Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

22/07/2006

Que bobeada, Fluminense!

Mais uma vez o São Caetano complicou a vida do Fluminense.

Que ficou no 2 a 2 no Maracanã e perdeu a chance de dividir a liderança com o São Paulo.

O Flu abriu o placar com um gol de braço, de Evando.

Mas o árbitro, espertinho, disse que o gol foi olímpico, mais um, de Petkovic.

O Azulão empatou ainda no primeiro tempo, com um pênalti duvidoso.

Logo no começo do segundo tempo, o Flu fez 2 a 1, mas não soube segurar e acabou por merecer tomar o empate, que veio, fatal.

Assim, não há como o tricolor pensar em título.

 

Por Juca Kfouri às 19h09

Que vergonha, Corinthians!

   

Com Tevez em campo, o Corinthians começou o primeiro tempo diferente do que vinha sendo no Brasileirão.

Começou bem.

Em menos de cinco minutos teve duas chances de gol, com Ricardinho e Marcus Vinicius, que cabeceou no travessão.

Mas o gol só saiu mesmo aos 31, quebrando um jejum de 571 minutos, em bela jogada de pé para pé que culminou na finalização certeira de Ramon, que jogou muito bem, ao contrário de Ricardinho.

No último minuto, porém, bola nas costas de Gustavo Nery, Sílvio Luiz sai mal, Marcus Vinicius falha e Finazi empata para o Fortaleza.

Com Tevez em campo, o Corinthians começou o segundo tempo igual ao que vinha sendo no Brasileirão.

Começou mal.

Só dava Fortaleza até que, aos 17, bola nas costas de Gustavo Nery, Marcus Vinicius falha e André Cunha desempata, com justiça.

Em seguida, Sílvio Luiz salva o terceiro gol cearense.

O alvinegro passa a ser vaiado, mas, aos 27, Tevez empata e manda a torcida calar a boca.

Surpreendentemente, a torcia canta seu nome.

Aos 31, Wilson, que entrara no lugar de Bruno Octávio, perde gol feito, quando o Fortaleza já tinha apenas 10 jogadores, pela expulsão, rigorosa demais, do zagueiro Alan, no minuto anterior.

Aos 36, vaiado por oito mil torcedores, Ricardinho dá lugar a Roger, aplaudido.

Geninho acha que os dois não podem jogar juntos.

Mas acha, também, como Antonio Lopes (e Parreira!), que Gustavo Nery pode jogar...

Aos 42, para reparar outra bola nas costas de Gustavo Nery, Sebá faz falta violenta e é expulso.

E o jogo terminou 2 a 2, ruim para ambos, pior para os anfitriões.

O Fortaleza completou sua décima partida sem vencer. Com cinco empates.

O Corinthians a sua sétima partida sem vitória. Com um empate...

Por isso o Fortaleza é o primeiro dos quatro últimos e o Corinthians o penúltimo.

Por Juca Kfouri às 19h04

Paraná! Como o Flu queria...

Num jogo equilibrado, o Paraná Clube conseguiu sua sexta vitória seguida no Campeonato Brasileiro (e a quinta em seus últimos cinco confrontos diante do Cruzeiro).

O melhor ataque, com um gol solitário de Maicossuel, aos 27 do segundo tempo, superou a melhor defesa do campeonato.

E fez o primeiro serviço para o Fluminense, que entra em campo daqui a pouco.

Em Floripa, como era de se esperar, o Figueirense ganhou do desfalcado Grêmio, 2 a 0, um placar justo, apesar de Herrera ter perdido gol feito para os gaúchos. 

Por Juca Kfouri às 16h58

21/07/2006

A, B, C ou D?

O São Paulo jogará com os reservas contra a Ponte Preta, domingo em Campinas.

Está certo, porque tem longa viagem até Guadalajara, onde jogará na quarta-feira contra as Chivas (as cabras).

O Vasco jogará com os titulares contra o Atlético Paranaense, domingo em São Januário.

Está certo, não só porque não pode se descuidar no Brasileirão como, também, porque uma vitória elevará o moral do time para a decisão da Copa do Brasil.

O Inter jogará com os reservas contra o Botafogo, no Beira-Rio.

Está errado, porque deveria brigar pela liderança do Brasileirão com o que tem de melhor e porque seu jogo pela Libertadores será apenas na quinta-feira e em Assunção, a um pulo de Porto Alegre.

O Flamengo jogará com os reservas contra o Santa Cruz, domingo no Recife.

Está errado, porque também não pode bobear no Brasileirão e tem boa vantagem sobre o Vasco na decisão da Copa do Brasil.

Por Juca Kfouri às 22h59

O Real Madrid mudou

O poderoso Real Madrid CF não é mais um clube de futebol, como está em seu distintivo.

Parece que virou uma agência de modelos.

Segundo a imprensa espanhola, o Real Madrid está disposto a pagar 56 de milhões por Kaká.

Mas, por que quê?

Pela disposição que ele mostrou na Copa?

Será que o clube espanhol não aprendeu nada com a temporada passada?

Nem com a Copa da Alemanha?

O Real Madrid está mais para semana de moda do que para campeonato de futebol.

Por Juca Kfouri às 22h51

Pulga atrás da orelha

A Gaviões da Fiel protestou no Parque São Jorge.

Sobrou para a rainha da Inglaterra, Alberto Dualib e para os três patéticos, seus vice-presidentes.

E para Paulo Angioni, que é da MSI.

Mas Kia Joorabchian foi poupado.

Segundo o Pulguinha, vice-presidente da Gaviões, porque ele é "apenas investidor".

Epa!

"Apenas investidor"?!

O homem tem 51% do futebol do clube por 10 anos!

É quem manda lá.

Ou será que ele não investe apenas no futebol corintiano?

Por Juca Kfouri às 22h45

Com a cara do Flu...

A rodada deste fim de semana parece feita ao feitio do Fluminense.

Neste sábado, no Maracanã, o tricolor carioca recebe o São Caetano.

É favoritíssimo.

Seus três adversários diretos na luta pela liderança, no entanto, têm vida muito mais dura.

A começar pelo vice-líder, o Cruzeiro que, também no sábado, no Pinheirão, encara o indigesto Paraná Clube, em franco progresso.

Será o jogo do melhor ataque do Campeonato Brasileiro, o dos paranistas com 24 gols, contra a melhor defesa, a dos cruzeirenses, só oito gols em 12 jogos.

E a continuar pelos jogos do líder São Paulo, no domingo, em Campinas, contra a Ponte Preta, com o tricolor paulista poupando seus principais jogadores para o duríssimo jogo diante do Chivas (na verdade "das" Chivas, mas deixa pra lá...) e do Inter.

Que é menos complicado, porque no Beira-Rio, também no domingo, contra o Botafogo, mas, de qualquer jeito, com os gaúchos muito mais focados na Libertadores, também eles com uma parada dura, em Assunção, diante do Libertad.

Pode até não acontecer, mas o Fluminense tem tudo para "galgar parâmetros", como diria o considerado Sebastião Lazaroni.

Flu que, aliás, comemora 104 anos hoje.

Por Juca Kfouri às 12h07

20/07/2006

Chivas, o rival do São Paulo

O São Paulo terá o Chivas de Guadalajara pela frente nas semifinais da Libertadores.

Melhor seria ter o Velez Sarsfield.

A equipe mexicana deu uma aula de futebol aos argentinos e venceu em Buenos Aires por 2 a1.

Marcaram o primeiro gol de pênalti ainda no primeiro tempo e o segundo quando tinham 10 contra 11, pois seu lateral-direito havia sido expulso.

O Velez ainda diminui faltando 10 minutos para terminar a partida e deu um sufoco, mas nem o 2 a 2 lhe serviria.

O Chivas tem cinco jogadores da seleção mexicana e havia empatado, com seus reservas, o jogo de ida com o Velez, sem gols.

Chivas e São Paulo foram adversários na primeira fase e os mexicanos venceram as duas partidas, por 2 a 1.

Agora, nas semifinais, o primeiro jogo será em Guadalajara, na quarta-feira que vem.

Os torcedores do Inter têm um bom motivo para torcer pelos mexicanos.

Caso o Colorado passe pelo Libertad e o Chivas elimine o São Paulo, mesmo que o time gaúcho não ganhe a Libertadores terá vaga garantida no Mundial no Japão, por força do regulamento, maluco, da Libertadores, que assegura um lugar ao time da Conmebol mais bem classificado no torneio.

Como se sabe, os times mexicanos são filiados da Concacaf.

Os são paulinos em geral, Muricy à frente, preferiam ter de enfrentar os argentinos, não só pela viagem mais curta como por considerá-lo tecnicamente inferior ao Chivas.

Só Souza destoou.

Ele disse preferir o Chivas.

"Com gelo", acrescentou.

O que, como piada, é engraçado.

Mas, falando sério, o São Paulo terá de jogar muito melhor do que vem jogando para superar o time mexicano.

Por Juca Kfouri às 22h40

19/07/2006

Tricolor a dois passos do tetra

Durante quase todo o primeiro tempo, nada saiu como o São Paulo esperava.

O tricolor contava com pressionar o Estudiantes em seu campo e fazer um gol logo de cara, a famosa blitz.

Porque os paulistas tinham certeza de que os argentinos viriam retrancados.

Só que não foi isso que aconteceu.

O Estudiantes jogou de igual para igual e até foi mais perigoso.

Nada de retranca, nada de blitz, nada de nada, a não ser disposição e um quase gol de Leandro, salvo com o pé pelo goleiro adversário.

Mas eis que aos 44 aconteceu aquilo que o São Paulo mais precisava: Júnior bateu falta pela esquerda, a bola foi desviada levemente por Leandro e sobrou para o zagueiro Edcarlos fazer 1 a 0, o resultado que levaria a decisão para os pênaltis e poderia mexer com a segurança mostrada pelos argentinos.

Só que não mexeu.

O Estudiantes voltou com a mesma ousadia e o São Paulo precisou se desdobrar para retomar o comando da partida.

O que conseguiu depois de levar dois sustos ao, também, criar outras duas, uma delas em cobrança de falta de Rogério Ceni.

Com mais de 66 mil torcedores, o Morumbi lamentou a saída, machucado, de Leandro, que foi escalado como fator surpresa por Muricy e jogou muito bem.

Entrou Thiago em seu lugar. E de cara perdeu uma chance de ouro, num rebote do goleiro em bola bem chutada por Souza, outro que jogou muito, assim como Josué. 

À medida que o tempo passava, a dita loteria dos pênaltis se aproximava.

O São Paulo precisava de mais um gol e não podia, em hipótese alguma, sofrer um gol quando o cronômetro marcava 40 minutos.

O vaticínio de Rogério Ceni era rigorosamente cumprido: o são paulino sofria.

E para sorte dos brasileiros, a exemplo do que acontecera na decisão do Mundial, o bandeirinha, aos 44, marca corretamente um impedimento daqueles que poderia não marcar.

E vieram os pênaltis.

Ricardo Oliveira bate o primeiro e faz 1 a 0, com classe.

Eles empatam.

Rogério Ceni bate o segundo e faz 2 a 1. Como sempre.

Eles empatam.

Fabão bate o terceiro e faz 3 a 2, com força.

Eles empatam.

Pela terceira vez Rogério acertou o canto. Só o canto

Danilo bate o quarto e...erra! O goleiro argentino acertou o canto e a bola. 3 a 3.

Eles batem e, também como é freqüente, Rogério pega! 3 a 3.

Júnior bate o quinto e faz 4 a 3.

Eles batem para fora!

O São Paulo está nas semifinais.

A dois passos do tetra.

 


 

Por Juca Kfouri às 22h57

Mengo, pertinho do bi

Num jogo de 180 minutos, os primeiros 90 normalmente são de medo.

Medo de errar, medo de dar vantagem ao rival, medo de perder.

E foi exatamente o que aconteceu no primeiro quarto de Flamengo e Vasco.

O Vasco ameaçou um pouco mais no começo, cedeu espaço para o Flamengo depois e correu alguns, poucos, riscos, como numa cabeçada de Luisão e num chute de Juan.

Mas a marca registrada do primeiro dos quatro tempos da decisão da Copa do Brasil foi o erro de passe. Uma enormidade.

E o zero não saiu nem do placar nem da nota da partida.

O segundo tempo, no entanto, começou bem mais movimentado.

E com o Flamengo buscando mais o gol.

Gol que saiu aos 15 minutos, numa sobra de escanteio batido pela direita, dos pés de Obina, que acabara de entrar, num chute raro, perfeito, da entrada da área,

O Vasco tonteou. E pareceu ir a nocaute  dois minutos depois, quando Luisão fez 2 a 0 de cabeça depois de cruzamento de Leonardo Moura, vantagem mais que ponderável para os 90 minutos finais na quarta-feira que vem.

Não restava aos vascaínos outro caminho que não ir à luta.

E foram. E até ameaçaram. Mas gol que é bom, não saía.

Não saía e não saiu.

O que deixou o Mengo, único carioca campeão da Copa do Brasil, e três vezes vice, bem perto do bi.

Para alegria de grande parte do Brasil.

Por Juca Kfouri às 22h44

Inter cumpridor

O Colorado fez a parte dele.

O time e o torcedor, mais de 40 mil no Beira-Rio.

O Inter está nas semifinais da Libertadores e enfrentará o bom time do Libertad, do Paraguai.

Foi preciso sofrer no primeiro tempo, quando os gaúchos tiveram o domínio do jogo,mas criaram poucas chances de gol, no máximo duas, com Fernandão e Sóbis.

E ainda tomaram dois sustos: um quando Clemer saiu jogando errado e quase deu um gol aos equatorianos da LDU.

Outro quando Fabiano Eller deu um segundo carrinho irresponsável e mereceu levar o segundo cartão amarelo, algo que o árbitro preferiu não fazer.

Felizmente aos 6 do segundo tempo veio o alívio, em belo gol de Rafael Sóbis, de fora da área.

E daí por diante o Inter mereceu fazer dois, três, quatro gols.

Fez dois, com Renteria, para variar, que entrara no lugar de Sóbis.

E o colombiano comemorou com uma perna só, cachimbo na boca e gorro vermelho, de Saci Pererê.

 

 

Por Juca Kfouri às 20h27

As voltas que o mundo dá

Com data de 11 de novembro de 1983, esta foi a capa da revista "Placar" .


 
Ia mal a Seleção Brasileira que Carlos Alberto Parreira havia assumido no lugar de Telê Santana, depois da Copa de 1982.
 
Ele acabou saindo, sagrou-se campeão brasileiro pelo Fluminense no ano seguinte e reassumiu a Seleção para levá-la ao tetracampeonato, em 1994.
 
Agora está saindo de novo, depois do fiasco da campanha do hexa.
 
Está longe de ser o único responsável, mas não soube se impor  e permitiu que a CBF mudasse seus conceitos.
 
Uma pena.

Por Juca Kfouri às 17h21

Não deixe de ler

PLÍNIO FRAGA

Caneladas da pátria em chuteiras


RIO DE JANEIRO - O que há de universal em produções brasileiras, no sentido de absorção, conhecimento e devoção pelo mundo, está na música -muito mais do que na literatura e no cinema- e no futebol -sem qualquer comparação com esportes como futsal, vôlei e vôlei de praia, em razão da causa da magnitude do primeiro. É de estarrecer que o futebol esteja embrenhado de políticos e politicagem, na direção de federações e clubes, mas seja mantido ausente da agenda dos candidatos à Presidência.
Não é para propor a CPI do meião do Roberto Carlos ou do apagão do Ronaldinho Gaúcho. A elaboração de um projeto de inclusão social, por meio do esporte em geral e do futebol em particular, é de uma obviedade gritante.
Os cartolas usam o futebol para obter votos, chegam ao Parlamento, asseguram sua imunidade para as traquinagens que cometeram em clubes e federações e jogam o esporte para escanteio. A CBF é o paraíso encantado da politicagem, agraciando parlamentares e até juízes e desembargadores com convites, extensivos a mulheres e amantes, para jogos da seleção na Copa do Mundo, por exemplo.
Lula recuou de sua intenção inicial de usar uma medida provisória para lançar a Timemania, a loteria que vai tirar do buraco os clubes brasileiros, porque os parlamentares da bancada da bola contestam a responsabilização judicial por atos em direção dos times. Mandou um projeto de lei, a ser remendado a torto e à direita.
O Pan 2007 é tema de disputa de paternidade por Cesar Maia, Rosinha Matheus e Lula. Os três pensam no uso eleitoral do esporte, estando distantes de entender o seu potencial econômico e inclusivo.
É a forma mais eficiente de ascensão social do país -que o digam Ronaldo e Cafu. O futebol pode ser a redenção da pátria em chuteiras.


Está na página 2 da "Folha de S.Paulo" de hoje

Por Juca Kfouri às 16h51

Maria Esther Bueno

 No mesmo sábado em que os nossos mascarados futebolistas davam vexame na Alemanha, uma brasileira era homenageada na mitológica quadra central de Wimbledon, como uma das cinco maiores tenistas da história do maior torneio de tênis do mundo.
 
Sabe em quantos veículos de comunicação isso foi noticiado?
 
Nenhum.

Parafraseando Brecht, triste do país que sequer sabe quem são seus verdadeiros heróis.

 
http://www.youtube.com/watch?v=xCq-hodhEdM&search=Wimbledon

(Enviado por Conrado Giacomini)

Por Juca Kfouri às 23h23

A quarta-feira é da Libertadores

Às 19h15, no Beira-Rio, Inter e LDU, do Equador, entram em campo por uma vaga nas semifinais da Libertadores deste ano.

Às 21h45, no Morumbi, São Paulo e Estudiantes, da Argentina, também entram em campo, por outra vaga nas semifinais da Libertadores deste ano.

E no mesmo horário do Morumbi, no Maracanã, Vasco e Flamengo começam a decidir a Copa do Brasil, com os olhos voltados para a Libertadores do ano que vem.

Libertadores que ontem viu a queda do argentino River Plate, derrotado pelo Libertad, do Paraguai, que, agora, espera o jogo de Porto Alegre para saber quem enfrentará nas semifinais.

O Inter joga por um 1 a 0, pois perdeu em Quito por 2 a 1.

Outro 2 a 1, mas para o Inter, leva à decisão por pênaltis.

Qualquer vitória por dois gols de diferença também garante vaga ao Inter.

Já a LDU joga por qualquer empate e, é claro, se classifica se vencer.

A tarefa do São Paulo é mais complicada, pois perdeu de 1 a 0 no jogo de ida.

Se devolver o resultado, leva a decisão aos pênaltis.

Se vencer por dois gols se classifica diretamente.

No Maracanã não tem nada disso.

É o primeiro jogo da decisão de uma Copa do Brasil que o Flamengo já venceu uma vez e o Vasco ainda não ganhou.

O Brasil hoje só tem olhos para a Libertadores.

A deste ano e a do ano que vem.

Por Juca Kfouri às 23h04

18/07/2006

Batalha campal

A torcida do River, inconformada com a derrota diante do Libertad, por 3 a 1, causou grande tumulto no estádio Defensores del Chaco, o que obrigou o trio de arbitragem chileno a terminar a partida por falta de segurança.

Os argentinos certamente vão tentar melar o resultado.

Mas não só foram os seus torcedores os responsáveis pela lambança, como, ainda por cima, o presidente da Conmebol, Nicolos Leóz, é paraguaio e torcedor do Libertad...

Por Juca Kfouri às 22h12

Repórter ameaçado

Repórter do "Diário de S.Paulo", o jornalista Wagner Vilaron tem se destacado por publicar documentos que revelam a catastrófica gestão de Alberto Dualib e seu trio patético à frente do Corinthians.

O último deles, no sábado passado, foi o contrato feito entre o clube e Marcelinho Carioca, através do qual o Corinthians abriu mão de receber R$ 4,5 milhões.

Estar cumprindo rigorosamente com o seu papel de jornalista, no entanto, tem custado ameaças a Vilaron.

Uma delas, já identificada pela polícia paulista, veio da Rua São Jorge, por coincidência, endereço do clube.

A covardia típica de pigmeus estelionatários tem sido repelida dignamente pelo repórter que, além do mais, tratou de torná-la pública -- no que faz muito bem.

A "alta" direção corintiana que, agora, trate de zelar pela integridade de Vilaron.

Qualquer coisa que aconteça com ele terá suspeitos óbvios.

Por Juca Kfouri às 21h53

Libertad despacha River

Neste momento o Libertad do Paraguai está goleando o River Plate por 3 a 0, em Assunção.

Temos 20 minutos do segundo tempo e os argentinos, que não passaram de um empate em dois gols em Buenos Aires, no jogo de ida, estão com apenas 10 jogadores.

Os paraguaios estão nas semifinais e serão osso duro de roer tanto para o Inter, tomara, ou para a LDU.

Por Juca Kfouri às 21h44

Que jogos ver?

Nesta quarta-feira três jogos vão lotar três dos maiores estádios do país:

no Morumbi, São Paulo x Estudiantes;

no Beira-Rio, Inter x LDU;

e no Maracanã, Vasco x Flamengo.

Os dois primeiros valem uma vaga na semifinal da Libertadores/2006.

O terceiro vale uma vaga na Libertadores/2007.

O São Paulo deve ter Aloísio ao lado de Ricardo Oliveira.

O Inter quer vencer na jogada aérea.

O Flamengo não terá nem Fernando nem Peralta e o Vasco diz que joga como a seleção da Itália.

Quais são os jogos mais importantes?

Os torcedores dos clubes envolvidos nem precisam responder.

E você, que não torce por nenhum deles: que jogo ver, sabendo-se que o do Inter é mais cedo e os do Maracanã e do Morumbi começam na mesma hora?

O blog acompanhará os três, com o mesmo interesse.

Por Juca Kfouri às 11h03

Quem tem medo da Segunda Divisão?

Pela primeira vez em sua história, a Juventus de Turim acaba de ser rebaixada para a Segunda Divisão.

O motivo é sabido: manipulação de arbitragem.

Grandes clubes brasileiros já conheceram a Segunda Divisão, clubes como Palmeiras, Botafogo, Grêmio, Fluminense (que conheceu até a Terceira), gigantes que  foram campeões brasileiros, da Libertadores, até mundiais.

Outros, como Atlético Mineiro, estão sendo apresentados à Segunda Divisão neste ano, para não falar do Bahia, na Terceira.

O maior problema não é ser rebaixado, que está longe de significar a morte.

O maior problema é entender por que houve o rebaixamento, única maneira para, então, subir.

Mas o Corinthians está ameaçando cair sem saber por quê.

Só que basta olhar para seu presidente e seus três vices-presidentes para entender a razão.

O quarteto trágico é chamado no Parque São Jorge de a Rainha da Inglaterra e os três patéticos.


Por Juca Kfouri às 23h41

17/07/2006

Corinthians a uma dízima periódica do adeus ao penta

E o Corinthians deu adeus ao título do Brasileirão 2006.

No clássico contra o Palmeiras neste último domingo, o Corinthians acumulou a nona derrota no campeonato e definitivamente disse adeus à disputa do título deste ano.

Mas já? - pergunta o mais apaixonado torcedor corintiano.

E porquê já? - pergunta o mesmo torcedor.

Bem, a explicação é simples, e pode ser vista no retrospecto dos últimos três campeões desde que se instituiu o sistema de pontos corridos:

Brasileirão 2003: Cruzeiro campeão com 100 pontos e 8 derrotas.
Brasileirão 2004: Santos campeão com 89 pontos e 11 derrotas.
Brasileirão 2005: Corinhians campeão com 81 pontos e 9 derrotas.

Na média, os últimos três campeões sofreram 9,33 derrotas durante a competição.

Este ano, repito, o Corinthians já sofreu 9 derrotas.

Alguém duvida que sofrerá mais 0,33 derrota?

Aliás, comecei dizendo que o time tinha dado adeus ao título, quando na verdade está a uma dízima periódica disto.

Até aqui, Fluminense e Paraná estão com três derrotas, São Paulo e Internacional com duas e o Cruzeiro com apenas uma.

(Contribuição do blogueiro Edvaldo Castanhari)

Por Juca Kfouri às 13h55

Coluna de hoje na FOLHA

A coluna de hoje na "Folha de S. Paulo", "Os coveiros do Corinthians" está aí do lado esquerdo do blog, exclusiva para os assinantes do UOL ou da Folha. 

Por Juca Kfouri às 11h01

Torcedor voltando

Na segunda rodada depois da paralisação para a Copa do Mundo, o torcedor começa a voltar aos estádios.

A 12o. rodada teve um público médio pagante de 12.630 pessoas.

Para tanto, as torcidas do Cruzeiro (29.984) e do Grêmio (21.410) foram as que mais colaboraram.

O pior público foi em São Caetano, com 4.060 pagantes.

Por Juca Kfouri às 10h59

16/07/2006

17 vezes campeão

A Seleção Brasileira acaba de derrotar a uruguaia (92 a 61) na Venezuela e sagrar-se campeã sul-americana pela 17o. vez.

Um time de garotos, sem aqueles jogadores que estão na NBA e sem os que se negam a jogar pelo time da CBB presidida pelo ditador Grego.

Como o esporte brasileiro seria mais feliz se nossos cartolas tivessem um mínimo de competência e menos amor ao dinheiro.

Por Juca Kfouri às 20h00

Corintianos protestam!

De: Walter Falceta Jr.
Para: blogdojuca@uol.com.br
Data: 16/07/2006 19:58
Assunto: Recordes de Kia e Dualib

Os vergonhosos recordes de Kia, Dualib e dos "craques" do Timão
 
Hoje, contra o Palmeiras, Kia, Dualib e os craques do "number one" fizeram história. Deram aos almanaques um dos piores Corinthians de todos os tempos
 
Seis jogos sem marcar um gol, e com seis derrotas.
 
569 minutos sem marcar um gol sequer. (Tempos normais e acréscimos).
 
56 dias sem marcar um gol sequer.
 
Em 1987, último período de seca prolongada de gols, ficamos sete jogos sem marcar. De 2 de abril até 29 de abril. No total, 27 dias. As informações são do Almanaque do Timão, do colega Celso Unzelte.
 
A diferença é que, naquela ocasião, obtivemos dois empates em 0 a 0: em 5 de abril, contra a Ferroviária, e em 26 de abril, contra o América. Marcamos dois pontos.
 
Ou seja, é preciso escarafunchar os arquivos para se achar um Corinthians pior que esse.
 
Vergonha!

Por Juca Kfouri às 19h20

São Paulo lidera, Corinthians lanterna

Terminada a 12o. rodada do Brasileirão, a uma de ultrapassar seu primeiro terço, o campeonato tem novo líder: o São Paulo.

Graças ao empate sem gols do Cruzeiro com o Goiás, no Mineirão, e com direito a pênalti desperdiçado depois de duas cobranças pelo time mineiro.

E graças à derrota do Inter para o Juventude (2 a 0), em Caxias do Sul, sempre um osso duro de roer.

Impressiona, desde o ano passado,  o número de vezes que o Inter tem para assumir a liderança e tropeça.

Jogo fabuloso tivemos um só: Grêmio 4, Fluminense 4.

Mas que jogo!

O Grêmio mandou no primeiro tempo, fez 1 a 0, por pouco não fez 2 a 0, com uma bola na trave carioca.

Fez 2 a 0 só no segundo e por pouco não fez 3 a 0, outra bola no travessão carioca.

Mas, aí, o goleiro Galatto falhou, o Flu diminuiu e Tcheco foi expulso por reclamar falta que não houve no arqueiro.

Então, Petkovic bateu um escanteio pela esquerda, a bola resvalou na cabeça do lateral-direito gaúcho Patrício e morreu no fundo das redes. Gol olímpico.

O Flu ficou endiabrado.

Fez 3 a 2 e 4 a 2, um golaço do mesmo Pet, de fora da área, mas também em bola desviada, quando o Flu também só tinha 10 em campo, graças à expulsão de Jean, que nem bem entrara em campo.

E o impossível aconteceu, se é que existe impossível para o Grêmio, que o digam os torcedores do Náutico: aos 47 e aos 49, com Herrera e com Rômulo, o tricolor gaúcho empatou 4 a 4 com o carioca, no jogo mais emocionante do Brasileirão-2006.

Emoção foi o que faltou no Morumbi.

Mas o Campeonato Brasileiro tem, também, novo lanterna, ao lado do Santa Cruz, que goleou o Fortaleza, 4 a 1, no Castelão: o Corinthians.

Corinthians que criou algumas chances de gol, as desperdiçou diante do terceiro goleiro palmeirense, Diego Cavalieri, que entrou no lugar de Marcos, machucado no primeiro minuto de jogo.

Já o Palmeiras não perdeu a chance que criou, num maravilhoso passe de Edmundo para Paulo Baier abrir o placar no fim do primeiro tempo.

O segundo tempo foi de dar sono. E raiva. E satisfação.

Sono em quem gosta de futebol.

Raiva em corintiano.

Satisfação para o palmeirense, que passou o rival e afundou ainda mais, ao lado do Santa Cruz, ambos com apenas nove pontos em 12 jogos.

Só que o Santa ganhou as duas partidas que fez depois da paralisação. E o Corinthians as perdeu.

E por falar em satisfação, está satisfeito o ex-palmeirense Emerson Leão, que levou a melhor no duelo com seu desafeto Vanderlei Luxemburgo no ABC -- 2 a 0.

Verdade que o Santos teve um gol mal anulado e os dois pênaltis marcados para o Azulão, e convertidos por Anderson Lima, foram pra lá de duvidosos.

Mas desde que virou candidato ao posto de técnico da Seleção Brasileira, Luxemburgo, obcecado pela possibilidade, só conheceu derrotas.

De resto, o Flamengo mandou no primeiro tempo e cedeu espaço para o Vasco no segundo.

Resultado: Vasco 1 a 0, no aperitivo da decisão da Copa do Brasil.

Já o Paraná Clube assumiu o quinto lugar do campeonato, ao vencer por 2 a 1 o Atlético Paranaense, no Pinheirão, em belíssima campanha até aqui.

Foram 30 gols em 10 jogos, com apenas um 0 a 0.

 

 

Por Juca Kfouri às 17h41

Clássicos inoportunos

Não poderiam estar mais fora de hora e de lugar os dois clássicos estaduais do eixo Rio-São Paulo de hoje.

No Morumbi, às 16h, o clássico do rebolo não só tem este aspecto deplorável de flagrar Corinthians e Palmeiras entre os quatro últimos, como, ainda por cima, pode significar uma crise incalculável se houver um perdedor (o pior é que o empate é derrota para ambos).

Ao desgovernado Corinthians só resta acreditar naquelas coisas que, às vezes, o futebol proporciona.

E ao Palmeiras resta a esperança de mostrar outra vez o bom futebol que derrotou o Vasco na volta do Brasileirão e nada melhor que ganhar do rival para se firmar.

Só que o inverso também é verdadeiro, outro aspecto da inoportunidade do clássico, porque pode significar a interrupção de uma bem ensaiada reação.

Como está fora de hora o clássico no Rio, Maracanã, 18h10, provavelmente às moscas.

Se já não bastasse que Flamengo e Vasco começam a decidir a Copa do Brasil na quarta-feira que vem, ambos acabam de cair de quatro diante do Paraná Clube e do Palmeiras.

Poderia haver momento pior para este jogo?

Nem momento nem times piores...

Ou seja, no Rio e em São Paulo a tabela do Brasileirão juntou a fome com a vontade de comer.

E se no caso paulista foi por mero acaso, no carioca bem que a CBF poderia ter evitado fazer três clássicos praticamente seguidos.

Por Juca Kfouri às 10h35

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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