Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

07/04/2007

E não é que deu Corinthians?

Contra o inexistente América, o Corinthians fez seus melhores 45 minutos nesta temporada, no primeiro tempo, no Pacaembu.

Verdade que o time de Rio Preto ficou com 10 desde os 12 minutos iniciais, graças à expulsão de um cavalo chamado Marcos Paulo que pegou Roger de maneira mais do que criminosa.

E olhe que essa tal de melhor atuação resultou num magro 1 a 0, gol de Magrão, aos 27, de cabeça.

O segundo tempo foi o horror de sempre.

Só teve um pouco de futebol depois que Lulinha, aos 15 minutos, entrou e campo e deu dois belos chutes a gol de fora da área, aos 27 e 41.

Por acaso, aos 35, Carlão fez o segundo.

E o São Caetano, de virada, derrotou o São Bento no ABC, 2 a 1, e obrigou os palmeirenses a torcerem feito loucos pelo Sertãozinho que, amanhã, em casa, recebe o Bragantino. 

Por Juca Kfouri às 19h07

Não se irrite, palmeirense. Aja

Está na "Folha" de hoje

RODRIGO BUENO

Detalhes da Copa Rio

Os italianos da Juventus curtiram o inverno no Brasil; já os jogadores palmeirenses se preparavam para os jogos

NÃO GOSTO de tratar do mesmo tema por duas colunas seguidas, mas fui levado a isso após receber várias mensagens sobra a "oficialização" da Copa Rio de 1951 como Mundial.

Hoje, apresentarei um resumo da pesquisa que fiz nas reportagens da Folha na época.


Quem organizou a competição foi a Confederação Brasileira de Desportos (Mario Polo era o presidente na época). Um vice da Fifa, Otorino Barassi, acompanhou o evento, mas atuou na defesa da Juventus, pois era o presidente da federação italiana.

Tal dirigente fora decisivo na conclusão das obras do Maracanã.

Semanas antes da Copa de 1950, ele integrou o Comitê Organizador para salvar o torneio (o Maracanã estreou na disputa ainda em obras).

Na Copa Rio, Barassi conferiu o Maracanã pronto e garantiu nos bastidores que as finais fossem no estádio.

O Palmeiras, aproveitando-se de que o favorito Vasco não estava na final, tentou levar ao menos um jogo da decisão para São Paulo.

Barassi, com base nas regras (era Copa Rio) e pela Juve, não aceitou.

O Vasco influiu na formação das chaves, evitando o Estrela Vermelha.

Jogou a boa equipe iugoslava para a chave paulista para "prejuízo" do Palmeiras.

Alguns participantes não eram campeões nacionais vigentes.

A Juventus, terceira no Italiano 1950/51, viajou 30 horas na época para vir ao Brasil (tempo maior que o de uma viagem para o Japão hoje).

O Austria era o terceiro de seu país, e o Nacional havia perdido o título uruguaio para o Peñarol.

O país vizinho, aliás, recebeu no meio de 1951 só um dos vários torneios internacionais daquele ano com times brasileiros.

O Corinthians jogou e abandonou um quadrangular que tinha o Peñarol em meio à Copa Rio. O Flamengo dava show em Portugal.

E a Portuguesa, era recebida com festa de campeã mundial por ter feito "a maior jornada do futebol brasileiro no exterior", tendo obtido ótimos resultados na Europa, como a vitória sobre o bicampeão espanhol Atlético de Madrid.

O Torino, famoso nos anos 40, excursionava na Argentina, e o Palmeiras negociou sem sucesso amistoso com os italianos.

Dias antes da Copa Rio, o alviverde pegou o inglês Portsmouth no Pacaembu e ficou no 0 a 0.

O Santos, depois, goleou os britânicos por 4 a 0 e, em amistoso fez 3 a 0 no Estrela Vermelha na Vila Belmiro, após os iugoslavos saírem da Copa Rio.

Os jogadores da Juventus curtiram o inverno brasileiro como se fosse verão.

Depredaram e furtaram hotel em São Paulo e foram convidados a deixar o hotel no Rio por atacarem mulheres até nos elevadores.

E os palmeirenses se prepararam muito, com concentração no Parque Antarctica por cerca de um mês.

Para Palmeiras, Vasco e "Gazeta Esportiva", foi como um Mundial.

Para o resto, não.

DA FIFA


Até o fechamento da coluna, a Fifa não havia colocado em seu site o Palmeiras na lista de campeões da entidade.

Também não havia respondido por e-mail à coluna se o clube era de fato campeão.

Sugiro aos palmeirenses que escrevam para a entidade cobrando a "oficialização".

Do contrário, o mundo continuará sabendo pouco (ou nada) sobre a Copa Rio.

Por Juca Kfouri às 10h00

06/04/2007

Sobel e a Páscoa

Não sou religioso, embora tenha formação católica, com batismo, crisma, primeira comunhão, que exige a confissão, e até um casamento na Igreja.

Quer dizer, tenho cinco dos sete sacramentos e a certeza de que não terei os dois que faltam, porque jamais serei ordenado padre e dispenso a extrema-unção.

E sou descendente de avô libanês que era ortodoxo.

Tudo isso para, nesta Páscoa, que não curto como não curto o Natal, voltar ao tema Henry Sobel.

Um amigo botafoguense e brilhante (ele dirá que é redundância), mandou-me um recado: "Você pode até ser bom jornalista, mas é péssimo advogado".

Ele tem razão.

Bom jornalista, às vezes, até que sou, embora também não tenha sido no caso Sobel.

E fui péssimo advogado.

Tanto que houve as reações que houve neste blog, talvez porque eu tenha dado como sabido por todos o que o rabino já fez neste país.

Não expliquei que, em 1975, Sobel impediu que o jornalista Vladimir Herzog fosse enterrado na ala dos suicidas do cemitério israelita, depois de assassinado nos porões da ditadura militar, sob tortura, num gesto de rara coragem pessoal, para um estrangeiro e judeu, sempre vítima de tantos preconceitos inconcebíveis.

Ninguém me contou, eu o vi em ação, diretor que era do Sindicato dos Jornalistas em São Paulo, uma das trincheiras contra o autoritarismo, então.

Nem contei que ele tem sido um incansável batalhador pela tolerância e pela paz no Oriente Médio, se opondo aos fundamentalistas de ambos os lados.

Nem que não somos amigos, apenas conhecidos que se gostam e respeitam, pois jamais fui a casa dele ou ele a minha, apesar de morarmos em prédios que ficam frente a frente.

Em nenhum momento pedi impunidade pelo ato que ele praticou e nem comparei sua atitude com as dos pobres que roubam por motivos mais compreensíveis e são punidos por isso.

A questão é muito mais profunda.

O Sobel do episódio das gravatas não era o Sobel acima descrito.

E não era porque está doente.

Reconhecidamente doente, deprimido pelo Mal de Parkinson que o pegou há cerca de dois anos e que o obriga a tomar remédios capazes de mudar o comportamento normal de um homem de bem, o que também deixei de explicar.

Já divergi dele por ele ter defendido a pena de morte e por não gostar de um certo estilo mais chegado aos publicitários do que aos pastores, marqueteiro, digamos assim.

Mas, diferentemente dos tantos que roubam, pobres ou ricos ou remediados, e não são objeto de movimentos solidários, Henry Sobel tem uma biografia que, bem pesada, é admirável.

Compará-lo, como houve quem fizesse, aos "bispos" da Renascer é um despautério.

Sobel não foi pego por evasão de divisas ou sonegação, o que seria um ultraje sem perdão e enorme, mais uma, decepção.

Só por isso fiz o que fiz.

E não me arrependo de ter feito.

Muito ao contrário.

Boa Páscoa, aos que a curtem.

Por Juca Kfouri às 22h04

Há algo de novo no reino da Dinamarca

O holandês Cruyff fez escola.

No domingo passado, na Dinamarca, apareceu um aluno.

Confira.

E quem souber dinamarquês, por favor, traduza e nos conte o nome do discípulo.

(O autor da cobrança do pênalti é o sueco MARTIN ERICSSON, do Brondby. Quem confere o gol é o dinamarquês MORTEN RASMUSSEN, apelidado de DUNCAN. Gracias, blogueiros amigos e pesquisadores).

http://www.youtube.com/watch?v=Je1xwVz8qzg

Por Juca Kfouri às 20h57

Está no blog do Paulinho

Johan Cruyff era gênio.

E se dava ao luxo de ser original.

E conhecia a regra do pênalti.

Veja por quê.

Mas, lembre-se: o expediente só vale em pênaltis, não em cobranças da marca fatal para decidir jogos.

http://www.youtube.com/watch?v=2ieOS1qSj4Q

http://oblogdopaulinho.zip.net/

Por Juca Kfouri às 09h53

05/04/2007

River fora

O River Plate acaba de perder em Cúcuta, na Colômbia,  para o Caracas FC, da Venezuela, por 3 a 1 e ser eliminado da Libertadores.

Ontem o Boca Juniors perdeu por 3 a 0 do Cienciano, mas em Cusco, quase 3400 metros de altitude, onde o anfitrião é quase imbatível

Todos os gols foram marcados no segundo tempo e os segundo e terceiro gols foram exemplares, com os zagueiros argentinos correndo atrás da bola sem a menor condição de chegar antes dos atacantes peruanos.

Como o Boca sabia que perderia mesmo, deixou oito titulares em Buenos Aires.

Já o River, com força máxima, enfrentou o Caracas, para quem já tinha perdido no Monumental de Nuñez, sem quatro titulares e sem seu principal jogador, todos suspensos.

A Libertadores vai ficando cada vez mais, novamente, com cara verde e amarela.

Por Juca Kfouri às 22h11

O que é do homem...

...o bicho não come.

O Palmeiras fez 2 a 0 logo no primeiro tempo, sem Edmundo, com um golaço de Michael e outro de Martinez, batendo falta.

Edmundo entrou no segundo tempo, não jogou bem e, aos 17 minutos, o Ipatinga teve um zagueiro expulso.

Aí, por dessas coisas do futebol, o Palmeiras, ansioso por liquidar o jogo com mais gol, se desarrumou no Palestra Itália.

E o time mineiro teve chances de fazer o gol da classificação, até num lance de pênalti cometido pelo goleiro Diego Cavalieri em Diego Silva, não marcado pela arbitragem.

Pênalti ou não, a decisão foi para a marca fatal, diante de 22.086 torcedores.

Michael, Dininho, Florentin marcaram para o Palmeiras.

Martinez bateu na trave a primeira cobrança e Edmundo bateu para fora a quinta, que seria a da classificação.

A série de cinco cobranças acabou 3 a 3, com duas defesas dos goleiros sendo repetidas porque ambos se mexeram, embora Diego Cavalieri, que já tinha pegado o primeiro pênalti mineiro, não tenha se mexido ao defender a quinta.

Amaral perdeu a primeira cobrança alternada para o Palmeiras e Luciano Sorriso classificou o time mineiro, às gargalhadas.

O Ipatinga jogará agora contra o Sport.

Enquanto isso, também sem cerimônia, o Cruzeiro foi logo fazendo 2 a 0 na Portuguesa, com Araújo e Nenê.

Mas a Lusa diminuiu em cobrança de pênalti batido pelo goleiro Tiago, tudo no primeiro tempo.

O Cruzeiro enfrentará o Brasiliense. 

Já na Arena da Baixada, com 19.691 pagantes, o rubro-negro paranaense fez o que só os torcedores do Furacão imaginavam: reverteu a desvantagem de três gols sofridos em Salvador.

E o Furacão eliminou o Vitória com três gols de Denis Marques (aos 23 minutos de cada tempo) e Evandro, aos 32 do primeiro.

Vai jogar contra o seu xará de Goiânia, como favorito.

Por Juca Kfouri às 21h52

Estrela é para quem pode

Não vi com a atenção que gostaria a bela vitória do Santos sobre o Defensor, no Uruguai, por 2 a 0.

Estava preparando e apresentando o "CBN EC, um bate-bola com Juca Mancini" para as emissoras da rede que não transmitiam futebol no horário.

Mas pelo pouco que vi, a história foi mais ou menos como se esperava: o Defensor mais agressivo do que na Vila Belmiro e o Santos só na especulação dos contra-ataques.

Fato é que nem bem Vanderlei Luxemburgo trocou Jonas por Rodrigo Tabata e este achou Marcos Aurélio bem colocado na entrada da área para fazer 1 a 0, aos 23 minutos do segundo tempo.

E como estrela pouca é bobagem, aos 39 foi a vez do próprio Tabata fazer belo gol de fora da área, liquidando o jogo e mantendo o Santos com 100% de aproveitamento na Libertadores, 15 pontos em cinco jogos.

E mantendo o meu bom nome inalterado.

Juca Mancini

Por Juca Kfouri às 20h25

Está no Blogol. Imperdível!

Por ANDRÉ KFOURI

RECOMPENSA

Quer saber por que eu vivo dizendo que fazer este blog não é trabalho?

Por causa de mensagens como a que reproduzo abaixo.

Ela foi enviada por um torcedor do Vasco, e conta como o domingo passado foi especial. Mesmo sem o milésimo gol e com a derrota para o Botafogo.

Vou chamá-lo de Romário, nome fictício (você entenderá o motivo) que escolhi, em homenagem a sabe-se quem.

Relatos como esse nos relembram, da forma mais profunda, de que o futebol é uma coisa muito, muito séria.

Ao final da história, a única coisa que consegui dizer foi "uau".

Tomara que aconteça com você também.


Caro André,

Você sabe muito bem como é: a proximidade de quem lê o blog no dia-a-dia me permite que lhe chame pelo nome, de forma assim, tão despudoradamente íntima.

Saiba que você foi eleito para ler este desabafo por um motivo principal: você me parece, apesar de eu não conhecê-lo, um camarada feliz. Falo isso pelo seu texto de outro dia no blog, contando da sua emoção de levar a filha à escola. Também pela forma carinhosa com a qual você e seu pai eventualmente se referem um ao outro em textos e colunas de ambos. Isso me faz ver que, além de ser um baita profissional, você será capaz de entender o motivo familiar que me leva a dizer que "eu já fiz o meu gol mil".

Pois bem, quero lhe dizer que em primeiro de abril de 2007, às 17:45 horas, eu fiz o meu gol mil. Não, eu não sou alter-ego de Romário. Também não sou o tal do jogador de 50 anos do Perilima.

Sou um humilde vascaíno, um orgulhoso vascaíno. Tenho 30 anos, uma filha pequena, de 5 meses, uma esposa maravilhosa. E tenho um pai. Este pai que me ensinou a ser Vasco (acredite, morar em São Paulo até os 10 anos de idade e ser Vasco... só um pai com muito amor para conseguir uma obra como essa).

E me lembro que em 1982 o meu pai saiu de São Paulo em um domingo para "buscar a faixa" e que voltaria à meia noite. Pois bem, um Vasco fraco, infinitamente mais fraco que o supertime do Flamengo foi o campeão. Vi o segundo tempo do jogo pela TV (na época, tinha uma coisa de as TV's passarem o segundo tempo dos jogos ao vivo). E depois fiquei o resto da noite atormentando a minha mãe, para que ela não me deixasse dormir até que o papai chegasse em casa. E lá no meio da madrugada, ele chega com as faixas de campeão estadual de 1982.

Já morando no Rio, lembro muito bem do título de 1987, com a clássica ode de Placar a Roberto Dinamite ("a grande área é o seu reinado..."). Depois o dia doce do gol do Cocada em 1988. E uma viagem meio marota para São Paulo, com uma passagem aérea "doada" pela empresa em que o meu pai trabalhava, para vermos São Paulo 0 X 1 Vasco, em 1989, gol de Sorato, a primeira vez em que vi meu time do coração campeão brasileiro.

Depois, os bons tempos de 92/93/94, Vasco tricampeão.

E, nas vacas magras de 1995/96, sócios que éramos do Vasco, frequentadores das sociais, meu pai começa a conversar com outros insatisfeitos e se envolve em política do clube. Naturalmente, contra o ex-deputado e seus apaniguados. E este envolvimento, em um primeiro momento, é uma coisa muito suave, uma conversa de arquibancada. Esta conversa vai ficando mais séria, e participo, a reboque do meu pai, nas eleições de 1997, quando tivemos um movimento maior contra Calçada (outro caso perdido) e o ex-deputado.

De qualquer forma, meu pai se torna conselheiro do clube pela chapa da minoria, e temos a alegria de acompanhar a Libertadores de 1998. A partir daí, entretanto, a minoria no Vasco deixa de ser uma minoria e passa a ser considerada uma turma de inimigos pelos donos do poder, que fazem de tudo para afastá-la definitivamente do Vasco.

A esta altura, meu pai é expulso do quadro de sócios. Sócio desde 1950 (meu avô comprou-lhe o título tão logo ele completou a idade mínima para tê-lo individualmente, e não como dependente), meu pai foi expulso do Vasco. E muitas idas e vindas, ações judiciais depois, ele desiste de ir aos jogos. Continua torcendo de casa, distante, mas com um enorme vazio na sua alma, com uma parcela tão significativa de sua vida (só quem tem uma verdadeira paixão por algum clube poderá entender isso) tomada a fórceps por um poder usurpado.

Curiosamente, o último jogo a que assistimos, eu, meu pai e meu irmão, juntos, foi a fatídica final da Copa João Havelange em 2000, aquela da queda da arquibancada evidente e criminosamente superlotada.

Hoje André, consegui levar meu pai de volta ao estádio. Não foi fácil. Mas falei para ele que um cara que viu o gol 1000 do Pelé, que foi contra o Vasco, tinha a obrigação moral de ver o gol 1000 do Romário. Afinal de contas, ver os 2 gols 1000 ao vivo, é a típica história para que ele conte para a minha filhota, sua netinha... aquela saborosa história do vovô.

E falei para ele também, que mais do que ver o gol 1000, eu precisava que o meu pai estivesse no Maracanã ao meu lado de novo.

Por isso, André, tenho certeza de que o MEU gol 1000 saiu hoje. E foi antes mesmo do jogo começar. Ao terminar de subir a rampa do Bellini, virar à esquerda para o nosso lugarzinho da arquibancada, quando senti as lágrimas tomando conta dos meus olhos, tive certeza de que o resultado não importava nem um pouco. Só fiz dar-lhe um abraço muito apertado, choramos juntos e fomos à luta.

E, francamente, até senti uma certa ponta de alegria pela passagem em branco do Romário... afinal, se ele faz o gol dele, este meu gol certamente teria passado em branco.

Receba um cordial abraço do admirador, leitor, ouvinte, telespectador.

 

http://blogol.blig.ig.com.br/

Não deixe de ler, também, os comentários dos blogueiros no "Blogol".

Por Juca Kfouri às 15h00

Cachorro escaldado

O Santos joga às 19h contra o Defensor, em Montevidéu.

Joga para defender sua campanha 100% na Libertadores.

Joga para acabar a primeira fase com a melhor campanha e seguir adiante sempre como mandante do segundo jogo.

E tem incomparavelmente mais time que os uruguaios.

Em condições normais de temperatura e pressão, a pergunta seria: de quanto o Santos ganhará logo mais?

Só que ando ressabiado.

Porque ao mesmo tempo em que tinha certeza de que o América seria um adversário difícil para o Fluminense, jurava que o Gama não eliminaria o Vasco no Maracanã.

Prometi até, no CBN EC, que mudaria de nome, para Juca Mancini, uma brincadeira com o companheiro Paulo Massini, caso o Vasco perdesse.

Já devia ter aprendido porque, em 1989, garanti, no "Jornal da Globo", que passaria a me chamar "Juca Witte Fibe" caso o Olímpia eliminasse o Inter no Beira-Rio.

O Inter jogava pelo empate e perdeu de 3 a 2.

No dia seguinte, no bate-papo que eu fazia com Lilian Witte Fibe na TV Globo, quebrando todos os padrões de seriedade da emissora, quando entrei no ar ao lado dela apareceu minha identificação com o nome trocado...

Por tudo isso, o máximo que arrisco agora é dizer que se o Santos não ganhar hoje eu mudo de novo de nome para Juca Kfouri.

Porque acho que o Defensor vai para o ataque e levará de dois ou três... 

Por Juca Kfouri às 14h37

Polêmica no Nordeste

CLÁSSICO-REI

Maior jogo do NE está chegando


Nem Ba-Vi, nem Santa x Sport

Fortaleza x Ceará é hoje o clássico com maior público nos estádios nordestinos

Por MÁRIO KEMPES

do "Diário do Nordeste", de Fortaleza


Se alguém perguntar qual é o maior clássico do futebol nordestino na atualidade, pode responder, sem titubear:Ceará x Fortaleza.

Sem querer menosprezar os outros seis Estados, mas pernambucanos, cearenses e baianos, que são as grandes forças do futebol no Nordeste, estão à frente dos nossos vizinhos no ranking da CBF.

Em Recife, Santa Cruz x Sport é conhecido como o clássico das multidões.

Em Salvador, o maior duelo é entre Bahia x Vitória, com todos os santos divididos e anestesiados em dias de jogos.

Enquanto em Fortaleza, o embate entre Vozão x Leão recebe o nome de Rei, agora com a coroa muito bem representada.

O clássico cearense vem apresentando, nos últimos 10 jogos, uma média espetacular de 36.720 pessoas por partida.

Só para se ter uma idéia, há quatro jogos Ceará x Fortaleza recebem, no mínimo, mais de 40 mil torcedores.

Quando o cálculo dos últimos 10 confrontos vai para o Ba-Vi, 28.999 torcedores por jogo acompanham o duelo.

Já no clássico das multidões, np Recife, a média não passa de 27.116 espectadores por confronto.

E neste ano, a "surra" foi grande em nossos companheiros de região.

No mesmo dia, 11 de fevereiro, foram realizados os três clássicos pelos seus respectivos estaduais.

Na Ilha do Retiro, apenas 15.929 acompanharam o empate, em 1 a 1, de Sport x Santa Cruz.

No Barradão, 24.855 torcedores marcaram presença para ver Vitória 1 x 1 Bahia.

E olhe que os baianos ainda tiveram uma segunda chance, no último dia 11 de março.

Dessa vez na Fonte Nova, mas mesmo assim o público foi de 45 mil e a vitória foi dos rubro-negros por 4 a 2.

Já na capital cearense, Fortaleza e Ceará fizeram um jogaço digno de ser chamado de Rei, com vitória de 4 a 3 para os alvinegros e com uma platéia de 47.360 pessoas, sem contar os penetras de plantão.

O público foi o maior do Brasil até aquele momento, e só foi superado por Flamengo x Madureira, na decisão da Taça Guanabara, pelo Campeonato Carioca, quase um mês depois.

Vale lembrar que o campeonato baiano, há mais de dois anos vem tendo o apoio do Governo do Estado com a troca de ingressos por notas fiscais.

No último confronto entre rubro-negros e tricolores, dos 45 mil torcedores, que foram à Fonte Nova, 10 mil entraram com o bilhete da promoção. 

Liderança

No próximo domingo, os dois maiores clubes do Estado se encontram pela última rodada da primeira fase do Estadual, novamente no Gigante da Boa Vista.

Dessa vez, quem triunfar no clássico ficará com a primeira colocação e fugirá do confronto em Juazeiro do Norte, contra o Icasa.

O Fortaleza não vence o rival há quatro partidas e o Ceará, além da escrita, quer continuar com seu treinador Marcelo Vilar invicto no Campeonato Cearense.

Por Juca Kfouri às 09h23

Oitavas da Copa do Brasil

Doze times já estão classificados para as oitavas-de-final da Copa do Brasil.

Hoje mais três serão conhecidos e no dia 11, o 16o., entre Avaí e Vila Nova, que empataram sem gols no jogo de ida, em Minas.

Cruzeiro x Portuguesa, Palmeiras x Ipatinga e Atlético Paranaense x Vitória fazem as partidas de hoje, todas às 20h30, com o Cruzeiro, Ipatinga e o Vitória em vantagem.

Porque o Vitória goleou o Furacão, em Salvador, por 4 a 1; o Ipatinga ganhou do Palmeiras por 2 a 0, em Ipatinga, e o Cruzeiro empatou 0 a 0 com a Lusa, em São Paulo.

Quatro confrontos já estão definidos:

Fluminense x Bahia;

Figueirense x Gama;

Corinthians x Náutico e

Coritiba x Botafogo.

O Atlético Mineiro espera o resultado de Avaí x Vila Nova;

O Sport aguarda o Ipatinga ou o Palmeiras;

O Brasiliense pegará ou o Cruzeiro ou a Lusa.

E ao Atlético Goianiense caberá o Vitória ou o Atlético Paranaense 

Por Juca Kfouri às 00h27

Calma, colorado!

No dia de seu 98o. aniversário, o Inter perdeu do Veranópolis por 2 a 1 e foi eliminado do Campeonato Gaúcho.

Nosso campeão mundial e da Libertadores, que precisa ganhar, e bem, os dois jogos que lhe faltam para seguir adiante na competição continental, está comendo o pão que o diabo amassou em 2007 depois do banquete do ano passado.

Uma pena.

Mas que a torcida colorada mostre que tem memória e seja generosa com aqueles que foram heróis pouco mais de três meses atrás.

O time tem saldo e o título mundial está garantido até dezembro.

Não é pouca coisa.

Por Juca Kfouri às 23h06

04/04/2007

Bumba Meu Gama!

A zebra parecia solta no Maracanã.

E estava mesmo.

Antes do segundo minuto de jogo, Rodrigo Ninja arriscou de longe, a bola quicou na frente de Cássio, o mesmo que tinha fechado o gol contra o Botafogo (vida de goleiro é dura) e ele engoliu um senhor peru.

Verdade que, logo depois, fez belíssima defesa em outro chute do Gama, de fora da área.

Renato empatou ainda no primeiro tempo, o que garantia a classificação vascaína, mas o time candango tratou de não deixar o Vasco tranquilo no segundo tempo.

E, aos 48, em cobrança de falta, Marcelo Uberaba classificou o Gama.

Já o milésimo gol do Baixinho nem ameaçou sair.

Pior, atrapalhou claramente o desempenho vascaíno.

O BMG não deu sorte.

O G foi mais de Gama do que do gol 1000.

Bumba Meu Gama!

O Gama pega agora o Figueirense, que goleou o Noroeste (4 a 1).

Que vergonha, Vasco!

E a massa vascaína, que não lotou o Maraca (apenas 33 mil torcedores), saiu do estádio xingando quem?

Eurico Miranda, é claro.

Que sina!

E aclamando quem?

Edmundo e Roberto Dinamite...

Por Juca Kfouri às 22h40

Na caixa!

Com dois gols aos 12 minutos de cada tempo (Souza e Miranda), o São Paulo liquidou o Necaxa, no Morumbi com 31 mil torcedores.

Ainda mais porque o time mexicano ficou reduzido a 10 jogadores logo depois do segundo gol gol tricolor.

O São Paulo foi superior o tempo todo, cumpriu exatamente o que tinha se proposto e não deixou dúvida.

Na verdade já era para ter feito um placar mais amplo já no primeiro tempo.

Aos 28 do segundo tempo Hugo ainda fez o terceiro gol.

Ele que havia feito a jogada do primeiro gol de Souza, desta vez recebeu de Souza para ampliar

E o São Paulo volta a respirar o mesmo ar que há tempo faz parte do seu cotidiano: o ar da tranquilidade.

Já o Flamengo deu sequência ao seu bom desempenho nesta Libertadores e derrotou o Maracaibo por 2 a 1, na Venezuela, gols de Renato e Renato Augusto, um em cada tempo.

O gol venezuelano foi contra, de Paulinho, na única bola da noite que o inspirado goleiro Bruno não conseguiu pegar.

A belíssima pontuação do rubro-negro (13 pontos em cinco jogos) significará importante vantagem na fase seguinte -- ou nas fases seguintes.

Por Juca Kfouri às 22h37

Que vergonha, Flu!

O Fluminense está classificado para as oitavas-de-final da Copa do Brasil.

Acaba de perder só de 1 a 0 para o América potiguar, o Mecão.

Mecão que acabou o jogo com apenas 10 homens no gramado do Maracanã e dando sufoco no tricolor.

Mecão que merecia melhor sorte.

Faltou só um golzinho.

Ao Flu não faltou nada.

Porque ao Flu falta tudo.

Por Juca Kfouri às 20h27

O Corinthians contra quem?

O Corinthians saberá hoje quem enfrentará nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

Paysandu ou Náutico?

O Paysandu ganhou em Belém por 1 a 0 e hoje estará nos Aflitos em busca de um empate.

Seja quem for o adversário, os corintianos sabem que vão encará-lo com um técnico interino.

Abel Braga disse não, Paulo Autuori disse não, Vanderlei Luxemburgo disse não e Carlos Alberto Parreira ainda não disse, mas, como não é maluco, também dirá.

O problema do Corinthians, aliás, não é técnico.

É moral.

Por Juca Kfouri às 00h15

Fluminense contra a ameaça

Os jogadores do Fluminense que se acautelem.

Eles podem até perder do América potiguar por 1 a 0 e seguirem vivos na Copa do Brasil.

É o máximo que podem.

Porque se aprontarem de perder a classificação, que se preparem.

Do jeito que andam as coisas nas Laranjeiras, uma eliminação pode até resultar na contratação de Emerson Leão, péssima rima, pior solução.

Ainda mais para Carlos Alberto, o craque de araque.

Por Juca Kfouri às 00h08

Romário contra Juninho

Juninho, o goleiro do Gama, está tendo seus 30 minutos de fama.

Os 15 primeiros ele já teve, quando seu time enfrentou Romário em Brasília, pela Copa do Brasil.

O jogo foi 2 a 2 e o Baixinho passou em branco, embora tenha mandado uma bola no travessão, naquele que poderia ter sido o gol de número 999 nas contas dele.

Bruno, do Flamengo, tomou o gol 999, mas escapou do milésimo.

Júlio César, do Botafogo, não queria entrar para a história desse jeito e não entrou.

Juninho, mais relaxado, acha que pode ser até bom tomar o gol, desde que o Gama vença e elimine o Vasco.

Um duelo para o Maracanã em noite de gala.

Porque assim é se lhe parece.

Por Juca Kfouri às 00h03

O São Paulo contra o Necaxa

Mais do que contra os mexicanos do Necaxa, o São Paulo entra em campo hoje à noite no Morumbi para deixar os chilenos do Audax Italiano para trás.

E para tanto será fundamental uma vitória.

Pelo menos 40 mil tricolores são esperados no estádio e Muricy Ramalho promete um time ofensivo, porque até o empate será um péssimo resultado.

Descansado, e de novo de moral alto, o São Paulo precisa honrar sua fama de tricampeão da Libertadores e Mundial.

Por Juca Kfouri às 23h57

O Pan-2007 contra o Estatuto do Torcedor

O Estatuto do Torcedor estabelece que eventos que envolvam atletas profissionais exigem lugares numerados para quem comprar ingressos.

A 100 dias de começar o Pan-2007, foi anunciado que os ingressos começarão a ser vendidos no próximo dia 27.

Sem numeração nos ingressos.

O comitê organizador do Pan argumenta que o Estatuto do Torcedor não se aplica ao Jogos, porque não há vínculo de trabalho entre a entidade que organiza a competição e os atletas.

Especialistas em direitos do consumidor discordam, tantos são os atletas profissionais que participarão do evento.

Para Leonardo Gryner, o diretor de marketing do COB, o Comitê Olimpíco Brasileiro, mas que pode ser chamado de Comitê Olímpico da Besteira, não é da cultura de nosso torcedor o lugar numerado.

Já para o inspirador do Estatuto do Torcedor, José Luiz Portella, e, por exemplo, para o advogado da comissão de direito do consumidor da OAB de São Paulo, Caio Medauar, o argumento é risível.

Não bastasse o fato de a empresa que fabrica os ingressos ser de um sócio de um diretor do COB e, além do mais, o atraso no começo da venda das ingressos -- para os Jogos Olímpicos de Pequim, no ano que vem, os ingressos já estão à venda, agora mais essa.

E, pior: Carlos Nuzman, o presidente do COB, participou da elaboração e assinou o Estatuto do Torcedor, que agora, sabe-se lá por que, faz questão de ignorar.

Provavelmente porque não é da cultura dos cartolas brasileiros honrar aquilo que assinam. 

Com a palavra, os torcedores.

A CBF, por exemplo, tem sentido na carne a força da lei quando torcedores decidem lutar pelos direitos que o Estatuto lhes confere.

Por Juca Kfouri às 23h52

03/04/2007

O cartola explica o contador

Juca,

Te expliquei por telefone o que esta acontecendo no Vitoria.

A respeito do bilhete não existe resposta melhor do que o resultado do processo que te encaminho e peço publicação, se possivel com o mesmo destaque.

Aliás, esta vitória criou jurisprudência importante para o futebol dada a carga fiscal insuportável que somos obrigados a conviver.

Desculpe mas o bilhete mostra a preocupação do contador com o processo ainda em curso.

Quem quis nos caluniar e anda vazando documentos do clube vai ser expulso do Conselho e denunciado criminalmente.

Tem "know how" em "grampos" pois está no sangue da familia.

Está na cara que documentos que surgem oito anos depois cheira a sacanagem.

Não se esqueça nunca eu sou aquele dirigente que durante anos se insurbodinou com o "establishment" do futebol brasileiro.

E só participa de um ideal deste quem tem vida limpa.

Modéstia à parte.

PAULO CARNEIRO, ex-presidente do Vitória.

Número do Recurso:

 

103416

Câmara:

 

SEGUNDA CÂMARA

Número do Processo:

 

10580.007223/94-68

Tipo do Recurso:

 

VOLUNTÁRIO

Matéria:

 

COFINS

Recorrente:

 

ESPORTE CLUBE VITORIA

Recorrida/Interessado:

 

DRJ-SALVADOR/BA

Data da Sessão:

 

27/02/2007 14:00:00

Relator:

 

Antonio Zomer

Decisão:

 

ACÓRDÃO 202-17752

Resultado:

 

APU - ANULADO POR UNANIMIDADE

Texto da Decisão:

 

Por unanimidade de votos, anulou-se o processo a partir do auto de infração, inclusive, em razão de vício na motivação, nos termos do voto do Relator.


Por Juca Kfouri às 16h37

Comitê Olímpico da Besteira -2

Indagado sobre o desrespeito ao Estatuto do Torcedor (de cuja comissão o presidente do COB, Carlos Nuzman, participou e cujo texto final assinou sem restrições), o diretor de marketing da entidade, Leonardo Gryner, argumentou que não há ilegalidade porque não tem esportes profissionais no Pan.

Com o que passamos a saber que o pessoal do vôlei, do basquete, do tênis etc é todo amador.

E que a emenda é mesmo pior que soneto.

Por Juca Kfouri às 15h46

Sertãozinho e Xororô

Caiu Leão.

A selva corintiana perdeu seu rei.

Rei que perdeu a juba, ao fazer jogo sujo.

Jogo que dizimou o elenco alvinegro e dele afastou suas feras verdadeiras, Carlitos Tevez à frente.

Jogo que continuou com Gustavos, Tamandarés e Wellingtons, da turma do Leão.

Mas não há Cristo que dê jeito neste mato.

Razão pela qual já há quem diga que sábado o que houve no Pacaembu foi um mero encontro sertanejo.

Com todo respeito ao sertanejo.

Por Juca Kfouri às 12h31

Comitê Olímpico da Besteira

Os ingressos para o Pan-2007 só agora começam a ser vendidos.

Para as Olimpíadas de Pequim, no ano que vem, já estão faz tempo.

E, pior, contrariando expressamente o Estatuto do Torcedor, os ingressos não são numerados.

E com uma justificativa de fazer corar o mais cínico dos cínicos: não faz parte da nossa cultura.

Foi isso que disse um cartola, diretor de marketing do COB (o Comitê Olímpico da Besteira), ao repórter do UOL, Bruno Doro:

"Cada grande evento lida com a cultura do país. Já estamos tentando a setorização. Não podemos fazer mais do que isso", justifica Leonardo Gryner.

Ele, como se vê, nunca foi ao teatro e do alto de sua sabedoria acha que a lei, ora a lei...

Por Juca Kfouri às 11h46

E o contador escreve ao cartola

Leia o bilhete do contador do Vitória ao ex-presidente Paulo Carneiro (PC), em 29 de março de 2003, que fala por si só:

"Impossibilidade de comunicação com tua pessoa, segue abaixo um resumo da situação quando o ECV era dirigido por você:

1) A Receita Federal alega que autuou em 1994 o ECV relativo à contribuição do Cofins, 2% da receita total;

2) Foi feita defesa em época devida mostrando a nossa condição de imune, isento de tal tributo;

3) A Receita recorreu e o processo foi a Brasília, quando o relator da decisão final solicitou a lista anexa;

4) Como é de seu conhecimento, o trato das questões contábeis sempre foi irrelevante...

Do solicitado pelo relator a metade não possuímos;

5) Solicitei e dei solução a diversos itens, vide anexo;

6) O prazo das diligências solicitadas pelo julgador e realizado por um auditor fiscal se encerrou, e o mesmo carregou em seu parecer, até insinuando que tu, Téo e Maneca, manipulavam recursos em proveito próprio e se auto-remuneravam.

Por conseguinte, independente da autuação que está pintando e não é valor irrelevante (mais ou menos 1.000.000,00) atualizado até a data de hoje, implica:

1) na perda da imunidade do ECV;

2) tributação como empresa normal (mais ou menos 35%) dos últimos cinco anos;

3) desqualificação fiscal, arbitramento e levantamento tributário;

4) reflexo nos administradores citados pelo auditor;

5) quebra do sigilo fiscal e bancário dos envolvidos (Téo, Maneca e PC);

6) perda da condição de participante do Refis pelo ECV".

O bilhete, com a cópia do original, foi publicado no último dia 9 de março, pelo jornalista OSCAR PARIS, no jornal "A Tarde", de Salvador.

Por Juca Kfouri às 01h00

Quem manda é o Baixinho Romário

Assim que acabou o clássico entre Vasco e Botafogo, sem que Romário marcasse o seu milésimo gol, o cartola vascaíno Eurico Miranda sentenciou, como uma imitação burlesca de Nelson Rodrigues:

"Estava escrito há 10 mil anos que o milésimo gol seria em São Januário".

Pois parece que não estava.

Romário quer por que quer fazer o gol no Maracanã e conseguiu transferir o jogo desta quarta-feira, contra o Gama, pela Copa do Brasil, para o estádio de sua preferência.

Miranda que mude o texto.

O que não muda, no Vasco, são as más companhias, como o novo patrocinador de sua camisa, o BMG, o banco do valérioduto.

A sigla do banco se presta tanto a ser o banco dos mil gols como para ser o banco dos milhões garfados.  

Por Juca Kfouri às 00h36

02/04/2007

Paixão é isso aí

Da série "O Interior paulista ama cada vez mais seu campeonato estadual":

1080 torcedores viram Barueri e São Caetano, que está entre os quatro primeiros;

892 torcedores viram Marília e Bragantino, que também está;

684 torcedores viram Ituano e Rio Claro;

457 torcedores viram Noroeste e Juventus;

253 torcedores viram Rio Branco e São Bento.

Por Juca Kfouri às 10h29

01/04/2007

Sport bicampeão!

Com 15 vitórias em 16 jogos, o Sport é bicampeão pernambucano.

Derrotou o Náutico, na Ilha do Retiro, por 2 a 0.

Faltam ainda duas rodadas.

Se não perder, como tudo indica, o Sport será campeão invicto pela terceira vez na história.

Este é o 36o. título estadual do Leão, que hoje é dirigido pelo técnico Gallo. 

Por Juca Kfouri às 19h50

Festa? Que festa? Festa do Botafogo

O Vasco foi ao Maracanã como se fosse a uma festa.

O Botafogo foi a trabalho.

E mandou a tal ponto no começo do jogo que o primeiro gol de Lúcio Flávio até demorou a sair, aos 14.

Então o Vasco entendeu que não tinha par para dançar.

E tratou de tentar jogar.

Estampando pela primeira vez em muito tempo  (sete anos) um patrocinador na camisa, o BMG, o "banco dos mil gols", boa sacada do banco do valérioduto, do presidente que levou o Galo à segunda divisão e à situação pré-falimentar em que se encontra.

Nas cinco partidas que disputou em dias 1o. de abril, Romário havia feito cinco gols.

Mas o Botafogo continuou mandando na partida e o segundo gol só não aconteceu por detalhes, até os 30 primeiros minutos.

Romário, o alvo de todas as atenções, a tal ponto que a presença de repórteres dentro do campo beirou o escândalo, praticamente não tocava na bola.

Na verdade, pegou na sua velha e querida amiga apenas aos 5, aos 31 e aos 32 minutos.

Mas ele jamais precisou pegar muito nela para fazê-la repousar na rede.

O pé da trave esquerda e direita salvavam o Vasco de mais gols.

Aos 36, Romário tenta fazer um gol à Maradona, com a mão.

É flagrado e recebe cartão amarelo.

Nessas alturas Renato Gaúcho já tinha feito duas substituições.

Estava feia a coisa para os cruzmaltinos.

Aos 42, em bola roubada, Romário foi servido no meio da área e tentou de direita, mas Júlio César defendeu sem maiores problemas.

Recomeça o jogo.

Romário tem 10 gols no Campeonato Carioca.

Todos feitos em segundos tempos.

Aos 2, falta perigosa para o Vasco.

O Baixinho bate. Bate mal.

Aos 5, o Botafogo perde gol feito com Jorge Henrique, cara a cara com Cássio.

Aos 9, a melhor chance de Romário.

Sozinho, recebeu de Leandro Amaral pela esquerda e fuzilou na rede, pelo lado de fora.

Aos 18, pela direita, em situação bem mais complicada, de direita, tentou um golaço, por cobertura. Quase...

O jogo, diga-se, era muito bom, lá e cá.

Mas Romário monopolizava as atenções.

Fazer o quê?

Fazer gols, como o jogo merecia e Alex, zagueiro do Bota, perdeu mais um, na pequena área.

E a arbitragem, registre-se, era perfeita.

Até teve chance de dar um pênalti para o Vasco, mas, corretamente, não deu.

E aos 26 expulsou o zagueiro vascaíno Dudar, com justiça.

Aos 29, em jogada maravilhosa do ataque botafoguense, Cássio fez milagre, à queima-roupa em finalização de Túlio.

Era tão pouco o 1 a 0 que, restando apenas 15 minutos, parecia que o deus dos estádios reservava ainda o milésimo da contagem do Romário.

As 60 mil pessoas presentes ao Maracanã bem que mereciam, principalmente se o gol não impedisse a cristalina vitória do Glorioso.

Aos 38, Joílson, do Botafogo, é expulso.

10 contra 10.

Cadê o gol, cadê o gol, cadê o gol?

Dodô, aos 42, na marca do pênalti, recebeu de Juca e bateu com violência.

Mas Cássio estava lá, para mais uma defesaça.

Que coisa!

Aos 46, Romário tenta de fora da área. Para fora.

Aos 49, em mais um contra-ataque, Túlio acaba com a festa.

Ou a começa: 2 a 0.

Botafogo semifinalista da Taça Rio.

Romário continuará nas manchetes.

Até quando? 

Na quarta-feira, em São Januário, contra o Gama, pela Copa do Brasil.

Palavra dele, ao fim do jogo.

Em tempo: diferentemente do que disse Romário, que Pelé ficou "quatro ou cinco jogos para fazer", como profissional (é sempre obrigatório lembrar), "o seu milésimo gol", o Rei marcou o 999 contra o Botafogo paraibano (dia 14/11/1969), jogou contra o Bahia (16/11), e fez contra o Vasco, no dia 19 de novembro.

Por Juca Kfouri às 19h25

Cubra-se de glórias, Santos

Não vi.

E precisava.

O Santos interrompeu a espantosa recuperação da Ponte Preta.

Enfiou-lhe 4 a 2, em Campinas.

Quem pode com o Santos?

Por Juca Kfouri às 19h13

Vai te catar, Flu

Não vi.

Nem precisava.

O Fluminense conseguiu perder do Americano, em Moça Bonita.

Fluminense e Corinthians que se dêem as mãos.

A incompetência não tem limites.

Por Juca Kfouri às 16h58

A força é do São Paulo

Um clássico bem disputado numa tarde linda para o futebol, luminosa.

Um lance de sorte tricolor no primeiro chute ao gol, aos 5 minutos, permitiu que a bola sobrasse convidativa para Borges que estufou a rede do Palmeiras.

Daí, disputa renhida e nenhuma chance de gol, até que Dininho cabeceasse no travessão.

Então, Breno (que promessa de zagueiro!) deu um carrinho de lado, na bola, mas o árbitro marcou pênalti em Osmar.

Que Edmundo converteu para passar a ser o artilheiro do Campeonato Paulista, na véspera de completar 36 anos, com 11 gols.

(Só que Somália fez dois gols pelo São Caetano contra o Barueri e reassumiu a artilharia, com 12 gols, além de ter reposto o Azulão entre os quatro primeiros e desalojado o Palmeiras.)

Um erro não justifica o outro, mas compensa.

E o árbitro compensou ao só ver o empurrão de Dininho em Alex Silva, dentro da área, no fim do primeiro tempo.

Rogério Ceni fez 2 a 1 e marcou seu sexto gol no Palmeiras, sua maior vítima.

O segundo tempo manteve o bom ritmo do primeiro, mas, também, sem lances agudos de gol.

Até que, aos 22, Richarlyson, recebeu solto na intermediária, progrediu, avançou, ninguém chegou nele e ele arriscou de esquerda, bem de fora da área, num golaço: 3 a 1.

Sete minutos depois William teve chance clara, mas se assustou com a boa saída de Rogério Ceni.

O jogo estava liquidado.

O São Paulo esteve mais perto do quarto gol que o Palmeiras do segundo, embora o alviverde tenha sido valente e feito o que podia.

Mesmo mais preocupado com o Necaxa e apesar de poupar uma porção de titulares, o São Paulo ganhou com autoridade e mostrou que tem elenco para qualquer parada.

Neste momento, a duas rodadas do fim da primeira fase, Santos, São Paulo, São Caetano e Bragantino estão nas semifinais.

Todos já comemoraram títulos paulistas.

Por Juca Kfouri às 16h49

Coluna deste domingo, na FOLHA

JUCA KFOURI

O país do hímen complacente

Se aceitamos tudo o que está de volta na política, por que ponderar os mil gols de Romário? Porque sim



O JORNALISTA Ivan Lessa já definiu muito bem: "A cada 15 anos o Brasil esquece do que aconteceu nos últimos 15 anos". Ou menos.
Fernando Collor discursou em sua volta ao Congresso Nacional e só faltou sair de lá carregado até pelos que ajudaram a tirá-lo do poder. Tucanos, petistas, petebistas, malufistas, lulistas, pefelistas (agora, democratas!), que deveriam estar na cadeia, também estão de volta.
E Ricardo Teixeira, indiciado 13 vezes numa CPI, não só é recebido com pompa e circunstância por todos os governadores do país como é por eles bajulado, cada um atrás de inscrever seu Estado como sede da eventual Copa de 2014 no Brasil.

Os assinantes do UOL e da Folha podem ler a continuação em:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0104200708.htm

 

Por Juca Kfouri às 12h00

Do blog do PVC

POR QUE A COPA RIO NÃO É MUNDIAL

postado por PAULO VINICIUS COELHO

De todos os relatos de jornais internacionais encartados no dossiê enviado à Fifa, pelo Palmeiras, apenas um se refere à Copa Rio como Campeonato Mundial. Pertence a um jornal uruguaio, não identificado no dossiê.
Todos os jornais europeus da época tratavam da Copa Rio como um importante torneio de clubes campeões, a Copa Rio.
E isso é o que ela foi.
Mesmo que tenha sido semelhante ao Mundial da Fifa, em 2000, teve uma diferença fundamental: em 2000, era oficial o torneio.
Em 1951, havia a bandeira da Fifa, mas não o reconhecimento de torneio oficial. O torneio foi criado para recuperar a identidade brasileira com o futebol depois do fracasso na Copa de 50.
Aos desavidados, o aviso: este blog pertence a um jornalista que se formou palmeirense. Mas que se formou com respeito à história. Não seria preciso mudá-la para dar importância ao torneio que o Palmeiras conquistou. Naquele 22 de julho de 1951, o Palmeiras foi o brilhante campeão da Copa Rio, o torneio internacional de mais respeitabilidade daquele ano.
Assim como o Bologna foi campeão do Torneio d'Esposizione, em 1937, o mais importante daquele ano. E se auto-denomina campeão mundial, embora não seja.
A CBF, para fazer política, arranjou sarna para se coçar. Sim , porque foi ela quem reconheceu o Mundial do Palmeiras, a pedido da Fifa. Agora a CBF tem obrigação de se pronunciar sobre a Copa Rio conquistada pelo Fluminense no ano seguinte, em 1952. Tem obrigação de se pronunciar sobre os campeões do Robertão e da Taça Brasil. Não digo que deve equiparar esses campeões aos campeões brasileiros pós-1971. Mas tem obrigação de se pronunciar.
Sabe como nasceu a Copa dos Campeões da Europa? Nasceu quando o Wolverhampton se proclamou campeão do mundo, por vencer um torneio com o Honved, da Hungria. No dia seguinte, o diário francês L'Equipe contestou o título. Dois dias depois, lançou a idéia do nascimento do Campeonato Europeu de Clubes, imediatamente encampado pela Uefa. A Copa dos Campeões nasceu para impedir que aventureiros se auto-proclamassem campeões mundiais. A história conta isso. A mesma história conta que a Copa Rio só foi Mundial de Clubes no Brasil. Mesmo que nosso coração verde fique dolorido.

http://www.lancenet.com.br/blogs%5Fcolunistas/pvc/

Por Juca Kfouri às 10h49

Como é bom acordar num país assim...

É bom acordar num país com tanta justiça social.

É muito bom ver o sol raiar num país em que se pode confiar plenamente na Justiça.

É ótimo despertar num país em que as pessoas são capazes de ser generosas com quem merece e inflexíveis com quem não merece.

É maravilhoso ouvir o galo cantar neste país porque todos que o ouvirem terão o que comer, além de terem boas escolas e hospitais perto de suas casas.

É fabuloso se levantar num domingo como esse com a certeza de que o que há de melhor no futebol mundial logo estará alegrando nossa tarde esportiva pelos gramados do país.

E é fantástico sair da cama com a certeza de que neste país a corrupção, a falta de ética, a hipocrisia, o cinismo, o dinheirismo, a mentira, a desfaçatez e a charlatanice são punidos exemplarmente.

Pena, apenas, que hoje é 1o. de abril neste Brasil.

Por Juca Kfouri às 23h00

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico