Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

10/06/2006

Argentina, com medo

Argentina e Costa do Marfim fizeram o melhor jogo dos cinco já disputados nesta Copa do Mundo.

O toque de bola argentino, diante de um time africano bem organizado e habilidoso, fez a diferença, principalmente quando a dita cuja pousava nos pés de Riquelme.

Ele foi o responsável pela cobrança da falta que resultou no primeiro gol de Crespo e por precioso lançamento para Saviola marcar o segundo, ainda no primeiro tempo.

Para não falar da cobrança de escanteio, na cabeça de Ayala, que seria o do primeiro gol caso a arbitragem tivesse visto que a bola entrou depois de parcialmente mal defendida pelo goleiro.

No belo duelo entre Ayala e Drogba, o zagueiro do Valencia saiu-se melhor que o milionário atacante do Chelsea.

E o técnico José Pekerman abdicou mesmo de jogar com o quadrado mágico hermano, até porque Messi ainda não está 100%.

Apesar da vitória, ficou a impressão de que com a saída de Maxi Rodríguez e a entrada de Tevez o time ficaria mais forte -- e próximo ao espetacular.

Mas, não.

NO segundo tempo, Pekerman preferiu tirar Crespo para botar Palacio, um atacante por um meia, porque cozinhar o adversário vale mais que goleá-lo, mesmo no chamado grupo de morte (com Holanda e Sérvia e Montenegro), que pode ser decidido no saldo de gols (primeiro critério) ou no número de gols a favor (segundo critério).

O resultado foi que a Argentina praticamente não buscou o terceiro gol e passou a ser pressionada pelos marfinenses, até levar o primeiro gol, justo castigo para quem tinha o domínio da partida.

Esses técnicos e suas idiossincrasias...


 

Por Juca Kfouri às 16h50

Primeiro quase tudo

Primeiro empate, primeiro 0 a 0, primeira expulsão.

Suécia e Trinidad e Tobago ficaram iguais.

Em termos.

Porque a Suécia dominou o jogo, criou pelo menos quatro chances de gols impedidas pelo veterano goleiro Hislop, 37 anos, do West Ham, e jogou com 11 contra 10 desde o começo do segundo tempo, devido à justa expulsão de um zagueiro caribenho (os árbitros, aliás, por enquanto, vão bem).

E a expulsão talvez tenha sido o maior azar sueco.

Porque se Trinidad e Tobago só queria se defender desde sempre, quando ficou com um a menos, então, foi o que fez, não sem antes mandar uma bola no travessão sueco.

A Suécia não contava com tamanha decepção diante do menor participante da Copa.

Por Juca Kfouri às 13h52

Inglaterra, com jeito

O futebol sabe ser cruel.

No auge de sua carreira, em 1998, Gamarra passou a Copa inteira sem cometer nenhum erro e nenhuma falta.

Agora, no ocaso, logo aos 4 minutos marcou contra o gol que acabou decretando a derrota do Paraguai para a Inglaterra, no apinhado estádio de Frankfurt.

Não que os ingleses não tenham merecido vencer, porque foram e são muito melhores.

Principalmente aqueles que sabem que futebol é mais jeito que força, como Beckham, Lampard, Owen, Gerrard, embora o time inglês se aproxime do bizarro quando a bola chega aos pés do grandalhão Crouch.

A entrada de Rooney, provavelmente só na segunda fase, fará do English Team alguma coisa muito respeitável, ainda mais porque, lá atrás, Terry é absoluto.

Deu pena de Gamarra.

Por Juca Kfouri às 10h56

09/06/2006

Equador polonês

A Polônia era favorita simplesmente pela tradição.

E terminou o jogo posta na roda pelo Equador, que a derrotou por 2 a 0.

A Polônia revelou uma profunda incompetência para chutar ao gol adversário e uma total ignorância sobre a maneira de jogar dos sul-americanos, donos de boa participação nas Eliminatórias do continente.

Resultado: um placar justo para o Equador que já fez algum tempo não precisa da altitude de Quito para derrotar seus oponentes.  

Por Juca Kfouri às 16h57

Alemanha, fácil

Jamais houve tantos gols numa partida inaugural de Copas do Mundo.

E o 4 a 2 da Alemanha sobre a Costa Rica revelou uma seleção anfitriã com problemas na defesa e uma visitante frágil e acovardada.

Talvez se os costa-riquenhos explorassem mais a linha burra da defesa alemã tivessem conseguido mais gols do que os dois que fizeram.

Já os alemães não podem achar que a simples volta de Ballack resolva seus problemas.

Apesar dos belíssimos primeiro e quarto gols, marcados por Lahm e Frings , eles que não se iludam com a inusitada goleada, que quebrou um recorde, mas não o gelo.

Por Juca Kfouri às 14h14

Ronaldo quer saber de Lula

Na entrevista que deu para as TVs brasileiras Ronaldo revelou a pergunta que gostaria de ter feito ao presidente Lula na vídeoconferência realizada na quinta-feira. "É verdade que o senhor bebe? Eu ouço muita gente falando que o senhor bebe demais. Deve ser mentira, como é mentira o fato de eu ser gordo"

Por Juca Kfouri às 09h07

O que esperar de Alemanha x Costa Rica

Na história  da Copa do Mundo, o jogo de abertura sempre foi marcado pelo baixo número de gols.

Pesquisa da Agência Estado comprova cabalmente a afirmação acima.

Na  última Copa, na 17ª edição da competição, a primeira na Ásia e também do século 21, saiu apenas um gol no estádio de Seul, na Coréia do Sul.

Foi de Senegal, que ainda foi responsável pela primeira zebra daquele Mundial, ao vencer a então campeã França por 1 a 0.

Desde que a Fifa determinou em 1974, na Copa da Alemanha, que o último campeão seria o responsável por abrir o Mundial, todos os jogos inaugurais tiveram resultados ínfimos e os confrontos, na maioria das vezes, foram de fraco nível técnico.

Na própria Copa de 1974, o Brasil não saiu do 0 a 0 com a Iugoslávia.

A esperança era ver um grande futebol dos tricampeões do mundo, mas o time brasileiro decepcionou.

 Na Argentina, em 1978, Alemanha e Polônia também ficaram no empate sem gols, em outro jogo chato.

Chegou a Copa de 1982, na Espanha, e a Argentina já com Maradona foi surpreendida pela Bélgica: perdeu por 1 a 0.

Quatro anos depois, no Mundial do México, Itália e Bulgária jogaram pouco, mais preocupadas com a marcação, e ficaram no 1 a 1.

O jogo de abertura em 1990, na Itália, a Argentina foi surpreendida mais uma vez por uma seleção de pouca expressão: perdeu para Camarões por 1 a 0.

Em 1994, nos Estados Unidos, a Alemanha sofreu para ganhar da Bolívia por 1 a 0.

E, em 1998, na França, o Brasil conseguiu manter seu favoritismo e até aumentou um pouco a baixa média de gols das partidas inaugurais.

Contra a Escócia, a Seleção Brasileira venceu por 2 a 1.

Em 2002 a história se repetiu.

É bem verdade que França e Senegal fizeram um jogo emocionante, cheio de alternativas.

Mas saiu apenas um gol: do senegalês Diop.

Agora, é esperar para ver na Copa da Alemanha, em 2006.

Mas o donos da casa que se cuidem.

Conheça todos os jogos de abertura da história das Copas:

1930 - França 4 x 1 México

1934 - oito jogos na abertura

1938 - Suíça 1 x 1 Alemanha

1950 - Brasil 4 x 0 México

1954 - quatro jogos na abertura

1958 - Suécia 3 x 0 México

1962 - Chile 3 x 1 Suíça

1966 - Inglaterra 0 x 0 Uruguai

1970 - México 0 x 0 União Soviética

1974 - Brasil 0 x 0 Iugoslávia

1978 - Polônia 0 x 0 Alemanha Ocidental

1982 - Bélgica 1 x 0 Argentina

1986 - Itália 1 x 1 Bulgária

1990 - Camerões 1 x 0 Argentina

1994 - Alemanha 1 x 0 Bolívia

1998 - Brasil 2 x 1 Escócia

2002 - Senegal 1 x 0 França

Por Juca Kfouri às 05h05

08/06/2006

Aos navegantes

Aos que querem saber quem traiu Fiori Giglioti, uma explicação: cabe-me, apenas, registrar a mágoa dele pela maneira como saiu da rádio Record, manifestada a mim, por ele, em comovente telefonema.

Mas não me cabe criar uma intriga em torno da morte de quem quer que seja.

Talvez, um dia, a família dele queira esclarecer, direito que lhe pertence.

E quanto ao CBN EC, é impossível participar do programa e ao mesmo tempo estar no ar na ESPN-Brasil.

Por isso tenho feito,ao vivo, diariamente (embora ainda com problemas em meu celular, cujo chip nacional não é a maravilha que a TIM anuncia, pois picota a voz), o Jornal da CBN, com Heródoto Barbeiro, assim como participado da programação durante o dia.

Por Juca Kfouri às 17h50

A Seleção jogou bola

Não foi um treino assim, com T maiúsculo.

Mas, ao menos, viu-se futebol no apinhado estádio de Offenbach.

Em vez de ocupar só meio campo, a Seleção fez um coletivo quase de campo inteiro, descontadas as duas grandes áreas, por pouco mais de meia hora.

De uma meia lua à outra.

E deu para ver o quanto Ronaldinho Gaúcho está se poupando.

O quanto Rogério Ceni está em momento melhor que Dida.

O quanto Parreira se preocupa com as bolas altas na defesa titular.

E o quanto Robinho serve ao centrovante que tiver ao lado dele -- Adriano, no caso, pois Ronaldo, febril, ficou  no hotel.

Não foi nem há treino inesquecível, a não ser, é claro, para a população de Offenbach.

Mas, ao menos, viu-se futebol.

De vez em quando, faz bem.

 

Por Juca Kfouri às 14h55

O hexa sem Fiori

Fiori Giglioti morreu.

Com ele morre também um estilo de narrar futebol.

"'É fogo, torcida brasileira".

Fiori tinha 77 anos e fez história nas transmissões de futebol pelas principais emissoras de rádio de São Paulo.

Algodão entre cristais, sempre fez questão de se dar bem com todos, até ser covardemente traído pouco tempo atrás no episódio que redundou em sua saída da rádio Record, no "crespúsculo do jogo".

Sim, "tentaram passar por ele, e passaram".

Certamente morreu magoado, mas com a consciência de sua importância na vida de tanta gente que o acompanhou desde criança.

Agora, quando "fecham-se as cortinas e termina o espetáculo", Fiori deixa orfã toda uma geração que se acostumou a ouvi-lo numa "beleeeza" de carreira, repleta de gols, provavelmente o locutor que mais narrou tentos do Rei Pelé.

Porque o "tempo passa" e é inexorável.

Seu "cantinho da saudade" acrescenta mais uma.

Para sempre.

No momento em que, como escreveu um blogueiro, este blog supera a casa das seis milhões de visitas como prenúncio do difícil hexacampeonato, fica aqui a homenagem a um narrador de bilhões de ouvintes.

"Agüenta, coração!".

Por Juca Kfouri às 06h50

07/06/2006

Pílulas da Copa

1. Roberto Carlos, o lateral-esquerdo não o Rei da Jovem Guarda, perdeu mais uma ocasião de permanecer de boca fechada.

Não que o Rei, o do futebol, também não viva dando bom dia a cavalo.

Mas comparar os títulos do bom Cafu aos do imbatível  Pelé não é apenas um absurdo lógico.

É uma patacoada histórica muito mais forte que o chute de pé esquerdo do lateral da Seleção e do Real Madrid;

2. Não bastasse a crise que assola o Parque São Jorge, os corintianos têm mais um motivo para chorar: definido o time titular da Argentina, Carlitos Tevez ficará na reserva;

3. Parreira deve rir a cada amistoso pré-Copa que vê.

O da Croácia contra a Espanha (2 a 1 para o mau time espanhol) revelou toda a fragilidade do primeiro adversário da Seleção, cintura dura e cabeça ruim;

4. Já o da França (3 a 1 contra a China, mas só nos últimos minutos), não só mostrou que Zinedine Zidane está pela bola 7, como ainda machucou Cissé, ao que tudo indica com tamanha gravidade que deverá ser cortado nas próximas horas.

Enfim, quem usa, cuida.

 

Por Juca Kfouri às 17h34

Elástico indiscreto

Numa fase em que as notícias escasseiam, abundam os factóides.

Como o deste episódio que rendeu, ao menos, uma inusitada foto na primeira página do UOL.

Ronaldinho Gaúcho levou, digamos, uma estilingada no traseiro.

Traseiro, bumbum, derrière, nádegas, você não imagina quantas horas já foram consumidas nas redações brasileiras para se decidir como chamar a bunda.

Palavra que, para uma tia minha, é muito mais bonita, e sonora, que crisântemo.

Dizia ela que se bunda fosse nome de planta e crisântemo o da região abaixo das costas, aí sim haveria motivos para se evitar seu uso.

Enfim, não há de ser nada. O que abunda não prejudica.

Por Juca Kfouri às 14h02

Cafu, 36

As coisas andam tão calmas na Seleção que a notícia do treino da manhã nem chega a ser uma notícia, porque presumida desde 7 de junho de 1970: o capitão Cafu completou 36 anos.

Lateral-direito como Cafu, Djalma Santos é o craque brasileiro que disputou com mais idade uma Copa do Mundo, pois tinha 37 anos em 1966, na Copa da Inglaterra.

Também lateral, mas esquerdo, Nílton Santos, a Enciclopédia, foi bicampeão mundial com 37 anos, em 1962, no Chile.

E o goleiro Emerson Leão, em 1986, no México, também tinha 37 anos, quando ficou como terceiro goleiro.

Em tempo: nem tio Torero nem seu sobrinho Lelê apareceram no treino matinal.

Lastimáveis dorminhocos...

Por Juca Kfouri às 06h45

Aos navegantes

Você dorme.

Eu já estou de pé, no treino da Seleção.

E novo em folha, depois de quatro noites em que dormi, no máximo, três horas e meia por noite (fora os 10 minutinhos na coletiva do Parreira, que não tinha culpa alguma de meu cansaço).

Mas, ontem, descontei.

Fui das 22h30 às 6h30.

Prepare-se para me aturar.

Por Juca Kfouri às 03h30

06/06/2006

A entrevista de Parreira

Carlos Alberto Parreira concedeu sua primeira entrevista coletiva na Alemanha.

Coisa de duzentos jornalistas do mundo inteiro estavam presentes.

Assistia-a ao lado de Fernando Calazans, do "Globo" e da ESPN-Brasil, mas atrás de uma parede de cinegrafistas e fotógrafos, razão pela qual mal via o treinador.

Ao fim, Calazans me disse: "Você deu sorte. Viu a melhor entrevista do Parreira desde que a Seleção chegou à Europa".

E eu, que havia até tirado uma soneca durante as perguntas e as respostas, sai de lá me perguntando como teria sido a pior...

Mas, ao menos, Parreira revelou que não sabia como falar bolha em inglês.

Nem eu. E aprendi.

É blister.

 

Por Juca Kfouri às 15h03

Humor alemão

Piada que corria nas arquibancadas do Zagallo Arena, palco do treino da Seleção:

a Nike mudou o nome da chuteira usada por Ronaldo; de Mercurial Vapor passará a ser chamada de Mercurial Cromo.

Por Juca Kfouri às 06h12

Duelo de titãs

Treino da Seleção, agora há pouco.

Cris encosta em Ronaldo e diz alguma coisa em seu ouvido.

Ronaldo concorda com a cabeça.

Cris pega uma bola, bota na linha da grande área e chuta.

Pimba! No travessão.

Cris sorri.

Ronaldo pega outra bola e bota no mesmo lugar e chuta.

Uau! Para fora.

Ronaldo leva um cascudo de Cris e é obrigado a pagar 10 flexões de braço no gramado.

O mundo anda mesmo de ponta cabeça.

Por Juca Kfouri às 05h37

05/06/2006

Atendendo a pedidos

Acabo de ver o gol da virada do Paraná Clube sobre o Goiás, de antes do meio de campo.

De fato, sensacional.

O gol do ano até aqui.

Por Juca Kfouri às 12h10

Culpa do governo

A CBF deve R$ 2,4 milhões de Imposto de Renda, relativo a junho de 2002.

É o que informa o sítio"Contas Abertas", endereço abaixo para que você conheça todos os detalhes.

http://contasabertas.uol.com.br/noticias/auto=1410.htm

E depois a CBF diz que não trabalha com dinheiro público.

Dever para a União e seguir adiante é uma maneira de ser subsidiado.

O pior que a inadimplência do futebol parece ter o respaldo do presidente Lula, que poucos dias atrás saiu-se com essa, sem lógica alguma:

"Se um clube deve à União durante um ano, é culpa do clube. Se deve há dois, também é culpa do clube. Mas se deve há três, a culpa é do governo, que nao cobrou".

E, assim, candidamente, justificou a Timemania.

Como a CBF deve há quatro anos, a culpa é de quem?

Por Juca Kfouri às 11h16

04/06/2006

Cruzeiro, na boa

Passado o primeiro quarto do Campeonato Brasileiro, os 3/4 restantes são uma incógnita.

Ninguém sabe quem será negociado, para o bem e para o mal.

Mas o Cruzeiro está em situação privilegiada, como único representante do futebol mineiro.

O Inter também não tem do que se queixar, como o São Paulo e o Fluminense, além do Santos, todos no pelotão de frente.

Verdade que os são paulinos reclamam do gol do Juventude.

Não vi, mas pelo que li, de fato, há unanimidade que houve falta em Bosco, embora, também, aí com opiniões divididas, o pênalti que resultou no empate tenha suscitado dúvidas.

Santos e Botafogo fizeram o único 0 a 0 da 10o. rodada e o resultado foi melhor para o alvinegro carioca, que saiu do rebolo e deixou lá o Fortaleza.

O Goiás bobeou, ao perder para o Paraná Clube no Serra Dourada (2 a 1) e, em vez de ficar a um ponto do Cruzeiro e do Inter, ficou a quatro.

Bom para o Paraná Clube, que honra seu título estadual e pára em sétimo lugar.

Por Juca Kfouri às 20h25

O povo ri, o povo chora

Rubro-negros, pontepretanos e vascaínos têm por que comemorar.

Verão a Copa do Mundo numa boa.

Os rubronegros do Mengo em nono lugar, zona da Copa Sul-Americana, com razoáveis 14 pontos, depois de vencer o Corinthians, 2 a 0, no Morumbi vazio.

A Macaca também com 14, em décimo.

Os rubronegros do Atlético Paranaense se recuperam, em 11o. lugar, 13 pontos, depois de impor a oitava derrota ao Palmeiras, na Arena.

E o Vascão com 13, em 13o., ao vencer o Santa Cruz, 2 a 1, em São Januário.

Já os torcedores do Figueirense (menos), e os do Corinthians, Palmeiras e Santa Cruz só têm por que chorar.

Os do Figueirense, derrotado pela Ponte Preta por 3 a 0, de barriga verde, quer dizer, de barreira cheia, porque, afinal, o alvinegro catarinense está em bom oitavo lugar, 15 pontos ganhos.

Mas não contava em pegar a Ponte em fase de reação.

O milionário Corinthians é o maior vexame do Brasileirão.

De um dos favoritos que era, verá a Copa entre os quatro últimos.

Verdade que dificilmente cairá, porque tem condições de se reequilibrar, apesar de seus ridículos nove pontos em 10 jogos.

Mas só disputará o título se empreender uma reação histórica, dessas que só acontecem a cada 30 anos.

Pior só o Palmeiras, quatro pontos ganhos depois de nova derrota, agora para o Furacão, 2 a 0.

No máximo, fugirá de voltar à Série B.

Porque o invicto Santa Cruz, com três pontos e nenhuma vitória, parece definitivamente condenado.

Por Juca Kfouri às 18h21

Selekakão, fácil, fácil

Não foi os oito como contra Lucerna por dois motivos: a pontaria não estava em dia e a seleção da Nova Zelândia é melhorzinha.

Por isso tomou só de quatro (Ronaldo, Adriano, Kaká e Juninho).

Mas valeu de novo para movimentar o time e, principalmente, para constatar o progresso de Cafu e de Roberto Carlos.

Lúcio deu sorte. Errou, como é usual, e o time não tomou o gol. Deus nos ajude.

Ronaldinho se poupa, claramente, e ainda assim fez três ou quatro lançamentos preciosos.

Kaká, para variar, arrebentou. Parece que está disputando posição.

Ronaldo fez o que Parreira quer, gol.

E Adriano pegou um daqueles chutes dele de esquerda como ninguém acerta hoje em dia.

Juninho, também para variar, estava discreto, mas deixou sua marca.

Robinho entrou no jogo como se fosse tomar conta, mas não tomou.

Só não o comparem ao Denílson (para que serve o Denílson?), porque é muita injustiça.

De negativo mesmo, mais uma vez, só a imagem falsa que certas torcedoras (para ser educado) passam do Brasil, como se fôssemos o país do bundalelê.

Assim fica difícil combater o turismo sexual, a prostituição infantil etc e tal.

Por Juca Kfouri às 14h28

Credenciado!

Já estou devidamente credenciado.

E você pensará com seus botões e com razão: e daí? Grande vantagem, todos estão credenciados.

Sim. E não.

Explico.

Em 1998, para a Copa da França, a Fifa anunciou que meu credenciamento não tinha sido concedido.

Foi um choque, porque eu havia coberto todas as Copas desde 1982 para "Placar"" e, em 1998, estava na "Folha de S.Paulo", então, como hoje, o jornal de maior circulação do país.

Ocorre que quem orienta o credenciamento da imprensa escrita é a CBF e...

Mas quatro dias depois a Fifa recuou, tamanha foi a gritaria pelo mundo afora e a credencial foi concedida.

Como não fui à Copa de 2002, ficou a interrogação: será que terei problemas na Alemanha?

Verdade que como agora a credencial foi pedida via ESPN-Brasil, que pagou pelos direitos de transmisão, a chance de haver algo anormal era pequena.

Ainda mais porque o credenciamento de TV não passa pela CBF.

E, de fato, não houve problemas, tudo foi muito rápido, de acordo com a tradicional eficiência alemã.

Por mais que o João Palomino fizesse terrorismo no caminho de Bad Soden até o novo estádio de Frankfurt.

Ele imaginava, em voz alta, que na hora que eu me apresentasse e o funcionário teclasse meu nome no computador iria aparecer uma luz vermelha, soaria um alarme e um pelotão da polícia alemã me cercaria de armas na mão.

Parece que o Palomino está pensando em dirigir um filme de suspense.

Mas já que fiz referência à eficiência alemã, é preciso contar, também, que na saída, todos credenciados, dois companheiros espanhóis que estão trabalhando conosco não estavam com suas credenciais penduradas no pescoço.

Foi o bastante para que o policial na portaria imediatamente ordenasse que a pendurassem.

Quer dizer, para entrar não nos pediram nada. Mas para sair...

 

Por Juca Kfouri às 10h20

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico