Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

27/01/2007

Graaaaande Sorato!

O veterano Sorato, 37 anos, autor do gol solitário que deu ao Vasco, em pleno Morumbi, em 1989, seu segundo título brasileiro, abriu o placar no Pacaembu, logo aos sete minutos na partida entre Corinthians e Ituano.

No minuto seguinte os rubro-negros de Itu mandaram uma bola no travessão corintiano e mostraram que não estavam na capital paulista a passeio.

O Corinthians estreava Wellington na lateral-esquerda, vindo do Grêmio, cuja torcida festejou sua saída como se fosse "melhor que uma contratação".

E, pelo menos na estréia, o ala deu razão à torcida gremista.

Mas não só ele jogava mal.

O Corinthians se apresentava pessimamente, apesar do apoio de mais de 26 mil torcedores.

Até os 25 minutos, criara apenas uma chance de gol, com Roger, e graças a um erro bisonho da zaga ituana.

Aos 26 e 27, no entanto, teve duas chances preciosas bem evitadas pelo goleiro Márcio.

Aos 34 foi a vez de Marcelo evitar o segundo gol, nos pés do atacante interiorano Reginaldo.

O Ituano praticava o antijogo, fazia faltas seguidamente, fazia cera, mas, quando jogava, era mais perigoso, aproveitando-se da frágil, e pesada, defesa alvinegra com Édson, Marinho, Gustavo (uma dupla de zagueiros com 165 quilos!) e Wellington, uma verdadeira avenida.

E, aos 47, a defesa corintiana bateu, literalmente, cabeça, e o velho e bom Sorato marcou mais uma vez.

Quando o primeiro tempo acabou foi um alívio.

Para os corintianos, é claro.

Os outros grandes que jogaram no sábado tinham vencido facilmente seus jogos:

Grêmio 3, São Luiz 0; Cruzeiro 4, Guarani 0 e Paraná Clube 5, Londrina 2.

O Corinthians voltou para o segundo tempo com a missão de não ser o primeiro grande a sair derrotado de campo neste Campeonato Paulista.

E o Ituano com a responsabilidade de mostrar que grande mesmo é quem vem de Itu.

O time paulistano voltou com Élton no lugar de Édson e o boliviano Arce na vaga de Jaílson.

Em vão.

O Ituano renunciou à busca de mais gols e limitou-se a deixar o Corinthians tentar jogar, coisa que o alvinegro não conseguia.

Nem cobrança de escanteio o time acertava e as chances de gol quase inexistiam.

Até que, aos 21, Chistian pegou mascado na bola ajeitada por Marcelo Matos, que a recebera de Élton, e diminuiu, marcando seu quinto gol com sua nova camisa.

Wellington não acertava um cruzamento e a única qualidade que mostrou, pasme, foi na cobrança de um arremesso lateral (talvez devesse tentar o basquete...).

Em noite apagada, Roger deu seu lugar a Wilson.

Aos 34 Arce foi calçado na área em pênalti que e o árbitro não viu.

O boliviano, diga-se, mostra qualidades, além de muita movimentação e personalidade.

E aos 36, no único contra-ataque do Ituano que deu certo, Sorato mandou outra bola no travessão corintiano.

E foi tudo.

O Corinthians deixou de ser 100% no campeonato, perdeu uma invencibilidade de 12 jogos e permitiu a primeira vitória de um pequeno sobre um grande no estadual.

Pequeno?

Nada em Itu é pequeno!

 

 

Por Juca Kfouri às 19h09

26/01/2007

Mais um golpe no Bahia

Por temer mudanças no estatuto do clube -- que podem vir a dar direito de voto aos associados -- a direção do Bahia quer expulsar aqueles que poderiam surgir como candidatos de oposição com chances de vitória.

É o que se constata com a leitura do texto abaixo, publicado na página www.ecbahia.com.br, sítio independente de torcedores do tricolor baiano.

 

Só faltava essa: Petrônio quer expulsar sócios

Nelson Barros Neto

Por incrível que pareça, a diretoria do Bahia consegue sempre se superar.

O time vem de dois triunfos em casa e um empate fora, a pressão diminuiu no Alto de Itinga, mas Petrônio Barradas e Cia. insistem em desafiar a Nação Tricolor.

Em menos de 48 horas, o presidente mostrou que não tem a mínima pressa na reforma do defasado Estatuto do clube, perdeu o atacante Paulo César "Spirito" para o rival e, desta vez, resolveu eliminar quatro oposicionistas do quadro social azul, vermelho e branco...

Quem garante é o radialista Márcio Martins, da Transamérica FM, que contou que a cartolagem vai se basear no artigo 80 do atual Diploma Legal do Bahia.

O dispositivo diz que a punição cabe ao sócios que:

"1 — For condenado judicialmente, em sentença passada em julgado, por ato que o desabone e o torne inidôneo.


2 — Atentar, por palavra ou atitude, contra o crédito e o conceito público, devida e robustamente comprovado este comportamento incorreto do sócio.

3 — Procurar perturbar a disciplina interna ou promovendo a discórdia entre os associados.

4 — Desacatar Diretores no exercício de suas funções bem como representante da Diretoria.

5 — Patrocinar causas contra o Clube".

Vale ressaltar que a decisão não seria exclusiva de Barradas, mas do Conselho Deliberativo, em sessão especialmente convocada para este fim, com a presença de no mínimo 30% dos seus membros efetivos.

Além disso, o associado poderá recorrer solicitando reconsideração do ato que o penalizou, tendo o "mais amplo direito de defesa, podendo exercê-lo pessoalmente, ou através de procurador, devidamente habilitado".

O acusado também pode fazer a sua defesa escrita ou verbal durante vinte minutos, indicando, se quiser, as suas testemunhas.

Se for condenado, perde o direito de se candidatar nas eleições do clube.

Se lançar mão de tal expediente, a direção dará provas de que está realmente atordoada em meio a crise em que ela mesma afundou o Esporte Clube Bahia.

 

 

Por Juca Kfouri às 23h07

Novos tempos com Platini

A eleição de Michel Platini na UEFA tem um lado auspicioso e outro curioso.

O curioso é que o candidato derrotado, o sueco Lennart Johansson, no cargo desde 1990, é desses raros casos de cartola sobre quem jamais pesou nenhuma suspeita de desonestidade.

Além do mais, Platini teve o apoio de Josep Blatter, o que é, no mínimo, suspeito.

O auspicioso é óbvio: a chegada de um ex-atleta ao segundo posto mais importante do futebol mundial.

Quem sabe não seja o que faltava para estimular Franz Beckenbauer a concorrer com Josep Blatter nas eleições da FIFA, marcadas para este ano.

A exemplo de Platini, que comandou o comitê organizador da Copa da França, em 1998, Beckenbauer não só desempenhou o mesmo papel na recente Copa em seu país como, ainda por cima, presidiu com sucesso o Bayern de Munique, além de ter sido o craque genial que foi (como o francês) e técnico campeão mundial.

Como o que acontece no Primeiro Mundo costuma levar uns 10 anos para chegar ao Terceiro, é bem possível que a moda chegue ao Brasil.

Claro que o simples fato de um ex-jogador chegar ao poder não resolve tudo, ou não resolve nada, se não houver preparo e mudança de hábitos.

No Brasil são poucos os que têm tal preparo, embora seja possível vislumbrar condições em alguns como Zico, Leonardo, Sócrates, Parreira, Raí, Rogério Ceni, enfim.

Para não falar em gente como Bernardinho e José Roberto Guimarães, entre outros.

Enquanto, no entanto, isso não acontecer, será necessário fazer alguma coisa para impedir que Ricardo Teixeira ganhe um mandato de sete anos na CBF, como está previsto para que ele permaneça à frente da entidade durante a Copa de 2014.

E a Justiça pode ser um caminho para, ao menos, fazer valer o que a lei determina para o colégio eleitoral da CBF, com a participação de todos os clubes que disputem competições nacionais -- e não apenas os da Série A, como tem acontecido.

Condições para tanto parece haver, depois que a oposição ganhou as eleições no Santa Cruz pela primeira vez na história quase centenária do clube pernambucano; depois da intervenção na Federação Estadual do Rio de Janeiro; depois das derrotas de Mustafá Contursi e Alberto Dualib e depois do impedimento da nova posse de Eurico Miranda.

Para não falar da movimentação da torcida do Bahia com seu bem sucedido plano "Público Zero" nos jogos do tricolor até que a atual direção renuncie.

É preciso acabar com o mandonismo no futebol.

E com a corrupção, é claro.

Por Juca Kfouri às 13h02

25/01/2007

Pequim está perto do Brasil

A Seleção Brasileira sub-20 entrou em campo no Defensores del Chaco, em Assunção, com tudo a seu favor e apenas o time do Paraguai contra:

1. Uruguai e Chile tinham empatado horas antes, em 1 a 1, o gol celeste já nos acréscimos;

2. A Argentina ficou no 0 a 0 com a eliminada Colômbia, próxima adversária do Brasil;

3. Uma vitória brasileira significaria assumir a liderança do Torneio Sul-Americano com oito pontos, um a mais que o Uruguai, dois a mais que Chile e Argentina;

4. Significaria, também, a classificação para o Mundial da categoria, no Canadá, em junho, e, mais importante, ficar a uma vitória da vaga em Pequim e para ser eneacampeão (nove vezes) da competição;

5. Para ajudar, o estádio estava vazio porque os paraguaios deixaram de botar fé na seleção guarani.

E Pato e companhia começaram o jogo com absoluto domínio das ações.

Em menos de 10 minutos criaram, no mínimo, três boas chances de gol.

Aos 22 e 23 minutos criaram mais duas.

O Paraguai só se especulava em busca de um contra-ataque que não saía e se defendia.

Até que, aos 27, Tchô saiu mal para o ataque, os paraguaios roubaram a bola e obrigaram o goleiro Cássio a fazer boa defesa.

Era o primeiro susto.

O segundo veio aos 32, em cobrança de escanteio no primeiro pau e uma cabeçada rente ao poste brasileiro.

O jogo, enfim, estava equilibrado.

Aos 33, Cássio teve que pegar uma falta bem batida e, de quebra, o rebote.

O Paraguai já estava melhor.

E, aos 34, o zagueiro David, do Palmeiras, foi expulso.

Ficou tudo muito complicado.

Mas, aos 39, William chutou na trave paraguaia para, ao menos, impor respeito.

E, aos 44, para sorte verde e amarela, o perigoso paraguaio Montiel também foi expulso.

O segundo tempo começaria com tudo, outra vez, a favor dos brasileiros, porque Montiel deveria fazer mais falta que David.

Fagner resolveu assumir a partida e começou a levar perigo ao gol dos paraguaios que, no entanto, respondiam à altura.

As chances do primeiro gol se sucediam alternadamente e o jogo merecia bem mais gente no estádio.

Cássio pegava tudo no gol brasileiro e, aos 26, Edgar perdeu gol na cara do goleiro paraguaio Fernandes.

Para piorar, Alexandre Pato levou o segundo cartão amarelo e não jogará contra a Colômbia.

Para piorar ainda mais, o técnico Nelson Rodrigues tirou-o de campo para a entrada de Luís Adriano, em vez de tirar Edgar.

O Brasil perdia, por opção própria, seu jogador mais decisivo, mesmo que numa noite opaca.

O 0 a 0 complicava a vida brasileira, que passaria a poder depender de golear a Colômbia ir aos Jogos Olímpicos de Pequim.

Porque se o Uruguai vencer a Argentina e o Chile derrotar o Paraguai, o Brasil precisaria tirar, no mínimo, quatro gols de diferença do saldo chileno na última rodada.

Verdade que os dois jogos de nossos adversários são, teoricamente, mais difíceis que o da Seleção.

Aos 38, de cabeça, por muito pouco, o Paraguai não fez 1 a 0.

Aos 43, foi a vez do zagueiro paraguaio salvar a pátria dele ao tirar o gol dos pés de Danilinho.

E aos 44'40", na cobrança do escanteio, a bola sobrou para o mesmo Danilinho fazer o gol da vitória que dá a liderança ao Brasil e deixa Pequim bem pertinho de Brasília, além do tal eneacampeonato.

Que sorte!

 

Por Juca Kfouri às 23h27

Datena volta ao futebol

Tudo na Band é sujeito a chuvas e trovoadas, mas está decidido que, a partir de 4 de fevereiro, José Luiz Datena passará a apresentar o programa dominical esportivo da emissora.

 

 

Por Juca Kfouri às 23h14

Santos, absoluto

Num gramado horroroso, em Bragança Paulista, o jogo entre Bragantino e Santos, tecnicamente, não foi, nem poderia ter sido, melhor.

Uma vergonha que em São Paulo ainda existam pastos como o de Bragança e um absurdo que um clube grande aceite expor seus atletas.

Menos mal que não faltaram gols, ao contrário.

Foram cinco.

O Santos saiu logo na frente com belo gol de Cléber Santana, mas parou.

E tomou o empate ainda antes do intervalo, numa atrasada de bola de Antônio Carlos que o gramado tratou de impedir que chegasse ao seu destino e permitiu que o ataque anfitrião se aproveitasse. Mas o veterano zagueiro errou e admitiu que errou.

O Santos voltou a forçar no segundo tempo e ganhou um pênalti em Rodrigo Tiuí, aos 20, para Cléber Santana fazer 2 a 1 e seu quinto gol no campeonato.

O mesmo Tiuí fez 3 a 1.

Em seguida, o Bragantino, que parecia morto, ressuscitou e diminuiu.

Com um jogo a mais que seus concorrentes, o Santos é o líder com 12 pontos.

Depois de jogar na quarta-feira, no sábado, na segunda e nesta quinta, o Santos voltará a campo no domingo, em casa, diante do Guaratinguetá.

Depois voará para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, ao nível do mar, onde jogará no dia 31, quinta-feira, pela pré-Libertadores, contra o Blooming.

Por Juca Kfouri às 21h33

Mengo, tranqüilo

O Flamengo não precisou mostrar muito futebol em sua estréia para derrotar o Cabofriense, no Maracanã com mais de 28 mil torcedores

Ainda no primeiro tempo fez 2 a 0 com um gols de Renato, ao bater pênalti ingenuamente cometido em Juan, e outro de Obina, de bela feitura, depois de passe do mesmo Juan.

Juninho Paulista estreou discretamente, mas, ao ser substituído, por cansaço, teve o nome saudado pela galera.

Já o capitão Clayton errou muito em sua primeira partida com a camisa rubro-negra.

Por Juca Kfouri às 21h27

Verdão 100%

Embalados pelas duas vitórias anteriores, pelo feriado em São Paulo, e, certamente, pelos novos ares políticos do Parque Antarctica, mais de 22 mil palmeirenses respaldaram sua equipe agora há pouco na vitória por 1 a 0 diante do Santo André.

O Verdão fez seu gol logo no começo do jogo com Marcelo Costa, não teve maiores problemas e apenas passou um certo sufoco no fim, quando o goleiro Marcos mostrou que está mesmo de volta.

O placar foi magro e não disse bem o que foi a superioridade verde, mas serviu para o Palmeiras completar o quarteto 100% ao lado de Corinthians, Noroeste e Santos, que joga logo mais, em Bragança.

Por Juca Kfouri às 17h54

O Pacaembu é do Cruzeiro!

O São Paulo tinha sete vitórias em sete jogos, 23 gols marcados, cinco sofridos.

Seu melhor jogador, o meia Sérgio Mota, estava fora, suspenso.

O Cruzeiro tinha seis vitórias, um empate, 25 gols marcados, 10 sofridos.

Seu melhor jogador, o lateral-esquerdo Ânderson, estava em campo.

O palco era o mesmo Pacaembu que consagrara, 41 anos atrás, o Cruzeiro de Tostão, que hoje completa 60 anos de vida gloriosa em todos os sentidos.

(Outro gêno da raça, Tom Jobim, completaria 80 anos hoje).

Então, diante do Santos de Pelé, os mineiros ganharam a Taça Brasil e apareceram como definitivamente grandes para o mundo.

A conquista da Copa São Paulo também seria uma conquista inédita para os cruzeirenses -- os tricolores corriam atrás do tri.

E o primeiro tempo foi equilibrado, com chances quase iguais para os dois lados, a não ser por um detalhe: Ânderson.

Que, aos 33 minutos, marcou um golaço em chute cruzado de fora da área, depois de tabelar com Carlos Magno e receber de volta de calcanhar.

O barulho que a torcida paulista fazia desde cedo no bairro do Pacaembu cessou depois do gol mineiro e o intervalo do jogo passou como se fosse um velório.

Só que no vestiário os meninos tricolores tomaram uma injeção de ânimo.

E voltaram a todo vapor.

Logo aos 3 minutos do segundo tempo, Eric puxou o contra-ataque e passou com generosidade para Thiago empatar o jogo e a artilharia da Copa, ao lado do centroavante cruzeireinse Guilherme, com sete gols.

O jogo pegava fogo, o São Paulo criava mais e o zagueiro Breno tomava conta da defesa paulista de maneira impressionante.

Só dava São Paulo e o segundo gol parecia questão de tempo.

O toque de bola que o Cruzeiro havia imposto no primeiro tempo não dava o ar de sua graça no segundo.

Ali pelos 20 minutos, é verdade, o Cruzeiro conseguia reequilibrar as coisas, mas as melhores chances do desempate permaneciam do lado são paulino.

Aos 33, o árbitro preferiu errar ao marcar impedimento de Jonatas em vez do pênalti que ele sofrera feito pelo goleiro tricolor Jorge Miguel.

Um pecado mortal.

Aos 43, corretamente, o zagueiro Maicon foi expulso ao fazer falta na entrada da área e o Cruzeiro ficou com um a menos.

Já que o pênalti com bola em jogo não foi marcado, com o 1 a 1 a decisão foi para a marca das penalidades.

Cruzeiro e São Paulo jogaram por 48 minutos com temperatura na casa dos 36 graus.

Ambos invictos, os paulistas com um empate e os mineiros com dois.

Os meninos bateram os pênaltis como gente grande e quando Jorge Miguel (ele que bateu o quarto do São Paulo) pegou um o árbitro mandou voltar, com acerto.

E a série acabou 5 a 5.

Vieram as cobranças alternadas.

Bruno César bateu o sexto e Rafael pegou, com os pés.

O capitão Paulinho deu o título ao Cruzeiro! 

Por Juca Kfouri às 11h26

24/01/2007

Quase nada de novo sob a lua

O Corinthians ganhava sem maiores problemas do Juventus por 2 a 0 (dois gols de Christian, o primeiro num pênalti bem cavado) quando, ainda no primeiro tempo, Marcelo Mattos fez pênalti e o juizão mostrou cartão para o atacante juventino.

Aí, o árbitro se complicou de vez.

Expulsou Nunes do pequeno com justiça e compensou com a expulsão de Betão do grande.

E o jogo do Pacaembu virou treino, com Christian marcando mais um gol.

O Juventus diminuiu em cobrança de pênalti e o boliviano Arce, que entrou no fim, mais no fim ainda fez 4 a 1.

Enquanto isso o São Paulo, em Jundiaí, virava para cima do Paulista, com gols de Borges e Hugo.

Mas, aos 49, Gláucio pegou de fora da área, a bola desviou em Aloísio, e definiu o empate, 2 a 2.

Corinthians, Noroeste, Santos têm nove pontos em três jogos.

O Palmeiras, que tem seis pontos, faz seu terceiro jogo nesta quinta-feira, em casa, contra o Santo André e o Santos enfrenta o Bragantino, fora, em sua quarta partida.

No Rio, Fluminense e Vasco estrearam com vitórias.

O tricolor ficou no 1 a 0 sobre o Friburguense, Carlos Alberto teve alguns momentos de brilho e o Vasco fez 2 a 0 no Nova Iguaçu.

Só o Botafogo destoou, ao empatar com o Madureira, 2 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0.

Com um lindo gol de cobertura de Valdir Papel, depois de erro de Zé Roberto no meio de campo, o Madureira fez 1 a 0 e fez 2 também com ele, depois que a defesa alvinegra errou ao tentar fazer a linha de impedimento.

Aos 28 do segundo tempo, porém, Zé Roberto diminuiu e aos 31, de meia bicicleta, André Lima salvou as aparências.

E como certas coisas só acontecem com o Botafogo, nem dá para dizer que foi uma novidade.

O Flamengo estréia amanhã, no Maracanã, contra a Cabofriense.

Surpreendente mesmo foi a derrota do até então invicto Paraná Clube, por 0 a 3, para o Engenheiro Beltrão.

O Furacão derrotou a Portuguesa, 1 a 0, como era sua obrigação.

O Grêmio enfiou 4 a 0 no 15 de Novembro e o Inter, com seu time B, perdeu da Ulbra, 3 a 1, em Canoas, e segue sem vencer no Campeonato Gaúcho.

E daí? -- pergunta o torcedor campeão mundial.

 

Por Juca Kfouri às 22h47

Lula, na visão argentina

O presidente do Brasil na visão do cartunista do "La Nacion", de Buenos Aires.

Por Juca Kfouri às 14h48

Os carrões dos ídolos

Por Juca Kfouri às 14h06

A batata está assando

Agnelo Queiroz já não tem certeza de que voltará ao ministério do Esporte.

O atual ministro, Orlando Silva, está cada vez mais firme e conta não só com o apoio da direção do PCdoB como, também, por incrível que possa parecer, do presidente da CBF.

E Carlos Nuzman, que pediu a Lula por Agnelo, já diz aos amigos que prefere a permanência de Silva.

Por Juca Kfouri às 12h19

23/01/2007

Pato na cabeça!

Dizem que de onde a gente menos espera é que não vem nada mesmo.

Mas nem sempre, nem sempre, felizmente.

Porque quase nada se esperava da Seleção Brasileira sub-20 no jogo diante do Uruguai.

Os brasileiros desfalcados de meio time e sem render bem mesmo com o time completo, diante dos uruguaios, líderes do Campeonato Sul-Americano, com seis pontos em dois jogos pela fase final.

Pois não só a Seleção Brasileira venceu como convenceu, em sua melhor partida até aqui no Paraguai.

Já no primeiro tempo vencia por 3 a 0, graças à bela exibição coletiva e, também, à cabeça do colorado Alexandre Pato.

No primeiro gol ele cabeceou no travessão, corajosamente o gremista Lucas também enfiou a cabeça na bola antes de se chocar contra a trave e o zagueiro palmeirense David não teve maior trabalho para fazer 1 a 0.

Em seguida, o belo meia Tchô, do Galo, cruzou na medida para Pato fazer 2 a 0, de cabeça, no quinto andar.

E o terceiro gol surgiu de um desvio infeliz do zagueiro uruguaio contra a própria rede, depois de cruzamento do corintiano Fagner (NA VERDADE, TAMBÉM DO PATO, correção feita aos 4 minutos do dia 26/1).

O segundo tempo foi bem diferente e não começou bem, com o Brasil perdendo Leandro Lima (o jogador do São Caetano levou o segundo cartão amarelo) para a próxima partida diante dos paraguaios, os donos da casa.

E aos 16 minutos o zagueiro cruzeirense Eliézio fez um pênalti bobo, mas o ótimo goleiro gremista Cássio tratou de defender, depois de se adiantar.

Até que, aos 36 minutos, o Uruguai fez seu gol, com justiça, e diminuiu para 3 a 1, apesar de o lance ter nascido de uma falta no zagueiro Anderson, do Fluminense, que acabara de entrar em campo.

O Uruguai segue líder, com Chile, Brasil e Argentina, todos com cinco pontos, em seu encalço, a apenas um ponto.

Depois do Paraguai, o Brasil terá apenas a fraca Colômbia pela frente.

Uruguai, Chile e Argentina ainda se enfrentarão.

A vaga para as Olimpíadas de Pequim (são apenas duas), que é o que interessa, continua possível e a Seleção Brasileira, apesar de tudo, é a única que segue invicta no torneio.

Por Juca Kfouri às 23h47

Cruzeiro na final

O Cruzeiro ganhou do São Bernardo por 5 a 4 e está na final da Copa São Paulo.

Os mineiros tentarão seu primeiro título na competição contra o São Paulo, que busca o tricampeonato.

Cruzeiro e São Bernardo fizeram um jogo de matar do coração.

Os mineiros sempre na frente, o São Bernardo no encalço.

Todas as vezes que parecia que os paulistas conseguiriam empatar, alguém fazia uma bobagem e o os mineiros, que de bobos nada têm, se aproveitavam.

Até que o São Bernardo conseguiu fazer 4 a 4, depois de estar atrás em 1 a 0, 2 a 1, 3 a 1, 3 a 2 e 4 a 2.

Mas não durou nem um minuto, porque o Cruzeiro fez o quinto gol em seguida.

Um jogaço!

Com os cinco gols, o Cruzeiro recuperou a posição de time com o melhor ataque da Copinha e ganhou seis dos sete jogos que disputou, com um empate na primeira fase.

Por Juca Kfouri às 17h05

Pinóquio

Renato Duprat, que diz ao Corinthians representar a MSI, declarou dias atrás na TV Bandeirantes que a Samcil havia assumido as dívidas trabalhistas da Unicór, que era dele e faliu.

A Samcil nega.

Sua direção informa que negociou apenas a carteira de associados da Unicór, não ficou com nenhum funcionário dela e muito menos com sua dívida.

 

Por Juca Kfouri às 16h48

São Paulo na final

São Paulo e Atlético Paranaense fizeram um belíssimo jogo pela Copa São Paulo.

E o tricolor levou a melhor no fim (estava 1 a 1 até os 37 do segundo tempo), ao vencer por 4 a 1 e se classificar para a final, no próximo dia 25.

Cruzeiro e São Bernardo farão daqui a pouco a outra semifinal.

O Furacão tem um goleiro, João Carlos, que é um espetáculo.

E o belo time são paulino, sete jogos, sete vitórias, melhor ataque, melhor defesa, tem tudo para ser campeão.

Se bem que o time do Cruzeiro também não é sopa.

Mas vamos ver se confirma seu favoritismo contra o São Bernardo.

 

Por Juca Kfouri às 15h06

Novidade em blog

Tem um blog novo no UOL que vale a pena conhecer.

Não conheço pessoalmente seu autor, mas louvo sua dedicação.

http://oblogdopaulinho.zip.net

Por Juca Kfouri às 12h43

Deu no Diário Oficial

A pergunta é: está certo?

Que o Pan-2007 precisa de promoção é óbvio.

Que a Portela é uma escola que merece apoio, também.

Mas está certo gastar mais de dois milhões de reais dessa forma?

Essa dinheirama não seria melhor empregada em atividades esportivas propriamente ditas?


Diário Oficial da União, de 19 de janeiro de 2007

Ministério do Esporte

SECRETARIA EXECUTIVA

EXTRATO DE CONVÊNIO Nº 1/2007*

ESPÉCIE: Convênio que celebram entre si a União, por intermédiodo Ministério do Esporte – CNPJ 02.961.362/0001-74 e o GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA PORTELA/RJ – CNPJ

42.255.075/0001-63.

OBJETO: O presente Convênio tem por objeto a promoção dos XV Jogos Pan-americanos e III Jogos Parapan-americanos por meio do enredo “Os Deuses do Olimpo na Terra do Carnaval – Uma Festa do Esporte, da Saúde e da Beleza”, no desfile da Portela no Carnaval de 2007.
 

DESPESA: Os recursos decorrentes do presente Convênio são provenientes do Ministério do Esporte, Orçamento Geral da União, no valor de R$ 1.800,000,00 (hum milhão e oitocentos mil reais), no Programa de Trabalho 27.811.1246.2430.0033 Natureza de Despesa 33.50.41 e Fonte de Recursos 100, e R$ 450.000,00 (quatrocentos e cinqüenta mil reais), referente à contrapartida, perfazendo o valor total de R$ 2.250.000,00 (dois milhões, duzentos e cinqüenta mil reais).

NOTA DE EMPENHO: 2007NE000072, de 11 de janeiro de 2007, UG/Gestão: 180002/00001.

VIGÊNCIA: O presente Convênio vigerá pelo período de 05 (cinco) meses, a partir da data de sua assinatura, para a execução do objeto expresso no Plano de Trabalho.

DATA DE ASSINATURA: 17 de janeiro de 2007.
 

SIGNATÁRIOS: ALCINO REIS ROCHA, Secretário Executivo - Substituto, C.P.F: 544.900.065-00, RICARDO LEYSER GONÇALVES, Titular do Comitê de Gestão das Ações Governamentais nos Jogos Pan-Americanos de 2007 – PAN2007, C.P.F: 154.077.518-60 e NILO MENDES FIGUEIREDO, Presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela/ RJ – C.P.F: 049.512.477-04.

Processo n° 58701.001695/2006-23.

 

Por Juca Kfouri às 12h26

Bom para o Palmeiras, ótimo para o futebol brasileiro

Com vantagem de 33 votos (156 a 123), Afonso Della Mônica reelegeu-se presidente do Palmeiras.

O resultado significa uma derrota duríssima para Mustafá Contursi.

O futebol brasileiro parece livre de mais um profeta do atraso.

Só falta, agora, a CBF nomeá-lo vice-presidente, na vaga deixada por Nabi Abi Chedid.

O que, mais que possível, é bem provável.

Mas, se acontecer, será apenas mais uma provocação e a nomeação de um tigre banguela -- não confundir com o de Bengala.


 

Por Juca Kfouri às 00h57

22/01/2007

Pan-2007: o escândalo anunciado


Não foi por falta de aviso, mas estamos de acordo que não há nada mais antipático do que o clássico "eu não falei?".

Seja como for, o Pan-2007 já virou o escândalo que se previa.

E para não ser redundante nem chover no molhado, reproduzo, abaixo, o artigo de Mário Magalhães na quarta-feira passada na "Folha de S.Paulo" e o editorial do mesmo jornal, no último domingo, sobre o tema.

Aliás, tão estarrecedor quanto o tamanho do escândalo é o silêncio quase geral das TVs brasileiras sobre o assunto.

Ainda bem que, ao menos, a imprensa escrita em geral não adotou a mesma postura.


MÁRIO MAGALHÃES

Tape o nariz; o Pan vem aí

RIO DE JANEIRO - Os carnês do IPTU que começam a chegar aos lares cariocas exalam um odor que remete aos pedaços mais imundos da baía de Guanabara e às ondas prateadas de peixes mortos que encantam olhares e afugentam narizes da lagoa Rodrigo de Freitas.

Na capa do carnê, a Prefeitura do Rio escreve: "XV Jogos Pan-Americanos - Este investimento vale ouro para a cidade". Na contracapa, promete: "Ganha a cidade, ganha o turismo, ganha você".

Até agora, você perde.

E, é bom avisar logo, perdem não só os contribuintes locais mas também os do Estado e de todo o país. A conta os une em um imenso buraco cujo fundo se desconhece.

O comportamento dos governos coincide. Em 2003, o "Diário Oficial" do município anunciou que o estádio olímpico custaria R$ 60 milhões (30% a mais em valor atual) e ficaria pronto em 2004. Está em R$ 350 milhões e segue em obras.

A então governadora Rosinha Matheus cravou em 2005: a reforma do Maracanã para o Pan de julho de 2007 sairia por R$ 71 milhões. O orçamento deu um salto, triplo, para R$ 232 milhões.

Ainda no Ministério do Esporte, Agnello Queiroz apalavrou: o Complexo Esportivo de Deodoro exigiria R$ 45 milhões dos cofres federais. Já lhes subtrai R$ 94 milhões.

A gênese do rombo é um projeto que progrediu sem controle social.

Alardearam um legado de benefícios ao Rio; o legado pode ser a dívida. O único desagrado que se vê é o de quem não logra empurrar uma fatura para o colo -federal- alheio. O Ministério Público cala. E o jornalismo, em escala notável, se empenha em cobrar verbas quando os estouros configuram escândalos.

O Pan era uma grande idéia. Como às vezes nas belíssimas baía e lagoa, o que atrapalha é o mau cheiro.

EDITORIAL


Extorsão olímpica

NA PÁTRIA de chuteiras, sediar a Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos é motivo de glória. À espera de um evento desse porte, o Brasil exercita-se nos Jogos Pan-Americanos. A justificativa para abrigar tais eventos costuma incluir, além dos brios nacionalistas, a noção de que revertem em investimentos duradouros para a cidade-sede e para o país.

Texto do repórter Mário Magalhães publicado na quarta-feira mostra que as coisas não são bem assim. Sucessivos estouros no orçamento do Pan, a realizar-se no Rio em julho, abalam a expectativa de que o cidadão será de algum modo recompensado.

Em 2003, a prefeitura anunciava a construção do estádio olímpico a ser usado na competição. Ele custaria R$ 60 milhões e ficaria pronto em 2004. Estamos em 2007 e ele segue em obras. Já consumiu R$ 350 milhões.

No âmbito estadual, a reforma do Maracanã, orçada em 2005 em R$ 71 milhões, já custou R$ 232 milhões. É dinheiro bastante para erguer estádios novos e moderníssimos. O de Leipzig, usado na Copa da Alemanha de 2006, saiu por R$ 244 milhões. O de Seogwipo (Coréia do Sul, 2002) ficou em R$ 203 milhões.

Em 2002, quando da candidatura do Rio, o Comitê Olímpico Brasileiro estimava o total de gastos em US$ 178 milhões (R$ 550 milhões à época), a maior parte bancados pela prefeitura. Cerca de 20% dos recursos viriam da iniciativa privada. Hoje é difícil precisar quanto o poder público -município, Estado e União- terá despendido ao final do evento. Os organizadores falam em R$ 3 bilhões: a metade vinda do governo federal (R$ 1,5 bilhão) e praticamente nada de empresas privadas.

Tais valores talvez se justificassem se, no cômputo geral, resultassem em ganhos consideráveis para a cidade. Não parece ser o caso. R$ 3 bilhões por um estádio, uma vila olímpica e mais algumas obras de menor impacto é um preço extorsivo pelo qual todos os brasileiros estão pagando.

A experiência do Rio recomenda às autoridades pensar várias vezes antes de seguir com a candidatura do Brasil para a Copa de 2014, cujas dimensões fariam a gastança com o Pan 2007 parecer um jogo de amadores.

 

Por Juca Kfouri às 23h48

Mustafá está perdendo

As contas da direção do Palmeiras foram aprovadas por diferença de 17 votos.

Neste momento vota-se nas urnas eletrônicas para definir quem será presidente.

Mustafá Contursi, que já percebeu a derrota, dirige os trabalhos morosamente, aposta desesperada na desistência de eleitores mais idosos da situação.

É tenso o clima no Parque Antarctica.

Tudo leva a crer que assistiremos aos funerais da eminência parda do futebol brasileiro, Mustafá Contursi.

Por Juca Kfouri às 22h21

Dunga neles!

Com a convocação de Adriano, principalmente, de Lúcio e de Gilberto, a Seleção Brasileira está cada vez mais com a cara do time que jogou(?) a Copa do Mundo na Alemanha.

Só falta Ronaldo, porque Cafu e Roberto Carlos já estão em outra.

E é isso mesmo.

O problema ali não estava na qualidade dos jogadores, mas na postura de todos, da cúpula ao massagista.

Eis a lista:

GOLEIROS
Helton (Porto)
Julio Cesar (Internazionale)


LATERAIS
Daniel Alves (Sevilla)
Maicon (Internazionale)
Adriano (Sevilla)
Gilberto (Hertha Berlim) 


ZAGUEIROS
Alex (PSV)
Juan (Bayer Leverkusen)
Lúcio (Bayern de Munique)
Luisão (Benfica) 

 
MEIO-CAMPISTAS
Gilberto Silva (Arsenal)
Edmílson (Barcelona)
Dudu Cearense (CSKA)
Elano (Shakhtar Donetsk)
Kaká (Milan)
Tinga (Borussia Dortmund)
Diego (Werder Bremen)
Ronaldinho (Barcelona)


ATACANTES
Robinho (Real Madrid)
Adriano (Internazionale)
Rafael Sobis (Real Betis)
Fred (Lyon)

O adversário será Portugal do Felipão, dia 6 de fevereiro, em Londres.

 

Por Juca Kfouri às 14h52

Aos navegantes

Graças a você, e aos caros amigos jornalistas que toparam participar, a maioria deles, também em férias, a Copa dos Sonhos foi um sucesso.
 
   
Sim, era mais ou menos óbvio que o Santos seria o campeão, mas nem por isso deixou de ser menos divertido.
 
Agora é hora de voltar à realidade.
 
Esta, a dos campeonatos estaduais, uma realidade já ultrapassada, mas que insiste em sobreviver, apesar da bem sucedida experiência das copas regionais, assassinada pela CBF e federações, graças à covardia dos clubes e  cumplicidade da Globo Esporte. 
 

Por Juca Kfouri às 14h15

Confiança sem moderação

Ninguém na CBF se preocupa com a alardeada revanche que a TV Record estaria por desencadear como vingança pela derrota na luta pelos direitos da Copa do Mundo.
 
Seus cartolas imaginam que estão seguros porque a cervejaria que patrocina a entidade é a mesma que patrocina a programação esportiva de emissora.

Por Juca Kfouri às 14h13

O futuro vem aí

Especialista em tecnologia e um dos mais respeitados cientistas brasileiros, Sílvio Meira vaticina:
 
em 20 anos os atletas para-olímpicos do atletismo baterão o recorde mundial dos 100 metros rasos obtido pelos atletas olímpicos.
 
Tudo por causa do avanço no material usado das pernas mecânicas além de aspectos aerodinâmicos cada vez mais desenvolvidos.

Por Juca Kfouri às 14h08

Vá entender

A "Folha de S.Paulo" informa que ela e este blogueiro estão sendo processados por Alberto Dualib, chamado de "coveiro do Corinthians" em coluna de julho do ano passado.

Tudo bem, direito dele.

Mas seria mais compreensível se a ação partisse do sindicato dos coveiros.

Por Juca Kfouri às 14h05

Uma história exemplar

A mãe de Rivaldo morava perto do estádio do Arruda, o campo do Santa Cruz, no Recife.
 
Um belo dia ele perguntou a ela qual era o seu maior sonho:
 
"Morar na casa mais bonita na minha rua", ela respondeu.
 
Rivaldo comprou a casa, mandou fazer tudo que era necessário, mobiliou e voltou a fazer a mesma pergunta à mãe.
 
Obteve a mesma resposta.
 
Então, pegou-a pela mão, levou-a até a casa, deu-lhe a chave e disse:"Abra que é sua".
 
Dias depois, sentindo-se como a rainha do Universo, a mãe de Rivaldo, que era lavadeira, ouviu nova pergunta do filho:
 
"E agora, mãe, qual é o seu maior sonho?".
 
"Poder dormir até as 11 horas da manhã todos os dias", respondeu.
 
Rivaldo contratou duas empregadas para a casa da mãe e ordenou aos parentes:
 
"Ninguém entra no quarto ou chama a mãe antes das 11 horas".
 

 

Por Juca Kfouri às 12h27

Mais que uma eleição de clube

O que está em jogo hoje nas eleições no Palmeiras é mais que uma eleição de presidente de um clube: tem a ver com todo o futebol brasileiro.

Trata-se de sepultar uma liderança, a de Mustafá Contursi, que há anos faz o papel de eminência parda no futebol nacional.

Se seu grupo vencer, e tudo indica que a disputa será taco a taco, sairá fortalecida a política da CBF e do Clube dos 13, aliado que Contursi é de Ricardo Teixeira e de Fábio Koff.

Contursi é quem manobra, por exemplo, os contratos com a TV.

Uma garantia de resultado limpo está na utilização de urnas eletrônicas, porque não é segredo para ninguém no Parque Antarctica que  houve eleição no passado em que urnas chegavam já com votos para a situação, hoje na oposição.

No Corinthians, a situação perdeu e criou-se uma oposição que deve incomodar no futuro próximo.

No Parque São Jorge, no entanto, está claro que o mal perdeu, mas não há garantia de que o bem tenha vencido.

No Palmeiras, quem é do bem e quem é do mal está mais claro.

Por Juca Kfouri às 12h10

21/01/2007

Um campeão dos sonhos

Ruy Ostermann 

Flamengo e Santos empatam num jogo magnífico, de quatro gols, chorado e irrepetível.

José Roberto Torero

Já dizia o velho sábio chinês:

“Quando não tiver palavras, não fale.”

Então não vou escrever nada sobre o jogo entre Santos e Flamengo, apenas o placar:

Santos 10 x 9 Flamengo.

Alberto Helena Jr.

Ganha o Santos de Pelé, claro.


Paulo Vinícius Coelho

O Flamengo joga em casa, mas o Maracanã é casa também deste Santos, de Pelé, Coutinho, Gilmar, Carlos Alberto, Mauro e Pepe.

E diga-se que Robinho, Alex e Léo também não faziam feio no Maraca, não.

O Santos repete sua maior atuação no Maracanã.

Em 1961, enfiou 7 x 1 no Flamengo, com quatro gols de Pelé e dois de Pepe.

Com o Flamengo meteu 3 x 0 na única decisão nacional entre os dois, em 1983, o placar fica 6 x 3, com os quatro de Pelé, dois de Pepe.

Como em 1983, Zico, Leandro e Adílio marcam para o Flamengo.


Armando Nogueira

Dá Santos.

Tostão

Santos 3 x 1 Flamengo

Márcio Guedes

O Santos seria o grande campeão, pelo seu ataque irresistível e por Pelé.

Renato Maurício Prado

No que teria de ser a grande decisão, o Santos de Pelé e o Fla de Zico protagonizam um clássico de sonhos, o maior de todos já realizados em todos os tempos.

Ao final, o Rei do Futebol justifica a sua coroa e decide a favor da equipe santista, que vence por 5 a 3, uma partida cheia de alternativas no placar e com lances de arrancar aplausos das duas torcidas, de pé, ao mesmo tempo.

Zico, em tarde soberba, só faltou fazer chover.

Mas o Negão fez...

E com direito até a gol de bicicleta, provou que, diante dele, todos os outros supercraques (Maradona, inclusive), no máximo, podem andar de velocípide.

Longa vida ao Rei.

Ugo Giorgetti

Dá Santos, por detalhes.

Por exemplo: com marcação forte de lado a lado, sobrariam Pelé e Zico para decidir o jogo numa jogada individual.

E nesse caso sou mais o Pelé.

José Trajano

Dá Santos, Pelé mata a pau.

Fernando Calazans

Agora o Flamengo vai perder, até porque sempre achei que o torneio fora preparado para o Santos ser campeão por causa, exclusivamente, da presença do maior gênio de todos, o Rei.

Mas com meu protesto.

Eu dera vitória ao Botafogo sobre o Santos -- apesar da presença soberana de Pelé neste último time -- na primeira fase da competição.

E daria de novo.

Porque, mesmo com Pelé, não posso admitir que um meio de campo com Zito e Clodoaldo (com todo o respeito aos dois) ganhe de um meio de campo com Didi e Gérson (e mais ainda o Paulo César Caju).

Façam-me o favor! 

Por coincidência, os dois ótimos jogadores -- Zito e Clodoaldo -- foram os coadjuvantes dos supercraques (eis a diferença!) Didi e Gérson em três Copas conquistadas pelo Brasil (58/62/70).

Pois foi exatamente numa crônica de exaltação a Zito (exaltação a Zito, repito) que Armando Nogueira o definiu como "o fiel parceiro de Didi nas contradanças de uma seleção bicampeã mundial".

Que honra para o Zito ser fiel parceiro de Didi!!! 

Zito merece.

Pois é isso que foram os bravos Zito e Clodoaldo: fiéis parceiros de Didi e Gérson.
 
Mas como o Fla nunca teve Didi, nem Nílton Santos, e muito menos Garrincha, vai ganhar o Santos de Zito e Clodoaldo.
 
Como era de se prever desde o começo da Copa dos Sonhos, deu Santos!
 
Entre os especialistas, um empate e 10 vitórias santistas.
 
E veja que nenhum especialista, no entanto, imagina uma vitória fácil.
 
Porque nem o time do Rei bateria sem ter de jogar muito este Mengo dos sonhos.


Por Juca Kfouri às 00h34

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico