Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

15/07/2006

São Paulo salva 100% no fim

Como a Ponte Preta, em Volta Redonda, o São Paulo saiu na frente, no Morumbi, logo de cara, gol de Ricardo Oliveira.

Mas o Figueirense mostrou que não é à toa que faz boa campanha.

Corajoso, o time catarinense partiu para cima e equilibrou o primeiro tempo, para preocupação dos tricolores que, a exemplo da partida diante do Grêmio, não jogaram bem.

No segundo, então, o Figueirense voltou ainda melhor e soube se aproveitar da estranha instabilidade do São Paulo, que errava passe em cima de passe e não conseguia articular nenhum contra-ataque.

Então, para fazer justiça, aos 13 minutos o zagueiro Tiago Prado empatou.

E os mais de 13 mil são paulinos que foram ao jogo não gostavam nada do que viram, mau ensaio para o jogo da próxima quarta-feira, contra o esfacelado Estudiantes, mas, sempre, o Estudiantes na Libertadores.

Nos minutos finais, no entanto, o São Paulo partiu para cima e arrancou, aos 47, com André Dias, o seu gol da vitória, a sétima em sete jogos que disputou no Morumbi neste Brasileirão.

Por Juca Kfouri às 18h21

Barba e cabelo

Dois confrontos hoje entre Brasil e Argentina.

Pelo Campeonato Sul-Americano de basquete masculino, no último segundo, o Brasil ganhou por 74 a 72 e disputará a final contra Venezuela ou Uruguai, que estão jogando neste momento.

Os argentinos, últimos campeões olímpicos, não jogaram com o que têm de melhor, assim como os brasileiros.

Eles, por opção. Nós, pelos problemas que parecem insolúveis.

E pela Liga Mundial de vôlei masculino o Brasil fez 3 a 0 (25/20, 25/23 e 25/22), como era de se esperar.

 

Por Juca Kfouri às 18h18

Virada animadora do Botafogo

O futebol e suas surpresas.

A Ponte Preta saiu na frente do Botafogo logo de cara e não encontrou maior reação durante todo o primeiro tempo.

No segundo, também logo de cara, a Ponte obrigou o goleiro Max a fazer duas defesas sensacionais, uma em seguida da outra.

Não fossem elas e, provavelmente, o jogo estaria liquidado.

Mas Cuca tinha mexido bem no Botafogo e o time renasceu.

Com absoluta justiça, virou para 4 a 1 e só não fez mais por detalhe, porque bem que mereceu.

Dodô, com dois gols, já é o artilheiro do Brasileirão, com nove tentos.

Um segundo tempo para fazer botafoguense sonhar com dias bem melhores.

Por Juca Kfouri às 16h50

14/07/2006

E a Timemania, hein?

Você se lembra da Timemania, o mensalão do futebol?

Pois a cartolagem retrógrada cantou vantagem, deu o projeto por aprovado, o presidente da República apoiou e, até agora, nada!

E sabe por quê?

Pela intransigência dessa mesma cartolagem que não admite nenhuma sugestão da oposição.

Resultado: não se vota o que falta para aprovar o projeto.

Ao que tudo indica, por sinal, não se votará mais neste ano.

É aquela velha história: quem tudo quer, nada tem.

Por Juca Kfouri às 19h37

Felipão sem surpresas

Felipão não nasceu ontem.

Disse não à CBF e renovou com Portugal.

E espera a hora de voltar como salvador da pátria, talvez daqui a uns dois anos.

Com carta branca, como teve para a Copa de 2002.

Ganhou a Copa e se mandou, porque sabia que a carta tinha prazo de validade.

Penta conquistado, teria de se curvar aos amistosos da CBF/Nike, por mais estapafúrdios que fossem, na China ou no inverno russo.

Mas tratou de manter boas relações, porque não é de queimar caravelas.

Como agora.

Primeiro, a Ricardo Teixeira, disse sim.

Depois, com a imbatível desculpa do apelo de família, recuou.

Esperará o dia em que vão mandar buscá-lo com as mesmas prerrogativas de antes.

Porque dificilmente Paulo Autuori suportará o ambiente da CBF.

E se a escolha recair sobre Vanderlei Luxemburgo, todos conhecem os limites de seu pavio -- e a imensidão de sua ambição.

Aliás, um registro: nada mais injusto do que não escolher Luxemburgo se o motivo for o seu passado.

Principalmente se olharmos para quem faz a escolha.

 

Por Juca Kfouri às 18h30

Vai começar a Terceirona...

Por ALMIR MOURA

do (falamosfutebol@googlegroups.com)

Amanhã, 64 equipes iniciam a disputa por quatro vagas de acesso a Série B.

Mais que isso, elas buscam ocupar um lugar de prestígio no cenário nacional. As que já sentiram esse gostinho buscam a retomada.

É o caso de Bahia, Vitória e Criciúma - times que há pouco tempo estavam na divisão de elite e que hoje figuram na Terceirona.

Esses três são na verdade os convidados ilustres da festa.

Mas outros convidados prometem se destacar, nem que seja apenas por algum tipo de  curiosidade presente em seus nomes:

Categoria "Nome Esquisito":
que tal Ananindeua, Ituiutaba,Jataiense ou Baraúnas?
Ou quem sabe então Icasa,Araguaína,Coruripe e Pirambu?

Categoria " Nome do meu filho":
que tal Marcílio Dias, J. Malucelli ou quem sabe então Luziânia?

Categoria " Sigla":
Que tal SERC,CSA-Al,Adesg ou Adap-PR?

Categoria " Hora do lanche":
que tal Coxim-MS, Mixto-MT ou Americano-RJ ?

Categoria "Pontos Cardeais":
que tal Estrela do Norte ou Noroeste?

Na Categoria " Numeral":
temos o Treze-PB

Na Categoria "Time estrangeiro de tradição":
temos  o River-PI e "a" Juventus-SP

Na Categoria "Time grande do RJ":
temos o Flamengo-PI e o Botafogo-PB

Na Categoria "Duques e princesas":
temos "o" Caxias-RS e "a" Imperatriz-MA

Na Categoria "Hino Nacional":
temos Ypiranga-PE e Brasil-RS

Na Categoria "Mão de Obra":
temos o Operário-MS

Na Categoria "Continente":
temos América de MG, América de SP, Ameriquinha-RJ e Americano do RJ 

Temos ainda:

Ipitanga da BA e Ipatinga de MG
 
Rio Branco-SP e Rio Negro-AM


E viva a série C!!! A porta de entrada para a elite do futebol nacional!


Observação: Aposto que o Vitória-BA sobe.

       Já Bahia e Criciúma vão ter que melhorar muito se quiserem subir.

       Americano-RJ e Ipatinga -MG são bons candidatos, assim como Caxias-RS e América-MG .

       Dos paulistas, boto muita fé no Noroeste.

       Adap-PR, Treze-Pb, Ananindeua-PA e Novo Hamburgo-RS podem supreender.

       Quanto aos times pernambucanos presumo que não devam ir muito longe não.
      
       E aí, qual o seu palpite?

Por Juca Kfouri às 17h29

Ninguém quer Agnelo

Obrigado a abdicar de sua candidatura ao governo do Distrito Federal pelo maior índice de rejeição entre todos os candidatos, o ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz virou candidato ao senado.

Eis que como, novamente, as pesquisas indicam que ele não tem a menor chance, já se cogita em mais uma renúncia, para que, então, se candidate a deputado federal, o máximo que talvez possa alcançar.

A desculpa será a tentativa de aumentar a bancada do PCdoB, que corre o risco de perder seus eventuais eleitos por causa da cláusula de barreira, novidade nas próximas eleições, que obriga que cada partido tenha, no mínimo, 5% dos votos.

Agnelo Queiroz colhe o que plantou como medíocre, para dizer o mínimo, ministro que foi.

Por Juca Kfouri às 16h32

Exemplo italiano

Para quem imaginava que o tetra da Itália serviria como anistia aos clubes que manipularam resultados nas temporadas passadas, um ótimo exemplo da operação "Pés-limpos", que bem poderia ser seguido no Brasil.

A Juventus foi rebaixada para a Segunda Divisão, que disputará pela primeira vez, e com 30 pontos a menos, o que equivale, na prática, ao rebaixamento para Terceira Divisão, pois dificilmente subirá na próxima temporada.

O Milan escapou do rebaixamento, diferentemente de Lazio e Fiorentina que também caíram, mas jogará na Primeira Divisão com perda de 15 pontos e não poderá disputar a Liga dos Campeões da Europa.

Além do mais, a Juve perdeu os "scudettos" das duas últimas temporadas.

Exemplar!

E ainda há quem diga que não existe manipulação no futebol, que é conversa de boitatá, como disse Ricardo Teixeira outro dia mesmo, com o coro entusiasmado de seus bajuladores na imprensa, aqueles que vivem dos patrocinadores da CBF.

Por Juca Kfouri às 16h27

A 11o. rodada do Brasileirão

A 11o. rodada, que marcou o reinício do Campeonato Brasileiro, teve a média de público de 10.432 pagantes por jogo.

No Mineirão, o maior público (23.166), seguido pelo do Beira-Rio (21.235), não por acaso, as torcidas dos dois líderes do campeonato.

Para não parecer perseguição, nem direi onde foi que aconteceu o pior comparecimento de torcedores, com apenas 919.

Talvez baste dizer que foi no jogo do Botafogo, só que o time carioca era visitante...

O segundo pior público foi o do Fluminense, em Volta Redonda, com apenas 3.723 pagantes.

A média de gols foi maior que na Copa do Mundo: 3,1 por jogo.

Por Juca Kfouri às 12h29

13/07/2006

Dupla Pal-Par goleia finalistas da Copa do Brasil

A parada fez bem ao Palmeiras.

Que começou em ritmo alucinante sua partida contra o Vasco, no Palestra Itália.

Verdade que a cada gol que fazia o Vasco descontava e era necessário mais um.

Mas a sensação era essa mesmo: tantos gols o Vasco marcasse, o Palmeiras faria mais um.

Curiosamente, Palmeiras e Paraná Clube, diante do Flamengo, no Rio, abriram o marcador quase ao mesmo tempo e de um jeito muito parecido.

Em Volta Redonda, a falta foi batida pela direita por Angelo e o zagueiro Edmílson, de cabeça, fez 1 a 0.

Em São Paulo, também Paulo Baier bateu falta pela direita e o zagueiro Daniel, de cabeça, fez 1 a 0.

Mas as coincidências param por aí.

Porque se o Flamengo não merecia sair atrás e empatou com Luizão, o Palmeiras sofreu um empate injusto, num golaço de Ives, de fora da área, para desgosto do goleiro Marcos, enfim de volta.

Aos trancos e barrancos, o Mengo buscou o gol da virada que não veio até o intervalo.

Já o Verdão marcou com Edmundo, em bela jogada de Juninho depois de roubar a bola de Andrade e cruzar para Edmundo.

Só que o Vasco achou outro gol, agora contra, de Wendel, depois de cruzamento de Ramon.

Mas Edmundo fez mais um, ao complementar cobrança de lateral de Paulo Baier, enquanto a defesa vascaína dormia.

Difícil seria aos paulistas a manutenção do ritmo no segundo tempo.

Quem começou o segundo tempo a todo vapor, no entanto, foi o Paraná Clube, que, logo de cara, com o mesmo Edmílson e com a mesma cabeça careca, botou o 2 a 1 no placar, aproveitando-se de um desencontro entre os zagueiros rubro-negros.

Mas o Palmeiras também voltou determinado a liquidar o jogo, embora um pouco mais lento.

E antes dos 20 minutos, em bela reposição de bola de Marcos, Juninho recebeu-a com categoria na intermediária, levou-a até dentro da área, foi desarmado, mas a redonda sobrou para Enílton fazer 4 a 2 que, diga-se, era mesmo o mais justo.

Como logo depois, aos 24, o Paraná Clube fez com Angelo o seu terceiro gol, para desespero e vaias e olé da torcida do Flamengo.

Como desgraça pouca é besteira, Cristiano fez o quarto gol paranista no finzinho.

Vasco e Flamengo, que começam a decidir a Copa do Brasil na quarta-feira que vem, tomaram, juntos, oito gols no retorno ao Campeonato Brasileiro, o Vasco a dois pontos da zona do rebaixamento, o Flamengo a três.

Vasco e Flamengo que se enfrentam também neste domingo pelo Brasileirão, no Maracanã, o Vasco sem Fábio Braz, expulso diante do Palmeiras.

Palmeiras cheio de moral para enfrentar o rival Corinthians, também no domingo, no Morumbi, no clássico do penúltimo contra o antepenúltimo colocados no campeonato.

Novidades?

Só uma, digna de destaque, embora eu não tenha visto: o Santa Cruz ganhou do Goiás, no Recife, por 2 a 1 e obteve sua primeira vitória!

Tem, agora, seis pontos, só três a menos que o milionário Corinthians, em 11 jogos.

Já o Paraná Clube deixou para trás o Goiás, o Figueirense e o Santos, atingindo o quinto lugar, a quatro pontos do Fluminense.

Por Juca Kfouri às 20h36

O que você achou do mascote do Pan?

Eu gostei, apesar de achar pouco brasileiro.

Se bem que o sol nasceu para todos, não é, ou deveria ter nascido.

E o nome que estará em votação: Cauê, Luca ou Kuará?

Por Juca Kfouri às 18h15

A AFA imita a CBF

O técnico da seleção argentina, seja ele quem for após a renúncia de José Pekerman, não terá liberdade para convocar os jogadores para os amistosos que virão.

Tudo porque é o que determina o contrato feito entre a AFA (a Associação Argentina de Futebol) e a empresa russa (mais uma, mais uma!) Gulgong, com sede no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas (e Deus salve a Rainha!).

A Gulgong é filiada ao Renova Group, representada na Argentina por Igor Raulevich Akhemerov, mas de propriedade do terceiro maior bilionário russo, Víktor Feliksovich Vekselberg, que de futebol pouco entende, segundo o jornal portenho "Olé".

O contrato firmado por Julio Grondona, o presidente da AFA, com os russos irá até 1o. de agosto de 2011 e cede os direitos de 24 amistosos da seleção nacional fora da Argentina, por 750 mil dólares cada um, ou seja, um total de 18 milhões de dólares em cinco anos, metade paga à vista.

Segundo o respeitado jornal espanhol "El País", este foi um dos motivos que levaram Pekerman a pedir demissão na entrevista coletiva que deu em seguida à eliminação argentina na Copa.

O contrato exige que as partes estabeleçam uma relação de 30 jogadores que o técnico terá de aceitar.

Além disso, ele deverá escalar ao menos sete deles nos amistosos.

Não lembra o primeiro contrato entre a CBF e a Nike que redundou na famosa CPI da CBF/Nike?

Por Juca Kfouri às 14h29

9 milhões! 123 mil comentários!!

Em exatos 19 dias, entre o dia 23 de junho e hoje, o relógio deste blog saiu de 7 milhões para 9 milhões.

Ou seja, movimentou-se mais de 100 mil vezes por dia.

Melhor: em exatos 18 dias, entre 24 de junho e hoje, o número de comentários aprovados foi de 100 mil para 123 mil, mais de 1000 por dia.

Efeitos da Copa do Mundo, é claro.

E, melhor ainda, a não ser na ocasião de o relógio marcar, e se marcar...,  10 milhões, prometo que jamais voltarei ao tema.

Para não ficar bestinha 

Por Juca Kfouri às 12h42

12/07/2006

Os últimos são os últimos e os primeiros, os primeiros

O Campeonato Brasileiro voltou como quando parou.

Os quatro primeiros continuam nos quatro primeiros lugares: Cruzeiro, Inter, São Paulo e Fluminense.

E dois dos últimos, Botafogo e Corinthians, continuam entre os últimos (os outros dois, Palmeiras e Santa Cruz, só jogam nesta quinta-feira), embora os cariocas tenham trocado, no saldo de gols, de posição com o Fortaleza, que é agora o primeiro dos quatro últimos.

O Botafogo empatou no último minuto, com pênalti marcado por Dodô, com o São Caetano, agora de Emerson Leão, no ABC, por 1 a 1.

E o Cruzeiro deu um passeio no Mineirão ao vencer o Corinthians por 2 a 0.

E foi pouco.

Os mineiros sem Élber que, por força de contrato, comentou a Copa para uma TV alemã.

Mas nem precisou dele mesmo.

Já o Corinthians sem Mascherano, Ricardinho e Tevez, em férias pós-Copa, medida genial de sua moderna direção.

E Tevez não jogará também contra o Palmeiras, no domingo, se é que voltará ao Corinthians um dia.

Finalmente, em Floripa, num jogo em que o empate talvez espelhasse melhor o que foi o jogo, o Figueirense, agora de Valdemar Lemos, ganhou do Santos, por 2 a 1.

Foi a primeira colheita de Vanderlei Luxemburgo depois da plantação de seu nome como novo técnico da Seleção.

Por Juca Kfouri às 22h32

Brasileirão em ação

Vitória mais tranqüila do que a do Inter sobre a Ponte Preta (2 a 0), no Beira-Rio, seria impossível depois de 40 dias de paralisação do Campeonato Brasileiro.

O Inter ganhou como quis e na hora em que quis.

Diferentemente do Fluminense, que só jogou bem mesmo no segundo tempo, quando virou com toda justiça para cima do Juventude, em Volta Redonda (3 a 2).

Para tanto, foram essenciais as mexidas de Osvaldo de Oliveira.

Pena que o menino Lenny foi mal, perdeu gols e acabou sob vaias.

Como mereceu vaias o empate do Atlético Paranaense, na Baixada, sem gols, com o Fortaleza.

Fortaleza com apenas 10 jogadores desde o começo do segundo tempo, diga-se.

E Atlético que, além de parecer em fim de temporada, ainda desperdiçou um pênalti no fim do jogo -- ou seria fim de feira?

Quem não brincou em serviço foi o São Paulo, que mesmo saindo atrás do Grêmio, no Morumbi, com um bisonho gol contra do zagueiro Alex, virou com dois gols de Ricardo Oliveira para 2 a 1.

No finzinho, Rogério Ceni bateu roupa e a bola sobrou para o empate gaúcho, bem anulado por impedimento.

Neste momento, intervalo de três jogos com vitórias dos anfitriões Cruzeiro, Figueirense (que perdeu um pênalti) e São Caetano,  por 1 a 0, sobre Corinthians, Santos e Botafogo.

Por Juca Kfouri às 21h39

O Estatuto do Torcedor funciona

Está no "Última Instância", revista jurídica na Internet (www.ultimainstancia.com.br)

Partida anulada no Brasileirão rende indenização por danos morais a torcedor
 
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) foi condenada pela Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis do Rio de Janeiro a indenizar um torcedor do Fluminense em R$ 3.500 por danos morais. Em agosto de 2005, o carioca Bruno Barcellos Moura foi a Caxias do Sul assistir à partida entre Fluminense e Juventude.

No entanto, após o escândalo da Máfia do Apito, o jogo teve seu resultado anulado, pois foi um dos onze jogos apitados pelo ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho. A decisão foi unânime, mas ainda cabe recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segundo a assessoria do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), em sua defesa, a CBF alegou que não é "promotora de espetáculos" e que os árbitros do Campeonato não são seus "prepostos", não os remunerando nem se responsabilizando pelos seus atos. Ela disse ainda que a anulação do jogo deve-se ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

Brenno Mascarenhas, juiz relator do caso, afirmou que não há dúvida de que o réu "comanda o futebol brasileiro", é o organizador do Campeonato e que se beneficia da renda produzida pela competição. Além disso, o magistrado pondera que o autor da ação se qualifica como consumidor do serviço, do qual a CBF é fornecedora.

"Entendo que a Confederação Brasileira de Futebol responde pelos danos sofridos pelos consumidores em espetáculos esportivos que trate. É direito do consumidor a informação clara sobre a qualidade do serviço que lhe é prestado. Por outro lado, é proibida a publicidade enganosa, Isto é, qualquer informação inteira ou parcialmente falsa sobre dado essencial do produto capaz de induzir o consumidor ao erro", enfatizou o relator.

A juíza Cristina Tereza Gaulia, presidente da sessão da Turma Recursal, complementou o voto do relator dizendo os motivos que, na sua opinião, configuraram danos morais. “Os danos morais existiram pelo desrespeito à legítima expectativa do consumidor de assistir a um jogo realizado dentro dos norteadores de honestidade e lealdade desportiva”, concluiu a magistrada.

 

Por Juca Kfouri às 20h45

Dia quente para Ricardo Teixeira

Está no "Última Instância", revista jurídica na Internet (www.ultimainstancia.com.br)

Presidente da CBF é processado por evasão de divisas e pode ter sigilo quebrado
 
O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, e outros dois dirigentes da entidade estão sendo processados por evasão de divisas. Teixeira, José Carlos Salim (diretor financeiro) e Marco Antônio Teixeira (secretário-geral) são acusados de realizar operações de câmbio com falsa informação e sem autorização. Se condenados, os três podem pegar de um a dez anos de prisão, além do pagamento de multa.

O MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro ofereceu denúncia nesta terça-feira (11/7) contra o presidente da CBF e os dois dirigentes, apresentada pelo procurador da República Marcelo Freire. A ação foi aceita pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

O MPF requereu à Justiça, entre outras medidas, a quebra do sigilo bancário dos denunciados desde janeiro de 1998 e a quebra do sigilo fiscal dos três.

A assessoria da CBF informou que ainda não houve notificação da abertura do processo, não podendo os dirigentes se pronunciar antes de isso acontecer.

A denúncia do procurador se baseia no relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Futebol, realizada no Senado em 2001. Segundo a comissão, a CBF tomou empréstimos no Delta National Bank em operações fora de qualquer padrão de boa administração para ambas as partes. Isso porque as taxas de juros cobradas (entre 14,5% e 25% ao ano, dependendo do contrato) eram discrepantes das praticadas no mercado internacional na época (entre 5,22% anuais, pela Libor trimestral, e 8% anuais, pela Prime trimestral).

De acordo com o MPF, houve também pagamento antecipado desses juros, o que destoa em operações do tipo e contraria os interesses de uma boa saúde financeira da CBF. Para o MPF, os contratos de empréstimo apenas conferiam aparência de legalidade a uma remessa de valores ao exterior. Em 1999, quando foi maior o volume de empréstimos e de pagamentos de juros pela CBF ao Delta Bank, a entidade respondeu por US$ 3,1 milhões, o que representa quase 17% das receitas do banco em operações de crédito. Haveria uma concentração dos negócios do Delta Bank em operações com um único cliente, caso elas tenham ocorrido como as aparências indicam.

"Há uma enorme diferença entre a remuneração auferida pelo Delta Bank no conjunto de suas operações de crédito e a remuneração obtida pelo banco apenas nas operações com a CBF", afirma o procurador Marcelo Freire na denúncia. "Obviamente, não é crível que somente as flutuações de mercado, a conjuntura internacional e a situação patrimonial do tomador possam explicar tamanha diferença entre o tratamento dispensado à CBF e ao conjunto dos clientes do Delta Bank."

 

Por Juca Kfouri às 20h44

E os blogueiros querem...

Computadas mais de 1300 indicações, eis o resultado sobre quem os blogueiros querem como técnico da Seleção Brasileira:

34, 75% querem mudanças radicais na CBF e outro treinador;

30,30% indicam o Felipão;

16,05% preferem o Autuori;

10,17% escolheriam um técnico estrangeiro;

8,37% votam na volta de Luxemburgo;

0,35% ainda querem Parreira

Por Juca Kfouri às 11h05

11/07/2006

Mudanças na CBF

Este blog não se surprenderá se Rodrigo Paiva, atual assessor de imprensa da CBF, assumir o lugar de Américo Faria na Seleção Brasileira.

Ele está forte e o outro, fraco.

O curioso é que tanto Parreira, quanto Zagallo, como Faria, têm certeza de que quem vazou para a TV Globo que Ronaldo não enfrentaria o Japão foi exatamente Paiva.

O furo virou barriga, é verdade, mas foi a maneira que o trio teve de identificar quem levava adiante certas informações que deveriam ficar entre quatro paredes.

Enfim, era uma armadilha.

O nome cogitado para o lugar de Paiva, caso este assuma mesmo o de Faria, é o do repórter do "Estado de Minas", Jaeci Carvalho.

Carvalho é muito amigo de Ricardo Teixeira e é aquele jornalista que motivou a confissão pública do jornal mineiro, na Justiça do Trabalho, de que sempre viajara com tudo pago pela CBF.

Carvalho, por sinal, no episódio do joga não joga de Ronaldo contra o Japão, garantia que o centroavante jogaria, como aconteceu.

Por Juca Kfouri às 19h28

Parreira no Real Madrid

O Real Madrid quer Parreira.

É a piada que corre por aí.

O motivo?

Parreira foi o único técnico que conseguiu evitar que Ronaldinho Gaúcho jogasse futebol...

Por Juca Kfouri às 19h18

Zidane e Pelé

Tenho lido comparações entre o que fez Zidane e a célebre cotovelada que Pelé desferiu no uruguaio Dagoberto Fontes (e não em Matosas como se costuma informar) na Copa de 1970.

Nada a ver uma coisa com outra.

Pelé não deu sem bola e deu exatamente no momento em que sofria uma falta por trás do adversário.

Tanto que, como o árbitro viu apenas o que aconteceu em baixo e não o que aconteceu em cima, marcou falta para o Brasil.

Por Juca Kfouri às 19h13

Fifa anularia o tetra italiano?

Estou de volta, embora ainda chegando, devagarinho.

Mas sou surpreendido pela edição de hoje da mais respeitada revista alemã, a Der Spiegel, que traz uma reportagem com o seguinte título: “Por que a Fifa pode cancelar o título da Itália”. 

O texto original e o link da notícia estão a seguir.

“ Se as palavras do jogador de 32 anos – Materazzi – forem confirmadas e o conteúdo dos insultos comprovados, ele e seu time podem enfrentar pesadas consequências. Em março deste ano, a Fifa, em uma conferência, estabeleceu novas multas contra racismo. No artigo 55, da resolução 4 do Regulamento Disciplinar da Fifa, lê-se o seguinte: “Caso comportem-se jogadores de federações oficiais ou de clubes, bem como expectadores de alguma maneira discriminatória ou inumana como dizem os pontos 1 ou 2 deste artigo, as equipes punidas automaticamente perderão três pontos ... ou em partidas eliminatórias as referidas equipes serão desqualificadas.”

Wird dem 32-Jährigen zweifelsfrei der Wortlaut seiner Beleidigung nachgewiesen, drohen ihm und seinem Team womöglich harte Konsequenzen.

Erst im März dieses Jahres hat die Fifa auf einer Konferenz neue Strafen gegen Rassismus beschlossen. Im Artikel 55, Absatz 4 des Fifa-Disziplinarreglements heißt es: "Verhalten sich Spieler, Offizielle von Verbänden oder Clubs sowie Zuschauer in irgendeiner Form diskriminierend oder menschenverachtend gemäss Abs. 1 und/oder 2 dieses Artikels, so werden der betreffenden Mannschaft, sofern zuordbar, bei einem ersten Vergehen automatisch drei Punkte abgezogen. (...) In Spielen ohne Punktevergabe wird die entsprechende Mannschaft, sofern zuordenbar, disqualifiziert."

http://www.spiegel.de/sport/fussball/0,1518,426180,00.html

Por Juca Kfouri às 18h58

10/07/2006

Zidane e Camus

Albert Camus, franco-argelino como Zinedine Zidane, escreveu que as melhores lições de moral que ele tomou em sua vida foram dentro de um campo de futebol.

Camus era goleiro, dos bons, segundo contam.

Em seu ensaio sobre o suicídio, Camus diz que este é o único mistério que realmente conta.

E argumenta que, ao contrário do sentimento majoritário, o suicídio é um ato de coragem.

O que Zidane fez, de certa forma, não terá sido um suicídio?

Por Juca Kfouri às 09h12

A Copa da reversão das expectativas

Foi a Copa das decepções.

O mundo esperava um show da Seleção Brasileira e o que se viu foi um grande fiasco.

Ronaldinho Gaúcho seria entronizado no panteão dos gênios e saiu como vilão.

A Inglaterra de tantas estrelas também não brilhou em nenhum momento.

Seleções como a da República Tcheca, segunda do ranking da Fifa, não mostraram rigorosamente nada de especial.

E, para terminar, Zinedine Zidane, a estrela que restou, faz o que fez.

Ganhou assim mesmo a Bola de Ouro, prova de que, outra vez, embora o anúncio tenha sido feito depois da decisão, a votação foi feita antes.

Para quem, como este blogueiro, esperava um nível técnico até melhor do que o da Copa de 1982, não poderia haver decepção maior.

Porque nem mesmo a Argentina fez o que dela se esperava a não ser na goleada diante da Sérvia e Montenegro; o México mais uma vez ficou na promessa.

Enfim, o melhor da Copa será voltar para casa.

Mas não sem registrar que, antes de a Copa começar, o reloginho deste blog mostrava um número bastante inferior a sete milhões.

Durante, bateu nos sete, nos oito, em mais de 8.600.000 e, só nos últimos 10 dias, teve mais de 20 mil comentários aprovados.

Aí, reconheço, superou as minhas melhores expectativas.

Grazie!

  

Por Juca Kfouri às 07h15

09/07/2006

Quem expulsou Zidane?

A TV alemã prova que nem o árbitro nem o bandeirinha viram a cabeçada de Zidane em Materazzi.

Uma câmera de cima revela que nem um nem outro mudaram de atitude depois do lance.

Quem o expulsou, então?

A Fifa, como se sabe, é contra arbitragem eletrônica ou a interferência de alguém que não seja do trio de arbitragem.

Mas, hoje, numa decisão de Copa do Mundo, abriu uma exceção, um precedente.

O que será muito bom se servir para que a entidade mude de opinião.

Mas que será um escândalo se ficar nisso.

Porque nem o telão do estádio mostrou a loucura de Zidane, para que o árbitro pudesse vê-la.

A pergunta é essa: quem expulsou Zidane de campo?

Não se discute que ele deveria mesmo ter sido expulso, veja bem, mas o autor da expulsão precisa ser achado.

Por Juca Kfouri às 18h01

Itetra!!!!

A Itália queria a prorrogação.

Agora precisava mostrar por quê.

Durante o tempo normal, esteve inferior.

A expectativa é tamanha que o jogo já está correndo e o silêncio toma conta do estádio.

Respira-se com dificuldade.

O meia Malouda, companheiro de Juninho Pernambucano e de Cris no Lyon, dá um trabalho infernal para a defesa italiana.

Zidane, com o ombro direito machucado, segue no gramado.

Aos 99, Ribéry tira lasca da trave de Buffon e, esfalfado, dá lugar a Trezeguet.

A França mostra que não quer os pênaltis.

E a Itália, afinal, quer o quê?

O bi parece mais perto que o tetra. E mais justo, diga-se.

Buffon chuta para o alto, porque a Itália não tem saída.

Aos 103 o goleiro italiano faz a maior defesa da Copa, em cabeçada certeira de quem? De Zinedine Zidane.

É tão clara a superioridade francesa que, se duvidar, a Itália apronta alguma no segundo tempo da prorrogação.

De Rossi prova do próprio veneno e leva uma cotovelada involuntária de Malouda.

Henry morre e Wiltord entra em seu lugar.

No começo eram 22 jogadores. Agora já são 28 os protagonistas de uma final de arrepiar.

Zidane, quem diria, mete a cabeça no peito de Materazzi e é correta, dramática e melancolicamente expulso de campo, último ato incompreensível de um gênio da bola, por mais que sempre tenha sido um pouco instável.

Como o futebol é misterioso. Como a vida é misteriosa.

Ah, Zidane. Que merde!

Ele deixou seus companheiros ao deus dará.

Nem para bater mais um pênalti estaria...

Que merde!!!

E nos pênaltis, Trezeguet bateu no travessão a bola que com Zidane entrou e com ele não.

A Itália é tetracampeã.

Porque não cometeu nenhum erro fatal.

Por Juca Kfouri às 16h42

Suspense em Berlim

Com um minuto, o susto: Henry cai desmaiado.

Mas volta.

Com cinco, o erro: Horácio Lizondo marca pênalti inexistente.

Aos sete, o gol da auto-confiança, coisa que só um Zidane poderia fazer diante de um Buffon.

Era o que a França queria: um gol logo de cara, para cozinhar a Itália.

Mas a azzurra não deixou.

Reagiu prontamente, tomou as rédeas da partida e, aos 19, Materazzi empatou de cabeça.

Como quase desempatou com Luca Toni, também de cabeça, algo que o travessão impediu.

A França voltou disposta a marcar logo, talvez por saber que quanto mais tempo passasse em situação de empate, melhor seria para a Itália.

E Henry tentou uma, duas, três vezes, em vão.

Aos 53, Zambrota tocou em Malouda dentro da área de modo que Materazzi não o havia tocado quando o argentino dera o pênalti.

Estava tudo, rigorosamente, empatado.

Aos 55, a França perdeu Vieira, machucado. Entra Diarra.

Perda gravíssima.

Nem por isso a França diminuiu seu ímpeto, alugando meio campo, sem, contudo, ser contundente.

Aos 60, Marcelo Lippi sente a barra e tira Totti e Perrotta.

Bota Iaquinta e De Rossi.

Em seguida, Toni marca, em impedimento, bem marcado.

A Itália tenta equilibrar o jogo.

Mas é Henry quem incomoda Buffon.

A partida é bem disputada e à medida que se aproxima dos 70 minutos, fica mais cuidadosa.

Um gol vale ouro.

E ao contrário de todos os prognósticos, o time francês, que os espanhóis chamaram de "time de jubilados" antes de cair diante dele, não esmorece.

A sensação que se tem é a de que se alguém acender um fósforo no Estádio Olímpico de Berlim,o incêndio será inevitável.

A Itália parece mais cansada mental do que fisicamente quando Del Piero entra no lugar de Camoranesi, aos 86.

Mas sobram idéias para a França, apesar do óbvio desgaste físico quando termina o tempo normal.

Por Juca Kfouri às 15h53

E a festa não pára

Neste momento, no Portão de Brandemburgo, cerca de um milhão de alemães recebem os jogadores da seleção numa festa de arrepiar.

Entre a apresentação dos mais populares cantores alemães, os jogadores e o treinador, todos com suas medalhas de bronze penduradas no pescoço, dançam, cantam, pintam e bordam, para euforia da massa.

Se a Alemanha unificada ainda não venceu uma Copa do Mundo, o terceiro lugar é motivo de orgulho e a alegria é genuína.

Por Juca Kfouri às 07h19

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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