Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

22/04/2006

Galo e Bugre

Não vi nada, além dos gols.

Mas vi o Galo ganhar corpo com a virada de 3 a 1 sobre o Náutico, no Mineirão.

E o Guarani ser prejudicado, em Curitiba, no 1 a 1 contra o Coritiba.

O pênalti marcado contra os campineiros foi claríssimo lance de bola na mão.

Por Juca Kfouri às 19h09

Baile e trabalho

Enquanto o Fluminense começou o jogo no Maracanã apertando o Goiás em busca do primeiro gol -- o que conseguiu aos 12 minutos, por meio de um pênalti convertido por Pet --o Figueirense ia fazendo gols em Floripa, um, dois, três, em cima do Palmeiras.

Nos mesmos 12 minutos...

Três vira (e virou 3 a 1), seis acaba.

E acabou 6 a 1.

Não acabou oito por acaso.

Sérgio acordou com o pé esquerdo neste sábado e falhou em três gols.

Com que cabeça o Palmeiras irá enfrentar o São Paulo pela Libertadores é algo que, definitivamente, não faz parte das preocupações deste implacável Figueirense, que começa a transformar o sério técnico Adílson Baptista em herói.

Mas no Maracanã a história era bem outra.

O Flu mostrava consistência, organização, mesmo com Pet longe de ser o que sempre foi. E levava poucos sustos deste Goiás que anda brigado com o gol.

O jogo foi difícil como se imaginava e significou um belo alento para o tricolor.

Por Juca Kfouri às 19h05

Azulão facilitou

De fantasma que é para o Corinthians, o São Caetano facilitou as coisas para o rival no Pacaembu, com quase 20 mil torcedores.

O jogo ia equilibrado quando, aos 17 minutos, Maxwell, que já tinha cartão amarelo, fez pênalti em Tevez e foi expulso.

Em seguida houve outro pênalti, não marcado, para o time do ABC.

Aí, o Corinthians tomou conta e liquidou o jogo em bela cobrança de falta de Ricardinho, já no segundo tempo.

Nos acréscimos, Roger, que entrou no lugar de Ricardinho, ainda marcou o terceiro gol, com categoria.

Sílvio Luís estreou com segurança e a melhor notícia para os alvinegros foi a de que Gustavo Nery não poderá jogar na quarta-feira contra o River Plate, em Buenos Aires, pela Libertadores.

Fica Rubens Júnior que, ao menos, não acha que tem mais bola do que realmente tem, como Nery.

Por Juca Kfouri às 16h54

Luxa conta, enfim

Amanhã, às 13h, no "Jogo Duro" do SBT, apresentado por Jorge Kajuru, Vanderlei Luxemburgo conta as circunstâncias de sua demissão do Real Madri.

Ele estava num restaurante com seu empresário Juan Figger e a demissão se deu por telefone, num ambiente em que, aparentemente, a exceção do presidente do Real Madri, do outro lado da linha, o vinho já tinha causado seus efeitos.

In vino veritas.

No mesmo programa, pela primeira vez na TV, o desafio feito no sábado passado, em entrevista coletiva, por Emerson Leão a um garoto-propaganda que comanda lamentável programa nas noites de domingo.

Por Juca Kfouri às 15h50

O enterro de Telê

Telê Santana foi enterrado como gostava de viver: apenas entre os amigos e os torcedores.

Poucos, diga-se de passagem, não mais que 500, talvez porque ele já estivesse há mais de 10 anos afastado dos gramados.

As homenagens foram tocantes e sinceras.

Quase todos os hinos dos clubes que serviu como técnico foram cantados, assim como o caixão foi coberto por quase todas as bandeiras, até a do Cruzeiro, além da do América, do Itabirito, o time de sua cidade, Fluminense, Galo, Grêmio e São Paulo.

Faltaram o hino e a bandeira do Palmeiras.

Discreto, como convém, esteve no cemitério o ministro do Esporte, Orlando Silva.

A CBF não se fez representar e o governador Aécio Neves também não apareceu.

Melhor para Telê e para os que lá foram se despedir.

Por Juca Kfouri às 15h44

21/04/2006

A rodada do Brasileirão

Estarei fora boa parte deste sábado, em Belo Horizonte.

Lamento perder o melhor jogo do sábado, entre Fluminense e Goiás, bom teste para avaliar as pretensões do tricolor de Telê Santana, que será enterrado às 11h.

O Maracanã certamente homenageará o velho mestre.

Como o Mineirão, no domingo, que terá o melhor jogo da rodada, entre Cruzeiro e Grêmio, outro excelente teste para ambos.

Aliás, não tenho dúvida de que todos os estádios brasileiros homenagearão Telê Santana.

Olê, olê, olê. Telê, Telê.

Por Juca Kfouri às 21h34

Telê gostava do Grêmio e do futebol

O que você lerá abaixo foi enviado pelo são paulino, e ombusdman deste blog, Conrado Giacomini.

 

25/06/95


TELÊ SANTANA

Futebol não se ganha fora dos gramados


A técnica prevaleceu sobre a violência. O Corinthians jogou limpo, foi melhor em campo e derrotou o Grêmio.
A decisão da Copa do Brasil merece ser analisada com mais detalhes. O Corinthians teve uma tarefa árdua: enfrentar o Grêmio fora de casa. Em Porto Alegre, nunca é fácil vencer.
Os corintianos, no entanto, entraram em campo com muita garra. Uma garra impressionante. O time estava decidido: iria praticar futebol. E foi o que fez.
O empate era suficiente para a conquista do torneio, mas o Corinthians mereceu a vitória. Antes de abrir o marcador, o time havia perdido ótimas chances de gol.
O Grêmio, além de ter encontrado pela frente um adversário determinado, não esteve bem no gramado.
Os gremistas insistiram durante todo o tempo em fazer a mesma jogada: levantar a bola na área dos paulistas.
Acho importante destacar alguns jogadores que tiveram um papel essencial na conquista da Copa do Brasil.
Célio Silva foi um gigante. Fez uma das melhores apresentações de sua carreira.
Ronaldo foi um goleiro seguro, preciso nos momentos decisivos. Ele soube transmitir tranquilidade para a defesa.
Bernardo e Marcelinho, autor do gol do título, também merecem elogios.
Quero destacar também o importante trabalho do técnico Eduardo Amorim. Ele soube passar segurança para o time. Deu para sentir que os jogadores sabiam o que fazer em campo, estavam concentrados, tranquilos, seguros, confiantes.
Foi possível perceber o dedo do treinador. Ele estabeleceu um esquema de jogo e a equipe cumpriu à risca.
Nas oportunidades em que o São Paulo venceu a Libertadores e o Mundial Interclubes, fiquei satisfeito porque foram conquistas merecidas, nas quais nos preocupamos em jogar futebol.
Foi o que aconteceu em Porto Alegre. Continuo batendo na mesma tecla: futebol não se ganha fora de campo. Eu já havia dito que os gremistas iriam colocar seguranças no gramado, que haveria ameaças...
Não seria bom para o futebol que eles ganhassem assim...
Eles têm uma boa equipe, mas ela poderia ser melhor aproveitada. Jogando futebol, o Grêmio poderia ter tido melhor sorte.
Quanto à arbitragem, acho que o juiz poderia ter sido mais rigoroso com o Grêmio. Houve pelo menos dois lances em que o time de Luiz Felipe bateu muito duro. Foram lances que poderiam e deveriam ter resultado em expulsões.


Telê Santana é técnico do São Paulo e escreve na Folha aos domingos

 

Por Juca Kfouri às 21h29

Homenagem a Telê e Castilho

Atendendo a pedido.

 

 

Depois da frustração, a surpresa tricolor que me marcou


Corria o ano de 1956, e, sem pieguice, eu não podia correr.

Uma tuberculose ganglionar quase tinha me matado, e eu andava fraco.

Já fora de perigo, me mandaram passar uns dias em Ilhéus, na Bahia, na casa de parentes.

Tio Pacheco era médico, dono do hospital da cidade, e um figuraço, casado com tia Esther, irmã de minha avó.

Estava lá eu em franca recuperação quando foi anunciada a presença do Fluminense em Itabuna, ali perto.

Foi então que tio Pacheco chegou em casa no fim de uma bela quinta-feira com dois ingressos na mão e prometeu que iríamos ao jogo.

Havia dias que eu não tinha febre, mas, sei lá se a excitação mexeu demais comigo, fato é que na sexta-feira amanheci febril.

Assim foi durante todo o dia, 38, 39 graus de febre, e, quando o tio Pacheco chegou e soube, nem pestanejou: sentou-se ao meu lado e disse que era melhor esquecer o jogo, mas que de todo modo me faria uma surpresa no domingo. Desnecessário contar o tamanho da frustração, e, na verdade, não havia surpresa possível que me interessasse ou consolasse.

Passei o sábado bem jururu e fui acordado no domingo com o anúncio de que tinha uma surpresa para mim na sala.

Lavei o rosto, escovei os dentes, fui para a sala e dei de cara com um bando de gente que eu não sabia bem quem era.

Era o time do Fluminense!

Tio Pacheco havia conseguido levar o time do Flu à casa dele, para visitar o sobrinho doente.

Ganhei autógrafos do Castilho, do Pinheiro, do Telê Santana, do Escurinho, uma beleza!

Muitos anos depois, às vésperas da Copa de 82, perguntei a Telê se ele se lembrava do episódio, e ele disse que sim, vagamente. E, sempre que de alguma maneira divergíamos, ele me ameaçava: “Vou espalhar para todo mundo que você já sentou no meu colo”.

Mas foi em 1984 que essa história teve seu fecho de ouro.

Num programa de tv, com Castilho, o maior goleiro da história do Flu, e Telê, perguntei a eles, piscando o olho para Telê, se guardavam alguma lembrança de visitas a crianças doentes em excursões do Flu.

E Castilho imediatamente se virou para Telê e disse: “Sim, é claro. Você se lembra, Telê, de um menino paulista que fomos visitar na Bahia, estava com uma doença grave, bem fraquinho, acho até que morreu?” Antes que Telê falasse qualquer coisa, eu disse a Castilho que o garoto era eu. O velho e sensível goleiro se emocionou às lágrimas. Foi a última vez que o vi. Três anos depois, deprimido, Castilho suicidou-se.

Deixou saudade.

 

       (Extraído do livro "Meninos, eu vi", de Juca Kfouri, editoras DBA/Lance!)

Por Juca Kfouri às 21h24

Adeus, Telê

Tiradentes, Tancredo, Telê.

Três mineiros que começam com T.

Os três morreram num 21 de abril.

O primeiro foi um mártir pela Independência do Brasil, que tardou.

O segundo foi um símbolo pela redemocratização do país e da esperança não cumprida.

O terceiro foi aquele a quem todos nós demos o coração.

 

Por Juca Kfouri às 12h56

Justiça a Sarosi, Ghiggia e Fontaine

Just Fontaine, nascido no Marrocos e centroavante da seleção da França na Copa do Mundo de 1958, é o maior artilheiro em uma única Copa.

Marcou 13 gols na Copa da Suécia.

E é vítima de uma injustiça aqui no Brasil.

Sempre que se faz uma referência a Jairzinho, o Furacão da Copa de 1970, se diz que ele é o único jogador a ter feito gols em todos os jogos de uma Copa.

De fato, Jairzinho marcou sete gols nos seis jogos da Copa no México e não passou nenhum em branco.

Mas Fontaine também fez gols nos seis jogos da Copa de 1958 -- e fez 13, repita-se.

Três contra o Paraguai; dois contra a Iugoslávia; 1 contra a Escócia; dois contra a Irlanda do Norte; um contra o Brasil e quatro, na decisão do terceiro lugar, contra a Alemanha.

O que se pode dizer de Jairzinho é que ele, COMO O URUGUAIO GHIGGIA (OBRIGADO, BLOGUEIROS) FOI O SEGUNDO  campeão mundial a ter feito gols em todos os jogos que disputou numa Copa.

GHIGGIA MARCOU QUATRO GOLS NOS QUATRO JOGOS DO URUGUAI NA COPA DE 1950, INCLUÍDO O QUE FEZ NA FINAL DIANTE DO BRASIL.

E O HÚNGARO SAROSI, TAMBÉM MARCOU, NA COPA DE 1938,  CINCO GOLS NOS QUATRO JOGOS DA SUA SELEÇÃO, INCLUÍDO UM NA FINAL, DIANTE DA ITÁLIA, QUE FOI A CAMPEÃ.

Em tempo: o maior artilheiro das Copas é o alemão Gerd Müller, com 14 gols (10 em 1970, quatro em 1974).

Ronaldo, com 12 gols -- quatro em 1998 e oito em 2002 -- mesmo número de Pelé -- seis em 1958, um em 1962, um em 1966 e quatro em 1970 --, está pertinho de alcançá-lo e superá-lo.

Mas, SAROSI, GHIGGIA E Fontaine fIZERAM gols, como Jairzinho, em todas as partidas daS CopaS QUE DISPUTARAM, DO PRIMEIRO AO ÚLTIMO JOGO POSSÍVEL. 

Por Juca Kfouri às 00h43

O Rio na Copa do Brasil

Flamengo x Galo, primeiro jogo no Rio de Janeiro.

Santos x Ipatinga, primeiro jogo em Santos.

Volta Redonda x Vasco, primeiro jogo em Volta Redonda.

Cruzeiro x Fluminense, primeiro jogo em Belo Horizonte.

Todos no meio da semana que vem, o Vasco na quinta-feira.

Prognósticos?

Passam Galo, Ipatinga, Vasco e Fluminense.

O Galo por estar, apesar da segunda divisão, mais organizado que o Flamengo.

O Ipatinga por jogar a segunda em casa.

O Vasco porque é o Vasco, com segundo jogo em São Januário.

E o Fluminense porque está melhor que o Cruzeiro.

E o blog põe o lombo para apanhar de rubro-negros, santistas, cruzeirenses e torcedores do simpático Voltaço.

Por Juca Kfouri às 23h07

20/04/2006

O Brasil na Libertadores

Internacional x Nacional, primeiro jogo em Montevidéu.

Goiás x Estudiantes, primeiro jogo na Argentina.

Corinthians x River Plate, primeiro jogo em Buenos Aires.

E São Paulo x Palmeiras, primeiro jogo no Palestra Itália.

Todos no meio da semana que vem.

Eis os próximos passos dos clubes brasileiros na Libertadores, já na fase de oitavas-de-final, depois que o São Paulo derrotou o Caracas por 2 a 0, no Morumbi, e o Chivas só empatou com o Cienciano.

O São Paulo, como outros três brasileiros, terminou em primeiro lugar de seu grupo.

Só o Palmeiras ficou em segundo.

Guardadas as proporções, duas observações: é indiscutível o progresso do futebol venezuelano e mais uma vez, ao fazer o primeiro gol tricolor (o segundo foi de Rogério Ceni, batendo pênalti inexistente), Danilo lembrou o estilo de Zidane.

Prognósticos?

O Inter deve passar sem maiores dificuldades.

O Goiás tem tudo para passar, mas dependerá muito de seu comportamento no primeiro jogo.

Idem em relação ao Corinthians, que tem duas vantagens: a rivalidade de Carlitos Tevez com o River e o conhecimento que Mascherano tem de seu ex-time. E uma desvantagem: a sede de vingança de Passarella, técnico do River.

Já entre São Paulo e Palmeiras, apesar de tudo o que representa um clássico de tanta tradição, só uma zebra derruba o tricolor.

Por Juca Kfouri às 22h57

A medicina esportiva e a Ética

A quem o médico de um clube deve informar que determinado atleta não tem condições de jogo? Ao técnico ou ao diretor de futebol?

O médico deve revelar ao público qual é o mal que afasta o atleta ou deve respeitar a privacidade de seu paciente?

É ético revelar a substância revelada num caso de doping? Cocaína, por exemplo?

O médico também deve receber o chamado bicho por vitórias?

O médico "escala" um atleta ou deve se limitar a informar, e fazer constar no prontuário do jogador, se este está apto ou não para a competição?

Entre outras questões, essas foram algumas das discussões do I Fórum Nacional de Ética em Medicina Esportiva, que começou ontem e termina hoje, na Associação Paulista de Medicina.

Promovido pelo Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, o fórum publicará as conclusões que devem nortear os procedimentos daqui por diante.

 

Por Juca Kfouri às 23h35

19/04/2006

Copa do Brasil

Dois times ganharam, mas perderam.

O 15 de Novembro derrotou o Volta Redonda, 2 a 1, mas o Voltaço garantiu a vaga.

O Guarani ganhou do Flamengo, 1 a 0, mas é o Mengo que segue adiante.

O Cruzeiro goleou o Vitória, 4 a 0, e pegará o Fluminense, que também enfiou 4 a 0 no Vila Nova.

O Ipatinga ganhou de novo do Náutico por 3 a 1.

E Reinaldo salvou o Santos no fim, ao empatar 1 a 1 com o Brasiliense, num jogo duríssimo e que teve em Fábio Costa um dos destaques.

Mas o herói da noite foi o Galo, que superou o Fortaleza, em Fortaleza, por 3 a 1, depois de ter perdido em Belo Horizonte por 2 a 0.

Daquelas vitórias típicas do velho Galo.

Amanhã define-se a última vaga, entre Vasco e Criciúma, com claro favoritismo vascaíno por causa da vitória por 2 a 1 no jogo de ida.

Assim, deveremos ter quatro times do Rio, três de Minas e um de São Paulo nas quartas-de-final.

Os confrontos serão entre Flu e Cruzeiro, Fla e Galo, Ipatinga e Santos e Volta Redonda contra Vasco ou Criciúma.

No mínimo, dois jogaços, os dois primeiros, e um muito interessante, o terceiro.

Por Juca Kfouri às 22h50

Libertadores

Sem jogar bem e vaiado por sua torcida, o Goiás ficou no 0 a 0 com o chileno Unión Española, garantiu o primeiro lugar de seu grupo e acabou a primeira fase com a melhor defesa do torneio, apenas um gol sofrido em seis jogos.

De fato, o jogo foi ruim, mas não se justifica a intolerância do torcedor goiano, diante da bela campanha do Goiás.

Já no Pacaembu o Corinthians viveu uma noite de lua de mel com sua gente, ao derrotar com facilidade o Deportivo Cali por 3 a 0.

O jogo foi resolvido ainda no começo, com gols de Marcos Vinicius e Tevez, ambos em bolas cruzadas por Rubens Júnior, que jogou bem melhor do que Gustavo Nery, suspenso, vinha jogando.

No segundo tempo, contra 10 colombianos, o Corinthians diminuiu o ritmo, mas Nilmar ainda fez o terceiro e os brasileiros, a exemplo de Inter e Goiás, terminaram em primeiro lugar de seu grupo.

O Tigres ficou com o segundo lugar ao vencer a Universidad Católica por 1 a 0.

Por Juca Kfouri às 22h41

"Eu me dopei"

Wilson Piazza, capitão do grande Cruzeiro dos anos 60, revelou hoje, no I Fórum Nacional de Ética em Medicina Esportiva, que já foi dopado e já se dopou.

Pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o antecessor do Campeonato Brasileiro, em 1967, Piazza contou que no intervalo de um jogo, no Olímpico, contra o Grêmio, pediu ao massagista que lhe desse um comprimido de Pervertin, uma droga estimulante.

Segundo Piazza, a droga não surtiu nenhum efeito e o Cruzeiro acabou derrotado por 1 a 0.

Amanhã darei detalhes deste Fórum que, pelo que pude assistir, foi muito interessante.

Agora preciso acompanhar a Libertadores e a Copa do Brasil.

Por Juca Kfouri às 22h06

18/04/2006

Passeios de Recife a Porto Alegre

O Sport não tomou conhecimento do Gama e ganhou de 3 a 0, na Ilha do Retiro.

Completou seu sexto ponto em dois jogos na Série B e convenceu.

O Inter fez o mesmo com o União Maracaibo.

Ganhou de 4 a 0 depois de um começo tímido de jogo e ótimo segundo tempo, garantiu o primeiro lugar em seu grupo e, por enquanto, a segunda melhor campanha desta fase na Libertadores, só inferior a do Velez Sarsfield (16 pontos).

Chivas (menos), do México, e Libertad, do Paraguai, ainda podem alcançar o único invicto dos brasileiros em número de pontos (14) nos jogos que lhes faltam.

O Chivas tem três gols de saldo, o Libertad seis e o Inter nove.

O Chivas recebe o fraco Cienciano (terá de ganhar por sete gols para superar o Inter).

O Libertad enfrentará o River Plate em Buenos Aires e terá de vencer por quatro gols.

Duvideodó.

A vantagem de ter a segunda melhor campanha está em poder decidir sempre em casa à medida que for avançando, exceção feita a um confronto com os argentinos do Velez.

Por Juca Kfouri às 22h57

Guarani em festa!

O presidente do Guarani, José Luiz Lourencetti, renunciou.

Já foi tarde.

O vice que assumiu, Edison Torres,  tem de marcar eleições em 15 dias.

Ele, aliás, nem poderia ser vice, porque o estatuto do clube proibe que quem tenha negócios com o Guarani participe da direção.

E ele não só admitiu ter vendido os 30% que tinha de um jovem jogador bugrino, Alex, para o Inter, como era administrador de uma empresa de saúde privada que patrocinava a camisa alviverde.

Mas o destino do Guarani voltou aos seus associados.

Espera-se que não se deixem enganar, porque gente que já esteve no comando também queria a convocação de eleições.

Para fazer coisas ainda piores do que as feitas por quem está indo embora.

Farah, Mathias, Zini, eis os sobrenomes a ser evitados.  

Por Juca Kfouri às 22h53

Imperador Ricardo Teixeira

Ricardo Teixeira já está na presidência da CBF desde 1989.

São 17 longos anos.

Pois quer ficar, no mínimo, mais 9.

Foi o que disse Ricardo Teixeira hoje: "O presidente que for eleito na CBF em 2007 terá seu mandato prorrogado por mais três anos, caso o Brasil seja escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014. A Fifa precisa ter a garantia de manutenção de rumos. Por isso, as federações concordaram em mudar o estatuto da CBF e permitir que o eleito em 2007, e que assumirá em 2008, tenha um mandato até 2015". 

O pior: ninguém nem soube desta assembléia que, hoje, mudou o estatuto.

Tudo feito como habitualmente, nas brumas da CBF.

 

Por Juca Kfouri às 20h40

Aos gremistas

 

Coluna publicada na "Folha de S.Paulo" de 29/08/95:

JUCA KFOURI

Mãe é mãe

Entrevistada na rádio Gaúcha momentos antes de o Grêmio enfrentar o Nacional colombiano, na semana passada, dona Ceci, mãe do técnico Luiz Felipe, mandou um recado mais que direto ao filho: ``Aperta eles, filho".
Angelical quando seu time não está em campo, o próprio técnico pergunta: ``Como é que vocês querem que meu time jogue diferente, se até minha mãe estimula o estilo forte que adotamos?".
Está em voga acusar o quase bicampeão da Libertadores de violento. E mesmo os que discordam concedem que o tricolor está longe der ser um time dos sonhos.
Uma simples comparação com aquele Grêmio campeão mundial de 1983 parece dar razão aos que não gostam do elenco atual.
Aquele tinha craques como De León, Paulo César Caju, Mário Sérgio, Tarciso e, sobretudo, Renato, no esplendor de seus 21 anos. Não há como negar. O time que provou ser a Terra azul, como já tinha dito o astronauta russo Yuri Gagarin, era bem superior ao atual.
Mas o Grêmio de hoje em dia não é medíocre. Equipes medíocres não fazem a exibição da última quarta-feira, no Olímpico, quando os 3 a 1 não refletiram o que foi a partida, além de o Grêmio ter sido prejudicado pela inexplicável anulação de um gol que o deixaria ainda mais perto de trazer a taça de volta ao Brasil. Um time medíocre não goleia o Palmeiras como goleou e nem é personagem do drama seguinte ao ver a goleada devolvida nas circunstâncias inesquecíveis de uma noite empolgante em Parque Antarctica.
Grandes personagens são assim, sempre participam das epopéias.
O Santos de Pelé, o melhor time de todos os tempos, por exemplo, adorava levar uma goleada acachapante e depois ganhar o campeonato como se nada houvesse acontecido. Êpa!
Que faz aqui o Santos de Pelé num espaço dedicado ao Grêmio? Cite um jogador gremista que possa ser chamado de craque, pode desafiar o leitor.
Pois não há um, quem sabe haja 11 e nisso resida o segredo de uma equipe que só neste ano já foi finalista da Copa do Brasil, campeã gaúcha e está perto, muito perto de ganhar a Libertadores.
O time todo do Grêmio é comovente em sua luta pela posse de bola e em sua fé inabalável de que a vitória é possível. Se essas qualidades não fazem necessariamente uma equipe tecnicamente brilhante, permitem, sem dúvida, torná-la digna de respeito.
Por isso, parodiando a dona Ceci, aperta eles, Grêmio!



Por Juca Kfouri às 20h34

Jogo limpo

O jogo inteiro em Milão teve 42 faltas.

Disputado intensamente, palmo a palmo.

Só o Grêmio fez 42 faltas no jogo diante do Corinthians.

De duas, uma: ou os árbitros brasileiros paralisam demais o andamento das partidas ou nossos jogadores abusam do antijogo.

Por Juca Kfouri às 16h52

A diferença é gaúcha

O jogo terminou com sete brasileiros em campo.

Silvinho e Amoroso não entraram em campo e  Ronaldinho saiu aos 88 minutos.

Se já tinha Dida, Serginho, Kaká, Edmílson e Ronaldinho, no segundo tempo Belletti, Thiago Mota e Cafu também entraram.

Ronaldinho fez a diferença, enfim.

Deu o passe para o gol, mandou uma bola preciosa na trave num contra-ataque logo depois, deu um lençol espetacular em Pirlo que, por coincidência ou não, foi substituído em seguida.

No fim, Kaká enfiou entre as pernas do implacável marcador Edmílson, mas errou a finalização.

Vitória justa dos catalães que jogarão por um empate no Camp Nou.

Por Juca Kfouri às 16h36

Gol do Barça!

Nem bem começou o segundo tempo e Kaká deu com açucar para Gilardino que não aproveitou.

O Milan pressionava até que, a diferença apareceu: Ronaldinho pegou pelo meio, enfiou milimetricamente para o francês Giuly fazer 1 a 0 diante de um Dida que fez que ia mas não foi.

O Barça na frente, com um gol já marcado no território adversário.

Por Juca Kfouri às 16h03

Por enquanto, nem Ronaldinho nem Kaká

Milan e Barcelona empatam sem gols.

De cara, os italianos tiveram duas boas chances de gol com Gilardino mandando na trave e com Shevchenko cabeceando para difícil defesa de Valdés.

Em seguida o Barcelona equilibrou o jogo e três roubadas de bola de Iniesta levaram algum perigo ao gol de Dida, que esteve bem.

Kaká, vigiado por Edmílson, apareceu pouco e Ronaldinho, mais acionado, apareceu mais, mas parece ser o primeiro a não estar muito feliz com sua atuação.

Deco faz mais falta no esquema tático de armação espanhola que o bom finalizador Inzaghi para os italianos.

Tudo pode acontecer no segundo tempo de um jogo, até aqui, disputado lealmente e de poucas faltas.

Jogo de xadrez.

Por Juca Kfouri às 15h44

Milan ou Barça?

O jogo é em Milão, 15h45, com transmissão da Band e da ESPN.

Só não tenho dúvida sobre onde ver a partida do ano, até aqui.

De resto, só dúvidas.

Quem ganha?

Para quem torcer?

Bem, aí, confesso toda a minha simpatia pela Catalunha e nenhuma pelo Berlusconi.

Mas, quem ganha?

O Milan jogará completo e o Barcelona sem Deco.

A mesma sorte que os italianos (?), na verdade os brasileiros do rubro-negro, deram ao enfrentar o Lyon, no primeiro jogo, sem Juninho Pernambuco, darão agora, por causa da suspensão do brasileiro naturalizado português que joga no time espanhol.

Tem Kaká de um lado, tem Ronaldinho do outro.

José Trajano defende a tese de que a maioria torcerá pelo Barça por causa da simpatia do Gaúcho.

Faz sentido, embora, no meu caso, só não torço para os catalães quando o adversário é brasileiro.

E você, sabe responder?

Quem ganha?

Ganhe quem ganhar, uma coisa é certa: há muito tempo não esperava um jogo com tanta expectativa.

Por Juca Kfouri às 10h13

Novos rumos para dois gigantes brasileiros

O Flamengo, maior torcida do país, e o São Paulo, terceira maior torcida, tomaram novos rumos na noite de ontem.

O Mengo fechou um contrato de 26 milhões de reais com a Nike, seis milhões na mão para pagar atrasados e mais 20 em três anos.

Além disso, aprovou um contrato de patrocínio com a cervejaria Schincariol, pelo qual receberá um milhão já e 120 mil reais nos próximos 26 meses.

Não resolve a vida do endividado Flamengo, mas alivia.

Já o São Paulo, que não está endividado, resolveu pela solução óbvia.

Elegeu para seu presidente o candidato da situação, Juvenal Juvêncio, por 127 votos a 101, diferença confortável para o histórico das eleições são paulinas.

É claro que o tri mundial pesou, mas não havia mesmo por que mudar de direção.

Juvenal Juvêncio é uma velha raposa do futebol, capaz de tudo pelo seu clube, mas com uma vantagem sobre a imensa maioria da cartolagem: conhece futebol como poucos.

Por Juca Kfouri às 01h57

17/04/2006

Brasileirão começa com pouca gente

Foi de apenas 10.146 torcedores a média de público da primeira rodada do Brasileirão.

Mesmo levando-se em conta o dia da Páscoa, uma presença decepcionante.

Os maiores públicos foram ao Olímpico e ao Maracanã -- 26.368 e 22.304, respectivamente.

Em Porto Alegre esperava-se ainda mais e no Rio parece ser bom sinal para o Botafogo.

Os piores em São Caetano e no Parque Antarctica -- 1.473 e 2753.

No ABC é sempre assim e na capital paulista não poderia ser pior para o Palmeiras.

É de se registrar, também, a nenhum pompa da abertura do campeonato do país pentacampeão de futebol.

Custava escolher um jogo, provavelmente o entre os campeões das séries A e B do ano passado, e fazer alguma solenidade, uma queima de fogos, a execução dos hinos, a exibição da taça, qualquer coisa?

Mas é que o presidente da CBF, na verdade, odeia futebol.

O único lugar em que ele não é visto é num estádio.

Por Juca Kfouri às 11h22

Uma rodada de muitos apenas

A primeira rodada do Brasileirão-2006 teve muitos apenas.

Dos apontados como favoritos ao título, apenas o São Paulo venceu.

E sem brilhar, ao derrotar o Flamengo por apenas 1 a 0.

Mas Inter, Santos e Goiás apenas empataram e Corinthians e Cruzeiro perderam.

Houve apenas dois times que ganharam fora de casa.

O Fluminense que derrotou o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, por 2 a 1, e a Ponte Preta que ganhou do Palmeiras, no Palestra Itália, por 3 a 2.

Houve ainda apenas dois jogos sem gols: Santa Cruz 0, Figueirense 0 e Goiás 0, Santos 0.

Houve apenas um jogo que terminou com diferença maior de um gol: Grêmio 2, Corinthians 0.

E de apenas em apenas, é preciso concluir dizendo que qualquer conclusão é precipitada.

Porque, afinal,  o campeonato está apenas começando.

Por Juca Kfouri às 23h18

16/04/2006

Noite de raridades

Só dois times venceram fora de casa: Fluminense e Ponte Preta.

Só houve dois jogos sem gols: entre Goiás e Santos e entre Santa Cruz e Figueirense.

E tudo aconteceu nos derradeiros, e noturnos, quatro jogos da primeira rodada do Brasileirão.

Atlético Paranaense e Fluminense fizeram o melhor jogo de todos que o blog acompanhou.

O Furacão começou melhor, levou um gol inesperado, se desorganizou e viu o Flu tomar conta.

A tal ponto que, logo no começo do segundo tempo, o tricolor fez 2 a 0, numa pintura de gol iniciado por Pet que deu a Tuta para que o centroavante desse de calcanhar para Rogério fazer o mais belo tento da rodada.

Mesmo com um jogador a menos, o rubro-negro foi à luta, descontou e até fez por merecer o empate que não veio.

Como não veio para o Palmeiras, derrotado em sua casa pela Ponte Preta, 3 a 2.

Ponte que fez 2 a 0 no primeiro tempo, marcou o terceiro no segundo, sofreu um gol em seguida, tomou o segundo pelos 40 minutos e se segurou, para desespero dos alviverdes paulistanos e...campineiros.

Já em Recife em em Goiânia, dois 0 a 0.

O blog nada viu de Santa Cruz e Figueirense.

E viu tudo de Goiás e Santos.

Uma tortura.

O Santos teve um pênalti não marcado a seu favor e uma chance clamorosa desperdiçada por Gilmar, aos 44 minutos do segundo tempo.

O Goiás pouco criou, obrigou Fábio Costa a fazer apenas uma defesa difícil e teve nos pés de Welliton a sua melhor oportunidade.

Os dois times abusaram do direito de errar passes, razão pela qual o zero foi também quase a nota da partida.

Por Juca Kfouri às 19h20

Só o São Paulo

Dos favoritos, até aqui, só o São Paulo ganhou.

E de pouco.

Por mais que Diego Silva tenha perdido dois gols feitos no Morumbi, o São Paulo desperdiçou umas cinco chances.

Acabou vencendo graças ao zagueiro rubro-negro Fernando, que achou de querer driblar o Mineiro na entrada da área, perdeu a bola e Diego teve que fazer o pênalti, convertido por Rogério Ceni.

Já no Olímpico, o Grêmio ganhou com folga do Corinthians.

Jogou melhor, criou mais chances, não deixou o time paulista jogar e o único senão foi um pênalti não marcado em Nilmar, quando estava ainda 0 a 0.

Com apenas um atacante na frente, o campeão gaúcho fez seus dois gols com defensores, o lateral Alessandro e o zagueiro Evaldo.

E a torcida tricolor continua em estado de graça.

Diferentemente da torcida campeã mineira, que mais uma vez viu seu time tropeçar diante do São Caetano, e de virada, pois fez 1 a 0 e tomou o 2 a 1.

Coisa que o Botafogo, com mais um belo gol de Dodô, não permitiu ao Fortaleza, no Maracanã.

A exemplo do ano passado, o campeão carioca começou bem o Brasileirão.

Por Juca Kfouri às 17h19

Para enobrecer o currículo

Primeiro foi o Eurico.

Depois, os anões do presidente do Corinthians.

Continuou com o saltimbanco do Rei.

Em seguida, o abominável Merchan, da mesma turma.

Fraco, e emprenhado pelo ouvido, chegou a vez do cordeiro de Brasília.

E, para completar sexteto tão notório, eis que um tal Afanasio (que nome!) agora deu para me atacar.

É a glória!

Como fazer para agradecer a todos?

 

Por Juca Kfouri às 00h22

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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