Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

29/04/2006

Shows e gols

O Fortaleza era o time que queria ganhar.

E tanto martelou, que ganhou do São Caetano -- 2 a 1.

Teve de virar e só fez o gol definitivo no último minuto, com justiça.

Não fosse por isso e o blog teria acertado sua previsão de empate.

Mas errou.

Como no Maracanã, onde uma atuação segura e corajosa do Atlético Paranaense lhe permitiu a primeira vitória e a queda de mais um invicto, o Botafogo.

Três gols de Pedro Oldoni, mais um de Alan Bahia, e pronto: 4 a 0.

Verdade que se Dodô não cobrasse um pênalti na trave quando ainda estava apenas 1 a 0, teria sido possível a virada do campeão carioca e o acerto do blog.

Mas, não teve jeito: tanto Dodô quanto o blog erraram.

E feio, menos o artilheiro Dodô, que tem crédito, mais o blogueiro, porque o Furacão deu um show no apático Fogão, vaiado por sua gente.

Acerto mesmo só no jogo do Morumbi.

O São Paulo triturou o Santa Cruz no segundo tempo.

Depois de abusar da tranquilidade no primeiro, o tricolor paulista voltou com a corda toda no segundo.

Logo aos 3 minutos, Danilo, ao seu estilo seco e elegante, fez 1 a 0.

Aos 6, Mineiro, de fora da área, marcou mais um, um golaço.

Leandro não lhe ficou atrás quando, aos 16, também pegou um tirambaço de fora de área.

E, finalmente, Rogério Ceni, de falta, fez o quarto gol, aos 30, igualando-se, com 62 gols, ao goleiro paraguaio Chilavert como artilheiro --embora a Fifa considere que ainda faltem dois gols.

E a torcida são paulina cantava, "Olê, olê, olê, Telê, Telê".

Bonito!

Os gols voltaram.

Foram 11 em três jogos.

Por Juca Kfouri às 18h57

E Berezovski voou

Explicação oficial: Boris Berezovski veio ao Brasil para tentar comprar a Varig.

Foi o que disse o deputado estadual Vicente Cândido (PT-SP) à imprensa ontem à noite.

Ele foi enviado ao Hotel Unique quando soube que o russo corria o risco de ser preso.

O deputado Romeu Tuma Júnior falou com o ministro Márcio Thomaz Bastos e foi informado que o bilionário entrou no país com autorização do Itamaraty, protegido pelo status de "asilado político".

Pelo sim, pelo não, assim que vazou a notícia de que estava no país, Berezovski tratou de ir embora, em seu avião particular.

Tinha oito quartos no hotel para sua comitiva e todos embarcaram sem sequer fazer o check-out ou levar todas as malas, providência que tomariam depois, segundo relatou o advogado do Unique.

Tudo indica que Berezovski procura um país como opção caso mude a situação política da Inglaterra e ele tenha de sair de lá de uma para outra diante de novo pedido de extradição do governo russo.

E tudo indica mais ainda que este país é o Brasil.

Primeiro, o Corinthians, agora a Varig, dois gigantes pessimamente administrados.

Em tempo: o outro nome que o chefão russo costuma usar quando sai da Inglaterra é Platon Yelenin.

Por Juca Kfouri às 12h29

28/04/2006

Boris Berezovski em São Paulo

O milionário russo Boris Berezovski, chefão da MSI, está no Brasil desde domingo e hospedado no Hotel Unique, em São Paulo.

Teria chegado com a autorização e cobertura de membros do governo brasileiro.

Como se sabe, exilado na Inglaterra, com ordem de prisão na Rússia e na Suiça, ele quando sai da Inglaterra costuma viajar com outro nome.

Por Juca Kfouri às 18h28

Palpites para a terceira rodada do Brasileirão

Para alegria dos blogueiros, e na falta de coisa melhor, além de uma sexta-feira em que estarei distante do blog por razões profissionais, seguem os palpites deste infeliz para a rodada do fim de semana no Brasileirão, a terceira.

Sábado  

16h -- Fortaleza x  São Caetano, no Castelão.

Animado pela vitória diante do São Paulo, o Fortaleza enfrentará o Azulão que joga em qualquer campo do mesmo jeito, sem se impressionar.

E vão empatar.

 
18h10 -- Botafogo x  Atlético Paranaense, no Maracanã.

O animado Botafogo, invicto, pega o Furacão, 0%, dois jogos, duas derrotas.

Os paranaenses perderão a terceira.

 
18h10 -- São Paulo x  Santa Cruz, no Morumbi.

No choque tricolor, os paulistas vencerão, mesmo desgastados pela Libertadores. 

Domingo 

16h -- Internacional x Flamengo, no Beira-Rio.

Jogo interessante.

O Inter fortalecido pela boa vitória no Uruguai.

O Flamengo feliz com a goleada sobre o Galo.

Os gaúchos têm tudo para vencer e os cariocas ficarão felizes com um empate.

Dará Inter.

 
16h -- Ponte Preta x  Corinthians, no Moisés Lucarelli.

É sempre jogo duro, de muita rivalidade, dois times que duas vezes decidiram o Campeonato Paulista, em 1977 e 1979.

E como naquelas ocasiões, o Corinthians sairá vencedor.

 
16h -- Paraná Clube x  Grêmio, no Pinheirão.

Azar dos paranaenses que o Grêmio vem de derrota.

Porque o campeão gaúcho está bem e deve ganhar. 


16h -- Palmeiras x Santos, no Parque Antarctica.

O Palmeiras está naquela fase de honrar sua tradição.

E o Santos anda irregular.

É jogo com cara de empate, embora Luxemburgo nunca jogue com tal objetivo em campeonatos de pontos corridos, no que está certo. 


18h10 -- Vasco x Fluminense, em São Januário.

A prudência vascaína contra o renascido brilho tricolor.

Como é no campo do Vasco, tem cheiro de empate o melhor jogo da rodada.

18h10 -- Juventude x  Goiás, no Alfredo Jaconi.

O Goiás tem mais time, mas perdeu o viço.

E o Juventude vencerá.

18h10 -- Figueirense x Cruzeiro, no Orlando Scarpelli.

Azar mineiro.

Irregular, pegará um time de alto astral.

O Figueira precisa confirmar o bom momento.

E aposto que confirmará. 

Por Juca Kfouri às 23h03

27/04/2006

Golaço e vitória

Vi bem o primeiro tempo de Nacional e Inter.

E não gostei muito do que vi.

Porque vi Fernandão perder um gol imperdível logo de cara, numa bola mal recuada pela defesa uruguaia.

Porque vi Clemer falhar no primeiro gol do Nacional, que já havia ameaçado outras duas vezes.

Menos mal que, no fim ainda do primeiro tempo, vi Clemer evitar o segundo gol e Jorge Wagner bater uma falta com perfeição para empatar.

Vi mal o segundo tempo, no ar pela CBN.

Mas vi cenas lamentáveis da torcida uruguia soltando rojões em cima de Clemer.

E vi o gol mais bonito de todos que vi nesta Libertadores.

O gol do colombiano colorado Renteria, o gol da vitória, da única vitória brasileira na primeira rodada das oitavas-de-final.

Que golaço!

Com o pé direito ele deu um lençol no zagueiro uruguaio na meia lua.

E antes que a bola caísse, com o esquerdo, ele pegou de bate-pronto para estufar a rede do Nacional.

Na comemoração, provocou os torcedores e levou amarelo.

Depois, retardou a cobrança de uma falta ao ficar na frente da bola e levou outro.

Com 10, Abel botou Ediglê, que no primeiro lance pisou num adversário e foi expulso.

Mas, com 9, o Inter resistiu.

E venceu.

Pode se considerar nas quartas-de-final, pois pode até perder de 1 a 0 no Beira-Rio.

Por Juca Kfouri às 20h32

Juiz manda Corinthians refazer eleição

Atendendo ao que requereu um sócio do Corinthians, o juiz de Direito Carlos Alberto Garbi determinou que o Corinthians realize novas eleições em 20 dias.

O juiz considerou que os sócios do clube foram prejudicados no processo eleitoral anterior, por meio do qual foram eleitos conselheiros quadrienais numa manobra de perpetuação do atual grupo que dirige a entidade.


Segundo o juiz, a mudança no estatuto comandada pelo presidente Alberto Dualib, mesmo que legal, fere o “princípio da consensualismo, na medida que afasta dos sócios o direito de escolher, mesmo que indiretamente, a Diretoria da Entidade”.

Ainda cabe recurso, mas a decisão deve criar um período de instabilidade dentro do clube. Dualib está enfrentando resistência do grupo comandado pelo vice Nesi Curi, afastado do controle das categorias de base do clube por causa de um dossiê elaborado pela MSI.

Por Juca Kfouri às 13h16

Euricadas!

Na última reunião do Clube dos 13, que acabou sem conclusão porque os cartolas não leram o trabalho que basearia a distribuição do dinheiro da TV, Eurico Miranda saiu-se com uma que só ele é capaz:

"Quem me garante que o resultado dessa pesquisa é confiável? E se o cara que respondeu é vascaíno mas resolveu dizer que é flamenguista? E se o anotador é rubro-negro é mudou as respostas?"

Por Juca Kfouri às 11h08

Quarta-feira cumpridora

E a quarta-feira cumpriu tudo o que prometeu.

0 a 0 só um, entre Barcelona e Milan, pela Copa dos Campeões da Europa.

Mas foi daqueles 0 a 0 tão tensos que o torcedor suporta.

E o torcedor catalão comemorou a classificação para a finalíssima.

Depois, pela Libertadores e Copa do Brasil, 19 gols.

No Palmeiras 1, São Paulo 1, entre mortos e feridos salvaram-se todos.

O Palmeiras salvou sua honra e o São Paulo vai jogar por um 0 a 0 no Morumbi.

Só não se salvou, na verdade, a arbitragem, que foi mal, mais a dano do tricolor, que teve contra si um pênalti inexistente.

No River Plate 3, Corinthians 2, o time brasileiro estava a pique de ser eliminado da Libertadores e achou um gol salvador no fim.

Em Buenos Aires a arbitragem também foi mal e o alvinegro foi a única vítima, com um gol mal anulado de Tevez e a injusta expulsão de Mascherano.

Mas o Corinthians jogará no Pacaembu por um 1 a 0.

Pela Copa do Brasil, festa carioca.

O Flamengo goleou o Galo no Maracanã, 4 a 1.

Verdade que o Galo teve um gol mal anulado e sofreu um gol irregular.

Mas o Mengo é quase semifinalista.

Como o Fluminense, que foi ao Mineirão e ganhou do Cruzeiro por 3 a 2.

Finalmente, o Santos sentiu o aço do Ipatinga.

Perdia de 1 a 0 até o fim quando empatou, de pênalti, na Vila Belmiro.

Enfim, a quarta-feira cumpriu tudo que prometeu.

Não faltaram emoção, suor, lágrimas, coração disparado, gritos de gols.

É o futebol.

 

Por Juca Kfouri às 23h58

26/04/2006

Copa do Brasil

Com o Flamengo é assim.

Ou perde, ou goleia.

Pois goleou de novo.

Desta vez, no Maracanã, a vítima foi o Galo: 4 a 1.

E o Mengo de Renato (ou seria Reinato?), autor dos dois primeiros gols, está praticamente nas semifinais.

O Galo, diga-se, tem motivos para reclamar.

Um gol mal anulado e a bola que saiu pela linha de fundo no terceiro gol rubro-negro, de Obina.

Poderia ter sido 3 a 2.

Mas não foi.

O Flu também está muito perto das semi, pois enfiou 3 a 2 no Cruzeiro, no Mineirão, em mais uma atuação inspirada de Lenny, autor de dois gols.

E O Santos foi mais um a sofrer com o Ipatinga, na Vila Belmiro.

Só empatou, 1 a 1, no finzinho e de pênalti.

O que é preciso mais para que se respeite o Ipatinga, que jogará por um 0 a 0 em casa no jogo de volta?

Por Juca Kfouri às 22h55

Corinthians respira

O Corinthians não jogou bem, mas também não jogou mal.

O  3 a 2 saiu barato, mas também saiu caro.

Saiu barato porque o River poderia ter feito mais.

Saiu caro porque Tevez fez um gol mal anulado, Mascherano foi injustamente expulso de campo e Coelho mandou uma bola na trave.

Mas não há como esconder que o Corinthians pegou um River esfacelado e mesmo assim saiu derrotado.

Ricardinho não foi bem, assim como Nilmar e Carlos Alberto.

Roger só entrou nos últimos cinco minutos, um absurdo.

Foram três belos gols, no primeiro tempo.

O primeiro de Tevez, de fora da área.

O do empate argentino em bela bicicleta de Farias.

E o da virada, de Ferrari, que entrou driblando pela área corintiana.

O terceiro gol portenho surgiu com o Corinthians já com 10 jogadores e muito pressionado.

Foram, até aí, quatro gols argentinos.

Só que Xavier fez um gol salvador, no último minuto, daqueles que podem significar tudo, quando também o River tinha 10 no gramado.

E deu ao alvinegro a possibilidade de jogar por uma vitória de 1 a 0 ou 2 a 1 para seguir vivo no Pacaembu.

Por Juca Kfouri às 22h39

Empate no Parque

Palmeiras e São Paulo ficaram no 1 a 1.

O Verdão salvou sua honra e parou o campeão mundial.

Verdade que, um pouco, graças às lambanças do árbitro Carlos Eugênio Simon, que deu um pênalti inexistente para o Palmeiras (lance de bola na mão de Souza) e deixou de dar outro em Leandro, do tricolor.

Mas a arbitragem também, ainda no primeiro tempo, marcou um impedimento inexistente de Washington, que estava na cara do gol.

O São Paulo criou mais, teve mais chances, só que o Palmeiras jogou com o coração na ponta das chuteiras e resistiu.

O resultado deixou todos bem.

O Palmeiras com a honra restabelecida e o São Paulo com a vantagem de decidir em casa por um 0 a 0, já que fez gol na casa adversária.

Por Juca Kfouri às 20h07

Barça em Paris

Dida precisou fazer mais uma grande defesa, em cabeçada de Larsson.

O Milan não deu sossego, mas o Barcelona soube segurar mais a bola no segundo tempo.

As chances de gol foram quase nada.

Jogo mais de xadrez do que de futebol.

Se alguém riscasse um fósforo em Camp Nou, perigava do estádio explodir, tamanha a tensão.

Deco não foi bem e ainda impediu que Iniesta se apresentasse mais.

Cafu entrou e entrou firme.

Kaká tentou, mas estava mesmo muito difícil.

E Parreira deve ter gostado do que viu em Serginho.

Mas Paris gostou mais, porque receberá o Barcelona no dia 17 de maio e certamente torcerá contra os ingleses do Arsenal.

Se bem que Henry, o segundo melhor jogador do mundo, estará em campo na frente de seus compatriotas.

Ah, e o Ronaldinho?

Bem, ele jogou no Paris Saint Germain, é meio francês também...

E ele foi utilíssimo, sempre um perigo, mas sem o show do primeiro jogo.

Por Juca Kfouri às 16h34

Eto'o, Eto'o...

Barcelona e Milan vão empatando 0 a 0, intervalo de jogo.

Eto'o perdeu dois gols na cara de Dida, em duas boas saídas do goleiro.

E o Milan, fiel ao seu estilo, tem tentado surpreender nos contra-ataques, mas ainda não encaixou nenhum.

Estranhamente, aliás, o Barcelona, indomável em sua sede de atacar, tem se permitido ficar às vezes no mano a mano com o ataque milanês.

O segundo tempo promete ser ainda mais interessante, porque o Milan terá de partir para o jogo.

Por Juca Kfouri às 15h39

25/04/2006

Haja jogo!

Esta quarta-feira promete.

Promete em Camp Nou, no tira-teima entre Barcelona e Milan.

Os espanhóis sem problemas, com Deco de volta, os italianos cheios de dúvidas, Kaká, inclusive.

Os catalães em busca de um título raro para eles, os milaneses repletos de glórias.

Quem passar, pega o Arsenal, em Paris.

Promete no Palestra Itália, com um Palmeiras e São Paulo dramático.

O alviverde traumatizado, o tricolor inteiro.

Hora de surgir imponente no gramado em que a luta o aguarda.

Hora de se armar para enfrentar um gigante ferido.

E promete no Monumental de Nuñez, com River Plate e Corinthians.

Os argentinos com tantas baixas que levaram Daniel Passarella a dizer que "cada vez mais somos menos".

Os brasileiros diante do desafio de não fraquejar na hora em que a Libertadores fica mais divertida.

Serão 270 minutos de suar na mão, de gelar o corpo, de palpitar o coração.

É o futebol.

Viva!

E para não dizerem que não falei da Copa do Brasil, tem mais.

Tem Flamengo e Galo de tanta tradição.

Tem Cruzeiro e Fluminense de tanto refinamento.

Tem Santos e Ipatinga, um grande reafirmado contra um time que quer ser de aço.

Haja jogo, haja espaço.

 

Por Juca Kfouri às 22h35

Sobre José Trajano

Gostaria de encerrar a temporada de pancada em José Trajano.

É natural que a maioria defenda o elo mais frágil.

E é a pura verdade que Trajano é um cara explosivo, às vezes mal-educado.

Tanto quanto é um senhor jornalista.

Que inventou um estilo de fazer jornalismo na TV fechada, com poucos recursos.

Que foi, na opinião de Matinas Suzuki, o melhor editor de esportes da "Folha de S.Paulo".

Temperamental, sem dúvida, capaz de jogar para o alto ótimos salários, sempre que divergiu.

Um profissional como existem poucos hoje em dia.

Não há nenhuma dúvida de que foi lamentável o que houve ontem no Linha de Passe e o primeiro a lamentar foi ele mesmo, arrasado ao perceber que havia magoado um companheiro que admira.

Conheço-o há anos, desde 1974, quando ele era repórter de "Placar" no Rio e eu chefe de reportagem, em São Paulo.

Divergimos mil vezes, brigamos no ar, no "Cartão Verde" e no "Linha de Passe", e nunca nos afastamos.

Brigamos até por escrito, duramente, na antiga revista "Bundas", o reverso de "Caras", lançada por Ziraldo.

Nunca ficou um pingo de ressentimento.

Porque ele tem uma coisa rara, que as pessoas não estão acostumadas a ver: é autêntico.

E como todo passional, é incrivelmente sentimental e solidário.

Incapaz de guardar rancor, até mesmo de quem merece.

E, em tempo, ele não é meu patrão, como alguns supõem, e é tão meu chefe como fui dele.

Sem que a hierarquia influencie em nossas relações, em nossas convergências (na maioria das coisas essenciais) ou divergências (poucas e acessórias).

Depois de ler tantos comentários, achei que tinha a obrigação de dizer o que está dito.

Quem dera este país tivesse milhões de Trajanos.

Estaríamos no Primeiro Mundo.

Por Juca Kfouri às 21h24

O Goiás caiu porque quis

O Goiás perdeu do Estudiantes, só por 2 a 0.

E não deve reverter o resultado no Serra Dourada.

Porque o Goiás errou demais.

O Goiás e Geninho.

Abusou do defensivismo, a ponto de o goleiro Harlei ter sido o melhor em campo.

Nas raras vezes em que atacou, no entanto, o Goiás, principalmente num lance com o apático Roni, quase marcou.

Geninho não parece acreditar que pode ganhar na Argentina.

Já foi assim com o Corinthians, diante do River.

E mais uma vez viu um jogador seu ser expulso por jogada grotesca e desnecessária, desta vez o vilão foi Souza, num carrinho por trás na intermediária adversária.

Aí, o Estudiantes fez 1 a 0.

Em seguida, foi a vez de Leonardo ser expulso.

E o Estudiantes fez 2 a 0.

Com toda justiça.

Porque mesmo limitado, encontrou um time acovardado pela frente.

E provavelmente ensinará como se defender no Serra Dourada.

Atacando, na base do contra-ataque.

Quem gosta de defesa é comentarista obtuso e especialista em segurança nacional.

Por Juca Kfouri às 21h10

Arsenal na final

O Arsenal sofreu, correu riscos e viu o Villarreal perder cinco chances claras de gol.

Uma no primeiro tempo e nada menos que quatro no segundo.

Duas na cabeça do mexicano Franco, outra nos pés do uruguaio Forlan e, finalmente, a mais clamarosa, num pênalti, inexistente, aos 90 minutos, que o argentino Riquelme bateu e o alemão Lehmann, perto de chegar aos 1000 minutos sem sofrer gols, defendeu. 

Pobre Riquelme.

Bem ele que garantiu que o Villareal faria, ao menos, dois gols.

Com o 0 a 0 os ingleses esperam para saber, amanhã, quem enfrentarão em Paris, na grande final: Barcelona ou Milan?

Por Juca Kfouri às 17h13

A parceria do Palmeiras

A comentada possível parceria do Palmeiras com uma siderúrgica chinesa, articulada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) não é para já.

As negociações já vêm de longe e o interesse, de fato, existe.

Rebelo, que presidiu a CPI da CBF/Nike, é palmeirense roxo e tem históricas ligações com o governo comunista chinês, que sempre apoiou o PCdoB no país -- em oposição ao velho PCB, o chamado "Partidão", cuja linha era ditada por Moscou, nos tempos da União Soviética.

Ocorre que os chineses são particularmente cuidadosos e detalhistas.

E estão tratando de fazer uma minuciosa auditoria nas coisas do Palmeiras, o que inclui o estudo da parceria anterior, com a Parmalat.

Eles querem saber como foi, que resultados trouxe, por que acabou.

Pode dar certo e se der o Palmeiras terá recursos como jamais teve.

Mas não é para já.

Por Juca Kfouri às 12h07

Depois da tempestade...

Nada como um dia após o outro e, às vezes, uma manhã após uma noite, digamos assim, tumultuada, mas já em vias de se resolver bem:

acaba de estrear um novo blog na blogosfera.

Razões óbvias não permitem que eu me estenda.

Basta recomendá-lo para você julgar.

O endereço está abaixo e já é um de meus favoritos, também por motivos óbvios.

http://blogol.blig.ig.com.br/

Por Juca Kfouri às 10h02

O Brasil na Libertadores

Começa hoje, em Quilmes, na Argentina, a luta do futebol brasileiro nas oitavas-de-final da Libertadores.

E começa exatamente com a participação do representante do Brasil Central, o Goiás.

Que é superior ao Estudiantes, tecnicamente.

Mas sem a experiência que o copeiro time argentino tem na Libertadores.

Menos mal que o jogo não será em La Plata, por briga do Estudiantes com a prefeitura da cidade.

Prefeitura que vetou o velho alçapão, de madeira, do Estudiantes por falta de segurança, para obrigá-lo a jogar no estádio municipal, mais moderno.

Só que o Estudiantes, por marra, prefere jogar em Quilmes, onde, por sinal, ganhou os três jogos que fez na primeira fase.

É jogo duro, duríssimo, um verdadeiro teste de fogo para o time goiano, estreante em Libertadores.

Por Juca Kfouri às 01h32

Amigos brigam

Como era de se esperar, dezenas de interrogações sobre o que houve ontem no "Linha de Passe".

Houve um desentendimento entre o Amigão e o Trajano.

Com a explosão que o caracteriza a vida inteira, Trajano ficou irritado com o rumo que o tema Palmeiras tomou.

E interveio, ao seu estilo.

Para preservar o roteiro do programa, que se estendia demais na crise alviverde.

Por ironia, em defesa do que o Amigão havia planejado.

Mas Paulo Soares, o Amigão, diretor e âncora do programa, tomou a crítica como se fosse para ele.

E foi embora.

Trajano também não se sentiu em condições de continuar, por achar que pareceria desrespeito ao companheiro.

Tudo de acordo com o que acontece nas melhores famílias, apesar de desagradável.

Nada, no entanto, como também acontece nas melhores famílias, que não possa ser bem resolvido.

Sem sequelas.

Por Juca Kfouri às 01h26

24/04/2006

Pênalti de Lugano

E os cearenses perguntam o que Lugano precisa fazer para o árbitro marcar pênalti.

Crédito: Capa do jornal "O Povo", de Fortaleza, de hoje.

Por Juca Kfouri às 12h25

Big Phil no English Team

Que os ingleses querem o Felipão em sua seleção depois da Copa, querem.

Mas já ouviram dele que não há hipótese de qualquer conversa agora, a 40 dias do começo do mundial.

Felipão acha ruim para eles e para ele, porque, afinal, tanto a Inglaterra quanto Portugal estarão na Alemanha.

E é bom que os ingleses saibam como age o treinador.

Antes da Eurocopa-2004, o Benfica o procurou.

Ele mostrou-se interessado, mas advertiu que não era hora de negociar.

Apressadamente, no entanto, o Benfica anunciou que o teria como técnico.

Foi o bastante para que Felipão anunciasse que jamais assumiria o Benfica.

Por Juca Kfouri às 11h19

Público melhora

A segunda rodada do Brasileirão teve mais gente do que na primeira.

Em nove jogos com torcida (o jogo do Santos foi com portões fechados), a média atingiu 13.016 torcedores por jogo, contra 10.146 na primeira rodada.

O melhor público foi o do Castelão, com 21.354 torcedores para Fortaleza x São Paulo.

Em seguida, o do Maracanã, para Flamengo x Juventude, com 20.092.

E o pior, 3.731, foi para Paraná Clube x Botafogo, seguido pelo público em Campinas, com apenas 4.362 torcedores para ver Ponte Preta x Vasco.

Por Juca Kfouri às 09h59

23/04/2006

Só o Flu é 100%

Para dar uma medida do equilíbrio que deve caracterizar, novamente, o Campeonato Brasileiro, ainda na segunda rodada, só tem um time com 100% de aproveitamento: o Fluminense.

O tricolor de Telê Santana ganhou as duas partidas que disputou, fora e dentro de casa, contra o Atlético Paranaense e contra o Goiás.

Dos 20 participantes, apenas seis estão ainda invictos -- Fluminense, Figueirense, Santos, Inter, Vasco e Botafogo.

Os gols que não apareceram na primeira rodada -- foram apenas 18 --, foram mais generosos na segunda, 26.

Mas, lembremos, sete deles aconteceram numa única partida, Figueirense 6, Palmeiras 1.

Na segunda rodada, só o Vasco ganhou fora de casa. E ganhou fazendo apenas seis faltas.

Muita água vai rolar por baixo da ponte, mas que o campeonato promete, promete. 

 

Por Juca Kfouri às 22h19

Segunda fornada. Atrasada

Nos três jogos das 18h10, também, nenhuma novidade.

Com o perdão pelo atraso (participei do Bate-Bola da Espn-Brasil), vamos a ele.

Começando pelo que não vi.

Soube que o 0 a 0 entre Paraná Clube e Botafogo foi uma partida em que as defesas prevaleceram.

Parece óbvio, né?

Mas vi que os paranaenses desperdiçaram um pênalti.

Méritos ao goleiro botafoguense, que está lá para isso mesmo.

Ruim para o Paraná Clube, bom para o Botafogo.

O São Paulo com apenas três titulares e todos da defesa (Rogério, Fabão e Lugano), pagou o preço da correta escolha de privilegiar a Libertadores e acabou derrotado pelo Fortaleza, no Ceará -- 1 a 0.

Os cearenses fizeram por merecer mais no primeiro tempo e correram o risco de sofrer o empate, no segundo.

Mas o grande jogo da rodada acabou mesmo sendo entre Cruzeiro e Grêmio.

Consistente, o time gaúcho abriu o marcador e por pouco não aumentou ainda no primeiro tempo.

O Cruzeiro, apático, só reagiu depois que Kerlon entrou em campo, já com o segundo tempo em andamento.

A movimentação mineira mudou e o time não só empatou, como virou e ampliou -- 3 a 1.

Uma vitória como o Cruzeiro precisava e uma derrota que mostrou um Grêmio de cabeça em pé e capaz de fazer boa campanha.

Por Juca Kfouri às 22h09

Primeira fornada

Tudo dentro dos conformes nos quatro jogos que começaram às 16h.

O Santos passou sem dificuldades pelo pouco agressivo Atlético Paranaense num jogo atípico, porque de portões fechados em Mogi.

Em ritmo cadenciado, o campeão paulista marcou 2 a 0 com tranquilidade.

O Flamengo tem sido assim: ou goleia ou perde.

Hoje, ganhou com folga do Juventude, 3 a 1, e Renato se firmou como bom batedor de faltas, pois assim foi o gol que começou a vitória.

Chegou a fazer 3 a 0, mas, no fim, Diego aceitou o gol gaúcho.

Já o Inter complicou, ao ter Perdigão expulso, um jogo que parecia fácil.

Fez 1 a 0 logo de cara no segundo tempo com Renteria, depois tomou dois sustos sérios, mas segurou o triunfo, com a cabeça na Libertadores.

E, finalmente, a melhor coisa do jogo em Campinas foi o castigo para Luís Mário, da Ponte Preta.

Ele meteu a mão na bola e se fez de rogado ao ver o árbitro marcar pênalti contra o Vasco.

Ele mesmo bateu e, coisa rara, Deus castigou e Cássio defendeu.

Melhor ainda, para o Vasco, foram os gols de Moraes, aos 40 e 42 minutos do segundo tempo.

A Ponte até era melhor, mas o Vasco soube se aproveitar dos espaços, abriu o placar e matou o jogo quando o goleiro Jean foi à sua área numa cobrança de escanteio e os cariocas em oito toques rapidíssimos, fizeram o segundo e definitivo gol.

A Ponte ainda diminuiu no último minuto, mas era tarde.

Com justiça, a divina inclusive, Vasco 2 a 1. 

Por Juca Kfouri às 17h03

Praia ou não praia

Vôlei de praia não é a praia deste blog.

Mas hoje aconteceu um fato que é da praia deste blog, apesar de ter acontecido no vôlei de praia.

Eis que a melhor dupla do mundo, Ricardo e Emanuel, ganhava de 17 a 15 o segundo set da decisão da 5o. Etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, disputado em Campo Grande (MS).

Já tinha vencido o primeiro por 18/15.

Ricardo aparentemente manda uma bola para fora, o que daria o 16 ponto para a dupla Guto e Bruno e a manteria na disputa, jogo aberto.

O ponto é dado para a dupla que perdia.

Só que Guto foi até o árbitro de rede e acusou que a bola bateu nele.

"Poucos jogadores fariam isso que ele fez, ainda mais no último ponto. Isso mostra o caráter dele e é por isso que chegou aqui”, cumprimentou Emanuel.

Fim de jogo.

E começo de uma admiração.

Por Juca Kfouri às 14h35

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico