Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

24/03/2007

A vingança dos estrangeiros

Por GUSTAVO VILLANI

Foi uma grande festa, com exceção ao jogo!

A Plaza Mayor, ponto de encontro obrigatório no centro de Madri, estava tomada de torcedores ao longo do dia.

O clima amistoso entre espanhóis e dinamarqueses ficou quente somente pelos 20°C de sol nesse final de inverno europeu.

Oitenta mil pessoas lotaram o Santiago Bernabéu e viram uma partida, válida pelas eliminatórias da Eurocopa, ruim, quase sem emoção.

Logo aos cinco minutos Nicolas Jensen foi expulso, prenúncio de goleada espanhola.

Pura ilusão!

Não fossem os dois gols no primeiro tempo de Morientes e David Villa - esse último um golaço com direito a "caneta" no zagueiro Gravgaard - teria dormido.

Acontece que o Campeonato Espanhol é tido como um dos melhores do mundo.

Já a Fúria...

A discussão sobre os motivos que levam a seleção a esse sofrível nível técnico é latente nos principais jornais.

A competência dos dirigentes para importar craques é questionável, pois "inibe a revelação de atletas espanhóis", segundo o próprio treinador da seleção Luis Aragonés.

O milionário Real Madri, por exemplo, foi representado nesse jogo contra a Dinamarca somente pelo goleiro Casillas e o time que mais cedeu jogadores foi o Valência, quarto colocado na Liga.

Essas contradições já parecem cansar os torcedores carentes de novos ídolos nacionais e seleções mais competitivas, mas não há perspectivas de mudanças.

Se Ronaldo, Roberto Carlos e Beckham vão embora, por aqui já se fala em Cristiano Ronaldo no Real.

Bem, voltemos ao jogo!

No segundo tempo logo aos cinco minutos o zagueiro Gravgaard descontou para a Dinamarca de cabeça, 2 a 1, e a partir daí a Espanha se retraiu para segurar a vitória.

Fim de jogo, vaias no estádio do Real Madrid, algo comum nos últimos quatro anos sem títulos.

Por Juca Kfouri às 21h13

Verdão com bola e emoção

Não é que o Palmeiras tenha jogado bem contra o Marília, no Palestra Itália, com mais de 15 mil torcedores.

Mesmo sem Valdívia, que tem sido fundamental para o alviverde vencer seus jogos, o Palmeiras jogou, na verdade, muito bem.

Mas só no primeiro tempo, quando marcou duas vezes e obrigou o goleiro adversário a fazer pelo menos duas grandes defesas.

E ainda teve um terceiro gol, de Osmar, mal anulado por impedimento.

Edmundo, então, brilhou de novo.

Deu um passe precioso para o primeiro gol, de William, aos 17 minutos, e tratou de desempatar o jogo, ainda na primeira fase.

Porque o Palmeiras havia tomado o empate, por acidente, gol contra de David ao tentar cortar bela jogada do MAC, pela direita.

No segundo tempo, porém, o Palmeiras cedeu diante da pressão do time interiorano.

Em outro erro de arbitragem, que permitiu um contra-ataque do MAC numa bola que era alviverde, o veterano Basílio empatou, aos 24, ele que havia entrado aos 14.

Aí, deu pânico, porque recrudesceu a síndrome do Parque Antarctica.

E no minuto seguinte o Marília perdeu gol feito, com Wellington Silva, que chutou no travessão.

Era hora de Edmundo reaparecer.

De cabeça ele serviu Michael com maestria e o Palmeiras desempatou, aos 31.

Ufa!

Não houve mais sustos, então, pois o Verdão reassumiu o completo controle do jogo e o quarto gol só não saiu por detalhes.

Seria mesmo uma injustiça pela diferença havida no primeiro tempo. 

Enquanto isso, em Bauru, o Noroeste provou que virou o fio, perdeu para a Ponte Preta (3 a 2) e deu adeus à sonhada classificação.

Por Juca Kfouri às 19h01

Flu é o fim da picada

Vi mal e mal vi o jogo em que o Madureira ganhou do Fluminense, agora há pouco em Moça Bonita. por 1 a 0.

Fiz bem.

O Fluminense é irritante.

E deu adeus ao campeonato estadual.

Agora, no semestre, só resta a Copa do Brasil.

Pouco para quem gastou tanto.

E o América de Natal não está morto.

Como está o presidente do Flu, depois de tanta lambança na hora de contratar, de chorar porque é criticado pela imprensa e demitir um jogador que deveria ajudar.

Por Juca Kfouri às 16h26

Um passeio em Gotemburgo

O Chile começou no ataque, como se não fosse o Chile.

Mas era.

E logo se deu conta disso, porque a Seleção Brasileira tomou conta da partida, tamanha a diferença técnica entre os dois times.

E, já aos 15 minutos, o árbitro norueguês cumpriu a regra ao marcar empurrão em Gilberto dentro da área: pênalti, sem a complacência política e malemolente da arbitragem brasileira.

Ronaldinho Gaúcho fez 1 a 0, quase dois anos depois do último gol que marcou com a camisa nacional.

A bola ficava nos pés brasileiros, sem grande esforço.

Aos 30, Daniel Alves achou Kaká dentro da área e o camisa 10 da Seleção deu um tapa de rara classe na bola para aumentar: 2 a 0.

Camisa 10 que Pelé usou na primeira conquista de Copa do Mundo do Brasil, quase 50 anos atrás, na mesma Suécia.

Os chilenos começaram a bater, algo que fazem razoavelmente bem.

Brilhar mesmo, na Seleção Brasileira, ninguém precisava, mas Kaká, aqui ou ali, brilhava.

Ronaldinho, discreto, vestia a 7, que Mané Garrincha celebrizou sim, embora, na Copa de 1958, tenha jogado com a 11, que hoje estava em Robinho, mais atrevido.

O segundo tempo começou com show.

Robinho deu de bicicleta na trave e perdeu no rebote o terceiro gol.

Que veio logo aos 4, com Ronaldinho, cobrando falta.

Como estava fácil, 10 minutos depois o zagueiro Juan foi lá na frente complementar um cruzamento de Robinho que Ronaldinho tocou de puxeta para ele fazer 4 a 0.

E precisava de mais?

Dunga viu que seu trio não apenas pode, mas deve jogar junto.

Para preocupação do técnico chileno, alemão, argentino, italiano, francês, inglês...

Notas

Júlio César viu o jogo e uma bola na trave - 7

Daniel Alves foi bem e ainda tem mais a mostrar - 7

Lúcio xerifou como sabe - 7,5

Juan é o gêmeo oposto do companheiro - 8

Gilberto jogou com a seriedade de sempre - 7

Gilberto Silva, como o xará - 7

Elano teve dificuldade para se achar na nova função e se machucou - 6,5

Mineiro conhece melhor a posição por ali - 7

Kaká foi o melhor em campo - 8,5

Ronaldinho jogou discretamente. Só fez dois gols... - 7

Fred apareceu pouco, mas bem - 6,5

Robinho faz coisas que até Deus duvida - 7,5

Dudu Cearense, Vagner Love e Diego jogaram pouco e mantiveram a média 7.

Dunga leva 10 pela escalação e 7 pela atuação do time - 8,5

Por Juca Kfouri às 12h53

23/03/2007

Está no Correio Braziliense de hoje

Por Juca Kfouri às 13h18

O Brasil de olho no Maracanã

Sim, o fim de semana tem uma porção de jogos pelo país afora.

Mas o mundo do futebol estará com um olho nos seus jogos mais próximos e outro no Maracanã.

Não exatamente porque Vasco e Flamengo vão jogar, o que é sempre uma atração.

Mas especialmente porque Romário vai jogar, em busca de seus 1000 gols.

Muito já se disse, discutiu, divergiu e concordou sobre o alegado milésimo gol do Baixinho.

Há até quem na imprensa esteja mandando a exatidão da informação às favas pela emoção de homenagear um gênio do futebol que, de fato, merece todas as homenagens.

Mas mesmo os que não se curvam diante do clamor ufanista, uma coisa reconhecem: se Romário ficará feliz ao alcançar os 1000 neste domingo, e faltam só dois gols segundo suas anotações, todos os amantes do futebol podem festejar a felicidade dele.

Porque Romário merece.

Por Juca Kfouri às 01h25

22/03/2007

Ninguém é tão 100% como o Santos na Libertadores!

O estádio de La Plata estava mais vazio do que cheio, o gramado era ótimo e o time do Santos muito melhor do que o do Gimnasia Y Esgrima.

Para ajudar ainda mais, logo de cara, aos 2 minutos, Zé Roberto deu para Kléber que deu para Rodrigo Tiuí, tudo pela esquerda, e a defesa argentina falhou ao tentar cortar o cruzamento que ficou ao feitio de Marcos Aurélio para fazer 1 a 0.

Aí, o Santos passou a jogar no ritmo que tem imposto aos pequenos no Campeonato Paulista.

Foi levando.

Em outra bobeada da defesa argentina, bola roubada e Tiuí derrubado pelo goleiro.

Faltavam ainda 10 minutos para acabar o primeiro e seria o bastante para acabar com o jogo.

Mas Cléber Santana bateu o pênalti na trave.

Impossível não lembrar do São Paulo, ontem, no México.

Fato é que os argentinos se animaram e obrigaram Fábio Costa a fazer duas extraordinárias defesas, uma numa cabeçada à queima-roupa e outra num chute potente, do bico da área pela direita, aos 36 e 37 minutos.

Maldonado começava a fazer falta para impedir a liberdade de ação dos adversários.

Como seria o segundo tempo?

Logo aos 4 minutos o Gimnasia bateu uma falta, da entrada da área, na trave, com Fábio Costa batido.

Mas, também, foi tudo o que aconteceu até os 14, quando Zé Roberto chutou da entrada da área, marcado por dois, para defesa do goleiro.

Só que o Santos tinha perdido o controle do jogo.

E foi pressionado.

Nada demais, diga-se, além de um gol sofrido em impedimento bem marcado pela firme arbitragem uruguaia, quase sem erros e rigorosa contra o jogo violento.

Aos 42, aliás, por pouco Tiuí não ampliou, numa cabeçada na pequena área.

E o castigo veio a cavalo, no contra-ataque seguinte, numa cabeçada inapelável de Leal diante de Fábio Costa.

Então, de novo, o Santos teve que jogar.

Kléber bateu o lateral para dentro da área, Pedrinho deu de calcanhar precioso para Zé Roberto pegar um tirambaço e estufar a rede platina.

Então, só restava ao árbitro acabar com o jogo.

Porque se o Gimnasia empatasse o Santos faria mais um, ora se faria.

Se o Necaxa também está 100%, com nove pontos em três jogos, o Santos não só já está garantido nas oitavas-de-final, como o Flamengo, como tem 12 pontos em quatro jogos, ou seja, é mais 100% do que qualquer outro -- se é que isso é possível...

Por Juca Kfouri às 19h56

Renato Silva e o crime

A lei antidrogas brasileira procura punir o traficante e assistir o viciado.

Por exemplo, dando-lhe a garantia da confidencialidade, do sigilo, da proteção de sua intimidade, enfim.

O dependente químico é, antes de mais nada, um doente.

O que estão fazendo, mais uma vez, com um atleta pego no antidoping é simplesmente criminoso.

Com um bom advogado o zagueiro Renato Silva que, ao que tudo indica, terá seu contrato com o Fluminense rescindido, processa o clube e quem tornou público o que deu em seu exame. 

Processa e ganha.

Atletas norte-americanos já o fizeram por razões semelhantes e ganharam gordas indenizações por danos morais irreparáveis.

Por Juca Kfouri às 19h42

O gol e João Motorista

Por GUSTAVO KRAUSE

Virou insuportável lugar-comum comparar o êxtase do gol com o prazer orgástico. Não que lhe faltem semelhanças, mas o gol é uma sensação avassaladora para quem faz, para quem leva e para as multidões que assistem, Diz um irreverente amigo meu "o prazer do gol é a soma do prazer de namorar beijando (olha o eufemismo aí!); sonhar voando; brincar o carnaval cheirando lança-perfume (Rodouro, é claro)".

Um momento tão gostoso não merecia o monossílabo - gol - que, para ficar grande, a gente enche de "o": goooool! É coisa de inglês (goal, tradução, sem a menor graça: objetivo) que submete o fogo da paixão à métrica da razão. Se o futebol tivesse nascido no Brasil, o gol teria muitos nomes e todos com muitas sílabas que nem faz a criatividade brasileira com a bola (gorduchinha, pelota) e com as partes pudendas da anatomia humana (impublicáveis). Que tal dar o nome de "vatapá"? Pelé driblou o primeiro, o segundo, o terceiro, chutou: v-a-t-a-p-á!; vatapá de letra ( de bicicleta, de voleio, de bate-pronto, de chaleira etc...). ou, então, "pororoca", "maracatu", "voçoroca", "ziriguidum", etc... Nomes, enfim, que enchessem nossas bocas na mesma intensidade com que o gol enche nossas almas.

Entretanto, o que faltou em palavra para traduzir a dimensão sensorial, sobrou em gesto na comemoração do gol.

Antes da era Pelé, a celebração acontecia com abraços em festa coletiva. Depois, o "Rei", que inventou um jeito de cobrar pênalti, cabecear, driblar, amortecer no peito, conduzir e passar a bola, defender-se das botinadas, inventou, também, um jeito peculiar de comemorar o gol: corria para a torcida e num salto espetacular, como se quisesse alcançar o céu, dava um soco no ar, esculpindo a estética da glória. Por mais de mil trezentas vezes, uma espécie de homem vitruviano, feito de carne e osso por Dondinho e Celeste, exibia, em pleno vôo, a divina proporção da perfeição atlética.

A partir de então, a coreografia do gol assumiu várias formas. Reinaldo e Sócrates simbolizavam, estáticos, convicções políticas erguendo o punho fechado. Ademir da Guia que, na terra do samba, jogava futebol como se estivesse valsando em salões vienenses, engolia a alegria no momento sublime do gol. O filho de Domingos era um artista que pisava nos astros, aparentemente distraído e ilusoriamente lento, cujo estilo foi reverenciado pela arte poética de João Cabral ("Ademir da Guia impõe com seu jogo ritmo líquido se infiltrando no adversário...").

Com a invasão do "marketing" na vida das pessoas, "ciência" que tanto realça verdades como vende mentiras, os jogadores fundaram "a coreografia do gol", usando vários enredos na encenação do espetáculo.

O enredo religioso inspira a coreografia "Deus é pai". Consiste em se benzer (o primeiro que vi foi checo Petras, ajoelhado, ao fazer o primeiro gol do jogo contra o Brasil , Copa de 70: os santos não impediram o 4 a 1 com show de Pelé.), apontar para o céu em gesto de gratidão e, quando era permitido, enviar mensagens bíblicas.

Por sua vez, o enredo afetivo tem coreografia para todo gosto: a coreografia "marido apaixonado" (o beijo na aliança e desenho do coração) e do "pai coruja", ninando o bebê que já chegou ou saudando o que está a caminho com a bola embaixo da camisa. 

 

O repertório não para por aí. Tem a coreografia que imita as danças da moda e o beijo hipócrita no escudo do clube.

Para mim, vale tudo na comemoração do gol, exceto qualquer manifestação que soe menosprezo ao adversário e a esquiva egocêntrica do artilheiro ao cumprimento dos companheiros, negando ao futebol a virtude do equilíbrio entre o talento individual e a solidariedade coletiva.

E o que tem "João Motorista" com essa conversa toda?

Duas razões me levaram a escrever este artigo. A inusitada comemoração de um gol de Tico Mineiro da Caldense que descalçou e usou a chuteira como telefone e a lembrança de João Motorista, goleador do segundo time do Arte da Torre.

Embora ruim de bola, João era beneficiado pelos boleiros tarados (entre eles, eu) que jogavam no primeiro time, mas (haja fôlego!) davam uma "mãozinha" no time de baixo, pelo menos, um tempo. Eram goleadas homéricas e João, o artilheiro. A cada gol ele corria para galera e repetia, à exaustão, a mímica do seu grande feito. Delírio.

O tema tão atual me remete aos extintos campos de várzea, à alegria das tardes de domingo, aos encantos do subúrbio e seus notáveis personagens dentre os quais não esqueço Juvenal Matias que dizia na preleção: "Aelço (Aécio), o objetivo é o gorro (gol); seu Ivanildo, com a célebre heresia: "Chico Motozinho é melhor do que Pelé" e João Motorista, o pioneiro do marketing coreográfico na celebração do gol.

Por Juca Kfouri às 14h53

Santos, em nome da honra

Está nos pés do Santos honrar a imagem dos clubes brasileiros como visitantes neste momento da Libertadores.

Inter, Grêmio e São Paulo se deram mal na rodada.

E o time santista tem tudo para se sair bem hoje à noite, às 19h, na Argentina.

Mesmo sem Maldonado, por causa desse inútil amistoso entre Brasil e Chile.

Porque o Gimnasia Y Esgrima poupou seus titulares para o primeiro jogo, com vistas ao clássico diante do Boca Juniors, e saiu com três gols na bagagem da Vila Belmiro.

Diante do Boca, contudo, levou mais cinco.

Claro, hoje também buscará salvar seu nome .

Mas o do Santos é infinitamente maior.

 

Por Juca Kfouri às 10h36

21/03/2007

Confirmação mineira e surpresas baianas

Ipatinga e Palmeiras fizeram um bom jogo.

E os mineiros, em casa, confirmaram seu favoritismo.

Foram um pouco superiores no primeiro tempo e fizeram por merecer o 1 a 0 inicial.

Mas os palmeirenses foram melhores no segundo, embora sem conseguir fazer o gol do empate.

Ao contrário, no último minuto, ainda sofreram o segundo gol.

A vida será dura, duríssima, no jogo de volta.

Surpreendente mesmo foi a goleada do Vitória sobre o Atlético Paranaense, que vinha cheio de moral em função das boas apresentações recentes no Campeonato Paranaense.

Os 4 a 1 do Barradão dificilmente serão revertidos na Arena da Baixada.

Aliás, o futebol baiano pintou e bordou, porque ao empatar 3 a 3 com o Goiás, o Bahia seguiu adiante e eliminou o time goiano.

Por Juca Kfouri às 22h52

No 30o. jogo, vacilo no México

O São Paulo não deu bola para o Necaxa no começo do jogo.

Mas deu uma relaxada e tomou dois sustos.

Daí, depois dos 40, Jadílson quis cruzar e fez 1 a 0.

Um minuto depois, pênalti em Aloísio, para liquidar o jogo.

Mas Rogério Ceni bateu mal, no meio de gol, perdeu a chance de se transformar no maior artilheiro tricolor na Libertadores e continuou sem marcar de falta neste ano, além de ter desperdiçado sua segunda penalidade máxima na temporada (a outra foi contra o Juventus).

O segundo tempo seria mais complicado do que deveria ser.

Logo no primeiro minuto Rogério redimiu-se, ao fazer grande defesa em cabeçada do brasileiro Kléber, ex-Furacão.

Aos seis foi a vez de Miranda salvar a pátria.

Mas, 10 minutos depois, não deu.

Num rápido contra-ataque, Kléber empatou, com justiça.

Aos 22, Aloísio e Josué perderam o gol do desempate e, aos 24, em linda jogada, foi o Necaxa que desempatou, para pôr fim a 29 jogos e quase seis meses sem perder dos brasileiros.

O Necaxa, como o Santos, tem nove pontos em três jogos.

São Paulo e Audax Italiano têm quatro. 

Por Juca Kfouri às 22h43

Mengo, em belo jogo

Flamengo e Paraná Clube fizeram um primeiro tempo bem disputado no Maracanã com menos gente do que se esperava.

O Flamengo foi melhor e perdeu as melhores chances de gol, embora tenha sido auxiliado pela arbitragem que deveria ter expulsado Juan de campo.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo, com o Flamengo ameaçando mais, mas com o Paraná Clube contra-atacando com perigo.

Aos 12, Juan cabeceou na trave e depois obrigou Flávio a fazer grande defesa.

Aos 14 foi a vez do paranista Josiel mandar na trave de Bruno.

Depois, Dinélson bateu falta, Bruno relou na bola que explodiu no travessão.

O político Carlos Eugênio Simon aliviou outra vez para o Flamengo, ao deixar de dar o cartão vermelho para Souza.

Souza que aos 38 minutos perdeu gol feito, foi vaiado, ouviu o coro que aclamava o ausente Obina e, aos 39, fez bela jogada e só não marcou por um triz.

Aos 41, de cabeça, Souza desencantou.

Fez o gol da vitória, da classificação, da liderança folgada e foi ovacionado, como é de lei.

O Paraná Clube nem merecia perder.

Mas o Mengo mereceu vencer.

Por Juca Kfouri às 22h41

O 999o. por um travessão

Romário só entrou no gramado do Mané Garrincha aos 12 minutos do segundo tempo.

E o Vasco, contra 10 desde os 33 do primeiro tempo, perdia por 1 a 0, desde os sete do segundo.

Na volta para o segundo tempo, Romário admitiu, com sua velha sinceridade: "Estou ansioso, sim. E nervoso".

Romário só tocou na bola pela primeira vez aos 16.

Para dar nova saída, pois o Gama marcara 2 a 0.

Daí ele deu um belo passe aqui, outro ali e, aos 33, mandou no travessão, na pequena área.

Fábio Brás pegou o rebote e diminuiu para o Vasco.

Aos 44, Abedi empatou.

O que evitou um vexame vascaíno.

O Vasco joga por um simples 0 a 0 em São Januário.

E os 1000 do Romário ainda esperam um pouco mais.

Vasco e Flamengo terão Maracanã lotado no domingo.

Por Juca Kfouri às 21h30

Romário MAIOR que Pelé

Por ANDRÉ RIZEK

É isso mesmo o que você está lendo aí em cima... Romário maior que Pelé. Pelo menos em uma coisa: gols marcados em competições oficiais.

Para quem diz que Placar não respeita o Baixinho porque não avalizamos a sua lista com 998 gols (contar gols nas categorias de base e em peladas de casados x solteiros não faz parte de nossos critérios), eis a capa da edição de abril, que começa a chegar sexta-feira nas bancas.

Trabalho do pesquisador Severino Filho mostra que o Rei marcou de 1957 a 1977 nada menos que 720 gols em torneios oficiais, jogando como profissional. Campeonato Brasileiro, Copa do Mundo, Campeonato Norte-Americano, Copa Rocca... Se o jogo é de campeonato, entra na lista. Ao todo, foram 63 torneios oficiais disputados por Pelé.

Romário jogou mais torneios: 87. Sua média é menor. Mas em números absolutos está para superar o Rei. Marcou de 1985 a 2007 a bagatela de 716 gols em competições oficiais (como profissional). Ou seja: depois de marcar aquele que considera o seu gol mil, o Baixinho estará a dois gols de se igualar a Pelé como o maior artilheiro de competições oficiais da história do futebol.

E ainda tem mais. Romário foi artilheiro em 27 competições (das 87 que disputou). Pelé foi o goleador em 24 (nas 63 que disputou).

Fica claro aqui que, na média, Pelé ainda é insuperável. Estamos falando de números absolutos, quantidade de gols. Como se fala de número absolutos (e não em média de gols) para dizer que Ronaldo é o maior artilheiro da história das Copas, que Souza foi o goleador do Brasileiro de 2006.

O mais curioso disso tudo: Romário estás prestes a superar Pelé e nem sabia disso...

http://cartabomba.blig.ig.com.br



Por Juca Kfouri às 12h57

O Palmeiras em Ipatinga

O bom momento do Palmeiras corre risco hoje à noite em Ipatinga, às 21h45.

Sem Edmundo, poupado, e Valdívia, na seleção chilena, os paulistas enfrentam um time que deixou de ser zebra já faz tempo.

Está correta a política de não expor Edmundo a dois jogos por semana, embora fosse possível levá-lo para, ao menos, ficar no banco como uma opção para, digamos, situações de emergência.

O palmeirense mais otimista sonha com a possibilidade de vitória por dois gols, para eliminar o jogo de volta.

O mais realista deve se dar por feliz se o time voltar de Minas com um empate.

Por Juca Kfouri às 08h41

Escolha entre o São Paulo e Romário

O São Paulo joga hoje em Aguascalientes, no México, contra o Necaxa.

Joga contra o líder do seu grupo, seis pontos em dois jogos.

Mas último colocado no Campeonato Mexicano, no turno de Clausura.

Já o tricolor brasileiro é vice-líder tanto de seu grupo na Libertadores como do Campeonato Paulista.

E está há impressionantes 29 jogos invicto.

O jogo é às 21h45 e rivaliza em atração com o do Vasco, pela Copa do Brasil, contra o Gama, no Distrito Federal, às 20h30.

Porque tem Romário no Planalto, e onde tem Romário tem expectativa.

Ah, é claro, na mesma hora do São Paulo tem Flamengo e Paraná Clube, no Maracanã, também pela Libertadores.

Uma vitória carioca assegurará vaga ao rubro-negro nas oitavas-de-final da Libertadores.

Com Dinélson, que não jogou na derrota paranista no jogo de Curitiba, o Paraná Clube espera surpreender.

Surpreender mas nem tanto.

Em sete jogos entre os dois no Rio, o tricolor ganhou nada menos do que cinco e perdeu apena um.

Por Juca Kfouri às 01h03

20/03/2007

Só falta a lona...

Acabou a reunião.

Márcio Braga não pediu a saída de Mustafá Contursi, dizendo que o fará por escrito porque seria deselegante fazê-lo na ausência do ex-cartola do Palmeiras.

Sei, sei...

Fábio Koff também recuou de processar Braga.

Diz que processará a "Folha".

Sei, sei...

E Roberto Horcades, o presidente do Fluminense, reclamou com Luís Fernando Lima, da Globo, porque tem sido muito criticado por Renato Maurício Prado.

Sei, sei...

Para virar circo só falta mesmo a lona.

Por Juca Kfouri às 19h05

Pega fogo no Clube dos 13

A reunião do Clube dos 13 transcorre em clima de absoluta tensão.

Fábio Koff, seu presidente, abriu os trabalhos informando que interpelará Márcio Braga judicialmente, responsabilizando-o pela denúncia da "Folha de S.Paulo" de hoje (veja duas notas abaixo).

Braga avisou que mostrará seus motivos ao fim de reunião, quando, também, deverá formalizar o pedido de saída de Mustafá Contursi, braços direito e esquerdo de Koff, da entidade.

A apresentação da Globo Esporte sobre os números de seu contrato com o Clube dos 13 foi interrompida por Eurico Miranda, que atacou a Globo, dizendo-se cansado de ser criticado por quem já ajudou tanto em outros tempos.

Miranda certamente se sente mais respaldado agora pelo surgimento de um concorrente como a Rede Record.

O diretor de esportes da Globo, Luís Fernando Lima, tentou responder, mas Koff determinou que também deixasse para o fim da reunião.

Imagina-se que a reunião demorará ainda mais quatro ou cinco horas.

Por Juca Kfouri às 16h53

Está no Estadão de hoje

Fifa não vai reconhecer a marca do Baixinho

Jamil Chade

A notícia de que Romário está a dois gols do milésimo foi parar no site da Fifa. A entidade reproduziu ontem texto sobre o jogador, feito por uma agência de notícias depois da partida em que o Vasco goleou o Boavista por 6 a 2, quando Romário marcou três vezes e chegou a 998 gols. Mas a entidade garantiu que não irá de forma alguma reconhecer que o Baixinho tenha marcado mil vezes. E não apenas porque os números são baseados em uma contabilidade particular feita pelo artilheiro.

'Não mantemos uma conta dos gols marcados por nenhum jogador', afirmou um porta-voz da Fifa, em declaração à agência DPA. 'A Fifa apenas mantém o registro de gols de um jogador em competições organizadas por ela.'' Ou seja, a entidade só divulga o número de gols marcados por um jogador em uma Copa do Mundo ou Mundial de Clubes.

No entanto, para jornalistas em Zurique que acompanham a Fifa há vinte anos, a publicação da matéria sobre Romário no site seria um reconhecimento ao jogador por sua carreira e por seu desempenho em Copas. O atacante do Vasco teve participação destacada no Mundial de 1994, nos EUA, quando o Brasil conquistou o tetracampeonato.

Na Europa, os gols de Romário também chamam a atenção da imprensa. Embora alguns alertem para o fato de que o Baixinho é tão criativo dentro de campo com a bola como fora dos gramados ao fazer contas, jornais de praticamente todos os países do continente já apontam que o milésimo gol está próximo. Para alguns, a busca pela marca se tornou uma obsessão para o Romário. Já outros consideram que o jogador fará parte em breve do verdadeiro 'Dream Team' do futebol mundial.

Por Juca Kfouri às 12h52

Tensão no Clube dos 13

Daqui a pouco o Clube dos 13 fará uma reunião em São Paulo.

Em pauta, dois assuntos delicados e um terceiro, explosivo.

Os delicados:

1. Proposta de expulsão de Mustafá Contursi da entidade, já que ele não representa mais o Palmeiras;

2. Diante da óbvia possibilidade de conversão de parte do Clube dos 13 aos preceitos da milionária Igreja Universal do Reino de Deus, clubes grandes como Flamengo e São Paulo foram procurados pela Rede Globo para discutir eventuais contratos em separado, caminho que há muito tempo deveria ter sido o percorrido;

O explosivo:

3. A denúncia de hoje, do repórter Rodrigo Mattos, da "Folha de S.Paulo", que revela que o Clube dos 13 pagou um ágio de R$ 11 milhões à agência de viagens Palla, de Wagner Abrahão, o mesmo empresário, íntimo amigo de Ricardo Teixeira, que era dona da SBTR, investigado e denunciada pela CPI do Futebol, no Senado Federal.

Abrahão chegou a ficar preso em Paris, durante a Copa de 1998, por não ter entregue ingressos vendidos a torcedores brasileiros.

Por Juca Kfouri às 12h34

O Palmeiras está livre para voar

Não bastasse o bom momento que atravessa dentro de campo, fora dele o Palmeiras conseguiu nova e importante vitória para seu futuro:

Serafim Del Grande, candidato da atual diretoria, ganhou a eleição para o Conselho Deliberativo do clube, com 146 votos contra 110 de seu opositor.

De quebra, a diretoria do clube elegeu também o vice-presidente do Conselho.

Ou seja, fez barba e cabelo.

E derrotou definitivamente o ex-presidente Mustafá Contursi que ficou 12 anos na presidência, período em que o time caiu para a Segunda Divisão do futebol brasileiro.

É verdade que também em sua gestão o Palmeiras ganhou títulos importantes como os de campeão brasileiro e da Libertadores.

Mas, lembremos, eram os tempos da parceria com a Parmalat, que não foi feita por Contursi e sim por gente que ele deixou a ver a navios em seguida.

Gente que hoje está de volta ao comando do clube, como próprio Serafim Del Grande e o professor Luiz Gonzaga Beluzzo.

Por Juca Kfouri às 00h17

19/03/2007

Futebol é torcedor na rede

A Fifa exige que os estádios ofereçam lugares sentados a todos os torcedores.

Pois eis que no Ceará foi dado um passo adiante, como mostra a foto de Francisco Fontenelle, publicada hoje no jornal "O Povo", de Fortaleza.

O torcedor armou sua rede para ver, segundo o jornal, um sonolento Ceará 2, Ferroviário 1.

Por Juca Kfouri às 17h03

Ainda sobre os 1000 do Baixinho e a Fifa

Ontem, aqui no UOL e em outros portais, noticiou-se que a Fifa aceita a contagem de Romário e até a compara com a de Pelé.

Não é bem assim.

A página da Fifa apenas reproduziu uma notícia da agência Reuters (como pode ser visto abaixo, em inglês).

É importante distingüir o noticiário reproduzido pela Fifa, de diversas fontes, do que é oficial, as decisões de sua direção.

E o que a Reuters diz, no limite, é igual ao que se diz por aqui, como está grifado abaixo:" Romário inclui gols dos tempos de junior e amistosos. Pelé também incluiu gols de jogos não oficiais".

É isso mesmo. Ambos contabilizam gols de jogos que não são oficiais, mas só o Baixinho soma gols dos tempos em que não era profissional.

A divergência é exatamente, e só, essa.

O mais curioso é que com toda a polêmica, e nisso Romário também é gênio, porque se mantém em evidência (basta ver neste blog que tem quem ataque o blogueiro por ser "contra"o Romário e tem quem ataque o blogueiro por ser "a favor"...) e faz todos discutirem o tema, o que leva a ter passado despercebido que ontem ele atingiu 900 gols como profissional, segundo jogador da história do futebol a conseguir tamanha façanha.

Lembremos que para os 1000 ele contabiliza 77 gols como amador e mais 21 não apenas de amistosos, mas de jogos "entre amigos", o que, definitivamente, não vale.

Leia abaixo a matéria que saiu na página da Fifa e a confira também em  http://www.fifa.com/en/WorldLeagues/index/0,4643,133822,00.html?articleid=133822

 

Brazil
Romario treble takes tally to 998
(REUTERS) 17 Mar 2007

Former Brazil striker Romario took his career tally, according to his own records, to 998 goals on Saturday after scoring his third hat-trick of the year.
Romario's goals came in a 20-minute spell in the second half as he helped Vasco beat modest opponents Boavista 6-2 in the Carioca (Rio de Janeiro state) championship.

The 41-year-old former Barcelona and PSV Eindhoven player scored with a header, a penalty and a left-foot shot to drag Vasco from 2-1 down to 4-2 ahead.

"A few years ago, everybody thought my career was finished," Brazil's 1994 FIFA World Cup™ winner told reporters. "But there's the reply. I'm going to be the second to reach this milestone," he said, referring to the 1,000-goal target which Brazilian Pele passed in 1969.

Romario's tally includes goals scored in junior and youth team matches, plus friendlies. However, Pele's total also included numerous goals which would not nowadays be classed as official.

Vasco's next match is a Copa Brasil tie away to Brasiliense on Wednesday. They then face arch-rivals Flamengo - another of Romario's former clubs - at the Maracana stadium, his favourite stage.
 

 

Por Juca Kfouri às 15h39

Um domingo e três ressurreições

Um brasileiro ressurgiu no Santiago Bernabeu, em Madri, ontem.

Robinho entrou em campo no segundo tempo de um jogo em que o Real Madri jogava muito mal e apenas empatava sem gols com o frágil Gimnàstic, penúltimo colocado do Campeonato Espanhol.

Robinho fez o primeiro gol, iniciou com um passe de cinema a jogada do segundo e último gol do Real, além de ter mandado um tirambaço na trave.

Fabio Capello há de estar coçando a cabeça para saber como manter o brasileiro na reserva.

Um clube grande paulista também ressuscitou ontem, no Pacaembu, em São Paulo.

O Corinthians ganhou do Noroeste por 2 a 1 aos 48 minutos e 16 segundos do segundo tempo, gol do jovem Daniel Grando, isso mesmo, Grando, embora já esteja sendo chamado de Daniel Grande.

Ainda está difícil, mas o Corinthians, ao menos, já pode sonhar de olhos abertos com uma eventual classificação para as semifinais do campeonato estadual.

E outro grande de São Paulo ressurgiu como candidato ao título do Campeonato Paulista.

O Palmeiras derrotou o Sertãozinho, em Sertãozinho, por 4 a 2 e já está entre os quatro primeiros, com a vaga nas finais na dependência apenas de seus resultados.

E o Palmeiras tomou um gol logo de cara, sem se afligir, ao contrário, pois rapidamente virou o jogo, com direito a um golaço de Martinez, um belo jogador que não deu sorte no Cruzeiro e que revive seus melhores momentos dos tempos no Guarani.

Por Juca Kfouri às 01h19

18/03/2007

Botafogo vence à gaúcha

Os clássicos do Campeonato Carioca têm se caracterizado por serem disputados de maneira aberta e com muitos gols.

Mas este Botafogo e Fluminense, com 25 mil pessoas, menos gente do que se supunha, fugiu à regra.

Mais parecia um Gre-Nal que um "Clássico Vovô", tamanha a intensidade da disputa.

Dodô teve uma boa chance de gol, Alex Dias outra e Carlos Alberto perdeu um pênalti, cometido em Soares, bem defendido por Júlio César, tudo no primeiro tempo.

E o Botafogo ainda teve um impedimento muito mal marcado, para variar, quando era clara a chance de gol com Lúcio Flávio.

O segundo tempo começou com o Fluminense no ataque e logo de cara Soares perdeu um gol imperdível, em passe de Carlos Alberto pela esquerda.

Mas Botafogo equilibrou as coisas, Juninho exigiu uma defesaça de Fernando Henrique e o jogo ficou lá e cá, imprevisível, com superioridade alvinegra.

Aos 21 minutos, Diguinho, que matava a pau, teve liberdade para chutar de fora da área e fazer 1 a 0 para o Glorioso.

O Botafogo não recuou e quase não teve sua vitória ameaçada, a não ser por novo pênalti, aos 34 minutos, este não marcado pela arbitragem e, aos 39, por uma chance com Alex Dias que Júlio César defendeu bem.

Túlio foi expulso e o time de Cuca teve que defender sua vantagem com 10 jogadores nos nove minutos finais.

E o tricolor perdeu sua primeira partida com Joel Santana e vê muito complicada a sua situação com vistas à final diante do Flamengo.

 

 

Por Juca Kfouri às 19h07

O Palmeiras entre os quatro!

Hoje ficou bem clara a qualidade do trabalho de Caio Júnior.

O Palmeiras tomou um gol logo de cara em Sertãozinho e, ao contrário do que acontecia até bem pouco tempo, não deu a menor pelota.

Continuou a jogar com a consciência de que era melhor e virou rapidamente, com um belo gol de Edmundo em jogada com Valdívia e com um golaço, uma pintura, do bom Martinez depois de corta-luz com Edmundo.

Gol com direito a caneta e toque final com a ponta da chuteira, que aquilo não é bico.

E o Palmeiras só não fez 3 a 1, com Osmar, porque o bandeirinha errou numa sinalização de impedimento de Leandro, a exemplo do que aconteceu tantas vezes no Pacaembu um pouco antes.

O que irrita é ver os auxiliares não se valerem do direito à dúvida e não deixarem as jogadas seguirem, prova também da má orientação por parte da direção da arbitragem.

Mas o 3 a 1 veio logo no recomeço do jogo, em jogada de Michael para Osmar concluir.

O jogo parecia liquidado, mas pareceu por pouquíssimo tempo porque, em seguida, o Sertãozinho diminuiu.

O jogo era muito bom.

Tanto que aos 9 minutos Edmundo fez 4 a 2, de pênalti, cometido infantilmente sobre Valdívia.

Se o Campeonato Paulista terminasse hoje, Santos x Palmeiras e São Paulo x São Caetano fariam as semifinais.

Por Juca Kfouri às 19h05

Grande Daniel!

O Corinthians derrotou o Noroeste por 2 a 1, no último minuto com gol do menino Daniel Grando, que entrou no lugar de um preguiçoso Amoroso.

Como o Paulista perdeu em Bragança Paulista, o Corinthians volta a ter boas chances. 

O Noroeste mostrou mais futebol e domínio do jogo, mas não honrou seu favoritismo.

Ao contrário, foi favorecido por erros de arbitragem, embora também tenha sido vítima de dois impedimentos mal marcados por péssimos auxiliares no Pacaembu.

Só que os erros contra o Corinthians foram mais graves: um pênalti sobre Wilson não marcado no primeiro tempo e, também, mais dois impedimentos.

Um deles resultou em pênalti sobre o mesmo Daniel Grando, marcado pelo árbitro que teve de voltar atrás diante da assinalação errada de sua auxiliar.

Aos 34 minutos, o Norusca ficou reduzido a 10 jogadores e o Corinthians tanto martelou que acabou por conseguir o resultado salvador.

Com justiça, diga-se.

Por Juca Kfouri às 17h03

Santos na toada

O Santos jogou com um time misto, saiu atrás do Ituano, empatou ainda no primeiro tempo com Carlinhos e virou no segundo, com um belo gol de Marcos Aurélio.

No fim, botou Zé Roberto e Cléber Santana em campo para assegurar a liderança do Campeonato Paulista.

Na boa.

Por Juca Kfouri às 16h55

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico