Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

10/02/2007

América lá. Flu, bem, o Flu...

O Fluminense até foi ligeiramente superior ao América no primeiro tempo.

O time americano entrou excessivamente cauteloso, mostrou um respeito que o tricolor nem merecia.

Porque o Flu joga todo errado, a começar por escalar Cícero recuado, fora de sua verdadeira posição.

Dessas coisas incompreensíveis, porque ele brilhou no Figueirense como um jogador avançado na armação.

No último segundo, Bruno Lazaroni pegou um belíssimo voleio e botou o time vermelho na frente.

O Flu estava praticamente fora das finais da Taça Guanabara.

O América, dentro.

No segundo tempo o estrategista PC Gusmão tirou Cícero e fez entrar...Soares, que fazia ótima dupla com... Cícero, no Figueira.

Entendeu?

Nem eu.

Mas como era de se esperar, o Flu era todo pressão e o América só cuidados.

Pressão que não chegou a criar grandes chances de gols, diga-se de passagem.

Aí, aos 28, o desespero: anunciou-se a entrada de Rafael Moura.

Foi o bastante para o América perder o respeito e fazer o segundo gol, com Marco Brito, quase de bola e tudo.

E o povo tricolor fazia coro afinado: "Ei, PC, VTC!", "Gusmão, pede demissão!".

Não bastasse perder, o Flu está queimando investimentos como Cícero e Soares.

E ainda levou um ligeiro olé no finzinho.

Para comemorar o fim de uma escrita de 17 anos sem vitória do encarnado América, no Maracanã, contra o desbotado tricolor.

"Sangue, sangue", bradava a torcida americana, que ainda pedia "mais um" e gozava: "eliminado, eliminado!".

Por Juca Kfouri às 21h26

Vitória do Palmeiras!

No jogo mais importante, o Palmeiras venceu e Mustafá Contursi perdeu mais uma.

Nas eleições para o conselho do clube, a vitória foi da situação, com 64% dos conselheiros: 49 a 27.

O que consagrou, ainda, o uso de urnas eletrônicas na apuração, exemplo a ser seguido pelo país inteiro.

Quem não segui-lo é por ter más intenções.

Em tempo: blogueiros informam que o Inter adota o sistema desde 2001.

E estão certos.

O Palmeiras seguiu o exemplo.

Que os demais façam o mesmo.

Por Juca Kfouri às 20h08

Quina maldita

O Palmeiras ficou no 1 a 1 com o Bragantino, no Pacaembu com 7 mil torcedores, e completou cinco jogos sem vencer.

Fez um mau primeiro tempo, porque saiu atrás em gol de pênalti do visitante e perdeu o equilíbrio, mas ao empatar no fim, voltou bem melhor na segunda etapa.

Fez por onde vencer e ainda teve um pênalti não marcado em Paulo Baier.

Para desespero de Caio Júnior que, depois de ser chamado de burro porque tirou Martinez de campo ainda no primeiro tempo, acabou expulso de campo por reclamação, ele que prima pelo comportamento correto.

Por Juca Kfouri às 19h11

Vontade de Galo

De paz o clássico mineiro nada teve, com briga entre torcedores longe e perto do Mineirão.

Mineirão que recebeu 42 mil torcedorers, cruzeirenses em maior número para ver o líder justificar o favoritismo diante do lanterna.

Mas Atlético e Cruzeiro é Atlético e Cruzeiro.

Para o Galo era vida ou morte.

Para o Cruzeiro era só mais um jogo para gozar o rival.

Prevaleceu o instinto de sobrevivência e o Galo, mesmo saindo atrás, aos 14 minutos, quando Gladstone abriu o placar, soube se impor e fazer prevalecer o melhor futebol.

Virou o jogo ainda no primeiro tempo, com Coelho, de falta, aos 35 e Danilinho, aos 40.

Márcio, aos 16 do segundo tempo, fechou o placar, com tamanha justiça que a torcida celeste só pedia garra no Mineirão.

Foi o que sobrou ao Galo vingador.

Por Juca Kfouri às 17h55

Três grandes a perigo

Sábado de riscos para três grandes.

No Mineirão, às 16h, o Galo, lanterna, enfrenta o Cruzeiro líder.

Sem vencer até agora no Campeonato Mineiro, o Atlético ou mostra hoje que não voltou à Primeira Divisão nacional por acaso ou confirmará o erro que foi reconduzir o mesmo pessoal à direção do clube.

No Maracanã, às 20h30, é o Fluminense que não pode perder para o América, sob pena de ver seu alto investimento jogado no lixo já na Taça Guanabara, pois uma derrota o tira definitivamente das finais.

E no Pacaembu, às 18h10, o Palmeiras, em clima de eleições no Parque Antarctica (xô, Mustafá!), recebe o Bragantino, com o desafio de se reencontrar com a vitória para não reviver seus tempos de crise.

Felizmente, dá para ver os três jogos sem maiores problemas.

Por Juca Kfouri às 12h10

O Maraca solidário com a dor

Juca, saindo um pouco desse assunto e pedindo, se não for muita audácia, um pequeno favor que, se bem o conheço, não será negado.

Sabe com certeza da morte do garoto no Rio de Janeiro, essa semana.

Domingo, pelo carioca, haverá Fla x Botafogo, no Maracanã.

As duas torcidas estão combinando de fazer uma grande homenagem ao moleque vítima da barbárie de monstros travestidos em seres humanos.

Essa homenagem está sendo combinada pelo site de relacionamentos Orkut, em todas as comunidades dos dois clubes.

Poderia, por favor, divulgar isso no seu blog, com um post sobre o assunto e com a homenagem em questão?

Nos ajudaria muito, pois sei que seu blog é um dos mais lidos nesse país.

Desde já, independentemente do que faça, lhe agradeço. Muito obrigado e tenha um bom dia.

Igor Leal | igortjf@hotmail.com | Rio de Janeiro, RJ, Brasil |  10/02/2007 24:21

Por Juca Kfouri às 01h28

08/02/2007

Torcedores estão goleando a CBF

Pelo menos quatro torcedores já ganharam na Justiça o direito de serem indenizados pela CBF por causa da anulação de jogos do Campeonato Brasileiro de 2005, no que ficou conhecido como o "caso Edílson Pereira de Carvalho".

Os cariocas Bruno Moura e Nilton da Silva Neto e os paulistas Rodrigo de Oliveira e Walter Cordeiro Junior ganharam suas causas e a CBF, se derrotada em última instância, terá de pagar R$ 19.800, no total das ações, para os quatro.


Bruno, Nilton, Rodrigo e Walter foram beneficiados pelo Estatuto do Torcedor e pelo Código de Proteção ao Consumidor, porque gastaram para ver jogos que foram anulados.

Em tese, a CBF até teria como se defender com o argumento de que não poderia ser responsabilizada por atos desonestos de seus árbitros, algo imprevisível.

Mas, no caso de Edílson, não.

Porque o ex-árbitro já havia sido flagrado ao falsificar seu diploma de segundo grau para poder apitar em São Paulo.

Nem por isso a CBF se acautelou -- e o manteve em seu quadro.

Pior: o indicou para o quadro de árbitros da Fifa.

E o presidente da CBF é simplesmente vice-presidente da Comissão de Arbitragens da Fifa.

Não tem desculpa, portanto.

Todo e qualquer torcedor que puder comprovar, com a apresentação do ingresso, por exemplo, que esteve em um dos 11 jogos anulados, pode ainda acionar a CBF na Justiça.


Por Juca Kfouri às 23h00

Mais um torcedor ganha da CBF

Máfia do apito

Torcedor de Ribeirão Preto ganha ação contra a CBF

Rodrigo Martins de Oliveira se sentiu lesado pela anulação do jogo entre São Paulo x Corinthians, realizado no dia 7 de setembro de 2005, pelo Campeonato Brasileiro

LUIZ FERNANDO COSENZO
 
Dezesseis meses depois, o escândalo da Máfia do Apito - esquema de manipulação de resultados das Séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2005 - continua rendendo problemas para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Na terça-feira (6), o juiz Vinicius Rodrigues de Oliveira concedeu ganho de causa em primeira instância ao torcedor ribeirão-pretano Rodrigo Martins de Oliveira, que moveu uma ação contra a entidade que comanda o futebol brasileiro.

Ele se sentiu lesado pela anulação do jogo entre São Paulo e Corinthians, realizado no dia 7 de setembro de 2005, apitado por Edílson Pereira de Carvalho, principal pivô da fraude.

A CBF foi condenada a indenizar o torcedor em R$ 2.301,07, entre gastos com ingresso, alimentação e viagem, além de danos morais.

"O Rodrigo me procurou em novembro de 2005 para entrar com uma ação contra a CBF. A sentença saiu na terça-feira e a entidade foi condenada a pagar R$ 2.301,07 pelo que o Rodrigo gastou com ingresso, alimentação e a viagem de carro até São Paulo e também considerou a fixação da indenização em danos morais em R$ 2 mil, totalizando R$ 2.301,07", disse o advogado Cássio Fernando Ricci, do escritório Ricci, Faleiros & Takeuchi, que entrou com a ação.

De acordo com o juiz, a CBF foi condenada a efetuar o pagamento porque é a responsável pelo evento.

"É público e notório competir à CBF a responsabilidade pelos eventos relacionados ao futebol a nível nacional. A entidade se beneficia das rendas obtidas pela cobrança de ingressos relacionados a tal esporte. Se permitiu a escalação de árbitro inescrupuloso, envolvido em manipulação de resultados, deixou de prestar serviço que lhe era devido ao consumidor, induzindo-o erro ao acreditar estar presenciado atividade esportiva lícita e isenta de qualquer manipulação. O dano moral é pela frustração sofrida ao tomar conhecimento de que houve manipulação de resultado. Pensava em presenciar o espetáculo honesto e leal, sendo certo que o que se viu foi exatamente o contrário", diz o termo de audiência.

"Agora, a CBF tem dez dias para recorrer. Caso contrário terá que efetuar o pagamento daqui a 23 dias", explicou Cássio Ricci, que alertou outros torcedores, que assistiram no estádio às 11 partidas anuladas em 2005.

"Todos os torcedores que tiverem provas que assistiram aos jogos anulados e se sentiram lesados têm o direito de entrar na justiça", concluiu.

 

Por Juca Kfouri às 21h47

Noite de Roger

Roger abriu o placar ainda antes do primeiro minuto.

E o Corinthians deu a pinta de que iria golear o fraco Rio Claro, num Pacaembu encharcado.

Mas fez um primeiro tempo tão ruim, mas tão ruim que deu a pinta de que a noite seria sofrida mais uma vez.

Só que o Rio Claro ficou com 10 jogadores a partir dos seis minutos do segundo tempo e, daí, Roger e o Corinthians fizeram a festa.

Roger marcou mais três vezes e Wilson completou a goleada de 5 a 0.

Assim, o Corinthians desalojou o São Paulo, com quem joga neste domingo, do terceiro lugar no Campeonato Paulista.

De nível técnico abaixo da crítica, exceção feita, até agora, ao time do Santos.

Por Juca Kfouri às 21h27

07/02/2007

A polêmica dos gols

Afinal, quantos gols o Romário já fez de verdade?

Com o título acima, a revista "Mundo Estranho" publicou recentemente o texto que segue abaixo, a mais recente pesquisa confiável sobre o assunto, num trabalho dos jornalistas Artur Louback Lopes e Thais Aux.

Dependendo do critério usado, a contagem pode variar entre 987 e 859 gols (até o final de 2006).

A razão principal da diferença é que Romário e o Vasco - defensores dos 987 gols - contabilizam os 77 gols marcados pelo Baixinho antes da profissionalização.

Há ainda jogos festivos e amistosos, que, dependendo do critério, podem ser excluídos da contagem.

É o caso, por exemplo, de América-RJ 11 x 5 Amigos do Luisinho, em 1993, quando Romário marcou quatro gols.

Mas, se usarmos o critério adotado por Pelé - o único a atingir os mil gols almejados por Romário -, então temos que tirar só os gols amadores, já que Pelé contou gol até pela seleção das Forças Armadas.

Nesse caso, Romário teria 909 gols - além dos 77 amadores, descontamos o gol contra o Brasiliense no Brasileiro de 2005, cancelado pela justiça desportiva (e que Romário continua contabilizando).

Faltou, talvez, a revista dar duas informações:

1. Pelé, que completou 1000 gols aos 29 anos, nos 1281 que marcou contabilizou, de fato, os gols feitos pela seleção do exército, em 1958, quando, repita-se, já era profissional.

2. Sabe quantos?

Apenas 12.

Tire-os e Ele terá marcado 1269 gols.

Não há comparação.


E quantos gols marcou Friedenreich?

Leia o texto abaixo, esclarecedor, de reportagem publicada pela revista´"Época", de autoria do jornalista Mauricio Stycer, retirada da Wikipedia.

A polêmica em relação aos gols de "El Tigre" se deve à soma de um erro com uma falta de critério por parte do jornalista Adriano Neiva da Motta e Silva, o De Vaney.

Acontece que o "velho Oscar", pai de Fried, começou a anotar em pequenos cadernos todos os gols marcados pelo filho desde que começou a atuar.

Em 1918, o atacante confiou a tarefa a um colega do Paulistano, o centroavante Mário de Andrada, que seguiu a trajetória do craque por mais 17 anos, registrando detalhes das partidas até o encerramento da carreira de Fried, em 21 de julho de 1935.

A lenda ganhou consistência em 1962.

Naquele ano, Mário de Andrada disse a De Vaney que tinha as fichas de todos os jogos de Fried, podendo provar que o craque atuara em 1.329 partidas, marcando 1.239 gols.

Andrada, porém, morreu antes de mostrar as fichas a De Vaney.

Mesmo sem nunca comprovar esses dados, De Vaney resolveu divulgá-los, mas erroneamente inverteu o número de gols para 1.329.

A estatística, no entanto, começou a rodar o mundo, e ainda por cima na forma errada.

No livro "Gigantes do Futebol Brasileiro", de Marcos de Castro e João Máximo, de 1965, consta que Fried marcou 1.329 gols.

Outros livros e até enciclopédias referendaram o registro.

A FIFA, entidade máxima do futebol, chegou a "oficializar" os números, até que enfim, Alexandre da Costa conferiu os registros de todos os jogos de Fried em pelo menos dois jornais, "Correio Paulistano" e "O Estado de S. Paulo", e chegou a dois números surpreendentes: 554 gols em 561 partidas (espantosa média de 0,99 gol por jogo).

"Não quis destruir o mito", jura o autor de "O Tigre do Futebol".

"Adoro o Fried. Apenas quis esclarecer essa questão".

E, de fato, esclareceu.

Mais: Fried jogou até os 43 anos e sua carreira durou 26 anos.

Pelé jogou até os 37, 21 anos como profissional.

Romário já tem 41 anos e 22 de carreira profissional.


Por Juca Kfouri às 23h20

A noite dos velhinhos

Júnior Baiano, quase 37 anos (completa em março) fez 1 a 0 para o América.

Que derrotou o Vasco no Maracanã, por 2 a 1, com Romário, 41, e tudo, a partir dos 12 minutos do segundo tempo, mas com 10 e nove jogadores, pois Ygor foi expulso aos 4 do segundo tempo e Morais aos 37.

O América de Júnior Baiano e Válber, quase 40 anos (completará em maio) é o líder de seu grupo na Taça Guanabara.

Já pelo Campeonato Paulista enquanto o São Paulo, no Morumbi, passou pelo São Bento com facilidade (3 a 0), o Ituano de Sorato, quase 38 anos (completará em abril), e com mais um gol dele que já havia derrotado o Corinthians, venceu o Palmeiras, em Itu, por 1 a 0, com absoluta justiça.

Por Juca Kfouri às 22h48

Libertadores verde e amarela

O Paraná Clube pisou o gramado com dois gols de vantagem sobre o Cobreloa.

O Santos também, ou quase.

Porque aos 2 minutos fez 1 a 0 no Blooming.

Enquanto os paranistas demoraram a marcar, só aos 27 do segundo tempo, os santistas foram fazendo gols como se chupa um picolé.

Marcaram cinco, num treino de luxo contra os bolivianos na Vila Belmiro.

O treino do Paraná Clube foi mais duro, porque o time ficou com 10 jogadores ainda no primeiro tempo.

Mesmo assim, só levou um gol no fim, quando os chilenos precisariam marcar três.

O Brasil vai à Libertadores com seis times.

Por Juca Kfouri às 22h39

Narcio, Ginarcio, Narciso

Obra assinada


Nome do primeiro-vice-presidente da Câmara, Narcio Rodrigues (PSDB-MG), aparece em ginásio construído graças a emenda de sua autoria


Por LÚCIO LAMBRANHO

www.congressoemfoco.com.br


À primeira vista, as letras garrafais que estampam a entrada e as laterais do ginásio poliesportivo da Vila Barroso, no município mineiro de Frutal, parecem denunciar mais um atentado contra a língua portuguesa: Ginarcio.

Daqueles que se repetem a cada esquina num país que não dá bola para a educação.


Logo abaixo, porém, a grafia correta do nome oficial da praça esportiva – Ginásio Poliesportivo do Chatão – confirma que se trata, na verdade, de uma referência explícita ao deputado Narcio Rodrigues (PSDB-MG), filho ilustre da cidade, novo primeiro-vice-presidente da Câmara e autor da emenda que garantiu recursos do Orçamento da União para a obra. 

Entre as irregularidades encontradas em 61 municípios pela Controladoria Geral da União (CGU) na construção de quadras e ginásios, o caso da cidade de 50 mil habitantes, localizada no Triângulo Mineiro, chamou particularmente a atenção dos fiscais e acabou virando folclore nos corredores do órgão em Brasília (veja a relação dos municípios onde a Controladoria encontrou irregularidades em www.congressoemfoco.com.br). 


Mas a graça pára por aí. De acordo com relatório da CGU, a “homenagem” ao deputado configura promoção pessoal com obra pública, prática proibida pela Constituição.

Conforme revelou ontem o Congresso em Foco, a CGU investiga a existência de máfias regionais, suspeitas de atuar na construção de quadras e ginásios esportivos a partir da liberação de emendas parlamentares. 

Os indícios levantados pela CGU são reforçados pelo volume de recursos orçamentários em jogo.

Deputados e senadores de todos os partidos destinaram R$ 1,7 bilhão para esse tipo de obra no orçamento de 2007, R$ 1 bilhão a mais que o total reservado no ano anterior. 

A denúncia de promoção pessoal não incomoda o primeiro-vice, um dos parlamentares mais próximos do governador mineiro Aécio Neves (MG) e homem-chave na vitória do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara. Procurado pela reportagem, Narcio declarou que tem “participação zero" no episódio e se disse orgulhoso de ter levado 45 ginásios para os municípios da sua base eleitoral desde o seu primeiro mandato, em 1996.  

A matéria completa está em www.congressoemfoco.com.br

Por Juca Kfouri às 14h24

Berezovski não vem mais

Boris Berezovski teve que abortar, na última hora, sua vinda ao país.

Ele chegaria amanhã pela manhã em Brasília e se encontraria, na sexta-feira, com o presidente Lula, para manifestar seu interesse em investir no país.

Como a notícia de sua iminente chegada foi dada pela "Folha de S.Paulo" e neste blog, os promotores (segundo fontes ligadas a Berezovski) do GAECO, em São Paulo, trataram de conseguir um mandado de prisão contra o milionário russo que, assim, segundo as mesmas fontes, preferiu não arriscar.

As garantias dadas pelo governo federal sucumbiram diante do poder constitucional do Ministério Público paulista.

ESCLARECIMENTO: O blog acaba de ouvir o Promotor Público José Reinado Guimarães Carneiro, um dos que comandaram o inquérito sobre a MSI no GAECO.

Diz ele que se houve algum pedido foi do Ministério Público Federal.

Ele garante que não houve nenhum pedido do Ministério Público de São Paulo e supõe que tudo não passe de um balão de ensaio para testar o ambiente antes de uma possível chegada de Berezovski ao país.

Por Juca Kfouri às 14h03

A língua é minha pátria

Com Felipão, Portugal reaprendeu a linguagem do futebol.

E a imprensa esportiva da Pátria-Mãe parece querer nos ensinar uma nova língua.

Por Juca Kfouri às 06h59

06/02/2007

A volta de Berezovski

O bilionário russo Boris Berezovski chegará ao Brasil nas próximas horas.

Neste fim de semana deverá dar uma entrevista coletiva e ir ao Corinthians.

Chegará ao país com a garantia de que não sofrerá nenhum constrangimento, como sofreu da última vez em que esteve em São Paulo -- quando acabou detido pela Polícia Federal e depôs por mais de seis horas.

Sua chegada cria, no mínimo, uma situação inusitada na política corintiana.

Desnorteia a oposição que tem o apoio de Kia Joorabchian e anima a situação que pode anunciar o parceiro como o salvador da pátria.

Na pauta, construção de estádio e política de reforços.

Por Juca Kfouri às 23h23

Dunga perde. Felipão invicto

Felipão ganhou a segunda do Brasil.

E Dunga perdeu a primeira.

A Seleção fez bom primeiro tempo (Sóbis e Lúcio tiveram duas chances de ouro) e foi bisonha no segundo, quando tomou dois gols.

Portugal 2, Brasil 0.

Sem perder não se aprende a ganhar.

E quem apostou em Portugal na bolsa de Londres se deu muito bem.

Já eu "se" dei mal.

Por Juca Kfouri às 18h59

Edílson condena CBF

CBF é condenada a indenizar  torcedor por  influência de árbitro no jogo

 

A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis do Rio condenou, por maioria de votos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a pagar R$ 2.000 por danos morais ao torcedor Nilton Carreiro da Silva Neto.

 

Ele comprou os ingressos do Campeonato Brasileiro de 2005 dos jogos Vasco X Botafogo e Vasco X Figueirense, que foram anulados porque o árbitro da partida, que pertence ao quadro da CBF, influiu no resultado.

 

Os jogos, que ocorreram, respectivamente, nos dias 8 de maio e 12 de outubro do mesmo ano, foram remarcados após o escândalo de fraudes nos resultados das partidas.

 

Para o relator do recurso, juiz Brenno Mascarenhas, o torcedor compareceu ao Estádio de São Januário, onde foram realizadas ambas as partidas, para assistir às disputas esportivas e a jogos limpos e válidos para o campeonato.

 

“Era essa a  promessa do réu, mas ela não se cumpriu e os jogos não valeram”, disse.

 

Segundo o juiz, todo  torcedor têm o direito de que a arbitragem seja feita de forma independente e imparcial nas competições esportivas.

 

“Porém, o árbitro em questão não atuou com imparcialidade. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor é a entidade responsável pela organização da competição. Diante disso, o réu passa a responder de forma objetiva pelo dano causado. Além do mais, é direito do consumidor a informação clara  sobre a qualidade do serviço que lhe é prestado”, concluiu.

 

Os juízes que integram a 1ª Turma Recursal entenderam que a situação causou perda de tempo, abalo psicológico e indignação no torcedor. Os jogos foram anulados por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e novas partidas foram disputadas de forma gratuita. O árbitro foi eliminado do quadro da CBF.

 

Nilton Carreiro recorreu da sentença do 24º Juizado Especial Cível da Barra da Tijuca, que julgou improcedente seu pedido em junho de 2006. 

 

Ele alegou no processo que foi desrespeitado como torcedor e sentiu-se completamente enganado, fazendo literalmente “papel de palhaço”.

Por Juca Kfouri às 18h56

Brunoro está perto do Palmeiras

Paulo Massini, narrador da CBN, acaba de me informar que José Carlos Brunoro será diretor de futebol do Palmeiras.

O acerto, segundo Massini, acontecerá nas próximas horas.

Se confirmada a contratação do ex-gerente de futebol da Parmalat, recomendo que o palmeirense não espere times com a mesma qualidade daquele.

Naquela época havia Lei do Passe e apenas um clube com dinheiro para investir.

Agora, a situação é bem diferente.

Por Juca Kfouri às 18h56

E os clubes ainda querem mais

Há um projeto para já alterar a Timemania, embora encontre forte resistência nos setores mais responsáveis do governo federal.

O ministério do Esporte propôs mais uma Medida Provisória com dois propósitos básicos:

1. Esticar os débitos envolvidos até a data da edição do decreto regulamentador (enquanto isso os clubes abandonaram qualquer iniciativa de pagar seus tributos, sob a desculpa da Timemania que vem por aí);

2. Esticar, também,  o prazo de carência ( entre a celebração do parcelamento e o início da loteria), em que os clubes devem apenas R$ 5.000,00 por mês, até 3 meses após o início da loteria (ou seja, o pedido de prorrogação mostra incredulidade sobre o sucesso da loteria).

A regulamentação até hoje não saiu, porque, felizmente, há gente séria entre os técnicos do ministério da Fazendo que estão buscando minimizar os efeitos do monstrengo que se criou para ajudar as cigarras em vez de estimular as formigas.

E pensar que uma Medida Provisória exige que haja "urgência urgentíssima"...

Enquanto isso, os débitos com a Previdência, Fundo de Garantia e Receita Federal já passam da casa de R$ 1,2 bi.
 

Por Juca Kfouri às 15h56

OS CHUPA-QUADRAS

Está no sítio "Congresso em Foco":


Por LÚCIO LAMBRANHO

Enquanto o Brasil se prepara para sediar os jogos Pan-Americanos e sonha em ser o anfitrião da Copa de 2014, a Controladoria Geral da União investiga, em prefeituras, a existência de máfias regionais, suspeitas de atuar na construção de quadras e ginásios esportivos a partir da liberação de emendas parlamentares.  

O alvo das investigações é o programa Esporte e Lazer da Cidade, principal projeto social esportivo do governo federal. Além de irregularidades na construção de quadras poliesportivas e ginásios de esportes em pequenos municípios do interior do país, a CGU também constatou que houve direcionamento em diversas licitações conduzidas pelas prefeituras atendidas pelo projeto.  

Os indícios levantados pela Corregedoria ainda são insuficientes para sinalizar a existência de um esquema semelhante ao movimentado pelos sanguessugas. Mas a possibilidade de haver no esporte uma reprodução do esquema que desviou pelo menos R$ 110 milhões da saúde não está descartada.  

Novas ambulâncias 

Responsável pelo relatório setorial do Ministério do Esporte no orçamento da União de 2007, o deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE) surpreendeu os colegas ao fazer uma severa advertência durante a votação do texto final da CPI dos Sanguessugas, em dezembro do ano passado.

Encarregado de fazer sugestões ao relatório final da CPI para tentar fechar o ralo do orçamento para novas fraudes, o pernambucano disparou: “As ambulâncias de hoje podem ser as quadras de amanhã”. O deputado disse ter estranhado o excesso de verbas destinadas pelos parlamentares para a construção de quadras e ginásios esportivos. 

Apesar de não terem identificado uma empresa-chave – como a Planam, no caso das ambulâncias –, técnicos da CGU admitem a possibilidade de que pequenas organizações criminosas tenham atuado na área com a ajuda de parlamentares, já que as principais fontes de recursos são as emendas apresentadas ao orçamento por deputados e senadores. 

Nos últimos anos, as obras do programa do Ministério do Esporte se transformaram em valioso dividendo eleitoral. Só para a construção de quadras e ginásios, parlamentares de todos os partidos destinaram R$ 1 bilhão a mais em emendas no orçamento de 2007, em relação ao ano anterior. Os pedidos chegaram a R$ 1,7 bilhão, um salto e tanto em comparação com os R$ 700 milhões que haviam proposto no orçamento de 2006.  

Entre as pastas contempladas com o maior número de emendas, a do Esporte (636) ficou em quarto lugar no orçamento deste ano, atrás apenas das previsões orçamentárias dos ministérios da Saúde (2.805), das Cidades (1.484) e do Turismo (776), tradicionalmente maiores.

Apetite contido 

Apesar do apetite de deputados e senadores, o Ministério do Esporte prevê para 2007 a liberação de R$ 437,7 milhões – apenas um quarto dos recursos reivindicados pelos parlamentares. Ainda assim, uma cifra nada desprezível. Para se ter uma idéia, em 2004, o governo Lula liberou R$ 232 milhões para a execução desse tipo de obra.  

Os valores também superam, de longe, os de outros programas destacados pelo ministério, como o Brasil no Alto Rendimento, que destina R$ 13,2 milhões, na forma de bolsa-atleta, aos esportistas de alto nível que não tenham patrocínio privado. Ou, ainda, o projeto Segundo Tempo, que prevê R$ 129,6 milhões para o esporte educacional. Desse total, R$ 12,7 milhões também estão previstos para a construção de quadras em escolas. 

Como um dos sub-relatores da CPI dos Sanguessugas, Paulo Rubem Santiago defendeu mudanças também na elaboração da LDO, mas suas sugestões não foram acatadas para este ano. “Foram ignoradas pela Comissão de Orçamento”, protestou durante a sessão que aprovou o relatório da CPI.  

As críticas do petista também foram parar no texto final do orçamento setorial relatado pelo deputado: "Tais equipamentos, por si só, não instauram nenhum programa municipal de esporte e lazer, nem significam o fortalecimento das práticas de educação física e desporto escolar vinculados às redes públicas municipais e às escolas estaduais localizadas nesses municípios". 

Leia mais em http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=14533

Por Juca Kfouri às 10h07

Elementar, caro telespectador

Leio na coluna de TV da "Folha de S.Paulo", de Daniel Castro, que a mesa redonda dominical da Band deu 5 pontos no Ibope, o dobro do que dava.

É a nova líder do pedaço, a que atinge o maior número de telespectadores e em horário dito nobre.

E é inevitável, porque agora a emissora tem os direitos do Campeonato Paulista, como tem do Brasileiro-2007.

Pode, portanto, apresentar os compactos dos jogos e tem os lances polêmicos de todos os ângulos.

Seu pico de audiência aconteceu exatamente na apresentação do clássico entre Palmeiras e Santos, que não passou pela TV aberta para São Paulo.

No primeiro ano de existência da RedeTV! deu-se o mesmo.

A emissora fez acordo com a Globo, tinha os direitos do Paulista e chegou a dar 14 pontos de pico durante a apresentação de um compacto de jogo do Corinthians disputado na capital.

Depois, o debate em si, caía para 4, 5 pontos, como em todos os programas do gênero.

E não é por outro motivo que emissora que pretende ser líder não tem mesas redondas de futebol aos domingos e prefere programas mais voltados para ambos os públicos, masculino e feminino.

Porque as mesas nunca têm médias na casa dos dois dígitos, ao contrário de filmes, do "Fantástico" etc, como a TV Record, por exemplo, passa a comprovar.

Ou você acha que se as mesas fossem mesmo um negócio da China a Globo e o SBT não teriam as delas?

Por Juca Kfouri às 08h55

Duelo gaúcho entre brasileiros e portugueses em Londres

Sem Ronaldinho Gaúcho em campo, mas com dois gaúchos, Dunga e Felipão, no banco.

Sem Ronaldo, o Fenômeno, com a camisa amarelinha, mas com Ronaldo, o Cristiano, com a camisola lusa.

Brasil e Portugal jogam hoje, às 18h de Brasília, no estádio do Arsenal, em Londres.

A imprensa inglesa não está dando muita pelota para o amistoso.

Mas os 60 mil ingressos postos à venda foram avidamente consumidos pelos londrinos.

Com Robinho machucado, a Seleção Brasileira deve jogar com Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Edmílson, Elano e Kaká; Fred e Rafael Sóbis.

Adriano fica no banco.

Portugal se renova, preocupado com as eliminatórias da Copa da Europa de seleções.

A Seleção Brasileira tem mais qualidade e está invicta sob o comando de Dunga.

Não sei quem está mais bem cotado na bolsa de apostas londrina.

Mas, apesar de esperar um jogo complicado, sou mais o time brasileiro e acho muito interessante esta dupla Fred/Sóbis.

Em tempo: segundo o sempre atento e grande apostador na bolsa de Londres, Marco Aurélio Klein, eis a cotação de momento (9h40) para cada libra apostada:

Brasil 1.80
 
Empate 3.10
 
Portugal 4.00

 

 

Por Juca Kfouri às 01h01

05/02/2007

Copa da seleção imbatível

Na esteira do sucesso da "Copa dos Sonhos", este blog, humildemente, propõe uma outra Copa:

qual foi a melhor Seleção Brasileira de todos os tempos?

A idéia é fazer um hexagonal virtual entre as cinco equipes que ganharam Copas do Mundo e o time de 1982.

Poderia, é claro, ser o de 1950, mas cada vez são menos os que a viram.

Submeto às caras e aos caros blogueiros a idéia, com algumas sugestões.

1. Vale o time do último jogo de cada Copa, ou seja:

o de 1958 tem Djalma Santos na lateral-direita e não De Sordi;

o de 1962 tem Amarildo e não Pelé e assim por diante;

2. O resultado dos jogos será dado pelo voto dos blogueiros e não dos especialistas que, eventualmente, serão ouvidos para ilustrar cada partida;

3. As seis equipes se enfrentarão, todos contra todos, em turno único.

O blog é todo ouvidos.

Vale?

Por Juca Kfouri às 11h25

04/02/2007

Deu na Veja

Está na coluna "Radar", na edição de "Veja", desta semana:

A vez de Abel?

Abel Braga, técnico campeão do mundo pelo Internacional, foi sondado sobre seu interesse em comandar a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano que vem.

Abel, evidentemente, tem interesse.

O mais surpreendente é que Felipão foi um dos ouvidos pela CBF – ele foi favorável à escolha.

Por Juca Kfouri às 20h33

Na trave! Sorte ou azar?

Há quem diga que bola na trave é azar do goleiro.

Porque era para bola ir para fora e bateu no poste.

No geral, no entanto, prevalece a idéia de que é falta de sorte do atacante, porque é muito mais difícil (com exceção do famoso comercial computadorizado de Ronaldinho Gaúcho) chutar uma bola na trave que dentro do gol.

No empate entre Noroeste e São Paulo (1 a 1), no entanto, jogado em ritmo surpreendente, a bola na trave foi mesmo azar do goleiro e do atacante.

Porque Rogério Ceni bateu uma falta na trave, como Reasco cabeceou uma bola na trave.

Lenílson abriu o marcador já no segundo tempo e o Norusca empatou com Vandinho, em bola defensável num dia de pouca sorte de Rogério Ceni.

Por Juca Kfouri às 19h34

Empate com dois sabores

Havia medo e tensão no Parque Antarctica. 

Porque todo um planejamento, que tem tudo para dar certo, corria risco caso o Palmeiras perdesse mais uma, por mais natural que fosse uma derrota para o líder 100% Santos.

Mas Osmar e Edmundo arrasaram no primeiro tempo.

Na posição adequada, o ex-atacante Edmundo é um meia precioso.

Já Pedrinho, que continua a ser meia, jamais será atacante, por mais que tenha deixado sua marca.

E Osmar é Osmar.

Tão pouco prestigiado que na página oficial do clube (www.palmeiras.com.br) ele é chamado de Cristiano dos Santos Neves, o Cristiano que veio do Paraná.

Osmar Aparecido de Azevedo fez dois gols ainda no primeiro tempo, mas foi sacado no segundo.

Se o Santos tem mais talentos, o Palmeiras teve mais organização e muito mais abnegação na primeira metade do jogo.

E Edmundo, que enfiou bolas preciosas, além de mandar uma no travessão, com também fez Edmílson, em cobrança de falta.

Na verdade, o placar do primeiro tempo foi menos generoso do que o Palmeiras merecia.

Mas, no segundo, foi o avesso.

Edmundo foi atacar e Pedrinho começou a armar.

Resultado: se Antônio Carlos não atropelasse Edmundo no pênalti que ele mesmo converteu, provavelmente o Santos teria melhor sorte ainda.

Porque Kléber, em cobrança de falta, e Jonas trataram de empatar o jogo em 3 a 3, que soou como derrota para os donos da casa e vitória para os visitantes.

Que seguem líderes, invictos, apenas não mais 100%.

Tudo porque Caio Júnior errou ao mudar o que tinha feito de certo.

E Vanderlei Luxemburgo corrigiu o que havia feito de errado.

Vida que segue.

Ah, o primeiro clássico do ano em São Paulo foi um jogaço.

Por Juca Kfouri às 19h28

No calor de Guaratinguetá

Com uma defesa mais lenta que Rubinho Barrichello e mais pesada que o ataque do Brasil na Copa de 2006, o Corinthians levou um baile do Guaratinguetá que logo abriu o placar.

Só Marcelo, com dois milagrares, se salvava atrás.

Mas com um ataque tão veloz como Ayrton Senna e mais leve que que Gisele Bündchen, o Corinthians virou para 3 a 1 (Wilson, duas vezes, na primeira em posição duvidosa, e Arce) ainda no primeiro tempo.

No segundo, o Corinthians levou o jogo como quis, em banho-maria no calor do Vale do Paraíba.

Até que, aos 26, Michel fez um golaço e diminuiu para botar drama na partida.

Em seguida, Élton puxou um contra-ataque que poria Rosinei na cara do gol.

Ele foi seguro por um zagueiro, mas a arbitragem não viu.

O jogo terminou com o Guaratinguetá na pressão e o Corinthians na defesa, embora a última chance de gol tenha sido alvinegra.

Vitória justa.

 

 

Por Juca Kfouri às 16h59

Alívio no Maraca

Verdade seja dita.

O Flamengo quase não correu risco de sofrer gol.

Mas como sofreu para fazê-lo diante do Boavista...

No dia em que Eto'o voltou ao Barcelona, Obina fez falta no rubro-negro.

E o primeiro tempo acabou sem gols.

A etapa final manteve o mesmo diapasão.

Só dava Mengo, mas as oportunidades criadas eram desperdiçadas ou por falta de sorte de Souza, ou por ansiedade de Roni, ou por milagres do goleiro Elivélton.

Só aos 31 minutos a justiça se fez.

Leonardo Moura cruzou na medida, na cabeça de Souza, que encobriu o goleiro visitante.

Era para estar 4 a 0, mas a contagem mínima mantinha o Fla na liderança.

E por pouco, no penúltimo minuto, o Boavista não empatou.

Seria um pecado, uma injustiça brutal.

 

Por Juca Kfouri às 16h58

Bauer (1925-2007)

Bauer falece aos 81 anos


Jogador fez história com a camisa do São Paulo Futebol Clube

Felipe Espindola - 4/2/2007
 
 
Faleceu na manhã deste domingo o ex-jogador José Carlos Bauer , um dos maiores ídolos da história do São Paulo Futebol Clube.

Bauer, que estava com 81 anos, está sendo velado no Cemitério da Paz.

O enterro acontece neste domingo (04), às 17 horas, no mesmo local.

 

Histórico

José Carlos Bauer nasceu no dia 21 de novembro de 1925 na cidade de São Paulo.

Começou sua trajetória futebolística com apenas 15 anos, quando ingressou nos juvenis do São Paulo Futebol Clube.

Pelo Tricolor, conquistou o Paulista de 1943, dois bicampeonatos estaduais (1945/46 e 1948/49) , além do campeonato de 1953.

No total disputou 419 partidas e marcou 16 gols.

Formou o meio-campo - antigamente conhecido como linha média - com Zarzur e Noronha e posteriormente, com Rui e Noronha.

Esses trios ficaram marcados para sempre na história dos torcedores do São Paulo.

Mesmo com grande força física, Bauer tinha grande classe e categoria e apresentava um futebol elegante.

Na Copa do Mundo de 1950 chegou a ser chamado de "O gigante do Maracanã".

Apesar da derrota na decisão contra o Uruguai, Bauer continuou defendendo a seleção brasileira por mais alguns anos.

No Mundial de 1954 fez suas últimas apresentações pela Seleção Brasileira.

Pelo Brasil, foi campeão sul-americano em 1949, além de vice-campeão mundial em 1950.

Jogou 29 partidas pela seleção brasileira.

Após defender brilhantemente o São Paulo, em 1954 transferiu-se para o Botafogo e antes de encerrar a carreira, defendeu a Portuguesa de Desportos (1955) e o São Bento (1956), onde parou de jogar.

Depois de encerrar sua carreira como jogador de futebol foi ser técnico, e além das divisões de base do Clube Indiano de São Paulo, treinou a Ferroviária de Araraquara, o Guadalajara do México e o Milionários da Colômbia.
 

Por Juca Kfouri às 15h05

A Itália age

Enquanto aqui o problema da violência nos estádios é empurrado com a barriga, na Itália não só o futebol é paralisado como a maior autoridade do país se manifesta claramente.

E é definitivo ao afirmar que a questão precisa ser resolvida pelos que organizam os jogos e se beneficiam com os lucros do futebol, ou seja, diz que a questão antes de ser policial é dos clubes e entidades dirigentes do esporte.

Como, sem tirar nem pôr, preconiza o Estatuto do Torcedor no Brasil, que tanta oposição recebeu da nossa cartolagem.

Leia, abaixo, nota distribuída pela agência Reuters.

Os grifos em negrito são do blog.

 

ROMA (Reuters) - O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, prometeu medidas drásticas para combater a violência no futebol, depois que brigas entre torcedores durante uma partida resultaram na morte de um policial e em mais de 150 feridos.

As declarações de Prodi repercutem num dia sem futebol na Itália. Todos os jogos dos campeonatos do país programados para este sábado foram suspensos após a morte do policial Filippo Raciti, 38, na sexta-feira.

Ele foi morto por uma bomba caseira, que explodiu na sua face, do lado de fora do estádio do Catania, durante a partida entre o Palermo e o Catania, que valia pela primeira divisão italiana. O episódio se deu seis dias depois de um dirigente esportivo ter morrido numa briga, após um jogo amador em Luzzi, no sul do país.

Prodi, que já havia descrito a violência como a "degeneração do esporte", anunciou que se encontraria com o ministro do Interior, Giuliano Amato, e com a ministra dos Esportes, Giovanna Melandri, para discutir idéias para medidas "robustas".

"Não podemos sempre colocar a vida dos policiais em risco, precisamos de um jeito que faça os times se sentirem responsáveis (pela atitude dos torcedores) e mude radicalmente a situação", afirmou o premiê à imprensa.

A morte do policial provocou uma onda de protestos de políticos e autoridades italianas e a suspensão imediata dos jogos.

"Um sinal enfático é preciso, até termos as medidas para prevenir certos episódios", declarou Lucas Pancalli, da federação italiana de futebol.

Ele anunciou uma suspensão geral de todos os jogos, incluindo o amistoso da seleção italiana, campeã do mundo, contra a Romênia, em Siena, na quarta-feira.

A perspectiva de um retorno rápido aos estádios para os torcedores e jogadores foi descartado pelo ministro do Interior, Amato, que teria declarado que não mandaria mais policiais para os estádios de futebol nas atuais circunstâncias, segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, neste sábado.

"A violência está em toda parte, mas violência em estádios devido a um jogo, eu acho realmente que é inaceitável", disse Amato à TV italiana.

O presidente do sindicato dos jogadores, Sergio Campana, pediu a suspensão dos campeonatos por pelo menos um ano. A sugestão, apesar de ter poucas chances de ser seguida, daria aos clubes tempo para modernizar os seus estádios.

A última morte num jogo da primeira divisão italiana havia ocorrido em 1995, quando um torcedor foi esfaqueado antes de um jogo.


 

Por Juca Kfouri às 12h21

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico