Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

26/05/2007

Garra, equilíbrio e justiça

Inegável que Corinthians e Galo mostraram aquilo que suas torcidas mais apreciam: dedicação.

Dois times sem maior brilho técnico, mas capazes de ralar.

E de jogar em velocidade.

Numa partida equilibrada no Morumbi, com quase 22 mil torcedores, o Galo até foi mais perigoso no primeiro tempo, ao criar três boas chances de gol.

No Corinthians, só William ameaçava.

Algo me diz que o Corinthians jogará melhor fora de casa do que dentro, porque em casa sempre tem a obrigação de agredir.

Mas, no segundo tempo, tomou mais as rédeas do jogo.

Só que gol que é bom, não saía.

Pedro Silva, que era só Pedro quando Vanderlei Luxemburgo quis que ele mudasse de empresário, estreou na lateral-direita corintiana, no segundo tempo.

E foi até bem, embora alguém precise dizer a ele que Silva ou não, ele não é nem Santos, de Djalma, nem Torres, de Carlos Alberto.

Menos, Pedro, menos.

O 0 a 0 acabou justo, o segundo empate do Brasileirão, primeiro sem gols.

Pior que, aos 48, a arbitragem inventou uma falta para o Corinthians e, na cobrança, Diego teve que fazer milagre.

Por Juca Kfouri às 19h11

Flu baila, Inter preocupa

Os reservas do Flu deram um baile no Inter.

A torcida se guardou para quarta-feira no Maracanã, mas os tricolores trataram de humilhar os colorados.

Que começam a preocupar, seriamente.

Se um Pato sozinho não faz verão, como um Gallo também parece que não.

E o campeão mundial está correndo o risco de cair no perigoso campo da galhofa.

Thiago Neves fez 1 a 0, em cobrança de falta, com falha de Renan, aos 36 do primeiro tempo.

Logo aos 4, do segundo tempo, em contra-ataque fulminante, Rafael ampliou.

Aos 12, Roger rouba uma bola na defesa do Flu, avança e cruza para Rodrigo Tiuí fazer 3 a 0, para alegria de cerca de 4 mil torcedores.

Por Juca Kfouri às 19h04

Figueirense, com a cabeça

Mário Sérgio é uma raposa.

Quando se anunciou que o Figueirense havia viajado com todos os seus jogadores para Natal, ficou claro: vai jogar com os títulares.

Pelo menos com alguns, como fez.

Se não, os pouparia da desgastante viagem entre Floripa e Natal.

Não deu outra.

O Figueira ganhou do América por 1 a 0, gol de Henrique, aos 19 do primeiro tempo, somou seus primeiros três pontos no Brasileirão.

Porque de nada adianta ganhar a Copa do Brasil agora e cair para a Segunda Divisão adiante.

Por Juca Kfouri às 19h03

25/05/2007

Bola de neve

E vem mais por aí.

A revista "Istoé" chega às bancas com a revelação, fruto de investigações da Polícia Federal e de denúncia já feita pelo Ministério Público Federal, de um amplo esquema de corrupção comandado pelo ex-presidente do Bahia, e ligado ao carlismo, Marcelo de Oliveira Guimarães.

Por Juca Kfouri às 21h43

Navalha na bola

Não bastasse o senador Delcídio Amaral, agora um peixe ainda maior cai na rede da onda causada pela "Operação Navalha":

o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Amaral e Calheiros receberam da CBF, em 2002, R$ 100 mil cada um para suas campanhas eleitorais.

E foram os grandes responsáveis pela aproximação de Ricardo Teixeira com o presidente Lula, que não gostava do cartola e não fazia nenhuma questão de esconder

A "bancada da bola" é mesmo uma bola.

Não há escândalo no país que não atinja seus membros.

Quando tem empreiteira no meio, então...

Por Juca Kfouri às 16h41

A 3o. rodada do Brasileirão

Neste sábado, às 18h10, América, em Natal, e Inter, no Rio, têm a chance de fazer dois bons resultados diante dos finalistas da Copa do Brasil, Figueirense e Fluminense, respectivamente.

Porque ambos devem poupar jogadores para as decisõee do torneio, melhor atalho para a Libertadores.

Já no Morumbi a história é outra.

Corinthians e Atlético Mineiro se enfrentam com o que têm de melhor.

O Galo vindo de derrota, o Corinthians 100% e sem tomar gols em duas rodadas.

Uma vitória paulista é meio caminho andado para conquistar o título... mineiro de 2007, porque o vice-campeão Cruzeiro já ficou pelo caminho...

Claro que por mais otimistas que andem os corintianos, não há nenhum motivo para acreditar em favoritismos ou coisas semelhantes.

No domingo, dois grandes clássicos: São Paulo e Palmeiras, às 16h, Flamengo e Botafogo, às 18h10.

Viaja quem imagina o Palmeiras favorito.

Viaja e bota sobre os ombros do time uma responsabilidade que a equipe ainda não tem como carregar.

O São Paulo é mais qualificado e a prova disso está em que qualquer derrota tricolor ameaça virar crise, porque parece que o time não tem o direito de perder.

Verdade que andou perdendo jogos que não podia, embora esse não tenha sido o caso na partida diante do Náutico.

Verdade, também, que o Palmeiras costuma se dar bem contra o rival em Campeonatos Brasileiros.

Já o clássico do Rio é vital para ambos.

Ao Botafogo para mostrar que não entrou em cava depressão depois da eliminação na Copa do Brasil.

Ao Flamengo para provar que a estréia contra o Palmeiras foi um acidente e que a recuperação sobre o Goiás não foi por acaso.

Já na Arena da Baixada, às 16h, o Atlético Paranaense tem tudo para obter sua terceira vitória seguida.

Seu adversário, o Santos, só pensa, e com razão, no Grêmio.

Como o Grêmio, que recebe o Sport no mesmo horário, só pensa no Santos, o que aliviará o desafio pernambucano.

Ainda às 16h, no Aflitos, Náutico e Vasco.

Parada dura, agora que acabou a novela dos tais 1000 gols de Romário, que não joga.

Como são duras a paradas entre Goiás e Juventude, 18h10, no Serra Dourada, e entre Cruzeiro e Paraná Clube, na mesma hora, no Mineirão.

O jogo de Goiânia deverá ser duro sim para os dois litigantes e de se ver, tortura para o torcedor.

E o Cruzeiro que se cuide, porque o Paraná Clube está mais arrumado e quer mostrar serviço para o novo técnico, Pintado.

Por Juca Kfouri às 10h57

Por que os milanistas amam Gattuso

Foto na "Gazzetta dello Sport" da chegada triunfal do Milan com a Copa dos Campeões da Europa:

Gattuso zoa com o rival Inter.

"Eu não a ganho (o rival) há 42 anos".

 

Por Juca Kfouri às 10h16

24/05/2007

Sob a luz dos lampiões o Corinthians nasceu. E é sob a luz dos lampiões que o Corinthians renascerá!

Nesta sexta-feira, às 20h, na esquina das ruas José Paulino e Cônego Martins, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, acontecerá o lançamento do movimento "Fora Dualib!".

Exatamente no local onde o Corinthians foi fundado, em 1910.

Os organizadores convidam todos os corintianos vivos, e mortos, para a manifestação, que promete se absolutamente pacífica e não pertence a ninguém, senão aos que dela participarem.

Alberto Dualib, ao contrário, se faz de dono do clube, pois desde 1993 é seu presidente, à custa de mudanças de estatuto para permitir reeleições sem fim.

Pede-se que quem puder que leve lampiões para o evento, para relembrar que foi sob a luz deles que o Corinthians nasceu, 97 anos atrás.

Por Juca Kfouri às 22h40

Boca acaba com Libertad (com correção)

O Boca Juniors acaba de se classificar para as semifinais da Libertadores, ao vencer o Libertad, em Assunção, por 2 a 0.

O primeiro gol foi de Riquelme, aos 16 minutos do segundo tempo, depois de receber uma bola no meio de campo, livrar-se de três adversários e chutar da altura da meia lua da grande área paraguaia.

O segundo foi de Palacio, 10 minutos depois.

O Boca jogou como se estivesse em casa e não no Paraguai e dominou a partida desde o pontapé inicial.

O que tinha de xeneize no Defensores del Chaco foi digno de se ver.

O Boca enfrentará o Cúcuta, segundo jogo na Argentina.

CORREÇÃO: Ao contrário do que foi escrito anteriormente, o segundo jogo da decisão da Libertadores, tenha o Santos ou o Grêmio, será, necessariamente, no Brasil.

Quem passar entre Boca e Cúcuta, terá o mando do primeiro jogo e sairá de casa para decidir.

Por Juca Kfouri às 22h19

Bandeira injustiçada

Que a auxiliar Ana Paula pegue uma geladeira até que é bom.

Quem sabe ela volte a se concentrar no seu ofício e pare de ser tão marqueteira.

Por sinal, a Umbro que a patrocina também é patrocinadora do Figueirense.

Mas que há um exagero em puni-la pela atuação de ontem, há.

Ela errou no primeiro lance de gol anulado do Botafogo muito mais por não ter deixado um lance duvidoso seguir do que propriamente pela posição de Zé Roberto.

Não dá para jurar que ele não estivesse um pouco adiantado, milimetricamente que fosse.

O segundo lance é claramente de interpretação e a dela foi correta, pois é incontestável a participação de dois botafoguenses, por mais que eles não tenham tocado na bola.

Ainda se ela tivesse sido punida por não ter visto André Lima atropelar, montar e cobrir o rosto de Victor Simões, ainda assim, repita-se, seria um exagero, porque tinha muita gente na frente e o lance era mais do árbitro.

O curioso é que poucos se referem ao lance...

Por Juca Kfouri às 16h48

Grêmio e Santos; Figueirense e Fluminense: equilíbrio total

Grêmio e Santos vão se enfrentar nas semifinais da Libertadores.

Primeiro jogo no Olímpico, na quarta-feira que vem.

Segundo jogo na Vila Belmiro, na outra quarta, dia 6 de junho.

Figueirense e Fluminense vão decidir a Copa do Brasil.

Um sorteio definirá os locais dos dois jogos, também nas duas próximas quartas-feiras.

O Santos segue invicto na Libertadores.

Na Copa do Brasil não há mais invictos, com a derrota do Figueirense para o Botafogo.

A maior vantagem do Santos é tirar o Grêmio do Olímpico na partida decisiva.

Porque, em casa, os gaúchos têm feito coisas das quais até Deus duvida.

Mas em semifinais de Libertadores e finais de Copa do Brasil não há favoritos.

Ainda mais com o equilíbrio que tem sido a marca registrada dos dois torneios.

Por Juca Kfouri às 23h27

23/05/2007

Frango acaba com o Fogão. Figueira na final!

O Botafogo começou a partida com tal velocidade que, se fosse na Fórmula 1, bateria recordes a cada volta.

O primeiro prêmio veio aos 19, com Zé Roberto, ao pegar o rebote do goleiro do Figueirense.

O segundo prêmio, depois de mais dois gols botafoguenses anulados, o primeiro duvidoso, o segundo corretamente, veio aos 46, na cabeça de André Lima, em lance faltoso sobre Victor Simões.

Com mais de 64 mil torcedores, o Maracanã era uma festa só, na expectativa do gol da classificação, no segundo tempo.

Que teimava em não sair, embora o Botafogo fizesse por onde pelo menos em duas oportunidades.

Sustos, o Figueirense pregou poucos, em raros contra-ataques.

Mas, aos 44, Cleiton Xavier chutou fraco da intermediária e Júlio César comeu um frango histórico, desses que...só acontecem com o Botafogo.

Aos 48, um gol contra de Vinicius, fez 3 a 1 para o Botafogo.

Era pouco.

Um frango vingou o Galo.

Figueirense e Fluminense vão fazer a final da Copa do Brasil.

Por Juca Kfouri às 22h48

Flu na final

Allan Dellon abriu o marcador aos 4 minutos para o Brasiliense e o time candango parecia capaz de eliminar o Fluminense.

Mas Carlos Alberto fez o favor de ser expulso ainda no primeiro tempo e as coisas ficaram mais fáceis para o tricolor, que não jogava nada.

Logo no começo do segundo tempo, aos 5, o Flu empatou, com Adriano Magrão.

O Brasiliense continuou melhor, mandou duas bolas na trave, exigiu boas defesas de Fernando Henrique, mas não deu.

O Fluminense decidirá a Copa do Brasil.

Mas terá de jogar melhor, muito melhor, para ser campeão.

Jogar como jogou o Arouca, andorinha solitária em Taguatinga.

Por Juca Kfouri às 22h37

Santos, tão sofrido como justíssimo

O Santos fez tudo que precisava fazer.

Não deu trégua ao América, apertou a marcação na saída de bola, pressionou e chutou a gol.

Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito vezes na primeira meia hora de jogo.

Se estivesse 2 a 0 não seria demais.

Mas, aos 33 minutos, na primeira finalização mexicana, depois de uma saída errada de Jonas, gol do América.

Dois minutos depois, aproveitando-se do choque santista, por muito pouco não saiu o segundo gol mexicano.

Mas logo o Santos retomou a iniciativa e foi em busca do empate.

Não saiu no primeiro tempo, mas o segundo começou com a mesma intensidade.

Só que o gol, necessário mas não suficiente, não saía.

E um drama começou a ser vivido pela ensopada Vila Belmiro.

Daquelas noites em que o gol teima em não sair, apesar da superioridade.

A torcida, 12 mil pagantes, entendia, apoiava e o time, maduro, não se desesperava.

Até que, aos 20, Jonas desencantou: 1 a 1.

Faltava só mais um e mais da metade do segundo tempo.

Era manter a calma e o bom futebol para virar e chegar à semifinal.

O que aconteceu aos 25, na cabeça de Rodrigo Souto, ao escorar o cruzamento de Kléber.

Enfim, justiça.

O terceiro não veio por pouco, um minuto depois.

Foi mais suado do que se esperava, embora o resultado justo fosse, no mínimo, 4 a 0.

Agora é o Grêmio.

Primeiro no Olímpico, depois na Vila.

Será de arrepiar.

Por Juca Kfouri às 22h35

Valeu, Parreira!

Por CARLOS PIZZATTO

Liga dos Campeões da Europa 2005/2006.

Barcelona campeão.

Ao longo de toda a competição, o maior jogador do mundo foi o grande destaque, levando o time catalão a conquista da copa de clubes mais importante do mundo.

Ronaldinho é nome do craque.

Liga dos Campeões da Europa 2006/2007.

Milan campeão.

Ao longo de toda a competição, o maior jogador do mundo foi o grande destaque, levando o time milanês a conquista da copa de clubes mais importante do mundo.

Kaká é o nome do craque.

Entre o título do Barcelona e o do Milan, entre uma Liga dos Campeões e outra, houve uma certa Copinha de Seleções qualquer, na Alemanha.

Curiosamente, tanto Ronaldinho, quanto Kaká, os dois gênios-mór da bola, os dois maiores jogadores dos últimos tempos, os dois mais fantásticos atletas do futebol mundial, jogam na mesma seleção.

E, (in)explicavelmente, a Seleção destes dois craques espetaculares, craques singulares, ímpares, conseguiu algo muito, mas muito, muito mesmo, difícil: não conquistar a dita Copinha de Seleções da Alemanha.

Dito isto, fica aqui meu profundo agradecimento: obrigado, Carlos Alberto Parreira!

Você mora no meu coração, de verdade, eternamente.

http://carlospizzatto.blogspot.com 

Por Juca Kfouri às 21h46

Épico! Impossível, outra vez, Imortal: É o Grêmio!!!

Tcheco, aos 22'30''!

Teco, aos 45'.

O Grêmio ia para o vestiário com, no mínimo, o placar que garantia a decisão na marca do pênalti.

O Defensor se defendia. E olhe lá.

O Grêmio repetia uma atuação épica, diante de mais de 42 mil torcedores.

O segundo tempo seguiu no mesmo diapasão até que os uruguaios se deram conta de que iriam levar, inevitavelmente, o terceiro gol.

E resolveram atacar.

Aí, as coisas se equilibraram e até bola na trave eles mandaram.

Mas o Grêmio merecia o terceiro gol e teve um pênalti não marcado logo no recomeço da partida.

O Defensor ficou com 10 homens, aos 35, e, aos 45, o Grêmio também, porque Amoroso mostrou que é o que é, um moleque sem equilíbrio.

Vieram os pênaltis.

Tinha que dar Grêmio.

O uruguaio bate no travessão!

Patrício faz 1 a 0!! Quase o goleiro pegou...

O segundo uruguaio bateu nas nuvens!!!

Lúcio faz 2 a 0!!!!

O terceiro uruguaio diminui: 2 a 1.

Douglas faz 3 a 1!!!!!

O quarto uruguaio marca: 3 a 2.

Ramon garante a vaga na semifinais!!!!!!

 

Por Juca Kfouri às 19h29

Extra! Extra! O Milan é hepta!

Diz uma lei cujo nome não sei que quanto maior a expectativa, maior é a decepção.

Faz sentido, é claro.

Quem esperava um jogaço em Atenas, viu um primeiro tempo de um time só: o do Liverpool.

E o Liverpool não é exatamente um time espetacular.

Mas não deixou o Milan jogar nem um minuto, tamanha a marcação que fez desde a saída de bola italiana.

Um verdadeiro aluguel de meio campo, a tal ponto que Reina quase não apareceu a não ser para bater alguns tiros de meta.

Dida, por outro lado, precisou fazer apenas uma defesa difícil, embora tenha visto algumas bolas passarem perto de suas traves.

Mas há uma outra lei, cujo nome também não sei: quem não faz, toma.

E, aso 43 minutos, Kaká sofreu uma falta feita por Xabi Alonso, nas imediações da área inglesa.

Pirlo bateu forte, mas Reina estava na bola.

Só que Inzaghi entrou no meio do caminho, tentou tirar o braço, não conseguiu, a bola bateu nele e o Milan fez 1 a 0.

Deu pena do Liverpool.

Como disse o PVC, os vermelhos ganhavam por pontos e tomaram um nocaute dos rubro-negros.

O Milan foi para o vestiário com um resultado que parecia vindo do céu de Atenas, enviado pelos deuses do Olimpo.

E poucos sabem segurar um resultado como os times italianos.

Italianos que ganharam a última Copa do Mundo e estavam próximos de ganhar a primeira taça dos campeões de clubes europeus depois do tetra.

O Liverpool teve que sair de seus cuidados e voltou com tudo.

Mas, é claro, abriu o contra-ataque para o Milan.

Kaká começou a infernizar a vida dos ingleses.

Só nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, o bandeirinha o parou uma vez e as faltas o pararam mais duas, uma delas, de Mascherano, não marcada.

Gattuso deu um presente para Gerrard que chutou mal e Dida evitou o empate, aos 17.

O Liverpool seguia mais perigoso, mas sem grandes ameaças ao gol do Milan.

Ao faltarem 12 minutos, Rafa Benítez pôs o grandalhão Peter Crouch no lugar de Mascherano: tudo ou nada.

Deu nada.

O hexa do Liverpool virava fumaça.

O hepta do Milan brilhava.

E passou a ser concreto quando Kaká passou com perfeição para Inzaghi fazer o segundo gol, aos 37.

O gol de número 500 dos milanistas na Liga dos Campeões, informava João Palomino, entusiasmado, na ESPN.

Aos 43, Kuyt, descontou.

O Milan sabe, desde Istambul em 2005, o que é uma reação do Liverpool.

Mas o raio não cai duas vezes na mesma decisão, nem que seja na Grécia.

O Milan tratou de segurar a bola e deixar passar os dois minutos regulamentares e mais três de acréscimos.

Não seriam os ingleses que empatariam com os espanhóis em número de conquistas da Copa dos Campeões, mas, sim, os italianos, com sua 11o. conquista.  

Carlo Ancelotti apostou em Inzaghi no lugar de Gilardino e seu deu bem.

Muito bem.

E bote bem nisso.

Por Juca Kfouri às 16h37

Vida dura

Este blog estará fora do ar até o fim do jogo entre Liverpool e Milan.

Aos que estão em seus ambientes de trabalho, sem condições de ver a partida, divido as agruras da sobrevivência.

Também estarei trabalhando durante a decisão.

Diante da TV, com João Palomino e PVC...

Por Juca Kfouri às 12h55

Cabeça feita

Em seu blog, o ex-ministro José Dirceu dá força ao movimento "Fora Dualib"!

Comete um equívoco ao dizer que a primeira manifestação, marcada para esta sexta-feira, já aconteceu e na sexta-feira passada.

E aos que estranharam seu apoio à iniciativa que enfraquece o presidente corintiano às voltas com a busca de apoio do mafioso russo Boris Berezovski, que Dirceu ajudou a entrar no Brasil, ele responde:

"Meu guru para assuntos do Corinthians é o economista Luís Paulo Rosemberg e ele me convenceu".

Rosemberg foi um dos quatro membros do antigo GAP alvinegro, nos tempos da parceria com o Banco Excel e hoje é um dos conselheiros que se opõem a Dualib.

http://z001.ig.com.br/ig/45/51/932723/blig/blogdodirceu/

Por Juca Kfouri às 12h45

Copa dos Campeões da Europa, Copa Libertadores da América, Copa Brasil

Tem para todos os gostos.

À tarde e à noite.

À tarde, 15h45, no horário de Brasília, tem Liverpool e Milan, em Atenas, na decisão da Liga dos Campeões.

Liverpool e Milan que deixaram os favoritos Chelsea e Manchester United para trás.

Milan e Liverpool que não ganharam seus campeonatos nacionais, mas que podem ficar com o troféu mais ambicionado da Europa.

À noite, às 19h30, tem Grêmio e Defensor, pelas quartas-de-final da Copa Libertadores, em Porto Alegre.

Os gaúchos atrás de nova façanha, virar um jogo que começaram perdendo em Montevidéu, por 2 a 0.

A venda antecipada de ingressos não indica um Olímpico lotado, mas, na hora agá, é pouco provável que não esteja.

Às 21h45 será a vez do Santos receber o América, em Santos.

Na Cidade do México o jogo ficou no 0 a 0 e se então os mexicanos se pouparam, agora é que não usarão nenhum titular, além de terem trazido apenas 14 jogadores.

O Santos tem tudo para dar uma lição inesquecível nos mexicanos na Vila Belmiro e garantir uma vaga nas semifinais, coisa que o Cúcuta, da Colômbia, já fez ontem, ao empatar com o Nacional por 2 a 2, no Uruguai.

Já pela Copa do Brasil, dois jogos, às 21h45, decidem os finalistas do torneio.

No Rio, o Botafogo recebe o Figueirense e já sabe que será apoiado por pelo menos 50 mil botafoguenses no Maracanã.

O time catarinense está ganhando de 2 a 0.

Como o Fluminense está ganhando do Brasiliense por 4 a 2.

E irá enfrentá-lo na Boca do Jacaré, em Taguatinga.

Se o Botafogo vencer o Figueira por outro 2 a 0, a decisão irá aos pênaltis.

Mas se o Brasiliense vencer o Flu por 2 a 0, já estará nas finais.

Por Juca Kfouri às 23h01

22/05/2007

Deu no The New York Times

Está no "NYT" de hoje. Tirante um exagero, está perfeito, e, até, condescendente.

22/05/2007
Nos jogos Pan-americanos, a grande disputa é até a linha de largada

Larry Rohter
No Rio de Janeiro

No final da praia de Copacabana, um marcador eletrônico gigante está contando os dias para o início dos Jogos Pan-Americanos na cidade. Entretanto, a questão é se os organizadores e todas as instalações vão estar prontos no dia 13 de julho, quando o relógio marcar o início da competição de 17 dias.

O Rio programou os jogos como uma vitrine de sua beleza natural e de seu desejo de se tornar um centro mundial esportivo. Mas isso foi antes de enormes excedentes de custos, atrasos nas construções, greves, disputas na justiça e brigas internas complicarem o cenário.

"Nosso objetivo é organizar os melhores jogos Pan-americanos possíveis, sob as circunstâncias que enfrentamos", disse Cláudio Versiani, secretário especial do governo para os jogos. "Estamos conscientes de que temos complicações, mas estamos confiantes que cumpriremos nossas obrigações."

Autoridades esportivas e do governo atribuem parte da explosão do orçamento e dos atrasos, que elevaram o custo dos jogos para além de US$ 1,5 bilhão (em torno de R$ 3 bilhões), a uma decisão tomada depois que o Rio venceu o direito de sediar os jogos, de reformar as arenas e estádios para que tivessem os níveis norte-americanos e europeus.

"Decidimos ir um pouco além e sonhar mais alto", disse Carlos Roberto Osório, secretário-geral do comitê organizador. "Tínhamos algumas verdadeiras deficiências em nossas instalações esportivas, todas as quais haviam passado 30 anos sem investimento substancial."

No entanto, Juca Kfouri, principal comentador esportivo do país, discorda. Ele vê a custosa disputa contra o relógio como um padrão de corrupção endêmico nos esportes e no estabelecimento político do país.

"Essa é a crônica da bagunça anunciada", disse ele, aludindo a um romance de Gabriel Garcia Márquez. "Todo mundo sabia, quando o Brasil venceu o direito de sediar os jogos, que chegaria o momento em que os organizadores iriam chantagear o governo e que todas as leis de licitações e fiscalizações seriam jogadas pela janela em nome da pressa e para evitar manchar a fama do Brasil."

Na semana passada, o escritório de contabilidade do governo divulgou um relatório reclamando que alguns dos projetos tinham custado até dez vezes seu orçamento original. Segundo o relatório, apesar de recente aceleração dos esforços, os organizadores estavam "violando um acordo assinado em 2002, que determinava que todas as instalações necessárias para os jogos estariam em condição de uso e previamente testadas ao menos 90 dias antes da abertura".

Para o governo brasileiro, muito mais está em jogo do que este conjunto de eventos, nos quais os EUA e 41 outros países competirão. O Brasil espera ser sede da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e das Olimpíadas de 2016, então qualquer fracasso nos jogos Pan-americanos seria um golpe fatal a essas aspirações.

Durante uma inspeção em janeiro, provocada por preocupações com atrasos e custos crescentes, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, grande fã dos esportes, anunciou que iria supervisionar pessoalmente o processo de construção.

Ajudou o fato de, naquele mês, ter assumido um governador aliado, substituindo um dos piores inimigos de Lula. Mas mesmo com o dinheiro agora fluindo, o escritório de contabilidade estima que, no atual ritmo de construção, algumas instalações só estarão prontas em setembro.

"Assumimos o compromisso de fazer os jogos e não temos apenas que cumprir isso, mas fazer os melhores jogos já vistos nas Américas", disse Lula quando anunciou que estava se engajando.

Já é tarde demais, porém, para resgatar alguns projetos importantes. A proposta original da cidade incluía a promessa de construir novas linhas de metrô, inclusive uma ligando o aeroporto aos principais estádios de competição, mas a expansão foi logo arquivada.

Um compromisso de limpar a poluída baía de Guanabara, que dá para o centro da cidade, também caiu pelo caminho. "Tem tanto lixo ali que tenho medo de estragar uma quilha de US$ 4.000 batendo contra uma geladeira" flutuando na imundície, reclamou recentemente um velejador a uma revista brasileira.

Com a aproximação dos jogos, há preocupações com relação à segurança. Em março, o secretário de segurança pública para o Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse que temia que os jogos pudessem se tornar um "pandemônio", em parte porque as novas armas e equipamentos não haviam sido entregues e não haveria tempo para testá-los adequadamente e para treinar os agentes de segurança em seu uso.

Entre outros problemas potenciais, a vila que abrigará os mais de 5.500 atletas fica perto da Cidade de Deus, uma favela violenta tornada famosa pelo filme do mesmo nome.

Mas as autoridades negam tais preocupações, chamando-as de sem base e preconceituosas. "A proximidade de uma comunidade onde pessoas pobres e trabalhadoras moram não é em si causa de preocupação e não exige medidas adicionais", disse o ministro de esportes, Orlando Silva, durante recente entrevista.

Em uma tentativa de democratizar os jogos, milhares de jovens de bairros pobres, inclusive de favelas controladas por gangues de drogas altamente armadas, foram convidados a servir de guias durante os jogos. Mas quando o presidente Lula e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, dirigiram-se a eles no principal estádio em abril, começou uma briga entre facções rivais.

A questão de segurança foi complicada por uma briga - que Lula chamou de "discussão"- entre as forças armadas e a polícia sobre quem estará no comando e, portanto, controlará US$ 200 milhões (cerca de R$ 400 milhões) em novos equipamentos. No mês passado essa situação levou à demissão de dois ex-generais e quatro ex-coronéis que tinham sido contratados para supervisionar os esforços de segurança e combate ao terrorismo e que tinham sido contra a contratação de jovens das favelas como guias.

Em uma carta aberta à mídia, o general Sérgio Rosário disse que "decisões políticas" tinham sido responsáveis por sua demissão e reclamou que a Polícia Federal não tinha a experiência e a autoridade legal para dirigir a operação.

Como os brasileiros estão acostumados a complicações de último minuto, a aposta aqui é que, apesar das preocupações com prazos, custos e com a qualidade das construções, todas as instalações estarão prontas para o início dos jogos. Enquanto isso, as horas continuam passando.

Tradução: Deborah Weinberg

http://www.nytimes.com/2007/05/22/world/americas/22brazil.html?_r=1&oref=slogin

Por Juca Kfouri às 13h08

A Libertadores está virando bagunça

Maior competição do continente americano, a Taça Libertadores começa a correr o risco da desmoralização.

O time do América do México chega aos Brasil para enfrentar o Santos com apenas 14 jogadores e sem nenhum titular.

Tudo porque se um time mexicano vencer a Libertadores não terá direito a ir ao Japão disputar o Mundial de clubes, absurda imposição do regulamento, que reserva tal papel apenas aos sul-americanos.

Ora, então por que aceitar a participação mexicana, se seus times são considerados café com leite?

O Santos jogou, e perdeu, pelo Campeonato Brasileiro, contra outro América, o potiguar, com seu time reserva,  por priorizar a Libertadores.

E o América mexicano faz exatamente o inverso, prioriza o Campeonato Mexicano, no qual é finalista, e manda seus reservas para a Libertadores.

Já imaginou se, mesmo assim, chega à final e ganha a Libertadores?

Será, aos olhos do mundo, a desmoralização completa da Taça.

Por que este lado do globo tem tamanha vocação para fazer tudo errado?

O pior é que ao Santos fica a obrigação da vitória, sob pena de passar por um vexame inédito em sua história.

Por Juca Kfouri às 23h37

21/05/2007

Os "estadistas"

Há um novo grupo de oposição no Corinthians: é chamado de "grupo estadista".

Infelizmente, no entanto, o apelido não é elogioso como se poderia supor à primeira vista.

Refere-se apenas aos que querem, liderados por um vice-presidente, se locupletar na construção do estádio corintiano e que, por isso, depois de apoiarem vivamente a MSI, agora se opõem à parceria.

Porque o contrato entre o clube e a parceira reza que um eventual estádio será de iniciativa da MSI.

O lema dos "estadistas" é singelo: "A parceria tem de acabar para construir o estádio do Edgar".

Por Juca Kfouri às 13h40

Balancinho do Brasileirão

Com 20 jogos disputados, o Campeonato Brasileiro ainda não sabe o que é um 0 a 0.

E na segunda rodada não houve nenhum empate, como na primeira, com um.

A média de público aumentou, de 10.414 para 13.085.

O melhor público pagante foi o do Serra Dourada, com 21.971 torcedores.

O pior foi na Vila Belmiro, com 3.093.

Com apenas duas rodadas, só seis times permanecem invictos e cada um com duas vitórias.

Em compensação, outros cinco perderam seus dois jogos.

Foram 39 gols na primeira rodada e 31 na segunda, 70 no total, 3,5 por jogo até aqui.

Por Juca Kfouri às 09h28

Só se fala de Romário (com a permissão de Fernando Pessoa)

O milésimo gol de Romário não foi como o milésimo gol de Pelé.

Porque o milésimo gol de Pelé não foi como o milésimo gol de Romário.

Mas o milésimo gol de Romário foi como o milésimo gol de Pelé.

Porque foi de pênalti, para todo o mundo poder parar e ver, e no mesmo canto do gol.

O milésimo gol de Romário não foi tão bonito como o milésimo gol de Pelé.

Mas o milésimo gol de Romário foi tão bonito como o milésimo gol de Pelé.

Porque os dois milésimos gols, de Pelé e de Romário, passaram na minha aldeia.

E nada é mais bonito do que os gols que passam na minha aldeia.

A Pelé o que é de Pelé, a Romário o que é de Romário.

Por Juca Kfouri às 23h02

20/05/2007

Boa notícia para o Santos

O América venceu de novo o Chivas, agora em Guadalajara, e é finalista do Clausura mexicano, diante do Pachuca.

Certamente não virá com o que tem de melhor para enfrentar o Santos, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela Libertadores.

Tudo porque, na Libertadores, se a conquistar, não irá ao Japão.

Aliás, já se sabe quem vai pela Concacaf: exatamente o Pachuca.

Por Juca Kfouri às 22h05

Baixinho nervoso como nunca

Romário acaba de dizer que estava mais nervoso antes de bater o pênalti do seu milésimo gol do que ficou antes de bater contra a Itália, na decisão da Copa de 1994, no Estados Unidos.

 

Por Juca Kfouri às 19h56

A noite do Baixinho

Aos 26 minutos do primeiro tempo, Romário pegou de primeira, mas não como queria, um cruzamento da esquerda e quase fez seu gol 1000.

Durval, o zagueiro do Sport, foi quem impediu, em cima da linha.

Durval lembrou Nildo, o defensor do Bahia que impediu o milésimo de Pelé na Fonte Nova, em 1969.

Ele tem 26 anos, é paraibano da cidade de Espírito Santo, e chegou ao Sport vindo do Atlético Paranaense.

Mostrou espírito de porco?

Não.

Cumpriu com sua obrigação.

Como seu time, que já perdia de 1 a 0 àquela altura, gol de André Dias num São Januário apinhado, aos 3 minutos de jogo.

O mesmo André Dias que marcou o segundo gol vascaíno, aos 37, num bom jogo e no qual o rubro-negro pernambucano fez por merecer, também, ao menos, um gol.

Só que, aos 2 minutos do segundo tempo, Romário bateu pênalti cometido pelo mesmo Durval, que meteu a mão na bola.

Era o 3 a 0.

3 a 0?

Era o milésimo das anotações do Baixinho!

O jogo parou e ele deu a volta olímpica com a camisa comemorativa dos 1000 gols.

Tinha mais jornalistas do que Romário...como sempre.

Uma pena.

O jogo só recomeçou 16 minutos depois.

Mas, na verdade, já tinha acabado.

Embora, aos 37, o Sport tenha diminuído, com Luciano Henrique, e tenha criado chances para fazer o segundo gol, numa partida que só terminou aos 65 minutos.

Aos 40, ovacionado de pé, Romário tinha saído do gramado.

Olhe bem, porque está acabando. 

Por Juca Kfouri às 19h11

Grêmio, naturalmente

O Grêmio criou três chances de gol no primeiro tempo e Carlos Eduardo aproveitou a terceira, aos 39.

O Fluminense não criou nada.

E o tricolor gaúcho saiu na frente.

Depois, aos 27, do segundo tempo, Tuta fez 2 a 0

Eu também quase não vi nada.

E acho que não perdi nada.

Perdi?

Afinal, com justiça, o Grêmio só pensa no Defensor e o Flu só pensa no Brasiliense.

Por Juca Kfouri às 18h59

Náutico faz bonito. E ganha

Um Náutico inflamado, mas pouco perigoso, e um São Paulo apressado, sem organização.

O melhor que aconteceu no Estádio dos Aflitos, até o intervalo do jogo, foi a homenagem rara que a direção e a torcida timbus prestaram ao técnico do São Paulo, Muricy Ramalho.

Pena que seus comandados não brindaram o torcedor pernambucano com a exibição que a fama tricolor exigia, pelo menos no primeiro tempo.

Já no segundo, com Aloísio em campo, o São Paulo tomou conta.

Só que, aos 20 minutos, Aloísio  xingou o árbitro e foi expulso.

E, treze minutos depois, o uruguaio Acosta fez 1 a 0 para explosão do Timbu.

O São Paulo ainda buscou o empate, mas, de fato, não era uma noite para o tricolor.

Por Juca Kfouri às 18h58

Romário é MIL!

Romário acaba de fazer seu milésimo gol.

De pênalti, como Pelé.

Ele agradeceu à família e ao "Papai do Céu".

E não quis fazer nenhum pronunciamento.

Até dona Lita, sua mãe, estava no gramado.

E o Baixinho chorava, copiosamente, abraçado nela.

A bola ele deu para Romarinho, seu filho.

Bonito.

O Baixinho merece. 

Por Juca Kfouri às 18h20

Flamengo, sem sofrer

O Flamengo mandou no jogo no Serra Dourada até que o zagueiro Irineu, de cabeça, fez 1 a 0, aos 17 minutos.

Seguiu melhor até o fim do primeiro tempo quando, por duas vezes, o Goiás quase empatou.

Mas logo no recomeço do jogo, aos 9, o lateral Juan recebeu um passe precioso de Renato e aumentou: 2 a 0.

Estava contruída a vitória rubro-negra, ampliada por Leonardo Moura, aos 25.

Fabrício Carvalho ainda diminuiu, dois minutos depois, mas era tarde.

Por Juca Kfouri às 16h56

E o Corinthians jogou bola

O Corinthians mostrou uma cara de time pela primeira vez em muito tempo.

Méritos para Paulo César Carpegiani.

Sem grandes individualidades, exceção feita ao menino William, o alvinegro revelou muita vontade e férrea disciplina na marcação, o que simplesmente impediu o Cruzeiro de levar perigo ao gol paulista.

Em jogada brigada por Finazzi pela esquerda, ele cruzou no pé de Everton, que fez 1 a 0 aos 10 minutos.

Daí em diante, então, é que o time mineiro não conseguiu chegar mesmo e passou a ser vaiado por sua torcida, que entoava coros pedindo jogador e xingando os Perrelas.

Melhor para o Corinthians, que seguiu absoluto.

Para tornar as coisas ainda mais preto e brancas, o Cruzeiro nem teve tempo de ver se as duas mudanças feitas para o segundo tempo dariam certo.

Porque numa pixotada de Leo Fortunato, o zagueiro fez pênalti em Everton, aos 30 segundos.

Marcelo Mattos soltou uma bomba e fez 2 a 0.

A defesa paulista seguia segura e no contra-ataque ameaçava aumentar o placar a todo instante.

Araújo, coitado, corre o risco de morrer de solidão na ruindade cruzeirense.

Aos 21, novo pênalti, agora cometido por Gladstone em Marcelo Oliveira, que bate mal escanteios, mas joga bem.

Marcelo Mattos bateu colocado desta vez e fez 3 a 0, aos 22.

Só aos 30 minutos o Cruzeiro ameaçou, com uma cabeçada no travessão do boliviano Marcelo Moreno.

O Cruzeiro teve mais a bola.

O Corinthians teve o jogo.

E ainda viu o goleiro Felipe fazer três belas defesas, dando confiança numa posição que há muito tempo o clube não tinha

Por Juca Kfouri às 16h55

Botafogo, outra vez

Botafogo e Galo fizeram um primeiro tempo repleto de paralisações e sem jogadas agudas.

Dodô desperdiçou uma cobrança de pênalti, mas pegou o rebote e fez 1 a 0, aos 17.

Para liquidar as coisas, o alvinegro carioca fez o segundo gol logo no primeiro minuto do segundo tempo, com Lúcio Flávio de fora da área.

Mas não liquidou.

Porque o zagueiro Marcos, aos 26, aproveitou o rebote de grande defesa de Júlio César e diminuiu.

Sem polêmicas, Botafogo e Galo repetiram o resultado da Copa do Brasil.

Por Juca Kfouri às 16h54

O Palmeiras vacilou

O Palmeiras não deu a menor bola para o Figueirense, que está mais preocupado com a Copa do Brasil.

Duas vezes o paraguaio Florentín, a primeira pela esquerda, a segunda pela direita, deu com açucar para o chileno Valdívia marcar duas vezes, aos 5 e aos 24, ainda no primeiro tempo.

Para melhorar, o time catarinense ficou com 10, graças à expulsão de Diogo Roque, aos 39.

O segundo tempo era de um time só, com os paulistas buscando, sem muita preocupação e vontade, o terceiro gol.

Até que, aos 22, foi castigado com belo gol de Peter, de fora da área.

Aos 40, Caio também foi expulso e com 10 contra 10 o Palmeiras quase levou o empate, porque tudo que fez no primeiro tempo deixou de fazer no segundo, algo que não pode acontecer.

Por Juca Kfouri às 16h51

Senador da CBF

O senador Delcídio Amaral (PT-MS), acusado de ter pego R$ 24 mil da empreiteira Gautama, cujo dono está preso pela "Operação Navalha" da Polícia Federal, para alugar um jatinho particular, recebeu R$ 100 mil da CBF nas eleições passadas.

Alguma surpresa?

Por Juca Kfouri às 11h47

Enfim, Federer!

E Roger Federer, finalmente, derrotou Rafael Nadal no saibro.

De quebra, ganhou o Masters Series de Hamburgo.

E impediu que o espanhol completasse 82 vitórias consecutivas no piso.

No primeiro set, tudo parecia seguir o roteiro das cinco partidas que ambos disputaram no saibro, sem nenhuma vitória do suíço.

Nadal ganhou por 6/2.

Mas devolveu no segundo, o mesmo placar.

E tomou conta definitivamente no terceiro, como se Nadal fosse uma criança: 6 a 0!

Foi a quarta vitória de Federer em 11 jogos e foi especial, porque o próximo duelo deve ser em Roland Garros, único torneio que jamais venceu.

 

Por Juca Kfouri às 10h26

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico