Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

25/11/2006

Aos bravos lusos e aos lusos bravos

Quanto ao jogo de hoje, esclareço: tive dúvidas tanto sobre o segundo gol do Sport quanto sobre o pênalti para a Lusa.

O segundo gol do Sport, de fato, foi marcado em impedimento, embora tenha havido imediatamente antes um lance que poderia ter sido interpretado como pênalti (mão na bola ou bola na mão do defensor luso?) e não tenha havido falta alguma no goleiro, que foi a reclamação dos jogadores.

O pênalti, de fato, existiu. O "beneficiado" escrito na nota anterior fica por conta de que é raro um árbitro dar um pênalti como o acontecido nos minutos finais e contra o dono da casa.

Quanto à famosa arbitragem do argentino Javier Castrilli, nas semifinais do Campeonato Paulista de 1998, leia, abaixo, o que escrevi no dia seguinte na "Folha de S.Paulo".

Pena que não tenha o "Cartão Verde" daquele domingo, quando cheguei a propor que o Corinthians pedisse a realização de novo jogo porque aquele tinha sido uma vergonha.

Escândalo internacional

27/04/98

JUCA KFOURI

Não há jeito para a Lusa. Quando vem um árbitro estrangeiro sem nenhuma tradição em prejudicá-la, no derradeiro instante, uma jogada normalíssima vira o pênalti que a desclassifica, embora o segundo gol luso também tenha sido duvidoso.
E um jogo eletrizante, que merecia qualquer placar, vira uma vergonha, como será vergonhosa a absolvição de Marcelinho para jogar a final.
Será que o "uno-cero-cero" chegou a Buenos Aires?
O "melhor campeonato do mundo" vai terminando como merece, em ritmo de escândalo internacional.
A ironia é que as outras três arbitragens foram ótimas.

Por Juca Kfouri às 19h20

S.O.S. Campinas!

 

Vinte e oito anos atrás, em 1978, a revista "Placar" estampava em sua capa a foto de uma "seleção" de Campinas.

Com seis jogadores da Ponte Preta, vice-campeã paulista do ano anterior e, também, do ano seguinte, e cinco do Guarani, campeão brasileiro daquele ano.

Um timaço: Carlos, Oscar, Mauro, Polozzi, Zé Carlos e Odirlei, em pé; Lúcio, Renato, Careca, Zenon e Tuta.

Desses, Carlos, Oscar, Polozzi, Zé Carlos, Renato, Careca e Zenon fizeram história.

A maioria revelada lá mesmo, em Campinas.

De muitos anos para cá a situação mudou.

Dramaticamente.

Numa das regiões mais ricas do país, Macaca e Bugre foram assolados por espertalhões que simplesmente vampirizaram suas forças.

E hoje o Guarani caiu para a Terceira Divisão brasileira.

E amanhã, muito provavelmente, a Ponte Preta cairá para a Segunda.

O nome que "Placar" deu ao time hipotético que montou era Campinas F.C., que acabou sendo o dado por Careca ao clube que fundou e que ainda não fez o sucesso que ele esperava.

Talvez esteja aí uma solução, polêmica, dolorosa, delicada, complexa: juntar tudo num clube só, com o nome da cidade, de uniforme branco com uma faixa verde atravessada no peito.

Porque Campinas pode, se seu futebol for tomado por profissionais, não por espertalhões.

Por Juca Kfouri às 18h23

Lusa se livra, Bugre não

O Guarani goleou o Vila Nova, em Goiás, 5 a 1, mas morreu abraçado com o time goiano.

Já a Portuguesa, no Recife, saiu atrás do Sport, empatou 1 a 1, empatou 2 a 2 e, aos 44, beneficiada por um pênalti, fez 3 a 2 com Alex Alves e escapou da Terceira Divisão.

Muito pouco, é claro, mas dramático pelas circunstâncias.

São Raimundo e Paysandu também caíram para Série C.

Por Juca Kfouri às 17h10

O que é do Mecão nem o Galo come não!

E o América conseguiu!

No Mineirão lotado.

Saiu atrás, tomou 2 a 0, diminuiu com Paulo Isidoro e, aos 35 minutos, quando o Paulista já vencia o Brasiliense, como era de se supor, e se classificava, eis que Max fez o gol do empate, o da classificação do Mecão.

E interrompeu uma série de 12 vitórias do Galo em casa.

Mas o Mecão fez por merecer, muito mais ligado em Belo Horizonte do que esteve em Natal no sábado passado.

E mereceu pela campanha que fez e pelos esforços dos últimos tempos.

O nordeste tem três representantes na Série A.

Que tenham vindo para ficar.

Por Juca Kfouri às 17h01

Atenção! Vírus!

Há um e-mail circulando por aí, supostamente meu com uma charge do Humortadela, que não é meu e tem vírus.

Portanto, não abra.

Por Juca Kfouri às 12h33

Tio Sam se curva

Não teve nem graça.

E até podia ter porque, afinal, sábado sempre é dia de dormir até mais tarde.

Mas o time brasileiro aniquilou o norte-americano em pouco mais de uma hora.

Foi tão fácil que nem fez sentido um acompanhamento assim, ponto a ponto.

Um baile, um show de saques, bloqueios, cortadas.

Três a zero para fazer os sobrinhos do Tio Sam irem chorar no colo da tia: 25/19, 25/18 e 25/23.

Verdade que no terceiro set eles deram um calorzinho, só para irritar o Bernardinho, e chegaram a empatar 16 a 16, 17 a 17, 18 a 18, 19 a 19, 20 a 20, mas foi tudo.

O Brasil abriu 22 a 20 num bloqueio duplo e aí levou o jogo até o fim, na boa, sem sofrimento.

Por Juca Kfouri às 02h21

Sorria, é a reação do Bahia!

Bom dia!

Você está na Bahia!

Eis aí uma imagem da passeata de ontem, quando cerca de 50 mil tricolores tomaram o centro de Salvador, na maior manifestação de protesto já feita por uma torcida neste país.

Que seja um marco de reconstrução do Bahia.

E um exemplo para os demais torcedores brasileiros.

Sem violência, na paz, e com toda a indignação que o torcedor tem direito de manifestar quando roubam sua paixão.

Por Juca Kfouri às 02h04

24/11/2006

Devolva meu Bahia!

Acabou a manifestação.

Cerca de 50 mil torcedores, (segundo a Polícia Militar), em paz, na praça Castro Alves.

Foi exigida a renúncia da diretoria.

Se, na semana que vem, a renúncia não acontecer, haverá novas manifestações.

Resta dizer que jamais, repita-se, jamais uma torcida fez manifestação semelhante no Brasil.

Parece até o começo da campanha pelas "Diretas Já!", em 1984.

Por Juca Kfouri às 19h05

Bora, Bahêeeea!

Neste momento, cerca de 10 mil torcedores do Bahia estão na avenida 7 de Setembro, em Salvador, atrás de um trio elétrico, em paz, indo em direção à Praça Castro Alves, que é do povo.

Na praça, onde se espera ainda muito mais gente, haverá a leitura de um manifesto ("Devolva meu Bahia!") exigindo a renúncia do atual presidente do clube e do grupo que o sustenta.

Eis um exemplo a ser seguido por todos os torcedores insatisfeitos com a direção de seus clubes.

Como se dizia antigamente, "torcedor, unido, jamais será vencido!".

 

Por Juca Kfouri às 17h41

Avante!

Flávio Conti liga.

E reitera: "Nosso movimento é apolítico. Como donzelas (brinca) estamos ouvindo todo mundo. Vamos conversar com o Della Monica, com o Belluzzo, com todos."

E ainda convidou este blogueiro para almoçar também.

Mas, advertiu: "Apenas como jornalista, porque como corintiano entre mudo e saia calado."

Agradeci a atenção.

E desejo que tudo dê certo, porque um Palmeiras grande engrandece todos os rivais.

Mas não vou não...

Mudo, calado?

E eu lá sou capaz?

Por Juca Kfouri às 17h09

Avanti, Palestra?

Adivinha com quem o grupo de publicitários liderados por Flávio Conti, os idealizadores do "Avanti Palestra", estava almoçando hoje no Rubayat, tradicional churrascaria paulistana?

Adivinhou?

Com ele mesmo, Mustafá Contursi.

Avanti?


 

Por Juca Kfouri às 15h55

23/11/2006

Só não vai quem já morreu

É hoje!!!

Com saída às 16 h do Campo Grande em direção à famosa Praça Castro Alves, que é do povo, a torcida do Bahia, na paz, fará uma enorme manifestação popular pela renúncia de Petrônio Barradas, do grupo de Paulo Maracajá, que há tantos anos infelicita o tricolor.


Por Juca Kfouri às 23h08

Dualib sabia de tudo

Alberto Dualib não poderá fazer como, em regra, os políticos fazem e alegar que não sabia do que se passava sob seu nariz.

O mesmo repórter, Wagner Vilaron, que ontem, no "Diário de S.Paulo", revelou que o ex-vice-presidente de Finanças do Corinthians, Carlos Roberto de Mello, em 2005, recebeu R$ 195 mil por serviços prestados ao clube por meio de uma empresa especialmente criada para tanto, mostra, na edição de hoje, que Dualib sabia da coisa.

E soube por duas fontes: pelo seu então vice-presidente Jurídico, Miguel Marques, que o alertou, exigiu sindicância e se demitiu ao não consegui-la, e soube por meio de uma auditoria contratada pelo próprio Corinthians.

Dualib não está em maus lençóis.

Está sentado num vulcão.

Por Juca Kfouri às 23h07

Nada além da obrigação

NÃO FEZ MAIS QUE A OBRIGAÇÃO

Por RENATO PENA

http://www.futmg.blogspot.com/

Logo depois do título da Série B, o presidente do Atlético, Ricardo Guimarães, declarou: “saio do Atlético com a missão cumprida”.

Percebo que várias pessoas concordam e, não satisfeitos em somente concordar com a frase, defendem a reeleição do atual presidente.

Diante disso, infelizmente, tenho de dizer que o atleticano tem memória curta.

O título conquistado não pode cegar a torcida.

O Ricardo Guimarães foi o grande responsável pela queda do Galo.

Voltar para a elite, era mais que sua obrigação.

Desde que não aconteça nunca mais, não é vergonha ser campeão brasileiro da segunda divisão.

Vergonha foi cair.

Já que caiu, nada melhor que voltar como campeão.

Há alguns anos e durante toda sua história, o Atlético brigou pelo título na primeira divisão.

Em 99, foi vice.

Em 2001 e 2002, ficou entre os primeiros.

Em 2003, no primeiro ano do campeonato por pontos corridos, por pouco o time não se classificou para Libertadores.

O que o Ricardo chama de “missão cumprida” deveria considerar obrigação.

Ninguém no Atlético pode se contentar com um título da Série B.

Nos seis anos como comandante do clube, Ricardo Guimarães colecionou fracassos.

Além de ter sido o presidente que rebaixou o Galo, o título da série B é o único no seu mandato.

Neste tempo, nem Campeonato Mineiro, o clube conquistou.

Com Ricardo Guimarães na presidência, o Galo perdeu, por incompetência, Ramon Menezes, atualmente no Vasco, e Cicinho, no Real Madrid, na Justiça.

Contratou vários jogadores sem condição de vestir a camisa do Clube Atlético Mineiro como, por exemplo, Ari, Zé Carlos, George Lucas, Walker, Fábio Baiano, Luís Mário, Emerson, entre muitos outros.

Vágner e Jamelli foram contratatos, mas não fizeram nenhuma partida pelo clube.

Em 2005, pela primeira vez em seus 98 anos, os jogadores, devido aos salários atrasados, fizeram greve.

Em 2004, o Galo se livrou do rebaixamento na última rodada.

Alguns meninos da base foram vendidos antes que pudessem dar retorno ao clube.

Os garotos Ramon, Renato e Bruno foram vendidos e até hoje não se sabe, oficialmente, para quem foi e os valores da negociação.

Enfim, para não dizer que tudo está errado e que nada de bom aconteceu neste tempo, hoje o Atlético tem um CT e um hotel para concentrar e com isso não precisa gastar com hospedagens.

Além disso, a base tem revelado mais e melhores jogadores.

Entretanto, isso é muito pouco para a grandeza do Clube Atlético Mineiro.

O Galo precisa de um presidente que saiba administrar e conquistar títulos.

A torcida merece.

Ainda bem que o atual presidente já declarou que não disputará a reeleição.

A torcida agradece.

Por Juca Kfouri às 21h34

Ainda, o Corinthians

Duas reportagens explosivas trazem de volta as mazelas do Corinthians às páginas esportivas, reportagens que também caberiam nas páginas policiais.

Uma da "Folha de S.Paulo", outra do "Diário de S.Paulo".

Na "Folha", os repórteres Eduardo Arruda e Rodrigo Mattos mostram como a neta do presidente do clube, Carla Dualib, faturou, só nas últimas semanas, R$ 866 mil em comissões para sua empresa de marketing esportivo, agora com a colaboração do ex-jornalista Flávio Adauto, um dos vice-presidentes do Corinthians.

E a empresa da neta de Alberto Dualib não tem mais contrato com o clube desde o começo deste ano.

Já o repórter Wagner Vilaron, do "Diário", revela como o ex-vice-presidente de Finanças, Carlos Roberto de Mello, recebeu, só no ano passado, R$ 195 mil do Corinthians, embora o estatuto alvinegro impeça que seus dirigentes sejam remunerados.

Mello recebia por meio de uma empresa que foi criada para prestar serviços ao Corinthians e não nega o recebimento, ao contrário, o justifica diante das provas de sua remuneração.

Tudo isso virou um inquérito policial que corre na 5o. Seccional do Tatuapé, lentamente, desde maio passado.

Investiga-se se as notas fiscais da tal empresa de Mello são frias ou quentes.

O nome da empresa é Goodwill e é o caso de dizer: haja boa vontade!

A confusão entre o ético e o legal é clara, mas, melhor do que isso, demonstra por que a cartolagem em geral é contra o chamado clube-empresa e a profissionalização dos dirigentes.

Porque, na verdade, a cartolagem é a favor das suas empresas, que exploram os clubes, e prefere o dinheiro em seus bolsos do que nos cofres das entidades.

Mais cristalino do que isso, impossível.

E daí tome discursos contra a Lei Pelé, contra a lei da gravidade e contra a imprensa, que insiste em revelar os podres de tais poderes.

Diante desses e de todos os demais absurdos que cercam o Corinthians nos últimos tempos, um grupo de conselheiros lançou o manifesto abaixo e convocou uma reunião para a próxima segunda feira:

"O CORINTHIANS VAI MUDAR"

O Sport Club Corinthians Paulista vive um dos piores momentos de sua existência, como a ninguém mais é lícito ignorar, tão evidentes são os sintomas e conseqüências da grave crise em que se debate.

Uma parceria desastrosa, que produziu uma avalanche de notícias na mídia mundial, desfavoráveis para o Clube, e para a comunidade corinthiana, para não dizer comprometedoras. Não somente no noticiário esportivo, mas o que é pior, até nas páginas policiais.

A imagem do Clube tem sido duramente agredida.

Além das derrotas no futebol - o que pode ser assimilado, por qualquer clube, ainda que com tristeza, porque são contingências da competição - o dramático são o caos e a anarquia que se estabeleceram e que vêm comprometendo a imagem e o profissionalismo do Clube, conquistados em árduos esforços ao longo de várias décadas.

A gestão MSI / Corinthians tem sido uma sucessão de crises, produzindo uma inacreditável caótica situação poucas vezes vistas no futebol.

Para esta anarquia, contribuíram os parceiros - hoje reconhecidamente "problemáticos", para dizer o mínimo - e também os Dirigentes do Corinthians, que, como os parceiros estão quase sempre ausentes, ou despreocupados, ou preocupados com coisas menores, e não com os verdadeiros e superiores interesses do Clube e de sua imensa e magnífica torcida!

Mas os problemas do Corinthians vão além dessa desastrada parceria.

E para resolvê-los, o Corinthians precisa mudar!

Desde logo, mudar a sua estrutura e forma de gestão, tornando-a mais democrática e transparente, permitindo maior participação do Conselho Deliberativo, dos sócios e dos torcedores.

Tem que mudar sua Administração, tornando-a clara, sem segredos, aberta ao conhecimento de todos os corinthianos. Sem "caixas pretas".

Tem que mudar, estabelecendo formas modernas de gestão, profissionalizando o futebol e afastando interesses menores.

Mudar, repita-se, significa democratizar e tornar mais transparente o Clube.    

É imperativo: o Corinthians precisa mudar!

E o Corinthians vai mudar, justamente porque precisa mudar!

Isto será feito com a indispensável contribuição dos corinthianos no fortalecimento do seu amado Clube!

Eis nossas propostas:

1 - Competência e Transparência

a) Devolver ao Conselho Deliberativo seus poderes estatutários, devendo ser  submetidos à sua aprovação todas as propostas e contratos, na íntegra, relativos a parcerias e patrocínios, assim como acordos ou atos negociais que possam gerar expectativas de lucros ou acarretar ônus de qualquer espécie ao Clube.
b) Todas as Vice-Presidências deverão cumprir plano de trabalho e respeitar os orçamentos previamente aprovados pelo Conselho Fiscal.
c) O orçamento do Clube será analisado e comprovado em todos os seus itens, anualmente pelo CORI e, a seguir, aprovado ou rejeitado pelo Conselho Deliberativo, no final de cada ano.
Eventuais prorrogações desse prazo poderão ser decididas pelo Conselho, em casos de comprovada excepcionalidade.
d) Será obrigatória em todos os níveis, a demonstração periódica das contas e respectivos documentos comprobatórios para a apreciação por comissão designada pelo CORI.

2 - Direitos e Impedimentos

a) O presidente e o vice, ambos eleitos pelo Conselho ou pelo voto do associado, só poderão pleitear uma reeleição;
b) Aos conselheiros e diretores em todos os níveis, será vedada a participação direta ou indireta como sócios, consultores ou empregados de empresas que tenham celebrado ou pretendem celebrar contratos de parceria e patrocínio do clube. Também não será permitido manter vínculos comerciais de qualquer espécie com o clube; 
c) Os impedimentos definidos no item anterior estendem-se aos parentes de conselheiros e diretores até o 3º grau de consangüinidade.

3 - Estatutos

Uma Comissão, designada pelo Conselho, deverá apresentar, em prazo razoável, anteprojeto de novos Estatutos e Regimento Interno do Clube. Os Associados, depois de analisado o anteprojeto pelo Conselho, poderão apresentar sugestões que possam aperfeiçoá-lo, dentro do prazo e outras exigências estabelecidos pelo Conselho.    

4 - Criação da categoria "Sócio do Futebol", estabelecendo-se a meta de conseguir 100 mil associados, pagando uma taxa de admissão no valor equivalente ao preço de dois ingressos "arquibancada" e uma taxa de manutenção mensal no valor de uma "arquibancada".

Ao se atingir 100 mil nessa categoria, dentre outras vantagens, os Associados do Futebol elegerão 100 membros do Conselho Deliberativo, conquistando expressiva e decisiva representatividade e influência nas decisões que afetam o Clube.   

Sob a égide desses princípios e compromissos é que trabalharemos com vistas à próxima eleição, em janeiro de 2007, em que serão eleitos 100 Conselheiros.

Reconhecemos que o atual processo de escolha é precário, quase antidemocrático, por isto é importante colocarmos nossas propostas e compromissos à consideração do conjunto de Associados do Corinthians.

Rubens Aprobato Machado            Antonio Roque Citadini         Waldemar Pires
mais 42 assinaturas

Reunião:  "O Corinthians Vai Mudar"
Data  -  27/11/06, 2ª feira, às 18:30 horas
Local - Rua XV de Novembro, nº 275, 9º andar  
          

Por Juca Kfouri às 15h41

Lembranças da "Invasão do Maracanã"

Para comemorar os 30 anos da "Invasão do Maracanã", quando 70 mil corintianos dividiram o estádio com a torcida do Fluminense, está sendo lançada uma coleção de camisas da época com o motivo da celebração nas costas, como se pode ver em três exemplos, o último deles numa jaqueta feminina.

 

 

 

Por Juca Kfouri às 12h27

Brasil fora da Copa Sul-Americana

O Atlético Paranaense voltou a jogar muito mal diante do Pachuca e está fora da final da Copa Sul-Americana.

Os mexicanos do Pachuca e os chilenos do Colo-Colo vão fazer a decisão e será no mínimo curioso ver norte-americanos, caso ganhe o time do México, serem campeões da Copa Sul-Americana, dessas coisas que nem ingleses, nem marcianos, jamais entenderão.

O Pachuca foi claramente melhor desde o começo do jogo, teve pelo menos três oportunidades para fazer gol no primeiro tempo e acabou surpreendido por uma falha de seu goleiro que valeu o gol brasileiro, achado, no fim dos 45 minutos iniciais.

Mas no segundo tempo o Atlético voltou todo recuado, sentiu a altitude e foi presa fácil para a virada do Pachuca, que ganhou de 4 a 1.

E ficou barato.

O Colo-Colo, ao vencer o Toluca, impediu que a final da Copa Sul-Americana fosse mexicana e mostrou que está recuperado.

O time chileno teve sua falência decretada em 2002, passou a ser administrado por um interventor, criou a Preto e Branco S.A., pôs ações na Bolsa chilena, manteve o clube e o estádio, pagou seus credores, teve a falência suspensa em março deste ano e montou um time competitivo, no qual brilha o meia Mati Fernández, de apenas 20 anos.

Mais popular e vitorioso clube chileno, o Colo-Colo é um bom exemplo para Flamengo, Corinthians, enfim, para o modelo de gestão encarquilhado do futebol brasileiro.

Já o futebol mexicano é francamente mais rico e organizado que o nosso, com bons estádios, ótimos gramados, como mais uma vez se viu no caso do Pachuca.

Por Juca Kfouri às 00h52

22/11/2006

Enganaram o Leão

Leão foi enganado.

Ou já sabe e finge não saber ou virará outra espécie de felino.

Não existe mais MSI no Corinthians.

A MSI era Kia Joorabchian, que quer, agora, cantar pelos lados da Gávea.

Renato Duprat, que intermediou a vinda de Joorabchian, e de Leão, para o Corinthians, diz que representa investidores que não existem.

E Alberto Dualib, em meio a um tiroteio sem precedentes entre seus vice-presidentes (os Três Patéticos), empurra com a barriga, com medo de anunciar o fim da parceria antes das eleições de janeiro, porque teria de se explicar.

E Leão é cozinhado pelas labaredas (não confundir com as alamedas, enlamaçadas) do Parque São Jorge.

Quer planejar o implanejável, se é que essa palavra existe.

Talvez não exista, como não existem mais nem Kia Joorabchian, nem MSI, que sumiram como se previa.

Nem Renato Duprat como representante de coisa alguma, a não ser de seus golpes, que o mercado, até o hospitalar, conhece bem.

Leão que ponha a juba de molho porque corre o risco de virar gato.

Quem sabe, então, passe a caçar ratos.

Por Juca Kfouri às 16h54

Da coluna do TOSTÃO, hoje, na Folha

TOSTÃO

Onda da mediocridade

Dunga pune Ronaldinho, colocando-o pouco tempo em várias partidas, em vez de ajudá-lo a jogar melhor



Nem sempre um time com craques forma um bom conjunto e ganha títulos, como aconteceu com o Brasil na Copa do Mundo de 2006.

Isso é obvio.

Mas é muito mais freqüente e fácil formar um grande time com vários jogadores excepcionais.

Isso também é obvio.

Preferir bons jogadores aos craques, com o argumento de que os atletas mais modestos correm mais e são mais aplicados taticamente, é uma exaltação da mediocridade.

Está evidente que Dunga não vai escalar juntos Kaká, Ronaldinho e Robinho.

As justificativas de que não deu certo na Copa do Mundo e de que o time precisa de três marcadores no meio-campo não convencem.

Os três juntos deram show na Copa das Confederações.

No Mundial, foi diferente.

Havia dois centroavantes, sem o Robinho.

Durante os três primeiros anos das eliminatórias para a Copa de 2006, sob o comando do Parreira, o Brasil jogou também com três marcadores no meio e foi muito mal.

Se Kaká, Ronaldinho e Robinho não derem certo após jogarem juntos várias partidas seguidas e nas suas posições corretas, obviamente, um dos três terá de sair.

Dunga disse que Ronaldinho Gaúcho precisa se adaptar à seleção.

Deve querer que ele jogue como Elano, apenas um bom e aplicado jogador, ou como Kaká, um craque, mas com características bem diferentes.

Cada um brilha do seu jeito.

Com seu futebol fino, bonito, técnico e de dribles desconcertantes, como deu no Dunga em um jogo pelo Campeonato Gaúcho -não quero insinuar nada-, Ronaldinho foi nos últimos anos, com exceção na Copa, o mais fascinante e o mais eficiente jogador do mundo.

E continua muito bem.

s seus três últimos jogos pelo Campeonato Espanhol foram excepcionais.

Em vez de implicar e punir o Ronaldinho, escalando-o pouco tempo em vários jogos, Dunga deveria tentar ajudá-lo para que ele jogue melhor na seleção, não tanto quanto no Barcelona, o que será quase impossível. Ronaldinho encontra no time espanhol as condições ideais para brilhar.

Por causa do fracasso em um torneio curto, mesmo sendo uma Copa do Mundo, parece que agora é proibido no Brasil dizer que o Ronaldinho é um supercraque, um dos maiores jogadores da história.

Todos os grandes craques tiveram momentos ruins.

Eles brilham intensamente quando as suas equipes vão bem.

Em duas Copas, Zico ficou longe do jogador espetacular que era no Flamengo.

Alguns atletas que se destacaram na Copa de 70 atuaram mal em 1966, até o Pelé.

Dunga foi injustamente chamado de grosso em 90.

Em 94, ele confirmou que era um excelente volante.

A onda é aplaudir tudo o que faz o Dunga, até barrar o Ronaldinho.

A invencibilidade de seis jogos do técnico é exaltada.

Muitos esquecem que o Brasil, com qualquer treinador, geralmente vence a maioria das partidas, mesmo jogando mal.

Perde quando, além de não atuar bem, enfrenta fortes seleções, como a França na Copa.

Dunga merece vários elogios por outros motivos.

Eu não gosto somente de vitórias.

Gosto também de bom futebol.

Contra a Suíça, um jogo fraquíssimo, a "nova pegada do time" e os discretos volantes Dudu Cearense e Fernando foram bastante elogiados pelo Galvão Bueno, pelo Falcão e por milhões de pessoas.

Elano, que poderá ser até titular e um bom coadjuvante, é agora insubstituível.

Um outro comentarista afirmou na televisão que Elano simboliza o conceito moderno de craque.

Desisto!


 

Por Juca Kfouri às 15h24

O protesto dos torcedores do Bahia

Nesta sexta-feira deve acontecer uma grande manifestação da torcida do Bahia para exigir a renúncia do presidente do clube, Petrônio Barradas.

Farta distribuição de panfletos em Salvador convoca o torcedor para o ato de protesto.

Que começará às 16h desta sexta-feira, com saída do Campo Grande em direção à famosa Praça Castro Alves, que é do povo.

A manifestação, pacífica, terá carros de som e trios elétricos, numa tentativa de recolocar o Bahia nos trilhos em 2007.

Por Juca Kfouri às 15h13

Crônica da Tragédia

Por ALLAN ARAUJO

Em 2005, o Santa Cruz iniciou um trabalho forte no futebol, formou uma forte diretoria de futebol que contratou Givanildo de Oliveira para treinador e formou um time forte com bons jogadores: Cléber (Atlético-PR), Andrade (Vasco), Rosembrick (Palmeiras), Carlinhos Bala (Cruzeiro) e Reinaldo (artilheiro da Série B 2005).

Porém, ainda durante o início do Brasileiro da Série B 2005, o vice-presidente e toda diretoria de futebol se afastaram do clube alegando incompatibilidades com o estilo truculento e centralizador do presidente.

Ainda assim, conseguimos subir e ter a melhor campanha (disparado) do campeonato.

Enfim, subimos porque o time já estava formado e Givanildo impedia que qualquer problema extra-campo afetasse a equipe.

Para a temporada de 2006, no entanto, a diretoria de futebol passou a ser formada por pessoas inexperientes e que jamais haviam dirigido um clube de massa, como o Santa Cruz.

Por exemplo, o presidente designou seu próprio filho (com cerca de 21 anos) para diretor de futebol.

Então, começam os desmandos:

- Givanildo anuncia que se tivesse proposta de um time de ponta, ele sairia. Por que, então, renovar com este treinador?

- Givanildo solicita renovação com a base da equipe de 2005. Entretanto, a diretoria perde grande parte dos destaques e renova com jogadores que tiveram rendimento insuficiente, mesmo na Série B.

Além disso, Givanildo solicita jogadores como: Ramalho (volante, São Paulo), Rafinha (meia, São Paulo), Marco Antônio (meia, São Paulo), Rômulo (centroavante, Ituano) e não é atendido em nenhuma de suas pretensões.


Assim, Givanildo resolveu aceitar proposta do Atlético-PR.

A partir daí, se inicia a derrocada tricolor.

No Campeonato Pernambucano vence o 1º turno apenas porque um jogador do Ypiranga perde um pênalti em outro jogo.

Mais tarde, é desclassificado da Copa do Brasil pelo Vitória-BA (que ainda sofria pelo rebaixamento à Série C), perde o Pernambucano para o Sport e, no Campeonato Brasileiro, não consegue ficar mais que cinco rodadas longe da zona do rebaixamento.

Durante este tempo, mais de 60 atletas fizeram parte do Santa Cruz (mais de 50 deles entraram em campo).

Além disso, a diretoria vendeu os dois últimos grandes jogadores remanescentes de 2005, Carlinhos Bala e Rosembrick.

E, pior, ninguém sabe por quanto eles foram vendidos, onde foi parar o dinheiro da transação e também não foram trazidas peças de reposição a altura.

E agora?

Como em 2004, se aproxima mais uma eleição no Santa Cruz.

Uma eleição que deverá ser marcada por ações espúrias, a exemplo da eleição no Vasco.

E o Santa Cruz Futebol Clube, historicamente entre as maiores torcidas do país, vai escrevendo capítulos cada vez mais tristes em sua história.

Estádio sucateado, divisões de base praticamente inexistentes, conselho inoperante, gestão centralizadora e sem transparência alguma, etc.

ONDE IREMOS PARAR?

O exemplo do que pode acontecer já foi vivenciado pelo Fluminense, Bahia, Vitória, e outros times que respeitável história no futebol brasileiro.

 
SALVEM O SANTA CRUZ!


Allan Araujo

Por Juca Kfouri às 14h55

A epopéia dos Aflitos

Por  GUSTAVO KRAUSE


O Náutico reescreveu a tragédia dos Aflitos.

Confirmou o conceito do jornalista e escritor Xico Sá segundo o qual o Náutico é "o mais grego dos times brasileiros", isto é, um time chegado à tragédia.

Verdade.

Pouco menos de um ano do fatídico 26 de novembro de 2005, o Náutico confirma o conceito.

Só que desta vez, é autor de uma epopéia.

Tanto a tragédia como a epopéia são heranças da poética e da arte cênica da Grécia antiga: na tragédia a estrutura da narrativa, a trama, assume formas em que o herói é punido, injusta e impiedosamente, por uma alteração brusca do destino, e morre no final, na epopéia, a narrativa épica consagra o herói que vence todos os obstáculos e triunfa no final.

Quem, como eu, acompanha, faz mais de cinqüenta anos, a trajetória da agremiação de Rosa e Silva, testemunhou outras epopéias e tem motivos suficientes para acreditar que no dicionário alvirrubro não existe a palavra impossível.

Querem ver?

Parecia impossível que em Pernambuco um dos três grandes que se alternam na supremacia do futebol, chegasse a conquistar um hexacampeonato.

Parecia impossível, mas o Náutico conseguiu.

Parecia impossível que, em 1974, o Náutico impedisse o hexa do notável time do Santa Cruz.

Eram necessárias quatro vitórias consecutivas.

O Náutico realizou um feito em que poucos acreditavam.

Parecia impossível que, em 2001, ano emblemático do centenário, o desacreditado Náutico conseguisse barrar a merecida hegemonia rubro-negra da década de noventa e evitasse que o hexa fosse para a Ilha.

O Náutico honrou suas tradições.

Parecia impossível que o Náutico, em 2004, superasse o trauma da trágica derrota para o Santa Cruz em 1993, e vencesse o campeonato com uma diferença de três gols, jogando no Arruda.

O Náutico venceu.

Parecia impossível que, diante de todas as adversidades, os abnegados alvirrubros reconstruíssem o estádio Eládio de Barros Carvalho e tornassem realidade o CT da Guabiraba, a incubadora de novos campeões, feitos em casa.


O Náutico ampliou seu patrimônio e fez renascer as categorias de base.

Parecia impossível que, depois, da derrota para o Grêmio, ano passado, o Náutico, dado por acabado pelos adversários e vitimado por sofrimento sem precedentes, superasse as dores e a profunda decepção que acometeram seus torcedores e, este ano, virasse esta página horrenda de sua história e voltasse à elite do futebol.

Mais do que uma batalha, o Náutico escreveu a epopéia dos Aflitos, o palco de grandes glórias.

Parecia impossível que, terminado o jogo, estivesse eu escrevendo um artigo que ratificasse o que houvera escrito no "Jornal do Commercio", dias depois do jogo contra o Grêmio, sob o título "O luto e a luta", com a firme crença de que a luta venceria o luto.

E venceu.

Foi uma obra coletiva que começou lá atrás com mérito para todos, em especial, para aqueles que vivem o tormento do dia-a-dia de um clube cercado de dificuldades por todos os lados.

Agora, é preciso compreender - alvirrubros, pernambucanos, nordestinos - que parece impossível para os clubes desta região permanecer na Série A.

A história tem se repetido num dramático sobe-e-desce.

E se repete porque a farsa predomina na estrutura do futebol brasileiro.

São dois brasis, desiguais, apartados, onde os mais ricos se alimentam do Bolsa-Esperteza e do odioso privilégio do Clube dos Treze.

A Série A mais parece uma grande festa de rico que convida uns pobrezinhos que compram roupa no crediário e pensam que estão abafando.

São meros figurantes da esbórnia com cara, roupa e jeito de palhaços.

Manter-se na elite do futebol brasileiro, portanto, parece impossível.

Esta será mais uma epopéia a ser escrita.

Para tanto, é preciso realismo, competência, organização e, sobretudo, a consciência de que a vitória será sempre uma obra coletiva com destaque para esta notável massa humana, a maravilhosa e resistente torcida, que dá vida ao nosso querido e glorioso Clube Náutico Capibaribe.

 

Gustavo Krause é consultor de empresas e conselheiro do Náutico.

Por Juca Kfouri às 14h50

Brasilllllll!!!!!!!

No primeiro set não teve jogo.

A Seleção Brasileira foi esmagadora, passou feito um Panzer sobre a Alemanha, em menos de 20 minutos; 25 a 13.

Para quem queria ir dormir, estava de bom tamanho.

Mas os alemães não estavam com sono.

Ao contrário, queriam jogar.

E jogaram a ponto de chegar a passar na frente no segundo set, em 14 a 13.

Bernardinho não gostou nem um pouco.

Não que ele também estivesse com sono, longe disso.

Estava acordadíssimo e ainda mordido pela derrota para a França.

A mesma França que a Alemanha derrotara.

Atrás no placar japonês, Bernardinho pediu tempo.

E acho que perguntou aos seus comandados se eles gostavam de viver perigosamente.

Que eles gostam, gostam.

Mas resolveram diminuir a braveza do treinador.

E retomaram o comando do jogo imediatamente.

E fecharam o set em 25 a 21, sem susto, apesar de terem dado 11 dos 21 pontos aos adversários, em 25 minutos. 

Olhei pro blog e combinei com ele: "no máximo às 4h15 encerraremos o expediente. Você descansa, eu durmo".

(Tinha acordado às 6h30 na terça-feira para fazer uma palestra na PUC de Campinas...)

Os germânicos chegaram a fazer 2 a 1 no terceiro set.

E empataram 4 a 4.

E 5 a 5.

Perseverantes mesmo, os alemães.

O tempo técnico obrigatório chegou com 8 a 6.

Para o Brasil, bem entendido.

E o alto-falante  do ginásio tocava "Mas que nada", de Jorge Ben Jor, dos tempos ainda em que era só Jorge Ben.

Os brancões empataram 8 a 8.

Mas foi tudo?

Mas que nada...

Porque novamente igualaram o jogo em 13 a 13 e em 14 a 14.

E passaram na frente, 15 a 14, os danados.

Bernardinho parou o jogo e os alemães estavam sorridentes, felizes da vida mesmo.

Já passava das 4h05.

E o tempo técnico obrigatório chegou com eles na frente, 16 a 15, em duas bobeadas de Giba que não matou o ponto fácil.

Fizeram 17 a 16.

E 18 a 17.

O 19 a 18 já foi verde-amarelo.

"Vamo Brasil, vamo Brasil, vamo dormir!"

20 a 18.

21 a 19.

André Nascimento erra o saque.

Literalmente, e isso são horas de errar saque?

22 a 20, para o Brasil.

A 21.

4h13.

O blog me olha desconfiado: "não vai cumprir?"

23 a 21.

Os alemães pedem tempo.

Não vou cumprir.

Mas o Brasil fecha o jogo em 25 a 22, às 4h16.

E em primeiro lugar do grupo.

A derrota para a França já é passado.

 

Por Juca Kfouri às 03h18

21/11/2006

Técnicos que ficam

É mais que sabido que os seis primeiros colocados do Campeonato Brasileiro têm pelo menos uma coisa em comum: seus técnicos comandam as equipes desde o começo do torneio.

E Mano Menezes já renovou seu contrato com o Grêmio até o fim de 2007.

Caminho que Muricy Ramalho também está em vias de percorrer no São Paulo.

Como Renato Gaúcho, no Vasco.

Abel Braga só sairá do Inter se quiser.

Como Vanderlei Luxemburgo, no Santos, e Caio Júnior, no Paraná Clube.

Será que os tempos começam a mudar no Brasil e os cartolas estão se convencendo de que trocar de técnico não é solução para nada?

Se a resposta for sim, estaremos diante de uma bela novidade.

Por Juca Kfouri às 21h28

Doe sangue que não dói

Leia, abaixo, um merchan do bem:

A torcida do Corinthians promete quebrar mais um recorde.

Em comemoração aos 30 anos da "Invasão Corinthiana ao Maracanã", em 1976, quando mais de 70.000 corinthianos invadiram o Rio de Janeiro para assistir a semi-final do Campeonato Brasileiro, o maior deslocamento humano em tempos de paz já visto pela humanidade, a ONG Corinthians para Corinthianos, em parceria com a Fundação Pró-Sangue, realizará uma campanha de doação de sangue junto com uma exposição sobre a Invasão.

Vamos promover uma nova invasão para ajudar o próximo!

Data: 03 - 12 - 2006 (Domingo)
Horário: 8:00 h às 14:00 h.
Local: Posto Clínicas - Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155, 1 andar (metrô Clínicas)
Disque Pró-Sangue: 0800-55-0300
Haverá a presença de ex-jogadores, alem da exposição e filmes sobre a Invasão Corinthiana de 1976.

E assim, além do mais, muitos outros brasileiros terão o sangue alvinegro correndo em suas veias...

Por Juca Kfouri às 21h17

20/11/2006

Muricy, o Telezinho

Telê Santana estaria muito feliz se ainda estivesse por aqui.

Afinal, não só teria visto o seu São Paulo ser tetracampeão brasileiro como, de quebra, teria visto o seu Galo voltar à Primeira Divisão.

Infeliz mesmo ele só estaria com as angústias de sua maior paixão, o Fluminense.

E Telê ainda teria um motivo a mais para estar alegre.

Adoraria ver no que se transformou seu auxiliar-técnico Muricy Ramalho, feito à sua imagem e semelhança.

Obstinado, perfeccionista, sério, decente e sem jogadas de promoção pessoal.

Mais: Muricy Ramalho passou ontem o dia e a noite dando entrevistas.

Em todas elas, quando perguntado sobre a importância do treinador num título, ele respondeu: 25%.

O técnico e sua comissão técnica têm 25% de participação, segundo ele.

Se duvidar, será boicotado pelas primas-donas entre nossos técnicos, aqueles que se vestem para sentar no banco como se fossem a um jantar formal e falam mais empolado que a própria empolação, em regra sem nenhum sentido.

Muricy disse também que mais importante que o dinheiro é a satisfação de realizar um trabalho bem feito.

Muricy Ramalho parece não ser do Século 21.

Mas tem cada vez mais o jeito de seu mestre Telê.

Um verdadeiro Telezinho, o diminutivo aqui empregado por carinho, não para diminui-lo, muito ao contrário.

Aliás, ele também disse que era só motivo de orgulho ser tratado assim.

Por Juca Kfouri às 23h52

Para pensar...

Dos 36 campeonatos brasileiros já disputados desde que foi instituído, em 1971, nada menos que 21 foram conquistados por apenas cinco clubes.

Os, por coincidência (?), cinco clubes de maior torcida no país: Flamengo (cinco vezes), Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco (quatro vezes, cada um).

Os outros 15 títulos foram distribuídos entre 11 clubes: Inter (três vezes); Grêmio (duas); Santos (duas); Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Coritiba, Guarani, Cruzeiro, Bahia, Fluminense e Botafogo.

Quem propõe a reflexão é o blogueiro Conrado Giacomini.

Será uma tendência que ganhará força nos próximos anos ou uma coisa não tem nada a ver com a outra?

E, por favor, deixemos de lado a polêmica se o Flamengo é o não penta ou se a Copa João Havelange foi ou não Campeonato Brasileiro.

Do mesmo modo, é ocioso polemizar em torno da antiga Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, como é perda de tempo considerar como campeões mundiais apenas os clubes que venceram os torneios da Fifa (ou não considerar o primeiro).

Este blog vê a história da maneira como vê e não mudará sua convicção, embora respeite os que vejam diferente.

 

Por Juca Kfouri às 12h51

19/11/2006

São Paulo entra para o seleto clube dos tetracampeões brasileiros

O São Paulo já é o único clube brasileiro tricampeão da Libertadores e tricampeão Mundial.

Agora é, também, um dos quatro tetracampeões brasileiros, ao lado de Palmeiras, Vasco e Corinthians.

Mais que eles só o Flamengo, que é pentacampeão.

O tricolor ganhou o título com duas rodadas de antecipação e bateu o recorde de público nesta temporada nacional, ao levar 68. 237 torcedores ao Morumbi.

Os números do São Paulo são indesmentíveis.

Foi o time que mais venceu, com 21 vitórias contra 19 da dupla Gre-Nal.

Foi o time que menos perdeu, com apenas quatro derrotas contra oito do Inter, em 36 jogos.

Foi o time que mais gols marcou, 64.

E só a defesa do Inter foi melhor, pois sofreu 31 gols contra 32 da defesa são paulina.

Mas o saldo de gols do tricolor é também francamente superior: 32 gols de saldo, contra 20 do Santos, o segundo melhor.

Desde que o Campeonato Brasileiro é disputado em pontos corridos, como no mundo todo, houve quatro campeões diferentes: Cruzeiro, Santos, Corinthians e São Paulo.

É de se notar que dos quatro campeões, três são de São Paulo, onde há mais dinheiro.

Mas dinheiro só não basta: há que ter estrutura, organização, coisas que o São Paulo tem de sobra.

Por Juca Kfouri às 23h05

Abaixo o racismo!

Hoje é o dia da "Consciência Negra".

Vivemos num país complicado.

Adoramos dizer que somos um povo miscigenado.

O que é verdade.

E gostamos ainda mais de falar que o racismo passa ao largo.

O que é mentira.

Basta ver os números para comprovar como ainda excluímos os negros.

Os negros que, além do mais, são os principais responsáveis pelas nossas vitórias no futebol.

Faço, abaixo, uma seleção dos melhores que vi jogar, com as inevitáveis injustiças:

Barbosa, Djalma Santos, Luís Pereira, Aldair e Júnior; Andrade, Cerezo e Didi; Mané Garrincha, Pelé e Canhoteiro.

Por Juca Kfouri às 23h03

A 36o. rodada

Os gols diminuem, o público segue em bom nível, para os padrões nacionais.

Foram 24 gols apenas, mas 15.632 torcedores em média.

Para tanto, contribuíram o recorde batido no Morumbi, com 68.237 tricolores paulistas pagantes, e os 28.476 tricolores gaúchos presentes ao Olímpico.

O pior público foi em Fortaleza, com 1.977 torcedores.

Por Juca Kfouri às 20h48

Vitória também sobe

Como humilhação pouca é bobagem, o mesmo Ferroviário, que enfiou 7 no Bahia na rodada passada, tomou de 4 a 0, hoje, no Barradão, do Vitória.

Vitória, que livre de Paulo Carneiro, garantiu sua subida à Segunda Divisão, ao lado de Criciúma e Ipatinga, estes, sem dúvida, com direito à comemoração.

O Bahia, que não se livra do esquema que há anos o infelicita, ainda sonha em ficar com a quarta vaga que, no entanto, está muito mais perto do Grêmio Barueri, quatro pontos na frente do tricolor baiano, ao faltarem duas rodadas.

Por Juca Kfouri às 20h44

Deu certo, Flu!

É preciso, agora, reconhecer.

O Flu tinha razão para ficar feliz com o empate diante do Corinthians.

Porque a Ponte Preta, mesmo no Presidente Vargas vazio e diante do já rebaixado Fortaleza, não teve competência para vencer.

E ainda, aos 26 do segundo tempo, tomou um gol do time cearense, embora em posição de impedimento do atacante Rinaldo que recebeu a bola e a cruzou para que o gol fosse feito por Jorge Mutt.

E no que deve ter sido o melhor jogo da noite, Botafogo e Goiás empataram 2 a 2, no Maracanã.

Por Juca Kfouri às 19h11

A sina do Santos

Só o time do Cruzeiro não percebia que o gol do Santos era uma questão de tempo.

Os mineiros tinham mais a bola, eram mais perigosos, exageravam no direito de errar passes e, a cada minuto, cediam mais espaços atrás.

O Santos ficava na dele, especulava aqui e ali, só na espreita.

E deu o xeque-mate, num brilhante cruzamento de Zé Roberto na cabeça de Kléber: 1 a 0,  aos 24.

A fatura parecia liquidada, mas, para azar do jovem e bom goleiro Felipe, aos 42, Gladstone bateu uma falta sem violência e a bola passou entre suas pernas.

E o Santos permanece sem vencer fora de São Paulo,  agora quatro pontos atrás do Grêmio, cujo time custa bem menos e cujo técnico, então, não recebe nem 1/5 do que ganha Vanderlei Luxemburgo.

Por Juca Kfouri às 19h06

Vasco e Paraná, cabeça a cabeça

O Vasco venceu, em São Caetano, 1 a 0.

O Paraná Clube venceu, em casa, 1 a 0.

O São Caetano está ferrado.

O Inter ainda pode ser, simplesmente, campeão mundial.

Nada vi do jogo do ABC e, em Curitiba, quase não houve futebol, esteve mais para poló-aquático, tanto que choveu, tão encharcado estava o gramado.

Ceará foi bem expulso por impedir claro lance de gol dos paranistas, ao contrário de Antônio Carlos, que defendeu com a mão em cima da linha em Caxias do Sul, e foi poupado pela arbitragem, o que pode ter custado a derrota do Palmeiras para o Juventude, 3 a 2, e a permanência da ameaça do rebaixamento.

 

Por Juca Kfouri às 17h12

Tetra é tetra! E ponto!

O espetáculo foi mais bonito nas arquibancadas que no gramado.

Recorde de público batido com mais de 68 mil tricolores no Morumbi, era natural uma certa ansiedade dos atletas dentro do campo.

E o São Paulo foi construindo aos poucos seu primeiro gol.

Mineiro teve a chance de fazer um golaço, mas o sem-pulo passou por cima do travessão.

O bandeirinha errou duas vezes contra o Atlético Paranaense e o goleiro do Furacão, Cléber, errou também, ao permitir que Fabão, com a cabeça, subisse mais que ele com as mãos para aproveitar o cruzamento de Souza e fazer 1 a 0, aos 25.

A festa que já era grande ficou maior quando, aos 12 minutos, Leonardo, de pênalti, fez 1 a 0 para o Paraná Clube diante do Inter, com 10 jogadores desde o primeiro tempo, em Curitiba.

O São Paulo até poderia perder que seria tetracampeão do mesmo jeito.

Mas para quem tinha sido tricampeão sempre fora de casa e sempre com empates no jogo final, perder, ou mesmo empatar, estava fora de cogitação.

Só que o segundo tempo foi ficando chato, monótono, como se fosse apenas para o tempo passar.

E daí veio o castigo.

Cristian pegou bem de fora da área, aos 34, e empatou o jogo.

Aos 39, Rogério Ceni teve que fazer milagre para impedir o segundo gol, que seria de Erandir.

É claro que o que vale é ganhar a taça e é melhor ser campeão até com derrota do que ser vice com vitória.

Mas o clima esfriou no Morumbi.

Ainda mais que a taça não estava, como deveria estar, no estádio.

Coisa de uma CBF que não entende nada sobre o coração do torcedor.

Ora, o que custava?

Qual o argumento?

Ah, o campeonato poderia não ter sido decidido.

É verdade, mas, e daí?

Em primeiro lugar, só no Morumbi poderia haver, como houve, um campeão.

Em segundo, caso não houvesse, recolhia a taça e traria no próximo jogo.

Fato é que foi preciso esperar terminar o jogo em Curitiba porque, em tese, o Inter ainda podia virar.

O que não aconteceu, depois de oito minutos de espera em São Paulo.

Bem, a taça fica para domingo que vem, no mesmo Morumbi, diante do Cruzeiro.

Agora é só comemorar.

Com taça, sem taça, com faixa, sem faixa, sem vitória, com empate, sem tri, com tetra!

 

Por Juca Kfouri às 17h05

A dupla K$K, o Flamengo e o Corinthians&MSI

As peripécias da dupla Kléber Leite/Kia Joorabchian já começam a fazer cabeças na imprensa.

Não as de sempre, apaixonadas por dinheiro, qualquer dinheiro.

Mas algumas apenas ingênuas, que buscam ver o lado bom das coisas, como se fosse possível quando a sociedade é feita com quem não tem escrúpulo algum.

O mesmo discurso de quando Kia Joorabchian chegou ao Corinthians e que teria sido legimitado com o tumultuado título brasileiro de 2005.

Soube que o ex-Márcio Braga vociferou na ESPN-Brasil contra as críticas aqui feitas à parceria ao afirmar "aqui é Rio de Janeiro, aqui é Flamengo, mando eu".

Custo a acreditar que ele possa reduzir a questão a um imaginário confronto entre Rio e São Paulo.

Primeiro porque soa tão pueril que mataria o antigo Márcio Braga de vergonha.

Depois porque parece que as coisas no Rio andam às mil maravilhas na gestão do futebol, que o digam o modelo Caixa D'Água, Eurico Miranda, Edmundo Santos Silva etc.

Para não falar da CBF, é claro, que mora na Cidade Maravilhosa, embora mal dirigida por um mineiro.

A quem, por sinal, Braga critica, mas recorre, atrás de empréstimos até para saldar a folha de pagamentos do Flamengo.

Ora, o Flamengo, assim como o Corinthians, é grande demais para suportar mais uma aventura.

A prova disso já está dada na insatisfação do atual elenco antes mesmo que alguns medalhões cheguem, coisa que só piorará à medida que desembarquem na Gávea.

"Craque a gente faz em casa", sempre foi o mote que levou o rubro-negro ao sucesso, ao título mundial de 1981, por exemplo, quando apenas dois dos campeões titulares não tinham sido formados por lá.

Repita-se: errar é humano, persistir no erro é burrice.

E está cada vez mais claro que a tal da MSI nem existe de fato, é mesmo clandestina.

A MSI é Kia Joorabchian que embarcou para Londres antes da Copa do Mundo e nunca mais voltou, como era de se prever.

"Ator de negócios", ele apenas representa os mais diversos, e nebulosos, investidores pelo mundo afora.

Tanto que, ao abandonar o Corinthians, vê outro aventureiro se apresentar como seu substituto, o tal Renato Duprat, em nome de uma sigla que é apenas uma sigla, nada mais que uma sigla.

Duprat que, registre-se sem nenhuma surpresa, além de ter contra si centenas de ações trabalhistas pela falência fraudulenta do Unicór que mantinha, só no Fórum Central Cível João Mendes Júnior, em São Paulo, tinha, até o dia 28 de agosto deste ano, nada menos que 42 ações contra si, cinco de despejo por falta de pagamento e as demais por execução de título extrajudicial.

O Corinthians, como se vê, segue firme na direção de se associar ao deslize e o Flamengo, que a tudo viu, vai pelo mesmo caminho.

Porque em São Paulo, no Rio, em Minas ou na Bahia, tudo é Brasil.

E quando a megalomania de Kléber Leite, com resultados que a massa rubro-negra também conhece, se junta à esperteza de Kia Joorabchian, basta ter olhos para ver o que acontecerá.

Braga, em vez de esgrimir argumentos que não honram sua inteligência, deveria, nessas alturas de sua vida de mais de 70 anos, pelo menos ter aprendido com Tancredo Neves, que ele tanto admirou: quando a esperteza é demais, acaba por comer o esperto.

Por Juca Kfouri às 10h18

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico