Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

19/08/2006

Até em casa...

Às 23h35 deste sábado, em sua própria página na Internet (www.agneloqueiroz.com.br), que já tirou a foto em que Sócrates aparecia sem ter dado autorização (agora ele aparece ao lado do Papa...), o  ex-ministro do Esporte estava em último lugar na sondagem que apresenta: Outros tinham 46%; Roriz (argh!) tinha 30% e Agnelo (cordeiro, em italiano), 26%...

Por Juca Kfouri às 22h41

Não vote em mensaleiro

A coligação PT-PCdoB, dois partidos que costumavam lutar pela democracia, quis tirar do ar a campanha "Não vote em mensaleiro", da Transparência Brasil.

Eis, abaixo, na íntegra, a decisão da Justiça que, por sinal, cita uma questão judicial que envolveu a CBF e este blogueiro:


Despacho
18/08/2006
"Vistos etc.

Cuida-se de representação, com base nos artigos 96, da Lei 9.504/97, 4º, § 4º, da Res.TSE 22.261/06 e 243, inc. IX, do Código Eleitoral, formulada pela Coligação PT-PC do B contra Associação "Transparência Brasil", alegando, em suma, que a campanha "Não vote em mensaleiro", divulgada na página da representada na Internet, junto ao Portal IG, ofende os candidatos Professor Luizinho, João Paulo Cunha e José Mentor, ao chamá-los de "bandidos", "come-e-dorme" e "animais".

A inicial veio instruída com documentos (fls. 17/57).

Pede, com base nos referidos dispositivos legais, a retirada da campanha da página, sob pena de multa, inclusive em sede liminar.

Indeferida a liminar (fls. 60), a representada apresentou resposta (fls. 73/84), com documentos (fls. 86/109), alegando, em resumo, que a coligação não tem legitimidade, pois nenhum candidato foi nominado, e que o artigo de seu diretor não recomenda o voto em ninguém, buscando apenas manifestar sua indignação cívica com a tentativa de reeleição de diversos parlamentares envolvidos nos últimos escândalos noticiados pela Imprensa e procurar despertar a consciência do cidadão eleitor.

Invoca a liberdade de expressão e colaciona precedente, terminando por pedir a extinção sem exame meritório, pela alegada ilegitimidade, ou a improcedência.

O M.P.E. ofereceu parecer, pela improcedência (fls. 112/118).

É o relatório.

A preliminar de ilegitimidade não merece ser acolhida, pois candidatos da coligação requerente, mencionados na inicial, foram envolvidos no escândalo do "mensalão" e estão relacionados nos bancos de dados do projeto "Excelências", também constante da página da representada na Internet e conectado à campanha atacada.

No mérito, só em pequena parte merece acolhimento a pretensão preambularmente deduzida.

O texto inicial da campanha, reproduzido na íntegra às fls. 113, não contém nenhuma ofensa, não se referindo diretamente a nenhum partido, coligação ou candidato, sendo mera manifestação cívica de encorajamento ao voto consciente, bastante elogiável aliás.

Da mesma forma, a parte do sítio denominada Projeto "Excelências" não configura propaganda negativa ou ofensiva, na medida em que consiste de fichas com dados de diversos candidatos, sendo que tais dados são públicos e indicados com precisão, deixando aberta a possibilidade dos candidatos interessados incluírem na própria ficha seus eventuais esclarecimentos sobre tudo o que nela contido.

Mas ao elencar vários candidatos, inclusive os três da coligação autora referidos na inicial (Prof. Luizinho, João Paulo Cunha e José Mentor), tal parte do sítio da ré na Internet faz conexão entre eles (dentre outros) e o artigo do seu diretor, Cláudio Weber Abramo, que embora tenha, repita-se, louvável intuito educativo e cívico, acaba por configurar, apenas em determinado trecho, propaganda negativa e ofensiva.

Passando ao dito artigo, o uso da expressão "come-e-dorme" é jocosa e não se refere a ninguém especificamente, não podendo ser considerada ofensiva. Do mesmo modo, a expressão "entregar o ouro para os bandidos" não se refere aos candidatos da coligação representante, mas emprega linguajar futebolístico adequado ao contexto geral da matéria, que se iniciava com uma comparação entre a Copa do Mundo de Futebol e as eleições. Este Relator recentemente participou, como Revisor, do julgamento do recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo, em que a entidade que comanda o futebol brasileiro (CBF) pretendia a condenação do jornalista Juca Kfouri pelo uso da expressão, referindo-se a ela, de "Casa Bandida do Futebol". E naquele caso foi decidido que se tratava de expressão de uso comum no jargão futebolístico, sem caráter ofensivo.

Porém, há expressão no aludido artigo que pode ser considerada ofensiva, na medida em que sugere ao eleitor que não permita que voltem ao Congresso "mensaleiros, vampiros e outros animais da mesma família". Ao falar em mensaleiro se reporta a todos os envolvidos na dito escândalo, inclusive os candidatos da coligação autora referidos na peça vestibular, e os equipara a "animais" de categoria inferior ("daquela família").

Embora seja aceitável a indignação cívica do autor do artigo, não se pode permitir que se passe ao extremo de chamar os "mensaleiros" de "animais", veiculando mensagem degradante em site de grande alcance e repercussão popular.

A ofensa se nos afigura como evidente, não sendo tolerada, como disposto no inciso IX do art. 243 do Código Eleitoral, reproduzido no inciso IX do art. 6º da Res. TSE 22.261/06.

Cumpre, pois, excluir tal propaganda negativa, podendo a representada reproduzir o artigo sem a dita expressão ou retirar o artigo por inteiro da sua página inicial na Internet, sob pena de retirada do próprio sítio.

Portanto, pelo exposto, julgo PARCIALMENTE PROCEDENTE a presente representação (nº 15942), proposta pela COLIGAÇÃO PT-PC do B contra a ASSOCIAÇÃO "TRANSPARÊNCIA BRASIL", para determinar que a última retire, no prazo de vinte e quatro horas, do sexto parágrafo do artigo "Não vote em Mensaleiro", constante no capítulo "Artigos" da sua página inicial na Internet (www.transparencia.org.br), a expressão "e outros animais dessa mesma família" ou, querendo, retire de lá o artigo inteiro, no mesmo prazo, sob pena de retirada do ar do inteiro teor do aludido sítio.

P.R.I.

São Paulo, 18 de agosto de 2.006

Veja, também:

http://perfil.transparencia.org.br/

Por Juca Kfouri às 20h00

Dia do Fora Eurico! Dinamite Nele!

Vascaínos,

A situação do nosso amado Vasco da Gama está caótica.

O clube está quase falido e sem credibilidade junto aos patrocinadores, opinião pública, sócios e esportistas em geral.

A "era ditatorial do Eurico Miranda" tem que acabar logo e precisamos nos mobilizar.

Este ano temos eleições, onde os sócios decidirão o rumo do Vasco, caso a atual diretoria continue estaremos fadados a falência.

Um clube que já foi respeitado por todos e tido como o mais democrático do Brasil, hoje é símbolo de uma gestão onde a ditadura impera, fruto da administração caótica do ex-deputado Eurico Miranda.

Retrato do Vasco da Gama de hoje:

" Consolidação das dívidas até o momento não escrituradas no Balanço em R$: R$ 91.773 milhões

" Processos Trabalhistas: 96 processos / R$ 21.234.267,66

" Processos cíveis em andamento: 60 processos

" Processos onde se verificou o pedido dos autores ou a decisão de 1º grau: 46 processos - Total: R$ 34.266.757,27

" Único clube da primeira divisão que não tem patrocinador;

" Clube sem estrutura para receber o sócio;

" Nos últimos anos sempre concorrendo a cair para segunda-divisão do Futebol Brasileiro;

" Presidente atual odiado por todos;

" Contas do clube sendo administradas de forma amadora;

" Relatório da CPI do Futebol apresentou várias irregularidades na gestão do clube;

" E tem muito mais...

Maiores informações em:
Dívidas de Impostos: http://www.muv.com.br/dividaseimpostos.htm ;
Processos Trabalhistas: http://www.muv.com.br/trabalhistas.htm ;
Processos Cíveis: http://www.muv.com.br/civeis.htm.

Inicialmente os Vascaínos devem se programar para usar a camisa do clube no dia 21 de agosto e um nariz de palhaço (nas lojas de R$ 1,99 é fácil encontrar).

Neste dia Eurico Miranda estará lançando a sua biografia, que na verdade deve ser uma série de dicas de "Como não fazer as coisas na vida".

Alguns acreditam piamente que Eurico Miranda é flamenguista.

No Rio de Janeiro o protesto será realizado no Largo da Carioca, a partir das 12h30m.

Em Brasília o protesto será as 18hs na Plataforma Superior da Rodoviária.

Contamos com a presença dos Verdadeiros Vascaínos.

Comunidade "21 de agosto. Dia do "Fora Eurico".
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17827941

Contato: vascaonet2003@hotmail.com

Por Juca Kfouri às 19h42

Mengão, em cima da hora

O Flamengo começou a todo vapor e deu a sensação que logo abriria o placar do Maracanã.

Mas, aos poucos, o Grêmio equilibrou a partida e também passou a ameaçar.

O 0 a 0 do primeiro tempo não espelhava o jogo à perfeição que merecia, ao menos, um 1 a 1.

Com mais de 20 mil pessoas no Maraca, quase todas pedindo pela entrada de Obina no lugar de Luisão (o que acabou por acontecer, aos 12 minutos), o Flamengo começou a se impacientar e  o Grêmio a gostar do jogo cada vez mais.

Os gaúchos em busca de uma vaga na Libertadores, os cariocas na ânsia de fugir da zona perigosa.

Aos 27 minutos, Wellington foi expulso por falta em Walter Minhoca e por pouco, num bate-rebate na pequena área, o Flamengo não fez 1 a 0.

A torcida rubro-negra se animou, passou a cantar e a incentivar o time em busca da vitória.

Mas, inutilmente.

Nove minutos depois foi a vez exatamente de Obina ser expulso, porque simulou um pênalti e levou o segundo amarelo.

A paciência da torcida também acabou e as vaias passaram a predominar.

Diga-se que o Flamengo é hoje um time bem mais organizado do que o de ontem, embora com óbvias limitações.

E como futebol é futebol, a exemplo do que já acontecera diante do Goiás, aos 46, Leonardo Moura enfiou para Renato, o goleiro Marcelo falhou na dividida com o rubro-negro que fez o gol da vitória.

Fez e não comemorou, magoado com a torcida.

A massa, sem nenhum compromisso com a coerência, é claro, cantava: "Oh, meu Mengão, eu gosto de você".

Tudo é festa na maior nação do país.

Por Juca Kfouri às 18h44

Um é pouco, dois é pouco, três é demais

Ponte Preta e Goiás fizeram um bom jogo, movimentado e com cinco gols.

A Macaca fez 2 a 0 no primeiro tempo, aos 15 e aos 19 minutos, mas cedeu terreno aos goianos que empataram no segundo, aos 10 e 27.

Nos acréscimos, pênalti para os campineiros.

Almir bateu e Harlei defendeu.

O bandeirinha, com razão, mandou voltar.

Almir bateu de novo e Harlei defendeu outra vez.

Novamente o bandeirinha, com razão, mandou voltar.

Aí, porque ninguém é de ferro, Vélber bateu e marcou 3 a 2, aos 49.

A Macaca respira e o Goiás se aproxima da zona de perigo.

Por Juca Kfouri às 18h35

Sabadão divertido na Segundona

O Coritiba, ao vencer de virada o Gama, em Curitiba (2 a 1), assumiu a liderança da Série B, pelo saldo de gols superior ao do Náutico (9 a 5).

O time pernambucano perdeu a liderança ao só empatar com o Ituano, em Itu, 1 a 1.

E o Avai, derrotado nas Alagoas pelo CRB (2 a 0), caiu para o terceiro lugar.

Fabulosa foi a vitória do Sport, em sua casa, sobre o Guarani.

Fez 1 a 0 de cara, teve a marcação de um pênalti aos 11 minutos que originou a expulsão de um campineiro e, daí, não teve dificuldade e, fazer dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito gols.

Isso mesmo: oito gols!

O Sport ganhou de 8 a 1 e está de volta ao grupo dos que subiriam.

O rubro-negro tem os mesmos 29 pontos do CRB e do Atlético Mineiro, a apenas três do líder Coritiba.

 

Por Juca Kfouri às 18h28

18/08/2006

O Corinthians é internacional

Leia, abaixo, trecho do artigo do ex-vice-presidente do Corinthians, Roque Citadini, em sua página na Internet.

(www.citadini.com.br)

Creio que nunca o presidente da Fifa Joseph Blatter preocupou-se e falou tanto sobre o Corinthians, como agora vem fazendo.

Em sua última declaração, nesta quinta-feira, 17/8/2006, diz o presidente Blatter:

"No Brasil, existe um clube onde o argentino Carlos Tevez joga, o Corinthians, que atua fortemente na área de negociata de jogadores. E quando você procura saber a quem pertence, ninguém sabe responder direito. Só se sabe que uma empresa internacional, comandada por um iraniano, tem participação no clube. Eles são proprietários não apenas desta participação, mas têm também participação em jogadores. E existe jogadores que pertencem a três diferentes investidores. É uma situação como na Idade Média". (Jornal da Tarde, 18/08/2006, p.5-B)

Poucas vezes o Corinthians teve uma referência tão desairosa como essa, feita pela maior autoridade do futebol mundial.

Nada do que foi dito pelo senhor Joseph Blatter é desconhecido no clube, tanto entre os que apóiam, quanto entre os que se opuseram à parceria.

Aqueles que defendiam o desastroso negócio procuravam palavras generosas para definir tão obscura parceria.

Viam, no intermediário, um claro testa-de-ferro (ou "artista de negócios", dizem os russos), como se fosse um "magnata inglês", portador de bilhões e bilhões, e que generosamente aportaria no clube apaixonado pelas cores alvinegras.

Aqueles que se opuseram à parceria sempre deixaram claro que o pior do negócio era a origem clandestina dos investidores, escondidos atrás de uma empresa subitamente inventada.

O que, aliás, é exatamente o problema apontado pelo presidente da Fifa.

Não há dúvida de que o senhor Joseph Blatter, ao criticar de forma tão áspera a parceria MSI-Corinthians, não o fez por ser são-paulino, palmeirense ou santista.

Sabe o senhor Blatter que hoje, amanhã ou depois, este tipo de investimento no futebol gerará problemas com os governos locais.

Ao falar da MSI de modo veemente, procura avisar que não será surpreendido e que o mundo do futebol não deve trilhar esse caminho.

E caso alguns já o tenham feito, foi um erro condenável.

OMISSOS, OMISSOS, OMISSOS

Enquanto o presidente Blatter, preocupado com o futebol e com os campeonatos que a Fifa realiza, ocupa seu tempo para fazer tão grave advertência, onde estão as autoridades do esporte brasileiro, mais próximas do problema?

Estão mudas, escondidas, quase tão clandestinas quanto os investidores da MSI.

A CBF, presidida pelo Dr. Ricardo Teixeira, que tanta influência tem na Fifa, certamente, entre um cafezinho e outro, deve ter ouvido diretamente Blatter e outros dirigentes da Fifa sobre o problema.

Mas, no Brasil, em português, nada falou, nada alertou.

E a Federação Paulista de Futebol, que tem um clube a ela filiado, o Corinthians, sofrendo severas críticas no exterior, vem permanecendo no maior silêncio, quando não apoiando a parceria e até defendendo os membros da MSI.

E o Clube dos 13, entidade de que o Corinthians faz parte, não dá nem o mais remoto alerta, tudo fazendo para que o clube continue em tão malfadado caminho.

Mas se a omissão de CBF, FPF, Clube dos 13, é grave, o que dizer do Governo Federal, com o presidente da Fifa falando pela terceira vez que um clube do país está fazendo negócios inexplicáveis (para ser mais exato, Blatter diz "negociatas")?

O ex-ministro Agnelo Queiroz, que ocupava a pasta dos Esportes, quando das discussões sobre a parceria, "fingiu-se de morto".

Do Corinthians só procurou extrair uma foto ao lado de Sócrates e do Presidente Lula, com a camisa do clube, para expor em seu site de campanha, mesmo sabendo-se que nunca foi corinthiano.

Agnelo, neste caso, foi mais do que um cordeiro: foi omisso continuado, como também tem sido o seu sucessor no Ministério.

Por Juca Kfouri às 16h58

Fenômeno frito

Há no ar um indisfarçável cheiro de fritura, produzida pela cúpula da CBF, para responsabilizar Ronaldo como o grande culpado do fiasco na Alemanha.

E ele teve culpa mesmo.

Mas, mais culpa tiveram os que o mantiveram no time, embora fosse óbvio que o Fenômeno não tinha condições físicas para disputar a Copa.

Ou alguém já esqueceu do episódio da leitura labial de Parreira, ao comemorar um de seus gols com xingamentos dirigidos aos que criticavam a insistência em mantê-lo?

Faz parte da fritura o fato de Ronaldo ter demitido seu assessor de imprensa, o mesmo da CBF, Rodrigo Paiva.

Hoje, aliás, muito mais que isso, verdadeira eminência parda junto ao "doutor" Ricardo Teixeira, o competente.

Tão competente que fez questão de marcar a nova era Dunga com a nomeação do Caixa D'Água para chefiar a delegação que viajou para a Noruega.

Curioso, ainda, observar como andam calados os grandes amigos e defensores de Ronaldo, como se dessem o aval a este pequeno assassinato.

Que horrrrrrrrorrrrrrrrrr!!!!!!!!

 

Por Juca Kfouri às 02h07

A revoada dos protagonistas da grande decisão

Quatro dos grandes personagens da épica decisão da Taça Libertadores deste ano já bateram suas asas e voaram.

Ricardo Oliveira está de volta para o Bétis e nem pôde jogar a última partida.

Lugano embarca hoje para Istambul, na Turquia, onde vai defender o Fenerbache, time dirigido por Zico fora de campo e pelo armador Alex, dentro.

O São Paulo não teve como segurá-los.

A concorrência com o futebol espanhol, por mais que o Bétis não seja um clube de ponta, de fato é desvantajosa para os brasileiros.

Mas com o futebol turco, por quê?

Já o campeão Inter perdeu duas de suas referências, atrás e no meio, e pode perder uma terceira, na frente.

O zagueiro Bolivar embarca para a França, onde defenderá o Monaco e o meio campista Tinga vai para a Alemanha, jogar no Borussia Dortmund.

Rafael Sobis, que acaba de ser convocado, junto com Kaká e Ronaldinho Gaúcho, para a Seleção Brasileira de Dunga, é cogitado pelo Milan.

Só resta festejar: viva a gestão profissional do futebol brasileiro!

Por Juca Kfouri às 01h27

17/08/2006

Santos bem, Palmeiras mal

O Santos nem precisou jogar muito para vencer o Cruzeiro.

Fez seu primeiro gol com Wellington Paulista aos 18 minutos, criou mais duas ou três chances de gol ainda no primeiro tempo e também jogou à vontade no segundo, sem que o time mineiro assustasse.

Provavelmente se o Cruzeiro, há seis jogos sem vitória, exigisse, o Santos até jogaria melhor.

Seja como for, Tabata ainda marcou 2 a 0, aos 36 minutos do segundo tempo.

Fato é que o Santos não teve necessidade de jogar melhor e o que vale é que o Peixe é o novo vice-líder, porque o Inter tem um jogo a menos.

Já o Palmeiras sofreu.

Viveu uma partida equilibrada no Palestra-Itália, com mais de 17 mil torcedores, diante do Juventude  e com possibilidades de gol divididas no primeiro tempo.

No segundo, os gaúchos ficaram reduzidos a 10 homens logo aos 15 minutos e nem por isso o Palmeiras se aproveitou, ansioso que estava.

Pior: numa bobeada de Dininho e Nem na saída da defesa, Alexandre se aproveitou e fez 1 a 0 para o Juventude, vantagem que Edmundo descontou um minuto depois.

Mas a virada não veio, apesar de algumas boas chances.

O Verdão perde dois pontos que não podia e o Juventude consegue seu primeiro empate fora de casa em oito jogos, com apenas uma vitória e seis derrotas.

O Santos cresce, o Cruzeiro está cada vez mais despersonalizado, o Palmeiras dá uma estagnada que não estava nos planos e o Juventude volta para Caxias do Sul feliz da vida dele.

Por Juca Kfouri às 21h28

Fraude!

Em sua página de campanha eleitoral na Internet, Agnelo Queiroz bota, como primeira foto, uma em que ele aparece com Lula e Sócrates, os três com a camisa do Corinthians, por ocasião de uma pelada disputada no Palácio da Alvorada.

Ao saber do fato, e da foto, Doutor Sócrates, indignou-se:

"Que cara-de-pau! Meu Deus! Precisa levar um cacete bem dado. Naquele dia nem sequer o cumprimentei, por já saber bem quem era."

Está dado o cacete.

Por Juca Kfouri às 16h05

Os jogos de hoje

Santos x Cruzeiro.

O que era para ser o jogo do criador contra a criatura -- Luxemburgo x PC Gusmão --, continua a ser o jogo da criatura contra o criador -- Oswaldo de Oliveira x Luxemburgo.

Com forte favoritismo para o Santos, muito embora o Cruzeiro goste de aprontar, e não é de hoje, com o time da Vila Belmiro.

Palmeiras x Juventude.

Jogo de paciência para os verdes paulistas, melhor campanha entre todos desde que a Copa do Mundo terminou.

E diante da aplicada equipe gaúcha que vai mal, muito mal, fora de casa, com seis derrotas, nenhum empate e apenas uma vitória.

Mas que está um ponto na frente do Palmeiras, que tem a obrigação de superá-la.

Por Juca Kfouri às 13h51

Contradições

À luz da decisão da Libertadores, como é que fica a luta pelo título do Brasileirão?

Por contraditório que pareça, mais para o São Paulo do que para o Inter.

E, por quê?

Porque nada indica que o São Paulo sofrerá a depressão de uma perda que, afinal, foi absolutamente digna.

Mais grave, aliás, deverá ser a perda de Lugano, porque mesmo a de Ricardo Oliveira, no atual panorama de nosso futebol, tem solução dentro do elenco tricolor.

Já o Inter, além da natural ressaca depois de tirar uma tonelada das costas com a conquista fabulosa de ontem, perderá peças como Bolivar, Tinga e, ao que tudo indica, Rafael Sobis.

Verdade que Fernandão, uma cabeça de respeito, garantiu que já amanhã o Inter estará com os olhos voltados para a competição nacional e tomara que seja assim.

Mas, provavelmente Abel Braga terá mesmo de fazer o que Paulo Autuori fez no São Paulo no ano passado, tratar de preparar o time para ser campeão mundial em dezembro.

Coisa que o Inter pode, porque o Barcelona assusta mas não é dois.

A conferir.

Por Juca Kfouri às 12h41

Dunga, com firmeza

Dunga, em sua  segunda convocação, revela atitudes para ganhar a confiança do grupo.

Manteve basicamente os que convocou para o amistoso diante da Noruega ao abrir mão apenas de Jônatas, Morais e Wagner.

Para o lugar deles chamou três unanimidades: Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Rafael Sobis.

Os próximos adversários serão a Argentina, no dia 3 de setembro, e o País de Gales, no dia 5, em Londres, no novo monumental estádio do Arsenal.

Pode-se estranhar a ausência de Mineiro, embora o meio-campista tricolor já esteja com mais de 30 anos.

E a de Rogério Ceni, mesmo porque Gomes deixou a desejar ontem.

Mas, é claro, Dunga aposta em dar segurança aos seus comandados. 

Por Juca Kfouri às 11h56

TCU desconfia de fraude no Pan

O Tribunal de Contas da União investiga se o ministério do Esporte pagou R$ 10,4 milhões a mais pelo aluguel de apartamentos na Vila Olímpica.

A notícia está em "O Globo" de hoje, assinada pelo repórter Luiz Ernesto Magalhães.

Técnicos do TCU acreditam que o ministério, leia-se Agnelo Queiroz, tenha pagado R$ 10, 4 milhões a mais do que o valor de mercado para apartamentos semelhantes na mesma região, a Barra da Tijuca.

Há casos em que o superfaturamento atinge a casa dos 120%.

Em vez de R$ 14,6 milhões na avaliação da TCU, o ministério pagou R$ 25,1 milhões, o que levou o ministro do Tribunal, Marcos Vilaça a pedir que a Caixa Econômica Federal do Rio se pronuncie em 15 dias sobre a validade dos cálculos do estudo de viabilidade para o financiamento.

É só o Pan-2007.

Imagine a Copa do Mundo de futebol em 2014 organizada no Brasil por esta gente que está aí.

Em tempo: Agnelo Queiroz que seria candidato a governador do Distrito Federal, teve de desistir por conselho das pesquisas eleitorais que o colocavam em último lugar e com maior índice de rejeição.

Está candidato ao senado, embora sem nenhuma chance de vitória diante de outro atraso na vida nacional, Joaquim Roriz.

 

Por Juca Kfouri às 11h43

Leão, Ratinho e Coelho

Emerson Leão talvez nem saiba, embora de bobo não tenha nada.

Mas ao fazer a escolha certa entre Eduardo Ratinho e Coelho, mexeu com interesses poderosos no Parque São Jorge.

Ratinho só não chuta melhor que Coelho, porque, de resto, faz tudo melhor.

Mas Coelho é xodó do nebuloso esquema que cuida das pratas da casa alvinegra e está em regime de engorda para ser negociado.

Na reserva, complica os projetos daqueles que, há anos, vivem de negociar atletas no Corinthians.

Leão que bote a juba de molho.

Por Juca Kfouri às 11h26

Corinter

Corintiano, como o blogueiro Rodrigo Tadeu, de Campinas, é assim: só comemora título da Libertadores com o time dos outros.

Mas ele resolveu fundar o Corinter e ainda escreveu: "A idéia foi ótima, obrigado, eu reconheço..."

Tem cada uma...
 

 

Por Juca Kfouri às 01h15

Nos oito jogos da quarta-feira, nenhum time da casa venceu

Coisa de louco.

Sim,  o Inter ganhou e é o legítimo campeão das Américas.

E a festa foi no Gigante da Beira-Rio, sua casa.

Mas por causa do empate que lhe bastava com o São Paulo.

Já a Noruega recebeu a Seleção Brasileira, saiu na frente, mas cedeu o empate.

O Fluminense, então,  recebeu o Corinthians e perdeu no Maracanã.

Pior ainda fez o Vasco, que recebeu o São Caetano e perdeu em São Januário.

Como a  Ponte Preta que recebeu o Fortaleza e perdeu em Campinas.

E o Santa Cruz recebeu o Grêmio e perdeu no Arruda.

Menos feio fez o Figueirense, que recebeu o Flamengo e empatou em Floripa.

E o Goiás, que recebeu o Botafogo e empatou no Serra Dourada.

Oito jogos, quatro empates e quatro derrotas dos donos da casa.

Ou não era dia dos anfitriões ou eles andam exagerando nas boas maneiras.

Vão receber bem assim lá na China.

Por Juca Kfouri às 00h42

Leão ruge feliz

Com o olho direito, e de esguelha, deu para acompanhar Fluminense e Corinthians, no Rio.

Meio sem entender muito, é verdade, porque logo de cara Tevez fez 1 a 0, em boa jogada de Eduardo Ratinho e, em seguida, o zagueiro Marinho aumentou para 2 a 0.

Parecia mentira.

Leão dava pinta de ter feito tudo certo.

Só que ele escalou, também, Gustavo Nery.

E Gustavo Nery em campo é irresponsabilidade garantida.

Pois ele fez um pênalti infantil em Tuta que diminuiu.

Leão rugiu, blasfemou, xingou, mas o pênalti aconteceu.

Na noite dos visitantes, o Botafogo arrancava um bom empate em 2 a 2 com o Goiás no Serra Dourada e o Flamengo vencia o badalado Figueirense por 1 a 0, em Floripa, jogo disputado simultaneamente com o do Beira-Rio e do Maracanã, razão pela qual, simplesmente, não vi...

Só vi, enquanto o jogo pegava fogo no Rio Grande do Sul, que o Fluminense batia uma falta em cima da outra no Rio de Janeiro no recomeço do jogo.

E que o Corinthians se aguentava, sei lá como.

Já o Figueirense, empatava com o Flamengo.

O futebol carioca colhia dois empates como visitante e duas derrotas como anfitrião.

O Flu malhava, malhava, Marcelo pegava tudo, mas foram nos pés de Roger e Tevez que surgiram as melhores oportunidades de gol, uma delas, do argentino, na trave tricolor.

Aos 33, Paulo Almeida é expulso.

Segura, Leão!

Tuta perde na cara do gol, de cabeça.

Depois, Marcelo salva gol certo, em outra bola de Tuta, cara a cara.

O jogo termina.

Leão coça a juba branca. Orgulhoso.

Por Juca Kfouri às 23h01

16/08/2006

Inter, grande e justo campeão

O futebol é um jogo maravilhoso.

E crudelíssimo.

Com seis minutos de um jogo tenso como era óbvio que seria, o São Paulo preocupou o Beira-Rio tingido de vermelho.

Danilo exigiu uma grandiosa defesa de Clemer num chute de fora da área e Lugano perdeu um gol feito, embaixo da trave.

O Inter, que parecia outra vez muito nervoso como no jogo diante do Libertad, tratou logo de equilibrar a partida, com lances perigosos nas bolas cruzadas, porém menos agudos que os dos paulistas.

A torcida colorada ajudava com seu comovente estímulo, mas, também, atrapalhava com o fumacê de seus sinalizadores, que obrigou a paralisação do jogo.

E foi num momento de relativa calmaria que Rogério Ceni, o mito, falhou dramaticamente, ao soltar uma bola cruzada e fácil, molhada, é verdade, para Fernandão fazer 1 a 0 e o Gigante da Beira-Rio explodir como uma bomba atômica.

O goleiro essencial dos dois tris e da campanha tricolor até aqui, falhara, como um ser humano qualquer.

O título inédito era cada vez mais palpável.

E o tetra precisaria de, pelo menos, dois gols.

Daí em diante, o Inter tomou mais conta da partida.

Rafael Sóbis não dava sossego na frente e Bolivar brilhava atrás, mas ele, e mais três colorados, tomaram cartão amarelo do ótimo árbitro argentino Horácio Elizondo, que apitou a abertura e a final da Copa da Alemanha, situação preocupante para o time gaúcho no segundo tempo.

Principalmente porque, aos 5 minutos, em posição legal, Fabão, como Edcarlos no primeiro jogo, fez o time paulista renascer, ao empatar o jogo que era bem controlado pelo Inter no reinício.

Fazia 410 minutos que o Inter não tomava um gol em casa na Libertadores.

Um calafrio percorreu as arquibancadas do Beira-Rio, geladas pelo tempo frio em Porto Alegre e quentes pela temperatura do jogo.

Danilo deu lugar a Lenílson e Richarlyson a Thiago.

O São Paulo avisava: tudo ou nada.

Mas, aos 20 minutos, um sonho virou realidade e outro acabou.

Rogério fez milagre na cabeçada de Fernandão, mas a bola sobrou para Tinga, símbolo deste Inter forte, fazer 2 a 1, seu primeiro, e merecido, gol na Libertadores.

Primeiro, único e extraordinariamente fundamental.

Por excesso de Elizondo e bobeada de Tinga, que levantou a camisa para mostrar uma mensagem religiosa, o gaúcho, que já tinha cartão amarelo, acabou expulso, seu último ato com a camisa vermelha, pois vai para o futebol alemão encantar os europeus.

Sai Edcarlos, entra Alex Dias.

Quem acredita em São Paulo, acredita em milagres.

Abel Braga tira Alex, bota Michel, aos 34.

O São Paulo pressiona, cai de pé, mas cai, como tem sido habitual no confronto direto entre os dois times, os melhores do país, os melhores das Américas.

Porque, como no tênis, parece que o jogo tricolor não encaixa com o colorado.

Melhor para os gaúchos, que não têm nada com isso.

Sóbis sai, entra Ediglê.

Faltavam só oito minutos para a América ficar vermelha de norte a sul.

Aos 39, Júnior chuta, Clemer também falha, menos que Rogério, mas falha, e Lenílson empata.

O Inter não podia tomar mais um.

A prorrogação, 10 contra 11, e sem ataque, seria um inferno.

Que jogo!

Que times!

Ah, Dunga colorado, se a Seleção jogasse assim na Copa.

Tomara que jogue daqui em diante.

Bola para o mato, bola para o rio, que o São Paulo não dá trégua, como um torniquete.

Dramático, fabuloso, épico!

Porque Clemer faz defesa fabulosa na cabeçada de Alex Dias, aos 44.

Na verdade, ninguém merecia perder. E até houve empate.

Mas o Inter ganhou.

E com justiça.

Porque foi campeão no Morumbi.

Para fazer a festa na sua casa.

Que venha o Barcelona, do gremista Ronaldinho.

 

Por Juca Kfouri às 22h57

Começo de noite é dos visitantes

Santa Cruz 2, Grêmio 4, no finzinho, no Recife.

Vasco 1, São Caetano 2, no Rio.

Ponte Preta 1, Fortaleza 3, em Campinas.

Os anfitriões se deram mal nos jogos que começaram às 19h30 nesta rodada estapafúrdia do Brasileirão.

O Santa volta ao seu desespero e Grêmio se aproxima da Libertadores.

O Vasco começa a cair na real e o São Caetano, que contratou PC Gusmão, sobe.

A Ponte começa a cair e o Fortaleza dá uma bela respirada.

Neste momento, outro anfitrião, o Goiás, que perdia, só empata com o Botafogo, 1 a 1.

Por Juca Kfouri às 20h38

Notas

Gomes - Não passou segurança, erou no gol e fez uma ótima defesa: 5

Cicinho - Confuso e firulento: 4

Maicon - Mais sério e eficiente: 6

Lúcio - Tão bem como na Copa: 8

Juan - Idem: 8

Alex - Duas boas intervenções atrás, bom chute na frente: 7

Gilberto - Vigoroso, sério, embora limitado: 6

Gilberto Silva - Sempre sóbrio e capaz: 6

Edmílson - Pareceu um pouco fora de forma: 5

Dudu Cearense - Pouco tempo, pouco apareceu: 5

Elano - Dinâmico e com bons passes: 7

Júlio Baptista - Sem tempo, sem nota.

Daniel Carvalho - Apagado no primeiro tempo, muito bem no segundo: 7,5

Vagner Love: Pouco tempo, uma chance de ouro perdida: 5

Robinho - Muita arte e espetáculo, pouco eficácia e muita reclamação da arbitragem: 5

Fred - Criou chances tanto como garçom quanto como finalizador: 8,5

Dunga - Pela estréia, aprovado: 7

Por Juca Kfouri às 16h16

Começou mal, acabou razoavelmente bem

Quem viu o treino da Seleção Brasileira, ontem, em Oslo, gostou do que viu.

Menos mal.

Porque quem viu o primeiro tempo do jogo diante dos noruegueses não gostou nada do que viu.

Nem poderia.

Primeiramente porque exigir bom futebol de um time que não se conhece seria um excesso.

Depois, porque é natural um certo nervosismo da parte dos que jogavam pela primeira vez com titulares.

Descontado tudo isso e acrescentado o fato de a Noruega jogar em casa e ser muito mais bem entrosada, até que não foi um horror.

A Seleção Brasileira com Fred, por exemplo, criou as duas melhores chances de gol, uma num chute cruzado que saiu fraco, e permitiu fácil defesa, outra numa cabeçada que exigiu excelente intervenção do goleiro norueguês.

De resto, os anfitriões foram melhores, mas chance de gol mesmo só por causa de uma saída em falso do arqueiro Gomes.

Treino bom, primeiro tempo ruim, o que o segundo tempo reservava?

Um filme de terror?

Pareceu, porque logo aos 5 minutos, Pedersen cruzou na área na cobrança de falta e sem que ninguém a tocasse, num lance de sorte, a bola morreu na rede do perplexo Gomes.

E Maicon entrou no lugar do confuso Cicinho.

Em seguida, Fred deu bola preciosa, de calcanhar, para Elano obrigar outra boa defesa de Myhre.

A Seleção perdia mas jogava melhor.

E, aos 16,  logo depois de ter batido bem uma falta jogada a escanteio pelo goleiro, Daniel Carvalho, em trama bem feita pela esquerda com Gilberto e Fred, empatou.

Era justo.

E começou a fica injusto porque o time de Dunga continuou melhor e fez de Mayhre o melhor em campo, com novas defesas importantes, principalmente uma após vigorosa investida de Fred, o melhor do time nacional.

Nessas alturas, Daniel Carvalho havia cedido o lugar para Vagner Love, que perdeu gol certo em lançamento de Elano, e Edmílson para Dudu Cearense.

Juan também saiu para entrar Alex.

Já era outro time, numa ousadia talvez exagerada de Dunga que, enfim, quis ver o maior número de jogadores em ação.

Como estava, o segundo gol brasileiro parecia questão de tempo.

E Julio Baptista entrou no lugar de Elano.

A escrita permanecia: quarto jogo, segundo empate, duas derrotas contra a Noruega.

Aos 38, enfim, Gomes teve que fazer ótima defesa, numa bomba mandada de fora da área.

Fim de jogo em 1 a 1 e a impressão otimista de que Dunga pode dar certo.

Por Juca Kfouri às 15h56

Inter e São Paulo pela Libertadores. E o resto

Quarta-feira gorda, gordíssima.

Começa com a estréia da Seleção do Dunga, na Noruega, às 15h10.

E continua com seis jogos do Brasileirão, o mais interessante entre o Fluminense e o Corinthians, com a estréia de Leão.

Mas Dunga e Leão que nos desculpem, porque o que interessa mesmo hoje é a decisão da Libertadores, entre Inter e São Paulo.

Muito mais do que Dunga e Leão, importa saber o que vão fazer Abel Braga e Muricy Ramalho.

O técnico colorado faz mistério, mas deve mesmo escalar Wellington  no lugar de Fabinho, o que,  para muitos, é benefício, não substituição.

Já Muricy tem mais dúvidas e, curiosamente, se Ricardo Oliveira não puder jogar, terá menos.

Porque com ele, que ainda aguarda liberação do Bétis, o técnico tricolor poderá optar por escalá-lo ao lado de Aloíso e recuar o polivalente Leandro para o lugar do suspenso Josué.

Sem ele, deverá formar o ataque com Aloísio e Leandro e aí o leque é enorme.

Desde escalar Ilsinho na lateral-direita e Souza como volante, até as entradas pura e simples de Richarlyson, menos marcador e mais criativo ou de Ramalho, mais marcador e menos criativo ou, até mesmo, a de  Lenílson.

Seja como for, uma coisa é certa: será um jogo em que qualquer piscada está proibida.

O Inter tem tudo para conquistar o título inédito.

E o São Paulo precisa acreditar na máxima gaúcha: não está morto quem peleia.

Por Juca Kfouri às 01h14

15/08/2006

Deu no "Jornal da Tarde", de ontem

Mau exemplo


Saiba por que Ronaldo saiu da Copa do Mundo chamuscado com a CBF

LUÍS AUGUSTO MONACO, luis.monaco@grupoestado.com.br

Dentro de campo até que Ronaldo não foi tão mal na Copa do Mundo, com um rendimento melhor do que o dos outros integrantes do “quadrado mágico”. Mas seu comportamento fora de campo foi uma decepção para a CBF e a comissão técnica - da atitude desleixada de se apresentar em Weggis muito acima do peso à falta de concentração na competição. Por isso, para continuar na Seleção na “era Dunga”, ele terá de se enquadrar no padrão de conduta que Ricardo Teixeira e o novo comando da equipe exigirão dos jogadores.

O presidente da CBF não quer mais saber de quem só se interessa pelo “filé”. Jogador que pede dispensa de competição - como Ronaldo pediu da Copa das Confederações de 2005 -, de jogos disputados fora da Europa, ou que mostrar má vontade em amistosos contra seleções que não são do primeiro escalão não terá futuro com a camisa amarela.

Nos 40 dias em que a Seleção esteve reunida - contando o período de treinos na Suíça -, o que mais chamou a atenção no comportamento do Fenômeno foi seu individualismo. Com tudo o que representa no futebol mundial, pelos números impressionantes de sua carreira e pela grande força de vontade que demonstrou para superar quase dois anos de inatividade e brilhar no Mundial de 2002, ele poderia ter sido o grande líder de uma equipe que jogava com a pressão de ser favorita ao título. Mas em nenhum momento Ronaldo exerceu esse papel ou foi um “jogador de grupo”, capaz de mobilizar os companheiros na batalha pelo hexa.

Foi uma postura bem diferente da de Zidane, por exemplo. O francês, que tinha deixado a seleção depois da Eurocopa de 2004, voltou quando percebeu o grande risco que o time corria de não se classificar para a Copa. E seu carisma e liderança fortaleceram o grupo, que surpreendeu na Alemanha chegando à final.

No dia 22 de março, exatamente dois meses antes da data marcada para a Seleção se apresentar na Suíça para o início dos treinamentos, Carlos Alberto Parreira esteve em São Paulo para dar uma palestra e deixou claro aos jornalistas o que esperava de Ronaldo no Mundial: “Com tudo o que ele já passou, com toda a vivência, com toda a celebridade que é, ele tem de chegar e ser o nosso grande líder. Além de jogar, o Ronaldo vai ter a responsabilidade de ser o nosso grande líder.”

Para uma pessoa que passou os 40 dias dentro da concentração, ainda ecoa uma frase que o Fenômeno soltou para deixar claro que não suportava mais o tédio que imperava na concentração de Leverkusen - que abrigou a Seleção nos três últimos jogos da Copa. “Tenho 80 milhões (R$ 221,4 milhões) na conta e fico fechado num lugar desses, sem nada para fazer.”

Isso chegou aos ouvidos de Ricardo Teixeira e da comissão técnica, que ficaram muito desapontados. Não por acaso, Dunga disse numa entrevista publicada semana passada que durante a Copa do Mundo o jogador “precisa fazer sacrifícios e abrir mão de coisas que depois terá quatro anos para fazer.”

Cigarro e refrigerante
Também não pegou bem o fato de Ronaldo nunca demonstrar na concentração que estava focado no próximo adversário. Nas conversas com os jogadores, ou contava piadas ou falava de suas conquistas amorosas.

Segundo informações de uma fonte de dentro da concentração, Ronaldo se tornou um exemplo ruim para os jogadores com pouco tempo de Seleção. Não só por não demonstrar comprometimento com o time, mas também por não se cuidar como um atleta de ponta deveria. Ele fuma muito e não segue uma dieta das mais recomendáveis, se entupindo de refrigerante - o que provavelmente contribuiu muito para que moldasse a silhueta roliça com que chegou a Weggis.

De acordo com essa fonte, que o considera um mau exemplo, Ronaldo é hoje o que Romário era quando estava começando na Seleção. O Fenômeno se sente intocável, livre para se comportar como quiser. O Baixinho só levou uma trombada quando topou com Felipão. O Fenômeno talvez leve a sua de Dunga, outro gaúcho bravo.


 

Por Juca Kfouri às 12h20

O Corinthians dormiu sem técnico. O Cruzeiro e o Goiás com

O Cruzeiro demitiu Paulo César Gusmão ontem e ontem mesmo contratou Oswaldo de Oliveira, que tinha sido demitido do Fluminense.

O mesmo Fluminense que derrotou o time mineiro no domingo e causou a queda de seu treinador.

Já o Goiás demitiu Antonio Lopes e também no mesmo dia trouxe de volta Geninho que, no sábado, caiu no Corinthians.

Como no Corinthians tudo é mais difícil, o clube dormiu de ontem para hoje ainda sem técnico, porque não bateu o martelo para a contratação de Emerson Leão.

Depois de tentar sem sucesso a contratação de Carlos Alberto Parreira, o Corinthians partiu para cima de sua segunda opção.

Reuniões consumiram praticamente toda a segunda-feira e a expectativa no clube é a de  que hoje pela manhã, finalmente, Leão assine o contrato.

Se der tudo certo, ele  será apresentado aos jogadores hoje mesmo e irá ao Rio com o time para o jogo desta quarta-feira, contra o Fluminense.

Leão pede alto e quer levar seus auxiliares para tirar o time do rebaixamento.

A direção corintiana aposta no perfil de disciplinador de Leão.

Curiosamente, Leão, que foi goleiro do Corinthians em 1983, nos tempos da Democracia Corinthiana, da qual não gostava, virou solução para a anarquia vivida pelo clube.

Por Juca Kfouri às 00h30

Ainda há esperança

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro


Sem embargo


A Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis do Rio negou, por unanimidade, um embargo de execução impetrado pela CBF contra Bruno Barcellos Moura.

No início de julho, a entidade foi condenada a pagar ao rapaz indenização de R$ 3.500 por danos morais. 

Bruno havia assistido a um jogo que acabou sendo anulado devido a irregularidades ocorridas no Campeonato Brasileiro de 2005, fato que ficou conhecido como “Máfia do Apito”.

Com a decisão, a CBF não pode mais recorrer do caso e o torcedor terá que ser indenizado.

Nota do Blog:

A decisão revela que não são poucos os magistrados independentes e cria jurisprudência, estímulo ao torcedor para que faça valer seus direitos, consagrados no Estatuto do Torcedor.

 

Por Juca Kfouri às 23h21

14/08/2006

Quem representa Leão

Emerson Leão e a direção da MSI/Corinthians se reunirão nesta noite mais uma vez.

Durante o dia quem representou Leão foi o ex-empresário Renato Duprat, aquele da Unicór, que patrocinou o Santos e faliu, deixando milhares de empregados a ver navios e milhões de pessoas sem assistência médica. 

Por Juca Kfouri às 19h56

O novo e o velho e o de sempre

Numa só rodada, três degolas: Geninho, PC Gusmão e Antonio Lopes.

Mais velho que andar para frente.

Pior: ninguém até hoje entendeu por que o Goiás buscou um técnico tão superado como Lopes.

Como estava na cara que PC, que é do tipo que fala muito (e mal) e produz pouco, projeto de Luxemburgo com muitos de seus defeitos e nenhuma de suas qualidades, não era o cara certo para os projetos do Cruzeiro.

Soluções, agora?

Se duvidar, Geninho volta para o Goiás onde se deu bem ou vai para o Cruzeiro e abre espaço para PC no Goiás.

Lopes nem mesmo o Corinthians há de querer de volta.

Por Juca Kfouri às 12h55

Contra a liberdade de expressão

Dada a gravidade do fato, republico aqui, excepcionalmente (porque exclusivo dos assinantes da "Folha de S.Paulo" ou do UOL), minha coluna de hoje no jornal.

E já antecipo, como correção, que a frase que abre a coluna, atribuída a Franco Montoro, é, na verdade, citada por ele em sua obra jurídica, mas de autoria do jurista uruguaio Eduardo Couture. 

JUCA KFOURI

Entre o Direito e a Justiça


O Brasil justo não será construído se o Judiciário suscitar tantas desconfianças em seus julgamentos

"TEU DEVER é lutar pelo Direito. Mas no dia em que encontrares o Direito em conflito com a Justiça, luta pela Justiça."


A frase é do professor de Direito do Largo de São Francisco, o saudoso André Franco Montoro, combatente dos mais ardorosos pela redemocratização do Brasil e dos mais limpos e eficazes governadores de São Paulo.


É uma frase irretocável, que cai como luva para abrir o raciocínio que segue abaixo, com o correspondente pedido de desculpas ao leitor que esperava ler aqui o comentário sobre a rodada que manteve o São Paulo na liderança.


Mas não dá.


Não dá diante da condenação do editor e presidente do diário "Lance!", Walter de Mattos Jr., em primeira instância, pelo juiz da 45ª Vara Civil do Rio Janeiro. Ele foi condenado a pagar indenização de R$ 9.000 a Ricardo Teixeira por causa de um artigo que escreveu, em 31 de julho de 2006, para o jornal "O Globo" e republicado pelo diário "Lance!".


No artigo, com absoluto equilíbrio, lamenta-se a impunidade da cartolagem do futebol diante de tudo que foi denunciado por duas CPIs no Congresso Nacional.


O punido, embora ainda caiba recurso, foi, mais uma vez, quem exerceu o sagrado direito da crítica e não quem descumpre as leis vigentes no país.


Curiosamente, aliás, Teixeira não processou "O Globo", que publicou originalmente o artigo, mas, apenas, Mattos e o "Lance!".

Fosse a condenação uma exceção e já seria gravíssimo.

Infelizmente, porém, tem sido a norma, muito porque o Judiciário parece querer se vingar da imprensa que, ainda bem, vem há tempos revelando como andam mal as coisas no chamado Terceiro Poder.


E não é preciso ir ao Estado de Rondônia, onde o presidente do Tribunal de Justiça está preso por envolvimento com venda de sentenças, para fazer a constatação. São raros os Estados, na verdade, em que não há casos semelhantes, e, particularmente no Rio, a promiscuidade é tamanha que não são poucos os membros do Judiciário que viajam à custa de entidades privadas, por exemplo, como a CBF, principalmente nas Copas do Mundo, fato fartamente noticiado desde a Copa de 1990.


Nem por isso os que se deliciam em hotéis cinco estrelas se dão por impedidos de julgar casos da CBF ou de seu presidente, o grande promotor das mordomias.


Se alguém com o espaço que Mattos tem para espernear é vítima de tamanha injustiça, imagine-se o cidadão comum, que não pode se queixar nem para o bispo.


A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) não podem ficar silentes diante de tais atentados à liberdade de imprensa. Porque tudo faz parte da desconstrução do Brasil que os homens de bem querem edificar.


Filho de promotor público, este colunista jamais se esquecerá do que ouviu de seu pai pouco antes deste se aposentar, desiludido com a aplicação da Justiça no país e com o sistema penitenciário.


"Meu filho, fique o mais longe que puder dos Fóruns e delegacias. Procure evitá-los até como testemunha. Porque eu sei como é feito o direito no Brasil."

A história já fez justiça a Franco Montoro e tem dado razão ao procurador de Justiça Carlos Alberto Gouvêa Kfouri, meu pai.


Sem dúvida, fará justiça também à luta que travam homens como Walter de Mattos Jr.

Mas, neste caso, a que preço?

Ao preço da intimidação, do sentimento de impotência e da pior das sensações que é a que sente a vítima de uma injustiça?

 

 

Por Juca Kfouri às 12h15

Parreira assume

Em entrevista ao "Globo" de ontem, que o UOL reproduz neste momento em sua primeira página, Carlos Alberto Parreira assume uma porção de erros que foram apontados pela imprensa independente antes, durante e depois do fiasco brasileiro na Copa.

Menos mal.

Mas será sempre útil registrar, para que não se esqueça da próxima vez: mente-se muito na Seleção Brasileira, nega-se demais.

As vitórias, no entanto, permitem que as mentiras sejam esquecidas e as críticas, mesmo as corretas, voltam-se contra os críticos.

Quando se perde, as mentiras demoram um pouco mais para aparecer, mas, inevitavelmente, aparecem.

É o que estamos vendo agora.

Parreira, para resumir, diz simplesmente que o time nunca teve cara de time campeão.

Como tantos já tinham dito...

Por Juca Kfouri às 11h00

13/08/2006

Resumo da rodada

Vinte e cinco gols em 10 jogos e 113.088 torcedores em nove, porque o do Grêmio foi sem público.

A média de público caiu em relação à rodada passada, mas foi razoável: 12.565 pagantes por partida.

Com 19.196 corintianos, o Pacaembu ficou com o maior comparecimento.

Em seguida, com 18.570 cruzeirenses, veio o Mineirão, dois torcedores a mais que os rubro-negros no Maracanã.

O pior público, apesar de ser jogo com promoção, foi em São Caetano, com 2.238 torcedores.

Deram-se bem mesmo na rodada os dois times que disputarão a Libertadores nesta quarta-feira e, muito provavelmente, o título do Brasileirão.

Porque São Paulo e Inter estão há séculos atuando com times reservas no Brasileirão e seguem na liderança.

O Inter, mais perto do título inédito na Libertadores, não dá pinta de, se ganhá-la, padecer da mesma ressaca que tomou conta do São Paulo no ano passado.

Se perdê-la, no entanto, pode cair em depressão e deixar de lutar pelo tetracampeonato nacional, Inter que foi campeão pela última vez em 1979, 27 anos atrás.

Já o São Paulo, em qualquer hipótese, parece focado para seguir na briga por seu tetra brasileiro, última conquista em 1991, 15 anos atrás.

Deu-se bem, também, o Fluminense com a virada sobre o Cruzeiro, no Mineirão.

E o Palmeiras, que foge do rebolo em busca da vaga na Copa Sul-Americana, depois da vitória sobre o Botafogo, no Rio.

Mal, deram-se muitos.

O Corinthians, para variar, ao perder em casa para o Figueirense, que bailou.

O Fortaleza também, derrotado no finzinho pelos reservas do Inter.

E o Botafogo, condenado a lutar para não cair novamente.

Por Juca Kfouri às 20h10

São Paulo e Inter, também no Brasileirão

Enquanto os reservas do São Paulo não davam a menor pelota para o Goiás que Antonio Lopes parece ter destruído, Paraná Clube e Santos honravam o que estava previsto como melhor jogo da rodada.

Em ritmo alucinante, no Pinheirão, logo de cara Wellington Paulista fez 1 a 0, em rapidíssimo contra-ataque.

Em seguida, numa soltada de bola do goleiro paranista, ele mesmo quase fez 2 a 0.

Mas não fez e o dono da casa empatou, em bela troca de passes na área santista entre Edinho e Maicossuel, que marcou.

No Morumbi, Lenilson fazia 1 a 0, com toda justiça para os reservas do São Paulo, reforçados por Rogério Ceni, Edcarlos e Josué.

E, em Fortaleza, os reservas do Inter, sem reforços, sofriam, de falta, o gol cearense.

E quem está ligando para isso na torcida colorada?

Em Curitiba o primeiro tempo continuou muito bem, com chances para os dois lados, mais para os donos da casa.

Já o segundo tempo começou em ritmo mais lento, porque seria mesmo impossível manter o do primeiro.

E ali pelos 15 minutos a arbitragem prejudicou seriamente o Santos, ao marcar um impedimento inexistente de Wendel, que iria parar dentro do gol paranista.

Aos 21, no entanto, compensou, porque Maicossuel recebeu em posição legal, fez 2 a 1, mas o bandeira impediu. 

Gol mesmo só no Ceará, porque Léo entrou em campo para empatar para o Inter e para desespero do Fortaleza.

Invejoso, em São Paulo, Lenílson mandou uma bomba e ampliou para o líder São Paulo.

No Pinheirão, porém, nada.

Não que os dois times não buscassem o tento da vitória, que seria preciosa e não permitiria ao São Paulo livrar cinco pontos sobre eles de vantagem.

Só que buscavam com tanto cuidado para não tomá-lo que as emoções rarearam, com apenas quatro chutes ao gol.

Já o Inter, com coragem, virava em Fortaleza, com Fabinho batendo falta: 2 a 1.

E o Goiás, num último esforço, descontava, também para fechar com 2 a 1 no Morumbi.

São Paulo lider com 33 pontos, Inter vice com 29, Paraná Clube, Santos e Fluminense com 28.

Melhor, estraga.

Se o Inter tem vantagem na Libertadores, no Brasileirão ela é do São Paulo.

Por Juca Kfouri às 18h33

Fluminense, enfim

No jogo dos cinco erros, o Flu conseguiu importantíssima vitória sobre o Cruzeiro, no Mineirão.

O tricolor deixou sua crise na Toca da Raposa, porque enquanto os cariocas subiram, os mineiros continuaram a descer perigosamente.

O jogo foi extremamente equilibrado e movimentado, com cinco gols frutos de falhas.

O primeiro do Flu, de Marcelo, depois que a zaga mineira tentou sair jogando e teve a bola roubada dentro da área.

Os dois da virada cruzeirense em bolas aéreas que a defesa carioca não cortou por má colocação.

O do empate tricolor, então, nasceu de um chute mal dado por Roger, que pegou o goleiro Fábio no contrapé.

E, finalmente, o da vitória, no rebote que Tuta pegou depois que Fábio soltou uma bola que dava para segurar.

O bom goleiro passou a viver uma fase infeliz depois da convocação para a Seleção Brasileira, ao levar seis gols em dois jogos.

Tarde feliz também como visitante foi vivida pelo Palmeiras, que afundou o Botafogo, no Maracanã, na zona do rebaixamento.

Tarde de Enílton, autor de dois gols e do passe para Paulo Baier fechar o placar, 3 a 1, sobre o alvinegro.

Verdade que o segundo gol foi irregular, pois o atacante paulista empurrou o zagueiro carioca.

Mas o Verdão permanece em franca subida e o Fogão desce a ladeira.

Como o Atlético Paranaense, que perdeu para o Grêmio, em Caxias do Sul com portões fechados, por 2 a 0.

E só não perdeu por mais porque o árbitro deixou de dar um pênalti claro no gremista Hugo.

A briga para fugir do rebaixamento será das mais animadas.

Algo que nem passa pela cabeça do Fluminense, que volta a lutar pela liderança.

Por Juca Kfouri às 17h25

Um pai como nenhum outro

Não existe na história do futebol mundial um pai como Raimundo.

Ele simplesmente gerou dois jogadores que foram capitães de seleções nacionais em duas Copas do Mundo, em 1982 e 1994.

Saudoso Raimundo que, além do mais, era uma figuraça e achava que ninguém fez os filhos jogarem tão bem como outra figura rara, e que pela primeira vez não está presente num Dia dos Pais, o mestre Telê Santana.

Raimundo, o pai de Sócrates e Raí.

Por Juca Kfouri às 07h16

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico