Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

21/04/2007

Bahia é Bahia

Amanhã será quebrado o recorde brasileiro de público na temporada de 2007.

Os 60 mil ingressos para o Ba-Vi, na Fonte Nova, já estão esgotados.

O recorde estava com Botafogo 2, Vasco 0, no tal jogo do gol 1000 de Romário, com 59.327 pagantes.

Por Juca Kfouri às 19h53

Piada séria

Já tem gente sugerindo que em vez de, no ano que vem, a Federação Paulista de Futebol instituir a taça "Campeão do Interior", que organize a do "Campeão da Capital".

Por razões óbvias...

Por Juca Kfouri às 19h51

Azulão na final!

Não, não foi uma zebra.

Foi muito, mas muito mais do que isso.

Foi uma assombração que passou pelo estádio tricolor vestida de azulão.

O São Paulo começou o jogo soberano e criou duas claras chances de gol, uma delas em cobrança de falta por Rogério Ceni, no travessão.

Logo logo Ilsinho pegou um tirambaço de fora da área e abriu o placar.

O Morumbi, com 45 mil torcedores debaixo de muita chuva, era uma festa.

O São Caetano teria de sair para o jogo e tudo parecia liquidado.

Mas o Azulão saiu e se deu bem, ao empatar no fim do primeiro tempo, aos 38, com Luis Henrique, e quase desempatar em seguida, com Triguinho.

Só que o São Paulo voltou de novo com domínio do jogo no segundo tempo.

Não a ponto, contudo, de evitar falhas grotescas.

Ilsinho bobeou e se posicionou erradamente para dar condições ao gol de desempate, aos 8, na cabeçada do zagueiro Thiago.

Um minuto depois foi a vez de André Dias bobear e Glaydson fazer um golaço, o do 3 a 1, com direito a chapéu e matada no peito.

O São Paulo morreu.

O São Caetano continuou agredindo.

E Douglas, aos 25, liquidou a fatura, noutro golaço, numa goleada inimaginável. 

Não tem São Paulo e Santos.

Tem, no máximo, São Caetano e Santos.

E, diga-se, se só um San-São interessava a todos, Federação, TV e companhia, a lisura do resultado é digna de elogios pelo acatamento de outro eventual San-São... 

Por Juca Kfouri às 18h47

Galo na final

O Galo jogou muito mal no primeiro tempo e saiu atrás do Democrata, aos 31, no Mineirão com 25 mil torcedores..

Melhorou no segundo, empatou com Marcinho,que, aos 27, cobrou duas vezes o mesmo pênalti, bem marcado e bem repetido pela arbitragem, e com o 1 a 1 se classificou para enfrentrar Cruzeiro ou Tupi na decisão do Campeonato Mineiro.

Para ser campeão, no entanto, terá de jogar bem mais do que mostrou hoje.

Por Juca Kfouri às 16h52

Maria Lenk - Outro lado (2)

Por ALBERTO MURRAY NETO

Sou neto de Sylvio de Magalhães Padilha, grande atleta olímpico brasileiro, criador do DEFE, dos Jogos Abertos do Interior, doTroféu Brasil de Atletismo, presidente do COB, da ODEPA,Vice-Presidente do CIO e tantas outras coisas.

Permito-me comentar a inserção do Prof. Castelani.

1-O regime militar foi deplorável para o Brasil.

Assim como as demais ditaduras.

Eventuais posições políticas pessoais de Maria Lenk não tiram seu brilho de desportista.

2-Olímpicos tendem a ser equidistante de política mesmo.

3-Meu avô vivia às turras com o ditador Vargas.

Na década de trinta, dentre os maiores atletas do mundo, foi interrogado apenas por acharem que dava tratamento igualitário aos oficiais considerados pelo estado novo como "comunistas".

Foi transferido para Passo Fundo.

Tirou vários clubes de esporte da clandestinidade,que assim estavam por ordem de Vargas, por serem de origem japonesa,italiana,ou alemã.

Era gente do esporte, que nada tinha a ver com a guerra.

4 - Na ditadura de 64, meu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, tirou muito esportista da cadeia,por discordar do regime.

O tio de Eder Jofre,Waldemar Zumbano,grande zmigo de meu avô, militante do PCB, foi preso sob a acusação de ter em sua casa o livro a "Maravilha do Conto Russo".

Meu avô tirou-lhe da cadeia e deu-lhe proteção pessoal em casa.

O mesmo fez com o socialista Rogê Ferreira, de quem era o Vice-Presidente no Conselho Nacional de Desportos,nomeados por Jango Goulart.

Rogê foi cassado pela ditadura.

Meu avô renunciou ao cargo no CND em vista da deposição de Rogê pelo Presidente Castello Branco.

Sylvio de Magalhães Padilha era a única pessoa a esperar por Roge Ferreira no aeroporto em São Paulo,dando-lhe guarida em sua casa.

Meu avô é padrinho de casamento dos filhos do grande Rogê.

Assim, pode ser que tenha gente que não concorde com esse tipo de atitude que, para alguns, pode até ter viés político.

Mas é coisa mesmo de esportista de alma,de olímpico.

Obrigado.

 

Caro Juca, caro Murray.

Sou neto de Waldemar Zumbano e confirmo a bela postura de Sylvio de Magalhães Padilha no tempo em que a ditadura militar caçava, prendia e matava os comunistas.

Padilha foi sempre digno e justo.

Meu avô, militante comunista até o fim de sua vida, democrata e humanista, morreu contando histórias honrosas do ex-presidente do COB. 

Fábio Altman
carocoblog.blogspot.com 

Por Juca Kfouri às 15h12

Um ano sem Telê Santana

Tiradentes, Tancredo, Telê.

Três mineiros que começam com T.

Os três morreram num 21 de abril.

O primeiro foi um mártir pela Independência do Brasil, que tardou.

O segundo foi um símbolo pela redemocratização do país e da esperança não cumprida.

O terceiro foi aquele a quem todos nós demos o coração.

(Texto publicado neste blog, exatamente um ano atrás)

Por Juca Kfouri às 12h56

20/04/2007

E o Grêmio FEZ!

O Grêmio precisava fazer 3 a 0 no Caxias para levar a decisão da vaga na final do Campeonato Gaúcho para os pênaltis.

E Patrício fez 1 a 0, aos 13, em chute cruzado pela direita.

E Tcheco fez 2 a 0, aos 18, depois de incrível gol perdido por Tuta.

E Diego Souza fez 3 a 0, aos 41, de cabeça.

O Grêmio fazia.

O Grêmio FEZ!

Só no primeiro tempo.

O Olímpico nem estava lotado (pouco mais de 24 mil torcedores) como, em 2005, estava o estádio dos Aflitos.

Mas o segundo tempo começou sob o signo da aflição.

O Grêmio não podia tomar gol.

E precisava fazer, ao menos, mais um.

Mais um parece tão pouco.

Só que era tudo.

Mais um.

E o Grêmio, FEZ!

Tuta fez, aos 23, de cabeça.

Agora era o Caxias que precisava fazer um gol para chegar à decisão.

E o Caxias não fez.

Sandro Goiano, do meio de campo, ainda mandou o que seria o quinto gol no travessão, aos 34.

Baita Grêmio.

Gigantesco.

Que epopéia, outra vez.

Que venha o Juventude.

E, principalmente, o Cerro Porteño.

Tudo azul!

Por Juca Kfouri às 21h27

Maria Lenk - Outro lado

 

Por LINO CASTELLANI FILHO

A mídia esportiva brasileira deu destaque, desde a madrugada do dia 17 deste mês de abril, ao falecimento da renomada nadadora brasileira Maria Lenk.

Seus feitos esportivos foram relembrados em tons emocionados e suas façanhas nas piscinas do mundo cantadas em verso e prosa.

Nesse toar, nosso estimado jornalista Juca Kfouri chegou a dizer que ela seria "dessas figuras imortais que, ao mergulhar pela última vez, não morrem. Apenas saem nadando por aí, em vigorosas braçadas, para virar lenda".

Pois é assim que se constroem as lendas... Bertholt Brecht já nos incitava a pensar sobre a mitificação histórica de pessoas quando, em um poema intitulado "Perguntas de um Trabalhador que lê", assinalava: "... O jovem Alexandre conquistou a Índia. Sozinho? César bateu os gauleses. Não levava sequer um cozinheiro? Felipe da Espanha chorou, quando sua armada naufragou. Ninguém mais chorou? Frederico II venceu a Guerra dos sete anos. Quem venceu além dele?...".

Certamente não é nas páginas da história oficial que vamos encontrar sinais de uma outra faceta da esportista Maria Lenk. Em meados da década de 1980 tive a oportunidade, por conta de meus estudos de mestrado, de entrevistá-la, como também a outros professores seus contemporâneos da época da Escola Nacional de Educação Física da Universidade do Brasil, posteriormente Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Os seus depoimentos encontram-se no livro "Educação Física no Brasil: A história que não se conta", hoje em sua 13ª edição. Trago aqui algumas passagens deles que, embora pequenos, já auxiliam os que lidam com o conceito de verdade histórica a ratificarem a compreensão acerca da impossibilidade da sua existência sobre a forma absoluta e sim sob o manto da objetividade, quase sempre traduzida por aqueles que nas relações de poder, estabelecidas num determinado momento histórico, fizeram prevalecer seus olhares da história em detrimento de outros possíveis.

Comecemos com algumas passagens de seu próprio depoimento. Em um trecho expressa sua compreensão sobre a Educação Física (EF) no ensino superior e o movimento estudantil no conturbado ano de 1968:

"... Bom... Eu posso dizer de vivência própria, porque exatamente nesse período eu estava na direção da Escola e, por conseqüinte, dentro do Conselho Universitário. Estava em ligação direta com o governo, e ele, através da Divisão de Educação Física, convocou todas as escolas de EF para que se estudasse um novo currículo para seus cursos e também nomeou uma comissão – da qual fiz parte – para dar forma a um documento que visava difundir a EF e torná-la obrigatória em todos os níveis de escolaridade, quer dizer, alcançava inclusive a Universidade. E na UFRJ foi exatamente eu quem implantou essa lei. Então eu conheço a fundo todos os senões desse assunto e posso dizer com respeito a este, político, que quando eu assumi em 68, a preocupação do governo era a de acabar com as células – assim chamavam os centros comunistas – que estavam mais ou menos velados em forma de diretórios acadêmicos, e que não se preocupavam com o ensino, mas sim com assuntos políticos, revolucionários ou contra-revolucionários, vamos chamar assim...".

 

E continuava, mais adiante:

"... Acontecia ainda, uma outra coisa interessante. Na época, nós da EF estávamos defendendo a tese de que viesse a existir, na Universidade, a Ginástica obrigatória, quer dizer, o preparo físico e a preocupação com a saúde de todos os estudantes, mas também que se continuasse a cultivar o esporte universitário. Então havia a CBDU, que existe até hoje, composta por associações de desporto de competição, existentes nas universidades como departamentos dos diretórios acadêmicos, departamentos esses que não tinham nada com política. Então ocorria uma coisa interessante, porque você também vai perceber que quem está ligado ao esporte raramente se interessa por política. Eu mesma, se você perguntar se sou a favor da ditadura ou da democracia, se sou a favor de regime x, y ou z, eu responderei que não me interesso pela forma política, eu me interesso é em saber o que eles já conseguiram fazer em função da EF e do Desporto. Então, o que nós queríamos era preservar os departamentos esportivos, que eles continuassem a fazer os seus esportes de competição, que a CBDU continuasse a existir. E ela, CBDU, contou, naquela época, com substancial apoio militar. Foram realizados grandes JUB’s, bem organizados porque os militares deram uma mãozinha aos estudantes na organização dos Jogos, dando a eles aquele cunho patriótico, com desfiles, etc, dentro dos moldes olímpicos. Mas muitas vezes as universidades, inclusive a Escola de EF, eram obrigadas, por questões políticas, a fecharem os Centros Acadêmicos, mas não a fechar a seção esportiva, essa continuava...".

Por Juca Kfouri às 12h37

Maria Lenk - O outro lado (continuação)

E acerca de sua percepção da presença de fatores político-ideológicos nos episódios por ela vividos e aqui rememorados, assim se expressou:

"... Não assim acentuados... É verdade que naquela fase, no início da Revolução, procurava-se os líderes comunistas, não é, e muitos foram encontrados no meio dos professores, inclusive de EF, os quais foram, inclusive, cassados. Na EF até que foi muito pouco, sabe. Havia um que realmente assumia uma liderança, mas ele, por natureza, era realmente assim muito exuberante, queria se projetar, muito mais do que por convicção política. Infelizmente ele teve que arcar com as conseqüências. Mas de uma maneira geral, os professores de EF não se envolvem em política. Porque também tem o seguinte, isso eu até tive ocasião de dizer numa reunião que houve recentemente no Conselho Nacional de Desporto: Esporte e EF, principalmente a EF Escolar, que se preocupa com a eugenia da raça, são comuns a qualquer regime político, isso tanto faz ser um regime forte como um regime democrático, acho que a preocupação existe e nós vamos mesmo ao fundo da questão que é a EF em si. O que esse indivíduo faz, por exemplo, dentro da política, é assunto completamente independente...".

Já aquele professor exuberante, por ela mencionado (tratava-se do professor Alberto La Torre de Faria), assim se reportou àquele momento histórico (sobre o AI 5):

"... Ah! Esse episódio foi muito interessante! (...) Quando o ISEB fechou, eu fui transferido para o Ministério da Educação e aproveitado na Divisão de Ensino Superior, onde realizava inspeções e fiscalizações nas universidades. Minha presença em Itu tinha a ver com a intenção de se fundar, naquela cidade, uma Faculdade de Direito. O Diretor da Faculdade era um ex-deputado federal, casado com a filha do Plínio Salgado. Loureiro Júnior era seu nome (...) Já tinha acabado de realizar o meu trabalho e aceito um convite do Diretor para jantar. Nós estávamos então, tomando uns aperitivos e aguardando o início da ‘Hora do Brasil’ (...) A certa altura, ouvimos referência ao AI-5: ‘Foram incursos no Ato Institucional nº 5, os senhores: Alberto La Torre de Faria...’ Foi um espanto, inclusive para mim. Eu, delegado do ministério da Educação, organizando uma Faculdade de Direito em Itu e sendo cassado em Brasília! (...) o Professor Loureiro Junior, muito espirituoso, disse assim: ‘...Eu não sabia que o senhor era um homem tão importante, o primeiro da lista...’. Lembro-me de ter-lhe dito não ser pela importância, mas sim pelo fato de meu nome iniciar-se pela letra ‘A’. Ai todo mundo caiu na gargalhada...".

E continua, sério...:

"...Aquele período desbaratou a vida de todo mundo. Eu acho que foi um golpe, um período de autoritarismo... Eu mesmo tive minha casa vasculhada várias vezes pela polícia. Tive minha biblioteca saqueada..."

E mais adiante se reporta à Maria Lenk:

"...Da universidade fui aposentado antes do AI-5 (...) Mesmo assim fui convidado para dar algumas aulas, até que surgiu um fato lastimável. Foi assim: O Dr. Waldemar Areno (1º presidente da Federação Brasileira de Medicina Esportiva) me convidou pra continuar a dar aula, apesar de já estar aposentado. Aulas sobre Esporte. E eu não ganhava um tostão (...) mas eu as dava pelo amor à casa onde estive tantos anos e que ajudei a fundar. Um belo dia, eu vou entrando e notei o porteiro, Riolando, uma pessoa muito simpática, meio constrangido... Eu fui para a sala de aula. Entrei. Os médicos – era um curso de medicina esportiva – estavam lá, sentados. Antes mesmo que eu começasse a aula, entrou na sala um funcionário e me disse: ‘Professor, o senhor está proibido de dar aula na Escola. A dona Maria Lenk já se entendeu com a universidade e não quer que o senhor dê aula aqui, porque o senhor é subversivo’. Me dirigi, então, aos médicos, explicando-lhes que a aula havia sido suspensa. E fui pra casa...".

Fica o registro. Não me vem a mente outra maneira de terminar senão pegando de empréstimo de Carlos Drummond de Andrade uns pedaços de seu poema Verdade:

"A porta da verdade estava aberta,

Mas só deixava passar

Meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade.

(...)

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.

Nenhuma das duas era totalmente bela.

E carecia optar. Cada um optou conforme

Seu capricho, sua ilusão, sua utopia".

Por Juca Kfouri às 12h36

Puro Torero

JOSÉ ROBERTO TORERO

Zé Cabala e o torcedor

Desta vez, o telefonista dos espíritos recebe alguém que não é atacante, zagueiro, meio-campista ou goleiro

QUANDO CHEGUEI ao escritório de Zé Cabala, o grande mensageiro das almas, o supremo webmail dos espíritos, ele já me esperava em sua sala. Usava um turbante negro, e negra também era sua túnica.

Como nunca o tinha vista tão elegante, perguntei: "Está de luto, mestre?". "Não, é que preto emagrece", ele me respondeu. "Mas vamos ao que interessa. Quem o nobre foliculário (ou devo dizer folhiculário?) quer entrevistar hoje? Um grande meia, um inesquecível atacante, um invencível zagueiro ou um premiado técnico?" "Estava pensando em algo mais simples: um torcedor."


Então o divino psicófono ergueu-se, pegou a toalha da mesa e começou a agitá-la como se fosse uma bandeira, correndo pela sala e cantando uns hinos que eu não entendi. Depois, já ofegante, finalmente sentou-se. "O senhor é um torcedor?", perguntei. "Ô! E dos bons." "Pois eu queria saber o que leva alguém a amar um time."
"Ah, meu filho, são vários motivos e um motivo só. Você pode gostar de um time porque é o time da sua cidade, porque algum grande amigo torce por ele ou porque seu pai lhe ensinou assim. Mas o certo é que, se torce para um time, é porque se quer fazer parte de alguma coisa maior. Um homem é só um homem, mas, se ele torce para um time, passa a fazer parte de uma torcida, de um clube, de uma história, uma história cheia de vitórias e derrotas, cheia de batalhas heróicas e grandes inimigos."

"E esses inimigos são importantes?" "Ô! Diga-me com quem não andas e te direi quem não és. O inimigo é tão importante quanto o amigo. Talvez mais. E torcer contra eles é uma delícia. Pode perguntar para qualquer um. O torcedor do Sport vibra com a derrota do Santa Cruz, o do Inter bebe vinho quando o Grêmio perde, e o do Galo canta quando o Cruzeiro tropeça. O inferno dos outros é o nosso céu."

"Não é meio triste pensar assim?" "É, mas fazer o quê? O ser humano não é grande coisa." "Essa história de inimigo não é o que provoca as brigas nos estádios?"

"Não mesmo! Torcedor comum não briga. Isso é coisa de torcedor organizado. O torcedor comum segue o trilho das coisas certas. Na verdade, ele até gosta de ir ao campo com um amigo que torce para o inimigo, só para ficar tirando sarro do coitado. Tirar sarro dos torcedores adversários é das melhores coisas que existe. Por isso é que eu adorava as segundas-feiras, porque tirava sarro de metade do pessoal lá no serviço."
"E o senhor acha certo que o futebol seja tão importante na vida das pessoas?" "Meu filho, as coisas mais importantes são as coisas sem importância. O futebolzinho, conversar com os amigos no bar, beber uma cerveja gelada, comer uma lingüicinha bem apimentada, olhar uma mulher bonita, tomar um bom pingado na padaria, pregar peça nos amigos... Felicidade é um negócio simples, a gente é que complica."

"E quando o senhor era vivo torcia para quem?" "Como assim, você não está me reconhecendo?" "Bem..., para falar a verdade..." "Te chamei de "meu filho", e você não adivinhou quem sou eu?

" "Pai?"

"Quem mais? E você sabe que eu torço pelo Santos e contra o Corinthians. Aliás, esperei até o último jogo entre os dois para ir para o lado de lá. Ah, aquele 2 a 1 foi uma bela despedida.

E, falando em despedida, já está na minha hora.

Adeus. De novo.

" Estranhamente, desta vez Zé Cabala não cobrou a consulta.

RELANÇAMENTO!

 

 

 

 

Torero lança hoje um livro novo.

Ou melhor, relança hoje um livro velho.

É o "Santos, um time dos céus", livro que escreveu em 1998 e que conta a história de um torcedor imaginário chamado Brás Cubas dos Santos e, é claro, a do Santos.

Como de lá para cá a história do time mudou um bocado,  ele mudou o final do livro, acrescentando a geração Robinho e Diego, os campeonatos brasileiros, o paulista de 2006 e etceteras.

A primeira edição era luxuosa e cara. Esta será mais acessível aos bolsos dos mortais (mas ainda tem várias fotos). O livro sai pela editora Realejo (13 3289-4935).

O lançamento será hoje, a partir das 19h00, no Memorial das Conquistas, que fica lá na Vila Belmiro.

Por Juca Kfouri às 12h10

Decisões de norte a sul

Fim de semana pra lá de divertido.

Comecemos pelo nordeste.

Tem Ba-Vi no começo da decisão do Campeonato Baiano.

Não são mais nem sombra do que eram, mas é Ba-Vi, e basta.

E Sorato deve estrear no rubro-negro baiano.

Em Minas, Cruzeiro e Galo devem confirmar o favoritismo diante de Tupi e Democrata para chegar às finais.

E se o Cruzeiro fraquejar de novo, não será o caso de mandar os Perrelas para casa?

No Rio, diante do obstáculo chamado Gatti, o goleiro da Cabofriense, o Botafogo deve ser confirmado como o adversário do Flamengo na final do Campeonato Carioca, que os puristas querem que eu chame de "fluminense". Nem pensar.

Em São Paulo será a vez de São Paulo e Santos passarem por São Caetano e Bragantino para se enfrentarem na ansiada decisão.

No Paraná, o Atlético Paranaense meio combalido recebe o Paraná Clube, animadíssimo.

E o Coritiba, pela bola sete, recebe o Paranavaí, que ganhou a primeira semi-final.

Já no Rio Grande do Sul, onde tem acontecido de tudo, até a eliminação do Inter na primeira fase da Libertadores, a dupla Ca-Ju tem a faca e o queijo nas mãos para fazer uma decisão em Caxias do Sul do Campeonato Gaúcho.

Mas, atenção:

Lá, a o fim de semana começa literalmente hoje à noite, às 20h30, com Grêmio e Caxias, no Olímpico.

O Grêmio precisa fazer hoje com o Caxias o que o Inter não fez ontem diante do Nacional uruguaio.

Por Juca Kfouri às 00h49

Sem surpresas

Não pude ver nenhum dos três jogos desta noite, aqueles que começaram às 20h30 ou depois.

Só vi mesmo o Inter, com tristeza.

Mas não houve surpresas em Curitiba, Santos e Rio.

O Botafogo se impôs como time da primeira divisão, coisa que o Coritiba deixou de ser faz tempo, infelizmente, graças aos aventureiros que o tomaram de assalto.

E o Fluminense voltou a se comportar como se fosse de terceira, ao empatar com o Bahia, que é, tricolores gloriosos assolados por gestões abaixo da crítica.

E Carlos Alberto foi expulso.

Alguma surpresa?

Como não houve surpresa na tranqüila vitória do Santos sobre o Deportivo Pasto, bom apronto de parte do elenco 100% na Libertadores para o jogo diante do Bragantino, no domingo.

Vida que segue, como diria o imortal João Saldanha.

Por Juca Kfouri às 00h17

19/04/2007

Que pena, Colorado

O Inter bem que tentou.

Só no primeiro tempo teve pelo menos três chances de gol.

No segundo, no dia do Índio, ele achou de ser expulso de campo.

O Inter ainda fez um gol, com Fernandão.

Mas era tarde, aos 35.

A massa colorada fez a parte dela.

Mas não deu...

Agora é pensar com calma no Brasileirão.

O Inter tem saldo.

Ainda é campeão da Libertadores e mundial.

Por Juca Kfouri às 20h14

Um golpe na violência

Será lançado hoje, a partir das 18h30, no Sesc da rua Marquês de Abrantes, 99, no Flamengo, Rio de Janeiro, o livro "A violência e o futebol", de  Maurício Murad, professor titular de Sociologia do Esporte no mestrado da Universidade Salgado de Oliveira e da Universidade do Rio de Janeiro, doutor em Ciências do Desporto.

Seu livro é uma das obras mais sérias, bem pesquisadas e profundas já publicadas em português e será ótimo se nossas autoridades dedicarem seu tempo para lê-lo. 

Murad coordena, desde 1990, o Núcleo de Estudos de Sociologia do Futebol da UERJ e conhece na prática o tema sobre o qual teoriza.

Seu livro é editado pela FGV Editora.

Por Juca Kfouri às 13h54

Hoje tem drama no Beira-Rio

Quatro jogos na noite de hoje.

Dois pela Copa do Brasil, às 20h30, reunindo dois times cariocas, um baiano e outro paranaense.

No Couto Pereira, o Coritiba recebe o Botafogo, em jogo em que o time do Rio é favorito, mas que precisa levar muito a sério.

No Maracanã, é o Flumininense quem recebe o Bahia, dois tricolores que já viveram tempos muito, mas muito melhores.

Os outros dois jogos são pela Libertadores.

Na Vila Belmiro, às 21h30, o Santos treina diante do Deportivo Pasto para chegar aos 18 pontos em seis jogos e terminar na liderança absoluta da Libertadores, com uma campanha 100%.

E no Beira-Rio, às 19h15, promessa de drama.

Sem saber se poderá ter Alexandre Pato, com dores no joelho, e com movimento abaixo do esperado na venda de ingressos, o Inter campeão mundial e da Libertadores, recebe o Nacional, de Montevidéu.

E tem de vencer.

E tem de vencer por 3 a 0 para seguir adiante.

É claro que é hora de o torcedor colorado ter fé.

Mas, se der certo, será daqueles casos em que se diz: "Vá ter fé assim lá...lá longe!".

Por Juca Kfouri às 23h27

São Paulo fez a lição (fora) de casa

O São Paulo, com apresentação em câmara lenta, mas com absoluto domínio do jogo, passou pelo Alianza, depois de fazer 1 a 0 no último minuto do primeiro tempo, gol de Borges, depois de um cruzamento perfeito de Jorge Wagner.

Sustos o time brasileiro praticamente não sofreu, a não ser no último minuto.

E o tricolor decidirá o primeiro lugar de seu grupo com o Audax Italiano, no Morumbi, em sua marcha em busca do tetra.

Por Juca Kfouri às 23h21

18/04/2007

É o Brasil na Libertadores

Sem forçar, e perdendo muitos gols, o Flamengo despachou o Real Potosí, no Maracanã, 1 a 0, gol de Souza, no primeiro tempo.

O rubro-negro será, no mínimo, o time com a segunda melhor campanha na Libertadores, atrás apenas do Santos.

Forçando, para não depender de ninguém, o Paraná Clube também passou pelo Maracaibo, 2 a 1, na Vila Capanema.

E os dois brasileiros seguem adiante na Taça.

Por Juca Kfouri às 22h47

É o Brasil na Copa do Brasil

Não bastasse o Brasiliense, eis que o Brasil Central tem outra surpresa: o Atlético Goianiense.

No Serra Dourada, o time goiano bateu no seu xará paranaense por 3 a 1.

Pode perder de 1 a 0 na Arena da Baixada.

Claro que o Furacão já virou em circunstâncias muito piores diante do Vitória.

Mas vá gostar de viver perigosamente assim lá longe.

O Atlético Goianiense deixou o Guarani (2 a 1, em casa, e 0 a 0) e o Fortaleza (2 a 3 e 3 a 2, fora, com vitória nos pênaltis) pelo caminho e está ficando atrevido.

Já o Galo saiu de Floripa com ótimo resultado diante do Avaí do Guga, 2 a 0, prova provada de que o Atlético Mineiro anda em estado de graça.

Mais uma preocupação para o Cruzeiro, seu provável adversário na final do Campeonato Mineiro.

Azar dos catarinenses de um lado, sorte do outro, porque o Figueirense, em Brasília, derrotou o Gama, por 4 a 2.

Os pernambucanos se deram mais ou menos.

O Sport, bicampeão, empatou em Ipatinga, 1 a 1, bom resultado, graças ao gol de empate marcado por Fumagalli, sempre ele.

E o Náutico, mesmo com um homem a mais desde os 15 minutos do segundo tempo (William foi expulso), mas sem sua dupla de atacantes titular, Felipe e Kuki, no Aflitos, só empatou com o Corinthians por 2 a 2.

Gols paulistas de Magrão e Jean Carlos no primeiro tempo.

E pernambucanos de Beto, aos 7, e, graças a um frango d'água do goleiro Jean, de Sidny, aos 38 do segundo tempo.

Mas está pintando um Corinthians e Figueirense nas quartas-de-final da Copa do Brasil. 

Por Juca Kfouri às 22h45

Legítimo invicto

Para quem dava pouco para a invencibilidade do Brasiliense, como este blog, eis aí o castigo:

no Mineirão, Cruzeiro 0, Brasiliense 1, pela Copa do Brasil.

Gol obtido logo no começo do jogo, aos 7, com Agenor, e...quer saber?

Não foi por mais por detalhes, porque a equipe candanga, que já foi vice-campeã da Copa, marcou melhor e criou mais que o poderoso Cruzeiro.

No último minuto, então, Warley perdeu o gol mais feito deste mundo.

O campeão do Distrito Federal tem sim por que se orgulhar de sua invencibilidade.

E o Cruzeiro que se cuide.

Por Juca Kfouri às 20h26

Indiciado ex-presidente do Galo

A repórter ANDREZA MATAIS, da Folha Online, em Brasília, informa que, dois anos depois do escândalo do mensalão vir à tona, o Supremo Tribunal Federal abriu a primeira ação penal contra 11 pessoas acusadas de envolvimento com o esquema.

A ação já tramitava na Justiça Federal de Belo Horizonte, mas foi transferida para o STF.

A denúncia atinge quatro dirigentes do BMG, o banco que hoje patrocina o Vasco, entre eles o ex-presidente do Atlético Mineiro, Ricardo  Guimarães.

Eles são acusados de gestão fraudulenta da instituição financeira e falsidade ideológica ao liberar "recursos milionários do BMG ao PT e às empresas ligadas a Marcos Valério, seja porque a situação econômica financeira dos tomadores era incompatível com o valor, seja porque as garantias dadas eram insuficientes".

O relator da ação penal é o ministro Joaquim Barbosa, que já responde pelo inquérito principal do esquema.

A denúncia foi oferecida ao STF em março do ano passado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que acusou 40 pessoas de participarem de uma organização criminosa que tinha como objetivo favorecer o governo por meio de compra de de votos de deputados de partidos aliados.

Ao mesmo tempo, no Rio, a Justiça suspendeu, até julgamento do mérito, a realização de nova eleição no Vasco da Gama.

Por Juca Kfouri às 15h33

E a Inter caiu

A Inter estava há 39 jogos oficiais sem perder, com nove empates.

Desses, 31 só no Campeonato Italiano, com seis empates.

Hoje poderia ganhar o título, ao enfrentar a Roma, em Milão.

Mas tomou dois gols aos 43 minutos, do primeiro e segundo tempos, além de mais um, aos 50 e caiu: 3 a 1.

Aos 7 do segundo tempo tinha empatado, depois que Doni fez (na verdade, não fez) pênalti em Adriano.

Não seria campeã agora, mas manteria a invencibilidade.

Nem uma coisa, nem outra.

Por Juca Kfouri às 13h23

Carta aberta a Nuzman

Por HOMERO BLOTA

Esta é uma carta aberta de um professor de Educação Física de escolas públicas do Rio de Janeiro ao Sr. Carlos Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos.

Rio de Janeiro, 16 de abril de 2.007

Prezado Sr. Carlos A. Nuzman,

Nunca lhe tive apreço pessoal, como pessoa e como dirigente desportivo.

Como pessoa, não lhe conheço.

Portanto, são dessas antipatias gratuitas, que se têm por aqueles cuja figura pública, por várias razões, acabamos confundindo com a privada e, por isso, passamos a odiar ambas.

Mas julgo-me no direito de não apreciar sua aparente vaidade desmedida.

Seus trejeitos e tiques.

Você parece não caber em si próprio, possuir uma vontade inenarrável de aparecer mais do que os atletas.

Não se ama, mas se inveja a cada vez que se olha no espelho, demonstrando rigoroso desprezo por aqueles que estão à sua volta.

Esta e a impressão pessoal que tenho de ti, mesmo sem conhecê-lo.

Quem sabe estou equivocado.

Como dirigente esportivo e sendo eu um professor de Educação Física que tenta levar a causa do esporte aos cidadãos pobres do Rio, aí sim, tenho opinião formada sobre você, sobre a política que você adotou para os esportes olímpicos do Brasil.

Leia esta carta com humildade, que reflete a opinião, tenha certeza, não somente minha, mas de uma gama enorme de gente no Brasil, que discorda de maneira frontal de suas ações.

Aceite-a como uma contribuição à sua jornada, se assim for capaz.

Desde que assumiu a direção do Comitê Olímpico Brasileiro, sua preocupação não foi outra que não transformar aquela entidade numa mera empresa organizadora de eventos desportivos, com o intuito de:

(a) dar lucro;

e (b) projetar a sua figura nacional e internacionalmente.

Aquele que deveria ser o órgão brasileiro destinado a propor para o país uma política desportiva de base, estimulando jovens de todos os cantos da nação a praticar esportes, interessou-se, simplesmente, em organizar megaeventos (ou tentar organizá-los).

Diga-me, Carlos A. Nuzman, o que foi que você fez para o esporte de base do Brasil desde que assumiu a presidência do COB?

O que você fez para os mais necessitados?

Colocou o nosso Rio de Janeiro em duas candidaturas olímpicas malogradas, fantasmagóricas (e ainda coordenou a mais malograda ainda Brasilia 2000), mesmo sabendo, de antemão, que as chances de vitória seriam nulas.

Sem falar nos escândalos financeiros que envolveram tais candidaturas.

Não teria sido mais útil ao nosso pobre Brasil se seus esforços tivessem sido concentrados para arrecadar essa dinheirama toda para ser gasta em campos de esporte em locais menos favorecidos de regiões distantes?

Você sempre soube que as chances de Brasília e do Rio de Janeiro eram absolutamente nulas.

E insistiu nelas, parece-me, com o intuito de autopromoção e de arrecadar grandes quantias, cujos balanços financeiros até hoje não estão concluídos, como bem noticia a imprensa e conforme se apura do Tribunal de Contas da União.

Assim como quer impingir ao Brasil, novamente, um novo escândalo que se chamará Rio 2.016?

Use esse dinheiro para criar competições de base no Nordeste do Brasil, por exemplo, para jovens, que nunca praticaram esgrima, handebol, ginástica olímpica, remo, ou levantamento de peso.

Promova e prestigie os esportes que o elegem e reelegem, indefinidamente.

Não gaste esse dinheiro em hotéis, banquetes, presentes, mimos e salamaleques, ou viagens de primeira classe e hotéis de luxo com delegados do Comitê Olímpico Internacional.

Se tivermos dinheiro para uma candidatura olímpica Rio 2.016, gaste, que seja, para melhorar as condições das instalações públicas das escolas públicas do Estado do Rio, se quiser limitar seus horizontes à sua terra natal.


Vejo os jornais e percebo que sua gestão é repleta de denúncias de irregularidades.

Nunca vimos antes tamanhos descalabros.

Sem qualquer pecha, você entrega o design das roupas da delegação olímpica à sua cunhada Mônica Conceição, dá a Chefia das delegações olímpicas e pan-americanas do Brasil ao seu diretor e companheiro Marcos Vinicius Freire que, ao mesmo tempo, representa no Brasil a AON Seguros que é quem faz os seguros das seleções do seu Comitê.

De quebra, esse mesmo Marcos Vinicius Freire é amigo e sócio do Ricardo Aciolly que, por sua vez, ganhou os direitos de comercialização dos bilhetes do Pan-Americano.

De quebra, também ganhou os direitos sobre as cerimônias de inauguração e encerramento da mesma competição.

A agência de turismo que presta serviços ao COB é a da sua grande amiga Cristina Lowndes, em uma licitação até hoje contestada e dirigida.

A empresa contratada para idealizar (somente idealizar, e mais nada) as medalhas do Pan-Americano ganhou o direito de fazê-lo através de uma mera carta convite, auferindo R$ 720.000,00 em um contrato de três anos.

A filha de sua atual mulher, é estagiária de direito do COB e viajou a Suíça, às expensas da entidade, para "assessorar a defesa do Vanderlei Cordeiro de Lima", sem sequer estar formada, ou possuir inscrição na OAB/RJ.

Apesar de o decreto que regulamenta a Lei Piva obrigá-lo a licitar todas a contratações de obras e serviços, por ser o COB um órgão que vive do dinheiro público, absolutamente é licitado, a não ser a famosa contratação da Tamoyo Turismo, da sua amiga Cristina Lowndes, sobre a qual pairam acusações de licitação dirigida.

Eu não estou inventando nada disso.

Tudo aqui é relatado na imprensa ao longo do tempo e concatenado no blog http://averdadedopan2007.blogspot.com/, que é um verdadeiro documento histórico sobre aquilo que você e a rede Globo passaram a chamar de Pan do Brasil.

Por Juca Kfouri às 23h19

Carta aberta (continuação)

Antes, Sr. Nuzman, era o Pan do Rio, seu e do prefeito César Maia.

Quando se viu que sem vultosas verbas federais a coisa não andaria, mudaram o slogan e, para justificá-las, a Globo criou a frase "O PAN DO BRASIL".

Isto é, superpago com o dinheiro de todos os brasileiros.

O senhor e a rede Globo de televisão estão fazendo de tudo para mascarar a verdade do Pan.

Primeiramente, o Pan, em termos técnicos, não é que nos fazem parecer.

Internacionalmente o Pan é considerada competição fraca.

Não enganem o povo brasileiro, achando-os imaginar que somos uma potência olímpica somente porque nos Jogos Pan-Americanos ganharemos mais de 100 medalhas, superando Honduras, El Salvador, Nicarágua, Bolívia, Ilhas Virgens, Paraguai, Bahamas, ou mesmo as equipes C dos EUA e Canadá, ou Cuba que, devastada pela pobreza já não é mais a mesma.

Desmistifiquem esses Jogos e sejam leais com o povo, explicando que a Universíade, os Jogos da Common Wealth, os Jogos Mediterrâneos, os Jogos do Pan Pacific, os Jogos Asiáticos, ou qualquer outro campeonato mundial de qualquer modalidade tem nível técnico muito superior aos dos Jogos Pan-Americanos.

Se você e a Globo não explicarem isso direitinho, o povo brasileiro vai estranhar que, no ano que vem, em Pequim, o país continuará à mingua em medalhas na natação, na esgrima, no box, no atletismo, e ver o nosso handebol ficar em ultimo, ou antepenúltimo.


Quantas medalhas a natação do Brasil ganhou neste recente mundial?

Nenhuma, embora nossos bravos atletas tenham feito excelente papel.

O fato, Nuzman, é que estamos a anos luz de sermos uma potência olímpica e os Jogos Pan-americanos não podem mascarar essa verdade.

Para vencer a candidatura do Texas na Odepa, o senhor faltou com a verdade junto aos delegados da Odepa.

Apresentou-lhes um dossiê de candidatura absolutamente impossível de ser cumprido.

Tanto é verdade que nada do que está lá está sendo cumprido.

É um dossiê megalômano.

Não foram construídas uma só das obras prometidas no dossiê que você subscreveu e entregou a Odepa, tais como metrô, linhas de transporte, alargamento de avenidas, despoluição da Baía da Guanabara, para citar alguns exemplos.

Não falo nem nos hospitais para atender atletas, dirigentes e turistas, que absolutamente não existem no nosso Rio de Janeiro.

Ademais, vocês estão usando o Pan para tirar do papel coisas que há muito tempo se pretendiam no Rio de Janeiro e não se fazia porque é ilegal, ou porque não é do interesse da Cidade.

Cito alguns exemplos: a reforma da Marina da Glória não é um projeto do Pan.

É um projeto antigo que grupos privados já queriam efetivar há muito tempo; construir um shopping na Lagoa
por conta da raia de remo.

A mesma coisa do relatado acima; é entregar o Rio Centro para a iniciativa privada, também é um projeto antigo que interessa a
grupos privados há bastante tempo.

Vocês estão usando o Pan como justificativa para acolher interesses desses grupos. Ora, eu pergunto:

- Para que reformar a Marina da Glória, que é tombada pelo IPHAN, se ela abriga um Pan-americano como está?


- Para que construir um Shopping Center na Lagoa, para a raia de remo? Isso e necessário para o Pan?

- Por que entregar a administração do Rio Centro para a iniciativa privada por conta do Pan? O que tem uma coisa a ver com a outra?

Esse Pan virou um grande balcão de negócios e eu me envergonho dele.

Também vale comentar os elefantes brancos que você está construindo.

Lembro-me que no passado o seu mesmo COB já não quis construir obras faraônicas semelhantes por julgá-las elefantes brancos, por entender que faltaria dinheiro para mantê-lo. Mas você insistiu com eles.

Indago, não seria melhor ter feito esse Pan-Americano investindo na infra-estrutura dos clubes, centro formador de atletas e, após os jogos, isso ficaria como legado para eles? Não teria sido uma opção bem mais barata também?

Para que servira o Engenhão depois? Talvez para a Copa do Mundo de 2.014.


Mas à parte disso, de nada servirá para o esporte olímpico do Brasil.

O mesmo raciocínio aplica-se às obras do nosso autódromo de Jacarepaguá.

Ocorre que um Pan mais barato, mais consciente, não geraria tanta obra, tanta construção, tanto fluxo de capital, de super capital.

O superfaturamento nas obras e vergonhoso.

Mostra falta de planejamento, de rigor e respeito com o dinheiro público.

Você vendeu algo que não poderia  entregar.

E encostou a faca no peito do Governo Federal como quem diz: Ou paguem a conta, ou vamos dar vexame no exterior. E pagaram a sua conta.

Outro dia circulou no e-mail uma reportagem feita por um repórter do grupo Uol (cujas credenciais você corta em competições desportivas).

Ele tentou visitar todas as obras do Pan-Americano e locais de competição.

Fez um relato nu e cru da situação.

Tentou ir de táxi comum. Os motoristas do Rio sequer sabiam aonde eram muitos desses locais.

Para acessá-los, teve de ir em peruas clandestinas, enfrentar matagais, pois não há, ainda, acesso aos
locais de prova.

Visitou a Vila Pan-americana e relatou o insuportável cheiro de esgoto que tem lá.

Que atleta vai agüentar aquilo lá?

Tudo isso a três meses dos jogos.

E você e a Globo mascaram tudo isso. Da mesma forma como a Globo e a Sportv não deram a briga de facções que se engalfinharam na
apresentação dos voluntários que trabalharão na competição.

E você, senhor Nuzman, ainda quer fazer Olimpíada no Brasil.

O nosso atletismo esta falido.

Não fosse a BM&F ele não existiria.

O nosso basquete ainda sorri alguma esperança em razão na Nossa Liga de Basquetebol.


Mas outros esportes como a esgrima, o handebol, o boxe, o beisebol, o remo, a canoagem, o levantamento de peso não recebem apoio algum do seu Comitê.

Não se sabe ao certo o que você faz com a Lei Piva.

Sabe-se que grande parte dela fica no próprio COB, para suas festas, presentes e viagens, o que é incompreensível.

Para que o COB quer dinheiro? Deveria ser tudo repassado para as Confederações, principalmente as mais pobres.

Sr, Nuzman, medalhas não são importantes.

O importante e ter gente pobre no Brasil, em massa, fazendo muito esporte, em larga escala.

Quando isso acontecer, depois de muitos anos, surgirão, naturalmente, grandes atletas olímpicos.

Mas isso e um trabalho de longuíssimo prazo.

E ate lá você já estará morto. Eu também, um velho professor.

E eu não acho que você tenha essa grandeza de pensar assim.

Ganhar meia dúzia de medalhas em Olimpíadas em esportes que sempre ganharam medalhas, ao longo dos anos, não representa
absolutamente nada para o Brasil.



O que eu realmente espero, passado o Pan-Americano, é que o Ministério Publico e os vereadores, bem como o povo dessa nossa querida cidade se ocupem de investigá-lo.

Eu amo o esporte e lamento ver o olimpismo ter se transformado em uma grande negociata.

Assim, nunca iremos chegar a lugar algum.


Espero que nas Olimpíadas de Londres o senhor continue assim, vibrante, com cada vez mais trejeitos, tiques e tremeliques, torcendo muito pelos nossos bravos atletas.

Mas confortavelmente sentado em sua poltrona em sua casa no Rio de Janeiro.



Professor de Educação Física Homero Blota

Por Juca Kfouri às 23h02

17/04/2007

Rir para não chorar

O futebol também seus momentos dignos das melhores comédias.

Confira no endereço abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=j4raPxQLpHU&mode=related&search=

Por Juca Kfouri às 17h04

Provas dos nove

Nove jogos movimentam esta quarta-feira de futebol.

Três, pela Libertadores.

Um, para cumprir tabela, mas nem tanto.

Flamengo e Real Potosí, Maracanã, às 21h45.

Quanto mais pontos fizer, melhor para o Mengo, que pode ir aos 16 e até passar o Santos, se acontecer uma zebra na quinta-feira, em Vila Belmiro, o que daria ao time carioca a melhor campanha da Libertadores e todas as vantagens daí decorrentes, como sempre jogar a segunda partida em casa.

A vitória rubro-negra, além do mais, ajuda o Paraná Clube, que tem os mesmos seis pontos do Real Potosí, e recebe o eliminado Maracaibo, também às 21h45, na Vila Capanema.

Jogo decisivo tem outro tricolor, o São Paulo, em Lima, contra o Alianza, mas às 22h30.

O Alianza não ganhou nem um ponto sequer e não será agora que o São Paulo haverá de permitir.

Uma vitória brasileira e o time paulista assume a liderança do grupo pelo saldo de gols, com os mesmos 10 pontos do Audax Italiano (que tem um jogo a mais).

Lembremos que o último jogo do São Paulo será exatamente contra o Audax, no Morumbi.

Seis jogos acontecem pela Copa do Brasil, já em oitavas-de-final.

O Cruzeiro recebe o Brasiliense, campeão do Distrito Federal e invicto em 2007, às 19h30.

Ninguém aposta na continuidade da invencibilidade candanga.

Às 20h30, no Serra Dourada, confronto de Atléticos, o Goianiense e o Paranaense.

Todos os demais jogos serão disputados a partir das 21h45.

O Sport terá a chance de provar que não manda só em seu terreiro, ao visitar o Ipatinga, que sobrou no Campeonato Mineiro.

Ambos os times só pensam em Copa do Brasil.

Jogo muito, mas muito interessante.

O Gama recebe o Figueirense, os dois frustrados em seus campeonatos locais.

É hora de sonhar.

Em Floripa, o Avaí do Guga recebe o Galo embalado e favorito.

E nos Aflitos, no Recife, Náutico e Corinthians.

É preciso ser muito corintiano para acreditar no alvinegro.

Mas os corintianos acreditam... 

Por Juca Kfouri às 16h45

Maria Lenk não morreu

Ontem foi anunciada a morte de Maria Lenk, aos 92 anos de idade.

Ela se sentiu mal na piscina do Flamengo e teve um aneurisma.

Maria Lenk foi a primeira mulher sul-americana a participar de uma Olimpíada, em 1932, em Los Angeles.

Participou, também, da Olimpíada de Berlim, em 36.

Em 1939 bateu dois recordes mundiais, nos 200 e 400 metros nado peito, única atleta brasileira, até hoje, a quebrar recordes mundiais em esportes de alto rendimento.

Maria Lenk jamais deixou de nadar e de remar contra a maré pelo esporte brasileiro.

Foi fundadora da Escola Nacional de Educação Física da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Ontem foi anunciada a morte de Maria Lenk.

Mas será que ela morreu mesmo?

Maria Lenk é dessas figuras imortais e que, ao mergulhar pela última vez, não morrem.

Apenas saem nadando por aí, em vigorosas braçadas, para virar lenda.

Por Juca Kfouri às 01h10

Que Iraque que nada. O perigo ronda é a Grécia

Por IVAN LESSA 

Autoridades britânicas e gregas, e até mesmo australianas (os australianos vivem se metendo onde não foram chamados) estão assustadíssimas com a possibilidade de que a final do torneio da Liga dos Campeões venha a se transformar numa peleja disputada (para usar de um eufemismo) por dois times ingleses.

E que times ingleses! O Manchester United e o Liverpool, uma espécie de Fla-Flu do futebol destas ilhas. Fla-Flu! Por certo, perdi o senso. Não, não. Uma espécie de xiitas versus sunitas do Reino Unido.

São ferrenhos inimigos mortais, já que o futebol é o esporte das multidões, as multidões são ignorantes e as redundâncias passam despercebidas, tanto pela geral quanto pela arquibancada e até mesmo a tribuna de honra.

A Uefa, entidade que regula, na medida do possível, essas coisas, o tal do futebol, como insistem em chamar, já está às voltas com o que chamam de "nightmare scenario", que a maior parte dos brasileiros, talvez por viverem em sua maioria num pesadelo, preferem traduzir por "cenário pesadelo" e esta besta aqui que vos escreve insiste em chamar de "possibilidade pesadelo".

A partida final está marcada para Atenas e deverá ter lugar mês que vem, maio. Três equipes inglesas estão no páreo. As já mencionadas mais a "equipa" do Chelsea, que assim poderíamos chamar, já que seu técnico é um português, o José Mourinho, que adora pegar uma manchete de jornal, insiste em propalar sua condição de figurinha difícil.

Como se chegará às vias do fato

Na semana passada, 3 times da chamada Premiership, ou Primeira Divisão, obtiveram essa distinção de chegar às semi e às finais.

Semana passada foi quando o pau rolou violentamente quando o Manchester United jogou com o Roma, já tendo rolado um pouquinho menos no primeiro jogo com os italianos, lá na terra deles, que muitos chamam de "Itália". Pobre dos policiais que ficaram com o braço direito dolorido de tanto baixar o cacete em "fã exaltado".

Torcedor do Manchester United, ou de 99% dos times ingleses, você pode cair de cassete na cuca que eles não sentem absolutamente nada. Aquele sangue inclusive é molho de tomate, conforme todos sabem.

O que não se pode negar, embora a Uefa e os atenienses bem que gostariam de negar, é que o Manchester United e o Liverpool contam com a mais truculenta legião de fãs deste e de muitos outros países.

Para dar um plá: quando, em 2005, o Liverpool ergueu a taça cheia de sangue – sangue de verdade – na pobre da cidade de Istambul, na Turquia, eram 35 mil o número de fãs, ou torcedores, que haviam feito a viagem desde lá os confins de Merseyside, pertinho de Manchester, até a pitoresca capital turca, que já foi Constantinopla, tendo mudado de nome para evitar pedreiro e torneiro-mecânico em férias ou viagem de recriação futebolística.

O pau comeu em 2005? Perguntem a macaco de dois anos atrás se quer banana.

300? 11?

Os atenienses, já com problemas para obter de volta os chamados frisos de mármore Elgin, que outros ingleses trouxeram para o Reino Unido, agora vão ter que rezar para que, na pior das hipóteses (ou "worst case scenario", "pior cenário", confere?), venha apenas uma equipe inglesa para disputar a renhida, renhidíssima contenda.

Em 2005, 35 mil "liverpudlians" (vamos chamar logo de "liverpudlianos", que soa mal à beça) deram sua chegada à final em Istambul e, até agora, ainda não terminaram as obras de reconstrução da cidade e a recuperação dos cidadãos em estado de choque.

Teme-se mesmo, em caso de derrota "liverpudliana", a auto-explosão em massa dos torcedores mais exaltados. Eu, se fosse turco, ficaria em casa no dia do jogo.

Vitória ou derrota, seja lá de quem for, e o Iraque em peso vai parar com essa bobagem de se "insurgir" para acompanhar o, para eles e muito fanático de boa cepa, jogaço nas telinhas de televisão.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/04/070416_ivanlessa_tp.shtml

Por Juca Kfouri às 23h46

16/04/2007

Maria, Maria Lenk!

Por MAURÍCIO LOPES, Salvador, Bahia

Hora de rendermos nossas homenagens a Maria Lenk.

Lendária nadadora brasileira, única mulher desse país recordista mundial em um esporte de alto rendimento.

E que cumpriu, aos 92 anos, um ritual de passagem.

Sentiu-se mal pela derradeira vez exatamente em uma piscina, berço de seus sonhos realizados, estufa de suas vitórias, casa dos orgulhos de seus seguidores.

Nade em paz, Maria, Maria!

Por Juca Kfouri às 16h50

Entre Daniel Alves e Cafu

Por ALMIR MOURA

O Campeonato Baiano jamais apresentou em sua história uma edição tão folclórica. Não por acaso, algumas figuras lendárias andam aprontando das suas no Baianão 2007...

Depois de Saci do Bahia, Índio do Vitória, Ravengar do Itabuna, chegou a vez de um certo lateral direito mundialmente famoso ganhar destaque e se tornar o grande protagonista da última rodada da fase classificatória...

Após longínquas e intermináveis vinte e duas rodadas foram conhecidas as duas últimas equipes classificadas que vão se juntar a Vitória e Bahia no tão desejado e aguardado quadrangular final que decidirá quem vai ficar com o título de Campeão Estadual.

O Juazeiro Social Clube, que se orgulha por ter sido o primeiro clube de Daniel Alves, lateral do Sevilha e da Seleção, chegou a última rodada na terceira posição e precisava de uma vitória simples sobre o "já nem aí" Fluminense de Feira ou de um tropeço de um de seus rivais diretos:Poções e Atlético de Alagoinhas, para conseguir uma das vagas.

Com a derrota para o Fluminense e a vitória do Atlético de Alagoinhas, restava ao Juazeiro aguardar o final da partida entre Poções e Vitória....

O Vitória vencia a partida por 2 a 1 até os 36 do segundo tempo....

O clube de coração de Daniel Alves estava muito próximo da classificação....

Eis que Cafu resolve aparecer.....

Aos 37, de cabeça ele empata a partida e deixa o Poções a um golzinho da tão sonhada classificação....

Pouco depois, aos 41, de cabeça mais uma vez, e novamente ele, Cafu, faz o lendário e histórico gol salvador....

Se Daniel Alves é o grande ídolo Juazeirense, Cafu acaba de se tornar no seu maior vilão...

Por Juca Kfouri às 14h34

Dois gaúchos em apuros

Dirigir clubes como Vasco e Corinthians é sonho para qualquer treinador.

Mas pode virar pesadelo.

Celso Roth, de Caxias do Sul,  assume o Vasco em situação parecida com a de PC Carpegiani, de Erexim, no Corinthians.

Se Eurico Miranda for derrotado na eleição de maio, quem garante que Roth será mantido?

E se Alberto Dualib sofrer um impeachment, quem segurará Carpegiani?

Por Juca Kfouri às 12h37

A vitória da nadadora cidadã

A nadadora Laura Azevedo foi suspensa e condenada por uso de doping, quatro anos atrás.

Inconformada por negar o uso de qualquer ferramenta ilícita, ela foi à luta, atrás, ao menos, de uma reparação moral, já que os prejuízos para sua carreira eram insanáveis.

E, agora, deu-se bem, ensinando aos atletas brasileiros um caminho que deve ser percorrido aos que também se sentem injustiçados por uma legislação antidoping absolutamente em desacordo com os preceitos da ciência, segundo especialistas respeitados e que não fazem parte do mundo da cartolagem.

Trancrevo, abaixo, a mensagem que recebi da mãe da nadadora com o devido registro da Justiça:

Olá Juca,

Eu sou a mãe da nadadora Laura Azevedo

A razão deste e-mail é que aquele caso de doping no qual a Laura havia se envolvido.

O caso foi julgado novamente e ela venceu por 3 a 0, na 2ª Instância.

O que anulou a sentença absurda que havia sido dada anteriormente, fazendo com que o processo volte para a tutela antecipada que nós haviamos conseguido e provocando um novo julgamento.

É a partir desta informação que eu lhe peço ajuda para a divulgação desta notícia.

Desde já lhe agradeço

Atenciosamente

Margareth Azevedo


Processo NO 2007.001.10674

TJ/RJ -QUI 12 ABR 2007 14:18:16 -Segunda Instância -TJ

APELACAO CIVEL

SEGUNDA CAMARA CIVEL

DES. CARLOS EDUARDO PASSOS

JDS. DES. PAULO SERGIO PRESTES

LAURA DUTRA DE ABREU MANCINI DE AZEVEDO e outro

COMARCA CAPITAL 26 VARA CIVEL

Processo originário : 2003.001.103170-5

ASSINATURA DO ACORDAO

11/04/2007

DES. JESSE TORRES

11/04/2007

SESSAO DE JULGAMENTO

Data da sessao : 11/04/2007

A UNANIMIDADE, NEGOU-SE PROVIMENTO AO PRIMEIRO AGRAVO RETIDO, DEU-SE

PROVIMENTOAOS 2o. E 3o. AGRAVOS RETIDOS, DEU-SE PROVIMENTO À PRIMEIRA

APELACAO, PREJUDICADO O RECURSO ADESIVO, E ANULOU-SE A SENTENCA.

Por Juca Kfouri às 12h06

A CPI da Federação Carioca de Futebol

CRIA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO COM O FIM DE INVESTIGAR A GESTÃO FINANCEIRA DOS RECURSOS APURADOS NAS PARTIDAS DO CAMPEONATO DE FUTEBOL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM FACE AO SEU VÍNCULO DIRETO COM A ARRECADAÇÃO DE RECURSOS DESTINADOS À SUDERJ, E O CUMPRIMENTO DOS DISPOSITIVOS DO ESTATUTO DO TORCEDOR PELA FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DO RIO DE JANEIRO

 

Autor(es): Deputado MARCELO FREIXO

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

RESOLVE:

Art. 1° - Fica criada a Comissão Parlamentar de Inquérito com o fim de investigar a gestão financeira dos recursos apurados nas partidas do Campeonato de Futebol do Estado do Rio de Janeiro em face ao seu vínculo direto com a arrecadação de recursos destinados à SUDERJ, bem como o cumprimento dos dispositivos do Estatuto do Torcedor (Lei Federal n° 10.671, de 15.05.2003) pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro.

Art. 2° - A Comissão Parlamentar de Inquérito ora instituída será composta de 05 (cinco) membros e terá prazo de 90 (noventa) dias para conclusão de seus trabalhos, prorrogáveis por mais 60 (sessenta) dias, na forma do § 6°, do Art. 30, do Regimento Interno da ALERJ.

Art. 3° - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 11 de abril de 2007

Deputado MARCELO FREIXO

 

JUSTIFICATIVA

Ao longo dos últimos dez anos, têm se avolumado os escândalos envolvendo a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Tais escândalos ensejaram a abertura de inúmeros processos, de diversa natureza, que se encontram em andamento no âmbito do Ministério Público Federal, do Ministério Público Estadual, da Polícia Civil e das Justiças Civil e Criminal de nosso estado. Em tais processos encontra-se forte suspeita de que os procedimentos de arrecadação de recursos e de realização de pagamentos nos jogos do Campeonato Estadual da 1ª divisão estejam dando ensejo à evasão fiscal, violando a ordem tributária e financeira nacional e estadual, bem como permitindo outras práticas igualmente ilícitas e prejudiciais ao interesse público, tais como a chamada "lavagem de dinheiro", a "maquiagem" de boletins financeiros, a utilização de empresas "de fachada", a falta de transparência no fluxo de ingressos, a ausência de prestação de contas dos fundos geridos pela Federação de Futebol, a apropriação indébita de recursos do INSS, e a majoração ilegal do preço dos ingressos.

Na medida em que tais recursos são geridos de maneira inadequada e sem transparência, sucede-se a violação sistemática da legislação de proteção do consumidor e a de proteção do torcedor de espetáculos esportivos, matéria cujo interesse público se tornou explítico e indiscutível após o advento da respectiva lei federal. As investigações até aqui realizadas pelos órgãos acima mencionados apontam para fatos como falta de condições de segurança nos estádios; não observância da capacidade de público; ausência dos Planos de Ação exigidos pela legislação; falta de transparência de de controle na fabricação, distribuição, revenda e armazenamento dos ingressos, e ausência de numeração dos mesmos; além de problemas diversos relativos à organização das partidas, referentes à inexistência de sanitários adequados, de estacionamento, de divulgação de renda e público durante as partidas, além de revista meramente formal dos torcedores. Trata-se de um conjunto de fatos que expõe todos os que assistem às partidas, bem como a coletividade do entorno dos estádios, a grave risco pessoal e patrimonial, além de também importar numa outra dimensão do problema da gestão financeira.

Este estado de coisas culmina no notório comprometimento da credibilidade da própria competição desportiva, isto é, os campeonatos patrocinados pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Os elementos trazidos à baila até o presente momento põem em questão a independência das arbitragens, bem como expõem violações flagrantes da legislação, tal como visto no torneio seletivo para acesso ao campeonato estadual da 1ª divisão, disputado por clubes da 2ª divisão no ano de 2006.

O Estado do Rio de Janeiro, por seu turno, possui diversas competências, legislativas e administrativas, relativas às matérias mencionadas supra. De acordo com o artigo 24 da Constituição da República, possui competência legislativa suplementar em matéria de relações de consumo e de desportos. De acordo com o Estatuto do Torcedor, possui competência para instituir multas em face do descumprimento da lei 10.671/2003, de suspender o repasse de verbas públicas, bem como de promover, de maneira geral, a defesa do torcedor e a fiscalização do cumprimento da respectiva legislação, podendo inclusive constituir órgãos especializados para tanto. Isto tudo sem falar de suas prerrogativas no tocante à defesa da ordem tributária e financeira estadual.

As investigações realizadas até a presente data lançaram uma série de suspeitas e levantaram indícios de ilícitos e de violações a diversos interesses públicos e coletivos, que não podem simplesmente "passar em branco" pela Casa de Leis do Estado, sob pena de que essa falhe gravemente em sua função fiscalizadora e de zelo pela ordem pública e pelo Estado Democrático de Direito. Assim, cabe à ALERJ dar continuidade, aprofundar e complementar a apuração de fatos como os ora mencionados, a respeito dos quais existem fortes evidências, para cujo esclarecimento se requer o recurso aos poderes investigatórios de que o Legislativo dispõe. 

DEPUTADO MARCELO FREIXO

 

Por Juca Kfouri às 11h34

Entenda a dupla Ca-Ju

A reportagem abaixo revela o que acontece em Caxias do Sul.

Quem sabe cidades como Campinas, Ribeirão Preto e tantas outras regiões menos desfavorecidas do país e palcos de fortes rivalidades clubísticas, aprendam o caminho das pedras

21/03/2007

Clubes da serra crescem e reagem à hegemonia da dupla Gre-Nal

Como nunca ocorreu antes, equipes da rica região do Estado escancaram o desejo de fazer frente aos grandes e conseguem parceiros endinheirados.

Do Pelé.Net

PORTO ALEGRE - O Internacional foi campeão estadual do Rio Grande do Sul 37 vezes. O Grêmio, um pouco menos, 34. Já os dois principais clube das serra gaúcha, Juventude e Caxias, ganharam a competição apenas uma vez cada. A situação, antes encarada com naturalidade e submissão, parece que neste começo de novo século está a incomodar o povo daquela região localizada ao norte do Estado.

Neste 2007, enquanto torcedores alviverdes e grenás fazem campanha, levando para os estádios faixas com a inscrição "Anti-Gre-Nal" que são mostradas constantemente nas arquibancadas, os dirigentes de Juventude e Caxias fecham parcerias com grupos fortes e prometem formar times cada vez mais poderosos para encarar a tradição dos poderosos da Capital.
O Juventude está em negociações e bem próximo de assinar contrato a multinacional austríaca Red Bull, que produz o famoso energético. Já o Caxias, mesmo que num passo nem tão grandioso, mas também importante, fechou com o grupo Metalcorte, que assumirá a gestão do clube por 15 anos, em todos os departamentos, com atenção maior para o de futebol.

No último dia 14 de fevereiro foi assinado o protocolo de intenções, no qual a empresa, distribuidora de aço para a serra e que no ano passado teve um faturamento de R$ 365 milhões, promete, entre outras coisas, "formar equipes competitivas, com investimento maior em contratações, no intuito de impulsionar o clube no cenário nacional" - como diz o documento firmado.

Um detalhe está facilitando a aceleração do processo: o diretor-presidente da Metalcorte, Osvaldo Voges, é ao mesmo tempo vice-presidente do Caxias. E com a confiança de quem em 15 anos tornou a empresa na vice-líder de fabricação de motores elétricos na América Latina, ele afirmou à torcida, através de reportagem publicada no jornal Pioneiro, de Caxias do Sul: "O Caxias não e da Metalcorte, o Caxias não é do Voges, o Caxias é de 250 mil pessoas".

O caminho a ser percorrido pelo Caxias ainda será longo, pois o clube, campeão gaúcho no ano 2000 - última vez que o Interior desbancou a dupla Gre-Nal -, por enquanto tem brigado na série C do campeonato brasileiro, mas o otimismo faz vislumbrar a chegada à elite no menor tempo possível. Situação mais confortável é a do Juventude, clube que desde que chegou à série A, em 1995, nunca mais caiu, e agora, com a chegada da austríaca Red Bull, com quem alinhava união por 15 anos, a projeção é de que decole rumo ao topo hoje ocupado apenas por Inter e Grêmio.

A Red Bull já tem o controle de duas equipes de futebol, o New York Red Bulls, nos Estados Unidos, e o Red Bull Salzburg, um dos principais clubes da Áustria. O Juventude seria o terceiro time da multinacional e os investimentos anuais seriam superiores a R$ 60 milhões, uma fábula considerando os valores com os quais o clube trabalha atualmente.

Por Juca Kfouri às 11h27

Os pequenos assustam os grandes

Semifinais dos campeonatos estaduais no Rio Grande do Sul, no Paraná, em São Paulo, no Rio, em Minas, alguns dos pontos cardeais do futebol brasileiro.

Pois tudo indica que a dupla Ca-Ju, Caxias e Juventude, decidirá o Campeonato Gaúcho.

No Paraná, o Paranavaí ganhou do Coritiba na primeira partida das semifinais, 3 a 2, e se candidatou seriamente para decidir o título contra o Atlético Paranaense ou o Paraná Clube.

Em São Paulo, Bragantino e São Caetano assustaram os favoritos Santos e São Paulo, que não conseguiram vencê-los no Pacaembu e vão assombrar os sonhos dos dois grandes de hoje até o próximo fim de semana, quando tudo se decide no Morumbi.

No Rio foi a vez da Cabofriense aprontar para cima do Botafogo e sair com um empate de 2 a 2 no Maracanã, mantendo-se na luta para decidir o título carioca com o Flamengo.

E, finalmente, o Tupi, de Juiz de Fora, empatou com o Cruzeiro e também se habilita para, quem sabe, decidir o Campeonato Mineiro.

Provavelmente contra o Atlético Mineiro, único grande que venceu nas semifinais estaduais, ao derrotar sua filial, o Democrata, de Governador Valadares.

Por Juca Kfouri às 23h00

15/04/2007

Virada à Galo mineiro

A filial fez 1 a 0 e assustou o Mineirão com quase 20 mil torcedores.

Mas o Galo empatou ainda no pirmeiro tempo e virou no segundo: 2 a 1.

Agora pode perder para o Democrata por um gol, sábado que vem no mesmo Mineirão, e assim se classificar para as finais do Campeonato Mineiro, que diferentemente do Rio Grande do Sul, pinta ser a de sempre, entre os dois gigantes.

Por Juca Kfouri às 17h38

O Ca-Ju se aproxima

O Grêmio vai precisar fazer quatro gols e não tomar nenhum para, na sexta-feira que vem, no Olímpico, se classificar para a final do Campeonato Gaúcho.

Levou de 3 a 0 do Caxias, em Caxias do Sul, e a final pinta como sensacional, entre a dupla Ca-Ju.

Por Juca Kfouri às 17h07

Certas coisas...

Se o primeiro tempo tivesse acabado 5 a 0 para o Botafogo não teria sido exagero.

Tantas foram as oportunidades criadas e as defesas do ótimo goleiro Gatti, da Cabofriense.

Mas o alvinegro limitou-se a marcar uma vez, num golaço, para variar, de Dodô, de bicicleta.

Marcão empatou ainda no primeiro tempo e num contra-ataque perfeito no segundo, Marcelinho, com a camisa 7 de Mané Garrincha, botou o time de Cabo Frio na frente.

Certas coisas só acontecem no Botafogo, como um dia disse Paulo Mendes Campos, genial alvinegro.

Depois de muito penar e pressionar, eis que Lúcio Flávio, de cabeça, empatou, para alívio de quase 24 mil botafoguenses no Maracanã.

Tudo igual no Rio para o segundo jogo, como em São Paulo.

Mas que foi uma injustiça sem tamanho, lá isso foi, em se falar que houve botafoguense vaiando, sem reconhecer a injustiça.

Por Juca Kfouri às 17h00

São-São sem fim

O único erro grave da arbitragem no bom jogo entre São Caetano e São Paulo, num Pacaembu com pouca gente (menos de 16 mil torcedores), foi compensado pelo gol contra de Richarlyson, logo no começo do segundo tempo.

Porque no começo do primeiro o centroavante Somália foi claramente puxado dentro da área sem que o pênalti fosse marcado.

De resto, o 1 a 1 mostrou um São Paulo superior, mas com dois detalhes negativos: Jadílson em má jornada e Souza profundamente infeliz, ao desperdiçar pelo menos dois gols.

O tento tricolor, marcado por Hugo no primeiro tempo, fazia justiça à superioridade do grande, mas nem tanto pelo erro da arbitragem.

Como o Santos, o São Paulo não quis saber da vantagem do regulamento (se empatar de novo no sábado estará na final) e buscou a vitória por todos os meios, em vão.

Rogério Ceni teve mais duas faltas perigosas sem conseguir convertê-las.

E o Azulão quase desempatou no último minuto, com Canindé, nome do primeiro estádio do São paulo.

A história continuará no Morumbi, mas o São Caetano jamais se importou em jogar onde quer que seja.

Por Juca Kfouri às 16h57

PC no Corinthians

Nesta confusão entre corintianos e russos, nada mais apropriado que um PC para dirigir o time.

Brincadeiras à parte, Paulo César Carpegiani entende do riscado.

E de volta à brincadeira sem graça, PCC também é uma sigla apropriada para a vida alvinegra.

Mas há até quem avalie que ele entende tanto de futebol que os jogadores têm dificuldade em entendê-lo.

Tem, ou pelo menos, tinha, por norma, sempre escalar seus times de acordo com o adversário, razão pela qual não fixava uma mesma equipe.

Sua maior glória como técnico (foi um atleta extraordinário) foram os títulos da Libertadores e do Mundial de clubes pelo Flamengo, logo em sua estréia como treinador. em 1981.

Tamanha consagração acabou por se transformar numa faca de dois gumes, pois, a exemplo do que aconteceu com Osvaldo de Oliveira, no Corinthians, a expectativa em torno dele sempre foi de extrema exigência.

Só muitos anos depois, em 1998, conseguiu nova façanha, ao levar a seleção paraguaia às oitavas-de-final na Copa do Mundo, eliminada na prorrogação pelos anfitriões franceses.

Afastado faz tempo do grande mundo do futebol, PC tem um time, o RS FC, para formar e vender jogadores, algo que não poderá permitir que se confunda com suas novas atribuições, sob pena de gerar ainda mais confusão neste confuso Corinthians, pois sua contratação desagrada amplos setores dentro do clube, por significar a prevalência do que há de pior em Parque São Jorge.

Por Juca Kfouri às 14h34

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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