Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

09/09/2006

Maria, Maria!

Com um duplo 6/4, linda, saltitante, leve e solta, Maria Sharapova acaba de conquistar o Aberto dos Estados Unidos, ao derrotar a belga Henin-Hardenne.

Toda de negro como se fosse a uma festa black-tie, ela fez questão de sair da quadra e ir até onde o pai estava, antes de confraternizar com o público que a aplaudiu com entusiasmo.

A russa não é apenas uma mulher linda.

É uma tenista de primeira, que já ganhou em Wimbledon e que acaba de vencer seu segundo torneio do Grand Slam.

Por Juca Kfouri às 21h58

Segundona para 12

Sim, do primeiro ao 12o. colocado na Série B, todos têm chance de ficar entre os quatro que subirão no fim do ano.

Todos na faixa dos 30 pontos.

Do Coritiba, com 39, ao Guarani, com 30.

Na rodada de ontem e hoje, dos quatro primeiros, só mesmo o Atlético Mineiro se deu muito bem.

Ganhou do CRB, que também tem 30 pontos, em Maceió, 1 a 0, com um menos um, resistência heróica no fim do jogo, ao estilo Galo vingador. 

E subiu para 35 pontos, apenas quatro a menos que o líder Coritiba.

Coritiba que só empatou com a Portuguesa, no Canindé, 2 a 2, mas que, diante da derrota do Náutico (Paysandu, 1 a 0), e do empate do Sport (sem gols, na Ilha do Retiro, com o Santo André), até que não tem do que reclamar.

Coritiba, Náutico, Sport e Galo comandam.

Mas Avai, Paysandu, Marília, Paulista, América (RN), Santo André, CRB e Guarani fungam no cangote.

Vem muita emoção e drama por aí.

Por Juca Kfouri às 21h25

Pior para o Vasco

Foi um sábado do Palmeiras, da Ponte Preta e do Grêmio.

O Palmeiras porque não se deixou abalar pelo gol relâmpago do São Caetano, belíssimo por sinal, de três dedos, de fora da área, de Marcelinho.

Quase 20 mil pessoas no Palestra Itália devem ter sentido frio na espinha, mas o Palmeiras não perdeu a cabeça, soube reagir com firmeza e frieza e reagiu e virou ainda no primeiro tempo, 3 a 1.

Com direito a um insinuante gol de Edmundo, com a ponta da chuteira, porque jogador bom não faz gol de bico, faz de ponta.

A Ponte Preta derrubou ainda mais o Santa Cruz, 2 a 0, e tudo indica que o tricolor verá caindo para a Segunda Divisão a subida de seus dois rivais locais, o Sport e o Náutico.

E Vasco e Grêmio fizeram um bom jogo, disputado à gaúcha, com forte marcação e dificuldade para um time entrar na área do outro.

Tanto que os dois gols saíram de chutes de fora da área -- Lucas para fazer Grêmio 1 a 0, e Andrade, de falta, para empatar, ainda no primeiro tempo.

Tudo somado, foi melhor para o time gaúcho, não só porque era o visitante como, também, porque permanece na zona da Libertadores, mesmo que, como é se esperar, o rival Inter supere amanhã o Furacão e o ultrapasse, tomando o terceiro lugar.

Para o Vasco, em casa, é que os três pontos pintavam com essenciais.

Por Juca Kfouri às 21h12

Cuba arrasada

A seleção brasileira de vôlei feminino acaba de arrasar a cubana pelas semifinais do Grand Prix, na Itália.

Foram 3 sets a 0 (25/20, 25/15 e 25/18) sem nenhuma dificuldade.

Aliás, dificuldade aparentou que haveria no terceiro set, quando as cubanas chegaram a fazer 10 a 4.

Mas numa reação impressionante, que paralisou as cubanas, as brasileiras fizeram 10 pontos seguidos e viraram para 14 a 10, sem mais perder o comando do jogo.

A final é amanhã e a vitória vale o hexa também no feminino.

Itália e Rússia, que jogam às 12h30, disputam a vaga na final. 

Por Juca Kfouri às 09h45

Novo Interlagos

Daqui a pouco, em entrevista coletiva, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciará o projeto Novo Interlagos.

Na área do parque público que abriga o autódromo, cujo circuito permanecerá inalterado por força de contrato com a Fórmula 1, será erguido um ginásio poliesportivo com funcionamento durante 24 horas por dia, uma iniciativa bem-vinda para a imensa, e carente, população da região.

Por Juca Kfouri às 09h18

08/09/2006

A Timemania em editorial

Do "Correio Braziliense" de hoje:

 


Ao aprovarem o projeto de lei que institui a Timemania, agora aguardando sanção presidencial, os deputados federais satisfizeram os desejos do Palácio do Planalto, autor da proposta, que vê no futebol da Seleção forte representante da cultura brasileira, além de instituição capaz de aproximar e promover a paz entre nações. Mas os parlamentares atenderam sobretudo os interesses dos dirigentes esportivos.

A nova loteria é, na prática, o 10º sorteio que será administrado pela Caixa Econômica Federal. Desta vez, com destino específico: cobrir a dívida dos clubes com o fisco. Ao longo de anos, dirigentes inescrupulosos não repassaram ao INSS, Fundo de Garantia e Receita Federal os valores descontados dos funcionários. Com o tempo, a dívida cresceu, vieram as negociações, os refinanciamentos fiscais (Refis) que não foram honrados. Hoje, o rombo passa de R$ 1,1 bilhão.

Relatórios de auditores do INSS identificaram a existência de clubes “que se apropriam até das contribuições descontadas de seus empregados”. É o calote institucionalizado, sem que qualquer pena tenha sido imposta aos fraudadores, maus gestores e incentivadores da corrupção, conforme identificaram duas CPIs do futebol.

Com a Timemania, o governo federal conclui jogada de mestre: garante o recebimento da dívida até então impagável — o que poderá ocorrer em até 18 anos — e atende aos interesses dos dirigentes que, ao renegociarem os débitos, poderão receber as certidões negativas das entidades credoras. A questão é que, apesar da tripla parceria (governo, Congresso e clubes de futebol), quem pagará a conta, mais uma vez, é o torcedor apostador. Ora, o correto seria executar os devedores reincidentes em inadimplências para reaver o que ao governo pertence legalmente. Aplicar, enfim, o mesmo critério à generalidade das pessoas físicas e jurídicas, como é de lei.

Mas, com a aprovação do projeto de lei, resta respeitar a vontade soberana e democrática do Congresso Nacional. Menos mal, nesse aspecto, que os parlamentares decidiram incluir, na negociação derradeira, um artigo que beneficia, também, as santas casas de misericórdia de todo o país. Tratam-se de instituições históricas e de benemerência que, devido à precariedade de suas finanças, também se tornaram devedoras do fisco. Agora serão atendidas com 3% das arrecadações da Timemania, em torno de R$ 15 milhões anuais.

Espera-se, por fim, que, ao fazer cumprir a nova legislação, o governo não permita que inadimplências se repitam, freando o ímpeto dos sonegadores históricos e lhes tirando, se preciso, os privilégios da Timemania em caso de reincidência nos recolhimentos fiscais previstos em lei.
 

 

Por Juca Kfouri às 17h47

São Paulo entre o céu e o inferno

Neste domingo o São Paulo começa uma semana que pode levá-lo novamente ao paraíso ou às profundezas dos infernos.

Primeiro, o Corinthians.

Rival que bate desde a final do Campeonato Paulista, em 2003, com sete vitórias em 10 jogos (uma vitória, por 3 a 2, entrou na cota dos jogos anulados do Brasileirão passado e não está contada).

Essencial, no mínimo, manter a invencibilidade, já que a liderança no Campeonato Brasileiro não corre risco imediato.

Depois, na quinta-feira, o Boca Juniors, final da Recopa.

Com um 1 a 0, o tri, que ganhou nova importância depois da má apresentação de ontem, na Bombonera.

E, enfim, no outro domingo, o Inter, no Morumbi.

Vencer terá um sabor especial depois da decisão da Libertadores e afastará os campeões da América do tetra nacional.

Três vitórias, portanto, ou pelo menos um empate (no Brasileirão) e duas vitórias, será o céu.

Mas se der o contrário...

 

Por Juca Kfouri às 17h42

Os documentos

Quem quiser ver os documentos que demonstram o tamanho das mentiras do mitômano, acesse o link abaixo:

http://lancenet.com.br/juca/news/040227.htm

Por Juca Kfouri às 12h07

Sobre MiltonNeves

Em novo surto por ter visto revelada mais uma ligação sua com quem faz negócios no futebol, e o paga como garoto-propaganda, MN, que começou sua carreira de "jornalista" cobrindo o Detran para uma emissora de rádio ao mesmo tempo em que era escrivão de polícia no próprio Detran, quer discutir sobre ética, tema com o qual não tem a menor intimidade.

Segue, abaixo, a resposta dada ao seu bestialógico à época em que ele o produziu:

Mitômano, Milton Neves produziu um bestialógico contra mim e tentou publicá-lo, em vão, em diversos veículos.

Frustrado, tratou de distribuí-lo pelo mundo afora. Seu "dossiê", produzido a oito mãos, estava entre as "provas" que Agnelo Queiroz apresentou à TV Record, em Brasília.

Mas, irritado com duas siglas que usei no "Lance!", MN (para designar os mentirosos natos) e GGP (gang dos garotos propaganda), e por me atribuir um título, depois mudado, que não fiz, no sítio "Consultor Jurídico" -- "Do mesmo lado" -- na matéria sobre o testemunho de Ricardo Teixeira a seu favor em processo que move contra Ricardo Teixeira, o descontrolado Neves deu um grave passo em falso: publicou no jornal "Agora" e em seu sítio boa parte de suas sandices

O abominável Neves quer convencer as pessoas de que recebi de Pelé para entrevistá-lo na revista "Playboy", em 1993.

Só isso!

Neves imagina que, um dia, Pelé pagou para ser entrevistado. Repita-se: ele não escreveu que Pelé recebeu para ser entrevistado, mas insinua que pagou! E pagou por uma entrevista que redundou no afastamento dele do sorteio da Copa de 1994, pois o então presidente da Fifa, João Havelange, solidário com o então genro, Ricardo Teixeira, resolveu considerá-lo pessoa não grata.

Hilariante, não fosse caso de internação.

Devaneia mais ainda o mascate Neves, que calou sobre a quebra da Únicor e sobre a prisão, por emissão de notas fiscais falsas, do dono da Lousano, duas de suas patrocinadoras: insinua que Pelé também pagou para que "Placar" publicasse um perfil de Ricardo Teixeira, ainda em 1993.

Perfil crítico, diga-se de passagem. Como se alguém precisasse pagar para que uma revista dirigida por mim criticasse Teixeira!

Em resumo: o comunicador Neves, que pôs no ar o suicídio de um soldado da PM e que confrontou a mãe de uma moça estuprada com a mulher do estuprador em seu edificante programa policial, usou notas fiscais de minha microempresa (que abri, ainda quando trabalhava na Abril, exatamente para fazer serviços para terceiros, como está  entre seus objetivos) e por mim devidamente publicadas quando Eurico Miranda tentou inventar a mesma farsa ("Lance!" de 29/11/2000), para relacioná-las às reportagens das revistas que eu dirigia à mesma época.

E o investigador Neves diz, em seu "dossiê" que recebeu as notas "pelo correio", como se fossem desconhecidas...

Aliás, em seus devaneios, o tosco Neves supõe estar diante do primeiro caso da humanidade em que o corrupto passa recibo da corrupção. Investigar, de verdade, dá trabalho, não é como encher lingüiça num programa de rádio ou promover palhaçadas na TV. E ele acusa como ilegal um depósito em conta de pessoa física quando não há ilegalidade alguma, posto que feito em cheque, em moeda nacional , contra recibo e de microempresa de um dono só, com sua mulher, com quem é casado em comunhão de bens, ato perfeitamente legal segundo a legislação de então.

E mente deslavadamente ao dizer que a direção da Abril desconhecia o que eu fazia à época.

Apesar dos debates que organizei e apresentei para duas Feiras Internacionais de Esportes, por iniciativa da Lemos Brito e da Pelé Sports, terem o apoio, explícito, da "Placar", conforme, aliás, amplo material fotográfico comprova.

Pobre Neves! Mal sabe que quem me apresentou a Lemos Brito e pediu que o atendesse foi meu chefe, Thomaz Souto Corrêa, vice-presidente da Abril. E que foi, além do mais, por deliciosa coincidência, o próprio Thomaz quem sugeriu a entrevista de Pelé, algo que eu não poderia mesmo decidir sozinho, porque quebrava a política de "Playboy" de não entrevistar alguém que já tinha sido objeto de uma entrevista na revista.

Desconhece, ainda, que a publicação do "Placar Urgente" foi descontinuada exatamente pela crise que o encarte com o perfil de Teixeira provocou em sua primeira edição, uma decisão da direção da Abril, ossos do ofício editorial. E que foi retomada, no relançamento da revista.

 

Por Juca Kfouri às 10h59

Sobre Milton Neves (continua)

Quanto a nomeação para o Conselho Nacional de Esportes, desconhece o descuidado Neves que essa, diante de uma recusa inicial minha, deveu-se a um apelo de Pelé a Roberto Civita, o dono da Abril, que me enviou um bilhete que termina simplesmente assim: "Bom divertimento!".

E que, quatro meses depois, já na "Folha de S.Paulo", não só pedi demissão do Conselho como publiquei o pedido em minha primeira coluna no jornal, por julgar incompatível com a função que passaria a exercer, quase diariamente, diferentemente da posição anterior em "Placar", revista mensal que pouco tratava de política esportiva. 

Neves está mesmo desconsolado por eu ter escrito que não somos da mesma turma. Mas não era para tamanho surto, convenhamos. Complexo de rejeição tem limites, ou deveria ter.

É verdade que deve doer nele não encontrar nada escrito por mim que nem sequer se assemelhe com o que ele escreveu a meu respeito em uma de suas colunas, em 2/11/97, piegas e bajulatório, sob o título "Juca Kfouri": "Cerebral, polêmico, leal, bem-informado e ético, Kfouri está escrevendo uma bonita página dentro da imprensa esportiva e ajudando a formar uma nova geração de jornalistas apaixonados pelo esporte e despojados de vaidade, insegurança e futilidades. Kfouri é hoje uma estrela das universidades de jornalismo e um bom caminho para a garotada seguir".

O trecho sobre vaidade, insegurança e futilidade não precisa de Freud para ser explicado.

De fato, por mais que em diversas ocasiões o inseguro Neves pedisse para que eu o elogiasse, nem mesmo quando fui entrevistado por ele, pela última vez, em sua coluna auto-referente num jornal paulistano, o destaquei em quaisquer de seus fúteis itens, seja no "melhor do rádio" ou no "melhor da TV".

Imagino o tamanho do sofrimento. Deve ser de tirar o sono. A ponto de ele ver  elogio meu num comentário em que registro que o programa "Super Técnico" não tinha "apelações publicitárias" com ele "despreocupado em aparecer". Talvez por ter fugido do Grupo Escolar em Muzambinho, além de escrever mal  também não sabe ler. 

É que, além do mais, ele não se conforma em constatar que jamais me omiti jornalisticamente em relação a Pelé, ao contrário do garoto-propaganda Neves que ocultou até em seu programa policial o caso Lousano e as milhares de vítimas da Unicór  --e acha grave que alguém voe num avião da empresa quando ainda não havia nada contra ela.

E não entra em sua pobre cabeça, regida pelo tilintar da caixa-registradora, como é que eu pude me distanciar de Pelé porque este fez acordo com Ricardo Teixeira, no famigerado "Pacto do Futebol".

Até abrir mão de fazer a biografia autorizada do Atleta do Século eu abri.

Como não aceitei o convite, feito por Marcos Moraes, do Zipnet,  para implantar, dirigir e ser sócio do Pelé.net, aí sim, incompatível com a independência de quem o tem como notícia -- impossível ser sócio de quem é objeto de sua cobertura.

Mas Neves acha feio o que não é espelho, e embora olhe para Pelé como se fosse uma mina de ouro, gostaria que minha microempresa não tivesse cobrado por serviços de consultoria e organização de um seminário, com diversas tardes de debates, destinado a discutir o esporte brasileiro. Uma delas, por sinal, com destaque na "Folha de S.Paulo" do dia 18/11/94, com a presença de Pelé, Zico, Telê Santana, Nelson Piquet e Márcio Braga. A reportagem, de Humberto Saccomandi, teve como título "Pelé defende uso de greve no futebol" e traz declarações como esta, de Nelson Piquet: "Não existe democracia no esporte. Existe uma máfia tomando conta de tudo". Pelé concordou: "É normal no Brasil você debater com a máfia". De fato.

Como se vê, era um outro Pelé e o mesmo Piquet de sempre.

Ganancioso, Neves quer ganhar tudo sozinho,  quer que os outros trabalhem de graça.

Lamentavelmente Neves não está em situação de discutir ética com quem quer que seja. Ele não!

Em seu sítio na Internet, resolveu publicar, sem checar, que um evento que aconteceu em 1994 foi em 1995, ambora haja fotos e a já aludida reportagem da "Folha".

Mas o que é isso perto de quem adultera documentos?

E, em sua coluna no "Agora", omite o trecho final de um texto meu para Pelé, Celso Grellet e Hélio Viana e, pior, criminosamente cola a minha assinatura no meio do texto original.

Também, pudera. Em sua desmesurada vaidade, e complexado por não ser levado a sério, chega ao absurdo de agredir e processar o narrador Sílvio Luiz porque este não lhe tirou o chapéu  num programa de TV!

Ou bota na minha boca coisas que eu jamais disse, como a asneira de que jornalista só pode viver de jornalismo, como se não pudesse escrever um romance, um livro de poesias, dar aulas, fazer palestras, ser dono de restaurante etc. Jornalista não pode é fazer propaganda, algo impensável nos países mais adiantados, embora nem mesmo eu enfie no mesmo saco todos que o fazem, como aliás, o próprio MN sabe muito bem, pois até no ar já discutimos a questão. Mas, especialista em meias verdades, acaba por produzir mentiras inteiras.

Ele sabe com quem anda,  quem são suas "fontes", mas não sabe o que faz.

Se bem que, até aí, morreu Neves.

SOBRE HÉLIO VIANA

Minha opinião sobre Hélio Viana está publicada na revista "Caros Amigos" de abril de 1997.

Compreensivelmente ele não gostou.

E, diga-se, foi manifestada muito antes do escândalo que fez Pelé dele se separar.

Convivi com ele durante todo o período da gestão de Pelé no ministério do Esporte e, muito embora tenha sido essencial para a aprovação da Lei Pelé, aprendi que ele tem extrema facilidade para se descolar da realidade.

A ponto de dizer que chorei ao ser demitido da Editora Abril e que tentou me arrumar emprego. Ele que já tinha dito que me ajudou a ganhar três Prêmios Esso, embora eu tenha ganhado apenas um, com a equipe de Placar.

Pois não só não chorei como não fui demitido da Abril, mas, sim da Placar. A empresa até um ano sabático me ofereceu. Preferi sair. E sai numa sexta-feira, 23/6/95, para estrear coluna na "Folha de S.Paulo", no dia 25. Devidamente indenizado pela casa para a qual trabalhei durante 25 anos. Convenhamos, não havia motivo para chorar.

Sobre ter escrito que ele, Celso e Pelé ocupavam um lugar especial em meu coração, eu poderia, se fosse cínico, dizer que os dois ocupavam o lado de dentro e ele o de fora. Mas foi apenas uma maneira carinhosa de tratá-los.

Já errei muito na vida, errarei mais, cometi equívocos graves ao acreditar em muitas pessoas, mas jamais fiz alguma coisa de que me envergonhe. Ao contrário, explico tudo.

Razão pela qual até agradeço a dupla MN/HV  por ter publicado, mesmo que grosseiramente adulterado, o fax que enviei ao trio. Eu teria constrangimento em fazê-lo.

E acho graça quando HV diz que um filho meu, Daniel, passou uma época aos cuidados dele em sua casa em Joatinga. Jamais! Na verdade, ao ir fazer um estágio no Rio de Janeiro, meu filho, com 21 anos, que iria para a casa de um tio meu, compreensivelmente cedeu à insistência e gentileza do casal Hélio/Leila Schuster, e preferiu ficar, sozinho, no apartamento dela, na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Depois, de fato, passou um curto período em apart-hotel de Hélio Viana, sempre só.

A vida é assim.

Milton Neves, por exemplo, nunca se perdoará por ter aparentado tanta intimidade e admiração por mim. A dor da rejeição deve ser insuportável e produz meias verdades em mentiras inteiras.

 

Por Juca Kfouri às 10h58

E foi de pouco

Boca Juniors e São Paulo fizeram o jogo que se esperava.

Só que o São Paulo exagerou no direito de jogar mal.

O Boca, e sua impressionante torcida, na pressão. O São Paulo, intimidado, na defesa.

Assim, o Boca mandou, aos 8 minutos, uma bola na travessão, teve o domínio, mas nem criou tanto como gostaria.

Já o São Paulo, que teve de trocar Aloísio, com lesão muscular, por Alex Dias, aos 34 do primeiro tempo, achou um gol com Thiago.

O tricolor chutou de fora da área e o goleiro paraguaio Bobadilla aceitou um frangaço, aos 30 minutos.

O Boca seguiu pressionando sem eficácia e o primeiro tempo acabou com a vantagem tricolor.

Muricy, que optou por deixar Souza no banco e entrou com Danilo e Lenílson juntos, com Mineiro na ala direita, deve ter falado muito no intervalo.

E Alfio Basile, que estava se despedindo da Bombonera como técnico dos xeneizes para assumir a seleção argentina, tinha um baita problema: estava perdendo pela segunda vez em cinco dias para um time brasileiro e vendo a série de 12 vitórias consecutivas do seu time ir para o espaço.

O segundo tempo continuou no ritmo do primeiro, com uma diferença que não foi mero detalhe: aos 8, desta vez, Palacio empatou, numa pixotada de Ed Carlos.

O 1 a 1 não era ruim, ao contrário, porque dava o 0 a 0 ao São Paulo, no Morumbi.

Duro, no entanto, seria mantê-lo.

Aos 15, Muricy tirou o inútil Alex Dias (jogou apenas 25 minutos), que está com os dias contados no São Paulo, e pôs Souza em seu lugar.

Perdido em campo, o São Paulo, se deixou dominar completamente.

Para sorte dele, o Boca de hoje não é o mesmo de algum tempo atrás, mas, apesar disso, um só argentino, o atacante Palacio, infernizava.

E aos 28, depois de bela jogada com direito a toque de calcanhar argentino, Rogério Ceni defendeu uma bomba de fora da área que sobrou para Palacio coroar sua noite de rei e fazer mais um, o do 2 a 1.

Ficou barato, na verdade.

E bastará vencer por 1 a 0 para o São Paulo, e não o Boca, ser tricampeão da Recopa.

Com as voltas de Júnior e Leandro, é bem possível.

Mas o São Paulo terá de fazer o que não fez em Buenos Aires: jogar um pouco, que seja, de futebol.

Basta dizer que o Boca chutou 23 vezes ao gol contra apenas sete do São Paulo, como mostrou a ESPN-Brasil.

O Boca conseguiu sua 13o. vitória seguida, por menos, bem menos do que mereceu.

Por Juca Kfouri às 23h01

07/09/2006

Flu se deu melhor

Não dá nem vontade de comentar um jogo que foi precedido por uma briga entre torcedores que resultou num morto e mais dois baleados.

Mas Botafogo e Fluminense fizeram um jogo vibrante e disputado à sul-americana, com jogadas ríspidas.

Numa delas, aos 15 minutos do primeiro tempo, Juliano, do Flu, foi expulso.

Nem por isso o Botafogo tomou conta.

Ao contrário,  acabou sofrendo um estranho gol de Arouca, que chutou bem, mas viu o goleiro botafoguense recolher o braço em vez de esticá-lo até o fim para tentar desviar a bola.

Não é mesmo que certas coisas só acontecem com o Botafogo?

Pois Zé Roberto se machucou e nem entrou em campo.

Lima também e teve de sair ainda no primeiro tempo.

Justamente os dois que foram os maiores responsáveis pelos últimos bons resultados do alvinegro.

No segundo tempo só deu Botafogo, a exceção de um lance em que Marcelo quase ampliou.

Mas o Bota empatou com Juninho em posição duvidosa (embora o árbitro tenha dado o gol para Reinaldo) e quase fez 2 a 1 diversas vezes, numa delas com a bola tirada quase (?) de dentro do gol.

Fato é que o 1 a 1 ficou melhor para o Flu, que jogou como visitante e poderá empatar 0 a 0 para seguir na Copa Sul-Americana.

Por Juca Kfouri às 21h47

Deu na Folha

Painel FC


Mercado da bola

Parte do dinheiro da venda de Rafael Sobis para o Betis foi parar no bolso de Delcir Sonda, um dos sócios dos Supermercados Sonda. Ele é o principal investidor de um fundo gerenciado pelo agente Jorge Machado, que detinha 75% dos direitos da revelação do Internacional. O ex-jogador Bismarck também faz parte do negócio. Sob a batuta de Machado, o grupo começou trabalhando no Rio Grande do Sul e entrou em São Paulo. Montou um escritório na cidade e participou da ida de Nilmar para o Corinthians.

Longa data. Delcir Sonda começou a se interessar pelo mercado do futebol há cerca de dois anos, ao encontrar Machado na festa de aniversário de Ronaldinho. O agente era empacotador da primeira loja da rede, nos anos 70.

Delcir Sonda deve ser um homem de valor.

E seu supermercado é anunciante de programas esportivos.

Sabendo-se, como agora se sabe, que ele também negocia atletas, pergunta-se: terão tais programas liberdade para, por exemplo, criticar os jogadores nos quais ele tem interesse?

Mais: será que esses programas enchem mais a bola desses jogadores?

Fica claro por que jornalista não pode fazer propaganda?

Por Juca Kfouri às 15h16

Que jogo na Bombonera!

Hoje tem um jogão na Bombonera, em Buenos Aires.

Dois dos clubes mais tradicionais do mundo se enfrentam pela Recopa Sul-Americana.

Recopa que, diga-se, é o de menos.

Demais mesmo é um jogo entre Boca Juniors e São Paulo.

Como seria se fosse contra qualquer outro grande clube brasileiro.

Porque tanto o Boca quanto seu estádio fazem parte da história do futebol mundial.

E o São Paulo também.

Daí o interesse que a partida desperta neste 7 de setembro, data que nada significa para os argentinos e de tanto significado para nós, brasileiros.

O Boca vem de 12 vitórias seguidas e a Bombonera já está com lotação esgotada.

O São Paulo só jogará com time completo exatamente porque o adversário é quem é.

Fosse o Once Caldas ou o Cienciano ou o Olímpia e, certamente, o São Paulo pouparia seus titulares, mais preocupado com o Campeonato Brasileiro.

Mas, zeloso de seu nome internacional, o São Paulo vai com força total. 

Por Juca Kfouri às 23h32

06/09/2006

Timão, Furacão e Peixe!

O Corinthians fez, em São Januário, sua melhor apresentação sob o comando de Leão.

Principalmente no primeiro tempo, quando dominou o jogo, foi perigoso e ligeiro e só levou um certo aperto do Vasco no fim.

Mas não saiu do 0 a 0.

No segundo tempo, quando o jogo era mais equilibrado, Gustavo Ney fez um golaço e, como acontece com freqüência, cuidou de segurar o resultado, o que permitiu ao Vasco tomar conta do jogo em busca do empate.

Que esteve na iminência de acontecer por diversas vezes.

Mas não tanto como o segundo gol do Corinthians, que saiu aos 27 minutos, mas a arbitragem não viu, depois de mandar duas bolas seguidas, uma na trave, com Rafael Moura, outra no travessão e dentro do gol, com Renato.

O Atlético Paranaense, também como visitante, no Pinheirão, já tinha vencido o Paraná Clube, por confortáveis, para o jogo da volta, 3 a 1, em jogo que não vi e no qual os paranistas perderam um pênalti no fim.

E Santos e Cruzeiro faziam um jogo equilibrado, e tecnicamente fraco, no Pacaembu, com um público muito aquém do que esperavam os santistas da capital paulista.

Por dessas coisas do futebol, aos 36 minutos do segundo tempo, segundos depois da expulsão de André Luiz por jogo violento, André aproveitou-se de mais uma falha da defesa do Cruzeiro e fez o gol da vitória santista, o que premiou, ao menos, quem mais o buscou.

Enquanto isso, o Corinthians, que receberá o Vasco no próximo dia 13, no Morumbi, porque está proibido de jogar no Pacaembu pela Conmebol, resistia bravamente no Rio.

Depois do gol não dado, o Vasco continuou na pressão em busca do empate.

Que esteve a pique de acontecer e que até seria justo, não fosse o gol não dado aos paulistas embora a bola tenha entrado claramente.

Corinthians, Atlético Paranaense e Santos saíram na frente na Copa Sul-Americana.

Por Juca Kfouri às 22h56

França dobra a Itália

França e Itália fizeram um jogo muito melhor que a decisão da Copa do Mundo.

Muito mais aberto, muito mais franco, muito mais emocionante, com jogadas muito mais agudas.

Curiosamente, por sinal, a ausência do aposentado Zidane parece ter permitido ao time francês uma liberdade que não tinha antes, quando a bola passava necessariamente sempre pelo grande craque.

É claro. Não há como comparar as situações de um jogo que decide uma Copa com um de eliminatórias da Eurocopa, em seu começo.

Aliás, também o fato de os jogadores estarem em começo de temporada deve ser levado em conta, porque na Copa do Mundo a situação era exatamente a inversa.

Mas o fato é que em 20 minutos o jogo já tinha três gols, com a França fazendo 2 a 0 (o primeiro gol no primeiro minuto) e a Itália diminuindo logo após o segundo gol francês.

No segundo tempo a França ampliou e até ameaçou golear, coisa que só não aconteceu porque a Itália tratou de honrar as quatro estrelas que agora traz em seu distintivo e buscou forças para endurecer o fim do jogo.

Em seis pontos disputados até aqui nas eliminatórias, os tetracampeões mundiais ganharam apenas um, contra a fraca Lituânia (que hoje perdeu para a Escócia). E na Itália.

Enquanto os campeões e vice da última Copa duelavam no Stade de France lotado e em festa, os terceiros colocados, os alemães, impunham uma goleada pornográfica na seleção de San Marino: 13 a 0!, com quatro gols de Podolski.

A Seleção Brasileira jamais deu um presente como este a Zagallo.

Por Juca Kfouri às 16h53

Ei, Rússia, cadê você?

A vida é assim.

Você se programa para ver um jogão de duas das melhores seleções de vôlei feminino do mundo pelas finais do Grand Prix e o que acontece?

Você vê um jogo de um sexteto só.

As meninas do Brasil não deram a menor pelota para as russas e ganharam de 3 a 0, com parciais de 25/15, 25/19 e 25/22.

Fazer o quê?

Ver, daqui a pouco, França e Itália pelas eliminatórias da Eurocopa. De futebol, é claro.

Que vida!

 

Por Juca Kfouri às 12h52

Tem futebol, mas o que vale é o vôlei

Com três jogos, começa hoje a participação brasileira na Copa Sul-Americana.

Uma competição sui generis, diga-se de passagem.

Porque serve de referência no Campeonato Brasileiro, quando sempre se fala, até com certo orgulho, que o "time tal está na Copa Sul-Americana".

Mas basta começar a Copa para que todos, ou quase todos, fujam dela como o diabo da cruz.

Tudo porque a Copa está errada e deveria ser disputada paralelamente à Taça Libertadores, como, na Europa, disputam-se a Copa dos Campeões e a Copa da UEFA.

Como acaba por ter pouco significado e o dinheiro nem é tanto, a verdade é que a Copa Sul-Americana atrapalha o desempenho dos clubes no Campeonato Brasileiro.

Hoje teremos Atlético Paranaense x Paraná Clube, às 19h15, no Pinheirão; Santos x Cruzeiro, no Pacaembu, e Vasco x Corinthians, em São Januário, ambos às 22h.

Mas a que vale mesmo hoje é o jogo de vôlei feminino, ao meio-dia, entre Brasil e Rússia, pela fase final do Grand Prix, na Itália.

As meninas brasileiras em busca do hexacampeonato e de superar o trauma da derrota inesperada para as mesmas russas nas semifinais das últimas Olimpíadas, em Atenas, quando venciam por 24 a 19 no quarto set e acabaram derrotadas no set e no jogo por 3 a 2.

As brasileiras estão invictas no Grand Prix e as russas perderam apenas uma vez, para a China, que o Brasil derrotou por 3 a 0.

Trata-se de um jogo imperdível, em todos os sentidos.  

Por Juca Kfouri às 00h42

05/09/2006

O difícil ficou fácil. E as notas

Foi o jogo do gato contra o rato.

País de Gales tem um time tecnicamente muito fraco e taticamente bastante obediente, além de entrosado.

A Seleção Brasileira é a Seleção Brasileira, mesmo sem treinar e mesmo sem todos os seus titulares.

E teve o jogo sob seu domínio, embora sem conseguir impor sua superioridade e transformá-la em gols no primeiro tempo.

Gomes precisou fazer apenas uma defesa, atrás de uma zaga segura e dois laterais muito sérios.

O meio de campo brasileiro criava pouco e, por incrível que pareça, mais uma vez, Ronaldinho Gaúcho decepcionava, embora se esforçasse bastante.

O segundo tempo seguiu no mesmo diapasão, com a Seleção Brasileira insistindo pelo meio, totalmente congestionado.

Até que, aos 14 minutos, para coroar sua boa estréia, o menino Marcelo pegou forte de fora de área, com o pé esquerdo, e abriu o marcador.

Boa notícia para o futebol brasileiro, má, provavelmente, para o torcedor do Fluminense. Quanto tempo mais ele ficará nas Laranjeiras?

Aos 29, Robinho pedalou, deu para Cicinho botar na cabeça de Vagner Love, que marcou o segundo gol.

O difícil ficou fácil e a diferença entre os times aparecia no placar.

O fim de jogo foi de festa e olé, embora exigisse de Gomes mais uma boa defesa.

Missão cumprida em Londres.

Dois jogos, duas vitórias, cinco gols a favor, nenhum contra.

Notas

Gomes - Bem sempre que exigido - 7,5

Maicon - Sério e taticamente compenetrado, embora pouco presente no ataque - 7

Cicinho - Apóia melhor que Maicon, mas passa menos segurança - 7

Alex - Forma com Luisão uma dupla tão boa como Lúcio e Juan - 7

Luisão - Forma com Alex uma dupla tão boa quanto... - 7

Marcelo - Firmeza, seriedade, personalidade e belo gol - 8

Gilberto - Entrou no lugar de Marcelo. É sempre boa opção - 6

Dudu Cearense - Apareceu pouco e errou gravemente duas vezes - 4, 5

Edmílson - Não está 100% fisicamente - 5,5

Gilberto Silva - Entrou no lugar de Edmílson e cumpriu seu papel - 6

Julio Baptista - O melhor do meio de campo, mesmo sem brilho - 6,5

Rafael Sobis - Substituiu Julio Baptista. Pouco participou. Sem nota.

Kaká - Longe dele mesmo contra a Argentina. Elano entrou em seu lugar - 6

Elano - Um erro de passe que quase complica Gomes e Alex - 5,5

Vagner Love - Isolado, pouco participativo e belo gol - 6

Ronaldinho Gaúcho - Saiu para entrar Robinho. Um dia será ele mesmo com a camisa amarela - 6

Robinho - Como sempre, botou fogo no jogo - 7

Dunga - Escalou certo, criticou sem evasivas, substituiu bem, acumula crédito - 8

Por Juca Kfouri às 16h39

Aprovada a Timemania

A Timemania, enfim, foi aprovada agora há pouco no Congresso Nacional, fruto de um acordo entre a oposição e o governo.

A nova loteria, que tem como finalidade permitir aos times de futebol pagar suas dívidas com a Previdência Social e com a Receita Federal, estava encruada há mais de um ano porque seus mentores não aceitavam a idéia do clube empresa.

O acordo, no entanto, obrigou-os a aceitar.

Ou seja: acabou a desculpa que os cartolas davam para não transformar o departamento de futebol profissional em empresa, sob a alegação que aumentaria a carga tributária.

A Timemania prevê o princípio da isonomia para quem se transformar em empresa, com a mesmíssima carga tributária que hoje atinge os clubes sociais.

Quer dizer, a Timemania não obriga a transformação em empresa, mas abre a porta para tanto sem nenhum aumento de impostos.

Em bom português: não se transformarão em empresa, ou, no mínimo, não separarão o futebol da parte social dos clubes (em regra, a causadora dos prejuízos) apenas aqueles que preferirem que tudo continue como está, servindo-se do futebol e não a seu serviço.

Por Juca Kfouri às 12h14

Uma outra Seleção Brasileira em Londres

A Seleção Brasileira volta a campo hoje, às 15h30, ainda em Londres, para enfrentar a seleção de País de Gales.

E volta bem diferente da que ganhou da Argentina.

Com Fábio, provavelmente com Cicinho porque Maicon está com dor de garganta, Alex, Luisão e Marcelo; Dudu Cearense, Júlio Baptista, Kaká e Ronaldinho Gáucho; Vagner Love e Rafael Sobis.

Dunga age bem.

Poupa todos os titulares que jogaram no domingo, porque dois dias é pouco tempo para que os jogadores se recuperem da partida anterior.

Ainda mais se considerarmos que a esmagadora maioria está em começo de temporada.

Ganhar ou perder de País de Gales, além do mais, diferentemente do que acontece em relação à Argentina, não faz grande diferença.

E, mesmo assim, a Seleção Brasileira é favorita, principalmente pelas presenças de Kaká e Ronaldinho que, enfim, parece que poderá jogar como atua no Barcelona.

Será o 10o. jogo entre as duas seleções, com ampla vantagem brasileira: sete vitórias, um empate e apenas uma derrota, em 1991, por 1 a 0, em Cardiff, no País de Gales.

Os brasileiros marcaram 18 gols e sofreram cinco.

Por Juca Kfouri às 23h42

04/09/2006

NOTA À IMPRENSA

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) protesta contra a decisão da  juíza-substituta Sabrina Campello Barbosa, da 45ª Vara Cível do  Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, de condenar o editor  e presidente do diário Lance !, Walter de Mattos Jr., em ação de  dano moral de niciativa do presidente da Confederação Brasileira de  Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, em função do artigo “Da CPI do  Futebol à CPI do Mensalão”.

A ANJ considera que o artigo não configura qualquer tipo de ofensa ou  calúnia.

Trata-se de crítica baseada em fatos ocorridos no Congresso Nacional e no âmbito da administração da CBF.

O artigo é uma opinião amparada no legítimo exercício da liberdade de  imprensa.

Condenar manifestação como esta ao pagamento de indenização  é constranger o direito de expressão.

A ANJ espera que a decisão da  juíza seja revista pelas instâncias superiores da Justiça e que a queixa-crime por crime contra a honra em julgamento no 2º Juizado  Especial Criminal, gerada pelo mesmo artigo, não prospere.

 Nelson P. Sirotsky

 Presidente da Associação Nacional de Jornais

 

 

 

Por Juca Kfouri às 12h11

O fim de semana no futebol brasileiro

Foram 30 gols nas 10 partidas da 22o.rodada do Brasileirão.

Apenas um 0 a 0, no jogo no ABC entre São Caetano e Fortaleza, com a presença de fantásticas 765 testemunhas.

O jogo de maior público foi o da reabertura do Olímpico, com 35.865 pagantes para Grêmio 2, Paraná Clube 1.

A média ficou na casa dos 12.240 pagantes por jogo.

O São Paulo ganhou no Recife e está quatro pontos na frente dos segundos colocados, Santos e Grêmio.

Virtualmente, na verdade, o São Paulo está sete pontos na frente dos dois, porque tem um jogo a menos que ambos.

E, também virtualmente por ter um jogo a menos, o Inter é quem está mais perto do líder, a cinco pontos.

O indesejado clube dos rebaixados perdeu um sócio dos mais populares.

Mas ganhou outro, ainda mais popular.

Com a vitória sobre a Ponte Preta, o Corinthians caiu fora do clube e cedeu seu lugar ao Flamengo, que agora faz companhia à Ponte Preta, ao Fortaleza e ao Santa Cruz.

E se a maior torcida do país volta a ficar preocupada, o torcedor da Seleção Brasileira teve, enfim, motivo para sorrir com a significativa vitória sobre a Argentina, em Londres.

Os 3 a 0 com direito a um golaço de Kaká ampliaram a vantagem brasileira sobre os rivais nos confrontos diretos.

Agora são 36 vitórias contra 33 derrotas e 23 empates.

Por Juca Kfouri às 23h14

03/09/2006

Arruda, Pacaembu e Maracanã: aos trancos e barrancos

Santa Cruz e São Paulo fizeram um primeiro tempo sofrível e o tricolor pernambucano raramente levou perigo ao gol do paulista.

Que mandou duas bolas nas traves do Mundão do Arruda e uma no gol, em falta (mal) cobrada por Rogério Ceni, que lhe rendeu seu 65o. gol.

Se Albérico, o goleiro pernambucano do Fortaleza, no meio da semana, pegou até pênalti batido por Ceni, Guto, goleiro gaúcho do Santa Cruz, colaborou.

Aos 5 minutos do segundo tempo, porém, foi a vez da defesa do São Paulo falhar e do estreante Jorge Henrique empatar.

Ele mesmo, um minuto depois, cabeceou na trave de Rogério Ceni.

O jogo pegou no breu.

E apagou de novo, em seguida.

Mas o Santa foi mais perigoso que o São Paulo, que dá preocupantes sinais de queda, enquanto seus rivais mais diretos se reforçaram ou estão em progresso, como o Santos e o Grêmio, para não citar o Inter, seu algoz.

Mas o Santa deixou Tiago livre e o são paulino fez 2 a 1.

O líder só não ampliou no minuto seguinte porque Alex Dias parece que não nasceu para vestir a camisa tricolor e perdeu gol fácil.

Tiago, então, resolveu fazer o que o companheiro não tinha feito e, ao receber dele, fez 3 a 1 e matou o jogo.

O Santa ainda teve três oportunidades, uma delas defendida milagorsamente por Rogério Ceni.

No Pacaembu, em compensação, o Corinthians mandou na primeira metade do jogo.

Bateu 11 escanteios contra apenas um da Ponte Preta.

Chutou 13 vezes ao gol de Jean, contra apenas uma finalização ao gol de Marcelo.

Mas ficou no 0 a 0, porque, cá entre nós, não tem ataque.

A exemplo do que acontecia no Mundão do Arruda, no Pacaembu, no segundo tempo, a Ponte resolveu ser menos cautelosa e começou a assustar o Corinthians.

Que tirou Carlos Alberto e Rosinei para as entradas de Ramon e Renato.

No minuto seguinte, aos 20, o árbitro que, corretamente, não tinha dado um pênalti reclamado pelos corintianos em lance de bola na mão do zagueiro campineiro, resolveu interpretar, erradamente, como pênalti uma disputa normal que resultou em queda de Rubens Júnior na área.

Marcelo Mattos bateu e pôs o Corinthians na frente, além de tirá-lo da zona de rebaixamento.

O Flamengo passou a ocupar o lugar, ao lado da própria Ponte Preta, do Fortaleza e do Santa Cruz.

O Corinthians ainda teve pelo menos mais uma chance clara de gol, desperdiçada por Ramon, que chutou fraco na cara de Jean.

E a Ponte, aos 46, viu Marcelo fazer um milagre e Betão salvar o empate em cima da linha fatal.

Mas feia mesmo foi a coisa no Maracanã.

Vasco e Fluminense fizeram um dos piores 45 minutos de sua história, sem nenhuma chance de gol para lado algum.

Como foi no segundo tempo, sinceramente não sei, porque desisti de prestar atenção.

Só sei que Tuta fez 1 a 0 para o Flu, desastre para o Vasco.

E que Morais empatou, de pênalti.

O Flu de Lopes continua sem vencer.

Como sei, e saiba você também, que o Goiás ganhou do Juventude (2 a 0) e o São Caetano empatou sem gols com o Fortaleza, ambos os jogos ainda na parte da tarde.

Por Juca Kfouri às 18h17

Show santista na Vila

Santos e Palmeiras fizeram um belo clássico na Vila Belmiro.

O Santos com as ações do jogo e marcando a saída de bola palmeirense.

O Palmeiras tentando explorar os contra-ataques.

E quase deu certo.

Pouco antes de o Santos abrir o marcador com o zagueiro Luiz Alberto, Marcinho e Juninho, num mesmo lance, tiveram a chance de fazer 1 a 0.

Com a vantagem, o Santos não alterou sua maneira de jogar e, num erro de passe do estreante André Luiz, Edmundo e Juninho fizeram ótima jogada, Edmundo driblou Maldonado, e Juninho empatou.

Por pouco tempo, porque com sutil desvio na bola, Luiz Alberto recolocou o Santos na frente.

Quem não tem atacante, caça com a zaga.

E a zaga santista ainda fez um pênalti não marcado por Leonardo Gaciba, mas daqueles difíceis mesmo de serem vistos.

O segundo tempo foi todo santista.

Logo de cara Wellington Paulista fez 3 a 1, em belo gol.

Não fez mais dois, em seguida, por preciosismo, mas fez o quarto, em bola que Kléber pôs na cabeça dele.

A invencibilidade verde ia para o espaço.

Com direito a humilhação.

Outra vez Kléber fez ótimo passe, desta vez para Jonas fazer 5 a 1.

E o segundo tempo tinha apenas 25 minutos.

O Santos retoma a vice-liderança com mérito e beleza, antes mesmo de Zé Roberto, a melhor contratação do ano no Brasil, estrear.

Por Juca Kfouri às 16h59

Olha o Botafogo aí, gente!

Depois de enfiar 4 a 0 no Paraná Clube em 90 minutos, no Maracanã, o Botafogo repetiu a façanha, em 45, no Atlético Paranaense, e na Arena da Baixada.

Lima marcou seu terceiro gol em dois jogos, aos 23 minutos do primeiro tempo, aproveitando-se de uma falha do goleiro Cléber.

Cinco minutos depois, o Furacão ficou com apenas 10 jogadores, por causa da correta expulsão do meio campista Cristian e abriu a porteira:

Reinaldo marcou duas vezes (38' e 42') e Zé Roberto (44') complementou a goleada, ainda parcial.

Cuca, usou a cabeça, e tirou, no intervalo, seus dois jogadores com cartões amarelos.

E o campeão carioca tratou de apenas administrar a goleada, sem forçar nem humilhar o rubro-negro.

Até que, aos 46, Lima, outra vez, ex-Furacão, marcou o quinto gol, o quarto dele no campeonato

E se o Fluminense não ganhar do Vasco, já ficará para trás do alvinegro.

Por Juca Kfouri às 16h58

Grêmio, com a massa

O Paraná Clube deu um susto no Olímpico cheio de gente para rever o Grêmio (mais de 40 mil torcedores, 35 mil pagantes).

Ângelo bateu falta na perfeição e fez 1 a 0, aos 16.

Daí, durante 15 minutos, os gaúchos martelaram em busca do empate, que saiu em chute de primeira, na cobrança de um escanteio, dos pés do capitão Willian.

Mas o empate não interessava e, aos 28' do segundo tempo, Tcheco, que está jogando cada vez melhor, bateu pênalti para botar o Grêmio em vantagem.

Pênalti do qual os paranistas reclamaram sem razão, porque a falta em Rafinha aconteceu em cima da linha da grande área, que dela faz parte.

O Grêmio segue em franco progresso, em terceiro lugar, e quer mais. Muito mais, com a segurança de Mano Menezes.

E pode.

Por Juca Kfouri às 16h54

Viva, Agassi

Um outro Becker entra para a história do tênis.

Benjamim Becker.

Sabe-se lá que futuro ele terá, mas já tem passado.

Sua raquete aposentou a do grande Andre Agassi.

O duelo acabou de acabar na quadra central de Nova Iorque.

BB derrotou AA por 3 a 1 (7/5, 6/7, 6/4 e 7/5).

O que tenistas mais famosos como Pavel e Baghdatis não lograram, o alemão conseguiu.

É invariavelmente assim: o pistoleiro desconhecido mata o xerife.

Mas Agassi é imortal.

Durante três minutos, enquanto Agassi chorava, o público, em pé, aplaudia o norte-americano.

Becker, ao ser entrevistado, repetiu o que já tinha dito: "Agassi é o meu ídolo".

Em prantos, Agassi agradeceu, antes de sair da quadra, apoteoticamente aplaudido:

"Vocês farão parte da minha vida até o resto de meus dias."

 

Por Juca Kfouri às 14h29

Notas

Gomes fez boas defesas e saiu mal do gol duas vezes: 6,5

Cicinho foi o pior do time. Não parece sério: 4

Lúcio jogou com a firmeza de sempre: 7

Juan foi imprudente num lance em que cometeu pênalti, mas jogou bem: 6

Gilberto alternou bons momentos com más entregas de bola: 5,5

Gilberto Silva deu conta do recado, como sempre: 6,5

Edmílson anda abusando da violência: 5

Daniel Carvalho fez algumas jogadas de puro brilho e se comportou bem: 6

Elano participou ativamente da partida e marcou dois gols: 8

Robinho deu seu show com a 10 nas costas: 7,5

Fred esteve menos presente do que poderia, mas não decepcionou: 6,5

Kaká entrou e tomou conta, além de ter feito belíssimo gol: 8

Maicon precisa de mais jogo para mostrar o que pode: 6

Julio Baptista, Vagner Love, Dudu Cearense e Sobis: sem nota

Dunga fez tudo certo: 8

Por Juca Kfouri às 13h12

Goleada para argentino sofrer

Parece incrível que alguém estranhe que Dunga tenha começado o jogo contra a Argentina com a mesma equipe que escalou diante da Noruega.

É desconhecer completamente a cabeça do novo técnico da Seleção, que faz questão de ter a confiança do grupo que convoca.

E quer mais do que deixar Kaká no banco para demonstrar um jeito de ser logo de cara?

É claro que, com o tempo, à medida que o grupo ganhar contornos mais definitivos, nem ele nem ninguém deixará de fora jogadores que seriam titulares em qualquer time do mundo.

E a Seleção foi feliz.

Menos pronta que a equipe argentina, logo aos 2 minutos abriu o placar, em linda jogada de Robinho que Elano concluiu com categoria, como no Santos de 2002.

Os brasileiros mostraram muita firmeza na defesa e foram mais perigosos que os adversários.

Com um pouco mais de sorte, teria feito, ao menos, 2 a 0 antes do intervalo.

Principalmente por causa de duas jogadas:

uma, brilhante, entre Daniel Carvalho, de calcanhar, e Robinho, pega pelo rabo por Abbondanzieri;

e outra, nascida de um contra-ataque, que Cicinho desperdiçou ao pegar muito mal na bola.

O jogo serviu, também, para uma revelação que pode mudar a história do futebol brasileiro:

Ricardo Teixeira disse aos jogadores que quem der mau exemplo estará fora da Seleção.

Vindo de alguém com a sua história repleta de atos edificantes, nada mais alentador.

Outra novidade ficou por conta de a nação brasileira ter sido informada de que a Seleção de Parreira, na Copa da Alemanha, era triste.

E nós todos que achávamos exatamente o contrário e criticávamos o ambiente de festa permanente, e de pouco trabalho, descobrimos, ainda, que estávamos cegos.

Mas, tudo bem, porque nada melhor do que um dia após o outro.

O segundo tempo começou com o Brasil na roda, apenas na espera da conclusão das articulações argentinas que, no entanto, não conseguiam levar perigo ao gol de Gomes.

Aos, 11, enfim, a Argentina criou bem e Zabaleta perdeu gol certo.

E Dunga chamou Kaká, com razão.

Que entrou no lugar de Daniel Carvalho.

Aos 16, continuava a só dar Argentina e Juan  socou a bola, em pênalti não marcado pela arbitragem inglesa.

Dunga chamou Maicon para o lugar de Cicinho, de fato, o mais fraco, e único dispersivo, do time nacional.

Na Argentina, Tevez, que só lutou, deu lugar a Agüero.

E Messi, que nem lutou, ficou.

Aos 21, Fred deu o primeiro chute brasileiro perigoso ao gol argentino no segundo tempo, para bela defesa do goleiro.

Aos 22, o segundo chute brasileiro ao gol argentino.

De Elano.

Para o gol, para dentro do gol: 2 a 0, em rápida e belíssima triangulação entre Kaká, Fred e Elano.

Não era justo, mas era bom.

Edmílson saiu para entrar Dudu Cearense e Elano deu lugar a Júlio Baptista.

Entrou Vagner Love no lugar de Fred.

A Argentina parecia entregue, mas Insúa também perdeu gol feito.

Rafael Sobis substituiu Robinho, aos 43.

E aos 44 Kaká fez um golaço, ao partir com a bola dominada de antes do meio de campo e deixar três argentinos pelo caminho.

Alfio Basile queria ver uma goleada.

Viu.

E viu Agüero, tão desclassificado como os brasileiros que teimavam em invadir o gramado, pegar Lúcio por trás, covardemente.

Esse Dunga...

 

 

Por Juca Kfouri às 12h53

Em defesa do ataque

Os retranqueiros do futebol devem estar morrendo de rir.

O basquete, sempre citado como o esporte por excelência como paradigma da tática, é cada vez mais defesa e cada vez menos ataque.

Prova disso é o resultado da decisão do Mundial: 70 a 47 para a Espanha, sem Pau Gasol, o melhor jogador do torneio, diante da Grécia.

A vitória foi incontestável, mas o resultado foi deplorável.

A mesma Grécia que marcou 101 pontos contra os Estados Unidos não chegou nem à metade disso na final.

Fazer apenas 47 pontos em qualquer jogo de basquete entre adultos é uma lástima.

Mesmo os 70 do time espanhol, campeão mundial, é dose.

Vá convencer os técnicos de futebol que o caminho não é esse para o bem do espetáculo.

Primeiro, não sofrer gols, não sofrer pontos. Depois, marcá-los.

É assim que se ganha.

Pode ser.

Mas é assim, também, que, paulatinamente, se não houver mudanças, o público pode se afastar em busca de outras emoções.

As contagens altas, com os dois times passando dos 100 pontos como era comum na NBA, começam a fazer parte da história.

Daqui a pouco, se duvidar, um quinteto fará 2 a 0 e tentará segurar o resultado.

Defense! Defense!, grita o torcedor na NBA.

Ataque! Ataque!, grito eu, ex-basqueteiro, frustrado ao acordar cedo no domingo para ver um jogo que foi uma decepção como arte e espetáculo.

Mas, certamente, sou um romântico e não posso deixar de constatar: os tempos mudaram.

Para pior.

Por Juca Kfouri às 09h37

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico