Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

11/02/2006

Palmeiras em queda livre

A derrota (2 a 4) para o São Paulo fez mais mal do que se poderia esperar ao Palmeiras.

Não que empatar (1 a 1) com o Guarani, em Campinas, como no meio da semana, seja uma catástrofe.

Mas foi um milagre, graças a São Marcos.

E empatar (1 a 1) com o Bragantino, no Parque Antarctica, é sim, imperdoável.

Perdendo São Marcos, machucado, ainda por cima, fica pior.

O que o Palmeiras perdeu de gols por puro desespero foi típico de quem vê o título escapar.

E o Norusca, que obteve ótima vitória (3 a 1) contra o campeão da Copa do Brasil, o Paulista. dormirá líder neste sábado.

Por Juca Kfouri às 19h11

Sócrates ou Raí?

Sem querer, este blog trouxe uma polêmica (que nem é nova) à luz: quem foi melhor, Sócrates ou Raí?

Sondemos, pois, a opinão dos blogueiros.

Só serão computadas (e publicadas) as opiniões que se limitarem a indicar o nome de um ou de outro.

Em tempo: na opinião deste blog, ambos foram craques e o Doutor melhor.

EM TEMPO 2: REITERO QUE SÓ SERÃO COMPUTADOS OS VOTOS QUE SE LIMITEM A INDICAR O NOME DE UM OU DE OUTRO.

E CANCELADOS OS COMENTÁRIOS QUE PORVENTURA ESCAPAREM. PARA FACILITAR A CONTAGEM.

Por Juca Kfouri às 13h41

O domingo será alvinegro

Contra o que quer meu coração, e o da maioria dos cariocas que baterão pelo América, o domingo será alvinegro na decisão da Taça Guanabara.

De acordo, aliás, com o que deixaria feliz meu coração botafoguense quando criança.

E será alvinegro, também, por óbvio, o domingo no Morumbi, dividido entre Corinthians e Santos.

Por Juca Kfouri às 12h54

10/02/2006

A maldição do craque na hora do pênalti

Agora foi com Drogba.

Como já aconteceu com Zico, Sócrates, Platini, Baresi, Baggio, tantos. 

Como aconteceu com Eto'o.

Na hora do pênalti, o craque do time vai lá e perde.

Hoje foi Drogba, que desperdiçou a primeira das cinco cobranças de Costa do Marfim na decisão da Copa da África.

E o capitão de Costa do Marfim e ídolo do Chelsea já tinha perdido dois gols, um deles impossível.

O Egito, dono da casa, que jogou melhor e perdeu pênalti durante o jogo, sagrou-se pentacampeão.

Curiosamente, depois do 0 a 0 no tempo normal, logo no começo da prorrogação, Hassan, eleito o melhor da Copa, também perdeu um pênalti.

Mas se recuperou ao cobrar o primeiro da série de cinco para o Egito e marcar.

El Hadari, o goleiro egípcio, defendeu o pênalto cobrado por Drogba e mais um e saiu como herói.

Drogba é o vilão.

Por Juca Kfouri às 17h35

09/02/2006

São Paulo, vice-líder virtual

O São Paulo desconheceu a existência da Portuguesa e com menos de 30 segundos já ganhava, com o primeiro gol de Alex Dias com a camisa tricolor.

O 2 a 0 veio em seguida com Danilo e, no primeiro tempo, só não vieram mais gols por acidente e um pouco de egoísmo.

A Lusa esboçou reagir no segundo tempo, diminuiu mas levou o terceiro gol, Josué, logo depois.

E não levou o quarto porque Thiago foi infeliz.

Uns 6 a 1 fariam o placar mais apropriado.

Assim, o São Paulo, com apenas sete jogos e com 13 pontos, pode se considerar o vice-líder virtual do Paulista.

Porque deve bater o Bragantino no jogo que lhe falta para completar os mesmos oito jogos de Santos e Noroeste, com o que os ultrapassará no saldo de gols.

Na prática, só mesmo o Palmeiras, que também só jogou sete vezes, está em sua frente.

Rogério Ceni voltou e, como quase não teve trabalho, fez um lançamento sensacional para Alex Dias, o nome do jogo.

Por Juca Kfouri às 21h40

Sucessão no ministério do Esporte

Se, como tudo indica, o novo ministro do Esporte, que substituirá Agnelo Queiroz, continuar sendo do PCdoB, o nome mais cotado é o de Orlando Silva, atual secretário executivo.

Queiroz prefere seu chefe de gabinete, Cláudio Monteiro, mas o PCdoB cerra fileiras em torno de Silva.

Por Juca Kfouri às 11h32

Leão sem razão

Não vi a cena.

Mas, por tudo que pude colher, certamente Leão errou.

Ele não foi agredido nem sequer verbalmente.

Fosse, poderia reagir. Verbalmente.

A agressão física só se justifica em legítima defesa.

Não foi o caso, definitivamente.

Fez mal, o Leão.

Muito mal.

Por Juca Kfouri às 11h22

O interior ama o Paulista

A rodada de ontem do Campeonato Paulista teve cinco jogos apenas entre clubes pequenos.

Foi um sucesso de público.

Em Itu, onde tudo é grande, Ituano e Mogi Mirim jogaram para 470 testemunhas.

Em Bragança Paulista, Bragantino e Rio Branco pelearam para 654 abnegados.

Em Santo André, o time da casa recebeu o Juventus com 722 heróis.

Enfim, Sorocaba e Marília receberam públicos maiores que 1000 pessoas.

São Bento e Paulista teve 3296 e Marília e América 1720.

A média?

Estonteantes 1372 torcedores por partida.

Futebol profissional é isso aí.

Por Juca Kfouri às 10h52

08/02/2006

Santos ganha, Corinthians perde, Palmeiras empata e lidera

O Corinthians empatava com o São Caetano e assumia a liderança do Campeonato Paulista até o último minuto, quando tomou o segundo gol e voltou para o Parque São Jorge em quarto lugar.

Já o Santos derrotou o Noroeste (1 a 0), que liderava, e assumiu o segundo lugar, com os mesmo 16 pontos do time de Bauru.

E o Palmeiras, que empatou com o Guarani (1 a 1) graças a oito defesas de Marcos, reassumiu a liderança, também com 16 pontos e melhor saldo de gols e, importante, com um jogo a menos.

Por Juca Kfouri às 23h03

A diferença no ABC

São Caetano 2, Corinthians 1, foi um jogo curioso, repleto de semelhanças.

O Corinthians mandou no primeiro tempo, teve um pênalti a seu favor não marcado (Élton foi derrubado na área), fez um gol com Rafael Moura e levou uma bola na trave.

O São Caetano mandou no segundo tempo, fez um gol, teve um pênalti não marcado a seu favor (Vinicius enfiou a mão na bola) e levou uma bola na trave.

A diferença apareceu no último segundo do jogo.

Leandro, do Azulão, fez um golaço e manteve a tradição.

Por Juca Kfouri às 22h46

Outra rodada corintiana?

O Santos fez um péssimo primeiro tempo, mas, mesmo assim, acabou derrotando o então líder Noroeste na Vila, 1 a 0, gol de Reinaldo, no segundo.

O Palmeiras salvou-se no primeiro tempo graças a oito defesas de Marcos, em Campinas, diante do Guarani.

Mas em bela jogada de Edmundo, no começo do segundo, Washington fez 1 a 0.

O Guarani conseguiu empatar em seguida e o Corinthians tem tudo para assumir a liderança.

No fim do primeiro tempo, o alvinegro está derrotando sua asa negra, o Azulão, com gol de Rafael Moura, o quinto dele, terceiro artilheiro do campeonato (Nilmar tem sete e Teves tem seis), em São Caetano.

Élton, o baixinho do Timão, sofreu um pênalti que o árbitro não marcou.

O jogo está no intervalo.

 

Por Juca Kfouri às 21h37

Silogismo

Nesi Cury, vice-presidente do Corinthians, espalha que combinou com Boris Berezovski que Kia Joorabchian sairá da MSI em 30 dias.

Nesi Cury, em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, disse que Boris Berezovski não tinha nada a ver com a parceria do Corinthians e MSI.

De duas uma: ou Nesi Cury mente agora ou mentiu para o MP.

Se a primeira alternativa está correta, será apenas mais uma mentira.

Se a segunda estiver, é grave, muito grave.

 

Por Juca Kfouri às 20h41

Itália, urgente!

Kaká acaba de fazer um belíssimo gol pelo Milan contra o Treviso, pelo Campeonato Italiano. 1 a 0.

Em compensação, Júlio César, quase simultaneamente, comeu um belíssimo peru em Florença. Fiorentina 1, Inter 0.

Dida não está só.

Por Juca Kfouri às 17h01

07/02/2006

Três grandes em risco no Campeonato Paulista

O Santos, na Vila Belmiro, e o Palmeiras, no Brinco de Ouro, têm hoje à noite seus testes de fogo.
O Santos porque vem de inaceitável derrota para a Portuguesa santista e tem a chance de derrubar o líder Noroeste, que já derrotou o Corinthians, embora com auxílio da arbitragem.
O Palmeiras porque vem da quebra de sua invencibilidade diante do São Paulo, num jogo em que merecia até melhor sorte, mas no qual errou demais.
Em Campinas, contra o Guarani, o alviverde paulistano terá de provar que é capaz de assimilar uma derrota.
E ainda tem o goleador Corinthians, que vai a São Caetano enfrentar seu tradicional algoz.
E vai cheio de desfalques como Gustavo Nery e Ricardinho, mas, sobretudo, sem Carlitos Tevez, prudentemente poupado.
Hora de mostrar que, de fato, tem plantel, não apenas um time.

Por Juca Kfouri às 23h50

06/02/2006

O América do Zé Trajano na final

Durante muitos anos, o imortal Nelson Rodrigues só se referia à seleção húngara de 1954 como "a Hungria do Armando Nogueira".

Tudo porque mestre Armando ficara extasiado com o futebol dos magiares naquela Copa.

Muito tempo depois, Armando Nogueira escreveu que o América carioca só sobrevivia porque José Trajano insistia em não deixá-lo morrer.

E eis que ontem, no Maracanã, depois de empatar 1 a 1 com a Cabrofriense e vencê-la nos pênaltis por 5 a 4, o América do Zé Trajano chegou à finalíssima da Taça Guanabara, que será disputada no domingo, contra o Botafogo.

O América ressuscitou e Zé Trajano quase morreu de emoção.

Mas valeu!

Por Juca Kfouri às 23h24

Festeje, torcedor do Galo!

Enfim, o torcedor do Atlético Mineiro tem um motivo para festejar.

A CBF aprovou a Série B também em dois turnos com pontos corridos.

O imponderável está banido e quem tiver mais competência, mais organização, subirá.

Ainda mais que quatro subirão.

A notícia é boa, também, para o Coritiba, Sport e para o Náutico.

Por Juca Kfouri às 17h03

Quem socorre os atletas?

Um blogueiro estranhou que na "Tabelinha com a Lilian", na última sexta-feira aqui no UOL,  eu chamei a Sociedade Protetora dos Animais para interceder junto aos cartolas que marcam jogos de futebol para o sol das três da tarde em pleno verão.

Fi-lo, como diria Janio Quadros, porque nenhuma organização pelos Direitos Humanos jamais se manifestou para proteger os atletas -- até porque têm mais o que fazer neste mundo maluco de torturadores e belicistas.

Mas quem viu três jogadores passando mal ontem no Maracanã deve ter entendido o apelo.

Os interesses da TV não podem estar acima nem da saúde dos atletas nem da qualidade do espetáculo, sempre prejudicadas.

Por Juca Kfouri às 15h45

Coluna desta segunda, na FOLHA

FUTEBOL

A falta faz parte do jogo
JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

A falta faz parte do jogo, obviedade tamanha que exige regras para puni-las.
E que é repetida por narradores, comentaristas e, principalmente, por técnicos pragmáticos e jogadores toscos.
Há até quem chame algumas faltas de providenciais, outra obviedade pragmática.
A falta faz tão parte do jogo como assassinatos fazem parte da vida, do dia-a-dia.
No sábado, o Bragantino fez 30, uma a cada três minutos, para impedir que o Corinthians jogasse diante de 30 mil torcedores.
Nem foram tantas, a julgar pelo excessivo número delas, tão comuns em nossos jogos.
Mas quase todas foram puramente intencionais, para matar a jogada, o chamado antijogo, complacentemente admitidas por um árbitro banana e dos mais experientes do quadro da FPF -Sálvio Spinola.
E aí é que está a questão.
Por ser um esporte de choque, faltas são inevitáveis num jogo de futebol, como já ensinou o conselheiro Acácio.
Só que há uma enorme diferença entre a falta acidental e a feita de propósito.
Esta última deveria ser punida com a expulsão pura e simples, logo de cara, em nome do jogo, em respeito a quem paga para ver o espetáculo do futebol, porque luta livre é outra coisa.
Porque os artistas como Carlitos Tevez, Nilmar e Ricardinho não podiam fazer a parte deles, pois alguns brucutus insignificantes como praticantes do jogo de bola os impediam com agarrões, toques nos calcanhares, rasteiras típicas da capoeira, tudo, é claro, no estrito cumprimento de ordens superiores de outro inferior sentado no banco do Bragantino.
Já que a FPF quer renovar seu quadro de árbitros, eis aí uma ótima oportunidade de mostrar aos que estão chegando como não se deve apitar uma partida.
E que não se veja aqui uma atitude solidária à revolta de Antônio Lopes ao fim da partida, indignado com o antijogo, justo ele que sempre se caracterizou por mandar bater, ao contrário de Telê Santana, que, segundo Zico, foi o único de seus técnicos de quem jamais ouviu ordem semelhante. O único.
A solidariedade aqui manifestada é endereçada aos craques em questão e aos pagantes no Pacaembu e na TV.
Craques que inevitavelmente acabam se irritando e, como aconteceu com Ricardinho, na legítima intenção de jogar o jogo, terminam expulsos por assopradores de apito desprovidos de senso de equilíbrio.
Julgar intenções, é claro, carrega alta dose de subjetividade.
O jogador quis ou não cortar a bola com a mão dentro da área? Mão na bola ou bola na mão, nem Shakeaspere resolveu tão angustiante questão.
Mas não cabe dúvida quando um jogador puxa a camisa do outro, cutuca o seu calcanhar por trás quando este está com a bola sob seu domínio e devidamente protegida etc. e tal.
Ou cabe.
Para os pusilânimes.

Que clássico!
São Paulo e Palmeiras fizeram uma partida de primeira, tecnicamente muito boa e com emoções de sobra. O placar só não teve ainda mais gols graças aos acertos dos goleiros das duas equipes, às traves e aos erros de alguns finalizadores. E o Palmeiras mereceu melhor sorte. Se arrumar um número 6 e um número 9, virará um belo time, porque mostrou ontem, no Morumbi, que é respeitável, ao fazer sua melhor apresentação neste ano, além de ter desprezado jogar pelo empate que lhe serviria. Já o São Paulo é o São Paulo. Alex Dias estreou muito bem no jogo, André Dias não comprometeu, Thiago é belíssima realidade, enfim, o tricolor é candidatíssimo ao tetra na Libertadores. E ainda está longe de estar completo. Até o juiz foi bem.


 

Por Juca Kfouri às 09h57

05/02/2006

Resumo paulista

São Paulo e Palmeiras fizeram um jogaço no Morumbi.

O placar de 4 a 2 para o tricolor seria mais justo se fosse 6 a 5.

E tecnicamente a partida superou, por exemplo, o clássico inglês entre Chelsea 2, Liverpool 0, também jogado neste domingo, em Londres.

Marcos, Gamarra, Paulo Baier e Edmundo foram os destaques palmeirenses que perderam a invencibilidade na temporada.

Bosco, Júnior, Danilo, o estreante Alex Dias e o menino Thiago foram as estrelas do São Paulo.

Deu tudo tão certo que até a arbitragem foi bem.

E a rodada do Campeonato Paulista teve 48 gols em 10 partidas, quase cinco em média por partida.

Além de ter sido muito favorável ao Corinthians, que assumiu a vice-liderança a apenas um ponto do Noroeste, que só empatou, em Bauru, com o Ituano.

O Corinthians passou na frente do Santos que perdeu para a Portuguesa santista e está junto com o Palmeiras, que perdeu para o São Paulo, embora o Verdão tenha um jogo a menos.

Por Juca Kfouri às 20h12

Atenção, Luxemburgo

O Santos foi vítima de um gol fruto de uma falta inexistente e ainda não teve um pênalti marcado a seu favor.

Mas, atenção, Luxemburgo: a Lusinha foi goleada tanto pelo Palmeiras (4 a 0) quanto pelo Corinthians (5 a 1).

Nada justifica uma derrota para a Briosa.

Por Juca Kfouri às 19h41

Ainda sobre o clássico

São Paulo e Palmeiras mostraram por que o futebol paulista está sobrando no país.

A qualidade técnica do jogo do Morumbi ficou acima do que se viu em Londres, entre Chelsea e Liverpool.

E, atenção Parreira: Júnior está jogando mais, mas muito mais que Roberto Carlos.

Por Juca Kfouri às 19h36

Botafogo salva

A Taça Guanabara livrou-se de outra decisão entre pequenos.

Diante de apenas 17 mil torcedores, o Botafogo superou o Americano (2 a 1) e chegou lá.

Vi pouco do jogo e não gostei do que vi.

Verdade que o calor era tamanho ao sol das três da tarde no Maracanã que um jogador do  Americano até se sentiu mal e teve de ser substituído no fim do primeiro tempo.

Mas o Botafogo está na final.

Tomara que seja contra o redivivo América.

Por Juca Kfouri às 19h33

Repita-se: que clássico!

O segundo tempo foi ainda melhor que o primeiro.

E com mais cinco gols!

O placar, 4 a 2 para o São Paulo, não foi generoso com o Palmeiras, que jogou muito bem, viu Edmundo brilhar e mandou duas bolas no travessão de Bosco, mas acabou vítima de seus erros e da falta de um bom lateral-esquerdo e de um centrovante de verdade.

Claro que o São Paulo é mais time, mesmo ainda em fase de organização e com desfalques.

Alex Dias fez belíssima estréia e Thiago, com mais dois gols, mostrou que o futuro lhe será sorridente.

De destoante, numa partida em que até a arbitragem foi ótima, só um tal de Alceu, do Palmeiras, que entrou no fim e deu uma entrada criminosa em Danilo, o que lhe valeu a expulsão.

Você sabe quem é o Alceu?

Nem eu!

Por Juca Kfouri às 19h28

Que clássico!

São Paulo e Palmeiras estão fazendo um jogaço no Morumbi.

Só faltava o gol, porque Marcos e Bosco com seus acertos e Washington, Paulo Baier e Souza, com seus erros, evitaram a abertura do placar até os 44 minutos, quando, num contra-ataque, Danilo, bem servido por Alex Dias (que estréia muito bem) fez 1 a 0 para o tricolor.

Tudo pode acontecer no segundo tempo e dois registros são obrigatórios:

1. A arbitragem está perfeita até aqui;

2. Emerson Leão não botou o Palmeiras na defesa para garantir o empate que seria bom.

O jogo está franco, aberto, em busca de gols, de alto nível técnico, Edmundo se apresenta muito bem e o placar moral, por enquanto, é 2 a 2.

Por Juca Kfouri às 18h12

A regra do impedimento

A regra 11, a do impedimento, é simples, mas os machistas dizem que as mulheres são incapazes de entendê-la.

Não é verdade, é claro, embora até mesmo os bandeirinhas muitas vezes demonstrem não sabê-la.

Até mesmo comentaristas de arbitragem, ex-árbitros que apitaram em Copas do Mundo, mostram ignorá-la.

José Roberto Wright, por exemplo, acaba de dizer na transmissão de Portuguesa santista x Santos que em tiro de meta há impedimento, ao contrário do que acontece em cobrança de arremesso lateral.

Só que não há, nem em tiro de meta nem em cobrança de lateral nem em bola ao chão nem, é óbvio, em escanteio, porque, aí, a bola vem da linha de fundo.

Por Juca Kfouri às 16h44

Agora a vítima foi o Santos

Depois de jogar muito mal no primeiro tempo, e perder por 1 a 0 para a Portuguesa santista, o Santos reagia no segundo e dava a sensação de que empataria.

Aí, o atacante da Portuguesa se jogou na entrada da área e o árbitro inventou uma falta que, no rebote, valeu o segundo gol adversário.

Viva a renovação da arbitragem paulista!

Aos 24, o zagueiro Luís Alberto diminuiu.

Por Juca Kfouri às 16h32

Senna passa Schumacher

Os fãns do alemão, talvez por ele não ter vivido um grande momento na temporada passada, enfiaram uma pesquisa numa página em sua homenagem na Internet para saber quem foi melhor, se ele ou Ayrton Senna.

Ele ganhava até que o pessoal do Kibeloco começou a pedir votos para o brasileiro.

Senna já está com 65%.

Confira em http://www.mschumacher.com/welcome.html .

Por Juca Kfouri às 12h15

Coluna deste domingo, na FOLHA

Ricardo Teixeira acertou

JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

Não pense que o colunista enlouqueceu. Ricardo Teixeira e Eurico Miranda estão certos. E você, se passar dessas primeiras linhas, talvez até concorde. Se não tiver paciência, OK, mande a camisa-de-força.
Eurico Miranda tem razão quando diz que os clubes deveriam impor o que querem para seus campeonatos e que está na hora de acabar com a ditadura imposta pela CBF.
Ricardo Teixeira fez muito bem em bater o pé em torno do que já estava decidido desde 2003: 20 clubes na primeira divisão e queda de quatro para fortalecer a segunda, algo essencial.
Não faria nenhum sentido decidir agora uma mudança para o ano que vem antes mesmo de experimentar com o número que parece ser o ideal, porque 22 participantes significam aquela zona cinzenta na qual os jogos valem quase nada.
Com 20, quem tiver competência sobrevive e participa de uma competição com disputas e emoções garantidas.
Que não se descarte a possibilidade de mexer, adiante, no descenso, porque a queda de quatro pode ser, de fato, exagerada. No caso, dois é pouco, três, quem sabe, seja o ideal.
Mas fez muito bem a CBF em bater o pé, em não transigir, em lutar pela credibilidade de seu maior campeonato, já que os clubes abdicaram de organizá-lo.
A forma de ganhar a parada foi indigesta, porque truculenta, autorizada por um estatuto draconiano que, diga-se, só é como é graças à covardia subserviente da esmagadora maioria dos clubes brasileiros e à inexistência de uma liga de verdade no lugar do hoje caricato Clube dos 13.
E é aí que Eurico Miranda está correto ao protestar em nome da democracia, embora pareça piada vê-lo no papel de democrata recém-convertido.
O embate despertou novamente uma discussão que andava adormecida, desde a questão central -o número de clubes participantes- até a fórmula de pontos corridos.
E, na falta de argumentos mais consistentes, houve quem visse o modelo que prevaleceu como cópia do que se faz na Europa.
Bobagem, porque não são poucos os que ao argumentar assim esgrimem os exemplos da NBA ou da NFL e nem por isso se vêem como macaqueadores dos Estados Unidos, embora esquecidos de que futebol é uma coisa, basquete é outra e assim por diante.
O Campeonato Brasileiro será disputado do jeito que dá certo não apenas na Europa mas, sim, no mundo do futebol, e o Brasil, para variar, chegou tarde.
Outra inconsistência que surgiu, depois que o mercado publicitário não respaldou a primeira restrição contra a adequação de nosso calendário ao do mundo do futebol (aquela anedota do ano fiscal), foi a de que faltariam lugares nos aviões caso o Campeonato Brasileiro fosse disputado no verão, tempo de férias.
Só pode ser outra piada, ainda mais porque vem dos mesmos executivos da TV que forçam jogos dos Estaduais sob o sol das 14h30 (15h30 pelo horário de verão) em pleno mês de janeiro.

Passado
A deputada Zulaiê Cobra Ribeiro (PSDB-SP) não gostou de um trocadilho feito por Barbara Gancia com seu segundo sobrenome e protestou no "Painel do Leitor". Entre os argumentos que brandiu, citou sua participação como presidente da primeira CPI dos Bingos. O que impõe um esclarecimento. Então seu desempenho foi tão ambíguo que, menos de dez anos depois, foi necessário instalar nova CPI sobre o mesmo tema.

Presente
Enfim, um clássico no Campeonato Paulista, enquanto três grandes cariocas estão fora da decisão da Taça Guanabara. E um clássico de risco ao aproveitamento de 100% do Palmeiras em 2006, porque é uma partida que põe a honra do São Paulo em jogo. Empate?

Por Juca Kfouri às 10h57

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico