Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

24/06/2006

100 mil comentários!

O controle de comentários aprovados acaba de registrar o de número 100.000.

Não é nada, não é nada, não é pouca coisa.

Só resta dizer, de novo, que a família, penhorada, agradece.

Por Juca Kfouri às 18h19

Um gol máximo!

Os argentinos deveriam ter começado o segundo tempo com 10 jogadores, porque Heinze deveria ter sido expulso no fim do primeiro.

Mas deveriam, também, ter terminado o tempo normal com a vitória, porque não só voltaram mais focados como tiveram um gol mal anulado nos últimos segundos.

Na prorrogação o talento prevaleceu.

O gol de Maxi Rodríguez é desses de entrar para a história pela importância, mas, sobretudo, pela beleza e pela raridade.

Contra a Alemanha, no entanto, os hermanos terão de jogar muito mais se não quiserem voltar para Buenos Aires.

E José Pekerman precisará ser mais rápido para mexer no time.

Os mexicanos caíram em sua única apresentação convincente.

Mas continuam fora da primeira divisão do futebol mundial.

Treinaram como nunca, perderam como sempre...

Por Juca Kfouri às 17h12

México, enfim

Para quem, como este que vos escreve, sempre acreditou que o México poderia fazer um bom papel nesta Copa, o primeiro tempo da partida contra a Argentina foi consolador.

Mesmo que a Argentina venha a vencer, o que também é a aposta deste blog.

Mas, enfim, o México justifica tanto investimento em seus clubes e tanto treinamento de sua seleção.

Joga de igual para igual e até melhor que os argentinos.

Procurou mais seu gol logo de cara e tomou um meio achado em seguida.

Mas não se desesperou.

Tudo que os alemães querem é a vitória mexicana.

Como sua porra (torcida, no México) que não se cansa de aclamar: "Mé-Mé-Mé Xi-Xi-Xi Co-Co-Co!".

A Argentina parece não tê-los levado a sério e vai ter de se virar.

Tá feia a coisa.

Por Juca Kfouri às 15h50

Que venha a Argentina

Prenuncia-se o primeiro grande clássico do futebol mundial nas quartas-de-final da Copa do Mundo: Alemanha e Argentina, que deve passar pelo México.

A Suécia até que encontrou o caminho de casa no segundo tempo e ainda conseguiu um pênalti.

Ao desperdiçá-lo, porém, morreu, porque ninguém é de ferro.

E tomou bola na trave e escapou de outras situações perigosas, mas voltou para Estocolmo sem a goleada que era previsível.

Parece que a Suécia é melhor com 10 que com 11.

A Alemanha, não.

Joga com todos e com tudo que tem direito.

Em tempo: Carlos Simon, ao contrário do primeiro jogo quando foi muito mal, mas como no segundo, foi muito bem.

A expulsão do sueco Lucic foi correta (impediu um contra-ataque na base do agarrão, mesmo que tenha sido um "agarrinho") e o pênalti contra a Alemanha bem marcado.

 

Por Juca Kfouri às 12h44

Alemanha arrasadora

A Suécia não faz a menor idéia de onde Munique, palco de seu jogo contra a Alemanha, fica.

Porque foi atropelada pela seleção alemã que em menos de 12 minutos já vencia por 2 a 0, dois gols de Podolski (4' e 11'), sempre com a presença de Klose.

A Alemanha não apenas vence, mas faz uma partida impecável, na qual só correu algum risco, curiosamente, depois que os suecos ficaram reduzidos a 10 jogadores, aos 34.

Levado pelo fervor da torcida, o time joga com vontade, organização, eficácia e, surpresa, beleza, principalmente quando a bola vai aos pés de Lahm, Schweinsteiger e Ballack, que progride a cada partida.

Desse jeito, a Alemanha não deixa de ser apenas candidata ao título, como era apenas por jogar em casa e por causa da tradição.

Mas passa a ser favoritíssima.

Já alcançou, neste primeiro tempo, um nível que, por exemplo, a França não havia alcançado nas oitavas-de-final de 1998.

Veremos como se comportará no segundo tempo, contra 10.

E, provavelmente, contra a Argentina, nas quartas-de-final.

Por Juca Kfouri às 12h03

A instrução é clara, Arnaldo!

No jogo entre França e Togo, Falcão perguntou a Arnaldo César Coelho sobre a razão de os auxiliares não obedecerem a instrução da Fifa de, em caso de dúvida num lance de possível impedimento, deixar o lance seguir, em atitude a favor do gol.

E Arnaldo respondeu, segundo me contam, sem titubear: "Porque isso é lenda. Nunca existiu tal recomendação da Fifa".

Pois leia, abaixo, a recomendação que "'é lenda", com a instrução em NEGRITO e devidamente traduzida: 

2003: The following FIFA Circular No. 874 was issued on 22 October 2003

Circular No. 874

Law 11 - OFFSIDE

Dear Sir or Madame,

We would like to inform you about a decision passed at the Annual Business Meeting of the International Football Association Board on 16 September 2003, in order to achieve uniform interpretation of Law 11 "Offside", based on the following principles.

  • This is not a change to the Laws of the Game as it adheres entirely to the original wording of the Law.
  • The aim of this interpretation is to respect the Laws of the Game and to project attacking play intended to result in a goal, which is the ultimate objective in football.

Law 11 reads as follows: "A player in an offside position is only penalised if, at the moment the ball is touched or played by one of his team, he is, in the opinion of the referee, involved in active play by:

    • interfering with play, or
    • interfering with an opponent, or
    • gaining an advantage by being in that position."

How should we interpret "interfering with play"?

PLAYING OR TOUCHING a ball passed or touched by a team-mate.

How should we interpret "interfering with an opponent" ?

PREVENTING an opponent from playing or being able to play the ball. For example, by clearly obstructing the goalkeeper´s line of vision or movements.

Making a gesture or movement while standing in the path of the ball to DECEIVE OR DISTRACT AN OPPONENT.

Note: The following is an addition from UEFA Referees' and Assistant Referees' seminar held in Nyon in September 2003: "A player in an offside position, by his manner and direction of movement, near the path of the ball, in the opinion of the Referee, interferes with an opponent (e.g. getting closer to the path of the ball." 

This is more in line with the old phrase "seeking to gain an advantage" in the Offside Laws previous to 1995-1996.

How should we interpret "gaining an advantage by being in that position" ?

PLAYING A BALL that rebounds off a post or the crossbar having been in an offside position.

PLAYING A BALL that rebounds off an opponent having been in an offside position.

We are aware that there will always be controversial incidents, but as stipulated in the Laws of the Game, the referee's decision is final. We also believe, however, that with clearer instructions, referees will be in a better position to make informed decisions based on uniform criteria.

Yours faithfully,

FEDERATION INTERNATIONALE DE FOOTBALL ASSOCIATION

Urs Linsi (General Secretary)

2003: At the UEFA´s Referees' Committee held on Saturday 20 December 2003, the following general conclusions and recommendations were made.


Attention is drawn to the following decisions made at the third UEFA seminar for international Assistant Referees for the benefit of international football in Europe by adopting a standard approach in the performances of Assistant Referees.

Offside


1. It was noted again that there had been no changes in the offside law for the season 2003/04, nor any extra IFAB or FIFA directives.

2. If an assistant referee is not totally sure about an offside offence the flag should not be raised (i.e. in case of doubt benefit must be given to the attacking team).

(Se o assistente do árbitro não estiver totalmente certo sobre um lance de impedimento sua bandeira não deve ser acenada (ou seja, em caso de dúvida o benefício deve ser dado ao time atacante).

3. In deciding whether an attacking payer is nearer to the opponent´s goal line than the second last defender, consideration should be given to the position of the attacker´s feet and body in respect to that of the second last defender.
("Air space" or similar misleading phrases should not be used by instructors, but instructors should emphasise that assistant referees must be sure that the attacker is nearer to the goal line than the second last defender).

4. To ensure correct judgement of offside offences, an assistant referee should not raise the flag before considering the following criteria, so called "wait and see" technique:
a. Movement of the ball (direction, speed, distance, any deflection, etc.)
b. Involvement of the player in active play by:
· interfering with play or
· interfering with an opponent or
· gaining an advantage.

5. Following discussions in the joint seminar between Elite referees and assistant referees, the following guidelines were agreed as considerations to assist in the interpretation and application of the Offside Law, in connection with "involvement in active play", in particular "interfering with an opponent":
- A player in an offside position , and also in the opinion of the referee, on the path of the ball, interferes with play or his opponents.
- A player in an offside position, by his manner and direction of movement, near the path of the ball, in the opinion of the referee, interferes with an opponent (e.g. getting closer to the path of the ball).
- A player in an offside position and clearly in the goalkeeper´s line of vision (between him and the kicker ), in the opinion of the referee, interferes with the goalkeeper (distraction).

In connection with interpreting and applying the Offside Law concerning "gaining an advantage by being in that position", assistant referees were reminded of their responsibilities to be alert in situations where, for example, the ball rebounds from a goal post or cross bar or goalkeeper, to a player who was in an offside position when the ball was last played by his team-mate.

6. In connection with assistant referees making judgements concerning offside, they were reminded that it is better to be slightly late and correct, than to be too quick and wrong.

7. If a flag signal for offside is given and is not seen immediately by the referee; the assistant referee must keep signalling until it has been recognised or the ball is clearly in control of the defending team (the electronic beep signal is used to alert the referee to the flag signal).

8. For very tight judgements where an assistant referee decides "not offside" a discreet hand signal may give valuable support to the referee when the referee makes eye-contact.

Por Juca Kfouri às 08h23

23/06/2006

Às armas, cidadãos!

A França conseguiu.

Sofreu uma barbaridade para fazer seu gol contra o já desclassificado Togo, mas fez um e o segundo em seguida, com Henry.

A França pegará a Espanha, no segundo duelo mais interessante das oitavas-de-final, menos, apenas, que Portugal e Holanda.

E poderá estar no caminho do Brasil nas quartas-de-final, o que seria a chance da revanche de 1998.

A Suiça, ao bater a Coréia do Sul também por 2 a 0,  acabou em primeiro lugar no grupo e enfrentará a Ucrânia nas oitavas.

A próxima fase está definida:

Brasil x Gana

Portugal x Holanda

Espanha x França

Alemanha x Suécia

Argentina x México

Itália x Austrália

Inglaterra x Equador

Suiça x Ucrânia

Os seis campeões mundiais que começaram nesta Copa, continuam.

O Uruguai vê de longe.

Por Juca Kfouri às 16h42

Sorteio? E Espanha 100%

Alemanha, Brasil, Portugal e, agora, depois de vencer a Arábia Saudita por 1 a 0, a Espanha, são as quatro, das 16 seleções classificadas, com três vitórias na primeira fase.

Numa hipotética classificação pelos critérios de desempate, a Espanha seria a primeira, com sete gols de saldo, seguida pela Alemanha, com seis, igual ao Brasil, mas com um gol a favor a mais, Brasil e, finalmente, Portugal, com quatro.

A Ucrânia também está classificada ao vencer a Tunísia, pelo mesmo 1 a 0.

O adversário de Espanha pode sair apenas por sorteio, desde que Suiça e Coréia do Sul empatem 0 a 0 e a França ganhe de 2 a 1 de Togo.

Neste caso, a Suiça será a primeira e o adversário da Espanha sairá em sorteio.

Por Juca Kfouri às 12h09

O Gordo e o Magro

Para comemorar a marca de 7 milhões que este blog, graças a você, acaba de atingir, uma charge do brilhante ilustrador do diário "Lance!", Mário Alberto.

E para os que ficaram indignados pelo carinhoso tratamento dado a Ronaldo com o "Viva o Gordo!" neste blog, uma dica: façam alguma coisa para melhorar o humor.

E sobre a nota 7 dada a ele, outra dica: quero poder dar 10 até o fim da Copa.

Melhor do que ninguém, o próprio Ronaldo, em quem apostei até a estréia da Seleção Brasileira, sabe que precisa melhorar.

Mas, apesar de tudo, viva o gordo! E o magro!

Por Juca Kfouri às 11h12

22/06/2006

NOTAS

Dida -- Sem culpa no gol. 7

Cicinho - Deu gosto vê-lo. 8

Lúcio - Cuidado com as costas. 6

Juan - Cada jogo melhor. 8

Gilberto - Tímido e um golaço. 7

Gilberto Silva - Melhor que Emerson. 8

Juninho - Ansioso e espetacular. 8

Kaká - Participativo e pouco feliz. 7

Ronaldinho- Momentos geniais. 8

Robinho - Só faltou um gol. 8

Ronaldo - Fora de forma. Dois gols! 7

Rogério, Ricardinho e Zé Roberto, sem nota

 

Parreira - Pela coragem de mudar, o melhor do jogo: 9

Por Juca Kfouri às 17h47

Vitória do futebol

No segundo tempo a qualidade do futebol da Seleção se manteve, com uma vantagem essencial: as bolas começaram a entrar.

Uma quase entrou depois que Ronaldinho tocou de calcanhar para Ronaldo.

Outra entrou, de fora da área, com todo veneno a que Juninho tem direito.

E mais outra morreu nas redes japonesas, depois de belíssimo lançamento de Ronaldinho para Gilberto chutar cruzado, indefensável.

Finalmente, Ronaldo marcou o quarto gol, igualando-se a Müller na história das Copas. Viva o gordo!

Além dos gols, pedaladas, lindos passes, dribles para lá e para cá, ou seja, tudo que o futebol brasileiro faz como nenhum outro, exceção feita ao rival argentino.

Aliás, é isso mesmo.

Hoje, em Dortmund, a Argentina que goleou Sérvia e Montenegro fomos nós.

E está criado um belo problema para Parreira.

Como tirar os que entraram tão bem, tão melhor que os que estavam jogando?

Por enquanto, só resta agradecer ao técnico por ter tido a ousadia de criar tal problema para si mesmo.

O Brasil todo e 65 mil pessoas no estádio podem dizer, enfim, arigatô, Parreira.

A Copa começou.

Gana vem aí.

(PS- Em vez de  salvar o texo, publiquei. Três minutos antes de o jogo acabar. Mas não mudou nada. Só teve um pouco mais de olé e a torcida cantado, "ê, f.... o Ronaldo apareceu")

Por Juca Kfouri às 16h35

O Brasil joga

Futebol é um esporte fabuloso.

Na melhor apresentação brasileira nesta Copa, o Japão saiu na frente, com um chute raro contra o gol de Dida que, até então, não tinha feito uma defesa sequer.

Em compensação, o goleiro japonês Kawaguchi já tinha feito cinco, em chutes de Robinho, Ronaldo e Juninho.

A Seleção Brasileira jogava bem e dava espetáculo, de pé em pé, mesmo que, algumas vezes, tudo morresse nos pés de Ronaldo, o mais pesado o time, ao lado de Lúcio.

Cicinho estreou bem e Gilberto nem tanto, um pouco tímido, contrastando com uma certa ansiedade de Juninho.

Só que Juninho e Gilberto Silva dão outra qualidade ao meio de campo brasileiro e na base desta qualidade é que Ronaldo empatou, no último minuto, com seu primeiro gol de cabeça dos 13 que já marcou em Copas do Mundo, um a mais que o Rei Pelé, apenas um a menos que o recordista alemão, Gerd Müller.

O Brasil joga e merecia muito mais.

Deverá conseguir no segundo tempo, tal é a sua superioridade.

Por Juca Kfouri às 15h59

Mal menor e grande acerto

A Globo errou, o que é de menos, acontece nas melhores famílias.

Ronaldo joga.

Quem não joga: Cafu, Roberto Carlos (viva!), Emerson, Zé Roberto e Adriano.

Entram Cicinho, Gilberto, Gilberto Silva, Juninho (viva!!!) e Robinho.

Parreira acertou em cheio.  

Por Juca Kfouri às 14h05

Sorte é pra quem tem

De todos os adversários que a Seleção Brasileira poderia pegar nas oitavas-de-final só os Estados Unidos seriam menos difíceis.

Mas Gana está de bom tamanho, por mais que também a República Tcheca, como Sérvia e Montenegro, não tenha provado em campo o que prometia antes da Copa.

Hoje, por exemplo, diante da Itália, os tchecos só fizeram aumentar o nome do goleiro Buffon e foram derrotados, com justiça, pelo tradicional jogo italiano.

Gana vem aí.

Os africanos mantiveram a tradição de ter sempre pelo menos uma de suas seleções nas oitavas e não costumam respeitar ninguém.

Mas para eliminar o Brasil precisarão virar uma das maiores zebras da história das Copas.

Por Juca Kfouri às 12h06

A novela Ronaldo

Ronaldo que, segundo Parreira, precisa jogar para ganhar ritmo, fica fora e entra Robinho -- assim como entram Cicinho e Gilberto Silva nos lugares de Cafu e Emerson, também, como Ronaldo, com cartões amarelos.

A informação é da TV Globo, graças ao seu esforço descomunal, jamais por deferência da CBF.

Mas o que importa mesmo é descobrir por que só agora foi revelado que Ronaldo está pesando 90 quilos.

Não será a senha para tirá-lo do time, o fim do processo de fritura a que aludiu o jornalista Rodolfo Fernandes, do "Globo"?

Porque, cá entre nós, um jogador de futebol profissional de 1m83 que pesa 90 quilos pode ser tudo, menos profissional.

Estão brincando com fogo.

 

Por Juca Kfouri às 09h24

21/06/2006

Só faltou o gol

Desfalcadas de alguns de seus principais jogadores como Robben, Saviola e Sorín, Holanda e Argentina fizeram um jogo disputadíssimo e com alguns momentos de técnica refinada.

Daqueles 0 a 0 que não permitem que você deixe de olhar para o jogo em momento algum e nos quais um gol, para quaisquer dos lados, resolve a parada.

Pena que esse gol não tenha saído -- o que deixou a Argentina em primeiro lugar para pegar o México nas oitavas e a Holanda, em segundo, diante de Portugal.

Van Nistelrooy foi substituído no segundo tempo, como  Riquelme e Messi.

Quem jogou demais pelos argentinos foi Carlitos Tevez, um perigo constante e, a cada atuação, mais distante do Corinthians.

Seja como for, Holanda e Argentina deram a impressão de estar em ponto de bala para a próxima fase.

 

Por Juca Kfouri às 16h32

Manchete

Bem sacada manchete de um jornal alemão, sobre a eliminação da seleção de Togo:

"TOGO TO GO"

Por Juca Kfouri às 12h52

Felipão é o cara

O que tem de errado na frase abaixo?

Felipão, ao dirigir a seleção portuguesa em 2006, completou 10 jogos com vitórias consecutivas em Copas do Mundo, algo que nunca nenhum treinador obteve.

Está perfeita, não é?

Mas revela como é possível omitir mesmo sendo verdadeiro.

Porque daqui, digamos, a 76 anos (tempo que levou entre a primeira Copa do Mundo, em 1930, e a de agora) se alguém ler a frase acima, pensará: "Fabuloso, este gajo. Dez vitórias seguidas em Copas do Mundo com a seleção portuguesa!".

E não será verdade, porque as primeiras sete foram com a Seleção Brasileira.

Agora, se ele completar 14...

Em tempo: hoje, Felipão cantou o hino português.

 

Por Juca Kfouri às 12h03

México se salva

O México perdeu um pênalti (Bravo chutou nas alturas), perdeu um  jogador expulso por simulação (Péres) e o jogo.

Mas sua vaga não foi para o brejo.

Porque Angola só empatou com o Irã, 1 a 1.

Só que, nas oitavas, se jogar como jogou diante de Portugal, seja contra a Argentina, seja contra a Holanda, volta para casa sem perdão.

E eu que apostava tanto nos mexicanos...

Por Juca Kfouri às 11h49

Dramalhão mexicano?

Portugal, sem cinco titulares, surpreendeu o México e fez 2 a 0 antes que os norte-americanos entendessem o que se passava.

O drama mexicano só não era pior porque Angola não se aproveitava e não saía do 0 a 0 contra o Irã.

Mas o México soube reagir.

Diminuiu para 2 a 1 e passou a pressionar o time de Felipão, que se salvou sabe deus como em pelo menos três oportunidades.

O segundo tempo promete.

Ou melhor: os segundos tempos prometem, porque se sair um gol angolano poderemos ver um dramalhão mexicano.

Por Juca Kfouri às 10h59

20/06/2006

Cole e calor

Joe Cole, aos poucos, se transforma no grande nome do time inglês.

Seu gol diante da Suécia já é candidato ao mais bonito da Copa.

Suas fintas curtas e lançamentos longos fazem dele o mais sul-americano dos jogadores ingleses.

De todas as reluzentes estrelas inglesas (Terry, Lampard, Gerrard, Beckham, Owen, Rooney) Cole é quem tem o menor nome, menor peso, 63 kg, e o de menor estatura, 1m73.

Mas contra o Suécia os ingleses sofreram no segundo tempo, até porque Cole não repetiu a atuação do primeiro, embora tenha dado na cabeça de Gerrard para o segundo gol inglês.

De fato, os ingleses tomaram um calor que não previam.

E provaram do seu antigo veneno: bola alta na área.

Assim tomaram o gol de empate (o de número 2000, marcado por Allback, na história das Copas do Mundo) e por muito pouco, por três vezes, não sofreram a virada.

Sol Campbell teve de entrar no lugar de Ferdinand para tentar dar jeito na coisa, mas não deu.

E Gerrard, que era poupado porque tinha cartão amarelo, entrou no lugar de Rooney, ainda com pouco fôlego, aos 69 minutos.

Sabe-se lá o que teria acontecido se Ibrahimovic, machucado, estivesse em campo com a camisa amarela da Suécia.

Enfim, mesmo sem quebrar a escrita de 38 anos sem vencer a Suécia, graças ao gol de Larsson no finzinho, a Inglaterra livrou-se da Alemanha e a Alemanha livrou-se da Inglaterra.

Como ambos queriam.

Teremos Alemanha x Suécia e Inglaterra x Equador.

 

Por Juca Kfouri às 16h36

Equador furado e complexado

Klose abriu a defesa do Equador e marcou duas vezes ainda no primeiro tempo.

Houve quem reclamasse a exclusão da seleção sul-americana entre as castelhanas que fazem sucesso nesta Copa.

Foi excluída por prudência, por não ter ainda passado pelos testes superados por Argentina e Espanha, diante de Sérvia e Montenegro e Ucrânia.

Ficou patente, mesmo poupando alguns titulares, todo o complexo equatoriano perante os sólidos alemães, que vão ganhando corpo e moral, embora continuem a jogar um futebol previsível e mecânico.

O Equador até tomou a iniciativa da partida e ainda antes que os alemães marcassem o gol de abertura, aos 4 minutos.

Mas foi o único lance perigoso mesmo contra a defesa germânica, vencida pela direita em bela jogada.

E foi só.

Com complexo de inferioridade não se ganha dos alemães que, vamos combinar, mais do que em Ballack tem a cabeça do time no meia Schweinsteiger, o da camisa 7, que começou o lance que redundou no terceiro gol de Podolski, já no segundo tempo. 

Por Juca Kfouri às 11h51

Piada

Zico telefonou e pediu uma ajuda a Parreira:

"O Brasil já está classificado, o Japão não, bem que você podia dar u'a mão...".

"OK, Zico, o que você quer? Que eu escale os reservas?", perguntou Parreira.

E Zico, se assustou: "Não, Parreira. Os reservas, não!!!".

Por Juca Kfouri às 11h13

19/06/2006

Arriba, Espanha!

Gostei muito da Espanha hoje.

Mais do que na goleada da estréia.

Porque tomou um gol num contra-ataque surpreendente da Tunísia e tinha tudo para se desesperar, para repetir um filme que todos conhecemos.

Mas, não.

Continuou com a bola no chão e criou, criou e criou, sempre esbarrando em boas defesas do goleiro adversário.

Que, enfim, falhou e permitiu o rebote para Raul empatar.

Era tudo que o "Raul Madrid" precisava.

Daí para o gol da virada, com a esperteza de Fernando Torres foi um pulo.

Pulo não, salto que já classificou os espanhóis para as oitavas, os oitavos a se classificar.

Com méritos e bom futebol. 

Tantos méritos que Fernando Torres sofreu e converteu um pênalti bem assinalado por Carlos Eugênio Simon que, desta vez, foi bem.

Os castelhanos Espanha e Argentina têm as duas seleções da Copa até aqui.

Por Juca Kfouri às 16h41

Deu em "O DIA", de hoje

Há seis anos, Bussunda se despedia dos leitores de O DIA


Bussunda estreou como colunista de O DIA em 1990. Ganhou coluna dominical em 1997 e se despediu em 20 de agosto de 2000, sob o calor da derrota para o Chile nas Eliminatórias da Copa de 2002. Quase seis anos depois, seu texto permanece atual.

"É curioso que o último ‘Mico da Semana’ seja um dos maiores micos pagos nestes 10 anos de coluna. O que a Seleção Brasileira pagou no Chile não foi um mico, foi um King Kong pra ninguém botar defeito. Como a gente já vinha dizendo aqui, Wanderley Luxemburgo mostrou, mais uma vez, que está completamente perdido. Não consegue impor um esquema de jogo, não repete uma escalação e já deu mais de uma prova de que não sabe o que fazer para acertar o time. Wanderley deveria fazer como eu e pedir o boné...

Caros leitores, depois de 10 anos de feliz convivência, estou me retirando deste espaço. Nesse período, eu me acostumei a receber o carinho e, às vezes, a revolta do público do DIA. Durante esse tempo, dediquei-me a brigar por algumas coisas em que acredito e pelas quais continuarei brigando, onde estiver. Acredito no futebol-arte praticado por Romário, Ronaldinho Gaúcho e Edílson. Acredito, que sem molecagem, não há futebol brasileiro. Acredito que ganhar é bom, mas ganhar jogando bonito é ótimo. Ganhar jogando feio e perder jogando bonito são coisas que não me apaixonam. O futebol só atinge seu status de esporte superior quando a gente vê um time que ganha dando show.

Acredito que o nosso futebol só voltará a ser o melhor do mundo quando se livrar do jugo dos cartolas despreparados, incompetentes, mal-intencionados, que levam jabá em transação de jogadores, em venda de cotas de televisão e no que mais pintar, saindo do futebol invariavelmente muito mais ricos do que entraram, apesar de repetirem que estão nessa por amor ao clube.

Acredito que a imprensa esportiva deve ter mais seriedade e se preocupar mais em denunciar esses desmandos da cartolagem do que em fazer fofoca com jogadores que vão a boates ou compram carros importados. E acredito que quem dá espaço a essa cartolagem para falar as besteiras que quiser, sem nenhuma contestação, em programas de rádio e televisão, não deveria mais ser aceito no Sindicato dos Jornalistas. Deveriam ser promovidos à condição de jabazeiros esportivos...

Por acreditar em todas essas coisas foi que aceitei o convite de O DIA e por aqui permaneci esse tempo todo. Achei que podia dar uma modesta colaboração para melhorar o futebol brasileiro. Não sei se consegui, mas, pelo menos, eu me diverti bastante. Espero que os leitores também tenham se divertido. Levo uma grande alegria pelos amigos que fiz e um enorme orgulho pelos inimigos que arrumei nesses 10 anos de coluna. Beijos para todos. A gente se vê por aí... "

 

Por Juca Kfouri às 16h24

Só falo do que não vi

Aqui, será assim: falarei do que não vi.

Agradeço a colaboração de tanta gente, dos sérios aos bem humorados, que me deixaram com inveja por ter perdido a vitória da Suiça sobre Togo.

Lamentável que a corda da arbitragem tenha arrebentado mais uma vez do lado mais fraco.

A festa dos suiços nas ruas de Dortmund é enorme, quase tão barulhenta como as nossas.

Mas dentro do hotel, todos fardados e pintados, eles se comportam na maior civilidade.

Já a vitória da Ucrânia deu para ver um pouco.

E mais um jogador foi traído pelos gramados alemães, o pobre do goleiro árabe que levou o segundo gol do meio da rua porque também escorregou.

Estou achando que até a bisonha jogada do goleiro japonês, ontem, também foi por causa do gramado, que eles molham antes dos jogos e fica escorregadio, além de soltar placas e mais placas.

Quem diria?

Na Alemanha...

Por Juca Kfouri às 14h19

18/06/2006

Aos navegantes

Vejam por mim os jogos entre Togo e Suiça e Arábia Saudita e Ucrânia, por favor.

Estarei num trem indo de Munique para Dusseldorf.

Chegarei a tempo de ver Espanha e Tunísia.

Até.

Por Juca Kfouri às 21h10

Francamente, França!

A França completou seu quinto jogo sem vencer em Copas do Mundo.

Jogou mal e cedeu o empate para a Coréia do Sul.

Marcou, enfim, quatro jogos e 9 minutos depois.

Nem nisso superou a Inglaterra, que em 1982 e 1986 também ficou quatro jogos sem marcar, mas marcou no quinto jogo aos 8.

Não vi França 1, Coréia do Sul 1.

Mas o PVC viu e me contou.

Por Juca Kfouri às 17h17

Notas brasileiras

Dida - Um erro, um milagre, 8

Cafu - Marcado e explorado, 6

Lúcio - Soberano e atuante, 8

Juan - Atento e eficaz, 8

Roberto Carlos - Marcado e confuso, 5

Emerson - Sangue, suor e cansaço, 7

Zé Roberto - Um erro, bem corrigido, 7

Kaká - O melhor da frente, 7

Ronaldinho - Ainda está devendo, 6

Adriano - Luta e gol, 6

Ronaldo - Luta e passe do gol, 6

Robinho - O incendiário, 7

Gilberto Silva - entrou direito, 6

Fred - o iluminado, 8

Parreira - No jogo, fez tudo certo. A concepção é que é discutível, 7

Por Juca Kfouri às 14h57

De grão em grão...

...o canarinho enche o papo.

A vitória foi justa, o placar nem tanto, porque os australianos, na base da força, mereceram ao menos um gol.

Dida fez uma grande bobagem e um milagre.

Zé Roberto fez outra, mas corrigiu à perfeição.

Lúcio e Juan estiveram muito bem, melhores que os laterais.

Emerson, como sempre, luta, obstinação, até cansar, bem substituído por Gilberto Silva.

Kaká se movimentou feito um louco, cabeceou uma bola no travessão, perdeu o terceiro gol, feito.

Ronaldinho sabe que continuamos a querer mais dele e a dupla de atacantes, mesmo sem brilho, foi uma dupla.

Prova disso o passe de Ronaldo para Adriano marcar o primeiro gol, aquele que não saiu no fim do primeiro tempo, mas que, felizmente, saiu logo no começo do segundo.

De tanto tentar, o pé esquerdo de Adriano funcionou maravilhosamente.

Robinho entrou e pôs fogo, de novo, no ataque brasileiro.

Quase marcou duas vezes.

E Fred está de bem com o deus dos estádios.

Deu dois toques bola para iniciar a jogada que concluiu, em seu terceiro toque no jogo, para as redes.

A Seleção precisa melhorar.

A campanha até aqui lembra, contudo, a de 1994.

Com o que o poeta Chico Buarque de Holanda concorda plenamente.

Por Juca Kfouri às 14h07

Intervalo

Consegui sentar três fileiras acima e mais para o meio de campo.

Verei o segundo tempo em posição ótima para ver o ataque (?) brasileiro.

À minha frente, Carlos Billardo, técnico campeão mundial pela Argentina, em 1986.

Ele não gostou dos Ronaldos e avaliou que os australianos souberam prender bem nossos laterais.

Umas 12 filas acima, Chico Buarque de Holanda, de camisa bordô, como se fosse um mortal comum.

 

Por Juca Kfouri às 13h04

Aborrecido

Adriano tenta de tudo, mas consegue pouco.

Ronaldo ao menos, joga.

Joga mal, mas joga.

Atrás, tudo bem.

A defesa está segura.

E Lúcio ainda se dá ao luxo de ser opção na saída de bola.

Mas o meio de campo pouco cria e Ronaldinho limitou-se a duas boas enfiadas de bola.

Hoje não saiu o gol salvador de Kaká no fim do primeiro tempo.

Que foi aborrecido, com a Austrália procurando manter a bola em seus pés e chutar de longe.

 

Por Juca Kfouri às 12h48

Saudação indiscreta

Bem acima da posição em que estou, uma faixa verde e amarela, com inscrição em azul, bem caprichada, coisa de profissional: "Cala a boca, Galvão.".

Por Juca Kfouri às 11h48

Mui amiga, a Fifa

O estádio de Munique é mesmo um show.

E a Fifa de uma gentileza comovente.

Deu-me uma posição privilegiada na tribuna de imprensa.

Na primeira fila, quase no gramado, à altura de uma das grandes áreas.

Com um detalhe: a cabine de som fica bem na frente.

Ver o jogo sentado nem pensar.

Quando a Fifa recebeu o pedido da ESPN-Brasil para o meu credenciamento, perguntou se era o mesmo Kfouri que já tinha tido problemas com a entidade.

A encarregada da TV respondeu que não sabia e, de fato, não sabia que a Fifa tinha tentado negar minha credencial em 1998.

Mas a Fifa sabia muito bem...

Por Juca Kfouri às 11h44

Como o Brasil (ou a Austrália) queria

Japão e Croácia ficaram no 0 a 0.

Na competição para ver quem perdia mais gols, os croatas venceram, porque desperdiçaram um pênalti -- bem defendido pelo goleiro, diga-se.

Quem ganhar entre Brasil e Austrália (aposto que dá Brasil, com folga), estará classificado para as oitavas-de-final.

Por Juca Kfouri às 10h57

Lelê, o traquinas

Acabo de me encontrar com o Lelê, sobrinho do Torero, no centro de imprensa do estádio de Munique.

Está com a credencial do tio pendurada no pescoço.

E vestido como se fosse à praia do Zé Menino, em Santos.

Com a camisa do Santos, bermudas e sandália de dedo.

Se o tio souber...

Por Juca Kfouri às 10h37

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico