Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

16/09/2006

Psiu! Não espalhe

Daqui a pouco, este blog chegará , em menos de um ano, ao número de 12 milhões de visitas.

 

Não espalhe, por favor..

 

E tem mais: a direção do UOL informa que, segundo o Ibope de julho, o nosso blog foi o mais visitado da Internet brasileira, com 512 mil visitantes únicos.

 

Como, em média, o número de acessos de computadores de empresas é quatro vezes maior, o cálculo é o de que foram 2 milhões de visitantes únicos em julho.

 

Mas, reitero, não espalhe.

 

Afinal, não estamos aqui para incomodar ninguém, certo?

Por Juca Kfouri às 20h27

Secura de gols no Rio, chuva em Curitiba

Num jogo disputadíssimo e bastante equilibrado, os goleiros do Vasco, Cássio, e do Goiás, Harlei, foram os destaques.

Cada um deles fez, pelo menos, duas defesas extraordinárias.

A sensação de gol esteve presente durante todo o tempo em São Januário, num daqueles 0 a 0 mentirosos porque, no mínimo, o placar mais correto seria 2 a 2.

É claro o progresso do Goiás nas mãos de Geninho (tem técnico que nasceu para trabalhar em alguns clubes e não em outros).

E é claro que falta alguma coisa ainda para o Vasco ganhar corpo e ser, de fato, candidato à Libertadores.

Mas, também, tem faltado um pouco de sorte.

Sorte que não faltou ao Atlético Paranaense, que só ganhou do lanterna Santa Cruz no último minuto, na Arena, por 2 a 1, num gol lotérico e numa partida muito prejudicada pela chuva que caiu em Curitiba.

O gramado da Arena, por sinal, decepcionou, com poças d'água por todos os cantos.

Por Juca Kfouri às 18h54

O novo Magrão corintiano

No primeiro tempo, Corinthians e Paraná Clube limitaram-se a criar uma chance clara de gol cada um.

Aos 20, de maneira espantosa, Amoroso perdeu gol certo, sem goleiro, da linha da pequena área.

E, aos 43 Leonardo mandou na trave corintiana.

Entre as duas chances desperdiçadas, Róger quase fez em cobrança de falta.

O Corinthians teve o domínio da partida, mas encontrou muita dificuldade diante do bem montado time paranaense.

Para sua sorte, e com merecimento, Magrão, aproveitando-se de um passe cheio de veneno de Amoroso, abriu o placar logo aos 4 minutos.

Aí, o jogo, é claro, mudou.

Os paranistas saíram mais e os paulistas passaram a explorar os contra-ataques.

Aos 36, Amoroso teve um gol mal anulado por impedimento inexistente e no minuto seguinte foi a vez de Renato desperdiçar na cara do goleiro Flávio.

Aos 42, outra vez Amoroso desperdiçou grande chance de gol.

E, no fim, o Paraná Clube deu um certo sufoco, com Leonardo perdendo grande chance para empatar, o que não seria justo.

Vergonhosamente, os gandulas desapareceram, prática varzeana, se gandulas houvesse na várzea.

Se a Fiel desmentiu este blog ao não comparecer como se previu nem no Canindé (6.668 torcedores) nem no Pacaembu (15.834), pelo menos está vendo nascer um novo ídolo, com o mesmo apelido de um antigo, dos anos 70/80: Magrão.

Com estilo totalmente diferente do Doutor Sócrates, o ex-palmeirense não só está jogando muito bem como tem mostrado uma garra de quem parece ter nascido no Parque São Jorge.

Por Juca Kfouri às 18h53

É dura a vida na Série B

Dos quatro líderes da Série B, três perderam seus jogos ontem e hoje.

Razão pela qual, mesmo derrotado pelo Vila Nova (1 a 0), em Goiânia, o Náutico permaneceu na liderança, com 41 pontos.

O Coritiba, que vinha em segundo, também perdeu fora de casa, com mais justificativa, porque perdeu para o Sport (2 a 0), que agora ocupa a vice-liderança, com 40 pontos.

O time paranaense ficou com 39.

E o Atlético Mineiro foi derrotado, em Belém, pelo Remo (2 a 1), permanecendo em quarto, com 38 pontos.

O Avaí, que bateu o Guarani, em Floripa, por 2 a 1, e o Paulista que, em Jundiaí, goleou o Ceará por 4 a 0, se aproximaram dos quatro.

O time catarinense com 36 pontos e o paulista com 35.

Muita água ainda correrá na Segundona, mas Portuguesa e Ceará estão brincando de cair para a Terceira Divisão.

Por Juca Kfouri às 18h20

O jogo!

O jogo da rodada do Campeonato Brasileiro não é apenas o jogo da rodada do Campeonato Brasileiro.

É o jogo do ano do Campeonato Brasileiro.

É o jogo que começa a decidir o título de 2006.

Para o São Paulo, um empate não é mau resultado.

Afinal, manteria seus três pontos de vantagem sobre o Inter.

Só que, nos jogos que faltam a ambos realizar, o Paraná Clube, no Beira-Rio, é adversário menos complicado para o Inter que o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, é para o São Paulo -- principalmente pela rivalidade nascida entre tricolor e rubro-negro na Libertadores de 2005.

Se é mera constatação que o empate serve aos paulistas, não deixa de ser verdade, também, que o São Paulo precisa de um resultado que lhe devolva a confiança.

E a menos que seja um empate heróico (como o cedido pelo líder ao Corinthians no domingo passado), nada indica que um terceiro resultado seguido de igualdade trará paz ao Morumbi.

Porque os dois anteriores, sempre em casa, contra Corinthians e Boca Juniors foram daqueles com sabor de derrota.

Para o Inter, nem mesmo uma derrota, que o deixaria a seis pontos do adversário, soará como desastre.

E a vitória é tão possível como foi na primeira partida da decisão da Libertadores.

Claro que o time gaúcho não é mais o mesmo e apenas recomeça sua trajetória de recomposição.

Mas não só já deu sinais de progresso nesta reconstrução, como está psicologicamente muito mais forte que o São Paulo que, também, está longe de ser o mesmo.

Domingo, Morumbi, 16h, São Paulo x Internacional: o jogo!

Por Juca Kfouri às 11h01

Brasil joga bem

A seleção brasileira de basquete feminino estreou bem na fase final do Campeonato Mundial.

Derrotou a Lituânia por folgados 84 a 67.

E mostrou uma alegria que até hoje não tinha aparecido.

Parece que os nervos entraram no lugar e que a presença maior de público animou o quinteto.

Tinha, enfim, clima de Mundial.

E amanhã tem mais, diante da Austrália, às 9h30, no Ginásio do Ibirapuera.

As australianas serão páreo duríssimo, candidatas ao título, de marcação forte e ataque eficaz.

Por Juca Kfouri às 10h17

Isto é Pelé

 
O que você lerá a seguir é um texto de mestre Armando Nogueira, na histórica revista Senhor,  nº 21, em novembro de 1960, quarto ano de Pelé como profissional.

Presente que recebi de um gentil blogueiro e que faço questão de compartilhar.

Ainda mais porque, como bem lembrou o jornal "O Estado de S. Paulo", no último dia 7 fez 50 anos que Pelé marcou o primeiro de seus 1281 gols, em 1375 jogos, contra o Corinthians de Santo André do goleiro Zaluar.

Curiosa e misteriosamente, o jogo ao qual Armando Nogueira faz menção no texto primoroso, foi o primeiro que vi no estádio, mais exatamente o Maracanã, em julho de 1960 -- Brasil 5, Argentina 1.

Não me lembro do lance aqui narrado, mas o texto é impecável para descrever o que Pelé era, ainda no começo de sua carreira.


"Sua vocação de jogador de futebol é incomparável e se  exprime no campo com a mesma espontaneidade da bola
que rola; é tão perfeito no criar como no fazer o gol,  no drible, no passe, no chute, na cabeçada.

Seja em  que circunstância for, Pelé mantém com a bola uma  relação de coexistência absolutamente íntima, terna,
cordial; por isso é bom goleiro e ótimo goleador; por  isso, é capaz de estar, ao mesmo tempo, na concepção e
na realização de uma jogada.

Seu talento é do tipo  esférico como a bola, o seu brinquedo mágico.

A técnica individual de Pelé não merece um só reparo  do mais exigente crítico de futebol: ele domina a bola
com naturalidade e perfeição, usando qualquer parte do corpo, notadamente os pés e o peito; tem chute potente
e certeiro com as duas pernas; dribla com facilidade e  grande arte, valendo-se de incrível poder de  articulação nos tornozelos, joelhos, cintura e,  sobretudo, graças a uma força instintiva, medular, que  lhe permite sair criando movimentos novos,  irresistíveis, à base de contrapés, falsas hesitações,  meneios e desequilíbrios aparentes.

Usa as faces  exteriores e interiores dos pés tanto para o drible e o chute como para fazer passes de efeito; tem
espantasoa velocidade de partida e de corrida e se  eleva para as cabeçadas com uma elasticidade
impressionante e com uma noção de tempo que só se vê  nos grandes especialistas dessa jogada ( o húngaro
Kocsis, por exemplo); tem agilidade felina para  recobrar o equilíbrio perdido.

E aqui vale a pena  recordar lance recente no jogo Brasil 5 X Argentina 1, no Maracanã.

Pelé recebe a bola na corrida, entra na defesa  driblando uma fila de adversários; o último,  pressentindo o perigo, aplica uma rasteira que alcança  Pelé em pleno ar.

Pelé se desequilibra, vai cair de  costas, a bola foge ao seu domínio, o juiz apita a  falta.

Mas eis que no instante do apito, Pelé consegue  recobrar o equilíbrio, alcança novamente a bola e  restabelece a excelente condição de gol que  conseguira.

A essa altura, porém, já o árbitro havia  interrompido o jogo e todo o maravilhoso esforço de  recuperação de Pelé resultava inútil.

Restou-lhe o  consolo de ver o árbitro Juan Armental correr na sua  direção e pedir-lhe desculpa humildemente, por ter
apitado.

Mais tarde, o juiz explicava à imprensa que  aquele fora o maior exemplo de agilidade pessoal  jamais visto em um campo de futebol nos seus vinte  anos de arbitragem.
 
Por fim, Pelé tem uma capacidade quase irreal de  infiltrar-se com a bola defesa adentro.

Vai como um  raio, dando a impressão ao espectador de que está  atravessando os corpos dos adversários.

Temos ouvido  tanta gente querendo descrever as infiltrações de Pelé  mais ou menos assim: ele ia passando por dentro dos  outros.

Realmente, o lance é muito rápido e sugere a  imagem.

O que ocorre, simplesmente, é que ele realiza  a ação em alta velocidade e com notável noção do  próprio
corpo, que se assegura o mínimo de tropeços, o máximo  de equilíbrio e grande fluência na corrida.

Em apenas três anos de prática ininterrupta, Pelé  melhorou sensivelmente o seu futebol.

Não tanto do  ponto de vista da técnica individual, que nisso ele é  perfeito de nascença, mas no plano da ação coletiva.

Antes, Pelé era um atacante, um especialista dos  chutes e cabeçadas à porta do gol; hoje ele multiplica  sua presença conseguindo ser, com igual eficiência,  construtor e finalizador; num momento, Pelé é o arco  que aciona e em seguida vai ser a flecha que alveja.

Do ponto de vista moral, ele já se destaca como grande  animador de equipes, impondo aos colegas e aos  adversários a autoridade indiscutível que vem da alta  categoria técnica.

Uma única face de sua forte  personalidade não tem evoluído no sentido da  perfeição:  a serenidade.

Ele perdeu muito daquela ingenuidade com  que jogava nos começos da carreira; ficou irritadiço, impaciente.

Mas, coitado, tanto sofreu nos pés dos  medíocres, tanto lhe deram pontapés que ele hoje  deixou de ser aquela força da natureza exprimindo-se  puramente, sem amargor.

Antes, davam-lhe um trompaço  brutal, ele se levantava, limpava os calções e ia  tomar posição de jogo; agora, se o derrubam com  deslealdade, ele raclama furiosamente".

Por Juca Kfouri às 23h08

15/09/2006

O pensamento(?) do Caixa D'Água

Caixa D'Água deixou um livro, que deve se tornar o de cabeceira da cartolagem nacional, embora sejam pouquíssimos os cartolas que se dedicam à leitura.

São 644 páginas, cerca de 200 dedicadas ao "Poder no Desporto".

Não recomendo que se leia, nem mesmo para tentar pegar no sono.

É um disparate atrás do outro, além de extremamente contraditório.

E pouco inteligente, para não dizer outra coisa em respeito à memória do autor.

Por exemplo: como compatibilizar os dois parágrafos seguintes?

"Com a nova elite dirigente, caiu (sic) o poder e a influência de falsos mitos da imprensa como João Saldanha, Sandro Moreira, etc, remanescendo outras (sic) de expressão bem mais rarefeitas, que não conseguem influir em coisa alguma na atualidade."

"O Poder Executivo baixou a Medida Provisória no. 39, cedendo a (sic) absurdas pressões da mídia e de setores comprometidos por interesses escusos, dentre eles executivos do então Ministério do Desporto e Turismo, com destaque para os ministros Carlos Melles e Caio Luís de Carvalho, acolitados por figuras por demais conhecidas, como José Luís Portella, Juca Kfouri, Eduardo Manhães, Márcio Braga, Carlos Aidar, Walter de Mattos, etc..."

Afinal, pergunta este blog, se quem veio depois dos saudosos, e dignos e brilhantes, João Saldanha e Sandro Moreira não tiveram mais nenhuma influência, como "o Poder Executivo cedeu às absurdas pressões da mídia"?

A obra não só é tosca como é mal informada, porque nem Manhães nem Braga influenciaram na Medida Provisória que redundou na chamada Lei da Moralização do Futebol -- que, aliás, a Timemania vem para desmoralizar.

Seja como for, no que diz respeito a este blogueiro, mais uma referência a ser posta com carinho na biografia.

Já imaginou se ele tivesse elogiado?

Como explicar?  

Por Juca Kfouri às 11h56

Rogério Ceni pisou na bola. De novo

Desnecessário dizer da admiração que tenho por Rogério Ceni.

Apanho muito aqui, aliás, por isso.

Mas Rogério deu duas pisadas seguidas na bola que não podem se repetir:

1. Por ocasião da entrega do troféu Osmar Santos, do diário "Lance!", ao campeão do primeiro turno do Brasileirão, ele, que o receberia como capitão do time depois do jogo contra o Fortaleza, passou direto pelo ex-locutor, chateado que estava por ter desperdiçado o pênalti que daria a vitória ao seu time.

Muricy Ramalho, cavalheiristicamente, recebeu o prêmio.

Ontem, Rogério jogou para a torcida a medalha de prata da Recopa.

Não é exatamente assim que se passa a imagem de vitorioso ou de atleta brioso.

Mas é exatamente assim que se passa a imagem de alguém que não sabe perder, algo indesculpável num verdadeiro esportista.

Cioso de sua imagem, Ceni precisa pensar nissso.

Saber ganhar e saber perder são dois dos ensinamentos mais nobres do esporte.

Por Juca Kfouri às 09h57

Palacio do Morumboca!

O São Paulo dominou 34 minutos de jogo, mesmo sem ser brilhante.

Mas jogou com muita movimentação e vontade. Vivíssimo.

Machucada, a dupla Aloísio/Leandro, que Muricy Ramalho planejava escalar, ficou fora da partida e os brasileiros sentiam falta de poder de fogo.

O Boca, ao seu estilo, especulava, sem maiores ousadias. Na dele.

Até que Souza fez uma fabulosa virada de jogo para encontrar Júnior do outro lado do campo.

O ala esperou a saída do goleiro do Boca Juniors e, com um toque sutilíssimo, abriu o marcador.

O gol que valeria o título.

Valeria, porque o São Paulo parou.

E durante cinco minutos só deu Boca, que criou suas três primeiras chances de gols, valendo-se de erros de posicionamento da defesa tricolor.

Que falta faz o Lugano...

Na primeira, Rogério Ceni fez defesa dificílima.

Na terceira, Palacio empatou, aos 39.

O mesmo Palacio que havia feito os dois gols da vitória na Bombonera.

O tricolor, então, tratou de reagir e Souza foi derrubado dentro da área por Krupoviesa.

O colombiano Oscar Ruiz, de frente para o lance, escandalosamente, nada marcou.

O 1 a 1 dava o tri da Recopa Sul-Americana aos argentinos.

Logo no recomeço da partida, quando faltavam 40 minutos para o jogo acabar, por muito pouco, Thiago não desempatou, em defesa esquisita de Bobadilla.

O Boca voltava a especular, na dele.

E Thiago se matava enquanto Lenílson decepcionava no ataque são paulino.

Quando faltavam 30 minutos, tudo indicava que também os são paulinos veriam a festa dos xeneizes, como corintianos, em 1991, palmeirenses, em 2000, e santistas, em 2003, testemunharam perplexos, no Morumbi.

Palacio pintava e bordava, discretamente.

Mas quando faltavam 25, o atacante Alex Dias entrou no lugar do zagueiro Edcarlos.

E quando faltavam 20, Alex Dias fez tudo certo, cortou o zagueiro dentro da área pela direita e chutou.

Deu um dos chutes mais tortos do ano.

Quando faltavam 15, foi a vez de Palermo marcar, em bola que ficou rondando a área tricolor pedindo para ser tirada de lá, sem que nenhum são paulino a tirasse.

"Burro! Burro! Burro!", adivinhe quem era, injustamente, o homenageado pela torcida tricolor?

Um, dois, três, a Recopa é do Boca outra vez!

Quando faltam cinco minutos, Thiago cruzou forte pela esquerda e Morel Rodrígues, ao tentar cortar, marcou contra: 2 a 2.

O São Paulo não ganhou do Corinthians, mas não perdeu a liderança do Brasileirão.

O São Paulo não perdeu do Boca Juniors, mas não ganhou a Recopa.

Como será contra o Inter?

 

 

Por Juca Kfouri às 23h04

14/09/2006

O Flu segue!

O Fluminense jogou melhor, mereceu vencer pelo que fez nos dois tempos, perdeu gols e sofreu um gol esquisito:

em cobrança de falta de Júnior César, que bateu cruzado -- e viu os adversários acompanharem a bola com os olhos até o fundo das redes.

Menos mal para o tricolor que, no último minuto, Marcão, em posição duvidosa, empatou.

E Botafogo e Fluminense foram aos pênaltis para decidir que enfrentaria o Gymnasia de La Plata pela Copa Sul-Americana.

Diego pegou o primeiro de Júnior César, mas o árbitro mandou voltar e o Botafogo fez 1 a 0.

Tuta bateu e empatou.

Reinaldo fez 2 a 1, Botafogo.

Pet empatou, com maestria.

Thiago bateu no travessão.

Marcelo botou o Flu na frente, 3 a 2.

William bateu à Djalminha, fraquinho, no meio do gol. Diego já tinha ido para o lado e teve tempo de voltar e pegar a bola. Ridículo!

O Thiago do Flu não desperdiçou e o Flu está classificado.

 

 

Por Juca Kfouri às 20h13

Ouça a resposta de Juninho a Luxemburgo

Ontem, no CBN Esporte Clube, entrevistado para falar da bela vitória de seu Lyon contra o Real Madrid, Juninho Pernambucano resolveu responder a Vanderlei Luxemburgo que, durante a Copa do Mundo, o criticou por ter chorado durante a execução do hino do Brasil.

Para o técnico, foi demonstração de falta de controle emocional.

Ouça no link abaixo:

http://radioclick.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2006/esportes/juninho_060914.wma

Por Juca Kfouri às 18h40

Espanha ganha com justiça

A seleção brasileira jogou de igual para igual contra a Espanha o jogo todo.

O primeiro tempo acabou empatado, em 40 pontos.

E o jogo seguiu disputado até o fim, quando, no quarto quarto, deu branco nas brasileiras.

Elas passaram cerca de três minutos fazendo bobagem em cima de bobagem, perdendo ataques seguidos sem sequer chutar à cesta, como se fosse um time mirim.

E perdeu por 67 a 66, ao errar nos últimos dois segundos três chutes de baixo da cesta espanhola, em lances que a arbitragem poderia ter marcado pelo menos duas faltas, mas não marcou nenhuma.

Resultado: o Brasil acaba em segundo lugar no grupo, atrás da Argentina, pelo critério de cesta average.

Não era o que se esperava.

Por Juca Kfouri às 16h00

Boca fechada, Flu pelo zero

É hoje.

Sem muita confiança até da torcida tricolor, o São Paulo recebe o Boca Juniors e precisa só vencer por 1 a 0 para ser tricampeão da Recopa Sul-Americana.

Muricy Ramalho faz mistério, mas Souza dá com a língua nos dentes.

Diz ele que ou entra como ala e Leandro e Aloísio formam a dupla de ataque, ou entra Thiago na frente e Leandro ocupa seu lugar na lateral.

O Boca, imagina-se, vem fechado, também para tentar o tricampeonato da Recopa.

O time argentino, diga-se, está acostumado a festejar no Morumbi, como viram os palmeirenses em 2000, na decisão da Libertadores, e os santistas, na decisão da mesma Libertadores de 2003.

Aliás, o Boca Juniors já eliminou também o Corinthians, no Morumbi, numa disputa de Libertadores, em 1991.

E, no Maracanã, Fluminense e Botafogo decidem a última vaga brasileira para as oitavas-de-final da Copa Sul-Americana.

Como o primeiro jogo terminou empatado 1 a 1 com mando do alvinegro, o tricolor joga pelo 0 a 0.

 

 

Por Juca Kfouri às 23h38

Agora, os argentinos

O Furacão manteve a tradição e permaneceu invicto na Arena diante do Paraná Clube.

Numa partida em que foi francamente melhor, o Atlético ganhou de 1 0, em belo lançamento de Paulo Rink para Denis Marques, teve um gol mal anulado e ainda  viu a bola bater duas vezes na trave adversária, além de uma na sua.

E agora terá simplesmente o River Plate pela frente, em belo desafio, primeiro jogo na Argentina.

Corinthians e Vasco fizeram uma partida bem disputada e o maior talento individual dos paulistas acabou por prevalecer na vitória por 3 a 1, no Canindé.

Amoroso fez 1 a 0 num lance de sorte muito bem iniciado por Eduardo, o Vasco não se intimidou, fez por merecer o empate, mas sofreu o segundo gol, de Rafael Moura, depois de ótimo passe de Roger para César centrar na cabeça do centroavante.

O Vasco descontou ainda no primeiro tempo, em cobrança de falta bem ensaiada, com Ramón rolando para Diego.

Mas Magrão bateu outra falta e Coutinho desviou para dentro do gol carioca.

O segundo tempo alternou tantas chances de gol de ambos os lados, que uns 5 a 4 não mentiriam sobre o que foi o jogo.

O Corinthians, agora, pega quem vencer entre Lanus e Velez Sarsfield, com vantagem para o primeiro que venceu o jogo de ida por 2 a 0.

O primeiro jogo das oitavas-de-final será no Brasil.

O Vasco completou 11 jogos sem ganhar do Corinthians, com sete derrotas.

O Lanus é velho conhecido de Leão.

Em 1997, na Copa Conmebol, pelo Galo, Leão foi agredido com uma barra de ferro no campo do time argentino e precisou botar uma placa de platina no rosto.

Finalmente, no Mineirão, o Cruzeiro fez um primeiro tempo superior ao do mistão do Santos, porque Martinez e Wagner fizeram a diferença.

Mas só abriu o placar no segundo, aos 6.

Wagner fez o gol depois de receber do estreante Gabriel, numa cobrança de falta esperta do Cruzeiro quando o péssimo Wilson Mendonça de Souza se preparava para dar um cartão amarelo que acabou não dando e a bola foi batida de fora do lugar onde ocorreu a infração.

Desde março o Santos não vence fora de São Paulo.

Tudo igual nos dois jogos, a decisão foi para a marca do pênalti.

Felipe pegou a primeira cobrança de Gabriel, a segunda do Cruzeiro bateu na trave e o Santos, que perdeu a quarta cobrança com Carlinhos, ganhou por 4 a 3 e segue adiante para enfrentar o San Lorenzo, primeiro jogo fora de casa.

Por Juca Kfouri às 23h12

13/09/2006

Rei indica Teixeira

No próximo dia 21, Ricardo Teixeira receberá o título de cidadão de Belo Horizonte.

Tudo bem, não tem a menor importância e é dessas coisas que, em regra, as pessoas fogem pela chatice.

Mas o grave é saber quem o indicou.

Ninguém mais, ninguém menos que o vereador José Reinaldo de Lima.

Quem?

Sim, o Reinaldo.

Sim, o Rei.

Gênio da área, contestador, erguia o punho esquerdo para comemorar seus gols, jogador fabuloso.

E que quer ser presidente do Galo.

Quem diria?!

O mundo anda mesmo de ponta cabeça.

Por Juca Kfouri às 17h03

Juninho, espetacular!

Juninho Pernambucano estava numa noite celestial.

Casillas numa noite infernal.

Cercou ao menos dois frangos que só não aconteceram porque ele tem sorte.

Mas não que o goleiro do Real Madrid tenha sido responsável pela derrota de seu time, por 2 a 0, diante do Lyon, pela Copa dos Campeões.

Até porque o Lyon é um time, e não é de hoje, enquanto o Real Madrid é, ainda, um bando desorganizado.

E o time francês só não goleou o espanhol porque preferiu tocar a bola no segundo tempo.

E do mesmo modo que o gol que Ronaldinho Gaúcho, ontem, merece ser visto 100 vezes, o passe de Juninho para Fred abrir o marcador é dessas coisas que deveriam obrigar o torcedor a sair do estádio e comprar outro ingresso.

Por Juca Kfouri às 16h16

Aos bons navegantes (esmagadora maioria)

Esta nota não aceitará nenhum comentário.

Porque encerra um bestialógico que já deu.

E que poluiu este espaço, pequeno, pouco freqüentado, insignificante mesmo, periférico, mas, aparentemente, tão incômodo.

Que cada um fique com a sua opinião.

E que a banda podre continue a tocar em seu surto mitômano.

O desprezo é mesmo seu pior castigo, já que há coisas que o dinheiro não consegue, nem conseguirá, comprar.

Porque, como disse o poeta, a vida vale a pena se a alma não é pequena.

Por Juca Kfouri às 16h08

Brasil bom de cesta

Basquete não é futebol, mas, tanto num como noutro, cada jogo é um jogo.

Claro que com diferenças.

Há uma lógica no basquete que o futebol adora desmentir.

Fato é que já se faz necessário relativizar a apertada vitória brasileira de ontem contra as argentinas.

Que já são a surpresa da grupo.

Venceram a Espanha, medalha de bronze no Campeonato Europeu no ano passado, por 77 a 64.

A mesma Espanha que botou 31 pontos de vantagem sobre a Coréia do Sul (87 a 56) na estréia.

A mesma Coréia que o Brasil acaba de derrotar por 106 a 86, na boa.

Numa boa tal que o Ginásio do Ibirapuera aplaudiu, de pé, a saída das mulheres. 

Por Juca Kfouri às 15h59

Copa Sul-Americana

Às 19h15, na Arena da Baixada, o Atlético Paranaense, com boa folga, recebe o Paraná Clube, em quem bateu no jogo de ida por 3 a 1.

O Furacão pode perder até por 2 a 0.

Às 22h, no Mineirão, o Santos, que ganhou o jogo de ida por 1 a 0, joga pelo empate com o Cruzeiro.

Vanderlei Luxemburgo, com razão, não está nem aí para o jogo, mais preocupado com o Campeonato Brasileiro, razão pela qual poupará alguns titulares.

Já o Cruzeiro, em franca decadência, vai até estrear o lateral Gabriel, para ver se, enfim, consegue um bom resultado.

E está na dele porque não lhe resta mais muito o que desejar a não ser a tal Copa Sul-Americana.

Que o Vasco também quer, pelo prêmio, razão pela qual vem com força máxima ao Canindé, tentar reverter a desvantagem por ter perdido, em São Januário, para o Corinthians, por 1 a 0.

Corinthians que jogará com o que tem de melhor em busca de entrosamento e de manter as boas relações que conquistou com sua torcida depois do empate heróico contra o São Paulo.

O jogo, também às 22h, vai ser disputado no Canindé, porque o Pacaembu está interditado pela Confederação Sul-Americana depois da selvageria acontecida na partida contra o River Plate, na Libertadores.

E o Canindé deverá ter um público como não tem há séculos.

Por Juca Kfouri às 01h01

Viva Náutico! Viva Galo!

Não vi nada, a não ser os gols dos jogos desta noite na Série B.

Desnecessário dizer que o Coritiba não pode se dar ao luxo de perder, em casa, para o Brasiliense, como perdeu por 2 a 0.

É de arrancar os cabelos.

Mais compreensível a derrota do Sport, em Belém, para o Remo, também por 2 a 0, embora o time paraense esteja entre os últimos.

Inegável, no entanto, que o rubro-negro também deu uma bela bobeada.

Coisa que nem Náutico nem Atlético Mineiro fizeram.

Jogando em casa, ambos passaram bem pelo Guarani (4 a 1) e pelo Paulista (2 a 0), respectivamente.

E subiram na tabela.

O Náutico tomou a liderança do Coritiba e o Galo tomou o terceiro lugar do Sport.

Os quatro continuam na zona de classificação para a Série A, que é o que interessa.

Mas é proibido piscar na Segundona.  

Por Juca Kfouri às 00h43

12/09/2006

A má estréia brasileira

A seleção brasileira venceu a Argentina (71 a 69), mas jogou muito mal.

Esperava-se uma vitória fácil, que não veio.

Resta saber, no andamento do Mundial, se foram as argentinas que, a exemplo de seus patrícios, progrediram, ou se foi o famoso efeito estréia que afetou o jogo brasileiro.

As brasileiras atacaram mal e defenderam ainda pior, ao permitir que as adversárias fizessem uma festa permanente no garrafão nacional.

O jogo ficou em aberto até o fim e significou não apenas uma luz amarela, mas, sim, vermelha mesmo às pretensões do quinteto brasileiro.

Basta dizer que, faltando apenas 10 segundos, o jogo estava empatado em 69 pontos e Helen salvou a pátria numa cesta espetacular, de tapinha, da marca de lance livre .

Amanhã o jogo será contra a Coréia do Sul.

Por Juca Kfouri às 16h12

O que há com o São Paulo?

De norte a sul, todos querem saber:

o São Paulo entrou em parafuso?

A derrota na Libertadores desestabilizou o time?

Por que o São Paulo não tem jogado bem?

Comecemos pelo fim.

Jogar bem mesmo, o São Paulo jogou poucas vezes neste ano.

Mas participou de quase todos os melhores jogos da temporada, como as partidas contra o Inter.

A culpa, então, é do técnico, como muita gente diz?

Pode ser.

Só que não foi ele quem foi expulso de campo logo no começo do primeiro jogo decisivo com o Colorado.

Mas demora a mexer no time e mexe mal.

Pode ser.

Quem tem aí disponível melhor que ele?

O fato é que ninguém perde impunemente um zagueiro como Lugano e um atacante como Ricardo Oliveira.

Ou faz a bobagem de emprestar Lima ao Botafogo quando sabe que:

1. Aloísio não suporta cinco jogos seguidos;

2. Thiago paga o preço do noviciado;

3. Alex Dias parece divorciado do São Paulo.

Futebol é fogo.

Não há como negar que o São Paulo passa por um mau momento.

Mau momento?

O time é líder do Brasileirão.

Está há oito jogos invicto.

Depende de uma vitória, em casa, sobre o Boca, por 1 a 0, para ser tricampeão da Recopa Sul-Americana.

E se vencer, tarefa dura, o Inter, no domingo, também em casa, livrará seis pontos do vice-líder.

Quem dera todos os maus momentos fossem assim.

Mas é o preço que paga um tricampeão mundial.

Dele se exige sempre mais, o tetra, inclusive.

 

 

Por Juca Kfouri às 13h09

Nas mãos das mulheres

Começa hoje o Campeonato Mundial de basquete feminino.

As brasileiras enfrentarão as argentinas, no Ginásio do Ibirapuera, às 15h30.

Campeãs mundiais na Austrália, em 1994, quando o quinteto nacional era comandado por Paula e Hortência, quatro remanescentes daquele grupo -- a interminável Janeth, Cíntia, Helen e Alessandra, tentarão o bi.

Tarefa dura, diante do favoritismo das norte-americanas.

Mas, no mínimo, está nas mãos delas manter o prestígio de nosso basquete, prata nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, e bronze em Sydney, em 2000.

Uma coisa é certa: as mulheres são candidatas, ao menos, ao pódio, coisa que os homens viram de luneta no último e recente Mundial, quando ficaram em humilhante 19o. lugar.

Benditas sejam, pois, as mulheres.

Por Juca Kfouri às 00h24

11/09/2006

Resposta a um mentiroso

Como parece que o Mentiroso Nato fez referências, novamente, ontem na TV, a este blogueiro, aí está a resposta, já publicada na sexta-feira:

 

http://lancenet.com.br/juca/news/040227.htm

Por Juca Kfouri às 09h06

Poucos gols, bastante gente e dois jogões

Os gols foram poucos, só 21.

A média de público, a melhor do campeonato, com 16.598 torcedores por jogo.

O melhor público aconteceu no melhor jogo, o do Beira-Rio, com 32.279 colorados pagantes.

O segundo melhor público foi o do jogo mais emocionante, o do Morumbi, com 32.111 pesssoas.

O pior foi em Caxias do Sul, 5.094 torcedores para Juventude e Cruzeiro.

Veja só.

A rodada teve apenas um 0 a 0, exatamente o do jogo mais emocionante, pelas circunstâncias que levaram o Corinthians a segurar o empate jogando com 10 contra 11, desde os quatro minutos do primeiro tempo, e com 9 contra 11, desde os 25 minutos do primeiro tempo.

Uma façanha dessas de ficar na memória dos torcedores.

Tecnicamente o melhor jogo foi mesmo o do Internacional, que não só ganhou com autoridade do Atlético Paranaense como jogou muito bem, ao mostrar um futebol vistoso e insinuante.

A rodada tirou o Flamengo da zona de rebaixamento que agora é frequentada por quatro times considerados menores, razão pela qual com maiores chances de cair mesmo: Ponte Preta, São Caetano, Fortaleza e Santa Cruz.

Ninguém os ajudará.

O futebol paulista tem dois entre os quatro primeiros: São Paulo, líder, e Santos, em terceiro.

O futebol gaúcho também: o Inter em segundo e o Grêmio em quarto.

O melhor carioca é o Vasco, em quinto.

Os demais do Rio, no entanto, estão em situação delicada: Fluminense e Botafogo têm apenas três pontos a mais que o primeiro dos últimos, a Ponte Preta.

Aliás, como o Palmeiras.

E o Flamengo tem exatamente os mesmos 27 pontos.

Aliás, como o Corinthians.

Por Juca Kfouri às 23h09

10/09/2006

Inter, como a Ferrari

Curioso o futebol.

O Santos começou o jogo dando a sensação de que golearia o Fortaleza.

Mas deixou o time da casa crescer e quando era mais forte a pressão dos cearenses, Dênis fez um golaço de fora da área para botar o Santos na frente.

A partida era movimentada, mas o Fortaleza não merecia o castigo.

A justiça foi feita por Rinaldo, aos 13 do segundo tempo, que empatou a partida no Presidente Vargas.

Como faz habitualmente, Luxemburgo botou Tabata em campo, que logo mandou uma bola na trave do Fortaleza.

Mas o Fortaleza respondeu prontamente e exigiu um milagre do goleiro Felipe, no lugar do suspenso Fábio Costa.

Logo depois, se não é o desvio de Dênis, Finazi teria feito 2 a 1 para os donos da casa, que continuavam mais perigosos.

Finazi e Maldonado foram expulsos e o 1 a 1 acabou sendo o placar correto.

Em Porto Alegre foi diferente.

O Inter dominou desde o começo e se aproveitou disso, ao abrir o placar logo de cara, com Adriano, em jogada inteligente de Fernandão, para variar.

A única oportunidade de gol do Atlético Paranaense, no começo da partida, foi proporcionada pelo zagueiro Índio, do Inter, que mandou contra seu travessão e obrigou Clêmer a fazer grande defesa no rebote cabeceado por Denis Marques.

Depois continuou a só dar Inter, que mandou duas bolas na trave do Furacão, com Fernandão e Iarley, além de exigir duas boas defesas de Cléber.

Verdade que no fim do primeiro tempo, Michel também mandou uma bola na trave de Clemer.

O placar mais justo seria 3 a 1 para os gaúchos, num bom jogo.

O segundo tempo mostrou o mesmo Inter e Adriano, logo de cara, perdeu gol feito, em linda jogada de Fabiano Eller.

O mesmo zagueiro que, aos 6, de peixinho, meteu a cabeça na bola com violência e fez 2 a 0, para garantir a quarta vitória do recomposto Colorado, agora na vice-liderança e a apenas três pontos do São Paulo, que enfrentará no domingo que vem, no Morumbi.

O Inter continuou mandando no jogo e mandando bolas na trave, como Fernandão, em cobrança de falta.

Como a Ferrari na Fórmula 1, os vermelhos do sul estão nos calcanhares do líder.

De Flamengo 2, Botafogo 0 só vi os melhores momentos do primeiro tempo.

E o segundo tempo, quando o rubro-negro cansou de perder chances no contra-ataque, mas mostrou um Luizão e um Obina com tal capacidade de doação que vira e mexe estavam na defesa, para ajudar na marcação.

Saúdo que o Mengo tenha saído da zona do rebaixamento, graças a um gol de Luizão e outro de Renato Silva, aos 10 e aos 20 minutos do primeiro tempo, que começou com uma bela defesa do goleiro rubro-negro Bruno e que teve, aos, 36, um lance em que os botafoguenses reclamaram com aparente razão um pênalti em Marcelinho

Por Juca Kfouri às 19h06

Só o Goiás surpreendeu

Peço desculpas, mas não vi os três outros jogos da tarde.

O clássico paulista exigiu atenção total, por causa da coluna da segunda-feira na "Folha de S.Paulo".

Mas surpreendente foi apenas o empate entre Figueirense e Goiás, 2 a 2.

Principalmente depois que o Figueira virou e o Goiás tinha apenas 10 em campo, dada a ridícula expulsão de Souza, que comemorou seu gol de abertura mandando a torcida se calar, pelo péssimo Wilson Souza de Mendonça.

Mas o Figueira bobeou.

De resto, Juventude 2, Cruzeiro 0 e Paraná Clube 1, Fluminense 0, era o esperado.

O Juventude é duro de roer em Caxias do Sul e o Cruzeiro dá claros sinais de que os tempos dos Perrelas precisam ser encerrados.

Foram indiscutivelmente bons para o clube, embora bem melhores para os dois irmãos, mas, chega.

Os armazéns Perrelas descaracterizam o Cruzeiro, que mais parece um bando de ciganos.

E o Paraná Clube não poderia continuar a cair, ainda mais em casa.

Já o Flu paga o preço de sua instabilidade.

Buscou Antônio Lopes como solução e o homem completou 12 jogos sem vencer, computado o tempo que passou no Goiás.

Que o tricolor, a exemplo de outros grandes, passe a se preocupar com o rebaixamento.

 

Por Juca Kfouri às 18h02

Corinthians, impressionante!

Tempo quente dentro e fora do campo no Morumbi.

No inverno paulistano, 26 graus de temperatura.

Brigas entre torcedores fora de campo e de torcedores corintianos com a PM nas arquibancadas.

Em campo, um jogo também brigado, truncado.

O Corinthians começou mais forte que o São Paulo, mas logo se enfraqueceu.

Perdeu o estreante César, que veio da Itália para fazer, logo aos 4 minutos, uma falta violentíssima em Souza, o que lhe valeu justa expulsão.

Roger saiu para entrar Gustavo Nery.

A arbitragem de Heber Roberto Lopes, que não marcou um toque do goleiro Marcelo ao pegar a bola com a mãos fora da área e marcou um impedimento inexistente de Leandro em ataque que tinha tudo para terminar em gol, era rigorosa com a violência, ao menos.

E aos 25 expulsou mais um corintiano, o outro lateral, Eduardo, por falta em Thiago,  menos dura que a de César, mas, também, passível de expulsão.

Muricy fez o atacante Tadeu entrar no lugar do ala Souza.

Com 11 contra 9, o São Paulo tomou conta da bola, mas não do jogo.

Insistiu em jogar pelo meio da defesa corintiana e não levou perigo.

Ao contrário, no finzinho do primeiro tempo, Magrão roubou bola preciosa para Rafael Moura que não teve competência para vencer Rogério Ceni, que fez bela defesa.

Pelo espírito de luta e pela chance desperdiçada, se alguém merecia vencer este alguém era o Corinthians, com dois a menos.

O São Paulo voltou com Danilo no lugar do zagueiro Ed Carlos.

O tricolor, finalmente, resolveu jogar pelos lados e o jogo virou até covardia, gato contra rato.

Mas com o São Paulo insistindo em alçar bolas na área, o que facilitava a defesa alvinegra, que resistia.

Aos 12, Tadeu cabeceou na parte de cima do travessão corintiano e, em seguida, Carlos Alberto e Amoroso saíram para as entradas de Rosinei e Renato.

Leão queria ganhar o jogo...

Aos 15, Danilo desperdiça na pequena área. Que fase, Danilo!

Aos 25, só se ouvia a torcida corintiana no Morumbi e o São Paulo se enervava.

Aos 27, Danilo enfia o pé e a bola explode na trave corintiana. Que fase, Danilo, outra vez!

O gol amadurecia.

Mas Marcelo Mattos e Marinho eram duas barreiras impressionantes.

Magrão também.

Faltava cabeça ao São Paulo, no gramado e no banco.

A escrita se mantinha, mas com sabor de derrota, de inferioridade, mau presságio para quem terá o Boca Juniors pela frente na quinta-feira.

Aos 32 é a vez de Gustavo Nery, um bravo, impedir o gol de  Lenílson.

Trinta e dois mil torcedores viam um jogo atípico, no qual o líder não conseguia dobrar nove jogadores que estão na rabeira da tabela.

Sim, eram nove, mas pareciam 15 leões feridos.

Os corintianos festejavam cada descida perdida do adversário como se fosse gol.

Poucas vezes um 0 a 0, que nem valia título, era tão comemorado.

Poucas vezes, também, na era MSI, o Corinthians era tão Corinthians, como na goleada diante do Cianorte, pela perdida Copa do Brasil, e da vitória sobre o Universidad Católica, no Chile, pela perdida Libertadores.

Sai Júnior, entra Alex Dias.

Aos 44, Rafael Moura, dá um chapéu e, outra vez, quase marca. Seria demais!

O São Paulo perdeu dois pontos.

O Corinthians ganhou um, de um valor inestimável.

Aos 43, Rogério Ceni bate falta na barreira. Que fase!

O Campeonato Brasileiro está aberto.

Por Juca Kfouri às 16h57

Só com as mãos, mas hexacampeões

Tinha que ter um pouco de sofrimento porque, afinal, se fosse tudo tão fácil nem teria tanta graça.

As meninas repetiram os rapazes e ganharam o hexacampeonato do Grand Prix.

O que não deu com os pés, na Copa da Alemanha, deu em dobro com as mãos.

Depois de ganhar os dois primeiros sets por 25/20, as brasileiras perderam o terceiro por 23/25 e arrasaram no quarto, 25/17.

Uma superioridade incontestável e uma invencibilidade fabulosa, 13 jogos, 13 vitórias.

O são paulino Zé Roberto, a exemplo do botafoguense Bernardinho, é brilhante.

E com uma vantagem: já se deu bem também no futebol, ao comandar o Corinthians campeão brasileiro de 1999 e do mundo em 2000.

Por Juca Kfouri às 15h54

A aposentadoria do alemão

Como já se sabia, Michael Schumacher anunciou sua aposentadoria em entrevista logo após o GP de Monza.

Que ele venceu, para manter viva a possibilidade de chegar ao octacampeonato da Fórmula 1.

Está a apenas dois pontos do líder Alonso e conquistou sua 90o. vitória na categoria, da qual detém todos os recordes possíveis e imagináveis.

Competirá ainda nos três GPs que faltam, China, Japão e Brasil, e nunca mais.

O alemão jamais primou pela simpatia.

Mas não é preciso ser simpático para ser reconhecido como o maior campeão de todos os tempos na história do automobilismo mundial. 

Impossível dizer quem foi o melhor, indiscutível reconhecer quem é o maior.

E o maior é ele, o alemão Michael Shumacher.

Por Juca Kfouri às 13h03

A estréia de Carlitos Tevez

Carlitos Tevez estreou no West Ham, no empate em um gol com o Aston Villa.

Jogou 30 minutos.

E bem, embora sem maior destaque.

Obrigou seu time, que é fraco, fraquíssimo, pelo menos, a jogar com a bola no chão, para acioná-lo.

Mascherano ficou no banco.

Em breve, ambos serão os donos do time.

Mas dificilmente farão milagre.

Por Juca Kfouri às 12h56

A estréia de Ricardo Oliveira

Milan e Lazio faziam um jogo modorrento até que, aos 16 do segundo tempo, com 1 a 0 para os milaneses, Ricardo Oliveira entrou em campo.

Em seu primeiro toque na bola, em tabela com Kaká, deixou o companheiro na cara do gol.

Em seguida, em cobrança de escanteio, tocou de cabeça para fazer 2 a 0.

A Lazio descontou, fez 2 a 1, e aí, aconteceu o lance mais sensacional da partida.

Numa arrancada impressionante da intermediária adversária, Ricardo Oliveira deixou a defesa da Lazio na saudade e tocou na saída do goleiro, que fez um milagre.

Provavelmente, ali, ganhou a posição.

Outra boa notícia: Cafu jogou bem.

Por Juca Kfouri às 12h24

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico