Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

13/05/2006

Memória

 

Matéria públicada na revista "Isto É", em setembro de 2002.

 

  ESPORTE 18/09/2002

 

 

Na parede


Um rolo da Líbia
Jogo não realizado causa problemas ao ex-técnico Zagallo

Eduardo Marini

Andrew Wallace/Reuters

Dois episódios impressionantes agitam os bastidores do futebol brasileiro. O primeiro é uma história esquisita de um jogo que não ocorreu. O segundo, surgido no rastro desta revelação, é a descoberta de que o ex-técnico da Seleção Brasileira, Mário Jorge Lobo Zagallo, cobra - e recebe - o cachê mais alto do planeta por uma série de entrevistas. Os casos estouraram na terça-feira 10, numa reportagem dos jornalisas Juca Kfouri, Erich Beting e Rodrigo Mattos publicada pelo jornal Lance!. Os três repórteres mostraram que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu R$500 mil em 1995 para jogar uma partida amistosa contra a Líbia, em Trípoli. O jogo nunca foi realizado e a CBF ficou com o dinheiro. Menos de um mês depois da assinatura deste contrato, pousou macio numa conta corrente de Zagallo no Exterior, número 10.569, do Alpha Bank Limited, no paraíso fiscal das Bahamas, um depósito de US$ 500 mil, cerca de R$ 1,5 milhão no câmbio atual, feito pela Dar El Ssada, a mesma empresa quem em nome da federação líbia, tinha assinado o compromisso com a CBF para o jogo em Trípoli. Os dois depósitos foram feitos pela mesma pessoa, Al Usta Giuma. Na tentaiva de acabar com a suspeita de lavagem de dinheiro e de deesvinvular os dois casos, a CBF se defendeu mostrando três cartas enviadas pela Dar El Ssada que liberariam a confederação para devolver o dinheiro, caso os líbios cancelacem o amistoso pela segunda vez. Mas Zagallo sofre um pouco mais para explicar as circunstâncias em que a dinheirama desembarcou na sua conta.

O contrato para o jogo foi assinado por Ahmed Ramandan, diretor da Dar El Ssada, e Marco Antônio Teixeira, tio do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e secretário-geral da entidade, em 16 de agosto de 1995. O jogo seria realizado no dia 6 de setembro seguinte, mas foi adiado para 4 de outubro do mesmo ano e novamente cancelado. No primeiro documento exibido até agora pela CBF, datado de 27 de agosto de 1995, a Dar El Ssada pede o adiamento da partida, alegando que o estádio não ficaria pronto a tempo. Dois dias depois, em 29 de agosto, Ramadan enviou uma carta à CBF: "Ora concordamos quem no caso de que o jogo não venha a ser realizado na data acima (4-10-95) por nossa responsabilidade, renunciamos especificamente a receber de volta o pagamento efeturado a V. Sas." No dia 27 de setembro, oito dias antes da nova data, Ramadan pede o segundo adiamento, pois a Fifa estaria impedindo os líbios de realizar o jogo por causa de uma dívida não paga. "Como eles desmarcaram duas vezes, não devolvemos o dinheiro", disse Marco Teixeira através da assessoria de imprensa da CBF. "Quanto ao caso do Zagallo, é problema dele, não temos nada com isso", finalizou.

E agora, Lobo?

Zagallo falou a ISTOÉ sobre o depósito.
ISTOÉ - Por que o sr. recebeu os US$500 mil?
Zagallo - Um jornal líbio, chamado Al Saad, sei lá, queria fazer algumas entrevistas comigo. Pedi e os caras pagaram. Esse Juca (Kfouri) é um invejoso. Sempre quis me detonar, inclusive na copa de 1998, para colocar o Luxemburgo.

ISTOÉ - Nas não é muito dinheiro para uma entrevista? O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, que até ontem mandou no mundo, cobra US$150 mil por palestra...
Zagallo - Problema dele. Ninguém tem nada com isso. O Pelé não tem o preço dele? E o Guga? O único tetracampeão mundial também pode ter o preço dele.

ISTOÉ - O sr. teme ser investigado pelo Fisco ou pela Justiça?
Zagallo - Não é crime ter conta no Exterior, desde que você declare tudo bonitinho...

ISTOÉ - E o senhor declarou?
Zagallo - Isso é problema meu e da Receita Federal.

Por Juca Kfouri às 19h59

Santos segue líder; Botafogo sofre

O Santos ia liquidando com a Ponte Preta mais ou menos do mesmo modo que havia liquidado o Fortaleza na rodada passada.

Então, o Santos abriu o placar com um gol contra de Glauber, ao tentar cortar um cruzamento de Tabata.

Contra a Ponte só mudou o nome do autor do gol contra: Preto.

No jogo diante do Fortaleza, o Santos fez seu segundo gol no último minuto do segundo tempo.

Contra a Ponte, também.

Outra vez Tabata cruzou e Da Silva marcou contra.

Só que, no começo do segundo tempo, numa falha de Cléber Santana, a Ponte diminuiu.

No Maracanã, ao mesmo tempo, tínhamos uma situação parecida.

O Botafogo saiu na frente com dois gols.

Um de Reinaldo, no rebote de uma falta cobrada por Zé Roberto que bateu no travessão e nas costas do goleiro Gallato.

E outro de pênalti, bem cobrado por Christian, bola de um lado, goleiro do outro.

Mas ficou com 10 jogadores no fim do primeiro tempo, na correta expulsão de Thiago Xavier, por falta violenta.

No começo do segundo, também de pênalti cobrado por Ricardinho, o Grêmio diminuiu e tornou difícil o que parecia fácil.

Enquanto o Botafogo sofria com a pressão gaúcha, o Santos só se desafogou num quase terceiro gol contra, no qual o zagueiro campineiro cabeceou contra o seu travessão, Da Silva desviou mal no rebote e Tiuí mandou para o fundo das redes.

No Maracanã, aos 31, aquela história: água mole em pedra dura tanto bate até kfouri (epa!).

Alessandro invadiu a área pela direita e, quase sem ângulo, empatou: 2 a 2.

Aos 36, para piorar as coisas para o Fogão, Felipe Adão deu um carrinho irresponsável e também foi expulso.

Os cariocas tinham nove homens para resistir durante os últimos nove minutos regulamentares, fora os acréscimos.

Para quem não tinha chutado uma bola no gol gremista durante todo o segundo tempo, só restava torcer para, ao menos, segurar o empate.

O que conseguiu, sabe Deus como.

Já o Santos, que mostrou uma fragilidade surpreendente em sua defesa, uma das menos vazadas do campeonato, viu a Ponte perder muitos gols e seguiu líder invicto, agora com 13 pontos.

Como seu saldo de gols subiu para sete, Fluminense e Inter, com três, nem sonham com a possibilidade de superar o time santista nos jogos de amanhã contra o Figueirense, em Floripa, e São Paulo, no Beira-Rio.

Em São Caetano, o Juventude surpreendeu o Azulão e ganhou de 2 a 0.

Por Juca Kfouri às 18h33

Galo e Sport brilham

O Sport segue líder da Série B, com 13 pontos.

O Galo vem a seguir, com 11.

O Galo não deu bola ao Remo e ganhou de 3 a 1, sem forçar.

Segue firme com 100% de aproveitamento em Belo Horizonte.

O Sport não é mais 100%, porque empatou 1 a 1 com o Coritiba, em Curitiba.

Mas é como se fosse.

Em primeiro lugar porque resistiu o segundo tempo inteiro com apenas nove jogadores.

Em segundo porque Wellington fez um gol maravilhoso, do meio de campo, ao se aproveitar de uma saída de bola errada do goleiro coxa.

No dia do 101o. aniversário rubro-negro, não há do que se queixar.

Por Juca Kfouri às 18h13

Roubado do Fotosite

Juan Esteves

GOL DE PLACA! - 11/05/06

Ed Viggiani edita fotos para o livro "Brasileiros Futebol Clube" - FOTO: Cia de Foto


Contam os amigos mais íntimos que como jogador de futebol Ed Viggiani é um excelente fotógrafo. Mas como poderia pensar Luis Fernando Veríssimo, que apresenta este oportuno livro sobre o "esporte bretão" - sim ele é deste tempo - não importa se ele é um perna-de-pau e sim que empunha uma câmera e fotografa como ninguém.

Viggiani é do tempo da bola de couro, como diz o ilustre apresentador, do tempo em que se engraxava a pelota com sebo para não estragar o couro. E, com este cuidado pelo motivo do jogo, fotografa com esmero e talento desde de 1978, na época do analógico, em que não se discutia se a fotografia era digital, mineral ou animal, parafraseando outro craque da fotografia, e igualmente perna-de-pau, Jorge Araújo.

Viggiani tem como mestre confesso Chico Albuquerque. Somente por isso teria seu lugar no pódio, mas foi muito além de seu aprendizado espalhando suas belíssimas imagens pelo Jornal do Brasil, pela Folha de S.Paulo, entre outras grandes casas da imprensa nacional e também da internacional, onde acumulou grandes prêmios como o concedido pela Fundação Mother Jones.



Assim como toda crítica esportiva, esta começa com um grande "nariz de cera", mas voltemos ao futebol, que é o que interessa neste momento, quando milhões de brasileiros sonham com mais uma taça na estante.

Já não é a primeira vez que Viggiani põe o pé em campo. Foi o organizador do belo "Brasil Bom de Bola" escalando um escrete de primeira da fotografia brasileira. Para "Brasileiros Futebol Clube" selecionou o que de melhor produziu, desde 1989 por este Brasil todo, em 70 belíssimas imagens extraídas de seu vasto repertório.



Não vemos apenas aquele futebol "high-tech" produzido pelo marketing atual, mas também aquele escondido nos pequenos campos de periferia, de bolas rotas, tênis acabados e traves mambembes, onde a poesia ainda se mantém original. É deste paralelo que as imagens se alimentam, seja na chuva ou no sol, nos estádios ou nas ruas.

Dele também surgem os coadjuvantes, aqueles torcedores que entregam a alma, assim como o fotógrafo, ao esporte, que para muitos é brasileiro. Neste caminho, se encontram pelas páginas a turba de torcedores e solitários sofredores.



Em comum, as composições e tonalidades do preto e branco que Viggiani emprega em seu longo e consistente trabalho artesanal, como um boleiro que cria aquele pequeno menino, que se torna figurinha carimbada, futuro campeão.

Entre as explosões e os momentos silenciosos, como uma trilha sonora, surgem detalhes tirados da várzea, da areia da praia, das ruas, dos campos, capazes de gerar sinergia entre a bola rolando e as fotografias, mostrando um vasto espetáculo visual que emociona até mesmo aqueles que desligam a televisão em tempos de Copa. Afinal não é apenas um livro sobre o futebol brasileiro e sim um grande livro de fotografias. Um gol de placa!




Brasileiros Futebol Clube
Fotografias de Ed Viggiani
Apresentação de Luis Fernando Veríssimo
Editora Tempo D'Imagem
ISBN- 85-87314-10-6
tempodimagem@uol.com.br


EM TEMPO: O livro "Brasileiros Futebol Clube" será lançado no dia 15 de maio, às 18h30, na Livraria da Vila - R. Fradique Coutinho, 915, Vl. Madalena, São Paulo-SP.


http://fotosite.terra.com.br/

Por Juca Kfouri às 13h20

Deu no Estadão

Estava preparando uma resenha do fabuloso livro de Andrew Jennings, que recebi ontem, em francês, (Carton Rouge!).

Editado pela Presses de La Cité, são 462 páginas que lhe custaram quatro anos de pesquisa, investigação e muita pressão.

Ontem, na Tabelinha com Lilian Wite Fibe no UOL News, mostrei o livro e dei uma resumida no tema.

Mas diante da perfeita crítica de Jamil Chade, leia a dele, publicada hoje no "Estadão".

Livro acusa cartolas brasileiros


"Foul!", de Andrew Jennings, diz que João Havelange e Ricardo Teixeira usaram cargos para proveito pessoal

Jamil Chade

Um livro lançado esta semana na Europa acusa o ex-presidente da Fifa, João Havelange, e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, de corrupção, de se beneficiarem de compra de votos e de usarem o futebol para se enriquecer. Também o atual presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, é acusado de irregularidades. A entidade máxima do futebol chegou a entrar na Justiça para tentar impedir a publicação do livro do premiado jornalista inglês Andrew Jennings - diante das acusações contra Blatter -, mas na quinta-feira retirou a ação.

O livro Foul! (Falta!, em inglês) conta uma série de episódios em que os dois brasileiros usaram o futebol e a seleção para tirar proveito pessoal. Em um dos capítulos, o autor relata como a Líbia teria dado US$ 500 mil a Teixeira em 1995 para que a seleção fosse jogar em Trípoli. Até Zagallo teria recebido US$ 500 mil em uma conta nas Bahamas.

O jogo nunca chegou a ocorrer, mas os líbios não pediram o dinheiro de volta nem a Zagallo nem a Teixeira. O livro insinua que estariam esperando por uma compensação futura, na forma de um eventual voto da CBF a favor da Líbia na escolha da sede para a Copa do Mundo de 2010. Os representantes do coronel Kadafi, porém, acabaram desistindo a poucas semanas da eleição que determinou a África do Sul como sede da competição.

Teixeira e Havelange ainda teriam feito parte de um projeto para a criação de uma loteria mundial com base na própria Fifa. A idéia surgiu do empresário brasileiro Ercílio Malburg, que também tentou convencer Pelé a participar. Sem sucesso, foi em busca do empresário Matias Machline, então responsável pela Sharp no Brasil, e Antonio Carlos Coelho, do Banco Vega. Mais tarde, o banco estaria entre os investigados pela CPI do Futebol, no Congresso.

O livro conta como, em 1993, Havelange, representantes da ISL (empresa que controlava os direitos de transmissão da Copa do Mundo), Machline e Coelho se reuniram em Miami para discutir o projeto. O Fifa Club, como seria chamado, administraria as loterias de futebol em todo o mundo em jogos organizados pela entidade, inclusive a Copa do Mundo.

Um entendimento preliminar foi assinado naquele ano, salvo por Havelange, que não queria seu nome em nenhum documento. O envolvimento da Fifa ocorreria por meio da ISL e os cálculos indicavam que as operações poderiam movimentar US$ 8 bilhões por ano. O livro traz cartas enviadas ao então secretário-geral da Fifa, Joseph Blatter, sobre o assunto.

No dia 12 de outubro de 1994, o acordo foi finalmente assinado em Nova York. Machline, após o evento, embarcou em um helicóptero para Atlantic City e morreu no mesmo dia, vítima de um acidente com o aparelho. Poucas semanas depois, no Hotel Crowne Plaza, em São Paulo, Teixeira deixou claro aos demais empresários que manteria o projeto. O presidente tentou lançar a idéia na França, mas não conseguiu e os responsáveis pelo grupo Machline abandonaram a idéia.

Teixeira não é poupado no livro, que mostra como Blatter evita dar poderes ao brasileiro na Fifa. Segundo o autor, Blatter destina apenas postos de pequena influência política aTeixeira, como a presidência das comissões de Futsal e arbitragem. Embora tenha sido investigado pela CPI do Futebol, Teixeira ainda foi nomeado membro de comissão de auditoria interna na Fifa.

Procurados pela reportagem, Ricardo Teixeira, Zagallo e João Havelange, que está em Paris, não foram localizados.

Havelange e o uso da seleção

 
Livro diz que ex-presidente da CBF e da Fifa utilizava prestígio do selecionado brasileiro


O livro "Foul", do jornalista britânico Andrew Jennings, diz que o ex-presidente da Fifa, João Havelange, teria usado a seleção para obter votos das federações e se tornar o presidente da entidade em 1974. De acordo com o autor do livro, o então presidente da CBD levava a seleção tricampeã do mundo na época para jogar em "países amigos" e deixava a renda da partida inteiramente para os organizadores do amistoso.

O livro de Jennings, escritor consagrado e que provocou a demissão de membros do Comitê Olímpico Internacional graças a suas revelações nos anos 90, revela que Havelange ainda contou com o apoio da Adidas para ser eleito. A obra conta como Horst Dassler, diretor da Adidas, decidiu apoiar o brasileiro contra o então presidente da Fifa, Stanley Rous. Dassler teria enviado envelopes com dinheiro aos delegados indecisos para que votassem por Havelange e assim o brasileiro venceu as eleições por 68 votos contra 52.

Em pouco tempo a Adidas foi recompensada. Dassler ganhou o poder exclusivo de comercialização dos direitos da Fifa. Em 1976, Dassler foi quem conseguiu levar a Coca Cola para patrocinar os projetos de Havelange, entre eles o de aumentar a Copa do Mundo. Com dinheiro, patrocinadores e influência, Dassler passou a controlar também os dirigentes da Fifa e teria orquestrado a entrada de Joseph Blatter como secretário geral da entidade.

DITADURAS

O autor do livro ainda faz questão de mostrar, em várias passagens, como Havelange mantinha boas relações com diversos regimes militares no mundo. Segundo Jennings, o presidente da Fifa "prometia dar um pouco de prestígio ao regime desacreditado (no Brasil) e os generais estavam prontos a fazer todo o possível para ajudá-lo" .

Enquanto o mundo criticava a Copa de 78 por ser realizada em um dos períodos mais duros da ditadura argentina, Havelange afirmava que o Mundial mostrava "finalmente a verdadeira cara da Argentina". Em outro episódio, o livro mostra que ele enfrentou organizações de direitos humanos ao designar a Nigéria, durante o regime de Sani Abacha, para realizar o Mundial de Juniores em 97.

Estado de S.Paulo, 13/5/2006

 

Por Juca Kfouri às 11h01

12/05/2006

A América do Sul está na frente

Veja, abaixo, o que flagrou o ouvinte do CBN EC, Gustavo Dainezi:


1930 URUGUAI (America 1 x 0 Europa)
1934 ITALIA (America 1 x 1 Europa) * EMPATE *
1938 ITALIA (America 1 x 2 Europa)
1950 URUGUAI (America 2 x 2 Europa) * EMPATE *
1954 ALEMANHA (America 2 x 3 Europa)
1958 BRASIL (America 3 x 3 Europa) * EMPATE *
1962 BRASIL (America 4 x 3 Europa)
1966 INGLATERRA (America 4 x 4 Europa) * EMPATE *
1970 BRASIL (America 5 x 4 Europa)
1974 ALEMANHA (America 5 x 5 Europa) * EMPATE *
1978 ARGENTINA (America 6 x 5 Europa)
1982 ITALIA (America 6 x 6 Europa) * EMPATE *
1986 ARGENTINA (America 7 x 6 Europa)
1990 ALEMANHA (America 7 x 7 Europa) * EMPATE *
1994 BRASIL (America 8 x 7 Europa)
1998 FRANÇA (America 8 x 8 Europa) * EMPATE *
2002 BRASIL (America 9 x 8 Europa)

Ou seja, se alguma seleção sul-americana ganhar na Alemanha, será a primeira vez que um continente livra duas Copas de vantagem.

Por Juca Kfouri às 21h59

A Seleção de Parreira

Feitas já todas as brincadeiras, convocadas as seleções de cada um, é hora de tentar adivinhar a lista que vale, a de Parreira.

Minha aposta:

Dida, Marcos e Júlio César;

Cafu, Cicinho, Roberto Carlos e Gilberto;

Lúcio, Juan, Roque Júnior e Luisão;

Emerson, Gilberto Silva, Edmílson e Juninho Pernambucano;

Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Zé Roberto e Ricardinho;

Ronaldo, Adriano, Robinho e Fred.

Mais conservadora, e coerente, impossível.

E, diga-se, uma lista muito boa.

Por Juca Kfouri às 21h50

O que vi e o que me contaram

Começo pelo que vi.

Depois do debate no Globo On Line, fomos jantar, Moreno, Noblat, Rodolfo Fernandes, diretor de redação do "Globo" (ainda não tem blog, coitado...), e eu.

Tudo muito bem, tudo muito bom.

Dormi às três da madrugada, depois de dar uma passada para ver como iam as coisas neste blog, pedir desculpas pela vagabundagem na nota abaixo e tentar ver, ao menos, os melhores momentos do clássico no Maracanã.

Pelo que vi, o Flu foi bem melhor no primeiro tempo e o Vasco cresceu no segundo.

O gol de Edílson foi uma pintura.

Agora o Flu que se cuide.

Acordei às 6h30, vi a totalização da sondagem, botei no blog e tomei o vôo das 8h para São Paulo.

Ao chegar a esta cidade desvairada, soube que um carro tinha pegado fogo no Túnel Ayrton Senna.

Resultado: duas horas no trajeto entre o Aeroporto de Congonhas e este micro.

E hoje é dia de bate-papo no UOL e de Tabelinha com a Lilian Wite Fibe.

Haja!

Agora, o que me contaram e que acabo de ver no Globo Esporte.

Paulo Massini, narrador da CBN, me disse que Carlos Simon aprontou no empate do River Plate com o Libertad (2 a 2), em Buenos Aires.

Até impedimento em cobrança de lateral ele marcou contra o River, o que depois compensou ao validar um gol em impedimento dos argentinos, um absurdo do nível daquela bola atrasada no Gre-Nal.

E ele vai à Copa do Mundo.

Tomara que, no mínimo, pegue um congestionamento em Berlim.

Porque ele merece...

Por Juca Kfouri às 12h13

Vitória do torcedor

Importante a decisão do Ministério Público de São Paulo em acionar a CBF e a FPF pelos danos causados aos torcedores pelo Edílson Pereira de Carvalho.

Ajuizaram a questão em R$ 34 milhões.

É importante ressaltar que o Instituto Gol, uma ONG fundada por uns poucos sonhadores (entre os quais este que vos fala), foi quem provocou o MP a pensar no assunto.

E não só o MP pensou como agiu.

A CBF e a FPF, agora, que se virem. E se defendam.

O torcedor precisa ser respeitado e, lembremos, tanto a CBF quanto a FPF sabiam muito bem quem é o Edílson Pereira de Carvalho, que falsificou um diploma de curso secundário para poder ser árbitro.

Mesmo depois da denúncia, ele não só continuou a apitar pelas duas entidades como virou árbitro da Fifa, cuja comissão de arbitragem tem Ricardo Teixeira como vice-presidente.

Por Juca Kfouri às 12h07

Os clubes goleiam

Graças ao blogueiro Brasílio Hessel, computados 1016 comentários (e a caixa ainda suportou mais 31 votos), deu 872 a 144 para os clubes.

Por Juca Kfouri às 06h05

Blogueiros, mil desculpas

Não tenho desculpas.

Mas tenho desculpas.

Passei o dia fora e fui ao Rio, cada dia mais bonito, participar de um debate entre blogueiros, parte da comemoração dos 10 anos do Globo Online.

Jorge Moreno, Ricardo Noblat, Pedro Doria, do nomínimo, Cora Rónai, Kibe Loco, um barato.

Mas não pude ver a vitória do Vasco sobre o Flu, 1 a 0.

Pena para mim, uma falha com você.

Nesta sexta, tudo voltará ao normal.

Por Juca Kfouri às 01h17

11/05/2006

Seleção ou clube?

No ano passado, mais exatamente no dia 14 de dezembro, fizemos aqui uma sondagem com uma pergunta singela:

o que você prefere, ver seu clube ou a Seleção Brasileira campeã mundial?

Vivíamos o clima do Mundial de Clubes, no Japão.

E das mil respostas computadas (máximo que a caixa suporta), a vitória do clube foi avassaladora: 85% a 15%.

Então, prometi que quando o clima fosse de Copa do Mundo, voltaríamos ao tema.

Pois aí está.

Outra vez a mesma pergunta:

você prefere ver seu time campeão mundial ou a Seleção Brasileira?

Só serão computadas as respostas que se limitarem a responder "clube" ou "seleção", sem opiniões, que dificultam a contagem.

Passarei está quinta-feira fora e só volto à noite a este blog.

Por Juca Kfouri às 23h30

10/05/2006

Castigo no fim

O Flamengo jogou melhor, principalmente no segundo tempo, e merecia vencer.

Até porque o gol de empate do Ipatinga no finzinho foi pra lá de duvidoso, embora daqueles que o bandeira tem o direito da dúvida e, na dúvida é pró-gol.

Mas o Mengo mandou no segundo tempo.

E se tivesse jogadores com mais pontaria e refinamento técnico teria liquidado a partida.

E garantido a classificação para a final da Copa do Brasil.

Coisa que, sem dúvida, tem tudo para garantir no Maracanã, até com um simples 0 a 0.

Por Juca Kfouri às 22h59

Saiu barato

O Estudiantes fez dois gols, um no fim de cada tempo.

Só o segundo valeu, porque o primeiro, erradamente, foi anulado por impedimento.

E o gol que valeu também a quinta vitória dos argentinos em Quilmes, saiu depois dos 40 minutos, como tem sido habitual. (Foram quatro gols depois dos 40 minutos).

Tudo pesado, saiu barato para o São Paulo, porque dá para reverter.

Terá de ganhar por dois gols de diferença.

Mesmo sem dois zagueiros titulares, porque André Dias e Lugano foram corretamente expulsos, em duas bobagens dos dois.

De André Dias porque reagiu a uma agressão do atacante Pavone, que seria expulso sozinho.

E de Lugano por causa de uma falta desnecessária.

O São Paulo até foi mais perigoso que o Estudiantes e ainda mandou uma bola na trave, em cabeçada de Júnior.

E teve coragem, não se intimidou num jogo excessivamente viril, embora não tenha chegado a ser desleal, num gramado lastimável para os padrões modernos do futebol.

No embate de dois tricampeões da Libertadores, ambos trataram de marcar mais do que atacar, de não dar espaços e o São Paulo foi corajoso, com belas atuações de Fabão, Mineiro e, taticamente, de Aloísio.

Mais um brasileiro que vai ter de tratar de ansiedade até o dia 19 de julho.

Por Juca Kfouri às 22h43

Inter, por um triz

O Inter jogou melhor que a LDU e mereceu fazer mais que o 1 a 0 do primeiro tempo, belo gol de Jorge Wagner, em chute cruzado do bico esquerdo da área.

Enquanto os fôlegos foram iguais, o Inter mostrou que é superior ao time equatoriano.

Mas o problema da altitude sempre aparece no segundo tempo.

E apareceu.

E permitiu a virada equatoriana para 2 a 1, nada grave, pois o Inter jogará pelo 1 a 0 no Beira-Rio, dia 19 de julho.

Duro será esperar até lá, com essa espada na cabeça.

E, é claro, sempre é chato perder a longa invencibilidade que o Inter tinha.

Ainda mais que só não a manteve por muito pouco.

Por Juca Kfouri às 20h51

Hoje tem Flamengo no Ipatingão

Da Libertadores já falamos ontem.

Hoje resta torcer pelo São Paulo e pelo Inter, na Argentina e no Equador.

Ou torcer contra, como virou moda.

Mas hoje tem, também, Copa do Brasil.

Ipatinga e Flamengo jogam a primeira das semifinais.

E no Vale do Aço, nas Minas Gerais.

O Ipatinga é o que se sabe, um fenômeno recente que tem tudo para se firmar e não ser apenas uma nuvem passageira.

E que conta com a simpatia geral, aquela que normalmente nós dedicamos aos mais fracos, principalmente quando são habilidosos.

Mas Flamengo é Flamengo.

Maior torcida do país, maior campeão brasileiro com cinco títulos, uma vez campeão da Libertadores, uma vez campeão mundial.

O Flamengo de Leônidas da Silva, de mestre Zizinho, de Dida e Zico, só para falar de quatro símbolos.

É este Flamengo que entra em campo em busca de seu passado de glórias, na tentativa de dar mais um passo para bisar um título que só ele tem entre os clubes do Rio, o de campeão da Copa do Brasil.

Coisa que sua maravilhosa torcida merece.

Com todo respeito ao Ipatinga.

Por Juca Kfouri às 00h54

09/05/2006

O "técnico" se explica

Democrático, respeitador da voz do povo, o "convocador" se explica.

Primeiramente para dizer que todo técnico tem suas maluquices, suas esquisitices, suas idiossincrasias.

Este que vos fala, por exemplo, morre de medo do estilo Lúcio/Cris, que lembra o de Júnior Baiano, pelo menos uma grande bobagem por jogo.

Mesmo que reconheça, e reconhece, que Lúcio é ídolo na Alemanha e Cris na França.

Dada a reação dos blogueiros, cabe explicar, ainda, que Marcos, em forma, seria o goleiro titular deste "treinador".

Mas como levá-lo sem nem sequer ter jogado depois de tanto tempo?

Tomara que eu esteja enganado, que Parreira aposte e dê certo.

Quanto a convocar dois laterais e botar o Zé Roberto como titular é mesmo coisa de maluco.

Mas é o meio de abrir lugar para Juninho e se o Zé Roberto não se readaptar à sua antiga função, ter dois especialistas na espera.

Sobre o Mineiro, só um comentário: de fato, está demais.

Mas esteve fora do grupo até agora e não acho que seria o caso, embora me dê pena.

Ponderaria bastante a respeito, admito.

E, finalmente, Rivaldo.

Quanto preconceito contra o jogador brasileiro que mais fundamentos do jogo conhece!

Ele acaba de ser campeão na Grécia...

Tudo bem, na Grécia, que nem vai à Copa, mas que venceu a Eurocopa.

Tem experiência, é querido no grupo, não tenho dúvida de que teria um papel.

O problema dele é só um: nenhum marketing pessoal.

No meu time, iria, contra tudo e contra todos.

Sou democrata sim, mas também tenho meus direitos, ora bolas!... 

Por Juca Kfouri às 15h26

Convocação da Seleção

Na próxima segunda-feira, Carlos Alberto Parreira convocará 23 jogadores para irem à Copa da Alemanha.

Estivesse eu no lugar dele, e ainda bem, para todos, que não estou, convocaria:

Rogério Ceni, Dida e Gomes;

Cafu, Cicinho, Roberto Carlos e Júnior;

Alex, Caçapa, Juan e Luizão;

Juninho Pernambucano, Emerson, Zé Roberto, Edmilson;

Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Alex e Rivaldo;

Ronaldo, Robinho e Adriano e Fred.

E, hoje, meu time titular seria: Rogério, Cafu, Alex, Caçapa e Zé Roberto; Emerson, Juninho, Kaká, Ronaldinho; Ronaldo e Robinho.

Por Juca Kfouri às 13h56

5.000.000 de acessos!

Dizer o quê?

Só o que está, também, aí do lado esquerdo: MUITO OBRIGADO, BLOGUEIROS!

Por Juca Kfouri às 11h36

A dura semana de São Paulo e Inter

Internacional e São Paulo têm uma dura semana pela frente.

Começa, para os dois, na quarta-feira, em jogos fora de casa pela Libertadores.

E termina, no domingo, com um jogo entre ambos, em Porto Alegre.

No meio da semana o Inter pega o entrosado time da LDU, em Quito, no Equador.

Além do time, base da seleção equatoriana que se classificou para a Copa do Mundo da Alemanha, os gaúchos enfrentarão a altitude de Quito.

E sem Tinga e Adriano, duas peças essenciais ao seu meio de campo.

Já o São Paulo irá a Quilmes, na Argentina, enfrentar o Estudiantes, também tricampeão da Libertadores.

E os paulistas correm o risco quase certo de não poder contar com Josué, além de Aloísio, com mais chances de jogar.

No fim de semana, o clássico no Beira-Rio, que marcará o reencontro de Muricy Ramalho com o time que levou ao vice-campeonato brasileiro do ano passado.

O Inter tem 10 pontos e é um dos líderes do Campeonato Brasileiro, um a mais apenas que o São Paulo.

É semana para rir e rir, rir e chorar, chorar e rir ou chorar e chorar.

Por Juca Kfouri às 23h59

08/05/2006

Ainda sobre Corinthians x River

Por Leonor Martin

Um posicionamento sobre quinta-feira, não só pelas cobranças, mas porque sou integrante de torcida organizada e cidadã. Chega com atraso, mas é assim que tem de ser feito: depois de ouvir muita gente, esfriar a cabeça, procurar saber, entender ação e reação, ou não entender.

Até onde vale falar que a quinta-feira para a Gaviões da Fiel começou pela manhã, quando se reuniu no Procon de São Paulo como integrante da Câmara Técnica de Desportos junto com a Polícia Militar, o Metrô, a Federação Paulista de Futebol, o Juizado Especial Criminal, a SPTrans, o Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, a CPTM, a Polícia Científica e outros órgãos do governo?

E que a reunião era justamente para falar sobre o não cumprimento do Estatuto do Torcedor e o como todos devem se comprometer com ele?

E que foi iniciativa da Gaviões da Fiel integrar a Câmara Técnica e participar de uma reunião por mês para ajudar na elaboração de soluções aos problemas que a maioria só aponta, aponta, aponta e nunca faz nada?

Deixa pra lá, assim como todo o trabalho de quem está realmente comprometido com a formação de uma massa que o Estado desova em qualquer lugar porque não está interessado nela. Falemos, então, do que todos querem saber: a noite de quinta-feira, no Pacaembu.

Jogo dos sete erros

Os oito ingressos que consegui comprar foram divididos entre os amigos que estão em todos os jogos comigo (Franz, Sid, Fabrício e Pedrão), e os amigos que me ligam não só em véspera de jogo para pedir ingresso (Júlio, Gabi e Alê). A única condição era que fôssemos de preto, ficássemos no meio dos Gaviões e cantássemos durante os 90 minutos músicas de incentivo ao Corinthians. Feito.

Cheguei cedo no Pacaembu, encontrei o pessoal e entrei no estádio, sem pegar fila ou enfrentar a muvuca que enfrento em quase todos os jogos, quando entro faltando 20 minutos para o jogo começar. Erros e acertos.

Nem participei da ação dos Gaviões contra cambistas, com o apoio do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Na praça Charles Miller, dezenas de torcedores cercavam os cambistas, tiravam seus ingressos e distribuíam para o corinthiano que estava sem e queria ver seu time de perto. Isso porque não há nenhuma lei que impeça a ação dos cambistas.

Ocupei meu lugar e esperei uma hora e meia até o jogo começar. O estádio foi lotando e na medida em que o horário da partida se aproximava e o Pacaembu enchia era possível ouvir bombas disparadas do lado de fora. Tumulto igual ao jogo contra o Internacional, na antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro no ano passado. Tumulto igual ao jogo contra o Deportivo Cali, há algumas semanas no mesmo Pacaembu. Igual ao jogo contra o Tigres. Contra o Universidad Católica.

Tumulto cada vez mais freqüente, que coincide com a interrupção das conversas entre 2º Batalhão e torcidas organizadas (por iniciativa da Polícia Militar, diga-se de passagem) e da maior bagunça administrativa dos últimos tempos no Corinthians, responsável pela organização da partida.

Na minha frente, um menino mostrava orgulhoso o ingresso com o qual tinha entrado no estádio: Corinthians X São Paulo, no ano passado. Culpa de quem? Cerca de quatro pessoas se espremiam atrás de mim no degrau da arquibancada para conseguir ver o jogo. Ficou evidente que 33 mil ingressos foram vendidos, mas que havia mais do que 33 mil pessoas no estádio. As arquibancadas não conseguiam respirar, o tobogã muito menos e quem tinha pagado mais de R$ 50 reais na bilheteria por um ingresso de numerada ficou completamente amassado.

Por Juca Kfouri às 16h47

Ainda sobre Corinthians x River (parte 2)

Então o jogo começou e o sonho de conquistar a Libertadores da América ficou mais próximo com um gol do Nilmar no início do primeiro tempo, anulado pelo juiz. Aos 38 minutos, o grito de gol foi legítimo quando o mesmo Nilmar balançou a rede e abriu o placar. E aí vem na cabeça aquele vizinho são-paulino que nunca te cumprimenta no elevador, mas já te zoou por não ter visto seu time conquistar um título sul-americano, e o porteiro palmeirense que antes do “bom dia” já te cobra uma conquista da Libertadores. O grito sai mais forte, o alívio é imediato.

O árbitro apitou o fim do primeiro tempo e nos demos conta de que faltavam apenas 45 minutos para que a manchete dos jornais no dia seguinte fosse: “Corinthians a poucos passos do título inédito”. Imprensa esportiva que nos lembra a cada edição do campeonato que nunca conquistamos. E a gente assume o trauma, como bem lembrou o Giorgetti, e compra o sonho.

Ainda no intervalo pensei que o frio amenizava a sede de quem não viu passar um só vendedor de água no local. Era impossível passar por ali. Impossível descer também em uma das duas pequenas lanchonetes com um ou dois atendentes sem perder metade do segundo tempo. Fiquei com sede.

O Corinthians voltou e deixou a vontade no vestiário. Nem a esperança de milhões de corinthianos, nem os altos salários a quem sequer estudou até o ensino médio foram suficientes para fazê-los jogar. Com exceção do Rubens Júnior que quis fazer história no Timão, mas sozinho ele não ia a lugar nenhum. Um, dois, três gols do River Plate e a sensação de que podia ter sido mais.

Foram-se a minha voz e o fôlego para as cantorias. E do Franz, do Júlio, da Gabi, da Alê, do Sid, do Pedrão, do Fabrício, e de cada um que estava presente naquele estádio. Catarse coletiva, interrompida por um menino que invadiu o campo e colocou o dedo na cara do Rafael Moura, do Coelho, do Tevez, não me lembro. Só me lembro de ter pensado “Fodeu”, porque quem estava lá sentiu o barril de pólvora preste a explodir.

Foi nessa hora que na cara das pessoas deu para ler o mau salário, a mulher que o traiu, o marido que te bate, o patrão que te humilha, o cambista que te cobra R$ 100 reais por um ingresso que custa R$ 15, as 10 horas de fila que enfrentou para conseguir estar ali, as dívidas que adquiriu pelo juízo ser menor que a paixão e por ter ido até a Argentina assistir o primeiro jogo, que o Corinthians também perdeu.

Como o meu emprego é bom, o salário é legal, eu folgo os fins-de-semana, meu filho é saudável, meus pais são sensacionais, meu namorado palmeirense não me bate, paguei R$ 15 reais pelo meu ingresso e não dormi em nenhuma fila para adquiri-lo, a derrota do Corinthians teve somente um peso de derrota. Nada que me fizesse descer as arquibancadas para enfrentar policial e tentar derrubar o alambrado com o objetivo de estapear cada um dos jogadores que não honra a camisa que visto com orgulho.

Pelo contrário, fiz o caminho inverso e subi a arquibancada, sinalizando aos amigos que fizessem a mesma coisa. Nem no alto era possível escapar das bombas e da pimenta, que temperou ainda mais o estádio. Os policiais, em muito menor número, acharam que a solução ideal era atirar bombas sem nenhum critério em quem estivesse usando a camiseta do Corinthians. Todo mundo era inimigo, em cima, embaixo, na frente, ao lado.

Diante disso, pulei a grade que separa as duas arquibancadas: a popular, onde ficam as torcidas organizadas, e a mais cara, onde ficam os que pagam um pouco mais, ou pela preferência ao melhor lugar do Pacaembu para se ver um jogo, ou por medo de pobre. Liguei para minha mãe e a tranqüilizei, embora fosse difícil porque ela acompanhava em casa tudo pelo rádio.

Para quem diz que os “marginais de torcida organizada” quebraram o Pacaembu pode ser um espanto tremendo saber que a reação de senhores, senhoras, mulheres e rapazes, nenhum com a camiseta da Gaviões da Fiel, Pavilhão 9, Coringão Chopp, Estopim ou da Camisa 12, era semelhante a reação dos torcedores que enfrentaram a polícia. Chutavam e arrebentavam as cadeiras laranjas, atirando no meio do gramado, atitude que chamou a polícia para aquele setor também.

Até a numerada reagiu com a violência que conhece, expulsando o ídolo Kia e seu comparsa Dualib da cativa, o que talvez me contradiga na teoria de que as pessoas reagem com violência quando são violentadas diariamente em todas as questões que envolvem suas vidas. Talvez o amor pelo Corinthians seja suficiente para esse tipo de reação, mas eu prefiro acreditar que não. Prefiro acreditar que a classe média também está com problemas.

Por Juca Kfouri às 16h47

Ainda sobre Corinthians x River (parte 3)


Quando a polícia sentou o pau em quem nunca pensou em apanhar, lá na cadeira laranja, eu fiz o caminho contrário novamente e voltei para a arquibancada amarela, onde tudo estava mais controlado. Encontrei o Pulguinha chorando, enquanto um outro rapaz, também chorando, o alertava sobre um associado gravemente ferido na enfermaria. Fui com ele até lá e o cenário era de guerra: um menino praticamente sem nariz, pessoas fraturadas, desfiguradas por causa de bomba, de pancada, de tiro de borracha. Policiais e torcedores, um deitado do lado do outro.

Saí de lá embasbacada, com uma tremenda vontade de vomitar e uma sensação de que tinha tomado uma garrafa de vodca sem passar pela garganta. Deixei o estádio pela porta principal, exatamente por onde tinha entrado. Do meu lado esquerdo, toda a cavalaria da Tropa de Choque com suas espadas enferrujadas. Do meu lado direito, chuva de tiro de borracha. E bomba. Bomba por toda a praça até a Avenida Pacaembu. Não passei nem pela esquerda, nem pela direita. Fui pelo meio até encontrar a primeira escadaria do Pacaembu.

Subi ouvindo uma menina dizer que nunca mais ia ao estádio, muito menos assistiria a jogos do Corinthians para não dar ibope. Eu ainda nem tinha me dado conta de que o Corinthians estava eliminado da Libertadores. Andei até a rua onde o irmão da Alê parou o carro, achei o Corsinha branco, sentei e comecei a tremer. Nessa hora, nenhum amigo estava junto porque tínhamos nos perdido. Absolutamente todo mundo se perdeu de todo mundo. Luquinhas também teria se perdido, assim como dezenas de crianças choravam sem os pais no meio de toda aquela confusão.

Quando me dei conta de tudo o que tinha acontecido, comecei a chorar também e só fui parar na sexta-feira de noite. Não era a eliminação do Corinthians, nem o medo de nunca mais ver meu filho por causa de um jogo de futebol. Não era só isso. Era uma frustração, uma derrota pessoal de quem tem a pretensão de mudar algo que está errado por meio do futebol e não sai do lugar. De quem não deu nem dois passos a frente, mesmo com todo o esforço.

Apesar de compreender atitudes emocionais e irracionais, não apóio a ação da torcida corinthiana (e não só membros de torcida organizada), que fique claro. Primeiro porque não dava para colocar tanta gente em risco dentro do estádio. Crianças, idosos, pessoas que não tem essa vivência conflituosa no futebol e fora dele.

Era possível prever a reação da polícia militar que, a meu ver, poderia ter sido diferente. Não sou ingênua para apostar no diálogo, era impossível conversar ali. Mas ninguém nunca vai me convencer de que atirar bombas para cima, em qualquer direção, é uma atitude heróica e valente. Não é. Valentia, infelizmente, tem sido assistir jogo de futebol no Brasil quando a intenção é somente assistir o jogo.

Se eu pudesse optar por uma saída naquele momento seria deixar a invasão rolar. Já que o torcedor é tratado como gado e estava agindo como gado, deixa pastar. Não sem antes colocar todo mundo que estava ameaçado no vestiário e protegê-lo. Com paulada, pancada, cassetada, bomba, tiro de borracha. As pessoas pelo menos teriam para onde correr. Então me foi perguntado:

- Mas e os fotógrafos? O que aconteceria com os fotógrafos?

- Que fossem para o vestiário também.

- Se o fotógrafo do meu veículo não trouxesse nenhuma foto da briga ele seria demitido.

Está tudo errado, inclusive essas relações de trabalho.

Depois, é impossível apoiar porque todas as torcidas foram omissas em relação a parceria MSI/Corinthians. Como justificar essa insanidade temporária, se talvez isso fosse previsto? No dia do jogo, inclusive, saiu publicada no Estadão uma reportagem onde o Kia dizia que se o Corinthians perdesse a partida seria preciso um replanejamento. Até ele apostava, sabe-se lá de que forma, na derrota. Nós apostamos na vitória porque o nosso compromisso com o Timão é outro, embora eu tenha ouvido muita gente dizer que o Kia é corinthiano. A frustração da torcida com a derrota está proporcionalmente ligada ao que foi oferecido aos torcedores.

E como ser a favor da ação de quinta-feira quando se tem memória ou se conhece a história do nosso clube? Ficamos quase 23 anos na fila sem conquistar nenhum título e recebemos o nome de “fiel” porque a torcida continuava sempre lá, apoiando o Corinthians. Não dá para abandonar certos princípios. Fomos campeões brasileiros há menos de seis meses. Nos acostumamos com os títulos fáceis, aos montes, a qualquer custo. Com dinheiro sujo, que mancha a história do nosso time. Me admira quem foi a favor da parceria chamar de “bandido” quem resolveu enfrentar a polícia, derrubar alambrado e bater em jogador. O princípio é exatamente o mesmo: vale tudo para ser campeão.

Por fim, não dá para legitimar o que aconteceu na quinta-feira porque tenho um filho, uma mãe, um pai, a esperança de conseguir levar o Luquinhas no estádio em paz e fazê-lo se apaixonar pelo Corinthians assim como eu. Fazê-lo freqüentar uma organização popular como os Gaviões da Fiel, contestadora, com valores que aos poucos se perdem nesse caminho percorrido por toda a sociedade. Processo de perda que deve ser interrompido e que eu luto para isso, da minha maneira, com as minhas fraquezas e limitações humanas. De ser humana. E é isso que eu tinha para dizer.

NOTA: Na contagem geral, muito mais do que sete erros.

Por Juca Kfouri às 16h46

Candidato incapaz

Blogueiros me contam que Fernando Capez, candidato tucano a deputado estadual nas próximas eleições, e promotor público licenciado para tanto desde 31 de março, esteve ontem num desses programas camelódromos dos domingos à noite.

Lá, revelando seu alto poder investigativo, que certamente explica porque há mais de 10 anos "cuida" de violência de torcedores, disse que sou sociólogo, não jornalista.

Repete, feito papagaio de olhos esbugalhados, o bestialógico de gente que o cerca e o adula, impressionada com sua simulação de eficiência.

Desconhece o candidato a político que é perfeitamente possível ser ambas as coisas.

Sou, de fato, formado em Ciências Sociais e tenho o registro de jornalista profissional sob o número 16.590 no Ministério do Trabalho. 

Jamais propus clássicos de uma torcida só ou a construção de presídios especiais para torcedores violentos, como ele fez e faz.

Nem, muito menos, me aproveito de cada barbaridade que acontece nos estádios (que ele andou garantindo não ser mais palco de violências) para ter 15 minutos de notoriedade.

E nem defendo majoração de ingressos para afastar os violentos.

Certa vez, 10 anos atrás, diante do desespero de mais uma morte nos estádios, escrevi a respeito e voltei a escrever, em seguida, situando a questão.

Como não sou candidato a nada, não tenho o menor problema em discutir o tema ou em ficar mal com o lumpesinato.

Não peço que esqueçam o que escrevi, mas sou capaz de admitir equívocos e rever posições, de evoluir, enfim.

Capacidade, mais uma, que Capez não tem, porque insiste em soluções demagógicas, irrealistas e nem sequer é capaz, já em sua campanha para deputado, de anunciar que está licenciado do Ministério Público.

Por Juca Kfouri às 10h11

O público aumenta

Bastante boa, ainda na quarta rodada, a média de público do Brasileirão:

18.714 pagantes, seis mil torcedores, em média, a mais que na terceira rodada.

Para tanto, os dois jogos que mais colaboraram foram os do Fluminense (36.451) e o do Grêmio (32.081).

Os que menos colaboraram foram os do Goiás (2.003) e, para variar, do São Caetano (3.918).

 

Por Juca Kfouri às 09h43

O país do futebol

Gostamos de dizer que somos o país do futebol.

Os inventores do esporte, no entanto, preferem dizer que nós praticamos o "beautiful game".

Um reconhecimento e uma homenagem, ao mesmo tempo.

Mas, também, uma maneira de manter a idéia de que, além de berço, país do futebol é a Inglaterra.

E em matéria de respeito à história, sem dúvida, é.

O que se viu ontem na despedida do Arsenal ao histórico estádio Highbury é dessas coisas de matar de inveja.

Todos os torcedores, os do adversário, inclusive, receberam camisas com a inscrição do nome do estádio e um orgulhoso "Eu estive lá".

Camisas vermelhas e brancas, do Arsenal, e azuis, do Wigan, o adversário.

Para culminar, o Arsenal, que perdia de 2 a 1, virou o jogo para 4 a 2, com três gols dele, o genial francês Thierry Henry.

Que até beijar o gramado do santuário beijou ao marcar o último gol no Highbury.

Assim, o time despediu-se de seu velho campo, de 93 anos, garantindo vaga para a Copa dos Campeões da Europa, independentemente do resultado do jogo contra o Barcelona, dia 17 próximo, em Paris.

Porque o Tottenham, que estava à sua frente, perdeu para o West Ham.

A campanha do Arsenal no Campeonato Inglês foi decepcionante.

Ficou em quarto lugar, 24 pontos atrás do bicampeão Chelsea, 16 atrás do Manchester United e 15 atrás do Liverpool.

Mas tudo foi esquecido na inesquecível tarde de ontem, solene, comovente, digna.

O novo estádio (Emirates) fica a poucos quarteirões do antigo, que será demolido.

Mas jamais será apagado da memória de quem viveu a tarde de 7 de maio de 2006.

Por Juca Kfouri às 00h45

Três líderes, menos gols e uma escrita

Santos, Fluminense e Internacional lideram o Campeonato Brasileiro com 10 pontos em 12 possíveis.

São também, ao lado do Vasco, que tem oito pontos, os únicos invictos.

E cada um deles, a seu modo, ganham firmeza.

O Santos para pensar no tri.

O Flu para pegar o Vasco pela Copa do Brasil.

E o Inter para enfrentar a LDU na altitude de Quito pela Libertadores.

São Paulo e Cruzeiro, com nove pontos, ocupam o segundo lugar (sim, sim, rigorosamente, quarto e quinto lugares).

A quarta rodada não teve tantos gols como a terceira -- foram  25 contra 33.

Perdeu também para a segunda rodada, que teve 26 gols e só ganhou da primeira, com 18.

Mas 2,5 gols por jogo não é pouco e, como na terceira rodada, não houve nenhum 0 a 0.

Os times mistos do Flamengo, do Vasco e do Inter se deram muito bem, ganhando respectivamente dos titulares do Botafogo, Grêmio e Atlético Paranaense.

O melhor jogo do fim de semana foi em Rio Preto, que abrigou o clássico Corinthians e São Paulo.

O Corinthians, traumatizado pela desclassificação na Libertadores, até jogou bem.

Chegou a estar na frente, teve chance de ampliar o marcador, mas, como trauma é trauma, levou a virada e um pouco de olé.

Além de completar 10 jogos e três anos sem vencer o São Paulo, que venceu por 3 a 1, com justiça, depois de perder três jogadores, machucados, ainda no primeiro tempo.

Foi a sétima vitória tricolor sobre os alvinegros neste período, que já começa a se parecer com aquele que durou 11 anos sem que o Corinthians ganhasse do Santos.

O São Paulo, agora, só pensa no Estudiantes e tomara que não se arrependa de ter jogado o clássico com o time principal.

Por Juca Kfouri às 23h03

07/05/2006

Ganhou quem manda

O Flamengo, que era o mandante, teve tudo para matar o Botafogo no primeiro tempo, no Maracanã.

Não matou.

E só foi fazer 1 a 0 no segundo tempo, um gol meio sem querer e, depois, mesmo com 10 jogadores, o Botafogo lutou atrás do empate.

Que quase conseguiu.

Se conseguisse, por sinal, teria sido merecido.

Como o Goiás mereceu a virada para cima do Figueirense, no Serra Dourada.

Verdade que o time catarinense perdeu a chance de matar o jogo, quando vencia por 1 a 0.

E que uma derrota seria catastrófica para o Goiás, depois da eliminação doída na Libertadores.

Os goianos viraram, 2 a 1, com um gol no fim, de Roni, ligeiramente ajudado por sua mão direita.

E o Cruzeiro cumpriu com sua obrigação, ao ganhar do Juventude, no Mineirão, 2 a 0.

Está só um ponto atrás dos líderes Santos, Flu e Inter, que têm 10 pontos.

Por Juca Kfouri às 19h26

Anfitriões generosos

O Grêmio me enganou e perdeu de novo, em casa, agora para o Vasco, 2 a 1.

O Atlético Paranaense, mesmo com Dagoberto de volta, apanhou outra vez na Arena, desta vez para o bom Inter, candidatíssimo, 2 a 1.

Em casa mesmo, só o São Caetano, 2 a 0, venceu (o mando de Corinthians x São Paulo era do primeiro).

E venceu o Palmeiras, que não ganha mesmo de ninguém. Só perde.

Quatro jogos, quatro derrotas.

Que coisa!

Por Juca Kfouri às 17h25

Tempo de São Paulo

Corinthians e São Paulo fizeram um belo jogo.

Talvez o melhor do Campeonato Brasileiro até aqui.

Disputado intensamente, o primeiro tempo, então, foi ótimo.

Com menos de 15 segundos, Josué já atacava o gol alvinegro, depois de passe de Leandro, que jogou demais.

O Corinthians respondeu imediatamente e passou a jogar até melhor que o São Paulo.

Criou chances, fez 1 a o com Nilmar, teve um pênalti de André Dias sobre Marcelo Matos não marcado e ainda viu Ricardinho (uma sombra do que já foi) perder gol certo, principalmente por não passar para Nilmar.

Nem por isso o São Paulo deixava de ameaçar o arco de Silvio Luís, que ia bem até falhar bisonhamente num cruzamento de Souza que morreu dentro das redes.

Isso depois de o tricolor, que poupou Danilo (bem substituído por Lenilson), perder simplesmente três jogadores (André Dias, Josué e Aloísio) por problemas musculares, o que permite discutir se a opção de entrar com os titulares foi correta.

O segundo tempo foi disputado no mesmo diapasão.

O Corinthians mandou bola na trave com Tevez, Rogério Ceni fez ótima defesa em chute de Edson e quando tudo indicava que o segundo gol seria alvinegro, foi tricolor.

Alex Dias, até então apagado, pegou bem na veia e desempatou.

Aí, o jogo acabou.

A frieza que o São Paulo teve nos momentos em que esteve inferiorizado no jogo faltou ao Corinthians.

E o terceiro gol, de Lenílson, foi uma questão de tempo.

A justa expulsão de Carlos Alberto também, assim como Rosinei fez por merecê-la.

Tempo que o São Paulo tem de sobra e o Corinthians (três derrotas em quatro jogos no campeonato) não tem mais.

Tempo, três anos e 10 jogos, que só dá São Paulo no clássico.

 

Por Juca Kfouri às 17h07

Adiós, Zinedine Zidane

Zinidine Zidane deu adeus ao Santiago Bernabéu.

Deu adeus e fez um gol.

O Real Madrid empatou o jogo como Villarreal, 3 a 3.

Mas Madrid perdeu.

Porque perdeu um gênio, que todos perderemos depois da Copa do Mundo.

Zidane é um craque à antiga.

Mais para os anos 50/60/70 que para os dias de hoje.

Com jeito de Gérson, o Canhotinha de Ouro, do Fla, do Flu, do Bota, do São Paulo, da Seleção de 1970.

Que seja feliz na Copa da Alemanha.

Muito feliz.

Mas nem tanto como em 1998...

Por Juca Kfouri às 14h51

Futebol, paixão e insânia

O futebol mexe com tudo. Com a alma, com o coração, com a cabeça, com tudo.
Só não mexe com as nossas "otoridades", passadas, presentes e, provavelmente, futuras.

O que aconteceu na última quinta-feira no Pacaembu e nas imediações de São Januário foi apenas mais uma cabal e inequívoca demonstração disso.

O tal "país do futebol" não é a Bélgica nem a Índia, é a nossa famosa Belíndia. Na qual o andar de cima e o de baixo são cúmplices, pelo menos e apenas, quando o assunto é o ludopédio.

Excessos, diga-se, por causa da paixão pelo futebol, acontecem nas melhores cidades do planeta.
Mas, aqui, acontece sempre, às vezes mais, às vezes menos, mas sempre. Semanalmente.

Leia a coluna publicada no jornal Folha de S. Paulo na íntegra

Por Juca Kfouri às 11h40

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico