Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

25/03/2006

Um gênio faz 70 anos

Neste domingo Eder Jofre, o Galo de Ouro, completa 70 anos.

Ele foi o maior pugilista brasileiro de todos os tempos e é considerado, também, pelo mundo afora, como o melhor galo da História.

Este blogueiro não gosta de boxe e não o considera um esporte, porque não pode ser esporte (necessariamente uma atividade voltada para dar saúde, por mais que os esportes de alto rendimento sejam sinônimos de dor -- "no pain, no gain", na expresão inglesa que significa "sem dor, sem ganho") uma atividade que visa derrubar o oponente, dar-lhe um soco tão potente que o prive de seus sentidos.

Mas o blogueiro também se sente atraído pelas grandes lutas e torceu por Eder Jofre na infância como torcia pelo futebol e basquete.

Em 1960, ouviu pelo rádio sua vitória sobre Eloy Sanchez, em Los Angeles, que lhe valeu o título mundial por uma das versões das associações de boxe internacional.

E em 1962, viu pela TV a unificação dos títulos, quando Eder derrotou o arrogante irlandês Johny Caldwell, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

O britânico ficou famoso ao dizer que ganharia do brasileiro com facilidade e como comedor de manteiga.

Eder Jofre está para o boxe brasileiro assim como Pelé está para o futebol.

Vida eterna a Eder Jofre.

 

Por Juca Kfouri às 22h24

Título à vista

Não saberia dizer quantas vezes o Juventus foi fundamental para que o Corinthians permanecesse em seu longo jejum de 22 anos sem títulos.

Mas quem acompanhou aqueles anos sabe que personagens como o técnico retranqueiro Milton Buzzeto, o goleiro Miguel, o exímio Brecha, e tantos, tantos outros personagens juventinos, fazem parte do calvário corintiano.

Não, a situação do Santos não é a mesma vivida pelo rival entre 1954 e 1977.

Porque entre 1984 e 2006 o Santos foi duas vezes campeão brasileiro, muito mais importante que ser campeão estadual.

Mas, curiosamente, os nervos santistas não estiveram no lugar na vitória de hoje por 2 a 1 contra o Moleque Travesso.

Verdade que a chuva torrencial que caiu em São Paulo no fim da tarde prejudicou o time que jogaria para atacar e ajudou o que queria se defender, embora não à Buzzeto.

Manu abriu o placar por acaso e Cléber Santana empatou pouco depois, em violentíssima cobrança de falta.

Depois disso, o Santos predominou, embora Fábio Costa tenha sido obrigado a fazer uma ou duas defesas difíceis.

Mas o Miguel de antes foi bem representado pelo goleiro de hoje, Marcelo.

Que evitou o placar que o Santos buscou mais com pressa que com velocidade, mais aflito que racional, até que, aos 35 minutos, Léo Lima pôs a bola na cabeça de Reinaldo marcar o gol do desafogo e da festa do Pacaembu lotado pela feliz torcida santista.

O Juventus, que cansou de apelar, ficou com apenas oito jogadores, fruto de três expulsões mais que corretas.

E só faltam três jogos para o Santos: Bragantino na Vila, São Paulo no Morumbi e Lusa outra vez na Vila.

Muito pouco para o tamanho da festa que se avizinha para uma torcida que já gritou "é campeão!" na noite deste sábado, além de "é Luxemburgo!".

Com razão.

Por Juca Kfouri às 19h07

24/03/2006

Presidente do Real beija Neymar

O menino Neymar, de 14 anos, que estava no Santos, é tão carismático que ganhou um beijo hoje do presidente do Real Madrid, Fernando Martins.

 

Neymar está na capital espanhola com seu pai e o empresário Wagner Ribeiro, o mesmo de Robinho.

 

As negociações estão avançadas, mas ainda não concluídas.

 

O pai do menino, que é mecânico de automóveis, deve ser contratado pela Audi, a montadora que patrocina o clube madrilenho.

 

Ao se encontrar com Neymar e ser a ele apresentado pelo homem forte do futebol do Real, Emílio Butragueño, o presidente do clube logo se encantou, a ponto de sapecar-lhe um beijo.

 

Wagner Ribeiro está sendo acusado de tudo e mais um pouco em Santos.

 

A pergunta é só uma: fosse você o pai de Neymar, o que escolheria para seu filho hoje?

 

Espanha ou Brasil?

Por Juca Kfouri às 18h39

Eurico Miranda condenado!

A 1ª Turma Recursal Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, condenou, por unanimidade, Eurico Miranda a prisão por seis meses, por agredir o repórter Carlos Monteiro após a final da decisão do Campeonato Carioca de 2004, entre Vasco e Flamengo. 

 
Durante a semana do clássico decisivo, Eurico, em entrevista coletiva, tinha dito que já havia encomendado 30.000 litros de choppe para a comemoração do título.

O Vasco perdeu por 3x0 e, após o jogo, o jornalista perguntou a Eurico sobre o choppe, o que foi suficiente para que o cartola o agredisse, como restou provado na ação penal.


Eurico tinha sido absolvido em primeira instância pelo juiz do JECRIM do Maracanã, Dr. Murilo Kieling, que entendeu que Eurico tinha agido motivado pela "paixão cega do futebol".

O Ministério Público, por meio da Dra. Adriana Biscaia e do advogado de Carlos Monteiro, Luiz Roberto Leven Siano, como assistente de acusação do MP. apelaram.


O advogado Leven Siano sustentou que, caso a decisão fosse mantida, não se justificaria mais um JECRIM dentro dos estádios, pois qualquer agressão seria justificada pela tal paixão cega do futebol e que isto aumentaria a sensação de impunidade e desigualdade.

Além disso, absolver um presidente de clube por agredir um repórter com a desculpa da amargura da derrota contribuiria para a incitação da violência nos estádios.


A Turma Recursal, por unanimidade, acolheu os argumentos de Leven Siano e concordou com a juíza relatora, Dra. Adriana Ramos de Melo para reformar a decisão de primeira instância e condenar Eurico Miranda a pena de seis meses de detenção, como incurso no art. 129 do Código Penal - Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem.


As penas previstas no art. 129 do CP são de três meses a um ano.

A Turma considerou que Eurico tem maus antecedentes e não merecia qualquer benefício, muito menos a pena mínima, fixando-a em seis meses.

 Determinou, entretanto, a conversão da pena privativa de liberdade em pena pecuniária de R$ 12.000,00 a serem pagos para a vítima, o jornalista Carlos Monteiro, atualmente trabalhando no diário Lance!.

A Turma considerou a pena definitiva, entendendo que Eurico não pode recorrer sem seu cumprimento.

Ou paga ou será preso por seis meses.

Por Juca Kfouri às 16h24

Revelações do Felipão

Felipão é o "Bola da Vez" deste sábado, 22h30, da ESPN-Brasil.

Vale a pena ver.

Felipão disse que Ronaldinho Gaúcho não só é o melhor do mundo hoje como será pelos próximos anos.

Surpreendente foi ter escolhido o zagueiro Terry, do Chelsea, como o segundo melhor.

E Deco, de sua seleção portuguesa, o terceiro.

Felipão contou também e entre tantas coisas, que só passou a confiar plenamente em Antonio Lopes, coordenador da Seleção Brasileira em 2002, depois de que ele se convenceu da não convocação de Romário e parou de insistir nela.

Por Juca Kfouri às 12h08

23/03/2006

Que injustiça!

Coisa rara.

O Gigante de Arroyito ficou mudo.

Graças a Washington, que furou a rede nos últimos minutos e virou para a 2 a 1 diante do Rosario Central.

E era justíssimo.

O Palmeiras merecia vencer já no primeiro tempo, quando não só criou mais chances de gol como ainda teve um tento de Paulo Baier mal anulado por impedimento.

O primeiro gol, quase relâmpago dos argentinos, não intimidou os brasileiros, que foram para cima com tanta vontade que Edmundo e Marcinho tiveram um feio desentendimento por causa de um mau passe do segundo.

Sérgio estava estranhamente inseguro nas saídas do gol, mas mesmo no segundo tempo, quando o Palmeiras se contentou equivocadamente com o 1 a 1, o Palmeiras fez por merecer uma vitória.

Que pareceu decretada com o belo gol de Washington, mas que fugiu no último segundo, fruto de um cruzamente que Lúcio (o que faz Lúcio no Palmeiras?) não soube evitar.

O resultado não foi ruim, mas poderia ter sido muito melhor.

Vida que segue. 

Por Juca Kfouri às 22h20

E o invicto Ipatinga continua

O Ipatinga continua invicto e continua na Copa do Brasil.

Enfiou 3 a 1 no Botafogo, no Maracanã, placar construído ainda no primeiro tempo.

No placar agregado, 6 a 1.

O Botafogo, no segundo tempo, segundo as palavras de seu capitão Scheidt, "treinou para a decisão do campeonato estadual".

Que não tem a metade da importância da Copa do Brasil.

O campeão mineiro do ano passado é mesmo melhor que o campeão da Taça Guanabara deste ano.

Ao ser derrotado outra vez pelo Ipatinga,o Botafogo não só foi eliminado, como foi humilhado pelo tal placar agregado.

 
Agregado, humilhado, eliminado.

Rimas pobres, mas não tão pobre como o futebol carioca.

Degradado, arruinado, desorganizado, estropiado, expropriado.

Que pena!

Por Juca Kfouri às 21h31

O Palmeiras, hoje

O adversário do Palmeiras é indigesto.

Menos pelo time do Rosario Central, mais pelo clima que encontrará, como se sabe.

Como o Palmeiras tem também seus problemas técnicos, hoje à noite será hora de jogar com a cabeça.

Não se deixar intimidar pela cantoria desenfreada da torcida que se chama de "canalla" e que não pára um segundo, além de não cair nas provocações dentro do campo.

Hoje é dia de Gamarra ser mais líder do que nunca e de Edmundo mostrar maturidade, porque, famoso pelo estopim curto (que não tem se manifestado ultimamente, é justo que se diga), será alvo certo dos argentinos.

E que Leão não queira ser mais valente que a valentia.

Um empate, que foi mau resultado no Parque Antarctica, será ótimo no Gigante de Arroyito.

Por Juca Kfouri às 13h32

Vélez, único 100%

Campeão da Libertadores em 1994, dentro do Morumbi ao derrotar o São Paulo que, então, já seria tri se vencesse, os argentinos do Vélez Sarsfield, seis vezes campeões nacionais desde 1910, são os únicos que ganharam todos os jogos que disputaram até aqui no torneio.

E estão em quarto lugar no Campeonato Argentino, mas apenas a dois pontos do River Plate.

Verdade que sua chave na Libertadores é tranqüila, com a LDU (Equador), Rocha (Uruguai) e Universitario (Peru)

Mas é bom ficar de olho.

Por Juca Kfouri às 13h18

22/03/2006

Virada na raça

O Inter não mereceu ir para o intervalo perdendo de 2 a 1 para os reservas do Pumas.

Mesmo sem jogar bem, os gaúchos criaram mais, com Fernandão perdendo um gol desses que ele não costuma e com uma bola mandada na trave.

Mas o Pumas fez 1 a 0 num contra-ataque e 2 a 0 em cobrança de falta, com falha da barreira e com Clemer, de boné, incapaz de evitar o gol.

Menos mal que Michel, aos 37, conseguiu diminuir antes que o primeiro tempo acabasse.

O que aconteceu no segundo tempo era previsível.

O Inter só na pressão, correndo alguns riscos nos contra-ataques, mas inconformado com a derrota.

Fernandão empatou aos 7 e a pressão continuou até os 30, quando Adriano consumou a virada, sofrida, lutada e justa.

Não teve a goleada prevista, mas os três pontos significaram praticamente mais uma classificação brasileira.

 

Por Juca Kfouri às 22h43

Corinthians, com suor

O jogo nem bem tinha começado no Pacaembu e os corintianos tomaram três sustos.

Três chances claras de gol do desfalcado Tigres.

Mas aos 7 minutos Tevez sofreu pênalti, que ele mesmo bateu para defesa do goleiro e rebote de Roger, que cabeceou para fora com o gol aberto.

Daí em diante, mesmo pouco criativo, o Corinthians dominou o jogo, até que Tevez fez o mais difícil, um belo gol de fora da área.

E ainda, antes do intervalo, o mesmo Tevez, na única boa jogada de Nilmar, perdeu mais um gol.

Mascherano jogava tão bem que a defesa alvinegra nem parecia a mesma.

Veio segundo tempo e o Tigres passou a ter mais domínio da partida, embora sem levar perigo.

A defesa brasileira continuava firme e o meio de campo não criava na frente.

Roger se machucou e saiu para Renato entrar.

Gustavo Nery cabeceou uma bola na trave e no contra-ataque foi a vez dos mexicanos acertarem o travessão alvinegro.

Coelho também se machucou (pisou num buraco!) e Eduardo entrou.

O jogo era sofrível e sofrido.

Do lado corintiano só jogavam bem mesmo o "chefito" Mascherano e Betão.

Gustavo Nery, cansado para variar, saiu e entrou Rubens Júnior.

O Corinthians ganhou os pontos de que tanto precisava e mostrou garra.

Futebol, ainda não.

Por Juca Kfouri às 21h58

Batismo de fogo

O Goiás passou pela seu maior teste na Libertadores.

Suportou a pressão argentina, segurou o 0 a 0 diante do Newell's Old Boys e volta ao Brasil classificado para a próxima fase.

Exagerou nas faltas, é verdade, bem ao estilo truculento de Geninho, tanto que levou cinco cartões amarelos e dois vermelhos (contra dois amarelos e um vermelho do adversário).

Harlei foi o grande herói da noite, ao fazer pelo menos dois milagres.

Mas valente o time goiano foi.

Se aprender a ser valente, a não se intimidar como não se intimidou sem, necessariamente, ser violento, poderá ter vida longa.

Romerito fez falta na armação, mas a defesa continua invicta.

E o Verdão do cerrado é o primeiro time brasileiro a praticamente garantir lugar na fase seguinte da Libertadores.

Convenhamos que não é pouco. 

Por Juca Kfouri às 21h01

Duas molezas, uma dureza

O Inter tem uma moleza hoje, às 21h45, no Beira-Rio, que se espera estar lotado.

Não só pelo ótimo momento que atravessa, mas, também, porque o Pumas do México vem com um time reserva, sinal de que já desistiu da Libertadores, fruto da péssima campanha que fez até aqui.

É jogo para golear.

Na mesma hora, mas um momento incomparavelmente pior, outro que não pode ter dificuldades é o Corinthians, porque enfrentará, no Pacaembu lotado, o Tigres sem seus dois principais jogadores: a estrela e cérebro da equipe, o argentino Gaitán e o atacante da seleção mexicana Aldo de Nigris.

Verdade que, em se tratando de Corinthians, tudo é possível hoje em dia.

Dureza mesmo tem o Goiás, que às 19h30, em Rosario, passará pelo seu teste definitivo na Libertadores.

Pegará o Newell's OLd Boys, a quem derrotou com facilidade no Serra Dourada, na casa dele, onde é sempre complicado.

E, mal ou bem, times argentinos sempre são times argentinos.

Por Juca Kfouri às 13h06

Júnior tem chance. Os Alex, não

Acabo de participar de um evento com a presença de Carlos Alberto Parreira.

De suas respostas, duas coisas ficaram claras:

as portas da Copa ainda não estão fechadas para o lateral-esquerdo Júnior.

Nem Alex do PSV nem o do Fenerbache tem chance

Por Juca Kfouri às 12h51

A queda do tricampeão

O Chivas derrotou o tricampeão da Libertadores, em Guadalajara.

Com justiça, diga-se, até porque teve um pênalti cometido por Richarlyson não assinalado pela arbitragem.

Chivas e São Paulo fizeram um primeiro tempo bastante bom.

Lá e cá, sem que os mexicanos respeitassem a tradição tricolor na Libertadores e sem que o brasileiros respeitassem os oito jogadores que o Chivas tem na boa seleção mexicana.

E Danilo fez um golaço para abrir o placar.

Mas Bautista empatou, numa falha de Lugano que esteve numa noite quase tão infeliz como a tarde de Alex Dias diante do Noroeste.

Por muito pouco, em dois lances com Thiago, o São Paulo não foi para o intervalo com vantagem.

O segundo tempo, no entanto, foi mais do Chivas, que desempatou com Omar Bravo e ainda obrigou Rogério Ceni a fazer uma grande defesa, ele que já havia feito duas no primeiro tempo, quase corrigindo a falha de Lugano no primeiro gol mexicano.

Aloísio foi um zero à esquerda (e Muricy demorou demais para tirá-lo), Danilo jogou muito no primeiro tempo e Mineiro foi bem em todo o jogo.

A derrota sempre é chata, mas não há motivo para desespero no Morumbi.

Porque o São Paulo caiu de pé, em 90 minutos de alto nível, e também exigiu do goleiro mexicano, Sanchez, duas defesas extraordinárias, num chute de Josué, ainda no primeiro tempo e noutro, também dele, no finzinho do jogo.

Mas que o São Paulo se prepare para o jogo de volta contra o Chivas, porque deverá ser tão disputado como o do Jalisco. 

São dois candidatos ao título.

Por Juca Kfouri às 00h13

21/03/2006

Vitória do torcedor!

Copa da Alemanha
Venda de ingressos não pode ser vinculada a pacote
por Adriana Aguiar

A venda de ingressos para a Copa do Mundo na Alemanha não pode ser vinculada a compra do pacote turístico. A prática caracteriza venda casada, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Com esse entendimento o juiz Alfredo França Neto, da 30ª Vara Federal do Rio de Janeiro, concedeu tutela antecipada ao casal e determinou que a CBF autorize a venda dos ingressos avulsos. Cabe recurso.

Um casal entrou na Justiça contra a CBF — Confederação Brasileira de Futebol, a Irontur Agência de Viagens e a Fifa — Federation International de Footbal Association para ter o direito de comprar apenas as entradas para os jogos. Eles alegaram que a única maneira de comprar as entradas é adquirir um pacote que inclui, além dos ingressos, hotel, ônibus e outros itens, da única operadora de turismo no país autorizada a vendê-las, a Irontur.

O juiz entendeu que o consumidor não pode ser obrigado a comprar o que não quer e deve exigir a venda do produto de acordo com o que deseja. Segundo ele, o Código do Consumidor proíbe expressamente essa conduta no artigo 39, inciso I. O dispositivo prevê: “É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.”

Como o casal já comprou passagens para a Alemanha, passes de trem e contratou assistência médica, o juiz entendeu que não pode ser negado o direito à compra das entradas nos jogos. Segundo o juiz, “essas práticas são consideradas abusivas e, portanto, devem ser coibidas. A venda casada é uma prática ilegal, eis que não confere a possibilidade nem liberdade de escolha do consumidor.”

Além de intimar a CBF a autorizar a venda pela agência de turismo, o juiz pediu para que o Ministério Público Federal e o Cade — Conselho Administrativo de Defesa Econômica apurem a prática de venda casada.

Leia a íntegra da sentença

30ª VARA FEDERAL

AÇÃO ORDINÁRIA Nº 2006.51.01.004218-0

AUTOR: VAGNER SILVA DOS SANTOS e GEORGIA VALVERDE LEÃO

RÉU: CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL – CBF,

IRONTUR AGÊNCIA DE VIAGENS LTDA e

FEDERATION INTERNATIONALE DE FOOTBAL ASSOCIATION– FIFA

JUIZ: ALFREDO FRANÇA NETO

DECISÃO

Vistos etc.

Cuida-se de Ação Ordinária em que VAGNER SILVA DOS SANTOS, (CPF/MF nº 084.184.127-63) e GEORGIA VALVERDE LEÃO ( CPF/MF nº 792860705-00), propõem em face da CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL – CBF, IRONTUR AGÊNCIA DE VIAGENS LTDA e FEDERATION INTERNATIONALE DE FOOTBAL ASSOCIATION – FIFA, que objetivam com a concessão da Antecipação dos Efeitos da Tutela, inclusive a compra de duas entradas, categoria 3, para cada um dos jogos que o Brasil participará na Copa do Mundo (jogos nº11; 27; 43; 55; 60; 62; 64), com os nomes dos Autores gravados nas respectivas entradas. Requerem, ainda, a inversão do ônus da prova, eis que manifesta a hipossuficiência dos Autores em relação aos Réus, bem como a intimação do Ministério Público Federal e do CADE, a fim de que sejam apuradas as práticas ilegais contra os Direitos do consumidor e da Livre Concorrência.

Alegam os Autores, em apertada síntese, que se inscrevem para participar do sorteio de ingressos para os jogos da Copa do Mundo na primeira fase de vendas, mas não logram êxito. Participam da terceira fase, através, mais uma vez, de sorteio, todavia não obtiveram sucesso. Na quarta fase, agora através do sistema first come, first served, os ingressos esgotam-se em data não precisamente informada pelos Autores.

Aduzem que a outra opção para compra das entradas para os jogos é tão-somente mediante a compra de um pacote, que inclui, além dos ingressos, hotel, traslado, ônibus, seguro saúde e guia por 29 noites, na Empresa PLANETA BRASIL indicada pela CBF à FIFA, como única operadora de turismo, no país, autorizada a vender tais ingressos para os jogos da Copa do Mundo.

Salientam, que tal prática se refere à venda casada e, como tal, abusiva. Ao condicionar o fornecimento de um produto, qual seja, a venda dos ingressos para os jogos da Copa do Mundo à compra de um pacote, viola um dos direitos básicos do consumidor.

É o breve relatório.

Decido.

Sabe-se que o consumidor não pode ser compelido a adquirir aquilo que não quer, e deve exigir a venda do produto ou a prestação do serviço, de acordo com aquilo que deseja.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), essa prática acontece quando o fornecimento de um produto ou serviço é condicionado à compra de outro produto ou serviço. A lei proíbe expressamente essa conduta (art. 39, I, do CDC), definida como crime contra a ordem econômica e contra as relações de consumo (art. 5º, II, da Lei n.º 8.137/90). Ressalte-se que essas práticas são consideradas abusivas e, portanto, devem ser coibidas. A venda casada é uma prática ilegal, eis que não confere a possibilidade nem liberdade de escolha do consumidor.

Note-se, que no caso concreto, a Empresa Planeta Brasil, a única operadora autorizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a realizar a venda de ingressos para a Copa do Mundo da Alemanha, não pode condicionar à compra dos mesmos, por parte do consumidor, de um pacote de viagens que inclui hospedagem, traslado, ônibus, seguro saúde e guia por 29 noites.

Faz-se mister ressaltar que os Autores, não obstante tentativas frustradas na compra dos ingressos, adquirem passagens para a Alemanha, bem como passes de trem e assistência médica, razão pela qual não lhes pode ser negado o direito à compra das entradas nos jogos, caso contrário, configuraria uma afronta às normas de ordem pública, a direitos constitucionalmente protegidos, como aqueles pertinentes ao consumidor e à livre concorrência (CF, art. 70, incisos IV e V).

Não bastante isso, o risco de dano irreparável, ou de difícil reparação, decorre da necessidade e urgência dos Autores em assistir aos jogos da Copa do Mundo, na Alemanha, a ser realizada em junho deste ano, para os quais dependem, tão-somente, de aquisição dos respectivos ingressos.

Desse modo, DEFIRO A ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA, para, determinar, incontineni, a CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL – CBF, através da única agência autorizada à venda de ingressos para os jogos da Copa do Mundo da Alemanha, IRONTUR AGÊNCIA DE VIAGENS LTDA- PLANETA BRASIL, a vender aos Autores, os ingressos para cada um dos jogos que o Brasil participara de nºs 11; 27; 43; 55; 60; 62; 64, categoria 3, com os nomes dos Autores gravados nas respectivas entradas, sob as penas da lei.

Citem-se e intimem-se, com urgência, desta Decisão, a CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL – CBF, IRONTUR AGÊNCIA DE VIAGENS LTDA e FEDERATION INTERNATIONALE DE FOOTBAL ASSOCIATION – FIFA, para o seu imediato cumprimento, fornecendo os Autores as peças necessárias para instrumentar a carta rogatória de citação e intimação da FEDERATION INTERNATIONALE DE FOOTBAL ASSOCIATION – FIFA.

Outrossim, após fornecerem os Autores as peças necessárias, intimem-se desta decisão, o Ministério Público Federal e o CADE, para apurar as práticas ilegais contra os Direitos do consumidor e da Livre Concorrência e tomar as providências que entender de direito.

P.I.

Rio de Janeiro, 17 de março de 2006.

ALFREDO FRANÇA NETO

Juiz Federal

titular da 30ª VF/RJ

Revista Consultor Jurídico, 21 de março de 2006

 

Por Juca Kfouri às 21h12

ERREI!!! DUDU CEARENSE!!!

Obrigado!

É o Dudu Cearense mesmo.

O autor da foto se enganou.

E continua a jurar que todos lhe disseram que era o Daniel.

Mas não é mesmo.

MIL DESCULPAS!!!

Dudu Cearense foi revelado pelo Vitória, tem apenas 22 anos, é de Fortaleza, mede 1m86, ótimo meio-campista, com pasagens pelo  Kashiwa Reysol, do Japão, e pelo Rennes, da França. além da Seleção Brasileira.

Está no CSKA Moscou, ao lado de Vagner Love e Daniel Carvalho.


 

Por Juca Kfouri às 19h39

Daniel Carvalho!

Pouquíssimos acertaram.

Entre tantos brincalhões (e viva a alegria e é assim mesmo, quando a gente não sabe, brinca), Dudu Cearense foi até mais indicado que Daniel Carvalho.

E faz sentido, porque é outro jogador brasileiro que foi brilhar lá fora antes de fixar uma imagem aqui dentro.

Este blogueiro confessa que também ele não identificaria Daniel Carvalho, cuja pequena biografia segue abaixo:

Daniel da Silva Carvalho (3/1/1983) nasceu em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Aos 13 anos de idade começou a jogar pelo Internacional e foi três  vezes campeão como juvenil.

Profissionalizou-se em 2001 e jogou 11 partidas como titular em 2002, quando o Inter sagrou-se campeão.

Em 2003 jogou 31 jogos e marcou 5 gols pelo Inter.

Ainda neste ano jogou pela Seleção Brasileira no campeonato mundial de juniores nos Emirados Árabes, marcando três gols e sendo eleito para a seleção do torneio.

Jogou também pela seleção no pré-olímpico e nos Jogos Pan-Americanos.

Em 2004, transferiu-se para o PFC CSKA Moskou com um contrato de 4 anos.

Foi eleito o jogador do ano na Rússia em 2005.

Fonte: Wikipédia

Por Juca Kfouri às 17h34

Heróis nacionais

Que Pelé, que Guga, que Ronaldos, que nada!

Os verdadeiros heróis brasileiros são o motorista Eriberto, que derrubou Collor, e o caseiro Francenildo, que vítima de uma violência inominável (a entrega de sua conta bancária pela Caixa Econômica Federal), acaba de entregar todos os seus sigilos.

Quiseram alvejá-lo e o tiro saiu pela culatra.

E o que tem isso a ver com um blog de futebol?

Nada.

E tudo.

Porque esses dois brasileiros têm nome e sobrenome.

França, no caso de Eriberto.

Dos Santos Costa, no de Francenildo.

O blog, infame, poderia dizer que a França foi campeã mundial e o Santos bi.

Mas o blog, indignado, limita-se a afirmar que o futebol imita a vida e vice-versa.

Por Juca Kfouri às 15h53

Adivinhe quem é?

Um doce para quem acertar quem é que, ao lado de Vágner Love, em Moscou, causa alvoroço sempre que aparece.

Por Juca Kfouri às 12h23

Sempre os mesmos - 2

COPA 2006

Promotor do Estado teme monopólio de agência indicada pela CBF

Venda de ingressos para o Mundial será investigada
SÉRGIO RANGEL
DA SUCURSAL DO RIO

O Ministério Público Estadual do Rio abriu ontem inquérito para apurar a parceria entre a Planeta Brasil e a CBF na venda de ingressos para os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. A empresa diz ser a única operadora no país que negocia ingressos do Mundial para agências brasileiras. Estas, então, comercializam os pacotes para os torcedores.
O promotor Rodrigo Terra, responsável pela área de direito do consumidor no Rio, considera que o monopólio pode ser prejudicial aos torcedores brasileiros, que não teriam outra opção.
Ele encaminhou representação aos dirigentes da CBF e da empresa com uma série de questionamentos sobre a parceria. Terão dez dias para responder.
"O objetivo é garantir que o consumidor exerça o direito de pagar o preço justo pelos ingressos e pelo pacote", disse Terra, autor da ação que afastou do cargo o presidente da Federação de Futebol do Rio, Eduardo Viana.
De acordo com o site da Planeta Brasil, o pacote mais barato para a Copa custa 3.940 (pouco mais de R$ 10 mil). Nele, o turista terá direito a 11 dias na Alemanha e ingressos para os últimos três jogos, caso a seleção seja finalista.
No documento enviado aos dirigentes da operadora e da entidade, o promotor quer saber o critério da CBF para a escolha da Planeta Brasil, quantos ingressos poderão ser negociados pela empresa e o valor do acordo comercial, entre outros dados. Segundo a Fifa, é prerrogativa da confederação nacional indicar a agência responsável por vender no país os bilhetes para os jogos de sua seleção. No caso da CBF, a indicada é a mesma que cumpriu tal papel na Copa-2002 e é presidida pelo empresário Wagner Abrahão.
Abrahão também foi dono da SBTR, empresa que chegou a ser acusada por agências de turismo como responsável por lesar centenas de brasileiros que foram à França assistir a jogos da Copa em 1998. Naquele ano, somente na final, cerca de 1.000 torcedores brasileiros ficaram de fora da partida, apesar de terem pago antecipadamente pelos ingressos. O acordo da SBTR com as agências de viagens só foi cumprido até as oitavas do Mundial da França.
Nos outros jogos, as empresas não receberam quantidade suficiente de ingressos e tiveram que negociar bilhetes no câmbio negro. Na França, o empresário foi obrigado a pagar multa para poder deixar o país após ter seu passaporte apreendido pelas autoridades locais. Anos depois, o processo foi arquivado na Justiça francesa. No Brasil, foi processado pelas agências de turismo, mas chegou a acordos.
Em 2002, ano em que poucos turistas brasileiros assistiram ao Mundial na Coréia e no Japão, a nova empresa de Abrahão não registrou problemas com ingressos.
"Além de investigar se há uma concorrência desleal, queremos saber da CBF se a entidade vai se responsabilizar caso novamente os ingressos faltem para os torcedores como aconteceu em 98", declarou ontem o promotor.
Como empresa credenciada pela CBF para a Copa-98, a SBTR vendeu pacotes para quatro operadoras de turismo que não receberam parte dos ingressos para os jogos da Copa -Cetemar Turismo e Passagens, Imperial Operadora de Turismo, Oremar Brasil e Bon Voyage Operadora. A Imperial chegou a quebrar, alegando prejuízos com o Mundial.
Pelo acordo para a Copa da Alemanha, a assessoria de imprensa da Planeta Brasil informou que a empresa terá direito a parte da cota da CBF nos jogos da seleção. Segundo a empresa, a confederação receberá 8% dos ingressos de cada partida da seleção. Na primeira fase, a entidade deverá receber, no mínimo, 5.200 ingressos por partida. O menor estádio que a seleção jogará será o de Dortmund, onde cabem 65 mil pessoas.
De acordo com a assessoria da empresa, um dos motivos para a parceria ter sido fechada é o fato de Abrahão ser sócio da Palas, a empresa que cuida da logística da seleção brasileira no Mundial.


OUTRO LADO

CBF e agência não comentam ato de promotor
DA SUCURSAL DO RIO

A CBF e a Planeta Brasil não comentaram a decisão do Ministério Público de investigar a parceria entre as duas entidades para a venda de ingressos casados com pacotes turísticos para o Mundial da Alemanha.
Por meio da assessoria de imprensa, a entidade se limitou a dizer que quatro empresas são responsáveis por comercializar os ingressos, mas não informou os nomes delas. Quatro agências de viagens consultadas pela Folha informaram que a Planeta Brasil é a única operadora que tem ingressos para a Copa da Alemanha.
Desde o dia 9, a Folha enviou por e-mail uma série de questionamentos aos dirigentes da CBF para saber detalhes do acordo e não teve resposta.
O empresário Wagner Abrahão, presidente da Planeta Brasil, também preferiu não responder aos questionamentos. Desde o dia 9, ele foi procurado pela Folha. Neste período, a assessoria de imprensa da empresa informava sempre que o empresário estava viajando.
Na sexta, a assessoria da Planeta Brasil disse que Abrahão "não tinha interesse em falar" sobre o acordo com a CBF. A assessoria informou que a Planeta Brasil é a única empresa que repassa os pacotes com ingressos para as agências do país. Mesmo assim, não detalhou o acordo com a CBF. De acordo com a assessoria, a empresa não cobra ágio nos ingressos que são repassados.
Sobre a falta de ingressos para os torcedores brasileiros na Copa da França causada pela antiga empresa de Abrahão, a SBTR, a assessoria disse que o empresário não queria comentar o caso. A Planeta Brasil diz ter cartas da Fifa e do governo alemão autorizando a comercialização dos pacotes. Segundo a assessoria, Abrahão "repassa" ingressos para as agências de turismo desde a Copa de 1994, nos EUA. (SR)


CPI apontou vantagem de agência em parceria
DA SUCURSAL DO RIO

Antiga agência do empresário Wagner Abrahão, a SBTR foi investigada pela CPI do Futebol, concluída em 2001 no Senado. Em seu relatório final, classifica a parceria da SBTR com a CBF como "um excelente negócio" apenas para a empresa. No documento, relatam vários pontos do relacionamento entre SBTR e CBF considerados lesivos à entidade. Relator da CPI, o então senador Geraldo Althoff levantou suspeitas de que a SBTR se apropriava de descontos em serviços prestados.
"Foram mais de R$ 31 milhões em três anos. E, quando procuramos as vantagens oferecidas à CBF, deparamos com um paradoxo: a despeito da fidelidade da confederação, sempre se aplica a tarifa cheia aos serviços prestados pela SBTR à CBF, especialmente no que diz respeito a passagens aéreas", escreveu o senador. O texto também cita prejuízos para CBF nas conversões de câmbio.
O relatório final da CPI foi encaminhado ao Ministério Público, que gerou dez inquéritos federais. A Polícia Federal recomendou o arquivamento deles, mas o Ministério Público não aceitou e segue nas investigações. (SR)


 

Por Juca Kfouri às 11h20

Sempre os mesmos

Este blog tem recebido diversas queixas de torcedores brasileiros que querem ir à Copa da Alemanha.

Contratos leoninos, descumprimento de compromissos, atitudes autoritárias típicas de monopolistas, são algumas da reclamações.

O pior é que é filme antigo e mais uma vez a CBF faz de sua agência oficial a mesma, com outro nome,  que tantos danos já causou no passado.

Recentemente, aliás, o presidente da Concaf, Jack Warner, foi acusado de ser o dono da agência de viagens que tem a exclusividade da venda de pacotes para a Copa.
 
O Comitê de Ética da Fifa, no entanto, ao julgá-lo, aceitou suas singelas explicações.

Warner simplesmente disse que não era mais o dono da agência, como relata a notícia abaixo:

" O Comitê Executivo da Fifa decidiu não punir Jack Warner, presidente da Concacaf, que era investigado por, supostamente, ser proprietário de uma agência de viagens em Trinidad e Tobago que vendia ingressos para a Copa da Alemanha."

'"Houve uma longa discussão no Comitê Executivo, mas Jack Warner vendeu suas participações na companhia, e não há nenhuma situação de conflito. Decidimos encerrar a questão", explicou Joseph Blatter, presidente da Fifa."

"Segundo o Comitê de Ética da Fifa, o presidente da confederação que reúne os países da América do Norte, América Central e do Caribe estaria "violando o Código de Ética da Fifa" e poderia ter sido expulso da principal entidade do futebol se fosse considerado culpado pelo Comitê Executivo".

Pois bem. Em reportagem publicada hoje pela "Folha de S. Paulo" (leia na nota acima), o repórter Sérgio Rangel revela por que os brasileiros estão sendo tão mal atendidos.
 

 

 

Por Juca Kfouri às 11h19

20/03/2006

De Rossi, exemplar

O volante De Rossi, da Roma, fez um gol ao desviar a bola com a mão quando seu time vencia o Messina por apertado 1 a 0.

O bandeirinha não viu e correu para o meio de campo.

O árbitro também não viu e apontou para o meio de campo.

Só De Rossi não correu para o meio do campo em comemoração e para a nova saída.

Preferiu chamar o árbitro e acusar a falta.

O gol foi anulado.

A Roma venceu, 2 a 1, mas o resultado é o de menos.

Demais foi a atitude de Daniele De Rossi.

 

Por Juca Kfouri às 18h53

Licitações do COB

A página do Comitê Olímpico Brasileiro tem, de uns tempos para cá, um novo item, sobre licitações.

Parabéns!

O que está no ar agora diz respeito aos fornecimentos mais diversos para a construção da nova sede da entidade.

Sobre compra de passagens aéreas, estadias ou seguros, no entanto, ainda não há uma linha. 

 

Por Juca Kfouri às 14h37

Princípio contrariado

Ao contrário do que gosta de apregoar, a direção do Atlético Paranaense contratou um técnico (Givanildo) que estava trabalhando em outro clube (Santa Cruz).

Como se vê, pimenta no olho dos outros é colírio, no Rio (que o diga a PM ontem no Maracanã), em São Paulo ou no Paraná.

Por Juca Kfouri às 11h54

A volta de Dualib

Alberto Dualib voltou de mãos abanando.
 
Ou quase.
 
Não trouxe, por exemplo, como prometera, a cabeça de Kia Joorabchian na bandeja.
 
Mas garante que Marcelinho jogará o Campeonato Brasileiro.
 
Há controvérsias, no entanto.
 
Ao que tudo indica, o preço do armistício com a MSI passa por voltar a receber uma mesada para o clube social.
 
Não se sabe de quanto.
 
Dualib topou tirar das mãos de Nesi Curi, seu grande aliado e vice-presidente, as categorias de base.
 
Impossível prever o preço disso na política interna corintiana, mas é gol da MSI.
 
Não custa lembrar, para comparar, que um dos motivos que levaram ao fim a parceria entre Palmeiras e Parmalat foi exatamente a recusa do clube em ceder o controle das categorias de base para a multinacional.
 
Outro homem de Dualib que perderia influência é o advogado Heraldo Panhoca.
 
Segundo Dualib, Joorabchian comprometeu-se a estudar o projeto do estádio.
 
Entre estudar e fazer há, no entanto, uma enorme distância e nada indica que a MSI abra mão de seus direitos sobre o tema.
 
No que diz respeito mais diretamente ao interesse do torcedor corintiano, Dualib voltou, como se viu, sem nenhum jogador na bagagem.
 
E, como nas outras viagens, embora nenhuma delas tão longa, a MSI certamente pagou as despesas.
 
Estadia que comprovou, no mínimo, que Joorabchian também não tem os poderes que aparenta ter.
 
Se tivesse, a julgar pela nota oficial conjunta divulgada na semana passada (e neste blog já comentada), ninguém precisaria estar em Londres para discutir a pauta publicada.
 
Fica óbvio que Boris Berezovsky não abre mão de Joorabchian, mas é quem dá a palavra final.
 
Enquanto isso, o inquérito da Polícia Federal solicitado pelo Ministério Público permanece em berço esplêndido.

Por Juca Kfouri às 11h48

19/03/2006

Uma lágrima

O Bahia não passou pelo Colo Colo, de Ilhéus, e está fora da decisão do primeiro turno do Campeonato Baiano.

O Bahia está eliminado da Copa do Brasil.

O Bahia está na Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro.

A maior parte da Bahia precisa fazer alguma coisa.

Por Juca Kfouri às 20h21

O Santos, outra vez

O Santos voltou a ser o principal candidato ao título paulista.

Ganhou do Ituano sem sofrer na Vila Belmiro.

Fez 2 a 0 ainda antes da primeira meia hora e não fez mais porque perdeu um pênalti, cobrado por Tabata, que anda devendo o futebol que mostrava no Goiás.

Mas o Santos livrou quatro pontos do seu concorrente mais temido, o São Paulo, e está dois adiante do Palmeiras.

Jogo duro mesmo só falta um, exatamente o clássico com o tricolor no Morumbi.

Está só nas mãos santistas sair de 21 anos de fila no campeonato estadual. 

Por Juca Kfouri às 18h58

Palmeiras, com bravura

Quando a Ponte Preta fez 2 a 0 no Parque Antarctica, a catástrofe pareceu inevitável.

Mas com três gols arrancados na raça, o Palmeiras virou ainda no primeiro tempo.

E fechou no segundo com chave de ouro, ao marcar mais um.

Com todas as críticas que o time mereceu nos últimos dias, o fato é que o Palmeiras está vivo no Paulista.

E na frente dos poderosos São Paulo e Corinthians que, prejudicado pela não marcação de um pênalti em Élton, acabou por perder com seus reservas para o América.

Enquanto isso, em Londres...

Por Juca Kfouri às 17h40

O Rio e a várzea

No Rio, o que se esperava.

América, Americano, Madureira e Cabofriense nas semifinais da Taça Rio.

Nenhum grande.

Vasco e Flamengo fizeram o clássico que terminou como Caixa D'Água merece: com a policía jogando gás de pimenta em todo mundo, jogadores, inclusive, como se para impedir que víssemos o clima de várzea que tomou conta do futebol carioca.

E Cabofriense e Madureira combinaram seu resultado ao atrasarem o começo de seu jogo em trinta minutos.

Uma vergonha!

Já o Fluminense viveu um drama.

Precisava de um gol contra o Volta Redonda e teve quatro chances claras para obtê-lo no fim do jogo.

Mas o goleiro Adriano e a trave do Voltaço impediram.

Uma pena, mas que o Flu fez por merecer após campanha tão pífia.

Por Juca Kfouri às 17h35

Candidato, não. Eleito!

Dias atrás este blog recebeu muitas críticas de atleticanos paranaenses por ter mencionado que Mário Celso Petraglia era "candidato a Eurico Miranda".

Pois bem.

Ontem ele simplesmente invadiu o campo no intervalo para protestar contra a arbitragem.

E deixou de ser candidato.

É mesmo o Eurico Miranda das Araucárias! 

Por Juca Kfouri às 23h31

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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