Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

18/11/2006

Grêmio, Figueira e empate feliz do Flu

O Grêmio fez exatamente o que dele se esperava, passou pelo Santa Cruz, no Olímpico, com facilidade, 3 a 1.

E deu mais um passo firme para não ter que passar pela primeira fase da Libertadores.

Verdade que depois de fazer 3 a 0 no primeiro tempo e tomar um gol pernambucano, teve a sorte de não ver marcado um pênalti claro de Galatto em Nenê.

O Figueirense aprontou mais uma.

Foi ao Maracanã e venceu o irregular Flamengo, por 2 a 0.

Irregular, insatisfeito com os salários atrasados e, agora, preocupado com os eventuais figurões que a dupla "KK" (Kléber/Kia) possa trazer para a Gávea.

E, no Pacaembu, o Fluminense jogou pelo empate contra o Corinthians.

O jogo foi fraco, como era de se esperar, mas o 1 a 1 parece que fez a alegria tricolor.

Que empatou com Romeu no fim do primeiro tempo, iniciado com um gol de Magrão logo aos dois minutos.

Um perigo, porque se, amanhã, a Ponte Preta vencer o Fortaleza, no Ceará, o Flu estará entre os rebaixados.

Verdade que, na próxima rodada, a Ponte terá o duro Goiás, no Serra Dourada, e o Flu apenas o Santa Cruz, no Recife.

Mas a Ponte tem se dado melhor fora de Campinas (que o digam o São Paulo e o próprio Flu) e vai que o Santa apronta.

O último jogo do Flu será contra o Palmeiras, no Rio, e o da Ponte será contra o Atlético Paranaense, em Campinas. 

O fato é que o Flu voltou feliz da vida para o Rio.

Deve saber alguma coisa que nós não sabemos. 

Por Juca Kfouri às 18h44

Folia e drama na Segundona

A folia maior é a do Náutico que, ao vencer o Ituano por 2 a 0, nos Aflitos, voltou à Primeira Divisão, coisa que parecia tão próxima no ano passado e que o Grêmio impediu.

Folia, também, do Atlético Mineiro, que derrotou o Ceará, no Castelão, 1 a 0, gol de Marinho com um minuto de jogo, e sagrou-se campeão da Série B.

O Ceará ainda empatou num lance difícil, mas legal, que o bandeirinha, da Fifa, anulou.

Mas mesmo com um eventual empate o Galo seria o campeão, porque o Sport perdeu para o Guarani, no Brinco de Ouro, por 2 a 0.

Guarani que ainda pode escapar do rebaixamento, embora não dependa apenas de vencer seu último jogo, em Goiás, contra o Vila Nova.

Vila Nova que deu oxigênio à Portuguesa, no Canindé.

A Lusa fez dois gols no segundo tempo, venceu por 2 a 0 e saiu do grupo do rebaixamento, embora ainda não esteja livre da queda.

Para escapar sem depender de outros resultados terá de vencer o Sport, na Ilha do Retiro, na última rodada.

Caso contrário, se perder, só escapará se o São Raimundo não vencer o Gama, em Manaus; se o Guarani perder para o Vila Nova; se o Paysandu perder para o Marília, em Belém; e o CRB perder para o Remo, em Maceió.

Se empatar, torcerá pelo empate de pelo menos um de seus concorrentes.

Porque qualquer deles que empate em pontos com a Lusa levará vantagem nos critérios de desempate, seja número de vitórias, gols a favor ou saldo.

Mas drama mesmo viveu o América, em Natal, no Machadão lotado.

Jogava por um empate contra o Santo André que não aspirava mais nada.

E acabou derrotado por 2 a 1, num jogo em que Souza, o maestro, foi mal e o Mecão só fez seu gol no último minuto.

Agora, o Mecão precisa buscar o ponto que lhe falta exatamente contra o Galo campeão e no Mineirão...

Ou torcer para o Paulista não vencer o Brasiliense, no Distrito Federal.

Porque o Paulista enfiou 9 a 0 agora há pouco no Paysandu e está a apenas dois pontos do time potiguar.

O Coritiba só empatou com o Gama, 1 a 1, fora de casa, e continuará na Segundona.

Por Juca Kfouri às 17h07

Faz 35 anos

Faz quase 35 anos que o Atlético Mineiro sagrou-se o primeiro campeão brasileiro de futebol.

Exatamente no dia 19 de dezembro de 1971, o alvinegro mineiro enfrentou o Botafogo, no Maracanã, e com gol de Dário, aos 16 minutos do segundo tempo, levou a taça para Belo Horizonte.

Seu técnico era o imortal Telê Santana.

Hoje, em Fortaleza, diante de outro alvinegro, o Ceará, o Galo pode sair campeão da Série B, desde que vença e o Sport não ganhe do Guarani, em Campinas.

Faz 31 anos que o Galo não bate o rival fora de casa.

Se o título vier, que não sirva para fazer esquecer quem é o atual presidente do clube mineiro.

Por Juca Kfouri às 12h45

Faz 30 anos

Faz quase 30 anos que aconteceu o mais fabuloso confronto entre Corinthians e Fluminense.

Exatamente no dia 5 de dezembro de 1976, deu-se o maior deslocamento de massa em tempos de paz que a humanidade já viu.

Nada menos que 70 mil fiéis fizeram dos 400 quilômetros da Via Dutra a Avenida Corinthians e dividiram o Maracanã com a torcida tricolor.

Disputava-se a semifinal do Campeonato Brasileiro, num jogo só e, por ter melhor campanha, o Fluminense de Carlos Alberto Torres, Edinho, Carlos Alberto Pintinho (autor do gol carioca, no 1 a 1 do tempo normal), Doval, Gil, Dirceu e Rivellino, teve o privilégio de jogar em casa.

A invasão corintiana foi tão fantástica que o imortal Nelson Rodrigues dedicou a ela uma coluna inteira, apaixonada.

E Ziraldo, em seu espaço na primeira página do então mais influente jornal brasileiro, o "Jornal do Brasil", desenhou uma criança em seu cadeirão, em prantos, berrando: "Manhê! Caiu um corintiano na minha sopa!".

Ruço, de meia bicicleta, empatou aos 29 minutos do primeiro tempo o jogo que saiu com o Flu na frente aos 29.

O tricolor era muito melhor, mas a massa alvinegra e uma chuva torrencial como que paralisaram a chamada "Máquina do Dr.Horta", o presidente do clube que, para motivar a partida, tinha desafiado a torcida corintiana a ir ao Rio, prometendo entregar uma carga de ingressos equivalente à que o Fluminense tinha direito.

Prometeu, cumpriu e viu, perplexo, a paixão se transformar na ocupação de metade do Maracanã.

Nos pênaltis, Neca, Ruço, Moisés e Zé Maria marcaram suas cobranças e só Doval foi capaz de vencer o goleiro Tobias.

O Corinthians foi à final no Beira-Rio, quando perdeu para o Inter de Falcão por 2 a 0.

Outros tempos.

Tempos em que era impensável ver o Fluminense na situação em que, novamente, está.

Por Juca Kfouri às 12h38

17/11/2006

Ainda..., Zico x Falcão

É com profunda dor e, por que não dizer, algum temor, que volto ao tema da sondagem do jornal "la Repbblica", sobre quem brilhou mais no futebol italiano em passado recente.

Com dor porque Zico, com 27% dos 38.971 votos, ultrapassou Falcão, com 26%.

Algum temor porque já sei o que vem nos comentários.

Só não sei onde estava com a cabeça ao dar a notícia da existência da sondagem.

Apanhei dos adeptos de Falcão, acusado de querer influenciar o resultado, ao estimular a torcida do Flamengo.

E apanhei dos adeptos de Zico ao responder que, se tivesse votado, o faria no Rei de Roma.

Pensando bem, eu que sou adepto de Falcão e Zico, mereci.

Finalmente, antes de sair de cena, reitero: o resultado não muda nada na avaliação das carreiras de dois gênios do futebol mundial.

Por Juca Kfouri às 23h02

Kiabsurdo!

Só no Brasil um aventureiro aparece do nada e assume o controle do segundo clube mais popular do país.

Só no Brasil, depois de dar com os burros n'água, este mesmo aventureiro se associa ao clube mais popular.

Na Inglaterra, por exemplo, um verdadeiro bilionário, como Roman Abramovich, não entrou no futebol pelo Manchester United, pelo Arsenal ou pelo Liverpool.

Teve que comprar o Chelsea, até então apenas uma vez campeão inglês, e nos anos 50.

Aqui, não.

Kia Joorabchian, um "ator de negócios" na feliz definição de um jornalista russo que ele ludibriou, surge como salvador da pátria.

E agora levará seus métodos para o combalido Flamengo, cujos jogadores já chiam antes mesmo de ele desembarcar com suas mercadorias de valor duvidoso, a julgar pela experiência no Corinthians.

Se nem a direção corintiana tem a desculpa de poder dizer que não foi avisada, a do Flamengo é duplamente irresponsável e temerária, porque viu de perto o que aconteceu no Parque São Jorge e acontecerá na Gávea.

A cantilena do torcedor também será a mesma: interessa é que traga jogador.

Como já trouxe num passado recente, pelas mesmas mãos, para dar no que deu: a falência.

Haja Timemania!

Por Juca Kfouri às 12h08

Ferenc Puskas (1927-2006)

Pouco vi Ferenc Puskas jogar.

Mais li sobre ele do que o vi atuar.

E o que sei é o bastante para poder afirmar:

há mil razões para o choro do povo magiar.

Puskas foi um gênio muito antes de o mundo se globalizar.

Para vê-lo, baixo e gordinho, no estádio era preciso estar.

E, assim, curtir sua canhota mortal e espetacular.

Lamento não tê-lo visto brilhar.

Faço aqui uma homenagem com rimas pobres, mas de muito admirar.

Por Juca Kfouri às 11h55

16/11/2006

Hora de tremer e festejar

Para o São Paulo, no domingo, deve ser a hora da festa.

Festa que o time fez por merecer ao ficar nada menos do que 24 rodadas como líder do Brasileirão.

E ainda mais diante de um Atlético Paranaense abatido e mais preocupado com a Sul-Americana (mas com os titulares, ao contrário do que aqui escrito antes).

Hora de tremer para outros tricolores, contudo.

Os do Flu.

Que ou ganha do Corinthians neste sábado, no Pacaembu, ou corre o risco de começar a semana entre os quatro últimos, a duas rodadas do fim do campeonato.

E haja pressão.

Porque a Ponte Preta, por mais esforços que venha fazendo para cair, tem, aparentemente, mesmo também fora de casa, um jogo menos complicado pela frente, diante do já rebaixado Fortaleza, no domingo.

Já os tricolores gaúchos têm tudo para também festejar, diante do Santa Cruz, amanhã no Olímpico.

Vida dura ainda, para vascaínos, em São Caetano, palmeirenses, em Caxias do Sul, e para colorados, contra o Paraná Clube, em Curitiba.

Se bem que os colorados têm mais é que estar concentrados no Mundial de clubes mesmo.

Finalmente, preocupação para os santistas, que pegam o Cruzeiro, no Mineirão.

Quem sabe acontece a primeira vitória fora de São Paulo, embora um empate não seja de todo mau.

Por Juca Kfouri às 23h58

Falcão x Zico, lembra?

Às 19h15, horário de Roma, a sondagem do jornal "la Republica", com 37.954 votos, sobre quais foram os jogadores brasileiros que mais brilharam na Itália em passado recente, indica empate entre Falcão e Zico, ambos com 26%.

O que, não é nada não é nada, não é nada mesmo.

http://www.repubblica.it/speciale/poll/2006/sport/brasiliani_risultato.html

Por Juca Kfouri às 15h33

A ressaca da derrota

Bom dia!

Não que eu esteja acordando agora.

Fi-lo, como diria Jânio Quadros, ali pela uma da tarde depois de só ter conseguido dormir, com a cabeça inchada pela derrota no vôlei, às seis da matina.

Acordei de ressaca.

Li todos os comentários sobre a derrota.

Concordo com aqueles que mais exaltam do que criticam as meninas.

Chamá-las de pipoqueiras me parece uma tremenda injustiça.

Não jogaram mesmo, no terceiro set, aquilo que poderiam, mas isso acontece.

Aas campeãs russas também não jogaram o que sabem no primeiro.

As russas são ótimas, apesar dos problemas de recepção.

As brasileiras são estupendas, apesar de bem mais baixas que as adversárias.

E as venceram no Grand Prix.

Um jogo de 3 a 2, com 15 a 13 no último set, é decidido no detalhe e o detalhe foi vermelho.

Aqui, o ponto, a comparação inevitável com a derrota do futebol na Copa passada, que alguns mencionaram:

a derrota do futebol não foi triste.

Deu vergonha.

A do vôlei foi triste, como em 1982 só para citar um exemplo, porque o time é muito bom e fez o que deu.

E tenho certeza de que dará muitas alegrias, ainda.

Qualquer comparação que leve a concluir que Bernardinho é vencedor e Zé Roberto não denota, além da flagrante inverdade, desconhecimento:

Bernardinho também perdeu uma decisão de Mundial feminino, e aqui no Brasil.

Nem por isso deixou de ser o que é.

A primeira medalha de ouro ganha pelo nosso vôlei foi com Zé Roberto, nas Olímpiadas de Barcelona.

E também por isso é o que é.

O que mais me doeu foram as duas reações russas, no segundo set com 23 a 21 para o Brasil e no quinto, com aqueles 13 a 11.

Mas é do jogo. 

Por Juca Kfouri às 15h22

Rússia campeã mundial

O jogo começou como contra a Sérvia.

Um baile nas badaladas russas,

Em rápidos 20 minutos, Brasil 25, Rússia 15.

Não podia mesmo continuar com tamanha facilidade.

E o segundo set foi disputado ponto a ponto, como deve ser um jogo que decide um Mundial.

As brasileiras chegaram a fazer 23 a 21, mas ficaram nisso e permitiram a virada russa para 25 a 23, em 28 minutos.

Só que as meninas sentiram.

E entraram em profunda depressão.

Tanto que sem maiores dificuldades, em 26 minutos, as russas ganharam também o terceiro set, por 25 a 18.

O quarto set era o do tudo ou nada.

Vencer ou vencer, para levar para o quinto.

A primeira parada técnica obrigatória registrou 8 a 7 para as russas.

Lembremos que, em 1994, as brasileiras perderam uma decisão de Mundial, em São Paulo, para as cubanas.

E nas Olímpiadas de Atenas, num jogo traumático, as russas derrotaram as brasileiras numa partida que estava ganha.

Na volta da parada técnica, as brasileiras voltaram diferentes, mais vibrantes.

Sem facilidade porque, não nos esqueçamos, as russas são extraordinárias.

Seja como for, a segunda parada técnica já mostrou o Brasil na frente, por 16 a 13.

E tratou de ir mantendo a diferença.

Fez 20 a 17.

Fez 21 a 17.

Fez 22 a 17.

A 18.

A 19.

José Roberto Guimarães pára o jogo.

Outra vez, não!

23 a 19.

24 a 19.

E em 27 minutos o Brasil empatou o jogo: 25 a 20.

O Mundial seria decidido no quinto set.

Em rápidos 15 pontos.

José Roberto pediu paciência, tranquilidade, concentração e coração.

"Em 10 minutos nós poderemos ser campeões mundias", ele disse.

A Rússia sacou e depois de um belo rali, o Brasil fez 1 a 0.

Em outro grande rali, a Rússia virou para 3 a 2 e ainda fez 4 a 2.

Como fez 6 a 4.

Na parada técnica, 8 a 6 para a Rússia.

Tensão em Osaka, no Japão.

O Brasil empata em 8 a 8, com sorte.

E vira em 9 a 8!

Num rali fantástico o Brasil faz 10 a 9.

Mas as russas empatam 10 a 10.

O Brasil faz 11.

A Rússia também.

O Brasil faz 12.

Faltam três pontos.

O Brasil faz 13!

Faltam dois.

O técnico italiano da Rússia pára o jogo.

São 5h27 em Brasília.

Sheila saca.

A Rússia diminui.

E empata 13 a 13.

É a vez de Zé Roberto parar o jogo.

5h29.

Incrível: a Rússia faz 14 a 13, no bloqueio.

Zé Roberto pede tempo.

5h30.

E o sonho acabou.


 

Por Juca Kfouri às 04h33

15/11/2006

Balanço da Série C

Por ALMIR MOURA

 

Faltando apenas três rodadas para o término da Terceirona, Criciúma-SC [26pt] e Ipatinga-MG [22pt] já podem comemorar, estão na série B 2007.

Torcedores do Vitória [19pt] também, afinal só uma catástrofe para tirar a vaga do glorioso rubro-negro baiano.

Embora Treze-PB, Brasil-RS e Bahia, todos com 10 pontos ganhos até aqui, ainda tenham chances matemáticas, remotíssimas eu diria, a última vaga deve ficar mesmo entre Ferroviário-CE [16pts]  e Grêmio de Barueri-SP [14pts], que por sinal enfrentar-se-ão na última rodada.

Surpresa da Rodada - O glorioso Bahia leva de 7 e é o novo lanterna!

O destaque da rodada foi a goleada histórica que o glorioso Bahia levou do Ferroviário-CE ( 7x2 ) no  Presidente Vargas.

Com o resultado, o tricolor baiano passou a segurar a lanterna e praticamente deu adeus à série B do ano que vem.

Bahia, um capítulo a parte 


Somos a turma tricolor, Somos a voz do campeão,

Bahia, primeiro campeão da Taça Brasil, vencida em 1959 em cima do Santos de Pelé. Campeão Brasileiro de 1988,  43 vezes campeão baiano, bi-campeão da Copa Nordeste entre vários outros.

Somos do povo o clamor, Ninguém nos vence em vibração!

Melhor média da série C -  23.615 torcedores por partida -, e detentor de 8 dos 10 maiores públicos da Terceirona.

Vamos, avante esquadrão Vamos, serás o vencedor!

Vamos, conquista mais um tento!

Bahia, Bahia, Bahia!

Força Bahia! Que em 2007 você tenha uma excelente administração do tamanho que sua imensa torcida merece!


     


 

Por Juca Kfouri às 20h44

Dunga passa de ano

Dunga só pode estar muito feliz.

Terminou o ano invicto com cinco vitórias em seis jogos, uma delas contra a Argentina (3 a 0), de maneira brilhante.

E já tem um time que funciona melhor na retaguarda do que no ataque.

Foram 14 gols (quatro no Kwait, que não valem...) marcados e apenas três sofridos.

Contra a Suíça não foi diferente.

Todos os zagueiros e os volantes se apresentaram bem enquanto a Suíça pressionou, com destaque para Luisão que ainda fez o gol de abertura, de cabeça, em escanteio muito bem cobrado por Elano.

Aliás, Elano anda pondo a bola onde quer.

Era Elano?

Difícil dizer, mas, no mínimo, era Elano o meio-campista que Dunga queria.

Tanto que para não transformá-lo num segundo volante, Dunga escalou Fernando e Dudu Cearense e deixou Ronaldinho no banco.

A desproporção em matéria de talento é tão acintosa que nem é bom falar.

E o resultado é óbvio: nem Kaká nem Robinho nem Rafael Sóbis jogaram o que sabem e podem, embora não tenham jogado mal.

Mas as chances de gol, no primeiro tempo, nasceram do já mencionado escanteio (que vale igual, é claro) e de um bisonho erro de saída de bola do goleiro suíço bem aproveitado por Kaká.

Como o time suíço funciona como um relógio, mas, emperrado, a expectativa de mais gols brasileiros no segundo tempo fazia sentido.

E nem bem tinham passados sete minutos e a Seleção já criara três chances.

Houve momentos da Seleção que orgulhariam Carlos Alberto Parreira, tamanha a valorização da bola.

Mas, aos 24, Maicon devolveu o presente do goleiro suíço e marcou contra, ao tirar a bola de Hélton.

Aí teve jogo.

Os suíços vieram para cima e por pouco não empataram.

Até pênalti houve, cometido por Adriano e não marcado pelo árbitro.

O 2 a 1 ficou de bom tamanho.

 

Notas

Hélton - Seguro e uma grande defesa, 7,5.

Maicon - Vinha bem, mas bobeou, 5.

Luisão - Soberano e artilheiro, 7,5.

Juan - Sóbrio e sério, 7.

Adriano - Tranquilo e insinuante, 7.

Dudu Cearense - Vigilante e humilde, 6,5.

(Daniel Carvalho) - Sem tempo, sem nota.

Fernando - Firme e discreto, 6,5.

(Tinga) - Em pouco tempo, jogou muito, 7.

Elano - A cara da Seleção, 7,5.

(Diego) - Sem tempo, sem nota.

Kaká - Preso na marcação suiça, 6,5.

Robinho - Movimentação e dificuldade, 6,5.

(Ronaldinho) - Agitou o ataque, 7.

Rafael Sóbis - Muito isolado, 6,5.

(Ricardo Oliveira) - Muito firulento, 5.

Dunga - Pelo conjunto da obra, 8. 
           Pela barração de Ronaldinho, 4.
           Média 6.

Por Juca Kfouri às 18h16

Pachuca machuca

O Atlético começou o jogo como se fosse liquidá-lo em instantes.

Jancarlos mandou uma falta no travessão e Denis Marques teve uma chance na cara do gol, antes mesmo dos primeiros cinco minutos.

Mas, depois, o Pachuca se impôs e foi o goleiro brasileiro Cléber quem teve que trabalhar mais, em pelo menos outros dois lances bem agudos.

A posse de bola era mexicana e o rubro-negro não sabia o que fazer, enredado pelo adversário.

Para o segundo tempo houve progressos no Furacão e Denis Marques voltou a ter duas chances de ouro.

Mas o Pachuca não se abalou e seguiu em sua toada, segura e sem pressa.

Nem mesmo a entrada de Dagoberto mudou o panorama.

E, num contra-ataque fulminante, aos 41 minutos, Alvarez fez o gol da vitória, justa, do Pachuca.

O pior é que não só o Pachuca mostrou-se superior como, ainda por cima, tem o ainda por cima.

Ou seja: os mais de 2400 metros de altitude que o Furacão terá de varrer na partida de volta.

Ficou dificílimo.

Por Juca Kfouri às 16h25

Dá-lhe, Furacão!

O Atlético Paranaense entra em campo daqui a menos de uma hora.

Pega o Pachuca, campeão do Torneio Clausura do México na temporada 2005/2006 e do Apertura de 2006/2007, mais antigo clube de futebol mexicano, pelas semifinais da Copa Sul-Americana.

Jogo duro, portanto e no qual será fundamental obter boa vantagem.

Porque no jogo de volta, além da boa equipe, os brasileiros terão pela frente mais de 2400 metros de altitude na cidade de Pachuca, capital do estado de Hidalgo.

Machuca o Pachuca, Furacão! 

Por Juca Kfouri às 13h48

Menos, Dunga!

Ronaldinho Gaúcho estará no banco logo mais diante da Suiça.

Não é a primeira vez.

Mas que seja a última.

Dizer, como disse Dunga, que Robinho está bem e não pode sair é a pura verdade.

Mas se isso significa que Robinho e Ronaldinho não podem jogar juntos estaremos diante de pura mentira.

Jogaram, por exemplo, na Copa das Confederações e mataram a pau.

Aliás, eis aí uma discussão tão antiga como enfadonha.

Por Juca Kfouri às 13h44

Brasil na final

Os dois primeiros sets foram dois passeios.

Em coisa de 20 minutos cada um, 25 a 17 e 25 a 14.

As brasileiras sacavam demais, passavam demais, bloqueavam com perfeição e defendiam como se fossem asiáticas.

Do chão da quadra parecia que brotavam flores verde e amarelas, licença poética que a madrugada permite.

Mas no terceiro set as meninas vacilaram diante das surpreendentes sérvias, que venceram por 25 a 21.

O quarto set também não foi mole.

As sérvias foram para a primeira parada técnica obrigatória com a vantagem de 8 a 4.

Cutucadas com vara curta, as onças brasileiras (ou seriam as gatas) reagiram e  viraram para 16 a 15.

Aí, retomaram o comando do jogo e com um susto aqui, outro ali, mas com Sheila barbarizando e sob o tranquilo comando de José Roberto Guimarães, o set foi fechado por 25 a 20.

O Brasil está na final.

Não será fácil dormir, porque a adrenalina que se manteve estável nos dois primeiros sets, subiu no terceiro e chegou lá em cima no quarto.

Quarto set, bem entendido.

Tentemos o quarto de dormir.

Boa noite.

Bom dia! 

Por Juca Kfouri às 03h55

O último a saber

Na reunião entre os clubes paulistas e a TV Globo na FPF, o diretor da Globo Esporte, Marcelo Campos Pinto, abriu os trabalhos com a declaração de que não estava ali para discutir negócios, mas, sim, ética.

A ética do cumprimento do que se assina.

Irrefutável.

E discorreu longamente sobre a nenhuma ética da concorrente Record, que não estava presente.

Quando a palavra foi aberta aos presidentes dos clubes, houve duas manifestações dignas de nota.

Uma para lembrar que não havia propriamente um contrato, mas, sim, um pré-contrato que, à luz de uma nova proposta, poderia ser rediscutido.

A outra, do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, foi carregada de sarcasmo..

Ele declarou-se perplexo com a revelação das condutas antiéticas da Record.

E se disse convencido de que Pinto só poderia tê-las descoberto nas últimos dias, depois do rompimento da parceria com a Record, que durou cinco anos.

Tivesse descoberto antes e não a teria mantido por tanto tempo.

 

 

Por Juca Kfouri às 00h53

14/11/2006

Deu na Máquina do Esporte

Decisão de TV do Paulista fica para 5°

ERICH BETING
Da Máquina do Esporte, São Paulo

A negociação pelos direitos de transmissão do Campeonato Paulista deve ter o seu último capitulo nesta quinta-feira.

A reunião realizada nessa terça-feira, na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), foi suspensa para que a Globo pudesse avaliar a nova proposta apresentada pela Record.

Segundo ficou acertado no encontro desta terça-feira, a Globo terá 48 horas para apresentar uma proposta equivalente à da Record, de R$ 70 milhões.

O contrato em discussão inclui para todas as mídias, inclusive pay-per-view, e será válido entre 2008 e 2010.

Caso a atual dona dos direitos de transmissão cubra a oferta da concorrente, ela continuará parceira da FPF.

Em caso de uma proposta menor, os clubes irão decidir.

Porém, a tendência é que a maioria dos participantes opte pela Globo, como antecipou a Máquina do Esporte na última segunda-feira.

O motivo é a influência do canal e o fato de ela ser a dona dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

O presidente da FPF, Marco Pólo Del Nero, que esteve presente na reunião desta terça-feira, descartou a possibilidade de que a Record aumente a sua proposta caso a Globo também ofereça R$ 70 milhões e seja criado uma espécie de "leilão".

"Isso aqui não é jogo de pif-paf, não é cassino. Aqui a coisa é séria. A proposta apresentada foi de R$ 70 milhões", afirmou o presidente da FPF.

Apesar disso, Del Nero já havia anunciado em entrevista exclusiva à Maquina do Esporte, durante a festa de lançamento da nova bola do Campeonato Paulista, que a Globo não perderia os direitos de transmissão.

Nesta terça, o dirigente disse que havia apenas um pré-contrato assinado, porém a negociação não estava totalmente formalizada.

Além do mandatário da Federação Paulista, participaram da reunião Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esporte, e representantes dos 20 clubes que irão participar do Campeonato Paulista de 2007.

Apesar de pleitear um lugar no encontro desta terça-feira, nenhum diretor da Record foi convidado.

"A Record esteve representada pelo documento apresentado por ela, e a Globo foi chamada por ser a atual detentora dos direitos de transmissão", explicou Del Nero. 

http://maquinadoesporte.uol.com.br/new/noticias.asp?id=3934 

Por Juca Kfouri às 16h56

Repórter vota sem direito no Vasco

O repórter do diário "Lance!", Guilherme de Paula, votou ontem na eleição do Vasco sem ter direito a tal.

Ele é sócio do clube desde fevereiro de 1994 e desde então não paga suas mensalidades.

Assim mesmo, no entanto, apresentou sua carteira e conseguiu votar, apesar de estar inadimplente e de seu nome não constar na relação dos que tinham direito a voto.

Consultado pelo "Lance!", o promotor público Rodrigo Terra declarou que a eleição pode vir a ser anulada se a falha for comprovada.

O diário publica hoje quatro fotos do repórter no passo a passo para votar.

Por Juca Kfouri às 13h54

Pobre Vasco

Neste momento os adeptos de Eurico Miranda festejam a vitória da chapa da situação.

Eurico Miranda está eleito para seu terceiro mandato.

Apuradas as quatro urnas, a situação venceu a oposição, liderada por Roberto Dinamite, por 1848 votos a 1409.

Mas a oposição contesta a primeira urna o que levou a eleição transcorrer sub judice, sem que seu resultado final seja homologado.

Nesta urna, a situação ganhou por 654 a 172.

Foram exatos 3257 votos, em última análise, como é comum em todos os clubes pelo país afora, a demonstração de como tão poucos decidem por massas enormes.

Um curral sempre mais fácil de ser controlado, como mais uma vez está demonstrado em São Januário.

Porque a imensa maioria dos vascaínos tem demonstrado sua insatisfação com Eurico Miranda, duas vezes incapaz de se eleger deputado nas duas últimas eleições.

Se a Justiça resolver, o que é improvável, não considerar a primeira urna, a oposição vence por 1237 a 1194.

A segunda urna teve 245 votos para Eurico e 302 para Dinamite.

A terceira, 539 para Eurico e 479 para Dinamite.

E a quarta, 410 para Eurico e 456 para Dinamite.

Por Juca Kfouri às 01h59

13/11/2006

O são paulino faz contas, feliz da vida

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete.

Sete confortáveis pontos separam o líder São Paulo do vice-líder Inter.

Um, dois, três.

Três jogos apenas restam para o fim do Campeonato Brasileiro.

Terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo e pronto!

Chegou o domingo da festa do tetracampeonato.

Faltam só seis dias para comemorar de uma vez por todas.

Ainda mais que o rival, Atlético Paranaense, deverá escalar um time reserva, por causa da Copa Sul-Americana.

O são paulino anda rindo à toa.

E sabe bem por quê.

Por Juca Kfouri às 23h49

Da série "Torcer faz bem...para os cambistas"

No começo do Campeonato Brasileiro este blog publicou mensagem semelhante a que você lerá a seguir.

Estamos no fim do torneio e o problema permanece.

Leia:

 

Prezado Juca,

Nem uma empresa do porte e tradição da Nestlé escapa do lamaçal do futebol brasileiro.

A promoção “Torcer Faz Bem” devia mudar o nome.

Deveria ser “Torcer Faz Bem... pros Cambistas”.

Alguém precisa denunciar, não é possível.

As emissoras de rádio e TV não vão denunciar o que está se passando com a promoção de um anunciante deste porte.

O fato é que os ingressos das promoções da Nestlé sempre acabam nas mãos de cambistas, como os demais jogos de futebol.

O que impressiona é que aparentemente a empresa não está preocupada ou alerta para o que está acontecendo.

Será que eles tem algum incentivo fiscal pra este tipo de promoção ??

O que eles fazem com os produtos trocados ??? Sei lá...

Pra ter uma noção do problema, é só perguntar no seu blog como foi a experiência dos torcedores nas trocas para os jogos do São Paulo, Corinthians, Palmeiras, etc.

Eu estive em quatro jogos da promoção neste ano e sempre tinha alguma coisa errada, falha ou faltando no processo da promoção.

Mas agora ultrapassou o limite...

Os ingressos pro jogo São Paulo x Atlético Paranaense acabaram antes de ser distribuídos.

Eu fui pra fila no Carrefour Butantã no sábado de manhã, antes da abertura do guichê de troca, que estava em frente a porta da loja.

Havia cerca de 50 pessoas na minha frente, ou seja, uma procura acima do normal, o que era previsto em função da atratividade do jogo.

A gerência da loja, já prevendo o tumulto, mudou a fila para um corredor lateral da loja, que dava acesso ao estacionamento.

Então fecharam a porta e deixaram todos da fila num corredor quente e abafado, sem segurança ou organização nenhuma.

Advinha: começou o tumulto, os cambistas e espertos foram pra porta para furar a fila, confusão e tudo aquilo que sempre acontece nas vendas de um jogo de futebol que atrai o interesse da torcida.

Passou cerca de uma hora, a fila andou um pouco e .... acabaram os ingressos.

O pessoal gritou, xingou, chamou a polícia, mas o normal de sempre aconteceu: nada. 

Os números são impressionantes: 30.000 ingressos reservados para a promoção da Nestlé, cerca de 20 postos de troca em São Paulo (as trocas serão feitas apenas na cidade onde os jogos irão acontecer), uma limitação de 4 ingressos por pessoa na distribuição e os ingressos acabaram em pouco mais de 1 hora !!!!

Voltei mais tarde à loja pra ver se haviam recomeçado a troca dos ingressos.

Obviamente, não.

No meu caminho de volta, de passagem, percebi um Promotor da Nestlé e um funcionário do Carrefour conversando sobre ingressos...

Bingo: abordei o funcionário do Carrefour, perguntei se ele sabia dos ingressos e... comprei 4 ingressos, arquibancada vermelha, com a logo da Nestlé no verso.

Ingressos que deveriam ser trocados na promoção da empresa, por pessoas de bem que estavam na fila, vendidos por R$ 10,00 cada um.

E isto tudo ali, na frente do promotor da Nestlé, à vista de todo mundo, consumidores, promotores, supervisores e gerentes de loja.

O rapaz devia ter algo entre 30 e 40 ingressos com ele, e o cambista de ocasião, uniformizado com uma camisa do Carrefour, ainda decretou: “Tá barato e é sem fila !!!!”.

Eu não gostaria de comprar ingressos desta forma, e sempre evito comprar de cambistas, mas o fato é que em jogos com maior procura não há como fugir deles, infelizmente.

Não se consegue nem indo pro ponto de venda com antecedência, ficando na fila, no dia da abertura da bilheteria, como no meu caso.

Ou se compra deles, ou você não assiste aos jogos, shows e outros eventos. 

Se não for possível a sua ajuda, peço pelo menos que divulgue esta experiência. 

Um abraço, 

Alexandre Faria

São Paulo - SP

Por Juca Kfouri às 23h44

O futebol e os direitos de TV

A TV é a grande parceira do futebol pelo mundo afora.

Uma não vive sem o outro e vice-versa.

Os contratos de TV com o futebol, a começar pelos da Fifa, sempre deixaram a desejar do ponto de vista da transparência.

Causou escândalo, às vésperas da Copa da França, em 1998, por exempo, o fato de a empresa de marketing esportivo IMG ter tornado pública uma oferta substancialmente maior pelos direitos das Copas do Mundo subseqüentes do que o acertado com a ISL, a agência que sempre teve a preferência da Fifa e que faliu fraudulentamente.

O modelo se espalhou.

Foi adotado pela CBF, pelas federações estaduais e, finalmente, pelo Clube dos 13, que virou mera agência intermediadora entre a TV e os direitos do Campeonato Brasileiro.

A ponto de, em 1997, ter fechado com uma proposta do SBT e depois, misteriosamente, voltado atrás.

E que ninguém ousasse dizer na frente do então superintendente do SBT, Luciano Calegari, os nomes de quatro cartolas: Fábio Koff (ainda hoje presidente do Clube dos 13), Mustafá Contursi (atual presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras), Eurico Miranda (que hoje disputa mais uma reeleição no Vasco) e  Jaime Franco (diretor de marketing da Federação Paulista de Futebol).

Calegari, à época, deu explosiva entrevista à revista "Isto É" na qual denunciou a tudo e a todos, com termos fortíssimos.

De lá para cá, nada mudou.

A Rede Globo paga o preço de ser a líder de audiência, de ser a mais competente e de pagar, em regra, mais que seus concorrentes.

Nem sempre quando é acusada de exercer monopólio a acusação é justa, porque não se pode simplesmente confundir monopólio com exclusividade.

Dentro de certas regras óbvias, reguladas, no Brasil, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), no capitalismo é assim: quem pode mais, chora menos.

Mas a Globo colabora para despertar antipatias, principalmente quando confunde sua grade de programação com a tabela dos campeonatos e impõe horários como o das 22h em pleno meio de semana.

Ou não dá transparência às negociações que faz com o futebol e confunde a compra de direitos de transmissão com uma indesmentível promiscuidade com a cartolagem, a ponto de, não há muito tempo, ter feito de Eurico Miranda, hoje com ela rompido, seu porta-voz.

Mesmo assim, lembremos, foi o jornalismo da Globo quem denunciou o "esquema Ivens Mendes", como fez corajoso "Globo Repórter", à época das CPIs do futebol, sobre Ricardo Teixeira.

Infelizmente, para o país, não prosseguiu nesta direção.

A verdade é que não há santos nesta questão e o vale-tudo impera.

Como é verdade, também indesmentível, que 100% dos brasileiros se pudessem escolher entre fazer uma parceria com a Globo ou com qualquer outra rede de TV a escolheriam por razões óbvias.

A polêmica atual, que envolve a Federação Paulista de Futebol, a Globo e a Record é apenas mais um capítulo.

Nem se levará em conta, aqui, o fato de o dinheiro da Record ser mais fácil que qualquer outro, proveniente do dízimo, que não paga impostos, da Igreja Universal do Reino de Deus, ultimamente abalada pelo escândalo dos sanguessugas

A Record rompeu a parceria que tinha com a Globo, naturalmente inconformada com o fato de não poder escolher um jogo alternativo para transmitir simultaneamente com a parceira.

Registre-se que, no entanto, o que aparenta ser razoável nem sempre o é, pois, em última análise, a Record queria pagar bem menos que a Globo pelos direitos de transmissão e ter quase o mesmo direito de escolha do que transmitir.

Mas não só.

A revanche da oferta de R$ 30 milhões a mais do que a FPF receberia por seu campeonato estadual da concorrente tem lá a mesma promiscuidade que se vê na Globo.

O que não torna menos espantoso que a FPF opte por um contrato de R$ 40 milhões quando tem uma oferta de R$ 70 milhões, o que permite especulações as mais diversas sobre comissões e coisas do gênero.

Mas o diretor de marketing do São Paulo, único clube que não aceitou a renovação do contrato com a Globo, Júlio César Casares, é também diretor da Rede Record de Televisão.

Mil outros exemplos poderiam ser dados aqui, mas basta dizer, para não cansar o leitor, que tudo faz parte de um mesmo drama: há profissionais de um lado e "amadores" do outro.

Enquanto for assim, nada mudará, nem de um lado, nem do outro.

Com a agravante de vermos o "jornalismo" usado como meio de alavancar negócios, o que é deprimente.

 

Por Juca Kfouri às 14h54

Sem Samuel nem Lionel, sorte de Abel

A exato um mês da tão aguardada estréia no Mundial de Clubes da FIFA, Abel Braga deve estar feliz com a bruxa que anda rondando o Barcelona.

Depois da contusão do atacante camaronês Samuel Eto'o, que recentemente sofreu uma cirurgia no joelho, agora foi a vez do craque Lionel Messi entrar na lista de desfalques certos para o Mundial. 

No jogo de ontem contra o Zaragoza, pelo Campeonato Espanhol, Messi quebrou o quinto metatarso do pé esquerdo e precisará ser operado.

O tempo estimado de afastamento será de cerca de três meses.

 

Por Juca Kfouri às 12h29

A beleza da verdade

O texto abaixo foi publicado no jornal lisboeta "A Bola", tradicional diário esportivo português.

É do mesmo autor, Jorge Olímpio Bento, já publicado neste blog, à guisa de tratar da complacência da arbitragem com a violência dentro dos gramados.

Da beleza e da verdade ausentes

Jorge Olímpio Bento

Diz-se que a beleza é a sombra de Deus na terra.

E Platão definiu a verdade como a beleza no seu máximo esplendor.

Ambas as asserções estabelecem uma ligação causal entre a beleza e a verdade; e, ao mesmo tempo, relacionam a mentira e a fealdade, sugerem que saem da barriga uma da outra, que há um cordão umbilical a unir as duas.

Assenta nos pilares da beleza o Mundo que vemos crescer e impor-se à nossa volta?

É o belo que constitui a marca evidente do tempo em que vivemos?

Irradia beleza o País que estamos a construir?

Nem o Mundo nem o País são uma entidade resultante de golpes de magia, de anseios, desejos e ideais utópicos e generosos ou da abstracção fantasiosa. Um e outro são a expressão concreta do modo de funcionamento dos diferentes sectores e actividades que os perfazem.

É de beleza e verdade o contexto social que, já não na calada da noite, mas à luz do meio-dia, se implanta com armas e bagagens e toma posse absoluta e desumanizante da nossa vida?

É de beleza e verdade o comportamento da economia, da banca e dos demais segmentos económico-financeiros?

É bela a conduta fiscal das empresas, das associações comerciais e profissões liberais?

São belos os princípios que subjazem ao pensamento neoliberal?

É de beleza e verdade a atitude com que nele são encarados os trabalhadores por conta de outrem, os desempregados, reformados, pobres e idosos?

São a beleza, a verdade e a recta intenção que presidem às leis de trabalho e liberalização dos despedimentos tão reclamadas e enaltecidas pelos arautos do mercado selvagem?

São a verdade, a beleza e isenção que determinam o relacionamento da comunicação social com o universo dos consumidores?

Inspiram-se na verdade e beleza a actuação dos políticos, a repartição de prebendas e sinecuras entre si, a vinculação a interesses e privilégios ocultos e dissimulados, a administração e legislação da coisa pública a favor de lobies e corporações privadas?

É belo o futebol?

Sim, é bela a coreografia das suas acções.

É belíssimo como jogo balizado pelo ideal desportivo e como palco de representação simbólica da trama da vida e da tentativa denodada de superação e sublimação dos instintos que moram dentro de nós.

É belíssimo enquanto campo de respeito e cultivo de princípios e normas de civismo que a todos nos obrigam.

É belíssimo quando a ética ganha forma resplandecente e corpo levitante com a ajuda do esmeril apurado da estética das emoções.

Mas é assim belo todo o futebol?

Não, não é; simplesmente porque nem todo tem nascedoiro no berço da verdade.

No plano da sua organização, negócio e mediatização muito do futebol é mentiroso, feio e falso.

Algum é até cobarde; tão cobarde que vive escondido e não tem coragem de mostrar às claras o seu rosto de desdouro.

Outro, pelo contrário, já assimilou de tal maneira a fealdade como natureza intrínseca que não tem qualquer rebuço em exibi-la publicamente, ufano e orgulhoso das suas vilanias.

Enfim há dimensões do futebol que parecem dispensar noções claras e firmes de demarcação entre verdade e mentira, beleza e fealdade, limpeza e sujeira.

Que contributo pode dar esse lado do futebol para um País moldado pela beleza e verdade?

Nenhum; ninguém pode dar o que não tem.

Por isso ele reforça a versão que está a ser edificada pelos outros sectores configuradores da Nação.

No País e no futebol beleza e verdade são, pouco a pouco, categorias ausentes. Estão bem um para o outro.

Ainda esperam os cidadãos pela verdade?

Não estão já conformados ao ludíbrio e falsidade?

No País e no futebol está a perder-se a verdade da palavra e do compromisso assumido.

A inverdade tornou-se existencial; estamos cada vez mais instalados na mentira, é dela que se parte.

Mente-se como se respira.

Porém a sociedade constitui-se na verdade; a que pratica a mentira condena-se à destruição e a desaparecer ou, no mínimo, agrava as dificuldades para resolver os seus problemas.

Jorge Olímpio Bento

 

Por Juca Kfouri às 11h45

12/11/2006

Poucos gols, muita gente

A 35o. rodada teve poucos gols, apenas 23.

Mas teve bastante gente, em média 16.066 torcedores por jogo.

O Serra Dourada, com 41.745 pagantes foi o estádio de maior público.

O Arruda, como era de se esperar, o de pior, mesmo assim com 4.359, para matar o São Caetano de inveja.

Registre-se que São Januário teve 19.764 pagantes pela Libertadores e o Palestra Itália 20.625 contra o rebaixamento.

E que o Beira-Rio continua vermelho, com 26.972 pagantes.

 

Por Juca Kfouri às 20h12

Quem cai para a Segundona

Com Santa Cruz e Fortaleza já rebaixados, sobram duas vagas.

O São Caetano, com 36 pontos, é o maior candidato, embora esteja em fase de reação.

Terá pela frente o Vasco (casa), o Paraná Clube (casa) e Flamengo (fora).

A Ponte Preta, com 38, ainda sonha.

Terá o Fortaleza, morto, fora, o Goiás (fora) e o Atlético Paranaense, em casa.

Podem cair, ainda, o próprio Atlético Paranaense (46 pontos), Palmeiras e Juventude (43) e Fluminense (40).

Mas, falemos sério, o Furacão não corre risco, a não ser matemático.

Já os outros precisam se cuidar, principalmente o Fluminense.

O tricolor enfrentará o Corinthians (fora), o Santa Cruz, morto, fora e o Palmeiras, em casa.

O Juventude terá o Palmeiras (casa), Fortaleza (casa) e Corinthians, fora.

Por Juca Kfouri às 19h38

Quem vai à Libertadores

Só o Figueirense, com 50 pontos, e olhe lá, pode se meter na briga entre Vasco (54) e Paraná Clube (53) pela última vaga na Libertadores.

Porque se os que têm 49 pontos, como Cruzeiro e Botafogo, ainda podem sonhar, por que Corinthians e Goiás, com 48, também não poderiam?

Mas não podem. Ou podem, mas não devem. Ou devem, mas não conseguirão.

Ao Vasco falta enfrentar o São Caetano (fora), o Santos (casa) e o Figueirense (fora).

Nenhuma moleza.

Ao Paraná Clube falta jogar contra o Inter (casa), São Caetano (fora) e São Paulo (casa).

Também não tem moleza, mas são adversários com situações mais definidas que os do Vasco.

Por Juca Kfouri às 19h29

Grêmio garantido, São Caetano sobrevive e São Diego salva

Ao ganhar do Atlético Paranaense por 3 a 2, na Arena da Baixada, o Grêmio praticamente garantiu-se, ao menos, na chamada pré-Libertadores.

Uma façanha para quem veio da Série B, sem dúvida.

O jogo mostrou um time gaúcho perseverante e um time paranaense com muitos problemas em sua defesa, um convite aos gol de cabeça do Grêmio.

O Furacão poupou seus titulares porque joga com o Pachuca nesta quarta-feira e teve Dagoberto de volta, que jogou bem.

Ao derrotar o Santa Cruz por 3 a 0, no Arruda, o São Caetano ainda sobrevive, ao contrário do tricolor pernambucano e do Fortaleza, matematicamente já rebaixados.

E ao triunfar sobre o Botafogo por 2 a 1, no Palestra Itália, o Palmeiras respirou, além de quase matar as chances cariocas de chegar à Libertadores.

Os botafoguenses têm por que reclamar, porque o segundo gol paulista, de Eníton, foi em impedimento.

E os palmeirenses têm novo ídolo, São Diego Cavalieri, grande responsável pela vitória que começou com gol de Edmundo, ainda no primeiro tempo.

Gol que transformou Edmundo no terceiro maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro, com 135 gols, um a mais do que Zico.

O primeiro artilheiro é Roberto Dinamite, com 190 gols e o segundo é Romário, com 152.

 

Por Juca Kfouri às 19h15

Fla não ajuda, mas Flu não precisa

O Flamengo levou uma traulitada da Ponte Preta, 3 a 0, em Campinas.

Jogo que serviu, também, para calar a bobagem de perseguição do time campineiro, que bateu três vezes o pênalti que lhe deu o segundo gol (o primeiro também tinha sido de pênalti) e que havia sido defendido duas vezes por Bruno, este goleiraço.

A Ponte sairia da zona do rebaixamento, não fosse um detalhe: o Fluminense, enfim, venceu.

Aos trancos e barrancos, levando sustos, mas, justiça seja feita, jogando melhor que o Cruzeiro, no Maracanã.

Evando, aos 42 minutos do primeiro tempo, foi o salvador da pátria tricolor, que havia 12 jogos  não comemorava uma vitória.

Mas antes tarde do que nunca.

 

Por Juca Kfouri às 17h14

A nova epopéia, em Floripa

Onze contra 11, o desfalcado Figueirense dava um vareio no Corinthians, em Florianópolis.

Com menos de sete minutos já havia obrigado o goleiro Marcelo a fazer dois milagres e a Marinho e Magrão a levar um cartão amarelo cada um.

Em seguida, Marinho levou o vermelho e depois dele, Marcus Vinícius, também levou o dele.

Com justiça em ambos os casos e ainda no primeiro tempo.

Aí, por incrível que pareça, 11 contra 9, como no jogo contra o São Paulo, o Corinthians até jogou melhor e criou também chances de gol.

Não tantas como o time catarinense que, como era natural, mandou no segundo tempo e teve um pênalti não marcado, porque Rodrigo Paulista exagerou na queda.

Mas encontrou o goleiro Marcelo pela frente e sentiu a falta de Cícero e Schwenck.

Resultado: mais um empate corintiano com sabor de vitória e um empate do Figueira com sabor de derrota.

Por Juca Kfouri às 17h10

Como um tetracampeão

O São Paulo foi ao Serra Dourada e passeou.

Com menos de 20 minutos já vencia por 2 a 0, placar final, um golaço de Mineiro, de fora da área, e outro de Fabão, aos 18, de cabeça.

O tricolor jogou como um campeão.

Mesmo sem Rogério Ceni, mas com Bosco, sempre atento quando é preciso.

E com um grupo de atletas que sabe o que fazer em campo e o que fazer com a bola, sem ninguém que deixe a desejar.

Na reta final, o São Paulo não tem tratado de apenas assegurar o tetra que a cômoda vantagem lhe garante.

Tem jogado bem, com atuações agradáveis de serem vistas.

São Paulo e Inter, campeão e vice-campeão, honram as tradições do futebol brasileiro.

Por Juca Kfouri às 16h58

Brasileirão na Cultura

Não será surpresa para este blog se, a exemplo do que aconteceu na Copa das Confederações-2005, o Campeonato Brasileiro-2007 for transmitido, conjuntamente com a Rede Globo, pela Rede Cultura de Televisão.

 

Por Juca Kfouri às 14h11

Mensagem de um gigante

A propósito de comentar minha coluna de hoje, na "Folha de S.Paulo", cujo título é "O gato. E os ratos", recebi a mensagem que transcrevo abaixo.

O autor foi um dos melhores jogadores da história do basquete nacional, o extraordinário pivô do Palmeiras e do Sírio, Menon, campeão mundial pela seleção brasileira em 1963, no Maracananzinho.

Menon foi, também, o porta-bandeira da delegação brasileira nas Olimpíadas de Munique, na Alemanha, em 1972.

Hoje, aos 62 anos, é médico endocrinologista em São Paulo, do alto de seu 1,98m.

 

Prezado amigo Juca,
 
Li sua coluna de hoje - domingo -  (alias, como faço sistematicamente) e, como sempre, de excelência inquestionável.
 
Apenas como curiosidade,  quero confessar que fui gato ao contrario.
 
Explico melhor:
 
Com 15 anos de idade e a estatura que beirava a atual, sofria, e muito, a crueldade dos adolescentes que faziam parte do meio ambiente em que vivia. 
 
Bambu vestido, espanador da lua, pau de virar tripa e outros apelidos inerentes ao meu tamanho, alem do aborrecimento,  jogavam-me na zona do complexo do homem alto.
 
Fui convidado a jogar basquete na equipe infantil do Palmeiras.
 
No primeiro dia de treino, me deparei com a altura dos integrantes daquela categoria, e, por serem muito mais baixos do que eu, rapidamente menti a minha idade.
 
"Tenho 16 anos", eu disse.
 
Essa idade, integrava a equipe juvenil, onde os atletas eram mais altos e, portanto, não me sentiria um peixe fora da água. 
 
Iniciei os treinamentos, com os quais comecei a aproveitar o tamanhão e me destacar.
 
O técnico era o Sr Tulio di Grado, que foi meu mestre nos fundamentos do esporte.
 
Chegou o momento da inscrição na federação, ou seja, documentos a serem enviados.
 
A ansiedade era gigantesca.
 
Mesmo assim, enviei a documentação correta.
 
Para a federação, jamais seria problema inscrever atleta com menor idade do que a categoria exigia.
 
Foi o que aconteceu.
 
Fui inscrito no juvenil tendo idade para jogar no infantil.
 
No ano seguinte fui promovido para a equipe principal e restante você já sabe.
 
Para finalizar, quero dizer que o nosso basquete continua muito mal.
 
As noticias sobre o campeonato nacional, estampadas no mesmo caderno de esportes, nos deixam cada vez mais desanimados.
 
Grande abraço.
 
Menon

Por Juca Kfouri às 13h43

Justiça confirma São Januário

A eleição para o Conselho Deliberativo do Club de Regatas Vasco da Gama está confirmada para segunda-feira (13/11), a partir das 9 horas da manhã, na sede de São Januário.

A Desembargadora Cristina Tereza Gaulia garantiu o efeito suspensivo à medida cautelar concedida em Primeira Instância a membros da oposição que transferia a eleição para a sede do Calabouço a menos de 48 horas do pleito.

A Desembargadora considerou que “se a sede de São Januário não fosse segura não poderia realizar jogos de futebol com a presença de torcedores e associados”.

Por Juca Kfouri às 12h36

As meninas do vôlei são sensacionais

E a seleção brasileira feminina de vôlei chegou invicta às semifinais do Mundial no Japão.

Derrotou as poderosas russas, algozes nas últimas Olímpiadas, por 3 a 1.

Ambas já estavam classificadas e devem fazer a final, mas de amistosa a partida não teve nada.

Até provocações houve por parte das russas na comemoração de um ponto, prontamente repelidas pelas brasileiras.

Ninguém foi poupado, com exceção da oposto russa Sokolova, com uma lesão na coxa esquerda.

O primeiro set já disse o que seria o jogo: 27 a 29 para as russas.

O segundo foi surpreendente.

Com um saque perfeito, as brasileiras demoliram as adversárias, por arrasadores 25 a 14.

Parecia coisa liquidada e deu até para desconfiar que as russas fariam como fizeram os norte-americanos nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, quando entregaram um jogo para o Brasil que não lhes importava e aniquilaram a seleção na disputa da medalha de ouro, por fáceis 3 a 0.

O time brasileiro, relaxado pela vitória anterior, imaginou que seria fácil.

Mas as russas não estavam dispostas a fazer o mesmo.

E endureceram demais o terceiro set, derrotadas apenas por 27 a 25.

Finalmente, no quarto set, nova pedreira, quando as provocações tomaram conta e o clima de tensão chegou ao auge.

Mas as meninas de José Roberto Guimarães, frias e concentradas, venceram por 25 a 22.

De tirar o chapéu.

A lamentar apenas a briga entre membros de um grupo de torcedores que se identificavam como da Gaviões da Fiel e um da Torcida Independente, do São Paulo.

A policia japonesa teve que intervir para evitar um linchamento do tricolor.

Cena típica de exportação da cafajestagem nacional.

Por Juca Kfouri às 12h17

O que é melhor?

O que você prefere:

1. Ver seu time mal na Primeira Divisão ou...

2. Ver seu time brilhar na Segunda Divisão?

Agradeço ao blogueiro Roger Dutra que deu a idéia.

Por Juca Kfouri às 12h11

Para pensar

Transcrevo a coluna de hoje do Editor-Chefe do diário "Lance!", Luiz Fernando Gomes, sobre as relações entre a TV e o futebol em São Paulo.

Trata-se de um belo pontapé inicial para se retomar uma discussão que não vem de hoje.

E com o mérito de ser assinada por um jornalista independente, sério, honesto, sem nenhum interesse na questão que não seja o que possa ser melhor para o futebol.

A empresa que edita o diário "Lance!" não tem nem TV aberta nem por assinatura.

 

Luiz Fernando Gomes   

 
GUERRA NA TELINHA
 
 Os direitos de TV e o futebol que se quer
 
 
 lfgomes@lancenet.com.br 
 
 
O imbróglio em que se meteu a Federação Paulista de Futebol, por conta das negociações dos direitos de transmissão de TV do Campeonato Estadual, até 2010, é mais um retrato da falta de profissionalismo que ronda a gestão esportiva no Brasil.
Em um país em que a receita proveniente da televisão responde pela maior parte da arrecadação em vários clubes, tratar esse tema da forma como foi feita, e justamente no estado que tem o futebol mais rico, é, no mínimo, dar um tiro no pé.

Como discutir contratos em uma reunião de conselho arbitral em que o assunto nem constava da pauta encaminhada aos clubes? Pior: qual a razão de o presidente Marco Polo Del Nero, mesmo sabendo que uma segunda emissora - a Rede Record - estava disposta a apresentar uma proposta alternativa a da Globo, optar pelo caminho, digamos, mais fácil, de colocar o acordo em votação e buscar a unanimidade de aprovação sem que muitos presidentes soubessem sequer os termos detalhados daquilo que estavam assinando? Só o São Paulo - sempre o São Paulo - resistiu. O Santos e o Marília, ausentes, não participaram da votação.

Mas tudo poderia ser evitado.

Bastava seguir a cartilha.

A renovação dos direitos está por vencer? Primeiro, define-se o modelo do negócio. Um pacote de TV aberta e por assinatura, internet, sms etc ou lotes dividindo os canais de exibição? Depois, marca-se uma data para a apresentação de propostas, como em qualquer processo de concorrência. E gasta-se um tempo avaliando essas propostas - a federação, os clubes, cada interessado a seu modo.

O passo seguinte é convocar uma assembléia geral - ou um conselho arbitral, como no Brasil - para, em uma discussão conjunta, esclarecer todas as dúvidas. Mas tem de ser uma reunião convocada às claras, com pauta pré-definida e, por que não, com a participação dos autores das propostas. Não dá para botar o tema no item dos assuntos gerais.

Só aí, com tudo em telas limpas, se coloca o tema em votação. E, por fim, concede-se a quem tem a prioridade de renovação - se alguém tiver - o direito de exercê-la, cobrindo a proposta selecionada.

Em qualquer lugar do mundo, é assim que funciona. Simples, muito simples. À prova de desgastes, suspeitas e confusão - tudo o que a FPF conseguiu arrumar ao recomendar a toque de caixa a aceitação dos R$ 40 milhões da Globo, contra os R$ 70 milhões oferecidos pela Record.

Espera-se que a reunião desta terça-feira - convocada pela federação depois que matéria deste LANCE! revelou os termos da proposta da Record que não foi analisada - sirva, ao menos, para que a decisão tenha alguma base para ser tomada. Seja ela qual for.

Que os clubes decidam, de fato, o que é melhor para o nosso futebol. E que a federação não se transforme, como o Clube dos 13, num mero (mau) corretor de direitos televisivos.
 
 
 

Por Juca Kfouri às 11h55

Falcão x Zico, o retorno

Exatamente quando o relógio marcava 1h30 da madrugada deste domingo, enquanto acompanhava Brasil x Rússia pelo Mundial de vôlei feminino, lembrei da sondagem do "la Repubblica" sobre os 10 melhores jogadores brasileiros que atuaram ou atuam na Itália.

Copiei o resultado.

A torcida rubro-negra está funcionando, como era de se esperar:

1. Falcao  25% 
 
2. Careca  12% 
 
3. Zico  24% 
 
4. Kakà  13% 
 
5. Ronaldo  7% 
 
6. Cafu  1% 
 
7. Cerezo  4% 
 
8. Aldair  3% 
 
9. Junior  10% 
 
10. Emerson   1% 
 

35827 voti alle 04:30
sondaggio aperto alle 07:27 del 03-11-2006

http://www.repubblica.it/speciale/poll/2006/sport/brasiliani_risultato.html


 

Por Juca Kfouri às 00h37

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico