Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

28/10/2006

Chore, você está na Bahia

Com mais de 20 mil pessoas na Fonte Nova, o Bahia perdia para o Ipatinga por 2 a 0, pela Série C.

Então, na pacífica Bahia, com a torcida que faz do futebol sempre uma festa, a barra pesou.

O campo foi invadido, atletas agredidos, mais de 40 feridos no conflito com a polícia, um horror.

Veja as cenas em http://youtube.com/watch?v=vLFMz3lWRb4 .

Pena que a corda arrebente sempre do lado mais fraco.

Jogadores podem ser ruins, mas jamais perdem porque querem.

Os Maracajás, os ACMs, estes sempre escapam e permanecem impunes.

Em tempo: também em casa, no Barradão, o Vitória perdeu para o Grêmio Barueri.

Por Juca Kfouri às 19h37

Surpresas na Vila Belmiro e no Serra Dourada

Ninguém imaginava que o São Caetano pudesse endurecer com o Santos na Vila Belmiro.

Nem o Santos.

Que deu mole e escapou de boa porque, na batata, o Azulão foi mais perigoso e criou mais que o time santista.

Menos mal, para os santistas, que prevaleceu a maior qualidade individual do time de Reinaldo.

Que, em linda jogada pela direita, pôs na cabeça de Tabata para fazer 1 a 0, aos 20 minutos do segundo tempo, quando o time do ABC acabara de desperdiçar duas chances claras de gol.

O jogo foi bastante corrido e bem disputado, muito mais animado do que se poderia supor.

É preciso dizer, a bem da verdade que, depois do 1 a 0, o Santos tomou conta e até fez por marcar mais gols.

Dizem que de onde nada se espera é que não sai nada mesmo.

Nem sempre.

Porque o São Caetano surpreendeu assim como surpreendeu o jogo entre Goiás e Cruzeiro, no Serra Dourada, que não vi, mas que teve nada menos do que cinco gols só no primeiro tempo, três para os mineiros, dois para os goianos, resultado final.

O que permite ao Cruzeiro alimentar, mesmo que remotamente, o sonho de chegar à Libertadores, algo que, na verdade, não faz por merecer.

Mas tem sete jogos para ainda fazer.

Por Juca Kfouri às 18h55

América é a sensação

O Galo perdeu, fora de casa, para o Gama: 2 a 1, de virada.

Nada muito grave e até com um lado positivo: não empolgar demais a principal responsável pela quase certa volta do time à Primeira Divisão, sua torcida.

Que não pode esquecer, como a do Palmeiras não esqueceu de Mustafá Contursi, o nome do maior culpado pela queda: Ricardo Guimarães, seu presidente que tenta emplacar, nas próximas eleições, o mesmo esquema que derrubou o Atlético Mineiro.

O grande feito da rodada foi do América potiguar, que venceu o Paulista, 1 a 0, em Jundiaí, e firmou-se na terceira colocação.

O time encarnado pode representar a volta de mais um time do futebol do nordeste à Série A, o que seria muito bom.

O Sport derrotou o São Raimundo, em Manaus, por 1 a 0 e tem o mesmo número de pontos do Galo, embora em segundo lugar.

A moribunda Portuguesa perdeu de novo, agora para o fraco Ituano, de virada, 2 a 1, no Canindé e permaneceu de lanterna na mão.

Por Juca Kfouri às 17h16

Furacão assombra. Fogão incendeia

Ao dar prosseguimento ao seu excelente momento, o Furacão desmoronou o Paraná Clube, em queda sensível, na Arena da Baixada: 4 a 0, sem piedade.

E o quarto gol, de Denis Marques, se não foi como o de Marcos Aurélio diante do Nacional, bem que merece também uma placa, espetacular que foi.

Para alegria dos rubro-negros paranaenses e dos cruzmaltinos cariocas, cada vez mais na Libertadores.

Os paranistas, aliás, demorarão para esquecer, terão pesadelos com as cores vermelha e preta, como as que ceifaram seu sonho em 2006, o que não enterra a boa campanha que vêm fazendo.

Quem se deu mal ainda, para felicidade dos tricolores cariocas (e, de certa forma, dos alviverdes e alvinegros paulistas) foi a Ponte Preta, que tem a faixa como a do Vasco, mas só a faixa.

Porque o time campineiro perdeu em casa para o Botafogo em impressionante evolução, já a três pontos do Paraná Clube e a quatro do Vasco: 2 a 1.

No último minuto, os jogadores paulistas reclamaram de um possível pênalti, daqueles lances de interpretação do árbitro se mão na bola ou bola na mão.

Carlos Eugênio Simon, que marcou pênalti no lance que originou o gol da Ponte, interpretou como bola na mão.

Provavelmente, com razão. 

Por Juca Kfouri às 16h50

Tetra maduro

Jogo interessantíssimo, no primeiro tempo, o que valeu mais um passo firme do São Paulo em direção ao título.

O Figueirense até criou mais chances de gol em rápidos contra-ataques em direção à meta de Rogério Ceni que, curiosamente, fez seu 700o. jogo com a camisa do São Paulo com a do goleiro reserva Bosco, porque a sua, amarela, se confundia com a do árbitro.

Com pouco mais de um minuto, o Figueira teve duas chances e, no decorrer dos primeiros 45 minutos, mais três.

Só que o São Paulo teve o domínio do jogo e fez valer sua melhor qualidade.

Depois de uma sucessão de cinco escanteios, no sexto, Souza bateu para Aloisio abrir o placar no primeiro pau, de cabeça.

E por mais três vezes pôde ampliar o marcador, com Leandro e com Júnior, duas vezes no mesmo lance.

Mas foi com Ilsinho, já nos acréscimos, que o líder se aproximou ainda mais do tetracampeonato e fez com que todo o país que torcia contra ele (com exceção, é óbvio, da sua torcida) se curvasse.

O lateral fez 2 a 0 e o segundo tempo se afigurava bem mais tranquilo.

Como foi.

Coube ao tricolor apenas administrá-lo, com a maturidade que o caracteriza.

Apenas no 20o. minuto Schwenck teve uma chance clara para diminuir.

E, 10 minutos depois, por pouco Leandro não ampliou.

Até o jogo de hoje em Floripa, o São Paulo conquistara 60 dos 90 pontos que disputou, 2/3, portanto.

Simplificando: agora faltam 21 pontos e o time pode perder sete, o mesmo 1/3, e isso se o Inter ganhar todas as sete partidas que tem pela frente.

E o São Paulo jogará quatro vezes no Morumbi.

Está difícil, muito difícil.

Para os outros.

Por Juca Kfouri às 16h49

A volta triunfal de Agnelo

Agnelo (cordeiro, em italiano) Queiroz já articula sua volta ao ministério do Esporte.

Espera reassumir a pasta ainda no atual mandato.

Orlando Silva Jr. apenas guardou o lugar de Queiroz enquanto ele se candidatou ao senado e perdeu para Joaquim Roriz(!).

Como se vê, a derrota subiu-lhe à cabeça.

Silva deverá ser nomeado secretário de Esporte da Bahia.

Por Juca Kfouri às 00h39

27/10/2006

O Brasil é Figueirense

Exceção feita a cada vez maior torcida do São Paulo (em terceiro lugar em todas as pesquisas), o país inteiro torcerá amanhã pelo Figueirense.

Colorados e gremistas inclusive, porque a ambos interessa a derrota do líder para que fiquem a quatro e cinco pontos, respectivamente, do tricolor paulista.

Trata-se de um jogo em que nenhum resultado, tirante uma goleada, será anormal.

Na luta pela Libertadores, o jogo deste sábado será na Arena da Baixada, entre o Furacão, em alto astral, e o Paraná Clube, em baixo.

Para o futebol paranaense, o melhor seria a vitória dos visitantes.

Mas quem disse que o Atlético Paranaense está preocupado com o melhor para o Paraná neste momento?

E não pode estar mesmo.

Outro jogo com vistas à Libertadores será disputado na Vila Belmiro.

Só que ninguém acredita que o São Caetano tire pontos do Santos.

Goiás e Cruzeiro, no Serra Dourada, só interessa a ambos. E olhe lá.

Já Ponte Preta e Botafogo, em Campinas, interessa a mais gente, principalmente aos torcedores do Fluminense, botafoguenses desde criancinhas.

Porque se a Ponte vencer, algo absolutamente normal mesmo diante do ótimo momento do Glorioso, o tricolor carioca entrará na zona do rebaixamento.

Que situação!

Um tricolor lutando pelo tetra e o outro para não cair, outra vez.

Por Juca Kfouri às 16h44

Roda com Ceni

Rogério Ceni, enfim, estará no centro do "Roda Viva", da Rede Cultura de Televisão, nesta segunda-feira, às 22h.

A primeira tentativa teve de ser adiada, mas agora é para valer.

Ele será entrevistado pelos jornalistas Vladir Lemos (TV Cultura); Wagner Villaron (Diário de S.Paulo); Marília Ruiz (Lance!); Hélio Alcântara (TV Cultura), Mauro Naves (TV Globo) e Luiz Gonzaga Belluzzo (CartaCapital).

Por Juca Kfouri às 16h17

Timemania na encruzilhada

O que começa mal raramente termina bem.

E a Timemania não foge à regra.

As dificuldades para regulamentá-la parecem incontornáveis, segundo revela o diário "Lance!" de hoje.

Primeiro porque as dívidas trabalhistas têm prioridade em relação a quaisquer outras.

Razão pela qual é quase certo que quem exigir ser pago, antes que o INSS e a Receita Federal recebam o que os clubes lhes devem, ganhará a questão.

Donizete, o Pantera, do Botafogo, por exemplo, já reivindicou tal direito.

Segundo porque para que os clubes se inscrevam na Timemania eles terão de reconhecer os débitos com o INSS e a Receita Federal, coisa que muitos relutam em fazer.

É o caso do São Paulo, por exemplo, que discute judicialmente parte desses débitos.

O que surgiu como uma solução (o que na verdade nunca foi), vira a cada dia mais um problema.

E tudo porque a coisa não foi feita com o cuidado e com a responsabilidade que eram obrigatórios.

Ao que tudo indica, a Timemania foi a chamada vitória de Pirro.

Por Juca Kfouri às 13h59

26/10/2006

Inter bota pressão, Grêmio cumpre e Flu se arrebenta

Como é habitual, o Juventude não facilitou a vida do Inter que venceu por 1 a 0 e botou pressão no São Paulo para o jogo de sábado, em Floripa, diante do Figueira, parada dura.

Uma chance para fazer a diferença cair para quatro pontos na briga entre líder e vice-líder do Brasileirão.

O Grêmio também cumpriu fielmente o seu papel.

Saiu na frente do Flu, sofreu o empate com gol contra, mas liquidou o jogo no último minuto.

Assim, vai garantindo sua vaga na Libertadores e permanece na espreita.

Quem se ferrou mesmo foi o Fluminense, cada vez mais perto da zona perigosa, incapaz de reagir mesmo no tal campo menor de Volta Redonda.

PC Gusmão completou sua 14o. partida seguida sem saber o que é vencer, um espanto.

Outro tricolor ferrado, mas este já frito e fuzilado, é o Santa Cruz, que achou de perder pela contagem mínima para o Fortaleza, no Recife.

 

Por Juca Kfouri às 21h38

Vasco, com todos os méritos

Um belo jogo, com mais de 41 mil torcedores no Maracanã, o entre Vasco e Flamengo.

Logo de cara o Vasco teve a chance de abrir o placar, mas foi o Flamengo, com Obina, que saiu na frente.

E por pouco não ampliou, com direito a mandar bola na trave do Vasco e fazer Cássio trabalhar bastante.

Mas o segundo tempo foi do Vasco, que já tinha empatado com Abedi, ainda no primeiro.

Leandro Amaral virou o jogo e Jean o liquidou no finzinho.

O Flamengo até teve chances de chegar ao 2 a 2, mas o Vasco também teve, e mais, de ampliar antes de Jean fazê-lo.

Dá gosto ver o Maraca como nesta noite e poder relembrar grandes momentos do futebol carioca como foi possível no embate entre cruzmaltinos e rubronegros.

E o Vasco está mesmo muito perto da Libertadores.

Como Renato Gaúcho prometeu.

Por Juca Kfouri às 21h28

Cai de novo a direção da FERJ

Por decisão da Justiça do Rio de Janeiro, a exemplo do que já havia acontecido na gestão de Eduardo Viana, a diretoria da Federação Estadual do Rio de Janeiro está destituída.

Amanhã, o Desembargador Sidney Hartung, da 4o.Vara Cível pode nomear um interventor para a entidade.

As coisas são complicadas.

Mas caminham.

Há fortes pressões dos herdeiros de Caixa D'Água para que seja nomeado um deles.

Como há um movimento saudável na direção de se nomear alguém que nada tenha a ver com o triste passado da FERJ.

 

 

Por Juca Kfouri às 17h53

Um é pouco, dois é bom, três é demais!

Às 20h30, horário de gente, três belos jogos para fazer a alegria do torcedor.

Dois clássicos estaduais, um deles, superclássico.

Vasco e Flamengo, com o Maracanã em noite especial.

Os cruzmaltinos pertinho da vaga da Libertadores, sem Morais, mas de moral elevado.

Os rubronegros sem Sávio, mas em franca ascensão.

O outro clássico será Inter e Juventude, no Beira-Rio.

O vice-líder sabe tudo que precisa fazer para manter alguma pressão sobre o São Paulo.

E tem ainda Fluminense e Grêmio, em Volta Redonda.

O Flu ou ganha ou fica em situação delicadíssima.

O Grêmio, bem, o Grêmio agora só pensa na Libertadores.

Mas, vai que alguém bobeia e o título passa a ser possível outra vez.

Grêmio que perdeu Mano Menezes por um mês, suspenso por ofender um árbitro.

Não se discute a justiça da pena.

Mas se discute que uns sejam punidos e outros, com atitudes até mais graves, sejam absolvidos.

Por Juca Kfouri às 23h15

25/10/2006

Corinthians, no detalhe

Um jogo brigado, tenso, de qualidade técnica apenas razoável.

Mas melhor que a pelada aqui prevista.

E com o Corinthians mais perigoso ao criar pelo menos três chances de gol, contra apenas uma do Palmeiras.

Diego de um lado, Marcelo do outro, trataram de evitar as melhores oportunidades nos pés de Amoroso e de Enílton.

Se o nervosismo impedia jogadas mais elaboradas, a disposição de, ao menos, não perder, preponderava.

Mas, paulatinamente, o jogo caía dramaticamente, retrato fiel do desespero amplo, geral e irrestrito.

As duas defesas punham os dois ataques no bolso.

Com 20 minutos do segundo tempo, apenas duas vezes houve alguma sensação de gol, ambas proporcionadas pelo Palmeiras.

O Corinthians parecia morto fisicamente e só aos 26 minutos, com Rafael Moura, levou algum perigo ao gol de Diego.

Aos 30, César bateu o segundo escanteio corintiano no jogo e encontrou Marcelo Mattos na altura da pequena área, isolado.

De cabeça, Marcelo Mattos fez 1 a 0.

O Corinthians se afastava do rebaixamento e passava um ponto à frente do velho rival.

Por pouco, em seguida, o Palmeiras não conseguiu empatar.

Mas Marinho jogava por ele e por quem mais precisasse.

O público no Morumbi?

Só 16.593 pagantes, como era de se esperar.

Por Juca Kfouri às 22h53

Arriba, Furacão!

A torcida deu um espetáculo antes do jogo, com luzes e até um mosaico da bandeira do Brasil.

E o time cumpriu com a parte dele, fazendo 2 a 0 logo no primeiro tempo, para não deixar dúvida sobre quem manda na Arena da Baixada.

Susto mesmo, o Furacão tomou apenas um, numa cobrança de falta.

Como era de se esperar, o Nacional começou o segundo tempo na base do tudo ou nada e ameaçou logo de cara.

Em seguida, num gol tão bonito como os dois brasileiros, os uruguaios diminuiram.

E a massa aumentou o tom de seu apoio.

Valeu.

Porque aos 11 minutos aconteceu um gol de placa em Curitiba.

Marcos Aurélio começou uma jogada com Denis Marques que, simplesmente de letra, lançou Cristian na esquerda.

Ele foi à linha de fundo e devolveu para Marcos Aurélio.

O atacante deu um drible seco no zagueiro uruguaio, que caiu sentado, e fuzilou para fazer o terceiro gol.

O quarto era só uma questão de tempo e Danilo, de cabeça, tratou de marcá-lo.

Festa de gala na Arena da Baixada.

Machuca o Pachuca, Furacão!

Por Juca Kfouri às 22h06

A foto fica!

O resultado da consulta fala por si mesmo:

entre os marmanjos, 364 invejosos e ciumentos opinaram pela troca da foto.

Apenas 84, seguros de si, sem medo de ver beleza num homem, foram pela manutenção da ótima foto feita pelo fotógrafo Johnny, para a revista "Caros Amigos".

Já entre as mulheres, 28 a favor da manutenção e 23 pela troca.

E são elas que decidem.

Mais de 400 comentários se limitaram a fazer considerações diversas, prova provada, aliás, de que tem muita gente por aí sem ter o que fazer.

Vamos trabalhar, pessoal!

Por Juca Kfouri às 18h48

Lotar a Arena!

Só há um jeito de assegurar a classificação do Furacão para as semifinais da Copa Sul-Americana, hoje, às 22h, na Arena da Baixada: LOTÁ-LA.

Sim, porque o rubro-negro está diante de uma daquelas certezas perigosas no futebol, a de que nada impedirá a eliminação do Nacional, que pode até vencer por 1 a 0 que não ficará a vaga.

É tão indiscutível o favoritismo do Atlético Paranaense por todos os motivos (tem mais time, vive um grande momento como comprovaram os cearenses, ganhou heroicamente em Montevidéu, ganhou os três jogos que disputou com o Nacional etc etc etc) que só resta ao torcedor lotar a Arena da Baixada e manter o time aceso durante os 90 minutos.

Porque ninguém quer se lembrar que em 1950, na Copa do Mundo, no Maracanã, os uruguaios... 

Por Juca Kfouri às 10h28

Corinthians x Palmeiras: quem vai?

Apenas um jogo movimenta hoje o Campeonato Brasileiro.

Um jogo que envolve dois tetracampeões brasileiros.

Um jogo que nada tem a ver com a possibilidade de os dois times, ou só um deles, pensar no pentacampeonato.

Um jogo que, na verdade, tem como objetivo fugir da zona do rebaixamento.

Um jogo, em resumo, de desesperados.

Corinthians e Palmeiras jogam às 22h no Morumbi e o melhor que o torcedor tem a fazer é vê-los pela TV.

Em primeiro lugar, porque o risco de violência num jogos desses é sempre alto.

Em segundo, porque o Morumbi é longe e a partida vai terminar por volta da meia-noite, impratícável para quem precisa acordar cedo no dia seguinte.

Em terceiro lugar porque nem Corinthians nem Palmeiras andam justificando que o seus torcedores façam qualquer sacríficio.

E, em quarto lugar, porque, se não houver empate, resultado até provável pois salva a cara dos dois, muito mais que o time vitorioso a notícia será a equipe que perdeu, certamente no centro de uma nova crise.

Mais que um clássico, Corinthians e Palmeiras jogam hoje uma pelada de dar pena.  

Por Juca Kfouri às 01h48

24/10/2006

Corinthians/MSI: mais uma cópia

Boris Berezovski, o poderoso chefão do Kremlin e principal investidor da MSI, tinha em sua pasta não só as cópias dos passaportes de Alberto Dualib e Nesi Curi, presidente e vice do Corinthians.

Tinha, também, a do intermediário Renato Duprat que, por sinal, continua fora do país.

É ruim, ainda, perante as autoridades, a situação de Paulo Angione, assim como não é confortável a de Andrés Sanchez, que agora tenta fazer o papel de líder da oposição.

Uma oposição que apoiou a parceria desde sempre...

Por Juca Kfouri às 11h48

O Ba-Vi noturno dos tabaréus

Por Marcelo Torres

Pense aí num Ba-Vi numa quarta-feira! Pense num horariozinho sacana - 21h45 - coisass da toda-poderosa Rede Globo. Adicione uma viagem de 460 km [ida e volta] para assistir ao jogo. Esses ingredientes tinham tudo a ver com um campeonatozinho chamado Copa João Havelange, aquele torneiozinho ridículo que no ano 2.000 fez os times rebaixados retornarem à elite do futebol nacional na base do cambalacho.

Torcedor que [não] se preza é que nem mulher de malandro – ainda consegue amar e acompanhar quem lhe faz sofrer. Mesmo sendo o futebol esse submundo de trapaças, esse campo de malandragem, nós não o abandonamos, ainda que estejamos carecas de saber das pilantragens - nós torcedores somos uma racinha que não tem vergonha na cara, a verdade é essa...

Na época eu morava em Salvador. Meu irmão Arízio [que me fez torcer pelo Vitória desde os cinco anos de idade], naquele dia veio da pequena cidade de Sátiro Dias [a 230 km de Salvador] junto com outros 13 amigos, que se juntaram a outros seis que moravam na capital [eu, inclusive]. Metade era Bahia, vestido naquela camisa encardida, e metade era Vitória, vestida com o nosso manto sagrado. E o encontro foi nos restaurantes do Dique do Tororó, que ficam perto da parte vazada da Fonte Nova.

Depois de tomarmos uns gorós e de brincarmos uns com os outros, chegou a hora de entrarmos para o estádio. Éramos uma renca de tabaréus [um monte de capiaus, em baianês], tínhamos que ficar bem juntinho uns dos outros, para não nos perdermos – até porque, depois do jogo, o pessoal do interior tinha que pegar a estrada de volta, madrugada adentro. E logo veio a dúvida: já que metade era Bahia e metade era Vitória, para que lado iríamos todos juntos? Claro: para a torcida mista, essa instituição que só existe na Bahia [você sabia disso, leitor?]. Só que estávamos no Dique e do Dique para lá tínhamos que dar uma boa paletada [caminhada, no linguajar baiano], teríamos que fazer uma volta muito grande em torno do estádio e iria demorar, poderíamos nos dispersar, talvez não chegássemos a tempo e coisa e tal.

Foi aí que surgiu a indefectível figura de Raimundo, o Mundinho, um conterrâneo que morava na "capitá" havia apenas seis meses, vindo da zona rural do nosso município. Todo metido a besta, ele era um tricolor que não queria perder nem par-ou-ímpar para nós, embora vivêssemos em convivência pacífica. Se autoconcedendo os papéis de anfitrião e cicerone, ele foi logo se exibindo, dizendo que conhecia tudo em Salvador, "como a palma da mão". Sabido que só ele, foi logo propondo:

- Vamos atravessar por ali pelo alambrado até chegar lá [na torcida mista] – e apontou para uma travessia imaginária que passaria – pasme - pela frente das enfurecidas torcidas "Bamor" e dos "tricoloucos".

Pense aí numa loucura! É como se um grupo de dez corintianos resolvessem passar pela frente de milhares de palmeirenses [guardando-se as proporções baiana e paulista]. 

- Você tá doido? – eu retruquei, já de cabelo em pé, já em calafrios. – Dali nós não sairemos vivos!

- Que nada, eu conheço tudo ali! – ele falou de novo, sempre dando uma de porreta, como se fosse o chefe da torcida organizada deles. – Não vai acontecer nada, naquele corredor do alambrado ninguém vai mexer com ninguém.

Veja só que coisa! Como ele poderia garantir que ninguém mexeria com ninguém? Que varinha de condão ele tinha para garantir aquilo? 

Bom, por uns dez, vinte minutos ficamos no impasse – vamos ou não vamos? Pondera daqui, pondera dali, até que a maioria [que não sabia dos perigos pela frente] preferiu seguir o conselho do fila-da-mãe do Raimundinho. E eu, que não ia à Fonte Nova havia muito tempo, e para não parecer um radical, resolvi ceder e seguir a manada. E lá fomos nós, aquela cambada, entrando quase em fila, em comboio, quase um trenzinho misto, pois dessa forma uns protegiam os outros. De repente, vaias, gritos, urros... e latas de cerveja, e copos plásticos cheios de mijo, e rolos de cana na nossa cabeça... E empurrões, tapas, solavancos ... Apressamos o passo, como em "marcha soldado". Uma parte do estádio gritava "Pega!, Pega! Mata!" A outra parte vibrava "êêêê-êêê". Aquele minutinho parecia uma vida inteira, uma eternidade. Fomos passando, passando, levando cascudos, tapas, safanões, chega-pra-lá, chutes, pontapés... Até que – ufa! - completamos a travessia, agora sob a proteção de escudos policiais, que vieram nos socorrer. Foi aí que olhei para trás e vi que meu irmão Arízio vinha chegando se arrastando, coitado. A camisa rubro-negra em frangalhos, os cabelos pareciam galhos de macambira [e ainda molhados de mijo], a cara toda amassada, os cotovelos e joelhos sangrando... e incrivelmente com o radinho de pilha [aquele radinho tipo "consola corno"] colado no ouvido com a mão direita. Ele não largava o velho radinho por nada nesse mundo. "Foi meu avô que me deu, é tudo pra mim", ele não se cansava de repetir. Já devidamente protegidos e cercados pelo aparato policial, olhei pro mano e perguntei se tava tudo bem.

 

- Tá tudo bem! O que a gente não faz pelo nosso Vitória – ele falou, com a voz carregada pela esperança de uma vitória rubro-negra. - Só tava preocupado era com o radinho – emendou candidamente.

Eu pensei: "Com um irmão desse, e com um amor incondicional desse tamanho, quem não torceria pelo querido Vitória?" E foi com esse velho mano, e por ele, que eu aprendi a amar essa cachaça chamada Vitória, esse amor eterno.

E aí ficamos na torcida mista, rubro-negros e tricolores, uns ao lados dos outros, civilizadamente, como nos velhos tempos de Fonte Nova. Em dado momento, faltou energia elétrica no estádio; uns 20 minutos no escuro. Isso significava atraso para o fim do jogo, isso significava que eles teriam atraso também para voltar para casa, 230 km até a cidadezinha de origem. O jogo recomeçou e aí veio o pior: ainda no primeiro tempo, eles fizeram 1 a 0, gol de Iranildo, de falta. Depois, já no segundo tempo, Bebeto teve a chance de empatar, ficou cara a cara com o goleiro e perdeu o gol. E o jogo ficou naquele banho-maria, sem muitas emoções, até terminar. Eles vibraram como se ganhassem uma Copa do Mundo. E nós ficamos com cara de tacho. O mano Arízio, mesmo com quarenta anos de vida, de histórias e de Vitória, chorou no meu ombro como se fosse um leãozinho, como se ainda fosse criança.

- É uma porra – ele falou - a gente sai de tão longe, perde noite, gasta dinheiro, toma murro, leva mijo na cara... e o time ainda perde!

- É isso mesmo, mano – eu falei, quase chorando, mas tentando consolá-lo. – Mas um dia a gente chega lá...

Depois, eles seguiram de volta. A vida seguiu seu curso natural. E apesar de ainda estar esperando o dia em que vamos "chegar lá", independente dos tropeços da vida esportiva, o que ficou registrado para sempre na minha memória foi aquela prova de um amor infinito e incondicional. Foi um irmão como esse e fatos como esses que me fizeram amar de forma única e singular o nosso querido Esporte Clube Vitória


Marcelo Torres, jornalista, nascido em Sátiro Dias-BA, viveu em Salvador e hoje trabalha em Brasília.
 

 

Por Juca Kfouri às 11h15

A Justiça esportiva é cega, por não querer ver

A Justiça esportiva absolveu Emerson Leão, Zé Roberto, do Santos, e deu mais um jogo de suspensão para Magrão que, assim, não jogará contra o Palmeiras.

Tudo bem.

A Justiça esportiva tem sido conivente com técnicos que desrespeitam os árbitros como Leão sempre faz, qualquer punição a Zé Roberto seria um excesso e Magrão deve estar aliviado por não ter que jogar contra seu ex-clube.

Mas a Justiça esportiva deveria punir mesmo é quem manda gandula fazer cera, como aconteceu, outra vez, no jogo entre Corinthians e Cruzeiro, coisa típica da várzea, inadmissível no campeonato nacional do país pentacampeão mundial.

Mas ela não parece preocupada com um mínimo de boa educação esportiva.

Por Juca Kfouri às 23h33

23/10/2006

Muda a foto ou deixa a foto?

Jamais imaginei que uma simples foto causasse polêmica.

Mas, vá lá.

Você decide:a foto no blog fica ou deve ser mudada?

Por Juca Kfouri às 11h26

22/10/2006

Quem se deu bem e quem se deu mal na rodada

Trinta e três gols na rodada e média de público de 14.047 pagantes por jogo.

O Olímpico teve o maior público, 47.648 torcedores.

E São Januário teve o menor, com 4.569.

Mas o Vasco se deu bem, assim como o Santos e o Corinthians.

O Santos era o quinto colocado antes da rodada e a terminou em terceiro lugar.

O Vasco era o sexto e continua em sexto.

Mas estava a cinco pontos da vaga na Libertadores e agora está só a dois, porque o Paraná Clube foi surpreendentemente derrotado pelos reservas do Flamengo.

E o Corinthians, que era o 17o., não só fugiu da zona do rebaixamento como ainda subiu para o 15o. lugar.

Mal se deram o próprio Paraná Clube que, ao perder em casa, vê em risco sua sonhada vaga na Libertadores.

Também se deu mal o Fluminense, que perdeu uma posição, está em 16o. lugar, na fronteira da zona dos rebaixados.

Claro, o Grêmio perdeu duas posições ao empatar com o São Paulo, ao sair do segundo lugar, agora do arqui-rival Inter, e se mudar para a quarta colocação.

O Inter festeja a diferença de sete pontos para o São Paulo.

Mas, na verdade, quem festeja mesmo é o São Paulo, que tem oito jogos pela frente, pode perder dois e assim mesmo ser tetracampeão.

E isso se Inter, Santos e Grêmio ganharem todos os oito jogos que também têm pela frente.

Algo possível só para dois deles.

Porque o Grêmio receberá o Inter (5/11) que receberá o Santos (8/11) que, por sinal, receberá o São Paulo (5/11).

Por Juca Kfouri às 21h56

Corinthians perde gols e ganha o jogo

Corinthians e Fluminense fizeram uma estranha competição em São Paulo e em Caxias do Sul: descobrir quem é capaz de perder mais gols.

Se o tricolor surpreendeu o Juventude, e a todos, indo para cima com coragem e fazendo por merecer uma vitória folgada, o Corinthians cumpriu a sua obrigação e sufocou o Cruzeiro no primeiro tempo.

Mas o que os atacantes dos times carioca e paulista perderam de gols foi brincadeira, prova inconteste do desequilíbrio e da insegurança de ambos.

Mesmo assim, os dois foram para o intervalo com a vantagem mínima.

O gol corintiano, de Renato, foi como um parto a fórceps, aos 30 minutos.

O do Flu, foi mesmo de parto natural, tão bonito o chute de fora da área, com Romeu, aos 44.

Dizem que quem não faz toma, né?

Pois o Flu tomou, aos 13 do segundo tempo, na cabeçada de Marcel.

Para PC Gusmão completar sua 13o. partida sem vitória e o tricolor cair para o 16o. lugar.

O Corinthians não tomou, é verdade, e ainda perdeu mais dois gols feitos, num segundo tempo duro de ver, porque o Cruzeiro também é uma pálida imagem do que já foi.

Tão duro que Leão fez entrar Rafael Moura e o simulador Gustavo Nery, coisa que ninguém merece.

Mas, ao menos, os paulistas saíram da zona de rebaixamento.

Já o Botafogo derrotou, no Maracanã, o São Caetano por 2 a 1, depois de tomar um gol de empate que foi uma verdadeira vergonha, tamanho o impedimento que o bandeira deu e o árbitro desconheceu.

O Bota foi para bom sétimo lugar e o São Caetano está condenado, sem choro nem vela.

Por Juca Kfouri às 19h08

Furacão, de sul a norte

O Atlético Paranaense saiu de Montevidéu para Fortaleza e cravou uma vitória empolgante sobre o Fortaleza por 4 a 3.

Só vi os gols, mas, pela marcha da contagem, pelas reviravoltas do placar, por mais triste que o torcedor cearense possa ter ficado, quem viu o jogo não deve ter do que reclamar.

O Furacão se arma para ir longe na Sul-Americana.

E o Fortaleza cai, vende caro, mas cai.

Lástima para o futebol nordestino.

Por Juca Kfouri às 17h04

Empate grandioso

O jogo começou como o São Paulo queria: com um gol, de Danilo, antes do primeiro minuto.

Depois, como era para ser mesmo sem a desvantagem, o Grêmio tratou de tentar de todos os modos.

E chutou, chutou e chutou. De onde pôde.

O São Paulo se limitou a duas respostas com Souza: perigosíssimas.

Ambas nos postes gremistas.

Gremistas que empataram em belo gol de Hugo, logo aos 4 minutos do segundo tempo, em chute cruzado.

E que continuaram a tentar, num duelo incessante, desses de honrar os dois tricolores e, diga-se, sob arbitragem exemplar, tirante um impedimento mal dado contra o Grêmio, de Rômulo, ainda no primeiro tempo.

Futebol com F maiúsculo, com um caráter agônico que, por exemplo, pouco vimos na Copa do Mundo. 

E o Inter agradece, novo vice-líder, a sete pontos do São Paulo, cada vez mais tetra.

Por Juca Kfouri às 16h59

Mengo, acima de qualquer suspeita

O Flamengo foi a Curitiba e complicou a vida do Paraná Clube.

Ganhou por 2 a 0 e adiantou a vida do Vasco.

Mas tudo fará para, na quinta-feira, devolver aos paranistas os três pontos no clássico do Maracanã.

Mais que isso, o Flamengo cuidou de se afastar definitivamente da zona perigosa e, ainda mais, de manter intocada sua imagem.

De quebra, Ney Franco mostrou que tinha razão na opção de poupar os cansados.

Parabéns, Mengão!

Por Juca Kfouri às 16h52

Para quem entende de Fórmula 1

Eu repito que nada entendo de Fórmula 1.

E só quero que me expliquem duas coisinhas:

1. O que acabou de acontecer em Interlagos? Foi o Brasil ou a Espanha que ganhou?

2. Por que Felipe Massa ganhou o primeiro GP do Brasil que disputou com um carro competitivo e Rubens Barrichello nunca venceu por aqui?

Agradeço, antecipadamente, pelos esclarecimentos.

Por Juca Kfouri às 15h03

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico