Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

07/04/2006

Domingo tem campeão!

Domingo tem campeão gaúcho, o Inter, que terá de vencer o Grêmio.

Fácil não será, é claro, mas a festa deve mesmo ser colorada.

Domingo tem campeão catarinense, o Figueirense, que também precisará vencer o Joinville.

Outro jogo duro, mas com final alvinegro em casa.

Mas no Paraná a festa será tricolor, do Paraná Clube, que já ganhou na ida de 3 a 0 da Adap e agora só confirmará em casa.

Como será alvinegra a festa paulista na Vila, com Santos, após ganhar da Lusa, festejando o título que fez por merecer.

Ainda alvinegra será a comemoração carioca, outra vez com o Botafogo campeão, mesmo que perca por um gol para o Madureira.

Já em Pernambuco tudo leva a crer que o título será rubro-negro, com o Sport jogando em casa e por um empate diante do Santa.

Afinal, no primeiro jogo, o Sport acabou com 45 jogos sem perder do rival em sua casa.

E tem ainda o duelo em Goiás, com Goiás e Atlético Goianiense, que empataram o primeiro jogo.

Aí, o blog se exime de palpitar.

O Goiás terá uma parada dura pela frente.

Como não aponta o campeão no Ceará, entre os tradicionais Ceará e Fortaleza.

O Ceará joga pelo empate, o Fortaleza pela vitória para ser tetracampeão, algo inédito em sua história.

E a taça será comprada, no bom sentido, é claro, numa loja da capital cearense, a BD Sports.

E não é "merchan", veja lá.

É só "informachan" e "esculhambachan".

 

Por Juca Kfouri às 17h32

06/04/2006

Vitória à moda corintiana

Que primeiro tempo!

Com menos de um minuto, Carlitos Tevez teve uma chance de ouro bem neutralizada pelo goleiro, também argentino, Buljubasich.

No minuto seguinte, o brasileiro Wendel segurou o argentino Quinteros que empurrou o chileno Johnny Herrera para dentro do gol.

Universidad Católica 1, Corinthians 0.

Mas, desta vez, o time brasileiro era valente e jogava bem.

Não demorou para Carlitos Tevez receber do brasileiro Marcelo Mattos e enfiar a bola com capricho para empatar.

A virada também não demorou e veio fazer justiça.

Num lançamento longo de Coelho, a defesa chilena falhou, a bola sobrou para Tevez que deixou Nilmar na cara do gol: 2 a 1.

Nem bem passado um minuto, e numa cobrança de falta que desviou na barreira, o chileno Arruê empatou.

O árbitro uruguaio, que apitou ao estilo "Libertadores é um torneio diferente", terminou a primeira parte de um grande jogo.

Mas agia imparcialmente.

O que estaria reservado para o segundo tempo?   

Logo de cara, Wendel mostrou que acreditava que valia tudo mesmo.

E deu uma cotovelada infantil no adversário. Foi expulso pelo auxiliar.

Tinha um segundo tempo inteiro pela frente...

Tevez continuava infernal e Quinteros perdia um gol incrível.

Valente, o Corinthians soube jogar até que, aos 15, Carlos Alberto lançou com malícia para Nilmar e o artilheiro, num toque sutilíssimo, desempatou.

Assim, Nilmar atingia a maioridade. Definitivamente.

Apagados, entre os brasileiros, curiosamente só os dois de Parreira, Ricardinho e Gustavo Nery que, não se percebeu por que, acabou expulso aos 25.

E tinha mais de 20 minutos ainda pela frente...

Nove contra 11, parecia impossível.

Sim, eram nove, mas pareciam 15 leões em campo.

Nilmar teve que sair para a entrada de Rubens Júnior.

E Ricardinho para que Xavier entrasse.

Defender, defender e defender. Não tinha mesmo outro jeito.

Mascherano, Marcelo Mattos, Coelho, Betão, Carlos Alberto, sim Carlos Alberto, comportavam-se como gigantes e até Johnny Herrera, embora sempre com sustos, se virava.

Aparecia um novo Corinthians, como os velhos Corinthians, quase um século de tradição.

Garra e coração, coração e garra.

Tevez segurava, no mínimo, três defensores no campo de defesa chileno.

Sai Carlos Alberto, morto, entra Renato.

Na defesa alvinegra eram oito contra oito.

Numa só escapada pela direita, 45 minutos do segundo tempo, o "chefito" Mascherano mostrou como se joga a Libertadores, ao segurar a bola o quanto foi possível.

Aos 49, a epopéia acabou.

Com a vitória de quem mereceu.

Para pensar num futuro muito melhor.

Um Pacaembu só será pouco para o jogo contra o Deportivo Cali.

Basta um empate para a classificação.

Por Juca Kfouri às 22h29

Palmeiras classificado!

Com a vitória do Rosario Central sobre o Cerro Portenho -- 3 a 1 --, agora há pouco em Assunção, o Palmeiras, independemente de seu próximo resultado, diante do mesmo Cerro, no Parque Antarctica, está CLASSIFICADO.

E com tudo para ser o primeiro do seu grupo.

Por enquanto, matematicamente, só os dois Verdões, o de Goiás e o de São Paulo.

Verde que te quero verde!

Por Juca Kfouri às 21h11

Placa para Tevez

Um grupo de corintianos na Orkut resolveu homenagear Carlitos Tevez pelo gol anulado diante do Palmeiras.

E mandou fazer duas placas, uma em espanhol outra em português.

A em espanhol ficará com o argentino e a em português irá para o Memorial do Corinthians.

A placa diz: "Obras de arte podem ser roubadas, jamais esquecidas"

 

Por Juca Kfouri às 19h13

Raí, urgente

O Paris Saint-Germain está mudando de mãos.

E os novos donos convocaram Raí para assumir o comando do futebol.

Ele embarcou, às pressas, para Paris.

Ironias: Leonardo no Milan, Raí, provavelmente, no PSG e, por aqui, os cartolas de sempre.

Além de exportarmos pé-de-obra e treinadores, agora passamos a exportar as melhores cabeças que, por decentes, não têm lugar em nossos clubes, federações e confederação.

As negociações entre os novos donos e Raí já vinham acontecendo há tempos, porque um deles é velho conhecido do ex-jogador que brilhou lá e no São Paulo (onde, por sinal, tentou ser dirigente e caiu fora, decepcionado com o que viu de perto).

Dependia apenas desse empresário, Luc Dayan, ex-presidente do Lille, fechar a negociação com o Canal Plus, que era dono do clube.

Pelo jeito, dada a convocação urgente de Raí, fechou.

E ele será o diretor-geral do PSG.

Por Juca Kfouri às 17h35

Coisas nossas

Antonio Coelho, do Ceará, nos informa:

Se você já não gosta dos campeonatos estaduais, gostará menos ainda depois de saber destas lambanças que só acontecem no Campeonato Cearense.

No ano passado, Ceará e Fortaleza não chegaram a um acordo sobre as datas em que disputariam as finais.

A Federação Cearense, presidida na época por Fares Lopes, irmão do cantor Fagner, decretou o final do campeonato sem um campeão.

E tem mais.

Em 1992, por problemas de regularização de um atacante, houve quatro campeões (Ceará, Fortaleza, Icasa e Tiradentes).

Mas tem mais.

Em 1999, o futebol cearense foi ridicularizado quando o massagista do Icasa salvou um gol certo do Ceará na partida entre Ceará e Juazeiro, no Castelão.

Tem mais ainda.

No regulamento do campeonato de 2006, o primeiro colocado não tem vantagem alguma sobre o quarto; e nas finais, o saldo de gols não importa.

Pensa que parou por aí? 

Deu no jornal "O Povo", de hoje, 6 de abril: “A três dias da partida que vai decidir o Estadual de 2006, a Federação Cearense de Futebol ainda
não tem a taça que será entregue ao campeão.

Segundo o presidente da entidade, Mário Degésio, ela deve ser adquirida hoje, em lojas do centro.

De acordo com o gerente de uma delas, a maioria dos campeonatos do subúrbio premia os campeões com taças adquiridas na loja.

Imagine, se o presidente da Federação Cearense de Futebol fosse o Caixa D’Água.

Por Juca Kfouri às 16h57

Blog do Birner

Tem blog novo no ar.

Do comentarista da CBN, e meu companheiro no CBN EC, Victor Birner.

Dê um pulo.

E, por favor, pegue no pé dele como no meu...

Ah, o endereço:

http://blogdobirner.zip.net/

Por Juca Kfouri às 15h43

Lançamento real

Antes que a Copa do Mundo comece, um novo lançamento do Rei Pelé:

um CD em que ele interpreta as canções que compôs.

Com acréscimos: uma faixa com Gilberto Gil e a remasterização de duas músicas que Pelé gravou com Ellis Regina.

E não ria.

Um músico da mais alta qualidade, que acompanhou todo o processo, garante que o disco está bom, tamanhos o afinco e o perfeccionismo de Pelé, que não se importou em gravar três, quatro vezes a mesma música, até que todos estivessem felizes com o resultado.

Aguardemos.

Só falta ele ter aprendido também a cantar.

Por Juca Kfouri às 11h37

Vai, Timão!

O empate não será uma catástrofe para o Corinthians, hoje à noite, no Chile.

Mas o deixará na dependência dos resultados do Tigres.

E só uma vitória diante da Universidad Católica restabelecerá a confiança no caro time alvinegro.

Time que há 10 dias só pensa neste jogo e foi devidamente poupado para tanto.

A equipe chilena não tem nada de boba, toca bem a bola, jogará com o respaldo de sua torcida, feliz com a campanha invicta, mas, afinal, o futebol chileno é hoje a sétima força do futebol sul-americano.

Verdade que o time tem quatro jogadores da ótima escola argentina, mas, nem por isso, o Corinthians, de Mascherano e Tevez, terá desculpas.

Por Juca Kfouri às 11h10

Morumbi e Arruda

Se o tricolor paulista perdeu uma longa invencibilidade ontem no seu estádio em Libertadores  -- 30 jogos ou 19 anos (se bem que é preciso mesmo ponderar que em 10 dos 19 anos o São Paulo não disputou o torneio)--, também o tricolor pernambucano, o Santa Cruz, e pelos mesmos 2 a 1, viu ruir a sua no Arruda: perdeu para o Sport que agora jogará na Ilha do Retiro, por um empate, para ser campeão pernambucano.

O Santa estava há 45 jogos sem perder em seu campo.

Por Juca Kfouri às 11h04

A noite do Paulista

Dizem que de onde nada se espera é que não acontece nada mesmo.

Mentira!

O Paulista de Jundiaí salvou a noite brasileira na Libertadores.

Derrotou o poderoso River Plate por 2 a 1 e segue vivo na competição.

Jogou melhor no primeiro tempo quando o placar do jogo foi estabelecido, cedeu espaço no segundo tempo, mas, assim  mesmo, segurou o placar histórico.

O Goiás, como era de se esperar, sucumbiu no fim diante do The Strongest, 1 a 0, mas também não tem maior gravidade porque já está classificado.

E, no Morumbi, uma batalha.

Não aconteceu o futebol refinado do primeiro jogo, em Guadalajara.

Ao contrário, foi guerra pura.

E o Chivas mostrou para quem não acreditava que é um time de respeito.

Jogou de igual para igual com o São Paulo tricampeão.

Foi inferior no primeiro tempo, mas, mesmo assim, se comportou com altivez e achou o empate no finzinho.

No segundo tempo foi pau puro, com o São Paulo se esquecendo de jogar como pode ao mostrar só valentia, o que valeu, aliás, um pênalti de Lugano não marcado.

E o castigo acabou acontecendo na marcação do segundo gol mexicano, que significou a mesma virada e o mesmo resultado do jogo de ida: 2 a 1.

Temos a mania de buscar culpados, erros como o de Richarlyson no gol da vitória do Chivas.

Mas precisamos aprender que adversários existem e, ontem, no Morumbi, não foi o São Paulo que perdeu, foram os mexicanos que venceram.

Olho neles!

Na Copa do Mundo, inclusive.

Por Juca Kfouri às 23h43

05/04/2006

Barça e Arsenal

Deu o que tinha de dar.

O Barcelona, mesmo sem brilhar, tratou de encurralar o Benfica que pouco assustou.

Susto mesmo foi ver Ronaldinho perder um pênalti logo no começo do jogo, outra façanha do goleiro brasileiro do Benfica, Moretto.

Mas em seguida Ronaldinho se redimiu, deixou seu gol e nem assim o Benfica foi para cima, até que tomou, no finzinho, o gol definidor de Eto'o.

Tudo o que Parreira não queria aconteceu: brasileiros do Barça x brasileiros do  Milan na semifinal, certeza de que um time de muitos brasileiros essenciais para a Seleção estará na final.

Quer ver?

Dida, Cafu, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, todos titulares nos planos parreiristas, participarão das semi e três deles, ou, no mínimo, um deles, da finalíssima, em Paris, no dia de 17 maio, menos de um mês antes da estréia brasileira na Copa do Mundo. 

No outro jogo, também sem maiores sustos, o Arsenal resistiu à Juventus e manteve, com o 0 a 0, a vantagem obtida em Londres.

Agora pega o surpreendente Villareal.

Por Juca Kfouri às 18h18

Guga pára?

Está no diário "Lance!" de hoje, em furo de Dani Blaschkauer, que Guga tem revelado aos seus parentes que está em vias de parar.

O melhor representante do tênis masculino da História do Brasil não aguenta mais a rotina de sua luta contra as dores que não o abandonam.

Se, de fato, parar, será uma pena.

Embora ele não precise fazer mais nada para estar na galeria de nossos atletas imortais.

E mereça gozar a vida.

Por Juca Kfouri às 12h09

Quarta-feira de gala

Uma quarta-feira imperdível à tarde a à noite para quem gosta de futebol.

E uma quarta-feira em que só se pode assegurar alegrias brasileiras nos jogos da Copa dos Campeões.

Sim, porque nos dois duelos europeus, Barcelona x Benfica e Juventus x Arsenal, há jogadores nacionais em ambos os lados, um monte deles, por sinal, no primeiro.

O blog aposta em Barça e Arsenal, em Ronaldinho e Henry, os dois melhores do mundo hoje em dia, com o francês, por sinal, revivendo as glórias da inusitada camisa 14, um dia apresentada ao mundo pelo gênio do holandês Cruyff.

Emerson ficará na cola do francês.

Mas se é certo que teremos brasileiros feliezes por se classificarem para as semifinais européias, os três jogos da Libertadores não dão a mesma garantia.

Dificilmente, por exemplo, o Paulista vencerá o River Plate, por mais lotado que possa estar seu estádio.

É verdade que no jogo em Buenos Aires os brasileiros até resistiram e que o River está longe de ter um grande time.

Mas é o River Plate e é mil furos melhor que o Paulista.

Do mesmo modo corre sérios riscos de derrota o Goiás, na altitude de La Paz, diante do The Strongest.

O time brasileiro jogará sem cinco titulares e um empate será vitória.

Para piorar, o Goiás decidirá o campeonato estadual no domingo, contra o Atlético Goianiense e certamente estará para lá de desgastado diante do rival descansado e em bom momento.

O blog aposta nos argentinos em Jundiaí e nos bolivianos.

Finalmente, o terceiro jogo imperdível (os outros dois são os na Europa) de hoje: São Paulo e Chivas.

Ambos já fizeram a melhor partida de todas que o blog acompanhou nesta Libertadores -- e acompanhou quase todas.

Não foi tão emocionante como, por exemplo, a virada do Estudiantes sobre o Sporting Cristal, quando os argentinos perdiam de 3 a 0 e venceram os peruanos por 4 a 3.

Mas  Chivas 2, São Paulo 1, também de virada, mostrou um futebol muito mais refinado.

Então, os mexicanos se deram melhor, numa disputa de nível técnico parecido com o que se vê na Copa dos Campeões da Europa.

E hoje, no Morumbi, não deverá ser diferente.

O blog aposta no São Paulo, por jogar em casa, por crescer em desafios deste tipo, pelo ótimo momento que atravessa.

Mas, de forma alguma, afasta a possibilidade de vitória do forte time mexicano, base da seleção azteca.

Uma seleção que, por sinal, tem tudo para fazer ótimo papel na Copa do Mundo, não só pelo claro progresso do futebol mexicano, como pela preparação cuidadosa e longa, já a partir da semana que vem.

 

Por Juca Kfouri às 10h52

Inter e Palmeiras na boa

O empate sem gols em Montevidéu entre Nacional e Inter ficou sob medida para os brasileiros.

Praticamente classificados, deverão assegurar, também, o primeiro lugar em sua chave.

Não foi uma grande exibição dos gaúchos, com direito a alguns sustos não previstos.

Mas, no segundo tempo, também o Inter soube intimidar os uruguaios.

O placar ficou justo, ficou bom, ficou na medida.

Melhor ainda ficou para o Palmeiras.

Os paulistas liquidaram o jogo ainda no primeiro tempo, quando fizeram 2 a 0, em Medellín, contra o Atlético Nacional.

Depois, no segundo, os colombianos vieram para cima, certos de que Sérgio não era Marcos.

Se enganaram.

Era noite de São Sérgio, que só foi vazado no fim.

O suficiente para o Palmeiras assegurar a liderança da chave, recuperar a confiança perdida nos últimos jogos e dizer ciao para a crise.

 

Por Juca Kfouri às 23h20

04/04/2006

A batalha de Milão

Um jogo franco, veloz, trepidante, foi o que fizeram Milan e Lyon.

E os franceses se deram mal ao perder por 3 a 1 em Milão, com os italianos passando para as semifinais, provavelmente diante do Barcelona, num duelo com quase uma dúzia de brasileiros.

O Lyon com Juninho Pernambucano é um belo time.

O Milan, sempre sólido, teve chances, correu riscos, mas, nos últimos minutos, salvou-se, ao fazer o segundo e terceiro gols, aos 43 e 48.

Dida fez defesas incríveis e pelo menos um lance bisonho, para variar, com os pés.

Mas a classificação italiana (0 a 0 em Lyon, sem Juninho), mais pela abnegação do que pela técnica, acabou sendo justa.

Diferentemente da outra partida do dia, quando o Villareal ganhou da Inter (1 a 0) e a eliminou, em Milão prevaleceu a tradição.

Por Juca Kfouri às 16h29

Parceria Mengo/Raposa

Flamengo e Cruzeiro estão fechando uma parceria.

Prova de humildade e realismo dos cartolas rubro-negros, diante do descalabro que vive a Gávea.

Tomara que dê certo.

Humildade faz bem.

Mas a parceria tem, também, uma dose de humilhação.

Não que o Cruzeiro seja um parceiro menor, ao contrário.

Mas, poucos anos atrás, se alguém dissesse que o Cruzeiro procurou o Flamengo para se socorrer, todos achariam naturalíssimo.

Hoje, quando ocorre o inverso, não há como deixar de observar a que ponto chegou o Mengo.

Por Juca Kfouri às 12h08

Maldade com o presidente da CBF

É maldade concluir que Ricardo Teixeira chamou o Botafogo de clube pequeno, ontem, em Brasília.

Reproduzo, abaixo, literalmente, o que disse:

"É uma pena que as finais de campeonatos tradicionais, como o Campeonato Carioca, não tenham clubes grandes, como Vasco e Flamengo. É uma pena que não estejam disputando a final. Mas isso é mérito dos times pequenos, que souberam trabalhar e chegar."

Ricardo Teixeira não costuma mesmo ser feliz quando se manifesta.

Cada vez que fala parece ter de fazer um baita esforço e até pouco tempo atrás chamava o Flamengo, para quem diz torcer, de Clube de Regatas Flamengo, sem o devido "do" Flamengo.

Mas parece claro que ao lamentar a ausência da dupla Vasco e Flamengo nas finais do estadual do Rio, ele não chamou o Botafogo de pequeno.

Provavelmente quis dizer que gostaria de ver um dos dois na disputa com o Botafogo.

Tanto que também não citou o Fluminense e ninguém está dizendo que chamou também o tricolor de pequeno.

Por mais que ignore a história do futebol, por mais que não goste de futebol (já reparou que ele nunca é visto nos estádios brasileiros?), Teixeira sabe vagamente quem foram e quando jogaram gênios como Garrincha, Didi, Nilton Santos, Gérson, além de craques como Jairzinho, Paulo César Caju, para citar só alguns.

Por Juca Kfouri às 12h00

Inter, por um empate

A um ponto da próxima fase da Libertadores, o Inter pega o Nacional uruguaio, em Montevidéu, às 19h.

Nada é fácil no torneio, mas o Inter deve conseguir até mais que o empate.

O Nacional vive apenas de sua enorme tradição, infelizmente.

E o jogo desta noite servirá como aquecimento para os brasileiros, também a um passo da conquista do pentacampeonato gaúcho.

Com um time e elenco dos mais fortes do Brasil neste momento, o Colorado tem tudo para confrimar seu favoritismo em ambas as competições, indo longe na Libertadores, talvez ao topo, e vestindo as faixas no estadual.

Os gremistas, que dizem que internacional é o Grêmio, hoje serão Nacional desde criancinhas.

Por Juca Kfouri às 11h26

O Palmeiras e sua crise na Colômbia

O Palmeiras joga em Medellin, na Colômbia, às 21h15, contra o Atlético Nacional.

O adversário é o líder da chave na Libertadores, um ponto à frente do Palmeiras.

Uma vitória é o que o time brasileiro precisa para encontrar um pouco de paz depois de perder o rumo no Campeonato Paulista.

O pior é que já sem Marcos e Juninho Paulista, o Palmeiras também não terá Edmundo, com dores nas costas.

E ainda pior, cartolas do clube viajaram com a justificativa de que vão se reunir com o técnico Emerson Leão para definir os planos para o Campeonato Brasileiro.

É claro que o Palmeiras precisa se planejar, mas aqui, não na Colômbia.

Porque para os jogadores a notícia soa como sinônimo de listão de dispensas e traz insegurança, tudo que o Palmeiras não precisa numa hora dessas.

Por Juca Kfouri às 00h24

03/04/2006

Ecos de Londres

Começam a aparecer as versões dos cartolas corintianos para a longa estada em Londres.

Numa delas, Alberto Dualib se queixa.

Diz que tinha quase convencido os investidores a tirar Kia Joorabchian do comando da MSI quando estes lhe apresentaram um relatório com uma série de irregularidades nas categorias de base do clube, imputadas ao seu vice-presidente, Nesi Curi.

Então, segundo ele, tudo mudou.

Joorabchian voltou a ficar forte e Curi caiu em desgraça.

Fato é que Joorabchian continua por aí e Curi anda mudo, até nos corredores do Parque São Jorge.

 

Por Juca Kfouri às 14h56

Correção

O Ibope informa que a média final da estréia do "Jogo Duro", com Jorge Kajuru, foi de 6.5 pontos.

A informação inicial, média de 12 pontos, seria um equívoco da funcionária Priscila Nunes Marques, do SBT, que, estranhamente, teria confundido o pico de audiência com a média e passado a informação errada.

A funcionária, no entanto, mantém que era essa (12 pontos) a média da primeira prévia do Ibope e diz que tem experiência suficiente para não cometer tal deslize. 

Tudo muito estranho.

 

Por Juca Kfouri às 14h51

Fala, Madureira!

Ontem não foi um dia feliz para Vanderlei Luxemburgo.

O Santos levou um baile do São Paulo e o Madureira, o apelido que ele há anos procura esconder, também perdeu.

Se não bastasse, depois do jogo, VL (ou seria WL?) fez insinuações preconceituosas sobre o árbitro Rodrigo Cintra.

Cintra o teria "paquerado"  durante o jogo e Madureira, cheio de si, garantiu: "eu não sou veado".

Como se isso interessasse a alguém além de seus pares.

E sorriu, certo de ter desviado o foco do show que seu time tomou, mesmo que à custa do sofrimento alheio, o que revela (e é preciso?) o seu caráter.

O assunto talvez renda em salões de manicures ou, no máximo, em programas de TV de baixo nível.

Só mais um registro: o Madureira é o mesmo cara que dia desses disse que essa coisa de racismo é bobagem.

Faz sentido.

 

Por Juca Kfouri às 08h22

02/04/2006

Desculpas aos navegantes

O jogo do Morumbi foi tão eletrizante e repleto de lances polêmicos que nem com dois olhos, dois ouvidos e duas telas deu para acompanhar as partidas do Maracanã e do Ipatingão.

Mas o Botafogo cumpriu com seu dever (2 a 0 sobre o Madureira) e o Cruzeiro restabeleceu a ordem em Minas (1 a 0 sobre o Ipatinga).

Surpreendente mesmo foi a goleada do Paraná Clube, como visitante, sobre a Adap, 3 a 0, na primeira das finais paranaenses.

Cruzeiro campeão, Botafogo e Paraná Clube com as duas mãos nas taças.

Só falta erguê-las.

Por Juca Kfouri às 17h42

A confirmação

O São Paulo confirmou não só o seu favoritismo como a sua superioridade de melhor time do país.

Ganhou bem do provável campeão paulista de 2006 e da arbitragem.

Não que o apito tenha lhe sido apenas desfavorável, porque não foi.

Mas o gol anulado de Josué foi um crime, num momento em que o tricolor ensaiava golear o Santos, tamanha a sua volúpia e ritmo de jogo.

Mesmo assim não se abateu, não marcou porque Maldonado salvou e continuou a mandar no jogo.

Bem, aí vieram os pênaltis.

Há árbitros que não marcariam nenhum dos dois.

Há outros, como o de hoje, que marcariam ambos.

Ficou elas por elas.

Já no segundo tempo, quando o São Paulo continuou a mandar na partida (Rogério Ceni, que falhou no lance que originou o pênalti santista, fez

apenas uma defesa, e excelente, numa cabeçada de Luís Alberto), o prejuízo foi do Santos.

Porque Luís Alberto não merecia ser expulso e Júnior estava impedido no lance que decidiu o jogo, o do segundo gol, de Thiago.

Mas ficou claro que o 3 a 1 foi até pouco para o sufoco que o São Paulo impôs no terceiro clássico que venceu, um consolo para quem, ao que tudo indica, verá o Santos dar a volta olímpica no domingo que vem, na Vila Belmiro, diante da Portuguesa.

Dono da melhor campanha, o Santos tem tudo para ser o campeão e com justiça.

Dono do melhor time, o São Paulo segue de cabeça erguida na competição que mais lhe interessa, a do tetra na Libertadores.

Por Juca Kfouri às 17h37

Ibope alto

Jorge Kajuru é um fenômeno de comunicação.

Seu novo programa dominical, "Jogo Duro", acaba de estrear no SBT, às 12h30.

Sem compactos de jogos e num horário em que a maioria dos aparelhos de TV está ligada, voltado não só para o público do futebol, o programa deu 12 pontos de média no Ibope, ficando abaixo só da TV Globo e em apenas dois pontos.

(ATENÇÃO: ESSES DADOS SE REFEREM À PRIMEIRA PRÉVIA DO IBOPE. NA SEGUNDA, DAS 19H, O NÚMERO CAIU PARA 8. O IBOPE AMA JORGE KAJURU, COMO SE SABE...).

Média de dois dígitos, em programas esportivos na TV aberta, só a Globo dá.

Louco, maluco, desbocado, imprudente muitas vezes, mas, sem dúvida, fenômeno.

E sem se curvar aos pornográficos "merchans".

 

Por Juca Kfouri às 13h34

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico