Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

07/10/2006

Cada vez mais tetra

Aconteceu o que era mesmo o mais provável e o São Paulo ganhou do Fluminense, no Maracanã.

Mesmo saindo atrás logo no primeiro minuto, quando Tuta abriu o marcador.

Aliás, o maior mérito dos paulistas foi exatemente o de não ter dado a menor pelota para a vantagem carioca.

E os gols da virada surgiram naturalmente, ainda no primeiro tempo, com Aloísio e Leandro.

Leandro, ex-Flu, nem comemorou em homenagem aos torcedores do tricolor carioca que, por sinal, não deram sinal de vida, e fizeram do Maraca campo neutro.

Na volta para o segundo tempo, perguntaram a PC Gusmão o que tinha contecido com o time dele.

"Começamos muito bem e depois o time tremeu", ele respondeu.

Nem era verdade a primeira parte da resposta (o Flu achou um gol enquanto o São Paulo dormia) e nem leal com os jogadores (que ele mesmo escolheu e escalou) a segunda.

Mas PC é da escola "eu ganhei, nós empatamos, eles perderam".

O Flu se aproxima do rebaixamento e o São Paulo, que cozinhou a partida no segundo tempo como quis, se aproxima do tetracampeonato.

Santos e Grêmio que se virem amanhã, para não ficar ainda mais longe do líder.

Por Juca Kfouri às 18h45

Brasil treina no Kuait

Não vi o treino entre titulares e reservas da Seleção Brasileira, ontem, no Kuait.

Sei que os titulares ganharam de 3 a 0, com dois gols de Rafael Sobis.

Deve ter sido um treino mais duro que o dos 4 a 0 de hoje contra as "estrelas" do Kuait, com gols de Sobis (com bela atuação), Robinho, Daniel Carvalho e Kaká.

Hoje não tem nota para os 19 jogadores que atuaram pela Seleção.

Afinal, dar nota em treino beira o ridículo.

 

Por Juca Kfouri às 16h56

Ponte bota pressão

A Ponte Preta ganhou de 3 a 1 do Juventude, em Campinas, e dorme fora da zona do rebaixamento.

Quem dorme dentro dela é o Corinthians que, todo desfalcado, enfrenta o Goiás amanhã, no Serra Dourada.

Ou seja: é grande a chance de os corintianos dormirem de hoje para amanhã entre os últimos e acordarem na segunda-feira no mesmo lugar.

Quem diria, hein?

Por Juca Kfouri às 16h51

Galo é líder

Pela primeira vez, o Atlético Mineiro assumiu a liderança da Série B ao vencer, com muito sofrimento, o Brasiliense por 1 a 0, no Mineirão.

Mineirão lotado por uma torcida ensandecida (mais de 51 mil torcedores) que não parou de cantar o hino do clube mesmo com má atuação do time no gramado.

O Brasiliense enfiou duas bolas nas traves mineiras, traves, inusitadamente, que tiveram a companhia de uma coruja em boa parte da partida.

O Galo ainda perdeu um pênalti no fim da partida, mas não perdeu a chance de assumir a liderança.

Em Maceió, o Sport, que também tinha a chance de ser líder, ficou no empate com o CRB, 1 a 1, obtido no último minuto de pênalti.

O Coritiba enfiou 6 a 2 no Marília e ficou a apenas um ponto do Paulista, quarto colocado.

Os vândalos coxas dirão, estupidamente, que a selvageria no aeroporto deu resultado.

Por Juca Kfouri às 16h43

Consolo

Para quem anda preocupado com a qualidade do futebol jogado no Brasil, um consolo -- ou mais um motivo para preocupação:

na Europa as coisas também não estão melhores.

Inglaterra 0, Macedônia 0, foi de doer.

E os ingleses parecem ter voltado a jogar na velha base do chuveirinho.

Escócia 1, França 0, não foi melhor.

Teve, ao menos, um gol, é verdade, nascido de um escanteio.

E a Escócia, além de bater os vice-campeões mundiais, completou três jogos com três vitórias nas eliminatórias da Eurocopa.

 

Por Juca Kfouri às 15h01

06/10/2006

Náutico em cima, Lusa embaixo

Dois dos quatro primeiros colocados da Série B, o Náutico e o Paulista, se enfrentaram no estádio dos Aflitos, no Recife.

E dois dos quatro últimos colocados da Série B, Guarani e Portuguesa, se enfrentaram no estádio Brinco de Ouro, em Campinas.

O primeiro colocado Náutico esteve sempre na frente do quarto colocado Paulista e permanece na liderança, mas o jogo acabou em emocionantes 3 a 3.

O antepenúltimo Guarani esteve sempre na frente da última colocada Portuguesa e saiu da zona de rebaixamento, pois venceu por 3 a 1.

Mas o Náutico pode ser superado pelo Atlético Mineiro que enfrenta, no Mineirão, o Brasiliense, neste sábado.

Ou pelo Sport, que visita o CRB, em Maceió.

Assim como o Paulista pode perder o quarto lugar para o América(RN).

Já o Guarani pode voltar a ficar entre os quatro últimos se o Ceará vencer o América(RN), em Fortaleza, ou se o Remo ganhar do Avaí, em Belém.

Já a Lusa está condenada a passar mais uma rodada na lanterna.

Por Juca Kfouri às 21h31

Um filme imperdível

Marque na sua agenda: dia 2 de novembro, feriado, estréia, em circuito nacional, o filme "O ano em que meus pais saíram de férias".

Marque e não perca.

Dirigido pelo craque Cao Hamburger (Castelo Rá-Tim-Bum), o filme conta a história de um menino de 12 anos que, louco por futebol e por futebol de botão, às vésperas e durante a Copa de 70, se vê sozinho no bairro judeu do Bom Retiro, em São Paulo, porque seus pais, militantes contra a ditadura militar, têm de sair do mapa.

Uma história contada com rara sensibilidade, plena de solidariedade, graça e dor.

Marque em sua agenda.

E leve lenço.

 

Por Juca Kfouri às 12h07

Pé frio

Dirão que é implicância.

Talvez seja mesmo.

Mas o fato é que durante os 32 dias que Alberto Dualib passou em férias em Londres o Corinthians não perdeu nenhuma vez.

Foi só ele voltar e...

Por Juca Kfouri às 23h50

Santos e Grêmio, o grande jogo do fim de semana

Santos e Grêmio, o grande jogo do fim de semana

Com a bela vitória de ontem sobre o Corinthians por 3 a 0, o Santos vai fazer neste domingo, na Vila Belmiro, contra o Grêmio, o grande jogo da 28o. rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogo vai valer pela vice-liderança do campeonato, pois o Grêmio está dois pontos na frente do Santos.

E pode valer muito mais.

Basta que o São Paulo não ganhe do Fluminense, amanhã, no Maracanã.

Claro que o São Paulo é o favorito mesmo jogando fora de casa.

Mas uma derrota ou um empate do tricolor paulista diante do carioca, e havendo um vencedor no domingo entre Santos e Grêmio, principalmente se for o tricolor gaúcho, e o campeonato pegará fogo em sua reta final.

Pena que o Santos jogará desfalcado de Fábio Costa, Maldonado e Zé Roberto.

E o Grêmio sem Léo Lima e Lucas.

Mas se o São Paulo, por exemplo, perder, e o Grêmio ganhar, a diferença entre os dois cairá para apenas dois pontos.

E na trigésima rodada, no Olímpico, vamos ter Grêmio e São Paulo.

Já imaginou?

Por Juca Kfouri às 23h05

05/10/2006

Resumo da 27o. rodada

Foram 36 gols, ótima média de 3,6 gols por partida.

E 137.256 pagantes em 10 jogos, com média de 13.725.

Quatro jogos passaram da casa dos 20 mil torcedores: no Mineirão, com 29.250; no Olímpico com 26.521; no Maracanã com 24.534 e no Pacaembu com 22.253.

Só um não passou de 1000 pessoas, ou melhor, não passou nem de 500 pessoas: no Anacleto Campanella, em São Caetano, com 446 testemunhas.

O segundo pior público, em Caxias do Sul, tinha 10 vezes mais gente (menos quatro pessoas), com 4.456 torcedores.

Por Juca Kfouri às 22h33

Santos sem piedade. Cruzeiro na medida

Em 1975, no Beira-Rio, Inter e Cruzeiro decidiram o Campeonato Brasileiro.

Deu Inter.

Em 2002, no Morumbi, Corinthians e Santos decidiram o Campeonato Brasileiro.

Deu Santos.

Hoje, no Mineirão, com 29. 250 pagantes, melhor público da rodada, deu Cruzeiro: 2 a 1.

E, no Pacaembu, deu Santos outra vez: 3 a 0.

Em Belo Horizonte o jogo ia equilibrado e de bom nível técnico até que Wagner recebeu um passe precioso de Ferreira e, aos 34, abriu a contagem para os mineiros.

No último minuto, Ceará bateu falta com perfeição, empatou e fez justiça ao desempenho dos dois times.

Já em São Paulo o Corinthians começou melhor que o Santos, que perdeu o goleiro Fábio Costa logo aos 4 minutos.

A entrada do menino Felipe, 18 anos, no lugar do capitão santista encorajou os corintianos.

Que criaram pelo menos duas chances claríssimas de gol, uma delas bisonhamente desperdiçada por Rosinei e outra bem defendida pelo jovem arqueiro, também nos pés de Rosinei.

Aí, aos 40, em brilhante cobrança de falta, o ex-corintiano Kléber abriu a contagem para o Santos, que tomou conta do jogo.

Por reclamação injustificada, achou que não houve a falta,  Emerson Leão foi expulso de campo.

Só no finzinho do primeiro tempo o Corinthians esboçou uma reação, com Roger cabeceando para nova estupenda defesa de Felipe.

Os dois jogos recomeçaram mais ou menos no mesmo diapasão.

Com a diferença de que o Inter criava mais que o Cruzeiro e o Corinthians só tinha mais a bola, mas pouco perigo levava ao gol santista.

Como o Inter não fez, levou.

Ferreira, de cabeça, aos 19, recolocou o Cruzeiro na frente e na luta por uma vaga na Libertadores, vaga que, aliás, depende muito, por ironia, de o Inter manter-se entre os quatro primeiros.

O Corinthians também não fazia e o Santos perdia, também, André Luiz, machucado, só para variar.

Felipe seguia seguro na meta santista, ele que provavelmente terá de enfrentar o Grêmio, no domingo, na Vila Belmiro, em jogo que promete ser sensacional e que vale a vice-liderança do Brasileirão.

Diante de 22.253 pagantes, aos 22 minutos, Amoroso dramatizou tanto um leve empurrão que Maldonado lhe deu dentro da área que o árbitro nem cogitou em dar pênalti.

Valente, o Inter vendia caro a derrota no Mineirão, mas, naturalmente, se expunha aos contra-ataques mineiros.

E via morrer o sonho do tetracampeonato.

E o Santos, com Leandro, também em rápido contra-ataque armado por Kléber para Zé Roberto, fez seu segundo gol, aos 33.

Injusto?

Não.

Apenas a diferença entre um time que soube fazer gols contra outro que não soube e não sabe, tanto que tem o pior ataque do campeonato.

Dois minutos depois, Tabata enfiou para Zé Roberto fazer 3 a 0 e ser expulso de campo pela comemoração, um absurdo da arbitragem arbitrária que o tira do jogaço diante do Grêmio.

Em seguida foi a vez de Magrão, por jogada violenta, ser corretamente expulso.

Ao sair de campo, xingou Vanderlei Luxemburgo, com quem não se dá, e não jogará contra o Goiás, no Serra Dourada, quando o Corinthians correrá sérios riscos de voltar à zona do rebaixamento.

Ainda mais porque, no domingo seguinte, voltará a jogar fora, contra o Flamengo.

Enquanto isso, no Maracanã, o Botafogo cumpria exemplarmente seu papel e, em jogo que o blog não acompanhou, também ganhava de 3 a 0 do cada vez mais lanterna Santa Cruz.

Felipe ainda defendeu mais duas bolas perigosas do Corinthians e saiu do Pacaembu como um dos heróis da irretocável vitória santista.

Por Juca Kfouri às 21h27

Seletiva no Rio segue fora da lei

O desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, da 3o. Câmara Civil do Rio de Janeiro, negou seguimento ao agravo da Federação Estadual do Rio Janeiro que contestava a decisão, de primeira instância da Justiça fluminense, que anulara o torneio seletivo para o campeonato estadual de 2007, por contrariar o Estatuto do Torcedor.

Agora à FERJ só resta o Tribunal de Justiça e é improvável que obtenha sucesso, tão claro está que a tal seletiva não obedece a critérios técnicos, como manda a lei.

 

Por Juca Kfouri às 16h46

Aos navegantes

O pessoal técnico do UOL está desde ontem na busca de solucionar o problema no texto de seus blogs.

Todos o blogs do UOL que receberam muitos comentários depois das 19h de ontem estão com o mesmo problema.

Como você, também eu espero pela solução.

 

Por Juca Kfouri às 13h16

Três jogos bem diferentes

Maracanã, Mineirão e Pacaembu.

Três jogos, três perspectivas, todos às 20h30.

O Botafogo simplesmente tem a obrigação de ganhar do Santa Cruz.

E nada mais a acrescentar.

O Cruzeiro tem uma parada duríssima diante do Inter.

Um atrás de continuar na luta pela vaga na Libertadores.

Outro ainda pensando que o tetracampeonato brasileiro é possível.

Apesar do fator casa, jogo sem favorito.

O empate é ruim para os dois.

E o clássico estadual.

O Santos como visitante, devagar e sempre, caminha em busca de seu lugar na Libertadores.

O mandante Corinthians melhorou na tabela, mas continua a dever na bola.

O empate também é ruim para os dois, mais para o alvinegro da capital.

 

Por Juca Kfouri às 13h05

04/10/2006

Tricolores só riem

Num Morumbi melancolicamente vazio (apenas 8.571 torcedores), o São Paulo liquidou com o Vasco logo no primeiro tempo.

Aos 7 minutos o tricolor teve a sorte de Andrade marcar contra ao tentar desviar um cruzamento de Danilo.

Aos 15 foi a vez de Danilo fazer 2 a 0, depois de deslocar o zagueiro vascaíno com um empurrão desses difíceis de o árbitro ver.

Leandro Amaral, em sua estréia, ainda deu um sopro de esperanças à nau cruz-maltina, ao diminuir, aos 23.

Mas 10 minutos depois Fabão acabou com a tênuue chama e fez 3 a 1, em escanteio batido pela esquerda por Souza.

Para completar a festa tricolor, o mesmo Fabão e o mesmo Leandro Amaral se desentenderam e ambos levaram cartões amarelos. Como o estreante vascaíno já tinha um, virou vermelho.

Estava aberta a porta para a goleada.

Que veio logo no recomeço do jogo, quando Miranda cabeceou o escanteio novamente batido por Souza, desta vez pelo lado direito.

Melhor que o quarto gol são paulino só mesmo a notícia que veio do Olímpico.

Depois de um primeiro tempo em que o Palmeiras só fez resistir à pressão do Grêmio, o rival empatava 1 a 1, gol de pênalti de Paulo Baier.

O Grêmio tinha aberto o placar com Ramon, aos 33 minutos de jogo, com inteira justiça, pois dominara todo os primeiro tempo, com direito a apenas um susto: uma bola no travessão chutada por Juninho, aos 38.

Mas durou pouco a alegria completa dos são paulinos, porque, em seguida, Tcheco desempatou em cobrança de falta.

O Olímpico não estava vazio, ao contrário (26.521 pagantes), prova de que os tricolores gaúchos andam mais solidários com seu time vice-líder do que os tricolores paulistas com o líder. 

Líder que fez 5 a 1 aos 18, em cobrança de falta.

Quem bateu?

Ora, ora. Ele mesmo. Rogério Ceni.

Gol de goleiro, milagres de goleiro.

Diego Cavalieri salvava o terceiro gol gremista, em tiro à queima-roupa de Ramon e, em seguida, em cabeçada de Rômulo.

O Grêmio pintava e bordava no seu estádio, enquanto o São Paulo desfilava no dele.

Verdade que o Grêmio perdeu tantas chances de ampliar que até levou um certo sufoco no fim do, pelo menos, combativo time palmeirense.

Mas Sâo Paulo e Grêmio não são os dois primeiros por acaso.

Têm, além do mais, os dois melhores ataques do campeonato, 47 gols os gaúchos, 46 os paulistas.

Ambos ganharam 11 dos 14 jogos que fizeram em casa, com apenas uma derrota.

E se o Morumbi estava um deserto, imagine o Anacleto Campanella (446 pagantes), onde o moribundo São Caetano perdeu para o Goiá, de virada, por 2 a 1, com gol do artilheiro Souza (14 gols) nos últimos segundos .

Por Juca Kfouri às 22h35

Flamengo, em noite inspirada

Só para desmentir o blog, o Fla-Flu foi rico.

Rico na presença das torcidas (24.534 torcedores) que fazem o clássico mais colorido do país nas arquibancadas do Maracanã e rico, pelo menos, para os rubro-negros.

Que mesmo saindo atrás do tricolor logo aos 5 minutos, em belo cruzamento de Petkovic para Tuta marcar de cabeça, empatou em seguida e virou no começo do segundo tempo, com dois belos gols de Renato em cobrança de faltas (embora, na primeira, Diego tenha pulado atrasado).

Antes da virada, porém, Juan foi claramente derrubado na área e o árbitro não deu o pênalti que já poderia ter deixado o Mengo na frente.

Ao fazer 2 a 1, o time da Gávea não recuou, ao contrário.

Continuou a mandar no jogo e fez 3 a 1 com Obina, depois de ótimo passe de Sávio.

Melhor ainda foi a jogada de Juan, pela esquerda, aos 24, ao deixar Rogério e mais um na saudade e dar para Obina fazer 4 a 1.

O Flu mostrava que seu problema não é exatamente o técnico, pois na estréia do sexto nesta temporada levou uma goleada (fora duas bolas na trave, uma de Luizão, outra de Sávio) e se aproximou perigosamente da zona de rebaixamento.

Pior só mesmo a Ponte Preta que, como era de se esperar, foi derrotada pelo bom time do Paraná Clube, em Curitiba, por 2 a 1.

Pelo menos até amanhã, o Paraná Clube tomou o quarto lugar do Santos.

O Fortaleza também não progrediu, ao apenas empatar, em casa, diante do Figueirense, que segue em sua toada regular.

Como a do Juventude, que obteve sua nona vitória em casa em 14 jogos, com apenas uma derrota.

A vítima da vez foi o Atlético Paranaense que chegou a perder de 3 a 1 e diminuiu para 3 a 2 no final.

Por Juca Kfouri às 21h18

Juíza vê falsificação no caso Aloísio/Furacão

Veja, no Blog do Birner, uma grave denúncia de uma juíza da Justiça do Trabalho no caso que envolveu o centroavante Aloísio, hoje no São Paulo, e o Atlético Paranaense.

No blog você encontra toda a argumentação da juíza, que parece irrefutável, e que foi enviada ao Ministério Público.

Comprovada a desconfiança da magistrada, estaremos diante de um gravíssimo caso de adulteração de documentos, coisa que gente de bem não faz.

http://blogdobirner.zip.net/

Por Juca Kfouri às 16h06

E Kia vai levando. E ficando

Apressado come cru ou queima a língua.

Em jornalismo não se aposta, alguém, sabiamente, já disse.

Kia Joorabchian permanece à frente da MSI e negocia neste momento (como são pacientes os franceses do Lyon!) a questão Nilmar/Corinthians/MSI/Lyon.

Joorabchian, como diz faz tempo, só sairá da parceira quando quiser. E se quiser.

Na verdade, quer.

Porque não suporta mais lidar com Alberto Dualib e seus asseclas patéticos, além de, agora, ter de cuidar dos negócios da família por causa da morte de seu pai.

Mas ele ditará, como está no contrato da parceria, o ritmo das coisas.

A carta que assinou ao lado de Dualib, e que está na página do Corinthians ( http://www.sccorinthians.com.br/), é simplesmente risível.

Não só não diz nada de novo como foi escrita por um quase analfabeto, o que não é o padrão dos comunicados da MSI, concorde-se ou discorde-se deles.

Na verdade, Dualib pediu a Joorabchian que a assinasse, em Londres, porque, em São Paulo, ninguém mais acredita no presidente corintiano e nos três Patetas, seus vice-presidentes.

Estes só tem feito envergonhar a nação corintiana.

Já se envolveram em cenas de pugilato no Parque São Jorge, já tentaram tomar, cobrando, a página do clube feita de graça na Internet e não se cansam de espalhar boatos -- que têm mais a ver com seus desejos do que com a realidade.

É claro que sempre há, na imprensa, gente tão desqualificada como eles para comprar suas sandices.

 

Por Juca Kfouri às 12h49

03/10/2006

Galo goleia. Náutico lidera

Mesmo prejudicado pela arbitragem, que transformou um pênalti a seu favor em impedimento inexistente, e uma ótima atuação do goleiro do Guarani, o Galo enfiou 4 a 1 no time campineiro diante de mais de 28 mil atleticanos pagantes no Mineirão.

Goleou e jogou bem, o que dá mais confiança à torcida do Atlético Mineiro.

Que permanece em segundo lugar, atrás do Náutico, que chegou a fazer 3 a 0 no CRB, nos Aflitos e, para variar, teve que sofrer com a reação do time alagoano, que diminuiu para 3 a 2.

Importante para os dois líderes com 48 pontos é o fato de já livrarem quatro pontos sobre o quarto colocado, o Paulista, e cinco sobre o quinto, o América potiguar.

O Sport permanece em terceiro lugar depois de empatar em Marília com o MAC por 2 a 2 e o Paulista desembestou, ao meter 5 a 1 no Vila Nova goiano.

Preocupante é a situação do Coritiba que vinha tão bem e acaba de completar oito jogos sem vencer, ao perder do Ceará, em Fortaleza, por 2 a 0, com o que caiu para sexto lugar, com 41 pontos.

Por Juca Kfouri às 21h28

Três clássicos nacionais

Esta quarta-feira reserva três encontros entre seis fundadores do ex-poderoso Clube dos 13.

Tem Fla-Flu, tem São Paulo e Vasco e tem Grêmio e Palmeiras.

No Maracanã, o clássico carioca é absolutamente imprevisível, tamanha a irregularidade, e a ruindade, dos dois times.

PC Gusmão, que até hoje não justificou a empáfia, estréia no comando tricolor e promete a volta de Petkovic.

E o Mengo diz que jogará com três atacantes, Sávio, Obina e Luisão, mais para pesadelo do que um ataque dos sonhos.

No Morumbi, o líder tem obrigação de derrotar o Vasco, ainda mais porque Aloísio volta ao ataque e a defesa parece ter encontrado seu equilíbrio com a chegada de Miranda.

O Vasco não pode assustar quem queira o título, mas não só ambiciona uma vaga na Libertadores (o que dá a medida da fraqueza geral) como tem mais vitórias fora de casa (cinco) do que em São Januário (quatro).

Finalmente, no Olímpico, o Grêmio em busca de esquecer a goleada diante do Goiás enfrenta um Palmeiras novamente às voltas com o medo do rebaixamento.

Pena que o vice-líder jogue desfalcado de Lucas, suspenso e convocado para mais um inútil amistoso da CBF.

Mas, com arquibancadas repletas, os gaúchos são tão favoritos em Porto Alegre como são os paulistas no Morumbi.

Por Juca Kfouri às 09h30

02/10/2006

A reta final do segundo turno

Faltam 12 rodadas para terminar o segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Paulistas e gaúchos lutam pelo título, dois pelo tetra, dois pelo tri.

Os favoritos são os tricolores paulistas e gaúchos, mais aqueles do que estes.

Mas nada está decidido.

Falta uma rodada do segundo turno nas eleições presidenciais.

Com dois representantes da política paulista, embora o que lute pelo bi seja pernambucano.

Difícil apontar o favorito, dadas as circunstâncias que levaram ao desempate um jogo que parecia ganho.

Fato é que a CBF deve estar preocupada, mais com o segundo turno eleitoral do que com o do futebol.

Porque jogou todas as suas cartas na reeleição e, agora, terá de acenar para o outro lado também.

Não que deva se assustar muito porque, em regra, tem conseguido se dar bem com todos os governos.

A exceção ficou por conta do primeiro mandato de FHC e do fim do segundo, quando Pelé e Caio Carvalho, respectivamente, ocuparam o ministério do Esporte.

Mas mesmo no governo tucano, no triste período em que Rafael Greca e Carlos Melles foram ministros do Esporte de FHC, a CBF nadou de braçada.

E gente próxima a Ricardo Teixeira como Aécio Neves não terá dificuldade em fazer, agora, uma aproximação.

Porque se até o governo Lula caiu em seus braços placidamente, pouco há para se esperar neste aspecto ganhe quem ganhar em 29 de outubro.

Por Juca Kfouri às 12h58

Na boca da urna e na boca do gol

Dos três presidentes de grandes clubes brasileiros que se candidataram a deputado, dois se deram bem e um se deu mal.

Paulo Odone, presidente do Grêmio, se elegeu deputado estadual no Rio Grande do Sul, pelo PPS, em segundo lugar, com 83.600 votos.

Zezé Perrella, presidente de fato, vice-presidente de direito, do Cruzeiro, também se elegeu deputado estadual em Minas Gerais, pelo PSDB, em 25o. lugar, com 69.137 votos.

Já Eurico Miranda, presidente do Vasco, concorreu a deputado federal, pelo PP do Rio de Janeiro, e ficou em 63.o lugar, com apenas 30.518 votos, novamente cassado pelo voto popular, como aconteceu em 2002.

Já Roberto Dinamite, do PMDB, elegeu-se deputado estadual no Rio, com 49.096 votos, e enfrentará Eurico Miranda nas próximas eleições no Vasco.

Outro ex-centroavante, Reinaldo, do Atlético Mineiro, do PV, amargou o 125o. lugar para deputado estadual em Minas Gerais, com 21.931 votos.

Reinaldo surpreendeu a todos, dado seu passado contestador, ao dar o título de cidadão belo horizontino ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Deu o título ao cartola e  deu-se mal com o eleitorado.

No Distrito Federal, o ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, do PCdoB,  perdeu a eleição para o Senado, com 43% dos votos contra 51% do velho cacique Joaquim Roriz.

Por Juca Kfouri às 23h34

01/10/2006

Colorados e atleticanos salvam a 17o. rodada

Os públicos de ontem no Beira-Rio e na Arena da Baixada salvaram a média de público da 17o. rodada do Brasileirão.

Era a mais baixa do campeonato, com apenas 7.572 torcedores em média nos oito jogos disputados então, pior público para Vasco x São Caetano (parece praga!), com apenas 2.447 pagantes..

Ontem foram 24.345 colorados e 20.680 torcedores do Furacão.

Com o que a média subiu para 10.560.

A rodada fechou com 31 gols, mais de três por jogo.

Por Juca Kfouri às 17h51

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico