Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

29/07/2006

Menino libanês...2

Sim, é óbvio que é uma montagem fotográfica, no Iraque, e não no Líbano, e a é piada velha (dizem, aliás, que não existem piadas velhas, mas pessoas que envelhecem) e suscitou o que este neto de libanês, e corintiano, esperava: o horror à guerra, qualquer guerra, ainda mais esta, das mais sujas.

O humor, mesmo o negro (e por que negro, né não?) tem tal poder: mexer com o imobilismo do ser humano.

Menos mal.

Em tempo: não será uma contradição esbravejar pela publicação de uma foto "no Líbano", quando a foto é no Iraque?

Acho que não, em todo caso.

Por Juca Kfouri às 20h01

Frio sábado quente

Com apenas 2 graus de temperatura em Caxias, o Juventude, gol de Christian, derrotou o Figueirense.

Com 11 contra 10 desde o primeiro tempo, em casa, o São Caetano só empatou com a Ponte Preta, 1 a 1, embora tenha tido um gol mal anulado.

Com mais de 27 mil pessoas no Mineirão, o Galo virou para cima da Lusa, 2 a 1, bem ao seu estilo: fez seu segundo gol aos 50 minutos, num frango de Santiago, o goleiro, quer dizer, o zagueiro luso que entrou no lugar do goleiro Felipe, expulso de campo.

E com dois 2 a 2, frustração entre os pernambucanos: o Náutico fez 2 a 0 no Coritiba, nos Aflitos, e permitiu a reação; o Sport esteve na frente do Ceará, em Fortaleza, mas também não segurou. Levou a virada e empatou.

Com tudo isso, o Avaí, do Guga, é o líder da Série B.

Por Juca Kfouri às 19h19

Grande noite palmeirense

O jogo ia bastante equilibrado no Palestra-Itália, com direito a bola na trave do Palmeiras, em rápido ataque do Paraná Clube, aos 6 minutos.

O Palmeiras também criava chances de gol até que, bem ao seu novo estilo valente e guerreiro, o Verdão abriu o placar, aos 31.

Edmundo lutou por uma bola que sairia pela linha de fundo e conseguiu um escanteio.

Que Paulo Baier bateu na cabeça de Nen.

A bola subiu, subiu e, embora mais fácil para a defesa paranista, foi o zagueiro palmeirense Daniel quem a cabeceou para Enílton enfiar entre as pernas do bom goleiro Flávio.

Era o Palmeiras encerrando uma série de oito jogos sem perder e seis vitórias seguidas do Paraná Clube.

Era o Palmeiras saindo do rebolo e conquistando sua quarta vitória seguida.

Só que os primeiros minutos do segundo tempo mostraram que não seria nada fácil.

Aos 5, Nen salvou gol certo.

E, aos 7, foi a vez do travessão salvar o Palmeiras, que contra-atacou com Juninho e quase ampliou.

O jogo continuava bom e equilibrado, para mais de 23 mil palmeirenses no Parque.

E aos 11, em bela jogada de Michael na linha de fundo, a bola parou nos pés certos, ou no pé certo, no esquerdo de Edmundo, que fez o segundo gol com maestria, contrato renovado e em paz com Tite e com a torcida, artilheiro da equipe, com cinco gols.

Mas o Paraná Clube não se deu por vencido e diminuiu aos 27, em pênalti bem marcado e bem batido por Émerson.

O jogo não estava decidido e o frio que fazia na noite, enfim, de inverno paulistano, invadia, também, a espinha alviverde.

Com razão.

Porque, aos 33, o lateral Angelo marcou um golaço, de fora da área.

Só que, duvide quem quiser,  há um novo Palmeiras no Brasileirão, que o digam o Vasco, o Corinthians, o Goiás e... o Paraná Clube.

Dois minutos depois do empate, Michael se livrou de dois, passou para Paulo Baier pela direita e o ala deu com açucar para Roger, que acabara de entrar no lugar de Enílton, fazer 3 a 2.

E para coroar, aos 41, Alceu bateu uma falta de antes do meio da rua, com uma tal violência e com uma tal curva, que o 4 a 2 foi inevitável.

Belos gols, lindo jogo.

O jovem goleiro Diego Cavalieri, aos 42, ainda precisou evitar, com extraordinária defesa, que os paranistas diminuíssem de novo.

O Paraná Clube mostrou mais uma vez que não está aí para brincadeiras.

E o palmeirense pode ser orgulhar de novo de seu novo time.

 

Por Juca Kfouri às 19h02

28/07/2006

Menino libanês...

É impressionante como as crianças sempre são capazes de relativizar as coisas...

Por Juca Kfouri às 22h29

Os impressionantes números de Rogério Ceni

Por Fernando Caminati


São Paulo nunca perdeu com gols de Rogério Ceni

O recorde de maior goleiro-artilheiro da história do futebol, obtido por Rogério Ceni, ampliou ainda mais outra marca do capitão são-paulino: o Tricolor nunca perdeu um jogo em que seu maior ídolo fez gol.

Agora, com o tento anotado de pênalti na importante vitória de 1 a 0 sobre as Chivas de Guadalajara, o 62º de sua carreira, são 59 os jogos em que Rogério fez gols válidos para as estatísticas --já que gols marcados em disputas de pênaltis não são computados.

Dessas 59 partidas, o São Paulo venceu 45 e empatou 14.

Em três jogos Ceni marcou duas vezes.

O primeiro foi contra a Inter de Limeira, na casa do adversário, pelo Campeonato Paulista, em 25.04.1999: vitória de 2 a 1 com um gol de pênalti e outro de falta.

 A segunda dobradinha veio em 17.07.2004, pelo Campeonato Brasileiro, agora no Morumbi, outra vitória de 2 a 1, esta sobre o Figueirense, também com um pênalti e uma falta.

 Por fim, o memorável jogo contra o Tigres de Monterrey pela Libertadores-2005, com dois gols de falta e um pênalti desperdiçado, na goleada de 4 a 0 pelas quartas-de-final.

O pênalti perdido nessa partida impediu Rogério de fazer um hat-trick, coisa que seu rival da artilharia dos goleiros, José Luis Chilavert, conseguiu uma vez, contra o Ferro Carril Oeste, pelo Apertura-99, numa goleada de 6 a 1.

Se perde neste quesito das comparações entre os dois goleiros-artilheiros, Ceni bate o paraguaio no quesito invencibilidade: Chila chegou a ver duas derrotas do Vélez Sarsfield em jogos em que tinha feito gols. O paraguaio também tem bem menos gols de falta que o brasileiro: 15, contra 40 de Rogério.

Mas por outro lado, ostenta três marcas não atingidas por Ceni: fez dois gols de bola rolando, já marcou com a camisa da seleção paraguaia (8 vezes) e, a pior de todas, marcou contra o próprio Rogério --em 23.10.1997, empate de 3 a 3 entre Vélez e São Paulo, pela Supercopa.

Outras curiosidades:
Rogério marcou gols contra quase todos os clubes da Primeira Divisão brasileira, à exceção de Goiás, Fortaleza, Juventude e São Caetano, mas contra este último marcou em uma disputa de pênaltis da Copa Sul-Americana.

O Palmeiras é a vítima preferida (5 gols), seguido de Figueirense, Santos e Paraná (3).

Rogério marcou contra seu ex-companheiro Zetti, quando este jogava no Santos e contra o atual companheiro Bosco, quando este estava na Portuguesa.

Rogério tem oficiais 40 gols de falta e 22 de pênalti.

2005 foi seu ano mais artilheiro, com 25 gols, sendo o último deles na histórica semifinal do Mundial de Clubes.

Marcos, do Palmeiras, e Gustavo Campagnuolo (San Lorenzo e Tigres) foram as maiores vítimas de Rogério, tendo sofrido 3 gols cada.

 

Por Juca Kfouri às 11h31

Menos mal...

 

Está no "Painel FC". da "Folha de S.Paulo" de hoje:

Dividida

"Não atravesso a rua para pedir votos para ele e nem para nenhum político"

Do presidente do C13, FÁBIO KOFF, sobre a assessoria de imprensa de Luciano Bivar (PSL) divulgar o apoio do cartola ao candidato à Presidência da República

O que revela, ainda, quem é o candidato e quais são os métodos do candidato (nota do blog).

Por Juca Kfouri às 09h59

Fim de semana que promete

Dos 10 jogos da 14.o rodada do Brasileirão, nada menos que sete prometem, para o bem ou para o mal.

A começar por um dos três jogos deste sábado, o do Palmeiras contra o Paraná Clube, no Palestra-Itália.

Estará em xeque a bela recuperação do Palmeiras diante da sucessão de seis vitórias do time paranaense.

Dos sete jogos no domingo, seis chamam a atenção.

O Flamengo defende seu título de bicampeão na Copa do Brasil no Paraná, onde não costuma se dar bem, contra o enfraquecido Furacão.

O Vasco em crise recebe o ambicioso Cruzeiro.

Santa Cruz e Corinthians fazem o jogo dos lanternas desesperados, com a diferença de que os pernambucanos, donos da casa, estão subindo a ladeira e os paulistas num beco, aparentemente, sem saída.

Já o fortalecido São Paulo deve poupar seus titulares no clássico contra o Santos, que não pode desperdiçar tamanha ajuda no Morumbi.

No clássico carioca entre Fluminense e Botafogo o tricolor ou ganha ou entra em parafuso contra um alvinegro triste com o adeus de Dodô.

Para coroar, tem Gre-Nal no Beira-Rio.

Dura missão para o colorado que como quer porque quer a Libertadores, também deverá dar ao rival a vantagem de jogar com seu time B.

Emoções não faltarão.

Por Juca Kfouri às 23h56

27/07/2006

Inter, quase na final

A exemplo do São Paulo em Guadalajara, o Inter tratou de se impor em Assunção.

Dominou o primeiro tempo num Defensores del Chaco muito menos confortável que o Jalisco, mas, também, com muito menos gente porque o Libertad não desperta grande paixão no Paraguai.

As melhores chances de gol foram coloradas, duas delas em belos chutes de Jorge Wagner (o melhor em campo), uma ironicamente "salva" pelas costas de Rafael Sóbis, que se levantava depois de uma furada dentro da área.

Fernandão ia fazendo um gol de antologia, depois de um belo chapéu e um inteligente tentativa de marcar por cobertura.

Risco o Inter só correu mesmo uma vez no primeiro tempo, numa bola mal despachada por Índio que o adversário mandou na trave de Clemer.

Também como ontem, o segundo tempo foi menos favorável aos brasileiros, com o Libertad tentando sufocar.

Mais tentando do que conseguindo, diga-se.

As melhores chances continuaram a ser gaúchas e se Sóbis estivesse numa noite um pouco mais feliz na hora do arremate, a vida teria sido mais fácil.

Menos mal que Clemer deu a sorte de tomar uma bola no travessão aos 41 e de ver a bola bater em suas costas e sair a escanteio. 

De todo modo, com o 0 a 0, a tarefa do Inter ainda será, no Beira-Rio, menos difícil que a do São Paulo no Morumbi.

Basta vencer e pronto!

E a segunda final brasileira da Libertadores (primeiro jogo em São Paulo, segundo em Porto Alegre) é mesmo a melhor aposta.

Em tempo: também a exemplo da arbitragem uruguaia de ontem, a arbitragem argentina de hoje foi corretíssima.

Por Juca Kfouri às 22h38

O livro mais vendido em São Januário

Capa do livro mais vendido em São Januário, segundo um vascaíno que a enviou ao blog com a seguinte justificativa:"Sou vascaíno, mas farei tudo que puder para ferrar o Eurico".

 

Por Juca Kfouri às 17h07

Só rezando...

Estou chegando de um almoço, longo como se percebe, com Casagrande, os jornalistas Gilvan Ribeiro e Gustavo Vilani, e com Zé Maria, o Super Zé, lateral-direito campeão mundial de 1970 na reserva de Carlos Alberto Torres, titular na Copa de 1974, na Alemanha, e histórico capitão do Corinthians, 595 jogos pelo alvinegro entre 1970 e 1983, campeão paulista em 1977/79/82/83, capitão e até técnico do time, eleito para tanto pela Democracia Corintiana, no Brasileirão de 1983.

Motivo: discutir a crise corintiana, tema da próxima coluna, neste sábado, de Walter Casagrande Jr., no "Diário de S.Paulo".

Ao nos despedirmos, o Super-Zé virou-se para mim e disse, com um sorriso sem alegria:

"Torcer, não. Rezar".

Por Juca Kfouri às 16h14

Ribeirão Preto pede socorro

UMA BRINCADEIRA SÉRIA

Por Luiz Carlos Briza, jornalista em Ribeirão Preto

Por recomendação de um amigo, este colunista acessou o site www.futerbolepolemica.zip.net para ler o texto de Elias Aredes Junior, um jornalista profundamente triste com a situação do futebol de Campinas. Daí surgiu a idéia de trocar, em alguns trechos, personagens e locais. Imperdível, parece que foi feito para nós.  (o que foi trocado é identificado pelo tipo de letra).

RIBEIRAO PRETO PEDE SOCORRO


Este texto, não é a transmissão de uma notícia ou análise sobre um fato. É um alerta sobre o processo de destruição do futebol de Ribeirão Preto, antigamente considerado o celeiro de craques de excelência do futebol brasileiro e hoje satisfeito por ver o Botafogo voltando à Série A-2 e o Comercial contratando um técnico que subiu com o Sertãozinho.
Sócratres, Raí, Guina, Mauricinho, Paulo César, Jair Bala, Eurico, Jair Gonçalves, Leão...
Poderia escrever por horas e citar outros atletas que um dia envergaram as camisas de Botafogo e Comercial. Ao comparecer ao estádio Palma Travassos no último domingo para assistir Comercial x Ferroviaria, deixei por instantes o meu lado profissional e constatei com o coração de torcedor do futebol ribeirão-pretano que aquele placar de 1 a 0 para o time araraquarense não refletia apenas o desempenho do líder da Copa FPF com desempenho de ritmo de treino. Mostrava um oponente entregue as moscas, sem vibração e determinação. Ao descer a Avenida Plínio de Castro Prado (E subir a Costábile Romano) o cenário é ainda mais desolador. Tanto um caso como outro merece reflexão e precisa ser exposto ao torcedor brasileiro. Até para evitar que a próxima vítima seja seu time de coração. Bem, isso se a tragédia não ocorreu....
Um clube entregue ao passado
No Palma Travassos, o presidente Santino Soares Junior pegou um clube falido em 2.002. Com coragem e sem dinheiro no próprio bolso montou uma equipe cuja base contou com atletas do porte de Milagres, Palhinha e outros. Só que o tempo passou e o Comercial esqueceu de exercer um quesito fundamental: democracia e alternância de poder. Arejar idéias é fundamental para colocar um clube em frente. Isso não aconteceu. Claro, as eleições eram realizadas apenas para "aclamar" o nome de Santino. Nesse ano, a torcida comercialina acordou com promessas de dias melhores. Uma parceria foi anunciada, o técnico Macalé foi dispensado e do dia para a noite o empresário responsável em dar ajuda ao clube desistiu do negócio. E o clube entrou em parafuso. Algo que se reflete no campo. O técnico José Galli Neto foi substituído por Nenê Belarmino. O torcedor adota a resignação: "Já me preparo para o pior!"- disse-me um torcedor no último domingo".


Missão Impossível no Santa Cruz


No Estádio Santa Cruz, o quadro provoca calafrios. Rendimentos atrasados, infra-estrutura sucateada e uma equipe que disputou a Série A-2 aos trancos e barrancos e caiu para a Série A-3 em 2005. Claro, não há como não culpar o ex-presidente Walcris da Silva. Deixou o clube arrasado e não fez nem aquilo que estava dentro de suas possibilidades. O atual presidente Luis Pereira pede ajuda aos empresários botafoguenses, requisita o trabalho voluntário para tocar o clube e aposta na camisa e na tradição para sobreviver ao terremoto que não acabou. Afinal, não dá para pensar em calmaria após passar por seis rebaixamentos em sete anos. Sem contar os talentos perdidos devido a questões trabalhistas. Ou mesmo um acordo com o grupo de empresários que repassou atletas das categorias de base do clube a troco de banana. Em resumo: a missão de Luis Pereira é titânica. Quase impossível. Dinheiro? Nem dá para contar, pois as rendas são sistematicamente confiscadas para pagar ações trabalhistas. Os culpados? Saíram do clube e vivem no reino da impunidade.
E o futuro?
Enquanto isso, uma parte da imprensa assiste a tudo de maneira contemplativa e comprometida. Sem qualquer reação ou cobrança. Não exige que tais clubes adotem métodos modernos de gestão. Preferem culpar a lei Pelé ou talvez um processo de elitização do futebol.
Confesso que em determinada época pensei que tais teorias tinham sua validade. Hoje não. Comercial e Botafogo estão no fundo do poço por causa de diretorias incompetentes, torcidas organizadas desorientadas e ausência de fiscalização e cobrança por parte da mídia local. Agora, só nos resta pedir socorro. Porque o Come-Fogo se transformou apenas em pálida lembrança de uma época de ouro do futebol do interior.

Por Juca Kfouri às 16h06

Agora vai...

Apoio do futebol para Luciano Bivar
 

Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, entidade que reúne vinte dos maiores clubes de futebol do Brasil, declarou na tarde de ontem, em Porto Alegre, que Luciano Bivar do PSL (Partido Social Liberal) é seu candidato à Presidência da República.

Assessoria de Imprensa de Luciano Bivar

Para quem não sabe: Bivar era da "bancada da bola" que tudo fez para impedir as investigações da CPI da CBF/Nike e foi um dos maiores responsáveis pela queda do Sport para a Série B.


 

Por Juca Kfouri às 15h58

Responda rápido...

Que faixa vendeu mais ontem na saída do Maracanã:

a do bi do Flamengo ou a que dizia "vice outra vez"?

A resposta está abaixo, com as letras invertidas.

!OCSAV

Por Juca Kfouri às 10h29

26/07/2006

São Paulo, como um campeão

O São Paulo entrou no imponente e histórico estádio Jalisco como deveria: como um autêntico tricampeão mundial.

E se impôs.

Fez um belo primeiro tempo, criou pelos menos três chances de gol, teve o domínio da bola e correu pouquíssimos riscos, na verdade, apenas um.

Tratado como freguês pela imprensa mexicana, mostrou quem tinha razão.

O segundo tempo, no entanto, foi mais complicado, porque as Chivas se lembraram de que estavam em casa.

E aí foi hora de o São Paulo se defender.

Ao se dar conta que o poderio ofensivo do tricolor tinha caído, Muricy, aos 15 minutos, tratou de trocar Ricardo Oliveira por Aloísio.

E depois do Guadalajara perder gol certo, Leandro respondeu à altura e quase marcou.

Aos 28, Rogério Ceni viu uma bola explodir em seu travessão, quando Lenílson tinha acabado de entrar no lugar de Leandro, cansado.

Estava feia a coisa.

Nem por isso os brasileiros se encolheram e cuidaram de tentar mudar o ritmo do jogo, levando-o em banho maria. Com sucesso.

Tanto que aos 37, Aloísio foi agarrado na área e o árbitro não titubeou: pênalti!

Rogério Ceni foi lá e adivinha o que aconteceu?

São Paulo 1 a 0!!!

Rogério Ceni, 62 gols reconhecidos pela Fifa, como Chilavert, goleiro recordista mundial de gols.

E virou o maior artilheiro do São Paulo na Libertadores.


O 1 a 0 não garante nada  e o jogo no Morumbi deverá ser tão difícil como foi no México.

Mas se o São Paulo mostrar a competência de hoje, pela sexta vez será finalista da Libertadores.

O freguês fez o dono da loja pagar caro.

Por Juca Kfouri às 22h48

Mengo bi!

Apesar da vantagem de dois gols, quem partiu para cima foi o Flamengo.

E antes do primeiro minuto perdeu uma chance preciosa, com Renato Augusto chutando fraco na cara do gol.

Não teve maior importância.

Porque Valdir, o atacante que Renato Gaúcho escalou para ser referência, fez papel ridículo e virou referência mesmo, mas de como não pode se comportar um atleta: duas faltas violentas em 16 minutos e a expulsão devida.

Daí para o gol do lateral Juan foi um pulo.

E o rubro-negro foi para o intervalo já bicampeão.

O que restou do Vasco em campo, diga-se, foi valente e fez o que pôde.

Luizão, que sempre deixa sua marca em jogos decisivos, aos 21 minutos, mandou uma bola na trave, enquanto a Torcida Jovem do Flamengo brigava, inexplicavelmente, com a polícia.

Resta saudar a bela conquista do Flamengo que, sem dúvida, abre novas perspectivas na Gávea, pela garantia da vaga na próxima Libertadores.

Aos vascaínos lúcidos só resta um consolo: quem sabe o novo fracasso não é o último de Eurico Miranda em São Januário e o prenúncio de mais um, nas urnas, ele que quer voltar a ser o péssimo deputado que já foi um dia, cassado pelo eleitorado.

Aos rubro-negros eufóricos, só festa.

Muita festa!

 

Por Juca Kfouri às 22h47

O que Dunga pensa - 2

Dunga tem todo o direito de pensar como pensa.

Quando acerta e quando erra.

Não sei se hoje, já como técnico, diria o que disse quando era apenas um comentarista de TV.

É capaz até que sim, porque essa é uma de suas marcas registradas: a franqueza.

E não são poucos os que pensam como ele sobre a participação de Telê na Copa de 1982.

Telê, que hoje faria 75 anos, pertence à história e Dunga é um dos que ainda fazem história em nosso futebol.

E a história julga, como Dunga fez.

Discordo dele na avaliação que fez, mas defendo que a faça.

E foi apenas este o sentido da nota publicada: mostrar o que o novo técnico da Seleção pensa a respeito de dois ex-técnicos da Seleção, Telê e Parreira.

Não acho que a escalação de Dirceu no lugar de Paulo Isidoro, de fato, de última hora, tenha tido efeito tão devastador num time com tanta gente experiente.

E, lembremos, a Seleção ganhou da União Soviética no jogo em questão.

Ou seja, não foi pela escalação de Dirceu no primeiro jogo que o Brasil perdeu a Copa no quinto, parece óbvio.

Como acho que a coerência de Parreira em insistir com Ronaldo virou teimosia, por compromisso com o erro -- ou falta de coragem de mexer num medalhão.

E Dunga a apoiou.

Só rindo dos que vêem bairrismo na nota, incapazes de ver duas coisas: como são bairristas eles mesmos.

E como deram um sentido que a nota não tem.

Porque ninguém está acima de críticas e, repita-se, o trabalho de Telê Santana sempre estará sujeito às críticas. 

Enfim, a nota era tão cabível que se não despertou maiores repercussões quando originalmente publicada pelo "Jornal da Tarde" (e, então, ninguém viu segundas e terceiras intenções), agora, com Dunga como novo técnico da Seleção, tudo fica muito diferente.

E não é interessante saber o que pensa o novo homem forte da Seleção, sem o compromisso de ser, digamos, mais político?

Dunga, tenha certeza, não fará disso nenhuma tempestade em copo d'água.

Por Juca Kfouri às 21h15

O que Dunga pensa sobre Telê Santana

No dia 15 de junho passado, a pretexto de defender a coerência de Parreira e a escalação de Ronaldo no segundo jogo da Seleção Brasileira, contra a Austrália, Dunga disse ao repórter Cosme Rimoli, do "Jornal da Tarde", que publicou no dia seguinte:

"O Telê foi o principal responsável pela Seleção não ter sido campeã na Espanha. Ele mudou um jogador que alterou toda a maneira tática do Brasil jogar (referência à troca de Paulo Isidoro por Dirceu, grifo do blog).  

E disse mais: "Parreira está sendo coerente, pois está repetindo o mesmo time usado durante as Eliminatórias. Ele não vai repetir o mesmo erro de gente que é endeusada e perdeu uma Copa do Mundo por incoerência".

O repórter insistiu para saber se ele estava se referindo a Telê e Dunga foi claro, como sempre:

"Vocês não têm coragem de falar essas coisas, ainda mais agora que ele, infelizmente, está morto".

Por Juca Kfouri às 16h18

Os muros pichados do Parque São Jorge

Os muros que cercam o Corinthians foram pichados, como acontece nas piores fases dos melhores clubes.

Até aí, nenhuma novidade.

A novidade foi uma pichação específica: "Fora Dualib, fora MSI".

Sinal de progresso.

Porque, na semana passada, houve protesto que poupava a MSI, agora criticada até por quem a elogiava, dentro e fora do Corinthians.

O Corinthians está num beco sem saída.

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Aliás, o bicho já pegou e comido o Corinthians vem sendo há tempo, cada vez mais.

Ainda mais agora, quando seu presidente se cercou do que há de pior, gente cujos apelidos, dentro do clube, passam por "171 do Vale do Paraíba", "Anão do orçamento", "Três Patéticos" e por aí afora.

E não bastasse tudo isso, Dualib ainda enfrenta mais um drama familiar, com a prisão de seu neto, um ator principiante que teve um surto psicótico dentro do Projac, da TV Globo, também conselheiro, e vitalício, do Corinthians.

Dualib, neste aspecto, tem a vida marcada por dramas na família e decepções tão profundas que permitem até que se entenda por que se agarra ao posto de presidente, como se fosse seu único prazer.

Só que o Corinthians não tem nada a ver com isso.

E definha.

Seu parceiro, na figura de Kia Joorabchian, nada entende de futebol, vive fora do país, sempre há quem tema que ele nem sequer volte ao Brasil, e está, claramente, às voltas com problemas com os investidores, que começam a cobrar o retorno do investimento.

Mas, como, se o time é o lanterna do Campeonato Brasileiro?

E, aí, como também é freqüente no meio do futebol, a bronca se transfere para os nomes mais importantes do time -- e o entrevero com Carlitos Tevez é só mais uma prova disso.

Ora, o argentino não está acostumado a ver torcedores vaiando o próprio time em meio a um jogo de futebol, criado que foi no Boca Juniors, cuja torcida apóia o time até mesmo quando está sendo goleado.

Seu gesto não foi contra a Fiel ou contra a Nação corintiana, dê-se o nome que se queira dar.

Foi contra aqueles que vaiavam e se acham o que não são, representantes da imensa torcida alvinegra.

Que, diga-se, perdeu o vínculo com o time, outra proeza da parceria.

 

Por Juca Kfouri às 10h53

25/07/2006

A Copa do Brasil é tudo

No Flamengo, treino secreto e camisas levadas para serem benzidas na igreja de São Judas Tadeu.

No Vasco, Renato Gaúcho esconde o time e torcedores são escorraçados pela segurança do clube e saem gritando o nome de Roberto Dinamite, ídolo vascaíno e adversário de Eurico Miranda.

O Flamengo já perdeu duas vezes neste ano por mais de dois gols de diferença e o Vasco só venceu quatro adversários, pequenos, por mais de dois tentos.

O Flamengo atrás do bi da Copa do Brasil e perigosamente perto da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

O Vasco em busca de um dos poucos títulos que ainda não conquistou e relativamente tranqüilo no Campeonato Brasileiro.

Os dados estão lançados e o Maracanã, lotado, será palco da decisão.

Que o campeão, ou o bicampeão, não se deixe enganar pelo título.

Mas que, antes, enriqueça a sala de troféus da Gávea ou de São Januário.

É só o que os cruzmaltinos e os rubronegros querem.

 

Por Juca Kfouri às 21h50

CAMPINAS PEDE SOCORRO

Por ELIAS AREDE JÚNIOR

Este texto, não é a transmissão de uma notícia ou análise sobre um fato.

 É um alerta sobre o processo de destruição do futebol de Campinas, antigamente considerado o celeiro de craques de excelência do futebol brasileiro e hoje satisfeito por ver o Guarani em posição intermediária na Série B e a Ponte Preta apenas um ponto longe da zona do rebaixamento.

André Cruz, Oscar, Careca, Amoroso, Luisão, Edu Dracena, Fábio Luciano, Dica, Renato, Evair...podería escrever por horas e citar outros atletas que um dia envergaram as camisas de Ponte Preta e Guarani.

Ao comparecer ao estádio Moisés Lucarelli no último domingo para assistir Ponte Preta x São Paulo, deixei por instantes o meu lado profissional e constatar com o coração de torcedor do futebol campineiro que aquele placar de 3 a 1 para o tricolor paulista não refletia apenas o desempenho do líder do campeonato com desempenho de ritmo de treino.

 Mostrava um oponente entregue as moscas, sem vibração e determinação. Ao descer a Avenida Ayrton Senna (antiga Avenida dos Esportes) o cenário é ainda mais desolador.

Tanto um caso como outro merece reflexão e precisa ser exposto ao torcedor brasileiro. Até para evitar que a próxima vítima seja seu time de coração. Bem, isso se a tragédia não ocorreu....

Um clube entregue ao passado

No Moisés Lucarelli, o presidente Sérgio Carnielli pegou um clube falido em 1997.
 
Com paciência e investimento do próprio bolso montou uma equipe cuja base contou com atletas do porte de Washigton, Mineiro, Luis Fabiano, entre outros.

 Só que o tempo passou e a Ponte Preta esqueceu de exercer um quesito fundamental: democracia e alternância de poder.

Arejar idéias é fundamental para colocar um clube em frente. Isso não aconteceu.

 Claro, as eleições eram realizadas apenas para "aclamar" o nome de Carnielli.

 De tanto ser aclamado, o dirigente sumiu.

 Ficou encastelado e por vários anos deixou tudo nas mãos de um diretor de futebol chamado Marco Antonio Eberlim.

Que conduziu o clube assim como uma dona de casa monta uma colcha de retalhos: um remendo aqui, outro ali e festa porque o clube escapava do rebaixamento!

Veja só. A agremiação outrora rival de peso dos clubes da capital se contenta apenas em manter-se na divisão de elite. Sem ambição.

Nesse ano, a torcida pontepretana acordou com promessas de dias melhores.

 Uma parceria foi anunciado, o diretor do futebol foi dispensado e do dia para a noite a empresa responsável em dar aporte financeiro ao clube desistiu do negócio.

 E o clube entrou em parafuso.

Algo que se reflete no campo. O técnico Marco Aurélio Moreira passa por um momento de instabilidade emocional e não dá entrevista para uma emissora de rádio local.

O torcedor adota a resignação: "Já me preparo para o pior!", disse-me um torcedor no último domingo".

Missão Impossível no Brinco de Ouro

No Brinco de Ouro, o quadro provoca calafrios.

 Rendimentos atrasados, infra-estrutura sucateada e uma equipe que disputa a Série B aos trancos e barrancos e com passagem marcada para a Série A-2 em 2007.

Claro, não há como culpar o atual presidente Leonel Martins de Oliveira.

Pegou um clube arrasado e faz aquilo que está dentro de suas possibilidades.

 Pede ajuda aos empresários bugrinos, requisita o trabalho voluntário para tocar o clube e aposta na camisa e na tradição para sobreviver ao terremoto que não acabou.

Afinal, não dá para pensar em calmaria após passar por quatro rebaixamentos em sete anos.

Sem contar os talentos perdidos devido a questões trabalhistas.

Ou mesmo um acordo com o Atlético Paranaense que repassou atletas das categorias de base do clube a troco de banana.

 Em resumo: a missão de Leonel é titânica.

 Quase impossível. Dinheiro?

Nem dá para contar, pois as rendas são sistematicamente confiscadas para pagar ações trabalhistas. Os culpados? Saíram do clube e vivem no reino da impunidade.

E o futuro?

Enquanto isso, uma parte da imprensa assiste a tudo de maneira contemplativa.

Sem qualquer reação ou cobrança.

 Não exige que tais clubes adotem métodos modernos de gestão.

 Preferem culpar a lei Pelé ou talvez um processo de elitização do futebol.

Confesso que em determinada época pensei que tais teorias tinham sua validade.

Hoje não.

 Ponte Preta e Guarani estão no fundo do poço por causa de diretorias incompetentes, torcidas organizadas desorientadas e ausência de fiscalização e cobrança por parte da mídia local.

Agora, só nos resta pedir socorro.

 Antes que o dérbi se transforme apenas em pálida lembrança de uma época de ouro do futebol do interior.

Elias Aredes Junior é jornalista e tem um blog esportivo (www.futebolepolemica.zip.net), é colunista do jornal Página Popular e integrante da equipe Futebol Arte

 

Por Juca Kfouri às 21h29

Candidatura de Capez impugnada

 


O promotor público Fernando Capez, notório pela eficiência com que combate a violência de torcidas, há mais de 10 anos, em São Paulo, teve impugnada a sua candidatura a deputado estadual.
Leia, abaixo, trechos da exposição de motivos de  Mário Luiz Bonsaglia, Procurador Regional Eleitoral, com grifos, em negrito, deste blog.

 

EXCELENTÍSSIMO SENHOR RELATOR

 


Processo n.º 5339 - Classe 6ª
Candidato: FERNANDO CAPEZ
Cargo postulado: Deputado Estadual
Coligação: PSDB/PFL

 

MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL, por seu órgão infra-assinado, nos autos do requerimento de registro de candidatura em epígrafe, vem à presença de Vossa Excelência, com fundamento nos artigos 3º, caput, da Lei Complementar n.º 64/90, 77 da Lei Complementar n.º 75/93 e 34, caput, da Resolução TSE n.º 22.156/06, propor, no qüinqüídio legal, a presente AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE PEDIDO DE REGISTRO DE CANDIDATURA, aduzindo para tanto as razões abaixo expostas.
Trata-se de requerimento de registro de candidatura, formulado pelo ora impugnado, com o escopo de concorrer a cargo eletivo nas próximas eleições.

CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE.

Como é cediço, para que uma pessoa venha a registrar sua candidatura junto à Justiça Eleitoral, passando a obter o direito de ser votado, deve preencher as condições de elegibilidade previstas no art. 14, § 3º, da Constituição Federal, in verbis:

"§ 3º. São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II- o pleno exercício dos direitos políticos;
III- o alistamento eleitoral;
IV- o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária;
VI - a idade mínima constitucionalmente exigida para ocupar os referidos cargos públicos.

Isto posto, no caso concreto, verifica-se que o impugnado não demonstrou preencher todas as condições de elegibilidade constitucionalmente exigidas, haja vista que, deixando de cumprir os requisitos estabelecidos no artigo 11, § 1º, inc. VII da Lei n.º 9.504/97 e art. 25, inc. II, da Resolução TSE n.º 22.156/06, não provou que está em pleno exercício de seus direitos políticos, tendo em vista que, sendo membro do Ministério Público do Estado de São Paulo (fls. 12 e 13), deixou de juntar as certidões criminais fornecidas pelos tribunais competentes em razão do foro por prerrogativa de função. (...)


(...) Como se vê, passou a ser, desde a entrada em vigor da E. C. 45, de 8-12-2004, peremptoriamente vedado o exercício de atividade político-partidária aos membros do Ministério Público.
Assinale-se a nítida preocupação dos reformadores da Constituição Federal com o aprimoramento do Estado Democrático de Direito. Com efeito, nada mais avesso ao exercício das funções constitucionais do Ministério Público - dentre elas a defesa da ordem jurídica e do Estado Democrático de Direito - que a contaminação de seus membros por paixões político-partidárias. Assim, ao mesmo tempo em que acrescentaram ao texto constitucional a regra basilar do § 4º do art. 129 da Constituição Federal, cuidaram também de assegurar condições objetivas de imparcialidade e de isenção iguais às dos membros da Magistratura.

Volvendo ao caso concreto, tem-se que os documentos que instruem o pedido de registro de candidatura do ora impugnado dão conta de que o mesmo é Promotor de Justiça. Entretanto, conforme o teor dos documentos acostados a fls. 12 e 13, o impugnado limitou-se a pedir o afastamento temporário do cargo, sem prejuízo dos vencimentos.
Vale dizer, não cumpriu o requisito do afastamento definitivo de suas funções, como exigido pelo art. 13 da Resolução nº 22.156 do E. Tribunal Superior Eleitoral, sendo por tal razão inelegível.(...)

(...) Diante do exposto, requer a PROCURADORIA REGIONAL ELEITORAL:

a) o recebimento da presente impugnação;
b) a notificação do impugnado, no endereço constante do pedido de registro de candidatura em exame e/ou do banco de dados desse Egrégio Tribunal Regional Eleitoral, para, querendo, apresentar a sua defesa no prazo legal;
c) a regular tramitação desta ação, nos termos dos arts. 4º e seguintes da Lei Complementar n.º 64/90, para, ao final, ser julgada procedente a presente impugnação, com o conseqüente indeferimento do pedido de registro de candidatura, em razão da inelegibilidade verificada nos autos.
Protesta-se, finalmente, pela produção de todos os meios de provas em direito admitidos, em especial pela juntada de novos documentos.
Nestes termos,
Pede deferimento.

São Paulo, 24 de julho de 2006.


 MARIO LUIZ BONSAGLIA
Procurador Regional Eleitoral

Por Juca Kfouri às 12h45

Começou o desmonte

Matéria de Jaeci Carvalho, de íntimas relações com Ricardo Teixeira, informa que Américo Faria e Zagallo serão demitidos hoje, algo que, de certa forma, este blog antecipou no dia 11 de julho (confira no arquivo, aí do lado esquerdo).

O hilariante é que Carvalho diz que a CBF não é casa de caridade para manter Zagallo (o mesmo Zagallo de quem ele diz ser amigo na ação trabalhista em que é confessado que Carvalho viaja à custa da CBF), embora, provavelmente, seja agência de viagens para dar tantas caronas.

Haverá mudanças na CBF.

Das moscas.

E, se você ainda não almoçou, leia a matéria no link abaixo.

Se já, dê um tempo para fazer a digestão.

Exclusivo - Zagallo e Américo Faria estão fora da Seleção Brasileira

 

Por Juca Kfouri às 12h02

Como na Europa

A participação mexicana na Taça Libertadores tem pelo menos uma vantagem clara: um jogo como este de amanhã entre Guadalajara e São Paulo tem ares de jogo da Copa dos Campeões da Europa.

Por um lado porque a rivalidade entre mexicanos e brasileiros é muito mais administrável que a existente com argentinos, uruguaios etc.

Por outro porque o estádio Jalisco é um belíssimo palco, coisa rara na Libertadores, muito embora até nisso as coisas venham melhorando neste lado do planeta bola.

Na primeira fase, o jogo em Guadalajara já teve bastante a cara de um jogo de alto nível.

E as condições estão postas para que se repita.

É claro que sempre há riscos, como os há também nos torneios europeus.

Foi no México, mesmo, e no famoso estádio Azteca, que o São Caetano passou por maus momentos quando a torcida do América local invadiu o gramado e agrediu seus jogadores.

Mas o clima que precede este Guadalajara x São Paulo é daqueles que só anunciam um bom espetáculo.

A conferir.

Por Juca Kfouri às 11h13

24/07/2006

A nova era Dunga

Agora, como técnico.

Ele que se consagrou em 1994 e virou símbolo da raça, tudo que faltou em 2006.

Mas que conviveu com o mesmo problema, grupo desunido, em 1990.

E que foi criticado por seus companheiros em 1998, exatamente por berrar demais.

Tanto que até "greve de silêncio" fez num dos jogos daquela Copa.

Dunga encarna mais uma atitude (como gostam de dizer os técnicos de hoje em dia) do que propriamente uma opção por suas idéias táticas que, enfim, são desconhecidas.

E Dunga terá sempre uma sombra, também gaúcha, em Portugal, a espreitá-lo, como se fosse só um tapa-buraco.

Saberá dizer não aos infindáveis compromissos da CBF com seus patrocinadores?

Receberá Ronaldinho Gaúcho de braços abertos ou ainda se lembrará daquele drible desmoralizante que levou num Gre-Nal decisivo?

Será um "Dunga paz e amor", como também virou moda no Brasil ou o "Dunga do saco roxo" que xingou todos que criticaram a Seleção de 1994 no momento em que ergueu a taça do tetra?

Boa sorte, Dunga!

Por Juca Kfouri às 18h54

Dunga na Seleção!

A "Globonews" está dando, com exclusividade, que Dunga foi escolhido como novo técnico da Seleção.

Em 1990 a tentativa foi com Falcão e não deu certo.

Tomara que a história não se repita.

Dunga jamais foi técnico, como, aliás, o alemão Klinsmann também não e até que não se saiu mal. 

Por Juca Kfouri às 16h47

Sobe a média de público

Numa rodada de 30 gols, três por jogo, público médio de 14.431, com alguns jogos com promoção, como os da Vila Belmiro (11.844) e de São Januário (15.000).

O Arrudão recebeu o maior público.

Santa Cruz e Flamengo reuniram 30.142 pessoas e os tricolores pernambucanos prometem bater o recorde do campeonato no domingo que vem, quando recebem o Corinthians.

O maior público até agora é de outro tricolor, o carioca, contra o Paraná Clube, no Maracanã, com 36.451 torcedores.

O menor público, para variar, foi em São Paulo, em Campinas,  no Moisés Lucarelli, com apenas 6.147 pagantes.

Por Juca Kfouri às 12h20

Baila comigo - 2

A assessoria de Roque Júnior informa que, de fato, o São Paulo manifestou interesse em tê-lo para o lugar de Diego Lugano.

Diz que faz parte do marketing tricolor tentar seduzir os jogadores que passam pelo centro de recuperação de atletas do Morumbi.

Mas informa, também, que o zagueiro tem contrato com o Bayer Leverkussen, está disposto a cumpri-lo integralmente e que na semana que vem embarcará de volta para a Alemanha.

Mais: o jogador não tem a menor vontade de trocar a Europa pelo Brasil.

Por Juca Kfouri às 11h22

Novidades da rodada

O líder São Paulo está quatro pontos na frente dos seus concorrentes mais próximos, Cruzeiro e Inter.

O Paraná Clube tomou o quarto lugar do Fluminense.

São Paulo, Paraná Clube, Palmeiras e Santa Cruz ganharam seus três jogos desde que o Brasileirão recomeçou.

O Corinthians empatou pela primeira vez no campeonato.

E, também pela primeira vez, está isolado na lanterna.

Por Juca Kfouri às 23h11

23/07/2006

Baila comigo

O São Paulo já negocia com um substituto para Lugano.

Roque Júnior é o nome dele.

Por Juca Kfouri às 22h35

Jogo maluco no Beira-Rio

Inter e Botafogo fizeram um jogo doido.

Ríspido, viril, truncado, com poucas chances de gol no primeiro tempo e com o Botafogo até melhor.

No intervalo o goleiro carioca Lopes sentiu dores lombares e deu lugar a Max.

Para sorte do Botafogo, que reiniciou a partida melhor que o Inter.

Dos 15 minutos em diante, porém, só deu Inter.

E, aí, Max fechou o gol.

Sem exagero, fez cinco defesas fabulosas, três delas à queima-roupa, em cabeçadas perto de pequena área.

Resultado: 0 a 0.

Foi o 15o. confronto entre Inter e Botafogo no Beira-Rio, com seis empates, cinco vitórias cariocas e apenas quatro gaúchas.

Que coisa!

Mas o Inter merecia ter empatado tudo em cinco.

Por Juca Kfouri às 19h32

Santos, no apito

Cinco gols no segundo tempo na Vila Belmiro.

Três para o Santos, dois para o Juventude.

No primeiro tempo só não saiu gol porque o árbitro não deu um pênalti de Fábio Costa em Christian.

Vanderlei Luxemburgo não reclamou do árbitro, desta vez.

Só da torcida, que se vem para "encher o saco" (a expressão, como sempre fina como seus ternos, foi dele) "é melhor que fique em casa".

Mas o Santos mostrou um Fabiano promissor e um Reinaldo fazendo um terceiro gol maravilhoso, do meio da rua.

Ao Juventude, que vendeu caro a derrota e mostrou valentia, resta reclamar da arbitragem.

Outra vez, com razão.

Por Juca Kfouri às 19h27

C.Q.D.

Com os reservas, porque era o que tinha de fazer, o São Paulo ganhou.

Com os titulares, porque não restava outra solução, o Vasco venceu.

Com o time B, o Flamengo levou uma traulitada.

E o Inter só empatou, quando, como o rubro-negro, poderia ter jogado com os titulares.

O São Paulo agradece ao Inter e o Flamengo ficou mais perto do rebolo.

Já o Vasco ficou bem mais longe.

Em tempo: C.Q.D. significa "Como Queríamos Demonstrar", das aulas de álgebra, quando um teorema é resolvido corretamente.

E diz respeito à nota de sexta-feira passada, dia 21, às 23h59, "A,B,C ou D?", exatamente sobre as opções de São Paulo, Vasco, Flamengo e Inter em escalar reservas ou titulares.

É só rolar para baixo que você a encontra.

Por Juca Kfouri às 19h20

Na bola parada, Palmeiras anda

O Palmeiras confirmou sua arrancada.

Ganhar do Vasco e do Corinthians foi ótimo, mas não chegou a ser vantagem.

Enfiar 3 a 1 no Goiás, em Goiânia, no entanto, tira qualquer dúvida: o Palmeiras mudou.

E para muito melhor.

Seus três gols nasceram de bolas paradas.

No primeiro, Edmundo bateu forte, Harlei espalmou e Ném pegou o rebote para marcar.

O segundo foi de Paulo Baier, batendo falta com perfeição, quando estava 1 a 1.

E o terceiro, já no segundo tempo, de Edmundo, batendo pênalti.

O Palmeiras jogou melhor no segundo do que no primeiro tempo, quando rifou demais a bola.

Mas ficou com apenas 10 na segunda metade do segundo tempo e levou um certo sufoco do Goiás.

 

Por Juca Kfouri às 19h04

O Vasco reage

Pela décima vez, Vasco e Atlético Paranaense jogaram no Rio.

E pela oitava, o Vasco venceu, invicto em sua casa contra o Furacão.

A estratégia de Renato Gaúcho deu certo.

Morais fez 1 a 0 no começo do segundo tempo, em lindo gol, os paranaenses empataram, mas, no fim, em ótima cobrança de falta, Andrade marcou o gol da vitória de dá confiança aos cruzmaltinos para a decisão da Copa do Brasil.

Em tempo: logo no começo do jogo Edílson sofreu um pênalti claro não marcado pela arbitragem.

Por Juca Kfouri às 17h00

Aos pés do Santa Cruz

O Santa Cruz, com o Arrudão apinhado, goleou o Flamengo B por 3 a 0.

Pôs de joelhos, com folga, o time do clube mais popular do país.

E, de quebra, deixou o segundo mais popular, o Corinthians, solitário com a lanterna na mão.

O Santa reage, o que é muito bom para o futebol nordestino.

Por Juca Kfouri às 16h55

São Paulo, com tudo

Quem tem cabeça, tem tudo.

Cabeça e pés.

Bons até entre os reservas.

Assim foi a vitória do São Paulo sobre a Ponte Preta, 3 a 1, em Campinas.

A Ponte ainda saiu na frente, graças a um pênalti numa saída destrambelhada de Rogério Ceni.

Prova, aliás, de que Muricy acertou ao escalá-lo em busca de ritmo de jogo, porque o goleiro deu uma saída típica de treinamentos, jamais de jogo.

Rogério ainda pegou a primeira cobrança, mas, desta vez, corretamente, o bandeirinha marcou a adiantada.

E Tuto fez 1 a 0.

Mas durou pouco.

Lenílson fez um golaço de primeira ao receber precioso passe de Ilsinho.

No segundo tempo o São Paulo virou com o zagueiro Alex Silva, teve um pênalti em Thiago não marcado e fez mais um outra vez com Lenílson.

Para viajar com seus titulares descansados e como líder absoluto, em vôo fretado, à Guadalajara das perigosas Chivas.

Por Juca Kfouri às 16h45

Coluna dominical

A coluna de hoje na "Folha de S.Paulo", sob o título "As contradições do Patropi", já está acessível, aí do lado esquerdo do blog, mas apenas para os assinantes do UOL ou do jornal.

E não me xinguem.

É a política da casa.

Por Juca Kfouri às 13h29

Sul maravilha

Duas torcidas fizeram bonito ontem:

a do Paraná Clube, com quase 21 mil torcedores (20.750) no Pinheirão na importante vitória sobre o Cruzeiro;

e a do Figueirense, com mais de 13 mil (13.081) no triunfo sobre o Grêmio, em Floripa.

As decepções ficaram por conta das torcidas do Corinthians, menos de oito mil pagantes (7.955) no Morumbi, e do Fluminense, menos de 10 mil (9.593) no Maracanã.

A ausência do corintiano até se justifica.

A do tricolor, não.

Por Juca Kfouri às 13h22

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico