Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

25/02/2006

Aos corintianos

Corintianos, não se comportem como os atleticanos, lusos, vascaínos etc, que preferem tapar o sol com a peneira e se auto-enganar.

O Corinthians outra vez ganhou de ninguém (o Santo André tem 12 pontos em 11 jogos) e nem jogou bem.

É verdade que teve dois pênaltis a seu favor não marcados e que Nilmar, mais uma vez, deixou sua marca, distanciando-se na artilharia, com 13 gols.

Mas negar que o Corinthians ainda está devendo é não querer ver a realidade.

Tanto que está só em quinto lugar no Paulista, atrás de São Paulo e Palmeiras (cinco pontos), do Santos e do...Noroeste! 

Em resumo: tem de melhorar. E muito.

 

Por Juca Kfouri às 19h34

Na última hora

Com um jogo a mais, o São Paulo voltou ao primeiro lugar.

No último minuto, com o zagueiro André Dias, derrotou a Ponte Preta, em Campinas, 2 a 1.

Jogou melhor que a Ponte, teve outra vez em Mineiro seu melhor jogador e em Danilo um finalizador implacável, autor do primeiro gol.

Só não brilhou como nas outras vezes.

Mas está cada vez mais com pinta de campeão.

Por Juca Kfouri às 19h00

Santos, na toada

Se o Santos tivesse vencido o Rio Branco por 5 a 0 não teria sido nenhum exagero.

Fez por isso e não correu riscos.

Mas ficou, mais uma vez, num magro 1 a 0.

Tem de benzer a Vila Belmiro.

Até pênalti o Santos perdeu.

Além de Fábio Costa, expulso, o que obrigou o time a jogar com Wendel improvisado como goleiro por sete minutos, período em que a bola não chegou nenhuma vez à área praiana.

E perdeu tantos gols que certamente sentirá falta deles no final.

Seja como for, o Santos é o terceiro colocado, colado nos líderes, façanha diante do time que tem se comparado com outros mais badalados.

Por Juca Kfouri às 18h57

Gols contra o racismo

Zaragoza e Barcelona faziam um jogo duríssimo até os 35 minutos do segundo tempo.

O Barça, fora de casa e desgastado pela batalha diante do Chelsea, com Belletti, Edmílson, Thiago Motta, Silvinho, Deco e Ronaldo, mais resistia que atacava.

Aí, alguém xingou Eto'o, não ficou claro se dentro de campo ou das arquibancadas.

Claramente uma provocação racista, tanto que ele apontou a pele de Álvaro, outro brasileiro, assim como Éwerton, negro e do Zaragoza, e encaminhou-se para fora do campo, dizendo "no más".

Seus companheiros o seguraram, o próprio árbitro interveio e ele ficou.

Em seguida, Edmilson chuta e um defensor do Zaragoza tira com a mão.

Pênalti que Ronaldinho converteu com maestria e correu para homenagear o companheiro camaronês.

Em seguida, o próprio Eto'o desceu pela direita e passou para o sueco Larsson ampliar.

Que maravilha!

Que castigo ao preconceito!!

Coroado por uma tabelinha entre um africano e um escandinavo!!!

Por Juca Kfouri às 18h54

Emoções no Maracanã

Enquanto o América vencia a Portuguesa por 3 a 0 fora de casa e o Fluminense levava de 4 a 1 da Friburguense em casa, Flamengo e Botafogo fizeram mais um clássico emocionante no Maracanã, cheio de alternativas.

O América é líder e volta a assombrar.

O Fluminense é lanterna e volta a decepcionar, a dar vexame mesmo.

Dodô abriu o placar, o Flamengo empatou sem querer num bate-rebate que acabou incorretamente creditado a Luisão, que não jogou bem,

e Dodô, em lindo gol, fez 2 a 1.

Tudo no primeiro tempo.

No segundo, Juan, que estava no banco, entrou e empatou num golaço de fora da área e Renato virou, em outro belo gol, de dentro.

Verdade que entre o empate e a virada houve um pênalti não marcado para o Botafogo.

Mas não é menos verdade dizer que pelo segundo tempo o Mengo mereceu, ainda mais que Luisão perdeu um gol embaixo das traves alvinegras, de canela.

O desfecho da Taça Rio é uma incógnita, mas tudo indica que nem Vasco nem Fluminense nem mesmo o Botafogo chegarão lá.

 

Por Juca Kfouri às 17h17

São Sérgio salva

O Noroeste honrou sua bela campanha no Campeonato Paulista.

Perdeu por 3 a 1 para a eficácia do Palmeiras, é verdade, mas de maneira até cruel.

Em primeiro lugar poque criou mais, pressionou mais, chutou muito mais.

São Sérgio fez seis defesas importantes e ainda viu, porque goleiro bom tem sorte, uma bola bater em seu travessão.

O Palmeiras começou fulminante, com Edmundo cruzando na cabeça de Ricardinho para fazer 1 a 0, aos 2 minutos.

Entre o primeiro e o segundo gols do Palmeiras, aos 15, em nova cabeçada, agora do zagueiro Douglas, o Noroeste criou duas boas chances.

Depois do segundo gol alviverde, então, só deu Norusca.

Mas Sérgio está lá para fazer o que fez.

O time de Bauru, com casa lotada, diminuiu ainda no primeiro tempo e voltou igual no segundo.

Faltava Gamarra para orientar tecnicamente e liderar emocionalmente, com seu talento e experiência, a defesa do Palmeiras. 

Aí, no entanto, um zagueiro noroestino foi injustamente expulso, Washington entrou em lugar de Edmundo (que mais uma vez jogou bem) e, em sua primeira participação, fez um golaço para selar o resultado.

Ainda houve um pênalti não marcado para o líder Verdão.

Por Juca Kfouri às 17h06

Eu errei

Errei ao escrever que Rogério Ceni, de quem gosto e por quem tenho admiração, desagradou a gregos e troianos.

Os são paulinos, a julgar pelas manifestações neste blog, apoiaram a decisão do seu ídolo.

Imagino até que se o goleiro disser que 2 mais 2 são cinco seus fãs concordarão.

Mas não tenho compromisso com o erro e o reconheço -- embora mantenha a opinião sobre o equívoco (também nada de tão grave) cometido por ele.

Avaliei que os tricolores teriam gostado mais se ele recusasse a convocação e optasse por jogar pelo São Paulo no dia 1o. de março.

Mas não foi o que se viu.

Melhor assim, se revela a vontade da maioria.

Por Juca Kfouri às 00h59

24/02/2006

Rogério Ceni errou

Rogério Ceni tinha duas atitudes a tomar quando soube de sua convocação:

1. Recusar, informando com lealdade que a Seleção não faz mais parte de seus planos (como fez, há tempos, o ala milanista Serginho);

2. Aceitar, declarando-se honrado, a serviço do futebol nacional.

No meio termo em que ficou é que não dá, pois desagradou gregos e troianos, são paulinos e cebefianos.

É compreensível até que ele tenha dito o que disse, com a franqueza que o caracteriza.

E não foi hipócrita em alimentar uma ida à Copa, que sabe praticamente impossível.

Só que a questão não é essa.

Há momentos na vida que são pretos ou brancos, nos quais o cinzento não cabe.

Dizer que ele desdenhou da Seleção será exagero, mas é, também, absolutamente compreensível que a CBF não tenha gostado de sua postura.

Ainda há tempo de resolver bem para os dois lados, numa conversa adulta entre Rogério e Parreira que redunde em sua dispensa e na convocação de outro goleiro.

Por Juca Kfouri às 11h15

Absurdos no "Segundo Tempo"

O programa Segundo Tempo, do ministério do Esporte, é o grande orgulho de Agnelo Queiroz, que quer se eleger governador ou senador do Distrito Federal.

Mas um relatório que acaba de ser publicado pelo Tribunal de Contas da União, revela que não há do que se orgulhar.

Leia abaixo cinco observações nada lisonjeiras feitas pelo TCU.

"Porém, a maior parte dos núcleos não tem observado todos os requisitos do programa. Segundo o Manual de Diretrizes do Segundo Tempo, os núcleos devem atender pelo menos 200 crianças; oferecer atividades esportivas no mínimo três vezes por semana e duas horas por dia; e oferecer ao  menos duas atividades coletivas e uma individual. As visitas de estudo revelaram que os núcleos não estão cumprindo todos esses requisitos. A pesquisa postal indicou que 49,9% dos núcleos pesquisados atendem menos de 150 crianças. Além disso, 58% dos núcleos não oferecem atividades duas horas por dia e três vezes por semana e 43,2% não promovem atividades individuais."

"De forma geral, os núcleos visitados estão atendendo crianças e adolescentes carentes. Entretanto, entrevistas com a maioria dos coordenadores revelaram que os atendimentos são feitos levando-se em conta apenas a ordem de inscrição dos interessados. Não são realizadas atividades específicas visando envolver alunos com dificuldades de aprendizado ou em situações de maior risco social, como quadros de desestruturação familiar ou exposição à violência e drogas. A pesquisa postal mostrou situação semelhante: 53,8% dos núcleos pesquisados fazem o atendimento por ordem de chegada e apenas 11,4% priorizam alunos com maior dificuldade de aprendizagem."

"O material esportivo distribuído pelo Ministério do Esporte não atende plenamente às necessidades dos núcleos. No quesito qualidade, a principal reclamação se refere à baixa durabilidade das bolas oferecidas (Figura 2). De acordo com a pesquisa postal, 63,8% dos coordenadores de núcleos declararam que o material estraga rapidamente e quase todos os coordenadores e monitores entrevistados revelaram que a durabilidade e a qualidade técnica das bolas são insatisfatórias. Particularmente criticadas foram as bolas de voleibol, por serem muito duras, mesmo para adultos, e as de basquete, por deformarem rapidamente. Um outro ponto levantado foi a falta de material direcionado especificamente para crianças menores de dez anos, para as quais a bola de tamanho oficial é muito grande e pesada."

"Muitos núcleos não têm recebido reforço alimentar adequado às necessidades dos beneficiários do programa. O Ministério do Esporte repassa recursos aos convenentes para a compra e distribuição de merenda para os núcleos. Entretanto, a pesquisa postal indicou que 28,4% dos núcleos nunca receberam o reforço alimentar. Dentre os que receberam, 39,2% disseram oferecer apenas biscoito com refrigerante ou suco, o que não atende ao objetivo do Segundo Tempo de promover hábitos saudáveis de nutrição.
Não há distribuição do uniforme do programa para todos os núcleos do Segundo Tempo. Os projetos básicos e planos de trabalho dos convênios assinados contêm previsão de distribuição de, no mínimo, uma camiseta para cada criança ou adolescente participante do programa. Muitos convênios prevêem a entrega de uniforme composto de camiseta, short e boné para cada beneficiário. Entretanto, dos vinte convênios visitados, dez não receberam nem mesmo a camiseta do programa, quais sejam: Prefeituras Municipais de Belo Horizonte/MG, Fortaleza/CE, Aracaju/SE, Goiânia/GO, Olinda/PE; Fundação CAB – Niterói/RJ, Associação Cultural Jacuipense/BA, Conferência das Inspetorias dos Salesianos de Dom Bosco do Brasil/SP, Ação Social do Planalto/DF e Forças do Esporte – Ministério da Defesa – Marinha/RJ.
Diversos núcleos do programa não têm recebido material esportivo de acordo com as atividades desenvolvidas. Nas visitas de estudo, alguns coordenadores informaram ter recebido um kit fechado de material esportivo, repassado igualmente a todos os núcleos do mesmo convênio independentemente das atividades particulares de cada um. A pesquisa postal, por sua vez, indicou que 30,2% dos núcleos não recebem material esportivo para todas as modalidades oferecidas.
Há núcleos do programa com infra-estrutura física precária para a execução das atividades. Observou-se que, em alguns núcleos visitados em Niterói/RJ, Barueri/SP e Olinda/PE, não há disponibilidade de instalações construídas para a prática esportiva, sendo utilizados terrenos baldios para o desenvolvimento das atividades."

"As informações contidas na base de dados do Segundo Tempo apresentam baixa confiabilidade. O cadastro do programa contém, dentre outras informações, o registro dos núcleos implantados, com seus respectivos endereços e profissionais em atuação. Contudo, o uso da base de dados para o envio dos questionários postais revelou diversas inconsistências tais como CEP com sete dígitos ao invés de oito e falta de correspondência entre nomes de ruas, unidade da federação e CEP nos endereços dos núcleos. Por sua vez, a relação de coordenadores apresenta vários nomes repetidos, representando 18,6% do total".

Por Juca Kfouri às 00h34

Olha o futebol aí, geeeente!

Domingo não tem futebol.

Só tem carnaval.

Mas mesmo no sábado de carnaval, tem futebol sim senhor.

Porque se quem não gosta de samba é ruim da cabeça ou doente do pé, quem não gosta de futebol é ruim de cabeça ou com a bola no pé.

Verdade que o sábado de futebol não reserva lá grandes emoções e só pertinho da Marquês de Sapucaí, no estádio Mário Filho, vamos ter um clássico nacional, entre Botafogo e Flamengo.

Jogo para alvi e rubro-negros e para milhares de turistas matarem dois coelhos com uma só cajadada, sambódromo e Maracanã.

E por falar em sambódromo, lá estaremos, graças a cerveja Só (você veja só se é possível jornalista fazer merchan), no camarote Drama, porque nada é mais dramático do que jornalista virar garoto-propaganda.  

Por Juca Kfouri às 00h03

23/02/2006

Inter, com louvor

O segundo tempo só não foi como o primeiro porque a trave e a violência uruguaias impediram.

Mesmo assim o 3 a 0, que surgiu só no fim, ficou de ótimo tamanho porque acabou com o pessimismo depois do empate diante do Maracaibo que, diga-se, surpreendeu ao ganhar do Pumas no México.

E a torcida colorada, embora menor que a esperada, não parou de incentivar, como fazem os argentinos, com qualquer placar.

O Inter pode.

Por Juca Kfouri às 22h55

Inter joga como se deve jogar

O Inter fez um primeiro tempo perto da perfeição contra o tradicional Nacional do Uruguai.

Buscou o gol o tempo todo, não deu trégua na marcação, abriu o marcador com Michel e não não parou, ampliando em seguida com Fernandão.

Que busque mais no segundo tempo, já em andamento.

Porque é assim que se joga uma Libertadores.

E que a torcida colorada compareça em maior número no Beira-Rio.

Por Juca Kfouri às 19h59

Mau momento para conversar

 Alberto Dualib anda sem sorte. Não poderia ter ido se encontrar em pior momento com o grande investidor da MSI.

A notícia abaixo está na página do ex-vice-presidente corintiano, Roque Citadini (www.citadini.com.br), reprodução do que saiu na página Moscou News.

Notícias – 22/02/2006

Berezovsky, oligarca exilado, vende todos os bens ao sócio georgiano


Boris Berezovsky, o oligarca russo que está vivendo atualmente no exílio na Grã-Bretanha, vendeu todos os seus bens ao seu amigo e parceiro de negócios Badri Patarkatsishvili.

Um acordo foi assinado na noite de terça-feira. Patarkatsishvili, entretanto, deixou claro que ele ainda não tinha pago tudo, reportou a rádio Ekho Moskvy.

A principal parte dos bens de Berezovsky é a editora Kommersant famosa pelo jornal diário de oposição de mesmo nome.

Patarkatsishvili prometeu não influenciar sua política editorial. “Por muito tempo, eu fui o presidente do conselho de diretores e protegi o Kommersant da influência política. O Kommersant permanecerá como uma publicação independente”, teria dito o homem de negócios segundo a rádio.

Nem Berezovsky nem seu sócio especificaram quais outros bens são parte do acordo. “De outra maneira, o Serviço de Segurança Federal (FSB) os tomará de mim, como me fizeram vender antes a ORT (agora a rede de televisão Canal 1) e a Sibneft (companhia de petróleo) de modo desvantajoso, por preços abaixo do mercado”, disse anteriormente Berezovsky.

Patarkatsishvili está na lista de procurados da Rússia, bem como está Berezovsky. Atualmente ele vive na Geórgia.

Patarkatsishvili propôs a Berezovsky comprar sua parte nos negócios em que são sócios após as últimas graves acusações de preparar um golpe armado na Rússia. Uma fonte no círculo de Patarkatsishvili citada pelo jornal Vedomosti disse que a afirmação de Berezovsky “se transformou no último acobertamento de Badri." Berezovsky mesmo disse que após "uma reação selvagem" à sua afirmação, "Badri propôs a mim comprar minha parte nos negócios comuns. Nós nos encontramos há uma semana em Israel e eu concordei em vender a ele a minha parte. O magnata exilado admitiu que sua atividade política poderia prejudicar seus negócios e seu amigo.

No exterior, os dois homens de negócios têm partes indiretas na fundação Bary Discoverd Partners com ativos em cerca de US$1 bilhão incluindo a fábrica Borzhomi de água mineral, a confeitaria Bamby, a usina de leite Imlek e diversas empresas do ramo alimentício na Sérvia.

No final de janeiro, Berezovsky disse que queria que o atual regime da Rússia caísse “antes que a Rússia entrasse em colapso” e confessou que estava preparando uma reviravolta no poder da Rússia.

Berezovsky foi colocado na lista de procurados na Rússia devido às acusações relacionadas ao principal roubo na sua companhia de automóveis a AvtoVaz. Patarkatsishvili é suspeito de organizar uma tentativa de fuga de um outro dos companheiros de Berezovsky, o primeiro ex-vice-presidente das linhas aéreas Aeroflot, Nikolai Glushkov, sob custódia desde 2001.


(MosNews,
http://www.mosnews.com/news/2006/02/22/berezpatar.shtml, 22/02/2006)


 

Por Juca Kfouri às 15h39

Edmundo x Luxemburgo

Edmundo disse à "Folha de S. Paulo" que emprestou R$ 400 mil a Vanderlei Luxemburgo em 1999 e recebeu de volta um cheque sem fundos.

Em 2000, mesmo com o reconhecimento do próprio jogador que estava fora de forma, Edmundo foi convocado para a Seleção Brasileira pelo treinador.

Luxemburgo disse ao diário "Lance!" que o cheque era do banco Excel e que já não tinha validade quando Edmundo o apresentou.

Como se isso o eximisse da responsabilidade.

Disse mais: que processará o jogador do Palmeiras e disse que ele cometeu "assassinato", referência ao acidente de carro causado por Edmundo, com mortes.

Mas a "Folha de S.Paulo" publica hoje que Luxemburgo esteve em busca de amigos comuns para resolver a questão.

De tudo, ficam duas singelas perguntas:

1. Pode um técnico da Seleção Brasileira pedir dinheiro emprestado a um jogador?;

2. De quem, dos dois, você compraria um carro usado? 

Edmundo ganhou na Justiça o direito de receber o que Luxemburgo lhe deve.

 

Leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2202200602.htm e em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2302200601.htm;  ou, ainda, em http://200.226.129.59/EE/main.asp?publicacion=lance&seccion=Capa&edicion=20060223&pagina=001&documento=01&rznvy=w7pn@yn0pr0r6.p1z.o4&5r0un=GLJGEH, na página 13, na cobertura do Santos.

Por Juca Kfouri às 15h21

Brasileiros ainda invictos na Libertadores

Em sete jogos já disputados, os clubes brasileiros permanecem invictos na Libertadores.

Ganharam três, empataram quatro.

100% no entanto, só o Goiás, que ganhou as duas partidas que disputou.

Já tinha vencido fora de casa e ontem passou sem problemas pelo The Strongest, da Bolívia, no Serra Dourada -- 2 a 0.

E, na verdade, o Goiás só não ganhou de mais porque não quis, construiu a vitória no primeiro tempo e se acomodou no segundo.

Dos quatro empates, três, os do Palmeiras, Inter e Paulista foram fora de casa.

E um, ontem, foi em casa, no Pacaembu, quando o Corinthians só empatou com o Universidad Católica do Chile -- 2 a 2.

Se o Goiás fez sua lição de casa, o Corinthians, ao contrário, tomou uma lição de um time que soube tocar a bola e explorar as deficiências da defesa alvinegra, marcando duas vezes de cabeça.

O Corinthians perdeu três gols na cara do goleiro com Tevez e Ricardinho, mandou duas bolas no travessão, podia até ter vencido, mas se enervou, viu estrelas se esconderem e foi pego nada menos do que nove vezes em situação de impedimento, prova de que há problemas de posicionamento atrás e na frente.

Hoje tem mais: o Inter recebe o Nacional uruguaio no Beira-Rio, às 19h45.

Que cumpra com o seu dever na oitava participação brasileira.

Por Juca Kfouri às 23h29

22/02/2006

Quinteros dos infernos

O argentino Jorge Quinteros, do chileno Universidad Católica, subiu duas vezes entre os zagueiros corintianos e empatou duas vezes um jogo que, na verdade, foram dois jogos.

Um acontece quando o Corinthians tem a bola dominada do meio de campo para frente.

Aí, há até momentos de formosura, tantos são os talentos em desfile.

Outro é quando a bola está no campo de defesa do Corinthians.

Então, é um deus nos acuda.

E com essa defesa, exceção feita, diga-se, ao jovem goleiro Marcelo que mais uma vez jogou bem, dificilmente o Corinthians fará sucesso na Libertadores.

Na verdade, com espírito de Libertadores, no Pacaembu, foram poucos jogadores -- e Carlitos Tevez, que perdeu dois gols, certamente foi o que mostrou mais.

Nilmar, por exemplo, que até fez um belíssimo gol fruto de seu oportunismo e habilidade, some do jogo como por encanto.

Assim como Gustavo Nery, que até chutou uma vez no travessão e mais nada.

O primeiro gol corintiano foi de Roger, que fez belo primeiro tempo, mandou uma bola no travessão e, naturalmente, cansou no segundo.

E o problema não está no empate em casa, porque a vitória fora compensa as coisas.

Mas a maneira como se deu o empate pode transformar a vida corintiana na Libertadores em mais um inferno.

Por Juca Kfouri às 22h59

Mineiro artilheiro

Mineiro pegou gosto mesmo desde que fez o gol da vitória contra o Liverpool.

O São Paulo não estava inspirado e só empatava já no segundo tempo com o Mogi-Mirim.

Então, Mineiro abriu a porteira.

Souza aproveitou a porteira aberta e passou com seu boi e Rogério Ceni, de pênalti, completou o discreto desfile da boiada, depois de, aliás, ainda no primeiro tempo, quase ter levado um gol, literalmente, do vento.

Isso mesmo. Ventava coisa que sirva em São Caetano e uma bola cruzada da esquerda quase derrubou o goleiro, tamanha a mudança de direção que pegou em pleno ar.

O São Paulo é o líder pelo saldo de gols, com um jogo a mais que o Palmeiras.

Por Juca Kfouri às 21h51

Goiás, sem forçar

O Goiás não teve problema para derrotar o boliviano The Strongest no Serra Dourada.

Marcou 2 a 0 no primeiro tempo com Nonato e Romerito e só não fez mais por duas razões:

em primeiro lugar porque não forçou no segundo tempo;

em segundo, porque o árbitro não marcou um pênalti claro a seu favor.

O lateral-esquerdo Jadílson, para variar, jogou demais e o menino Welliton a cada jogo mostra que irá longe, habilidoso, ligeiro, dono de um jogo fácil e muitas vezes simplesmente encantador.

Mas Geninho precisa conversar com o time.

Na Libertadores, em casa, podendo golear, tem de golear.

E o Goiás mostrou uma certa auto-suficiência perigosa.

Por Juca Kfouri às 20h28

Impressionante!

Dos 110 primeiros comentários na nota sobre Marcelinho, apenas oito são favoráveis à volta dele.

Tudo bem que se possa conjecturar que quem lê este blog tenda a concordar com as teses de quem o escreve (embora seja freqüente a crítica mais ácida possível).

Mas, para surpresa deste que assina o blog, até Roque Citadini está com a MSI no episódio.

Alberto Dualib conseguiu tal milagre.

Se não chegou a mudar a opinião dos que são críticos da parceria pela falta da devida explicação em relação à origem do dinheiro,  Dualib conseguiu, ao menos, que os críticos concordem com a MSI no episódio. 

 

Por Juca Kfouri às 18h49

O sofrimento do novo líder

O Palmeiras, com méritos, voltou à liderança do Paulista.

Com méritos e sofrimento.

Ganhava de 4 a 1, com folga e um belíssimo gol de Reinaldo de fora da área (mais dois de Enílton e outro de Edmundo, com categoria ) quando o Juventus partiu com tudo e descontou duas vezes, além de ter perdido uma chance de ouro para empatar 4 a 4 no último minuto.

Viola, do Juventus, foi expulso aos 10 do segundo tempo e Leonardo Silva, do Palmeiras, aos 29.

E só porque foi atrapalhado por Enílton na hora H, Ricardinho deixou de fazer o que seria o mais belo gol do campeonato, ao dar um chapéu com o pé direito num adversário, outro com a cabeça já dentro da área e ver seu arremate interrompido pelo chute, nas nuvens, de Enílton.

Mas o Verdão lidera, agora com o mesmo número de jogos de todos os outros (10), embora o São Paulo vá fazer seu 11o. jogo daqui a pouco, diante do Mogi-Mirim, e possa ultrapassá-lo com o mesmo número de pontos (23), mas melhor saldo de gols (14 a 11 no momento).

Por Juca Kfouri às 18h03

Barça com tudo

No encontro entre aqueles que são considerados os dois melhores times do mundo na atualidade, deu Barcelona diante do Chelsea, em Londres.

Com uma atuação exuberante do menino argentino Messi  (que causou a expulsão de Del Horno aos 37 do primeiro tempo) e favorecido pela expulsão, o time catalão pode agora até perder em Camp Nou por 1 a 0.

Messi só não fez chover no judiado (pelo inverno inglês) gramado do campo do Chelsea e quase faz um gol antológico, ao dar um tapa na bola, do bico direito da grande área, no travessão.

Ronaldinho brilhou nos dois gols espanhóis, no primeiro ao cobrar a falta que originou o gol de empate (marcado contra por Terry) e no da virada, ao iniciar com maestria o contra-ataque do Barça que resultou no gol de Eto'o.

Mesmo com 10 jogadores, foi o Chelsea que abriu o marcador, gol contra do brasileiro Thiago Motta, no começo do segundo tempo.

Há que se destacar, ainda, a participação de Ronaldinho no antepenúltimo minuto do jogo, quando deu um pique de 40 metros para desarmar Lampard que partia em perigoso contra-ataque. 

Por Juca Kfouri às 17h50

Rogério Ceni vai jogar

Sem prejuízo da nota anterior, a informação que há no São Paulo é a de que Rogério jogará contra a Rússia.

Talvez por saber que a convocação do goleiro o deixa fora da estréia do tricolor na Libertadores, a CBF adiantou-se em assegurar que ele jogará.

O blog aposta que no segundo tempo, embora seja mais gentil escalá-lo para iniciar a partida.

A questão é: estamos em tempos de gentilezas?

Por Juca Kfouri às 16h59

Arbitragem eletrônica

A Federação Italiana anuncia que já tem o OK da UEFA para experimentar a arbitragem eletrônica nos casos de dúvida sobre se a bola entrou ou não no gol.

Um dispositivo, na linha do gol, acusará imediatamente o que houve e, sem necessidade de interrupção do jogo, o auxiliar avisará o árbitro, que comunicará a decisão aos jogadores.

Falta apenas a aceitação da FIFA, que se reunirá no dia 4 de março, para que a experiência entre em campo já na Copa Itália de clubes.

Por Juca Kfouri às 15h02

Quem joga

Este blog pode se enganar, mais uma vez.

Mas quem deve jogar contra Rússia é o goleiro Gomes, o quarto na preferência de Parreira.

Por Juca Kfouri às 14h56

A posição da MSI

A MSI informa que, 14 horas depois de o Corinthians ter anunciado que contratou Marcelinho, a empresa ainda não informada da contratação pelo parceiro.

Reitera que nada tem a ver com a transação e que em nenhum momento se envolveu nas negociações.

E finaliza informando que o máximo que soube diz respeito a um acerto jurídico entre o clube e seu ex-atleta.

Em resumo, a MSI aguarda uma notificação oficial do clube para se manifestar oficialmente.

Uma coisa é certa, e este é um comentário do blog, em plena disputa da Libertadores o Corinthians conseguiu criar uma crise sem sentido. 

Por Juca Kfouri às 14h42

Bobagem consumada, e agora?

Consumada a bobagem de contratar Marcelinho é possível informar, ainda que não oficialmente:

1. Ele não será inscrito na Libertadores;

2. Antonio Lopes não pensa em escalá-lo nem no Paulista;

3. A MSI não pagará seu salário.

A crise está só começando.

Aguarda-se a palavra oficial da MSI, parceira contrariada, no caso, do Corinthians.

Aliás, é curioso observar que Edvar Simões, cogitado para voltar ao futebol corintiano, era o homem forte do futebol quando se resolveu mandar Marcelinho embora na crise com Ricardinho.

O mundo dá voltas.

Por Juca Kfouri às 11h31

21/02/2006

Sem querer ser chato

Na boa mesmo, sem nenhuma intenção de pegar no pé do Parreira.

Acabo de ver PSV e Lyon.

O frango de Gomes foi um acidente de trabalho.

Com vítimas, é verdade, mas acidente.

Agora, duas perguntas são obrigatórias:

Por que Fred não é titular do Lyon?

E por que Alex e Juninho Pernambucano não são titulares da Selecion (rima forçada e solução)?

De Juninho não é preciso nem falar, talvez o brasileiro que, depois de Ronaldinho Gaúcho, melhor esteja jogando no momento.

Mas Alex não erra uma nem por cima nem por baixo, além de atuar com extrema simplicidade.

Houve um momento em que, no mesmo lance, por baixo, ele desarmou Fred e Juninho com uma tranquilidade que lembrou o grande Luís Pereira.

Pombas, Parreira, dê uma olhada sem preconceito.

É para o seu, para o nosso bem.

Por Juca Kfouri às 23h49

Festa brasileira na Libertadores?

Dois jogos envolvem dois times brasileiros na Taça Libertadores nesta quarta-feira.

O primeiro deles, no Serra Dourada, às 19h30, reunirá o Goiás e o Strongest, da Bolívia, time que é forte só no nome e na altitude de La Paz.

O Verdão do Cerrado tem tudo para conseguir sua segunda vitória em dois jogos e, se duvidar, de goleada.

O menino Welliton, 19 anos, mais uma revelação do Goiás, é esperança de show em Goiânia.

A mesma expectativa existe para o jogo, às 21h45, no Pacaembu, entre o Corinthians e a Universidad Católica, do Chile.

O Timão também estreou com vitória fora de casa como o Goiás e é muito mais time que a equipe chilena.

Do meio para frente, dá gosto ver a escalação alvinegra, com Marcelo Matos, Rosinei, Ricardinho, Róger, Nilmar e Tevez, embora a defesa com Marcelo, Coelho, Wescley, Betão e Gustavo Nery deixe a desejar.

Enfim, uma quarta-feira para começar o Carnaval das maiores torcidas do Brasil Central e de São Paulo.

Por Juca Kfouri às 23h25

Inculta e bela

Festa e drama entre os que falam português na Copa dos Campeões da Europa.

No time que mais fala, festa!

Benfica 1, Liverpool 0, gol de Luisão, no finzinho.

Noutro que muitos falam, o Real Madrid, drama.

Só Gilberto Silva, do Arsenal, saiu feliz de Madrid, porque Cicinho, Roberto Carlos, Júlio Baptista e Ronaldo amargaram o 1 a 0 para os ingleses.

No bando madridista, nem Zidane jogou bem.

Como Gomes (que frango!) sofreu ao lado de Alex ao ver seu PSV perder em casa para o Lyon de Juninho (autor do gol), Fred e Cris.

Finalmente, graças ao árbitro, Lúcio e Zé Roberto tiveram por que lamentar o empate do Bayern diante do Milan de Dida, Serginho e Kaká.

Mas, pelo jeito, Dida não terá motivo para festejar.

Sua contusão pareceu grave.

 

 

Por Juca Kfouri às 18h48

Europa, urgente!

Aos 21 minutos, em Munique, Dida sofre forte torção no pé e sai, de maca.

A cena foi feia, parecida com a de Toti, da Roma, embora ninguém tenha tocado no goleiro brasileiro.

Quase ao mesmo tempo, em Madrid, Raul entrou no lugar de Robinho.

E o Lyon abriu o placar na Holanda, contra o PSV, gol de Juninho Pernambucano, para variar.

Por Juca Kfouri às 18h11

Do front europeu

Thierry Henry abriu o placar para o Arsenal logo de cara no segundo tempo em Madrid, depois de enfileirar quatro madridistas num arranque desde o meio de campo. Golaço.

E num pênalti inexistente marcado por um árbitro belga, o Milan empatou em Munique.

A bola bateu no braço colado ao corpo do alemão que estava caído.

Um absurdo.

Lá como cá... 

PSV e Lyon e Benfica e Liverpool continuam sem gols.

Por Juca Kfouri às 18h02

Bayern sobra, Real sofre

Intervalo de jogo em Madrid e em Munique.

O Bayern ganha do Milan com um golaço de Ballack e não deixa o time italiano jogar.

Já o Real começou pior que o Arsenal, equilibrou, criou algumas chances, mas não saiu do zero.

Lúcio e Zé Roberto jogam bem no time alemão.

Dida não teve culpa no gol, Serginho joga menos do que pode e Kaká, muito marcado, faz o que pode, mas tem podido pouco no time italiano.

No time espanhol, a bola não chega em Ronaldo, Robinho teve dois ou três lampejos, Cicinho apóia bem e marca mal e Roberto Carlos nem apóia nem marca.

 

Por Juca Kfouri às 17h47

Esqueçam o que eu disse

Ricardo Teixeira anda esquecido.

Em 1994, alegre, numa festa em Beverly Hills, logo depois da vitória brasileira diante dos holandeses na Copa dos Estados Unidos, ele disse, na frente de três testemunhas, que "uma Copa do Mundo não se ganha só dentro de campo".

Ontem, em entrevista na CBF, falou que isso era "conversa de boitatá".

E, depois de boitatear, revelou-se fino analista de futebol, ao, com ar grave, anunciar que "a Seleção Brasileira é tão favorita na Alemanha como os outros 31 participantes da Copa".

Os angolanos adoraram.

Que peça!

Por Juca Kfouri às 14h49

É duro ser fenômeno

Ronaldo é mesmo um fenômeno.

Com tudo que já fez em sua carreira, vive sob dúvidas.

Caso típico de quem tem de matar não um, mas dois leões por dia.

Ronaldo talvez seja o atleta que tenha dado a maior volta por cima na história de qualquer esporte, comparável, apenas, ao ciclista norte-americano Lance Armstrong, que venceu um câncer e continuou a ganhar a Volta da França.

É claro que derrotar uma doença grave é mais complicado que superar uma, ou duas, cirurgias.

Mas, vencida a doença, o desafio de voltar a praticar com excelência um esporte é mais complicado no segundo caso.

E Ronaldo não só voltou a jogar futebol como foi o artilheiro e campeão da Copa do Mundo em seguida, além de ter marcado os dois gols da finalíssima.

Mesmo assim, sempre há quem ache que ele está devendo.

Apesar de simpático, apesar de correto, Ronaldo não desperta carinho.

E agora se queixa exatamente disso em relação ao comportamento da torcida madridista.

Quer saber?

Azar dos madridistas.

Algo me diz que, mais uma vez, Ronaldo fará uma bela Copa do Mundo.

Porque é o Ronaldo Fenômeno.

Por Juca Kfouri às 11h57

20/02/2006

Torcida lusa

Apenas 706 pessoas foram ao campo do Nacional para ver Portuguesa de Desportos 0, Rio Branco 2.

E ai de quem registrar tamanho ridículo.

Vira, imediatamente, alguém que não gosta dos portugueses, que odeia a Lusa etc e tal.

E quem não liga para ela são seus próprios torcedores.

Por Juca Kfouri às 12h16

Coluna desta segunda-feira, na FOLHA

Pão amanhecido, vinho avinagrado
JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

Na guerra de desgaste que o Corinthians move contra a MSI, a contratação de Marcelinho é só mais um capítulo.
Marcelinho ganhou tudo o que poderia ganhar pelo Corinthians, mas seu tempo já passou.
Se um dia foi o "Marcelinho, pão e vinho", título de um filme espanhol dos anos 50 -épico/religioso que, na verdade, tinha como personagem um menino chamado Marcelino-, hoje o pão amanheceu e o vinho avinagrou.
São tempos de Carlitos Tevez.
Uma coisa é o Corinthians, dentro de seu direito, negociar a pendência trabalhista que tem com o ex-atleta, outra é contratá-lo para jogar no time de profissionais em vez de no de veteranos.
Não será surpresa se a MSI simplesmente vetar a presença do ídolo, mesmo sob o risco de ficar mal com parte da torcida -embora desfrute de consistente capital acumulado com ela.
Porque ou Kia Joorabchian rejeita a provocação ou dá adeus à sua autoridade sobre o futebol corintiano -coisa que o contrato da parceria lhe garante.
Aliás, surpreendente tem sido a manifestação colhida em meu blog no UOL sobre o assunto.
Um comentário como este lá publicado, na sexta-feira, tem recebido muito mais opiniões contrárias ao pequeno grande encrenqueiro do que a favor, o que pode significar que a "Gaviões da Fiel" (trabalhada pelo marqueteiro nos últimos meses, aí incluída a manifestação no jogo contra o Brasiliense, no Pacaembu) está na contramão do sentimento do torcedor comum, ou, pelo menos, do mais consciente.
No sábado, esta Folha mostrou os números da óbvia decadência de Marcelinho, que, além do mais, no máximo, poderá ser recebido com resignação por Ricardinho, nunca com entusiasmo.
Enciumado com o prestígio que Joorabchian angariou entre os fiéis, Alberto Dualib, não satisfeito em se cercar do que há de pior dentro do Corinthians (dois "anões do orçamento" e, agora, um grandão), busca mais uma maçã decomposta para ver se diminui sua rejeição entre os alvinegros. Mais: o cartola do "um-zero-zero" quer que a MSI volte a pagar a mesada que deu ao clube social durante o ano passado (R$ 600 mil por mês), com o que ficará bem com seu eleitorado da bocha etc, algo que poderá ser resolvido nestes dias, em Londres, onde Dualib está e para onde Joorabchian, contrariado por achar que deveria permanecer com o time na Libertadores, embarcaria ontem à noite.
Há, ainda, um interesse não explicitado neste cipoal de comissões sempre nebulosas: a advogada Gislaine Nunes tem como seus clientes Marcelinho e Luizão.
E por falar em transações nebulosas: quanto tempo mais levará a Polícia Federal para concluir o inquérito MSI-Corinthians?
Afinal, as relações com o mafioso russo Boris Berezovski já estão mais que comprovadas pelos próprios cartolas corintianos.
A demora pega mal, mesmo porque um dos advogados da MSI é sobrinho do ministro da Justiça, chefe da Polícia Federal.

Fácil como nunca
Não é à toa que São Paulo e Corinthians têm feito tantos gols no Campeonato Paulista. Exceção feita ao Noroeste, que já enfrentou dois grandes (ganhou do Corinthians com ajuda da arbitragem, logo na rodada inicial, e perdeu para o Santos), e o sempre duro São Caetano, os demais pequenos estão fragílimos. Uma festa para o artilheiro Nilmar, embora o São Paulo seja o time que dê mais gosto de ver. O tricolor, por sinal, pode até não ganhar nada neste ano, porque futebol é futebol. Mas, se mantiver o nível, poderá, também, ganhar tudo o que disputar. Thiago é um achado, e Danilo se firmou como um jogador de rara eficácia, tanto na armação quanto na finalização. São Paulo e Corinthians são, com folga, os melhores times do país.

 

Por Juca Kfouri às 12h11

19/02/2006

Inversão de papéis

Antigamente, era raro um time pequeno tirar pontos de um grande no Rio.

E era absolutamente comum acontecer em São Paulo.

Agora, mudou.

Basta dizer que nenhum grande venceu na primeira rodada da Taça Rio (Botafogo e Flamengo também só empataram, como o Vasco, e o Flu perdeu).

Luizão estreou bem, marcou duas vezes e quase fez mais dois. Mas a defesa do Mengo é brincadeira e conseguiu tomar três gols do Friburguense.

Já o Botafogo que se dê por feliz com o 1 a 1, no Maraca, diante do Nova Iguaçu.

E os grandes paulistas, a exceção do Santos, não só venceram como até golearam, principalmente o Palmeiras que enfiou 4 a 0 no São Caetano, uma façanha (os cinco do São Paulo e do Corinthians foram fáceis).

A vitória santista, 1 a 0 sobre a Ponte Preta, foi magra, mas não espelhou a superioridade do Santos que merecia, pelo menos, mais dois gols no segundo tempo.

Por Juca Kfouri às 20h17

Forçada de barra?

A turma de Marcelinho Carioca anuncia que ele será apresentado nesta segunda-feira no Parque São Jorge.

Pode ser, mas nada indica.

O presidente do Corinthians, Alberto Dualib, viajou para Londres ontem.

Kia Joorabchian deve estar viajando agora à noite.

Sem o presidente, dificilmente haverá a apresentação.

Até porque, em Londres, se Dualib e Joorabchian se acertarem quanto ao pedido do cartola para que a MSI volte a pagar uma mesada para a parte social do clube (pagava R$ 600 mil no ano passado), a contratação de Marcelinho, mal vista pela parceira, pode melar.

Aguardemos, pois, se a bobagem se consumará mesmo.

Por Juca Kfouri às 19h33

E o Vasco, hein?

Estava tão fácil o jogo do Corinthians que o blog mudou-se com armas e bagagens para São Januário.

Vasco 2, Portuguesa 2.

Que bobagem!

A Portuguesa carioca jogou de igual para igual com o Vasco, chegou a ser melhor no primeiro tempo e só não ganhou porque, aos 44 de segundo tempo, o bandeirinha inventou um impedimento numa jogada que tinha tudo para acabar em gol.

O Vasco entregou o empate numa jogada infantil de sua defesa, que trocou passes na entrada da área, e o impressionante foi ver a Portuguesa despreocupada em garantir o resultado, em busca da vitória na casa do outrora poderoso Vascão.

Está tudo nivelado!

Que pena!

Por Juca Kfouri às 18h12

Muito fácil

Sem Carlitos Tevez, mas com Roger desmarcado e enfiando bolas preciosas, o Corinthians goleou o Mogi-Mirim -- 5 a 1.

Foi uma festa para Nilmar, que adora jogos assim, marcar quatro gols e se isolar ainda mais como artilheiro do Paulista, ele que ainda precisa mostrar a mesma exuberância em partidas mais complicadas.

A verdade é que o campeonato tem apenas seis times em 20 participantes.

Os quatro grandes, o Noroeste ainda líder depois de enfiar 4 a 0 no Marília e o sempre equilibrado São Caetano.

Serve mesmo para treinar e ter emoção nos clássicos.

Corinthians x São Paulo, os dois melhores times do país, aliás, se encontram no próximo dia 12 de março.

 

Por Juca Kfouri às 18h07

Coluna deste domingo, na FOLHA

Libertem os árbitros
JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

O árbitro de futebol é um pobre coitado que nasceu para ouvir sua mãe (a outra, a que ele leva para o estádio) ser xingada ou, mais recentemente, para ter seu nome mudado, porque todos passaram a ser chamados de edílsons.
Ninguém merece, fora o próprio Edílson Pereira de Carvalho.
Na verdade, os únicos defensores dos árbitros são os ex-árbitros que comentam arbitragens.
É compreensível.
Não só porque eles conhecem as dificuldades, como é natural que torçam por boas atuações.
O que, é claro, não lhes dá o direito de, mesmo com o privilégio do repeteco, distorcer a realidade.
Mas, por aqui, parece claro um esforço desde o último escândalo que manchou o Campeonato Brasileiro passado no sentido de minimizar os erros de arbitragem. Mesmo os mais escandalosos, como os que vitimaram o América na decisão da Taça Guanabara, no domingo passado.
Uma coisa é aceitar que o trio não tenha visto a bola do Santos que entrou no gol do Corinthians.
Outra, inaceitável, é negar o pênalti cometido pelo Botafogo.
Mesmo que 24 horas depois, como no caso, o comentarista Arnaldo César Coelho tenha admitido que errou.
Mas também é compreensível.
Na cega insistência em tirar a gravidade do erro no gramado, acaba-se por defender o simplesmente indefensável.
As soluções são conhecidas, e as mais reivindicadas são a arbitragem eletrônica e a profissionalização dos árbitros, duas medidas necessárias, mas insuficientes, caso não se dê autonomia aos departamentos de arbitragem.
Porque, como se viu no caso da decisão da Taça Guanabara, sem independência, até mesmo os que porventura vierem a ser escalados um dia, no futuro, para analisar as imagens e dirimir dúvidas poderão negar o videoteipe -que é burro, como já dizia Nelson Rodrigues em sua genial teimosia.
Mas é curioso como nem mesmo os árbitros levantam tal bandeira. Bandeiraça, diga-se de passagem, não bandeirinha...
E também tem explicação.
A subserviência é tamanha, que nenhum deles tem peito para tal, convencidos de que seriam imediatamente postos na geladeira.
Daí preferirem lutar contra o sorteio, instrumento que não resolve o problema, mas, ao menos, dá menos tempo para armações (vide o "caso Edílson", que tinha de negociar apressadamente os resultados que manipularia, até mesmo no vestiário, antes de o jogo começar).
Enfim, consolemos nos. Até agora, discute-se nos Estados Unidos a última decisão do futebol americano, sendo quase unânime que até a arbitragem eletrônica errou num lance de gol, aquele que vale seis pontos, o tal do "touchdown", e voltou à baila a necessidade da profissionalização dos árbitros.
Verdade, também, que lá não se desconfia da honra dos envolvidos, o que não é pouca coisa.
Tudo bem que tudo isso parece o velho clamar no deserto, ainda mais quando alguns meios de comunicação buscam esconder os erros embaixo do tapete verde.

A seleção
Carlos Alberto Parreira convocou para o amistoso de 1º de março contra a Rússia e sinalizou quem vai para a Copa do Mundo da Alemanha, que começa em junho, e quem não vai. Está certo em apostar em Dida, Cafu e Roberto Carlos, que é quem mais preocupa. Mas, ausências podem ser lamentadas. Esta coluna chora pela falta dos Alex (o zagueiro e o meia) e do lateral-esquerdo Júnior, por ver, entre os três, dois possíveis titulares: o zagueiro Alex e Júnior. Nada contra Ricardinho. Mas, já conformado com Lúcio, rezarei para que ele e Cris não precisem jogar juntos uma partida no mata-mata do Mundial. E Gustavo Nery é outra temeridade, dada a sua cabeça confusa e seus repentes de trombadão. Já imaginou uma defesa formada com Cicinho, Lúcio, Cris e Gustavo Nery?! Não haverá Emerson e Zé Roberto que dêem jeito.

 

Por Juca Kfouri às 12h58

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico