Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

02/12/2006

A oposição ganhou no Santa Cruz!

Com 1405 eleitores no total,  o candidato Edson Nogueira venceu a eleição no Santa Cruz.

Recebeu 731 votos, apenas 57 a mais que a truculenta situação que há anos infelicitava o tricolor pernambucano.

Leia, abaixo, o depoimento de um consciente, e eufórico, torcedor do Santa.

Por ARTHUR PERRUSI

Ganhamos a eleição no Santinha!

Incrível, mas ganhamos.

Estou borbulhando um riso louco.

Felicidade é eufemismo.

Estou ecumênico: olho até com simpatia rubro-negros e alvirrubros!

Ganhamos, caro Juca.

Contra todas as expectativas.

Contra alguns radialistas influentes.

Contra a fábrica de “sócios”.

Sim,   surgiu do nada uma quantidade imensa de uma nova modalidade de sócio: a “Maria Fantasma”.

Na hora, pensei que o Santinha era o clube mais feminista do Brasil!

Ganhamos!

Contra todas as intimidações.

Por míseros 57 votos!

Diz a paródia: uma pequena quantidade de votos, um gigantesco salto para o Santinha.

Nunca uma oposição, na história do clube, ganhou uma eleição.

Jamais.

Fizemos história.

Salvamos uma Nação.

O Santinha, depois de tanto tempo, voltou ao povo.

Fomos a vergonha nacional no campo; somos a vanguarda na política.

Hoje, o tricolor é o torcedor mais politizado do Brasil.

Avise à torcida do Bahia, aos vascaínos, aos teus corintianos, aos flamenguistas: há esperança!

Espalhe pelo Brasil que é possível, sim, vencer a cartolagem.  

Não é fácil.

Na verdade, é muito difícil.

Mas não tem segredo: precisa-se de muita mobilização e muita, muita mesmo, indignação.

Indignação: talvez o grande motor da revolução que aconteceu nas Repúblicas Independentes do Arruda.

Precisa-se de um blog, como o Blog do Santinha.

E de uma grande comunidade de internautas (olha aí a internet de novo, detonando status quo).

E de um sensacional e politizado grupo de forró, como a Sanfona Coral.

E de um agora grande dirigente (falo dirigente, não falo mais de... cartola), como Fred Arruda, nosso vice-presidente.

E, claro, mais do que claro, de uma torcida apaixonada. 

Ah, mas vocês estão rebaixados, já gritam vozes de outras cores.

E daí?!

Estamos rebaixados e... falidos, acrescento eu.

O desafio será gigantesco, os perigos de descaminhos, também.

Mas... e daí?!

Nesse momento, estamos embevecidos com a sensação maravilhosa de nos sentirmos em casa na nossa própria... casa!

Nós éramos seres estranhos no Arruda.

Nosso clube parecia uma casa mal-assombrada.

Ele estava morrendo.

Não tem coisa mais triste do que viver a morte de um clube de futebol.

Dói no coração, dói na razão, não tem jeito de esquecer.

Nossa indignação foi movida, também, pelo medo: nosso clube vai morrer.

Vão acabar com nosso clube.

Temos que tentar!

Das várias formas de ser digno, sobrou apenas uma dignidade para os torcedores brasileiros: a dignidade de tentar.

E conseguimos.

Incrível, mas conseguimos: o clube é nosso.

E, agora?

O que fazer?

O que vai acontecer quando o tempo da comemoração der lugar ao dia-a-dia do futebol?

Acho que a palavra-chave, como tudo na vida, é essa: tempo.

E, cá entre nós, temos tempo.

Ah, caro amigo, posso te dizer com confiança que, enfim, o tempo está a nosso favor...

Artur Perrusi

Por Juca Kfouri às 12h13

Está no Estadão de hoje

Dispensado, Leone acusa Leão


Zagueiro diz que greve do Corinthians foi iniciativa do técnico e dos jogadores experientes

Cosme Rímoli

O técnico Emerson Leão foi um dos mentores da greve de silêncio do Corinthians. Ele agiu junto com os jogadores experientes do clube. A afirmação é de um atleta que esteve no Parque São Jorge até ontem, André Leone. O zagueiro, um dos dispensados pelos dirigentes, disse mais: que o elenco não é tão unido quanto Leão gosta de demonstrar.

'Só os jogadores experientes e Leão ganharam com a greve. Os jovens que saíram dos juniores e aqueles que não estavam no time, como eu, só perderam com o silêncio. A gente queria falar e não podia. Até o meu pai me disse: 'Filho, você sumiu? Você ainda está no Corinthians?' Agora chega. Voltei a ser dono de mim mesmo', desabafou Leone .

O jogador de 28 anos mostra como há divisão de castas entre os atletas do Corinthians. Ele diz, no entanto, que isso é uma coisa normal nos clubes e que o time de Leão repete o modelo. Bem diferente do que acontecia no Goiás com Geninho - que recomendou a sua contratação.

'Para mim, tudo ficou claro na greve dos jogadores. Leão foi para o vestiário, depois da partida contra o Flamengo, dizendo que havia um repórter afirmando que o time estava fazendo corpo mole para tirá-lo do cargo', contou Leone. 'Era mentira. Mas logo os jogadores experientes disseram que precisávamos tomar uma atitude. Até porque o time estava perdendo e precisava criar algo novo', continuou. 'Os mais jovens e os que não estavam atuando concordaram. Só que a idéia foi dos mais experientes. Leão incentivou e os demais apenas concordaram.'

O zagueiro relembra como tudo aconteceu em Jarinu.'Chegamos a fazer um texto para explicar à imprensa do nosso jeito. Depois veio um diretor de cabelo branco e cara vermelha (vice de comunicação Flávio Adauto) com outro texto. Mas foi o Leão quem pediu para colocar os nomes dos jornalistas. Falou que era para deixar claro quem eram os que nos acusavam de sabotar seu trabalho. Aceitamos fazer do jeito dele.'

Leone relata que, com o time ganhando,os experientes queriam voltar a falar, com a desculpa de deixar os jovens aparecer. Então, os que estavam fora da equipe se revoltaram e quiseram continuar com a greve. 'O Leão até que tentou ajeitar as coisas, mas não houve acordo.'

 

Por Juca Kfouri às 11h56

ARRASADOR!!!!!

O Japão não gosta de vôlei.

Se faltasse mais uma prova depois dos ginásios vazios no Mundial feminino e no masculino até a semifinal, eis que hoje não teve mais desculpa: sábado à tarde em Tóquio e pouquíssima torcida,

O Brasil também não gosta.

Pelo menos no bairro que hospeda este blog.

Num horário bem razoável e com um sabadão pela frente, luz acesa só mesmo a do escritório do blog.

Não há de ser nada.

O primeiro tempo técnico do primeiro set entre Brasil e Sérvia e Montenegro registrou 8 a 7 para eles.

O segundo já tinha o Brasil na frente: 16 a 14.

Dali para o 19 a 15 foi um pulo.

E para o 22 a 17, outro.

Fechar em 25 a 19 aconteceu com absoluta tranquilidade, em apenas 18 minutos.

O Brasil começava bem, muito bem e com muita vibração.

Mas só um ingênuo otimista esperaria vida fácil numa semifinal dessas.

E os sérvios e montenegrinos fizeram nada menos que 8 a 2.

Um espanto!

E 10 a 3.

Coisa de louco.

O set estava perdido e só restava jogar por honra da firma.

Quando fizeram 14 a 6, metade dos pontos deles aconteciam por erros brasileiros.

E 16 a 8 na parada técnica.

Dava tudo certo para os azuis, tudo errado para os amarelos.

E os azuis fecharam o set com espantosos 25 a 15!

Antes do jogo, Bernardinho tinha reclamado da irregularidade da Seleção durante o Mundial.

O jogo era prova disso.

Mas o terceiro set começou em ritmo digno de um clássico entre os dois últimos campeões olímpicos.

E o Brasil fez 8 a 6.

Puro chumbo trocado.

Numa rara defesa, o Brasil abriu três pontos em 10 a 7.

E noutra defesa de Serginho, Ricardinho botou na mão de André que fez 11 a 7.

O técnico adversário parou o jogo.

Na volta, 11 a 9.

12 a 9.

14 a 10, beleza!

E 16 a 12 na segunda parada técnica, embora eles tenham feito o 13o. ponto e o juiz tenha dado fora uma bola que foi dentro.

O Brasil jogava quase sem Giba no ataque, porque todos os saques eram em cima dele.

Mas cozinhava bem o terceiro set, ao administrar a vantagem de três, quatro pontos.

Assim, chegamos aos 20 a 17.

Hora de decidir o set.

21 a 17.

Faltava para o empate deles o que faltava para a vitória brasileira no set.

22 a 17.

Não perde mais.

22 a 19.

Será que perde?

23 a 19.

Perde não.

25 a 22, no maior rali do jogo.

E 2 a 1 para o Brasil.

Vamos ao quarto set.

A vida é bela.

Impossível não lembrar daqueles 31 a 29 no quinto set, pela decisão da Liga Mundial, em 2003

Deus nos livre e guarde de um quinto set.

Pois o quarto começou com os dois times trocando pontos.

Lá e cá, cá e lá.

E o Brasil chegou ao 8 a 7 na parada obrigatória.

E abriu três pontos em 12 a 9.

E quatro, em seguida, já com Giba cravando todas: 13 a 9.

E cinco!

14 a 9, tudo no saque de Gustavo.

Estava bom, estava bom demais!

A segunda parada obrigatória, tinha Brasil 16 a 10, no bloqueio.

A final estava ali.

Caprichemos, pois.

E como!

17 a 10.

18.

O Brasil começou a devolver o baile do segundo set.

21 a 12.

22 a 12.

Sensacional, um arraso.

23 a 12.

Tudo funcionava, o bloqueio, inclusive, que pouco aparecera nos três primeiros sets.

25 a 12!!!!!!!

Fim de papo.

Que venha a Bulgária ou a Polônia.

Mas, que venham devagar...

 

Por Juca Kfouri às 02h03

01/12/2006

Quando a pressa é inimiga do interesse público

 

A aprovação do projeto de lei que cria incentivos fiscais para o esporte


EM TRAMITAÇÃO ACELERADA NO CONGRESSO, FAVORECENDO RECURSOS PARA OS JOGOS PAN-AMERICANOS DE 2007, PROJETO DE LEI SOBRE ESPORTES, DA FORMA COMO ESTÁ, GERA INCERTEZAS NO CAMPO DE INCENTIVOS FISCAIS BRASILEIROS E AMEAÇA INVESTIMENTOS EM CULTURA E EM FUNDOS DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA.


 A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (28/11), o projeto de lei (PL) nº 1.367/03, que estabelece incentivos fiscais para o esporte. A proposta permite abater do imposto de renda (IR) o valor das doações e patrocínios efetuados a projetos desportivos por parte de indivíduos e empresas, até o limite de 6% ou 4% do imposto devido, respectivamente. A proposição segue agora para o exame do Senado Federal.
 A idéia da criação de estímulos para o investimento social privado na área esportiva é bem vinda, em especial quando o propósito que a impulsiona é o de financiar "projetos desportivos destinados a promover a inclusão social por meio do esporte, preferencialmente em comunidades de vulnerabilidade social", como afirma o PL (art. 2º, § 1º). Entretanto, o texto do substitutivo aprovado, em regime de "urgência urgentíssima", pelo plenário da Câmara -texto este que, em realidade, segue as linhas gerais de projeto de lei de autoria do governo federal, apresentado em maio deste ano (PL nº 6.999/06)- contém, ao menos, cinco aspectos que necessariamente devem ser revistos a fim de assegurar a adequada realização desse propósito:


 (1) Falta de avaliação do impacto sobre os incentivos existentes. De forma a contornar exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, o PL determina que o incentivo fiscal proposto submeter-se-á, no caso de pessoas jurídicas, ao mesmo limite (4% do IR devido) atualmente estabelecido para o conjunto das deduções permitidas para a cultura (Lei Rouanet e Lei do Audiovisual); e, no caso de pessoas físicas, ao limite (6% do IR devido) do total das deduções relativas não apenas à área cultural, mas também aquelas referentes a doações para os fundos dos direitos da criança e do adolescente (art. 1º, § 1º).  Isso significa que o novo incentivo proposto poderá impactar seriamente no funcionamento dos atuais incentivos para as áreas da cultura e da infância e adolescência, retirando recursos desses segmentos para direcioná-los ao esporte, onde podem ter maior visibilidade. Não obstante -e quiçá pela "urgência urgentíssima" estranhamente conferida ao projeto-, esse verdadeira reviravolta na agenda de incentivos fiscais para iniciativas de interesse público parece não ter sido, até o momento, devidamente avaliada no transcorrer do processo legislativo em curso.

 (2) Ausência de contrapartida do doador ou patrocinador. Em sua atual redação, o projeto permite que o doador ou patrocinador deduza a totalidade (100%) do valor da doação ou patrocínio efetuado, desde que esse valor esteja dentro do teto de 4% ou 6% do IR devido. Assim estruturado, o incentivo não resultará no aporte de novos recursos de origem privada ao setor, constituindo mera vinculação indireta de recursos públicos para um setor específico (esporte).  Note-se que nem mesmo na área cultural, com a Lei Roaunet (Lei nº 8.313/91) -diploma que claramente inspirou o PL em exame-, é estabelecida indistintamente a possibilidade de dedução integral; ao contrário, para grande parte de situações a Lei fixa limites que variam de 40% a 80% do valor das doações, e de 30% a 60% do valor dos patrocínios (art. 26), sendo o restante composto por recursos próprios do doador ou patrocinador, como contrapartida.

(3) Ausência de tratamento diferenciado a doações e patrocínios. Embora o substitutivo aprovado pela Câmara indique que doações a patrocínios distinguem-se em função da "finalidade promocional e institucional de publicidade" que permeia estes últimos (art. 3º), não atribui a essa distinção qualquer conseqüência relevante, pois ambas as formas permitirão ao contribuinte a dedução do mesmo percentual dos valores dirigidos a projetos desportivos -percentual este que, como visto no item anterior, é de 100%. Na prática, isso significa que o Estado estará abrindo mão de receitas tributárias para subsidiar ações de publicidade de indivíduos e empresas, o que evidentemente conflita com o primado do interesse público. Não é sem razão, aliás, que a Lei Rouanet estabelece, em relação a patrocínios, percentuais de dedução inferiores àqueles atrelados a meras doações (art. 26); afinal, se o patrocinador também obtém vantagens com o patrocínio, é legítimo que contribua com um aporte maior de recursos próprios para o projeto apoiado.

  (4) Inclusão do "desporto de rendimento" entre as modalidades beneficiadas. O PL indica que o incentivo fiscal beneficiará o desporto em suas três manifestações: desporto educacional, desporto de participação e desporto de rendimento (art. 2º). Ocorre que, enquanto é evidente a sintonia das duas primeiras modalidades com o propósito do projeto de promover a inclusão social por meio do esporte -lembre-se que o desporto educacional tem a finalidade de "alcançar o desenvolvimento integral do indivíduo e a sua formação para o exercício da cidadania e a prática do lazer", enquanto o desporto de participação, a de "contribuir para a integração dos praticantes na plenitude da vida social, na promoção da saúde e educação e na preservação do meio ambiente" (Lei nº 9.615/98, art. 3º)-, o mesmo não ocorre em relação ao desporto de rendimento, onde a competitividade (e, portanto, a exclusão) é a tônica. Além disso, nos moldes em que está proposto, o incentivo cria uma brecha para que equipes profissionais, como os times de futebol, recebam patrocínio de empresas com retorno publicitário às custas do tesouro nacional. Seria, portanto, conveniente restringir o apoio apenas ao desporto de rendimento praticado de modo não-profissional e amador.

(5) Não-alcance do incentivo a projetos desportivos de "instituições vinculadas". De forma saudável, o substitutivo da Câmara busca proibir o conflito de interesses na seleção do projeto apoiado com o incentivo fiscal (art. 1º, § 5º). No entanto, acabou por vedar também a possibilidade de dedução de valores destinados por empresas a entidades sem fins lucrativos por elas criadas com o propósito de fomentar projetos de interesse público, em iniciativas estruturadas de investimento social privado. Dessa forma, a lei é paradoxal, pois permite o retorno publicitário mas não autoriza a doação a fundações e institutos de origem empresarial. Nesse sentido, muito ganharia o PL se, mirando-se no exemplo e experiência da Lei Rouanet (art. 27, § 2º), incorporasse dispositivo que afastasse da incidência dessa proibição as instituições criadas pelo doador ou patrocinador que sejam sem fins lucrativos.

O GIFE - Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, organização que reúne os principais investidores sociais do país, espera que esses aspectos recebam a devida atenção na próxima etapa da tramitação do PL, no Senado Federal. É o mínimo que uma iniciativa tão oportuna quanto essa merece.

Fonte:
Fernando Rossetti, Secretário-Geral do GIFE
Telefones: 11 3816 1209 / 11 8194 9905

Por Juca Kfouri às 23h57

Justiça barra golpe de Dualib

O juiz da 3o.Vara Cível do Tatuapé, Luís Fernando Nardeli, acaba de probir que se vote a proposta de mudança do estatuto do Corinthians que seu presidente, Alberto Dualib, queria fazer nesta segunda-feira.

Segundo a decisão do magistrado, "É fora de propósito o réu querer mudar as regras do jogo agora", alusão ao fato de que haverá eleição para a renovação do conselho do clube em janeiro próximo.

Detalhes sobre o golpe que Dualib queria dar podem ser encontrados rolando sete notas abaixo até encontrar a nota sobre "Os associados do Corinthians e as mulheres de Cabul".

Por Juca Kfouri às 17h58

Fim de semana de vôlei e Libertadores

Não estamos diante de um fim de semana assim tão palpitante como os anteriores.

A não ser pelo vôlei.

Que na madrugada de sábado (1h30) terá Brasil x Sérvia e Montenegro e, tomara, no domingo (8h30) Brasil x Bulgária ou Polônia para decidir o Mundial.

O sábado do futebol tem, ao menos, a despedida do Inter, contra o Goiás, no Beira-Rio (18h10) antes de viajar para tentar o título mundial de clubes no mesmo Japão que hospeda o Mundial de vôlei.

No domingo, dois jogos, ambos às 16h, monopolizam todas as atenções:

Paraná Clube x São Paulo, em Curitiba, e Figueirense x Vasco, em Floripa.

Vale vaga na Libertadores.

Como se sabe, ao Paraná Clube basta vencer o time reserva do campeão brasileiro.

Já o Vasco precisa torcer para que os paranistas não ganhem e precisa bater os catarinenses.

Tudo pesado e considerado, campanhas e expectativas ponderadas, merecer mesmo quem merece é o time do Paraná.

Que pode até perder, desde que o Vasco não vença, que assim mesmo ficará com a vaga.

O Paraná Clube está com a faca e o queijo nas mãos.

Que faça bom proveito, mas que não se esqueça: o São Paulo é o São Paulo.

E o Vasco é o Vasco.

Por Juca Kfouri às 00h18

30/11/2006

A massa e amassa

Saiu na imprensa mineira, para desgosto dos cruzeirenses.

Cruzeirenses que andam bravos e que não param de enviar mensagens para provar que a torcida do Galo é um mito.

É claro que não é, por mais que as pesquisas revelem que Minas Gerais, hoje, tem mais azuis que alvinegros e empate em Belo Horizonte.

E por mais que o recorde do sábado passado tenha sido um artíficio de marketing que não pode ser levado tão a sério.

O fato é que a presença dos atleticanos no Mineirão nesta Série B foi alguma coisa de comovente e digno mesmo de elogio.

Por Juca Kfouri às 14h33

Senta que o Leão é lento...

Está na "Folha de S.Paulo" de hoje, dia 30.

Parece que Leão acordou.

"Enganado", Leão agora inicia ataque a Dualib

Irritado com a demora em ter reforços, treinador critica dirigentes corintianos

Técnico diz ser desagradável ser o único porta-voz do Corinthians e ainda ter de responder às questões que são da alçada da diretoria

Oito dias atrás, publicou-se neste blog o que segue copiado do dito cujo, abaixo:

22/11/2006

Enganaram o Leão

Leão foi enganado.

Ou já sabe e finge não saber ou virará outra espécie de felino.

Não existe mais MSI no Corinthians.

A MSI era Kia Joorabchian, que quer, agora, cantar pelos lados da Gávea.

Renato Duprat, que intermediou a vinda de Joorabchian, e de Leão, para o Corinthians, diz que representa investidores que não existem.

E Alberto Dualib, em meio a um tiroteio sem precedentes entre seus vice-presidentes (os Três Patéticos), empurra com a barriga, com medo de anunciar o fim da parceria antes das eleições de janeiro, porque teria de se explicar.

E Leão é cozinhado pelas labaredas (não confundir com as alamedas, enlamaçadas) do Parque São Jorge.

Quer planejar o implanejável, se é que essa palavra existe.

Talvez não exista, como não existem mais nem Kia Joorabchian, nem MSI, que sumiram como se previa.

Nem Renato Duprat como representante de coisa alguma, a não ser de seus golpes, que o mercado, até o hospitalar, conhece bem.

Leão que ponha a juba de molho porque corre o risco de virar gato.

Quem sabe, então, passe a caçar ratos.

Escrito por Juca Kfouri às 17h54
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Por Juca Kfouri às 14h05

29/11/2006

Cannavaro, Zidane ou Ronaldinho?

A Fifa anunciou os três finalistas que vão disputar o título de melhor jogador do mundo em 2006.

O zagueiro italiano Fabio Cannavaro, o ex-meia francês Zinedine Zidane e o atacante brasileiro Ronaldinho Gaúcho.

Neste ano, Ronaldinho teve um primeiro semestre brilhante quando levou o Barcelona ao título espanhol e ao europeu de clubes, uma Copa do Mundo fraca e sobe de produção a olhos vistos nas últimas semanas, embora seja reserva na Seleção Brasileira.

Caso vença, além de ganhar o prêmio pela terceira vez seguida, se igualará a Zidane e ao xará Ronaldo, que ganharam também três vezes, mas em anos alternados.

Até hoje 10 atletas ganharam o trofeú da Fifa, quatro deles brasileiros, porque Romário e Rivaldo foram contemplados em 1994 e 1999 respectivamente.

Os outros seis são cada um de um país diferente.

E se Ronaldinho vencer a 16o. premiação, os brasileiros receberão o prêmio pela oitava vez.

A eleição tem como votantes apenas os técnicos e os capitães das seleções nacionais filiadas à Fifa, que não podem votar em jogadores de seus países.

O anúncio do vencedor será feito no dia 18 de dezembro, em Zurique, sede da Fifa.

Aposto no brasileiro.

Por Juca Kfouri às 23h23

A revista Intervalo fez escola

E por falar em revistas e editores de revistas.

Nos anos 60 e 70 existia uma revista semanal que se dedicava à cobertura da TV que se chamava "Intervalo", da editora Abril.

Seu editor, quando não tinha um bom tema para a capa, não tinha dúvida: botava uma foto do Rei Roberto Carlos com manchetes do tipo:

"Roberto Carlos desmente que vá se divorciar"; "Rei nega que vai ser pai" e por aí afora.

Ninguém nem tinha dito que ele iria se divorciar ou estava para ter um herdeiro.

Mas o editor mandava um repórter procurar Roberto Carlos e perguntar: "Você está se divorciando?".

Ele ria e respondia que não, que não sabia de onde o repórter tinha tirado tal maluquice.

E o repórter voltava feliz da vida para a redação com a manchete que o editor havia encomendado.

Rigorosamente verdadeira, mas absolutamente falsa.

E o gibi vendia feito água.

Ainda hoje há quem faça "jornalismo" assim.

Por Juca Kfouri às 22h01

Aos navegantes

Só para dizer obrigado.

Minha curiosidade foi mais que saciada com os comentários sobre o filme "O ano em que meus pais saíram de férias".

E não só porque a maioria esmagadora gostou, o que me deixou confortável por tê-lo indicado.

Mas, principalmente, pela qualidade dos comentários.

Um velho, e excelente, editor norte-americano um dia disse que havia duas maneiras de se fazer uma revista: fazê-la de acordo com o que uma pesquisa mostrasse sobre o que as pessoas queriam ler ou fazê-la de acordo com o seu gosto pessoal, isto é, fazer a revista que você gostaria de ler e torcer para que seu gosto fosse o de muita gente.

Ele seguiu o segundo caminho e se deu bem.

Era o editor da "Esquire".

Pois este blog procurou seguir o mesmo caminho.

E está muito feliz com o resultado.

De novo, portanto, muito obrigado.

Por Juca Kfouri às 21h32

Os associados do Corinthians e as mulheres de Cabul

O blog recebeu de um advogado o texto abaixo sobre o golpe que Alberto Dualib pretende dar ao mexer no estatuto do Corinthians.

E este blogueiro assina embaixo.


Por SÉRGIO ALVARENGA

Não há quem negue ser a escolha dos dirigentes do Corinthians vergonhosamente anacrônica. O sistema pertence a épocas distantes. Acha-se situado em absoluto descompasso com os ideais democráticos que, bem ou mal, já de há muito vêm se consolidando em toda a sociedade brasileira, que parece haver espancado de vez os regimes totalitários. 

A comparação com o país não é gratuita, pois traz um paradoxo, é exemplificativa: para ser presidente do Brasil, Lula precisou dos votos da população. Para ser conselheiro do Corinthians, o “povo”, os associados mais especificamente, foram ignorados.

Querem agora torná-lo ainda mais retrógrado, retirando ainda mais o já diminuto poder dos associados. De forma sub-reptícia, traiçoeira mesmo, os atuais gestores querem transformar a escolha dos dirigentes ainda mais restrita, ainda que, na aparência, aos olhares menos atentos, pareça justamente o inverso, uma proposta democrática.

E a julgar pela reportagem da Folha de S. Paulo de 27 de novembro p.p., parece que a máscara conseguiu esconder a cara feia do monstro.

Falo do projeto de alteração de estatuto que a situação, às pressas, de afogadilho, pretende ver aprovado na próxima semana. Disfarçadamente, o que se pretende, em essência é mudar, às vésperas das eleições, as regras do jogo. E, pior, pretende-se mudar as regras do jogo através de um conselho cuja metade de sua composição verá seu mandato se encerrar em um mês.

A citada reportagem da Folha de S. Paulo, ao abordar este teratológico projeto, abordou apenas a proposta do fim das re-eleições ilimitadas. Mudança essencial que, não há como negar, já vem tarde.

Só que tal alteração atuou como “cortina de fumaça” ao fazer passar despercebido o novo corte nos já parcos direitos dos associados. Lograram êxito.

O diário, repita-se, noticiou o ponto positivo, mas a alteração que alija ainda mais o associado restou esquecida. De maus estrategistas na tarefa de decepar sorrateiramente direitos dos associados os atuais gestores não poderão ser classificados...

Explica-se. É um absurdo falado, repetido, insistido, que os associados, num universo de 400, elegem apenas 100 conselheiros, com mandato de 04 anos. Outros 100, com o mesmo mandato, hoje são indicados pela Diretoria e aprovados pelo Conselho. Os outros 200 conselheiros são vitalícios e também indicados pela Diretoria. É uma goleada humilhante: Diretoria 300 x 100 Associados.  

Como se constata, sem precisar pensar muito, não é fácil estabelecer um projeto por meio do qual o associado faça valer uma eventual vontade oposicionista.

Ainda mais porque quando um projeto como este adquire real perspectiva de sucesso é covardemente sabotado. Isto porque, na prática, na sua essência, o obsceno projeto de alteração de Estatuto enfraquece ainda mais a vontade do associado.

Com a alteração proposta, apenas os vitalícios – todos indicados pela Diretoria, lembre-se – poderão escolher os outros 100 conselheiros quadrienais. Seriam eleitos dentro do Conselho, não mais indicados – mais uma alteração com aparência de modernidade – mas apenas, insista-se, pelos vitalícios. Esta é a sutiliza que escapa de uma análise perfunctória, mas que, na prática, acaba por ser a grama arma da situação para, mais uma vez, como ocorre há mais de uma década, garantir-se no poder.

Os 100 representantes dos associados, que antes podiam, ao menos, insurgir-se contra os 100 quadrienais indicados pela Diretoria agora nem isso podem mais. Podem assistir. E só.

É óbvio que esta indecente manobra pode ser, e seguramente será, combatida junto ao Poder Judiciário. Mas seria demais esperar que os próprios Conselheiros atuais enchessem-se de brios, abrissem seus corações, dessem um exemplo de dignidade e vetassem, eles próprios esta vergonha?

Esta proposta de novo Estatuto, ao mesmo tempo inoportuna e oportunista, acabará por reduzir os representantes dos associados a “meio-conselheiros”, conselheiros mancos, portadores de menos direitos do que os “representantes da Diretoria”. Podem participar de algumas votações, mas não de todas! A goleada será ainda mais acachapante! Se antes os associados tinham o direito de escolher apenas 100 conselheiros, agora têm o direito de escolher apenas 100 “meio-conselheiros”!

O exagero da comparação feita abaixo não o é em tom de ironia. Até porque a situação é trágica! O exagero tem por escopo chamar a atenção de todos para a gravidade da situação.

Pois bem. A se continuar neste processo interminável de ceifa dos direitos dos associados, talvez em breve sejamos nós, os associados, comparáveis às mulheres de Cabul: não poderemos comer junto com os “homens”; não poderemos freqüentar os mesmos lugares no clube; só poderemos falar quando autorizados; deveremos esconder nossos rostos, talvez usando burcas.

Corremos este risco, embora, para mim, quem deveria esconder seus rostos são os atuais dirigentes! De vergonha! 

 
Sérgio Alvarenga

Por Juca Kfouri às 15h04

A vitória do torcedor

Dono de uma cadeira cativa no Morumbi, um torcedor, que não quer ser identificado, já com mais de 70 anos de idade, revoltou-se com o fato de sempre encontrar o seu lugar ocupado.

Recorreu então a um amigo, o advogado criminalista Celso Vilardi, que entrou com uma ação na Justiça para garantir o direito de o torcedor sentar-se em sua cadeira.

Interpelado, o São Paulo FC se defendeu com o argumento de que não era responsável por tal garantia.

O juíz perguntou então quem seria, se não o dono do estádio que vendeu a cativa.

O Papa certamente não é, parece óbvio.

Resultado: o magistrado resolveu multar o São Paulo em R$ 500 todas as vezes em que o torcedor encontrasse alguém em sua cadeira.

Depois de algumas autuações, diante da comprovação por testemunhas levadas pelo torcedor, e ao perceber que a brincadeira sairia bastante cara, o São Paulo resolveu se mexer.

Agora, quando o torcedor chega ao seu lugar não só o encontra vigiado por dois seguranças como, ainda por cima, se depara com uma corda que a separa das demais.

Se todos os torcedores lesados fizessem o mesmo, certamente o tratamento nos estádios brasileiros seria outro.

O advogado Vilardi avisa que não cobrou pelo seu trabalho e que apenas abriu uma exceção para o torcedor em questão, indignado com o desrespeito de que era vítima.

Ele não atua na área cível. 

Por Juca Kfouri às 14h30

Morre Nabi Abi Chedid

Morreu, aos 74 anos, o vice-presidente da CBF Nabi Abi Chedid, vítima de um câncer fulminante.

Seu corpo será velado a partir das 17h na Assembléia Legislativa de São Paulo, onde foi deputado.

Chedid foi presidente da Federação Paulista de Futebol e do Bragantino.

Era o homem que operava interinamente para Ricardo Teixeira em suas intermináveis ausências.

Sua morte abre uma vaga normalmente ocupada por São Paulo na CBF.

Mustafá Contursi é um nome que naturalmente aparece como seu substituto.

Por Juca Kfouri às 13h18

E a Bulgária estava invicta

A Bulgária entrou na quadra invicta e já classificada para as semifinais.

Sem responsabilidade, portanto.

O Brasil precisava vencer para não depender do resultado entre Itália e França.

A Bulgária saiu na frente, mesmo sem sua força máxima.

E chegou ao primeiro tempo técnico obrigatório com 8 a 5.

E ao segundo com 16 a 15.

O Brasil  esteve na dianteira apenas num momento, quando fez 13 a 12.

E só foi passar de novo em 20 a 19.

Aí, não perdeu mais e fechou o primeiro set em 25 a 22, em 23 minutos.

Giba fez um primeiro set que beirou a perfeição em todos os fundamentos.

Até para defender o saque do melhor sacador do Mundial.

O segundo set teve o Brasil na frente até o quarto ponto (4 a 2), quando os búlgaros empataram em quatro e chegaram a 6 a 4.

O Brasil empatou 6 a 6 e cedeu o 6 a 7.

O tempo técnico chegou com 8 a 7 para os búlgaros.

Tudo bem que os verdes fiquem na frente nas parciais e percam para os verde-amarelos no final do set.

Então, até a segunda parada foi na base do ponto a ponto, até que a Bulgária fez 12 e 13 a 10.

E fechou em 16 a 12.

Luz amarela.

O Brasil, nada vibrante, desandou a errar diante de um adversário bastante relaxado e chegou a ficar cinco pontos atrás, 17 a 22.

Ainda reagiu, chegou a fazer 20 a 22, mas perdeu o set, 20 a 25.

1 a 1.

Com os reservas, lembremos, da Bulgária.

Luz vermelha no Japão.

A Bulgária começou mal o terceiro set, com muitos erros e na primeira parada a vantagem acabou por ser brasileira, por 8 a 6.

O set ia morno, esquisito mesmo, como se os dois sextetos estivessem na quadra por obrigação até que, para o Brasil fazer 15 a 12, acontecesse um belo rali, desses de aquecer qualquer jogo.

Em seguida, o Brasil fez 16 a 12 em outro rali antes da segunda parada.

Com Rodrigão na quadra porque Gustavo deu uma torcida no tornozelo, o Brasil foi levando, sempre com três, quatro pontos na frente.

E o set terminou com poucos titulares dos dois lados, mas com boa vantagem brasileira: 25 a 22, com Anderson errando muito.

Brasil 2 a 1, luz verde.

Era só seguir adiante no quarto set.

Os búlgaros voltaram com Kasiyski, o melhor saque do mundo e lideraram o começo do jogo.

Mas o primeiro tempo técnico chegou com 8 a 7 para o Brasil.

Que começou a jogar tudo o que sabe e pode, com Marcelinho bloqueando uma barbaridade e Giba, bem, do Giba não há mais nada a dizer.

O Brasil chegou a fazer 15 a 10.

E, vida que segue, 16 a 11.

A volta do tempo técnico exigia que se mantivesse a vantagem para garantir vaga na semifinal.

Entre a exigência e a possibilidade, vai uma diferença, sabe-se.

O 17o. ponto brasileiro, de Giba, foi irregular, pois ele pisou na linha, mas foi sensacional, depois de uma defesa incrível do time de Bernardinho.

O Brasil faz 19 a 12.

Faltava menos para o Brasil ganhar do que para a Bulgária empatar.

O 20 a 12 veio fácil.

E daí para o 25 a 16 foi um pulo.

Um salto para as semifinais.

E em primeiro lugar.

Que venham a Sérvia e Montenegro ou a Polônia.

Bernardinho não ficou feliz com a atuação brasileira e ressaltou o fato de os búlgaros não terem jogado com sua força máxima.

 

 

 

Por Juca Kfouri às 02h44

28/11/2006

Inter x Barcelona

Só se fala disso: quem ganha, Inter ou Barcelona?

É cedo, mas é inevitável.

Cedo porque ambos terão jogos não necessariamente fáceis nas semifinais.

E inevitável porque são mesmos os favoritos para fazer a final do Mundial.

Sim, digamos que o Barça é mais favorito, muito pelo número de estrelas que possui, por causa de Ronaldinho Gaúcho (que gol, que gol o de bicicleta no sábado passado!) e muito, também, pelo tal complexo de inferioridade que costuma aflorar nessas horas em nossos corações terceiro mundistas.

O Liverpool também era favorito contra o São Paulo...

Fato é que se o time catalão perdeu Eto'o e Messi  (Saviola está quase recuperado e foi inscrito para o Mundial), o Inter também perdeu quatro jogadores essenciais (Bolivar, Tinga, Rafael Sóbis e Jorge Wagner) que ganharam a Libertadores.

E fato é, também, que se o Barça dá sinais de reorganização com o que tem, os sinais do Inter não são menos evidentes.

Num jogo só, em campo neutro, no mano a mano, sei lá se o Barcelona não vai pagar o pato.

Sim, porque se andava faltando uma centelha no time colorado, esta pode ser esse menino, Alexandre Pato, com uma das mais fulgurantes estréias no futebol profissional que já testemunhei em 50 anos de futebol.

Ele sabe tudo, de todos os fundamentos, além de ter uma personalidade de homem maduro.

Dá-lhe, Inter!

Por Juca Kfouri às 16h39

O melhor entre os melhores?

Um blogueiro me pede que faça como fez o PVC e escolha o melhor time de todos que vi como campeão brasileiro de 1971 para cá, porque o Santos de Pelé, como sempre, não vale, melhor time de todos os tempos no futebol mundial.

E juro que não sei dizer.

É tarefa para lá de complicada.

Mas certamente seria um desses:

o Palmeiras, bicampeão em 1972/73, com Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu (Ronaldo), Leivinha, Madurga (César) e Nei;

o Inter bicampeão em 1975/76 com Manga, Cláudio, Figueroa, Marinho Perez e Vacaria; Caçapava, Falcão e Batista. Valdomiro, Dário e Lula;

o Flamengo campeão de 1982, com Raul, Leandro, Marinho, Figueiredo e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico;

o São Paulo, campeão de 1991, com Zetti, Zé Teodoro, Antonio Carlos, Ricardo Rocha e Leonardo; Bernardo, Cafu e Raí; Mário Tilico, Muller e Macedo;

o Palmeiras de 1994, com Velloso, Cláudio, Cléber, Antonio Carlos e Roberto Carlos; César Sampaio, Flávio Conceição (Amaral), Zinho e Rivaldo; Edmundo e Evair;

o Corinthians de 1999, com Dida, Índio, João Carlos, Nenê e Kléber; Vampeta, Rincón (Edu) e Ricardinho;Marcelinho, Edílson e Luizão (Dinei);

o Santos campeão de 2002, com Fábio Costa, Maurinho, Alex, André Luís e Léo. Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e Alberto.

e, finalmente, o Cruzeiro campeão de 2003, com Gomes, Maurinho, Cris, Edu Dracena e Leandro; Maldonado, Augusto Recife, Wendel e Alex; Aristizábal e Deivid;

Todos são belíssimos times e os mais bem sucedidos deles acabaram por ser o Flamengo de Zico e o São Paulo de Raí.

Por Juca Kfouri às 16h21

Curiosidade cinematográfica

Não faz muito tempo, indiquei aqui o filme "O ano em que meus pais saíram de férias".

Pois bem.

O filme está em cartaz pelo país afora e fazendo o maior sucesso, tanto que mais de 230 mil pessoas já o assistiram.

A curiosidade é: você já viu?

E o que achou?

Não se trata de nenhum concurso de crítica cinematográfica.

É apenas uma curiosidade do blogueiro.

Por Juca Kfouri às 13h56

La vecchia freguesa!

Bom dia!

Longa madrugada.

O que era para começar às 4h, começou às 5h30.

Tudo porque os jogos anteriores foram todos de cinco sets.

Primeiro a Bulgária, que perdia de 2 a 0 para a França, virou o jogo para 3 a 2 e se manteve invicta no Mundial do Japão.

Depois, os Estados Unidos venceram a Alemanha, também por 3 a 2.

Quer dizer, dava para ter dormido e acordado com as galinhas para ver o clássico entre Brasil e Itália.

Dava, mas não deu.

E como uma coruja, acompanhei o primeiro set vigilante: 25 a 23 para o Brasil, jogo duro, ponto a ponto, mas com o Brasil seguro, sem dar sustos.

O segundo set foi até fácil, com 25 a 20 sem dar chance para os italianos.

Que vieram para o tudo ou nada no terceiro set, dispostos a imitar os protagonistas dos jogos anteriores.

Concomitantemente, Polônia, outra invicta, e Rússia, jogavam o quinto set.

E o terceiro set começou como o primeiro: disputado ponto a ponto.

No primeiro, a Itália chegou aos oito pontos primeiro.

No terceiro, foi o Brasil: 8 a 7.

A Polônia perdeu seus dois primeiros sets no Mundial, mas virou e ganhou da Rússia.

Polônia e Sérvia e Montenegro devem ser os semifinalistas de um lado.

E Brasil e Bulgária, que jogam às 2h da matina desta quarta-feira, os outros dois.

Porque o Brasil abriu 11 a 8 e passou a administrar a vantagem.

Os italianos encostaram com 10 a 11.

Mas logo o Brasil fez 13 a 10.

E 14 a 10.

Estava desenhada a nona (avó, em italiano) vitória seguida do Brasil contra a Itália, série iniciada em 2003.

Mas nenhuma das oito vitórias anteriores tinha sido a zero.

Esta pintava como tal.

A segunda parada técnica obrigatória já foi com 16 a 12.

O 19 a 13 foi assim como tirar doce da boca dos netinhos.

O Brasil sobrava.

E fechou o jogo com 25 a 20.

Só resta ir dormir feliz e se preparar para a madrugada búlgara.

Não espere por mim tão cedo nesta terça-feira...

Por Juca Kfouri às 05h48

27/11/2006

Pesquisa Datafolha sobre torcidas no Brasil

Sempre dá pano para manga a discussão sobre tamanho de torcida.

Eis abaixo a mais recente pesquisa, do respeitado Datafolha, de cujo sítio os dados e o texto foram extraídos.

05/09/2006

Time de preferência dos brasileiros / grau de interesse por futebol


Brasileiros se dividem entre Flamengo e Corinthians

A mais recente pesquisa do Datafolha sobre o time de futebol preferido dos brasileiros mostra empate: 15% se declaram torcedores do Flamengo e 13% dizem que seu time preferido é o Corinthians.

Em relação à pesquisa anterior sobre o tema, realizada em fevereiro deste ano, a preferência pelo Flamengo, que era de 17%, oscilou dois pontos percentuais para baixo.

O Corinthians se manteve com o mesmo percentual obtido no levantamento anterior.

Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a preferência pelo time carioca se situa em uma faixa que vai de, no mínimo, 13% e, no máximo, 17%.

Já em relação ao Corinthians pode ser de no mínimo 11% e no máximo 15%.

Os demais times também oscilaram dentro da margem de erro ou se mantiveram no mesmo patamar verificado em fevereiro.

O São Paulo se manteve com 8% e o Palmeiras oscilou de 6% para 7%.

O Vasco oscilou de 5% para 4%, percentual idêntico obtido pelo Grêmio, que na pesquisa anterior obtinha 3%.

Santos, Cruzeiro e Internacional atingem 3%; o time do litoral paulista oscilou um ponto para baixo, a equipe mineira repete o mesmo percentual obtido anteriormente e os gaúchos oscilaram um ponto para cima.

Vêm a seguir Atlético-MG (2%), Fluminense, Botafogo-RJ e Bahia (1%, cada).

Citam outros times 9%.

Dizem não ter um time de preferência 26%.

A seleção brasileira é citada como time de preferência por 3% dos entrevistados.

O Flamengo lidera sozinho no Nordeste, com 21%;o Corinthians tem 8% nessa região.

Já no Sudeste, ocorre o inverso: o alvinegro paulista, com 18%, fica à frente do time carioca, que obtém 13%.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste o Flamengo atinge 19% e o Corinthians fica com 14%.

No Sul, Grêmio (21%) e Internacional (19%) empatam.

A pesquisa permite a análise em separado dos resultados de três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Em São Paulo, o Corinthians lidera, com 33% no estado como um todo.

O time também é o líder na capital (34%), em outros municípios da Região Metropolitana (30%) e no interior (33%).

O segundo time no coração dos paulistas é o São Paulo, que obtém 19%, chegando a 24% na capital.

O Palmeiras obtém 12% no estado e chega a 15% na Região Metropolitana, capital excluída.


No Rio de Janeiro, o Flamengo obtém 43%, ficando bem à frente de Vasco (16%), Fluminense (10%) e Botafogo (7%).

Em Minas Gerais, o Cruzeiro bate o Atlético no estado como um todo (26% a 15%), mas verifica-se empate em Belo Horizonte (38% a 37%).

No interior o Cruzeiro obtém 22%, e o Atlético, com 8%, fica numericamente atrás do Flamengo, que atinge 12%.

Faltando poucos dias para o início da Copa do Mundo na Alemanha, o interesse dos brasileiros pelo futebol aumentou um pouco em relação a Fevereiro: a taxa dos que dizem ter muito interesse pelo esporte subiu de 31% na pesquisa anterior para 35% no levantamento realizado nos dias 23 e 24 de maio. Inversamente, a taxa dos que dizem não ter qualquer interesse por futebol caiu de 35% para 31%, e a dos que dizem ter um pouco de interesse se manteve em 34%. A taxa dos que dizem ter muito interesse por futebol só não é maior do que a verificada em julho de 2002 (40%), pouco depois do Brasil ter conquistado o pentacampeonato disputado na Coréia e no Japão, e empata com a registrada em junho daquele ano (37%).

O Datafolha entrevistou 6000 brasileiros, a partir dos 16 anos de idade, nos dias 23 e 24 de maio de 2006. A margem de erro máxima, para o total da amostra, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

 http://datafolha.folha.uol.com.br/folha/datafolha/scripts/pesquisa.php?texto=Futebol

 

Por Juca Kfouri às 10h50

26/11/2006

O que faltou para a festa do São Paulo ser completa?

Houve quem dissesse que a festa do tetracampeonato do São Paulo tinha sido chocha.

Tudo porque time e torcida tiveram que esperar por oito minutos o fim do jogo do Inter, no domingo retrasado, quando o São Paulo só empatou com o Atlético Paranaense, no Morumbi.

Pois ontem, se houve frustração mesmo no dia do título, a festa foi completa.

O São Paulo ganhou do Cruzeiro, 2 a 0.

Teve a entrega das medalhas, da taça, teve volta olímpica, mais de 46 mil torcedores no Morumbi e até gol de falta de Rogério Ceni, marca registrada do tricolor.

Rogério Ceni, por sinal, a exemplo do que havia feito com a medalha de prata da Recopa Sul-Americana, e cumprindo a promessa feita naquele dia, jogou sua medalha de ouro para a torcida.

Choveu muito no Morumbi, é verdade.

E chuva muitas vezes estraga festas.

Mas dizem que desta vez a chuva nada teve a ver com São Pedro.

Eram lágrimas torrenciais de alegria de São Paulo mesmo.

Por Juca Kfouri às 23h06

CAMPINAS: É HORA DE UMA REVOLUÇÃO!

Por ELIAS AREDES JUNIOR 

A partir de 1970, duas equipes do interior paulista ousaram desafiar as estruturas do futebol. Times baratos, talentosos e com atletas veteranos ansiosos em mostrar serviço davam o tom de Ponte Preta e Guarani. Finais de regionais, título brasileiro, convocações de atletas para a Seleção Brasileira...um arsenal esquecido nas últimas 48 horas. O estado de Goiás assistiu nesse final de semana aos rebaixamentos de agremiações que um dia orgulharam a nação. Hoje não. Campinas se transformou na capital nacional da vergonha futebolística. Envergar essas camisas na rua é estopim para qualquer tipo de chacota.

Tanta incompetência é  motivo até para que jornalistas sérios e combativos como Juca Kfouri cogitem a hipótese de fusão das duas equipes. Seria uma maneira de criar uma marca forte suficiente para encarar times das capitais, alega Kfouri e outras pessoas de renomada competência como José Carlos Brunoro, condutor do convênio Parmalat na década de 1990.

Mas insistir nessa tese seria um erro. E explico o motivo. As fusões se justificam quando por exemplo você percebe que no seu território de atuação o mercado não é suficiente para suprir a sua demanda e do concorrente. Ou quer realizar o desejo de dar saltos maiores e conquistar novos mercados consumidores.  Se levarmos tal teoria para a região de Campinas veremos que o preceito não se encaixa. Por que? Simples:  a região de Campinas é uma das principais praças bancárias do país, tem um centro tecnológico de ponta, universidades conhecidas por sua excelência (Faccamp, Puc-Campinas, Unicamp), multinacionais com investimentos vultosos, um aeroporto internacional e...2 mulhões ,3 milhões de potenciais consumidores/torcedores. Ou seja, há dinheiro, terreno e espaço para que duas ou até três equipes de futebol prosperem por aqui. Veja o exemplo de Curitiba, que por anos e anos foi considerada uma cópia de Campinas em tantos setores e possue atualmente três times com torcidas fiéis e trabalhos dignos. Bugre e Macaca já alçaram vôos mais altos. Conquistaram torcedores em todas as partes do Brasil. Ou alguém esqueceu que um dos filhos do mágico Zico tem um pedaço do coração nas cores verde e branco? Mas tudo isso foi para a lata do lixo nos últimos anos.Em resumo, enquanto os times de Curitiba mantiveram o trabalho em bom nível, Campinas deixou escapar tudo por entre os dedos e presencia de maneira estática ao crescimento de torcedores de São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos na sua região.

Além disso, há uma série de fatores que vão além da incompetência e da existência de dirigentes espertalhões (ou trapalhões?). Esse câncer é alimentado por duas torcidas que sumiram dos estádios e não cobram como deveriam, especialmente no início de temporada. Por conselhos deliberativos omissos, encarregados apenas de dizer “amém” aos trâmites decididos nas salas frias dos gabinetes presidenciais.

Guarani e Ponte Preta também têm a culpa de não se importarem nos últimos anos para a infra-estrutura de suas categorias de base, que nos últimos anos colhem vexame atrás de vexame na Copa São Paulo, o principal torneio de juniores do país. Para piorar, a imprensa regional  achou que a melhor forma de colaborar com o futebol local seria a de torcer ao invés de cobrar, investigar e fiscalizar. Deu no que deu...

Há cura? Sim. É preciso detonar uma revolução. Organizações civis da cidade, universidades, torcedores e a imprensa têm a obrigação de lutar para preservar e melhorar não só dois times de futebol, mas dois símbolos do povo campineiro. Não podemos assistir da poltrona de casa a montagem de times limitados e a entronização de dirigentes que pensam apenas em eternizar-se no poder. E quando são catapultados de seus postos se apresentam como salvadores da pátria na primeira oportunidade.

É preciso resgatar esses clubes para suas histórias. A Ponte Preta, aquela que é considerada o time mais velho do Brasil e que teve seu estádio construído pelas mãos de seus torcedores. O Guarani, por sua vez, sempre eleito o símbolo da eficiência e da referência administrativa. Que jogou 50 anos ininterruptos na primeira divisão do Campeonato Paulista. Agora, amarga o quinto rebaixamento em seis anos.

Uma sugestão para iniciar a reviravolta? Que tal ouvir as receitas de sucesso de Paraná e Figueirense? São clubes médios, que trabalham com receita baixa e apostam em atletas desconhecidos e talentosos.Como conseqüência, colhem resultados dignos na série de elite do Brasileirão. Um pouco de humildade seria o ideal para o recomeço de Ponte Preta e Guarani. A partir daí, poderemos sonhar com dias melhores. 
 
  

Por Juca Kfouri às 23h04

Números da 37o.rodada

A média de público ficou em 12.740.

Maior público pagante no Morumbi, com 46.154 pessoas.

O Olímpico teve o segundo melhor público, com 27.152.

O pior, de 883 testemunhas, foi em São Caetano.

Gols foram 29.

No campeonato inteiro, foram marcados 999 gols, como lembra o blogueiro Fábio Ollita.

Como todos os jogos da próxima rodada serão no domingo às 16h (melhor seria mudar para 17h, porque o sol das três da tarde no horário de verão é, literalmente, fogo), as chances de marcar o milésimo serão iguais.

Por Juca Kfouri às 19h38

A penúltima rodada

Vasco e Santos não fizeram o jogo vibrante que se esperava.

Corretamente, Vanderlei Luxemburgo pôs o time para jogar para frente, de maneira a não deixar o Vasco à vontade.

E deu certo, no primeiro tempo.

Os peixeiros saíram na frente, Domingos, de cabeça, e só a muito custo o Vasco, com Leandro Amaral, empatou.

No segundo tempo o Vasco se fez mais presente, teve um pênalti não marcado em Leandro Amaral, e não conseguiu o resultado de que precisava em sua disputa pela última vaga na Libertadores com o Paraná Clube.

O Santos garantiu seu lugar, mesmo sem vencer fora de São Paulo, o que não chega a ser um bom presságio para a competição internacional.

E o Paraná Clube, mais uma vez cumpridor, derrotou o São Caetano, no ABC, por 2 a 0 e depende só de sua vitória contra o São Paulo (sem força máxima), em Curitiba, para ficar com a vaga.

O Vasco terá o Figueirense, em Floripa, pela frente.

Terá de vencer e torcer para que os paranistas não vençam.

Já na luta para fugir da Série B não houve surpresas.

O Flu derrotou o Santa Cruz, no Arruda, de virada por 2 a 1 e a Ponte Preta foi goleada pelo Goiás, 3 a 0, juntando-se ao São Caetano, Fortaleza e Santa Cruz.

O Grêmio, soberano, enfiou 3 a 0 no Flamengo, no Olímpico, e garantiu passagem direta para a Libertadores.

Mas sobraram vexames na penúltima rodada.

Numa atuação de gala do menino Alexandre Pato, 17 anos, do Inter, os gaúchos golearam o Palmeiras, em São Paulo, por 4 a 1.

E o Furacão também tomou de 4 a 1, em casa, do Figueira.

Finalmente, no jogo da taça, festa completa, com direito a gol de falta de Rogério Ceni e o da despedida de Fabão, 2 a 0 para o tetracampeão São Paulo diante do Cruzeiro, no colorido Morumbi. 

E Rogério Ceni jogou a medalha de ouro para a torcida, cumprindo com o que prometera ao fazer o mesmo com a de prata da Recopa Sul-Americana.

Ah, o Juventude, em Caxias, ficou no 2 a 2 com o Fortaleza e Botafogo e Corinthians ficaram no 0 a 0, no Maracanã.

A nota do jogo foi a atitude do árbitro Evandro Roman que, diante do calorão no primeiro tempo, parou o jogo para os atletas se refrescarem.

Porque a CBF se esqueceu que 16 horas, hoje, equivale ao sol das três da tarde.

Por Juca Kfouri às 16h58

Praga francesa: os tchecos também pagam

E não é que os tchecos resolveram endurecer?

No primeiro set lideraram o marcador até o vigésimo ponto, chegando a ficar quatro pontos na frente.

Depois do 20 a 20, no entanto, os brasileiros tomaram conta e fecharam em 25 a 22, mas foi bem mais difícil do que se imaginava.

E o segundo set não foi muito diferente.

Tanto que os tchecos completaram a quarta parada técnica sempre na frente: 8 a 6 na primeira, como no set inicial, e 16 a 15 na segunda.

A seleção brasileira não mostrava o mesmo instinto assassino dos jogos diante da Alemanha e dos Estados Unidos.

O time até vibrava, mas com menos raiva, como se a derrota para a França já estivesse esquecida.

É claro que esquecer a derrota é fundamental, mas manter a santa ira, também.

Seja como for, o Brasil chegou ao vigésimo ponto na frente, com 20 a 19.

E fez 21 a 19.

Pacientemente, essa é que a verdade.

Com o bloqueio funcionando bem, o 23 a 19 veio fácil, até fechar em 25 a 20.

O terceiro set foi ainda mais equilibrado.

Pela primeira vez, a seleção brasileira estava na frente na primeira parada técnica obrigatória, com 8 a 5.

A segunda também tinha o Brasil na frente: 16 a 14, mas com os tchecos ali, ó, sem dar folga.

Tudo bem, treina o time, o mantém alerta.

No melhor rali do jogo, os tchecos empataram em 16.

Só que erraram o saque e o Brasil  fez 17 a 16.

O Brasil retribuiu com um saque para fora: 17 a 17.

Fez 18 a 17, errou o saque e deu o empate em 18 a 18.

19 a 18.

19 a 19.

20 a 19, para eles.

Ia começar a decisão do set.

20 a 20.

Hora da onça beber água.

O primeiro gole foi deles, que fizeram 21 a 20.

O segundo, brasileiro, 21 a 21.

E Giba, sempre Giba, fez 22 a 21.

Os tchecos pedem tempo, Giba ri, mas vem o empate: 22 a 22.

Dante crava no chão: 23 a 22.

Outro empate: 23 a 23.

Anderson joga no bloqueio deles e a bola sai: 24 a 23.

Marcelinho vai para o saque.

Os tchecos pontuam: tudo igual.

Vamos a 26.

Anderson marca o 25o. ponto.

Ele mesmo saca.

E bem.

A bola tcheca fica no bloqueio brasileiro: 26 a 24.

3 a 0.

A próxima parada é a Itália, aquela de sempre, velha rival.

É ganhar e garantir a vaga na semifinal.

Sei lá.

Alguma coisa parece indicar que a França cutucou a onça com vara curta e os outros estão pagando pelo que não fizeram.

Esporte é esporte, Sérvia e Montenegro, Polônia e, principalmente, Bulgária continuam invictas, mas tudo leva a crer que o bicampeonato mundial vem aí.

Porque como já disse o jornal italiano "Gazzeta Dello Sport", o vôlei é aquele esporte disputado por seis jogadores de cada lado, que tem uma rede no meio e que acaba sempre com a vitória do Brasil...

Que continue assim.

Por Juca Kfouri às 02h59

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico