Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

30/09/2006

Empate providencial. Vitória na medida

Enquanto o Inter liquidava o Paraná Clube no primeiro tempo, com três gols de zagueiros, dois de Fabiano Eller e um de Índio, o primeiro, Atlético Paranaense e São Paulo não saíam do 0 a 0.

O panorama não mudou no segundo tempo.

Enquanto no Beira-Rio o Paraná Clube reagia e até assustava ao fazer dois gols, rubro-negros e tricolores até ensaiavam fazer gols, mas ficavam no ensaio.

O Furacão manteve sua invencibilidade diante do São Paulo na Arena da Baixada e o líder chegou ao mesmo número de jogos de seus adversários com cinco pontos de dianteira sobre o vice-líder, o que é ponderável.

Já o Inter tomou o terceiro lugar do Santos e está no encalço de seu eterno rival, o Grêmio.

Agora, ao menos, todos os times estão em igualdade de condições e a reta final fica mais saborosa e descomplicada.

Por Juca Kfouri às 16h57

Resultado da sondagem

Fico feliz por constatar que este espaço é frequentado por gente com alto senso crítico.
 
Não que ser contra a Copa do Mundo no Brasil seja, necessariamente, a posição correta.
 
Mas o fato é que 68% assim se posicionaram, contra 32% a favor, numa votação que chegou no limite da caixa de comentários, 2004 indicações.
 
Nada menos que 1366 estão contra e 638 a favor.
 
Curiosamente, no UOL Esporte, a mesma sondagem dá resultado inverso, com mais de 11 mil votos.
 

Por Juca Kfouri às 23h32

29/09/2006

Copa na África ameaçada

A Copa do Mundo de 2010, prevista para a África do Sul, está ameaçada.

Joseph Blatter desmentirá, mas o fato é que está preocupado com o andamento das coisas por lá.

E ficará quieto até que seja reeleito presidente da Fifa, no ano que vem, para não perder votos no continente africano.

Depois, no entanto, não relutará em mudar a sede se não houver acontecido progressos notáveis na organização do evento.

E ele duvida que haja.

Em tempo: o Canadá continua a correr por fora como possível sede da Copa de 2014, a que o Brasil quer.

Blatter guarda a possibilidade como carta na manga ao raciocinar que seria bom para a expansão do futebol pelo mundo.

Ele acha que uma Copa no país pentacampeão mundial não acrescenta nada neste aspecto. 

Por Juca Kfouri às 09h30

Sábado decisivo

Neste sábado, os únicos dois jogos pelo Campeonato Brasileiro no fim de semana.

Dois jogos adiados por causa da decisão da Libertadores na véspera das eleições.

E um deles com a possibilidade de botar fogo no campeonato, o da Arena da Baixada, entre Atlético Paranaense e São Paulo.

O outro, entre Inter e Paraná Clube também é importante.

Principalmente porque pode signifcar a permanência dos gaúchos na luta pelo tetracampeonato.

Ou significar mais um passo dos paranaenses para chegar à Libertadores e até mesmo para alimentar o sonho de disputar o título nacional.

Tudo isso se o Furacão ganhar do São Paulo e não permitir que o tricolor livre sete pontos do Grêmio, nove do Santos, oito do Inter (se vencer o Paraná Clube) ou nove do Paraná Clube (se vencer o Inter).

Que os paranaenses podem, podem.

Não só porque vêm animados pela vitória diante do River Plate, como porque os paulistas jamais venceram na Arena da Baixada, como ainda porque o São Paulo está longe de ser aquele time que venceu a Libertadores do ano passado exatamente contra o Furacão.

O que, por sinal, acirrou a rivalidade entre os dois, agravada pelo episódio da ida de Aloísio para o Morumbi.

É jogo para sair faisca.

Por Juca Kfouri às 02h00

28/09/2006

Flu se safa no fim

O Fluminense conseguiu empatar nos últimos minutos um jogo que quase perdeu também nos últimos minutos.

O Gimnasia y Esgrima abriu o placar no fim e tomou o gol de empate em seguida, de Cláudio Pitbull, batendo falta.

O Flu não merecia perder. Nem vencer.

É impressionante como, em regra, os times brasileiros não sabem jogar contra os argentinos, por piores que sejam.

 

Por Juca Kfouri às 20h13

Você é contra ou a favor da Copa do Mundo no Brasil?

Vamos ver o que pensam os caros frequentadores deste blog.

Sondagem de opinião: contra ou a favor da Copa do Mundo no Brasil?

Só vale votar uma vez e apenas com "A FAVOR" e "CONTRA".

Mãos à obra!

Por Juca Kfouri às 13h09

Editorial do diário "Lance!"

LANCE! OPINA 


Um blefe de Teixeira em cima do Brasil 
 
   A chance de organizar uma Copa no Brasil, mais que uma questão de mérito, é um sonho de todos os brasileiros que gostam de futebol.
Contudo, pelo nível de investimento que uma Copa exige, esse projeto necessita de um caráter transformador, como deveria ter sido a organização dos Jogos Pan-Americanos e como precisa ser o projeto da candidatura olímpica.

Para realizar esses megaeventos é preciso investir em aeroportos, transportes, telecomunicações, hotelaria, meio ambiente e segurança. E com exceção da Copa dos EUA, em 1994, todas as demais receberam dinheiro público para a sua concretização.

Para hoje, está marcado um encontro entre o presidente Lula, Joseph Blatter e Ricardo Teixeira. O que se espera é que o presidente reafirme o apoio à candidatura brasileira à Copa de 2014. Teixeira tem anunciado aos quatro ventos que espera do governo somente investimentos em infraestrutura e que os novos estádios, segundo ele de dez a 12, serão erguidos com dinheiro privado.

Este LANCE! gostaria que isso fosse viável, mas, por uma série de razões, não acredita que seja.

Em todo o mundo só há dinheiro privado para construir arenas quando associado aos times, os donos do show. Afinal, quem investiria mais de cem milhões de dólares sem garantia de que a arena receberia jogos por muitos anos? Para a efetivação da parceria, seria preciso que os clubes tivessem credibilidade e perspectiva de retorno econômico suficientes para atrair tanto capital.

Mas, na situação atual, em que os clubes rasgam contratos e desrespeitam compromissos, não existe um mínimo de segurança jurídica e financeira para que financiadores privados possam apostar num retorno saudável para seu investimento.

O objetivo de Teixeira é seduzir Lula e o Brasil com a proposta e, depois que o compromisso de realizar a Copa for assumido, deixar o país refém de uma nova realidade: não haverá investidores e o governo terá de bancar os estádios.

O Brasil não pode assumir o compromisso de realizar a Copa sem saber no que está se metendo.

Por isso, é preciso que o presidente da CBF ponha as cartas na mesa e mostre quem são os investidores e o modelo de negócio. Ou, pelo menos, que mostre de forma clara como pretende conseguir atraí-los. O Brasil precisa saber logo se a "mão" de Teixeira é boa ou se ele está blefando.
 
  
  
 

Por Juca Kfouri às 11h31

Justiça mela golpe no Rio

Para o bem do futebol, está se desmanchando a espúria tentativa da FERJ em inchar o campeonato do Rio de Janeiro no ano que vem.

A Justiça acaba de determinar que se desconsiderem os resultados da tal seletiva que contrariava o Estatuto do Torcedor.

Eis a decisão: "NESTAS CONDICOES, ENTENDO POR DEFERIR, EM PARTE, A ANTECIPACAO DE TUTELA PARA QUE A FEDERACAO DE FUTEBOL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SE ABSTENHA DE CONSIDERAR OS RESULTADOS APURADOS NA SELETIVA DE ACESSO A PRIMEIRA DIVISAO DE PROFISSIONAIS DE 2007, EM FLAGRANTE VIOLACAO AO CRITERIO TECNICO-OBJETIVO ESTABELECIDO NA LEGISLACAO DE VIGENCIA. OS DEMAIS PEDIDOS SERAO APRECIADOS QUANDO DA RESPOSTA DA RE. CITE-SE A RE. INTIMEM-SE".

E é aguardada ainda para hoje uma nova decisão judicial que simplesmente pode determinar outra vez a destituição de toda a diretoria da FERJ e a consequente nomeação de um interventor na entidade.

Por Juca Kfouri às 10h48

27/09/2006

Vazio, vitória, vexame e várzea

Monumental de Nuñes vazio, Morumbi às moscas, Nuevo Gasómetro deserto.

É a Copa Sul-Americana.

O Furacão pegou o time reserva do River Plate e ganhou de 1 a 0, num contra-ataque bem puxado por Denis Marques que Marcos Aurélio completou para as redes, ainda no primeiro tempo.

Antes e depois do gol, porém, o Atlético Paranaense passou por maus bocados e ofereceu diversas chances de gol aos argentinos.

Mas venceu e foi o único brasileiro a vencer.

Pior aconteceu com o Santos que já no primeiro tempo saiu atrás do San Lorenzo, fruto de um gol de falta que nem três Fábio Costa juntos defenderiam, tamanha a violência e tão certeira a pontaria do chute.

Depois, no segundo tempo, os brasileiros até ensaiaram uma reação, mas acabaram surpreendidos por uma virada de jogo que acabou resultando no segundo gol da equipe portenha, aos 14 minutos.

Porteira definitivamente aberta, o terceiro gol aconteceu sete minutos depois e já expunha o Santos a um vexame que sua tradição dispensaria.

E tudo indica que não será desta vez que Vanderlei Luxemburgo ganhará um título internacional na direção de um clube.

Finalmente, Corinthians e Lanús fizeram um primeiro tempo lamentável, sem emoção, sem criatividade, sem futebol e repleto de passes errados, como na várzea.

O segundo tempo foi tão ruim quanto, apenas um pouco mais disputado.

Foi daqueles 0 a 0 que são resultado e nota da partida.

E o Corinthians completou sua oitava partida sem vencer uma equipe argentina.

Hoje é a vez do Fluminense diante do Gimnasia y Esgrima, no Maracanã, certamente também vazio, tal é o interesse que a Copa desperta nos torcedores brasileiros e argentinos.

Por Juca Kfouri às 22h45

Quinteto em baixa

Terminada a rodada da Copa dos Campeões da Europa, fica claro o seguinte:

ninguém do chamado quinteto mágico da Seleção Brasileira está bem.

Ninguém.

A favor dos cinco só uma eventual constatação, a de que é início de temporada.

Mas os Ronaldos, Robinho, Adriano e Kaká precisam melhorar e muito para justificar o nome que têm.

Bem mesmo, entre os brasileiros que jogaram a Copa na Alemanha, dignos de nota, só dois, ambos do Lyon: Juninho e Fred.

Por Juca Kfouri às 16h36

Brasil x Argentina: é a Copa Sul-Americana

Começa hoje a fase internacional da Copa Sul-Americana, em oitavas-de-final.

Quatro times brasileiros enfrentarão outros quatro argentinos.

Três jogos acontecerão hoje:

às 19h15, no Monumental de Nuñes, em Buenos Aires, o misto do River Plate recebe o Atlético Paranaense completo.

O River dá mais importância ao Campeonato Argentino e o Furacão vê, corretamente, a Copa Sul-Americana como uma possibilidade de ganhar maior dimensão internacional, Atlético Paranaense que já foi vice-campeão da Libertadores.

Às 22h, no Morumbi, o Corinthians, sem Magrão, poupado por Emerson Leão, recebe o Lanús, com a obrigação de vencer.

E o Santos, sem Zé Roberto, poupado por Vanderlei Luxemburgo, também mais preocupado com o Campeonato Brasileiro, no estádio Nuevo Gasómetro, também em Buenos Aires, enfrenta o San Lorenzo de Almagro.

Parada dura, mas superável.

Amanhã, às 19h15, no Maracanã, o Fluminense recebe o Gimnasia y Esgrima.

É o Flu tentando o título que ainda não conquistou em 2006, aliás como o Atlético Paranaense e o Corinthians.

Por Juca Kfouri às 23h29

26/09/2006

Para colorado curtir

Acaba de chegar ao Brasil a revista da Confederação Sul-Americana de Futebol.

Na capa (acima), é claro, a conquista do Inter.

Dentro da edição, 22 páginas dedicadas ao campeão da Libertadores, sob o título "Internacional - Un salto a la gloria".

 

Por Juca Kfouri às 17h01

Sir Alberto Dualib

Mais um pouco e a Rainha da Inglaterra concederá ao presidente do Corinthians o título nobre de Sir, Cavaleiro do Império Britânico.

Por tempo de permanência no Reino Unido.

Porque o homem não volta de Londres.

E desta vez nem se sabe de problemas com o pagamento da hospedagem.

Línguas maldosas dizem que ele voltará mudo, porque terá esquecido o português e não terá aprendido o inglês.

Fato é que Alberto Dualib virou figura fácil em Londres, onde só se reúne com gente do segundo escalão.

Porque não haverá solução para a parceria com a MSI sem que prevaleça, pelo que está no contrato, a vontade de Kia Joorabchian.

Dualib imaginou que fosse fácil, como foi em outras ocasiões, se livrar do parceiro.

Mas, com os russos, o buraco é mais em baixo.

Por Juca Kfouri às 14h57

Do blog de Fernando Rodrigues

Lula recebe Blatter, da Fifa, no fim da
campanha para prometer Copa no Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe na quinta-feira, dia 28, às 10h da manhã, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, para tratar de como poderá ser a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Nada mal. Quinta-feira é o último dia da campanha política em rádio e TV. Lula e Blatter vão falar das grandes chances de o Brasil sediar o evento. Praticamente vão anunciar a Copa aqui em solo brasileiro. As imagens podem ir todas para os comerciais do petista nesse mesmo dia.

Misturar futebol com política é quase uma praxe acadêmica no Brasil. Lula tem se aproveitado. Ao sancionar a loteria Timemania, no último dia 14, o presidente candidato salvou os dirigentes inescrupulosos de times de futebol falidos. Sobre a Copa do Mundo, disse: “Nós não temos nenhum estádio em condições de sediar jogos da Copa. Vamos ter de construir no mínimo 12 novos estádios nesse país". Assim, dirá também que estará criando empregos, pois a construção desses estádios vai requerer a contratação de muita gente –e de muitas empreiteiras.

 

Por Juca Kfouri às 14h47

Os gaúchos lideram o Brasileirão

Faltando 12 rodadas para terminar o Campeonato Brasileiro, o futebol gaúcho, na média, é quem melhor se sai na competição.

Com três representantes, os gaúchos têm a média de 40 pontos ganhos.

Em seguida, com dois clubes, vêm os paranaenses, 37 pontos, mesmo número do futebol mineiro, com apenas um.

Depois, em quarto lugar, aparece o futebol catarinense, com um clube e 36 pontos.

Só aí, em quinto lugar, é que aparece o futebol paulista, com seis representantes, mas com 35 pontos em média.

Os paulistas têm dois clubes entre os quatro primeiros, mas têm, também, dois entre os quatro últimos.

Seguido pelo Rio, quatro clubes, média de 34 pontos.

Fecham a classificação, sempre com um clube, o futebol de Goiás com 33 pontos, do Ceará com 26 e de Pernambuco com 24.

Não é nada, não é nada, não é nada mesmo, mas é, no mínimo, curioso.

OBS: NOTA CORRIGIDA PORQUE ORIGINALMENTE COM ERRO NA MÉDIA CARIOCA. PERDÃO.

Por Juca Kfouri às 01h44

25/09/2006

Números do Brasileirão

O Beira-Rio foi o palco de maior público da rodada de fim de semana do Brasileirão: 31.997 pagantes.

A Arena da Baixada recebeu o pior: 5.052.

A média de público ficou na casa de 12.085 torcedores por jogo.

A média de gols foi de 2,3 gols por partida.

O Grêmio continua a liderar o segundo turno, com 16 pontos em sete jogos, seguido por Botafogo e Atlético Paranaense com 13.

As piores campanhas do returno são do São Caetano, com apenas um ponto e do Fluminense, com cinco.

Se o São Paulo lidera a Séria A com 49 pontos, o Náutico lidera a Série B, com 45.

E, coincidentemente, os dois últimos das duas divisões, Santa Cruz e Portuguesa, em iguais 26 jogos, têm só 24 pontos.

Por Juca Kfouri às 10h24

24/09/2006

Os últimos Verdões derrotam os primeiros Tricolores

A grande novidade da rodada do Campeonato Brasileiro foi ver os dois líderes derrotados por dois dos times que lutam para não cair.

Os dois Tricolores, paulistas e gaúchos, levaram duas sovas dos dois Verdões, paulistas e goianos.

O São Paulo tomou de 3 a 1 do Palmeiras, embora tenha jogado melhor boa parte do jogo e com apenas 10 jogadores depois dos 15 minutos do segundo tempo.

O jogo aconteceu em Presidente Prudente e o Tricolor paulista foi imprudente ao tentar vencer mesmo com 10, o que deu espaço para que o Verdão do Parque Antarctica marcasse duas vezes.

O São Paulo estava na liderança e na liderança permanece, mas machucado.

O Palmeiras tinha o mesmo número de pontos do primeiro dos últimos e agora tem três a mais.

Já o Grêmio foi impiedosamente goleado pelo Goiás, no Serra Dourada.

Tomou de 4 a 0 e pouco viu a bola.

O Tricolor gaúcho estava na vice-liderança e na vice-liderança permanece, mas traumatizado.

O Goiás, o Verdão do Cerrado, era exatamente o primeiro dos últimos e deixou o lugar para a Ponte Preta.

Por Juca Kfouri às 21h24

Goiás tricolor

O verdão goiano jogou para o São Paulo.

Pegou o Grêmio de surpresa e interrompeu a bela trajetória do tricolor gaúcho.

Meteu-lhe 2 a 0 no primeiro tempo, com Souza e Jadílson, fora um pênalti não marcado sobre o angolano Jonhson.

E mais 2 a 0 no segundo tempo, com direito a um belo gol de Jonhson de cabeça, com uma comemoração digna de ser vista, e uma pintura de quarto gol feito por Souza, desses de ser escolhido com um dos melhores do ano.

E por falar em pênaltis não marcados, hoje foi uma festa.

Porque como em Presidente Prudente, também em Campinas a arbitragem falhou neste quesito, uma vez contra o Cruzeiro, outra contra a Ponte Preta.

Ponte que se complicou ao perder para o Cruzeiro, gol de Élber, quando não podia.

Se bem que o Cruzeiro também não podia.

A Ponte trocou de lugar com o Goiás (que saiu da zona de rebaixamento) e passou a ser a primeira dos últimos.

Já no Maracanã, o problema do Botafogo foi a hora de finalizar.

Por baixo, poderia ter ido para o intervalo com 2 a 0 sobre o Vasco.

Bastaria que Reinado e Lima tivessem caprichado um pouco mais.

As chances foram menos claras no segundo tempo, mas, principalmente depois que o Vasco ficou com 10 jogadores (o zagueiro Carlão foi expulso aos 23 minutos), continuou a só dar Botafogo que, mesmo assim, não saiu de um insatisfatório 0 a 0.

 

Por Juca Kfouri às 19h05

A façanha do Palmeiras

Em Presidente Prudente, um jogo ruim, um empate justo em 1 a 1 e um gol feito perdido por Leandro, que tinha dado o primeiro para Souza, no fim do primeiro tempo.

O Palmeiras empatou com Nen, de cabeça, e com a defesa do São Paulo vendo a banda passar.

Na Vila Belmiro, digno de nota, apenas, uma cabeçada na trave do Flamengo mandada por Wellington Paulista.

E, no Beira-Rio, em 10 minutos, 10 faltas.

E cartões amarelos em profusão, meia-dúzia, só no primeiro tempo.

Futebol mesmo, pouco. 

Mas, mais do Corinthians, que abriu o placar com Carlos Alberto e acertou duas vezes o travessão de Clemer, com Magrão e Roger.

Fernandão empatou o jogo em seguida ao gol corintiano, quando Wellington Monteiro chutou cruzado, Marcelo fez boa defesa e, estranhamente, soltou a bola já dominada para o Inter empatar.

No intervalo dos jogos das 16 horas, só o Paraná Clube vencia.

E em Florianópolis, 1 a 0 no Figueira.

Por enquanto, quatro jogos e pouco futebol.

O São Paulo voltou melhor no segundo tempo e antes dos 15 minutos criou duas chances de gol, além de trocar Richarlyson, Lenílson e Leandro por Ilsinho, Danilo e Alex Dias.

E perdeu Alex Silva, expulso.

No Beira-Rio, o Inter foi quem voltou melhor.

Adiantou a marcação e se aproveitou da troca feita por Leão, que tirou Roger e pôs Carlão no intervalo.

O segundo gol colorado rondava a área corintiana e Marcelo salvou tento certo de Fernandão.

Já na Vila, em bela jogada de calcanhar, de Jonas, Wellington botava o Santos na frente do Flamengo: 1 a 0.

Mesmo com 10, o São Paulo era mais perigoso em Presidente Prudente.

E o Inter, em Porto Alegre, mandava na partida.

O Corinthians tentava, sem sucesso, esfriar o jogo e Iarley, por egoísmo, não passou para Caio virar o placar.

A pressão era tanta que Leão tirou Carlos Alberto e botou o zagueiro Marcus Vinicius.

O Santos cozinhava o Flamengo no alçapão da Vila.

E Zé Roberto fazia seu primeiro gol com a camisa 10 santista, com a categoria que Deus lhe deu.

No Recife, o Santa Cruz abria o marcador diante do Juventude: 1 a 0.

Aos 36, susto no Beira-Rio: Amoroso deixou Gustavo Nery na cara de Clemer que não deixou que o lateral marcasse o gol corintiano.

E, aos 38, em Presidente Prudente, depois de não dar um pênalti para o São Paulo e dois para o Palmeiras, o árbitro resolveu marcar um que não houve, em Marcinho.

E Paulo Baier pôs o Palmeiras na frente: 2 a 1.

No finzinho, Roger lançou Marcinho e o Palmeiras fez 3 a 1.

Em ritmo de festa, Tabata, também no fim, ampliou para o Santos: 3 a 0.

Tanto em Presidente Prudente quanto em Porto Alegre quanto em Santos, os segundos tempos justificaram, ao menos, o preço dos ingressos.

O Palmeiras conseguiu a façanha que ninguém imaginava; Inter e Corinthians não têm por que comemorar e o Santos tem, até porque o Paraná Clube também venceu.

E o Santa, bem, o Santa também comemora, mas continua condenado.


 

Por Juca Kfouri às 17h01

A entrevista do filósofo

Entrevista da semana: Manuel Sergio

Filósofo português analisa o atual momento do futebol e prega uma revolução a partir do Brasil

Por Guilherme Costa

O progresso nas últimas décadas acelerou e intensificou um processo de mudança mundial. E nesse contexto, o futebol também se tornou diferente. O esporte não carrega mais as características que tinha décadas atrás, e isso compreende uma mudança na preparação de jogadores e equipes. Mas será que o caminho de evolução que o futebol toma é realmente o ideal?

Para o filósofo português Manuel Sergio, o futebol precisa urgentemente de uma revolução ética e metodológica. O lusitano, que esteve no Brasil nesta semana, é o precursor da ciência da motricidade, que entende os atletas como indivíduos complexos e em busca de superação constante. Assim, é fundamental que o esporte seja visto de acordo com os conceitos de totalidade e que não admita uma filosofia simplista e empobrecida.

Durante uma palestra concedida a treinadores e profissionais ligados ao futebol, Manuel Sergio usou a gênese da educação física para explicar um erro conceitual. Segundo ele, essa atividade ainda segue os preceitos do filósofo francês Renné Descartes, que dividiu os seres humanos entre corpo e mente e tentou analisar cada parte de maneira absolutamente isolada.

Ainda hoje, os jogadores de futebol são trabalhados de maneira isolada. Os treinamentos são concebidos para aprimorar um ou outro ponto do atleta e a maioria dos treinadores não se preocupa com o contexto que aquela atividade tem para a situação em que se encontra a vida do jogador.

Por conta disso, Manuel Sergio pediu uma revolução urgente no futebol. E pediu isso a partir do Brasil, que é o melhor do mundo nesse esporte. “Acho que deviam criar um grupo no Brasil e elaborar um manifesto com as coisas que devem ser alteradas no futebol. Como líder mundial, o país tem obrigação de fazer isso”, cobrou.

Formado em Filosofia e doutorado em Motricidade Humana, o português era marxista e fez parte do partido comunista juntamente com o escritor José Saramago. Em 1968, Sergio resolveu sistematizar a compreensão do futebol como um esporte que aborde a complexidade humana, e não apenas o físico. Assim, criou a ciência da motricidade.

Desde então, o português tem tentado transformar seus conceitos e os conceitos da sociedade acerca do esporte. Apaixonado por futebol, Sergio cobra uma reformulação na concepção do esporte para que ele passe a funcionar como formador de pessoas.

Alguns conceitos de Manuel Sergio ainda esbarram no pensamento arcaico e rígido da maioria das pessoas que vivenciam o dia-a-dia do futebol. No entanto, o número de discípulos do português tem crescido constantemente. Um dos mais famosos é o português José Mourinho, atualmente no Chelsea, que já mostrou várias vezes ser partidário do pensamento de seu ex-professor.

Cidade do Futebol - Como surgiu seu interesse pelo futebol?

Manuel Sergio – Nasci do lado de um campo de futebol e convivo com esse esporte desde que eu era garoto. Sou apaixonado por esse espetáculo e só posso agradecer aos brasileiros por tudo que é feito pelo futebol. Apesar de acompanhar há tanto tempo, sempre aprendo mais do que ensino.

Cidade do Futebol – O José Mourinho (técnico do Chelsea) sempre cita as coisas que aprendeu com você. Como foi o contato com ele?

Manuel Sergio – O José Mourinho é um gênio. Ele é um homem muito diferenciado porque apanha o que a gente diz e aproveita o que é melhor para ele. Ele não desperdiça as coisas. Foi meu aluno há uns 25 anos e me perguntou qual seria o caminho para ele se transformar em um treinador de futebol. Eu disse que, caso ele não se especializasse em ciências humanas, ia ser sempre mediano. Ele rumou por esse caminho e sempre teve a virtude de estudar muito. O problema é que ele é um bocado convencido, e isso aborrece as pessoas na Inglaterra. Ele chegou lá de forma corajosa e atrevida, dizendo que ia conquistar as coisas, e essa postura não era esperada de alguém vindo de um país periférico.

Cidade do Futebol – E a ciência da motricidade, como surgiu?

Manuel Sergio – Foi em 1968. Outras pessoas haviam falado essa palavra antes, mas ninguém tinha sistematizado como ciência. A idéia é que o ser humano é um indivíduo em movimento intencional de superação constante. Ele pode ser compreendido por sua circunstância e isso é importante. O jogador é o que foi, o que é e o que pode ser. A motricidade pressupõe a complexidade do atleta, e não apenas a preparação física. O conceito é o trabalho de totalidade. A motricidade supõe, de fato, o desenvolvimento das estruturas componentes do sistema nervoso central; mantém a regulação, a execução e a integração do comportamento; traduz a apropriação da cultura e da experiência humana. O importante é admitirmos a passagem do ser humano físico para o ser humano em movimento.

Cidade do Futebol – Como sistematizar isso nos treinamentos?

Manuel Sergio – As atividades precisam ser concebidas de uma forma mais pedagógica e que aborde a complexidade dos atletas. O que acontece agora é que fazem treinos físicos. Não existem treinos físicos! Mesmo que o atleta faça só exercícios, vai mexer com o que não é físico. Se perguntarem a um médico se correr faz bem, ele vai dizer que sim porque é mais fácil julgar o que vê, mas não vai se preocupar com toda a complexidade desse movimento. O futebol é complexidade e isso quer dizer incerteza. São elementos demais presentes em um grupo, e por isso o treinador precisa ser um especialista em humanidades.

Cidade do Futebol – Mas a aplicação disso é viável?

Manuel Sergio – Por ser tão complexa, a atividade de um treinador exige constantes leituras e atualizações. Mas o tipo que só lê também não serve para nada. É preciso ir a campo e, tentando entender o jogo como um todo, fazer as atividades que trabalhem toda a complexidade dos atletas.

Cidade do Futebol – Qual o papel que o conhecimento empírico e a experiência como atleta têm para a formação de um treinador?

Manuel Sergio – Isso pode ajudar, mas não é fundamental. Ninguém precisa ter sofrido do estômago para ser um gastroenterologista. Existe um treinador em Portugal chamado Mario Muniz Pereira, que trabalha com atletismo e também é fadista. Ele tem muito mais elementos para entender a complexidade humana e o drama que é a vida. É importante acompanhar o progresso, mas o futebol é um esporte e a necessidade fundamental é ser tratado como tal.

 

Por Juca Kfouri às 14h17

A entrevista...(Continuação)

Cidade do Futebol – O senhor falou sobre a complexidade do ser humano e a importância de o treinador compreender isso. Como isso pode ser feito?

Manuel Sergio – O método que deve ser utilizado no futebol é a hermenêutica [ciência que tem por objeto a interpretação de textos religiosos ou filosóficos, seus signos e o significado das palavras]. O jogador de futebol é um texto, e cabe ao treinador e à comissão técnica saber ler isso e decifrar. A relação entre treinador e atleta precisa ser a mesma de um leitor para um livro. A prática desportiva é sinal, mensagem e texto, e o treinador precisa ter a sensibilidade de captar esses sinais.

Cidade do Futebol – Mas como essa interpretação pode ser feita?

Manuel Sergio – É preciso partir do pressuposto de que o futebol é uma coisa muito séria, que engloba ciências de diversos tipos de natureza. Ele precisa compreender a parte lógica, as ciências biológicas e as ciências humanas, e o treinador é um líder de uma equipe com capacidade para fornecer uma leitura específica do atleta sobre cada um desses aspectos.

Cidade do Futebol – A leitura precisa dos sinais do jogador pode fazer o futebol virar uma ciência exata?

Manuel Sergio – De maneira alguma! Uma vez estava falando com um rapaz chamado Acácio Rosa, que era fumante, e passou por nós um jogador de rugby. Ele disse que invejava aquela disposição física e aquela preparação toda. E um pouco depois, durante o treinamento, o jogador de rugby teve um problema e morreu. Isso quer dizer que a maneira de compreender o futebol mudou e saiu do “corra!” para o “mexa-se!”, mas ainda há vários elementos que podem ser diferenciais.

Cidade do Futebol – Qual o principal desses diferenciais?

Manuel Sergio – Ser feliz é algo fundamental para a pessoa levar uma vida saudável. Não acredito na existência de uma separação entre corpo e mente, e quem quiser entender o futebol precisa tentar entender o homem. É isso que eu tento passar e mostrar. É preciso trabalhar de uma forma mais ampla.

Cidade do Futebol – E como esse trabalho mais amplo pode ser inserido nas comissões técnicas?

Manuel Sergio – O treinador precisa se cercar de pessoas que entendam e possam dar contribuições práticas para o trabalho com os seres humanos. É esse o conceito de uma comissão técnica multidisciplinar que tanto se fala. As ciências precisam trabalhar em conjunto para extrair o melhor dos atletas. É importante trabalhar, mas admitir que ainda estamos na pré-história do conhecimento humano.

Cidade do Futebol – O futebol, então, precisa de uma nova base teórica?

Manuel Sergio – Não é só isso. Teoria e prática não podem ser compreendidas de forma isolada. A teoria faz nascer a prática. A teoria acompanha a prática. A teoria muda a prática. Essa seqüência precisa estar muito clara para que todos entendam que uma revolução é possível e a base para isso é o conhecimento. O conhecimento científico é importante, mas o futebol hoje é muito mais do que isso. Ele é um fato usado para explicar os dramas e multiplicar as taras da sociedade.

Cidade do Futebol – O futebol pode ser, realmente, um fomentador da saúde?

Manuel Sergio – Sim. Mas depende do cenário em que ele é visto. O torcedor sai do estádio mais nervoso do que entra e o próprio treinador sabe que o emprego dele não depende do quanto ele pode acrescentar à equipe, e sim dos resultados que a equipe conquistar. Infelizmente, o futebol nem sempre se preocupa com a educação e a saúde das pessoas que estão envolvidas com ele.

Cidade do Futebol – Você acha que já começou a mudar essa perspectiva?

Manuel Sergio – Eu tento conversar com o maior número possível de pessoas sobre a complexidade do futebol. O problema não está com quem participa disso, mas com o resto do mundo. A maioria ainda não entendeu que existe algo errado se o homem é um meio e o esporte é um fim. A relação precisa ser o contrário. O esporte ainda não é visto como algo transformador, mas uma coisa útil para alguns.

Cidade do Futebol – O tratamento dado ao futebol é diferente no Brasil e na Europa?

Manuel Sergio – A grande diferença é a realidade financeira. O futebol no Brasil é muito mais criativo, e lá eles tentam compensar isso com muita dedicação. Os brasileiros entendem o futebol muito mais que os europeus, e eles equilibram na dedicação. A maneira de ver o jogo é um pouco diferente, mas o principal é o dinheiro. Tanto aqui quanto lá, a maioria das pessoas ainda não enxergam o conceito de totalidade e complexidade do esporte.

Cidade do Futebol – Qual o caminho para o futebol evoluir, então?

Manuel Sergio – Eu acho que deveria acontecer uma revolução de treinadores, e acho que isso deveria começar no Brasil. O Brasil tem obrigação de fazer isso porque é o melhor do mundo e serve como exemplo para todas as outras nações. Acho que deviam criar um grupo no Brasil e elaborar um manifesto com as coisas que devem ser alteradas no futebol. Mas uma coisa com apelo mundial e não apenas regional. Por tudo o que sabe além dos outros e por ser o melhor do mundo, o Brasil tem obrigação de fazer isso urgentemente. O futebol precisa dessa revolução ética metodológica.

 

Publicado no sítio CIDADE DO FUTEBOL, um espaço sério para quem quer pensar o futebol além das quatro linhas.

Um dos favorirtos deste blog.

 

Por Juca Kfouri às 14h16

Um novo modo de pensar o futebol

O fim da função de preparador físico para o futuro do futebol

Filósofo português acredita que a função deve ser substituída pela de auxiliar-técnico

 

Por Guilherme Costa

A preparação de um jogador de futebol divide-se atualmente entre treinos táticos (que envolvem a função dele para a equipe), técnicos (aprimoramento de fundamentos) e físicos (evolução do condicionamento).

Essa sistematização rígida, contudo, contraria o ideal moderno de conduta para um profissional de educação física.

Afinal, imaginar um treino que contemple apenas parte de uma pessoa é analisar a preparação individual de maneira extremamente simplória. 

Diante da complexidade inerente à formação humana, torna-se impossível trabalhar o físico de um atleta sem que ele evolua sua parte técnica.

E mais do que isso, é errôneo pensar em atividades que façam o jogador aprimorar apenas seu condicionamento, sem nenhum ganho para a construção pessoal.

“É por isso que eu digo que não existe treino físico. Existe um treino de um ser humano, que pode até ser focado em uma área, mas não pode ser dissociado da evolução total da pessoa. Mesmo uma atividade física mexe com o que não é físico”, ponderou o filósofo português Manuel Sergio, que esteve no Brasil nesta semana.

Por conta dessa postura, o português acredita que o conceito de preparador físico seja um dos maiores erros do futebol atual. “Essa função não existe. Ele pode ser um treinador-adjunto ou um auxiliar-técnico, mas nunca alguém que mexa só com o físico dos atletas. Isso seria impossível”, explicou. 

A idéia de atuação de um preparador físico como auxiliar-técnico corrobora o pensamento de alguns profissionais da área. “Não podemos pensar apenas em melhorar o condicionamento de um atleta para as partidas e esquecer das outras partes que cercam a preparação dele. Trata-se de uma pessoa e está exposta a toda sorte de problemas que uma pessoa comum pode ter”, disse o técnico Celso Roth.

“O nosso trabalho funciona muito mais quando tem um respaldo de toda a comissão técnica. Não adianta fazermos o planejamento e a periodização física sem considerar o momento em que o técnico vai querer mudar o esquema ou dar mais ênfase aos fundamentos. Por isso, tudo tem que trabalhar em conjunto”, determinou o preparador físico do São Paulo, Carlinhos Neves.

O ex-técnico palmeirense Tite também enalteceu a importância de um programa fundamentado de treinamento: “Todos os fatores fazem diferença para um trabalho funcionar. Uma vez eu tinha pensado em fazer uma atividade de piques com o elenco, mas nós vínhamos em uma seqüência de jogos. Então, o [fisiologista] Paulo [Zogaib] e o [preparador físico] Fábio [Mahseredjian] me ajudaram a medir as distâncias e ver o quanto nós poderíamos exigir de cada um. Então decidimos fazer o trabalho, mas com intervalos programados. Assim, conseguimos fazer uma coisa mais abrangente”.

Outro que compartilha as idéias de Manuel Sergio sobre uma preparação integrada é o português José Mourinho, um dos principais discípulos do filósofo, que atualmente dirige o Chelsea.

“Reconheço que uma abordagem mais simplista e menos técnica do futebol exige que falemos separadamente de cada componente, mas não tem como você trabalhar só um lado de um atleta. É preciso trabalhar o atleta como um todo, e esse é um dos princípios importantes. É por isso que o treinador deve ser acompanhado por auxiliares e ver a complexidade de cada jogador”, disse Mourinho em uma crônica publicada em Portugal em 2001.

Publicado pelo sítio CIDADE DO FUTEBOL 

Por Juca Kfouri às 14h06

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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