Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

01/07/2006

Notas

Dida - Muito bem, sem culpa no gol. 7
Cafu - Não dá mais. 4
Lúcio - Quase impecável. 8
Juan - O melhor. 9
Roberto Carlos - Patético. 3
Gilberto Silva - Levou um baile, coitado. 4
Zé Roberto - Dessa vez foi mal. 4
Juninho - Uma frustraçaõ. 4
Ronaldinho - Jogou? 3
Ronaldo - Só vontade. 4
Kaká - Deu um branco. 4
Adriano - Foi brincadeira. 3
Cicinho - Entrou tarde. 5
Robinho - Puro desespero. Sem nota
 
Parreira - pela escalação, 10. Por tudo, zero. 4

Por Juca Kfouri às 17h34

Sob a regência de Zidane

Parreira pôs em campo o time que muitos queriam (este blogueiro, inclusive).

Mas o time não fez, com exceção dos 10 minutos iniciais, nada nem parecido com o que dele se esperava.

Talvez por jamais ter treinado junto, uma dessas coisas incompreensíveis nos métodos brasileiros.

Fato é que entre os 10 e os 15 primeiros minutos a França equilibrou o jogo e depois daí passou a dominá-lo, sob os olhares de nossos jogadores que, entre outros pecados, não se mexiam quando o time retomava a posse de bola.

Cafu e Kaká se notabilizaram por erros primários; Ronaldinho nem na frente era Ronaldinho; Ronaldo é Ronaldo, 90 quilos, à espera de uma chance e só mesmo Dida, Lúcio e Juan (que levou o segundo amarelo) iam bem, assim como, diga-se, a arbitragem.

Porque Juninho foi excessivamente discreto e Gilberto Silva tinha a dura missão de parar o melhor jogador em campo, o eterno Zidane.

Apesar de a França não ter criado muito, se alguém merecia ir para o intervalo na dianteira era o time tricolor, com 54% de posse de bola.

Será que não vai sair gol neste sábado?

A Seleção Brasileira volta com os mesmos jogadores para o segundo tempo. Esperemos que com outra disposição.

A torcida brasileira, em maioria no estádio, é mais gelada que os Alpes, como o time.

De cara, Thuram tira da cabeça de Henry o primeiro gol francês, em cruzamento de Zidane, batendo falta duvidosa de Juan nele mesmo.

A Seleção responde com dois lances mais agudos. Parece outra.

A torcida se liga, enfim.

Mas é a França quem volta a dar as cartas e se não fosse por Lúcio e Juan...

Zidane, que já tinha dado um come em Ronaldinho no primeiro tempo, dá um chapéu em Ronaldo.

Ouve-se a Marselhesa em Frankfurt, regida pelo maestro Zizou.

Em seguida, o mesmo Zidane cruza para Henry fazer 1 a 0, aos 57. Um golaço. E justo.

O segundo gol não saiu aos 60 por milagre, dos pés de Juan.

E, em vez de Robinho, Adriano entra no lugar de Juninho.

Parreira parece querer provar que o seu quarteto é o que funciona.

Aliás, Juninho não foi bem mesmo.

As semifinais da Copa do Mundo pintam como se fossem da Eurocopa.

O hexa está por um fio.

Aos 70, Dida salva, nos pés de Ribery.

A França levita em busca do bi.

Ronaldinho tenta, mas o Brasil é mesmo só (?!) penta.

E Ronaldo cai das próprias pernas.

Zidane entorta Gilbero Silva e a torcida brasileira manda Parreira tomar no...pescoço, em francês.

Lúcio tem sua primeira alucinação na Copa e pega Henry para quebrar. Leva só o amarelo.

Cafu sai, se despede, entra Cicinho.

Kaká sai sob justas vaias e entra Robinho, aos 77.

Chances se sucedem, mais francesas, evitadas por Dida, que brasileiras.

Ouve-se a Marselhesa em Frankfurt.

Vai que é tua, Felipão! 

Por Juca Kfouri às 16h42

Bonita festa, pá!

O futebol não pode se transformar nessa coisa chata, amarrada, cuidadosa como, mais uma vez, Portugal e Inglaterra mostraram.

Um jogo estudado demais, equilibrado demais, com chances divididas demais e gols de menos.

Futebol não é xadrez.

Um jogo muito amarrado, mas tenso, até dá para suportar.

Dois, e em seguida, já é demais.

Um time fica esperando o outro errar, enquanto mostra sua eventual qualidade e muita fragilidade.

Beckham, por exemplo, mostrou que não é Ballack, embora seja mais talentoso.

Só que o alemão, baleado, agüentou firme até a prorrogação e foi bater pênalti.

O inglês caiu fora logo no começo do segundo tempo.

E Rooney pagou pelo temperamento, além de der desperdiçado um gol de maneira bizarra, típica de um caneludo.

Foi corretamente expulso de campo ao pisar bem nos países baixos de Ricardo Carvalho, que não é holandês, como se sabe.

Dá para imaginar que se Deco estivesse em campo Portugal saberia se aproveitar da vantagem.

Sem ele, pouca coisa mudou, por mais que Felipão trocasse três jogadores em busca de uma solução.

Por muito pouco, aliás, no fim do tempo regulamentar, a Inglaterra não ganhou o jogo, com um chute de Terry, o zagueiro.

Mas, novamente, a prorrogação foi inevitável.

Felipão teve tempo para orientar seus jogadores sobre como se aproveitar da vantagem de 11 contra 10.

Dará certo?

Pelo jeito ele pediu para o time jogar pelos lados e ir até o fundo. E virar o jogo, para desgastar ainda mais os ingleses, como sempre se deve fazer.

Mas por sua irritação no banco, os gajos ou não entenderam ou não obedeceram.

Cristiano Ronaldo era a exceção. O mais lúcido e corajoso entre todos em campo.

E, aos 98, quase o indescritível Crouch fez 1 a 0.

Tinha sangue e tinha suor.

Para quem ficariam as lágrimas?

Fazia calor em Gelsenkirchen e o ídolo luso Eusébio fazia de sua credencial um leque para amenizá-lo.

Porque estava começando o segundo tempo da prorrogação.

O trio argentino de arbitragem, diga-se, dava show, com Horácio Elizondo no apito.

Os ingleses reclamam um pênalti inexistente e ele não marca.

Os portugueses fazem um gol em impedimento e ele marca.

Crouch tenta jogar pelos cotovelos, e Elizondo faz soar o apito em seus ouvidos.

A Inglaterra, se passar, não terá Terry, Rooney e, provavelmente, Beckham.

Portugal, se chegar à semifinal, terá Deco.

Os pênaltis, novamente, é que dirão quem chega.

Outra vez, anglo-saxões contra latinos, os frios contra os quentes.

As duas maiores estrelas em campo dos ingleses, Lampard e Gerrard, têm suas cobranças defendidas por Ricardo, a maior aposta de Felipão, que esnobou o ídolo do Porto, Vítor Baía.

Que pegou também o de Carragher, que entrou só para bater o pênalti.

Portugal em festa, vingado da derrota nas semifinais de 1966, pela própria Inglaterra.

Bonita festa, pá.

Já imaginou o Felipão contra o Parreira?

Ou eliminando a França nas semifinais?... 

Por Juca Kfouri às 13h33

Palpites de sábado

Sem Deco, e embora mais focada na Copa que a Inglaterra, não acredito que Portugal siga adiante.

O que lamento, não só pelo Felipão.

E aposto que a Seleção Brasileira jogará bem logo mais, principalmente se, de fato, como apenas a "Folha de S.Paulo" deu, Juninho jogar no lugar de Adriano.

Mas temo pela arbitragem, como temerei em eventuais semifinal e final.

Bola por bola, no entanto, dá Brasil.

Por Juca Kfouri às 09h26

30/06/2006

Alemanha, como sempre

O primeiro tempo esteve mais para xadrez do que para futebol.

E não entendo nada de xadrez.

Mas claramente a Argentina, com as pretas, surpreendeu, porque tomou a iniciativa da partida e não deixou a Alemanha aplicar sua famosa blitz.

Os argentinos tiveram a coragem de entrar com Tevez, o que aumentou consideravelmente seu poder guerreiro.

E fizeram como Parreira adoraria que os brasileiros fizessem: ficaram com a bola nos pés durante quase 65% do primeiro tempo.

Verdade que a maior chance de gol apareceu na cabeça de Ballack, mas foi só.

Os alemães devem ter dado tratos à bola, queimado os miolos, posto a cabeça para funcionar e tentar descobrir como mudar as coisas.

Mas, logo aos 49, foi a cabeça de Ayala que funcionou ao metê-la na bola cobrada por Riquelme em escanteio.

Então, Jose Pekerman vacilou, porque abdicou de atacar e em vez de trocar Crespo por Aimar, Saviola ou Messi, fez entrar Cambiasso.

E foi a Alemanha que, surpreendentemente, teve um pênalti, de Ayala em Ballack, não marcado a seu favor, empatou com o encantado Klose, que nada havia feito até então e logo depois foi substituído.

A prorrogação foi inevitável, embora, quase no minuto final, Maxi Rodriguez tenha sido derrubado na área e levado cartão amarelo.

Tão inevitável como o 0 a 0 de seus primeiros 15 minutos.

A Argentina parecia especular com a possibilidade dos pênaltis, talvez sonhando que o goleiro Leo Franco, que entrou no lugar do machucado Abondanzieri ainda no segundo tempo, repetisse a façanha de Goicochea -- que saiu da reserva na Copa de 1990 e pegou os pênaltis que eliminaram a Itália em Nápoles.

Depois de jogar sua segunda prorrogação seguida, a Argentina foi mesmo aos pênaltis.

Que cumpriram a tradição: a Alemanha segue.

A Argentina voltou para casa, com Ayala, autor do gol, atrasando a bola para o goleiro nos pênaltis. 

Por Juca Kfouri às 12h02

Assalto em Bad Soden

Não, não foi em Frankfurt, pelo menos por enquanto.

Mas em Bad Soden, a 14 quilômetros de Frankfurt, a redação da ESPN-Brasil teve sua porta arrombada entre 4h da madrugada e 10h da manhã desta sexta-feira.

Os ladrões levaram uma câmara da TV e três computadores portáteis, um deles da Soninha, além de sua máquina fotográfica.

Soninha tinha cerca de mil fotos arquivadas em sua máquina, o que é irreparável.

Foi o primeiro eposódio desagradável desde que estamos aqui.

A gerência do hotel chamou a polícia que atendeu prontamente e colheu as impressões digitais da porta arrombada.

Como diria o Ancelmo Góis, deve ser muito chato viver num lugar em que acontecem essas coisas... 

Por Juca Kfouri às 09h57

Clube ganha disparado

Computados 1584 votos do total de 2108, os blogueiros, pela terceira vez, em três sondagens, manifestaram esmagadora preferência pelos clubes como campeões mundiais em detrimento da Seleção Brasileira.

Definitivamente, e prometo nunca mais voltar ao assunto (apenas darei os números finais quando o nosso Conrado Giacomini terminar a apuração), os frequentadores deste blog não são os tais "torcedores de Copas do Mundo".

Dos 1584 votos, 1284 indicaram a preferência pelos clubes de coração; 249 preferem a Seleção e os restantes foram anulados, por repetidos ou por não terem se limitado a indicar "clube" ou "Seleção", como solicitado.  

Se não errei na regra de três simples, 80% escolheram o clube, apenas 5% a menos do que nas outras duas sondagens. 

Por Juca Kfouri às 07h25

29/06/2006

A "teoria da conspiração"

Para aplacar a curiosidade de muitos blogueiros e para explicar, de uma vez por todas, porque tenho dito que não deixarão o Brasil ser hexacampeão -- sem prejuízo da simples constatação de que com o futebol que a Seleção está jogando nem mesmo merece o título.

Que fique claro, portanto, que não é uma desculpa antecipada para eventual derrota, até porque não estou nem nunca estive entre aqueles que imaginam que roubaram o Brasil na final de 1998.

A Seleção perdeu ali porque a França jogou muito melhor e se o time brasileiro estava traumatizado -- e estava -- a culpa foi de quem pôs Ronaldo para jogar sem condições.

O próprio Zagallo, por sinal, ontem, em entrevista à ESPN-Brasil, disse que Ronaldo não estava bom naquele dia e que Zidane estava, mas que, agora, será diferente porque ambos estão bem e o brasileiro é mais decisivo, mais goleador.

Mas vamos à "teoria da conspiração".

Quem cria tais teorias é maluco e eu não ainda não fiquei doido.

Durante anos ouvi que eu via corrupção em tudo e que exagerava na dose.

Até que vieram as CPIs da CBF/Nike e do Futebol e a opinião pública pôde constatar que a coisa era muito pior do que eu revelava.

Em nenhum momento eu disse ou escrevi que a Copa de 2006 está vendida.

Disse, escrevi e reitero que tenho bons motivos, e informações, de que a Fifa não quer o hexa.

Não quer para não fortalecer Ricardo Teixeira que aspira o posto de Josep Blatter nas eleições de 2007.

Blatter se sente traído pelo cartola brasileiro e por isso até já começou a falar que há outros candidatos para sediar a Copa de 2014 -- Copa que era dada como favas contadas de que seria no Brasil.

Quem viu o sorteio da Copa de 2006 há de ter percebido que Blatter e Teixeira mal se cumprimentaram quando dividiram o mesmo palco.

E Blatter não poupou, recentemente, Teixeira em conversa, em off, com pelo menos um jornalista estrangeiro.

Mas há mais: a Fifa teme que o hexa se converta em octa, caso a Copa seja mesmo no Brasil, pois não passa pela cabeça de ninguém que se perca outra Copa em casa.

O hepta viria na África do Sul, porque o Brasil ganhou suas cinco Copas anteriores em países que não tinham tradição no futebol - Suécia, que até tinha um pouco, em 1958; Chile, em 1962; México, em 1970; Estados Unidos, em 1994 e Japão/Coréia do Sul, em 2002.

Na Inglaterra, em 1966, na Alemanha, em 1974, na Argentina, em 1978, na Itália, em 1990 e na França, em 1998, não ganhou.

Como não ganhou, é verdade, em outras ocasiões semelhantes à Copa na África do Sul.

E o octacampeonato seria ruim para o negócio das Copas, que perigam ficar monótonas.

É claro que o perigo começa agora, nas quartas-de-final, semifinais e final, porque antes disso também não interessava à Fifa ver um campeão cair -- e não caiu nenhum.

Mesmo assim, tenho dito e escrito, que se a Seleção jogar o que sabe pode frustrar a Fifa, ao ganhar de seus adversários e das arbitragens.

Mas que, DIFERENTEMENTE, do que tem sido tradicional, desta vez, daqui para frente, em dúvida, os árbitros apitarão contra o Brasil.

Não aceito, apenas, que, como fez o próprio Ricardo Teixeira, se diga que não existe mais manipulação no futebol, que isso é coisa do passado, folclórica, história de boitatá.

Porque houve escândalo de arbitragem nos últimos três anos simplesmente nas três maiores potências do futebol mundial -- na Alemanha, em 2004. no Brasil, em 2005 e na Itália, neste ano, seja por causa de apostas, seja para fazer um time campeão.

E se existe manipulação no futebol, por que a Copa do Mundo, seu maior evento, estaria fora de risco?

Isso sim é conversa para boi dormir.

Por Juca Kfouri às 10h59

28/06/2006

Emerson corre risco

Sem querer, um jogador da Seleção Brasileira deixou escapar que a situação de Emerson é mais delicada do que se anuncia.

E que ele não deve ter condições de jogo para sábado.

Por outro lado, ficou visível a atenção que Parreira dedicou a Robinho hoje.

Sinal de que teremos ele e Gilberto Silva contra a França?

Por Juca Kfouri às 17h22

Clube ou Seleção?

Por duas vezes já fizemos essa pesquisa: quem você prefere ver como campeão mundial, seu clube ou a Seleção Brasileira?

Nas duas, deu clube, com mais de 85%.

Na primeira vez a sondagem foi feita pouco antes de o São Paulo disputar o mundial de clubes.

Na segunda em pleno Campeonato Brasileiro.

Agora estamos em fase de quartas-de-final da Copa.

Será que muda?

O que mudou foi a caixa de comentários. Parece que agora ela comporta 2000 respostas.

Vamos lá?

Só serão computados os votos que se limitarem a escrever "Clube" ou "Seleção".

Por Juca Kfouri às 17h06

Você já viu pebolim igual?

Você já tinha visto um pebolim, totó para muitos, desse tamanho?

Pois está num centro turístico de Dortmund, à disposição do público.

Por Juca Kfouri às 12h54

Deu no Observatório da Imprensa

O mais antigo, persistente e respeitado crítico de imprensa do país

opinou sobre o episódio da leitura labial feita pelo "Fantástico". Leia abaixo.

 

JORNAL DA COPA
Leitura labial não é
invasão de privacidade

Por Alberto Dines em 27/6/2006

Foi indevido o longo pedido de desculpas da TV Globo ao técnico

Carlos Alberto Parreira e interpretado pela apresentadora

Fátima Bernardes (Jornal Nacional, segunda, 26/6).

Parreira irritou-se com um quadro da última edição do Fantástico

no qual três jovens especialistas decifraram seus comentários

durante o jogo contra o Japão, captados por poderosa teleobjetiva

e inaudíveis para os comuns mortais.

Leitura labial não é invasão de privacidade.

David Beckham foi flagrado pelos fotógrafos quando vomitava

durante o jogo contra o Equador. Não poderia alegar que as câmeras

quebraram sua intimidade.

Beckham e Parreira estavam num evento público, sujeitos ao

escrutínio de câmeras, gravadores ou especialistas em todos

os tipos de linguagem – corporal, gestual ou labial.

É compreensível que a direção da TV Globo não queira prejudicar

as suas excelentes relações com a Comissão Técnica e a seleção.

Está preocupada com os próximos jogos e as próximas exclusivas.

Mas este pedido de desculpas é descabido, mesmo que transmitido com o charme de Fátima Bernardes.

Uma cartinha seria mais do que suficiente. Do jeito que saiu, revela uma inadmissível submissão

do veiculo à fonte.

A Globo precisa de Parreira, mas Parreira precisa da Globo.

 

 

Por Juca Kfouri às 09h11

27/06/2006

A zebra da Copa

A zebra desta Copa foi não ter zebra nesta Copa.

E nem há mais como ter.

Porque não tem zebra em confrontos de campeões mundiais e nem entre Inglaterra e Portugal, nem mesmo entre Itália e Ucrânia.

No máximo, meia zebra, se der Ucrânia.

Por Juca Kfouri às 17h23

Os campeões nas quartas

Todos os seis campeões mundiais que começaram a Copa nela permanecem.

Dois cairão: Alemanha ou Argentina (aposto que cai a Argentina) e Brasil ou França (não aposto, mas tenho motivo para temer que a arbitragem derrube os sul-americanos).

Por outro lado, a França é o adversário que os brasileiros precisam para se entusiasmar com a Copa. Briga de cachorro grande.

Quem sabe se a Seleção Brasileira não repetirá o que fez aqui mesmo, na Alemanha, na Copa das Confederações?

Começou mal e fechou com duas exibições inesquecíveis diante de alemães e argentinos.

Por Juca Kfouri às 17h21

Como te queremos, França

Um pênalti burro, e bem marcado, de Thuram em Pablo, quase derruba a França, que jogava um pouco melhor que a Espanha.

Villas bateu e fez 1 a 0.

A França só foi empatar no fim do primeiro tempo, com Ribéry, apesar da também burra insistência em jogar apenas com Henry no ataque, um náufrago solitário num arquipélago de defensores.

Uma lástima reduzir um dos melhores jogadores do mundo como ele a ficar em impedimento mais vezes do que tocou na bola.

Menos mal que o técnico Raymond Domenech não lê este blog e pode ser chamado de burro à vontade...

Entre o gol de empate e o fim do primeiro tempo, uns cinco minutos, deu a impressão de que o jogo pegaria fogo, tal a correria, lá e cá.

Mas o segundo tempo retomou o ritmo morno, medroso da partida.

O especialista em auto-ajuda Vanderlei Luxemburgo adora repetir uma frase que leu num desses manuais e que ensina que "quem tem medo de perder, perde a vontade de ganhar."

Pois era a sensação passada por franceses e espanhóis.

O jogo seguia modorrento, sem nenhuma chance de gol até que, aos 82, Vieira cabeceou para dentro do gol uma bola mal desviada pela defesa espanhola.

Aos 92, Zidane fechou o placar e a Fúria, mais uma vez, virou Tristeza.

A França, que eliminou o Brasil em 1986 e o derrotou na final de 1998, será o adversário da Seleção nas quartas-de-final, nesta sábado, em Frankfurt.

Era tudo de que precisávamos.

A revanche entre Ronaldo e Barthez, entre os capitães Cafu e Zidane.

A revanche!

Por Juca Kfouri às 16h15

Notas

Dida -- Três defesaças,uma delas, com os pés, meio por acaso - 9

Cafu - Passou para o segundo gol e se apresentou bastante no ataque- 7

Lúcio - O melhor da defesa, seis horas sem cometer uma falta, e iniciador do segundo gol - 8

Juan - Não foi o mesmo e fez muitas faltas - 6

Roberto Carlos - Discreto, ao menos, o que já é muito - 6

Emerson - Recuado e útil, ficou em campo por teimosia - 6

Gilberto Silva - Esperava mais dele que jogou um tempo inteiro - 6

Zé Roberto - Arrojado e um gol - 7

Kaká - Caiu de novo, fez menos que no jogo anterior e errou muitos passes - 6

Ricardinho - Passes preciosos, embora Gana já estivesse morta - 8

Ronaldinho - Não é meia, mesmo. Faz lançamentos ótimos, mas não tem sido - 7

Adriano - Pesado, lutador e um gol - 7

Juninho - Esperava mais, embora tenha jogado pouco tempo - 7

Ronaldo - Em evolução constante, um golaço e algum descanso - 8

Parreira - Escalou o time de sempre e mexeu bem, embora demorasse para tirar Emerson - 7

Por Juca Kfouri às 14h05

Vitória fácil, e enganosa, outra vez

Começa o segundo tempo, sem Emerson, com Gilberto Silva.

E começa como acabou o primeiro.

Gana com mais posse de bola e tentando entrar pelo meio da defesa brasileira.

Consegue alguma confusão, mas só isso, pois chuta mal ao gol de Dida.

Ronaldinho enfia com açucar para Roberto Carlos que finaliza em cima do goleiro, aos 55.

Aos 60, enfim, entra Juninho, no lugar de Adriano.

O time deve melhorar.

Dida faz duas duas defesas difíceis em seguida uma da outra.

O time não melhora.

Kaká erra muito, Ronaldinho aparece pouco, Ronaldo descansa no ataque.

Sorte que os ganeses chutam a gol ainda pior que os suíços.

Chutaram 15 bolas ao gol brasileiro, só quatro acertaram o alvo, até os 80 minutos, quando Juninho cruza e quase Gana marca, contra.

A Seleção chutou seis bolas ao gol de Gana.

Asamoah se atira na área. Já tinha amarelo. É expulso aos 81.

Aos 82, sai Kaká, entra Ricardinho, para tocar a bola.

A torcida não brasileira vaia a Seleção.

A brasileira grita olé.

Entre olés e vaias, Ricardinho lança Zé Roberto, em posição duvidosa, e ele faz 3 a 0.

Como no gol de Adriano, daquelas situações em que o bandeirinha tem permissão para deixar o lance seguir.

A vitória acaba por ser fácil.

Ronaldo ainda quase fez o quarto gol, assim com Cafu, num passe preciso e precioso de Ricardinho.

Juan também, numa bola de calcanhar do mesmo Ricardinho.

E, mais uma vez, enganosa, pela qualidade do futebol.

Mas vá botar isso na cabeça do Parreira ou do torcedor fanático... 

 

 

Por Juca Kfouri às 12h57

Brasil, 2, Gana 0!

Compreensivelmente, a torcida alemã está com o time de Gana e antes do começo do jogo, juntando-se aos africanos, abafou o grito da torcida brasileira.

De cara, Ronaldinho serve Ronaldo para abrir o marcador e a arbitragem erra ao marcar impedimento.

Ronaldo erra o passe para Zé Roberto e arma-se o primeiro contra-ataque ganês.

Kaká lança Ronaldo que vem de trás, pedala na frente do goleiro e faz um golaço.

Ronaldo é o maior artilheiro da história das Copas, com 15 gols.

Muntari, que já tinha dado em Zé Roberto, dá também em Lúcio e recebe o amarelo.

Adriano recebe em posição de impedimento, dribla o goleiro, se joga e leva o cartão amarelo.

Jogando em linha, a defesa de Gana é um convite ao gol.

Aos 18, o primeiro chute no gol de Dida, que espalma a escanteio.

A proteção na cabeça da área brasileira falha e toma o primeiro grande susto.

Emerson não está bem, fisicamente, inclusive.

Aos 27 o Brasil está parado, vendo Gana jogar.

Aos 33 Gana tinha 53% de posse de bola. Parreira não pode estar gostando.

Ronaldo, na defesa, ajuda a marcação e faz um desarme competente.

Emerson livra a cara de Juan, que saiu errado pela direita, e impede o gol ganês.

Mas Emerson já não deveria estar em campo, porque manca.

Adriano arranca, é parado com falta e Addo leva o cartão.

Ronaldinho pega Addo, sem querer, e pede para parar o jogo.

Ronaldo sorri em campo, coisa que não fazia há tempos.

Aos 41, por sorte, a cabeçada de Mensah bate no pé de Dida. Por pouco não saiu o empate.

Juan, que só tinha feito uma falta na Copa, faz sua quarta no jogo e toma o cartão.

Lúcio desembesta, parte para cima, lança Kaká que dá a Cafu que cruza para Adriano, em impedimento, fazer 2 a 0.

O deus dos estádios está com a Seleção Brasileira.

Acaba o primeiro tempo.

Por Juca Kfouri às 11h50

Garoa e friozinho

Chove e bate um vento frio no estádio de Dortmund.

Fosse anos atrás, seria pior para os africanos.

Mas dos 23 jogadores de Gana a maioria, como os brasileiros, joga na Europa e está mais que acostumada com tal estado de coisas.

Por Juca Kfouri às 10h28

Cerveja e grama

Entre tantos outros orgulhos nacionais, os alemães são vaidosos quanto à qualidade da cerveja que produzem (sem dúvida nenhuma da melhor qualidade) e dos gramados (sobre os quais nada posso dizer porque não os provei) de seus estádios.

Pois eis que a cerveja oficial da Copa é norte-americana, o que já causou muita polêmica, e a grama, que acaba de ser reprovada pela própria Fifa, dos campos desta Copa é holandesa.

 

Por Juca Kfouri às 10h25

Deco sem perdão

Portugal não conseguiu anular o cartão amarelo de Deco, que atingiu um holandês por este não ter devolvido a bola e infringido o "fair play".

O holandês errou e protagonizou das cenas mais lamentáveis desta Copa, estimulado pelo técnico Van Basten.

Mas um erro não justifica outro.

Ninguém é obrigado a ter "fair play" e Deco não poderia ter feito o que fez.

Aliás, merecia ter sido expulso ali.

Por Juca Kfouri às 05h46

Invasão de privacidade

Não considero invasão de privacidade revelar o que foi dito num espaço tão público como o banco de reservas de um estádio de futebol.

Seria se dentro de quatro paredes, como certa vez se fez com o Felipão no vestiário do Palmeiras.

Figuras públicas devem tomar cuidado com o que dizem.

E é relevante ver Parreira lamentar a dificuldade em se tirar Emerson do time ou desabafar contra os críticos de Ronaldo.

Tão relevante como é compreensível o desabafo dele, que não merece ser condenado pelos palavrões.

Lamento que a Globo tenha pedido desculpas.

Não era o caso.

Por Juca Kfouri às 05h43

Palpites para hoje

O Brasil ganha de Gana.

Perder será o equivalente a um vexame das proporções daquele da Itália quando eliminada pela Coréia do Norte, na Copa de 1966, na Inglaterra.

A Seleção ganhará com mais facilidade se Juninho jogar no meio de campo e Ronaldinho fizer dupla com Ronaldo.

O Fenômeno terá hoje um teste muito mais duro do que contra o Japão.

Tomara que por sua insuperável capacidade de dar voltas por cima seja capaz de dar mais uma.

Mas estou cético quanto a isso.

Já entre Espanha e França, aposto na França.

A Espanha tem campanha muito melhor, um time mais equilibrado e até tem um certo favoritismo.

Mas tem o trauma que a França já superou em Copas do Mundo.

Além do mais, não é possível que Zidane e Henry continuem sem jogar bem.

E deve ser hoje o dia de a França fazer valer o seu maior número de jogadores capazes de desequilibrar.

Por Juca Kfouri às 05h38

26/06/2006

Ufa! Ucrânia!

Suíça e Ucrânia empataram em tudo.

Em vontade, correria e, até, em bolas no travessão -- uma para cada lado na cabeçada do ucraniano Shevchenko e na cobrança de falta do suíço Frei.

Empataram, também, na falta de gols: 0 a 0.

E, cá entre nós, na extrema pobreza do futebol apresentado.

Os amantes do defensivismo devem estar babando com a virgindade da zaga suíça, nenhum gol sofrido em quatro jogos, seis horas de futebol, 360 minutos.

Mais 30 foram inevitáveis, os da prorrogação.

Que antes de começar já prenunciava a inevitabilidade da cobrança de pênaltis para decidir o impasse.

Sim, até o começo da prorrogação, ao menos, o que tínhamos era um impasse. 

Que permaneceu durante os 30 minutos, embora com maior agressividade suíça.

Só que é a Ucrânia quem enfrentará a Itália nas quartas-de-final, provavelmente para outro interminável 0 a 0 (até os dois primeiros penais foram desperdiçados) porque, nos pênaltis, ganhou de inacreditáveis 3 a 0 dos suíços, sem a menor precisão para fazer gols.

Por Juca Kfouri às 16h58

Forza, Itália!

A Itália, tecnicamente muito inferior ao time da Inglaterra, jogou como se deve, e como pôde contra a Austrália.

A Itália teve pelo menos três chances agudas de gol no primeiro tempo, contra apenas uma dos australianos.

E se complicou ao perder Materazzi logo no começo do segundo.

Parreira deve ter pensado: "É, e acharam fraco o jogo brasileiro contra os australianos".

Como é comum quando envolve os italianos, o jogo virou um drama.

A Austrália que já tinha mais posse de bola, passou a dominar o jogo, embora sem criar grande perigo para o ótimo goleiro Buffon.

Na verdade, ainda foi italiana, aos 87 minutos, a melhor chance, desperdiçada, de bico, por Iaquinta.

E a prorrogação parecia inevitável.

Bote drama nisso.

Os tricampeões contra os debutantes (em finais, como observou bem um blogueiro).

Mas aos 91, o árbitro inventou um pênalti e Totti classificou a Itália, tão prejudicada na Copa passada, auxiliada agora.

A zebra sobrou para amanhã?

 

Por Juca Kfouri às 12h18

Fantástico!

Acabo de ver a matéria do "Fantástico" de ontem com a leitura labial de jogadores e do Parreira durante os jogos da Seleção.

Fantástica!

O desabafo de Parreira, quando Ronaldo faz o segundo gol diante do Japão, ao xingar os que queriam tirar Ronaldo (entre os quais este que vos escreve) é sensacional.

Tomara que, contra Gana, ele possa nos xingar com os piores palavrões outra vez.

Quem quiser ver o que vi, clique em http://gmc.globo.com/GMC/0,,2465-p-M490649,00.html .

Por Juca Kfouri às 11h00

25/06/2006

A batalha de Nuremberg

Portugal e Holanda fizeram o primeiro tempo que se esperava.

Disputado palmo a palmo e até com violência.

Violência, e aí surpreendeu, iniciada pela Holanda com uma entrada criminosa de Boulahrouz sobre Cristiano Ronaldo.

A não expulsão do holandês foi o primeiro erro grave do juiz que, no fim da etapa inicial, deveria também ter expulsado o zagueiro luso Nuno Valente, que deu um golpe de Kung-Fu em Kuyt.

Mas Portugal foi mais perigoso e o belo gol de Maniche fez justiça aos primeiros 45 minutos.

Só que Costinha saiu expulso por meter a mão na bola depois de já ter recebido um cartão amarelo.

O segundo começou com a Holanda criando mais.

A bola de Cocu no travessão, aos 48, foi um pecado.

Em seguida começou uma disputa inusitada: saber qual dos goleiros pegava a bola mais difícil.

Ricardo venceu Van der Sar, por mais exigido e não vazado.

A Holanda chutou o dobro de bolas a gol, 20 a 10.

E a truculência dos dois lados continuava, a ponto de o experiente Figo perder a cabeça e só achá-la na testa de um holandês.

Levou só o amarelo porque contaram para o árbitro, pois ele não viu.


No lance seguinte, Boulahrouz foi à forra e deixou o cotovelo no rosto de Figo.

Também só tomou o amarelo, só que era o segundo. Caiu fora.

Tudo igual de novo: 10 contra 10.

E era o décimo jogo entre Portugal e Holanda, com apenas uma vitória laranja.

Jogo que a Holanda dominava, 63% de posse de bola, e via Portugal tentar o contra-ataque, sempre com perigo.

Aos 72, Deco pegou Heitinga, levou amarelo e, na confusão, Sneidjer empurrou um português, em cena típica do futebol...sul-americano.

Aos 77, por cera, Deco foi expulso.

Um festival de cartões em Nuremberg.

Só no segundo tempo, 10 amarelos e três vermelhos.

As quatro expulsões, por sinal, são um recorde em Copas do Mundo.

Mesmo com um a menos, Portugal resistiu.

Se bem que, aos 96, Bronckhorst também foi expulso.

E, sem Deco, que fará muita falta, pegará a Inglaterra nas quartas-de-final.

Inglaterra que Felipão foi convidado para dirigir e recusou, além de já ter vencido duas vezes, na Copa do Mundo de 2002, pelo Brasil, e na Eurocopa, em 2004, por Portugal.

Portugal e Holanda fizeram o jogo mais dramático, e desleal, desta Copa do Mundo.

Por Juca Kfouri às 16h58

Passando o mico

Depois de uma apresentação pífia, a Inglaterra, ao menos, passou o mico.

Também ela escapou da zebra.

Como entre Portugal x Holanda, Espanha x França e Suiça x Ucrânia não há zebras possíveis, o mico fica para a Itália diante da Austrália ou para o Brasil contra Gana.

Beckham, batendo muito bem uma falta, que, no entanto, era defensável, deu a vitória aos ingleses.

Ingleses que ou são mesmo mero fruto de marketing, como muita gente acha, ou não estão nem aí para a Copa do Mundo, tamanha a displicência demonstrada.

Já os equatorianos padecem do famoso complexo de colonizados.

Quanta falta de coragem, quanta resignação diante de um adversário que, pelo pouco que fez, não podia botar medo em ninguém!

Foi o pior jogo da Copa.

Pior até mesmo que França e Suiça.

Em tempo: e só não foi 2 a 0, como este blog palpitou, porque não deram um pênalti para a Inglaterra.

Mas também os ingleses não mereciam mesmo.

Por Juca Kfouri às 12h38

Leão sem juba

A seleção inglesa está um fiasco.

Como é possível um time com tantos jogadores talentosos chutar apenas duas vezes a gol num tempo inteiro de jogo e contra o Equador?

Jogar com bolas tão longas que se fosse tênis teria cometido uns 30 erros não forçados?

Equador que, por sinal, teve a única chance clara de gol, numa falha terrível de Terry, salva na hora agá por Cole, o A, não o J.

Com o perdão do péssimo trocadilho (só para variar...), estamos diante de uma partida que precisa que alguém acenda uma Lampard.

Por Juca Kfouri às 11h47

Palpites para hoje

Bateu um baita arrependimento por não ter palpitado sobre os jogos de ontem.

Teria acertado os dois vitoriosos e até o placar da Alemanha, embora os germânicos tenham merecido vencer, ao menos, pelo dobro.

Já a Argentina eu supunha que venceria com mais folga.

Para hoje dá Inglaterra, 2 a 0, apesar do risco que corre pela lei das probabilidades, já que até agora não aconteceu nenhuma zebra.

Pode ser o Equador, principalmente se não entrar complexada como contra a Alemanha (além de ter jogado com muitos reservas).

E entre Portugal e Holanda, aposto na motivação, aguerrimento e maior experiência do time do Felipão, apesar de ser um jogo sem favorito e de a Holanda ter mais tradição em Copas do Mundo: 2 a 1.

Por Juca Kfouri às 10h32

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico