Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

15/04/2006

Bugre moribundo

Na terça-feira que vem haverá reunião dos conselheiros do Guarani e a diretoria do clube pode ser destituída.

Pode e deve.

O Guarani se orgulha, com razão, de ser o único campeão brasileiro do interior, façanha alcançada em 1978.

O Guarani tem um belo estádio, o Brinco de Ouro da Princesa, tinha uma bela sede social e está numa das regiões mais ricas do país, a porção belga do Brasil.

Mas está entregue ao que há de pior da sociedade campineira.

É forte na atual direção, por exemplo, a influência de um certo Artur Eugênio Mathias.

Trata-se de um advogado que saiu preso da CPI do Roubo de Cargas anos atrás, já esteve atrás das grades e aguarda julgamento final em liberdade.

Mathias é dono de um sítio na Internet sobre o futebol interiorano e o utiliza para toda sorte de barbaridades, como intimidar seus adversários, respaldar seus piores interesses, difamar e caluniar.

Mas parece que muita gente o teme, até mesmo o Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil em Campinas, que há anos está sentada sobre seu processo de expulsão.

Sim, Mathias continua a advogar apesar de condenado por formação de quadrilha e de ter sido suspenso de suas atividades profissionais pela OAB-SP, suspensão da qual recorreu.

Defendeu, por exemplo, Vanderlei Luxemburgo no chamado "caso da manicure".

Neste ambiente, o Guarani fez parceria com um suposto grupo italiano que, agora, revelou-se ser de um brasileiro estelionatário.

Compõe a mesma turma o ex-presidente bugrino Beto Zini, bicheiro, também indiciado pela CPI do Roubo de Cargas e do Narcotráfico, hoje travestido em evangélico, cujo filho empresaria atletas do clube.

Todos empenhados em que um filho de Eduardo Farah, de triste memória na Federação Paulista de Futebol, seja o novo presidente do Guarani.

Para que tudo siga como está.

Mesmo diante da revolta da torcida, inconformada com as quatro quedas recentes daquele que já foi uma das maiores forças de nosso futebol, além de centro de excelência na revelação de jogadores.

Neste sábado, Toninho Cerezo dirigiu o Guarani na situação de demissionário na estréia da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro, diante do CRB.

O Guarani ganhou de 3 a 2 e Cerezo, diante de apelos, admitiu a hipótese de ficar.

Mas, antes, teve a coragem de denunciar a situação de descalabro do clube e, hoje à tarde, num  programa de TV, enfrentou Beto Zini cara a cara.

Quem sabe tenha dado o mote para que os conselheiros de bem do Guarani botem para fora os que lá estão e elejam gente que preste.

Se isso acontecer, Cerezo merecerá uma estátua na porta do Brinco de Ouro.

 


 

Por Juca Kfouri às 22h20

A largada da Série B

Nenhum resultado anormal na primeira rodada da Série B.

Ceará 2 x 1 Paysandu
Marília 1 x 1 Atlético Mineiro 
América-RN 1 x 2 Ituano
Paulista 1 x 0 Santo André 
Remo 1 x 2 Coritiba 
Avaí 1 x 2 Sport 
Portuguesa 1 x 1 São Raimundo
Gama 2 x 0 Vila Nova-GO 
Náutico 3 x 2 Brasiliense
Guarani 3 x 2 CRB

Mas dois times estrearam muito bem: o Coritiba, que venceu o Remo, em Belém, e o Sport que, pelo mesmo placar, derrotou o Avaí, em Floripa.

O Galo ficou no 1 a 1 em Marília, resultado normal, mas abaixo do que se quer e se exige do primeiro campeão brasileiro.

A Lusa segue em sua interminável via crucis, ao só empatar, em casa, com o manauara São Raimundo.

E o Náutico livrou-se de boa, ao vencer, de virada, o Brasiliense.

Porque o time pernambucano quase começou a temporada nacional de 2006 como terminou a de 2005.

Se, então, perdeu a vaga na Série A nos últimos minutos, agora, nem bem o jogo tinha começado, aos 11 segundos, já levou um gol do adversário.

Depois levou mais um, mas acabou virando para 3 a 2, no finzinho.

Ufa!
 

 

Por Juca Kfouri às 21h28

Equilíbrio total

Os dois primeiros jogos do Campeonato Brasileiro foram de absoluto equilíbrio.

Verdade que pouco deu para ver, por causa da neblina, do primeiro tempo em Caxias do Sul.

E pelo que se viu o Juventude complicou um jogo que poderia ter liquidado, no mínimo, por 3 a 0.

Mas ficou na vantagem mínima e sofreu no segundo tempo, quando o Paraná Clube foi melhor e perdeu, ao menos, uma chance evidente para empatar.

Vitória gaúcha no sul, empate no Rio.

Vasco e Inter ficaram no 1 a 1.

O Inter jogou à Parreira, valorizando a posse de bola e se arriscando pouco, no chamado jogo de segurança.

Tem mais time e foi superior ao Vasco que, no entanto, teve com Edílson a chance mais clara de gol no primeiro tempo, desperdiçada porque o atacante quis cobrir o alto Clemer e não se deu bem.

O Inter abriu o placar no segundo tempo, teve por onde fazer o segundo gol, não fez e, com justiça, levou o empate, em chute cruzado e indefensável de Abedi, que acabara de entrar.

Daí em diante o jogo ficou ainda mais equilibrado, com os dois times em busca da vitória que não veio.

Os vascaínos sofrerão com sua defesa, mas têm motivos para algum alento do meio de campo para frente.

E não devem desistir de mandar seus jogos contra os times do Rio em seu estádio, direito mais que legítimo que a CBF não quer reconhecer por pura birra.

E os colorados, que pela nona vez seguida viram seu time estrear no Brasileirão sem vencer, não têm do que se queixar, porque o resultado não ficou mal.

E tomara que Abel Braga tenha tirado Tinga e Fernandão pela mesma razão da retirada de Rafael Sóbis: para também poupá-los com vistas ao jogo pela Libertadores, nesta terça-feira no Beira-Rio, diante do Maracaibo.

Por Juca Kfouri às 19h18

Copa de 2014 no Brasil

Há duas leituras para as críticas do presidente da Fifa, Joseph Blatter, aos estádios brasileiros:

1. Ele fez o jogo de Ricardo Teixeira, que prega a construção de uma dezena de arenas para que o Brasil possa sediar a Copa de 2014.

Daí, portanto, a reação benevolente do presidente da CBF, que prometeu até mandar uma carta de agradecimento ao suíço, por ter aberto os olhos do país.

Se cabe perguntar por que o cartola brasileiro optou por uma carta em vez de telefonar ou mandar uma mensagem pela Internet, cabe, também, outra interpretação, talvez mais realista à luz de tudo que se sabe sobre as relações mais recentes entre ambos.

2. Blatter já está minando as pretensões de Teixeira que quer sucedê-lo nas eleições de 2007.

Se for isso, a reação do brasileiro não vai além de mera formalidade, que seria até registrada por meio de uma antiquada carta, maneira de não passar recibo ao tom ameaçador do rival.

Qualquer das hipóteses merece apenas um comentário:

o Brasil pode sim organizar uma Copa, desde que do tamanho de suas pernas, sem ocultar nossas carências, como, em passado recente, fizeram a Argentina, em 1978, e o México, em 1986.

Para tanto, será necessário apenas reformar nossos estádios (como fizeram os italianos, em 1990, os norte-americanos, em 1994, e os franceses em 1998 (estes construíram apenas um estádio novo, em Paris).

Construir novos é coisa de gente rica, como os alemães -- e os japoneses e coreanos do sul--, além de ser, paralelamente à criação de empregos, excelente meio para enriquecer os organizadores do evento.

Já temos elefantes brancos em número suficiente como herança da ditadura militar.

Por Juca Kfouri às 23h25

Espere sentado

Se você está na espera dos palpites deste blog para a primeira rodada do Brasileirão, tome chá de cadeira, aquele dos que esperam pela queda do Ricardo Teixeira.

O titular deste blog cansou de dar a cara à tapa e se limitará a fazer prognósticos apenas em ocasiões especiais.

Por exempo: sobre os três jogos mais interessantes da primeira rodada, com vitória do São Paulo sobre o Flamengo, empate entre Grêmio e Corinthians e absoluto silêncio sobre Goiás e Santos.

Por Juca Kfouri às 23h23

14/04/2006

Leituras para o feriadão

Aproveite o feriadão e se divirta com três boas leituras.

A Panda Books lançou dois belos livros:

"Os 50 maiores jogos das Copas do Mundo", de Paulo Vinicius Coelho, é um deles.

Com textos curtos e ricos e a devida ficha técnica de cada um, PVC escolhe, baseado não apenas em sua opinião, mas também nas de especialistas estrangeiros, aqueles que considera os melhores jogos das Copas, em 140 páginas.

O primeirão é Itália 4, Alemanha 3, pelas semifinais da Copa de 70, no México.

Este blog concorda com a escolha e ainda acrescenta: se tivesse que escolher uma única imagem para fazer uma estátua em homenagem ao futebol, escolheria a do Kaiser Franz Beckenbauer de braço na tipóia, imobilizado, clavícula fraturada, numa prorrogação que teve nada menos que cinco gols.

O segundo jogo é a decisão daquela Copa, Brasil 4, Itália 1.

Outro belo lançamento, para consultas e satisfazer todos os tipos de curiosidade, é a obra "Os arquivos dos Campeonatos Brasileiros", com direito a dados sobre os torneios que antecederam o primeiro campeonato chamado de Brasileiro, em 1971, ganho pelo Galo.

O autor é um minucioso engenheiro, José Renato Sátiro Santiago Jr., que, em 399 páginas, simplesmente esgota o assunto.

O primeiro custa 25 reais e o segundo 46.

Finalmente, por apenas 8 reais, uma revista, da Editora Segmento, com 66 páginas dedicadas à linguagem do futebol.

Trata-se da revista "Língua Portuguesa", que viaja pela riqueza da última flor do Lácio, inculta e bela, em ótimas tabelinhas com a bola de futebol.

Você saberá a origem dos nomes de muitos clubes, conhecerá como os termos em inglês foram absorvidos pelo português, como os apelidos tomaram conta de nosso futebol e muitas outras coisas mais.

Aproveite.

Por Juca Kfouri às 13h08

13/04/2006

Vexame verde

O Palmeiras acaba de ser derrrotado pelo Cerro Portenho, no Parque Antarctica.

Os brasileiros jogaram bem dois minutos, os iniciais, e mais nada.

Já no primeiro tempo os paraguaios mereceram vencer.

E depois de um deprimente quebra-pau antes do reinício do jogo, com a participação de quase todos os jogadores -- exceção feita a Edmundo, veja só --, o desclassificado Cerro tratou de fazer 2 a 0.

Marcinho ainda diminuiu, mas os paraguaios chegaram ao terceiro gol, com falta de Ávalos em Alceu.

Marcinho diminuiu de novo, ao pegar o rebote, de cabeça, de um pênalti batido por ele mesmo.

Para devolver o Palmeiras à sua crise.

Tudo porque lhe falta um Vágner Love.

O Palmeiras termina em segundo lugar e perde a vantagem de jogar o segundo jogo das oitavas-de-final em casa.

Menos mal que a estréia no Campeonato Brasileiro será no Parque e contra a Ponte Preta...

Por Juca Kfouri às 22h51

Quase 4 milhões!

O blog está, neste momento, a 300 visitas de completar 4 milhões.

É um momento de comemoração.

Porém, há sempre, um porém, por desses mistérios da tecnologia, os últimos 17 comentários aprovados -- na nota da advogada, das previsões sobre o Brasileirão e sobre as médias dos estaduais -- simplesmente desapareceram.

Pelo que peço desculpas.

Por Juca Kfouri às 22h46

A ameaça da advogada

A advogada Gislaine Nunes, que abdicou de representar Marcelinho Carioca porque o jogador aceitou as condições impostas pela MSI, divulgou nota hoje.

Transcreve-se abaixo o trecho final da nota, como no original, para que cada um tire sua conclusão sobre o que significa o "por enquanto" em tamanho gigante.

 

Gostaria de tempos atrás ter conhecido Marcelinho, acredito que as coisas em sua vida teriam sido diferentes (palavras do próprio atleta), neste momento me afasto do caso envolvendo Marcelo e Corinthians, minha luta pela liberdade ao trabalho não condiz com a situação apresentada, e por enquanto me calo diante de tudo o que presenciei nestes 22 dias, me calo por respeito e solicitação do próprio atleta, e ainda por acreditar que o Sr. Presidente Alberto Dualib fará valer o que me prometeu, acredito que antes de ser Presidente é um homem de palavra. Espero um dia dar às mãos à palmatória e que todo este sacrifício de um atleta e pai de família não tenham sido em vão. 

Gislaine Nunes

Advogada

Por Juca Kfouri às 21h09

Pró-memória

Josep Blatter disse hoje que não há nenhuma garantia de que a Copa de 2014 será no Brasil.

E admitiu a hipótese de levá-la para a América do Norte.

Como este blog anunciou no dia 21 de dezembro passado.

Se você quiser conferir no "Histórico" aí do lado esquerdo é fácil.

Se não, relembre, abaixo:

 

Bomba!Bomba!

Surgiu um novo candidato à Copa do Mundo de 2014, que a CBF dá como certo que será no Brasil.

No rodízio definido pela Fifa, a Copa será na América.

A Conmebol já anunciou que apóia o Brasil, o que dificulta candidaturas sul-americanas por mais que, por exemplo, o Chile a deseje.

Só que, em Leipzig, por ocasião do sorteio dos grupos para a Copa de 2006, surgiu uma candidatura inesperada e surpreendente, que nada tem a ver com a Conmebol, porque de um país filiado à Concacaf: o Canadá anunciou que é candidato.


Por Juca Kfouri às 16h43

12/04/2006

Quarta-feira sem surpresas

O Paulista foi ao Paraguai e perdeu para o Libertad -- 1 a 0 --, o que só não significou seu adeus à Libertadores porque o River Plate conseguiu perder no Equador para o El Nacional.

O time de Jundiaí jogou muito mal e merecia perder por mais.

Já o São Paulo garantiu sua vaga na próxima fase ao vencer, com inteligência, o fraco time do Cienciano.

O tricolor não economizou forças no primeiro tempo, ganhou um gol de presente que Aloísio não recusou e fez 2 a 0 com Mineiro, concluindo uma belíssima troca de passes do time brasileiro.

No segundo tempo, quando o ar começava a faltar, os peruanos perderam um jogador justamente expulso e a chance de reagir.

Dos seis brasileiros, cinco deverão passar para as oitavas-de-final, embora, repita-se, até o Paulista ainda possa chegar.

O Paulista (5 pontos) recebe o El Nacional (5 pontos) e o River Plate (6 pontos) recebe o classificado Libertad (11 pontos).

Na Copa do Brasil, algumas decepções, mas, também, nenhuma surpresa.

O Cruzeiro esbarrou no Barradão diante do Vitória, embora a derrota por 2 a 1 possa ser revertida sem maiores dificuldades no jogo de volta.

Do mesmo modo, esperava-se mais do Fluminense, mas o time carioca ficou num empate confortável em dois gols com o Vila Nova, em Goiânia.

Bem mesmo foi o Vasco que derrotou o Criciúma, em Santa Catarina, por 2 a 1, mesmo sem Edílson, expulso de campo ao dar uma cotovelada num adversário.

O Santos penou, mas também conseguiu apertada vitória sobre o Brasiliense, 2 a 1, na Vila.

Só não pode bobear na revanche, o que dificilmente acontecerá.

Wendel fez um gol, sofreu um pênalti e era o nome do jogo até dar uma entrada violenta e deixar o Santos com apenas 10 jogadores.

Para sorte dos campeões paulistas, o Brasiliense, em seguida, ficou com nove.

Em Ipatinga, como era de se esperar, os mineiros venceram o Náutico -- 3 a 1.

Em Belo Horizonte, em compensação, o Galo mais uma vez decepcionou e perdeu para o Fortaleza, 2 a 0.

Fim de feira.

E o Flamengo passou para as quartas-de-final ao golear o Guarani por 5 a 1, o que lhe permite apenas treinar no jogo de volta em Campinas.

Para se lamentar apenas as declarações de ambos os técnicos.

Toninho Cerezzo achou que o árbitro de Brasília era torcedor rubro-negro.

E Valdemar Lemos disse que o Guarani tem um grande time.

Desculpa de um que beira o ridículo e exagero infantil do outro, porque o Guarani é péssimo. 

Finalmente, o Volta Redonda ganhou do 15 de Novembro, mas só por 1 a 0.

Vai sofrer em Campo Bom.

Por Juca Kfouri às 22h47

Daqui a pouco, a Copa do Brasil

Ninguém deverá ter vida fácil daqui a pouco na Copa do Brasil, na rodada de ida das oitavas-de-final.

Flamengo, que recebe o traumatizado (por mais um rebaixamento) Guarani e Ipatinga, que recepciona o Náutico, são os maiores favoritos da rodada.

O Santos, é claro, é favoritíssimo diante do Brasiliense na Vila, mas terá contra si dois fatores: a ressaca da festa do título paulista, com o natural relaxamento dessas ocasiões, e a tradição de endurecer do campeão do Distrito Federal.

Volta Redonda e 15 de Novembro, de Campo Bom, devem fazer um jogo parelho, assim como Criciúma e Vasco, em Volta Redonda e Criciúma, respectivamente.

O Atlético Mineiro, que recebe o Fortaleza, tem sido uma permanente incógnita e o Fluminense, que pega o Vila Nova, no Serra Dourada, outra.

Se bem que, de técnico novo, descansado, alertado, num campo grande e de ótimo gramado, o Flu tenha a obrigação de desencantar diante de um time que nem às finais do campeonato goiano chegou. Mas que não espere vida fácil.

Finalmente, o Cruzeiro enfrenta o Vitória, no Barradão.

A diferença entre os times é gritante, mesmo com os mineiros sem Élber.
 
Mas o Barradão é sempre um obstáculo, embora o Cruzeiro esteja planejadíssimo para ganhar mais uma Copa do Brasil.

Aliás, um embate adiante entre Cruzeiro e Santos seria -- ou será -- sensacional.

Por Juca Kfouri às 17h14

Corinthians pelo empate

Deportivo Cali e Tigres acabam de empatar seu jogo -- 2 a 2.

O Corinthians, para não depender de ninguém, precisará empatar com o Deportivo no jogo que resta, em São Paulo.

Mas o resultado de Deportivo e Tigres tem um lado positivo: obrigará os mexicanos a jogar pela vitória, no México, contra a Universidad Católica, para eliminá-la.

Assim, caso o Corinthians não perca, os brasileiros terminarão como líderes de seu grupo.

O Corinthians pode ainda se classificar mesmo que perca para o Deportivo, desde que o Tigres não vença os chilenos.

Por Juca Kfouri às 00h28

Marcelinho só em agosto?

Nota Oficial
Definida a situação de Marcelinho Carioca

11/04/2006 - 22h36
Parceria Corinthians / MSI

Em reunião realizada na tarde desta terça-feira entre os diretores da parceria Corinthians / MSI e o jogador Marcelinho, chegou-se ao seguinte entendimento entre as partes:

1) Nos próximos dias, o atleta Marcelinho receberá da comissão técnica do Corinthians um planejamento com suas atividades físicas e técnicas e seus respectivos horários e locais de treinamento.

2) Sua incorporação ao departamento de futebol profissional será realizada após o término da participação do Corinthians na Copa Toyota Libertadores de América 2006.


Parceria Corinthians / MSI

Significa dizer, em bom português: caso o Corinthians consiga chegar à final da Libertadores, Marcelinho só será incorporado ao elenco em agosto, depois do dia 9, data da final.

Ou seja,  daqui a quatro meses, ele que já está recebendo há quase dois meses.

Alberto Dualib perdeu para Kia Joorabchian e só não se explicou quem está pagando o salário do ex-jogador em busca de atividade.

Aliás, não se espante se ele for emprestado antes de ser incorporado, coisa que está mais para espiritismo (com todo respeito) do que para profissionalismo.

Simplesmente patético.

Por Juca Kfouri às 23h59

Um Cienciano no caminho

Na trajetória do São Paulo em busca do tetra na Libertadores, há um Cienciano no caminho.

O time peruano é fraco, fraquíssimo, e foi goleado no Morumbi.

A altitude de Cuzco é forte, fortíssima, 3400 metros.

Falta ar até quando você sobe pelas arquibancadas do simpático, e humilde, estádio cuzquenho, para 40 mil torcedores que vêem as partidas sentados no cimento, porque não há cadeiras a não ser numa cabine envidraçada, com ar condicionado, para a elite.

O Cienciano costuma ganhar seus jogos no segundo tempo e o São Paulo terá que dosar suas forças se quiser sair da histórica, belíssima e pobre capital inca, com um bom resultado.

A vantagem tricolor é que tem no fisiologista Turíbio Leite de Barros um especialista, há mais de uma década, nos segredos da altitude.

Por Juca Kfouri às 23h07

11/04/2006

Lenha na fogueira

Os campeonatos estaduais terminaram e muita gente ficou nostálgica.

É compreensível.

As festas das finais emocionam mesmo.

Daí a concluir que os estaduais são o xodó dos torcedores, vai enorme distância.

Mas a opinião do dono do blog é conhecida.

Seria aborrecido repeti-la.

Seguem, abaixo, as médias de público de alguns dos principais campeonatos em 2006.

Nada melhor para retratar a opinião do torcedor.

RS- 2650

PR- 2857

CE- 4586

PE- 5478

MG- 5828

SP- 5959

RJ-8991

Desnecessário lembrar que no Rio houve a promoção do governo com ingresso a R$ 1.

Mesmo assim, a melhor média (a do Rio) fica bem abaixo da média do Campeonato Brasileiro.

Que também é ridícula, diga-se, de apenas 13630 torcedores por jogo.

No entanto é mais que o dobro do "riquíssimo" campeonato paulista.

Por Juca Kfouri às 22h05

Lula e Luxa, tal e qual

Na festa de ontem, da Federação Paulista de Futebol, Lula derramou-se em elogios a Vanderlei Luxemburgo.

Em 2001, no entanto, quando o Corinthians contratou o técnico, Lula, ainda candidato à presidência da República, ligou para Alberto Dualib e para Roque Citadini para protestar contra a contratação.

Argumentou que era um péssimo exemplo por causa do que as CPIs haviam apurado.

Até um manifesto de protesto chegou a ser planejado por seus assessores mais diretos.

Luxemburgo soube e quando lhe perguntaram em quem votaria nas eleições presidenciais declarou que não seria em Lula "que não gosta de mim como eu não gosto dele".

Ontem trocaram abraços e elogios.

Luxa estava no papel dele, mas Lula...bem, pensando melhor, também.

Ele não tem nenhum compromisso a não ser com ele mesmo.

Por Juca Kfouri às 10h36

Vem aí o melhor Brasileirão de todos os tempos

O Campeonato Brasileiro começa neste sábado e tem tudo para ser o melhor de todos, desde 1971.

Porque, enfim, com 20 clubes, número que parece ser o ideal para as condições brasileiras e, mais uma vez , tomara que para sempre, em pontos corridos, turno e returno.

Quando se diz que deve ser o melhor a referência não é ao nível técnico, porque outros houve com nossos maiores ídolos por aqui, não na Europa.

Mas em termos de competitividade, sem dúvida, tem tudo para ser sensacional.

Lembremos que serão quatro os clubes rebaixados e não são poucos, em princípio, os candidatos.

Mais, por exemplo, que os candidatos ao título e à vaga na Libertadores.

Claro que todas as análises antes de um campeonato começar estão sujeitas a chuvas e trovoadas e, em regra, servem para ser desmentidas pelos fatos e causar ódio aos torcedores que sempre vêem seus times com o coração.

Mas será possível dizer, hoje, que seis times começam o Brasileirão como favoritos, por ordem alfabética: Corinthians, Cruzeiro, Goiás, Inter, Santos e  São Paulo.

Dos seis, o último, na ordem alfabética, o São Paulo, é o maior favorito.

Outros cinco clubes deverão ficar na zona intermediária: Atlético Paranaense, Fluminense, Grêmio, Palmeiras e Paraná Clube.

Os quatro primeiros, porém, podem surpreender.

E nove clubes lutarão para não cair: Botafogo, Figueirense, Flamengo, Fortaleza, Juventude, Ponte Preta, São Caetano, Santa Cruz e Vasco.

Dos 10 jogos que fazem a primeira rodada, no sábado e no domingo, dois chamam mais a atenção pelo equilíbrio por cima: Grêmio, campeão gaúcho, de volta ao pelotão de cima, contra o Corinthians, campeão brasileiro e Goiás, campeão goiano, contra o Santos, campeão paulista.  

Que os favoritos ao título não desmintam a avaliação e todos os demais calem a boca do avaliador.

E, não nos esqueçamos: o campeonato parará durante a Copa do Mundo, tempo suficiente para muita coisa mudar, com contratações, saída de jogadores e intertemporadas.

Por Juca Kfouri às 00h55

10/04/2006

Ironia

Ontem, em Mogi, esteve presente, pela primeira vez, a "Unidade Móvel de Monitoramento" custeada pelo ministério do Esporte para garantir a paz no jogo entre São Paulo e Ituano.

Devidamente, aliás, identificada com o logotipo da Federação Paulista de Futebol.

Pois o árbitro acabou o jogo segundos antes do que pretendia por causa da invasão de torcedores são paulinos.

Que, entre outras barbaridades, deixaram o centroavante Thiago apenas de sunga.

E não se viu um PM para evitar a invasão.

Pior: policiais deram voz de prisão, por desacato à autoridade, para o fotógrafo do sítio oficial do São Paulo que, naturalmente preocupado com o que via, pedia a eles que interviessem, sem sucesso.

Menos mal que os aloprados torcedores queriam apenas comemorar (o que, por sinal?).

E se quisessem agredir?

Menos mal que tudo foi registrado pela "Unidade Móvel" e será possível identificar cada um dos invasores e a passividade dos PMs.

Mas que o começo não poderia ter sido mais decepcionante é a pura verdade.

Por Juca Kfouri às 00h09

Os maiores campeões estaduais do Brasil

Como curiosidade nesta segunda-feira de tantos campeões estaduais, e há muitos campeonatos ainda em andamento, segue a relação dos maiores campeões estaduais do país, aqueles que têm de 30 taças para cima:

1. ABC (RN), 48;

2. Bahia (BA), 44 títulos;

3. Paysandu (PA), 42;

4. Remo (PA), 40;

5. Nacional (AM), 39;

6. Atlético Mineiro (MG), 38;

7. Internacional (RS), 37;

8. CSA (AL), 36;

9. Sport (PE), Fortaleza (CE) e Rio Branco (ES), 35;

10. Grêmio (RS) e Ceará (CE), 34;

11. Cruzeiro(MG) e Coritiba(PR), 33;

12. Sergipe(SE), 31;

13. Fluminense(RJ), 30.

 

  

Por Juca Kfouri às 23h21

09/04/2006

Só uma surpresa no domingo dos campeões

Para alegria dos gremistas, o tricolor foi a grande surpresa do domingo.

Arrancou um empate em um gol diante do Inter na casa do rival e saindo atrás no marcador.

Conquista com a marca de quem voltou à Primeira Divisão nacional nas condições épicas daquela vitória diante do Náutico.

E para deixar uma preocupação profunda na torcida colorada, traumatizada tanto com Clemer -- que jogou bem -- e com Abel Braga, perseguido por tantos quases.

Pedro Júnior é o nome do novo herói gremista, autor do gol do título.

De resto, o esperado.

O Santos não só saiu da fila de 21 anos e deixou o recorde de jejum com o arqui-rival Corinthians (22 anos), como ainda deixou o São Paulo com gosto amargo na boca e outro rival, o Palmeiras com, agora, a fila mais longa, de 10 anos.

Bela vitória botafoguense no Maracanã, inaugurada por mais um belíssimo gol de Dodô que, só para variar, até fez mais um, normal, desses que ele parece nem gostar de fazer.

O 5 a 1 no placar agregado diante do Madureira estabelece a diferença entre um tradicional gigante e um pequeno.

Como valeu a tradição em Goiás, na suada vitória do papão Goiás, em circunstâncias que lhe eram desfavoráveis contra o Atlético Goianiense, por 1 a 0.

O Figueirense desconheceu o Joinville e enfiou 3 a 0 para não deixar dúvida sobre quem deveria ser campeão catarinense.

Já o Paraná Clube se contentou, e muito, com o 1 a 1 com a Adap, o bastante para garantir a festa em Curitiba.

Como o Ceará que repetiu o placar do primeiro jogo diante do Fortaleza, 1 a 0, e ergueu a taça comprada às pressas na última sexta-feira com a mesma felicidade de quem levanta um troféu feito sob encomenda.

Finalmente, em Recife, o Sport perdeu o jogo em casa por 1 a 0 para o Santa Cruz, com gol de Neto aos 45 do segundo tempo e a decisão foi para os pênaltis.

Pênalti perdido para cá, pênalti repetido para lá a série termina empatada, 3 a 3.

E eis que, nas cobranças alternadas,  o mesmo Neto teve sua cobrança defendida por Gustavo e Hamilton fez o gol que valeu o título para o rubro-negro.

Sport campeão!

Por Juca Kfouri às 17h26

Vitória de campeão

Só faltou Reinaldo, aos 10 minutos do segundo tempo, marcar o terceiro gol para coroar o 16o. título santista.

Seria fantástico, porque ele chapelou um adversário na intermediária, avançou área adentro e a bola raspou na trave.

Mas, pensando bem, não faltou nada.

O Santos fez 2 a 0 no primeiro tempo com a mesma autoridade com que conquistou suas 13 vitórias anteriores e que lhe deu o conforto de chegar à ultima rodada na dependência apenas de seu resultado, dentro de sua casa, a Vila mais famosa do mundo, e contra o desespero da Portuguesa.

Não há o que contestar nem na vitória com uma arbitragem que errou pouco, e sempre contra o Santos, nem na conquista da taça, que chegou de helicóptero, porque havia quem acreditasse no São Paulo, em Mogi.

São Paulo que fez sua parte ao derrotar o Ituano com dois gols relâmpagos, mas que ficou com um amargo gosto de peixe no paladar.

Por Juca Kfouri às 16h58

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico