Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

27/05/2006

Sábado morno

Um jogo de sete gols na vitória (5 a 2) do Paraná Clube sobre a Ponte Preta, que despenca, em Campinas.

Uma vitória dramática do Furacão, na Arena, no último minuto, sobre o Juventude, com gol em impedimento de Denis Marques.

E um decepcionante, para o Figueirense, 0 a 0, em Floripa, diante do Fortaleza.

Para se ver como médias enganam.

A de gols, hoje, foi de quase três por jogo...

É a tal história: cabeça no forno e pés no congelador dá numa temperatura média ótima.

Mas o cidadão está morto.

 

Por Juca Kfouri às 19h06

Imperdível!

O Botafogo de Futebol e Regatas, a Fundação Biblioteca Nacional e a Editora Nova Fronteira têm o prazer de convidar para o lançamento do livro "Vida que segue: João Saldanha e as Copas de 1966 e 1970" a se realizar no Auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional dia 30 de maio às 18h.

Rua México, s/n
Centro - Rio de Janeiro
 
VIDA QUE SEGUE

Livro reúne as melhores crônicas de João Saldanha durante as copas de 1966 e 1970

 

“Antes de mais nada, quero dizer que a vitória extraordinária do Brasil foi a vitória do futebol. Do futebol que o Brasil joga, sem copiar de ninguém, fazendo da arte de seus jogadores a sua força maior e impondo ao mundo futebolístico o seu padrão, que não precisa seguir esquemas dos outros, pois tem sua personalidade, a sua filosofia, e jamais deverá sair dela.”

(João Saldanha, 1970)

 

Apaixonado por futebol, João Saldanha sempre foi um homem polêmico e espirituoso.

Jornalista por formação, foi jogador e treinador de futebol, dirigente e comentarista esportivo e militante do Partido Comunista Brasileiro, protagonizando um dos casos mais controvertidos da história da seleção brasileira: sua demissão do cargo de técnico do time que seria tricampeão no México, em 1970.

Sobrinho de Saldanha, o pesquisador Raul Milliet passou meses pesquisando os arquivos da Biblioteca Nacional e reuniu suas melhores crônicas publicadas no jornal “O Globo” e “Última Hora” durante as copas de 1966 e 1970.

O resultado é o livro Vida que segue – João Saldanha e as copas de 66 e 70,  que sai pela Nova Fronteira e chega às livrarias no dia 26 de maio.

Além das crônicas, o volume também traz prefácios de Oscar Niemeyer, Sérgio Cabral e Tostão;

um perfil biográfico de João;

depoimentos inéditos incluindo casos já folclóricos, como as brigas com o jornalista Armando Nogueira e o goleiro Manga;

informações sobre todos os jogos do Brasil nas duas Copas do Mundo, incluindo amistosos e eliminatórias.

No depoimento “Por que saí”, pela primeira vez Saldanha fala claramente que foi afastado da seleção por razões políticas, já que não interessava ao Governo Médici ter um técnico campeão que também era comunista.

Apesar de ter sido ele quem escalou o time que tinha Pelé, Tostão e Rivelino, entre outros craques, foi Zagallo quem acabou erguendo a taça como treinador do “escrete canarinho”.

Dois cadernos de fotografias, com 32 páginas, reúnem as melhores imagens da trajetória de João e dos jogos do Brasil nas Copas.

 

Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, João Alves Jobim Saldanha mudou-se para o Rio de Janeiro quando tinha 14 anos.

Seu apelido era João Sem Medo e jogou futebol profissionalmente por poucos anos, no Botafogo.

Tornou-se diretor do clube em 1944 e técnico depois da saída de Geninho, nos anos de 1957 e 1958.

Antes, viveu clandestino no eixo Rio-São Paulo-Paraná, como dirigente do PCB. Em 1956, de volta ao Rio, convenceu o então presidente do Botafogo, Paulo Azeredo, a comprar Didi, do Fluminense.

A campanha de 1957 foi gloriosa, e o time, que não era campeão desde 1948, ganhou o título com uma goleada de 6 a 2 contra o Fluminense.

Foi com Mané Garrincha, craque do Botafogo e da seleção, que Saldanha conheceu as maiores alegrias que o futebol-arte pode proporcionar.

Um bom exemplo foi a partida entre Botafogo e River Plate no Estádio Universitário do México.

Cem mil pessoas assistiram a um dos maiores espetáculos de Garrincha, e foi neste dia que surgiu a gíria “Olé”, tão comum nos dias de hoje. Os torcedores mexicanos, empolgados, não paravam de gritar.

Em 1960, Saldanha iniciou sua carreira no jornalismo esportivo, trazendo sua longa experiência no Botafogo — e também nos jornais comunistas dos quais participara como repórter, correspondente e editor.

Morreu em Roma, em 1990, para onde tinha ido por causa do futebol: estava na capital italiana para cobrir a Copa do Mundo para a extinta TV Manchete.

 "Em 1968, quando a União Soviética invadiu a Tchecoslováquia, os intelectuais comunistas não gostaram, mas queriam uma explicação. Discutiam o tema nas mesas do Degrau, cada qual encontrando as razões mais complicadas expostas com aquela linguagem sofisticada dos conhecedores do materialismo dialético, quando chegou João Saldanha, que foi imediatamente abordado:

— O que levou a URSS a fazer uma coisa dessas, João? — perguntou um dos intelectuais.

João não pensou muito:

— Depois da segunda guerra mundial, a Europa Central é a zona do agrião. Quando a bola divide por ali, a União Soviética entra de sola. E os intelectuais comunistas (pelo menos, aparentemente) ficaram satisfeitos com a explicação."

 

"Numa palestra para estudantes universitários, uma aluna quis saber dele o que achava do futebol feminino. Pensou muito, indicando que se tratava de uma questão embaraçosa pelo menos para ele Mas resolveu responder: “Sou contra.” As moças manifestaram surpresa e decepção. João Saldanha, um cara sem preconceitos, como poderia ser contrário ao futebol feminino?

Mas ele explicou: “O sujeito tem um filho, que leva a namorada para conhecê-lo. O pai faz a pergunta clássica: “Você trabalha ou estuda?” “Trabalho”, ela responde. “Em quê?”, quer saber o velho. “Sou zagueira do Bangu.” Conclui Saldanha: “Pega mal, vocês não acham?”

(trechos do prefácio de Sérgio Cabral, no livro “Vida que segue – João Saldanha e as copas de 66 e 70)

 

 

 

Título: Vida que segue – João Saldanha e as copas de 66 e 70;

Autor: Raul Milliet;

Formato fechado: 14 x 21

Nº de páginas: 208 (304 + 32 em caderno de fotos P&B)

Preço de capa sugerido: R$ 29,90

 

 

SOBRE O ORGANIZADOR:

RAUL MILLIET FILHO é historiador, com mestrado em História Política pela UERJ e doutorado pela USP. Como professor sempre focou a linha de pesquisa sobre a história do futebol e cultura popular. Em 1987 idealizou e coordenou o RECRIANÇA - maior projeto de democratização esportivo e social para crianças e adolescentes, junto a mais de 500 prefeituras do Rio de Janeiro.

 

Por Juca Kfouri às 12h21

Cinco jogos em 10

Sem desfazer de nada e de ninguém, embora os protestos de quem ficou de fora sejam esperados, dos 10 jogos da oitava rodada do Brasileirão, cinco merecem atenção especial, todos no domingo.

A começar pelo mais sensacional, a ser disputado no Beira-Rio, entre os líderes Inter e Cruzeiro.

Aos donos da casa resta mostrar que não existe esta síndrome de fraquejar em momentos decisivos e só a vitória interessa.

A situação dos mineiros é diferente. Em primeiro lugar e enfrentando um adversário direto fora de casa, o empate não será mau resultado.

Será que Wagner manterá a média de fazer pelo menos um gol por jogo, como nos sete anteriores?

O blog aposta no Inter.

No Maracanã tem, Fla-Flu, que fala por si mesmo.

Outro dos três líderes, o Flu terá pela frente o começo de um novo desenho do Fla, sob o comando de Ney Franco.

A torcida rubro-negra anda desconfiada pelas mudanças recentes e a tricolor otimista depois da chuva de gols em Fortaleza.

O Flu é favorito, mas, atenção, o nome do jogo é Fla-Flu.

Colado nos três primeiros vem o São Paulo, em estado de graça diante do goleado Vasco e dentro de São Januário. 

Imagino o Vasco fechado e cauteloso e o São Paulo certo de que pode vencer, como deve acontecer.

Na Vila Belmiro, tem outro grande clássico estadual, entre o favorito Santos e o desorganizado Corinthians.

Como no caso do Inter, ao Santos só interessa vencer.

Já o Corinthians ficará feliz com um empate, tão bagunçadas andam as coisas por lá, a ponto de o time esperar a salvação dos pés de Marcelinho Carioca, embora, ao que tudo indica, Nilmar estará de volta.

E, finalmente, tem Palmeiras e Grêmio.

Que dureza!

Mesmo que Juninho Paulista possa, de fato, jogar, o fato é que se alguém é favorito neste jogo este alguém é o visitante, em astral melhor que o do Palmeiras.

Jogo também de fortes emoções.

Note que nos cinco jogos temos 10 fundadores do Clube dos 13, o que já foi sinal de força.

Dos três fundadores não citados, um está na Série B, o Galo, outro na C, o Bahia, e o Botafogo pega o Santa Cruz, no Recife, com a tarefa de não ser o primeiro time batido pelo tricolor pernambucano no campeonato.

Por Juca Kfouri às 10h58

25/05/2006

Placar moral e médias

Jogos no meio da semana, com frio, é batata: públicos baixos.

Apenas 6471 torcedores por jogo.

Só no Olímpico (10.3003 pagantes), Mineirão (11.952) e Castelão (12.446), públicos acima de 10 mil pessoas.

O público mais glacial, para variar, no ABC: 363 pagantes. É brincadeira.

Foram 38 gols, boa média de 3,8 gols por jogo.

E se ninguém deve comentar jogos pelos melhores momentos, uma impressão dá para ter.

E nos três jogos de ontem à noite os marcadores não foram lá muito fiéis ao que as partidas mostraram.

No Maracanã, por exemplo, o resultado mais fiel teria sido 5 a 4 para o Botafogo.

No Morumbi, 3 a 1 para o Inter.

E no Olímpico, 3 a 0 para o Grêmio.

Não é nada, não é nada, não é nada mesmo.

Por Juca Kfouri às 22h36

A vingança de Tinga em noite de Dodô

Por causa de um compromisso inadiável, vi mal os jogos desta noite.

E só o Inter confirmou seu favoritismo, na noite da vingança de Tinga.

Abel Braga levou todo mundo no bico e escalou Tinga desde o começo.

Fez bem.

Foi ele o autor do único gol de um jogo em que os gaúchos dominaram como quiseram até abrir o placar e depois disso, com um pequeno sufoco apenas no fim.

O Corinthians, sem ataque, foi só esforço.

Pouco, muito pouco para um time milionário que apostou, veja só, em Marcelinho Carioca.

No Maracanã, que surpresa!

Cuca estreou em noite de Dodô, autor de três gols na goleada de 4 a 1 sobre o Vasco que, parece, caiu na real e sofreu oito gols em dois jogos.

E o Grêmio cumpriu com seu dever, embora parecesse improvável.

Conseguiu valiosa vitória diante do Goiás -- 2 a 0 -- e saiu do sufoco, como o Botafogo, que agora passa a ser vivido também pelo Atlético Paranaense e pelo Paraná Clube, no grupo dos rebaixados.

Se já não bastasse o Coritiba...

 

Por Juca Kfouri às 21h27

Os jogos do hoje

Se tivesse que apostar, apostaria nos três visitantes dos jogos desta noite.

Sim, porque o Botafogo tem o mando do jogo no Maracanã e o Vasco é claramente favorito.

Como o Goiás está muito melhor que o Grêmio que enfrentará no Olímpico.

E, no Morumbi, com os dois times completos seria um clássico imprevisível e sensacional, pelas mágoas decorrentes do ano passado, razão pela qual este blog elegeu o jogo como o mais interessante da rodada, além de ser o que soma mais pontos ganhos até aqui (13+9).

Mas com Tinga no banco e sem Rafael Sóbis e Élder Granja, além de Adriano, todos lesionados, o Inter terá a chance de mostrar que tem mais elenco que o Corinthians.

Corinthians que estará ainda mais desfalcado pelas ausências de Mascherano, Carlitos Tevez, Ricardinho, todos na Copa do Mundo, Nilmar, machucado, e Carlos Alberto, irresponsavelmente fora por um bom tempo, para não falar de Rafael Moura, suspenso.

Se o Corinthians já não tem defesa, agora também não terá ataque, tanto que jogará no revolucionário sistema 3-7-0.

Como Zagallo adoraria.

Por Juca Kfouri às 11h27

Começo de rodada com chuva de gols. A favor e contra

Mesmo com um desagradável 0 a 0 entre Paraná Clube e Figueirense, os primeiros sete jogos da sétima rodada do Brasileirão mostraram uma chuva de gols.

Foram 30, com média de gols superior a quatro gols por jogo.

Tudo isso graças a três previsíveis goleadas e a uma inesperada.

As previsíveis: o Cruzeiro enfiou 5 a 1 na Ponte Preta, com mais dois gols de Wagner, artilheiro do campeonato com oito, mais de um por jogo, fora um passe maravilhoso, de três dedos, que deu para Gil fazer o segundo gol mineiro.

O Juventude massacrou o Santa Cruz, que continua sem vitória, por 4 a 1.

Mesmo placar da impiedosa vitória do São Paulo sobre o Palmeiras, como também era de se esperar, com os dois primeiros gols de Ricardo Oliveira com a camisa tricolor.

Surpreendente mesmo só a goleada do Fluminense sobre o Fortaleza, em Fortaleza: 5 a 2.

Colaboraram para a boa média de gols a vitória do Azulão sobre o Furacão, 2 a 1, e o empate entre Flamengo e Santos, 2 a 2, com direito a mais uma cotovelada criminosa do santista Cléber Santana, que deve pegar uma suspensão exemplar para deixar de ser violento.

Esta foi, aliás, a nota destoante numa noite em que surpreendentemente as arbitragens foram bem e os zagueiros cismaram de marcar contra as próprias redes.

Foram nada menos que cinco gols contra.

Márcio Careca, do Palmeiras, fez um; Fernando, do Flamengo, fez outro; Luís Alberto, do Santos, mais um; Alan, do Fortaleza, também contribuiu e Fábio, do Juventude, fechou a conta.

Que os três jogos de hoje, entre Grêmio e Goiás, Botafogo e Vasco e Corinthians e Inter mantenham as redes balançando, balançando, balançando.

Por Juca Kfouri às 00h00

Furacão?

Azulão 2, Furacão 1.

Se o time do ABC não empolga, o paranaense apavora.

E parece não ter alemão, pernambucano ou santo que dê jeito.

O jeito será torcer contra o Grêmio e contra o Botafogo nesta quinta-feira.

Se os dois vencerem Goiás e Vasco, o Atlético entra no rebolo.

Por Juca Kfouri às 23h04

24/05/2006

Empate justo

O Santos começou fulminante e com Rodrigo Tabata brilhante.

Logo fez 2 a 0, com Rodrigo Tiuí e Fernando, contra, ao tentar evitar que Luís Alberto cabeceasse para o gol.

A torcida rubro-negra já xingava Kléber Leite e entoava o nome de Waldemar Lemos quando, em novo gol contra, Luís Alberto diminuiu.

O Flamengo voltou melhor no segundo tempo, tocando a bola com mais objetividade, como se fosse assim um Ipatinga.

E mereceu o empate em mais um gol salvador de Renato que, diferentemente de Cléber Santana, deixou os cotovelos no vestiário.

O 2 a 2 ficou melhor para Ney Franco do que para Vanderlei Luxemburgo.

Por Juca Kfouri às 22h49

Flurtaleza

Ao sair na frente no Castelão com mais um gol contra infantil, o Fluminense parecia estar apenas com sorte.

Ainda mais que o Fortaleza correu atrás do empate até consegui-lo.

No que fez bem.

Ou melhor, não fez.

Porque foi daí em diante que o Flu reolveu jogar bola.

E foi fazendo gols -- um, dois, três -- o suficiente para garantir uma vitória importante.

O Fortaleza ainda diminuiu, por honra da casa.

Para quê?

Para obrigar o tricolor a fazer mais um e mostrar em Fortaleza quem, de fato, tem a força.

Por Juca Kfouri às 22h42

Cotovelo Santana

Cléber Santana é um desequilibrado.

Salvo momentaneamente por um erro técnico no STJD, e às vésperas de ser julgado novamente pela cotovelada que deu em Marcinho Guerreiro, do Palmeiras, ele repetiu a covardia agora há pouco, desta vez ao dar uma cotovelada em Goeber, do Flamengo.

Se não pegar a pena máxima de suspensão as cotoveladas estarão liberadas no futebol brasileiro.

 

Por Juca Kfouri às 22h23

São Paulo absoluto

Assim que começou o jogo, no Morumbi, o São Paulo mostrou que estava disposto a triturar o Palmeiras.
 
Criou duas ou três chances de gol até que Márcio Careca marcasse contra.
 
Estranhamente, com 1 a 0, o tricolor parou e o Palmeiras equilibrou a partida.
 
E fez por merecer seu gol de empate, também com Márcio Careca, ainda antes do intervalo.
 
Mas foi como mexer num vespeiro.
 
Ricardo Oliveira fez seu primeiro e segundo gols com a camisa são paulina e Alex Dias fechou a goleada -- 4 a 1 --quase do tamanho da diferença entre os dois times.

Por Juca Kfouri às 21h52

Cruzeiro perfeito

O Cruzeiro fez tudo certo contra a Ponte Preta.
 
Desde o começo da partida mostrou que não se limitaria a vencê-la.
 
Fez dois belos gols (um do estreante Carlinhos Bala, de primeira, e outro de Gil, que parece querer voltar a ser o que era) e não se abalou nem mesmo quando tomou o primeiro gol campineiro, quando a Ponte já tinha apenas 10 jogadores.
 
E partiu para a goleada -- 5 a 1 -- que dá tranquilidade nos critérios de desempate mesmo que seus companheiros de liderança ganhem seus jogos na rodada.
 
Vitória, enfim, de quem sabe o que quer.
 
E não só o Cruzeiro confirmou seu favoritismo.
 
Os 4 a 1 do Juventude também confirmaram o que se esperava dos gaúchos e afundaram o Santa Cruz na mais profunda das depressões.
 
Já o 0 a 0 entre Paraná Clube e Figueirense  confirmou o equilíbrio que se previa para o jogo sulino.

Por Juca Kfouri às 21h19

Juventude, São Paulo e Cruzeiro, os maiores favoritos desta noite

Sete jogos movimentam a sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

Outros três jogos acontecerão apenas na quinta-feira.

Hoje há três favoritos destacados.

O Juventude que recebe o Santa Cruz, único time sem vitória no campeonato.

O São Paulo é outro favorito, diante de um Palmeiras cheio de problemas no Morumbi.

Só a tradição de se dar melhor que o São Paulo nos confrontos entre os dois na história do Campeonato Brasileiro pode servir de alento aos palmeirenses.

E o Cruzeiro pega a Ponte Preta, no Mineirão, proibido de vacilar.

Os demais quatro jogos são duros de roer.

Nem o fator casa faz pender o favoritismo para os anfitriões.

O Paraná Clube, por exemplo, terá pela frente o Figueirense em estado de graça.

O Flamengo enfrentará o Santos, mordido, no Maracanã.

O Fortaleza, no Castelão, jogará contra o Fluminense, quase tão líder como Cruzeiro e Santos, também disposto a tudo no Ceará.

E, finalmente, num embate que já decidiu o Campeonato Brasileiro em 2001, São Caetano e Atlético Paranaense, ambos em crise, também fazem um jogo de resultado imprevisível no ABC.

 

Por Juca Kfouri às 23h35

23/05/2006

Semaninha divertida

Enquanto a Seleção Brasileira começa a se preparar para a Copa do Mundo, o Campeonato Brasileiro terá uma rodada com jogos muito interessantes amanhã e depois.

Amanhã, por exemplo, o líder Cruzeiro recebe a Ponte Preta para tentar consolidar sua liderança com uma vitória por boa margem de gols.

No Morumbi, mais um São Paulo e Palmeiras, depois das duas batalhas que travaram pela Libertadores.

É dura a vida de Tite, que nem bem conseguiu a primeira vitória alviverde no campeonato e já tem o tricolor pela frente.

No Maracanã, o Flamengo que trocou, surpreendentemente, o técnico Valdemar Lemos por Ney Franco, que fazia belo trabalho no Ipatinga, pega o Santos, que perdeu a invencibilidade e não abdicará de lutar para somar três pontos.

E em Fortaleza, o Fortaleza recebe o Fluminense, em busca de voltar a se afirmar.

Na quinta-feira, dois jogões, além de Grêmio e Goiás.

No Maracanã, o Botafogo que também trocou de treinador, Carlos Roberto por Cuca, pega um Vasco disposto a provar que o que aconteceu domingo passado em São Januário foi dessas coisas do futebol.

E, finalmente, o grande jogo da rodada, no Morumbi, entre o Corinthians em busca da ressurreição definitiva e um dos quatro líderes, o Inter, com Tinga de volta.

O mesmo Tinga que sofreu o famoso pênalti não marcado diante do mesmo Corinthians na reta final do Brasileirão passado. 

 

Por Juca Kfouri às 00h23

22/05/2006

Torcida do Flu fez feio

O maior público da rodada foi o do Mineirão, com 19.997 pagantes, 27 pessoas a mais que o jogo do Beira-Rio.

O pior foi o de Campinas, apenas 2.815 pessoas.

E o segundo pior público foi no jogo mais importante da rodada, o do Maracanã, entre Fluminense e Santos.

Apenas 4.170 torcedores, menos que os 4.606 de Caxias do Sul.

A decepção com a eliminação da Copa do Brasil pegou firme mesmo.

Por Juca Kfouri às 23h09

21/05/2006

Cruzeiro é o novo líder do Brasileirão

Foram 30 gols na sexta rodada do Brasileirão, três por jogo.

A média de público foi de 10.740 torcedores por partida.

E um novo líder, o Cruzeiro, que tem os mesmos 13 pontos do Santos, Inter e Fluminense, o mesmo saldo do Santos, seis gols, e dois gols a mais que o time paulista, 11 a 9.

Invicto, mais ninguém, com a vitória do Fluminense sobre o Santos, 1 a 0, gol contra, de cabeça e de fora da área, de Luís Alberto.

Sorte do Flu, único carioca que venceu na rodada, não só com este estranhíssimo gol contra, mas, também, porque o Santos teve um pênalti não marcado e um gol mal anulado pelo trio brasileiro que vai à Copa do Mundo, chefiado por Carlos Eugênio Simon.

O Santa Cruz perdeu de novo, desta vez para o Palmeiras que alcançou sua primeira vitória -- 2 a 1 no Palestra Itália.

O time pernambucano é o único sem vitória em seis rodadas e o lanterna, ao lado do próprio Palmeiras, Botafogo e Grêmio, todos velhos conhecidos da Série B.

Quatro times ainda não empataram nenhuma vez, ou ganham ou perdem.

São eles o São Paulo, o Corinthians, o Atlético Paranaense e o São Caetano.

Dois 4 a 2 fizeram a sensação da rodada.

Ambos com vitórias dos visitantes.

Do Figueirense, no Beira-Rio, contra o Inter, e do Corinthians, em São Januário, contra o Vasco.

Com um detalhe: a vitória corintiana foi de virada, depois de estar perdendo por 2 a 0.

Por Juca Kfouri às 22h40

Já volto

Estou no ar, na ESPN-Brasil.

Até às 22h.

Quando voltar, comentarei os outros jogos, o novo líder Cruzeiro, o azar do Santos, a sorte do Flu e libero os comentários dos blogueiros.

Por Juca Kfouri às 19h37

São Januário viu o vira

Duas chances de gol para cada lado no primeiro tempo, as do Vasco mais agudas.

O Corinthians as perdeu com Nilmar, que chutou fraco, e com Rafael Moura, que chutou em cima de Cássio.

O Vasco as teve impedidas por Sílvio Luis, num chute de primeira de Ramon, e Marcelo Mattos, em cima da linha, depois de uma blitz concluída por Valdiran.

Duas expulsões, uma para cada lado no primeiro tempo.

Xavier, do Corinthians, aos 18 minutos, e Jorge Luís, do Vasco, no fim.

Nem bem começou o segundo tempo, que parecia ter tudo para ser ainda mais equilibrado, e Ramon fez 1 a 0, numa furada espetacular de Sebá.

Aí ficou como o Vasco queria.

Ainda com 6 minutos, em rápido contra-ataque, Valdiran ficou no mano a mano com Sebá e ampliou.

A dúvida era uma só: o Vasco golearia por quanto?

Sempre no contra-ataque, os cariocas começaram a perder gols, um deles, aos 17, com Valdiran mandando no travessão quase da pequena área.

Seria o fim do jogo.

Não foi.

E veio o castigo.

Rafael Moura diminuiu em seguida, aos 18, em boa jogada de Carlos Alberto pela direita.

E, de novo, como se fosse repeteco, Carlos Alberto cruzou para Rafael Moura empatar, aos 20.

Aos 22, mais dois expulsos: Fábio Braz e Rafael Moura, por troca de duras carícias.

Outra vez, estava tudo igual, como no primeiro tempo.

Diferente, apenas, a atuação de Carlos Alberto que, de apagado, resolveu barbarizar pela direita, levando pânico à defesa vascaína.

Aos 30, Silvio Luís fez milagre, ao tirar, com os pés, o terceiro gol cruzmaltino, em conclusão em baixo da trave de Edílson.

Nove contra nove, a bola não parava.

Qualquer time que marcasse o terceiro gol venceria com justiça.

E, aos 40, Nilmar, em jogada espetacular, sofreu pênalti de Cássio, para Carlos Alberto, o nome do jogo, desempatar, na segunda cobrança, porque na primeira Cássio se adiantou para defender.

O Vasco ainda empatou, com Edílson, mas com a mão. E com a mão não vale.

Como o segundo gol corintiano pareceu repeteco, o quarto também, pelo menos no pênalti cometido por Cássio, outra vez em Nilmar, que outra vez deu um drible da vaca na zaga cruz-maltina.

Cássio foi expulso e o lateral Diego não defendeu a cobrança de Marcelo Mattos, que matou o jogo.

Que jogo!

A arbitragem mineira, de Clever Assunção Gonçalves, aliás, foi nota 10.

 

 

 

 

Por Juca Kfouri às 16h06

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico