Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

02/06/2007

Esse Figueira...

O Flu que se cuide.

O Figueirense, com elenco limitado, poupou-se o que pôde, saiu atrás do Goiás em Floripa e, mesmo assim, no segundo tempo, virou o jogo, que não vi, por 2 a 1.

Imagine como estará o Orlando Scarpelli na quarta-feira, na decisão da Copa do Brasil.

Por Juca Kfouri às 19h10

Botafogo só mata no fim

O Botafogo é um caso de terapia.

Enquanto joga bem, mostra, sem dúvida, o futebol mais bonito do Brasil.

É um time de grande movimentação, capaz de surpreender o adversário em jogadas de velocidade e de técnica muitas vezes refinada.

Mas, de repente, pára.

E oferece a reação ao oponente.

Tal e qual em outras ocasiões, foi o que aconteceu diante do Grêmio.

Até que Juninho abrisse o placar num chute espetacular da intermediária, o misto gaúcho não via a bola.

Em vez de matar o jogo, porém, o Botafogo deixou o Grêmio crescer.

E não fosse a displicência com que Amoroso bateu um penalti inexistente, fruto de um choque normal entre atacante e goleiro, as coisas teriam ficado complicadas.

Júlio César pegou o pênalti e saiu do jogo, com tonturas.

No segundo tempo ainda houve um pênalti de Schiavi não marcado ao puxar a camisa de Asprila, uma cobrança de falta no travessão de Max em chute de Diego Souza, e a expulsão correta do argentino zagueiro do Grêmio, por falta criminosa em Jorge Henrique.

O Botafogo só foi liquidar o jogo aos 34, quando Luciano Almeida bateu falta na entrada da área, a bola desviou e matou o goleiro Saja.

E no finzinho, para não perder, Dodô recebeu de Jorge Henrique, driblou o goleiro e ampliou para 3 a 0. 

O Grêmio ganhou Lucas de volta, para retomar ritmo de jogo.

Mas perdeu Tuta, ainda no primeiro tempo.

Por Juca Kfouri às 19h08

Atléticos empatam com justiça

Os Atléticos fizeram, no Mineirão, um jogo que lembrou muito o entre Corinthians e Galo no sábado passado.

E que terminou igualmente empatado, mas por 1 a 1.

Os goleiros trabalharam bastante, mais o do Galo que o do Furacão, não faltou empenho para os dois lados e quando Marcos abriu a contagem, já no segundo tempo, para o time da casa, qualquer um que marcasse seria justo.

Razão pela qual o empate pelos pés de Alex Mineiro, aos 41, ficou bem.

Mesmo que Coelho tenha perdido um pênalti em seguida, ao batê-lo na trave, porque a penalidade foi uma invenção da arbitragem.

Por Juca Kfouri às 19h07

Hoje, às 18h10

Três jogos neste sábado abrem a 4o. rodada do Brasileirão.

Com dois clássicos nacionais, que envolvem clubes que já foram campeões.

No Mineirão, jogo de Atléticos.

O Galo lutador e regular contra o Furacão, que desde o começo da temporada tem se caracterizado por dar uma no cravo e outra na ferradura.

Em tese, hoje é dia de dar no cravo.

Dará?

No Maracanã, Botafogo e Grêmio.

Os cariocas com um desfalque considerável, o meia Zé Roberto.

Os gaúchos com um reforço também digno de nota: Lucas.

Mas o Grêmio, muito mais concentrado no Santos, ficará feliz com um empate, embora costume se dar bem no Rio de Janeiro.

Finalmente, em Floripa, Figueirense, com seus reservas porque o Fluminense é que importa, recebe o Goiás, que ameaça reagir.

Por Juca Kfouri às 09h15

01/06/2007

Brasil se safa no fim

O gramado de Wembley estava pesado, mas o jogo teve momentos de extrema leveza.

Principalmente, no primeiro tempo, quando a bola caía nos pés de Ronaldinho Gaúcho, que deu algumas preciosas enfiadas de bolas, daquelas em que ele olha para um lado e passa para o outro.

Kaká não começou bem a partida, mas firmou-se aos poucos e Robinho teve alguns brilharecos.

Bem mesmo esteve a defesa brasileira, exceção feita a Daniel Alves, tímido e confuso.

Mas Mineiro, Gilberto Silva e Juan estiveram muito bem, superados apenas por Naldo, quase perfeito.

O Brasil foi melhor nos primeiros 45 minutos, mas as chances de gol foram poucas.

Numa delas, Gilberto Silva até fez 1 a 0, só que o bandeirinha considerou (como Ana Paula) que dois brasileiros estavam impedidos no lance.

O segundo tempo foi mais movimentado, com a Inglaterra subindo de produção, ameaçando mais, exigindo de Helton e encurralando a Seleção, que pouco ameaçou.

Vagner Love era de uma inutilidade sem par.

E, aos 22, Beckham bateu falta pela direita no lado esquerdo da área, Terry subiu mais que Naldo e abriu o placar.

Maicon tinha substituído Daniel Alves, Edmílson entrou para Mineiro sair e Afonso tomou o lugar de Kaká.

Em seu primeiro lance ele recebeu um presente da zaga inglesa, na cara do gol, mas perdeu.

E Diego entrou em lugar de Robinho.

Aos 35, cobrança de escanteio na cabeça de Naldo, dele para a de Afonso, e...quase o empate. 

Aos 46, no entanto, Diego salvou a pátria, de cabeça, em passe de Gilberto Silva, ao empatar e aumentar o complexo dos ingleses quando se trata de enfrentar o Brasil.

E foi o mais justo.

Notas

Helton - Sem comprometer, 7

Daniel Alves - Longe do que é no Sevilla, 4,5

Naldo - O melhor do Brasil, 7,5

Juan - Como sempre, 7

Gilberto - Apoiou pouco, 6

Gilberto Silva - Como Juan, 7

Mineiro - Caiu um pouco no segundo tempo, 6,5

Kaká - Sinais de esgotamento, 6

Ronaldinho - Melhor no primeiro tempo, 6,5

Robinho - Pouco eficaz, 5

Vagner Love - Isolado e dispersivo, 4

De todos que entraram,  Afonso fez diferença, com duas chances de gol: 6,5

E Diego, não só pelo que tentou, mas, essencialmente, pelo que conseguiu, o empate: 6,5

Dunga - Para ir se acostumando a jogar sem treinar, 5

Por Juca Kfouri às 16h54

E o Inter sobreviveu

O Inter começou o jogo em Pachuca como um leão.

Marcando sob pressão e correndo para todo lado, como se a altitude não existisse.

Era preocupante, para quem pensava que havia 90 minutos pela frente, principalmente pelos últimos 45.

Mas o início surpreendente resultou num gol de Pato, aos 4, depois de um lançamento longo de Rubens Cardoso.

Começo de leão, gol de Pato, razão para Gallo, que tinha anunciado que iria explorar a linha burra dos mexicanos.

Aí, o Inter recuou e o jogo virou de gato e rato.

Só dava Pachuca.

Que acabou por empatar em bola que desviou em Mineiro e matou Clemer, aos 15.

Muito recuado, sem conseguir um mínimo de posse de bola, o primeiro tempo mostrou um Inter acuado e a feitio dos donos da casa.

Mas, ao menos, terminou com um festejável 1 a 1.

Só que o segundo tempo mostrou um Pachuca ainda mais com a bola nos pés, sob o olhar complacente dos brasileiros.

O gol da virada era uma questão de tempo.

Quase veio aos 11, mas a trave salvou.

Aos 16, Pato saiu, aparentemente morto de cansaço, porque correu solitariamente no ataque colorado, e entrou Iarley.

E com o perdão de mais uma citação animal, nas raras vezes em que o Inter pegava a bola com um mínimo de chance de armar um contra-ataque, algum espírito de porco errava o passe infantilmente.

Mal ou bem, no entanto, mais mal que bem, o Inter resistia e assegurava um ótimo empate.

Aos 29, exatamente um minuto antes de o jogo entrar em sua fase mais perigosa para quem vive ao nível do mar e joga na altitude de mais de 2.400 metros, Clemer impediu um gol em cobrança de falta.

Christian entrou no lugar de Fernandão.

O Inter resistiu até os 34 minutos, quando Gimenez marcou o segundo gol, o da virada pachuquense.

Até que demorou, mas era tão óbvio que não deu nem para ficar decepcionado.

Seja como for, 2 a 1 não era de todo mau.

Com um 1 a 0 no Beira-Rio, na quinta-feira que vem, a Recopa ficaria em Porto Alegre.

Perdigão entrou no lugar de Pinga para ajudar a segurar o resultado.

E quase que Mineiro, em cobrança de falta, empatou o jogo, no único chute perigoso dos gaúchos em todo o segundo tempo.

Como Rubens Cardoso mandou uma bola no travessão aos 43.

Em Pachuca o Inter respirou com muita dificuldade.

À beira rio deve ser menos complicado.

Por Juca Kfouri às 00h30

Futebol brasileiro para inglês ver

Inglaterra e Brasil jogam nesta sexta-feira, às 16h, para inaugurar o novo estádio Wembley.

Desde 2002 que as duas seleções não se encontram.

Então, na Copa da Ásia, a Seleção Brasileira ganhou de 2 a 1.

Bem diferente do primeiro jogo entre os dois times, disputado no velho Wembley, quando os ingleses venceram por 4 a 2, 51 anos atrás, em 1956.

Mas também foi a primeira das apenas três vitórias inglesas em 21 jogos, fregueses de caderneta que são, porque perderam 10 vezes, com oito empates.

Dunga escalou Helton, Daniel Alves, Naldo, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Robinho e Vágner Love.

No time inglês, nomes como Terry, Cole, Gerrard, Lampard, Owen e o popstar Beckham.

É jogo de festa.

Mas é jogo entre os que inventaram o futebol moderno e os que o aperfeiçoaram.


Por Juca Kfouri às 23h02

Quem seu time perde para a Seleção sub-20

Veja abaixo a relação dos pré-convocados para a Seleção Brasileira que disputará o Mundial sub-20, no Canadá, entre 30 de junho e 22 de julho.

E chore os desfalques em seu time na Primeira Divisão do Brasileirão :

Goleiros:

Cássio - Grêmio

Muriel - Internacional

Felipe - Santos

Zagueiros:

Luizão - Cruzeiro

David - Palmeiras

David Marinho - Benfica

Edson - Figueirense

Laterais:

Eduardo - Corinthians

Amaral - Palmeiras

Marcelo - Real Madrid

Carlão - Coritiba

Meio-campistas:

Ji Paraná - Internacional

Lucas - Grêmio

Renato Augusto - Flamengo

Anderson - Porto

Roberto - Atlético Paranaense

Leandro Lima - São Caetano

Carlos Eduardo - Grêmio

Tchô - Atlético Mineiro

William - Corinthians

Atacantes:

Jô - CSKA

Alexandre Pato- Internacional

Luiz Adriano - Shakhtar Donestk

Guilherme - Cruzeiro

Diogo - Portuguesa

Por Juca Kfouri às 23h01

31/05/2007

Cúcuta sai na frente

Cúcuta e Boca Juniors acabam de fazer um jogo bastante agradável.

E absolutamente pacífico.

Os colombianos venceram por 3 a 1.

O Cúcuta tentou, desde o início,  acuar o Boca e impor sua boa técnica, mas não se deu bem imediatamente, porque só no toque de bola, os argentinos cozinharam o primeiro tempo.

E em grande estilo, porque Ledesma abriu o placar e os colombianos demoraram a se recompor para empatar, com Blás Pérez, num golaço.

O segundo tempo foi diferente, com predomínio dos donos da casa, diante de 40 mil torcedores.

E, de tanto martelar, os colombianos desempataram, outra vez com Blás Pérez.

Nem assim os xeneizes se apavoraram e mantiveram o ritmo, entendendo que o 2 a 1 estava de bom tamanho para decidir na Bombonera por um simples 1 a 0.

Só que, aos 37, Bustos bateu uma falta com perfeição e ampliou, o que complica a vida do Boca.

Aos 43, depois de bela jogada de Riquelme, o Boca ainda meteu uma bola na trave, chutada pelo ala Ibarra.

Os colombianos responderam e tiveram mais duas chances de fazer o quarto gol, que soaria como fatal.

Agora o Boca terá de vencer por 2 a 0 no jogo de volta para chegar à final.

Por Juca Kfouri às 21h57

O Pachuca é o favorito

Lá vai o Inter enfrentar o bom time do Pachuca e os 2.420 metros de altitude, hoje, 23h30, de Brasília.

Muito, para quem está na draga em que o Colorado está.

O Pachuca é o melhor time mexicano, acaba de ser campeão mais uma vez e é o representante da Concacaf no Mundial de clubes deste ano, no Japão.

A Recopa Sul-Americana ainda não pegou, pelo menos aqui no Brasil, mas vencê-la pode ter o significado de uma redenção para o atual campeão mundial, assim tratado, é claro, no México.

Pena que o mais provável seja mesmo nova derrota.

Por Juca Kfouri às 15h23

Helicóptero morto

Há mais que uma mera divergência de valores na iminente ruptura do contrato entre a CBF e a Vivo.

Ricardo Teixeira quer que a empresa de telefonia disponibilize um helicóptero para servi-lo.

A Vivo se faz de morta.

Por Juca Kfouri às 10h36

Não é só o frio, o futebol também vem do sul

Faz frio em São Paulo.

Faz frio até no Rio, pelo menos para os padrões cariocas.

O frio vem sempre do sul.

Mas este não é um boletim meteorológico, é um comentário sobre futebol.

E o futebol também está vindo do sul.

A começar pelo Grêmio, que superou o Santos em Porto Alegre, 2 a 0, poderia ter vencido por mais e só tomou um susto durante todo o jogo.

A noite estava gelada, mas o Olímpico, caloroso, com 46.123 pagantes.

Por mais que ainda falte um jogo, e na Vila Belmiro, o fato é que o Grêmio está muito perto da final da Libertadores.

Como o Figueirense está perto de ganhar a Copa do Brasil.

Ontem, no Rio, o alvinegro de Floripa fez uma partida exemplar no Maracanã com 64 mil torcedores do Fluminense.

Não se intimidou, abriu o placar e só tomou o empate no fim.

O 1 a 1 permite que o Figueirense jogue em casa, na quarta-feira que vem, por um 0 a 0 para ser campeão da Copa do Brasil.

Gaúchos e catarinenses podem até pedir desculpas aos paulistas e cariocas pelo frio.

Mas, pelo futebol, não.

Apenas sorriem, modestamente.

Por Juca Kfouri às 23h29

30/05/2007

Empate gigantesco na Copa do Brasil

Não tinha nem um minuto de jogo e Ivan recebeu de Adriano Magrão pela esquerda, mas perdeu gol feito.

Depois disso, chance de gol, o Fluminense teve só mais uma no primeiro tempo.

Exatamente no minuto final e, desta vez, quem a desperdiçou foi o próprio Adriano Magrão, depois de passe açucarado de Carlos Alberto.

Entre esses dois momentos agudos, o Figueirense mostrou ter aprendido a jogar no amplo gramado do Maracanã lotado e tratou de também agredir o Flu.

Até pênalti teve do tricolor Fabinho em Diogo, não marcado pelo árbitro, como houve um impedimento mal marcado de Cícero, ex-Figueira.

O segundo tempo foi mais franco.

O Flu saiu em busca de seu gol e fez por onde.

Houve outro pênalti, agora a seu favor, igualmente não marcado, de Chicão em Ivan.

Mas sem que o Figueira se intimidasse ou apenas se defendesse, ao também criar suas possibilidades, em contra-ataques ameaçadores.

Era daqueles 0 a 0 guerreados, que os cariocas não queriam, os catarinenses agradeciam, mas sem acomodação de lado algum.

Tanto que, aos 37, Henrique fez um golaço, de fora da área.

Até agora Fernando Henrique não sabe onde foi que a bola entrou.

Para fazer justiça total, Adriano Magrão empatou aos 43, depois de bela jogada de Thiago Neves pela direita.

O Rio viveu uma grande noite, com mais de 64 mil torcedores no Maraca.

E Floripa está bem perto de viver uma noite histórica na próxima quarta-feira. 

Por Juca Kfouri às 22h46

Grêmio matou a pau

Já passava de meia hora de jogo quando Ávalos fez sua primeira bobagem.

Ao ser seguro por Diego Souza na altura da cintura, pelo lado esquerdo, ele derrubou Diego Silva que tentava girar em cima dele.

E derrubou puxando-o pelo ombro direito, de frente para o árbitro, que não poderia mesmo ter visto o puxão na cintura.

Resultado: pênalti.

Resultado: 1 a 0, na bela cobrança de Tcheco, aos 34.

Até ali, Saja tinha feito uma grande defesa em chute cruzado de Marcos Aurélio, Tuta quase tinha feito um golaço e Fábio Costa havia defendido um chute à queima-roupa de Diego Souza, na pequena área.

O Grêmio marcava sob pressão e o Santos prevalecia no toque de bola.

Mas depois do 1 a 0, veio o 2 a 0, dois minutos depois.

Ávalos fez sua segunda bobagem.

Jogou de bandido para Adaílton que teve a bola roubada por Carlos Eduardo para ampliar.

O Santos se desarrumou completamente.

E se não fosse por Fábio Costa teria levado o terceiro, outra vez com Tcheco, aos 38.

O fim do primeiro tempo soou como um alívio para os paulistas.

Que voltaram no segundo com Rodrigo Tabata no lugar de Alessandro e com Pedrinho no lugar de Jonas.

Tudo por um gol, um gol que fosse.

Já os gaúchos voltaram sem Tcheco, com Rámon em seu lugar, por razões físicas.

O passe santista não saía e o Grêmio transpirava superioridade.

O Grêmio criava chnaces em cima de chances e o Santos só via.

Aos 19, Moraes entrou no lugar de Cléber Santana.

O Grêmio tomava as bolas do Santos como se toma doce de criança.

Estava feliz com o 2 a 0 e Saja se aquecia na noite fria no Olímpico, porque a bola não chegava ao seu gol.

Gol invicto na Libertadores em sua casa.

O Santos que agradeça aos céus por ter perdido só de dois, até porque Rodrigo Souto fez pênalti em Sandro Goiano, não marcado pelo árbitro argentino.

Mas terá de suar sangue na Vila Belmiro.

E mostrar um coração que não apareceu em Porto Alegre.

Porque o coração no Rio Grande foi só o tricolor.

Por Juca Kfouri às 22h43

Assino embaixo

Da coluna do Tostão, de hoje:

Proibição
Como médico e atleta, que sofreu com a falta de oxigênio em uma partida de futebol na Bolívia, sou a favor de proibir jogos em alguns lugares, mesmo sabendo que a decisão foi também política e que o nível definido de 2.500 metros deva ter sido para deixar o México de fora dessa proibição. Essa medida deveria também ser mais discutida pelos interessados e decidida com mais transparência.

Por Juca Kfouri às 11h16

Dois tricolores, dois alvinegros: o Brasil e a América em jogo

O ideal seria que os dois jogos não acontecessem ao mesmo tempo.

Um num dia, outro noutro, e o problema estaria resolvido.

Para alegria dos torcedores, mesmo daqueles que não torcem nem pelo Grêmio, nem pelo Santos, nem pelo Fluminense, nem pelo Figueirense.

Mas seria exigir demais de quem tem cabeça só para equilibrar a cartola.

Por isso, esta noite, a partir das 21h45, é daquelas destinadas a deixar o torcedor com um olho no peixe e outro no gato.

Já se sabe que mais de 100 mil pessoas estarão no Olímpico e no Maracanã.

De ônibus, de trem, de carro, de avião, até a pé, os torcedores tricolores do Grêmio e do Fluminense fazem questão de receber maciçamente os adversários alvinegros do Santos e do Figueirense.

Na cabeça gremista, uma idéia fixa: não tomar gol, não tomar gol, não tomar gol.

Como, até agora, o Grêmio não tomou no Olímpico, pela Libertadores.

A outra idéia todos os times têm: fazer gols, quantos mais melhor.

Porque o gol, definitivamente, não é apenas um detalhe.

O Santos não pensa diferente.

Se não sofrer gol, já terá dado um belo passo, pois decide em casa na semana que vem a vaga na final da taça.

E se fizer gol então...

Mano Menezes treina os gaúchos com portas fechadas.

Vanderlei Luxemburgo promete surpresas do lado paulista.

Lembremos que Grêmio e Santos lutam pelo tri na Libertadores.

No Maracanã, Fluminense e Figueirense começam a decidir a Copa do Brasil.

A única certeza é a de que a copa terá um campeão inédito.

Qual, nem Renato Gaúcho nem Mário Sérgio têm coragem de apontar.

Mas, diferentemente da situação de Grêmio e Santos, que já foram campeões estaduais neste ano e são candidatos ao título brasileiro, para Flu e Figueira a conquista da Copa do Brasil significa a salvação do ano, vaga garantida na Libertadores de 2008.

Porque nada indica que possam sonhar com o título do Campeonato Brasileiro.

O que apenas aumenta o interesse e a dramaticidade dos jogos entre os dois.

Por Juca Kfouri às 23h14

29/05/2007

Até o Papa?!!! O que é isso, companheiro?

O mesmo bom amigo que me avisou sobre uma nota no blog do Dirceu em apoio ao movimento "Fora Dualib!", informou, agora há pouco, da existência da nota abaixo, publicada na última sexta-feira:

Fora Dualib!

Esse blog ficou tão animado com o movimento Fora Dualib, que está sendo organizado pela Fiel Torcida, que antecipou o seu lançamento. Agradeço aos leitores que me alertaram que, na verdade, o Manifesto à Luz do Lampião será lançado hoje, a partir das 20 horas, na esquina das ruas Cônego Martins e José Paulino, no Bom Retiro, no mesmo local onde foi fundado o Corinthians há 97 anos, e não na semana passada, como noticiamos.

Feita a correção, aproveito para informar ao jornalista Juca Kfouri que não foi só o russo Boris Berevozski que eu ajudei a entrar no Brasil, como ele diz maldosa e equivocadamente em seu blog. Eu também ajudei a entrada no Brasil do Papa Bento XVI e do ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore.

Durma-se com um barulho desses!
enviada por Zé Dirceu

 

Rememoremos a nota publicada neste blog:

Em seu blog, o ex-ministro José Dirceu dá força ao movimento "Fora Dualib"!

Comete um equívoco ao dizer que a primeira manifestação, marcada para esta sexta-feira, já aconteceu e na sexta-feira passada.

E aos que estranharam seu apoio à iniciativa que enfraquece o presidente corintiano às voltas com a busca de apoio do mafioso russo Boris Berezovski, que Dirceu ajudou a entrar no Brasil, ele responde:

"Meu guru para assuntos do Corinthians é o economista Luís Paulo Rosemberg e ele me convenceu".

Rosemberg foi um dos quatro membros do antigo GAP alvinegro, nos tempos da parceria com o Banco Excel e hoje é um dos conselheiros que se opõem a Dualib.

Diante do que resta comentar:

não há maldade, há uma constatação que o próprio Zé Dirceu admite (ajudou a entrada do mafioso no país).

Com o que, por óbvio, não há equívoco.

Já em relação à afirmação de que também ajudou a entrada do Papa (!!!!!!) e de Al Gore no Brasil, outros dois comentários:

não consta que ambos sejam procurados pela Interpol.

E parece que mais que ainda podendo, Zé Dirceu anda se achando.

Até o Papa?????!!!!!!!!!

Sua benção, camarada Zé.

E compre uma janela anti-ruído.

Ajuda a dormir quem tem a consciência sem culpas. 

Por Juca Kfouri às 21h28

A verdade do Pan

Por dessas bobeadas inexplicáveis, por achar que estava feito o que não estava, e apesar de já ter recomendado aqui diversas vezes o imprescindível blog A verdade do Pan, só agora me dei conta de que ele não estava na lista dos indicados deste blog.

Já está.

Pela mancada, grave, escusas gerais e irrestritas.

E um último toque: vale passar lá, mais que cá, pelo menos duas vezes ao dia.

Por Juca Kfouri às 12h20

Só um comentário

Da primeira página da "Folha de S.Paulo", de hoje:

"Renan se defende, mas não prova que dinheiro era seu"

"Ministro acusado de corrupção se enforca no Japão"

Haja corda.

Por Juca Kfouri às 09h13

Dunga e seus pré-convocados

Veja bem a escalação deste time:

Helton, Daniel Alves, Juan, Alex e Kleber; Gilberto Silva, Elano, Zé Roberto e Anderson; Robinho e Fred.

Não é um mau time.

Ao contrário é um time bom.

Pode perfeitamente ser o time da Seleção Brasileira que disputará a Copa América, na Venezuela.

Os 11 jogadores estão na lista anunciada ontem dos 34 pré-convocados por Dunga.

Agora preste atenção neste time:

Doni, Cicinho, Alex Silva, Edu Dracena e Marcelo; Edmilson, Fernando, Lincoln e Morais; Jô e Afonso.

Não é um time péssimo, embora esteja longe de encher os olhos, pelo menos assim, à primeira vista.

E os 11 jogadores também estão na lista de Dunga.

Como a Copa América não comove o coração da torcida brasileira, pergunto:

não seria melhor montar um time olímpico, como preparação para os Jogos de Pequim, quando novamente o futebol brasileiro lutará pelo único troféu que não tem, a medalha de ouro olímpica?

Você decide.

Por Juca Kfouri às 00h50

28/05/2007

Verdade oculta

Nenhum dirigente do Palmeiras admitirá em público.

Mas a direção do clube está convencida de que os pedidos à Fifa de Fluminense e Corinthians para que fossem reconhecidos também como equivalentes ao Mundial de Clubes a Taça Rio de 1952 e a Pequena Taça do Mundo, de Caracas, em 1953, atrapalharam a oficialização da Copa Rio de 1951 como tal.

O pedido do Flu não teve nenhuma malícia.

Apenas pedia coerência.

Já o do rival estadual só teve.

Por Juca Kfouri às 14h02

Balancinho da 3o. rodada (com correção)

Depois da terceira rodada do Brasileirão, apenas um time mantém 100% de aproveitamento, o Paraná Clube, líder isolado.

Invictos, além dos paranistas, só mais quatro times: Corinthians, Palmeiras, Vasco e Botafogo.

Sem ganhar nenhum ponto, os dois gaúchos, Juventude e Inter.

A média de gols da terceira rodada foi de 2,5 por jogo, a pior até agora.

E a de público foi a melhor, 15.520, não computado, por enquanto, o jogo do Serra Dourada.

O melhor público foi no Olímpico, com 31.606 torcedores.

E o pior no Maracanã, no jogo do Flu, apenas 4.291.

CORREÇÃO: O público mencionado no Olímpico foi o total. O público pagante foi de 20.126.

Com o que a média de público cai para 14.245 (ainda sem o público do Serra Dourada, não fornecido até este momento, 10h25, em desrespeito ao que manda o Estatuto do Torcedor) e o maior público pagante da rodada passa a ser o do Morumbi, no sábado, para Corinthians e Galo: 21.580.

Acrescentado o jogo do Serra Dourada, a média de público ficou em 13.733.

Por Juca Kfouri às 23h01

Enfim, o fim do tormento da altitude

A Fifa decidiu proibir jogos internacionais em estádios que estejam acima de 2.500 metros do nível do mar.

Já não era sem tempo, embora muita gente discorde, em regra por ignorar o beabá da Ciência do Esporte.

O argumento mais comum é o de que também deveriam ser proibidos os jogos no calor ou no frio demasiados.

Não é por aí.

Calor ou frio, por desumanos que sejam, são iguais para os dois lados.

A altitude não.

Quem vive em cidade altas leva vantagem descomunal quando enfrenta adversários não acostumados com a altitude.

E quem vive na altitude não sofre nada quando baixa ao nível do mar, ao contrário, tem o benefício dos glóbulos vermelhos acumulados.

Tanto que é comum atletas treinarem na altitude para ter ganhos nas competições ao nível do mar.

A decisão da Fifa significa o fim de jogos das eliminatórias, por exemplo, em cidades como La Paz e Quito e, na Libertadores, como Cusco e Potosi.

Há quem diga, ainda, que o Santos de Pelé não dava bola para altitude e goleava os bolivianos.

Não é bem assim.

Verdade que, então, o desnível técnico era tão abissal que uma coisa compensava a outra.

Hoje, no entanto, com a preparação física e com o futebol globalizados, a desvantagem de jogar na altitude ficou insuportável, além de poder trazer sérios prejuízos à saúde.

Mas, voltando ao Santos de Pelé.

Apenas uma vez, em 1962, na Libertadores, o Santos jogou em La Paz.

E sua vitória, contra o Deportivo Municipal, foi apertada, por 4 a 3.

Na volta, em Santos, o Santos enfiou 6 a 1.

Dá para sentir a diferença?

Por Juca Kfouri às 23h01

27/05/2007

Só o Paraná Clube é líder, só o ele é 100%

Como tem sido praxe neste ano, Flamengo e Botafogo fizeram um jogo bom de se ver.

Pena que para apenas 12 mil torcedores no Maracanã.

Para quem pegou um gripe brava e por razões profissionais teve de ver com atenção o jogo entre São Paulo e Palmeiras, o jogo do Maracanã reconciliou o febril blogueiro com o futebol.

Deu a impressão até de que o Botafogo venceria com facilidade, tamanha a sua superioridade inicial e até que, aos 17 minutos, em cobrança de falta ensaiada, Lúcio Flávio fez 1 a 0, como se tivesse posto a bola no gol de Bruno com a mão, bem no ângulo.

O Flamengo, no entanto, acordou.

E foi à luta, até conseguir o empate com Leonardo, aos 40, numa bola que deu toda a pinta de ter entrado mesmo, mas que não dá para jurar.

Em tempo: quem validou o gol foi um bandeirinha, não uma, para alívio do troglodita Montenegro.

Mas o Botafogo era melhor no jogo e logo tratou de desempatar, com Dodô, aos 44, para descer aos vestiários com a vantagem justa.

Curioso, Botafogo.

O Flamengo é o campeão estadual, o Fluminense pode ser o campeão da Copa do Brasil, o Vasco fez a festa de Romário.

Mas é o Glorioso que joga o futebol mais envolvente e convincente.

Quem sabe o time precise mesmo de uma competição em pontos corridos para atingir a maturidade também perseguida por Cuca, sem as armadilhas do sistema de mata-mata.

Porque no segundo tempo, mesmo diante de um rubro-negro que não se entregou, o Botafogo seguiu melhor.

Apenas aos 23 minutos, tomou um susto, quando o menino Paulo Sérgio teve uma chance de ouro para empatar, atrapalhado pela oportuna saída de gol do goleiro Júlio César, outro menino.

Nove minutos depois, no entanto, Paulo Sérgio empatou, em lance todo do zagueiro Ronaldo Angelim, pela esquerda.

Enquanto isso, no Mineirão, contra 10 do Paraná Clube em quase todo o segundo tempo, o Cruzeiro, que saíra na frente com Guilherme, tomou a virada e virou, com Rômulo, sobre o time paranista, com Araújo e Guilherme mostrando que, entre tantos problemas na Toca da Raposa, sua dupla de atacantes é muito mais uma solução.

Mas a defesa...

Lauro tomou um primeiro gol por estar muito adiantado em cobrança de Joélson.

E o Cruzeiro achou de tomar mais três, dois do artilheiro Josiel aos 14 e 36, e outro de Everton, um minuto depois.

Com 10, repita-se, o Paraná Clube venceu por 4 a 3, sem contestação, embora o Cruzeiro tenha tido diversas oportunidades de marcar mais gols.

Com o que é o único líder do Brasileirão, com nove pontos em três jogos.

No Serra Dourada, entre verdes desesperados, o Goiás passou pelo Juventude: 3 a 1.

Não vi.

Se visse, certamente pioraria de gripe...

Por Juca Kfouri às 19h06

Os jogos da tarde

Um clássico horroroso no Morumbi.

Um 0 a 0 que também é nota do jogo.

São Paulo e Palmeiras jogaram para pouco mais de 20 mil torcedores, menos do que tinha ontem para Corinthians e Galo, outro 0 a 0 que, comparado com o do clássico, foi uma maravilha.

Sim, São Paulo e Palmeiras jogaram mal e porcamente.

Como a atuação do árbitro, um banana vestido de preto que deixou de expulsar Edmundo logo de cara, depois de uma falta criminosa em Miranda.

Na Arena da Baixada, o Santos surpreendeu o Furacão.

Entrou sem todos os titulares, mas mais equilibrado, o chamado misto quente.

E Rodrigo Tabata decretou a vitória, ainda no primeiro tempo, que só foi ameaçada no fim.

Ameaça que o Grêmio parece não ter sofrido, ao se aproveitar de um gol contra do Sport no comecinho do jogo, no Olímpico.

Santos e Grêmio vêm fortes para o jogão desta quarta-feira, assim como Fluminense e Figueirense.

Já no Aflitos, o Vasco ficou com 10 desde o princípio do primeiro tempo, abriu o placar com Morais, tomou a virada, mas ainda empatou com o mesmo Moraes e sustentou a igualdade com apenas nove jogadores.

Só Botafogo e Paraná Clube, que jogam daqui a pouco, podem permanecer 100%.

Por Juca Kfouri às 17h04

Fifa estabelece limites para jogos na altitude

Na reunião preparatória de hoje, em Zurique, para o 57o. Congresso da Fifa, ficou resolvido que não haverá mais jogos internacionais em locais acima de 2.500 metros do nível do mar, para proteger a saúde dos atletas.

Ou seja, La Paz, Cusco e Potosi, por exemplo, nunca mais.

Não houve, pelo menos até esta hora, segundo a página da Fifa na Internet, nenhuma decisão em relação a equiparar a Copa Rio de 1951 ao Mundial de Clubes, razão da presença da direção do Palmeiras na Suiça. 

Por Juca Kfouri às 12h09

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico