Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

24/12/2005

O COB e a AON

O blog recebeu do COB a seguinte explicação, sobre a nota que o relacionava à AON.

 

"A título de esclarecimento, independente de ser a empresa na qual trabalha o Marcus Vinícius, a AON é uma das duas maiores corretoras de seguro do mundo, especializada na análise de riscos e formatação de sinistros no setor de entretenimento e esportes.


 A tomada de preços das seguradoras é feita pela AON, a partir do estudo que a corretora faz para um determinado "produto" do COB. Da mesma forma, a remuneração da AON é feita pela seguradora escolhida pelo COB. Não há pagamento do COB a AON. Ela recebe da seguradora de acordo com os procedimentos do mercado segurador.

 

 Ressaltamos ainda que a AON não detém o monopólio no COB, como sugerido no blog. A passagem da Tocha pelo Rio, por exemplo, não teve a participação da AON".

 

Entre outras coisas, o blog respondeu, afirmando: "O dado central não está respondido: falta de licitação como determina a lei".

 

O que valeu a tréplica do COB, abaixo:

 

"A licitação é feita sob a forma de tomada de preços junto às seguradoras. No caso específico da corretora não há a necessidade de licitação, já que a AON não cobra do COB pelos serviços de consultoria e desenho de seguros".

 

E que obriga que o blog volte ao tema e diga mais.

 

O que ocorre entre o COB e a AON é o seguinte:

 

1. A AON faz o papel de corretora de seguros para o COB.

E não da seguradora em si.

Ou seja, o COB precisa de uma certa modalidade de seguros. Então, em vez de ficar cotando com várias seguradoras essa modalidade de seguro, o COB contrata a AON para sair no mercado e buscar a "melhor" opção.

 

 2. Pode ser real que a AON não receba dinheiro do COB.

Mas a AON recebe das corretoras contratadas por ela, em nome do COB, comissões que podem chegar a 20%, ou 25%, dependendo da modalidade do seguro.

E a AON somente recebe essa comissão porque foi devidamente contratada pelo COB para prestar serviço como corretora de seguros.

Ou seja, a AON é uma prestadora de serviços de corretagem de seguros para o COB; é a corretora de seguros que o COB escolhe para si.

 

 3. A AON atua como toda e qualquer corretora de seguros.

Não recebe de quem a contrata.

Recebe uma comissão do que o segurado, no caso o COB, paga diretamente para a seguradora.

Indiretamente, portanto, a AON está, sim, recebendo dinheiro do COB.

4. Ainda que não houvesse uma questão ética envolvendo a AON e COB, na medida em que o Marcus Vinícius é diretor de ambas as entidades, o decreto que regulamenta a Lei Piva é claro em dizer que, pelo fato de o COB receber dinheiro público, tem que licitar tudo.

 

 

Por Juca Kfouri às 15h16

O COB e a AON (continuação)

5. É certo que a AON é uma grande empresa multinacional.

Mas é certo, também, que a AON tem concorrentes, multinacionais e nacionais que teriam condições de prestar ao COB os mesmos serviços que ela presta.

E essas concorrentes não têm chances de participar de uma licitação pública.

Apenas para citar três exemplos: Marsh, International Broakers e V V D Palace (esta é nacional).

Por isso, há monopólio sim.

 

 6. A situação da AON junto ao COB é exatamente igual a da agência de turimo oficial do COB e da CBV, a Tamoyo.

A Tamoyo também não recebe dinheiro do COB.

Mas recebe das companhias aéreas, dos hotéis e demais serviços turísticos que contrata a serviço do COB.

Se fosse pelo mesmo raciocínio de não receber dinheiro do COB, não haveria necessidade de se fazer licitação pública para a Tamoyo, já que ela não recebe dinheiro do diretamente do COB.

Mas, logo após Atenas, o COB tratou de fazer, rapidamente, uma licitação para garantir a Tamoyo no COB até depois de Pequim.

Licitação essa devidamente contestada pelos demais partícipes, já que tinha lá uma cláusula que para habilitar-se "tinha que ter experiência em eventos olímpicos ou panamericanos anteriores", ou algo assim.

É óbvio que só a Tamoyo tinha.

Na época o fato foi noticiado pela "Folha de S.Paulo".

 

7. Quando o COB diz que a “licitação” é feita pela AON com as seguradoras, ele só pode estar brincando.

É, aifnal, obrigação da corretora de seguros achar para o seu cliente o melhor preço no mercado.

A licitação a qual o blog se referiu diz respeito àquela que o próprio COB deve fazer ao escolher os seus prestadores de serviços (Tamoyo, AON e outros).

É a licitação exigida pelo decreto da Lei Piva.

Portanto, a "licitação" que a AON faz junto às seguradoras não tem nada a ver com a licitação a que o COB está obrigado.

A "licitação" da AON é de mercado, própria do seu trabalho.

A do COB é licitação pública, decorrente de exigência legal.

 

8. Finalmente, o revezamento da tocha, referido pelo COB em sua primeira resposta , não foi um evento exclusivo do Comitê.

Foi um evento organizado pelo COB, pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Atenas e por todos os demais patrocinadores exclusivos, Coca-Cola, Globo etc.

Por Juca Kfouri às 15h15

Lista do Papai Noel

Os torcedores do Inter pediram a Papai Noel que nunca mais aconteçam nem um Luiz Zveiter nem um Márcio Rezende de Freitas em suas vidas.

Os do Grêmio só agradecem a volta à Primeira Divisão.

Os torcedores do Atlético Paranaense pediram ao Papai Noel a conclusão da Arena da Baixada.

Os do Coritiba só querem voltar à Primeira Divisão.

Os torcedores do Corinthians pediram ao Papai Noel o título da Libertadores.

Os do São Paulo só querem o tetra.

Já os do Palmeiras ficarão felizes com o Campeonato Brasileiro.

E os do Santos com o Campeonato Paulista, que não ganham desde 1984.

Os torcedores do Flamengo querem um time, por apenas razoável que seja.

Os do Botafogo também.

Já os do Vasco querem se ver livres de Eurico Miranda.

E os do Fluminense só querem continuar a rir da desgraça dos rivais mais próximos.

Os torcedores do Goiás ficarão felizes se forem longe na Libertadores.

Os torcedores do Cruzeiro pediram ao Papai Noel pelo menos um título em 2006, como andavam habituados e 2005 negou.

Os do Galo só querem voltar à Primeira Divisão.

Igual aos do Sport, do Náutico, do Paysandu e...do Remo!

Como os do Bahia e Vitória sonham, quem diria, com a Segunda Divisão.

Já os do Santa Cruz querem ficar na Primeira, como não?

Finalmente, os torcedores da Seleção Brasileira só querem o hexa, enquanto tomam  chá de cadeira esperando pela queda do Ricardo Teixeira.

Por Juca Kfouri às 13h57

23/12/2005

Apego à tradição

O moderníssimo novo estádio de Wembley tem sua área mais nobre batizada em homenagem ao Corinthian Team -- o clube que um dia cedeu todos os titulares da seleção inglesa e que se recusou a adotar o profissionalismo, vivendo em regime amador até hoje.
Até hoje, também, o atual Corinthian-Casuals tira o goleiro sempre que tem um pênalti marcado contra sua meta, por considerar que o gol está acima de tudo.
Pois o setor mais valorizado de Wembley leva o nome de Corinthian Club, singelo preito às raízes.

 

 

Por Juca Kfouri às 11h24

22/12/2005

Deu no "Globo"

Rio, 23 de dezembro de 2005  
 
 
O contrato da discórdia

Pedro Motta Gueiros

Em novembro do ano passado, Francisco Aguiar foi afastado judicialmente da vice-presidência da Federação de Futebol do Rio sob acusação de formação de quadrilha e evasão de renda no Maracanã. Cinco anos antes, seu filho Luiz Felipe Aguiar firmara contrato de assessoria jurídica como a BWA, responsável pela confecção dos ingressos e controle dos acessos ao estádio, pelo qual recebia 20% do que a empresa obtinha com a operação. O compromisso, desfeito logo em seguida, foi o motivo pelo qual o presidente do Vasco, Eurico Miranda brigou com o presidente da Federação, Eduardo Viana, que defende a volta da BWA no próximo Estadual.

No Arbitral de terça-feira, todos os clubes da Primeira Divisão defendiam a proposta da BWA, menos Vasco e Madureira, contrários, e Portuguesa, que não se pronunciou. Outra possibilidade seria a Quadran, empresa que opera em São Januário. Diante do embate, o secretário estadual de Esportes, Francisco de Carvalho, propôs a busca de uma terceira via. Consta da ata da reunião que o secretário fez objeções tanto à BWA quanto à Quadran, que atuou no Maracanã entre 1989 e 1999. Segundo ele, ingressos não contabilizados eram um problema antigo. A despeito do impedimento ético, a maioria defendeu a BWA alegando vantagens comercias.

— A questão não é só comercial. Estranho a opção por um sistema que se mostrou falho — disse o diretor da Quadran, Ricardo Vannier, que exibiu cópia do contrato entre a BWA e o filho de Aguiar firmado em 12 de novembro de 1999.

Presidente da BWA, Bruno Balsimelli alega que o documento foi firmado por seu sócio e desfeito em seguida, em 6 de janeiro de 2000.

— Foi feito sem eu saber, desfiz porque o contrato não estava habilitado para o serviço — disse Bruno, que negou ter assinado o contrato. — Foi meu sócio, Walter.

É deste o nome que representa a BWA na primeira folha do contrato. Mas, na página das assinaturas, a firma reconhecida em cartório é de Bruno.

— Então forjaram o documento, porque não assinei — disse.

Federação vai manter BWA por obediência à decisão judicial

Eduardo Viana tem outra versão:

— O contrato foi entabulado pelo sócio, mas foi Bruno quem assinou.

O presidente da Federação concorda que o distrato serve como confissão do envolvimento, que não é ilegal mas pode ser suspeito:

— De fato havia alguma intenção. Eu não o assinaria.

Eduardo, no entanto, exime Bruno de responsabilidade pela evasão de renda do Maracanã. Entre outras irregularidades, a perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli apontou diferença de 12 mil ingressos entre o borderô e a contagem manual dos bilhetes no jogo Flamengo x Cruzeiro, em 2004. Bruno alega que sua empresa não vendia os ingressos e que o problema é dos órgãos fiscalizadores. Com o afastamento da diretoria da Federação, Rubem Lopes substitui Eduardo, que só voltou há dois meses.

— Não havia nos arquivos da Federação nenhum contrato com a BWA — recordou Lopes, que trocou a empresa pela Quadran, segundo ele, obedecendo decisão dos clubes.

Em 18 de janeiro do ano passado, a 13 Vara Cível deu liminar em favor da BWA obrigando a Federação a retomar o contrato. Um mês depois, foi fixada multa de R$ 50 mil por jogo em que a decisão fosse descumprida. Segundo Eduardo, hoje a Federação teria dívida de 9 milhões com a BWA, caso ele não tivesse firmado um acordo ontem, no qual está disposto a retomar a operação da empresa independentemente da vontade dos clubes:

— Sou obrigado a cumprir o contrato pela Justiça. Se os clubes não têm medo de juiz, eu tenho. Quem não cumprir que responda pela dívida e por crime de desobediência.

O Vasco já avisou que não joga qualquer partida com a BWA.

— Não tenho nada com a Quadran, mas não sou conivente com mutretagem — disse Eurico, que é processado por Bruno.

Flamengo e Botafogo vinham tendo relação mais amistosa com a BWA, que atuou em seus jogos no Brasileiro. Bruno admitiu que adianta dinheiro aos clubes e que ajudou o Santa Cruz a voltar para a Séria A e o São Paulo a contratar Amoroso:

— Se eles ganham, eu ganho também. Não os exploro, sou parceiro.

Antigos aliados, Eduardo e Eurico não têm mais a mesma parceria.

— Não sou vingativo, mas não fujo de briga — disse o primeiro.

— Ele que tente me prejudicar — encerrou Eurico.


 

Por Juca Kfouri às 23h53

A Fifa sob investigação

Na tentativa de reaver o dinheiro pago pela Rede Globo pelos direitos da Copa de 2002 e depositado pela ISL, irregularmente, num banco da Suiça, a Fifa acabou por atrair a investigação para dentro de sua casa.


No mês passado, para indignação de Josep Blatter, um investigador especial, que cuida da massa falida da ISL, entrou na Fifa com mandado de busca de documentos tanto no escritório do próprio Blatter quanto no do secretário geral da entidade, Urs Linzi.


Aguarda-se para março, no máximo, o resultado das perícias e já haveria cinco pessoas identificadas como responsáveis por ganhos ilícitos na operação, três diretamente ligadas ao futebol (um suiço e dois brasileiros) e mais dois executivos brasileiros.

Falta identificar um sexto personagem.

Por Juca Kfouri às 16h53

Se segura, COB!

Marcus Vinícius Freire, medalhista de prata pelo vôlei brasileiro nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, é  diretor técnico do Comitê Olímpico Brasileiro e chefe de todas as delegações olímpicas e pan-americanas do Brasil após 1996.

Quem faz todos os seguros do COB, de suas delegações sul-americanas, pan-americanas e olímpicas, de seus atletas, de sua competições e dos assuntos relacionados ao Pan-2007 é a AON Seguros, que é a filial Brasileira da AON Risk Management, uma grande seguradora multinacional.

Marcus Vinícius Freire é diretor, no Brasil, da AON Seguros.

Tudo é feito sem a devida licitação, conforme exige o decreto que regulamenta a Lei Piva.

 
Uma simples busca na internet comprova a relação concomitante do Marcus Vinícius com o COB e com a AON Brasil Seguros.
 
 

Por Juca Kfouri às 15h22

21/12/2005

É preciso rever as homenagens aos campeões

É muito comum no Brasil, felizmente, recebermos times de futebol que voltam campeões mundiais.

E os dois últimos exemplos foram desumanos.

Tanto a volta da Seleção Brasileira pentacampeã mundial quanto a do São Paulo tricampeão, ambos vindo do Japão, beiraram a desumanidade.

É verdade que no caso da Seleção a coisa é mais complicada, porque é difícil escolher uma cidade e Brasília, por ser a capital, parece mesmo a mais adequada, embora o critério pudesse ser a cidade que abriga o maior número de campeões.

Seja como for, se as autoridades querem homenagear os campeões, elas que se dirijam ao local onde os atletas estiverem e não o contrário, como sempre acontece.

Os são paulinos viajaram 35 horas e ficaram mais 10 horas expostos ao sol e a uma temperatura que passou dos 30 graus na carreata da vitória, porque foram visitar o prefeito e o governador.

E vinham do inverno asiático, temperatura de dois, três graus.

Ora, não seria mais razoável que os atletas fossem diretamente, em carros abertos, do aeroporto para o Morumbi e lá fossem recebidos pelo prefeito e pelo governador?

Afinal, os jogadores eram os homenageados ou as autoridades?

Em vez de Maomé ir à montanha, a montanha foi a Maomé, uma inversão total que, além do mais, causou o caos numa cidade já caótica, ainda mais em período pré-natalino.

E a torcida teve que esperar um dia inteiro para recepcionar seus ídolos no estádio.

O que poderia durar duas horas, durou dez.

Está mais do que na hora de mudar a recepção aos nossos campeões, em respeito a eles.

Por Juca Kfouri às 01h43

Bomba!Bomba!

Surgiu um novo candidato à Copa do Mundo de 2014, que a CBF dá como certo que será no Brasil.

No rodízio definido pela Fifa, a Copa será na América.

A Conmebol já anunciou que apóia o Brasil, o que dificulta candidaturas sul-americanas por mais que, por exemplo, o Chile a deseje.

Só que, em Leipzig, por ocasião do sorteio dos grupos para a Copa de 2006, surgiu uma candidatura inesperada e surpreendente, que nada tem a ver com a Conmebol, porque de um país filiado à Concacaf: o Canadá anunciou que é candidato.

Por Juca Kfouri às 01h29

20/12/2005

O que não deu na página da CBF

A página da CBF sempre se esquece de publicar os casos em que é derrotada na Justiça, a imensa maioria, por enquanto.

Não identificou, também, que a Sexta Câmara Cível é presidida pelo desembargador Luiz Zveiter.

Como não disse que outros veículos também usaram a mesma palavra para se referir ao contador da CBF, sem que tenham sido acionados.

Que as testemunhas deste jornalista, entre elas o presidente da CPI do Futebol e seu relator, confirmaram que o termo era adequado.

Por Juca Kfouri às 15h42

Deu na página da CBF

CBF NEWS

A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro confirmou nesta segunda-feira, dia 19 de dezembro, a condenação do jornalista Juca Kfouri por ofensa ao tesoureiro da CBF, Ariberto Pereira dos Santos Filho, chamando-o de laranja. Fica mantido igualmente o valor de R$ 25 mil reais estabelecido como indenização ao tesoureiro da CBF.

Por Juca Kfouri às 15h28

O novo patamar de Ronaldinho

Ronaldinho Gaúcho já desperta comparações.

Aquelas perigosas.

Ronaldinho ou Maradona?

Daqui a pouco, a continuar no diapasão que vai, não tenha dúvida, a pergunta será: Ronaldinho ou Mané, Ronaldinho ou Pelé?

É cedo, ainda, de fato.

Romário, Rivaldo, Ronaldo, todos já foram apontados como os números 1 do mundo.

Todos gênios, como Ronaldinho.

E com um passado de eficácia que o gaúcho ainda não tem.

Ainda.

Aos 25 anos, tem tudo para ter.

E quando tiver, pela sua magia, fantasia, alegria, habilidade, competência, terá tudo, também, para justificar as perguntas acima.

Ronaldinho Gaúcho parece mesmo ser da estirpe dos mais que gênios.

Por Juca Kfouri às 10h42

Ronaldinho Gaúcho, Marta e Luiz Zveiter

Ronaldinho Gaúcho foi eleito o melhor jogador do mundo pela segunda vez seguida, graças a ele mesmo e ao seu talento excepcional.
Marta foi eleita a segunda melhor jogadora de futebol do mundo, graças a ela mesma e ao seu talento excepcional.
Ronaldinho não precisou da CBF para ser o que é.
Aliás, a CBF precisa muito mais dele do que ele precisa dela.
É diferente com Marta que, na cerimônia de premiação na Fifa, botou a boca no trombone, fula da vida com as promessas não cumpridas da CBF depois que a Seleção Brasileira feminina voltou com a medalha de prata das Olimpíadas de Atenas.
Porque se a CBF só se aproveita dos nossos jogadores, em relação às jogadoras é incapaz de fomentar o progresso do futebol feminino.
A mesma CBF que conviveu 15 anos com uma situação de ilegalidade, ao fazer vistas grossas ao que se sabia e que ontem o Conselho Nacional de Justiça decidiu: um desembargador como Luiz Zveiter não pode ocupar cargo na Justiça esportiva.
Ele que escolha entre uma coisa ou outra.
E isso porque advogados inconformados com os métodos personalistas de Zveiter resolveram acionar o Conselho Nacional de Justiça.
Ronaldinho e Marta ganharam mais uma.
A CBF e Luiz Zveiter perderam, mesmo que a CBF estivesse louquinha para ver o desembargador pelas costas.

Por Juca Kfouri às 07h42

19/12/2005

Qual é a taça mais bonita?

Copa Intercontinental

 

Copa Toyota

Mundial da Fifa - 2000

 

Mundial da Fifa - 2005

Por Juca Kfouri às 12h47

Coluna desta segunda na FOLHA

O maior clube do Brasil

JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

O São Paulo é agora o clube mais vitorioso do futebol pentacampeão mundial.
Ao ganhar o tri, superou até mesmo o Santos de Pelé.
Até ontem, quando ambos eram bicampeões mundiais, a diferença estava exatamente no Rei do futebol, o que não é pouco.
Mas a nova conquista tricolor dá inegável vantagem ao ainda jovem clube do Morumbi.
Em 70 e poucos anos de vida, ninguém ganhou mais do que o São Paulo F.C.
E, se não teve um Pelé, embora tenha tido Leônidas da Silva, o tricolor consagrou o mais simbólico de todos os inesquecíveis goleiros cujos nomes são associados automaticamente a um clube.
Nem é preciso dizer que se trata de Rogério Ceni, que ontem viveu uma noite de sonhos, daquelas que, depois de vividas, podem encerrar uma carreira, uma vida até. E que vida.
Porque, se foi o Mineiro (que é gaúcho de Porto Alegre) que entrou entre os grandalhões para fazer o gol do trítulo (perdão) -e que gol, sô!, uai!, bah, tchê!-, o outro maior responsável pela conquista tratou de defender três bolas impossíveis, a primeira na cobrança perfeita batida pelo imbatível e batido Gerrard, cracaço.
O paranaense (de Pato Branco) Rogério não precisa fazer mais nada para ter seu lugar como Raí, como Telê Santana, como poucos.
Com 20 títulos estaduais, a melhor média entre todos os clubes paulistas, três brasileiros, três Libertadores e três Mundiais, não há como negar o óbvio, nem no botequim freqüentado pelos mais fanáticos adversários do São Paulo. Não tem para ninguém.
Essencial a firme, sensata, discreta e eficaz condução de Paulo Autuori, assim como é evidente que, com pequenos intervalos excepcionais, as diretorias do São Paulo têm se distinguido da incompetência generalizada que caracteriza a nossa cartolagem.
Pois de Lugano ao tri Mundial, Marcelo Portugal Gouvêa, o único presidente de clube que não votou pela reeleição do eterno manda-chuva da CBF, também merece ser louvado.
Mas, como sempre, os maiores méritos são dos atletas. E na vitória sobre o Liverpool alguns se destacaram mesmo, ou por causa do natural sufoco sofrido no segundo tempo da final.
Rogério, Lugano -que não é um novo Dario Pereyra porque é Diego Lugano e basta-, Mineiro, Josué, Danilo, Aloísio (que passe para Mineiro!) e Amoroso foram os grandes nomes desta curta e impagável epopéia.
O São Paulo se deu maravilhosamente bem de novo onde, depois dele em 1993, o Grêmio (em 1995), o Cruzeiro (em 1997), o Vasco (em 1998) e o Palmeiras (em 1999) fracassaram.
E que nunca mais se diga que os europeus ligam pouco para o Mundial. Podem ligar de maneira diferente, de fato, mas o desespero que os Vermelhos mostraram a cada chance conjurada e a tristeza no final do jogo são suficientes para pôr as coisas em seus devidos lugares. Finalmente, parabéns à arbitragem mexicana, perto da perfeição.

Por Juca Kfouri às 09h27

Boca bi

Nos pênaltis, depois de 1 a 1 no tempo normal (mesmo resultado do jogo no México), o Boca Juniors acaba de se sagrar bicampeão da Copa Sul-Americana ao vencer o Pumas, na Bombonera.

O Boca teve umas cinco chances de ganhar durante os 90 minutos, mas a bola insistiu em não entrar.

Diego Maradona, Carlitos Tevez e 70% da Argentina vão dormir felizes.

Por Juca Kfouri às 00h19

18/12/2005

América x Europa no Mundial de Clubes

Copa Intercontinental
1960 Real Madrid
1961 Penharol
1962 Santos
1963 Santos
1964 Internacional
1965 Internacional
1966 Penharol
1967 Racing
1968 Estudiantes
1969 Milan
1970 Feyenoord
1971 Nacional
1972 Ajax
1973 Independiente
1974 Atlético de Madrid
1975 Não teve
1976 Bayern Munich
1977 Boca Juniors
1978 Não teve
1979 Olimpia

América 10 títulos

Europa    8 títulos

Copa Toyota
1980 Nacional
1981 Flamengo
1982 Penharol
1983 Grêmio
1984 Independiente
1985 Juventus
1986 River Plate
1987 Porto
1988 Nacional
1989 Milan
1990 Milan
1991 Estrela Vermelha
1992 São Paulo
1993 São Paulo
1994 Vélez Sarsfield
1995 Ajax
1996 Juventus
1997 Borussia Dortmund
1998 Real Madrid
1999 Manchester United
2000 Boca Juniors
2001 Bayern Munich
2002 Real Madrid
2003 Boca Juniors
2004  Porto

América 12 títulos

Europa  13 títulos

Copa FIFA
2000 Corinthians
2005 São Paulo

Totais: América 24 x 21 Europa


 

Por Juca Kfouri às 17h57

Lá como cá

Saber ganhar, saber perder.

O São Paulo soube, o Liverpool não.

Sua página na internet é um muro de lamentações.

Não apenas pela derrota, o que seria compreensível.

Afinal, foi a segunda derrota dos Vermelhos para um time brasileiro em final de Mundial.

Mas eles argumentam que o gol no final foi legal e que ainda houve um pênalti não marcado.

Sobre o pênalti até dá para ter dúvida, como aconteceu também com Júnior.

Mas o impedimento no gol alegado foi tão claro como os demais e como a bola que veio por fora do escanteio.

Claro OFFSIDE, my dears.

Cry, baby, cry.

Por Juca Kfouri às 14h19

Resultado da pesquisa

Por incrível que pareça, dos blogueiros que responderam à sondagem (desnecessário dizer que não tem nenhuma validade científica), sobre para quem torceriam, exatamente a metade (138 comentários) votou no São Paulo (é possível que haja algum erro, até porque a contagem foi feita só com os comentários que seguiram a orientação de apenas citar o nome dos clubes).

Seja como for, se houver diferença, é mínima.

Há uma metade feliz e a outra...

Por Juca Kfouri às 12h41

Paulo Autuori

Discreto, inteligente, nenhum marketing.

Campeão da Libertadores pelo Cruzeiro e pelo São Paulo, campeão mundial pelo São Paulo (não dirigiu o Cruzeiro na decisão perdida no Japão).

De alguma maneira, pela seriedade e sensatez, lembra o Mestre Telê Santana.

O título é dos jogadores, será ele o primeiro a dizer, não por demagogia, como tantos, mas por achar isso mesmo.

Mas é muito dele, também, ora se é.

Por Juca Kfouri às 09h45

Coluna deste domingo, na FOLHA

FUTEBOL

A CBF e a imprensa


JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

Ricardo Teixeira não prima por ser habilidoso. É tão óbvio e previsível que dá dó.
Ele resolveu, como se esperava, punir esta Folha pela contratação deste colunista.
Consta até que a assessoria de imprensa da CBF, aparentemente constrangida, deixou a situação clara, ao avisar que o jornal passaria a ser tratado a pão e água.
E tem sido assim.
Recentemente somente a Folha, entre os três maiores jornais do país, ficou sem a informação sobre os locais de concentração da seleção brasileira antes da Copa do Mundo, na Suíça, em Weggis, e durante, na Alemanha, em Frankfurt.
O diário "Lance!", o maior especializado em futebol na América Latina, também foi excluído, como está excluído até da programação publicitária da Nike, por mais adequado que seja para tanto, não só por sua relevante circulação auditada e pelo público que atinge.
Isso tem um nome, que parecia banido no Brasil: perseguição política, algo típico dos coronéis de repúblicas bananeiras.
É óbvio que os veículos que são críticos sabem que pagam um preço por sua independência.
É óbvio, ainda, que os jornais que foram privilegiados com as informações da CBF não abrirão mão de sua independência editorial em troca de favores.
Não é disso que se trata e não é esse o objetivo principal, por primário que seria.
A intenção é ainda mais infantil. É a de castigar um veículo porque este tem fulano ou sicrano como seu colaborador.
Teixeira tem todo o direito de dar entrevistas para quem quiser e de não dar para quem considere que o trate mal.
Só que não pode esquecer que a CBF não é dele e que há um tipo de informação que não pode ser fornecida a uns e ocultada de outros, sem mais.
Há muito tempo que o técnico da seleção brasileira, por exemplo, não antecipa a convocação dos jogadores para um jornalista mais seu amigo. Convoca-se em entrevistas coletivas.
E não imagine, caro e raro leitor, que há aqui algum queixume. Nada disso.
Trata-se apenas de constatar a pequenez de uma perseguição, até porque este colunista está entre aqueles que sabem que as melhores informações são dadas pela oposição, raramente pela situação.
Aprendiz de ACM, que um dia disse que jornalistas são comprados de duas maneiras, com dinheiro ou com notícia, Teixeira desconhece a existência de um terceiro tipo, o que não se vende nem por uma coisa nem por outra, algo que o desnorteia.
Então, ele pune, ele castiga, severo com a petulância.
E se desmoraliza, mais e mais, diante até dos que eventualmente protege, que hoje estão num veículo, amanhã noutro.
Fosse mais sofisticado, ele não discriminaria assim de maneira tão acintosa e causaria prejuízos muito maiores aos desafetos.
Mas para tanto é necessária uma sutileza que elefantes em lojas de louças, definitivamente, não têm.


 

Por Juca Kfouri às 09h36

Rogério de ouro

Autor de um gol no primeiro jogo e de três defesas fundamentais na decisão, Rogério Ceni acaba de receber a bola de ouro como melhor do Mundial e o carro por ter sido o melhor do jogo.

Será que comoverá Parreira?

Por Juca Kfouri às 09h32

Tricampeão!!!!!!!!!!!!!

O segundo tempo foi de sufoco.

Tinha de ser.

O São Paulo é tricampeão mundial.

Tinha de ser.

Porque perigo de gol mesmo, quando houve, Rogério segurou.

E não me venham com o desinteresse dos europeus.

Bastou ver o desespero deles à medida que escanteio para cá, escanteio para lá, Lugano devolvia, Fabão devolvia, Mineiro botava para quebrar.

Um gol de Mineiro, aos 27 minutos do primeiro tempo, entra para a história, como o gol que valeu o título, aquele gol que os Vermelhos não levavam havia 11 jogos. Só um gol.

Chove e faz frio em São Paulo.

Mas os foguetes explodem nos quatro cantos da cidade.

Quem sabe, de uma vez por todas, nós, brasileiros, enterremos o complexo de vira-latas.

Por que imaginar que os estrangeiros são sempre favoritos?

Eram nada.

Barcelona, Milan, Liverpool.

Três vezes o São Paulo atravessou o mundo para decidir a taça.

E três vezes a trouxe para o Brasil.

Porque um é pouco, dois é bom e três... bem, três é D E M A I S!!!!!

 

Por Juca Kfouri às 09h22

Rogério!!!!

7 minutos.

Gerrard bate falta com perfeição, no ângulo, quase indefensável.

Quase.

Porque Rogério Ceni voa e faz defesa espetacular.

O maior ídolo do São Paulo começa a ter que aparecer.

Por Juca Kfouri às 08h38

Um tempo para o tri

Intervalo.

O jogo é mais estudado e tenso que jogado.

O São Paulo corre risco só na bola aérea.

O São Paulo leva perigo com a bola no chão.

Um pouco de sorte e uma das tabelinhas entre Amoroso e Aloísio já teria acabado em gol.

Um pouco de azar e uma cabeçada já teria vencido Rogério Ceni.

Decepção, entre os tricolores, só Cicinho, que falou muito e está jogando pouco, intimidado.

Mas o resultado é justo, porque Mineiro, maneiro, fez um gol mais que legal.

Por Juca Kfouri às 08h14

Mineiro!!!!!!!

Aí, né, como quem não quer nada, o pequeninho Mineiro entrou pelo meio de dois grandões e fez 1 a 0, fácil, fácil, uai!

Fazia quantas horas mesmo que os homens não tomavam um golzinho?

Por Juca Kfouri às 07h48

22 minutos

São Paulo e Liverpool jogam no Japão.

Jogam xadrez.

Mas quase Amoroso faz um gol típico do futebol brasileiro.

Por Juca Kfouri às 07h42

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico