer que o tricolor é favorito, porque é melhor que a equipe da terra dos Beatles.
Sim, o São Paulo tem o melhor time do Brasil, o mais equilibrado entre todos.
Com um belíssimo goleiro como Rogério Ceni. Com dois ótimos laterais como Cicinho e Júnior. Como o excelente uruguaio Lugano no meio da zaga. Com dois volantes que sabem marcar e jogar como os incansáveis Josué e Mineiro. Com dois atacantes capazes como Grafite e Amoroso, que se guardou para que este Carnaval chegasse.
Falta um maestro, é verdade, que Danilo às vezes consegue ser, muitas vezes não consegue.
Tomara que esteja em fase de conseguir, porque sabe.
Mas se falta o maestro no meio, não falta um técnico sério no banco, pouco chegado ao marketing, sóbrio e eficiente como é Paulo Autuori.
E por que, então, o medo do jogo contra um adversário menos badalado?
Porque é o jogo que se tem como mera passagem, aquele de vitória obrigatória, aquele que se não for ultrapassado vira vexame.
E nós, latinos, morremos de medo do vexame. Com a própria seleção brasileira não é diferente. Mil vezes pegar a Argentina pela frente do que Honduras.
Pois o São Paulo terá de olhar para o primeiro adversário como se fosse um esquadrão. Não importa que Al terá pela frente, o Ithiad ou o Alhi.
Sabem os corintianos como foi difícil passar pelo Al-Nasser, no primeiro Mundial da Fifa. E, aparentemente, também era galinha morta. Não foi, como não será para o time do Morumbi. Ou até pode ser, depois do jogo acabado. Antes, jamais.
Os egípcios do Al Ahly estão invictos há 55 jogos. Serão 56 se vencerem nesta manhã.
OK, contra quem, afinal? Mas quem se desacostuma a perder costuma vender caro uma derrota.
Já os árabes do Al-Ittihad, favoritos neste domingo, têm Pedrinho e Tcheco, jogadores que conhecem bem o São Paulo e que certamente estarão catequizando seus companheiros com a idéia de que não é impossível vencer, contando até, talvez, com um certo salto alto.
Por tudo isso, o jogo mais perigoso é o primeiro.
Campeões paulistas e tri da Libertadores, os são-paulinos têm tudo para fechar o ano com chave de ouro e fazer o clube se tornar o primeiro brasileiro a ganhar também o tri mundial.
O que virá a calhar não só para sua torcida, mas, também, para o próprio futebol brasileiro às vésperas da campanha pelo hexacampeonato na Alemanha.

E precisava?
Presidente da Câmara dos Deputados e ex-presidente da CPI da CBF/Nike, Aldo Rebelo (PC do B-SP) chamou a atenção, por sua simples presença, na festa dos campeões da CBF. Aplaudiu e foi aplaudido, mais aplaudiu que foi aplaudido. De quebra, avalizou a gestão de Ricardo Teixeira a quem tanto combateu, a ponto de escrever um livro denunciando suas mazelas. Livro que foi proibido de circular por iniciativa de Teixeira, que ainda processou a editora, Casa Amarela, a mesma que edita a revista "Caros Amigos". O que ganhou Rebelo ao avalizar o cartola cinco anos depois de tê-lo feito passar os piores momentos de sua vida? Voto, certamente, não foi, ao contrário. Apenas, somou mais uma decepção aos que acreditaram que o futuro seria diferente. Mas Lula não recebeu Kia Joorabchian no Palácio do Planalto?

 

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Por Juca Kfouri às 07h44

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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