Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

12/05/2007

Empate justo no Maracanã

Adriano Magrão se sentiu mal e Lenny entrou em seu lugar num Fluminense que já não estava com sua força máxima, sem cinco titulares.

E Leny precisou sofrer dois pênaltis, um no começo e outro no fim do primeiro tempo, para que o árbitro marcasse um, o do fim.

Entre os dois momentos, o Fluminense foi bisonho, irritou sua torcida e tomou dois gols do Cruzeiro.

E o Cruzeiro foi vítima de dois impedimentos mal assinalados.

Nenê, de fora da área, com a complacência do goleiro Fernando Henrique, e Gabriel, num gol de linha de passe, fizeram os gols.

Antes de fazer 2 a 0, os mineiros, com Araújo, já tinha mandado uma bola na trave.

Para sorte tricolor, Carlos Alberto, muito visado pela torcida, converteu o pênalti infantil, cometido pelo goleiro Lauro, que aconteceu no fim dos primeiros 45 minutos, alento para o segundo tempo.

Que, diga-se, mostrou um Flu mais combativo, as mesmas vaias para Carlos Alberto e mais dois impedimentos mal marcados contra o Cruzeiro.

Difícil imaginar que o Cruzeiro não fizesse um gol ao menos nos quatro impedimentos ridículos assinalados por dois bandeirinhas incompetentes.

Como era de se exigir, os donos da casa tiveram mais a bola nos pés, tentaram pressionar, mas a jogada mais perigosa ainda foi mineira.

Eis que, aos 33, numa cobrança de escanteio, Cícero enfiou a cabeça e empatou.

Prêmio ao esforço carioca e castigo para Dorival Júnior, que recuou demais seu time no segundo tempo.

Ele precisa saber que a única coincidência entre o São Caetano e o Cruzeiro é a camisa azul.

Porque um é pequeno e o outro enorme.

E como tal tem de se apresentar, seja onde for.

Por Juca Kfouri às 19h09

O passeio em Floripa

Com o que tinha de melhor, o Figueirense não foi páreo para o Atlético Paranaense, em Floripa.

E pela primeira vez na história do Campeonato Brasileiro o Furacão derrotou o Figueira: 6 a 3.

Já no primeiro tempo conseguiu abrir 3 a 1 (Danilo, aos 10, e Pedro Oldoni, aos 12 e aos 30).

Tomou um gol de cabeça, no fim (Chicão, os 38), absolutamente casual, mas não se abalou porque mandou no jogo como quis.

Se o primeiro tempo foi moleza, o segundo não foi diferente, com o time paranaense fazendo o quarto gol logo de cara (Alex Mineiro, aos 10), diante de uma defesa que não honra nem ao menos a tradição retranqueira de Mário Sérgio Pontes de Paiva.

Que deve ter morrido de vergonha ao levar o quinto gol, de Alex Mineiro, aos 35.

O segundo gol catarinense, de Ramon, não amenizou o chocolate, ao contrário.

Porque, cutucado, o Furacão reagiu no minuto seguinte e, aos 39, fez 6 a 2.

Goleada amenizada, novamente, por gol alvinegro, de André Santos, aos 41.

Por Juca Kfouri às 19h01

O treino do Morumbi

O São Paulo derrotou o Goiás em ritmo de treino.

Tudo no Morumbi, aliás, deixou a impressão de um simples coletivo entre um time tricolor e outro alviverde, a começar do estádio vazio.

A camisa tricolor era a do time titular e a verde a do reserva.

Time reserva pouco disposto a exigir dos titulares.

E com facilidade o São Paulo fez dois gols, com Jorge Wagner num tirambaço de fora de área e com Rogério Ceni, de pênalti sofrido por Dagoberto, tudo no primeiro tempo.

Para o segundo tempo houve uma certa inversão.

Os tricolores descansaram e os verdes deram uma acordada.

Do coletivo, algumas conclusões: Borges não pode deixar Aloísio no banco; Jorge Wagner tem de ser titular, e Hernanes é melhor que Richarlyson.

Dagoberto, é claro, tem lugar em qualquer time do Brasil e Hugo está mais para repetir no São Paulo o que não fez no Corinthians do que para mostrar o que mostrou no Grêmio.

Por Juca Kfouri às 19h00

A história se repete com nobreza

Em 1955, o Chelsea foi campeão inglês por antecipação e foi jogar com o Manchester United, em Manchester.

O técnico Matt Busby determinou que antes do jogo seus atletas se perfilassem e aplaudissem os campeões na entrada em campo no Old Trafford.

Conhecedor do fato, 50 anos depois, Sir Alex Ferguson, fez com que a cena se repetisse.

E novamente o time do Manchester United recebeu os campeões de 2005 com aplausos em seu gramado.

Na quarta-feira passada, a história se repetiu mais uma vez, não como farsa, como se diz, mas com sinal trocado e de nobreza, no campo do Chelsea, Stamford Bridge.

E José Mourinho mandou os azuis aplaudirem os vermelhos.

Veja a cena. Dá uma inveja...

http://www.youtube.com/watch?v=HeGdc_kUXRc&mode=related&search=

Por Juca Kfouri às 23h02

11/05/2007

A casa manda

No começo da primeira rodada da Série B, quem jogou em casa, venceu.

Fortaleza 3, Portuguesa 1;

Barueri 2, Remo 1;

Ponte Preta 1, Gama 0.

Tendência ou coincidência?

Por Juca Kfouri às 21h29

Futebol&Filosofia

Se você gosta de futebol e filosofia, não perca.

A montagem é do grupo humorístico inglês Monty Python.

http://www.youtube.com/watch?v=Puv1gQzKtOs

Roubei a dica do blog do Paulinho.

http://oblogdopaulinho.zip.net

A propósito, tempos atrás, a Disal Editora, lançou no Brasil o livro de Mark Perryman, "Filósofos Futebol Clube", 11 grandes pensadores entram em campo.

O autor, em 1994, lançou na Inglaterra a grife Philosophy Football (www.philosophyfootball.com) e o time do seu livro é composto por Albert Camus, Simone de Beauvoir, Jean Baudrillard, William Shakespeare, Fridrich Nietzsche, Ludwig Wittgenstein, Oscar Wilde, Sun Tzu, Umberto Eco, Antonio Gramsci e Bob Marley.

Por Juca Kfouri às 21h04

A rodada do sábado

Sempre às 18h10, no Morumbi, de portões fechados, no Maracanã e no Orlando Scarpelli, três jogos abrem o Brasileirão-2007.

O campeão de 2006, o São Paulo, tratará de tentar se recuperar dos traumas recentes.

Pega o Goiás, que só hoje acertou a contratação do técnico Paulo Bonamigo para o lugar de Geninho.

Ambos não foram bem nos respectivos estaduais e, pensando bem, o melhor que poderia acontecer para os paulistas é mesmo o jogo sem torcida.

Porque haveria pouca gente por causa da eliminação na Libertadores e do horário perverso no começo do frio, aquela gente cujos protestos se fazem ouvir no gramado quando o público é pequeno.

Portanto, Muricy Ramalho e sua equipe terão paz para começar bem a campanha pelo bicampeonato.

Já no Rio quem está precisando reagir é o Cruzeiro de Dorival Júnior, ante um Fluminense que deve poupar jogadores com vistas à Copa do Brasil.

Algo que Mário Sérgio Pontes de Paiva não pensa em fazer em Floripa, onde o Figueira, também semifinalista da Copa do Brasil, recebe o atordoado Atlético Paranaense.

Previsões?

Equilíbrio, equilíbrio e equilíbrio.

No Morumbi, é verdade, menos.

Porque ai do São Paulo se não vencer.

Por Juca Kfouri às 17h23

Você sabia que o Campeonato Brasileiro começa amanhã?

Pois é.

Amanhã começa o Campeonato Brasileiro.

Quase na clandestinidade.

E começa com três jogos às 18h10 da noite.

Pior: começa com o campeão do ano passado, o São Paulo, jogando no Morumbi com portões fechados, contra o Goiás.

Não é uma beleza como promoção,uma jogada genial de marketing?

Quem pensa que organiza o Campeonato Brasileiro é a CBF.

Que só pensa na Copa do Mundo de 2014, isto é, num evento que vai acontecer apenas daqui a sete anos.

Enquanto isso, o Campeonato Brasileiro que se dane.

Como tem se danado, por falta de um mínimo de cuidado.

Como diria Euclides da Cunha, o futebol brasileiro é mesmo, antes de tudo, um forte.

Porque sobrevive até à CBF.

Por Juca Kfouri às 23h02

10/05/2007

Três "semifinalenses" e o Botafogo

O torcedor botafoguense cumpriu a promessa e foi ao Maracanã, com quase 50 mil pessoas.

O time dominou o primeiro tempo, teve uma chance de gol desperdiçada numa furada de Joílson e, mais uma vez, noutro impedimento mal marcado de Dodô.

O Galo só ameaçava nos contra-ataques.

No primeiro, Danilinho demorou a chutar e perdeu oportunidade de ouro.

No segundo Éder Luís foi mais eficaz: livrou-se do zagueiro com calma dentro da área e fez 1 a 0.

Só se ouvia a torcida atleticana no Rio.

O Botafogo voltou com André Lima no lugar de Luís Mário no segundo tempo.

E com menos de dois minutos ele empatou o jogo, de cabeça.

1 a 1 ainda era do Galo.

Mas já se ouvia, e como, a torcida botafoguense.

No gramado, o time respondia e mandava no jogo.

Até que, logo aos 10 minutos, Alex aproveitou-se de uma saída em falso do goleiro Digeo e fez 2 a 1.

Agora seriam os mineiros a correr atrás do gol da classificação.

Organizado como se Levir Culpi ainda estivesse no banco, o Galo bem que tentou.

Em vão.

O Galo pôs Tchô no lugar de Galvão, para atacar.

O Botafogo trocou Jorge Henrique por Diguinho, para trancar.

A massa alvinegra, tanto a botafoguense quanto a atleticana, queria "mais um".

O Galo tirou o lateral Ricardinho para entrar o atacante Vanderlei.

Tudo ou nada.

Aos 30, Danilinho quase empatou ao tentar encobrir o goleiro Júlio César, em bola mal atrasada por Vágner.

Um pecado.

Aos 34, Lúcio Flávio não alcança por centímetros uma bola cruzada pela direita.

Aos 40, Leandro Guerreiro foi expulso, por falta feia em Tchô.

Aos 46, Júlio César fez defesa cinematográfica e, 30 segundos depois, um milagre, em seguida a um pênalti claro em Tchô, que Carlos Simon, bem colocado, não deu porque não quis.

Aos 49, soou o apito que os botafoguenses imploravam e os atleticanos não queriam ouvir.

O Botafogo agora enfrentará o Figueirense, primeiro jogo em Floripa, na quarta-feira que vem.

E Fluminense e Brasiliense se enfrentarão com segundo jogo no Distrito Federal, no mesmo dia.

Só o Botafogo não é "ense".

E uma final carioca, como no ano passado, é bem possível.

Ficou bem, do ponto de vista da lei das compensações.

O Galo ganhou o Campeonato Mineiro e caiu fora da Copa do Brasil.

O Botafogo perdeu o Campeonato Carioca e segue adiante.

Mas se o Botafogo teve por que reclamar da arbitragem na final estadual, o Galo também tem pelo pênalti não dado na Copa do Brasil.

Por Juca Kfouri às 22h41

Sem final brasileira

Libertad e Paraná Clube empataram em um gol agora há pouco em Assunção.

O Paraná Clube foi dominado no primeiro tempo, quando sofreu o gol, e melhorou no segundo.

Mas só empatou no fim, com Joélson batendo falta.

Nos últimos segundos, os paranistas ainda tiveram uma chance de ouro, bem afastada pelo goleiro adversário.

Com o resultado, morreu a chance de uma terceira final brasileira seguida na Libertadores.

Como sobraram só o Grêmio e o Santos, se ambos passarem pelas quartas-de-final, obrigatoriamente se enfrentarão nas semifinais. 

Por Juca Kfouri às 21h55

Fica, Zé Roberto!

Moleza, é?

Sei,sei.

Quando é que jornalista vai segurar a língua e deixar de fazer previsões em futebol?

Pois não é que o Caracas abriu 2 a 0 sobre o Santos nem bem havia passado a primeira meia hora de jogo?

Isso mesmo.

Rey, não o Pelé, abriu o placar em cobrança de falta defensável, mas que entrou no cantinho de Fábio Costa, aos 22.

Até ali, praticamente só tinha dado Santos, mas em câmera lenta.

OK, um susto, nada mais que um susto.

Ledo engano.

Em cruzamento da direita, Carpintero, aos 32,  enfiou a cabeça e ampliou: 2 a 0.

A Vila Belmiro não acreditava no que via.

Ninguém acreditava, aliás.

Que quinta-feira 10 de maio com cara de sexta-feira 13 de agosto!

Roger Féderer levou um baile e foi eliminado do Master Series de Roma.

E o Getafe meteu 4 a 0 no Barcelona, depois de ter perdido o jogo de ida por 5 a 2, e se classificou para a final da Copa do Rei, contra o Sevilla.

Só faltava o Santos ser eliminado pelo Caracas, a exemplo do que já tinha acontecido com o River Plate.

Vira essa boca para lá.

Aos 34, enfim, Marcos Aurélio fez bela jogada pela direita e deu para o iluminado zagueiro Adaílton, com muita categoria, de esquerda, fulminar o arco venezuelano: 2 a 1.

Era essencial empatar ainda no primeiro tempo.

Zé Roberto sabia bem disso.

Kléber enfia para Marcos Aurélio, ele pega mal na bola, mas a redonda encontra a letra esquerda, e mágica, de Zé Roberto: 2 a 2, aos 40.

Pronto.

Tinha todo o segundo tempo para liquidar a zebra e evitar a decisão por penais.

Mas o Santos não voltou bem.

Tanto que, aos 17 minutos, o aniversariante Vanderlei Luxemburgo (55 anos) fez entrar Rodrigo Tabata e Renatinho nos lugares de Pedrinho e Jonas.

Mas quem tem Zé Roberto tem tudo.

Aos 21, de três dedos do pé esquerdo, ele fez 3 a 2.

Em seguida, Marcos Aurélio saiu e entrou Marcelo.

E o Santos esteve mais perto do quarto gol que o de tomar o terceiro, o que seria fatal.

Que venha o América.

Mas que venha devagar, caracas!

Por Juca Kfouri às 18h38

Propaganda enganosa

Por LUCIANO DEMETRIUS

No ano passado eu tentei me associar aos quadros do Coritiba, dentro do prazo de 30 de novembro de 2006, por justamente ser esta a última data para que os novos sócios tivessem direito a voto nas eleições de final de 2007.

Causou-me estranheza que há poucas semanas uma campanha publicitária, em Curitiba e região metropolitana, convocava o torcedor a se associar, por meio de planos generosos e aparentemente atraentes com a chamada "Seja sócio e vote pra presidente!".

Mas ocorre que neste caso o torcedor futuro sócio e ansioso para votar pela mudança na administração do maltratado Coritiba, se depara com a propaganda espertinha.

O direito a voto é para apenas as eleições de 2011.

Ou seja, em 2007 somente tem direito quem já pertence aos atuais quadros.

A dubiedade na frase tem um ar de engano, mas não pode ser, de certa forma, contestada, uma vez que a chamada diz "pra ser sócio e votar", não
mencionando o ano.

Isso não é jogada de marketing.

Isso é...bem, você sabe.

Por Juca Kfouri às 16h30

Lucas é do Liverpool

Por LUIZ ZINI PIRES (Clic RBS)

Lucas trocou de cor.

Vai usar vermelho.

Calma.

Não é hoje, nem amanhã.

A partir de julho, Lucas será jogador do Liverpool.

O clube inglês contratou o jogador do Grêmio hoje, minutos atrás.

Vai pagar 9 milhões de euros ao tricolor.

Lucas está na Inglaterra e volta sábado ao Brasil.

Perde três dias de treino, não enfrenta o Paraná, na abertura do Brasileirão, mas deve ser opção para o jogo com Defensor, quarta-feira da semana que vem, em Montevidéu.

 A contratação de Lucas foi um pedido especial do técnico espanhol Rafa Benitez.

O Liverpool decide a Liga dos Campeões com o Milan, quarta-feira da próxima semana, em Atenas.

Ou seja, se o Liverpool vencer a decisão européia e o Grêmio garantir a Libertadores, Lucas pode enfrentar o Grêmio no Mundial Inter Clubes no Japão.

Lucas de vermelho contra o Grêmio?

Parece ficção.

(Notícia enviada pelo blogueiro João Paulo Bermúdez. Pelo que este blog agradece).

Por Juca Kfouri às 15h31

O Papa no Pacaembu

"NEM O CORINTHIANS COLOCOU TANTOS FIÉIS NO PACAEMBU".

Eis o que diz uma enorme faixa posta no prédio da agência W-Brasil, visível do estádio que receberá o Papa Bento 16 daqui a pouco.

A frase foi criada pelo diretor de criação da agência, o são paulino Rui Branquinho, responsável pelas melhores ações de marketing do tricolor.

E é mesmo ótima, embora, exagerada: calcula-se que 35 mil jovens estarão presentes ao evento, a metade do que já coube no Pacaembu.

Por Juca Kfouri às 13h57

Moleza, equilíbrio e dureza

Nem o mais ardoroso torcedor do Caracas acredita que o time venezuelano se classifique hoje na Vila Belmiro, às 18h30.

Nem o mais pessimista dos santistas acha que seu time possa perder o direito de enfrentar o América nas quartas-de-final da Libertadores.

No entanto, todos sabemos, pode acontecer.

Mesmo que nem os próprios jogadores venezuelanos acreditem, os do Santos devem saber que no futebol tudo é possível.

Mas que a classificação do Caracas será a maior zebra de 2007 também ninguém pode negar.

Já pela Copa do Brasil, às 21h45, no Maracanã, qualquer prognótisco para Botafogo e Atlético Mineiro é mero chute.

Mesmo em casa e com promessa de grande apoio de sua torcida, o Botafogo não pode tomar gol, algo que não tem acontecido (por ironia, com exceção do jogo de ida, exatamente contra o Galo, no Mineirão apinhado).

Veremos como os mineiros se comportam sem seu comandante, Levir Culpi, de malas prontas para o Japão.

E, finalmente, de volta à Libertadores, o Paraná Clube tem o maior enrosco da noite.

Virar para cima do Libertad, no Defensores del Chaco, às 21h, será tarefa histórica.

Não só pelo resultado necessário (1 a 0 não basta), mas, também, porque o time paraguaio é bom até fora de casa, melhor ainda em Assunção. 

Por Juca Kfouri às 09h54

09/05/2007

Surpresas na Copa do Brasil

O Fluminense mereceu.

Jogou melhor que o Atlético Paranaense quando estava 11 contra 11 e também depois que ficou com um a mais, graças ao goleiro Guilherme, expulso por sair com a mão fora da área, ainda no primeiro tempo.

O tricolor jogou com a cara de Renato Gaúcho, com coragem.

Não se intimidou com a Arena com quase 20 mil torcedores e marcou seu gol com Adriano Magrão, aos 32 do segundo tempo.

Verdade que antes disso, e também depois, o Furacão levou perigo e até bola no travessão enfiou, além de obrigar Fernando Henrique a fazer duas belas defesas.

Mas se alguém mereceu vencer, este alguém venceu.

Como, surpreendentemente, o Brasiliense aprontou mais uma e eliminou o Ipatinga, com gol de Dimba, para variar, aos 24 do segundo tempo.

E, agora, tentará assombrar o Fluminense.

Só mesmo o Figueirense fez valer o mando de campo e despachou o Náutico, 1 a 0, gol de Victor Simões, aos 27 do primeiro tempo.

O Figueira espera outro alvinegro, ou Botafogo ou Atlético Mineiro.

 

Por Juca Kfouri às 22h54

Quase, Mengo..

O Flamengo passou um tempão sem conseguir levar perigo ao gol do Defensor.

Com os jogadores muito nervosos dos dois lados, houve mais briga que futebol.

E um pênalti não marcado em Renato Augusto.

Menos mal que, aos 36 minutos, Renato bateu uma falta com a violência habitual, a bola desviou na barreira e foi morrer no fundo da rede.

Era o alento necessário.

Tanto que nem começou o segundo tempo, aos 2, outra vez Renato, agora com um golaço de fora da área.

O Maracanã repleto (57 mil torcedores) com chuva e tudo, ensandeceu.

Mas o time, no gramado, não acompanhou.

E pouco criou.

Pior, se não fosse por Bruno, aos 36, teria levado um gol fatal.

E, aos 41, outro.

Na verdade, no fim do jogo, os uruguaios foram mais perigosos.

Não deu.

De cabeça erguida, o Mengo caiu.

Ah, aquele pênalti em Renato Augusto...

Por Juca Kfouri às 22h44

E o Grêmio conseguiu!

Outra vez, o Grêmio conseguiu.

O jogo do Olímpico começou com o São Paulo na marcação da saída de bola do Grêmio e sem permitir maior empolgação dos donos da casa.

E o jogo seguiu até em clima morno nos primeiros 15 minutos, ao feitio do queriam os paulistas.

Mas Tcheco mudou tudo aos 17, ao pegar um tirambaço dentro da área, inapelável.

O estádio que já estava elétrico, incendiou-se.

O São Paulo sentiu e o Grêmio só não marcou mais um porque Rogério Ceni fez ótima defesa, aos 33, em oportuna cabeçada de William.

O São Paulo só foi chutar sua primeira bola aos 37.

E chance de gol teve também apenas uma, aos 48, com Leandro, que finalizou para fora da marca do pênalti.

Sete minutos antes os gaúchos perderam Tcheco, machucado, e Gavillan entrou em seu lugar.

Muricy Ramalho ousou com tudo e mais um pouco na volta para o segundo tempo.

Jorge Wagner e Dagoberto entraram no lugar de Jadílson e Hugo.

Mais ofensivo, o São Paulo tomou conta do jogo, mas não chegava a levar perigo ao gol gremista.

A não ser na cobrança de um escanteio, que Jorge Wagner meteu no travessão.

Respondida em seguida em contra-ataque com Lúcio, que finalizou na rede pelo lado de fora.

Aos 20, Mano Menezes tirou Sandro Goiano e botou Amoroso.

Três atacantes para cada lado.

1 a 1 classificava o São Paulo.

2 a 0, o Grêmio.

Faltava metade do segundo tempo.

E quando faltavam 15 minutos, Tuta fez o pivô de cabeça para Diego Souza fazer 2 a 0.

Mais de 46 mil torcedores faziam a festa.

Atrás do gol que ainda o classificaria, o São Paulo botou Marcel no lugar de Leandro, aos 40.

O Grêmio respondeu com o zagueiro Schiavi, em lugar de Carlos Eduardo.

Paredão contra os pirulões Aloísio e Marcel. 

O Grêmio está classificado.

Que venha o Defensor.

Quer saber?

Que venha o mundo.

O Grêmio dá conta. 

Por Juca Kfouri às 22h43

Timemania: boas e más notícias

A Timemania, enfim, acaba de ser sacramentada na Câmara dos Deputados.

Com boas e más novas.

Primeiro as más, que revelam como, no Brasil, o crime compensa:

1. A Receita Federal anistiou os clubes em 50% das multas devidas;

2. O prazo para pagamento das dívidas passou de 180 para 240 meses;

3. Os clubes ganharam um teto de R$ 50 mil por mês, por cinco anos, para complementar o pagamento do que devem se o que a Timemania render não for suficiente para saldar suas dívidas;

4. O ministro das Relações Institucionais, Mares Guia, disse que "se as medidas são justas ou não, não sou eu quem vai dizer isso, porque grande parte dos brasileiros tem amor ao futebol."

5. A Caixa Econômica informa que a Timemania só será lançada no começo do ano que vem.

Agora, as boas notícias.

1. Foi aprovada emenda que obriga os clubes a prestarem contas no Tribunal de Contas da União sobre o que receberem da Timemania e de quaisquer outras loterias;

2. Foi dado aos clubes que quiserem transformar seus departamentos de futebol em empresa o mesmo tratamento fiscal que estes têm hoje em dia por serem entidades sem fins lucrativos.

Ou seja, acabou a desculpa que mantinha os clubes em regime de gestão "amadora".

No entanto, apenas Botafogo e Flamengo parecem dispostos a se aproveitar da isonomia para fazer a mudança de modelo.

Fábio Koff, presidente do Clube 13, manifestou-se contrariamente à medida, por considerar que abrirá possibilidade para os investidores estrangeiros virem ao Brasil, explorar os clubes por um período e ir embora, deixando terra arrasada.

Deu o exemplo da MSI.

Esqueceu-se de que apoiou a parceria MSI/Corinthians.

Por Juca Kfouri às 13h43

Lusa campeã!

Por LUIZ FERNANDO BINDI

Doze de janeiro de 1936. Portuguesa 5 x 2 Ypiranga. Paulista.

Treze de dezembro de 1936. Portuguesa 6 x 1 Ypiranga. Paulista.

Dezenove de junho de 1952. Portuguesa 2 x 2 Vasco. Rio-São Paulo.

Cinco de junho de 1953. Portuguesa 2 x 0 Palmeiras. Rio-São Paulo.

Vinte e seis de agosto de 1973. Portuguesa 0 x 0 Santos. Paulista.

Cinco datas que representam os cinco grandes títulos que a Portuguesa, fundada em 14 de agosto, dia da Batalha de Aljubarrota (que em 1385 marcou o fim do domínio do Reino de Castela sobre Portugal), ganhou em sua história.

Eneas, Brandãozinho, Muca, Conrado Ross, Nabor, Leivinha, Capitão, Félix, Dener, Djalma Santos, Oto Glória, Ivair, Badeco, Pinga, Servílio, Zé Maria, Zé Roberto, Julinho, Candinho, Filó, Carioca, Brandão, Edu Marangon, Sinval, Tata, Nininho.

Ídolos da Lusa. Gênios rubro-verdes inesquecíveis, dentro e fora de campo. Andavam esquecidos. Andavam guardados apenas na memória dos torcedores mais fanáticos.

Tirando copas de juniores e um jogo brilhante aqui, outro ali, eu nunca tinha visto a Portuguesa ser campeã profissional de coisa alguma.

Como alguém que ama futebol, não ver a Lusa campeã é uma falha no currículo.

Torci muito em 96. Ailton e seu Grêmio imortal mataram minha torcida (minha e de todo mundo que eu conhecia, enamorados pela Lusa de Rodrigo Fabbri e Candinho).

E a Lusa foi descendo nas divisões da bola.

Mas ainda era a Portuguesa, moradora do histórico Canindé, que sob a Cruz de Avis, surgiu da fusão de Luzíadas, 5 de Outubro, Lusitano, Marquês de Pombal e Portugal Marinhense.

Hoje, dia 6 de maio de 2007.

Canindé lotado, como há muito não se via.

Emoção no velho Ilha da Madeira, emoção no antigo Independência, emoção no Oswaldo Teixeira Duarte.

Crianças com camisas verde-vermelhas. Jovens a cantar o hino de Roberto Leal. Velhos torcedores a entoar o hino de Archimedes Messina.

O jogo era a final da 2ª divisão do Campeonato Paulista.

O adversário, o Rio Preto.

A Lusa já subiu de volta para o lugar de onde jamais deveria ter saído e de onde mãos inábeis (ou pior que isso) a tiraram.

Um, dois, três, quatro a zero. Para a Portuguesa.

Pela primeira na minha vida, vejo a linda cena de jogadores da Portuguesa levantando um troféu, gritando "é campeão, é campeão".

Além dos nomes já citados, agora é justo que coloquemos também os heróis que hoje trouxeram o sorriso ao rosto do torcedor luso: Tiago, Wilton Goiano, Bruno, Marco Aurélio, Leonardo, Marcos Paulo, Rai, Alexandre, Erick, Preto, Vaguinho, Rivaldo, Diogo, Joãozinho, Bruno Soares. E Benazzi, que entra no panteão rubro-verde dos grandes técnicos.

No estádio, em meio às lágrimas que lavam toda a tristeza dos últimos anos, parece que dava para ouvir as vozes dos fundadores:

"Você faz parte de uma grande família
Que muito pode se orgulhar
É a família unida e muito amiga
Da Portuguesa querida"

Por Juca Kfouri às 12h26

Olímpico e Maracanã hoje: haja!

Não me peçam um palpite para Grêmio e São Paulo.

Imagino, apenas, um jogo com características de final de Libertadores.

Que o Olímpico estará lotado já se sabe.

E que a torcida gremista tem todos os motivos para acreditar em qualquer coisa, também.

Sim, o São Paulo é tecnicamente superior e está mais descansado, além de estar vencendo por 1 a 0.

Aspectos mais que importantes.

E acredito que, de fato, Lucas esteja fora do jogo.

Como, às vezes, acredito em duendes.

Também acho que o São Paulo vá jogar com três zagueiros e que Souza ocupará o lugar de Ilsinho.

Mas acredito desacreditando, tamanho o suspense de Mano Menezes e Muricy Ramalho.

O que eu sei é que será um jogo imperdível.

Tanto que acho o desafio dos dois tricolores maior até mesmo que o do Flamengo diante do Defensor.

Isso mesmo, pode parecer um exagero e, vai ver, é.

Mas eu preferiria estar na situação do rubro-negro a estar na situação dos tricolores.

Mesmo com a informação de que Claiton jogará.

Não chego a acreditar que vá dar, mas também estou longe de desacreditar.

Tenho certeza de que o Maracanã jogará ainda mais e que o Flamengo tem tudo para viver uma noite assim, histórica, como recentemente, o Grêmio viveu ao derrotar o Caxias.

Como tenho certeza de que pelo menos 100 mil torcedores estarão no Olímpico e no Maracanã.

Que vença o melhor em Porto Alegre.

E o Flamengo, no Rio. 

Por Juca Kfouri às 23h03

A Copa do Brasil é mais previsível

Na Arena da Baixada, é absolutamente improvável que o Atlético Paraense perca sua classificação para o Fluminense.

Para quem já virou os resultados que virou nos dois últimos confrontos, só o Sobrenatural de Almeida para impedir que o Furacão, dependendo de um 0 a 0, em casa, deixe de passar às semifinais.

Sim, o Sobrenatural de Almeida é um personagem do tricolor Nelson Rodrigues...

Idem no Ipatingão, para Ipatinga e Brasiliense, com os mineiros podendo empatar 0 a 0 e 1 a 1.

E ibidem no Orlando Scarpelli, com o Figueirense na mesma situação diante do Náutico.

Claro, o torcedor do Timbu há de estar pensando no que o time fez no Pacaembu, contra o Corinthians.

Só que, hoje em dia, ganhar do Corinthians no Pacaembu é muito mais fácil do que ganhar do Figueira em Floripa.

Por Juca Kfouri às 23h02

08/05/2007

América será o adversário do Santos

O América, do México, será o adversário do Santos nas quartas-de-final da Libertadores.

Os mexicanos acabam de perder para o Colo-Colo (2 a 1), com o que ganharam a vaga.

No Azteca venceram por 3 a 0.

O time é rico, bem organizado e tem a altitude da Cidade do México a seu lado, nada tão dramático como La Paz, mas sempre mais difícil.

Menos mal que o segundo jogo será na Vila Belmiro.

Ou alguém acredita que dê Caracas nesta quinta-feira, na mesma Vila?

Por Juca Kfouri às 21h39

Para que serviram os estaduais?

Os campeonatos estaduais, mais longos do que tinham de ser, deveriam servir para preparar os times para o Campeonato Brasileiro.

Mas, para muitos times, não serviram.

O Inter mudou de técnico a poucos dias de seu início.

O Corinthians não só mudou de técnico como está contratando no atacado, praticamente montando um novo time.

Em cima do laço.

Vasco e Flu também mudaram seus comandantes.

Cruzeiro e Galo idem, embora, aí, menos por culpa deles, o que, no entanto, não altera a constatação.

E por aí afora: Goiás, América potiguar, Sport, Náutico, todos com novos treinadores.

Os estaduais, enfim, não só não servem como paradigmas para saber o que esperar das equipes na competição que exige planejamento de longo prazo e elenco correspondente, como nem sequer serviram para dar padrão e unidade para muita gente (pelo menos a metade dos 20 competidores).

Se o Campeonato Brasileiro já está com toda a cara de vir a ser muito equilibrado, mais claro ainda está que muitos times só ganharão entrosamento no correr de suas rodadas, o que embute um perigo danado.

Aguardemos.

Por Juca Kfouri às 12h43

As provas que Luxemburgo quer

Vanderlei Luxemburgo prometeu abandonar o futebol se houver provas contra ele.

Ninguém quer que ele abandone o futebol, pois é capaz de montar ótimas equipes.

Mas ele não deve considerar o que segue suficiente, ou imagina que a opinião pública já tenha esquecido.

Da revista CONSULTOR JURÍDICO:

Fisco

Em julho de 2003, Vanderlei Luxemburgo foi condenado pela Justiça Federal do Rio a cinco anos e três meses de prisão, em regime semi-aberto, por sonegação fiscal.

Entre 1994 e 1997, o técnico omitiu de suas declarações de renda que recebia comissões pela compra e venda de jogadores e usou "laranjas" para aquisição e revenda de imóveis.

A decisão é em primeira instância e Luxemburgo pode recorrer contra a sentença em liberdade.

O processo partiu de denúncia feita por Renata Carla Alves, ex-secretária de Luxemburgo, em agosto de 2000.

Na época, foram encontrados R$ 10,32 milhões de depósitos não-declarados na conta bancária de Luxemburgo, que foi multado em R$ 1,3 milhão pela Receita.

"O único motivo para o crime foi a ganância, na medida em que o réu já ostentava no período narrado na denúncia muito boa situação financeira e profissional", afirma na sentença a juíza Valéria Caldi Magalhães, da 8ª Vara Criminal Federal do Rio.

Ela condenou o técnico a pagar ainda multa de R$ 518,4 mil.

Segundo a juíza, as circunstâncias do crime demonstram "a utilização de meio fraudulento para encobrir a omissão de rendimentos e a real situação patrimonial. Não houve simplesmente a omissão mas também a utilização de terceira pessoa como verdadeira 'testa-de-ferro' para a aquisição e revenda dos mais variados bens móveis e imóveis em benefício exclusivo do réu."

A defesa de Luxemburgo afirmou, na época, que iria recorrer da decisão.

Revista Consultor Jurídico, 20 de julho de 2005 (www.conjur.com.br)

Por Juca Kfouri às 23h10

07/05/2007

Decisão por pênaltis: a favor

Por FELIPE DOS SANTOS SOUZA

Hoje li o texto de Marcelo Torres, criticando a decisão por pênaltis, em seu blog.

Veio bem a calhar para uma discussão que há muito gostaria de ter contigo.

Já li textos de muita gente boa desancando a decisão por pênaltis.

E aí, acredito que temos nosso primeiro ponto de discórdia em nossa relação (ainda bem !).

Estamos completamente de acordo quanto ao fato de que, em campeonatos nacionais, os pontos corridos devem ser o sistema único e soberano. Premia o time que foi realmente o melhor, além de privilegiar o planejamento. Além de colocar os times para jogar até dezembro, de permitir um alinhamento maior com campeonatos mais organizados, ser de melhor compreensão para os leigos, etc.

Agora, Juca, se o torneio é realizado em mata-mata, acredito que a decisão por pênaltis deva ser mantida, sim. A justiça dos pontos corridos é boa, mas ela não pode se espalhar por todo o futebol, sob pena de, como dizem os defensores do mata-mata em campeonatos, "tirar a graça". Campeonatos são campeonatos e copas são copas.

Além do que, os penais podem até ser a maneira mais cruel e injusta de se decidir uma partida, mas são, inegavelmente, a mais emocionante. E futebol necessita de emoção. Como decidir uma partida sem os pênaltis ?

Priorizar o time de melhor campanha no empate ? Ora, se fosse assim, veríamos uma profusão de times jogando com "o regulamento debaixo do braço" para levantar canecos. E me parece que um título conquistado com um zero a zero chocho é muito mais chato do que um título conquistado com uma vitória, ainda que nos pênaltis. Se a seleção de 82 tivesse conseguido segurar o 2 a 2 contra a Itália, seria lícito, teríamos sido inteligentes, mas seria tão gostoso quanto ver que, embora derrotado, nosso escrete não abdicou de tentar a vitória, por mais desguarnecida que a defesa ficasse ?

Será que eu acharia que Alemanha X França, semifinal de 1982, foi a partida mais emocionante de todas as Copas, não fosse a reação impressionante dos germânicos e os pênaltis ?

Fazer uma partida extra, como mandava o regulamento nas Copas ? Com o calendário apertado que temos hoje ?

Gol de ouro, gol de prata ? Ora, os times jogam muito mais a não perder do que a ganhar em situações como essa. Afinal, se, levando um gol, você perde, é muito mais conveniente uma retranca, não ?

Usar o sistema de estender a partida até que alguém faça um gol ? Tudo bem, pode ser legal, nos remete às renhidas peladas que normalmente jogamos na infância. Mas quanto tempo pode demorar isso ?

Continuando a explanação, até entendo a dor que uma derrota nos pênaltis causa a alguns torcedores. Mas ela é suportável. Evidente que eu não esqueço o exemplo mais doloroso de pênaltis para nós, corintianos, a semifinal da Libertadores-2000. Assim como os atleticanos não esquecem a derrota na final do Brasileirão-77, os bugrinos não esquecem a final do Brasileirão-86, os colorados choram até hoje a derrota na semifinal da Libertadores-89 (não é, Juca Witte Fibe ?)...mas dores assim fazem parte do futebol. E devem fazer. Uns ganham, outros perdem. É triste (no caso dos Brasileirões, era triste e injusto), mas é o regulamento. Dura lex, sed lex.

E, se abolíssemos os pênaltis, quando o goleiro teria a oportunidade de ser o herói da história ? Peguemos como exemplo o flamenguista Bruno. Ele foi, indubitavelmente, dos melhores jogadores no tempo normal da decisão. Mas imagine que, mesmo tendo uma jornada admirável, ele sofresse o gol que daria o título ao Botafogo ? Serviria de alguma coisa ? Ele realizaria o sonho de todo goleiro, sair aplaudido e como herói do Maracanã lotado, não fossem os pênaltis, ontem ?

Não se trata de defender aberrações como definir jogos comuns empatados em pênaltis, como já se fez no Brasileirão-88 ou no Paulistão-2001.

Trata-se de defender as coisas como elas devem ser. Imagine se o empate fosse a favor da equipe de melhor campanha na final da Copa de 2006, que abre o texto de Marcelo ? A Itália comemoraria um título com o placar de 1 a 1. Seria melhor do que ver a explosão italiana após o pênalti de Grosso que definiu o Mundial ?

Portanto, em campeonatos, pontos corridos. Em mata-mata, por que não os pênaltis

E, de mais a mais, Telê Santana disse, após a final da Copa de 1994, comentando para o SBT: ""Não importa como foi ganho, importa que conquistamos mais um título".

Se Telê, baluarte maior do treinador que gostava do futebol-arte, da bola correndo dentro de campo, do repúdio ao futebol de resultados, perdoou a conquista de 94, por que seremos nós os implicantes com os pênaltis ?

Abraços, na esperança de que minha argumentação tenha sido amistosa.

EM TEMPO: O dono deste blog não é contra a decisão por pênaltis...

Por Juca Kfouri às 14h56

Deus e o diabo na guerra dos pênaltis

Por MARCELO TORRES*

Alemanha, final da Copa de 2006.

Depois de empatarem nos noventa e nos trinta, França e Itália se arrastam como podem até os pênaltis.

O locutor anuncia: "Chegou a hora da verdade!"

Ouço o bordão e penso irônico: se os penais são a hora da verdade, as duas horas de bola em jogo teriam sido mentira?

Não seriam os pênaltis a hora da ilusão? Pensei nisso e viajei no tempo, relembrando uma história de amor e ódio às penalidades.

Ah, como eu amava a epopéia dos penais!

Era um êxtase aquele cenário de tensão e suspense, angústia e aflição, dor e drama, som e fúria.

Deus e o diabo na guerra dos pênaltis.

Nem mesmo o gol no tempo normal me comprazia tanto!

Gol de placa era nada perto da odisséia das penalidades.

Uma partida só tinha vida e graça se fosse fechada com aquela batalha épica que os narradores chamam de "tudo ou nada", "hora da verdade", a "loteria dos pênaltis".

Luz, câmera, tensão.

Linha central do campo de batalha: duas equipes divididas pela grande lua.

Atletas virados para o lado das cobranças.

Juntos, abraçados, ombro a ombro, lado a lado.

Ou isolados, de joelhos, contritos, religiosos desde criancinha, mãos espalmadas, ora olhando para o chão, ora olhando para céu, fazendo promessas, pedindo a mãozinha de Deus.

Atleta de Cristo ou não, boleiro que é boleiro tem que usar o santo nome de Deus em toda e qualquer entrevista.

"Ganhamos, graças Deus"; "Empatamos, graças a Deus"; já houve até um atleta que disse "Perdemos, graças a Deus".

É como se Deus, que não joga dados com o universo, entrasse em campo e jogasse um futebolzinho com os seus filhos pecadores.

Parada, mansa, na marca, a bola não imagina que será chutada.

Talvez seja um chutinho leve, um toque colocado, como se fosse um carinho do craque-quase-deus.

Talvez seja um chutão, um tiro, um pontapé de um perna-de-pau-quase-diabo.

Pênalti é muita responsa.

"Quem deveria bater era o presidente do clube", dizem os locutores cansados de guerra.

Quem será o herói?

Quem será o vilão?

O goleiro parece frio, se enverga feito gato, sacode os braços, fixa o olhar na bola e no atirador, calculando o pulo sobre a pelota, o vôo para a glória.

Já o atirador parece tenso, trêmulo, o olhar perdido, o peso do mundo sobre os ombros; ele sabe que se balançar as redes não terá feito mais que a obrigação; e que, se perder, será um fracassado.

Essa minha estranha paixão [seria sadismo?] pelos pênaltis entrou em campo lá pelos seis anos de idade, quando caí na besteira de abraçar uma camisa de goleiro [seria masoquismo?].

E todo goleiro que se preza [e até o que não se preza] é louco por uma decisão em pênaltis.

Ora, se for gol, é normal. Mas se ele pegar o chute, vira herói - num pênalti o goleiro é que é o franco-atirador.

O garoto ainda vivia numa cidadezinha de mil casas e quatro mil almas.

Lá, a maior de todas as maravilhas da Terra era a televisão, que ali chegara há pouco tempo e já começava a mudar o universo de fábulas, o mundo de sonho e solidão.

A chegada da tevê foi para o lugar aquilo que o imã, a lupa e o gelo foram para Macondo, a cidade encantada do romance Cem Anos de Solidão.

Antes de cada partida, o moleque inocente indagava aos adultos:

"Se der empate teremos pênaltis?".

Se resposta negativa, eu desistia do futebol e voltava pros Cem Anos de Solidão, pras Vidas Secas.

Se positiva, Gabito e o velho Graça que me desculpassem, mas eu os colocava na reserva e entrava em campo [a sala], sentava lá atrás, solitário na defesa, e cruzava os dedinhos para a bola não entrar.

Por Juca Kfouri às 23h06

Deus e o diabo...(continuação)

Parreira e Zagalo não imaginam que em algum ponto do planeta, num lugarzinho isolado do mundo, houve um moleque esquisito que torcia por um empate mais que eles dois juntos.

Um menino que vibrava a cada defesa difícil do goleiro, dos dois goleiros.

E que logo em seguida era inquirido por um adulto:

- Ô, moleque, cê tá torcendo pra quem, afinal?

- Pro goleiro.

- Qual goleiro? No jogo tem dois...

- Pros dois.

Os adultos se entreolhavam, riam daquilo que achavam esquisitice. Viam em mim um menino maluquinho.

E cochichavam entre si, mas ao alcance de meus olhos e ouvidos: "É nisso que dá tanto estudo".

Marcados pelas vidas secas, muitos daqueles homens acreditavam que escola não enche barriga e que o estudo em excesso leva à loucura.

Maluquinho ou não, o menino já ouvira falar de uma louca final de campeonato paulista decidida nos pênaltis, ou melhor, decidida após os pênaltis.

O ano: 1973. As equipes: Santos e Portuguesa.

O placar: zero-a-zero nos noventa, zero-a-zero nos trinta.

O anti-herói: o sinistro homem de preto, que cabia bem no apitador Armando Marques.

O polêmico árbitro abreviou a peleja quando a Portuguesa ainda tinha chance de empatar.

Já no vestiário, viu que pisou na bola.

Voltou ao gramado.

A Lusa já havia abandonado o estádio.

O Santos comemorou o título.

Mas a Federação Paulista – para minimizar o gol contra - proclamou os dois clubes como campeões.

Na década de 80, lá pelos 15, 16 anos, eu já era um velho torcedor cansado de pênaltis – e já os odiava, já via neles uma maldição, sopa para a injustiça, uma ilusão.

Foi nos pênaltis que a fria Alemanha chegou à decisão da Copa de 82, na Espanha.

Foram os pênaltis que em 1986 eliminaram a Seleção Brasileira, uma injustiça para Zico e Telê, um trauma para o nosso goleiro Carlos.

Mas a pá de cal sobre essa paixão pelos penais eu coloquei em 1978, ano em que foi decidido o campeonato brasileiro de 1977.

A decisão ocorreu em jogo único, dia 5 de março, Atlético Mineiro X São Paulo, no Mineirão, 113 mil torcedores.

Apesar de não ser atleticano, no dia eu torcia por aquele Galo que (en)cantou o Brasil.

Duas horas de bola rolando no zero-a-zero. Pênaltis.

O São Paulo tinha o goleiro Waldir Peres, careca, catimbeiro, cara de bruxo, o diabo para defender pênaltis.

O Galo tinha João Leite, religioso, amante da Bíblia, tinha apelido João de Deus.

O São Paulo bate o primeiro, com Getúlio.

João Leite defende [seria a mão de Deus?]

O Atlético marca com Cerezo. Atlético 1 a 0.

Peres empata.

Ziza põe o Galo na frente: 2 a 1.

Chicão, que no jogo só faltou bater na própria sombra, bate o segundo pênalti são-paulino.

De novo, João de Deus opera o milagre.

Um script perfeito: tudo certo para atleticanos, tudo errado para são-paulinos.

De repente, sorte e azar trocam de lado.

O São Paulo chuta o azar para o Atlético.

Waldir Peres provoca e o tiro de Alves sai por cima.

Antenor faz 2 a2 [meu Deus!].

Jõaozinho Paulista treme diante do Bruxo e desperdiça o quarto tiro atleticano.

Bezerra faz São Paulo 3 a 2.

Resta um tiro para o Galo.

Se fizer, empata. Se perder,  dá adeus ao título que minutos antes era mais do que certo.

A imagem sinistra de Waldir Peres desnorteia o já nervoso Marcio, que parte para a bola e atira para as cucuias, "matando" milhares de atleticanos e destruindo o amor que eu nutria pelos pênaltis.

A disputa de pênaltis fez vice campeã a equipe invicta [um dos dois únicos vice-campeões da história do campeonato brasileiro].

Dez pontos à frente do campeão, dezessete a mais que o terceiro colocado, vinte e um à frente do quarto...

Aquilo foi um trauma para mim, que nem atleticano sou. Foi uma tragédia para o futebol.

Decisão por pênaltis virou uma maldição.

Parafraseando Faulkner, é uma batalha que não é travada – nem vencida.

Disputa em pênaltis é caminho para injustiça, abrigo de incompetentes.

É a luta perdida, a ilusão de loucos.

É coisa do diabo.

* Marcelo Torres é jornalista por formação, bancário por causa da situação e escrevedor de inutilidades; baiano, torcedor do Vitória, mora em Brasília

(josemarcelotorres@yahoo.com.br)

Por Juca Kfouri às 23h04

06/05/2007

O personagem de um domingo de campeões

EFE

Teve campeão para todos os gostos no domingo.

Grêmio, Santos, Flamengo, Atlético Mineiro, Vitória, Fortaleza e Remo são clubes acostumados a comemorar títulos estaduais, como comemoram ontem e seguirão comemorando hoje e amanhã.

Mas o Paranavaí ganhou seu primeiro título no Paraná, a Chapecoense seu terceiro em Santa Catarina e o Atlético Goianiense foi campeão goiano depois de 18 anos.

Cada um desses clubes teve seus heróis ontem.

No entanto, o grande personagem do domingo de campeões foi Souza, do Flamengo.

Souza é assim como Silva, nome dos mais comuns no Brasil.

Só que Souza foi capaz de uma atitude incomum no futebol e na vida deste país de sobrenomes bem mais pomposos.

Ele que até gol marcou no Maracanã, como é da obrigação de todo centrovante, fez muito mais que um gol ou defender um pênalti, como Bruno, o goleiro rubro-negro que defendeu dois, fora outros milagres.

Souza cumpriu uma obrigação cidadã, que nem deveria ser alvo de elogio, mas que, no Brasil, é sim, motivo para um elogio todo especial.

O jogo estava 0 a 0 no Maracanã quando, aos 16 minutos do primeiro tempo, Lúcio Flávio, do Botafogo, bateu uma falta.

Souza desviou a bola para escanteio, de cabeça.

O árbitro não viu e mandou o Flamengo bater o tiro de meta.

Os jogadores do Botafogo reclamaram com o árbitro e Souza, honradamente, se acusou, a tempo de o apitador mudar a decisão.

Souza nem sabia, mas, ali, já estava claro que ele era um campeão.

Um grande campeão.

Dá ética e dos bons costumes.

Por Juca Kfouri às 20h07

Efeitos estaduais na Libertadores

Que, mesmo desgastado, o Grêmio se fortaleceu para enfrentar o São Paulo é o óbvio ululante.

Será um jogo de arrepiar num Olímpico eletrizante.

Que o Flamengo conseguiu o alento para buscar o aparentemente impossível, também está claro.

Virar os 3 a 0 de Montevidéu, no entanto, será tarefa digna de um Maracanã lotado cantando "Oh, meu Mengão, eu gosto de você".

Já para o Paraná Clube, que só empatou com o Paranavaí, 0 a 0, em casa, e perdeu o título estadual, virar em Assunção, diante do bom Libertad, é tudo que resta.

Mas parece mais complicado ainda que o desafio do Flamengo.

E o Santos está com a faca e o queijo na mão.

A Vila Belmiro que faça sua parte como fez hoje a massa santista no Morumbi.

Afinal, basta empatar sem gols ou 1 a 1 com o Caracas.

Por Juca Kfouri às 18h26

Flamengo, Bruno e Souza, grandes campeões!

Botafogo e Flamengo fizeram um primeiro tempo equilibrado, cuidadoso, ambos com medo de errar.

O Botafogo foi um pouco melhor, mas só um pouco, nada que justificasse uma vantagem no placar.

O grande momento da partida aconteceu aos 16 minutos.

Um lance raro, ainda mais numa decisão.

Um lance exemplar.

Souza desviou de cabeça uma falta cobrada por Lúcio Flávio.

O árbitro deu tiro de meta e o centroavante acusou o desvio.

Comportamento de campeão.

Mal sabia ele que aos 7 minutos ele aproveitaria um ótimo cruzamento de Juan para fazer 1 a 0.

Quatro minutos depois, Juninho, de cabeça, empatou.

Clássico, no Rio, em 2007, não poderia mesmo ser de poucas emoções.

E, aos 15, Jorge Henrique deu com açucar para Dodô, camisa 7, fazer lindo gol ao encobrir o goleiro rubro-negro e aproximar o Botafogo do bi.

Daí para frente o terceiro gol alvinegro era mais próximo que o empate rubro-negro.

Bruno pegava tudo.

Só que, aos 27, Renato Augusto, de fora da área, pegou um tirambaço depois de uma saída errada de bola de Max e empatou tudo de novo.

E o Mengo cresceu de novo, por pouco não desempatou, em seguida.

No último minuto, Dodô foi expulso num lance em que alegou não ter ouvido o apito do árbitro (eram mais de 63 mil torcedores no Maracanã) na marcação de um impedimento inexistente que resultaria, fatalmente, no gol do bi.

E o Fogão perdeu um cobrador de pênalti.

Na verdade, Botafogo e Flamengo mereciam ganhar o título.

Lúcio Flávio bate, Bruno pega.

Renato bate e faz 1 a 0.

Juninho bate, Bruno espalma no travessão.

Roni bate e faz 2 a 0.

Túlio diminui.

Juan bate e faz 3 a 1.

Luciano Almeida diminui.

Leonardo Moura bate o pênalti do título.

O Mengo solta o grito de campeão! 

Por Juca Kfouri às 17h16

Grêmio é bi com folga

Com direito a perda de pênalti, o Grêmio mostrou quem manda no Olímpico (com 48 mil pagantes).

Enfiou logo 4 a 1 no Juventude para não deixar dúvida.

E, agora, o São Paulo que se cuide.

Por Juca Kfouri às 17h05

Santos é bi com justiça!

O Santos jogou um primeiro tempo de campeão.

Partiu para dentro do São Caetano desde o primeiro minuto e antes da metade dos 45 minutos iniciais já havia levado perigo três vezes ao gol adversário, duas com Marcos Aurélio, outra com Zé Roberto, maestro em campo, muito bem coadjuvado por Pedrinho.

E como às vezes o deus dos estádios é justo, em cobrança de escanteio por Pedrinho, o zagueiro Adaílton subiu para cabecear para o fundo da rede: 1 a 0, aos 24, na hora certa, com todo o tempo do mundo para ir buscar o gol do título.

O São Caetano não alterou sua proposta de jogar apenas defensivamente e pouco, muito pouco ameaçava.

Jonas, aos 31, em lance impossível e sem ângulo, enfiou uma bolaça no travessão do Azulão.

E o jogo foi para o intervalo no Morumbi com a certeza de que a festa seria alvinegra, para 59 mil pagantes.

Galhardo voltou no lugar de Canindé, uma nulidade surpreendente.

Jonas deu lugar a Moraes, já com o segundo tempo em andamento.

Como Glaydson deu lugar a Ademir, com o que o Azulão tinha em campo o time que vencera no domingo passado.

O São Caetano era mais valente, mas o Santos seguia melhor e o gol do título parecia estar maduro.

Aos 28, Luxemburgo queimou todas as caravelas: Tabata entrou no lugar de Pedrinho e Carlinhos no de Cléber Santana.

Kléber foi para o meio de campo.

E, aos 36, da bandeirinha de escanteio, cruzou na cabeça de Moraes, que fez o gol do bi, com toda justiça deste e de outro mundo qualquer.

Porque o que é do homem o bicho não come. 

Por Juca Kfouri às 16h59

Galo é campeão com susto

Se ter a faixa de campeão carimbada é sempre chato, pior é não ter a faixa.

Mas mais chato que faixa carimbada é perder na decisão quando se tem uma vantagem de quatro gols.

E o Galo perdeu o primeiro tempo por 2 a 0.

Nunca se saberá se não seria jogo para virar dois e acabar quatro.

Porque no último minuto do primeiro tempo, o zagueiro Luisão ameaçou dar um pontapé em Éder, na frente do árbitro, obrigando-o a deixar o Cruzeiro com 10 homens nos 45 minutos finais.

E, aí, não aconteceu mais nada de muito importante no segundo tempo, a não ser o grito de campeão do Galo, devidamente acompanhado pelo hino, com 42 mil torcedores no Mineirão.

Afinal, a decisão foi 4 a 2.

Por Juca Kfouri às 16h51

Manchester United campeão inglês

O Manchester United acaba de se sagrar campeão inglês da temporada com duas rodadas de antecipação.

Ontem, venceu o clássico da cidade diante do Manchester City por 1 a 0.

E hoje foi beneficiado pelo empate entre Arsenal e Chelsea, 1 a 1, num jogo espetacular.

Jogando em casa, o Arsenal abriu o placar com Gilberto Silva em cobrança de pênalti, aos 43.

Mesmo com 10 jogadores, o Chelsea foi à luta e empatou no segundo tempo, com Essien, quando faltavam 20 minutos para o fim do jogo, 20 minutos que foram, na verdade 24.

E 24 minutos de pura emoção, com o Azulão de Londres indo todo a frente e com uma sucessão de grandes defesas de ambos os lados, além de uma bola em seu travessão.

O Chelsea lutava pelo tri e saiu de campo ovacionado por sua torcida, que reconheceu o esforço heróico em busca de uma vitória que ainda manteria a equipe com chances, remotas, de ganhar mais um título. 

Por Juca Kfouri às 13h06

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico