Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

14/10/2006

Pontos corridos ou mata-mata?

Atendendo a pedidos, lá vai:

a cara blogueira e o caro blogueiro preferem o atual sistema de pontos corridos ou o anterior, com mata-mata?

Limite-se, por favor, para facilitar a contagem, a apenas mencionar um ou outro.

Obrigado.

Por Juca Kfouri às 21h10

Domingo do andar de baixo

Se o sábado foi do andar de cima, com penetras como Fortaleza e São Caetano, o domingo será do andar de baixo.

Com especial atenção para três possíveis vítimas, que jogam fora de casa:

o Corinthians, no Maracanã, contra o Flamengo;

a Ponte Preta, em Floripa, contra o Figueirense;

e o Fluminense, no Beira-Rio, contra o Inter, todos às 16h.

Mas sem descuidar de Palmeiras e Atlético Paranaense, no Palestra Itália, e do desesperado Santa Cruz, que recebe o Vasco no Arruda.

Por Juca Kfouri às 21h05

Aos navegantes

Dois pontos:

1. Que os colorados até hoje reclamem do Brasileirão passado faz sentido, apesar de o Inter ter desperdiçado diversas chances no campeonato e de ter sido, como é normal, também auxiliado pela arbitragem em diversos jogos.

A questão "Edílson" já foi demasiadamente debatida e mantenho o que sempre disse: a anulação dos jogos foi uma péssima medida, mas não tinha outra melhor.

Discordo, apenas, da maneira autocrática que a caracterizou.

Queixa, fundamentada, os colorados têm em relação a não marcação do pênalti em Tinga e a sua expulsão naquele jogo decisivo contra o Corinthians.

Agora, atribuir aos árbitros a campanha do São Paulo neste campeonato é apenas demonstração de maus perdedores.

Como a dos são paulinos que reclamam da arbitragem nas finais da Libertadores.

Coisas, enfim, de torcedor.

2. Das 369 respostas ao tema "Tevez ou Leão?" a maioria não se manifestou claramente, com muitas brincadeiras nos comentários, o que faz parte.

Dos que foram claros em suas opiniões, 83 optaram por Tevez e 63 por Leão, diferentemente de quando o diário "Lance!", em cima da saída do argentino, fez a mesma sondagem.

Minha opinião, como andaram pedindo?

Carlitos Tevez, sem dúvida.

Por Juca Kfouri às 20h14

Noite tricolor e gloriosa

Aos 44 minutos no Morumbi, com muita gente (mais de 55 mil torcedores), e, aos 43 no Maracanã, com pouca (menos de 9 mil), Leandro e Reinaldo subiram para cabecear no mesmo canto e para marcar dois gols.

O terceiro do São Paulo diante do Juventude e o segundo do Botafogo diante do Santos.

Ambos para a alegria tricolor.

O líder enfiava 3 a 0 na equipe gaúcha e o vice-líder perdia por 2 a 1 para os cariocas.

No Maracanã, o primeiro tempo foi bem disputado, equilibrado, com ligeira vantagem para o Glorioso que mereceu ir para o intervalo na frente.

No Morumbi não teve jogo, porque só um time esteve em campo, o do São Paulo.

Que logo de cara teve um pênalti a seu favor cobrado por cima por Rogério Ceni.

O líder sentiu a perda, mas continuou em busca do gol, com Danilo e Aloísio quase conseguindo.

Aos 36 minutos, no entanto, Antonio Carlos dividiu duro com Aloísio, o árbitro marcou a falta na meia lua e, rigoroso, deu o segundo cartão amarelo para o zagueiro, que foi expulso.

No mesmo momento, Lauro, por reclamação também levou cartão vermelho.

Se fosse pouco, Rogério Ceni bateu a falta com um toquinho para Danilo abrir a contagem.

1 a 0, 11 contra nove. Fim de papo.

Em seguida Ilsinho aumentou e antes de terminar o primeiro tempo Leandro ampliou.

Enquanto isso, no ABC, Lucas dava o ar de sua graça pelo Grêmio.

Vítima de entrada desleal de Triguinho, causou a expulsão do adversário.

E com oportunismo, aproveitou-se de um cruzamento da esquerda, antecipou-se ao zagueiro e fez 1 a 0 para o novo vice-líder.

Com a vantagem de um gol e de um homem, o Grêmio tratou de administrar a vantagem, já com o pensamento voltado para o jogo decisivo contra o São Paulo, no Olímpico, domingo que vem.

Mas exagerou, recuou em demasia para irritação de Mano Menezes, que via o São Caetano equilibrar a partida e até levar perigo ao gol de Gallato.

De tanto esbravejar, Mano se deu bem, porque Rômulo decidiu a partida ao fazer 2 a 0 e acabar com o fantasma de o Grêmio jamais ter vencido o Azulão em Campeonato Brasileiro.

Já o São Paulo teve um segundo tempo mole pela frente.

Sem forçar muito, Alex Silva aumentou para o tricolor e, de cabeça, fez 4 a 0.

Aloísio, também de cabeça, fez o quinto, mole, mole.

Dureza mesmo, só no Maracanã.

O Botafogo voltou bem no segundo tempo e o Santos com Reinaldo e Tabata nos lugares de Manzur e Tiuí.

E foi Reinaldo quem se aproveitou de má saída de bola de Diguinho e passou com perfeição para Wellington Paulista empatar.

Aí, o Santos tomou conta, em busca da virada, em busca da vitória, com coragem.

Só que o Botafogo se reequilibrou e também saiu em busca da vitória, evitada por Carlinhos, que tinha acabado de entrar em campo, em cima da linha.

Dava tudo certo para as mudanças de Luxemburgo que, com um sorriso nos lábios, viu Reinaldo virar, em belo lance de Zé Roberto.

Tinha dois Reinaldos e dois Zé Robertos em campo.

Pois o Zé Roberto do Botafogo empatou de cabeça e o 3 a 3 fazia justiça a um belo clássico, como nos velhos tempos.

Só que o Bota não estava atrás de justiça e botou um Juca em campo.

Pois não é que o Juca bateu falta e virou para o Fogão?

Esse Juca...

Resumo da ópera: líder e vice-líder tricolores têm encontro marcado em Porto Alegre.

E a vantagem do líder para o vice-líder aumentou de sete para oito pontos.

A noite do sábado dos três primeiros colocados rendeu nada menos que 14 gols.

 

 

 

Por Juca Kfouri às 19h04

Em tarde do Galo, Cruzeiro se dá mal

Saiu tudo como os torcedores do Galo queriam.

Dividiram a torcida em Santo André (tinha uns 3 mil torcedores de cada lado) e viram seu time vencer os anfitriões por 2 a 1, com o que o Galo se manteve na liderança da Série B, três pontos na frente do Sport.

Para melhorar ainda mais seu astral, os torcedores do Atlético comemoraram o empate sem gols do rival Cruzeiro contra o Fortaleza, em jogo também sem torcida no estádio Independência, em Belo Horizonte.

O Cruzeiro perdeu pênalti com Wagner, mandou bola no travessão, tomou bola no travessão e ainda precisou de pelo menos um milagre do goleiro Fábio.

E ficou mais longe da Libertadores, assim como o time cearense ficou mais perto da Série B.

Como miséria pouca é bobagem, até o ex-ídolo cruzeirense, Ronaldo, passava por maus bocados, ao entrar no segundo tempo no time do Real Madrid, ver seu time tomar um gol e perder para o Getafe e ainda ser expulso de campo por reclamação.

Ficará de fora do clássico contra o Barcelona...

A Série B e ainda viu o América de Natal se aproximar dos quatro primeiros, ao vencer o Naútico por 3 a 1, no Rio Grande do Norte, resultado bom também para o Galo que aumentou sua vantagem em relação ao terceiro colocado, agora de cinco pontos.

E está oito pontos na frente do quinto, o América, a apenas oito rodadas do fim do campeonato, algo ponderável.

O Coritiba reassumiu o quarto lugar, beneficiado pela goleada que o Paulista levou diante do lanterna São Raimundo, 4 a 1, em Manaus.

Por Juca Kfouri às 17h18

Está no "Estadão" de hoje

Coluna de Marcos Caetano, de hoje:

 

Chamem Eliot Ness! 

marcos.caetano@terra.com.br

Pelas páginas dos jornais, pela tevê, rádio, internet e até durante os debates dos candidatos à presidência, acompanho a discussão dos grandes temas nacionais. Reforma agrária, fiscal, previdenciária, do Judiciário, a questão da fome, a crise nuclear, o diabo. O diabo, aliás, vem sendo bastante discutido nos últimos tempos... Em todos os temas repercutidos pela imprensa nas últimas décadas - do Código de Defesa do Consumidor à privatização, passando pelo combate à corrupção e pela ecologia -, pude notar algum tipo de avanço, ainda que pequeno. Algo, no entanto, foi incapaz de evoluir um mísero centímetro: o futebol brasileiro.

Ainda que não seja a coisa mais importante do mundo - há quem diga que é a mais importante das menos importantes - o futebol é, para muitos, uma religião, um escapismo, o último refúgio da felicidade fugaz.

Milhões de pessoas acompanham seus times do coração e começam a ler o jornal pelo caderno de esportes. O futebol é o assunto que puxamos com o porteiro, com o taxista, com o ascensorista. Um tema que aproxima as pessoas. Isso sem falar que é uma atividade que movimenta centenas de milhões de dólares no país e tem potencial para movimentar bilhões. Apesar de tudo isso, os governos jamais conseguiram fazer algo para tirar o futebol brasileiro do paleozóico e trazê-lo para a modernidade.

Por que será que os governos afinam na hora de botar ordem na bagunça do futebol? Ora, até os jogadores dos fraldinhas sabem que clubes e federações estão, com raríssimas exceções, sob o jugo de escroques de primeira grandeza. Não pode ser complicado identificar as falcatruas desses sujeitos, desprovidos de qualquer sofisticação, que roubam sem temer punição e deixam rastros como elefante que caminha na lama.

Julgar e prender os que transformaram clubes e federações em balcões de negócios pessoais é tarefa simples para qualquer membro do Poder Público que tenha assistido ao filme 'Os Intocáveis'. O detetive Eliot Ness já deu a dica: o meio mais simples de botar um mafioso atrás das grades é através das declarações do IR. Canalhas notórios costumam ter crescimento patrimonial igualmente notório. Basta, então, auditar, julgar e botar quem roubou atrás das grades. No passado, eu poderia dizer que não se agia por má-fé, mas, nos últimos tempos, eu acho que o que impede a salvação do nosso esporte mais popular é justamente a sua popularidade.

O apelo popular, que fez a glória do futebol, pode impossibilitar sua redenção. Na visão de muitos integrantes do governo, é melhor não bulir com os clubes, para não despertar a fúria dos torcedores, também eleitores. Visão míope - e os países desenvolvidos estão cheios de exemplos em contrário. O torcedor não é bobo e sabe quem dilapida o patrimônio do seu time.

Se os governantes quiserem salvar o futebol, precisam agir duro e logo. Devem fiscalizar até o último dos livros fiscais dos clubes, das federações e da CBF, auditar seus contratos, fazer devassa fiscal nas declarações de renda dos cartolas. E, sem titubear, afastar e prender os culpados. Vai ser uma chiadeira danada. Mas, dos estertores dos cartolas que vampirizam a grande paixão popular do país, ressurgirá um renovado futebol, pronto para dar espetáculos não apenas nas Copas e nos times da Europa, mas também aos domingos, para o pobre do torcedor daqui, que anda cansado de ser desrespeitado.

Por Juca Kfouri às 14h18

13/10/2006

Outra boa leitura

Está na "CartaCapital" desta semana.

Reportagem de Phydia de Athayde sobre a Copa de 2014 no Brasil.

Esclarecedora.

http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&id_materia=5456

Por Juca Kfouri às 21h51

Leia que vale

Quer ler belíssimos textos em vez das coisas horrorosas que lê aqui?

Pois vá até uma boa banca de jornais e compre a "piauí".

Isso. "piauí".

Uma nova revista mensal.

Mas mensal mesmo, daquelas que, se você não faz o gênero ansioso, fica em sua companhia durante o mês inteiro.

Por Juca Kfouri às 21h40

Entediado?

Para você que não está fazendo nada neste feriadão bem brasileiro de 13 de outubro, em homenagem aos 29 anos da histórica conquista corintiana do título paulista de 1977, depois de 22 anos de jejum: daqui a sete minutos poderemos conversar no bate-papo do UOL.

Apareça que "é de grátis".

Em tempo: o bate-papo acabou às 16h e o título da nota mudou por justo protesto de uma blogueira sensível.

Por Juca Kfouri às 13h53

Três é demais

Três jogadores brasileiros na lista dos melhores da Fifa, desta vez, foi demais.

Kaká e Ronaldinho, vá lá.

Adriano, no entanto, nem pensar.

O curioso é que, mais uma vez, não tem nenhum jogador que joga na América do Sul.

 

Por Juca Kfouri às 13h50

O calote do Grego

Denunciado pelo diário "Lance!" de ontem e devidamente comentado no CBN EC também de ontem, o que está acontecendo com o nosso basquete é apenas mais um capítulo de um drama que parece sem fim.

E, pior, sem que o COB faça nada para resolver.

Parece que, por ter sua origem no vôlei, Carlos Nuzman se diverte com as trapalhadas do sr. Grego, que deve, nega e não paga nem quando puder.

Fica a pergunta: para que serve o sr. Nuzman, já que o Grego todos sabem para quê?

Por Juca Kfouri às 13h48

Reta final

Faltam 10 rodadas para acabar o Campeonato Brasileiro.

E neste fim de semana, teremos 10 jogos pela 29o. rodada.

Todos importantes.

O jogo Cruzeiro x Fortaleza significa continuar na luta pela Libertadores para os mineiros. E para não cair para os cearenses.

Botafogo x Santos vale para os cariocas sedimentarem uma posição no bloco intermediário e para os paulistas a manutenção do sonho do título.

São Paulo x Juventude é diferente, porque o tricolor não sonha com o título, ao contrário, só um pesadelo evita a conquista.

São Caetano x Grêmio pode ser a última chance para o Azulão tentar fugir do rebaixamento e para o tricolor se manter como candidato à taça.

Inter x Fluminense. Para o Colorado manter alto o moral e para o Flu sair do baixo astral.

Figueirense x Ponte Preta. Libertadores ou Segundona.

Paraná Clube x Goiás. Libertadores contra a continuação de bela reação.

Flamengo x Corinthians. O jogo das massas envergonhadas, menos a rubro e mais a alvinegra.

Santa Cruz x Vasco. O paciente terminal contra os cruzmaltinos que nem decolam nem aterrissam.

Palmeiras x Atlético Paranaense. Segundona nunca mais contra a Sul-Americana é possível.

Por Juca Kfouri às 23h17

12/10/2006

No sufoco, Furacão!

O Atlético Paranaense salvou a cara do futebol brasileiro.

Empatou 2 a 2 com o River Plate na Arena da Baixada e está classificado para enfrentar o Nacional uruguaio, que eliminou o Boca Juniors nos pênaltis, pelas quartas-de-final da Copa Sul-Americana.

Mas foi um sufoco.

No primeiro tempo o Atlético foi melhor que o River e abriu o marcador com um golaço de falta de Jancarlos, no finzinho.

Como é habitual, no entanto, em nossos times, o Furacão recuou e deu espaço aos argentinos.

Que foram para frente, sofreram um pênalti e empataram.

E continuaram na frente, em busca do gol da vitória, que esteve a pique de acontecer.

Para sorte rubro-negra, Jancarlos acertou outra maravilhosa cobrança de falta e botou o time brasileiro na frente da novo.

Mas por pouco tempo porque, em seguida, o River empatou novamente.

Menos mal que ficou por aí.

O Atlético Paranaense é o Brasil na Copa Sul-Americana!

Por Juca Kfouri às 20h11

Série C não é para criança

Rodada completa na fase final na Série C.

E quem se saiu melhor foi um time do sul.

O Criciúma arrancou um empate sem gols no Barradão, diante do Vitória.

Como venceu o Bahia na primeira rodada, em Santa Catarina, somou quatro pontos.

E lidera.

Ao lado do próprio Vitória que bobeou hoje, mas tinha vencido o Brasil, em Pelotas, na rodada inicial.

O Treze começou vencendo em casa o Ipatinga, mas hoje perdeu para o Barueri, por 3 a 2, em São Paulo.

Tomou 2 a 0 no primeiro tempo, empatou no segundo, mas, no fim, levou o terceiro gol.

O Barueri, derrotado pelo Ferroviário, no Ceará, na primeira rodada, somou seus primeiros três pontos.

Já o Ipatinga se recuperou ao derrotar o Ferroviário, em Minas, por 1 a 0.

E o Bahia segue sem vencer, assim como o Brasil: ambos empataram por dois gols em Salvador.

Por Juca Kfouri às 17h28

Inter sai na frente

Ótimo o resultado do sorteio do Mundial de Clubes da Fifa para o Internacional.

Caberá ao Barcelona enfrentar o único time que pode ameaçar um confronto entre o campeão europeu e o da Libertadores, exatamente o América do México.

Neozelandeses ou africanos serão, aos olhos de hoje, apenas bons adversários para o Colorado afiar as garras para a grande final.

Que tem sim o clube catalão como favorito antecipado.

Mas será só um jogo e, num jogo só, tudo pode acontecer.

Aliás, do mesmo modo que o Barça deve olhar confiante para este Mundial a dois meses do torneio, certamente quando chegar a hora a conversa será outra.

Como para o Inter, que festeja entre quatro paredes o resultado do sorteio, mas que, na hora H deverá olhar para o rival que lhe couber com absoluto respeito.

 

Por Juca Kfouri às 15h44

Só para corintianos: Tevez ou Leão?

O tempo passou.

As coisas estão como estão.

Você, corintiano, o que pensa hoje?

Se pudesse escolher, ficaria com Carlitos Tevez ou com Emerson Leão?

Por Juca Kfouri às 23h31

11/10/2006

Mais duas cabeças decepadas

Sobrou o Atlético Paranaense, que hoje tem tudo para seguir adiante e despachar o River Plate.

Mas que se cuide.

Porque Fluminense e Corinthians, como o Santos, também disseram adeus à Copa Sul-Americana.

A cabeça corintiana foi cortada com humilhação.

Os alvinegros saíram na frente logo a um minuto com Nadson.

Começaram como um leão e terminaram feito um ratinho.

Tomaram dois gols em dois minutos (o primeiro num daqueles impedimentos que o bandeirinha tem o direito de errar) e mais um ainda no primeiro tempo.

E o time do Lanús é só dedicação. E noção tática.

Coisa, aliás, que o Corinthians de Leão não tem.

Como não tem compostura.

Haja vista a briga entre Leão e Carlos Alberto, sacado no primeiro tempo por discutir com o treinador que, se duvidar, diante do cada vez mais iminente risco da segunda divisão, arranjará uma desculpa para se mandar antes do desastre definitivo.

Quem sabe, irá fazer companhia para Renato Duprat, que o contratou, em Londres.

Verdade que o Corinthians voltou melhor no segundo tempo e logo descontou com Marinho, de cabeça.

Porque a defesa do Lanús é quase tão ruim como a do Corinthians.

Só que Magrão quis brincar na entrada da área, perdeu a bola e deu de presente o quarto gol argentino.

Para não depor na Polícia Federal, Alberto Dualib estava na Argentina.

Não custa repetir: ele passou 32 dias em Londres e o Corinthians ficou invicto.

Ele voltou, o Corinthians jogou três vezes e perdeu as três.

E tomou nada menos que 10 gols.

Já o Fluminense começou bem o jogo em La Plata, diante do Gimnasia y Esgrima.

Mas só não tomou dois gols porque Fernando Henrique fez dois milagres.

Até que houve um escanteio e Tuta enfiou a cabeça na bola bem no fim do primeiro tempo.

E marcou um golaço.

Contra!

Fernando Henrique faz milagre mas não é Deus.

Também nada pôde fazer para evitar, no segundo tempo, o segundo gol argentino.

Dois clubes brasileiros, dos grandes.

Duas das maiores folhas salariais de nosso futebol.

Eliminados por dois times argentinos, dos apenas médios.

Uma vergonha.

Por Juca Kfouri às 22h55

Rolou a primeira cabeça

A primeira cabeça já está decepada da Copa Sul-Americana.

Justamente a do melhor dos quatro representantes brasileiros.

E, na verdade, a única que pode ser cortada sem crises.

Até porque com vitória, insuficiente, mas vitória, 1 a 0, gol de Wellington Paulista, ainda no primeiro tempo.

E o San Lorenzo enfrentará o Toluca, do México, pelas quartas-de-final.

O Santos está fora, para alívio, não para alegria, de Vanderlei Luxemburgo.

Tanto que, aos 15 do segundo tempo, ele fez entrar três titulares como Dênis, Jonas e Zé Roberto.

Luxemburgo tem razão quando diz que a Copa Sul-Americana é importante, desde que na hora certa.

E hoje a competição é inoportuna, porque deveria ser concomitante com a Libertadores.

O Santos tem mais é que pensar mesmo na vaga da Libertadores e, quem sabe, no tricampeonato brasileiro.

Por Juca Kfouri às 20h28

Em homenagem a Victor Birner

Victor Birner, meu querido parceiro na CBN, vive hoje um dos dias mais tristes que alguém pode viver: o da morte de sua mãe, ainda muito moça, aos 61 anos.

Ontem, em seu blog e no CBN EC, ele pediu que alguém respondesse qual e quando foi o último gol que Rogério Ceni sofreu em cobrança de falta.

Pois foi há mais de um ano, exatamente no dia 10 de agosto de 2005, de Michel Bastos, do Figueirense, como respondeu o blogueiro Levi e outro gentil blogueiro, o Luiz, comentou aqui.

Por Juca Kfouri às 16h21

Serra, serra, serrador

Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras, anda com medo de tucano.

E de perder as eleições no alviverde, porque pressente um acordo entre aqueles que se opunham a ele e a atual situação.

Por isso, nem sempre age com equilíbrio.

E chega a desgostar até sua turma, com quem se reuniu para, entre outras coisas, falar muito mal de José Serra e alertar para o perigo de uma eventual eleição do candidato do PSDB à presidência, ambos chamados de inimigos dos clubes.

As críticas a Geraldo Alkmin, que é santista, passaram em branco, como a opção por Lula, que é corintiano. 

Mas muitos conselheiros andam encantados por ter em Serra, enfim, o primeiro governador palmeirense de São Paulo.

Por Juca Kfouri às 13h08

Três brasileiros com a corda no pescoço na Sul-Americana

Três times brasileiros em má situação na Copa Sul-Americana jogam nesta noite o jogo de volta das oitavas-de-final com poucas chances de irem adiante.

A começar pelo Santos que, na Vila Belmiro, às 19h30, recebe o San Lorenzo com a obrigação de virar um resultado de 3 a 0, coisa improvável.

Improvável não só porque o vice-líder do Campeonato Brasileiro não é de fazer tantos gols como, principalmente, porque, com razão, Vanderlei Luxemburgo não está dando bola para a competição, muito mais preocupado em manter o time em condições de chegar à Libertadores.

O San Lorenzo é o sétimo colocado do Campeonato Argentino e perdeu seu último jogo para o Gimnasia y Esgrima por 3 a 2.

O adversário na próxima fase será o Toluca, do México.

Às 22h, dois jogos e de dois times que deveriam lutar pela Sul-Americana como última possibilidade de salvar o ano: o Corinthians e o Fluminense.

Os paulistas vão ao estádio La Fortaleza, do Lanús, no subúrbio de Buenos Aires.

O Lanús está em 12o. lugar no Campeonato Argentino, com apenas 14 pontos em 10 jogos, perdeu seu último jogo para o Estudiantes por 3 a 0, mas arrancou um empate sem gols em São Paulo diante de um Corinthians que está em situação ainda muito pior no Campeonato Brasileiro, em 17o. lugar, com 32 pontos em 28 jogos.

Outro 0 a 0 leva o jogo aos pênaltis e qualquer empate com gols classifica o Corinthians.

O adversário das quartas-de-final é conhecido desde a madrugada de hoje: o Pachuca, do México.

Já o Fluminense, em 15o. lugar no Brasileirão, joga no estádio do Bosque, em La Plata, contra o 15o. colocado do Campeonato Argentino, o Gimnasia y Esgrima, que vem animado não só com a vitória diante do San Lorenzo como pelo empate de 1 a 1 no Maracanã, que lhe dá o direito de jogar pelo 0 a 0 em casa.

O Colo-Colo, do Chile, espera o vencedor do confronto.

De todos os quatro brasileiros que sobraram na Copa Sul-Americana, só o Atlético Paranaense está em boa situação.

Mas o Furacão só joga nesta quinta-feira, na Arena da Baixada, contra o poderoso River Plate, vice-líder do Campeonato Argentino, em quem bateu, no Monumental de Nuñez, por 1 a 0.


Por Juca Kfouri às 23h07

10/10/2006

Notas

Gomes - Sem trabalho, falhou no gol. 5

Maicon - Muito vigor, pouca inspiração. 5.5

Daniel Alves - Mais bola que Maicon. 6

Lúcio - Falhou no gol. Depois foi bem. 6

Juan - Idem, ibidem. 6

Adriano - Decepcionou no apoio. 5,5

Dudu Cearense - Sério, pouco brilho. 5,5

Ronaldinho Gaúcho - Enfim, ótimos 45 minutos. 7,5

Gilberto Silva - Na dele, cumpridor. 6.

Elano - Cada vez mais firme. 6,5

Mineiro - Só entrou em campo nos acréscimos. Sem nota.

Kaká - Menos do que pode, mas eficaz. 6,5

Robinho - O melhor no primeiro tempo, caiu no segundo. 6.5

Fred - Um gol, muita luta. 6,5

Rafael Sobis - Futebol requintado. 6

Dunga - Coerente, sem inventar. 7

Por Juca Kfouri às 16h07

Ronaldinho Gaúcho bem

De amistoso, o jogo entre Brasil e Equador não teve nada.

Parecia partida de eliminatórias de Copa do Mundo.

A Seleção Brasileira não jogou bem no primeiro tempo diante da aguerrida equipe equatoriana.

Que criou as melhores chances, se aproveitando dos vacilos do miolo da zaga nacional.

E assim abriu o placar, graças a uma falha tripla de Juan, Lúcio e, principalmente, Gomes, que saiu mal do gol.

Borja, aos 22 minutos, fez de cabeça.

Robinho era o melhor brasileiro em campo e quem mais fustigava a defesa adversária.

De tanto bater, o Equador perdeu Valência, aos 29, expulso por dar uma cotovelada em Dudu Cearense.

Aí, no fim da primeira etapa, aos 44, em má rebatida da defesa, Fred se aproveitou e empatou.

Estava de bom tamanho.

Para o segundo tempo, Dunga tirou Dudu Cearense e pôs Ronaldinho Gaúcho.

Onze contra 10, e mais ofensiva, a Seleção quase virou com Kaká logo de cara.

No gramado do estádio Rasunda, que não fica em Estocolmo, mas em Solna, cidade nos subúrbios da capital sueca, só dava Brasil.

A linha do Equador não incomodava a defesa brasileira.

Até que, aos 28, depois de um tiroteio na área equatoriana, com direito à bola na trave de Kaká, chute cruzado de Daniel Alves (que entrara no lugar de Maicon) bem defendido pelo goleiro e um passe de mágico de Ronaldinho para o mesmo Kaká, este fez o gol que teimava em não sair.

Em seguida, Ronaldinho bateu falta no travessão e Rafael Sobis entrou no lugar de Fred.

Aos 39, outra vez, o craque do Barcelona bateu falta no travessão.

Mas, de todo modo, já tinha demonstrado claramente o óbvio:

tem lugar para ele e Kaká em qualquer time do mundo.

Basta posicioná-los corretamente, com Kaká vindo de trás, como no Milan, e Ronaldinho mais adiantado, pela esquerda, como no Barça, com um centroavante como referência.

Difícil dizer o que teria acontecido se o Equador não tivesse ficado com um jogador a menos, mas o fato é que o time de Dunga venceu sua quarta partida em cinco jogos e, diferentemente do que aconteceu no Kuait, desta vez valeu.

 


 

Por Juca Kfouri às 16h02

Olhe o Treze!

O blogueiro Saulo Pires, pergunta:

Você sabia...

...que o TREZE FUTEBOL CLUBE é o time brasileiro com a maior série invicta em jogos oficiais dentro dos seus domínios?

São exatamente 40 jogos (1 ano e 6 meses).

Ontem, despachamos o "favorito" Ipatinga-MG na estréia do octoganal decisivo da série C.

...que o TREZE tem a maior torcida do Estado da Paraíba, apesar de ser do interior (Campina Grande), fato único no Brasil?

...que o TREZE paga os salários em dia aos seus funcionários- também exceção no futebol brasileiro?

Podem perguntar a Rodrigo Tabata (Santos), Beto (Fluminense) e ao Wagner Diniz (Vasco).

...que no TREZE há alternância de poder na sua presidência a cada dois anos?

...que o TREZE praticamente não tem dívidas trabalhistas /INSS?

...que o TREZE é exemplo de organização para a maioria dos clubes do Brasil?

Os que vivem em São Paulo e quiserem ver o Treze poderão ir ao Palestra Itália, nesta quinta-feira, às 16h, quando a equipe paraibana enfrentará o Grêmio de Barueri pela Terceirona.

 

Por Juca Kfouri às 14h57

A situação é ruça

O delegado Protógenes Queiroz, que está ouvindo a cartolagem corintiana na Polícia Federal, reuniu-se com membros da Fifa, entre eles o presidente da Associação Argentina de Futebol, Julio Grandona.

E não sabia que um filho do cartola portenho foi contratado pela MSI para trabalhar nas categorias de base do Corinthians.

Estranhou, por sinal, ter ouvido de Grondona que "a Fifa estava se transformando numa repartição policial".

É preciso entender a preocupação da Fifa com investidas tipo MSI no futebol: trata-se muito menos de uma atitude saneadora e muito mais de uma ação auto-protetora.

O que preocupa a entidade não é, como alega, a lavagem de dinheiro, antiga prática no mundo do futebol.

O que tira seu sono é perder seu poder imperial para emergentes como os mafiosos russos, em busca de aceitação social pelo mundo afora.

Prática, aliás, que os bicheiros do Rio de Janeiro ensinaram ao entrar no Carnaval e no futebol.

Boris Berezovski, por exemplo, anda tenso com as mudanças na política inglesa, que o abriga, e perdeu seu protetor, o ministro do Interior que caiu recentemente.

Foi com ele que conseguiu o passaporte com nome falso para viajar pelo mundo e com o qual veio ao Brasil.

E por falar em passaporte, a PF estranhou que, quando o interrogou meses atrás, ele tinha, entre seus pertences, a cópia dos passaportes de Alberto Dualib e Nési Curi.

A explicação do russo foi pueril, ao dizer que ambos haviam esquecido os papéis em Londres.

Só que ele foi detido quando já voltava para a Inglaterra e, portanto, sem ter devolvido o fruto do "esquecimento".

Berezovski teve as ligações de seu celular rastreadas e consta que falou com muita gente importante no Brasil, quando interessou-se por arrematar a Varig, operação prejudicada pelas trapalhadas de seu funcionário Kia Joorabchian, o que lhe causou profunda irritação.

Por Juca Kfouri às 10h01

O Corinthians joga no campo da PF

O jogo do Corinthians agora é no campo da Polícia Federal.

E começou ontem, com a oitiva do ex-vice-presidente Roque Citadini, que desde o início foi contra a parceria com a MSI.

Hoje o jogo continua e devem ser ouvidos o presidente do clube, Alberto Dualib, o vice Nesi Curi, o ex-diretor de futebol Andrés Sanchez e o ex-diretor da MSI, Paulo Angioni, que tratou de cair fora quando percebeu que o caldo estava engrossando.

Caldo que levou Kia Joorabchian a ir embora para Londres e não mais voltar e que mantém Renato Duprat, o empresário falido da Unicór que apresentou Joorabchian ao Corinthians, fora do país não é de hoje.

A Polícia Federal não tem dúvida de que Boris Berezovski, o poderoso chefão do Cremlin, é o homem forte da parceria depois de ouvi-lo por seis horas quando o deteve em São Paulo, meses atrás.

As investigações estão sendo conduzidas pelo delegado Protógenes Queiroz, o mesmo que prendeu o ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf.

A aventura corintiana que estava fadada ao fracasso e que foi fartamente denunciada pela imprensa responsável e independente de São Paulo, de agonizante que estava, tem tudo para terminar como um caso de polícia, com consequências desastrosas para um clube de quase 100 anos.

Como estava previsto.

Por Juca Kfouri às 23h58

09/10/2006

Love das Árabias

O príncipe que promoveu o jogo da Seleção no Kuait mandou seu avião buscar os jogadores em Frankfurt.

Em meio ao luxo da aeronave, uma poltrona especial, central, real, a do príncipe.

Que logo foi ocupada por Vagner Love, que ouvia pagode em seu Ipod.

Quase seis horas de vôo depois, delegação cansada, Love a animou.

Dirigiu-se aos companheiros como se fosse da família real e prometeu dois presentes, para o resto da vida de cada um:

gasolina de graça para seus carrões e guaraná, já que no Kuait a bebida alcóolica é proibida.

Guaraná, segundo ele, Kuat...

Por Juca Kfouri às 11h59

Segredo no Parque

Embora corra em segredo de Justiça, os intimados não suportam ficar em silêncio, tamanho o temor.

Fato é que esta será uma semana de muito trabalho na Polícia Federal.

E não é por causa dos recentes escândalos políticos, mas, sim, por causa de uma certa parceria no futebol.

Será um desfile da cartolas alvinegras.

Tem gente apavorada porque a aprovou.

Tem gente que ensaiou uma versão em português, em Londres, por mais de um mês.

E tem gente que tirou o corpo fora.

Como tem gente que não volta ao país por nada deste mundo.

E limita-se a assinar comunicados estapafúrdios ou escrever cartas saudosas aos atletas que ficaram orfãos na zona do rebaixamento.

Pega fogo também na zona do agrião.

Por Juca Kfouri às 09h57

Uma rodada para são paulino comemorar e corintiano chorar

Deu quase tudo certo para o São Paulo na rodada do final de semana do Brasileirão.

Começou com a vitória do próprio São Paulo sobre o Fluminense, no sábado, no Maracanã.

O triunfo do tricolor paulista sobre o carioca deixou ao tricolor gaúcho, o Grêmio, a obrigação de ganhar do Santos no domingo, para que a vantagem do líder sobre o vice-líder se mantivesse em já ponderáveis cinco pontos.

Mas o Grêmio perdeu o jogo na Vila Belmiro, perdeu o segundo lugar para o Santos e a vantagem do São Paulo passou a ser de sete pontos, muito difícil de ser retirada nas 10 rodadas que faltam.

Porque, é claro, é bem possível que o São Paulo perca pontos nos 10 jogos que lhe faltam, até porque terá de jogar tanto contra o Grêmio quanto contra o Santos fora de casa.

Mas é óbvio que Santos e Grêmio também não vão ganhar todos os 10 jogos que têm pela frente.

Enfim, a 28o. rodada teve 26 gols e média de público de exatos 13 mil torcedores por jogo, o maior deles no Serra Dourada, com 31.624 pagantes e o pior em Campinas, com 2.623.

E o grande perdedor da rodada foi o Corinthians, que voltou à zona de rebaixamento.

E esta nem é a pior notícia para os corintianos: a pior ainda está por vir, nos próximos dias, por causa da parceria com a MSI.

E virá das autoridades brasileiras que a investigam.

Por Juca Kfouri às 23h05

08/10/2006

Santos, com louvor

A vitória do Santos foi dessas irrefutáveis.

Dominou o jogo todo, criou muitas chances de gol contra apenas uma do Grêmio, nos pés de Hugo ainda no primeiro tempo, e só não ganhou por mais do que o 1 a 0 da Vila porque o futebol tem dessas coisas.

O Grêmio, sem Lucas e Leo Lima que fazem muita falta, quis atrair o Santos para seu campo.

E o Santos, sem Maldonado e Zé Roberto que também fazem muita falta, topou.

Não só foi para dentro do time gaúcho como teve sua vida dificultada pela marcação de um impedimento inexistente e pela não marcação de um pênalti desses difíceis de serem vistos, mas, em todo caso, pênalti.

Quando Domingos fez 1 a 0 na bola que voltou do travessão depois da cobrança de falta de Cléber Santana, fez, também, justiça.

E quando Hugo e Domingos foram expulsos de campo logo no começo do segundo tempo, a vida santista ficou ainda menos difícil, embora o Grêmio tenha jogado bem melhor na última metade do jogo.

Aliás, louve-se o trabalho dos dois treinadores, que mesmo diante de tantos e tão importantes desfalques, conseguiram fazer com que seus times jogassem dentro do padrão que vêm jogando quando completos.

E no clássico alvinegro, em Floripa, no finzinho, Schwenck decretou a vitória do Figueirense sobre o Botafogo, 1 a 0, e deixou o Glorioso para trás na tábua de classificação.

Por Juca Kfouri às 19h09

O Paraná Clube brilha

O Paraná Clube segue firme em sua belíssima trajetória para chegar à Libertadores.

E nada indica que não conseguirá porque, cada vez mais, se afirma como um time de personalidade e bem organizado.

Por mais que o Santa Cruz seja o lanterna, ganhar de 3 a 1 no Recife não é para qualquer um.

Já a vitória do Inter sobre o São Caetano (1 a 0), com um gol maravilhoso de Iarley, de calcanhar, era mesmo obrigatória no Beira-Rio.

E o empate entre o Atlético Paranaense e o Cruzeiro, 1 a 1, na Arena da Baixada, é daqueles resultados normais e que não adiantam a vida de nenhum dos lados, embora também não possam causar crises.

Por Juca Kfouri às 18h25

Verdes em festa. A massa chora

Dois 3 a 1, dois Verdões arrasaram com os dois times mais populares do país.

O Palmeiras não considerou a goleada que o Flamengo havia imposto ao Fluminense e tratou de logo abrir a contagem no Palestra Itália.

O Mengo até equilibrou o jogo depois e teve razão em pedir um pênalti não marcado em Sávio.

Mas o Palmeiras retomou as rédeas do jogo no fim do primeiro tempo e por quase todo o segundo, quando Edmundo desequilibrou e levou o time à vitória por 3 a 1, com o gol carioca surgindo só no fim.

Afinal, quem gosta de massa são os italianos.

Já no Serra Dourada, o Goiás também liquidou com o Corinthians e o condenou a voltar à zona do rebaixamento.

Verdade que hoje os corinthianos podem reclamar de duas coisas: de seu time, que continua uma lástima, e da arbitragem, que errou ao expulsar Betão num lance em que ele nem falta cometeu, logo no começo do segundo tempo quando estava 1 a 1, e ainda não deu um pênalti em Marcus Vinicius.

Mas o Goiás foi melhor o jogo inteiro e podia ter vencido por mais, não fossem as defesas de Marcelo e a má pontaria do ataque goiano.

Está na hora, aliás, de Dunga olhar para o ala Jadílson, outra vez o nome do jogo.

Para sorte do Corinthians, Santa Cruz, Fortaleza e São Caetano também perderam, o que lhe dá uma certa folga como primeiro dos últimos.

Domingo que vem, no Maracanã, os perdedores de hoje, Flamengo e Corinthians, se enfrentam, no clássico das massas tristes.

Por Juca Kfouri às 17h04

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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