Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

18/02/2006

Errei?

Será que este blog fez mesmo mal em eleger o jogo do São Paulo contra o Paulista como o melhor do fim de semana no país?

Bem, neste sábado houve dois jogos, ambos de tricolores.

Certamente Madureira 2, Fluminense 1 ficou longe de ser um jogo inesquecível para quem o viu, talvez com exceção do técnico (ou ex?) Ivo Wortman.

Já o show são paulino foi mesmo um show, como Muricy havia prometido.

E foi só 5 a 1 porque Alex Dias não estava lá numa noite feliz.

Marcou duas vezes, é verdade, mas deixou de marcar outros dois gols, desses que não costuma perder.

O São Paulo pode até não ganhar nada este ano, porque futebol tem dessas coisas.

Mas também pode ganhar tudo.

Está jogando para tanto.

Thiago, particularmente, jogou demais hoje.

Por Juca Kfouri às 18h58

Perguntar ofende?

Então, a Fifa resolveu que o Mundial de clubes de 2006 terá o campeão do país sede.

Como em 2000, no Brasil, diferentemente de 2005, no Japão.

Significa dizer que a Fifa considerou o primeiro melhor que o segundo?

Por Juca Kfouri às 14h12

17/02/2006

São Paulo x Paulista

Em tempos de vacas magras (leia-se campeonatos estaduais), o jogo que reúne as duas maiores forças deste fim de semana no futebol brasileiro será realizado neste sábado, no Pacaembu.

São Paulo, campeão do mundo de 2005, contra o Paulista de Jundiaí, campeão da Copa do Brasil do mesmo ano...

Dois participantes da Libertadores...

O Paulista, por sinal, está na frente do River Plate...

Estarei exagerando?

Por Juca Kfouri às 18h34

Marcelinho, pão (velho) e vinho (avinagrado)

Na guerra de desgaste que o Corinthians move contra a MSI, a contratação de Marcelinho é só mais um capítulo.

A torcida o receberá bem, ignorante dos problemas que ele certamente causará, como até no Brasiliense causou.

Marcelinho ganhou tudo o que poderia ganhar pelo Corinthians, mas seu tempo já passou.

Se um dia foi o "Marcelinho, pão e vinho", título de um filme espanhol de muito sucesso nos anos 50 (um filme épico/religioso, feito na Espanha e que, na verdade tinha como personagem um menino de nome Marcelino), hoje o pão está amanhecido e o vinho azedo. 

São tempos de Carlitos Tevez, não dele.

E o departamento de futebol do clube, sob a responsabilidade da MSI, não foi nem sequer consultado sobre uma eventual contratação.

Está na expectativa para saber o que o Corinthians decidiu para, então, tomar posição.

Não será surpresa, no entanto, se a MSI simplesmente vetar a contratação, mesmo sob o risco de ficar mal com a torcida, embora tenha um capital acumulado nada desprezível junto ao torcedor.

De outro lado, há um claro interesse: a advogada Gislaine Nunes tem como seus clientes tanto Marcelinho quanto Luizão.

A vinda de um pode resolver a dívida com o outro.

Quem ganha com isso?

O Corinthians, certamente, não.

Por Juca Kfouri às 17h19

16/02/2006

Empate amargo

O Inter esteve a dois minutos de estrear com vitória na Libertadores.

Mas cedeu o empate no fim, na Venezuela, diante do fraco Maracaibo.

Ficou devendo futebol, a exemplo de Palmeiras, Paulista e Corinthians, embora tenha sido prejudicado pelo menos num pênalti não marcado.

Mas o futebol brasileiro segue invicto.

Não é nada, não é nada, cá entre nós, não é pouca coisa.

Por Juca Kfouri às 23h30

A explicação de Approbato

Acabo de falar com Rubens Approbato Machado, que está no aeroporto Santos Dumont, voltando a São Paulo.

Ele diz que não renunciou à renúncia, apenas adiou-a a pedido de seus pares.

E que não aceita pressões da CBF, embora tenham garantido a ele que tais pressões não existem.

Mas ele afirma que não acredita no que lhe dizem e que sabe que embora conte com o apoio nos auditores, o pleno do STJD, que é quem vota na eleição para presidência do STJD, é massa de manobra da CBF.

Disse, ainda, que José Mauro Couto de Assis, advogado pessoal de Ricardo Teixeira e auditor do STJD, afiançou-lhe que não é candidato à presidência do orgão.

Mas Approbato jura que o auditor Francisco Mussnich já foi pressionado pela direção da CBF para aceitar o cargo. 

Por Juca Kfouri às 19h05

Renúncia à renúncia!

16/02/2006 - 17h50
Approbato abre mão de renúncia e segue dirigindo o STJD

Cauê Rademaker
Enviado do UOL Esporte
No Rio de Janeiro

Rubens de Approbato Machado segue interinamente na presidência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Nesta quinta-feira, em sessão na sede do Tribunal, no Rio de Janeiro, o juiz disse que foi convencido por seus pares a continuar no cargo.

"Eles pediram para eu não tomar a decisão que eu havia tomado, resisti, mas não poderia deixar de atender o apelo dos colegas. O Tribunal inteiro disse que se eu saísse, eles sairiam", afirmou Approbato antes do no início da sessão.

O juiz assumiu a presidência do STJD no dia 29 de dezembro, após o afastamento de Luiz Zveiter, devido à incompatibilidade de cargos - Zveiter é desembargador no Rio de Janeiro. Mesmo sem renunciar, Approbato deve deixar o cargo em breve.

Como está interinamente na função, o juiz terá de convocar nova assembléia para que seja eleito o presidente do STJD. Sem o apoio da CBF, Approbato tem poucas chances de ser eleito para o cargo.

"Assumi interinamente e minha meta sempre foi fazer prevalecer a harmonia e independência do tribunal. Surgiram vários problemas públicos, mas abri mão (da renúncia) para manter a harmonia. Hoje o escândalo não está instaurado", analisou.

Por Juca Kfouri às 16h58

Guarde este nome

Se o próximo presidente do STJD se chamar José Mauro Couto de Assis, saiba desde já: é o advogado pessoal de Ricardo Teixeira.

Em tempo: há quem garanta que será.

Por Juca Kfouri às 16h03

Implosão na Justiça Esportiva

Atual presidente do STJD, ex-presidente da OAB Federal, Dr. Rubens Approbato Machado renunciará nesta tarde ao cargo que ocupa na Justiça esportiva.

Ele está convencido de que a CBF trabalha para minar o caminho que seria natural, qual seja o de ele continuar à frente do tribunal.

E diz, aos 72 anos, estar farto da baixa politicalha armada pela entidade, que já marcou as cartas para derrotá-lo numa eleição que deveria ser apenas homologatória,já que ele, como vice-presidente eleito, é o sucessor natural de quem saiu (Luiz Zveiter) por decisão do Conselho Nacional de Justiça.

Approbato imagina (porque ouviu promessas neste sentido) que não sairá sozinho e que haverá uma implosão na Justiça esportiva com a sua renúncia.

Ao que tudo indica, a relativa independência alcançada pelo STJD nos últimos tempos foi para o espaço.

Voltará a ser simples correia de transmissão dos interesses da CBF, com algum advogado da confiança de Ricardo Teixeira na posição de presidente.

Por Juca Kfouri às 10h26

Brasileiros invictos na primeira rodada da Libertadores

Só faltam as estréias do Inter, hoje à noite, contra o Maracaibo, na Venezuela, e do São Paulo, no dia 1o. de março.

Por enquanto, dos quatro times brasileiros que já jogaram pela Libertadores, dois ganharam e dois empataram, todos fora de casa, o que valoriza os quatro resultados.

O Goiás foi quem ganhou melhor, 2 a 0 no Union Espanhola, anteontem em Santiago do Chile, com nítida superioridade.

Ontem, o Corinthians derrotou o Deportivo Cali, na Colômbia, 1 a 0, golaço de Ricardinho, mas jogou menos do que se pode exigir de seu time.

Também anteontem, o Paulista de Jundiaí empatou em um gol com o El Nacional do Equador, um time fraco, mas que tem a altitude de Quito como aliada.

E ainda ontem, em Assunção, o Palmeiras ficou no 0 a 0 diante do Cerro Portenho, o campeão paraguaio. O Palmeiras nem brilhou nem decepcionou e voltou para casa com um bom resultado.

Hoje é esperado que o Inter cumpra com o seu dever e consiga a terceira vitória brasileira na Venezuela.  

 

Por Juca Kfouri às 00h04

15/02/2006

Corinthians, sob medida

O Corinthians estreou com vitória na Libertadores.

E triunfo fora de casa, algo inédito em estréias em suas sete participações na competição.

O time jogou melhor no primeiro tempo, quando foi muito superior ao Deportivo Cali.

No segundo, mesmo com a vantagem de um jogador a mais desde os 18 minutos, o time caiu.

Mesmo assim, com um belíssimo gol de Ricardinho, fez o placar de que precisava.

Tevez apanhou feito um touro ladrão e Nilmar foi uma decepção.

 

Por Juca Kfouri às 22h49

Jogaço em Bragança

Só vi bem o segundo tempo de Bragantino 3, São Paulo 3.

Mas encheu as medidas.

O Bragantino, valendo-se do gramado pesado e barrento por causa da chuva torrencial que caiu sobre Bragança Paulista, ficou três vezes na frente e o São Paulo, mostrando que é capaz de jogar também com o coração e não só na técnica, empatou três vezes, com Danilo e Thiago, autor do segundo e terceiro gols, este último aos 44 do segundo tempo.

O tricolor não chegou à liderança como se esperava e foi beneficiado pela marcação de um impedimento inexistente que resultou no que seria o terceiro gol do Bragantino quando já vencia por 2 a 1.

Mas o São Paulo mostrou alma de campeão.

O Palmeiras é o líder virtual.

Tem 17 pontos em oito jogos, contra os mesmos 17 do São Paulo em nove e 19 de Santos e Noroeste, também com nove jogos.

Por Juca Kfouri às 21h42

Palmeiras se dá bem

Vi mal o jogo do Palmeiras.

Estava no ar na rede CBN, com exceção de São Paulo -- que transmitia exatamente o jogo diante do Cerro Portenho, em Assunção.

Não é propriamente fácil ver bem um jogo enquanto você fala e lê sobre outros assuntos.

Mesmo assim, fiquei com a sensação de que o time brasileiro se saiu bem.

Os paraguaios criaram um pouco mais de chances agudas de gol, com duas bolas na trave, inclusive.

Já o Palmeiras mandou uma, com Paulo Baier, e teve outras boas oportunidades.

Como, no entanto, se fosse para ter um vencedor o Cerro seria o vitorioso mais justo, o 0 a 0 deve ser bem recebido pelo torcedor alviverde.

Por Juca Kfouri às 21h38

Empate glorioso

O Paulista volta a Jundiaí com um belo resultado.

O 1 a 1 ficou de bom tamanho em sua estréia na Libertadores.

Não que o equatoriano El Nacional seja lá essas coisas, muito ao contrário.

É ruim que dói.

Mas a altitude é pior.

Valeu a madrugada!

Por Juca Kfouri às 01h21

Explode, Jundiaí!

Depois de se livrar de tomar o segundo gol umas três vezes, aos 36, Abraão empatou para o Paulista.

Abraão abriu a história internacional do Paulista.

Por Juca Kfouri às 01h12

Raí ganhou!

Dos 956 votos enviados ao blog, Raí teve 503, contra 453 do Doutor.

Prova provada de que a maioria também erra...

Em tempo: a contagem foi feita pelo ombusdman deste blog, o considerado Conrado Giacomini, autor do belo livro "Dentre os grandes és o primeiro", da ótima coleção Camisa 13.

Em tempo: na revisão dos votos, o ombudsman pegou um voto repetido para Sócrates e 23 para Raí.

A contagem final, é: Raí, 479 e Sócrates 452, além de um engraçadinho que votou no Gioino e nosso eficiente controle deixou passar.

Por Juca Kfouri às 01h06

Aconteceu...

Cinco minutos depois de mandar uma bola no travessão, o Paulista sofreu o gol.

Borja, o nome do gol equatoriano.

Estava na cara.

E vem mais.

Não há pulmão que suporte.

Faltam 20 minutos.

Por Juca Kfouri às 00h59

Jundiaí assustada

Menos de 10 minutos do segundo tempo e o El Nacional é todo pressão.

Verdade que o Paulista teve uma chance logo no recomeço do jogo.

Mas foi só.

De lá para cá é só sufoco.

O Paulista resiste.

Por Juca Kfouri às 00h44

Jundiaí acordada

Acabou o primeiro tempo na altitude de Quito (2850 metros).

O Paulista estréia na Libertadores e faz o primeiro jogo internacional de sua história de 97 anos.

Por enquanto, empata sem gols com o El Nacional, numa partida fraca, mas disputada lealmente (apenas 10 faltas, cinco para time)com duas chances claras de gol para lado.

O pior vem agora, o segundo tempo, quando o pulmão do Paulista deverá sentir.

Gigantes como Palmeiras, Cruzeiro, Inter, Corinthians, River Plate já foram derrotados em Quito pelo El Nacional que, invariavelmente, perde os jogos que disputa fora de casa.

Começa o segundo tempo. Até já.

Jundiaí e este blog estão vigilantes.

Por Juca Kfouri às 00h28

14/02/2006

Birra com Alex Júnior

Parreira convocou para o amistoso diante da Rússia e disse niet aos Alex e a Júnior.

Preferiu Cris, na zaga, Gustavo Nery na lateral-esquerda e Ricardinho no meio de campo.

Alex, do PSV holandês, Júnior, que jogou na Copa de 2002 e Alex, do Fenerbache, ficaram mais uma vez de fora e praticamente disseram adeus à Copa da Alemanha.

Na modesta opinião deste blog duas das três ausências são graves, porque tanto o zagueiro Alex quanto o lateral Júnior estão em condições, hoje, de ser titulares da Seleção.

Parreira, quando ginasiano, deve, com todo respeito, ter perdido uma namorada para um garoto chamado Alexandre Júnior.

Só poder ser por isso que ele não convoca nenhum Alex nem o Júnior.

Por Juca Kfouri às 21h16

Grande Goiás

O Goiás estreou na Libertadores como gente grande.

Em Santiago do Chile, derrotou o União Espanhola por 2 a 0.

E foi pouco.

Poderia ter ganho de mais.

O futebol chileno anda em baixa maior que o normal e o adversário é fraco.

Mas o Goiás fez a parte dele.

Começou com o pé direito.

Por Juca Kfouri às 21h06

A Seleção do blog

Como nem todos entenderam o espírito da nota anterior (muitos perguntam como é que o Kaká está fora da minha seleção), serei mais claro.

Os dois times submetidos à pesquisa não são nem o do Parreira nem o deste blog.

Apenas, fruto da convocação de hoje, pode vir a ser o de Parreira em Moscou caso acontecer de o Dida ficar gripado; o Cicinho cair da escada; o Juan cortar o dedo do pé; o Roberto Carlos pegar catapora; o Kaká extrair o dente do siso, enfim...

E não tem Kaká em nenhum dos times porque com ele não haveria a possibilidade nem do Ricardinho nem do Alex.

Ficou claro?

Porque o time que está na cabeça do Parreira é: Dida, Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Ronaldinho e Kaká; Ronaldo e Adriano.

O do blog seria: Marcos, Cicinho, Alex, Juan e Zé Roberto; Emerson, Juninho Pernambucano, Ronaldinho e Kaká; Ronaldo e Robinho.

Por Juca Kfouri às 20h39

Que time você prefere?

Imagine que por um desses acasos no futebol, no dia 1o. de março a Seleção Brasileira entre em campo com Júlio César, Maicon, Lúcio, Cris e Gustavo Nery; Emerson, Edmilson, Ronaldinho e Ricardinho; Ronaldo e Robinho.

Seria melhor que Rogério Ceni, Paulo Baier, Alex, Luisão e Júnior: Mineiro, Juninho Pernambucano, Ronaldinho e Alex; Ronaldo e Robinho?

Você decide.

Por Juca Kfouri às 17h01

Novo blog no ar

O jornalista inglês Alex Bellos, autor do belíssimo livro "Futebol: The Brazilian Way of Life", editado no Brasil pela Jorge Zahar Editor com o título "Brasil:O futebol entra em campo", lançou um blog para, segundo ele com seu humor britânico, as 4 bilhões de pessoas que se interessam pela Seleção Brasileira e não sabem português.

Vale a pena conferir.

Já está entre os blogs que este blog indica no "Juca indica", aí do lado esquerdo do blog.

Por Juca Kfouri às 13h42

Parreira convoca sem poder chamar todos que gostaria

Carlos Alberto Parreira convoca hoje a Seleção Brasileira que jogará contra a Rússia no amistoso do dia 1o. de março.
Não poderá convocar o goleiro Marcos, que deve ficar um mês no estaleiro.
Nem o capitão Cafu, que chega ao Rio nesta quinta-feira para fazer uma cirurgia no joelho e também só deve voltar a jogar daqui a um mês.
O quinteto mágico está apto, embora nem Ronaldo nem Adriano estejam lá muito bem.
Mas Ronaldinho, Kaká e Robinho estão 100%.
Paradoxalmente, essa é uma das preocupações de Parreira.
Porque ele sabe que tanto a França quanto a Argentina, grandes favoritas na Copa passada, chegaram na Ásia estropiadas e logo caíram fora.
Parreira não quer nenhum dos nossos craques na situação em que, por exemplo, Zinedine Zidane chegou na Copa de 2002.
Então, o que fazer.
Preferir que, hoje, seus prediletos estejam em tratamento para que cheguem zerados à Alemanha ou, ao contrário, torcer pela exuberância de um Ronaldinho ou de um Kaká?
Cá entre nós, eu ficaria mais feliz se Ronaldinho e Kaká pegassem uma boa gripe, daquelas que obrigam um cidadão a passar uns  dias na base da vitamina C e cama.
Como essa que me pegou de jeito.

Por Juca Kfouri às 01h42

13/02/2006

Cumé?

Aldo Rebelo disse ao diário "Lance!" que não entende por que os mesmos que defendem o clube-empresa também querem limitar as reeleições dos presidentes de clubes.

E, para confundir, cita, com aparente lógica, por que ninguém contesta a permanência de Antonio Ermírio de Moraes à frente da Votorantim.

Brilhante!

Antes de chegar ao poder, Rebelo sabia distinguir um clube de uma empresa privada.

Ele sempre defendeu, e também por isso propôs a famosa CPI da CBF-Nike, que presidiu, o caráter social, público, das entidades esportivas.

Como anda com amnésia, é preciso lembrá-lo: há empresas privadas (como a Votorantim) cujos donos são pessoalmente responsáveis pelo que fizerem, empresas públicas, estatais e empresas de caráter misto.

É nessa última categoria que se inserem, ou deveriam se inserir, as entidades esportivas, da CBF aos clubes.

Lembrou-se, camarada?

Por Juca Kfouri às 16h34

Febre alta? Quebre o termômetro...

Incrível como tem gente que prefere tapar o sol com a peneira em vez de encarar um problema.

Tudo que quero é ver o futebol carioca de volta aos tempos em que era o melhor do país.

Assim como quero ver o Atlético Mineiro de volta à primeira divisão.

Mas não será passando a mão na cabeça dos cartolas nem entrando no discurso do me engana que eu gosto que tudo que aflige o Rio e o Galo será resolvido.

Filho de mãe carioca e com grande parte de minha família em Belo Horizonte, por que eu teria alguma coisa contra cariocas e mineiros?

Aliás, por que eu teria alguma coisa contra qualquer região do país ou do mundo?

Só se fosse idiota.

Viva a divergência!

Mas com um mínimo de racionalidade.

Em tempo: nasci em 1950, comecei na Placar em 1970 e assumi a direção da revista em 1979.

E acho ridículo pintar o cabelo.

De leve.

Por Juca Kfouri às 13h50

Coluna desta segunda, na FOLHA

Saudades distantes e próximas
JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

O Maracanã de ontem lembrou bons tempos do futebol carioca e brasileiro, quando América e Botafogo tinham times de respeito, mais de 30 anos atrás.
O Botafogo deixou de tê-lo acometido pelos mesmos pecados que assolaram tantos e tantos de nossos grandes clubes. Corrupção, incompetência, ganância desmedida, falência de valores. Hoje, com sacrifício, acertos (muitos) e erros (outros tantos), tenta se reerguer.
Com o América foi diferente, porque acabou vítima da revolução traída pelo Clube dos 13.
Em 1987, depois de ter sido o terceiro do Campeonato Brasileiro de 1986, o América foi alijado da Copa União, por não estar no ranking dos 16 melhores clubes do país, vítima igual ao Guarani, vice-campeão no mesmo ano.
E o América nunca mais se levantou. Virou Ameriquinha.
Revoluções cometem injustiças, e a organização da Copa União não escapou à regra.
Teria até sido um preço aceitável (não para americanos e bugrinos, é claro), caso a revolução que significava a formação de uma liga de grandes clubes tivesse seguido em seu leito original e não acabasse covardemente cooptada pela madrasta CBF.
Já no Morumbi, o embate trouxe saudades de tempos bem mais recentes, do ano passado.
Nem caberá falar de 30 anos atrás, porque desnecessário.
No ano passado mesmo, o clássico tinha Carlitos Tevez de um lado e Robinho do outro.
Ontem tinha o argentino num alvinegro e nenhum ídolo noutro.
Porque o Santos rapidamente se desfez dos jogadores que reconstruíram, a duras penas, a identidade de um clube vencedor.
Mesmo assim, disputou um primeiro tempo de igual para igual, com chances divididas e bom futebol. No segundo, o Corinthians criou mais, o árbitro não deu um penal para o Santos, que ficou com dez por justa reclamação e, ainda assim, fez, com Geílson, o gol da vitória (e mais um que a TV viu, e a arbitragem não).
No Rio, felizmente, o sol não apareceu (com os horários impostos pela TV chegamos a esse ponto, torcer para chover, para não fazer calor) e os dois times, limitados, puderam jogar o melhor futebol que tinham para mostrar.
Robert abriu o marcador graças ao ex-goleiro americano Max, no mínimo numa tarde infeliz, porque em seguida fez um pênalti clamoroso em Cris, não marcado por um árbitro horroroso, que deveria ter expulsado dois botafoguenses no primeiro tempo, Rui e Lúcio Flávio, autores de entradas simplesmente criminosas.
Com o possível 2 a 0 no placar e 11 contra 9, o América já seria, no intervalo, o campeão da Taça GB. Mas o segundo tempo começou com uma falha do goleiro Everton na saída do gol e com o empate na cabeçada de Scheidt, que, logo depois, passou para Dodô virar o jogo, castigo do deus dos estádios ao time do diabo, que estava mais preocupado em administrar o resultado depois dos prejuízos causados pelo árbitro Willian Nery.
Everton falhou de novo, e Zé Roberto fez 3 a 1, o gol que fez brilhar a gloriosa Estrela Solitária.

Discípulo
Alberto Dualib segue o conselho de Eurico Miranda. "Pegue o dinheiro dos gringos e dê um pé na bunda deles." É o que tenta fazer ao não repassar o dinheiro do futebol para a MSI. Agora, Kia Joorabchian está certo. Mas deve acabar perdendo a briga, como a HMTF perdeu para o próprio Corinthians e o Bank of America perdeu para o Vasco.

Patética
Presidente da CPI da CBF/Nike, autor de um livro censurado pela CBF, deputado pelo PC do B-SP, presidente da Câmara, Aldo Rebelo foi entrevistado pelo diário "Lance!" de ontem. Se quiser ler, leia. Será somente mais uma decepção. Ele também já esqueceu tudo o que fez, afirmou e escreveu. Entrevista mais patética, impossível.


 

Por Juca Kfouri às 12h04

12/02/2006

Pequenos pitacos

Acabo de ver dois compactos: São Paulo 5, Portuguesa santista 0; e XV de Novembro 0, Inter, com o time da Libertadores, 0.

O primeiro foi um passeio e a Briosa só pode reclamar de um pênalti não marcado quando ainda estava 1 a 0.

Mas não ignora que mesmo com um eventual 1 a 1 a goleada não seria menos sonora.

Porque o São Paulo está sobrando, com Danilo jogando muito, Thiago brilhando, Júnior, Mineiro, e Lugano de volta, com máscara e tudo.

Já o Inter teve a sorte de não ver marcado contra si um pênalti muito claro.

O jogo foi fora, em Campo Bom, e serviu como teste para a Libertadores.

Espera-se que com melhor resultado.

Por Juca Kfouri às 21h13

Parreira, Parreira

Júnior, do São Paulo, está jogando muito mais que Gustavo Nery, do Corinthians.

Júnior tem mais futebol, mais inteligência e muito mais experiência -- uma Copa do Mundo nas costas e boa passagem pelo futebol europeu, algo que Parreira valoriza em todos os casos, menos, aparentemente, nessa disputa.

Até quando?

Por Juca Kfouri às 19h27

A mágica de Luxemburgo

Há os que escondem a idade, o nome, o jogo etc.

Vanderlei Luxemburgo escondeu a escalação do Santos até dentro do gramado, com 12 jogadores no gramado.

Terá sido isso que levou o Santos a derrotar o Corinthians?

Não, definitivamente não.

O Santos ganhou porque marcou muito bem e mesmo prejudicado pela arbitragem que não lhe deu um pênalti e ainda lhe sonegou um gol, com 10 jogadores (Luís Alberto foi expulso por reclamar, com justiça, do pênalti não marcado), fez por merecer o 1 a 0, tento de Geílson.

O Corinthians até criou mais e obrigou Fábio Costa a fazer ao menos dois milagres, além de ter mandado duas bolas no travessão.

Mas não mostrou a gana santista nem poder de decisão na hora H.

E viaja para estrear na Libertadores de cabeça inchada, com um técnico na corda bamba, porque Kia Joorabchian sonha com Carlos Bianchi.

Já o Santos dorme líder, ao lado do Noroeste, embora o São Paulo deva suplantar ambos na quarta-feira, quando empatará o número de jogos, de vitórias e os ultrapassará no saldo de gols com uma vitória diante do Bragantino, em Bragança Paulista.

Por Juca Kfouri às 19h19

Não é provocação

Muito cá entre nós e sem provocação bairrista porque este blog não é disso.

Mas, depois de ver Botafogo e América, fica-se com a impressão de que, se jogasse no Rio, o São Caetano seria, neste século, pentacampeão carioca.

Para tanto, basta verificar duas características do Azulão: quase sempre se dá bem no Maracanã e exerce um tipo de marcação que não agrada aos times fluminenses.

Por Juca Kfouri às 17h54

Garfada no Diabo

O América saiu na frente com um gol de Robert em falha de Max e teria o jogo na mão caso o árbitro William Nery desse um pênalti clamoroso de Max em Chrys e tivesse expulsado Ruy e Lúcio Flávio por duas entradas criminosas.

O árbitro não fez sua parte e o América voltou para o segundo tempo apenas preocupado em administrar a vantagem.

Aí, Deus castigou o time do Diabo.

Resultado: o América tomou três gols, de Sheidt (falha do goleiro Everton), Dodô e Zé Roberto, noutra falha do arqueiro.

O Fogão é tetra na Taça Guanabara e finalista do campeonato.

O Mecão voltou a ser Ameriquinha, mas que foi garfado, foi. E como!

Por Juca Kfouri às 16h59

Coluna deste domingo, na FOLHA

FUTEBOL

A Libertadores vem aí
JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

D os seis clubes brasileiros que estão na Libertadores-2006, três são candidatos ao título, em maior ou menor grau.
Favorito mesmo só o São Paulo, por tudo e, principalmente, pela rapidez com que se recompôs.
É de longe o clube que melhor contrata e o time brasileiro mais temido pelos gramados da América, mesmo que não tenha nenhuma estrela assim dessas que jogam na seleção brasileira.
Time equilibrado, com jogadores inteligentes e respaldo da direção, o tetra é bem possível.
Depois do São Paulo, vem o Corinthians e seu trauma na competição, agravado pelos problemas internos vividos pela parceria com a MSI e pela ausência de uma defesa mais confiável, algo que poderá ser compensado caso Mascherano volte bem.
Do meio para a frente, o Corinthians é o melhor de todos -só que seus cartolas são dos piores, sobreviventes graças aos Excel, HMTF e MSI da vida, que eles chutam sem pudor.
E tem o Internacional, um pouco esquecido nestes tempos de campeonatos estaduais, mas que, ao que tudo indica, está trabalhando bem para buscar um título que também o traumatiza (o Grêmio é bi). Manteve o bom time do ano passado e, além disso, convive com a proximidade dos hermanos em suas fronteiras.
Palmeiras e Goiás parecem candidatos, no máximo, a fazer boa figura -e olhe lá.
Marcos, Gamarra, Juninho e Edmundo formam uma espinha dorsal interessante e experiente, mas faltam atacantes e peças de reposição ao instável Verdão paulista.
Já o Verdão goiano mexeu demais em sua base da última temporada e, embora tenha feito bem em contratar Vampeta, não pode sonhar com vôos muito altos.
Finalmente, o Paulista. Se passar da primeira fase, já terá feito muito, demais mesmo.
O futebol brasileiro tem boas chances de ganhar novamente a competição, apesar dos sinais de recuperação do River Plate, agora sob o comando de Daniel Passarela, e de que cada vez mais os mexicanos são candidatos.
A seleção do México, aliás, deve ser vista com atenção para a Copa da Alemanha.
Não só porque seu progresso recente é incontestável, como porque talvez seja a equipe que mais tempo dedicará à preparação para a Copa, esforço que, por outro lado, deve prejudicar as equipes que estão na Libertadores.
Ricos e bem organizados, os clubes mexicanos só não chiam porque sabem o quanto pode significar, em prestígio e pesos, um triunfo do país na Alemanha. E, por favor, não ria do colunista (deixe para fazê-lo na Copa).
Hoje é dia de reviver bons tempos no Maracanã, quando o futebol carioca era até melhor do que o paulista. Por mais que Botafogo e América, juntos, não formem um grande time, o clima de nostalgia justifica que os olhos se voltem para a decisão da Taça Guanabara.
Já no Morumbi, Corinthians e Santos farão um clássico desigual, culpa do Santos, que se desfez.

Guerreiro
Após 13 anos como editor de Esportes desta Folha, Melchiades Filho, também colunista de basquete, deixa o posto em busca de novas façanhas. Algo que não pode passar sem registro. Porque Melk abriu o caminho da cobertura sistemática dos bastidores do esporte na imprensa diária do país, sem medo de enfrentar a crítica dos acomodados e, também, dos promíscuos sempre de costas aos direitos dos leitores e obrigação dos jornalistas. Melk deixa uma lição indelével de bom jornalismo, além de deixar régua e compasso, exemplo raro daquilo que Brecht definiu como típico dos homens imprescindíveis. E que não comemorem os poderosos, porque não vem refresco por aí. Bons exemplos, às vezes, frutificam, e, aqui, é exatamente disso que se trata. A luta, caro leitor, continua. Como diz o Melk, pau!

 

Por Juca Kfouri às 13h01

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico