Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

24/02/2007

Madureira cresce

O Madureira dá sinais de ocupar espaços no futebol carioca.

Derrotou o América de virada, no Maracanã (2 a 1), e garantiu-se como finalista da Taça Guanabara, contra Flamengo ou Vasco.

Será uma dureza, porque em dois jogos.

Mas, caso ganhe a Taça GB, o Madureira terá assegurado, no mínimo, o bi-vice-campeonato do Rio Janeiro.

Hoje o time amarelo tomou duas bolas na trave, mas, na verdade, mereceu a vitória pelo que fez no segundo tempo.

Não é pouca coisa para um Madureira.

Por Juca Kfouri às 19h55

Leão, Lula e companhia

Mais uma vez o Corinthians ficou em vantagem de 11 contra 10 ainda no primeiro tempo e, logo no começo do segundo, também teve um jogador expulso (ambos os cartões vermelhos injustos, diga-se).

No fim, Betão, com justiça, conseguiu a nona expulsão alvinegra em 11 jogos, claro que graças ao comando firme e equilibrado da direção do clube e do técnico.

Arce fez 1 a 0, no primeiro tempo, e Rossini empatou no segundo para o Rio Branco, o primeiro dos quatro últimos do Campeonato Paulista, no Pacaembu.

Leão escalou o time com três volantes e tratou de segurar o resultado quando o time saiu na frente.

Parecia que o Corinthians enfrentava o Chelsea, não o time de Americana.

Verdade que quem tem Wellington (trazido por Leão), deve respeitar até time de várzea.  

Para não falar de Gustavo, Tamandaré, os dois Jean e outras coisas mais ou menos parecidas que ele trouxe, contratações que são de deixar o torcedor com um elefante atrás da orelha.

Mas Lula apóia Leão.

O Corinthians está salvo.

Por Juca Kfouri às 19h07

23/02/2007

O que esta foto esconde?


Crédito: Sérgio Lima/Folha Imagem


Por trás da gloriosa, e pisoteada ultimamente, bandeira do Corinthians, deveria estar Boris Berezoviski, segundo prometera Renato Duprat, que acompanhou o o presidente corintiano à audiência em Brasília, apesar de seu passado como "empreendedor".

Deveria estar, mas não estava, como não estará.

E como a fonte do nebuloso dinheiro russo está fechada, Dualib e Duprat, dois "Dês" que não formam uma dupla, mas um bando como o time de futebol, foram pedir o seu, o meu, o nosso pobre dinheirinho para continuar a pagar as estripulias alvinegras.

E o presidente, da República, ainda perde seu tempo com isso e respalda Emerson Leão, que agora deu para rugir também com as mulheres, como fez com a repórter Marília Ruiz.

Tudo pra lá de deplorável, para dizer o mínimo.

Por Juca Kfouri às 16h00

Maraca com tudo

O Maracanã será palco dos dois jogos mais interessantes deste fim de semana.

No sábado, às 18h10, Madureira e América decidem uma vaga nas finais da Taça Guanabara.

O Madureira vem de derrota para o Figueirense pela Copa do Brasil, no Rio, mas é o único invicto no Campeonato Carioca, além de ter sido seu último vice-campeão.

O América passou de fase na Copa Brasil, onde terá o Atlético Mineiro como adversário, e foi vice-campeão da Taça Guanabara passada.

No domingo, às 16h, um clássico para definir o outro finalista.

Um clássico que dispensa apresentação: Vasco x Flamengo.

Se amanhã o Maraca deverá ter pouca gente porque nem Madureira nem América são exatamente fenômenos de popularidade, no domingo deveremos ter casa cheia.

O Campeonato Carioca continua a ser o estadual com fórmula de disputa mais emocionante.

Lembremos que, neste ano, a Taça Guanabara será decidida em dois jogos e não apenas em um, como em 2006.

Por Juca Kfouri às 01h34

22/02/2007

Foto histórica

A foto é de DOMÍCIO PINHEIRO, um dos maiores que o país já teve.

Djalma Santos, Djalma Dias e Procópio, com a camisa do Palmeiras, no Parque Antarctica, em 1965, tempos da maravilhosa Academia.

Os três como se estivessem fazendo uma coreografia, cabeça, tronco e membros num mesmo movimento.

Para o que olhavam?

Para a bola é que não era.

Teria o árbitro apitado alguma coisa?

Conversando hoje com Djalma Santos, na ESPN, lembrei-me dessa foto maravilhosa e faço, agora, questão de compartilhá-la.

Por Juca Kfouri às 20h53

A lei, ora a lei

Acesse o endereço abaixo e constate que um deputado, incomodado com a repercussão do fato de seu nome batizar um ginásio esportivo, tratou de pedir a retirada do dito cujo nome ao dito cujo ginásio.
 
Veja ainda como um ex-ministro do Esporte também é nome de ginásio.
 
E constate, no link fornecido pela reportagem, como é ilegal que pessoas vivas dêem o nome a locais públicos.
 
Mesmo assim, o Engenhão, construído com dinheiro do governo federal, será batizado de João Havelange?
 
http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=14718

Por Juca Kfouri às 17h05

Capitalismo FC

Diante de tipo do regime econômico que nossos clubes querem que prevaleça para manter a incompetência e a corrupção vigentes, é adequado reproduzir o texto (antigo) abaixo, de autor desconhecido:

CAPITALISMO IDEAL: 

Você tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. Eles se multiplicam, e a economia cresce.

Você vende o rebanho e aposenta-se, rico! 
 
CAPITALISMO AMERICANO: 

 Você tem duas vacas.

Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas. 

Fica surpreso quando ela morre. 
 
CAPITALISMO FRANCÊS

Você tem duas vacas. Entra em greve porque quer três. 
 
CAPITALISMO CANADENSE

 Você tem duas vacas.

Usa o modelo do capitalismo americano.

As vacas morrem. 

Você acusa o protecionismo brasileiro e adota medidas protecionistas para ter as três vacas do capitalismo francês. 
 
CAPITALISMO JAPONÊS: 

Você tem duas vacas.

Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite.

Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro. 
 
CAPITALISMO ITALIANO: 

Você tem duas vacas.

Uma delas é sua mãe, a outra é sua sogra, maledetto!!! 
 
CAPITALISMO ENRON : 

Você tem duas vacas.

Vende três para a sua companhia de capital aberto usando garantias de crédito emitidas por seu cunhado.

Depois faz uma troca de dívidas por ações por meio de uma oferta geral associada, de forma que você consegue todas as quatro vacas de volta, com isenção fiscal para cinco vacas.

Os direitos do leite das seis vacas são transferidos para uma companhia das Ilhas Cayman, da qual o sócio majoritário é secretamente
o dono.

Ele vende os direitos das sete vacas novamente para a sua companhia.

O relatório anual diz que a companhia possui oito vacas, com uma opção para mais uma.

Você vende uma vaca para comprar um novo presidente dos Estados Unidos e fica com nove vacas. 

Ninguém fornece balanço das operações e público compra o seu esterco. 
 
CAPITALISMO BRITÂNICO

 Você tem duas vacas. As duas são loucas. 
 
CAPITALISMO HOLANDÊS: 

Você tem duas vacas.

Elas vivem juntas, não gostam de touros e tudo bem. 
 
CAPITALISMO ALEMÃO: 

Você tem duas vacas.

Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e
lucrativa. 

Mas o que você queria mesmo era criar porcos. 
 
CAPITALISMO RUSSO: 

Você tem duas vacas.

Conta-as e vê que tem cinco.

Conta de novo e vê que tem 42. 

Conta de novo e vê que tem 12 vacas.

Você para de contar e abre outra garrafa de vodca. 
 
CAPITALISMO SUIÇO: 

Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.

Você cobra para guardar a vaca dos outros. 
 
CAPITALISMO ESPANHOL: 

Você tem muito orgulho de ter duas vacas. 
 
CAPITALISMO PORTUGUÊS: 

Você tem duas vacas.

E reclama porque seu rebanho não cresce... 
 
CAPITALISMO CHINÊS: 
Você tem duas vacas e 300 pessoas tirando leite delas.

Você se gaba de ter pleno emprego e alta produtividade.

E prende o ativista que divulgou os números. 
 
CAPITALISMO HINDU: 

Você tem duas vacas.

E ai de quem tocar nelas. 

 
CAPITALISMO ARGENTINO: 
Você tem duas vacas.

Você se esforça para ensinar as vacas mugirem em inglês.

As vacas morrem.

Você entrega a carne delas para o churrasco de fim de ano do FMI. 
 
CAPITALISMO BRASILEIRO: 

Você tem duas vacas.

Uma delas é roubada.

O governo cria a CCPV- Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca.

Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais.

A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presumia que você tivesse 200 vacas e para se livrar da encrenca, você dá a vaca restante para o fiscal deixar por isso mesmo....
 

Por Juca Kfouri às 12h44

Deu na Folha de S.Paulo

A matéria da "Folha de S.Paulo" de hoje (leia abaixo), de autoria de RICARDO PERRONE, sobre a arrecadação dos clubes junto à Receita é realmente intrigante.

Em toda a discussão da Timemania, o argumento do Clube dos 13 foi o de que os clubes eram imunes ou isentos de impostos e contribuições - exceto no caso do INSS (contribuição de 5% sobre a bilheteria).

Fizeram uma grande ginástica para isentar os clubes-empresa e igualar a situação.

O argumento do Clube dos 13 foi sepultado.

Mas como, ainda assim, arrecadam tanto?

Onde está o erro?

Como os clubes conseguem arrecadar essas quantias, nos mesmos patamares das principais empresas do país, que, como regra, não gozam dos ditos benefícios fiscais?

Alguém está realmente mentindo.

Dá para ter fundadas suspeitas sobre quem seja.

 

Receita Federal coloca 12 clubes e até CBF na mira

Grandes de SP estão entre as 12 mil empresas que mais arrecadaram em 2005

Fato se torna inusitado, já que a maioria das equipes vive hoje penúria financeira, como o caso dos arqui-rivais Corinthians e Palmeiras

RICARDO PERRONE
DO PAINEL FC

Doze clubes passam por um pente-fino da Receita Federal. Isso porque estão entre as 12 mil empresas que mais arrecadaram no Brasil durante 2005.
O episódio é inusitado, porque a maioria passa por situação de penúria, apesar estar num grupo de endinheirados.
São os mesmos clubes que o presidente Lula diz precisarem de ajuda para arrecadarem mais. O Santos, que adota política de redução de gastos, foi quem obteve a maior receita, segundo a Folha apurou. A Receita não comenta o assunto e trata os dados como sigilosos.
Dos cinco primeiros, só o Cruzeiro, quarto que mais faturou, não é paulista. O segundo colocado é o São Paulo, um dos poucos que não estão endividados, seguido pelo Corinthians, que vive uma das situações mais críticas de sua história, como o Palmeiras, o quinto.
É rotina na Receita Federal fazer uma fiscalização ainda mais apurada do que o normal nas movimentações financeiras das 12 mil pessoas jurídicas com maior arrecadação. E nas de todas que arrecadaram mais de R$ 45 milhões num só ano.
Todos os dados são cruzados. E o órgão ainda acompanha quase que passo a passo o recolhimento de impostos desses contribuintes no ano seguinte.
Os números são de 2005 porque, como no caso das pessoas físicas, as firmas declaram a renda do ano anterior.
Nos cofres do líder Santos, entraram cerca de R$ 140 milhões. Pouco sobrou, a ponto de o clube hoje reduzir os vencimentos de quem tem contrato de prestação de serviço. Os que não aceitam não renovam.
O ex-jogador Zito, um dos ídolos do clube e que trabalha no futebol profissional, teve de aceitar o corte para continuar.
No país inteiro, apenas 2.967 empresas obtiveram receita superior à do Santos em 2005. Os santistas deixaram para trás nomes como a Shering do Brasil e a Sanyo da Amazônia.
"Nossa arrecadação naquele ano foi inflada pela venda do Robinho e de outros jogadores. Mascara uma realidade. Acho ótimo a Receita fiscalizar", disse o dirigente santista Dagoberto Fernando dos Santos.
No mesmo ano, abastecido pela MSI, o Corinthians juntou R$ 99,4 milhões, cerca de R$ 14 milhões a menos do que o rival São Paulo, que faturou alto graças às conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes.
O contraste entre o que os corintianos receberam naquele ano e sua situação hoje também impressiona. O dinheiro rareou a ponto de o clube ter tido dificuldade para pagar conta de celulares e cogitar levar o time para hotéis mais baratos.
O Palmeiras também não desfruta de uma situação compatível com a de quem faz parte de um grupo que responde a 85% da arrecadação obtida pelas empresas do país em 2005.
O clube já antecipou quase todas as verbas que tinha para receber em 2007. Agora tenta fatiar os direitos de seus jogadores entre conselheiros para conseguir dinheiro.
O Flamengo, classificado pelo presidente Márcio Braga como em situação quase insolvente, foi o sétimo que mais arrecadou, seguido pelo Vasco. "A Receita pode investigar o que quiser. Pode haver erro aqui, fraude não. Mas arrecadamos isso aí", afirmou o cartola.
Em situação mais confortável, a CBF também faz parte da elite. Foram para seus cofres pouco mais de R$ 100 milhões

Por Juca Kfouri às 12h19

Três vitórias brasileiras e uma derrota na Libertadores

Duas vitórias em casa, uma fora e uma derrota, também fora.

O Paraná Clube foi tão superior ao boliviano Real Potossí na Vila Capanema que o 2 a 0 não espelha o que foi o jogo.

Principalmente pelo que fez no primeiro tempo, o time paranista merecia, no mínimo, uma vitória pelo dobro do marcador final.

Também o Flamengo ganhou bem e por menos que merecia no Maracanã.

Fez 3 a 0 no primeiro tempo, teve chance de fazer mais três no segundo, mas, ao contrário, acabou por sofrer um gol no fim do Unión Maracaibo, que vai voltar para a Venezuela orguhoso por ter feito um gol no Maraca.

Mas bonito mesmo fez o Santos, que derrotou o Deportivo Pasto, campeão colombiano, na altitude de 2500 metros da cidade de San Juan del Pasto.

Os santistas venceram por 1 a 0, gol de Maldonado, na madrugada brasileira, e deram um show de inteligência e técnica para não sucumbir diante da falta de ar, ao reter a bola o mais que pôde em seu poder.

Já o Inter teve o jogo na mão diante do Nacional, em Montevidéu, e não soube segurar o 1 a 0 que achou no primeiro tempo.

Acabou derrotado por 3 a 1 e não tem do que se queixar, porque se deixou dominar pelo adversário, num péssimo começo para quem quer ser bicampeão da Libertadores.

Por Juca Kfouri às 01h11

Santos com técnico e técnica

O primeiro tempo de Deportivo e Santos foi daqueles de fazer boi dormir no pasto.

Tirante uma bela jogada iniciada por Zé Roberto que Rodrigo Tiuí tratou de desperdiçar num cruzamento bisonho, nada de útil se viu no confronto entre os campeões colombianos e os santistas,  cautelosos pelos 2500 metros de altitude.

O segundo tempo foi mais animado.

O Santos obrigou o goleiro a fazer um pequeno milagre logo aos sete minutos, passou a ser pressionado com bolas altas sobre sua área, mas, num contra-ataque bem puxado por Marcos Aurélio, ele se livrou da marcação e deu com açucar para Maldonado abrir o placar, aos 17.

Para mostrar que não queria recuar, Vanderlei Luxemburgo tirou Tiuí e botou Jonas em seu lugar.

E, aí, o Santos mostrou que tem técnico e tem técnica.

Porque fez o óbvio para as circunstâncias, certamente por orientação que veio do banco.

Orientação que o time cumpriu, em alguns momentos, de maneira exemplar.

Passou a valorizar a posse de bola, a fazer o tempo passar, chegou a ficar quase três minutos com a bola de pé em pé, para desespero dos colombianos que trataram de apelar.

Zé Roberto, por exemplo, foi vítima de uma dessas botinadas e teve que dar seu lugar a Pedrinho.

Mas o fato é que o Santos esteve mais perto de fazer seu segundo gol do que de sofrer o de empate.

Rodrigo Tabata ainda entrou no lugar de Marcos Aurélio, exausto, aos 40.

E o Santos volta ao Brasil com uma valiosa vitória na bagagem.

 

Por Juca Kfouri às 01h05

21/02/2007

Copa do Brasil em três toques

Três observações sobre a Copa do Brasil:

1. O Figueirense, em penúltimo lugar no Campeonato Catarinense, nove pontos ganhos em 10 jogos, derrotou o semifinalista da Taça Guanabara, Madureira, no Rio, por 3 a 2.

O futebol carioca não pode se enganar;

2. O Cruzeiro não começou como esperava sua caminhada em busca do inédito pentacampeonato na Copa, ao ficar no 0 a 0 com o Veranópolis, na Serra Gaúcha.

Mas deve seguir adiante sem maiores problemas;

3. O Corinthians não passou de um empate em 1 a 1 com o Pirambu. E fez seu gol depois de um golpe de judô de Marcelo Mattos no defensor sergipano. Os dois gols do jogo foram marcados pelo caricato zagueiro corintiano Gustavo, o primeiro, contra, de rosca.

Mais uma vez o Corinthians teve a vantagem de ficar com um homem a mais no primeiro tempo e a desperdiçou no segundo, quando o horrível Wellington também foi expulso.

Como fez o nome de Vitor, goleiro do Paulista, também mais uma vez o Corinthians fez o nome do goleiro do Pirambu, Alan.

Leão mais uma vez meteu os pés pelas mãos e fez tudo errado, com substituições amalucadas.

Por Juca Kfouri às 22h56

Decepção do campeão

Não que o Nacional tenha assustado muito, mas é inegável que jogou melhor que o Inter no começo do jogo.

Só que quem não faz toma e Hidalgo teve a fortuna de abrir o marcador para os brasileiros, aos 37 minutos.

O que dava aos brasileiros um belo refresco e a possibilidade de quebrar a escrita de seis estréias sem vitória na Libertadores (quatro empates e duas derrotas).

Dava. Mas não deu.

Mesmo com a vantagem de 11 contra 10 ainda antes da metade do segundo tempo, o campeão da Libertadores-2006 não soube segurar o resultado.

Afoito, dando chutão, incapaz de prender a bola, nem mesmo a entrada de Fernandão melhorou as coisas, ao contrário.

O Inter tomou o empate aos 27 e teve Wellington Monteiro expulso em seguida, numa falta boba por trás que, pior, aos 30, resultou no gol da virada uruguaia.

Aos 47, com justiça, o Nacional ainda fez 3 a 1.

Foi realmente um começo decepcionante da caminhada colorada em busca do bi.

Por Juca Kfouri às 22h39

Flamengo fez tudo certo

A massa disse presente e o time não decepcionou.

Pouco importa a óbvia fragilidade do Maracaibo.

O Flamengo tratou de pressionar o que pôde e construiu um sólido 3 a 0 no primeiro tempo, com Renato, Souza e Obina, os dois últimos pelo alto, como Ney Franco previa e planejou.

No segundo tempo o Flamengo esteve a pique de fazer o quarto gol umas três vezes, mas o time tratou mais de se poupar, provavelmente com a cabeça no Vasco, com quem começa a decidir uma vaga na final da Taça Guanabara, no domingo.

Acabou por tomar venezuelano no fim, mas que não fez a menor diferença.

A massa certamente não se arrependeu por ter ido ao Maracanã.

Por Juca Kfouri às 22h37

E foi de pouco

Para ver como são as coisas: o Paraná Clube massacrou o Real Potissí no primeiro tempo, quando fez por merecer pelos menos uns 3 a 0.

Até gol mal anulado por impedimento aconteceu para desespero dos paranistas.

E o intervalo chegou sem que o zero saísse do placar.

Só aos 17 minutos do segundo tempo é que a Vila Capanema pôde desafogar, com um belo gol de Dinélson, outra vez impecável.

O segundo gol veio a seguir, mas, na verdade, o primeiro tempo do tricolor foi muito melhor que o segundo.

Por Juca Kfouri às 20h57

Ouro perdido

Já está disponível, no endereço abaixo, a reportagem de Phydia Athayde, na "CartaCapital" desta semana, sobre o Pan-2007.
 
É imperdível.
 
 http://www.cartacapital.com.br/edicoes/2007/02/432/ouro-perdido
 
 
 

Por Juca Kfouri às 11h30

Pirambu, falando para o mundo

Está virando moda pelo país afora: prefeituras de cidades que buscam ser conhecidas nacionalmente auxiliam os times de futebol para alcançar a fama.

Foi assim com São Caetano, com Ipatinga, com Barueri e, agora, com Pirambu, no Sergipe.

O Olímpico Pirambu Futebol Clube recebe hoje o Corinthians, em Aracaju, porque seu estádio não comporta jogos pela Copa do Brasil.

Pirambu fica a pouco mais de 70 quilômetros da capital sergipana e nunca foi tão falada como agora.

Ontem eu conversei com o presidente do clube, e vice-prefeito da cidade, Guilherme Julius Zacarias de Melo, que me contou que a folha de pagamento mensal do time está na casa dos R$ 50 mil, 10 vezes menos do que ganha, segundo se diz e ele nunca desmentiu, o técnico corintiano, Emerson Leão.

Como estratégia para se tornar uma cidade conhecida, sem dúvida, patrocinar times de futebol tem dado certo.

Só não pode fazer o que se faz em Barueri, cuja prefeitura constrói um estádio a toque de caixa e deixa paralisada a obra de seu hospital.

Por Juca Kfouri às 00h04

20/02/2007

Crise Real

Parece interminável a crise do Real Madri.

Até quando ganha, como aconteceu diante do Bayern Munique, por 3 a 2.

Porque, sem merecer, esteve ganhando por 3 a 1, mas deixou que os alemães, no Santiago Bernabeu, descontassem no fim.

O que deixou os germânicos com a faca e o queijo, além do copo de cerveja, nas mãos para o jogo de volta pelas oitavas-de-final da Copa dos Campeões.

Por Juca Kfouri às 19h03

19/02/2007

E tudo para começar na quarta-feira

Que Quarta-Feira de Cinzas que nada.

Quarta-feira de dureza.

No Maraca, o Flamengo tem, depois de amanhã, o Maracaibo pela frente.

Com obrigação de vencer e de convencer.

Em Pasto, o Santos tem o Deportivo, campeão da Colômbia, pela frente.

Pela frente e pelo alto, porque Pasto fica acima de 2500 metros de altitude.

O campeão mundial Internacional tem o tradicional Nacional, em Montevidéu, como adversário em sua estréia pelo bi na Libertadores.

Só o Paraná Clube parece não ter com o que se preocupar, porque recebe o frágil Real Potosí, em Curitiba.

E como a vida é dura mesmo, pela Copa do Brasil, o encurralado Corinthians pega o Pirambu, campeão sergipano, em Aracaju.

É jogo para disfarçar a crise ou para cair definitivamente no ridículo.

Por Juca Kfouri às 21h50

18/02/2007

O futebol vestiu uma camisa zebrada e saiu por aí

No Carnaval do Rio, o desfile foi do Madureira, que enfiou 4 a 1 no Flamengo.

E foi também do Boavista, que eliminou o Botafogo da Taça Guanabara.

No de São Paulo, o Palmeiras dançou miudinho com o Rio Claro e não passou de um magro empate.

Pior fizeram o Corinthians e o até então invicto Santos: sambaram diante do Paulista e do São Bento.

Quem diria, o São Bento quebrou a virgindade do Santos numa festa pagã.

Mas o futebol se vestiu de zebra até no Carnaval castelhano.

Em Buenos Aires, por exemplo, na volta do mestre-sala Riquelme, o Boca Juniors não passou de um empate, na Bombonera, com o Rosario Central.

E em Valencia, o poderoso Barcelona perdeu para o time casa e agora divide a liderança do Campeonato Espanhol com o Sevilha.

Para não falar, é claro, do milionário Real Madrid, que só empatou, em casa, com o Betis.

Não foi à toa que o professor Heródoto Barbeiro, firme e forte de volta à CBN, foi visto passeando pelo sambódromo com uma camisa listrada em preto e branco.

Por Juca Kfouri às 22h18

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico