Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

05/08/2006

Corinthians, com vontade

Nos primeiros 10 minutos de jogo num Pacaembu elétrico, o Corinthians criou quatro chances de gol.

Na primeira, aos 3 minutos, o zagueiro corintiano Sebá deu o gol a Ferreira, do Atlético Paranaense. Furacão, 1 a 0.

Na segunda, depois de bela jogada entre Tevez e Rubens Júnior, Rafael Moura chegou atrasado. Furacão, 1 a 0.

Na terceira, aos 8, Coelho pôs na cabeça de Tevez que empatou. Corinthians, 1 a 1.

E na quarta, aos 11, foi a vez de Carlos Alberto cruzar para Rafael Moura, na cara do gol, virar o jogo. Corinthians, 2 a 1.

O time paulista tinha começado o jogo a todo vapor e foi surpreendido pela falha de seu zagueiro.

Mais surpreendente ainda foi constatar que o time não se apavorou e reagiu prontamente.

Coelho, Marcelo Mattos, Tevez e, principalmente, Carlos Alberto foram os responsáveis pela virada.

O primeiro tempo terminou com a vantagem alvinegra no placar e no jogo.

E só não acabou também com a expulsão do ótimo Dagoberto porque o bandeirinha foi frouxo e fingiu que não viu um coice dele em Rubens Júnior, no chão.

Mas, no segundo, o time paranaense voltou mais esperto e obrigou o goleiro Marcelo a trabalhar.

Cauteloso na busca de sua primeira vitória em nove jogos, o Corinthians cedeu espaço, à espera de um contra-ataque que definisse a partida.

Que não vinha, enquanto o Atlético continuava melhor.

Até que, por volta dos 27 minutos, Marcelinho Carioca entrou em campo no lugar de Carlos Alberto, aplaudidíssimos,  e o rubro-negro ficou com 10 homens, com a expulsão do lateral Jancarlos.

Em seguida, Rafael Moura perdeu gol feito, em jogada de Tevez, e o segundo gandula foi expulso de campo, por cera, expediente vergonhoso que custa crer que sobreviva no país pentacampeão mundial.

Mesmo com um a menos, o Furacão continuou mais perigoso, obrigando Marcelo a se desdobrar no gol alvinegro.

E, aos 50, obrigou Paulo Almeida a salvar o empate em cima da linha fatal.

Mas, no fim, o Corinthians, enfim, pelo menos com abnegação, venceu.

Não é pouca coisa...

Por Juca Kfouri às 19h03

Mengo, aliviado

O Flamengo fez por merecer uma vantagem que não veio no primeiro tempo no Maracanã.

Com boa movimentação de Sávio, o rubro-negro foi claramente superior ao Goiás.

Que, no entanto, resolveu ser mais corajoso e passou a jogar de igual para igual no segundo, capaz, se não de criar tantas chances de gol quanto o Flamengo, pelo menos de assustar o campeão da Copa do Brasil.

Mas, aos 44, Obina fez o gol que o Flamengo mereceu e desafogou o Maracanã.

Já no Olímpico, agora fechado por oito jogos, o Grêmio, enfim, venceu o Juventude por 1 a 0, enquanto Figueirense e São Caetano empatavam em um gol, em Floripa.

 

 

Por Juca Kfouri às 19h01

Em tempo

" Em 2001, ainda sem a estrela que tem hoje e a fim de ver seu contrato renovado com o tricolor do Morumbi, Rogério falsificou uma proposta do Arsenal. O objetivo era fazer com que o São Paulo acreditasse que o time inglês estivesse interessado em seu passe e aceitasse pagar mais. Foi flagrado e afastado temporariamente."

De fato, Milly Lacombe escreveu o trecho acima em sua coluna.

Só vi agora, alertado pelos blogueiros.

Tem de provar.

Rogério Ceni deve levar o caso adiante.

Lamento a nota anterior, baseada no que vi na reprodução do programa.

A jornalista errou.

Por Juca Kfouri às 13h47

O "caso" Rogério Ceni

São tantos os pedidos que lá vai o comentário sobre o que houve entre Milly Lacombe e Rogério Ceni:

1. De fato, o episódio nebuloso envolvendo uma transação com o Arsenal aconteceu.

Repito aqui o que escrevi à época: entre Rogério Ceni e o então presidente são paulino Paulo Amaral não tenho dúvida sobre em quem acreditar.

 Fico com a palavra do atleta.

2. A jornalista derrapou e já reconheceu o deslize.

Sem querer atenuar nada e sem nenhuma postura corporativa, porque não faz meu feitio, apenas sublinho que programas gostosos como o "Arena" trazem um risco em si mesmos, a saber: o clima de bate-papo numa sala ou num boteco enseja "liberdades" que jamais alguém cometeria, por exemplo, por escrito.

Não justifica, mas explica.

3. O goleiro agiu como deveria agir.

E com a indignação de quem se sentiu injustiçado.

Espero que, deslize reconhecido, ele tenha a generosidade de não levar a coisa às últimas consequências, embora esteja no direito de fazê-lo.

Se eu fosse chamado como testemunha num caso desse, defenderia os dois.

Ele por ter sido vítima de uma frase infeliz.

Ela por tê-la cometido sem a intenção de chamá-lo de falsário.

Enfim, a Justiça já está sobrecarregada demais para tratar de questões que podem ser resolvidas de outra maneira, principalmente, repita-se, quando uma das partes reconhece o equívoco.

E principalmente num caso como este, que envolve duas pessoas de bem.

Por Juca Kfouri às 10h21

04/08/2006

Aviso aos navegantes

O nível caiu de novo.

Tem a ver, sem dúvida, com o número de comentários, o que dificulta qualquer controle.

Mas alerto que não estou nem um pouco preocupado com quantidade de comentários.

E relembro: xingar não pode, manifestação racista não pode, preconceitos de quaisquer tipos devem ser banidos etc e tal.

Peço, ainda, que os que têm o mau hábito de escrever com letras maiúsculas, deixem de fazê-lo, porque equivale a gritar.

Bambis, gayúchos, gambás, porcos, também devem ser evitados, em respeito ao próximo.

Levarei tudo isso em conta quando couber a mim a aprovação e estou alertando os companheiros do UOL para que tenham o mesmo cuidado.

Se não der para ser civilizado aqui, seremos aonde?

Pombas, durante a Copa do Mundo foi tão legal.

Será que a rivalidade clubística desperta o que há de pior nas pessoas?

Acabo de reprovar uns 50 comentários, que entraram apenas na última hora.

Convenhamos que ninguém merece.

Por Juca Kfouri às 22h03

Que coisa, Sport!

O Sport acaba de ser derrotado pelo Paulista, no Recife: 2 a 1.

O gol pernambucano só saiu aos 48 minutos do segundo tempo.

Poucas vezes, nos últimos tempos, um time desperdiçou tantas chances de gol como o rubro-negro.

Até pênalti, embora, justiça seja feita, o goleiro Victor, do Paulista, andou pegando até pensamento.

Foi a segunda derrota do Sport na Ilha do Retiro e custou-lhe cair do terceiro para o quarto lugar.

Já o Coritiba, que goleou o América de Natal por 5 a 1, assumiu a liderança da Série B, por ter melhor saldo de gols que o Avaí, que tem um jogo a menos.

Por Juca Kfouri às 21h33

CBF perde na Justiça e dá show de cinismo

O torcedor Gilson Florêncio da Silva acionou a CBF, baseado no Estatuto do Torcedor, para ser ressarcido dos prejuízos que lhe foram causados por ocasião do jogo entre Corinthians e Inter, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro passado.

Ele e o filho, com ingressos numerados, não conseguiram ver o jogo nas cadeiras pelas quais pagaram.

A Justiça lhe deu ganho parcial de causa e mandou a CBF devolver o valor dos ingressos, não acatando o pedido de indenização por danos morais por falta de testemunhas do ocorrido.

O torcedor agiu como todo cidadão deve agir.

O estarrecedor é o teor da defesa da CBF,  cujos trechos aqui reproduzo em negrito, com comentários do blog em itálico.

Diz a CBF: "Cabe à Ré, organizar e manter a Seleção Oficial Brasileira, a par de empreender esforços no sentido de incentivar a prática do futebol".

Com o que a CBF simplesmente abdica de sua responsabilidade como organizadora do Campeonato Brasileiro.

E a CBF continua: "Por conseguinte, é fácil entender que quando acontecem coisas como aquelas narradas na inicial, se verdadeiras, a Ré é mais prejudicada do que os assistentes, que cada vez em maior número preferirão ausentar-se dos estádios de futebol".

Como se lê, o cinismo não tem limites.

Mais CBF: "Como visto, o Autor aduz, para justificar seu pleito 'que a Requerida não colocou pessoal treinado para conduzir os torcedores ao local marcado do ingresso...'. Ou seja: se o guarda não estiver presente, ninguém se julga obrigado a cumprir normas, que no caso representam,mais que tudo, simples dever de boa convivência social".

Em bom português: a CBF se dá o direito de não cumprir o que manda a lei, o Estatuto do Torcedor. Como se cumprir a lei também não fosse simples dever de boa convivência social...

E para coroar o despautério, a CBF conclui: "Por conseguinte, os freqüentadores de estádios devem estar preparados para enfrentar dissabores, por causas que, lamentavelmente, escapam do controle dos organizadores e autoridades públicas e que, por si, não ensejam reparação."

Isto é, a CBF manda dizer que vai a campo quem quer e que se vire se as condições são as que são. Não é com ela e ponto final.

É claro que um Juiz de Direito não acataria tamanha desfaçatez.

E assim decidiu o magistrado: "A ré alega, basicamente, que o jogo se realizou no Estádio do Pacaembu, de propriedade do munícipio de São Paulo e que, portanto, o autor deveria pleitear a reparação em face da administração do estádio ou da Federação Paulista de Futebol. (...) Ressaltou a vigência da falta de educação generalizada na sociedade brasileira, que leva a atos criminosos e de vandalismo. Primeiramente, em se verificando que o evento tratava-se de ato do Campeonato Brasileiro, competia a ré a organização do jogo. Cai por terra, portanto, a atribuição de responsabilidade à FPF e mesmo ao Estádio do Pacaembu. A propósito, confere-se do artigo 5o., II, do Estatuto da ré, que ela tem por objetivo a coordenação e realização de competições de futebol, com a participação de representantes estrangeiros e regionais. Destarte, considerando a abrangência do campeonato em questão, e restando patente que é organizado pela ré, a ela competia assegurar a boa estrutura e organização do espetáculo. A mencionada falta de educação do povo brasileiro é incontestável, lamentavelmente. Todavia, até mesmo em razão dessa mazela, deveria a ré ter se cercado de todas as possíveis precauções para assegurar que o consumidor adquirente do ingresso pudesse usufruir do serviço contratado, ocupando a poltrona comprada."

Por Juca Kfouri às 16h48

Um brasileiro no Japão

Com a suada vitória do Inter sobre o Libertad, por 2 a 0 no Beira-Rio, com 50 mil torcedores, ficou assegurada a segunda final brasileira na Libertadores.

Impossível dizer quem será o campeão na disputa entre São Paulo e Inter, primeiro jogo no Morumbi, dia 9, segundo no Beira-Rio, dia 16, sem que o gol na casa do adversário tenha mais peso.

Isto é: a Libertadores-2006 será decidida por pontos ou no saldo simples de gol ou, ainda, numa prorrogação, caso o saldo seja igual.

Mas uma coisa já está decidida: teremos um clube brasileiro no Mundial do Japão, no fim do ano.

Ou o São Paulo, em busca do tetracampeonato ou o Inter para se igualar ao rival Grêmio se ganhar seu primeiro título mundial.

Outra coisa é certa: a Libertadores estará em boas mãos e sua permanência no Brasil redime de alguma maneira o fiasco de nosso futebol na Copa da Alemanha.

Por Juca Kfouri às 23h14

03/08/2006

Inter, a um passo do título inédito

Depois de um primeiro tempo frustrante no Beira-Rio lotado por 50 mil torcedores, com apenas uma chance de gol mal concluída por Rafael Sóbis e com os brasileiros muito nervosos e sem imaginação, tudo ficou para o segundo.

O Inter voltou aparentemente mais ligado e com a cabeça no lugar, embora sentindo demais a falta de Tinga.

Só que o Libertad mostrou que tinha aprendido que o bicho não era tão feio como se pintava e foi para cima, até com mais perigo, aproveitando-se, também, da conhecida insegurança do goleiro Clemer.

Ali pelos 10 minutos, o Beira-Rio estava em silêncio e o banco colorado inerte.

As chances de gol dos paraguaios se sucediam.

A sensação era a de que o jogo seria decidido pelo aposentado gol de ouro, ou morte súbita.

Finalmente, aos 16 minutos, o amuleto Renteria entrou no lugar do volante Fabinho, ineficaz até ali.

No minuto seguinte, a explosão!

Alex, o herói da noite, chutou do meio da rua, a bola quicou um pouco antes da linha da pequena área e matou o goleiro paraguaio.

Era o primeiro chute de longa distância dos gaúchos.

Agora, o Inter só tinha cuidar de não sofrer gol.

E se desse para fazer para mais um, o sofrimento acabaria.

O que quase aconteceu em seguida, quando Sóbis entortou dois paraguaios pela direita e botou na cabeça de Edinho, para boa defesa do goleiro.

E que aconteceu aos 23, em bela virada de Fernandão, da altura da meia-lua, no segundo chute de fora da área do Inter.

Renteria não tinha nada com os dois gols, mas que coincidência!

Foi só ele entrar e pronto: 2 a 0.

O bem organizado time do Libertad não morreu porque, afinal, dois gols ainda lhe dariam a vaga na final.

Mas o Inter esteve mais perto do terceiro gol que o Libertad do primeiro, com Renteria, inclusive, aos 46.

O Inter estava na final, em busca do título inédito.

Que, se vier, será comemorado em sua casa, palco do segundo jogo decisivo, no próximo dia 16, uma semana depois da partida diante do São Paulo, no Morumbi.

Para transformar Porto Alegre em Porto Eufórico, capital do Rio Grande Colorado.

E o São Paulo?

Bem, a cidade dele já tem seu nome.

E o estado também.

Será uma decisão de gigantes.

Viva!

Por Juca Kfouri às 22h44

Inter com a faca e o queijo nas mãos

Há quem ache que não foi bom o resultado do Inter em Assunção.

Porque não fez gol no campo adversário.

Discordo.

Teria sido melhor perder por 2 a 1?

É claro que não.

É também claro que melhor teria sido um empate com gols, ou uma vitória, e por goleada.

Mas empatar na casa do adversário não é pouco e este é o desafio que o Libertad tem hoje no Beira-Rio.

Tarefa possível, pois o time paraguaio não nasceu ontem e pode até vencer.

Mas o Inter está com a faca e o queijo na mão, além de ser melhor que a equipe paraguaia.

Os tricolores torcerão contra os colorados, sem dúvida, tanto os gremistas quanto os são paulinos.

Os primeiros nem precisa explicar por quê.

Os segundos porque se der Libertad a segunda partida da decisão será no Morumbi, diferentemente do caso de a final ser brasileira.

E a viagem para Assunção demora apenas 25 minutos mais do que até Porto Alegre.

Este blog, no entanto, torcerá por uma decisão brasileira.

 

Por Juca Kfouri às 11h33

10 milhões!

Quando este blog completou 51 (boa idéia para um merchan...) dias, completou seu primeiro milhão de visitas.

Agora há pouco, 49 dias antes de completar um ano, atingiu 10 milhões.

Falar o quê?

Melhor cumprir a promessa e não tocar mais no assunto.

Fim desse papo.

Por Juca Kfouri às 09h19

02/08/2006

São Paulo, hexafinalista em busca do tetracampeonato

Como era de se esperar, o Guadalajara foi páreo duro.

Embora as primeiras chances de gol tenham sido brasileiras, as mais perigosas, em seguida, foram dos mexicanos.

Por três vezes.

Na primeira, com os pés, Rogério Ceni fez uma senhora defesa, em bola desviada na zaga.

Na segunda, Bautista perdeu gol feito, ao chutar muito alto.

E na terceira, terrível, na cobrança de pênalti cometido por Fabão, fabulosamente defendido por ele, Rogério Ceni, o mito, aos 28 minutos.

Até aí, embora o São Paulo também jogasse bem, o domínio era das Chivas, com mais posse de bola.

Só que, aos 32, Leandro abriu o placar complementando brilhante jogada de Ricardo Oliveira, na classe e na raça.

E a sexta final são paulina na Libertadores, em 11 participações, mais da metade(!), ficou deliciosamente mais perto.

Aos 40, ficou na mão, num golaço de Mineiro, que certamente estaria na convocação de Dunga, de fora da área, completando outra jogada de Ricardo Oliveira, agora como pivô.

As cabritas estavam devidamente domadas, domesticadas, à moda tricolor no Morumbi lotado.

E, aí, logo aos três minutos do segundo tempo, foi a vez de Ricardo Oliveira fazer seu gol, o terceiro do São Paulo, de cabeça, em cruzamento de Souza.

Desenhava-se uma goleada que não estava nos melhores sonhos tricolores.

Mas nem precisava.

E, diga-se, os mexicanos não desistiram e até obrigaram Rogério Ceni a fazer novas boas defesa, muito embora os brasileiros também tenham criado boas oportunidades de gol, ao som de 67 mil vozes que gritavam olé.

Nesta quinta-feira será a vez do Inter.

Uma vitória e teremos a segunda decisão brasileira na Libertadores e a segunda decisão de dois clubes do mesmo país na Libertadores.

O Inter em busca de sua segunda final e do título inédito.

Por Juca Kfouri às 22h38

Por que respeitar as Chivas de Guadalajara

O São Paulo recebe hoje as Chivas (as cabritas) de Guadalajara e com um empate chegará às finais da Taça Libertadores.

Recebe mal, diga-se de passagem, porque, diferentemente do bom tratamento que reconhecidamente teve no México, não cedeu o Morumbi no horário pedido pelo adversário para o chamado reconhecimento do gramado.

Fosse o primeiro jogo aqui e o segundo lá e certamente a atitude seria outra.

Mas o time mexicano além de bom tem a fama de jogar melhor fora de casa.

Prova disso é que só perdeu uma das seis partidas que fez como visitante nesta Libertadores, para o Independiente de Santa Fé, por 3 a 1, na Colômbia, depois de ter vencido o jogo de ida por 3 a 0.

De resto, ganhou do Colo-Colo, no Chile, por 3 a1; empatou com o Caracas, na Venezuela, em 0 a 0; venceu o Cienciano, no Peru, por 1 a 0; o São Paulo, no Morumbi, por 2 a 1 e o Velez Sarsfield, na Argentina, por 2 a 1.

O São Paulo tem tudo para lutar pelo tetra, mas uma vitória mexicana não será zebra.

Ainda bem que os primeiros a terem isso bem claro são os próprios jogadores tricolores.

Em tempo: passarei o dia fechado num seminário de jornalismo. Volto a tempo de ver o jogão.

Por Juca Kfouri às 23h03

01/08/2006

Faltou o Anderson, Dunga?

Em conversa com o Tostão, agora há pouco na CBN, ele estranhou a ausência de Anderson na convocação de hoje.

E ele tem razão.

Veja o que disse este jornal português, "O Jogo",  da primeira partida dele jogada no domigo passado, para abrir a temporada.

"Mais importante do que a vitória, mesmo sendo uma vitória sobre o Roma,

foi o facto de o jogo de apresentação do FC Porto 2006/07 aos seus associados

ter dado a conhecer um Anderson que ainda não se tinha visto na última temporada."

Por Juca Kfouri às 18h49

É assim que se faz

 

Por Evandro Krebs - Conselheiro do Grêmio

Não consigo imaginar que possa haver, hoje, algum “verdadeiro” gremista que não esteja entristecido e envergonhado com os episódios ocorridos na tarde-noite do último domingo no estádio Beira-Rio.

Como conselheiro e ex-dirigente - que sempre procurou compreender e, na medida do possível, incentivar a atuação vibrante e apaixonada das torcidas organizadas do Grêmio - não me sinto co-responsável pela selvageria praticada pelo inconsciente coletivo de vagabundos e marginais travestidos de torcedores no Gre-Nal 366.

Existe uma diferença abismal entre os conceitos de incendiar o espírito do jogo e incendiar o estádio onde se joga. O primeiro relembra a capacidade histórica daqueles que construíram o mito da irresignação e imortalidade tricolor, enquanto o segundo é reflexo do descontrole e da violência de uma coletividade marcada pela delinqüência, impunidade e falta de limites.

Vivemos numa sociedade onde a criminalidade urbana cada vez mais intimida e limita o universo da cidadania e de um poder público fragilizado, impotente e ineficaz.

Uma coisa decorre, mas não justifica a outra. A insegurança nos estádios de futebol não é muito diferente daquela que vivemos no nosso dia-a-dia. Alguém se habilita a assistir a um bom filme em cinema que não esteja dentro de um shopping center ou a ir jantar em algum restaurante que não ofereça serviço de manobrista e estacionamento privativo?

A novidade – que não é de agora – diz respeito a um processo crescente de consagração da falência da estrutura e comando do espetáculo futebol. Também, o que esperar de um segmento institucional que tem se identificado por sucessivos escândalos econômicos, proveitos eleitoreiros, espírito personalista e por aí afora? Esta é uma marca desvirtuada que, ao longo do tempo, aproxima submundos, manobra inocentes e estimula a vigarice.

Lá atrás, no início de 2003, quando da promulgação do Estatuto do Torcedor, a maioria dos clubes brasileiros, na contramão da história, posicionou-se contrária a uma proposta revolucionária de consolidação de novos paradigmas na relação clube e público consumidor do futebol.

Pois o Grêmio, contrariando aquela tendência, desde o início, apoiou e trabalhou na implementação de procedimentos normativos que possibilitassem uma reversão de expectativas, contribuindo para o estabelecimento de uma nova cultura de respeito e valorização do torcedor, oferecendo-lhe maior segurança e conforto em sua praça esportiva.

Hoje, passado alguns anos, observa-se que esta postura ainda não vingou. O que se viu via-de-regra foram acobertamentos, manipulações e interesses desvirtuados e bem identificados.

Chega de conivência! As pessoas do bem clamam por uma reação de confronto absoluto a este “status quo” podre que emerge e se expande compulsivamente, manchando a imagem e autenticidade do futebol brasileiro.

O Grêmio, que neste momento atrai as atenções negativas do mundo futebolístico, tem que ter vontade, coragem e atitude institucional para repudiar veementemente os fatos acontecidos e, de forma exemplar, enfrentar e erradicar as infiltrações marginais que porventura estejam contaminando seus territórios.

Tenho convicção de que desta forma poder-se-á, quem sabe, minimizar um pouco as conseqüências decorrentes do lamentável episódio; por outro lado, temo que se transforme o Grêmio em “boi de piranha”, submetendo-o a julgamentos políticos e falsamente moralizadores.

Isto não é futebol. Já que chegamos neste ponto, que o puxão de orelhas e a touca sirvam para todos - clubes, torcedores e público em geral – a fim de que tenhamos a humildade, capacidade, grandeza e isenção para refletir, diagnosticar e trabalhar conjuntamente no resgate de valores que devolvam a magia, credibilidade e paixão do verdadeiro futebol brasileiro.

 

 
 

Por Juca Kfouri às 18h01

A lista de Dunga

Do Brasil mesmo, só cinco: o goleiro Fábio (Cruzeiro), o lateral Marcelo (Fluminense), os meio-campistas Jônatas (Flamengo),  Morais (Vasco) e  Wagner (Cruzeiro).

Os demais são de fora: o goleiro Gomes, os zagueiros Alex (viva!), Lúcio, Juan e Luisão; os laterais Cicinho, Gilberto e Maicon; os meio-campistas Dudu Cearense, Edmílson, Elano, Gilberto Silva e Júlio Baptista: mais os atacantes Daniel Carvalho, Robinho, Fred e Vágner Love.  

Surpreendente. E muito interessante.

Tem um time aí, sem dúvida.

Na maioria, uma garotada que quer mostrar serviço, misturada com jogadores mais experientes que não decepcionaram na Copa.

Especulemos sobre o que poderia ser o time titular?

Gomes, Cicinho, Alex, Lúcio e Gilberto; Gilberto Silva, Edmílson, Júlio Baptista e Morais; Robinho e Fred.

Que tal?

Por Juca Kfouri às 10h14

A dura missão de Dunga

Com o auxiliar técnico Jorginho já escolhido, Dunda tem hoje uma dura missão: convocar a Seleção para o amistoso na Noruega.

Como, sensatamente, já anunciou que deixará de fora os jogadores do São Paulo e do Inter por causa da Libertadores, e como pretende chamar o maior número possível de atletas que atuam no Brasil, Dunga terá de fazer mágica.

Simplesmente porque com o que há por aqui ele não monta nem um bom time titular, que dirá dois times.

Imagine um time com jogadores que têm se destacado no Campeonato Brasileiro:

Fernando Henrique (do Fluminense),

Ângelo (Paraná Clube),

Edu Dracena (Cruzeiro),

Edmílson (Paraná Clube) e

Jadílson (Goiás);

Marcelo Mattos (Corinthians),

Arouca (Fluminense),

Juliano (Fluminense) e

Maicossuel (Paraná Clube);

Dagoberto (Atlético Paranaense) e

 Edmundo (Palmeiras).

Cá entre nós e com todo respeito:

você chamaria esse time de Seleção Brasileira?

 

Por Juca Kfouri às 00h24

31/07/2006

O Canindé, abandonado

De: Luiz Fernando Bindi - www.distintivos.com.br
Para: blogdojuca
Data: 31/07/2006 12:17
Assunto: Canindé, ontem

Ontem, sob um frio de 10°C, fui assistir Grêmio Barueri x América do Rio pela Série C do Campeonato Brasileiro.

Por questões burocráticas, o Barueri não pode mandar seus jogos em estádio próprio, que está sendo reformado para a 1a. divisão de SP, para a qual o time ascendeu esse ano.

O jogo foi no Canindé, às 15 horas.

Eu cheguei bem cedo, o Canindé é muito perto de casa.

Aproveitei para comer uma sardinha frita e ainda fui o primeiro a entrar no estádio.

É uma sensação muito legal... você se sente meio dono de tudo aquilo, meio desbravador, meio maluco.

O Canindé tem capacidade para umas 30 mil pessoas, mas tem arquibancadas em lugares muito, muito altos.

No ponto mais alto, são 76 degraus e lá do último, vê-se o jogo quase na vertical.

Pouco recomendável para quem, como eu, tem medo de altura.

Enfim, tirando o jogo mais do que chôcho e a presença preocupadíssima e divertida de José Trajano e seu filho (uma cena de Tornattore), tenho a lamentar a deplorável situação em que se encontra o Canindé, estádio histórico da cidade de São Paulo.

Tudo cheira a abandono. Tudo. Das bilheterias que mais parecem caixa de lupanar às lamentáveis torres de iluminação, tudo é muito triste,
degradado e miserável.

Arquibancadas sujas, fosso com muita água parada, gramado feioso, grades semidestruídas, numeradas (melhor chamar de
arquibancadas cobertas) em que todas as cadeiras estavam nojentas, sujas, imundas. Isso quando tinha cadeira.

Uma tristeza.

Não sei qual a solução. Mas sei que a cidade de São Paulo não merece isso.

A Portuguesa, time simpático e que já revelou tantos talentos, não pode aceitar que seu estádio seja destruído aos poucos.

O que quer a atual diretoria, além de rebaixar o time para todas as divisões possíveis? Acabar com o futebol?

Ora, que então acabe de vez. A dor será menor. Ou então, entregue o clube na mão de quem o ama de verdade e o vê como paixão e não como meio de enriquecer.

--
Luiz Fernando Bindi
distintivos.com.br

Por Juca Kfouri às 14h27

Chega! Basta! Até quando?

Bruxelas, Estádio de Heysel, final da Copa dos Campeões da Europa, Liverpool x Juventus, 29 de maio de 1985.

Torcedores ingleses provocam uma tragédia que matou 39 torcedores (32 italianos e sete belgas) e feriu 350.

A violência dos hooligans chegava ao auge.

Resultado: os times ingleses são proibidos de participar de competições internacionais por cinco anos e as autoridades da Grã-Bretanha, por ordem expressa da Rainha, começam um trabalho que resultou no fim dos alambrados nos estádios britânicos.

São Paulo, Estádio do Pacaembu, oitavas-de-final da Taça Libertadores, 4 de maio de 2006.

Torcedores corintianos quebram o alambrado e invadem o gramado.

A pronta intervenção policial impede uma tragédia.

A punição é branda: o Corinthians não poderá jogar no Pacaembu a Copa Sul-Americana.

Quarta-feira passada, no Maracanã, decisão da Copa do Brasil entre Flamengo e Vasco.

Confusão para chegar ao estádio, confusão em torno do estádio, cambistas livremente em ação, conflito entre a torcida do Flamengo e a PM.

Punição? Nenhuma.

Ontem, no Beira-Rio, tudo o que se sabe.

De quem é a culpa?

É de todos, dizem.

E quando é todos, é de ninguém, sabemos.

E ainda há quem faça campanha para o torcedor ir aos estádios, porque "Torcer faz bem", como diz a Nestlé e seus garotos-propaganda, "jornalistas", inclusive.

Sábado que vem, por exemplo, o Pacaembu será reaberto para receber Corinthians e Atlético Paranaense.

É jogo da tal promoção.

A torcida corintiana promete ações de protesto pela situação do time.

Dá para incentivar algum pai ou mãe para ir ao estádio e levar seus filhos?

De quem é a culpa?

É de todos, dizem.

E quando é de todos, é de ninguém, sabemos.

A culpa começa em cima.

Nos governos que nada fazem para devolver o direito do torcedor comum de ir aos estádios em paz.

Da CBF que não cumpre o Estatuto do Torcedor ao não ter plano para cada jogo.

Dos clubes mandantes que também não fazem planos para cada jogo, não distinguem a partida sem rivalidade das de grande rivalidade, como um Gre-Nal.

E acontecem os episódios que aconteceram em Heysel (hoje não acontece mais), no Pacaembu, no Maracanã, no Beira-Rio e em todos, TODOS, os estádios brasileiros.

Mas nem as autoridades constituídas nem a cartolagem do futebol se mobiliza para dar fim à barbárie, embora não lhes faltem instrumentos para tal.

Porque estão preocupadas em se locupletar, com os mensalões, sanguessugas, evasão de divisas, sonegação de impostos, comissões na venda de atletas.

O torcedor que se dane, o futebol que se dane.

Este blog acompanha semanalmente a presença de público nos estádios.

E torce para que evolua sempre, que chegue às médias européias.

Não quer jogar contra a paixão que justifica a própria existência do blog e 36 anos de carreira no jornalismo.

Gostaria de incentivar a todos para lotarem nossos estádios.

Mas lamenta voltar a dizer que só vai  a campo hoje quem não tem imaginação (para prever o que pode acontecer), é desinformado, temerário ou irresponsável.

E o dono do blog lamenta ter ensinado a seus filhos aquilo que aprendeu de seu pai, porque cada vez teme mais pela sorte deles cada que vez que um vai a campo.

Ou punições drásticas, radicais, até mesmo aparentemente exageradas são adotadas, paralelamente a adoção de tudo que está prescrito em lei, ou, mais de 20 anos depois, Heysel acontecerá no Brasil, o país que quer sediar a Copa do Mundo de 2014.

Para enriquecer mais os cartolas, os políticos, algumas agências de propaganda, empreiteiras...

Por Juca Kfouri às 13h01

O blog explode!

O que você lerá abaixo é muito mais uma homenagem aos frequentadores deste blog do que a quem o assina, embora seja motivo de orgulho também para este.

E ao pedir autorização tanto do remetente da mensagem quanto da direção do Universo On Line, soube que os números internos do UOL são cerca de três vezes maiores (950.921 usuários diferentes no mês de junho), por abarcar os blogueiros que visitam esta página de computadores em empresas.

A todos nós, parabéns!

De: Alexandre.Magalhaes@ibope.com.br
Para: blogdojuca@uol.com.br
Data: 29/07/2006 21:50
Assunto: perfil dos usuários do Blog do Juca

Juca, tudo bem? Não sei se lerá minha mensagem, muito menos qual a utilidade dela para você (até porque o UOL é meu cliente e tem esses dados), mas como admirador seu e possuidor do dado sobre o perfil da audiência de seu blog, resolvi passar a informação adiante.

Na verdade, o perfil que te apresento é apenas residencial, ou seja, o acompanhamento deste painel é restrito ao uso da internet pelo indivíduo em sua residência e pela minha experiência sua audiência é maior em ambiente profissional.

Seu blog explodiu em junho, mês de Copa, atingindo 346 mil usuários residenciais diferentes (muito mais que todos os blogs "oficiais" brasileiros, incluindo os esportivos, políticos e financeiros. Destes, 281 mil eram homens. Há uma grande concentração de usuários entre 21 e 49 anos (ambos os sexos) e de todas as idades para os homens (12 anos + até 65+, com um índice de afinidade altíssimo). Entre as mulheres, há forte índice de afinida entre as na faixa etária entre 55 e 64 anos (deve ser seu charme!).

Alto índice de afinidade entre os internautas residencias que habitam onde não há crianças e onde vivem até duas pessoas. Também muita afinidade com o público com melhor formação escolar, o que é natural para um jornalista respeitado e intransigente com os erros da sociedade.

Por ocupação (muitas empresas gostariam de ter esse perfil de audiência!), alto índice de afinidade com Executivos, Profissionais Liberais, Técnicos (geralmente computação ou engenheiros), Autônomos e Aposentados.

A tabela anexa tem todos os dados. Deixei em vermelho os que comentei acima.

Aproveito a oportunidade para parabenizá-lo pela qualidade de seu trabalho! E, claro, se tiver dúvidas ou comentários sobre os números, avise-me.

Forte Abraço

Alexandre Sanches Magalhães
Coordenador de Análise
_________________________________________
IBOPE Inteligência

Em tempo: não estou publicando a tabela com os números enviados por muito extensa e apenas para avaliação dos especialistas.

Por Juca Kfouri às 12h18

O resumo da 14o. rodada do Brasileirão

Foram só 20 gols em 10 jogos.

143.232 torcedores pagaram para ver os 10 jogos, melhor média do campeonato até aqui, de 14.323 pagantes por jogo.

O Mundão do Arruda bateu o recorde de público, com 38.522 pagantes, mais cerca de 5 mil não pagantes.

Deixo a você, novamente, a tarefa de descobrir em que jogo tivemos o menor público, mas dou três dicas: foi no sábado, no estado de São Paulo e com apenas 1.146 torcedores. Ah, uma quarta dica: a partida terminou empatada.

Para que você tenha uma idéia, no mesmo sábado, em Caxias do Sul, com quase zero grau de temperatura, 3.100 pessoas viram o Juventude vencer o Figueirense.


O São Paulo escalou seus reservas diante do Santos, no Morumbi, e não foi tão feliz como na rodada passada, quando também jogou com os reservas e ganhou da Ponte Preta, em Campinas.

Não foi tão feliz é bondade minha.

Levou de quatro do Santos e por pouco não levou de seis, sete.

Mesmo assim, pouco se alterou a situação tricolor na liderança do Campeonato Brasileiro.

Porque nem Inter nem Cruzeiro aproveitaram do tropeço são paulino.

O Inter, também com seu time B, ficou no 0 a 0 no Gre-Nal, clássico que ficou marcado pela selvageria de alguns gremistas que jogaram banheiros químicos no fosso do Beira-Rio e ainda puseram fogo num deles.

O que causou uma fumaceira tóxica terrível e a interrupção da partida por mais de 15 minutos.

O Grêmio deve ser severamente punido pela Justiça esportiva.

Já o Cruzeiro perdeu para o Vasco, em São Januário, por 1 a 0.

No grupo do rebolo, Palmeiras e Santa Cruz saíram dele, para dar lugar à Ponte Preta e ao Flamengo.

O Fortaleza que lá estava, lá permaneceu, mas livrou três pontos sobre o lanterna Corinthians, que perdeu sua sétima partida das oito últimas que disputou e  afunda cada vez mais.

Por Juca Kfouri às 23h06

30/07/2006

Um tricolor ajuda outro e outro não se ajuda

O Grêmio foi ao Beira-Rio com a aparente intenção de ajudar o São Paulo.

Porque o tricolor gaúcho só fez mandar uma bola na trave do time B do Inter, ainda no primeiro tempo, e mais nada.

Pior: sua torcida deu um exemplo de selvageria ao jogar banheiros químicos no fosso do estádio e ainda botar fogo num deles, causando tensão e muita fumaça tóxica. Fora as brigas que provocou.

O resultado do jogo favoreceu o tricolor paulista, que ficou ainda três pontos à frente do vice-líder Inter.

Inter que tentou alguma coisa no começo do segundo tempo, mas as diversas paralisações da partida por causa do incêndio impediram que, de fato, houvesse um jogo de futebol.

Já outro tricolor, o carioca, não se ajudou.

Ficou no 1 a 1 com o Botafogo e mais uma vez mostrou parecer não ter força para lutar pelo título.

Verdade que jogou desde os 21 minutos do primeiro tempo com apenas 10 jogadores, por causa da justa expulsão de Arouca, logo depois de o Botafogo ter aberto o placar.

O Flu teve forças só para empatar e depois tratou de se defender e deve o placar ao goleiro Fernando Henrique.

No segundo tempo, então, o Botafogo de maravilhoso uniforme todo negro, trocado no intervalo por causa da chuva, mandou no jogo.

Em Goiânia, no fim do jogo, o Fortaleza, de pênalti, e contra apenas nove jogadores do Goiás, arrancou outro empate fora de casa, 1 a 1, e livrou mais um pontinho de vantagem sobre o lanterna Corinthians.

Por Juca Kfouri às 19h25

O gol, esse detalhe

São Paulo e Santos faziam um jogo equilibrado e o tricolor até jogava melhor, com mais chances de gol e uma bola na trave.

Aí, numa falta no meio de campo, o Santos foi mais esperto, bateu-a com rapidez e Fabiano abriu o placar.

Em seguida, numa falha de Alex Silva, Fabiano ampliou.

O jogo estava decidido.

No segundo tempo, logo de cara, mais um gol santista no time B do São Paulo e, depois, o quarto.

O líder, para sorte dos que o perseguem, caía goleado.

Tudo por causa de um gol numa hora em que era melhor.

Foi só um gol, em São Januário, que também fez a diferença.

E do Vasco, no reinício da partida, quando o Cruzeiro já tinha apenas 10 jogadores.

Os vice-campeões da Copa do Brasil sobem na tabela e os mineiros fraquejaram novamente.

Já os campeões da Copa do Brasil, para seguir a sina quando o Flamengo joga no Paraná, perderam.

E por apenas um gol, embora o Furacão tenha sofrido um pênalti não marcado no fim do jogo.

Mas também na Arena da Baixada a partida ia equilibrada até que o rubro-negro dono da casa fez seu gol, em bela jogada de Dagoberto.

Como foi equilibrada a partida no Mundão do Arruda lotado para ver a quarta vitória consecutiva do tricolor pernambucano.

E um gol do Santa Cruz, em mais uma falha de Sílvio Luís, fez a diferença, até porque, pouco antes, Rafael Moura perdera gol certo para os paulistas.

Houve um pênalti não marcado para o nervoso time alvinegro, numa cortada do zagueiro do Santa quando o jogo já estava 1 a 0.

O campeão brasileiro e o campeão do Brasil estão entre os quatro últimos, o Corinthians há oito jogos sem vencer.

Por Juca Kfouri às 17h16

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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