Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

02/09/2006

O Flamengo é uma mãe

Os dois únicos times brasileiros já garantidos na próxima Libertadores fizeram um jogo de gentilezas no Maracanã.

Revelando que ainda não se recuperou da perda de quatro titulares, o Inter deu tanta moleza para o Flamengo que Obina fez um gol no primeiro tempo e perdeu outros três, apenas um deles por mérito de Clemer.

Mas o Flamengo retribuiu em dobro, nos primeiros minutos do segundo.

Juan perdeu bola fácil no meio de campo e no contra-ataque Iarley sofreu pênalti que Fernandão bateu para empatar.

Dois minutos depois, Marcelinho maternalmente empurrou Adriano dentro da área e Fernandão converteu o pênalti da virada.

Como generosidade pouca é bobagem, a defesa gaúcha ainda deu presente para Valter Minhoca empatar, mas ele preferiu retribuir jogando a bola para fora.

Resultado: Inter 2, Flamengo 1.

Inter que precisa melhorar muito para pensar no tetracampeonato brasileiro.

Flamengo que precisa melhorar muito para não cair.

A torcida rubro-negra, em vez de xingar a mãe, não cansou de mandar Valter Minhoca, Juan e Nei Franco, o menos culpado, tomar aquela tradicional cerveja preta (e não é merchan, pelo amor de Deus, é apenas educação).

E saiu do Maraca cantando música de protesto: "Vergonha, vergonha, time sem vergonha".

Com toda razão.

Já a torcida colorada, penhorada, agradece ao Mengo, uma verdadeira mãe.

 

 

Por Juca Kfouri às 19h09

Empate fraterno

Cruzeiro e Figueirense dos irmãos Oswaldo de Oliveira e Waldemar Lemos empataram 2 a 2 no Mineirão.

O time do irmão mais velho começou melhor, criou boas chances, mas foi surpreendido pelo gol de Soares, que permanece como vice-artilheiro do campeonato com nove gols, agora em companhia de Souza, Dodô e de seu companheiro Cícero.

Aí, o Cruzeiro enervou-se e perdeu o controle da partida diante da bem organizada equipe do irmão mais moço.

Que sofreu o empate logo aos 2 minutos do segundo tempo, em lance irregular.

Mesmo assim, o Cruzeiro, outra vez, não soube se segurar.

Porque no minuto seguinte foi a vez de Schwenck assumir a artilharia do campeonato, com seu décimo gol, o segundo do Figueira.

Para sorte dos mineiros, no último minuto, Vinícius meteu a mão na bola dentro da área e Geovanni empatou na cobrança do pênalti.

O Figueira segue na frente do Cruzeiro, mas saiu de BH com sensação amarga.

Por Juca Kfouri às 17h50

01/09/2006

Ô, Vamos Subir, Galô! Ah, Vamos Subir, Coxá!

Mais de 26 mil atleticanos cantavam no Mineirão, agora há pouco, quando o Galo derrotava o Marília por 2 a 0:

"Ô, vamos subir, Galô!"

Foi a quinta vitória seguida do Atlético Mineiro, que ainda perdeu um pênalti, no Mineirão.

O que lhe valeu o terceiro lugar na Série B, posto que pode perder amanhã se o Sport vencer o Avaí.

Mas, mesmo que isso aconteça, o Galo terminará a primeira rodada do returno entre os quatro primeiros.

Enquanto isso, no Couto Pereira, o Coritiba fez 2 a 0 no Remo, cedeu o empate, também perdeu um pênalti, mas acabou por fazer 3 a 2.

Resultado que o mantém no primeiro lugar.

Dois grandes que têm tudo para voltar à Série A.

Sei que soa elitista, mas tomara que aconteça.

 

Por Juca Kfouri às 21h30

Goleada fraterna?

Coisa rara, o sábado traz dois jogos interessantes, um às 16h, outro às 18h10.

Quer dizer, dá para ver ambos, calmamente, sem atropelos.

Mais raro ainda será o jogo do Mineirão, o das 16h, entre Cruzeiro e Figueirense.

De um lado, no banco, Oswaldo de Oliveira.

Do outro, seu irmão, Waldemar Lemos. 

E, no campo, três dos quatro artilheiros do campeonato, todos com nove gols: Wagner, pelos mineiros, Cícero e Schwenck pelos catarinenses.

De quebra, também no gramado, Soares, do Figueira, com oito gols.

Já no Maracanã não tem nem irmão nem artilheiros.

Mas tem, isso sim, uma tremenda necessidade de vitória.

Do Fla, para não entrar no indesejado rebolo.

Do Inter, para permanecer no pelotão da frente.

Por Juca Kfouri às 17h29

Cesta européia

Como no futebol, na Copa do Mundo da Alemanha, duas seleções da Europa vão decidir o Mundial de basquete, no Japão.

A Espanha acaba de vencer (75 a 74) a campeã olímpica Argentina e enfrentará, no domingo, a Grécia, que eliminou os Estados Unidos (101 a 95).

Os gregos comandaram os dois últimos quartos, eficientíssimos no ataque e quase perfeitos na defesa, dificultando ao máximo a melhor característica do time norte-americano, a capacidade individual de seus jogadores.

E os americanos que detestam hambúrguer frio, cerveja quente e perder no basquete, amargaram mais uma derrota, quando haviam prometido e planejaram vencer com seus jogadores da NBA desde que foram superados no Mundial e nos Jogos Olímpicos passados

Menos sensacional, e mais tensa, foi a partida entre Espanha e Argentina.

Os argentinos saíram com tudo, fizeram 13 a 2 no começo do jogo, mas cederam ao time espanhol, mais técnico e mais espetacular.

A Espanha assumiu o comando do jogo ainda no primeiro tempo e não largou mais.

Com alguns momentos ríspidos, o sangue espanhol, de ambos, esquentou a partida que só foi decidida no fim, com os argentinos tentando compensar, com garra, a atuação menos boa que as anteriores.

Por Juca Kfouri às 08h30

Thank You, Mr.Agassi!

Andre Agassi continua na ativa.

Aos 36 anos de idade, e em 39o. lugar no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais, acaba de derrotar o cipriota Marcos Baghdatis, 21 anos, oitavo no ranking.

Depois de fazer 2 a 0 (6-4 e 6-4) perdeu os dois sets seguintes (3-6 e 5-7) e venceu o quinto (7-5) na segunda rodada do Aberto dos Estados Unidos, em Nova Iorque.

Foi um jogo dramático, que durou 3 horas e 48 minutos.

No quinto set, com 4 a 4, Baghdatis sentiu fortes câimbras nas duas pernas e teve de continuar na disputa do ponto, sem interrupção.

Ainda assim quase fez o quinto ponto, mesmo capengando, ao tentar quebrar o serviço de Agassi, com intermináveis trocas de vantagem entre ambos.

No ponto seguinte, o cipriota se recuperou e empatou 5 a 5.

Pareceu que venceria e aposentaria o grande Agassi.

Mas Agassi fechou a partida com dois pontos seguidos para alegria de sua mulher Steff Graf, sempre presente.

Agassi já venceu oito vezes torneios do Grand Slam e é um dos cinco jogadores a ganhar os quatro torneios da série (Wimbledon em 1992; Aberto dos EUA em 1994 e 1999; Aberto da Austrália em 1995, 2000, 2001 e 2003 e Roland Garros em 1999) .

Extremamente querido e carismático, o norte-americano é daqueles tenistas que jamais serão esquecidos.

Em 1995, atingiu o primeiro lugar no ranking da ATP.

E já ganhou cerca de US$ 31 milhões de prêmios em exatos 20 anos de carreira como profissional, na qual venceu 60 torneios.

Gozará, portanto, de confortável aposentadoria, porque mais do que isso ganhou de seus patrocinadores.

Resta saber quando será, porque pelo jeito...

Afinal, só faltam cinco jogos para ele ganhar o Aberto dos Estados Unidos.

Seu próximo adversário será o obscuro alemão Benjamin Becker, 122o. no ranking, contra quem jamais jogou e que só assusta pelo sobrenome, embora nada tenha a ver com Boris Becker.

E é aí que mora o perigo.

O cara pode deixar de ser obscuro exatamente ao se tornar o responsável pela aposentadoria de Agassi.

Se passar pelo alemão, tudo indica que o próximo adversário de Agassi, nas oitavas-de-final, será o também norte-americano Andy Roddick, o 10o. do ranking.

Por Juca Kfouri às 00h46

Balanço dos repatriados

Fechado o mercado de transações internacionais é hora de fazer um rápido balanço sobre os principais repatriamentos de atletas brasileiros com algum nome ou com grande nome.

Basicamente, sete.

O Cruzeiro trouxe de volta o lateral Gabriel, ex-São Paulo e ex-Fluminense, onde jogou muito bem.

Mas ele chega a Belo Horizonte como uma incógnita.

Do Benfica, o time mineiro trouxe o zagueiro André Luís, que fez ótima dupla com Alex, no Santos.

O Santos, aliás, foi quem fez a melhor contratação.

Trouxe Zé Roberto, o melhor jogador brasileiro na Copa da Alemanha, e pagou caro por isso, para evitar que o São Paulo ficasse com ele.

Trouxe, também, o ala André Luiz, ex-São Paulo, ex-Corinthians, ex-Fluminense, ex-uma porção de times, mas este vem para ficar no departamento médico.

Já o Corinthians repatriou três.

Nada de Léo, Grafite e Luís Fabiano como prometido.

Contratou o lateral-esquerdo César, de muito bom desempenho no São Caetano, que veio da Inter de Milão.

Magrão, símbolo do Palmeiras, que volta do Japão.

E Amoroso, ídolo no São Paulo campeão mundial, depois de pífia passagem pelo Milan.

Magrão e Amoroso chegam em débito com a fiel torcida.

Magrão um dia disse que jamais vestiria a camisa alvinegra, "porque o Corinthians não tem nada a ver comigo".

E Amoroso tripudiou, ao ser campeão mundial pelo São Paulo, sobre o título do Corinthians, que "não atravessou o mundo para ganhá-lo".

Ou jogam muito bem logo de cara, ou podem se dar mal por não terem ficado de boca calada.

Por Juca Kfouri às 23h35

31/08/2006

Resumo da 21o. rodada

Foram 26 gols em 10 jogos e apenas 72.465 torcedores em nove jogos na 21o. rodada do Brasileirão.

Média de 8.051 pagantes por jogo.

O de melhor público aconteceu na Arena da Baixada, onde 12.567 atleticanos viram o Furacão ganhar do Santos.

O Palestra Itália ficou com o segunda melhor presença, no empate entre Palmeiras e Figueirense, com 11.319 torcedores.

E a pior, no ABC, para São Caetano e Corinthians, com apenas 3.349 pagantes.

Registre-se o público de 9.449 vascaínos em São Januário, demonstração de que a torcida começa a acreditar no time.

E que o Morumbi, com 9.605 torcedores, se deu conta que tem muito campeonato pela frente e que é melhor não contar com o título antes de ganhá-lo, porque o São Paulo só empatou com o penúltimo colocado.

Apesar da boa vantagem de quatro pontos, com um jogo a menos, sobre os segundos classificados, Santos e Grêmio, muita água correrá até o fim da travessia da ponte.

Por Juca Kfouri às 21h56

Três resultados surpreendentes

Futebol é assim.

O São Paulo era o favorito disparado diante do Fortaleza e só empatou.

Graças, ainda, ao árbitro que não deu um pênalti para o time cearense.

O Vasco também era favorito diante da Ponte Preta e também só empatou.

Mas tem por que reclamar da arbitragem.

E o jogo entre Botafogo e Paraná Clube, que se afigurava equilibrado, acabou em goleada para o alvinegro.

Até a metade do primeiro tempo, o líder São Paulo jogou como tal diante de um dos rabeiras, o Fortaleza, no Morumbi.

Pressionou, criou, não marcou e parou.

Verdade que Rogério Ceni ainda bateu uma falta na trave no fim.

Deve ter levado uma bronca no intervalo, porque  voltou que era só pressão e logo de cara teve duas ótimas chances de gol.

Albérico, o goleiro do Fortaleza, se mantinha como o responsável pelo empate sem gols, às vezes de maneira confusa, às vezes com muita segurança.

De tanto ficar atrás tomando susto, o Fortaleza resolveu ir um pouco à frente.

E também assustou.

Aos 41, então, aterrorizou e fez o que nem mesmo os cearenses acreditavam: Rinaldo fez o gol do Fortaleza, para perplexidade dos são paulinos.

Foi o bastante para a torcida chamar Muricy de burro.

Por segundos.

Porque Danilo fez bela jogada pela esquerda e Lenílson empatou.

Muricy deixou de ser burro, imediatamente.

E aos 49, Rogério Ceni bateu e viu Albérico pegar um pênalti que houve, como houve outro de Fabão que o árbitro não marcou.

Não era noite nem do São Paulo, nem de Rogério Ceni, nem do árbitro.

Era noite de Albérico!

Já em São Januário, o Vasco merecia sair do primeiro tempo com vitória diante da Ponte Preta.

Mas acabou levando um gol bobo, de Tuto, e, em seguida, foi duas vezes prejudicado pela arbitragem de Leonardo Gaciba.

Que anulou um gol legal de Abedi por impedimento inexistente e deixou de dar um pênalti em Faioli.

Dia desses, eu disse, no "Linha de Passe," que se algum clube tinha motivo para se preocupar com perseguição por parte da CBF, este era o Vasco, por conta da atual rixa entre o presidente do clube e da entidade.

Na volta do intervalo, Renato Gaúcho pressionou o árbitro, que caiu em si.

E no recomeço do jogo marcou pênalti de Nem, que empurrou Madson, bem convertido por Faioli.

O Vasco empatava.

Por segundos.

Na saída da Ponte, em bela jogada pela direita, Vélber cruzou para Tuto marcar seu segundo gol.

Aos 20, Preto, da Ponte, foi bem expulso, por falta em Fábio Júnior.

Aos 24, fez-se justiça novamente.

Em bela jogada de Fábio Júnior pela esquerda, o Vasco empatou outra vez.

O jogo era bom, por causa do Vasco, insistente.

O terceiro gol era uma questão de tempo.

Mas o tempo passava e o gol não saía.

Como não saiu, para castigo imerecido do Vasco.

Porque a  mexida de Renato Gaúcho, ao voltar num 4-3-3 para o segundo tempo, deu certo e o time merecia a virada.

Enquanto isso, no Maracanã, o Botafogo se exibia bem e conseguia sua terceira vitória seguida.

A vítima foi o Paraná Clube, derrotado pela terceira vez consecutiva.

Lima fez dois gols em dois minutos (aos 37 e 38) no primeiro tempo e Reinaldo, aos 12 do segundo tempo, ampliou.

De pênalti, Zé Roberto fez o quarto gol alvinegro.

Uma goleada tão retumbante que obriga que duas perguntas sejam feitas:

será o fim da boa campanha paranista?;

será o prenúncio de uma boa campanha para o Botafogo?

 

Por Juca Kfouri às 21h31

West Ham e os argentinos e os russos e os brasileiros

O West Ham é um clube menor e não tem dinheiro para comprar Tevez e Mascherano.

De duas, uma: ou a MSI pôs os dois lá para mantê-los na vitrine e negociá-los adiante ou foi feita uma jogada casada com o Chelsea.

Ou ambas as coisas.

Explique-se.

Kia Joorabchian, que permanece em dúvida se voltará ou não para assumir seu posto na MSI no Brasil, confidencia que os direitos dos dois atletas permanecem com a MSI.

Diz que recusou, depois da Copa do Mundo, um proposta de US$ 45 milhões por Carlitos Tevez.

Isto é, quer mais que isso (pagou US$ 22 milhões ao Boca Juniors para trazê-lo ao Corinthians) e aí surge a segunda hipótese, já ventilada na Inglaterra, mas impossível de ser comprovada, por enquanto: o milionário russo Roman Abramovich, dono do Chelsea, fez do West Ham um braço de seu clube, para impedir o fortalecimento dos rivais (leia-se Arsenal e Manchester United) e tabela com a MSI.

Seja como for, uma coisa parece certa, principalmente se Joorabchian não voltar ao país: a máfia russa está perdendo da máfia brasileira.

Por Juca Kfouri às 12h32

São Paulo recebe o Troféu Osmar Santos

Três jogos completam a 21o. rodada do Brasileirão, com dois favoritos destacados:

O São Paulo, que recebe o frágil Fortaleza no Morumbi e, das mãos do próprio homenageado, recebe também o Troféu Osmar Santos, oferecido pelo diário "Lance!" ao campeão do primeiro turno.

Outro favorito é o Vasco em franco progresso, que recebe a Ponte Preta, em São Januário.

Finalmente, Botafogo e Paraná Clube, no Maracanã, partida sem favorito, embora o Paraná Clube seja superior.

Nos sete jogos de ontem, Grêmio, Inter, Atlético Paranaense, Goiás e Corinthians, como também o Juventude, fizeram a parte deles, com vitórias importantes.

Palmeiras e Figueirense ficaram no empate, que acabou sendo razoável para os dois.

O Santos perdeu, mas tenho certeza de que Vanderlei Luxemburgo já tinha essa derrota em seu planejamento.

Ruim ficou, de novo, a situação do Flamengo, como começa a ficar para o Fluminense, e é cada vez pior para o Santa Cruz.

Por Juca Kfouri às 23h46

30/08/2006

Três vitórias e pouco futebol

O Atlético Paranaense jogou como dono da casa e mereceu amplamente a vitória por 2 a 1 sobre o Santos, que agora tem a companhia do Grêmio com os mesmos 35 pontos.

O jogo foi sofrível, no máximo, e o Santos pouco ameaçou.

Na verdade, o gol que fez, no finzinho, foi achado por Rodrigo Tiuí, numa lambança da defesa do Furacão.

O Juventude também fez valer o mando de campo e derrotou o Flamengo por 1 a 0, embora até que ambos os times tivessem feito por merecer mais gols.

Se o Botafogo vencer amanhã o Paraná Clube, no Rio, e a Ponte Preta vencer o Vasco, o Flamengo voltará ao grupo dos rebaixados. 

E o São Caetano, em sua décima partida contra o Corinthians pelo Brasileirão, perdeu pela terceira vez, certo de que conseguiria sua oitava vitória.

O jogo foi ruim, muito ruim, truncado ao extremo.

E PC Gusmão, ainda sem vitória no Azulão, ajudou.

No intervalo, tirou o baixinho Elton, que era o melhor em campo.

Leão agradeceu.

Porque só interessava ganhar.

 

Por Juca Kfouri às 22h57

Melhor para o Palmeiras

Empatar em campeonatos de pontos corridos nunca é bom.

Empatar em casa, então, é muito pior.

Mas, a bem da verdade, o empate em 1 a 1 entre Palmeiras e Figueirense foi bom.

Para o Palmeiras.

Que não jogou bem numa noite infeliz de Juninho Paulista e viu o Figueirense, mesmo sem um de seus artilheiros, o competente Cícero, jogar melhor.

Para sorte dos paulistas, logo depois de Schwenck marcar seu nono gol para ser um dos cinco artilheiros do Brasileirão, Enílton empatou em lance casual.

Em bom português: ficou melhor para o Palmeiras, que ainda viu o goleiro Diego Cavalieri fazer duas defesas dificílimas para chegar ao seu 11o. jogo invicto.

E pior para o Figueirense que, seja como for, deixou o Cruzeiro para trás e chegou ao sétimo lugar.

Por Juca Kfouri às 21h21

Grêmio, empolgante

Fernando Henrique foi o primeiro a pagar o pato pelos insucessos do Fluminense.

Mas desde que Diego entrou, apesar de jogar bem, o tricolor tomou oito gols, com os três impostos pelo Goiás, agora há pouco, no Serra Dourada.

Goiás 3, Fluminense 1, de virada.

Os goianos fora do grupo dos rebaixados, enfim, venceram, e o Flu cada vez mais complicado, talvez já esteja pensando em novo técnico...

Como outro tricolor, o Santa Cruz, que foi vítima da reação do campeão da Libertadores, 2 a 0 para o Inter no Mundão do Arruda.

O Santa, ao que tudo indica, está irremediavelmente condenado a voltar para a Segunda Divisão.

Já o Inter deu sinal de vida, o que não é bom só para o Colorado, mas para o Campeonato Brasileiro.

Campeonato que tem um outro tricolor que começa a empolgar, o rival do Inter, o gaúcho Grêmio.

Que derrotou o Cruzeiro com toda justiça por 2 a 1 e, veja lá, tem o melhor ataque do campeonato no momento.

O que pode surpreender muita gente, menos o técnico Mano Menezes, que faz um trabalho de se tirar o chapéu.

E, no domingo, o Grêmio volta a se encontrar com sua gente -- num Olímpico certamente lotado.

Por Juca Kfouri às 20h57

Para quem ainda acha que o Flamengo não é pentacampeão brasileiro

 

http://www.fifa.com/en/comp/Clubworld/tournament/0,6537,CWC-2006-44,00.html

E está faltando atualizar com a segunda Copa do Brasil...

 

Club de Regatas Flamengo

Toyota Cup Winners 1981

A brief history…
The first Brazilian club to win the modern-day version of the Toyota Cup, in 1981, Flamengo are the standard-bearers for the working class of Rio de Janeiro and Brazil as a whole, and according to current coach, Júlio César Leal, are supported by "thirty million paupers.”

"In Brazil, our people suffer a great deal and constantly encounter difficulties in daily life. But when you work for a club like Flamengo, supported by over 30 million people, you forget day-to-day difficulties for 90 minutes. This enables us to overcome our own limitations and maintain our will to win, despite the fact that winning one football match after another is far from easy,” Cesar Leal explains.

Club de Regatas Flamengo
Town: Rio de Janeiro
Founded: 17 November 1895
Trophies:
28 Rio de Janeiro State Championships, 5 Brazilian Championships, 1 Brazilian Cup, 1 Copa Libertadores, 1 Toyota Cup, 1 Conmebol Cup, 1 Mercosur Cup, 1 Brazilian Champions Cup, 1 Kirin Cup
Legendary players: Dida, Gerson, Mario Zagallo, Zico, Jorginho, Renato Gaucho, Bebeto, Leonardo, Romario
Records: Junior - 865 matches, Zico - 508 goals

Por Juca Kfouri às 17h30

A CBF não informa

Esta notícia não sairá na página da CBF:

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acaba de absolver este blogueiro, por 4 a 1, no processo movido por Ricardo Teixeira por causa de entrevista concedida à revista "Caros Amigos", em abril de 1997.

Mais de cinco anos depois da entrevista, fortalecido pela conquista do pentacampeonato na Ásia, o presidente da CBF resolveu acionar a Justiça por se considerar ofendido pelo entrevistado.

O Tribunal  confirmou, assim, decisão anterior, da mesma instância, tomada por dois votos a um.

Por Juca Kfouri às 16h09

O poder da CBF

Eis a capa da revista "Trivela" que está chegando às bancas no próximo dia 4 de setembro.

Traz, como se vê na capa, uma competente reportagem sobre as relações de poder em nosso futebol e a relação dos políticos que receberam da CBF em suas campanhas passadas.

Por falar em CBF: a Seleção Brasileira joga no dia 3 contra a Argentina no dia 5 contra País de Gales.

O intervalo legal, de 72 horas, entre um jogo e outro foi para espaço.

Os sindicatos dos atletas continuarão mudos?

Por Juca Kfouri às 15h53

Quando sete não é conta de mentiroso

Os sete jogos desta noite significam a hora da verdade para pelo menos 12 times.

Dois deles se pegam em Caxias do Sul, na última partida da punição ao Grêmio.

O tricolor gaúcho recebe o Cruzeiro.

Hora de o Grêmio provar que pode sim aspirar à Libertadores.

E de o Cruzeiro revelar se veio ao campeonato para valer ou a passeio.

O Goiás recebe o Fluminense.

Ou os goianos ganham uma ou o fantasma adquirirá um contorno realmente assustador.

Ou os cariocas ganham uma ou, então, que tratem de começar a botar as barbas de molho porque a coisa ficará preta.

No Arruda, Santa Cruz e Inter.

Bem, o Santa já está na pior, mas se não vencer verá que até o pior pode ficar ainda pior.

E o Inter não pode nem pensar em empatar se, de fato, ainda pensa em ser tetracampeão brasileiro.

Para Palmeiras e Figueirense a situação é bem menos dramática no Palestra Itália.

Mas é um jogo que serve para que os dois alimentem seus melhores sonhos.

E vale como revanche da goleada que os catarinenses enfiaram nos paulistas na primeiro turno, 6 a 1 em Floripa.

Juventude e Flamengo já fazem um jogo bem diferente, com os gaúchos, em casa, em busca de afirmação.

E o Flamengo, honestamente, em busca de se distanciar do rebolo.

Como São Caetano e Corinthians, no ABC.

É o Azulão atrás de sua primeira vitória com PC Gusmão.

E o Timão (?) também em busca da reabilitação com Leão, ambos cheios de rima e quase nenhuma solução.

Finalmente, Atlético Paranaense e Santos, na Arena.

Os paranaenses dispostos a engrenar de vez.

O Santos em sua toada, discretamente, querendo só beliscar pela beirada.

Por Juca Kfouri às 23h20

29/08/2006

Para entender a crise corintiana

O Corinthians fez uma parceria nebulosa com uma empresa que não existia, a MSI, e que jamais revelou o nome de seus investidores.

Ali, rachou.

E rachou porque as melhores cabeças -- que são poucas -- do Conselho corintiano ficaram contra a parceria e foram derrotados.

Os oportunistas de sempre apoiaram e alguns se reaproximaram de Alberto Dualib, o eterno presidente.

Hoje, brigam entre si para ganhar algum na feitura da página do clube na Internet (que era feita de graça por um conselheiro) e muito no megalomaníaco projeto do estádio.

Apoiado por Nesi Curi, eminência obscura que controla a mina de ouro das categorias de base do clube, Dualib elevou Kia Joorabchian, o presidente da MSI, à categoria de santo.

E isso apesar de as informações sobre ele permitirem, no máximo, qualificá-lo como um testa de ferro.

Ou, no dizer de um jornalista russo que Joorbchian enganou em negócio comandado pelo foragido da Rússia, Boris Berezowski, como um "ator de negócios".

Quem apresentou Joorabchian ao Corinthians foi Renato Duprat, empresário que faliu a Unicór e que vive fugindo das centenas de ações trabalhistas de seus ex-funcionários, que até mandado de prisão já obtiveram contra ele.

Contrariando todas as previsões, Joorabchian cumpriu o que prometera e trouxe Carlitos Tevez para o Parque São Jorge, numa transação que não passou pelo Banco Central brasileiro e que significou a mais cara transferência de atleta de toda a história do nosso futebol como comprador.

Técnicos do BC têm certeza de que essa negociação (na casa dos US$ 22 milhões) ainda resultará em multa contra o clube, no mínimo, no valor do contrato.

Ao mesmo tempo em que fechava a parceria, o Ministério Público estadual de São Paulo investigou a MSI e concluiu que havia fortes indícios de lavagem de dinheiro, não restando dúvida sobre a participação de Berezowski, coisa que, aliás, o próprio Dualib admitiu depois de passar algum tempo negando.

Como o eventual crime constatado pelo MP é federal, o inquérito mudou para essa esfera e, desde então, há mais de um ano, sob a responsabilidade da Polícia Federal, o mais completo silêncio passou a imperar sobre as investigações.

Curiosamente, aliás, Berezowski, recentemente, esteve no Brasil e foi recebido com tapete vermelho por membros do partido do governo federal.

Parceria feita, dívidas corintianas parcialmente pagas, a direção do clube passou a minar o parceiro, ao seguir à risca um conselho dado por Eurico Miranda: "Peguem o dinheiro dos gringos e depois dêem um chute neles".

É que Dualib tenta fazer neste momento, no exterior.

Primeiro ele começou a falar mal de Joorabchian com ciúmes de sua alta popularidade junto à torcida do Corinthians que, docil e irracionalmente, se deixou enganar pelo falso mecenas, ainda mais depois que o time foi campeão brasileiro, apesar das circunstâncias.

Estabelecido o conflito, Joorabchian recebeu o beijo da morte ao se curvar quando aceitou a volta de Marcelinho Carioca.

Cavalo de Tróia, o ex-atleta em atividade conseguiu só em parte rachar mais um pouco o grupo de jogadores.

O golpe final foi a chegada de Emerson Leão, também contra a vontade de Joorabchian, por causa da pública aversão que o técnico revelou ter em relação aos argentinos.

O alvo era o símbolo da parceria: Carlitos Tevez.

Que passou recibo. E foi embora. Autorizado pela MSI.

Agora, Dualib cobra os investidores.

Só assina a transferência de Tevez -- exigência da Fifa que apenas confere autoridade aos clubes para tanto -- se receber reforços.

Dê-se a isso o nome que quiser, chantagem, inclusive.

O fato é que a MSI só pode negociar o atleta, sem depender de Dualib, depois de 31 de janeiro de 2007, quando acaba o vínculo de Tevez com o Corinthians.

De quebra, Dualib tenta, mais uma vez, se livrar de Joorabchian.

Seu candidato para substituí-lo, no entanto, é Duprat, cuja visibilidade como, por exemplo, presidente da MSI, dada a sua folha corrida, atrairia as atenções dos oficiais de Justiça de São Paulo, tantas são as ações contra ele.

O próprio Duprat, aliás, tem feito frenéticos apelos aos seus aliados para que desmintam a possibilidade, temeroso de que volte a ter que passar algumas noites na cadeia, como aconteceu pouco tempo atrás por causa do contencioso que envolve a falência da Unicór.

A MSI, desta vez, optou por nem sequer se pronunciar oficialmente sobre a boataria e especulações de todo tipo.

Preferiu deixar que os fatos as desmintam.

Ou seja: no balaio de gatos, e ratos, que virou o Corinthians, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Por Juca Kfouri às 11h24

Brasiliana

Uma história bem brasileira, que dá a medida de como é difícil ser pobre e praticar esportes no país.

Pela primeira vez, a Maratona de Patins de Nova Iorque, já em sua 15o. edição, contou com a participação de crianças.

E o Brasil tinha dois representantes, dois meninos carentes de Sobradinho, no Distrito Federal, acompanhados por sua treinadora, Tuca Reichert.

E porque são realmente talentosos, os patinadores Tiago Silva Nascimento, de 9 anos, e Émerson dos Santos Moreira, 10, foram campeões em suas categorias na modalidade de patinação de velocidade, prova que tem grande chance de se tornar olímpica já nas Olimpíadas de 2016.

Por enquanto, a patinação de velocidade foi homologada para o Pan de 2007, segundo Tuca Reichert, que também é diretora de patinação radical da Confederação Brasileira de Hockey e Patinaçao.

A dificuldade para obter patrocínio quase fez a treinadora e seus pupilos desistirem da viagem, tantas foram as promessas não cumpridas.

Como, por exemplo, uma da secretaria de Esporte e Lazer de Brasília que prometeu e depois se negou a dar as passagens.

Apenas a Poupex (Fundação Habitacional do Exército), que contribuiu com R$ 3 mil, e a Igreja de Cristo de Sobradinho, que arrumou hospedagem com integrantes da igreja em Nova Iorque, respaldaram a aventura que terminou com final feliz.

Quanto à performance de Tiago e Emerson, que também se empenharam na captação de recursos, a treinadora já esperava que os meninos venceriam.

"Eu sabia que eles seriam campeões, por isso não medimos esforços para participar da maratona", ressaltou.

Resta, agora, saber se o excelente resultado encorajará patrocinadores para que Tiago e Émerson possam continuar a mostrar o que sabem fazer.

 

 


 

Por Juca Kfouri às 23h36

28/08/2006

A atitude Bernardinho

O esporte brasileiro jamais teve um treinador como Bernardinho.

Nem o lendário Kanela, do basquete bicampeão mundial, nem o hiper vitorioso Lula, que reinou durante 11 anos no campeoníssimo Santos de Pelé.

Nem mesmo Telê Santana.

Curiosamente, Bernardinho não briga com ninguém.

Ou melhor, briga com todo mundo, a começar por brigar com ele mesmo.

Briga para vencer, briga para ser o melhor, briga pela inalcançável perfeição.

Mas ninguém o vê com picuinhas com este ou aquele atleta.

Bernardinho tem a força dos esportistas excepcionais e a formação intelectual que raros esportistas têm.

O que explica muita coisa. 

 

Por Juca Kfouri às 11h46

A atitude Giba

Nesta calma segunda-feira, uma reflexão.

Sobre Giba, o melhor jogador de vôlei do mundo.

Na semifinal contra os donos da casa, a Rússia, jogo duro, set disputado, o levantamento para ele não saiu perfeito.

Giba subiu, soltou o braço na diagonal e...errou.

Imediatamente, sem que fosse necessário o auxilio dos leitores de lábios do "Fantástico" para entender, o fabuloso Giba assumiu:

"Nada, nada, nada! Errei, errei!"

O erro não tinha sido dele.

Mas havia alguma coisa melhor a fazer do que chamar para si uma falha que poderia desestabilizar o time?

Nestes tempos em que se fala tanto em atitude, Giba mostrou como se faz.

Sem marketing, sem dramatizar, sem choro nem vela.

Por Juca Kfouri às 11h38

Resumo da rodada

A primeira rodada do segundo turno do Brasileirão repetiu apenas dois resultados da primeira rodada do primeiro turno:

o Grêmio ganhou do Corinthians pelos mesmos 2 a 0 e o Juventude derrotou o Paraná Clube pelo mesmo 1 a 0.

De resto, 26 gols agora contra apenas 18 no dia 15 de abril.

E o público foi maior no fim de semana que passou do que na primeira rodada: 12.096 pagantes em média agora contra 10.146 então.

O melhor público da rodada foi o do Pacaembu, com 28.322 corintianos.

Seguido pelo do Beira-Rio, com 26.919 pagantes.

O pior ficou por conta da Vila Belmiro, com apenas 5.092 torcedores.

Mas a maior novidade depois desta rodada, que não teve nenhum 0 a 0, foi a entrada de Grêmio e Vasco no terceiro e quarto lugares, desalojando o Paraná Clube e o Internacional.

E ontem só um mandante ganhou, o Figueirense.

Inter, Paraná Clube, Fortaleza e Corinthians perderam em casa e Ponte Preta e Flamengo só empataram.

Finalmente, o Botafogo saiu do grupo dos rebaixados e o Goiás entrou.

Corinthians, Fortaleza e Santa Cruz permaneceram. 

Por Juca Kfouri às 23h02

27/08/2006

Noite quase alvinegra

O Botafogo fez a festa no Ceará e derrotou o Fortaleza, 3 a 2, no sufoco de um fim de jogo dramático.

Saiu da zona do rebaixamento e pode respirar.

Outro alvinegro, o Figueirense, em Floripa, sempre com Soares e Cícero, responsáveis por 17 dos 30 gols do time, ganhou, no segundo tempo, do Santa Cruz, 2 a 0, e aumentou o despero do time pernambucano.

Time pernambucano que está vendo seus rivais Náutico e Sport ensaiarem suas voltas para a Série A, enquanto o tricolor ensaia seu retorno para a Série B.

Cícero agora faz companhia a Dodô, Wagner e Souza no topo da artilharia, com 9 gols.

Soares tem 8, como Tuta, e deixou seu companheiro Schwenck, isolado, com 7.

E, finalmente, mais um alvinegro, a Ponte Preta, quase acabou com a banca do Palmeiras.

Num jogo equlibrado, e de placar justo, em Campinas, a Macaca abriu o placar no fim do primeiro tempo.

Mas cedeu o empate no fim do segundo, quando Marcinho manteve a invencibilidade do Verdão no pós-Copa.

Por Juca Kfouri às 18h54

Grêmio e Vasco, 10 com louvor. E zero para Simon

Carlos Eugênio Simon errou duas vezes a dano do São Paulo, no Maracanã: deu impedimento em lance que houve pênalti em Aloísio e não marcou outro quando a barreira do Flamengo cortou com o braço uma falta batida por Rogério Ceni.

Mesmo assim, o São Paulo, que chegou a ser dominado pelo Flamengo, não perdeu.

O Flamengo fez 1 a 0 em jogada inteligente de Obina, que bateu falta com rapidez para Juan marcar ao pegar desprevenida a defesa tricolor.

Mas parece que o Flamengo não acreditou que podia e cedeu espaço.

Aí, é fatal.

Deixar o São Paulo jogar é convite para levar gol e foi o que Lenílson fez, com maestria para empatar 1 a 1.


No Pacaembu, até fazer 1 a 0, aos 30, com o zagueiro Evaldo, de cabeça num escanteio, o Grêmio tinha criado três chances claras de gol, contra apenas uma do Corinthians.

O Grêmio jogava como se estivesse no Olímpico. E com portões abertos.

Senhor das ações e muito bem distribuído em campo.

Fosse uma tarde um pouco mais feliz do centroavante Rômulo e os gaúchos teriam vencido até com facilidade.

Ele só foi fazer 2 a 0 aos 35 do segundo tempo, de cabeça, em escanteio, como no primeiro gol.

Principalmente porque Mascherano, irresponsavelmente, cavou sua expulsão, logo no reinício do jogo.

Tão irresponsável que custa a crer que não seja parte de uma "rebelião portenha" contra Emerson Leão, pois ele levara um justo cartão amarelo por agarrar Hugo e só faltou bater no árbitro na reclamação.

Fato é que desde que Tevez foi embora, o Corinthians não fez nenhum gol, ele que marcou contra o Flu na estréia de Leão e deu para Nadson fazer diante do Botafogo.

Mas quem brilhou mesmo foi o Vasco.

Jogando com a humildade de quem conhece seus limites, derrotou o Inter no Beira-Rio, por 2 a 1.

Inter que está pagando pelo desmonte, porque time algum no mundo perde quatro titulares e não sofre.

Fato é que desde que ganhou a Libertadores, o Colorado somou apenas dois pontos em nove disputados.

O Vasco fez 1 a 0 com Jorge Luiz, de cabeça, Iarley empatou numa maravilhosa bicicleta, mas Moraes, também em belíssimo chute de fora da área, deu a vitória aos cruzmaltinos, que surpreendem.

Grêmio e Vasco já estão lá em cima, graças, também, à derrota do Paraná Clube, em casa, para o Juventude por 1 a 0.

E o São Paulo tem motivos para desconfiar que Simon não quis que o campeonato ficasse sem graça.

Por Juca Kfouri às 17h02

Domingo brasileiro

Na madrugada, no Grand Prix, a seleção feminina de vôlei do Brasil derrotou as campeãs olímpicas chinesas por 3 a 0 -- 25/22, 25/19 e 25/17.

E já está classificada para a fase final.

No começo da manhã, uma comemoração que não acontecia desde 2004: Felipe Massa, com a Ferrari, ganhou o GP da Turquia de Fórmula 1, sexto brasileiro a pisar no ponto mais alto do pódio na história.

Entra para o clube de Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Rubens Barrichello.

E, finalmente, na Liga Mundial de vôlei masculino, o time brasileiro derrotou o francês por 3 a 2, depois de sair perdendo por 0 a 2, com parciais de 22/25, 23/25, 25/22, 25/23 e 15/13.

Giba foi simplesmente fantástico e mais um título foi conquistado. 

Este hexa veio!

O vôlei brasileiro é fenomenal.

 

Por Juca Kfouri às 13h10

Segundona embolada

O equilíbrio na Série B é impressionante.

Terminou o primeiro turno, com o Coritiba na frente.

Mas apenas pelos três gols que tem de vantagem no saldo sobre o Náutico, ambos com 35 pontos, 10 vitórias, cinco empates e quatro derrotas.

Sport e Avaí vêm a seguir, os dois com 30 pontos.

Até aí, tudo bem.

Está claro que os dois líderes, se souberem administrar a vantagem que têm, no mínimo, garantirão lugar entre os quatro primeiros e, assim, suas vagas na Série A em 2007.

Já para o terceiro e quarto colocados a vida é mais complicada.

Porque CRB, Atlético Mineiro e Marília estão colados, todos com 29 pontos. 

E ainda tem o Paulista com 28; o Santo André com 27; o Paysandu com 26 e o América (RN) e o Brasiliense com 25.

Todos podendo sonhar em chegar, ao menos, em terceiro e quarto lugares.

Para se ter uma idéia do equilíbrio, o primeiro dos quatro últimos, a Portuguesa, está a apenas seis pontos do América e do Brasiliense.

 

Por Juca Kfouri às 23h45

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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