Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

12/08/2006

Geninho cai. Quem vem?

Geninho se demitiu e não tinha mesmo outra atitude a tomar.

Ele sabe que o grupo está rachado e que muitas das pratas da casa do clube não gostavam dele.

Fato que o pai de Wendell, hoje no Fortaleza, não esconde de ninguém, segundo soube por fonte segura que o encontrou circunstancialmente  numa loja de auto-peças.

Segundo seu testemunho, unanimidade hoje no elenco corintiano, só Sebá, por sua postura.

Bem o Sebá, que tem feito uma lambança em cima da outra.

Como está, o Corinthians não tem jeito.

O presidente do clube cercado por gente que só pensa no projeto do estádio, para poder se locupletar.

(E um dos três patéticos ainda alardeia pelas alamedas do Parque São Jorge que será secretário de Esportes de São Paulo, caso José Serra vença as eleições).

O parceiro da MSI exilado fora do país, como se o problema não fosse com ele.

E as especulações começam.

Márcio Bittencourt, que conhece tudo do clube?

Carlos Alberto Parreira, de ótima passagem pelo Corinthians, mas também disputado pelo Fluminense, para assumir o futebol, e pela África do Sul, além do futebol norte-americano?

É mesmo bem capaz que a MSI lhe ofereça um caminhão exagerado de dinheiro para que ele não possa dizer não, o que, nestas alturas, é a atitude mais sensata.

Faça sua aposta, sem descartar nada nem ninguém, embora Jesus Cristo mesmo não dê jeito naquela bagunça. 

Por Juca Kfouri às 20h56

Pior no Pacaembu que no Maracanã

Quando os jogos dos dois times mais populares do país começaram, no Maracanã e no Pacaembu, uma estranha sensação tomou conta de ambos:

parecia que, de camisas alvinegras com listras, o Figueirense, e não o Corinthians, era o dono da casa, em São Paulo;

e que, no Rio, o Vasco jogaria de igual para igual com o Flamengo.

Só que não era o Vasco, era mesmo a Ponte Preta.

O Vasco, por sinal, acabara de empatar sem gols com o Juventude, em Caxias do Sul, num resultado que foi também a nota de um jogo sem emoções e que, se não foi de todo mal para os cariocas, começa a aproximá-los da zona perigosa.

Zona perigosa da qual o Santa Cruz não conseguiu fugir ao ser derrotado, no ABC, pelo São Caetano (2 a 0), sexta partida invicta do Azulão sob o comando de Emerson Leão, embora apenas sua segunda vitória.

Mas, no Maracanã, com 18.568 pagantes, o Flamengo logo tratou de equilibrar as coisas, enquanto, no Pacaembu, com 19.196, o Figueirense continuava mais perigoso.

A sorte do Corinthians estava nos pés mais técnicos de Carlos Alberto e na força de sempre de Carlitos Teves que, por sinal, perdeu gol feito aos 22 minutos, logo depois de Marcelo ter feito ótima defesa em cabeçada do catarinense Soares. 

Enquanto Flamengo e Ponte Preta disputavam uma partida com equilíbrio  e sem lances mais agudos, Corinthians e Figueirense se aproximavam do fim do primeiro tempo também numa situação equilbrada, mas com mais lances perigosos dos dois lados.

Aos 43, por exemplo, Carlitos Tevez mandou na trave, logo depois de Fininho, agora no Figueirense, quase ter aberto o placar.

Simultaneamente, a zaga da Ponte chegava antes para impedir que, em jogada de Leonardo Moura, Luizão marcasse no Maraca.

E nem Maracanã nem Pacaembu soltaram o grito de gol antes do intervalo de seus jogos.

No Rio, fazia sentido.

Em São Paulo um 1 a 1 seria mais adequado.

Os segundos tempos começaram no mesmo diapasão.

Com uma diferença, logo aos oito minutos, no Pacaembu: em cobrança de escanteio, Cícero subiu mais que a zaga paulista e fez 1 a 0 para o Figueirense.

Em seguida, aos 12, porque os catarinenses foram para cima para se aproveitar do nervosismo corintiano, Soares driblou Sebá, sofreu pênalti e causou mais uma expulsão do argentino.

Schwenck bateu e fez 2 a 0.

Enquanto o Pacaembu sofria muito e via o Figueirense buscar mais um gol, o Maracanã sofria menos e via o Flamengo partir para cima da Macaca, mas sem a eficácia que seria desejável e era necessária.

Bolas altas na área do time campineiro, cabeçadas sem pontaria e o 0 a 0 permanecia.

Já o Figueirense era sinônimo de eficácia e aos 25 minutos fez 3 a 0, com Cícero, aproveitando-se da pasmaceira que caracteriza a defesa(?!) corintiana.

Aos 28, Chicão fez um pênalti bobo em Carlos Alberto, foi expulso, e o Corinthians diminuiu com Tevez.

Os dois times tinham 10 em campo.

Com os 22 no gramado, no Rio, a Ponte conseguia esfriar um pouco o Flamengo, que tinha o domínio do jogo mas insistia em finalizar mal, muito mal.

Pior só Marcelo Mattos, do Corinthians, que deu uma entrada criminosa, aos 36 minutos, e acabou expulso, apesar de merecer sair preso. 

O Figueirense dava um baile no atual (lembra?) campeão brasileiro, que afunda cada vez mais com a lanterna na mão, lanterna, aparentemente, à prova d'água e incapaz de iluminar o caminho de um clube que virou Torre de Babel.

5 a 1 teria sido mais justo.

E o Mengão, campeão da Copa do Brasil, não conseguia cumprir com o seu dever, diante da Ponte que já tinha pintado e bordado em cima do Fluminense na rodada passada.

As massas dormirão tristes e Floripa e Campinas contentes.

 

 

Por Juca Kfouri às 17h42

Aos navegantes

Perderam-se cerca de 270 comentários entre 8h23 de hoje e meio-dia.

Ao excluir cerca de 20 deles, todos os demais foram para o lixo.

Por que, não sei.

Peço desculpas e o espaço fica aberto ao reenvio.

Por Juca Kfouri às 11h43

11/08/2006

O gol que estimula os são paulinos

No endereço abaixo você pode ouvir a narração da Rádio Gaúcha que os jogadores do São Paulo não param de ouvir para terem ainda mais estímulo na tentativa do troco.

www.microcampvinhedo.com.br/rec.wav

 

Por Juca Kfouri às 12h02

Até que demorou

Marcelinho Carioca cumpriu seu papel.

Voltou ao Corinthians para criar confusão.

Ex-jogador em atividade, tirou Mascherano do próximo jogo, diante do Figueirense.

Marcelinho faz o papel de homem infiltrado da diretoria do clube e sua volta, além de significar a desmoralização definitiva de Kia Joorabchian que não teve peito para barrá-la, racha definitivamente o despersonalizado grupo corintiano.

Geninho também errou ao punir os dois jogadores, porque Mascherano só poderia ter reagido como reagiu à voadora que levou no treino.

Se o técnico acha que agiu como magistrado, deve imaginar que Pôncio Pilatos era um juiz.

Porque ele simplesmente lavou as mãos e ficou, também, sujo no episódio.

Por Juca Kfouri às 00h14

10/08/2006

Gremistas, não percam

Já está pronto, e à venda, o filme que conta a epopéia gremista no estádio dos Aflitos, quando uma vitória sem precedentes, com sete jogadores em campo, um pênalti defendido e um gol no fim, devolveu o tricolor gaúcho à Primeira Divisão.

Pela amostra que você pode conferir no endereço www.filmeinacreditavel.com.br, não só é mesmo inacreditável como é imperdível.

Bolado e filmado por gente de primeira.

Por Juca Kfouri às 10h30

Para lavar a alma

Dia desses escrevi que a final brasileira da Libertadores redimia, de certa forma, o fiasco na Copa do Mundo.

Não foram poucos os que acharam um exagero.

Pois, após o jogo do Morumbi, ratifico o que escrevi.

Se a Seleção Brasileira mostrasse metade da disposição e, atenção, do futebol, que Inter e São Paulo mostraram, talvez até não ganhasse a Copa, mas, sem dúvida, teria honrado a camisa.

Porque se sobrou vontade no primeiro tempo e o futebol não foi o que ambos podem jogar, no segundo houve tudo que se exige de um grande jogo.

Tudo aquilo que o time da CBF não levou para Alemanha.

 

Por Juca Kfouri às 23h50

A resposta que muitos pediram

TORERO VOLTA A BLOGAR NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA!

VIVA!

Por Juca Kfouri às 23h13

09/08/2006

O paraíso é vermelho

Mesmo antes de a partida começar, as coisas não iam bem para o São Paulo.

Torcedores tricolores apedrejaram o ônibus colorado e uma pedrada quebrou um vidro.

Além da selvageria, uma burrice do tamanho do Morumbi, ou do Beira-Rio, onde será o jogo definitivo.

Quando o jogo começou, quem esperava um Inter intimidado, se enganou.

Os gaúchos jogavam de igual para igual e até eram um pouco mais perigosos.

O clima quente no gramado esquentou quando, inexplicavelmente, Josué deu uma cotovelada em Rafael Sóbis e, aos nove minutos, foi bem expulso de campo.

Aí, o Inter tomou conta.

Aos 17, Jorge Wagner teve a melhor chance do primeiro tempo, ao entrar livre pela esquerda, chutar cruzado, para ótima defesa de Rogério.

No minuto seguinte, Rogério Ceni ensinou a quem apedrejou o ônibus, e a Josué, como é que se faz, e foi o primeiro a atender Alex que se machucou dentro da área paulista.

Mas o Inter foi vítima de dois erros da firme arbitragem uruguaia.

Lugano segurou Fabiano Eller dentro da área e, certamente, Jorge Larrionda não viu porque foi daqueles lances difíceis mesmo de serem vistos.

Em seguida, Fernandão saiu na cara de Rogério Ceni e o auxiliar deu um impedimento inexistente.

O atacante ainda chutou para boa defesa do goleiro, mas já com o jogo paralisado, e nem foi no rebote.

Só aos 23 minutos o São Paulo criou uma boa chance, em jogada de Ricardo Oliveira para Leandro, que Fabinho interceptou com precisão cirúrgica e frieza.

A frieza que lhe faltou ao jogar fora a vantagem que o Inter tinha, por dar um imperdoável pescoção em Souza e ser corretamente expulso de campo, aos 37.

O jogo voltou a ficar equilibrado, a ponto de Souza ter obrigado Clemer a fazer boa defesa aos 42.

Terminava o primeiro tempo de um futebol aquém do que os dois times podem apresentar, poucos lances agudos, mas muita, muita tensão e disposição de ambos os lados.

Típica final de Libertadores.

Dos 20 remanescentes em campo, só Danilo parecia jogar um jogo qualquer. E decepcionava.

No intervalo, só havia uma certeza: Josué e Fabinho estão fora do segundo jogo.

Mas aos oito minutos do segundo tempo, começou a pintar outra: a hora do Inter está chegando.

Rafael Sóbis gingou na frente de Fabão, tropeçou, recuperou o equilíbrio e, da meia lua, fuzilou para fazer 1 a 0.

Um gol precioso em todos os sentidos.

Aos 11, Abel tirou Ceará e pôs Wellington.

Sinal de queria mais. E podia querer.

Aquela preocupante ansiedade que o Colorado havia demonstrado contra o Libertad tinha ficado em Porto Alegre.

Tinga fazia na frente e desfazia atrás, um colosso.

Aos 16, de novo Sóbis, 2 a 0.

Alex cruzou, Fernandão cabeceou para Tinga, na tentativa de cortar Júnior mandou no travessão e Sóbis pegou o rebote para deixar o Inter com a mão na taça.

Aos 18, Danilo sai e Lenílson entra. Muricy demorou para mexer.

Aos 21, Lenílson obrigou Clemer a fazer grande defesa, prova de que a noite era vermelha, só vermelha.

Aos 25, Sóbis perdeu a chance de fazer seu terceiro gol e o jogo pegou fogo de vez, com ataques lá e cá, agora sim, um jogaço.

O Inter jogava, no mesmo Morumbi, com a mesma autoridade com que derrotou o Palmeiras por 3 a 2, 27 anos atrás e comandado por Paulo Roberto Falcão, numa semifinal de Campeonato Brasileiro, que os gaúchos ganharam invictos.

Aos 28, Alex pediu para sair e Índio entrou em seu lugar. 

O São Paulo pressionava e tudo dava certo para Clemer.

Aos 30, no entanto, não deu.

Edcarlos, outra vez, enfiou a cabeça em belo cruzamento de Leandro.

E no minuto seguinte, o zagueiro artilheiro saiu para entrar o atacante artilheiro Aloísio.

Tinha jogo, muito jogo pela frente.

E não só no Morumbi, no Beira-Rio também.

Machucado, Sóbis é trocado por Michel, que estava para entrar no lugar de Tinga, esfalfado.

Já não era mais só um jogaço.

Era um drama e com ótimos protagonistas.

Aos 41, estropiado, Leandro dá lugar a Richarlyson.

Tudo ou nada, nada ou tudo.

Aos 44, Clemer fez defesa tão preciosa quanto os gols de Sóbis.

Para os colorados, o jogo não acabava.

Para os tricolores, o relógio não parava.

Até que acabou, até que parou.

E o Inter está a um empate do paraíso.
 
Que fez, e faz, por merecer.

 

 


 

Por Juca Kfouri às 22h42

Inevitáveis piadinhas

1. Se você vir uma luz no fim do túnel, não tenha dúvida: trata-se de um corintiano de lanterna na mão;

2. Em vez do gênio da lâmpada, o Corinthians tem o Geninho da lanterna;

Como você pode ver, querida blogueira, gentil blogueiro, a passagem por Londrina rendeu...

E você, companheiro corintiano, não me queira mal...

 

Por Juca Kfouri às 18h54

O jogão é hoje

São Paulo e Inter em campo, no Morumbi.

Promessa de grande jogo, promessa de grandes emoções.

E de equilíbrio, embora o São Paulo seja o favorito no jogo de hoje.

Joga em casa onde sempre se dá bem e é ligeiramente superior ao Inter, sem dois jogadores importantes com Élder Granja e Alex.

A maior vantagem tricolor, que já a tem por ser mais experiente e escolado em Libertadores, está no gol.

Rogério Ceni é sinônimo de sucesso e segurança, exatamente o inverso de Clemer.

Entre Granja e Souza, a vantagem seria gaúcha.

Mas entre Ceará e Souza, a vantagem é tricolor.

Os trios de zaga se equivalem, com altos e baixos, mas a presença de Lugano é outro fator favorável aos paulistas.

Júnior é mais atrevido que Jorge Wagner que, no entanto, finaliza muito melhor. Aí, dá empate no quesito eficácia geral.

Nos trios do meio de campo, também há superioridade tricolor, tão pegador quanto o do Inter, mas mais criativo.

Neles, despontam Mineiro e Tinga, dois colossos. Mas Mineiro anda iluminado há tempos e Tinga ainda não há de estar 100%.

Finalmente, na frente, embora Fernandão e Rafael Sóbis sejam mais refinados como dupla do que Ricardo Oliveira e Leandro, fato é que os atacantes são paulinos têm mostrado mais frieza que o par colorado.

O São Paulo precisa aproveitar tudo isso hoje, porque na quarta-feira que vem, no Beira-Rio, não só terá o handicap de jogar na casa do Inter como deverá encontrá-lo mais inteiro.

Por Juca Kfouri às 00h31

08/08/2006

Londrina é Inter

Londrina é uma cidade paulista que fica no norte do Paraná.

Os corintianos são maioria, seguidos pelos são paulinos, palmeirenses e santistas.

Só depois, coisa rara no Brasil, vêm os flamenguistas, segundo a última pesquisa feita na cidade.

E Londrina está ligada na Libertadores.

A maioria torcerá pelo Inter e não é porque, afinal, Paraná e Rio Grande do Sul fazem parte da mesma região do país.

E por causa mesmo da grande presença de torcedores de times paulistas que querem secar o São Paulo. 

Mas os tricolores se divertem com a torcida contra e prometem infernizar os secadores no caso de vitória amanhã.  

Por Juca Kfouri às 16h51

Uma nova onda

Geninho diz que abre mão de Gustavo Nery (demorou...) e de Ricardinho.

A torcida do Flu invade as Laranjeiras, de maneira condenável, mas pede a cabeça de Petkovic.

Parece que há uma nova onda no futebol brasileiro, provavelmente influenciada pelo fiasco da Seleção Brasileira na Copa da Alemanha:

a ojeriza aos medalhões, às estrelas que jogam com seus nomes e não suam suas camisas.

A forma de manifestar a contrariedade até pode estar errada, e exagerada, mas a irritação com a apatia é compreensível.

Quem ganha mais tem de render mais, tem de justificar o que ganha.

Por Juca Kfouri às 16h45

Por uma CPI do meio de campo

Na terça-feira passada, o habilidoso volante Jônatas, 24 anos, do Flamengo foi convocado por Dunga para a Seleção Brasileira.

Foi a primeira convocação dele para a Seleção principal do Brasil.

Nem bem passada uma semana, foi anunciada a transferência de Jônatas para o Espanyol, de Barcelona.

Sim, para o Espanyol, não para o Barcelona.

O Espanyol tem 106 anos e é cinco anos mais moço que o Flamengo.

Seus maiores títulos são quatro conquistas da Copa do Rei da Espanha, pois jamais ganhou um Campeonato Espanhol.

O Flamengo, ao contrário, é pentacampeão brasileiro, maior ganhador da história do torneio.

A maior façanha internacional do Espanyol é um vice da Copa da UEFA.

O Flamengo foi campeão mundial.

O Espanyol, que era dono do estádio Sarriá, de triste memória, não tem a maior torcida nem de Barcelona, que dirá da Espanha.

O Flamengo tem a maior torcida do Brasil.

Mas por quatro milhões de dólares os alvi-celestes levaram o jogador do rubro-negro.

O que mostra, mais uma vez,  a fragilidade do futebol brasileiro.

O Flamengo perdeu seu único jogador da Seleção, na primeira convocação, para alegria de seu empresário.

O que revela, também, como o saudoso flamenguista Bussunda tinha razão.

É preciso fazer uma CPI do meio de campo no Brasil.

Por Juca Kfouri às 00h10

07/08/2006

Aos navegantes

Antes que me xinguem, se é que já não xingaram, e antes que me perguntem se estou em férias.

Tive uma segunda-feira corridíssima, mais do que imaginava.

Razão pela qual só agora dou o ar da graça e, assim, mesmo, para me explicar, apenas.

Não deu para aprovar comentários, lê-los, muito menos e, é claro, responder alguns, ao menos.

Neste momento me preparo para entrar no ar na CBN e, depois, correr para a ESPN-Brasil.

Pior (ou melhor, dependerá sempre do ponto de vista), faço uma palestra amanhã fora de São Paulo e não sei o que será de mim.

Mas, antes disso, nesta madrugada, aqui estarei.

 

Por Juca Kfouri às 18h42

Cada vez mais gente nas arquibancadas

Apesar da violência, apesar do desconforto, apesar do tratamento de gado, o torcedor continua a aumentar no Campeonato Brasileiro.

A 15o. rodada bateu recordes.

Bastou a volta de Sávio para a torcida do Mengo dar um daqueles espetáculos que ela é capaz de dar como poucas: 41.467 torcedores no Maracanã, ainda em obras.

Número que contribuiu fortemente para que a rodada fosse a de maior público no campeonato até aqui, com média de 15.241 torcedores por partida.

Para tanto contribuiu, também, a presença da torcida corintiana no Pacaembu, com 32.905 pagantes, recorde, em São Paulo, no Brasileirão.

Curioso observar que tanto o Mengo como o Timão estavam entre os quatro últimos, coisa que o rubro-negro não está mais.

Imagine se ambos estivessem lutando pela liderança, como deveriam.

O menor público ficou por conta do jogo entre Botafogo e São Paulo, em Volta Redonda, apenas 4.298 pessoas.

O número de gols, no entanto, deixou a desejar, só 24 em 10 jogos, e isso graças ao Cruzeiro, Santa Cruz e Ponte Preta, cada um responsável por três gols em suas partidas.

Por Juca Kfouri às 23h02

06/08/2006

Quem se deu bem, quem se deu mal

Um time, mesmo sem vencer, se deu muito bem na rodada.

O São Paulo, que só empatou, mas que continua não só líder como líder com três pontos de vantagem sobre o segundo colocado, agora, o bom Paraná Clube.

No domingo que vem, o São Paulo, novamente com os reservas, recebe o Goiás e, com um simples empate, se manterá na liderança independentemente de outros resultados.

É claro que Paraná Clube e Santos, com suas vitórias, também se deram bem, pois assumiram o segundo e terceiro lugares do Brasileirão, ambos com 27 pontos.

Cruzeiro, Inter (menos) e Flu fizeram papelões.

Mas quem se saiu pior na rodada foi um time que venceu.

O Corinthians, que ganhou, mas que viu seus concorrentes (Fortaleza, Santa Cruz, Botafogo, Ponte Preta, Palmeiras, Flamengo) somarem pontos.

E que continua de lanterna na mão e sem perspectiva de sair do grupo do rebolo na próxima rodada.

Por Juca Kfouri às 19h35

São Diego

Nasce um novo santo no Palmeiras.

São Diego Cavalieri.

Porque foi ele o grande responsável pelo 0 a 0 em Fortaleza, numa noite em que o Palmeiras não reeditou suas recentes boas apresentações e foi dominado pelo Fortaleza que, quando não pecou na finalização, encontrou a barreira do jovem goleiro pela frente.

O Palmeiras ficou com 10 jogadores ainda no primeiro tempo e com apenas nove a partir dos 38 do segundo tempo.

Acabou sendo bom para os paulista e ruim para os cearenses, há 12 jogos sem vencer.

Por Juca Kfouri às 19h08

O azar de Fábio

Na primeira partida como goleiro da Seleção Brasileira, Fábio, do Cruzeiro, não deu sorte.

Tomou três gols deste incrível Santa Cruz.

Sem culpa dele, diga-se, porque o primeiro foi contra e os dois seguintes, que fecharam o placar em 3 a 3, foram indefensáveis, dois tirambaços fabulosos de fora da área, para desespero do torcedor mineiro que viu seu time fazer 2 a 0 e 3 a 1 e ficar a apenas dois pontos do líder São Paulo.

Mas, qual...

Ficou mesmo a quatro, em outra frustração.

 

Por Juca Kfouri às 19h06

Pfiu, Flu

O Fluminense fez novo fiasco.

Com tudo para se aproximar da liderança de novo, levou de 3 a 0 da Ponte Preta, que estava lá embaixo.

E com requintes.

Porque Petkovic perdeu pênalti ainda no primeiro tempo, com 0 a 0.

Depois, Luis Mário, camisa 10 da Ponte, virou Pelé.

Fez 1 a 0, de peixinho e um dos lances mais espetaculares do Brasileirão, daqueles que deveriam obrigar o torcedor a sair do estádio e comprar outro ingresso.

Ele deu três chapéus seguidos na altura do meio de campo, um drible seco por baixo e lançou seu companheiro em lance que quase acabou em mais um gol.

E chegou a chutar uma bola que bateu nas duas traves de Fernando Henrique.

Àquela altura, a Ponte só tinha 10 em campo e mesmo assim foi o time campineiro que fez o segundo e o terceiro gols, o que revela toda a fragilidade do Flu que despenca e decepciona a cada rodada.

Por Juca Kfouri às 19h02

Tudo certo para o São Paulo

O time reserva do Inter, com o reforço por meio tempo do essencial Tinga, fez, na Vila Belmiro, o que os reservas do São Paulo não conseguiram, no Morumbi, no domingo passado: ganhou do  Santos.

Mas só no primeiro tempo.

Aliás, no primeiro tempo na Vila, o Inter não só não deixou o Santos jogar como, ainda por cima, foi superior ao time paulista, fazendo o gol que lhe deu a vitória parcial, com Iarlei.

No segundo, já sem Tinga, o Inter tratou mais de se defender e o Santos cresceu, criando chances de gol sempre bem defendidas pelo jovem goleiro Renan que, cá entre nós, parece melhor que Clemer.

Aos 30 minutos o atacante Reinaldo foi infantilmente e expulso e tudo parecia acabado para o Santos.

Só que, oito minutos depois, em cobrança magistral de falta, Wendel empatou.

Com Maldonado machucado, o Santos ficou com 9 contra 11 e mesmo assim continuou em busca da vitória, que veio nos últimos segundos, em pênalti bem batido outra vez por Wendel.

A derrota que parecia certa virou heróica vitória praiana, para desalento dos gaúchos.

Enquanto isso, em Curitiba, o Paraná Clube derrotava o Vasco, também por 2 a 1.

O Paraná Clube foi dominado no primeiro tempo, viu Abedi desperdiçar uma cobrança de pênalti e, no contra-ataque seguinte, em má saída do gol de Roberto, fez 1 a 0.

Ampliou o placar no segundo tempo, num golaço de Maicossuel, cedeu um gol no fim, mas terminou a tarde em segundo lugar no Brasileirão, prova de sua excelente campanha.

Só inferior à do São Paulo, que jogou mal no primeiro tempo com seus reservas, em Volta Redonda, diante do Botafogo, que saiu na frente com gol do menino Felipe Adão.

Sacudido por Muricy no intervalo, os tricolores voltaram melhor e empataram com Thiago, além de garantir a liderança isolada do campeonato. 

Por Juca Kfouri às 17h08

Os árbitros das finais

Segundo vejo no esperto blog do jornalista Thiago Braga, http://www.craquedeblog.blogspot.com/, já estão escolhidos os árbitros das finais da Libertadores, com grande acerto: no Morumbi apita o uruguaio Jorge Larrionda e no Beira-Rio o argentino Horácio Elizondo, que apitou, também, a final da Copa da Alemanha.

Em tempo: o Blog do Birner, aí do lado esquerdo, também deu -- e até antes.

Garotada competente.

Por Juca Kfouri às 13h10

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico