Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

17/03/2007

Faltam dois, Baixinho!

Impressionante o Romário.

O Vasco perdia para o Boa Vista por 2 a 1 e ele desandou a fazer gols.

Empatou 2 a 2, fez 3 a 2 e 4 a 2.

Daí o Vasco goleou por 6 a 2.

Nas contas dele, faltam dois para os 1000.

Não fosse ele e o Vasco poderia até estar amargando uma derrota inesperada.

 

Por Juca Kfouri às 17h03

São Paulo merecia mais

O São Paulo acaba de derrotar a Ponte Preta por 1 a 0, gol de Hugo, no primeiro tempo.

E foi de pouco.

A Ponte teve duas chances de gol.

O São Paulo teve umas cinco.

Numa das da Ponte, Rogério fez uma defesa inusitada, com as costas.

Nas do São paulo teve de tudo.

Não só ótimas defesas de Denis como, até, um bizarro escorregão de Souza na hora de finalizar.

Aloísio completou nove jogos sem marcar, mas ninguém liga.

E o São Paulo 29 sem perder, o que, nos dias de hoje, é impressionante.

Mais de 10 mil tricolores tomaram chuva e ficaram felizes no Morumbi.

 

Por Juca Kfouri às 16h59

16/03/2007

Record nas Olimpíadas

Hoje, no Bate-Papo do UOL que acontece às sextas-feiras, um internauta fez a pergunta que muitos blogueiros estão fazendo sobre a oficialização da compra dos direitos dos Jogos Olímpicos de 2012 pela TV da Igreja Universal do Reino de Deus (?!).

Reproduzo abaixo o edificante diálogo:

(03:20:08) zeze: Boa tarde, mudando de assunto.... que vc acha que vai dar essa relação da CBF com a Globo e a Record batendo firme?

(03:22:44) Juca Kfouri: zeze, acho que a própria Globo alimentou a Record, sem se dar conta que estava dando força ao ovo da serpente que se nutre de um dinheiro sem custo, do dízimo, que não paga imposto, que permite botar 250 milhões de reais por mês (Nota do Blog: na verdade, por ano) na emissora a título de "propaganda" nas madrugadas. Agora é guerra e a Record já sinalizou com a compra das Olimpíadas de Londres, quase fechada, mesmo que saiba que vai perder muito dinheiro. No mundo corrupto de nosso futebol, é tudo que alguns cartolas querem...

Por Juca Kfouri às 21h31

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal...

...ainda vai tornar-se um imenso Portugal!

Acabo de entrevistar, na CBN, o presidente do Sindicato dos Jogadores de Portugal, Joaquim Evangelista.

Ele está exultante.

É que a Justiça portuguesa, em última instância, decidiu nesta semana que jogadores de futebol não se submeterão mais nem às multas contratuais exorbitantes se quiserem mudar de emprego.

Bastará que paguem o que teriam a receber até o fim do contrato.

É uma revolução nas relações trabalhistas entre atletas e clubes.

Mais uma.

A maior, desde o "Caso Bosman", em 1995, que enterrou o passe.

Na verdade, com o perdão da má palavra, é uma porrada.

Porque logo a decisão portuguesa se espalhará pela Comunidade Européia.

E daqui a algum tempo, chegará por aqui.

Aqui, onde tem gente que ainda lamenta o fim da Lei do Passe, a Lei Pelé, essas coisas.

A palavra de ordem é uma só: ou profissionaliza, ou morre.

Por Juca Kfouri às 20h59

Domingo com duas decisões

O grande jogo deste domingo será no Rio, entre Botafogo e Fluminense.

Os dois vindos de vitória tanto na Taça Rio como na Copa do Brasil.

Os dois em busca de uma vaga para decidir o título de 2007 com o Flamengo.

Se alguém perder, como é tiro curto, praticamente dirá adeus ao estadual, num jogo sem favoritos, com Carlos Alberto e Dodô de volta.

No Pacaembu não tem clássico, mas também tem jogo de vida ou de morte, pelo menos para o Corinthians.

O Noroeste pode até perder que ainda assim terá chances de ficar entre os semifinalistas do Paulista.

E é favorito.

Por Juca Kfouri às 17h15

Em homenagem a Zé Roberto

Em dezembro de 2003, a revista alemã "Stern" pediu que eu escrevesse sobre a magia da camisa 10.

Reproduzo o texto (que teve um trecho usado como prefácio do belo livro de André Ribeiro e Vladir Lemos -- "A magia da Camisa 10", da Verus Editora) aqui em homenagem ao santista que está honrando toda esta tradição.

Crédito: Folha Imagem

A camisa 10 está para o futebol brasileiro assim como a 14 está para o holandês. Ou como a própria 10 está para o futebol argentino

Com diferenças gritantes, porém.

A começar pelo fato de que quem celebrizou a 10 no Brasil foi o Rei do futebol, um negro que conhecia todos os fundamentos deste esporte, Pelé.

Também admirável jogador, o 14 da Holanda, Cruyjff, foi um súdito que honrou a tradição dos grandes craques da história, mas sua camisa, exótica, não virou moda nem em seu país.

Cruyjff a usava porque um dia, no começo da carreira, marcou dois gols vestindo a 14 e a adotou por superstição.

Já Pelé a usava desde sempre porque era meia-esquerda no Santos e a transformou no símbolo do jogador mais importante de qualquer time no Brasil, com as exceções de praxe.

A dinastia da camisa 10 no país cinco vezes campeão mundial começou em 1958, nos campos da Suécia, quando Pelé, com apenas 17 anos, deu seus primeiros passos rumo ao trono de maior futebolista de todos os tempos. E foi por acaso, por sorteio, isto é, naquela Copa, a 10 o escolheu, embora ele a usasse em seu clube.

Diga-se que, naquela Copa do Mundo, ele não era o jogador mais importante do time e, embora tenha feito seis gols em quatro jogos, foi o número 6 (o sorteio!) Didi, o craque brasileiro apontado como melhor jogador do torneio, que sempre jogou com a 8.

De lá até o fim da carreira de Pelé, no entanto, em 1977, a 10 virou sinônimo de "dono" do time e não podia ser usada por qualquer um.

Até mesmo na vizinha e maior rival Argentina do Brasil, um dos sucessores do Rei, Diego Armando Maradona, carregava o número 10 nas costas e também fez escola, talvez com a diferença de ter virado mais símbolo de picardia do que de comando, embora ele, Maradona, tenha liderado as equipes em que atuou.

Porque no Brasil houve jogador que até mudou seu número original para usar a 10.

Foi o caso de Gérson, por exemplo, que jogava com a 8 até 1969, na Copa de 1970, inclusive, quando a Seleção Brasileira ganhou pela terceira vez e que, ao se mudar para o São Paulo, no ano anterior, adotou a nova numeração. O que acabou causando uma crise, em 1971, quando o fabuloso uruguaio Pedro Rocha chegou ao São Paulo e não pôde usar a camisa que normalmente utilizava no Peñarol. Rocha, já com a 10, só pôde mostrar seu futebol depois que Gérson saiu do São Paulo.

Houve, é verdade, casos em que o melhor jogador de um time usava outra camisa que não a 10.

O mais marcante foi no grande Cruzeiro dos anos 60, que tinha um jogador fenomenal com a 10 (embora nunca tenha feito sucesso na Seleção Brasileira), Dirceu Lopes, mas o dono do time era Tostão, companheiro de Pelé na Copa de 1970, com a 8. Uma exceção para confirmar a regra.

Porque depois de Pelé transformar a 10 em marca registrada, os maiores ídolos dos mais populares clubes do Brasil não vestiam outra camisa.

A começar por Zico, melhor jogador da história do Flamengo, clube de maior torcida no país do futebol.

A continuar por Rivelino, que brilhou no Corinthians e foi, também, o melhor jogador da história do clube, outro campeão mundial em 1970, que só usou a 10 tanto no Corinthians quanto no Fluminense, onde também brilharam Didi e Gérson.

Roberto Dinamite, do Vasco, era um centroavante típico, forte, goleador. Tinha tudo para jogar com a camisa 9, mas jogou com a 10 e com ela transformou-se no maior ídolo vascaíno.

Já Ademir da Guia, do Palmeiras, outro que como Dirceu Lopes não fez sucesso na Seleção Brasileira, também era 10 e é apontado como o melhor de todos os tempos no Palmeiras.

Todos foram contemporâneos de Pelé, alguns até seus companheiros na Seleção, outros com o começo da carreira coincidindo com os últimos anos do Rei.

Hoje, não por acaso, o melhor jogador do Campeonato Brasileiro, vencido pelo seu time, o Cruzeiro, Alex, joga com a 10.

E um dos maiores ídolos do Santos de Pelé se chama Diego como Maradona e usa a 10.

Ah, a 10!

Tão emblemática que um dos argumentos usados para mostrar como era fraca a Seleção Brasileira que disputou a Copa de 1990, na Itália, é o de que naquele time o número 10, Silas, do Sporting de Lisboa, era reserva.

Se bem que, em 1994, nos Estados Unidos, o número 10, Raí, começou como capitão do time e acabou no banco, prova de que até a 10 tem lá suas dificuldades na vida...

Mas já em 1998 e em 2002, embora não fosse o dono do time, a 10 estava com o titular e essencial Rivaldo.


Por Juca Kfouri às 09h49

Em homenagem a Zé Roberto (continuação)

O que poucos sabem é que um dia, às vésperas da Copa de 1970, Pelé entrou em campo, com a camisa da Seleção Brasileira, com o número 13 nas costas, posto na reserva por Zagallo, num amistoso diante da Bulgária, no estádio do Morumbi, em São Paulo. Pelé só entrou no segundo tempo, no lugar de Tostão, e o jogo terminou, não por acaso, 0 a 0.

Se o Brasil fosse como os Estados Unidos e a Fifa fosse como a NBA, a maior parte dos clubes brasileiros e a Seleção Brasileira, não teriam mais a camisa 10, aposentada em homenagem a tantos gênios que a vestiram.

Aliás, a Seleção Argentina quis fazer isso por causa de Maradona e não teve êxito.

O Santos, certamente, não teria mais a 10 que Diego hoje veste, porque com ela Pelé marcou exatos 1091 gols em 1114 jogos, quase um por jogo e ganhou cinqüenta dos oitenta títulos santistas – aí incluídas, em 1962/63, duas Copas Libertadores da América (contra Peñarol e Bocas Juniors) e duas Copas Intercontinentais (consideradas, no Brasil, equivalentes ao título de campeão mundial de clubes), diante do Benfica e do Milan.

Nem a Seleção Brasileira, onde marcou 77 gols em 92 jogos e é até hoje seu maior goleador, além de ter conquistado as Copas de 1958, 1962, no Chile, e 1970.

Pelé era tão fantástico que marcou 58 gols no Campeonato de São Paulo no ano de 1958.

Assim, nenhum dos quatro grandes clubes de São Paulo, o estado mais desenvolvido do Brasil, teria a camisa 10.

O Santos, por causa de Pelé, que um dia, teve uma foto sua ao lado do Papa Paulo VI legendada assim: "Pelé e um fã".

O Corinthians, por causa de Rivelino, apelidado de "A Patada Atômica", tão forte era seu chute e tão brilhantes suas cobranças de falta, além dos lançamentos de mais de 40 metros que era capaz de realizar. Para dizer o mínimo, Maradona certa vez disse que Rivelino era seu maior ídolo e espelho. Rivelino era capaz de driblar no espaço ocupado por um lenço de bolso, habilidade que desenvolveu nas quadras de futebol de salão. Só usava a perna esquerda e nem precisava mesmo mais do que isso.

O São Paulo por causa de Gérson, ou de Pedro Rocha ou de Raí.

Gérson foi outra canhoto exímio batedor de faltas e lançador, adepto da lei do menor esforço ("A bola é que tem de correr, não o jogador", gostava de dizer).

Mas se com ele o São Paulo aposentasse a 10, Pedro Rocha não a teria vestido com tanta elegância, ele que um dia foi apontado por Pelé como um dos cinco melhores do mundo.

Tal e qual com o irmão do Doutor Sócrates, Raí, que levou o São Paulo do técnico Telê Santana (o treinador das seleções brasileiras nas Copas do Mundo de 1982, que encantou o mundo até ser derrotada pela Itália, e 1986, eliminada pela França, nos pênaltis), ao bicampeonato da Copa Libertadores da América, em 1992/1993 e ao bi da Copa Intercontinental, contra o Barcelona e o Milan nos mesmos anos.

Também o Palmeiras, de Ademir da Guia, chamado de "O Divino", filho de Domingos da Guia, um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro, teria aposentado a camisa 10, em homenagem ao craque que nos anos 60 e 70 comandou aquela equipe que era chamada de "Academia", capaz de rivalizar com o Santos do Rei Pelé.

No Rio de Janeiro, do mesmo modo, nem Flamengo nem Vasco nem Fluminense teriam mais a 10, só o Botafogo que, no entanto, seria obrigado a dispensar a camisa 7, de Garrincha, o segundo melhor jogador brasileiro de todos os tempos, "A Alegria do Povo", e a 8 de mestre Didi, "O Príncipe Etíope", sinônimo de elegância e eficácia.

Pois o Flamengo teve Zico, tão excepcional que, na Itália, conseguiu ser o vice-artilheiro do campeonato, apenas um gol a menos do que Platini, Zico jogando menos jogos no pequeno Udinese e o francês jogando mais partidas na gigante e campeã Juventus.

Com Zico no time, o Flamengo ganhou tudo o que disputou diversas vezes no começo dos anos 80 no Brasil e no mundo, culminando com a Copa Intercontinental, diante do Liverpool, em Tóquio, em 1981. Zico, com 508 gols em 731 jogos, é o maior goleador da história do Flamengo.

Como Roberto Dinamite é do Vasco, centroavante que não se deu bem no Barcelona, onde jogou apenas oito jogos em 1980 e retornou ao clube carioca, pelo qual marcou 692 gols em 1033 jogos. Sua reestréia no Vasco, ao voltar frustrado da Espanha, no mesmo ano de 1980, foi no Maracanã, vitória do Vasco por 5 a 2, cinco gols de Roberto Dinamite, em cima do poderoso Corinthians. 

E, finalmente, o Fluminense, que além do Gérson, o mesmo "Canhotinha de Ouro" do São Paulo, teve ainda Rivelino, comprado ao Corinthians, dois motivos mais que suficientes para aposentar a camisa 10.

Talvez seja melhor mesmo não seguir o exemplo da NBA.

Para que possamos sonhar com o surgimento de alguém que, 10 nas costas, possa superar o Rei Pelé.

Porque se é verdade que o futebol brasileiro hoje ainda tem jogadores como Alex e Rivaldo para manter a tradição da 10, é inegável que ambos não brilham tão reluzentes como seus antecessores, provavelmente devido ao peso de uma camisa que personifica não só quase a perfeição como a própria perfeição, contida em três letras mágicas, como GOD (segundo explicou um dia o Sunday Times, de Londres, para mostrar como soletrar o nome de Pelé -- que também tem só três letras, repetido o "e").

Não tenho dúvida em dizer que hoje Zé Roberto é o melhor jogador em atividade no país e que ninguém como ele vestiu tão bem a camisa 10 do Santos depois do Rei Pelé.


Por Juca Kfouri às 09h48

15/03/2007

Que Grêmio é este, tchê?

Nem parecia jogo de Libertadores.

Aliás, não parecia ser jogo de campeonato algum.

No máximo um amistoso, daqueles de começo de temporada.

O Tolima não jogou nada e o Grêmio jogou menos ainda.

Um sucessão interminável de erros de passes e uma inexplicável apatia.

Os colombianos abriram o placar no fim do primeiro tempo e não tiveram nenhum trabalho para manter a vantagem no segundo.

Porque o Grêmio não buscou descontar.

O Tolima é o líder e terá de jogar no Olímpico.

Mas se o Grêmio jogar como hoje e como jogou com o Cúcuta, empata 0 a 0.

Libertadores não é o Campeonato Gaúcho.

A invencibilidade foi para cucuia.

Só o São Paulo e o Sport ainda não perderam neste ano no futebol brasileiro.

Por Juca Kfouri às 22h31

Grêmio em Ibagué

O Grêmio tenta hoje, às 21h30, em Ibagué, na Colômbia, se isolar na liderança de seu grupo na Libertadores.

Bicampeão do torneio, o time gaúcho sabe que não terá vida fácil.

Falta-lhe, no momento, um centroavante de ofício para dar seqüência à ótima campanha que faz nesta temporada, com 11 vitórias e apenas dois empates, apenas um sem gols -- exatamente contra outro time colombiano, o Cúcuta, e no Olímpico.

O Deportes Tolima, adversário de hoje, não ganhou nenhum dos turnos do último campeonato da Colômbia, mas foi a equipe que mais pontos somou nos dois turnos e tem a seu favor um gramado ruim e uma iluminação precária no estádio Manoel Toro.

Grêmio e Tolima têm quatro pontos em dois jogos e os gremistas sabem que, além do mais, enfrentarão a secação dos colorados, único meio destes se consolarem depois do vexame de ontem, em Buenos Aires.

Por Juca Kfouri às 12h08

Os russos estão chegando

Sim, os russos vêm aí.

Os bons, bem entendido.

Na segunda-feira que vem, membros da Procuradoria Geral da Rússia estarão em São Paulo com os promotores públicos do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), para estreitar o relacionamento entre os dois orgãos com vistas a combater a criminalidade internacional.

A reunião coroará um longo processo iniciado pela embaixada russa no Brasil, que vê o GAECO como a maior barreira às pretensões de gente como, por exemplo, Bóris Berezovski.

O GAECO, por meio dos promotores José Reinaldo Guimarães Carneiro e Roberto Porto, foi o organismo que concluiu em seu inquérito que havia fortes indícios de lavagem de dinheiro na operação MSI/Corinthians.

Por Juca Kfouri às 11h46

14/03/2007

Santos sem ginástica

O Santos voltou a jogar só o que precisava para passar facilmente pelo Gymnasia Y Esgrima.

O Santos parece estar fazendo o seguinte: joga de acordo com o público presente na Vila Belmiro.

Como, de novo, o torcedor santista não apareceu, o Santos limitou-se a fazer dois gols, com Marcos Aurélio e Cléber Santana, ambos no começo de cada tempo.

E um golaço, de Zé Roberto, de cobertura, pela esquerda, quase sem ângulo.

Zé Roberto que já tinha dado o segundo gol para Cléber Santana, ainda sofreu um pênalti aos 47, desperdiçado por Rodrigo Tabata.

Ficou de bom tamanho.

Só o Santos, entre os brasileiros, é 100% na Libertadores, nove pontos em três jogos.

Bem que o torcedor poderia ser mais generoso e apoiar mais o time.

Em vez disso, ainda houve uns pobres de espírito que jogaram objetos no gramado, o que pode levar à interdição da Vila Belmiro.

E, aí, quem dirá que é injustiça, perseguição ou bobagens do gênero?

Por Juca Kfouri às 22h47

Flamengo fala mais alto

Flamengo fala mais alto

Depois de um primeiro tempo em alta rotação, com gol de Renato para o rubro-negro carioca, eis que Paraná Clube e Flamengo fizeram um segundo quase morno.

O Mengo correu poucos riscos, beneficiado também pela ausência de Dinélson, no segundo tempo, quando, no duro, no duro, os paranistas criaram apenas uma grande chance de gol.

E o rubro-negro assumiu a liderança do grupo, posição que tem tudo para manter daqui por diante, o que lhe dará vantagem na próxima fase.

Além de continuar invicto na Vila Capanema.

Por Juca Kfouri às 22h44

Treze dá sorte

O Treze até dominou o jogo, mas livrou-se de ser goleado, tantas foram as chances desperdiçadas pelo Corinthians.

Com dois gols dos volantes Magrão e Marcelo Mattos, um em cada tempo, os paulistas eliminaram os paraibanos em Campina Grande.

Roger e Arce saíram com problemas musculares, o que acabou sendo favorável ao Corinthians, porque William e Wilson melhoraram o desempenho do time.

Amoroso e Rosinei foram expulsos, em mais uma demonstração do desequilíbrio alvinegro, mesmo vencendo.

Aliás, uma pergunta: você se lembra quando o Palmeiras parecia um hospital?

Pois é.

Leão e seu sobrinho eram o técnico e o preparador físico do Parque Antarctica.

Posições que ocupam hoje no hospital do Parque São Jorge.

Por Juca Kfouri às 22h39

Viradas à carioca

O Fluminense sofreu um gol do América aos 15 minutos e o Botafogo outro do Ceará aos 16, tudo no primeiro tempo.

A noite parecia cruel para os dois grandes do Rio.

Mas o Botafogo empatou ainda no primeiro tempo e virou para 2 a 1 no segundo, com dois gols de André Lima.

Já o Flu deixou tudo para o segundo, mas também virou, com Soares e Alex Dias.

Teremos jogos de volta no Maracanã, mas dificilmente América e Ceará aprontarão alguma surpresa.

Por Juca Kfouri às 21h35

Caiu a casa colorada

Um Inter irreconhecível.

Uma vitória folgada do Velez Sarsfield.

Neste momento, 42 do segundo tempo em Buenos Aires, o campeão mundial perde de 3 a 0.

3 a 0!

Já perdia de 2 a 0 no primeiro tempo.

Primeira derrota de Alexandre Pato como profissional, ele que só entrou no segundo tempo.

3 a 0!

Sem futebol, sem alma, sem ser o Inter do ano passado, sem ser nem sequer o de 2005.

O Inter corre o sério risco de ser eliminado logo na primeira fase, sem honrar seu título de campeão da Libertadores.

Uma tristeza.

Nem é preciso esperar pelo fim do jogo.

 

Por Juca Kfouri às 20h25

A graça da Copa do Brasil

O Fluminense jamais derrotou o América em Natal.

Foram quatro jogos na capital potiguar, com três vitórias do Mecão recentemente de volta à Primeira Divisão brasileira.

Será hoje, ás 20h30, a primeira?

Difícil, muito difícil, mas, é claro, possível.

Não é muito diferente a situação do Botafogo, diante do entusiasmado Ceará, em Fortaleza, também às 20h30.

Nem do Corinthians, às 21h45, em Campina Grande, na Paraíba, contra o Treze.

Treze que descansa e treina há 14 dias só para este jogo e que empatou todos os quatro jogos que disputou com o alvinegro paulista, cinco gols para cada lado.

Sem se falar de Portuguesa e Cruzeiro, no Canindé, também às 21h45.

O Cruzeiro de altos e baixos e a Lusa de baixos e quase altos.

Nesta fase, lembremos, ainda sobrevive o regulamento que determina a eliminação do anfitrião caso perca por dois gols de diferença do visitante.

 

Por Juca Kfouri às 12h54

É o Brasil na Libertadores...

Dos três jogos que envolvem times brasileiros nesta noite na Libertadores, o mais complicado é o primeiro, às 19h30, em Buenos Aires.

É lá que o campeão mundial Inter enfrenta o Velez Sarsfield.

Uma derrota soará muito mal, menos até pelas óbvias dificuldades que traria para a classificação de nosso campeão, mais pela confirmação de uma desconfiança que a equipe colorada tem gerado.

Abel Braga diz que abandona o Beira-Rio se os gaúchos não forem para cima dos portenhos e o Velez, assim como o Inter, esconde a escalação.

Já nos jogos das 21h45 o clima é outro.

A começar pelo confronto dos brasileiros Paraná Clube e Flamengo.

Ambos devem se classificar qualquer que seja o resultado de hoje e lutam, na verdade, para saber quem será o primeiro do grupo ao fim da primeira fase.

O retrospecto é favorável aos paranistas, com 10 vitórias e apenas quatro derrotas em 17 jogos na história.

Mas os rubro-negros jamais perderam na Vila Capanema, com duas vitórias em quatro jogos, como informa o diário "Lance!" de hoje.

O Flamengo promete ser ofensivo, com a entrada de Juninho Paulista no lugar do instável Clayton.

E o Paraná Clube não sabe ainda se contará com seu melhor jogador, o meia Dinélson, machucado no tornezelo direito.

Jogo interessantíssimo para que se avalie o comportamento dos dois participantes nacionais menos cotados na Libertadores.

E o Santos recebe o Gimnasia Y Esgrima, na Vila Belmiro.

O alvinegro é tão favorito que é bom tomar cuidado, porque argentinos são argentinos, pela primeira vez, por sinal, líderes do ranking da Fifa -- como acaba de ser anunciado, deixando para trás os italianos, que tiveram reinado de apenas um mês depois que ultrapassaram a Seleção Brasileira.

Por Juca Kfouri às 12h48

Pedro Osório 2016 - Cidade Candidata

Por JURANDIR FEIJÓ


Só porque vai sediar o Pan, o Rio quer também organizar os Jogos Olímpicos de 2016.

Não sei quem toma essas decisões, mas gostaria de apresentar uma proposta: a candidatura da cidade de Pedro Osório.

Nada mais justo do que homenagear esse município que traz na sua origem o nome de Vila Olimpo.

É uma cidade predestinada.

Nós, os gaúchos, somos o povo mais preparado para sediar os jogos, se levarmos em conta alguns fatores.

Por exemplo, a tocha olímpica.

Ninguém sabe fazer um fogo como nós. Qualquer índio velho junta umas achas de lenhas, acende um fósforo e pronto. E aí, aproveita o braseiro, enfia um naco de picanha gorda no espeto...

Não há dúvida, seria uma olimpíada inesquecível.

É claro, teríamos que fazer algumas adaptações.

As modalidades de esportes precisariam incorporar jogos com características mais regionais, como a Bocha, o Truco e o Jogo do Osso.

O espírito olímpico do Barão de Coubertain - "o importante é competir" - teria que ser alterado para alguma coisa do tipo "não te fresqueia, bagual".

O Boxe poderia ser substituído pela Briga de Baile, mais emocionante. Só termina quando alguém abre a cabeça do outro com uma garrafa de cerveja.

Nas artes marciais temos a Queda de Braço e a Guerra de Bosta.

Tênis de Mesa, o tal do Ping-Pong, pra nós é jogo de criança.

Já que tem diversão pra gurizada, podiam incluir também Bolinha de Gude, Pandorga e Bodoque com Caroço de Cinamomo.

Arco e Flecha é barbada, é coisa de índio. A gente mexe com isso desde o tempo dos guaranis.

 E esse negócio de Ciclismo é passeio de bici. Vamos botar as mulheres pra disputar com eles.

Agora, aquela corrida esquisita em que os homens ficam se requebrando com passos de mulherzinha, está proibida.

Natação terá Nado de Costa com Poncho em Açude, esporte para poucos.

Hipismo vamos manter, o que não falta é cavalo pra Cancha Reta.

Tiro ao alvo também, mirando uns maçanicos do banhado.

A Esgrima vai usar adagas de verdade e não aqueles arames fininhos, sem graça. E se tocarem uma rancheira, melhor, a coisa vira Dança dos Facões.

Futebol será o de Campanha - com bota e espora - para se adaptar às condições do estádio, que durante a semana funciona como pastagem para o gado.

A Ginástica Olímpica será substituída, com vantagens, por Chula e Chimarrita.

E vamos promover alguns esportes até então considerados menores, como Cuspe em Distância, Peteleco e Halterocopismo.

Tudo isso sem falar da festa de abertura: som de 300 bombos legüeros, apresentação de Gisele Bündchen e shows com Luiz Marenco, César Oliveira e Rogério Mello.... E por aí a fora.

Vamos amadurecer a idéia. Não quero cantar vitória antes do tempo.

Por Juca Kfouri às 23h31

O clássico que ainda não terminou

E o jogo entre Santos e São Paulo não acaba.

Pior: tudo indica que acabará mal.

Porque não faltam os incendiários dos dois lados, entre cartolas, técnico, atletas e, para variar, "jornalistas".

Depois se assustam com a violência entre os torcedores.

O tricolor Marco Aurélio Cunha, por exemplo, tem se submetido a fazer um papel deplorável, que não honra sua verve.

A cada hora aumenta o rastilho de pólvora para o barril de uma possível final entre ambos.

O Santos tem toda razão em querer jogar em seu estádio.

Ou a Vila Belmiro serve para todos os jogos ou não serve para nenhum.

Por outro lado, seu presidente não deveria ter concordado com um regulamento que dá à Federação o direito de definir o local das finais.

Aliás, quero ver fazer a decisão do campeonato no Morumbi se os finalistas forem, por exemplo, Paulista e Noroeste.

Mas o Santos concordou com a diferença que existe entre ter o mando do jogo e a escolha do estádio.

Entre os atletas, alguém, como Antonio Carlos, que negou ter sido racista com Jeovânio, não pode acusar Leandro de ser mentiroso ao levantar um caso antigo, quando Leandro era ainda um menino e de conhecimento público, relatado pelo próprio Leandro.

É golpe baixo, mais um dele.

Como Fábio Costa não pode querer passar como bom moço, depois de tantas confusões em que já se meteu, que lhe custaram até uma eventual vaga na Seleção Brasileira, por absoluta falta de controle emocional.

E, finalmente, Vanderlei Luxemburgo tem todo o direito de processar Leandro ao se sentir ofendido em sua honra.

Só não pode tentar confundir a opinião pública ao se dizer injustiçado por ter sido chamado a depor na CPI do Futebol.

Afinal, ele mesmo reconheceu ter adulterado idade e nome, e por isso foi condenado, além de ter ido parar no Refis da Receita Federal, para pagar o que devia aos cofres públicos.

Sem se falar de tantas outras questões que passaram por suas mãos, o bolso de terceiros etc e tal, razão pela qual ele se irrita sempre que alguém reconhece que ele é bom técnico, mas...

Como não precisava contar que arrumou um aparelho de TV para Leandro quando o trouxe para o Corinthians.

Pessoas verdadeiramente generosas não saem por aí alardeando sua generosidade.

Enfim, a hora é de botar água na fervura e não de pôr lenha na fogueira.

Por Juca Kfouri às 23h03

13/03/2007

Decisão da Copa dos Pesadelos

Pega fogo, no blog do Torero, a decisão entre Flamengo e Santos.

Que, para mim, tem fácil previsão.

Porque poucas vezes foi tão fácil prever um resultado como o deste suplício que será disputado no estádio municipal de Potossí.

Ao contrário do que aconteceu na Copa dos Sonhos, desta vez o Flamengo será campeão, graças a um golaço de Júnior Baiano, no fim da partida.

Contra, evidentemente.

O 0 a 0 vinha sendo mantido, eu diria, quase com heroísmo, não fossem as covardias cometidas contra a bola.

Mas Vampeta, que fingia que jogava enquanto fingiam que o pagavam, achou de recuar uma bola do meio de campo para a intermediária, onde estava Júnior Baiano, já pensando na decisão por pênaltis.

Ao ver aquela coisa redonda diante de si, aquela coisa com a qual ele tinha perdido inteiramente a intimidade, e ao se ver apertado por Serginho Fraldinha, ensopado pelo suor frio causado pela altitude, Baiano não teve dúvida: deu um calcanhaço que Zé Romário, sorriso nos lábios, sentiu passar docemente entre suas pernas.

Gol do Santos!

Mengão campeão!

Na chegada ao Galeão, três torcedores esperavam a delegação rubro-negra: o Edmundo, o Santos e o Silva.

 

Por Juca Kfouri às 11h37

São Marcos e a tempestade

Por LUIZ FERNANDO BINDI

Um trecho de um poema de autor gaúcho, diz: "e num dia de tempestade, para quem eu vou correr?".

Nas duas maiores tempestades que o Palmeiras viveu (semifinal da Libertadores de 2000 e Segundona de 2002), os palmeirenses sabiam e
souberam para quem podiam correr.

Marcos, nome no necessário e justo plural, aquele que chora quando o Palmeiras perde. Marcos, aquele que age no campo como se estivesse na
arquibancada.

Marcos, que levou Tuchês, Alexandres, Galeanos e Guerreiros nas costas, ombros e braços.

Marcos, que levou palestrinos nas costas, ombros e braços.

Os braços de Marcão são os braços dos palmeirenses, esticados para alcançar um amor que só o palestrino explica.

Esse braço que um dia carregou a bandeira do Brasil campeão do mundo.

Que nessa tempestade, Marcos saiba para quem correr.

Nós, palestrinos, corinthianos, jornalistas, geógrafos, aprendizes de goleiro e aprendizes de gente.

Nós estaremos aqui, Marcão.

Essa tempestade passará.

Sempre passa.

 

Luiz Fernando Bindi
www.distintivos.com.br



Por Juca Kfouri às 09h22

A balela sobre a exigência de estacionamento na Copa do Mundo

O principal argumento da CBF para vetar o Morumbi como um dos estádios para receber jogos da eventual Copa do Mundo de 2014 no Brasil é a falta de vagas no estacionamento.

Já está mais que demonstrado que não é bem assim.

O mais moderno estádio em funcionamento do mundo é o do Arsenal, que sequer estacionamento tem.

O novo estádio de Wembley terá a metade das vagas disponíveis no antigo estádio de Wembley.

Tudo de acordo com as mais modernas regras de proteção ambiental, que evitam congestionamentos de automóveis e seus gases poluentes nas imediações dos palcos de grandes eventos públicos.

A solução está em bolsões de estacionamento num raio mais distante dos estádios, com serviço de metrô.

O Morumbi terá uma estação de metrô praticamente em sua porta já em 2012.

Mas há mais.

O estádio de Yokohama, onde se disputou a final da Copa do Mundo de 2002, tem três estacionamentos, com capacidade total de 1052 vagas, número bem abaixo das tais 11 mil vagas exigidas pela Fifa. 

A Catedral do Benfica, construída para receber a Eurocopa de 2004, tem apenas 1410 vagas e se gaba de obedecer aos "princípios e técnicas mais inovadoras para a construção de estádios modernos e vai ao encontro das mais exigentes normas de segurança e recomendações da Fifa e da UEFA".

A CBF, portanto, que arranje outra desculpa.

Confira em http://www.nissan-stadium.jp/english/parking/index.html 

e em

http://www.slbenfica.pt/Info/Clube/Estadios/Catedral/catedralestadioluz.asp

Por Juca Kfouri às 00h07

12/03/2007

Está na Folha de S.Paulo

Pan bancará as passagens de cartolas

Pago com dinheiro público, o número de bilhetes aéreos inchou 22%, sendo que cerca de mil deles são para dirigentes

Viagens de participantes do evento no Rio vão custar R$ 22,2 milhões aos cofres do governo federal por conta de acordo feito na candidatura


RODRIGO MATTOS
DA REPORTAGEM LOCAL

O Comitê Organizador do Pan do Rio (Co-Rio) inflou o número de passagens que pagará no evento e bancará a viagem de cerca de mil cartolas para o Brasil. Tudo será custeado com dinheiro do governo federal, que vai liberar R$ 22,2 milhões para transporte aéreo.
Nos eventos esportivos internacionais, como Olimpíada e Copa do Mundo, é incomum o organizador pagar pelas passagens de atletas, árbitros e dirigentes dos países participantes.
Tanto que o Brasil foi responsável pelas despesas aéreas de suas delegações nos últimos Jogos e no Pan. Essas viagens também foram bancadas por dinheiro público, por meio da Lei Piva ou por investimento do Ministério do Esporte.
Só que, ao se candidatar a ser sede do Pan em 2002, o Co-Rio se comprometeu a custear o transporte de atletas e oficiais. Os governos municipal, estadual e federal deram aval.
Na ocasião, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, ofereceu "o pagamento integral das passagens aéreas para 7.500 pessoas, entre atletas e oficiais". Era sua arma na briga contra San Antonio (EUA), também postulante ao evento.
Mas, agora, a estimativa do Co-Rio já totaliza 9.176 pessoas com viagens pagas. Ou seja, é um aumento de 22,3%. É mais um item dos gastos do Pan-07 que cresce desde a candidatura -o custo total do evento já foi multiplicado por seis.
Para o pagamento dessas passagens, foram firmados dois convênios entre o Co-Rio e o governo federal, no mês de janeiro. Já foram liberadas verbas em cima desses números estimados do Co-Rio.
Em um dos convênios, já foram liberados R$ 8,8 milhões para pagar as viagens de 2.626 cartolas e árbitros. São diversas as entidades esportivas cujos dirigentes foram beneficiados com as passagens.
Entre elas, estão o Comitê Olímpico Internacional, a Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), federações internacionais, confederações brasileiras e comitês olímpicos nacionais.
No total, são 1.096 pessoas, entre cartolas e funcionários técnicos. O restante (1.530) é de profissionais de arbitragem, entre os quais também há dirigentes e delegados.
Essas passagens serão emitidas pela agência Tamoyo, que faz as viagens oficiais do COB. Foi escolhida em licitação entre 2004 e 2005, quando já atendia o Comitê. No processo, o Co-Rio e o COB inabilitaram a única concorrente por falta de um aval da Odepa.
Essa agência será remunerada por meio de comissões em cima das passagens deste convênio com o governo.
Em outro convênio, o governo federal vai dar um total de R$ 13,382 milhões para pagar as viagens de atletas e membros de comissões técnicas estrangeiras. Neste caso, serão 6.550 pessoas com viagens bancadas com recurso federal.
São 4.680 esportistas estrangeiros -os brasileiros estão fora deste contingente.
Não haverá licitação para a aplicação desses recursos. O Co-Rio dará todo o dinheiro para a Odepa, que repassará os valores aos 42 comitês olímpicos nacionais. Isso servirá como reembolso, já que os próprios comitês comprarão suas passagens em seus países.
Para os dois convênios, o governo federal diz que haverá prestação de contas do Co-Rio, que será analisada pelo Tribunal de Contas da União. Então, serão descritas todas as pessoas beneficiadas pelas passagens.
A liberação foi realizada por meio de plano de trabalho, em que consta "o valor pesquisado [das passagens] e a qualificação das pessoas", informou o Ministério do

 

Outro lado

Passagens são obrigação, diz Co-Rio

DA REPORTAGEM LOCAL

O Comitê Organizador do Pan 2007 (Co-Rio) afirmou que há uma obrigação contratual dos Jogos de que fossem pagas as viagens de atletas, membros de delegação, árbitros, técnicos e dirigentes.
Esse compromisso foi firmado em 2002, na candidatura do Rio para abrigar a competição. Na época, o governo federal deu aval para o acordo.
Segundo o Co-Rio e o Ministério do Esporte, o valor liberado (R$ 22,2 milhões) para as viagens foi baseado em estimativa do total de participantes.
Assim, o Co-Rio apresentou um plano ao Ministério do Esporte em que afirma serem necessárias 9.176 passagens. Segundo o comitê, o número final será estabelecido depois da competição.
"O preço médio [das passagens] é baseado em pesquisa de mercado que leva em conta o trecho referente ao país de origem dos atletas e demais integrantes da delegações", explicou a assessoria do ministério.
O Co-Rio ainda informou que fez processo licitatório, em conjunto com o COB, para emissões das passagens que não fossem diretamente das delegações. Segundo o Comitê Organizador, cinco empresas retiraram o edital e duas apresentaram propostas: Tamoyo e Promotional Travel Viagens.
"A abertura dos envelopes foi pública, feita em sessão aberta", informa o Co-Rio. A licitação, diz o comitê, seguiu os moldes do seu Manual de Compras, que é baseado na Lei de Licitações.
Tanto Co-Rio quanto o ministério disseram que a prestação de contas será feita nos moldes exigidos pelo governo federal e pelo Tribunal de Contas da União. E pode ser devolvido dinheiro que sobrar, segundo a pasta do Esporte.
Pelas estimativas atuais, 51,02% das passagens do Co-Rio serão para atletas. Ou seja, quase metade das pessoas beneficiadas será formada por funcionários da organização e cartolas. São os mesmos dirigentes que não cansaram de elogiar o Pan do Rio no Seminário de Chefes de Missão, feito na última semana na cidade.


Por Juca Kfouri às 16h16

Está na Folha (continuação)

Agência que perdeu critica a concorrência

DA REPORTAGEM LOCAL

Dois anos depois, a direção da agência Promotional Travel Viagens ainda reclama do processo licitatório que escolheu a companhia responsável por emitir as passagens do Pan.
A vencedora do processo, que vai emitir bilhetes com custo total de R$ 8,8 milhões, foi a Tamoyo, que já trabalhava com o Comitê Olímpico Brasileiro anteriormente. Juntamente com o Co-Rio, o COB organizou a licitação, que especificava que os serviços do Pan estariam incluídos no "pacote".
"Tinha todos os documentos necessários, mas faltava um carimbo da Odepa. A organização estava fechada o tempo inteiro. E, por isso, fomos inabilitados pelo COB", contou o diretor da Promotional Luiz Campos. Ele disse que a firma tinha condições de fazer o serviço.
Assim, a Tamoyo venceu o processo sem concorrência. Na época, o COB explicou à Folha que a certificação das entidades esportivas era imprescindível. E disse que a Promotional não atendera outros itens.
Pelas estimativas do Co-Rio, a agência vai emitir 2.626 passagens, que custarão R$ 8,8 milhões, ou R$ 3.357 por viagem, em média. Esse é o valor para bilhetes para os cartolas, árbitros e funcionários.
É um valor mais alto que a média das passagens pagas diretamente pelos comitês olímpicos, que incluem atletas e membros das delegações.
Pela estimativa do Co-Rio, serão R$ 13,382 milhões gastos com 6.550 passagens. Ou seja, em média cada bilhete sairá por R$ 2.043.
Por essas estimativas, cada cartola vale 1,6 atleta no transporte aéreo. Mas, segundo o Co-Rio, todas as passagens serão em classe turística.
Só que, entre os cartolas, também há membros de federações internacionais e do Comitê Olímpico Internacional, que podem viajar de outros continentes. (RM)

Por Juca Kfouri às 16h15

Do blog do PVC. De ontem

O GOL MIL, CONTRA O FLAMENGO?

postado por PAULO VINÍCIUS COELHO

Romário já chegou a 995 gols, por sua contagem.

O que já permite imaginar contra quem será o duelo do gol 1000.

Nas próximas três semanas, o Vasco tem seis jogos. A saber:

18/3 - Boavista, em Saquarema
21/3 - Gama, em Brasília
25/3 - Flamengo, no Maracanã
28/3 - Americano, em São Januário
1/4 - Botafogo, no Maracanã
4/4 - Gama, em São Januário

Nunca se sabe exatamente de que viagem o Baixinho gostará de participar.

Pode não querer ir a Brasília, por exemplo.

Mas digamos que faça três gols contra o Boavista, em Saquarema...

Fica a expectativa para o jogo contra o Flamengo.

Já pensou...

11/03/2007 22:46

http://www.lancenet.com.br/blogs_colunistas/pvc/default.asp

Por Juca Kfouri às 14h24

Encontre o Professor

Encontros com o Professor’ terá lançamento hoje, em São Paulo, e amanhã, no Rio

 

O jornalista Ruy Carlos Ostermann lançará o livro ‘Encontros com o Professor - Cultura Brasileira em Entrevista, volume 1‘, em São Paulo e no Rio de Janeiro, hoje e amanhã, respectivamente.

 A obra reúne 19 entrevistas realizadas em seu talk-show entre novembro de 2004 e novembro de 2005.

Trata-se da primeira edição de uma série, já que, ao longo de 2006, Ostermann fez outras duas dezenas de entrevistas e já teve início a temporada 2007 dos encontros.

O primeiro volume reproduz as entrevistas com Luis Fernando Verissimo, Lya Luft, Maria Helena Lopes, Tabajara Ruas, Vitor Ramil, Affonso Romano de Sant’Anna, Alberto Mussa, Carlos Gerbase, Giba Assis Brasil, Arthur de Faria, Zé Victor Castiel, Luiz Antonio de Assis Brasil, Nei Lisboa, Martha Medeiros, Iván Izquierdo, Zé Victor Castiel, Walmor Chagas, Luciano Alabarse e a turma do Sarau Elétrico.

A Tomo Editorial e a KCS - Projetos em Comunicação são as responsáveis pelo lançamento da obra.

Em São Paulo, a sessão de autógrafos será HOJE, às 19h, na Loja de Artes da Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073).

AMANHÃ, no Rio de Janeiro, às 20h, na Rua Visconde de Pirajá, 572.


Por Juca Kfouri às 10h29

Deu a louca no mundo do esporte

Definitivamente este não foi um fim de semana normal no mundo do esporte.

A começar pela derrota do número 1 do tênis mundial, o suíço Roger Federer, que perdeu uma invencibilidade de 41 jogos na estréia do Masters Series de Indian Wells para o argentino Guillermo Cañas, por 2 a 0 -- 7/5 e 6/2.

O argentino, que não se classificou na quadra para o torneio, só foi disputá-lo pela desistência de um outro jogador e eliminou o grande campeão, com bolhas nos pés.

E no futebol o que teve de gol não foi brincadeira.

Só no clássico espanhol entre Barcelona e Real Madrid houve seis, no empate de 3 a 3.

Noutro clássico, na Bahia, com mais de 46 mil torcedores, mais seis, pois o Vitória enfiou 4 a 2 no Bahia.

Pouco, se comparado aos 5 a 4 do Grêmio no São Luiz, de Ijuí.

Ou aos 7 a 2 do Coritiba no Roma, dois jogos com nove gols.

Mas tivemos jogos com oito gols e também com sete -- como os 8 a 0 do Atlético Paranaense diante do Iguaçu e os 7 a 0 do Botafogo contra o Friburguense.

De tudo, no entanto, o melhor jogo do país foi mesmo o empate em 1 a 1 entre Santos e São Paulo, com dois gols dos laterais Ilsinho e Carlinhos.

Um jogaço, repleto de belas jogadas e com, pelo menos, quatro lances polêmicos, divididos irmanamente entre os dois times: um pênalti não marcado para cada lado e dois gols do Santos, um mal anulado e outro, que valeu, mas não deveria ter valido.

Marcos Aurélio teria sofrido pênalti, Aloísio, de fato, sofreu, o gol de Jonas foi mal anulado e o de Carlinhos teria Zé Roberto em impedimento.

Eu não daria o pênalti no santista e não marcaria impedimento de Zé Roberto.


Por Juca Kfouri às 23h02

11/03/2007

Jogos duros. De ver

Difícil dizer onde se jogou pior futebol agora há pouco: se em Bragança Paulista ou no Rio.

Em Bragança, o Corinthians ganhou do Bragantino por 2 a 1, com gol no fim do jogo.

Amoroso fez 1 a 0 sem querer e o zagueiro Marcos Vinícius deu um pênalti de presente para o Bragantino, no primeiro tempo.

No fim, o próprio zagueiro desempatou, de cabeça.

O Bragantino não merecia o castigo e o Corinthians ficou a quatro pontos do quarto colocado, o Noroeste, a quem enfrenta no domingo, no Pacaembu.

Já no Maracanã eu tinha uma expectativa melhor sobre o que poderia render o trabalho de Joel Santana.

O Cabofriense saiu na frente e o Flu teve de se virar para virar, o que conseguiu, ao vencer por 3 a 1, com dois gols de Alex Dias e um golaço de Carlinhos.

Mas, longe, muito longe de convencer.

Por Juca Kfouri às 19h03

Palmeiras vive!

O Palmeiras acaba de golear o Juventus por 4 a 1.

E de fazer as pazes com o seu estádio.

Edmundo marcou duas vezes de pênalti e Osmar e Valdívia também marcaram.

Mas no primeiro tempo houve outros dois pênaltis para o Palmeiras que o árbitro não assinalou.

Quer dizer, poderia ter sido 6, 7, 8 a 1, tamanha a superioridade alviverde.

Como foi a do Botafogo, no Maracanã, ao fazer 7 a 0 no Friburguense, que não vi, mas soube...

Por Juca Kfouri às 17h10

Faltam cinco para Romário

O Baixinho fez mais três gols num jogo só.

A vítima foi o Madureira, em São Januário.

O vice-campeão da Taça Guanabara saiu na frente no primeiro tempo, mas tomou quatro gols no segundo.

Três dele.

Que contabiliza faltarem apenas cinco para os 1000!

Por Juca Kfouri às 17h06

Grande empate na Vila!

Santos e São Paulo honraram as posições que ocupam no Campeonato Paulista.

Não só jogaram lealmente como fizeram um jogo bastante interessante.

A maior chance de gol esteve na cabeça de Zé Roberto, que mandou a bola no travessão.

Mas Jadílson e Alex Silva também só não marcaram porque Fábio Costa fez duas defesas incríveis.

O São Paulo abriu o placar com Ilsinho, depois de ótimo passe de Hugo (que entrou no lugar de Fredson, machucado), ao chegar antes de Kléber e furar a rede da Vila Belmiro, aos 30 minutos.

Denis se machucou e Maldonado foi para a lateral-direita, com a estranha entrada de Pedrinho no lugar do zagueiro.

O São Paulo jogou melhor, com mais autoridade no primeiro tempo, e saiu na frente.

O segundo tempo começou dando a nítida sensação de que o São Paulo voltaria para casa na liderança e com 28 jogos sem perder.

Mas primeira oportunidade de gol veio nos pés de Pedrinho, depois de linda jogada de Zé Roberto, com ótima defesa de Rogério Ceni.

A resposta tricolor não tardou, com Aloísio mandando um foguete que chegou a raspar o travessão, bem na forquilha.

Chovia forte na Vila Belmiro, mas o jogo continuava com alto nível técnico e jogado só na bola, com uma ou outra entrada mais ríspida.

O Santos era mais positivo e pressionava.

Marcos Aurélio desperdiçou uma cabeçada imperdoável e o São Paulo especulava nos contra-ataques, recuado em demasia.

Pedrinho era o próprio capeta vestido de branco e com o número 17 às costas, uma alegria que Vanderlei Luxemburgo e o fisioterapeuta Filé devolveram ao futebol.

Aos 20 minutos o gol do Santos estava mais que maduro.

Aos 22, no entanto, Hugo, em mais um contra-ataque, teve duas chances seguidas que Fábio Costa evitou porque está em fase de milagres. Seria o fim do jogo.

Seria, mas não foi.

O árbitro comete seu primeiro erro ao ver um toque inexistente de Edcarlos e Kléber cobra com perigo, mas a bola desvia na barreira.

Jonas e Carlinhos substituíram Rodrigo Tiuí e Rodrigo Souto.

Em seu primeiro lance, Jonas empatou em posição legal, mas a bandeirinha Ana Paulo anulou. Um crime.

Em seguida, Pedrinho passou com arte para Zé Roberto furar a bicicleta que seria a do empate sensacional.

Aos 30, Muricy tirou Souza e pôs Hernanes.

Logo depois, Marcos Aurélio ia fazendo um golaço de letra, mas foi a vez de Rogério Ceni fazer milagre.

Que jogo!

Santos e São Paulo não são líderes por acaso.

Fábio Costa deixou as travas da chuteira na perna de Aloísio e o árbitro não marcou o pênalti, talvez porque o goleiro já tinha a bola sob seu domínio.

Reasco entra no lugar de Ilsinho.

Antônio Carlos e Leandro protagonizam outro lance feio, em dividida anti-profissional.

Ana Paula,de mãos dadas com Vanderlei Luxemburgo (o amor é mesmo lindo), pede desculpas pelo erro no impedimento de Jonas.

Aos 46, a justiça foi feita.

Carlinhos arrancou pela esquerda, entrou em diagonal e fuzilou, no canto de Rogério, sem possibilidade de defesa.

O São Paulo continua invicto.

Mas o Santos continua líder.

 

 

Por Juca Kfouri às 17h02

Deus castiga a quem o craque fustiga

A frase acima é de mestre Armando Nogueira.

E serve como luva para o que aconteceu hoje, em Milão, com Ronaldo Fenômeno.

No clássico entre Inter e Milan, a torcida do mandante o contemplou com vaias a cada vez em que tocava na bola.

Quando fez um gol em impedimento, aos 33 minutos do primeiro tempo, então, o estádio veio abaixo.

Mas, sete minutos depois, o Giuseppe Meazza se rendeu.

Ronaldo recebeu pela direita e fuzilou, de fora da área, de esquerda, no canto do goleiro Júlio César: Milan 1 a 0.

O Inter virou no segundo tempo, manteve sua invencibilidade no Campeonato Italiano, mas teve que apelar com faltas feias para parar Ronaldo, que ainda deu um drible sensacional em Samuel, advertido com cartão amarelo pela maneira como o derrubou.

Foi o oitavo Milan x Inter de Ronaldo, seu quinto gol no clássico (terceiro pelo Milan em cinco jogos).

Ronaldo venceu o clássico duas vezes, perdeu três e empatou três.

Por Juca Kfouri às 11h55

Está no LANCE! deste domingo

A CBF e a Nike encolheram a mítica Seleção Brasileira

Por MARCELO DAMATO



Exaurida pela CBF, Seleção vale hoje para a Nike só 12% da 'Mannschaft'



A mais famosa equipe de futebol, a melhor representação do futebol no planeta.

Um time capaz de parar guerras e de fazer o presidente do Brasil se curvar ao presidente da CBF.

Uma seleção que não perde para os adversários, apenas para si mesma.

A dona do maior contrato de fornecimento de material esportivo do mundo. Opa!

Todas as frases foram ditas sobre a Seleção Brasileira.

Mas a última não vale mais. Nem de longe.

Quando assinou seu primeiro contrato com a Nike, a CBF anunciou que aquele era o maior contrato do tipo já assinado no futebol mundial.

Para receber US$ 160 milhões em dez anos, a CBF aceitou até que a Nike organizasse cinco amistosos da Seleção por ano.

A ingerência da empresa fez a Seleção passar a cruzar o mundo e fazer rarear os amistosos no Brasil.

A interferência gerou uma reação nacional que provocou até uma CPI para investigar o contrato.

Finda a investigação, a CBF e a Nike renegociaram o contrato, retiraram os amistosos e reduziram o pagamento anual médio de US$ 16 para US$ 12 milhões.

Em abril de 2006, o acordo foi renovado até 2018, pelos mesmos US$ 12 milhões anuais.

Pois bem essa mesma empresa fechou um acordo com a federação alemã, para patrocinar a seleção daquele país por oito anos, a partir de 2011, quebrando uma parceria com a Adidas que remontava a 1954.

Para isso, vai pagar 600 milhões de euros, o que dá US$ 786 milhões ou US$ 98,3 milhões por ano.

Isso é mais de oito vezes o valor anual pago pela Seleção Brasileira.

A cada 45 dias os alemães receberão o que os brasileiros recebem por ano.

E os dois contratos terminarão juntos.

Disso, US$ 65 milhões (US$ 8 milhões por ano) terão que ser aplicados no futebol feminino (aqui é quanto mesmo? Zero).

A desvalorização da Seleção reflete o que a CBF tem feito com ela.

Nunca a Seleção foi tão pouco querida dentro de seu próprio país.

Nunca ela jogou tanto, nunca esteve tão ausente.

E não é só porque quase não há mais jogadores daqui jogando nela.

É porque a CBF a transformou numa espécie de circo de luxo, sem vínculos com o Brasil, matando a paixão nacional de fome.

E, sem paixão, o valor da Seleção caiu.

O colunista Marcelo Damato (marcelo@lancenet.com.br) escreve no LANCE! às quintas e domingos

Por Juca Kfouri às 23h10

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico