Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

03/03/2007

Moleque atravessado

O São Paulo não teve muito trabalho para derrotar o Juventus, agora há pouco, no Pacaembu, por 2 a 0, gols de Hugo, aos 46 do primeiro tempo e de Alex Silva, para variar, aos 37 do segundo.

Ainda antes de abrir o placar, o São paulo perdeu um pênalti, cobrado no travessão por Rogério Ceni.

O Juventus, ficou com 10 jogadores aos 30 do primeiro tempo e o jogo só voltou a ficar disputado em igualdade de condições quando Miranda, do São Paulo, também foi expulso, aos 24 do segundo.

O fato é que o "Moleque Travesso" já pegou dois grandes nesta sua volta à Primeira Divisão e não fez travessura alguma, pois foi goleado pelo Corinthians e dominado pelo São Paulo, mesmo com o freio de mão puxado.

Chances de gol mesmo o time da Mooca teve apenas duas.

Com o que uma eventual travessura fica adiada ou para o dia 11 de março, no Palestra-Itália, ou para o dia 11 de abril, na Vila Belmiro,quando o Juventus enfrenta o Palmeiras e o Santos, respectivamente.

Por Juca Kfouri às 19h07

Genival: entre a vida e o futebol

Por ARTUR PERRUSI FILHO

 http://perrusis.zip.net

Há boatos de que seja Genival e sua vestimenta tradicional de Carnaval (foto divulgada pelo tricolor Paulo Aguiar).

Genival é um tricolor. Herança do pai... quer dizer, na verdade, herança da mãe, já que seu pai se mandou de casa, logo após seu nascimento. Nada de mágoas, pois a vida acontece, depois a gente esquece. É assim mesmo.

Trabalha num comércio lá pelos lados de Prazeres. Demora duas horas para chegar ao trabalho - antes, ia de bicicleta e demorava uma hora e meia; porém, quase morre atropelado e desistiu do transporte ecológico. Muitas vezes, chega um pouco atrasado, mas o dono nem liga. O cabra gosta de Genival.

É um rapaz responsável. Não era assim. Ficou após o bucho de Lucineide, sua mulher. A responsabilidade caiu feito um raio. Depois disso, Genival optou por uma vida séria. Tão séria que, quando do casamento, abandonou a Inferno Coral, torcida organizada do Santinha. Tinha que trabalhar. Tinha que ganhar dinheiro. Tinha que viver.

Se Genival, em prol da seriedade, abandonou muitas coisas, não largou, contudo, sua paixão pelo Santinha. E olhe que ele é da geração que começou a tomar gosto pelo futebol na década de 90. E a década de 90 foi um desastre para o Santa Cruz. Mesmo assim, insistiu na paixão, pois todo sentimento que teve sua cota de amargura passa a ser eterno. Confunde inconscientemente paixão com sofrimento. Sem dúvida, o clube do Santo Nome mexeu nas profundezas de sua alma.

E paixão é com Genival. Há Lucineide, há Maria, o Santinha, a cervejinha e o carnaval. O futebol junta tudo isso: leva Lucineide e a pequena Maria ao estádio, toma várias cervejinhas e toda partida é um pequeno carnaval. É um bom lazer pra quem vive curto de grana.

Mas tem uma coisa que detesta: os horários das partidas. Ou matam a gente de calor, ou o jogo é tarde da noite. A Globo inventou o futebol da madrugada! Ora, Genival é um jovem responsável: tem emprego, tem mulher, tem filha. Mas quer ir ao jogo. Lucineide acha um exagero. Parece que está grávida e deseja que seu marido chegue cedo em casa.

Se, para chegar ao trabalho, são duas horas de viagem, para chegar ao Arruda, são duas horas e meia, dois ônibus lotados e muito desconforto. Genival vai sair do estádio antes da meia-noite; correr e procurar um ônibus; torcer para que, na próxima parada, ainda passe outro; andar 20 minutos até sua casa e chegar por volta das duas da matina. Dormirá apenas três horas, porque tem que chegar cedo ao trabalho. Mesmo assim, Genival quer assisitir ao jogo. Racionaliza e acha que todo aquele esforço faz parte da vida. E a vida a gente esquece.

Vai ao jogo.

E viu um jogo horrível. Eita fase desgraçada essa do Santinha. Genival cansou a garganta de tanto pedir raça ao time. Foi quando o juiz expulsou um do Santa. Roubo claro e cristalino.

_Juiz da Coisa! Gritou Genival.

A expulsão acabou com o jogo.

_Eita misera! Chama a poliça!

Jogo desgraçado. O que vai ser do Santinha?

Apito final, Genival sai correndo do estádio. Os ônibus estão lotados. São verdadeiras latas de sardinha. Consegue entrar e vira uma pasta comprimida. Outra parada e, infelizmente, o último ônibus já saiu. Por sorte, passa uma van. É a salvação, pensa. Porém, ela o deixa bem longe de casa. Quase 45 minutos de caminhada.

A noite está escura. Nuvens encobrem o céu de Recife. O bairro onde mora Genival, como todo bairro de periferia, é perigoso, mais ainda de madrugada. Pernambuco é o estado mais violento da federação, segundo a última pesquisa.

Genival está cansado - louco pra chegar e dormir. Já está meio arrenpendido de ter ido ao jogo. A vida, algumas vezes, a gente não esquece. Caminha por uma rua deserta e sombria. Não é asfaltada, só tem buraco e as calçadas, quando existem, são crateras.

De repente, aparece um vulto. É um rapaz apontando uma arma. É outro Genival da vida. São semelhantes em tudo, menos nos caminhos que escolheram. Não sabem, mas já se cruzaram na Inferno Coral. Têm algo em comum, a mesma paixão.

O rapaz está nitidamente nervoso. Genival, também. Faz um movimento, gesticula. O rapaz interpreta como uma reação e, quase sem querer, atira.

 

E sai correndo. Genival só queria dizer que só tinha dois reais na carteira. Ele sangra. O tiro atingiu o baço. Grita por socorro. Tenta bater nas portas das casas. E nada. Quase desmaiado, bate na porta de um casebre. É socorrido por uma dona com uma camisa da Coisa.

Genival foi parar num hospital. Sangrou muito, mas vai sobreviver. É tricolor, recifense, pernambucano e, antes de tudo, um brasileiro. Cagado e cuspido. Vai sobreviver. No entanto, vai ser difícil convencer, novamente, Lucineide da necessidade de respeitar os horários da Globo e assistir às partidas da Cobrinha Coral.

A culpa é de quem?!

A culpa é de ninguém. A vida é assim mesmo. O Destino de Genival já está traçado. No fundo teve sorte. Uma hospitalização no SUS constrói o caráter.

Numa outra realidade - uma dimensão do multiverso conectada à nossa por um "buraco de minhoca" - onde existem as mesmas leis físicas, o mesmo planeta, os mesmos destinos, a mesma porcaria de vida, o tiro foi no coração.

 

 

Por Juca Kfouri às 16h52

São Paulo com síndrome de Romário

O estilo do baixinho Romário de contar os gols que fez ao seu bel prazer, sem respeitar, por exemplo, a tradição de contabilizar apenas os gols feitos como profissional (a exemplo de Pelé, o único a ter marcado mais de 1000 gols), parece que pegou.

Agora é o São Paulo que quer anabolizar sua campanha invicta.

Quer acrescentar cinco partidas aos 25 jogos que seu time principal completou sem perder, aquelas disputadas na Índia por seu terceiro time.

É dose.

A marca de 25 jogos é suficientemente eloqüente para não precisar de recursos artificiais, do mesmo modo que os mais de 900 gols de Romário (o segundo jogador a fazer mais de nove centenas de tentos na história do futebol), são o bastante para fazer dele o gênio que é.

A atitude da direção tricolor não combina com sua propalada seriedade e ajuda a desmoralizar as estatísticas do futebol.

E tanto isso é verdade que basta fazer uma pergunta: caso o "expressinho" são paulino tivesse perdido um jogo na Índia, sua diretoria daria a série invicta por interrompida?

É dose dupla.

 

 

Por Juca Kfouri às 12h09

02/03/2007

Qual é o melhor jogo do domingo?

No Maracanã, 16h, tem Flamengo e Madureira, primeiro jogo da decisão da Taça Guanabara.

No Morumbi, no mesmo horário, tem o clássico Corinthians e Palmeiras.

Você, que não torce por nenhum dos quatro envolvidos, se puder escolher, que jogo verá?

O do Flamengo em busca da revanche dos 4 a 1 que levou na última partida diante do Madureira, vice-campeão carioca, ou o clássico que pode matar a chance de um deles, ou dos dois se der empate, chegar às finais do Campeonato Paulista?

E onde será que terá mais gente?

Antes que me perguntem: verei os dois, com mais atenção ao de São Paulo, porque tenho coluna na segunda-feira, na "Folha de S.Paulo", embora considere o jogo carioca mais interessante.

E acho que o Maracanã receberá mais torcedores, porque é jogo de uma torcida só e quem tem responsabilidade tem medo dos clássicos.

Por Juca Kfouri às 13h11

Citadini explica sua posição

O blog recebeu este comentário de Roque Citadini.

Está lá, nos "comentários" da última nota sobre o Corinthians.

Dada a relevância do tema, está feito o destaque:

Juca. Citado em vários comentários esclareço alguns pontos.

1- O Cori -orgão para o qual fui eleito- não é parte da diretoria executiva.

Cuida da orientação, fiscalização e controle de atos relevantes da gestão que posteriormente serão submetidos ao CD;

2- Não mudei nenhuma das posições que sempre defendi, tanto quanto a esta desastrada parceria, como em relação à necessidade de reformas estatutárias que garantam mais democracia e transparente gestão;

3- Nunca tive qualquer compromisso com esta oposição aí citada.

Reconheço que muitos lá são sinceros opositores da atual gestão.

No entanto, uma parte significativa dos que hoje juram ser contra tudo, e que foram durante décadas dedicados participantes da gestão, não me inspiram qualquer crédito.

Conheço-os e sei que se constituem no grupo mais atrasado do clube.

Muito,muito mais retrógrados do que qualquer período que vivemos recentemente.

Defenderam, e defendem hoje, de unhas e dentes o sr. Kia, por exemplo.

O resto é dircurso vago.


arcit | arcit@uol.com.br | citadini.com.br | São Paulo/Brasil | 02/03/2007 09:30

Por Juca Kfouri às 10h03

Cinco jogos duros na Segunda Fase da Copa do Brasil

Definidos os 16 confrontos que vão fazer a Segunda Fase da Copa do Brasil, cinco times da Primeira Divisão parecem correr mais riscos:

o Palmeiras, que enfrentará o Ipatinga, uma equipe que não pode nem mais ser considerada zebra;

o Fluminense que, afinal, jogará contra outro time da Primeira Divisão, o América potiguar, também conhecido como Mecão;

o Figueirense, que terá pela frente o ascendente Noroeste de Bauru, com ótima campanha no Campeonato Paulista;

o Galo, diante de outro América, o do Rio, também chamado de Ameriquinha;

e, finalmente, o Náutico, com um Paysandu em seu caminho.

Os jogos de ida, repita-se, vão ser disputados no dia 14 de março e os de volta, se houver, no dia 21.

Sim, porque, não se esqueça, também nesta fase o time visitante no primeiro jogo que ganhar por dois gols de diferença fica dispensado da segunda partida.

Por Juca Kfouri às 23h04

01/03/2007

A Segunda Fase da Copa do Brasil

Eis aí os jogos da próxima fase da Copa do Brasil, no próximo dia 14.

Os jogos de volta, se houver (visitante que vencer por dois gols de diferença evita o jogo de volta), será no dia 21 de março.

Ipatinga (MG) x Palmeiras

Ananindeua (PA) x Sport

Portuguesa x Cruzeiro

Brasiliense x Juventude

Baraúnas (RN) x Atlético-PR

Fortaleza x Atlético-GO

América-RN x Fluminense

Bahia x Goiás

Treze (PB) x Corinthians

Paysandu x Náutico

Gama x Vasco

Noroeste (SP) x Figueirense

América-RJ x Atlético-MG

Rio Branco-PR x Villa Nova-MG

Ceará x Botafogo

ULBRA Ji-Paraná (RO) x Coritiba

Por Juca Kfouri às 21h53

Acorda, santista!

No Pacaembu, para ver o Pirambu, tinha 15.645 corintianos.

Não é possível aceitar que a Vila Belmiro, em jogo da Libertadores, tenha recebido menos do que 10 mil.

 

 

Por Juca Kfouri às 21h23

Santos faz o bigode. Sem capricho

O Santos começou o jogo diante do Defensor dando ao time uruguaio a mesma importância que sua torcida, em Santos, está dedicando à Libertadores: quase nenhuma.

Tanto que o jogo não saiu de um sonolento 0 a 0 no primeiro tempo e apenas 9.409 torcedores estiveram na Vila Belmiro.

Certamente, em São Paulo, o público seria maior.

Menos mal que, logo no recomeço do jogo, Zé Roberto abriu o placar de fora da área, numa jogada que nasceu de bola roubada com falta sobre o defensor do Defensor.

Naturalmente fora de ritmo, não foi boa a escolha do lateral-direito Denis como titular no lugar de Pedro, por mais que, de fato, o primeiro seja superior ao segundo.

E Antonio Carlos teve momentos grotescos apesar da fragilidade uruguaia, que conseguiu até impor um certo sufoco, a ponto de Cléber Santana ser substituído para dar lugar a Ávalos.

E foi tudo.

Quase nada.

Valeu apenas pela segunda vitória santista e a liderança do grupo.

Em resumo, só o Grêmio não venceu na semana brasileira da Libertadores.

Por Juca Kfouri às 19h55

Chapéu de cabeça!

Olhe só o que fez o Kerlon, no jogo do Cruzeiro, ontem, na sofrida vitória diante dos gaúchos do Veranópolis, pela Copa do Brasil.

http://www.youtube.com/watch?v=cmISifHyIjU

Por Juca Kfouri às 18h17

Obedece quem tem juízo

Para fugir de determinação judicial, a página da Federação de Futebol Estadual do Rio de Janeiro ficou mais de uma semana fora do ar.

Só que ontem a juíza Márcia Cunha mandou publicar a decisão de afastar o ex-presidente da entidade na página, sob pena de dobrar a multa diária para R$ 20 mil.

A página reapareceu.

Com a decisão.

Vale a pena conferir em www.fferj.com.br

Por Juca Kfouri às 13h31

Você passaria neste vestibular?

 

Do vestibular da Unicamp, segunda fase:

O texto abaixo é parte de uma matéria publicada em 20 de janeiro de 2005, na revista inglesa The Economist. Leia-o e responda às questões 17 e 18.

 

Footloose

A growing export trade in soccer players

MANY Brazilians resent the fact that their country is often known abroad only for samba and football. Yet while its booming exports range from iron ore to aircraft, they also include footballers. Since the early 1990s, the number of players leaving the country to play for clubs abroad each year has risen from 130 to 850, making Brazil the world's biggest exporter of footballers.

Sadly, export success reflects domestic decay. Last year, an average match in the national championship attracted fewer than 8,000 supporters (compared with 35,000 in the Britain's Premier League).

One problem is corrupt management: a Senate inquiry in 2001 found widespread tax evasion and money laundering. Without professional management, clubs find it hard to pay top wages and players struggle to attract commercial endorsements.

Manchester United and Real Madrid (with a Brazilian coach and stars) are global brands. But not since Pelé's Santos in the 1960's has a Brazilian club achieved international fame. Even in the 1980s, heroes such as Zico and Socrates went abroad only after long campaigns for local clubs. Today's stars, such as Ronaldinho Gaucho (pictured), had the briefest of club careers in Brazil before signing for European teams.

Brazilian players cost European clubs less than local footballers of equivalent talent. Many fail do adapt to the change in climate and language. Some do and never return: Tunisia's squad at the 2002 World Cup included a naturalized Brazilian. He is an exception.

According to the Brazilian Football Confederation (CBF), Brazil imported 499 players last year. Nearly all were ageing returness.

QUESTÃO 17

a) O Brasil é considerado o maior exportador mundial de jogadores de futebol. Que situação adversa, no entanto, esse fato reflete?

b) Qual é, segundo o texto, um dos problemas que explicam essa situação?

c) Que dado teria revelado a gravidade desse problema?

Resolução

a) Este fato reflete a decadência do futebol dentro do próprio país ("Sadly, export success reflects domestic decay.").

b) Um dos problemas que explicam a situação é a administração corrupta dos clubes, "One problem is corrupt club management"

c) Uma investigação feita pelo Senado em 2001 encontrou evasão de divisas e lavagem de dinheiro como duas práticas muito usadas pelos administradores do futebol ("a Senate inquiry in 2001 found widespread tax evasion and money laudering.").

QUESTÃO 18

De acordo com o texto, quais são as conseqüências da administração amadorística dos clubes de futebol brasileiro?

Resolução

A resposta a esta questão se encontra no 3º parágrafo: A administração amadorística no futebol brasileiro tem como conseqüências a incapacidade dos clubes em pagar grandes salários, e os jogadores têm dificuldades em atrair patrocinadores ou contratos comerciais.

Além disso, atualmente, atletas como Ronaldinho Gaúcho têm carreiras curtíssimas em seus clubes antes de ir para outros países.

Com isso, desde o Santos de Pelé o Brasil não possui nenhum clube de expressão internacional, em um mundo em que Real Madrid e Manchester United são marcas mundiais.

Por Juca Kfouri às 12h28

O Treze vem aí

REMETENTE: Saulo Pires-São Luís-MA
ASSUNTO: TREZE
HORA: 28/2/2007 23:18:01
CIDADE: São Luís
UF: MA
MENSAGEM: Boa noite, Juca.

Mais uma vez escrevo para falar sobre o Treze Futebol Clube.

Desde 1925 as estórias emocionantes são muitas.

Hoje à noite, mais uma delas aconteceu.

Aqui no Nordeste, costumamos dizer, tal qual dizem com Corinthians, Botafogo e Portuguesa, que há coisas que só acontecem com o TREZE.

Mas, vamos ao que interessa.

Entramos em campo contra o Vilavelhense (que não é lá essas coisas, mas não importa, o Pirambu também não é) hoje precisando vencer por diferença de dois gols.

Levamos um gol aos 8 segundos de jogo (isso mesmo), menos de 10 segundos.

Aos 20 minutos do 1º tempo tivemos um jogador (justamente) expulso.

O time saiu vaiado para o intervalo.

Não deu outra, com 10 contra 11 fomos buscar o resultado de 3 a 1, sendo que o último gol foi aos 48 min do 2º tempo.

EMOCIONANTE.

O Corinthians que nos aguarde.

Aliás, faremos um favor ao Timão, pois desclassificando-o, o Sr. Leão será demitido.

Abraço e saudações alvinegras!!!

Por Juca Kfouri às 10h49

28/02/2007

Barba bem feita, cabelo bem cortado

Inter e São Paulo fizeram a parte deles.

Foi menos difícil para o tricolor, que enfiou 4 a 0 no Alianza do Peru, com gols de Alex Silva (duas vezes, uma no primeiro tempo e outra no segundo) e Leandro (o melhor em campo), também no segundo tempo, além do que fechou o placar, de Júnior, que entrou aos 36 minutos e marcou seis minutos depois.

Com um pouco de sorte, no entanto, o placar poderia ter sido 6 a 0, tantas foram as chances criadas e o domínio absoluto do time brasileiro num Morumbi com apenas 19.722 torcedores.

Souza, por exemplo, perdeu um gol feito e Rogério Ceni só trabalhou mesmo uma vez, ao evitar o que seria um gol contra de Aloísio.

Já o Inter, que derrotou o Emelec por 3 a 0, sofreu no primeiro tempo.

O Beira-Rio com 31 mil torcedores pagantes e 34 no total (contra 36 mil pagantes e 39 mil no Olímpico, ontem) só se desafogou quando Perdigão, aos 26 minutos, pegou um belo rebote na entrada da área para abrir a contagem, no primeiro tempo.

Até então os equatorianos tinham sido até mais perigosos e não fosse um milagre de Clemer o Inter teria saído atrás.

No segundo tempo o panorama mudou completamente.

O Inter tomou conta, Índio fez bela jogada com Pato e recebeu de volta na cabeça para fazer 2 a 0.

O melhor viria ainda com o próprio Alexandre Pato, que em seu primeiro jogo como profissional no Beira-Rio, fez um golaço, depois de se livrar de dois marcadores e chutar com rara habilidade.

Como Velez Sarsfield e Nacional apenas empataram na Argentina, o Inter ficou só a um ponto dos líderes.

Não tem moleza na Libertadores.

É necessário fazer com que os jogos fiquem fáceis.

São Paulo e Inter fizeram.

Amanhã, que o Santos faça o bigode diante do uruguaio Defensor.

Por Juca Kfouri às 22h41

A noite da barba de molho e do cabelo em pé

Depois do 0 a 0 de ontem no Olímpico, é hora de rever conceitos: Inter e São Paulo devem tomar todos os cuidados do mundo em seus jogos no Beira-Rio e no Morumbi pela Libertadores.

Sim, nem o Emelec nem o Alianza têm esquadrões poderosos.

Como o Cúcuta.

Mas a verdade é que ninguém os tem no atual futebol sul-americano.

E por mais batido que seja o bordão de que não existem mais bobos no futebol, fechar os olhos para a realidade é ainda pior.

O Inter e sua massa ganharam um incentivo adicional com o mau resultado do rival.

E o São Paulo não costuma bobear nessas horas.

Mas se havia aqui alguém que achava que o futebol brasileiro faria, nesta semana de jogos em casa pela Libertadores, a unha, a barba, o cabelo e o bigode, agora não há mais.

Até porque a unha cresceu de ontem para hoje.

Por Juca Kfouri às 15h38

A vitória de Pirro de Alberto Dualib no Corinthians

Por apenas dois votos (178 a 176), Alberto Dualib elegeu seu candidato a presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, o advogado Carlos Senger.

Isso que Dualib conta com 100 conselheiros "biônicos", indicados por ele mesmo, dos quais, ainda assim, 18 não votaram nele.

Houve ainda inexplicáveis três votos nulos e dois em branco, além de 41 abstenções.

Pior: dos 100 conselheiros recentemente eleitos pela oposição, dois não apareceram para votar...

Também por pequena margem de votos, 11, a situação elegeu sua chapa no Conselho de Orientação e Fiscalização, o CORI, que deverá ser presidido por Roque Citadini.

Seja como for, nunca mais Dualib terá paz e sua vitória é daquelas que às vezes é melhor nem ter

Tanto que, no fim da eleição, a oposição estava mais sorridente que a situação.

Pela primeira vez, em mais de uma década, o Corinthians tem uma oposição forte, capaz de exercer pressão para mudar o caótico rumo da nau alvinegra, um Titanic dos tempos modernos.

Por Juca Kfouri às 00h08

27/02/2007

Apagão geral no Olímpico

O Olímpico estava lindo.

Iluminado e sob o apagão que atrasou o começo do jogo em cerca de 60 minutos.

Quando a iluminação foi se restabelecendo, então, foi de arrepiar.

E talvez tudo isso tenha levado o time do Grêmio a um grau de ansiedade insuportável.

Verdade, também, que este blog subestimou a equipe do Cúcuta, afinal campeã do torneio clausura (que eles chamam de "finalização") da Colômbia.

E o primeiro tempo foi um show de erros gremistas, com seus jogadores incapazes de levar perigo ao gol adversário.

E, numa bobeada brasileira, o Cúcuta quase abriu o placar.

Para o segundo tempo o time gaúcho voltou com a cabeça mais no lugar, ao valorizar mais a posse de bola e abusar menos dos lançamentos longos.

O goleiro colombiano teve muito mais trabalho, mas gol que é bom não saía.

Aos 30 minutos, em cruzamento de Lúcio na cabeça de Lucas, o menino fez tudo certo, mas desviou a bola 10 centímetros a mais e a melhor oportunidade do jogo saiu pela linha de fundo.

O Grêmio queria porque queria a vitória, na raça que fosse, e dava perigosos espaços para o contra-ataque colombiano.

O empate não seria um desastre, ao contrário de uma eventual derrota, algo que deve sempre ser levado em conta na Libertadores.

Houve um momento, aos 34, em que o jovem atacante Martinez, que recém havia entrado em campo, simplesmente enfileirou cinco gremistas num contra-ataque pela direita.

E havia um irritante, para os gremistas, é claro, detalhe em vermelho no uniforme branco do Cúcuta, além das meias.

Aos 39, Mano Menezes apostou tudo: botou Aloísio como terceiro atacante.

Mas a torcida já estava para lá de impaciente e, embora não parasse de cantar, também não permitia que o Grêmio parasse para pensar.

E o grito de gol ficou entalado, numa noite que ficará na história tricolor como do apagão de 150 minutos, fora os acréscimos.

Mas, lembremos, o Grêmio tem quatro pontos e o Cúcuta apenas dois.

Por Juca Kfouri às 22h35

Dualib se safa, por pouco

Por apenas dois votos (178 a 176), Alberto Dualib elegeu seu presidente (Carlos Senger) para o Conselho Deliberativo do Corinthians.

Isso que Dualib conta com 100 conselheiros "biônicos", indicados por ele mesmo, dos quais 33 votaram contra ele.

Houve ainda inexplicáveis três votos nulos e dois em branco, além de 41 abstenções.

Dos 100 conselheiros recentemente eleitos pela oposição, dois não apareceram para votar...

Neste momento vota-se para eleger o Conselho Fiscal, o CORI, em que também há disputa entre situação e oposição.

Seja como for, nunca mais Dualib terá paz.

ATUALIZAÇÃO: A situação, também por pequena margem (11 votos), elegeu sua chapa no CORI, que deverá ser presidido por Roque Citadini.

Por Juca Kfouri às 22h00

Elementar, meu caro Nuzman

Uma semana depois da reportagem em "CartaCapital" e na semana em que, por carta, Carlos Nuzman respondeu à revista, a "Folha de S.Paulo" traz outra matéria sobre favorecimentos nas licitações do Pan-2007.

À reportagem de Phydia Athayde, Nuzman respondeu tentando escapar do inescapável, como, por exemplo, ter sua cunhada como estilista do COB -- segundo ele, responsabilidade da fornecedora de material esportivo da entidade.

Agora, o repórter Rodrigo Mattos, da "Folha", revela que quem ganhou a concorrência para fazer os ingressos do Pan-2007 é simplesmente sócio de um diretor do COB.

Aguarda-se nova carta de Nuzman, para tentar explicar o inexplicável.

Mas tudo isso tem um nomes, bem catalogados nos dicionários da Língua Portuguesa: promiscuidade, favorecimento, compadrio.

O resto é discurso para esconder o óbvio.   

Por Juca Kfouri às 14h05

O futebol feminino posto a nu

Hoje, às 20h30, a ESPN-Brasil mostra de novo o programa "Histórias do Esporte", sobre a situação do futebol feminino brasileiro.

A reportagem dos jornalistas Roberto Salim e Ronaldo Kotscho é um soco no estômago do preconceito e na cara da CBF e do COB.

Mostra como nada do que se prometeu quando as brasileiras conseguiram a heróica medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas foi cumprido.

Então, Ricardo Teixeira se comprometeu com a organização de um campeonato brasileiro feminino e com a garantia de um piso salarial para as jogadoras.

Que esperam até hoje.

Mas a reportagem mostra, também, os abnegados que são capazes de fazer o futebol feminino sobreviver no país, apesar de a CBF nem sequer saber com que time disputará o Pan-2007.

Nem mesmo a presença de Marta, a melhor do mundo pela Fifa, está garantida, segundo revela um perplexo Américo Faria.

É imperdível.

Por Juca Kfouri às 00h31

Semana de caça para o futebol brasileiro na Libertadores

Semaninha divertida para o futebol brasileiro na Libertadores.

Nada menos do que quatro jogos, todos no Brasil.

Tudo a feitio para que se consiga quatro vitórias.

A começar por hoje, no Olímpico, onde o Grêmio, em ótimo momento, recebe, às 21h15, o Cúcuta Deportivo, da Colômbia.

O Grêmio vem de bela vitória, no Paraguai, e o Cúcuta apenas empatou em casa em sua estréia, com o Deportes Tolima, também colombiano.

É jogo para golear.

Amanhã, dois jogos.

No Morumbi, o São Paulo, que vem de empate no Chile, enfrenta o Alianza Lima, do Peru, que foi derrotado em sua estréia, em casa, pelo Necaxa, do México.

Nada deve impedir uma vitória tricolor, com autoridade.

E, no Beira-Rio, o atual campeão Inter joga para se reabilitar da derrota inicial no Uruguai, diante do Nacional.

Enfrenta o equatoriano Emelec, derrotado, em casa, na estréia pelo Velez Sarsfield, da Argentina.

Finalmente, na quinta-feira, o Santos, que estreou vencendo na Colômbia, recebe o Defensor, do Uruguai, que vem de vitória em casa diante do argentino Gimnasia y Esgrima, por 3 a 0, razão pela qual merece respeito.

Mas só respeito.

Por Juca Kfouri às 00h07

26/02/2007

A Taça Guanabara entre um papão e uma zebra

Flamengo e Madureira começam a decidir a Taça Guanabara no próximo domingo, no Maracanã.

O segundo jogo será no dia 7 de março, uma quarta-feira.

O Madureira chegou tão longe sem perder nem sequer um jogo e o Flamengo volta a disputar uma decisão de Taça Guanabara..

O Flamengo é o maior campeão da Taça, com 16 conquistas, cinco a mais que o Vasco, o dobro do que tem o Fluminense e quatro vezes mais que o Botafogo.

América, Americano e Volta Redonda ganharam uma Taça Guanabara cada um, desafio que está posto diante do Madureira.

Então, é isso: dará Flamengo pela 17o. vez ou o Madureira pela primeira na Taça GB?


Por Juca Kfouri às 23h09

25/02/2007

Santos e São Paulo na santa paz

O Santos foi jogar na distante Marília de avião fretado e com apenas dois titulares.

Levou o jogo em banho-maria até o fim, quando o zagueiro Avalos, de cabeça, manteve o time na liderança do Paulista.

E impediu que o São Paulo assumisse o primeiro lugar com sua vitória por 1 a 0, gol de Jadílson, aos 30 do primeiro tempo, sobre o Bragantino, no Morumbi.

Para o tricolor foi apenas um treino mais puxado, porque praticamente não correu risco de sofrer gols, principalmente no segundo tempo quando ficou com 11 contra 10.

E a vida segue para os dois líderes paulistas, mais preocupados em não se desgastar por causa da Libertadores e muitos furos acima de seus concorrentes.

Por Juca Kfouri às 19h07

Flamengo na final!

Antes de começar o jogo, Obina disse que comemoria um eventual gol do jeito de sempre, porque estava dando certo.

Mas o simpático artilheiro nem pôde festejar o gol que marcou logo aos 90 segundos de jogo, num Maracanã com menos de 25 mil torcedores, fruto do televisionamento direto e do aumento do preço dos ingressos.

Porque ao fazer o 1 a 0 ele torceu o joelho e teve que sair, para a entrada de Roni.

Mesmo assim o Flamengo foi superior e sofreu o empate quando não merecia, gol de Marcelinho.

O panorama não mudou no segundo tempo, com o Flamengo melhor, num clássico disputado palmo a palmo.

Mas o placar não mudou e a decisão foi mesmo para os pênaltis.

Renato bateu no travessão numa tarde que não acertou um chute.

Mas Leó Moura, Renato Augusto e Souza não desperdiçaram, ao contrário de Dudar e Diego, que tiveram suas cobranças defendidas por Bruno, e de Amaral, que chutou para fora.

Só Leandro Amaral, que fez bela partida, marcou para o Vasco.

Flamengo e Madureira decidem a Taça Guanabara.

Por Juca Kfouri às 17h19

São Pedro e San Genaro contra o São Caetano

Até ali pela primeira meia hora de jogo, São Caetano e Palmeiras faziam um jogo equilibrado e bem disputado.

Mas, aí, São Pedro mandou toda água que tinha no céu e a partida teve que ser interrompida por 11 minutos.

Foi o bastante para o Palmeiras voltar melhor e fazer 1 a 0, com Alemão.

Num gramado encharcado no ABC, Canindé empatou ainda no primeiro tempo, em cobrança de falta.

No segundo tempo, no entanto, o Palmeiras construiu a vitória de que precisava muito para respirar em paz, depois de linda jogada de Valdivia, completada pela promessa William.

O santo do Verdão falou mais alto.

Por Juca Kfouri às 17h12

Justiça anula reunião no Corinthians

Alberto Dualib terá mais uma má notícia nos próximos dias, pelo Diário Oficial.

Será publicada a sentença que estabelece a nulidade da reunião do Conselho Deliberativo, realizada em 24 de janeiro de 2006, que aprovou as contas do exercício de 2005 sem o parecer do Conselho Fiscal. 

A ação, impetrada pelo advogado Laércio Loureiro dos Santos em nome dos conselheiros Claudio Velez e Fauto Di Totti Garcia, foi acolhida pela Justiça e a sentença está em vias de ser publicada. 

Por Juca Kfouri às 12h16

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico