Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

09/12/2006

O Santos dos sonhos

A revista "Placar" está com uma edição especial nas bancas com o "Time dos Sonhos" dos 12 grandes clubes do eixo RS-SP-RJ-MG.

Trata-se de eleger o "time de todos os tempos" de cada clube, tradição da revista desde 1982, quando se fez a primeira edição, repetida em 1994 e agora.

Vinte personalidades ligadas a cada clube escalam o seu "time dos sonhos" e os mais votados compõem a seleção de todos os tempos.

Este blog escolheu o Santos para este domingo, simplesmente porque o Santos foi o melhor time de futebol que o mundo já viu.

Dá até para duvidar se este, o dos "sonhos", é melhor do que foi aquele de fins dos anos 50 e começo dos 60.

Mas, enfim, veja que time: Gilmar, Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos de Oliveira, Alex e Léo; Zito, Clodoaldo e Pelé; Robinho, Coutinho e Pepe.

Lula é o técnico e só Pelé teve os 20 votos.

Dos times eleitos em 1982 e 1994 perderam seus lugares Calvet, Rildo e Dorval e entraram Alex, Léo e Robinho.

Amanhã tem mais. 

Por Juca Kfouri às 23h25

Ainda sobre a eleição do Inter. Olha aí o exemplo

Por Lucio Hoffmann

Neste sábado foram realizadas no complexo do Beira-Rio as eleições para renovação de 50% das cadeiras do conselho deliberativo do Sport Club Internacional.

Pela primeira vez na história do Brasil, e pode ser que no mundo inteiro, um movimento surgido em um site de relacionamentos (orkut), está dentro do conselho de um grande clube de futebol.

Fundado há cerca de dois meses, o movimento INTERNET, foi idealizado por colorados comuns, daqueles que frequentam o cimento e não os camarotes, com as seguintes finalidades:

- Oxigenar o conselho com novas idéias;

- Fiscalizar o conselho;

- Levar o torcedor comum ao conselho do clube;

- Ser um elo entre a comunidade do orkut e o clube;

Das cinco chapas concorrentes ao conselho, somente duas atingiram a cláusula de barreira (15% de votos válidos).

A grande vencedora foi a chapa 1, encabeçada pelo atual presidente Fernando Carvalho e pelo futuro presidente, Vitório Píffero.

A nossa chapa ( Interação, Inter2000 e Internet) ficou em segundo lugar, elegendo 34 conselheiros, dois deles oriundos da comunidade do orkut.

Para vocês terem um idéia do que foi a nossa vitória, saibam que Marco Aurélio Leal (Presidente do Tribunal de Justiça) e Carlos Lamachia (Presidente eleito da OAB/RS) ficarão fora do Conselho.

Mas dois colorados comuns, de arquibancada, que tomam chuva e sentam no cimento, estarão no conselho!

A chapa 3,  encabeçada pelo Emídio Perondi (vice presidente da CBF) e apoiada pelo Zachia (presidente da AL gaúcha), tendo ainda o apoio do  Asmuz e de todo o poderoso Império Otomano não alcançou o percentual mínimo.

Vale lembrar que nessa eleição somente associados de antes de dezembro de 2004 puderam votar.

Na próxima eleição teremos mais de 20 mil votantes aptos a votar (nossa comunidade tem 130 mil membros).

Isso representa o crescimento do clube num todo.

Lideranças passadas foram abominadas pelos sócios e a atual gestão recebeu os méritos pelo bom trabalho.

E um novo movimento está surgindo na política colorada.


Resultado oficial - 3.481 votos

chapa 1 - 2019 - 116 conselheiros (58%)
chapa 2 - 429
chapa 3 - 374
chapa 4 - 591 - 34 conselheiros (16%)
chapa 5 - 68


Lucio Hoffmann,
moderador da comunidade do Internacional com 130 mil membros.

Por Juca Kfouri às 22h51

Pra você entender o Corinthians de Berezovski...

http://www.gazeta.ru/news/lastnews/index.shtml
 
 
02:04 (10 äåêàáðÿ)

Áåðåçîâñêèé ïîêóïàåò ôóòáîëüíûé êëóá "Êîðèíòèàíñ"

Reuters

Ðîññèéñêèé ïðåäïðèíèìàòåëü Áîðèñ Áåðåçîâñêèé íàìåðåí èíâåñòèðîâàòü ñðåäñòâà â êîìïàíèþ MSI, êîòîðàÿ âëàäååò ôóòáîëüíûì êëóáîì «Êîðèíòèàíñ». Êàê ñîîáùàþò áðàçèëüñêèå ÑÌÈ, áèçíåñìåí, ïðîæèâàþùèé â Ëîíäîíå, íàìåðåí âûêóïèòü êîíòðîëüíûé ïàêåò ýòîé êîìïàíèè è ñìåñòèòü íûíåøíåãî ïðåçèäåíòà Êèà Äæóðàá÷ÿíà.
Ðàíåå ïðîêóðàòóðà Ñàí-Ïàóëó çàïîäîçðèëà èíâåñòèöèîííóþ êîìïàíèþ MSI â îòìûâàíèè ïðåñòóïíûõ äîõîäîâ. Äåÿòåëüíîñòü Media Sports Investment çàèíòåðåñîâàëà ïðàâîîõðàíèòåëüíûå îðãàíû åùå â äåêàáðå 2004 ãîäà, êîãäà èíâåñòèöèîííàÿ êîìïàíèÿ ïîëó÷èëà êîíòðîëü íàä êëóáîì «Êîðèíòèàíñ».  ñåíòÿáðå æå ïðàâîîõðàíèòåëüíûå îðãàíû ñîîáùèëè, ÷òî ýòà êîìïàíèÿ ìîãëà áûòü èñïîëüçîâàíà äëÿ îòìûâàíèÿ äåíåã Áîðèñà Áåðåçîâñêîãî.   // «Ãàçåòà.Ru»

http://www.gazeta.ru/news/lastnews/2006/12/10/n_1013359.shtml

 

Por Juca Kfouri às 22h40

Boas notícias do Inter


Olá Juca.

Não sei se tu já tens a informação que vou lhe passar, mas não há um jornalista mais indicado para repassá-la.

É uma ótima notícia, principalmente pra nós colorados.

Hoje foram realizadas eleições para renovação de metade do conselho deliberativo do Inter, 150 novos conselheiros foram eleitos.

No Inter as eleições para o conselho são proporcionais.

Por exemplo: apenas aquela chapa que obtiver o mínimo de 15% dos votos dos associados do clube elegem conselheiros.

Os que fizerem 15%, por exemplo, indicam 22 conselheiros(15% de 150); se uma chapa obtiver 50% dos votos indica 75 conselheiros etc, etc...

Uma das chapas era liderada por Pedro Paulo Záchia, ex-presidente do Inter nos anos 90 e que deixou o clube cheio de dívidas  e derrotas!

O sr. Záchia usou das mais baixas manobras para que a eleição fosse realizada hoje, já que os principais líderes da situação, o presidente atual Fernando Carvalho e o futuro presidente Vitório Píffero, estão no Japão onde o Inter busca seu maior título, resultado de um trabalho da atual gestão que recuperou o Inter destroçado no período em que Záchia e seus aliados, entre eles Paulo Rogério Amorety, estavam no poder.

Um ex-aliado de Záchia, que tu deves conhecer muito bem, também concorria a reeleição para o conselho deliberativo do Inter.

Ninguém menos que Emídio Perondi, ex-presidente, irmão do deputado federal Darcízio Perondi eleito e reeleito com o patrocínio de Ricardo Teixeira, que destina sempre gordas somas em dinheiro para sua campanha.

O fato é que as duas chapas dos agora adversários políticos no Inter, Emídio Perondi e Pedro Paulo Záchia, não chegaram aos 15% de votos!

O sr. Perondi sequer conselheiro do Inter é mais!

A chapa da situação venceu com ampla maioria e irá indicar 116 conselheiros.

A outra chapa a ultrapassar os 15% é a chapa 4 composta basicamente por pessoas jovens e desconhecidas da grande mídia, entre elas Mano Changes líder de uma banda musical muito popular entre os adolescentes aqui do Rio Grande do Sul e recém eleito deputado estadual.

Desculpe por me alongar no e-mail, mas sempre acho uma ótima notícia quando um cidadão como esse Perondi perde uma eleição, ainda mais quando é uma eleição para conselheiro do time do meu coração.

E tu como um verdadeiro jornalista, que fala a verdade sem compromisso com outras "forças" e como ninguém denuncia as mazelas dos "dirigentes" do futebol brasileiro, foi a primeira pessoa para a qual eu pensei em dar essa boa notícia.

Meus parabéns pelos serviços prestados para com a verdade.

E muito obrigado pela atenção.

Um abraço.

Diego Corrêa Volpato, sócio e apaixonado pelo Inter! 

Este blog é que agradece pela consideração e, principalmente, pela ótima notícia.

Por Juca Kfouri às 19h14

O Inter dos sonhos

A revista "Placar" está com uma edição especial nas bancas com o "Time dos Sonhos" dos 12 grandes clubes do eixo RS-SP-RJ-MG.

Trata-se de eleger o "time de todos os tempos", tradição da revista desde 1982, quando se fez a primeira edição, repetida em 1994 e agora.

Vinte personalidades ligadas a cada clube escalam o seu "time dos sonhos" e os mais votados compõem a seleção de todos os tempos.

Como o Inter é o time brasileiro que, neste momento, atrai todas as atenções do mundo do futebol, eis no que resultou a pesquisa de 2006:

Manga, Paulinho, Figueroa, Gamarra e Oreco; Salvador, Paulo César Carpegiani e Falcão; Valdomiro, Fernandão e Tesourinha.

Rubens Minelli é o técnico e só Don Elias Figueroa teve os 20 votos.

Apenas Gamarra, Valdomiro e Fernandão aparecem como novidades em relação aos times eleitos em 1982 e 1994. 

Amanhã tem mais.

Por Juca Kfouri às 13h06

As derrotas de Mustafá Contursi

Ontem houve reunião do conselho do Palmeiras.

E três propostas da presidência foram votadas, todas com a oposição do grupo de Mustafá Contursi:

1. Urnas eletrônicas nas eleições de janeiro;

2. Data de 22 de janeiro para as eleições;

3. Adaptação do estatuto ao Código Civil para que, nas eleições seguintes às de janeiro, os sócios já possam votar diretamente para a presidente.

Mustafá Contursi perdeu as três, com votações de 130 a 50, mais ou menos.

E ainda teve de ouvir coros como " Fora, fora Mustafá, a mordaça acabou".

Seu candidato à presidência, Roberto Frizzo, ao perceber a derrota, saiu pelos fundos, sem votar.

A recusa às urnas eletrônicas tem respaldo em histórias que viraram folclore em Parque Antarctica: as urnas comuns já vinham repletas de votos para a situação em eleições passadas.

Por Juca Kfouri às 12h53

A torcida na Argentina

Por quien hinchan los hermanos

Jorge Santana (www.cruzeiro.org)


Pesquisa ralizada em março de 2006 pela da Consultora Equis, de Buenos Aires, revela que apenas 9,7% dos argentinos não torcem por algum time.

No Brasil, este número é três vezes maior.

Entre os que torcem, o ranking (em %) é o seguinte para todo om país (entre parêntesis, os números da Grande Buenos Aires):

1.Boca Juniors: 40,4 / (40,4)
2.River Plate: 32,6 / (29,9)
3.Independiente: 5,5 (7,0)
4.Racing: 4,2 / (5,5)
5.San Lorenzo: 3,9 / (6,9)
6.Rosário Central (Rosário): 1,7 / (0,2)
7.Estudiantes (La Plata): 1,7 / (0,1)
8.Talleres (Cordoba): 1,3 / (0,1)
9.Belgrano (Cordoba): 1,3 / (0,0)
10.Newells Olds Boys (Rosário): 1,2 / (0,0)
11.Velez Sarsfield (Buenos Aires): 1,1 / (2,6)
12.Atlético (Tucuman): 0,8 / (0,0)
13.San Martin (Tucuman): 0,8 / (0,0)
14.Huracan (Buenos Aires): 0,6 / (1,4)
15.Gimnasia y Esgrima (La Plata): 0,5 / (0,0)
Outros: 1,4

Por Juca Kfouri às 12h32

08/12/2006

Berezovski, o ingênuo

O mafioso russo Boris Berezovski aparece hoje nos maiores jornais de São Paulo como homem forte da MSI.

E diz que no máximo em dois meses decidirá se assume de vez a empresa no Brasil.

Pode ser mera manobra para ajudar Alberto Dualib nas eleições no Corinthians, para manter acesa a esperança de novos investimentos, embora Kia Joorabchian, agora chamado de "gerente" por ele, apóie a chapa de "oposição".

Pode ser um monte de coisas, aliás.

Porque Berezovski não tem nenhuma vergonha de se fazer passar por ingênuo, ao perguntar ao repórter  Ricardo Perrone, da "Folha de S.Paulo", se Renato Duprat é mesmo próximo do presidente Lula.

Ora, não só o russo conhece bem a folha corrida de Duprat como conhece quem de fato é próximo ao presidente da República, pois até com o ex-ministro José Dirceu ele esteve em sua última visita ao país.

Visita que, por sinal, terminou na Polícia Federal.

No www.citadini.com.br você encontra a interpretação do ex-vice-presidente corintiano Roque Citadini para a repentina mudança de postura de Berozovski.

É leitura interessante.

Por Juca Kfouri às 12h59

07/12/2006

Le Monde acusa. Barcelona e Real Madrid reagem

O tradicional jornal francês "Le Monde" denunciou ontem que o Real Madrid e o Barcelona foram clientes do médico espanhol Eufemiano Fuentes, tido como o chefão do doping no ciclismo europeu.

Segundo o jornal francês, os dois clubes compravam estimulantes de Fuentes.

Os desmentidos foram imediatos e enérgicos, com as tradicionais ameaças de processos tanto por parte do clube de Madrid como pelo de Barcelona.

Seus jogadores, Ronaldo, inclusive, engrossaram o coro dos desmentidos.

Mas o "Monde" não nasceu ontem e certamente está bem coberto.

E o fato é que o doping domina os esportes de competição, todos eles, por mais que haja controles para evitá-lo.

Negar tamanha evidência é só mais uma hipocrisia do mundo esportivo, como a de dizer que drogas não combinam com atletas.

É até verdade dizer que não combinam, mas que se misturam, se misturam.

E como!

E não é de hoje, infelizmente.

Por Juca Kfouri às 23h11

Esclarecimento

Este atarefado blogueiro passou boa parte da quarta-feira e da quinta fora do ar, ou melhor, no ar, ou melhor, em solo, na busca do ar.

São Paulo/Curitiba/São Paulo virou uma aventura.

Ao voltar, foi direto para a MTV, gravar um programa.

Depois, por volta das 18h, soube que Hugo Palaia havia caído no Palmeiras e que Gilberto Cipullo assumiria seu lugar, com a convicção de que Caio Júnior será o treinador palmeirense em 2007.

Botou no blog.

Agora há pouco, indo ao blog do PVC, como sempre faz, viu a notícia lá, publicado cinco horas antes.

A notícia, portanto, é do blog dele (veja abaixo, copiada), não deste.

CIPULLO ASSUME E PICERNI SAI

postado por Paulo Vinícius Coelho

Hugo Palaia sai do Departamento de Futebol do Palmeiras e Gilberto Cipullo será o novo diretor de futebol. Cipullo deve assumir na próxima segunda-feira e foi de seu grupo o convite para Caio Júnior ser o novo técnico do Palmeiras. Uma coisa, com a nova direção de futebol, já é certa. Jair Picerni não ficará no clube em 2007, porque não é nome que agrade ao grupo de Gilberto Cipullo e Serafim del Grande.

07/12/2006 13:31
 

Desculpas a ele e a você.

Por Juca Kfouri às 22h44

Faz 40 anos hoje

Para sempre, Academia Celeste!

Por JORGE SANTANA

Sob pressão - Chuva forte, campo enlameado, poças d’água por todos os lados. Mais experiente, o Santos tratou de lançar bolas longas sobre a área do Cruzeiro para Pelé e Toninho forçarem os erros de William e Procópio.

Para não perder o meio de campo, Lula escalou Amauri no lugar de Dorval. Sua missão era ajudar Zito e Mengálvio a parar Tostão e Dirceu. E Piazza, que havia anulado o Rei no jogo de ida, sem poder recuar demais para não abrir brechas no meio de campo, ficou fora de jogo no começo do 1º tempo.

Com amplo domínio do jogo, o Santos abriu o placar aos 23. Pelé driblou William e chutou no canto: 1 x 0. Aos 25, após receber passe de Pelé, Toninho invadiu a área e deslocou Raul: 2 x 0.

Piazza recuou e voltou a colar em Pelé. O Cruzeiro respirou, começou a tocar a bola. O Santos arrefeceu um pouco seu poder ofensivo. Após descansar um pouco, voltou a atacar furiosamente nos últimos 5 minutos.

Aos 40, Pelé passou por Piazza e lançou Toninho entre Procópio e William. Raul saiu do gol e defendeu nos pés do centroavante. Um minuto depois, Toninho acertou a trave. Aos 44, Pelé ficou cara-a-cara com Raul. O goleiro fez milagre. Terminou. Só 2 x 0. Graças a Deus!

Intervalo – Aírton Moreira, que na chegada a São Paulo, recebera apoio dos irmãos mais famosos, Aymoré e Zezé, estava perplexo. “Tá tão ruim que nem eu sei como consertar. Façam o que vocês acharem melhor”, recomendou aos jogadores.

Para piorar, num gesto de provocação, Mendonça Falcão, presidente da Federação Paulista de Futebol e Athiê Jorge Cury, presidente do Santos, procuraram Felício Brandi para acertar data e local do terceiro jogo. Foram enxotados, aos berros, do vestiário.

Felício aproveitou a visita inoportuna para mexer com os brios dos jogadores. Na volta, os craques conversavam, combinavam jogadas, animavam-se mutuamente. Estavam certos de que podiam virar o placar. Afinal, já haviam vencido duas vezes o time de Pelé naquele ano.

A demolição do pentacampeão brasileiro – Piazza voltou disposto a parar Pelé. E o Rei ficou no bolso do Capitão. Sem a companhia do melhor do mundo, Toninho virou presa fácil para os compadres William e Procópio. Dirceu e Tostão começaram a cair pelos lados do campo. Sem o fôlego dos garotos celestes, Zito e Mengálvio se perderam na marcação. Sob pressão, a defesa santista começou a falhar.

Aos 12, Hilton serviu Evaldo que foi derrubado na área por Oberdan. Pênalti. Tostão bateu mal. Cláudio defendeu. A torcida santista se assanhou à toa. Apesar do gol perdido, o Cruzeiro continuava controlando o jogo.

Aos 18, Lima derrubou Natal na lateral da área. Falta para cruzamento. Mas Tostão bateu direto. De curva: 1 x 2.

A partir daí, o Cruzeiro esqueceu-se de qualquer cuidado defensivo e dedicou-se a atacar. Dirceu exibiu seu repertório de gingas e dribles. Aos 28, tirou Joel de sua frente com um drible de corpo e fuzilou Laércio: 2 x 2. Bastava.

Nocauteado em pé, o Santos pedia só um empurrãozinho para cair. Aos 44, caiu definitivamente. Do lado esquerdo, Tostão passou por Lima e Zé Carlos e cruzou para trás. Chegando na corrida, Natal apenas cumprimentou Laércio: 3 x 2. Fim de jogo.

Enlameado, Piazza levantou a Taça Brasil, o troféu mais importante da história do futebol mineiro. De todos os tempos!

Carioca - José Paulo de Souza, Zé Paulo ou, para os boleiros, Carioca, jogou no Sete de Setembro e no Bahia. No Tricolor de Aço, conquistou o título brasileiro de 1959. Ele, sim, pode cartear marra de primeiro campeão brasileiro. Depois do Bahia, Carioca veio para o Cruzeiro. Por ocasião da inauguração do Mineirão, foi promovido a Diretor de Futebol compondo a equipe de Carmine Furletti.

Das nossas conversas regadas a cervejas geladas, uma foi aula de futebol. Ele descreveu - vi pela TV, mas ele estava no banco de reservas - uma das maiores atuações de um craque celeste em todos os tempos.

Naquela noite de 7 de dezembro de 1966, o Cruzeiro voltou para o 2º tempo com a missão de desfazer a vantagem santista de dois gols num gramado encharcado que prejudicava terrivelmente seu toque de bola.

Mudar o placar, em cima do time de Pelé, só por milagre. Ou com muita superação. E foi justamente o que aconteceu. Ele conta: “Logo de cara, tivemos um pênalti a nosso favor. Tostão bateu e perdeu. Pensei: ‘nada dá certo, não é nosso dia…’ Que nada! Tostão se multiplicou, passou a pedir todas as bolas e começou a infernizar a defesa do Santos com dribles, passes e lançamentos precisos. Tentou de tudo, até conseguir marcar seu gol, batendo falta aos 19 minutos. O time vibrou muito e passou a sufocar o adversário, sempre sob o comando de Tostão, até virar o placar. A raça do Tusta contagiou toda equipe.”

Armando Nogueira - “O campo enlameado do Pacaembu consagrou, ontem à noite, o grande campeão do Brasil, o Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes, Natal, e Raul, isto para citar apenas quatro jogadores de uma das melhores equipes que o futebol brasileiro já viu nascer e crescer.” (Jornal do Brasil, 08dez66)”

Nelson Rodrigues - “Depois da vergonha e da frustração da Copa do Mundo, nenhum acontecimento teve a importância e a transcendência da vitória de anteontem. Por outro lado, não foi só a beleza da partida, ou seu dramatismo incomparável. É preciso destacar o nobre feito épico que torna inesquecível o feito do Cruzeiro. Não tenhamos medo de fazer a sóbria justiça: aí está, repito, o maior time do mundo.” (Jornal dos Sports, 09dez66)

Santos 2 x 3 Cruzeiro, quarta-feira, 7 de dezembro, Pacaembu, São Paulo, jogo de volta das finais da Taça Brasil 1966 - Juiz: Armando Marques (carioca) – Bandeiras: Germinal Alba e Antônio Medeiros (paulistas) - Renda: Cr$65.142.000 – Público presente: 30.000 (estimado) - Gols: Pelé e Toninho, no 1º tempo; Tostão, Dirceu Lopes e Natal, no 2º - Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco, Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão, Natal, Evaldo e Hílton Oliveira. Tec: Airton Moreira / Santos: Cláudio, Zé Carlos, Oberdan, Haroldo e Lima, Zito e Mengálvio, Amauri (Dorval), Toninho Guerreiro, Pelé e Edu. Tec: Lula.

Trechos do livro "Páginas Heróicas" (Volume 2, ainda no prelo) de Jorge Santana, da Coleção Camisa 13, Editora DBA

Mais detalhes desta epopéia do dia em que o Brasil se deslumbrou pela primeira vez com um time fora do eixo Rio-São Paulo, em

 

Por Juca Kfouri às 17h46

Muda, Palmeiras

Gilberto Cipullo é o novo homem forte do futebol do Palmeiras.

Hugo Palaia caiu, para alegria da massa alviverde.

Jair Picerni deve seguir o mesmo caminho de Palaia.

Caio Júnior é o nome forte para substitui-lo.

Por Juca Kfouri às 17h19

Um novo Sócrates vem aí

Ele joga tênis.

E bem.

Mas bate sua bola também no futebol.

Quem viu, garante que como poucos.

O pai, que só foi vê-lo com a bola grande há três meses, ficou impressionado.

E não é do tipo pai babão.

O menino tem só 16 anos e já foi encaminhado ao São Paulo, garantia de tratamento adequado, por mais que o pai preferisse vê-lo no seu time de coração, o Corinthians.

O pai do menino o chama de Juninho.

O menino tem aquele nome enorme do pai, com Júnior no fim.

Sócrates Júnior.

Dizem que é para guardar esse nome.

Por Juca Kfouri às 00h23

06/12/2006

Ronaldo, sorte gorda!

O Real Madrid jogava mal, Ronaldo em campo, também, inoperante, até porque a bola não chegava nele.

E o time madridista perdia para o Dinamo, em Kiev, na Ucrânia, por 2 a 0.

Os ucranianos já eliminados, os espanhóis já classificados para as oitavas-de-final da Copa dos Campões.

Aí, uma bola chegou em Ronaldo.

Ele a chutou e conseguiu um escanteio.

Na cobrança, aos 41 minutos do segundo tempo, a bola sobrou a Ronaldo diminuiu.

Em seguida, um minuto depois, Ronaldo pegou a bola, avançou área adentro e foi derrubado.

Ele mesmo cobrou o pênalti e empatou o jogo, aos 43.

A sorte mudou?

Tomara que sim.

Por Juca Kfouri às 18h35

A prova dos 70 mil...

Entrevistei ontem, na CBN, Francisco Horta, o presidente do Fluminense à época da invasão corintiana de 30 anos atrás.
 
Reproduzo aqui um trecho apenas para que os tricolores cariocas, ainda incrédulos, ouçam o que Horta relata.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/wma.asp?audio=2006/noticias/horta_061205.wma

E prometo só voltar ao assunto quando a efeméride completar 35 anos...

Por Juca Kfouri às 12h38

05/12/2006

Curiosidades do Brasileirão-2006

O blogueiro, e jornalista, Marcelo Mendonça, gosta de pesquisar e descobrir curiosidades.

Gentilmente, mandou algumas para este blog.

Só não consegui descobrir o time do coração dele...

Pergunta, Mendonça:

Você  já parou para analisar que o São Paulo tem menos derrotas durante toda a temporada de 2006 (12) do que Corinthians (15) e Palmeiras (18) no Brasileiro?

E o prezado colega já viu a confirmação de que o empate é um péssimo resultado num campeonato de pontos corridos?

Tal confirmação veio através da classificação do Paraná Clube para a Libertadores com apenas seis empates, enquanto o seu rival direto pela vaga no torneio sul-americano, o Vasco, terminou a competição com 14.
 
Você notou que a diferença do primeiro colocado (São Paulo), para o último (Santa Cruz) foi de 50 pontos?!

E que a diferença para o Corinthians foi a metade disso?

E ainda tem gente dizendo que se tivesse mais um turno a equipe do Leão ganhava o penta.

Nem que tivesse somado os pontos só da gestão do Leão isso seria possível (40 pontos - 11 V, 7 E, 4 D - contra 44 pontos do tricolor - 12 V, 8 E, 1 D).
 

 

Por Juca Kfouri às 23h38

E quase que o Pato não voa

Dizem que os patos quase andam, quase nadam e quase voam.

Pois, de fato, o Pato do Internacional de Porto Alegre quase não voou para o Japão.

Embora Alexandre Pato já tenha demonstrado que corre, chuta com os dois pés, passa e cabeceia muito bem, voar que é bom para disputar o Mundial de clubes quase que ele não foi capaz.

E não apenas por mais um apagão aéreo que assolou nossos aeroportos ontem e atrasou o vôo colorado para Tóquio.

Mas porque Pato, de apenas 17 anos e embora emancipado, esqueceu o documento da emancipação.

E menor de 18 anos não viaja sem a companhia dos pais ou sem a autorização deles.

Pois Pato teve de esperar enquanto seus companheiros passavam para a área de embarque até que chegasse de Porto Alegre o documento que comprovava sua emancipação.

Pato acabou sendo o único passageiro beneficiado pelo atraso causado pelo apagão.

Tomara que, no Japão, ele se ilumine e prove que não só faz tudo bem como é capaz de fazer ainda melhor para a felicidade da futebol brasileiro.

Por Juca Kfouri às 23h02

Rei da Catalunha

Há quem diga que Ronaldinho Gaúcho não decide.

Certamente os jogadores e torcedores do Werder Bremen não concordarão.

Porque o brasileiro matou a pau agora há pouco em Barcelona e conduziu seu time às oitavas-de-final da Copa dos Campeões da Europa.

Em 18 minutos ele sofreu uma falta, bateu-a e fez 1 a 0; depois deu o passe que começou o segundo gol catalão. 

Se o Barça empatasse, estaria fora da Copa dos Campeões.

Imagine se Ronaldinho decidisse...

Por Juca Kfouri às 18h41

Deu no Estadão de hoje

Santos limita poder de Luxemburgo

 
O presidente Marcelo Teixeira volta a criticar o planejamento no Brasileiro e o treinador se desgasta no clube

Sanches Filho

Vanderlei Luxemburgo não é mais o todo-poderoso do Santos. O presidente Marcelo Teixeira manteve acesa polêmica com o treinador, ao sustentar ontem as críticas que na semana passada havia feito ao planejamento do time. O dirigente lamentou que o objetivo para o segundo semestre de 2006 tenha se limitado à busca de vaga para a próxima Libertadores e aproveitou para reafirmar que é quem dá as cartas no clube.

'A responsabilidade sempre é da presidência', recordou Teixeira. 'Falei no Conselho que houve erro de estratégia. Em vez de priorizarmos vaga na Libertadores, teríamos de manter o foco na conquista do Brasileiro', insistiu. 'Falei que houve planejamento errado e não foi crítica direta ao Vanderlei.'

Luxemburgo esperava que o presidente desmentisse notícia publicada sábado no jornal A Tribuna, de Santos, ou que pelo menos o cartola desse nova versão ao fato. Como isso não aconteceu, preferiu dizer que houve falha de interpretação do jornalista que escreveu a matéria.

'Continuo com o meu ponto de vista anterior', afirmou o técnico, depois de ouvir Teixeira falar sobre o assunto. 'Se esse esclarecimento tivesse sido feito antes, não teria havido nenhuma declaração minha a respeito', justificou Luxemburgo.

Tudo começou porque na reunião do Conselho Deliberativo, na quinta-feira, Teixeira apontou planejamento errado de Luxemburgo, ao dar prioridade à Libertadores, como responsável pelo fracasso no Brasileiro. A intenção era rebater as acusações de que o futebol do clube, que tem o maior custo no Brasil - quase R$ 4 milhões por mês - ficou no vermelho.

Trechos do encontro vazaram, saíram no jornal e deixaram Luxemburgo indignado, por entender que esse tipo de assunto não podia vir a público. O episódio, aparentemente insignificante, mostra que Teixeira não está tão satisfeito com Luxemburgo quanto parecia. Com isso, o técnico perde força no clube. Com a sua reação, Luxemburgo fica em situação semelhante àquela que viveu no Cruzeiro, em 2003, após a conquista de três títulos. Na época, bateu forte nos dirigentes, quis voltar atrás e foi dispensado.

Conselheiros e funcionários afirmam que a situação financeira do Santos não é boa. O clube estaria devendo R$ 18 milhões a um banco e há duas semanas iniciou processo de contenção de despesas, com 24 demissões.

 

 

Por Juca Kfouri às 11h40

Os melhores do Brasileirão

A seleção dos melhores do Brasileirão, com votos de muita gente, na promoção da CBF, ficou assim: Rogério Ceni, Souza, Fabão, Fabiano Eller e Marcelo; Mineiro, Lucas, Zé Roberto (Botafogo) e Renato; Fernandão e Souza.

A deste blog é ligeiramente diferente: Rogério, Ilsinho, Miranda, Fabiano Eller e Kléber; Josué, Mineiro, Fernandão e Zé Roberto (Santos); Souza e Soares.

O melhor jogador, pela CBF, coincide com a opinião do blog na escolha de Rogério Ceni.

E a eleição popular, na CBF, elegeu Renato como craque da competição, porque a torcida do Flamengo é a torcida do Flamengo.

A revelação do campeonato, para o blog, foi Lucas, assim como também é o do Grêmio o melhor técnico, Mano Menezes.

Por Juca Kfouri às 11h05

O ranking, do 11o. ao 38o. lugar

Eis abaixo, em mais uma contribuição de Conrado Giacomini, as demais classificações do ranking do Campeonato Brasileiro, desde 1971, e que atribui 10 pontos ao campeão, nove ao vice, oito ao terceiro, e assim, sucessivamente, até o décimo colocado.

É o mesmo critério usado pela revista "Placar" e não só leva em conta a Copa João Havelange como correspondente ao Campeonato Brasileiro de 2000 como, de quebra, dá 10 pontos ao Flamengo e ao Sport, em 1987.

Os 10 primeiros estão publicados quatro notas abaixo.
 
 
11  Fluminense 87

12  Botafogo 71

13  Guarani 60

14  Coritiba 51

15  Goiás 41

16  Sport 40

17  Atlético Paranaense e Portuguesa 38 

19  Bahia 37

20  São Caetano 30

21  Bragantino  e Ponte Preta 27 

23  Vitória 25

24  Operário-MS 18

25  Paraná 15

26  Santa Cruz 14

27  Bangu 12

28  América-RJ e Juventude 11

30  Brasil-RS 8

31  Londrina 7

32  Náutico 5

33  América-MG, Ceará e Figueirense 4 

36  Joinville e Remo 3 

38 Santo André e Uberlândia 1 



 

Por Juca Kfouri às 00h59

Há 30 anos, a invasão, segundo NELSON RODRIGUES

Arquivo "O GLOBO"

"Uma coisa é certa: não se improvisa uma vitória. Vocês entendem? Uma vitória tem que ser o lento trabalho das gerações.

Até que, lá um dia, acontece a grande vitória.

Ainda digo mais: já estava escrito há seis mil anos, que em um certo domingo, de 1976, teríamos um empate.

Sim, quarenta dias antes do Paraíso estava decidida a batalha entre o Fluminense e o Corinthians.

Ninguém sabia, ninguém desconfiava.

O jogo começou na véspera, quando a Fiel explodiu na cidade.

Durante toda a madrugada, os fanáticos do timão faziam uma festa no Leme, em Copacabana, Leblon, Ipanema.

E as bandeiras do Corinthians ventavam em procela.

Ali, chegavam os corintianos, aos borbotões.

Ônibus, aviação, carros particulares, táxis, a pé, a bicicleta.

A coisa era terrível. Nunca uma torcida invadiu outro estado, com tamanha euforia.

Um turista que, por aqui passasse, havia de anotar no seu caderninho: "O Rio é uma cidade ocupada".

Os corintianos passavam a toda hora e em toda parte.

Dizem os idiotas da objetividade que torcida não ganha jogo.

Pois ganha.

Na véspera da partida, a Fiel estava fazendo força em favor do seu time.

Durmo tarde e tive ocasião de testemunhar a vigília da Fiel.

Um amigo me perguntou: "E se o Corinthians perder?"

O Fluminense era mais time.


Portanto, estavam certos, e maravilhosamente certos os corintianos, quando faziam um prévio carnaval.

Esse carnaval não parou.

De manhã, acordei num clima paulista.

Nas ruas, as pessoas não entendiam e até se assustavam.

Expliquei tudo a uma senhora, gorda e patusca.

Expliquei-lhe que o Tricolor era no final do Brasileiro, o único carioca.

Não cabe aqui falar em técnico.

O que influi e decidiu o jogo foi a torcida.


A torcida empurrou o time para o empate.

A torcida não parou de incitar.

Vocês percebem?

Houve um momento em que me senti estrangeiro na doce terra carioca".

NELSON RODRIGUES publicou este texto no GLOBO em 6/12/76, dia seguinte ao Fluminense x Corinthians.

Por Juca Kfouri às 00h51

A Lei de Incentivo Fiscal ao esporte nacional

O governo quer que o Senado aprove ainda neste ano a Lei de Incentivo ao Esporte, já votada na Câmara dos Deputados.

Para Carlos Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, a lei é a redenção do nosso esporte.

Mas não é.

Trata-se apenas de mais uma renúncia fiscal em benefício de um setor que há anos demonstra sua incompetência, com modelos de gestão ultrapassados e por meio da perpetuação no poder, com direito a reeleições sem limites.

Na verdade, é uma lei assistencialista e que vem para dar mais dinheiro aos de sempre, premiar a ineficácia e a falta de transparência.

Além do mais, como demonstra uma aprofundada análise do Gife, Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, que tem como missão o aperfeiçoamento e a difusão de conceitos e práticas do uso de recursos privados para o desenvolvimento do bem comum, a lei tem pelo menos cinco pecados mortais do ponto de vista técnico.

Na verdade, se o Senado aprovar a lei, o esporte de base continuará excluído e os clubes de futebol vão ser os grandes beneficiados.

Porque nem a Loteria Esportiva, nem a Lei Piva, nem os sucessivos Refis ou a Timemania bastam para cobrir os buracos da gestão temerária e sem pudor da cartolagem nacional.

Não foi à toa que um dia Graciliano Ramos escreveu que  o autêntico esporte nacional era a pernada.

Por Juca Kfouri às 00h40

Deu Pirro no Mengão

Clube de maior torcida do país, o Flamengo tem cerca de apenas 5 mil sócios com direito a votar em suas eleições.

Destes, só 1669 votaram ontem.

E 734 deram a vitória a Márcio Braga, candidato da situação.

Os dois candidatos de oposição, somados, tiveram 935, exatos 201 votos a mais que Braga.

Ou seja, fosse em regime de dois turnos e muito provavelmente a oposição sairia vencedora.

Foi a chamada vitória de Pirro.

Por Juca Kfouri às 00h18

04/12/2006

Mustafá na vice da CBF

Como era de se prever, Mustafá Contursi será o novo vice-presidente da CBF, no lugar de Nabi Abi Chedid.

O curioso é que tudo indica que Contursi perderá as eleições no Conselho do Palmeiras para Serafim del Grande.

Por Juca Kfouri às 18h45

Os 10 primeiros do ranking do Brasileirão

Terminado mais um Campeonato Brasileiro, eis a lista dos 10 primeiros clubes na história da competição, num ranking que dá 10 pontos ao campeão, nove ao vice, oito ao terceiro colocado e assim sucessivamente, até o décimo, que ganha um ponto:

1o. São Paulo  163
 
2o.  Corinthians  147
 
3o.  Internacional  146
 
4o.  Atlético Mineiro  143
 
5o.  Palmeiras 138

6o.  Grêmio 123

7o.  Cruzeiro 119 

8o.  Santos 116

9o.  Vasco 110

10o. Flamengo 101
 

Por Juca Kfouri às 15h36

03/12/2006

Aos corintianos, flamenguistas, palmeirenses e vascaínos

Na verdade, os palmeirenses nem precisavam estar aqui, porque não sei de nenhum que esteja feliz com a campanha do time ou com o fato de ter escapado do rebaixamento.

Em 16o. lugar com 44 pontos apenas, o melhor que o Palmeiras fez foi desmentir os matemáticos, que imaginavam que seriam necessários 47 para não cair.

Agora, vascaínos, em sexto lugar, corintianos, em nono e flamenguistas, em 11o., precisam parar para pensar:

festejar que quase deu para chegar à Libertadores, ou a reação na reta final ou uma classificação honrosa pode servir para muita gente, menos para clubes com as massas torcedoras, glórias, tradições e capacidade de investimento desses clubes.

Dêem-se ao respeito para serem respeitados.

Por Juca Kfouri às 20h47

Estranho Luxemburgo

O Santos ganhou bem sua última partida e está na Libertadores.

O que podia ser festejado virou interrogação.

Porque Vanderlei Luxemburgo na entrevista coletiva que acabou de dar manifestou-se magoado com uma notícia saída em jornal de Santos na qual se diz que houve mau planejamento para 2006.

Luxemburgo tratou em público algo que poderia tratar com o presidente do Santos e deixou em aberto que pode exercer a cláusula de rompimento de contrato.

Reclamou que o presidente santista não desmentiu o jornal.

Ao mesmo tempo, falou em Campeonato Paulista etc e tal.

De duas, uma: ou tem alguma coisa errada com Luxemburgo no Santos ou tem alguma coisa certa com Luxemburgo fora do Santos...

Por Juca Kfouri às 20h06

Em resumo...

Nos dois jogos que realmente interessavam na última rodada, nenhum gol.

Já nos outro oito, 31 gols, quase quatro por partida.

Tudo na vida é uma questão de perspectiva.

O poderoso futebol paulista, por exempo, foi bem ou foi mal no Brasileirão?

Ora, foi bem, pois teve o campeão, ganhou o título pela terceira vez seguida e ainda fez dois dos quatro primeiros.

Mas foi mal, porque teve dois de seus times rebaixados e dois de seus grandes com más campanhas.

O futebol de São Paulo ganhou, em média 52,50 pontos na competição.

Já o gaúcho, com melhor média, ganhou 61,30.

Do futebol carioca pouco se esperava.

Ou melhor: esperava-se pelo menos um rebaixamento de um de seus clubes.

E isso não aconteceu, o que se não chega a ser motivo de comemoração, é, ao menos, de alívio.

Mas acabou não classificando ninguém para a Libertadores por meio do Brasileirão, como tem acontecido desde que o campeonato é disputado em pontos corridos, o que dá a medida de que como vão as coisas no futebol do Rio.

Os paulistas, por exemplo, classificaram 10 times no modelo que vigora desde 2003; os gaúchos três, como os paranaenses e mineiros e goianos, um.

Em média, os cariocas ficaram com 51,75 pontos.

Já o Paraná, botou um na Libertadores, outro na Sul-Americana e teve média de 54 pontos, um a mais que Minas Gerais, um a menos que Goiás e três a menos que Santa Catarina, todos com apenas um clube.

O melhor público da última rodada foi no Beira-Rio, com mais de 35 mil torcedores.

O pior aconteceu em Campinas, com 780 tristes pontepretanos.

A média de público da última rodada foi de 9.629.

E a do campeonato ficou em 12.311.

As três últimas médias de público, ainda com o sistema de mata-mata foram:

em 2000: 11.546;

em 2001 - 11.400;

em 2002 - 12.886.

Por Juca Kfouri às 19h17

O vice é do Inter de novo

O Inter ficou pela segunda vez seguida com a segunda colocação no Campeonato Brasileiro.

Há quem possa achar graça.

Mas não é pouco, ao contrário.

Porque revela regularidade.

E tanto não é que, afinal, o Inter ainda tem o que fazer nesta temporada, não?

Fato é que o Grêmio perdeu a chance do vice-campeonato ao perder muitos gols e o jogo para o Fortaleza, 1 a 0.

Já o Santos fechou o ano com chave de ouro: 3 a 1 no Santa Cruz.

O São Paulo foi o campeão dos dois turnos.

No primeiro, ganhou o Troféu Osmar Santos, do diário "Lance!".

E, no segundo, o Troféu João Saldanha, também do "Lance!".

João Saldanha que era gaúcho e gremista, embora, sobretudo, botafoguense.

Por Juca Kfouri às 19h05

É o Paraná Clube!

O Paraná Clube está na Libertadores.

Com justiça.

Jogou menos do que pode no 0 a 0 diante do misto do São Paulo.

Mas se beneficiou com outro 0 a 0, entre Figueirense e Vasco.

O Vasco decepcionou.

Chance de gol teve apenas duas, com Leandro Amaral, de cabeça e, esta um pecado, ao mandar no travessão, aos 46 do segundo tempo, a vaga na Libertadores.

De resto, o Figueirense criou mais oportunidades e o goleiro carioca trabalhou muito mais que o catarinense.

Já o São Paulo fechou o tetra com apenas quatro derrotas, melhor ataque e melhor defesa, porque o Inter tomou a sapecada que tomou do Goiás, ontem, por 4 a 1.

Nada muito grave para um time que, naturalmente, jogou com a cabeça no Japão.

O Corinthians se garantiu na Copa Sul-Americana, ao vencer o Juventude por 5 a 3, jogo que o blog não acompanhou.

Como o Atlético Paranaense, que empatou 1 a 1 com a Ponte Preta, em Campinas.

No clássico da vergonha, Flu 1, Palmeiras 1.

E o Cruzeiro se despediu derrotando o Botafogo por 3 a 1.

Dos cariocas, na última rodada, só o Flamengo venceu, ao golear o rebaixado São Caetano por 4 a 1.

A questão que resta é só uma: quem será o vice, Inter ou Grêmio?

Saberemos daqui a duas horas, porque o tricolor gaúcho entra em campo daqui a pouco em Fortaleza.

Por Juca Kfouri às 16h55

O bi mais fácil do mundo!

Japonês é como o brasileiro.

Gosta mais do seu time do que do esporte que ele pratica.

Tanto que lotou o ginásio de Tóquio para a preliminar da grande decisão.

Porque o Japão enfrentou a Rússia.

E perdeu.

Brasil e Polônia entraram na quadra, portanto, com clima quente, como tinha de ser.

O "vôlei-arte" contra o "vôlei-força" -- lembra dessa discussão no futebol?

Os poloneses invictos, em 10 partidas, com apenas três sets perdidos.

Mas o que se viu foi como se o jogo fosse disputado entre um time de adultos contra um de meninos.

O primeiro set nem teve graça.

O Brasil fez 1 a 0, tomou o empate em 1 a 1 e nunca mais saiu da frente.

Abriu 6 a 1, 9 a 2, 13 a 5, 15 a 6, 17 a 7, 18 a 7, 21 a 9, 22 a 9, 23 a 9 e fechou em escandalosos 25 a 12.

E seis dos pontos deles foram frutos de erros nossos.

O famoso saque polonês não existiu, o Brasil defendeu uma barbaridade e variou seus pontos entre cortadas e deixadas, saques e bloqueios.

Um show.

Um  a zero.

Claro que o segundo set não poderia ser igual.

E o primeiro tempo técnico mostrou a Polônia na frente: 8 a 7, mas depois de ter chegado a fazer 7 a 4.

Tudo bem.

O time brasileiro continuava ligado, já diante de um time mais competitivo.

Chegou ao empate em 13 pontos, passou no 14o., mas também na segunda parada obrigatória a Polônia estava na frente, por 16 a 15.

Tinha jogo, ponto a ponto.

O ar de perplexidade, no entanto, permanecia estampado no rosto dos poloneses.

Quem fez 20 a 18, porém, foram eles.

Hora de decidir.

O Brasil empata nos 20, no bloqueio, o terceiro ponto do bloqueio nacional no set.

Mas perdeu um ataque e ficou atrás: 20 a 21.

Empatou de novo em 21.

Coração na ponta do tênis.

22 a 21, pra eles.

22 a 22.

O 23o. ponto foi, como tinha de ser, do Brasil!

E o 24o., com André Nascimento sensacional ao usar o bloqueio adversário, em mais uma levantada preciosa de Ricardinho.

Hora de fechar o set.

Com calma.

Calma?

Calma, o quê?!

Uma defesa dificílima de André, um levantamento improvável, defendendo, de Ricardinho e ponto do set, com Dante.

S E N S A C I O N A L!!!!!!

25 a 22!!!

Dois a zero.

Já dava para respirar antes do terceiro set.

No mínimo, teríamos mais três sets pela frente.

Começa o terceiro set.

O saque deles, o bloqueio nosso, 1 a 0.

1 a 1.

Como será?

Ponto a ponto de novo?

Sim, de novo.

Mas com uma diferença agradável, em relação ao segundo set: quem chegou na frente no tempo técnico foi o Brasil, e com dois pontos de vantagem, 8 a 6.

Em busca do segundo tempo técnico, o Brasil sobrava.

Os Andrés jogavam tanto, Ricardinho brilhava tanto, Dante aparecia tão decisivo que Giba nem precisava, discreto que estava.

O bicampeonato estava muito perto quando o jogo parou com 16 a 10 para o time do calmo Bernardinho...

Três a zero numa final?!

Contra os invictos vermelhos?

Cadê a força?

A força, a arte, a técnica, estava tudo do mesmo lado.

Do lado amarelo.

18 a 10.

Para variar: falta menos para o bi (sete pontos) do que para o empate deles.

Os meninos polacos são ótimos.

Mas são crianças, ainda.

Quem sabe, em Pequim?

Porque o time de homens é o do Brasil.

I M P R E S S I O N A N T E!!!!

21 a 11!!!

Os vermelhos erravam e erravam.

Os amarelos eram impiedosos.

Brasil 25, Polônia 17.

Brasil bicampeão!!!!

Pensando bem, agora que acabou, foi fácil.

Ah, espoucam foguetes em São Paulo.

Ainda bem.

Que delícia!

(Em tempo: este blog faz dele as palavras de Giba; "Não tenho mais palavras para dizer o que é esse grupo".)

Por Juca Kfouri às 09h37

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico