Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

19/05/2007

Quem é Edson Borges

Edson Borges, o herói do Mecão na Vila Belmiro, o zagueiro que fez os três gols de seu time, por ironia, começou sua carreira no Santos e só não ficou por problemas com sua documentação.

É catarinense da cidade de Gaspar, no Vale do Itajaí, tem apenas 22 anos, jogou no Comercial de Ribeirão Preto e no Iraty, do Paraná, de onde se transferiu recentemente para o time potiguar, onde jogou hoje pela segunda vez.

Por Juca Kfouri às 19h54

O Inter não segurou

Furacão e Inter fizeram um bom jogo no primeiro tempo, na Arena da Baixada.

Bom e equilibrado, com gol contra colorado e empate em bola desviada na barreira.

Logo no começo do segundo tempo, porém, o Inter ficou com 10, por causa da expulsão de Maycon.

E tratou de se defender.

Renan fez pelo menos um milagre, mas, aos 43, a bola sobrou no pé de Alex Mineiro e o rubro-negro, 100%, venceu com justiça.

Já o Inter, campeão mundial, está 0%.


Por Juca Kfouri às 19h17

Paraná Clube na boa

O Paraná Clube saiu perdendo do Juventude, em Caxias, mas virou o jogo, na despedida de Zetti.

Um 2 a 1 que veio a calhar para os visitantes, dois jogos, duas vitórias, e preocupa o anfitrião, dois jogos, duas derrotas.

O jogo propriamente dito, este blog não acompanhou.

Pelos melhores momentos, que acabo de ver, de fato, o Paraná Clube fez por merecer um placar mais dilatado(21h12).

Por Juca Kfouri às 19h12

Com este América não deu

Vanderlei Luxemburgo não gosta que se chame o time de reservas do Santos de time de reservas do Santos.

Mas, infelizmente, o time de reservas do Santos é exatamente isso, o time de reservas do Santos.

Deu pinta disso diante do Sport, na estréia, no Recife, e comprovou no segundo jogo, na Vila, contra o América.

Fez 1 a 0 logo de cara num gol contra potiguar atribuído ao zagueiro santista Marcelo, aos 2 minutos, e depois tomou três gols, dois de cabeça do zagueiro americano Edson Borges, o primeiro no primeiro tempo.

E, com 3 a 1, já aos 8 minutos do segundo, o Santos teve de botar Marcos Aurélio e Cléber Santana para tentar reagir.

Até conseguiu, em passe de Tabata para Marcos Aurélio, que diminuiu, aos 22.

E na pressão que fez nos minutos finais, quando ainda reclamou um pênalti em Tabata que, de fato, aconteceu, embora o lance tenha nascido de jogada irregular -- mão na bola.

Mas o Santos acabou por perder pela segunda vez e, agora, enfrentará o América que interessa mesmo,o mexicano, pela Libertadores.

Com o Mecão, não deu, porque usou seu time reserva. 

Por Juca Kfouri às 19h06

Drogba salva o Chelsea no novo Wembley

Wembley/Divulgação

O Campeonato Alemão só foi decidido na última rodada, com dois times podendo chegar ao título: Stuttgart e Schalke 04.

Ambos venceram agora há pouco e o Stuttagart foi o campeão.

O Campeonato Português terá sua última rodada amanhã.

Os três grandes podem ganhar o título, embora esteja mais para o Porto do que para Sporting e Benfica.

E o Campeonato Espanhol, a quatro rodadas do fim, também tem três times (Barcelona, Real Madrid e Sevilla) com possibilidades de ganhar a taça.

Tudo em sistema de pontos corridos, como devem ser os campeonatos nacionais e não são, nem devem, nem podem ser, todas as demais competições, como a Copa da Inglaterra, por exemplo.

Que foi decidida também hoje, num ensolarado, lotado (90 mil torcedores), engalanado, lindo, novo Wembley, entre Manchester United e Chelsea.

No tempo normal, nenhum gol, embora o Manchester United tenha feito por merecê-lo.

No primeiro tempo da prorrogação, nenhum gol, embora o Manchester United tenha feito por merecê-lo.

Giggs chegou a mandar o goleiro Petr Cech com bola e tudo para dentro do gol, o árbitro não deu nem o gol nem a falta do atacante do Manchester.

O segundo tempo da prorrogação continuou nos pés dos vermelhos, mas os azuis, esgotados, resistiam e até criaram a melhor chance de gol, a sete minutos do fim, com Kalou.

E a cinco minutos do fim, Didier Drogba recebeu de Lampard e cutucou na saída do goleiro: 1 a 0.

O milionário Chelsea, enfim, ganhou um título realmente importante em 2007, e na sua Londres, no dia em que o maior santuário do futebol foi reinaugurado. 

Por Juca Kfouri às 12h00

18/05/2007

A segunda rodada do Brasileirão

O jogo mais interessante da segunda rodada do Brasileirão deve acontecer no Maracanã, no domingo, entre Botafogo e Atlético Mineiro.

Certamente o Galo buscará vingança diante de um Fogão mais preocupado com o Figueirense.

Outro clássico, também no domingo, no Mineirão, opõe os frágeis Cruzeiro e Corinthians, ambos em fase de reconstrução lenta, gradual e, ainda, insegura.

Grêmio e Fluminense, no Olímpico, confronta dois tricolores mais preocupados com o Defensor e com o Brasiliense do que com o clássico em si.

O Palmeiras, animado, recebe o Figueirense, eufórico, com motivos, mas desgastado.

Promessa de Palestra Itália lotado.

E o Goiás recepciona o Flamengo, jogo no Serra Dourada e perigoso para os dois, que vêm de derrotas.

Melhor deve ser a situação em São Januário, onde o Vasco, com Romário, enfrenta o Sport que precisa começar a mostrar aquilo que sua torcida imagina, como fez diante dos reservas do Santos.

Santos que, na Vila, pega o América, no sábado, em jogo que deve, mesmo se poupando, levar sem maiores riscos.

Ainda no sábado, Juventude e Paraná Clube, os dois de técnico novo.

O time gaúcho vivendo um momento de turbulência e o paranaense abandonado por Zetti, que o trocou pelo Galo.

Não fizeram bem, aliás, nem o técnico nem o alvinegro mineiro.

Zetti fez com o Paraná Clube o que o Paraná Clube não tem feito com seus treinadores e perdeu uma boa oportunidade para amadurecer na função sem maiores pressões.

Mostrou-se muito parecido com o que há por aí, sem se dar conta que foi mantido no posto mesmo depois de perder a decisão estadual, em casa e para o Paranavaí, com todo respeito, e a vaga na Libertadores, outra vez em casa, diante do Libertad, para quem previu vida curta do torneio....

Por que foi a segunda escolha do Galo é que não se entende.

Por falar em Gallo, este, que fez o mesmo com o Sport mesmo garantido no banco depois da má participação na Copa do Brasil, terá com o Inter a dura empreitada de enfrentar quem melhor se saiu na primeira rodada, o Atlético Paranaense, também no sábado e na Arena da Baixada. Vida dura.

E, finalmente, outra vez no domingo, o Náutico recebe de braços abertos o técnico Muricy Ramalho, a quem é eternamente grato pela revolução que fez no clube, e, certamente preocupado, o São Paulo, a quem só resta fazer excelente campanha na busca do bicampeonato brasileiro para apagar a má impressão deixada no Campeonato Paulista e na Libertadores.

Por Juca Kfouri às 13h35

Movimento Fora Dualib!

Este blog acaba de receber o manifesto abaixo.

A mobilização da torcida do Bahia parece frutificar.

Sob a luz dos lampiões o Corinthians nasceu. E é sob a luz dos lampiões que o Corinthians renascerá!

 

No próximo dia 25 de maio, sexta-feira, a partir das 20h, será lançado o Movimento “Fora Dualib”, na Rua Cônego Martins com a Rua José Paulino, no Bairro do Bom Retiro. Essa é a mesma esquina onde Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia fundaram o Corinthians.

 

Depois do ato, serão feitas diversas manifestações pacíficas contra Alberto Dualib nos estádios, nas ruas, no clube e via internet. O Movimento só terminará quando o ditador corinthiano estiver longe de ocupar qualquer cargo político dentro do clube.

 

Essa é uma iniciativa de torcedores do Corinthians, insatisfeitos com a má gestão da diretoria corinthiana e de Dualib, o continuísmo, as fraudes, os desvios de verbas e o nepotismo.

 

Se você, corinthiano que, assim como nós, quer acabar com essa vergonha, compareça ao ato! E se puder, leve um lampião. Vamos limpar a história de nosso clube!

 

MANIFESTO 

A idéia deste movimento surgiu durante uma reunião de corinthianos, realizada para discutir questões envolvendo o cotidiano do Sport Club Corinthians Paulista. Foi uma iniciativa de torcedores, organizados e não-organizados, que estão descontentes com a atual fase, a má gestão do clube e o continuísmo dentro do Parque São Jorge. Com o objetivo de lutar contra essa péssima administração – que tem como figura central o presidente Alberto Dualib -, criamos este movimento, totalmente independente, mantido pela nação corinthiana e sem nenhuma ligação com o grupo de oposição do clube.

Nós exigimos a saída de Dualib da presidência do Corinthians e o fim da ditadura no clube! Para isso, organizaremos uma série de manifestações pacíficas nas ruas, nos estádios, no clube e via internet. Cumprindo seu dever histórico, a nação corinthiana se reúne para uma luta que pertence a cada um dos 30 milhões de apaixonados pelo Sport Club Corinthians Paulista. 

Desde o ano passado, o futebol do Corinthians enfrenta uma crise sem tréguas. Ao invés de ocupar seu lugar entre os primeiros, teve desempenhos medíocres nos dois últimos campeonatos Paulistas e brigou para não ser rebaixado no Brasileirão. Isso sem falar na falta de resultados em outras disputas, como Libertadores da América e Copa do Brasil. A má situação do Corinthians dentro de campo é reflexo dos transtornos administrativos do clube, que vem se afundando em problemas nos últimos seis anos.  

A MSI surgiu para estancar a crise financeira do Corinthians. Mas, como todas as parcerias firmadas na era Dualib, foi assinada e gerida de forma obscura. A suspensão dessa última parceria, há cerca de um ano, fez com que o clube mergulhasse ainda mais em dívidas, já que sua arrecadação não é suficiente para sanar todos os gastos. Os gastos, por sua vez, são excessivos, o que comprova a má gestão do atual presidente, seus vices e diretores. Como se não bastasse, são cada vez mais freqüentes as denúncias de fraudes, desvios de verbas e nepotismo. Processos contra o presidente, movidos por associados do clube e torcedores se amontoam nos tribunais aguardando julgamento. Além das ações movidas por ex-técnicos e jogadores, que não receberam o previsto em contrato.

E assim é que Dualib vem se mantendo no poder há 14 anos, a um preço alto demais para o Corinthians e especialmente alto demais para os milhões de torcedores apaixonados pelo time do Parque São Jorge.

A ditadura deve terminar! Os associados precisam ter o direito de eleger seu presidente, assim como escolhem o conselho que representa seus interesses. Mais que isso: a nação corinthiana precisa se unir para tirar do poder um grupo de pessoas que ao invés de pensar no bem do clube, se preocupa unicamente com favorecimento próprio e disputas de poder.

Chega de conivência, chega de passividade! O Corinthians precisa ser administrado de forma clara e honesta para voltar a ser grande. E para honrar a sua história e o próprio hino.  

“Seu passado é uma bandeira, SEU PRESENTE, UMA LIÇÃO.”

“O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time”

(Miguel Bataglia, primeiro presidente do Sport Club Corinthians Paulista)

Por Juca Kfouri às 12h06

Fora Dualib! (Carta de Princípios)

Esta carta expõe os princípios do movimento, seu funcionamento a regras.

 

Do movimento:

 

- Conduzir as ações da Nação Corinthiana, a fim de fiscalizar a administração do Sport Club Corinthians Paulista e reivindicar ações que beneficiem o clube. Todas as decisões serão tomadas durante assembléia, inclusive a discussão de novas metas.

 

Meta 1:

 

- Contestar a má administração e o continuísmo vigente no Sport Club Corinthians Paulista.

 

Objetivo da Meta 1:

 

- Banir Alberto Dualib da presidência do clube e de qualquer outro cargo político dentro do Corinthians, acusado de irregularidades e má gestão.

 

Planos de ação para a Meta 1:

 

- Manifestações populares pacíficas, reunindo toda a Nação Corinthiana e chamando a atenção da opinião pública.

 

- Conscientização e discussões com interessados na causa. As manifestações ocorrerão em locais públicos, em jogos, dentro do Corinthians e via internet (sites e comunidades do Orkut). Serão utilizados panfletos (manifestos escritos), faixas, cartazes, veículos de comunicação, carros de som e cantos de protesto. Fica estabelecido que os cantos não serão executados durante os 90 minutos de bola rolando.

 

Divulgação:

 

- Visual: panfletos, faixas, cartazes, camisetas e adesivos.

 

- Virtual: internet (sites e comunidades no Orkut).

 

- Veículos de comunicação: TV, rádio, jornais, revistas, comunicação online e informativos.

 

 

Por Juca Kfouri às 12h04

O TCU e o Pan-2007

Leia abaixo apenas três trechos do mais recente relatório do Tribunal de Contas da União sobre o andamento das obras do Pan-2007.

1. Primeiro, as instalações e a infra-estrutura foram superdimensionadas.

Os Jogos são continentais, mas a estrutura que se está construindo é praticamente olímpica.

Seria possível realizar o Pan com menos obras, aproveitando ou adaptando a infra-estrutura esportiva já existente na cidade do Rio de Janeiro.

2. A segunda falha que identifico na concepção dos Jogos foi que os organizadores subestimaram ou ignoraram a multiplicidade de ações necessárias para realizar um evento desse porte.

A evidência mais clara dessa imprevisão é a superlativa diferença entre o orçamento inicial dos Jogos e os custos já contabilizados ou reconhecidos que, na esfera federal, chega a ser dez vezes superior ao que foi inicialmente pressuposto.

3. Curioso notar que o Ministério do Esporte, que sempre reclamou da dificuldade na obtenção de dados das obras cuja execução está sob a responsabilidade das outras esferas de governo, não esteja fornecendo, tempestivamente, ao TCU, informações confiáveis sobre a única obra financiada e executada pelo próprio Ministério.

Alerto para esse fato para que não se diga depois que o TCU não agiu tempestivamente, quando na verdade o fiscalizado omitiu informações ao Tribunal.

Isso é muito grave.

ATENÇÃO: O relatório é assinado pelo ministro Marcos Vinicios Vilaça, não por algum jornalista mal-humorado que vê problema e escândalo em tudo. 

Por Juca Kfouri às 23h11

17/05/2007

E o Boca se complica

O Boca Juniors acaba de empatar com o Libertad, na Bombonera: 1 a 1.

Impressionante como é o organizado e frio o time do Libertad.

Que não se afligiu com o campo adversário, levou o jogo num clima bom e criou tantas chances quanto o Boca, em noite terrível.

Sim, porque Riquelme perdeu pênalti aos 17 do segundo tempo e o gol paraguaio foi um frangaço.

Mas nem mesmo na hora do pênalti os paraguaios perderam a cabeça, ao contrário, cozinharam um tempão limpando a área dos papéis jogados pelos xeneizes, para desconcentrar o cobrador.

Riquelme bateu no meio do gol, o goleiro se adiantou tudo que pôde e o colombiano Oscar Ruiz não mandou voltar, como não mandam voltar os árbitros europeus, diferentemente dos brasileiros.

Para piorar, para os argentinos, Palermo teve um gol muito mal anulado aos 43.

Menos mal que, aos 46, o mesmo Palermo empatou.

Mas empate, com gol sofrido em casa, é um perigo.

O Libertad jogará por um 0 a 0 no Defensores del Chaco.

Por Juca Kfouri às 22h22

Que Seleção é essa?

Faz mais de duas horas que saiu a lista dos convocados por Dunga e este blog...nada!

Preguiça, excesso de trabalho ou perplexidade?

Um pouco de cada coisa, confesso.

A Seleção Brasileira cada vez me dá mais preguiça e me importa menos, tão banalizada e caça-níqueis que virou.

Mas, também, eu estava na ESPN, gravando o "Juca entrevista".

E, ainda, fiquei meio perplexo mesmo

Afonso, Jô, Naldo, Alex Silva, Doni?

Bem, o Afonso é o artilheiro do campeonato holandês.

Mas, e daí?

Explodiu aos 26 anos?!

Não parece coisa de empresário?

E se explodiu mesmo?

Como jamais vi jogar, me abstenho e torço para ter sido uma tacada de mestre de Dunga.

E o Jô?

Ah, dizem que anda jogando melhor que o Vagner Love.

Dizem, mas não provam, como diria o Chico Anysio.

Nada contra o Naldo, nem a favor, nem em relação ao Alex Silva, embora o Miranda, seu companheiro de zaga no São Paulo, me pareça melhor.

Doni?

Bem, Doni tem dono e poderoso.

E por que Kaká e Ronaldinho?

Eles não pediram para ficar de fora da Copa América?

Por que jogar nos dois únicos amistosos que a Seleção fará antes do torneio?

Ah, só pode ser por imposição que Dunga teve de engolir, porque não ficaria bem inaugurar o Novo Wembley sem nossas maiores estrelas, né não?

Provavelmente jogarão meio tempo contra a Inglaterra e ficarão no banco diante da Turquia.

Ou, numa visão mais otimista, a convocação de ambos é a prova de que Dunga não guarda rancor (e de que Papai Noel existe).

Quer saber?

A Seleção Brasileira, como já disse me interessa cada vez menos.

Como a Copa do Mundo, cada vez mais uma feira de negócios com uns jogos no intervalo entre as transações.

Desculpe.

Por Juca Kfouri às 12h47

16/05/2007

O Flu fez por merecer

O Fluminense começou o jogo como se quisesse mostrar que as coisas são como as coisas são: o grande é ele.

E foi para cima do Brasiliense num Maracanã tricolor, com mais de 30 mil torcedores, ao criar pelo menos duas chances de gol ainda antes dos cinco minutos.

Jogava melhor até que sofreu imerecido castigo.

Um gol aos 17, no primeiro chute do Brasiliense.

Allan Delon lançou e Rafael Toledo abriu a contagem.

O Flu sentiu, mas não se apavorou.

E virou, com justiça, ainda no primeiro tempo.

Thiago Silva empatou e Alex Dias fez 2 a 1, aos 36 e 39.

No primeiro gol, a bola veio da trave em cabeçada de Adriano Magrão e no segundo Alex Dias ganhou um pé-de-ferro e finalizou com categoria.

Era justo, justíssimo.

Como continuou o justo o 3 a 1, obtido logo aos 5 minutos da etapa complementar, com Adriano Magrão, outra vez de cabeça, ao se antecipar o goleiro.

Só aos 15 o Flu tomou um susto, em falta cobrada por Rafael Toledo que bateu no travessão e acabou nas mãos de Fernando Henrique.

Mas, aos 23, tomou um gol que não poderia, de Warlei, pelo meio da grande área, depois de bela troca de passes.

Menos mal que, aos 28, Marcão meteu a mão na bola, dentro da área.

Carlos Alberto bateu, o goleiro Guto se adiantou, defendeu e ainda pegou o rebote.

Inutilmente, porém, porque o árbitro mandou voltar. Corretamente. Como, aliás, não se faz na Europa, estranhamente.

Carlos Alberto bateu de novo e fez 4 a 2. 

Aos 43, Thiago Neves quase fez o quinto gol, o que mataria o confronto.

Agora, o valente Brasiliense terá de vencer por 2 a 0 no jogo da volta para ser finalista da Copa do Brasil.

Pode ser, mas será difícil, muito difícil, para o também ex-invicto time da Capital Federal na competição.

Por Juca Kfouri às 22h52

Só deu Figueirense

O Figueirense fez do Botafogo uma presa fácil desde o princípio da partida.

Logo aos 13 minutos, Cleiton Xavier avançou pela direita e chutou firme, aproveitando-se da má colocação de Júlio César: 1 a 0.

Os catarinenses seguiram no ataque, como faziam desde o apito inicial.

E num cruzamento da direita, aos 25, Vítor Simões subiu mais que Juninho e ampliou.

O Botafogo simplesmente não chegava na área adversária.

E assim foi durante todo o primeiro tempo.

Só dava Figueira.

Para o segundo tempo a expectativa era a de que o Botafogo fosse atrás de pelo menos um gol.

Mas o Figueirense continuou mais perigoso, bem fechado atrás e explorando os contra-ataques, como gosta o técnico Mário Sérgio.

O time sulista perde gols, aos 13, e exige grande defesa de Júlio César, aos 21.

Na verdade, ficou barato para o time carioca, que perdeu sua invencibilidade na Copa do Brasil.

E que terá de lutar muito para virar no Maracanã.

Por Juca Kfouri às 22h39

Santos, com a cabeça

O Santos fez tudo como devia fazer desde o primeiro minuto de jogo: tratou de amarrar o jogo e não se desgastar.

Quando tinha a bola, a valorizava o mais que podia.

Quando não tinha, fazia um paredão que impedia qualquer chance do América, que entrou em campo com seu time reserva.

E, assim, quem teve a melhor chance de gol foi o time brasileiro, pena que nos pés do zagueiro Domingos, sem cacoete na hora de finalizar.

Fábio Costa precisou fazer apenas uma defesa, e não das mais complicadas, no primeiro tempo.

Preocupado com o jogo desta quinta-feira, contra as Chivas de Guadalajara, pelas semifinais do Campeonato Mexicano, o América voltou com o mesmo time no segundo tempo.

Prioridade compreensível.

Afinal, se um time mexicano vencer a Libertadores não irá ao Mundial de clubes, um absurdo do regulamento que pode levar à desmoralização internacional do torneio.

Para os mexicanos, valor tem a competição da Concacaf.

Fato é que o jogo transcorreu como se não fosse da Libertadores.

E com o Santos se preservando dos efeitos da altitude, com inteligência.

Quanto mais morno o jogo, melhor para o Santos, por pior que fosse para o torcedor.

Confiante de que os brasileiros sentiriam no segundo tempo, o América pôs Blanco e Cabañas, dois titulares absolutos antes dos 15 minutos.

E passou a jogar com três atacantes.

Aos 30, Tabata e Pedrinho entraram no lugar de Rodrigo Souto e Marcos Aurélio.

Pulmão novo no Peixe, que já sofria com os 2.200 metros da Cidade do México.

Aos 35, a maior chance mexicana, bem defendida por Fábio Costa.

No contra-ataque, ao chutar muito fraco, Tabata perdeu a possibilidade de fazer o gol.

Não faz mal.

O Santos resistiu a pressão final e o 0 a 0 ficou bem, muito bem.

Ao nível do mar, literalmente, na Vila Belmiro, as coisas devem ser bem diferentes.

Por Juca Kfouri às 22h37

Pálido Grêmio

Um gol antes do primeiro minuto.

Mais um nos últimos minutos do primeiro tempo, com o adversário com apenas 10 jogadores.

Dois gols iguais, de cabeça, em dois cruzamentos, o primeiro pela direita, o segundo pela esquerda.

Dois gols de zagueiros uruguaios, Sorondo e Martinez.

Foi muito mal o Grêmio diante do Defensor.

Que talvez aposte demais no que é capaz no Olímpico.

É claro que dá, mas que hoje, em Montevidéu, não deu, não deu.

E quase deu vergonha.

Por Juca Kfouri às 20h26

A morte do gato Ítalo

Por Rafael Felippe

Ontem no início da noite, um botafoguense, chamado Augusto Simões, estava navegando na Internet.

Mais precisamente na comunidade oficial do Botafogo, no Orkut, quando o gato do homem, que se chamava Ítalo, engoliu uma pilha alcalina. 

Ele ficou desesperado na hora, e como não sabia o que fazer pediu ajuda na própria comunidade, para os colegas botafoguenses.

Só que todos acharam que o cara estava de sacanagem e começaram a provocar ele, fazendo mil piadas diferentes. 

No fim, a história era verdade mesmo e o gato morreu!

E agora, o gato Ítalo é o maior sucesso na Internet.

Já tem várias comunidades relacionadas ao mais ilustre dos botafoguenses, o Gato Ítalo.

(Justamente um gato ídolo na torcida do Botafogo). 

É ou não engraçado?

Porque o cara estava falando sério “meu gato engoliu uma pilha”.

E o pessoal respondia.

“Se ele engoliu uma Duracell, vai durar mais uns seis meses”.

“Tadinho do gato, tão aceso e vai morrer”.

 “Não liga não, Augusto, o pessoal só está botando pilha”.

Por Juca Kfouri às 19h55

Vampeta e a história

Blogueiros exigem uma opinião sobre a volta de Vampeta ao Corinthians.

Ei-la:

Vampeta tem uma bela história no Corinthians.

O Corinthians tem uma bela história com Vampeta.

Ambos deveriam preservá-la.

Que o jogador não o faça, é compreensível, deve ter seus motivos.

Já o clube...

Por Juca Kfouri às 13h05

Um novo Once Caldas?

Por ALMIR MOURA

Mais uma equipe colombiana de nome curioso vem chamando a atenção em uma edição da Taça Libertadores da América.

Estamos falando da mais nova força do futebol daquele país: o  Cúcuta Deportivo.

Fundado em 1949, o Cúcuta é uma espécie anciã de São Caetano made in Colombia.

Em 2005, o clube retornou a elite do futebol de seu país com a conquista da Segunda Divisão.

No ano seguinte, de forma admirável, a equipe conquistou pela primeira vez o título de Campeão Nacional.

Mais que isso, o Cúcuta ganhou a chance de debutar na principal competição das Américas.

Em 2007, a equipe segue surpreendendo.

Além de já estar nas semifinais do Campeonato Nacional, o "Duplamente Glorioso" vem se constituindo na grande sensação da Taça Libertadores da América.

Depois de aprontar para cima do Grêmio na primeira fase - 0 a 0 no Olímpico e vitória por 3 a 1 no General Santander - e assegurar uma vaga nas oitavas, a equipe vem demonstrando que não está pra brincadeira e que quer mais! Muito mais!

No jogo de ida das oitavas, a sensação colombiana não tomou conhecimento do Toluca do México e aplicou sonoros 5 a 1.

No jogo de volta, perdeu de pouco (0 a 2), alcançando assim a inédita vaga entre os oito melhores das Américas.

E quem acha que o Cúcuta já foi longe demais, é bom ficar ligado...

Ontem, na partida de ida pelas quartas-de-final, foi a vez do tradicional Nacional do Uruguai sentir a força da sensação colombiana, que jogando em seus domínios conseguiu uma ótima vitória por 2 a 0 e dessa forma deu um precioso passo rumo às ,outrora inimagináveis, semifinais.

Quem avisa amigo é...

Equipes tradicionalíssimas como Boca, Santos e Grêmio devem ficar espertas.

O passado recente da Libertadores adverte que enfrentar em fases decisivas uma equipe de nome curioso e de pouca tradição internacional advinda de terras Álvaro-Uribenses, pode vir a se tornar letárgico, quando não, fatal.

Ora pois pois, quem não se lembra em 2004, quando um outrora "simpático" e até aquele momento desconhecido e inofensivo, Once Caldas, conseguiu a façanha de superar equipes do quilate de Santos, São Paulo e Boca e sagrar-se campeão das Américas?

Pois é senhores, é bom abrir o olho, pois um novo Once Caldas pode estar por vir!

Quer saber mais?

Vá ao endereço abaixo:

http://www.trivela.com/default.asp?pag=ExibirMateria&codMateria=2506&coluna=43
 

Por Juca Kfouri às 12h34

Coisa feia, Criciúma!

Ontem, com 15 mil torcedores no Presidente Vargas, em Fortaleza, Ceará e Criciúma empataram 1 a 1, pela Segundona.

O detalhe lastimável está no gol de empate da equipe sulista, marcado aos 36 minutos do segundo tempo, pelo artilheiro Clodoaldo.

O goleiro cearense, Rodrigues, havia se machucado e posto a bola para fora para ser atendido.

Eis que o Criciúma não devolveu a bola e, ao pegar a defesa do Ceará desprevenida, empatou o jogo.

Nada contra a regra.

Tudo contra o espírito esportivo.

Por Juca Kfouri às 12h28

Deu no The New York Times



Não faz muito tempo, este blog publicou a previsão do especialista em Tecnologia da Informação, Silvio Meira, no sentido de que é muito provável que nas Olimpíadas de 2058 atletas com pernas mecânicas sejam os mais rápidos do mundo.

Pois leia o que deu no NYT de ontem. 

Corredor deficiente quer competir nas Olimpíadas

De Jere Longman
Em Manchester, Inglaterra

Quando Oscar Pistorius, da África do Sul, se agachou na linha de partida para os 200 metros, as atenções da pequena multidão se voltaram para o velocista que se auto-intitula o mais rápido homem sem pernas.

Pistorius deseja ser o primeiro corredor que teve as pernas amputadas a competir nas Olimpíadas. Mas apesar do seu sucesso, ele tem enfrentado resistência do órgão mundial que controla o atletismo, que procura impedir que ele corra alegando que a tecnologia utilizada nas suas próteses pode conferir a Pistorius uma vantagem injusta sobre os corredores que possuem pernas naturais.

As suas primeiras arrancadas no último domingo foram irregulares, devido à necessária acomodação para se correr com um par de pernas artificiais em forma de jota, feitas com fibra de carbono, e conhecidas como Cheetas.

Pistorius nasceu sem os perônios na parte inferior das pernas e com outros defeitos nos pés. Ambas as pernas foram amputadas abaixo do joelho quando ele tinha 11 meses de idade. O seu técnico diz que aos 20 anos o rapaz é como um motor de cinco marchas destituído da segunda marcha.

Pistorius é também um indivíduo extremamente talentoso, que começou a dissipar as fronteiras entre a normalidade e a deficiência física, gerando profundas questões filosóficas: Qual deve ser a aparência de um atleta? Onde se deveria instituir limites sobre a tecnologia a fim de fosse encontrado um ponto de equilíbrio entre competição justa e o direito de competir? A natureza do esporte seria alterada caso atletas dotados de membros artificiais fossem capazes em determinado momento de correr mais rápido ou saltar mais alto do que os desportistas que possuem membros naturais?

No domingo, assim que alcançou a sua velocidade máxima, Pistorius venceu facilmente as corridas de 100 e 200 metros aqui na Paraolimpíada Mundial, uma competição internacional para atletas portadores de deficiência física.

Uma tarde fria e chuvosa prejudicou um pouco o desempenho dele, mas as suas vitórias foram decisivas e o mantiveram focado na sua meta de participar das Olimpíadas de 2008 em Pequim, mesmo que as autoridades que controlam o atletismo mundial procurem impedir que ele compita.

A 15 meses de Pequim

Desde março, Pistorius exibiu desempenhos recordes para atletas deficientes nos 100 metros (10,91 segundos), 200 metros (21,58 segundos) e 400 metros (46,34 segundos). Esses tempos ainda não atingem os mínimos necessários para que ele se qualifique para disputar as Olimpíadas, mas ainda faltam 15 meses para os jogos de Pequim. A velocidade atual de Pistorius já garantiria medalhas de ouro na categoria feminina das Olimpíadas de Atenas de 2004.

O tempo de 46,56 segundos de Pistorius nos 400 metros lhe deu um surpreendente segundo lugar em março em uma competição nacional sul-africana disputada com corredores sem deficiência. Isso aparentemente faz dele um candidato para a prova de revezamento 4 x 100 metros, caso a África do Sul se qualifique como uma das 16 equipes mais rápidas do mundo nessa modalidade.

"Não me vejo como um deficiente", explica Pistorius, um ex-jogador de rugby e de pólo aquático, de cabelos louros eriçados, que se recusa até a estacionar o seu carro nos espaços reservados a portadores de deficiência física. "Não há nada que os atletas normais façam que eu não possa fazer".

Mesmo assim, persiste a questão: as pernas artificiais simplesmente equilibram as chances de Pistorius, proporcionando uma compensação para a sua deficiência, ou elas dão a ele uma vantagem desigual por meio daquilo que alguns chamam de "tecno-doping"?

O que dizem os dirigentes do esporte?

A resposta é incerta. Os especialistas dizem que existem apenas estudos científicos limitados sobre a biomecânica de corredores que tiveram os membros amputados, e especialmente no que se refere àqueles que não têm as duas pernas. E como Pistorius perdeu as pernas quando ainda era bebê, a sua velocidade com as pernas de fibra de carbono não pode ser comparada com aquela que teria com pernas naturais.

A instituição que controla o atletismo mundial, a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês), com sede em Mônaco, proibiu recentemente o uso de auxílios tecnológicos como molas e rodas, desqualificando Pistorius para qualquer evento aprovado por ela. Uma decisão final sobre o caso deverá ser anunciada em agosto.

O Comitê Olímpico Internacional permite que as instituições que controlam esportes específicos criem as suas próprias regras quanto à qualificação dos atletas, embora possa interferir nos processos. Desde 2004, por exemplo, os atletas transsexuais podem competir nas Olimpíadas.

"Com todo o respeito, não podemos aceitar algo que proporcione vantagens", afirma Elio Locatelli, da Itália, diretor de desenvolvimento da IAAF, pedindo a Pistorius que se concentre nas Paraolimpíadas que se seguirão às Olimpíadas de Pequim. "Isso é algo que afeta a pureza do esporte. Depois disso haverá algum dispositivo que permitirá às pessoas voar com o auxílio de algo instalado nas costas".

Mas há quem questione as motivações da IAAF. "Eu tenho uma pergunta para a IAAF", diz Robert Gailey, da Escola de Medicina da Universidade de Miami, um médico que estuda corredores que sofreram amputações. "Eles estão se preocupando em impedir que haja vantagens injustas? Ou será que estão discriminando devido à pureza das Olimpíadas, porque não querem ver um homem deficiente se colocar ao lado de um atleta normal por temerem que, caso a pessoa que não possui um corpo perfeito vença, isso se constitua em uma mensagem contundente a respeito da imagem do homem?".



Por Juca Kfouri às 00h49

Deu no NYT (continuação)

Segundo Gailey, uma perna protética fornece apenas 80% de retorno energético ao corredor, comparado a um retorno de 240% no caso de uma perna natural.

"Não existe fato científico que comprove que ele conte com uma vantagem, e sim que ele está competindo em desvantagem", afirma Gailey.

Uma das principais preocupações da IAAF é a possibilidade de os membros protéticos de Pistorius o tornarem mais alto do que ele seria com pernas naturais, proporcionando passadas mais longas. A entidade cita que ele reduziu os seus melhores tempos em vários segundos nos últimos três anos, enquanto a maioria dos velocistas de elite melhoraram seus tempos em apenas centésimos de segundo.

"O livro de regras preconiza que um pé deve estar em contato com o bloco de largada", afirma Leon Fleiser, gerente-geral do Comitê Olímpico Sul-africano. "Qual é a definição de um pé? Um dispositivo protético é um pé artificial ou um pé de verdade?".

As autoridades da IAAF também temem que Pistorius caia, obstruindo a passagem de outros corredores ou fazendo com que ele se machuque ou a outros competidores. Alguns temem ainda que, caso não haja limites para os auxílios tecnológicos, os corredores comuns possam começar a usar placas de fibra de carbono ou outros dispositivos inadequados à base de molas nos sapatos.

Entre os que falam sobre ética, o sucesso de Pistorius gerou murmúrios a respeito de "transumanos" e de "ciborgues".

Corpos reconstruídos geram atletas sobre-humanos?

Alguns observam que os atletas já se modificaram de várias maneiras, incluindo jogadores de beisebol que fizeram cirurgias a laser nos olhos para aprimorar a visão e lançadores que se submeteram a reconstruções de ombro usando ligamentos de outras partes do corpo.

Pelo menos três atletas portadores de deficiência física competiram nas Olimpíadas de Verão: George Eyser, um norte-americano, ganhou uma medalha de ouro em ginástica quando competia com uma perna de madeira nos Jogos de 1904 em Saint Louis; Neroli Fairhall, uma paraplégica da Nova Zelândia, competiu na modalidade tiro com arco nas Olimpíadas de 2004 em Los Angeles, e Marla Runyan, uma corredora legalmente cega dos Estados Unidos, competiu nos 1.500 metros nas Olimpíadas de 2000 em Sydney. Mas Pistorius seria o primeiro atleta com pernas amputadas a competir em uma modalidade de atletismo, segundo informam autoridades internacionais do esporte.

Uma questão séria foi colocada recentemente no website do Instituto para a Ética e Tecnologias Emergentes, com sede no Estado de Connecticut. "Tendo em vista a natureza da competição, que lembra uma corrida armamentista, as vantagens tecnológicas motivariam os atletas a fazer algo aparentemente radical, como por exemplo substituir os membros naturais por outros artificiais?", escreveu George Dvorsky, membro da diretoria do instituto.

"Quando se obtém um membro melhor, estamos falando de auto-mutilação?".

Historicamente, a IAAF estabeleceu limites sobre os dispositivos destinados a ajudar os atletas. A entidade proíbe uma série de drogas que melhoram o desempenho. E ela não permite atletas em cadeiras de roda na maratona olímpica, já que as rodas proporcionam uma nítida vantagem em termos de velocidade.

Mas o órgão diretor também adotou avanços tecnológicos. Por exemplo, a IAAF permite que os atletas durmam em dispositivos semelhantes a tendas para simular altitudes elevadas e aumentar a capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue.

À medida que os atletas portadores de deficiência melhorarem os seus desempenhos, a IAAF certamente terá que tomar mais decisões sobre como encaixá-los nas regras. Em fevereiro último, Jeff Skiba, que teve uma perna amputada abaixo do joelho, competiu na modalidade de salto em um campeonato nos Estados Unidos.

Alguns funcionários da IAAF recomendam cautela quanto a desqualificar Pistorius de forma muito precipitada. Embora ele não seja considerado um candidato a medalha, a participação do rapaz nos Jogos Olímpicos de Pequim poderia proporcionar uma história inspiradora.

"Não existe nenhum fundamento real para se afirmar que ele não deve contar com permissão para competir nas Olimpíadas", afirma Juan Manuel Alonso, da Espanha, que dirige a comissão médica e anti-doping da IAAF. "Gostaríamos de contar com maiores informações sobre estudos biomecânicos".

Pistorius diz que o seu próprio temor é de que a instituição regulamentadora, que não manteve contato com ele, venha a bani-lo baseada em suposições, e não na ciência.

"Acho que eles têm medo de realizar pesquisas", afirma Pistorius, que é estudante de comércio na Universidade de Pretória. "Eles temem aquilo que
descobrirão: que eu não conto com vantagem alguma e que eles terão que me deixar competir".

Pistorius, cuja altura oficial com as suas pernas prostéticas de corrida é de 1,86 metro, faz observar que os dispositivos estão dentro do comprimento normal determinado pelo extensão das suas coxas. A sua maior passada, segundo ele, é de 2,74 metros, e não de 3,96 metros, conforme sugeriram certos funcionários da IAAF.

Segundo Pistorius e o seu técnico, há muitas desvantagens ao se correr com pernas de fibra de carbono. Após uma largada desajeitado, ele necessita de cerca de 30 metros para ganhar ritmo. Os seus joelhos não se flexionam com muita presteza, o que limita a geração de força. E a sua tração pode não ser firme na chuva. E quando ele corre contra o vento, ou fica cansado, precisa lutar contra forças rotacionais que torcem os seus dispositivos protéticos para os lados, explica Ampie Louw, o técnico de Pistorius.

"O garoto nasceu campeão"

"A IAAF não entende nada sobre a prática de esportes por deficientes físicos", critica Louw, que é técnico de Pistorius desde 2003.

Não é dado um crédito suficiente à determinação de Pistorius na sala de levantamento de pesos e na pista, afirma Louw, descrevendo uma intensa rotina de treinamento que exige que o atleta corra 350 metros em 42 segundos, 300 metros em 34,6 segundos, 200 metros em 22 segundos e 150 metros em 15,4 segundos.

"O garoto nasceu campeão", diz Louw. "Ele não se encaixa na posição de segundo melhor".

Tendo usado próteses desde a infância, Pistorius não precisou se ajustar a pernas artificiais depois que começou a competir, da maneira que fazem vários atletas portadores de deficiência. Ele ganhou uma medalha de ouro nos 200 metros nas Paraolimpíadas de 2004 em Atenas.

"Estas sempre foram as minhas pernas", diz ele. "Eu treino mais arduamente do que os outros atletas, como melhor, durmo melhor e acordo pensando em atletismo. Creio que é por isso que sou uma espécie de exceção".

Ele é uma pessoa que procura ampliar a definição de atleta olímpico.

"Existem duas questões conflitantes em jogo - a competição justa e o direito humano básico de competir", explica Angela Schneider, especialista em ética no esporte da Universidade do Oeste de Ontário e ganhadora de uma medalha olímpica de prata no remo em 1984.

"A IAAF precisa definir objetivamente quando é que os dispositivos protéticos deixam de ser apenas uma instrumento terapêutico e transformam-se em um ampliador de desempenho", diz Schneider. "O perigo de se agir precipitadamente é acabar negando a luta de uma pessoa a despeito de todas as adversidades enfrentadas, o que é um dos princípios fundamentais das Olimpíadas".

Tradução: UOL

Por Juca Kfouri às 00h47

Floripa e Maraca na Copa do Brasil

Em Floripa, Figueirense e Botafogo, ambos invictos na Copa do Brasil.

No Maraca, Fluminense e Brasiliense.

Tudo às 21h45.

O Bota com a volta de Zé Roberto e Dodô, mas sem Lúcio Flávio, suspenso.

O Figueira ganhou todos os jogos que disputou em seu estádio nesta Copa do Brasil.

Já no Rio, é tudo uma incógnita.

O Fluminense entra com a obrigação de vencer e sob a desconfiança de sua torcida.

O Brasiliense não tem nada a perder e, nessa base, pela segunda vez, chega longe na Copa do Brasil.

Mas que fique claro: de bobo o time candango não tem nada.

Por Juca Kfouri às 00h20

Grêmio e Santos na Libertadores

Hoje tem Grêmio em Montevidéu, às 19h30.

E hoje tem Santos na Cidade do México, às 21h45.

A vida deve ser menos difícil para os gaúchos.

Não só porque o Defensor não tem lá uma torcida que conte como, também, porque os tricolores prometem invadir o Centenário.

Mas todo cuidado é pouco.

Mais complicada deverá ser a vida do Santos.

O Azteca estará lotado, o América tem tradição e tem a altitude para ajudá-lo mais ainda mais, com a rapidez da bola e a falta de oxigênio, principalmente no segundo tempo.

Se o Grêmio não pode abusar da cautela para não ser ver acuado, o Santos terá de valorizar a posse de bola, fazê-la correr mais que seus jogadores, para, quem sabe, voltar com um bom empate para o jogo na Vila Belmiro.

É improvável que o jogo de Montevidéu decida alguma coisa, diferentemente da partida no México.

Por Juca Kfouri às 00h04

Cúcuta na frente

O Cúcuta acaba de derrotar o Nacional por 2 a 0, na Colômbia.

Os uruguaios bateram o que puderam e seguraram o placar mínimo Deus sabe como até os 44 do segundo tempo, quando com um golaço, com direito a chapéu no goleiro, de Blás Péres, o Cúcuta ampliou.

O curioso é que o segundo gol nasceu de um contra-ataque depois de os uruguaios mandarem uma bola no travessão colombiano.

Foi a chamada vitória da técnica sobre a violência, esta com a arbitragem complacente de Carlos Eugênio Simon, que limitou-se a expulsar apenas um jogador do Nacional, aos 31 do primeiro tempo.

Mas não gostaria de estar na pele dos colombianos no jogo de volta, em Montevidéu

Por Juca Kfouri às 23h58

15/05/2007

Racismo, não!

Por Juca Kfouri às 15h18

Por que Jorginho está surpreso com o pedido de dispensa de Kaká?

Auxiliar de Dunga na Seleção Brasileira, o ex-lateral-direito Jorginho manifestou ontem a sua surpresa com o pedido de dispensa de Kaká, que não quer disputar a Copa América, na Venezuela.

Jorginho disse que sempre teve o maior prazer em defender a Seleção.

Kaká alega que há três anos não tem férias.

Jogador de futebol não é máquina e Kaká está empenhado em ganhar a Copa dos Campeões da Europa, pelo Milan, que decidirá a competição no próximo dia 23, em Atenas.

A Copa América só começa no dia 26 de junho, mas, é claro, os treinamentos começam antes.

Em 2006, Ronaldinho Gaúcho viveu a mesma situação, foi campeão pelo Barcelona, se apresentou à Seleção esgotado e fez uma Copa do Mundo pífia.

Até hoje, na verdade, ele não se recuperou plenamente e é muito provável que também peça dispensa da Copa América.

Para muitos torcedores são reivindicações incompreensíveis.

Para quem conhece um pouco que seja do funcionamento do físico e da cabeça dos atletas, nada mais compreensível.

E faz parte do preço que a CBF terá de pagar por privilegiar o modelo exportador de pé-de-obra que há mais de uma década caracteriza o futebol brasileiro.

Além de ser uma prova cabal de que mudou o vínculo que o jogador tem com a Seleção e com o próprio Brasil, um ótimo lugar para passar férias, mas já sem os mesmos encantos de antes.

Afinal, o que acrescenta na vida de nossas estrelas ser campeão da Copa América?

Rigorosamente nada neste mundo globalizado, ao contrário de um título da Liga dos Campeões.

Enfim, quem pariu Mateus que o embale.

Por Juca Kfouri às 23h58

14/05/2007

Heróis da América



Vem aí um livro com tudo sobre a história dos Jogos Pan-Americanos.

O autor, Odir Cunha, é o mesmo do belíssimo "Time dos Sonhos", sobre o Santos FC.

Será lançado dia 31 de maio, no SESC-Vila Mariana, em São Paulo, às 19h.

Por Juca Kfouri às 16h15

Juniores x Seniores

Os dois técnicos dos Palestras paulista e mineiro tiveram uma boa lição na primeira rodada do Brasileirão:

defender uma vantagem de 2 a 0 com o recuo de seus times é o pior que podem fazer.

O Cruzeiro pagou por isso com o empate diante do Fluminense e o Palmeiras correu o mesmo risco.

Que Dorival Júnior e Caio Júnior pensem nisso.

Para virarem técnicos seniores.

Por Juca Kfouri às 14h30

Sobraram gols, faltaram torcedores

Foram 39 gols em 10 jogos, quase quatro em média por partida.

É gol para torcedor nenhum botar defeito.

Embora o torcedor não tenha dado a menor bola para a primeira rodada do Campeonato Brasileiro, com as exceções de praxe, no nordeste.

Porque só na Ilha do Retiro, no Recife, com 24.736 pagantes, e no Machadão, em Natal, com cerca de 30 mil, o público apareceu.

Aliás, o América potiguar começou mal porque não obedeceu o Estatuto do Torcedor e não divulgou o público pagante e a renda.

O pior comparecimento foi na Vila Capanema, do Paraná Clube, com apenas 3.568.

O segundo pior foi no Mineirão, com 5.116, para ver o Galo.

E o terceiro no Morumbi, com 5.806 para ver o Corinthians.

A média de público, sem contar o jogo do Machadão, foi de apenas 9.656 torcedores.

Não houve nenhum 0 a 0 e apenas um empate (entre Fluminense e Cruzeiro).

Dos paulistas, só o Santos perdeu.

O "Trio de Ferro" ganhou.

Entre os cariocas, os que jogaram fora do Rio se deram bem.

Quem jogou no Maracanã empatou e perdeu.

Os três gaúchos perderam.

Os dois paranaenses venceram.

Os mineiros estão invictos, com uma vitória e um empate.

Um pernambucano ganhou, o outro perdeu.

Catarinenses, goianos e potiguares só perderam.

O Atlético Paranaense é o primeiro líder.

O Grêmio é o primeiro lanterna.

O que, aliás, não significa absolutamente nada.

NOTA DAS 15H30: O América acaba de divulgar que o público pagante no Machadão foi de 26.469 pessoas, o maior da rodada.

A média de público, então, ficou em 10.414.


Por Juca Kfouri às 13h34

13/05/2007

Vasco perde gols e ganha o jogo

Não vi o Vasco em Natal.

A não ser os gols que perdeu.

Dizem que foi pelo mau gramado do Machadão, que pegou bom público.

Menos mal, para os vascaínos que, aos 19, André Dias fez o gol solitário da partida.

O América que se cuide.

Perder em casa, logo de cara...

Por Juca Kfouri às 19h09

Corinthians, aos trancos e barrancos

O Corinthians inteiramente modificado, jogou os primeiros trinta minutos, no Morumbi, como sempre: mal e porcamente.

Mas, aos 32, Everton Santos fez bela jogada pela direita e deu para Finazzi fazer 1 a 0 diante de um desfalcado Juventude, que só queria se defender.

Com vontade 1000 e criatividade zero, o Corinthians estava na frente e assim terminou um primeiro tempo duro, de ver.

No segundo tempo o time paulista jogou do mesmo jeito, como se o futebol fosse o jogo mais difícil do mundo.

Nem mesmo quando os gaúchos ficaram com 10 jogadores, aos 30, as coisas ficaram mais fáceis, embora o Corinthians tenha criado algumas boas chances para ampliar, mas sem tranquilidade para marcar.

Alguém dirá que valeu pelo resultado.

Pode ser.

Mas o próximo jogo é contra o Cruzeiro e no Mineirão

Por Juca Kfouri às 18h57

Festa na Ilha do Retiro

A exemplo do Grêmio, o Santos também jogou com seu time B.

E surpreendeu o Sport na Ilha do Retiro cheia, com um golaço de falta em cobrança de Pedrinho, nem bem o jogo havia começado.

Mas o Leão foi à luta e empatou com Wéldon, 10 minutos depois, em belo gol por cobertura.

Perigoso, o Sport ainda mandou uma bola no travessão santista, aos 25.

O Santos jogava muito recuado e o Sport pressionava.

E, aos 36, Fumagalli repetiu Pedrinho, ao virar o placar em belíssima cobrança de falta.

E o rubro-negro continuou no ataque, até que, aos 43, Durval, de cabeça, fez 3 a 1.

O Leão botava a Baleia B no bolso.

No segundo tempo o Santos deu uma equilibrada nas coisas, mas perdeu Adaílton mais uma vez, expulso por falta violenta em Carlinhos Bala, aos 20.

O quarto gol pernambucano sempre esteve mais perto que o segundo santista.

Que saiu com Washington, já nos acréscimos, no dia do 102o. aniversário do Sport.

Por Juca Kfouri às 18h56

Grêmio paga o preço

De olho na Libertadores, o Grêmio foi goleado pelo Paraná Clube, em Curitiba, 3 a 0.

Preço baixo para quem poupa o time com vistas ao jogo diante do Defensor.

Como foi o jogo?

Não sei, só vi os gols.

Por Juca Kfouri às 17h04

E o Galo virou

Aos 49 do segundo tempo, Germano evitou, de cabeça, o que seria um mau resultado para o Galo em sua estréia, no Mineirão.

Os mineiros sairam perdendo para o Náutico, empataram ainda no primeiro tempo, jogaram mal o tempo todo e na base do coração, conseguiram a virada salvadora.

Mais não digo porque pouquíssimo vi.

Por Juca Kfouri às 17h01

Valente Botafogo

No Beira-Rio com chuva e frio, Inter e Botafogo jogaram um primeiro tempo equilibrado, com ligeira vantagem para os gaúchos.

Alexandre Pato abriu o marcador e Juninho, em cobrança de falta, empatou.

Fernandão teve duas chances debaixo do gol, a primeira no rebote de uma bola na trave e o segundo no fim da primeira etapa.

Bastante desfalcado, o Botafogo marcou forte e com eficácia.

Mas perdeu o zagueiro Alex, logo no reinício da partida, expulso.

Em seguida, Fernandão, outra vez, perdeu gol feito, na cara de Júlio César.

Aos 7, bola cruzada da esquerda, e André Lima enfia a cabeça para virar o jogo para o Glorioso.

O mesmo André Lima, em passe precioso de Joílson pela direita, encobriu o goleiro gaúcho e aumentou para a 3 a 1, com 10 contra 11!

Pareceu até gol de Dodô, tamanha a sua beleza.

O Inter foi para o tudo ou nada e nem bem botou Christian em campo viu o centroavante diminuir, aos 25.

Nada estava decidido.

Os colorados tentaram, tentaram e tentaram, ao menos, o empate.

Mas, até com um certo heroísmo, o Botafogo resistiu e se fortaleceu ainda mais para a Copa do Brasil.

Por Juca Kfouri às 16h55

Palmeiras em tarde de gala

Se o Flamengo tinha mais ritmo de jogo, o Palmeiras mostrou ter muito mais gás no Maracanã.

E logo de cara se aproveitou de dois erros rubro-negros: Juan tirou uma bola das mãos de Bruno e, não fosse o goleiro, Valdívia teria aberto o placar ainda no primeiro minuto.

Em seguida, no entanto, foi a vez de Bruno falhar.

Certo de que Edmundo cruzaria na cobrança de falta pela esquerda ele se adiantou e o veterano artilheiro enfiou a bola na gaveta: 1 a 0, aos três minutos.

Só dava Palmeiras no gramado do Maracanã.

Edmundo bateu escanteio, Valdívia desviou no primeiro pau e Osmar ampliou: 2 a 0, aos 19.

Nada indicava uma reação rubro-negra, mas Osmar se machucou gravemente e o alviverde sentiu.

Bolas cruzadas nas duas áreas viraram pesadelos e, numa delas, Claiton aproveitou para diminuir.

A bola veio da direita, Juan levou à linha de fundo e deu na medida para Claiton, aos 32.

O segundo tempo prometia ser quente, mas, tomara, que mais leal que o primeiro, coalhado por faltas desclassificantes, principalmente pelo lado carioca, o que não é habitual.

E nem bem o jogo recomeçou, com o Flamengo se mandando, Renato Augusto fez mais um golaço de fora da área para sua coleção, aos 4 minutos.

O jogo ficou bom e mudou de mãos, para as do donos da casa.

Juan, aos 13, teve a virada à sua disposição, mas Diego Cavalieri não deixou, numa senhora defesa.

Insinuante, o menino rubro-negro Paulo Sérgio, 17 anos, jogava bem.

E se ao Palmeiras falta um centroavante, sem Osmar então e com Florentin, a coisa fica muito feia.

Mas foi ele que, aos 19, quando nada indicava, se aproveitou de um contra-ataque puxado por Leandro e pôs o Palmeiras na frente: 3 a 2.

O Flamengo se mandou todo e pintou e bordou pelo lado esquerdo da defesa paulista.

O Palmeiras tentava os contra-ataques.

E num deles, Valdívia deu com açucar para Edmundo marcar o quarto gol, aos 33.

O Flamengo ainda insistiu, mas seria impossível mesmo empatar de novo.

Ainda mais porque o apenas 7 mil torcedores foram ao Maraca para ver um clássico que merecia 10 vezes mais gente.

Por pouco, aliás, Florentin não fez o quinto gol, aos 40, que coroaria uma tarde de gala do Verdão.

Por Juca Kfouri às 16h54

Barça não é mais líder

Ronaldinho abriu o placar aos 5 minutos de jogo, em cobrança de pênalti sofrido por Deco, mas Rafael Sobis, aos 88, empatou no Camp Nou.

Barcelona 1, Bétis 1.

E o Real Madrid assumiu a liderança do Campeonato Espanhol, com os mesmos 66 pontos do Barça, mas com vantagem no confronto direto.

O Sevilla segue vivo, com 64 pontos, a quatro rodadas do fim do campeonato.

Por Juca Kfouri às 14h56

Tostão falou e disse

Da coluna de hoje do craque TOSTÃO, na Folha de S.Paulo.

Discurso vazio

"Luxemburgo confirmou que orienta os jogadores para trabalhar com determinado empresário e que participa das negociações de salários dos atletas com os clubes.

Diz que assim, com sua experiência e seus conhecimentos, ajuda os jogadores e os clubes, além de ser essa uma postura comum na Europa.

Mas no Brasil não é assim. Na Europa, as coisas são feitas com mais transparência, e os técnicos não mudam tanto de clubes.

Dias depois, no programa "Bem Amigos", do Sportv, Luxemburgo criticou duramente os empresários e se nomeou defensor dos clubes e do futebol. Não houve contestação.

Será que alguém ficou sensibilizado com tanto desprendimento e rigor ético do treinador?

Luxemburgo, para contestar as críticas, finge não entender que as mesmas palavras ditas por pessoas diferentes têm interpretações variadas.

É quase impossível analisar sem fazer associações com o passado.

Para ter mais credibilidade, Luxemburgo precisa de tempo e de atitudes transparentes, e não de discursos vazios".

Será que Tostão é mais um "perseguidor" de Luxemburgo?

Quanto a mim, o técnico fez três "acusações":

1. Que perdi um processo movido por ele;

2. Que fui processado por um filho e perdi;

3. Que também perdi uma questão envolvendo notas promissórias de Pelé.

Ele erra três vezes.

1. Estou perdendo, em primeira instância, um processo que ele moveu por eu ter escrito que o que ele fala em matéria de dinheiro não se escreve;

2. Jamais fui processado por filho algum;

Mau papagaio, ele repetiu uma confusão que já condenou outro irresponsável, na Justiça: não saber a diferença entre a entrada obrigatória de ação de pedido de pensão alimentícia, mesmo em casos de separação amigável -- uma exigência do Estatuto do Menor -- de eventual cobrança da pensão atrasada, o que, nunca aconteceu;

3. Não perdi nada que envolvesse promissórias de Pelé. Emiti notas fiscais para ser pago por trabalho que realizei para sua empresa.

Luxemburgo talvez não saiba a diferença entre uma coisa e outra, até porque quem emite notas fiscais paga o imposto correspondente.

Por Juca Kfouri às 13h06

Tevez salva!

Com um gol de Carlitos Tevez no último minuto do primeiro tempo, o West Ham derrotou o campeão Manchester United, no Old Trafford, e se salvou do rebaixamento.

O argentino ganhou uma dividida de uma bola espirrada pelo alto e fulminou na saída do goleiro, bem ao seu estilo.

Ao final do jogo, foi festejado como grande herói de seu time, mesmo sem falar uma palavra de inglês.

E pensar que por aqui foi perseguido por não se fazer entender em espanhol, apesar de eleito o melhor jogador do Brasileirão-2005.

Por Juca Kfouri às 12h06

Enfarte no Morumbi

Por ALCEU TOLEDO JUNIOR* 

Quero relatar o que me aconteceu no último domingo durante a final do campeonato paulista no Morumbi.

Eu estava na cadeira superior (setor azul), acompanhado pelos meus dois garotos (Daniel, 12, e Caio,10) e por um casal de amigos (Rafael e Adriana), e tudo era alegria durante a volta olímpica do glorioso Santos Futebol Clube, quando sofri um enfarte.

Para completar, não recebi nenhum tipo de ajuda até milagrosamente chegar ao posto da Unimed no estádio.

Não havia um fiscal da federação paulista, um funcionário do São Paulo Futebol Clube ou algum soldado da Polícia Militar que fosse capaz de informar a localização do posto médico ou que pudesse estender um braço, usar um walkie-talkie ou tomar algum tipo de atitude para me ajudar, pois era cada vez mais difícil caminhar na medida em que o enfarte evoluía..

Talvez por milagre, consegui chegar ao posto da Unimed, onde imediatamente foi diagnosticado o enfarte, graças à qualidade da equipe de plantão.

Depois dos primeiros socorros, fui colocado numa ambulância para ser transportado para o hospital São Luis, opção mais próxima do estádio.

Aí, novo drama, porque para o meu desespero, a polícia militar não autorizava a saída da ambulância. Alegavam que a massa torcedora do Santos poderia invadir o local onde também se encontrava o ônibus do bicampeão paulista.

Foram minutos de pânico, pois a cardiologista que me acompanhava gritava para o motorista forçar a saída e ele respondia que a polícia não permitiria a saída enquanto o ônibus do Peixe estivesse ali.

Novamente por milagre, alguém teve o bom senso de autorizar a saída da ambulância e, em poucos minutos cheguei ao hospital São Luis, onde sofri uma angioplastia que me salvou a vida.

A federação paulista não permitiu jogos na Vila sob a alegação de que o Morumbi oferece mais conforto aos torcedores.

Mas que tipo de conforto é este em que as pessoas são obrigadas a se virar sozinhas, sem o menor tipo de ajuda, se dão o azar de passar mal antes, durante ou depois das partidas?

E para que serve a polícia militar no estádio?

Ela está lá apenas para reprimir torcedores violentos ou somente para proteger o patrimônio do São Paulo?

Durante os incontáveis minutos que passei andando da cadeira superior até a entrada do estádio, devo ter passado cambaleando por no mínimo uns 100 policiais militares.

E tanto eu como os meus amigos perguntamos onde ficava o posto médico para cerca de uns 20 policiais.

Mas eles não sabiam ou não queriam informar nada.

Um deles chegou a sugerir para que eu telefonasse para o número 193 (Resgate) para aguardar um possível atendimento ali na rua, entre os milhares de torcedores que iam embora.

Por frequentar o Morumbi desde os anos 70, eu desconfiava de que o posto ficava na entrada principal do estádio, mas como não tinha certeza, tinha que perguntar.

E só fui parar lá porque alguns torcedores informaram o local correto quando percebiam meu drama.

Como o Brasil pode querer sediar uma copa do mundo de futebol se não é capaz de dar as mínimas condições de segurança aos torcedores?

Como transmitir aos filhos o amor pelo futebol se ir aos jogos é uma aventura de alto risco?

E se eu não estivesse acompanhado por um casal de amigos, quem iria cuidar dos meus filhos enquanto eu recebia atendimento médico?

Muitos poderão dizer, 'bem feito, quem mandou ir ao jogo?'.

Mas, quando meus filhos me pediram para ir ao jogo final, a minha iniciativa foi a de atender o desejo deles de ver o time ser campeão ao vivo.

Lamentavelmente o melhor mesmo a fazer é acompanhar futebol pela TV (com aquelas transmissões normalmente ridículas e tendenciosas a favor dos clubes de maior torcida).

Alceu Toledo Junior é jornalista e diretor do Waves, portal de surf do Terra

 

 

Por Juca Kfouri às 11h07

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico