Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

09/06/2007

A mão de Deus não é desonesta

Por FERNANDO GRAZIANI

O argentino Messi marcou um gol de mão neste sábado, no empate diante do seu time, o Barcelona, diante do Espanyol, por 2 a 2, no Camp Nou.

O gol foi muito parecido com aquele marcado na Copa de 86 por Diego Maradona, diante da Inglaterra e que ele, para desviar a atenção, chamou de gol com a Mão de Deus.

Há dois meses, Messi já havia marcado um gol muito parecido com outro feito por seu ídolo na mesma Copa de 86, também contra a Inglaterra, quando driblou quase o time todo do Getafe.

Uma coincidência impressionante.

A confirmação do gol deste sábado - aos 43 minutos da primeira etapa - pelo árbitro revoltou os jogadores do Espanyol, que ficaram simplesmente desesperados com tamanha injustiça.

E não é por menos.

O lance foi muito claro e o árbitro estava bem colocado.

A imagem já circula o mundo e é absolutamente impossível não pensar na falta de ética do atleta.

Será que realmente é gostoso fazer um gol assim?

Será que o torcedor honesto e que gosta do bom espetáculo, curte comemorar um gol dessa maneira?

E os jogadores, curtem ainda mais ganhar com um gol irregular ou nem pensam nisso?

A vitória no esporte realmente vale acima de tudo, ludibriando adversários, sendo malandro?

Ou ser malandro é jogar honestamente e ganhar apenas pelo talento em campo?

Os atletas têm direito de fazer o que bem entendem, sem preocupação com a ética?

Ou o atleta deve ser o primeiro a ter cuidado em jogar limpo, para facilitar a vida dos árbitros e dar bom exemplo para os torcedores?

Infelizmente vivemos em um mundo onde o resultado é mais importante do que tudo e a honestidade e o respeito ficam em segundo plano.

"Os fins justificam os meios", bradam os que adoram levar vantagem em tudo.

Um pena, porque a mão de Deus não é desonesta, mas a mão do homem é.

Em tempo: A disputa pelo título do Campeonato Espanhol está espetacular.

Com o empate, o Barça - que levou o segundo gol de Tamudo aos 45 do segundo tempo (nada mais justo!) - chegou aos 73 pontos, mesmo número de pontos do Real Madrid, que empatou com o Zaragoza também por 2 a 2, marcando o tento de empate - com o holandês Van Nilsteroy, artilheiro da Liga com 25 gols, aos 45 da segunda etapa.

Falta apenas uma rodada para o fim da competição e com 71 pontos o Sevilla também tem remotas chances de ser campeão

Por Juca Kfouri às 22h01

Está no blog do Paulinho

A lista - uma vergonha

Era uma vez uma Seleção Brasileira que encantava e emocionava o povo com exibições mágicas, demonstrações explicitas de amor a camisa e patriotismo.

Era um tempo em que os atletas para merecerem o direito de vestir aquela sagrada camisa, seja ela a amarela, a azul ou até mesmo a fatídica branca, da copa de 1950, suavam sangue em seus respectivos clubes e, quando lembrados na convocação, reagiam como se fosse o maior prêmio que um ser humano poderia receber em sua vida.

A antiga CBD, que hoje é a nefasta CBF, nunca foi a mais transparente das entidades, claro que existiam convocações que sofriam pressões de federações, imprensa e até de torcedores, mas invariavelmente os convocados estavam entre os que apresentavam o melhor futebol no momento.

Os jogadores nunca foram os reais donos de seus respectivos narizes, sempre sofreram com a opressão à que a lei do passe os imputava, mas mesmo assim, quando convocados, serviam a seleção com o imenso prazer de estar ali.

Hoje, caros internautas, o quadro é bem diferente.

Os critérios técnicos, o fato de um jogador ser o melhor no momento, não é mais o fator principal que motiva a sua convocação.

A CBF prostituiu a Seleção Brasileira, e como tal ela vem sendo tratada por jogadores, clubes e principalmente pelos empresários da bola.

O treinador da seleção é escolhido por ter o perfil de conivência que a entidade precisa para que tude caminhe de acordo com os interesses que regem a entidade.

Os empresários influenciam diretamente na convocação de jogadores e utilizam um patrimonio do povo, que é a Seleção, como vitrine para que possam expor suas mercadorias (os jogadores), nem sempre de boa qualidade.

Os atletas, que obviamente conhecem todo o processo, não sentem mais a motivação de outrora porque sabem que tudo não passa de um balcão de negocios.

E o torcedor, pouco a pouco, vai se desapaixonando por uma equipe que já foi orgulho nacional, como um amor que vai se desgastando, que não suporta mais tanta ingratidão.

Por isso resolvi publicar a verdadeira lista de convocados para a Copa América.

Na lista vocês encontrarão o nome do jogador convocado, a equipe pela qual atuam, e o principal, o nome de seus respectivos empresários, que são, na verdade, seus verdadeiros donos.

Alguns deles com enorme influência na convocação de seus jogadores, como o empresário, Paulo Tonietto, que segundo apurei, é dono de quase todos os jogadores do Juventude, é o atual empresário de Naldo e Fernando, ambos com passagem pela equipe gaucha, e possui estreito relacionamento com o Barão de Munchausen, dono da entidade que rege o futebol brasileiro.

Descobri também que Tonietto e sua família são amigos pessoais do treinador da Seleção Dunga, que costuma, por vezes, até a pernoitar em sua residência.

Outro fato que me causou espanto foi descobrir que o jogador Gilberto Silva possui uma agência que empresaria jogadores, a GS Sports, embora o seu empresário, "oficialmente", seja Angelo Pimentel.

Bem vamos a lista completa de jogadores que foram para a vitrine.(entre parenteses estão os nomes de seus respectivos empresários).

Goleiros

Doni (goleiro) - Roma (Mario Mele)

Helton (goleiro) - Porto (Flavio Dias)

Laterais

Maicon - Internazionale ( Mario Rossi)

Daniel Alves - Sevilla ( José Rodrigues Baster)

Kleber - Santos ( Jordão dos Santos Correa - Pai)

Gilberto - Hertha Berlim ( Marcio Bittencourt)

Zagueiros

Alex Silva - São Paulo ( Juan Figger)

Alex - PSV ( Juan Figger)

Juan - Bayer Leverkusen ( Gilmar Rinaldi)

Naldo - Werder Bremen (Paulo Tonietto)

Meio-campistas

Gilberto Silva - Arsenal (Angelo Pimentel)

Josué - São Paulo (Omar Vasconcelos)

Fernando - Bordeaux ( Paulo Tonietto)

Mineiro - Hertha Berlim ( Oliveira Junior)

Anderson - Porto ( Carlos Leite)

Diego - Werder Bremen ( Djair Cunha - Pai)

Elano - Shakhtar Donetsk ( José Massih)

Zé Roberto - Santos ( Juan Figger)

Atacantes

Afonso - Heerenveen ( Roberto Tiburcio)

Fred - Lyon ( Rodrigo Chaves - irmão)

Robinho - Real Madrid ( Wagner Ribeiro)

Vagner Love - CSKA Moscou ( Dionísio Castro)

Agora a lista foi apresentada de maneira correta.

http://oblogdopaulinho.zip.net

 

Por Juca Kfouri às 20h15

O Vasco lidera

São Januário foi uma festa só.

André Dias foi derrubado na área e Romário fez de pênalti, aos 14, o primeiro gol do jogo, o primeiro dele, também, depois que festejou seus 1000 gols.

O mesmo André Dias, de cabeça, ampliou, escorando cruzamento de Abedi, aos 42.

Até aí o time reserva do Grêmio tentava equilibrar as coisas e, às vezes, conseguia.

Mas, aos 46, desmoronou de vez.

Porque o velho Romário reapareceu com toda a facilidade que sempre teve para ser decisivo na grande área e, de virada, fez 3 a 0.

O intervalo teve mais de uma hora, porque faltou luz.

E o jogo voltou sem condições, por pressão de Eurico Miranda, aceita pelo banana do árbitro.

Aos 20, Abedi, o melhor em campo, fez 4 a 0.

O Vasco dorme líder e deve acordar líder não só neste domingo, mas, também, na segunda-feira.

Algo que só não acontecerá se o Corinthians derrotar o América, no Machadão, por quatro gols de diferença, coisa mais que improvável.

Por Juca Kfouri às 19h51

Palmeiras x Botafogo: ninguém ganhou por pouco

Sem Martinez e Edmundo, mais técnicos, mas com um time mais marcador, o Palmeiras não permitiu aquilo que o Botafogo tem de melhor: seu toque de bola.

E o alvinegro foi incapaz de armar uma só jogada em todo o primeiro tempo.

Resultado: um jogo nada agradável de se ver, apenas guerreado.

O gol saiu em cobrança de falta.

E que cobrança!

Paulo Sérgio pôs o Palmeiras na frente aos 34 minutos, para alegria de um Palestra Itália quase lotado, com mais de 21 mil torcedores.

Era justo.

O Palmeiras voltou melhor no segundo tempo, em busca do segundo gol.

Luciano Almeida deu uma entrada criminosa em Florentín e não recebeu nem cartão amarelo.

O Palmeiras tinha o domínio do jogo e quase não corria riscos.

Mas Cuca mexeu e mexeu e mexeu no time, para tentar ganhar o meio de campo.

Botou André Lima no lugar de Thiago Marin, no intervalo, Diguinho no de Adriano Felício e Alessando no de Túlio, no correr do segundo tempo.

E conseguiu melhorar o Botafogo, ainda mais que o Palmeiras tinha perdido William, machucado, e Alex Afonso não entrou bem no jogo.

Aos 28, em cobrança de escanteio, André Lima apareceu livre para empatar.

Não era inteiramente justo, mas não chegava a ser injusto.

Cristiano, que substituíra Florentín, no entanto, perdeu gol feito, ao permitir que Júlio César tomasse a bola dele como se toma doce de criança.

Aparentemente feliz com a manutenção da invencibilidade, o Botafogo voltou a ceder terreno e o Palmeiras esteve por três vezes perto de desempatar.

E, aos 47, Dodô perdeu um gol incrível.

Placar justo?

Injusto?

Nem uma coisa nem outra.

Só futebol, que no segundo tempo apareceu.

Por Juca Kfouri às 19h06

Oito gols no Recife!

O Náutico achou que podia agredir o Paraná Clube o quanto quisesse que não haveria reação dos visitantes no estádio dos Aflitos.

Quando acordou, perdia de 3 a 0 com 16 minutos do primeiro tempo.

Isso mesmo!

Em três contra-ataques fulminantes, o time do técnico Pintado pintou a goleada, com Neguete, aos 10, Vandinho, aos 12, e Josiel, aos 16.

Menos mal, para os pernambucanos, que Marcel diminuiu, aos 28, o que deu um certo alento para o segundo tempo.

Alento que virou certeza quando, aos 2 minutos, Felipe diminuiu.

Aflitos e esperançosos, os torcedores passaram a empurrar o Naútico em busca do empate.

Mas, aos 14, a defesa saiu jogando errado e o artilheiro Josiel, frio como gelo, fez 4 a 2, seu sétimo gol no Brasileirão.

Parecia tudo perdido para os pernambucanos.

Só parecia.

Porque aos 36 (de pênalti, infantil) e aos 38 brilhou a estrela do uruguaio Acosta, disposto a fazer história para o bem e para o mal, pois, aos 43, parou um contra-ataque na porrada e foi expulso.

O empate não era, em tese, bom para ninguém.

Mas acabou sendo sensacional.

Por Juca Kfouri às 19h04

A artilharia e o teatro da guerra

Por MARCELO TORRES

Este 10 de junho, domingo (dia de futebol), celebra a Artilharia.

Mas esta artilharia comemorada num dia 10 não é por causa de artilheiros que traziam um 10 nas costas – Pelé, Zico, Maradona, Roberto Dinamite.

O Dia da Artilharia é comemorado em 10 de junho em homenagem ao marechal-de-exército Emílio Mallet, que nasceu na França num 10 de junho e é o Patrono da Artilharia Brasileira.

Artilharia remete a canhões, mísseis, foguetes, ataque, batalha, guerra... Palavras que evocam guerra, violência.

Neste domingo 10, Dia da Artilharia, eu vou mostrar pra vocês que o futebol, antes de ser metáfora da vida, é um teatro da guerra. Nas Oropas, França e Bahia.

Não é à toa que esse tal de futebol é um esporte que se faz com os pés e se desfaz com as mãos.

Com palco, atores, cenas, público, ingresso e bilheteria, uma partida de futebol é um espetáculo. E é um espetáculo cuja cena de abertura é chamada pontapé inicial. Ou seja, é um espetáculo que começa com um pontapé.

Que coisa mais emblemática! E olha que, ao pé da letra, não é lá um pontapééééé. É um passe curto, fino, singelo. É um toquezinho de um atleta pra outro, na Grande Lua, no círculo central do palco, onde só eles dois podem ficar naquele instante sublime.

Por que aquela cena não é denominada abertura? Por que não chamar toque inicial? Ou primeiro ato. Ou ato inicial. Por que tem que ser pontapé? [E ainda chamam autoridades, artistas e celebridades para darem pontapé inicial.]

Se o o toque inaugural, mesmo sendo leve e singelo, carrega essa carga semântica negativa, toda essa simbologia de violência, o que esperar de outros atos e fatos, outros lances e nuances do universo do futebol? O quê?

O futebol já traz a violência na sua natureza. "Esporte de contato físico", dizem. O futebol é pau que nasceu torto. Um produto que já vem com defeito de fabricação, com pecados originais.

Desde a infância, quando tomava pancada, você ouvia os batedores proclamarem a lei dos mais violentos: "Futebol não é pra moça". Até hoje, dentro de campo, eles estufam o peito e decretam: "Futebol é pra macho!"

Dia desse, quando foi supostamente prejudicado por uma mulher na arbitragem, quem disse isso foi o dono do Ibope e cartola do Botafogo, clube patrocinado pela Petrobras, ou seja, não só os machos patrocinam o Botafogo, mas todos os brasileiros, "machos" ou não.

Se, com os pés, atletas dão chutes, chutões, petardos, pontapés, pancadas, canhões e pauladas, com a boca cospem a torto e a direito e xingam juiz, assistente, adversário e até mesmo companheiro.

No cotidiano da bola, nós ficamos com boca torta pelo cachimbo da violência verbal. Acostumados, conformados, resignados, fazemos ouvidos moucos a cânticos de guerra, xingamentos, palavrões, racismo, preconceito, discriminação.

"Futebol é assim mesmo!", dizemos ou pensamos todos, em meio às hostilidades nossas de cada dia. Achamos normais – "coisa do futebol" – as trocas de "gentilezas" entre atletas ou torcedores. "Corno", "viado", "filadap...", "vá tomar no..."

O que esperar de um esporte em que isso tudo é permitido? O quê? Ética? Respeito? Honestidade? Transparência? Como esperar a paz num ambiente em que tudo isso é aceito como "normal"? E quem é que quer a paz no meio desse tiroteio?

No campo, se pés e bocas são armas de guerra, as mãos gentis não ficam atrás. As mãos bobas agarram, prendem, bolinam, dão tapas, socos, gravatas – mesmo que depois se benzam e apontem o dedo indicador para os céus na comemoração do gol.

Boleiros, treinadores, torcedores e cronistas esportivos já andam armados com o palavreado bélico do futebol: retranca, time defensivo, time ofensivo, time agressivo. E ela, a violência, se sentindo a dona do pedaço, toda onipresente, onipotente.

Até a regra do futebol traz expressões que evocam violência. Tem tiro livre, tiro livre direto, tiro livre indireto, tiro de meta, tiro de canto... Com tantos tiros, só pode ser um tiroteio. Artilharia pesada [nas palavras, que não são pesadas].

O palavreado de guerra é mesmo num gigantesco arsenal: chutador, atirador, ponta-de-lança, artilheiro, armador, matador, duelo, confronto direto e, a expressão maior da violência, "mata-mata".

Gente, acorda! Atos, fatos, cenas, enredos, papéis, palcos, platéias, personagens... tudo, tudo, tudo no teatro da bola gira em torno de um cenário de guerra, violência, combate, batalha. É ou não é?

Vejam o estádio ou o entorno! É uma zona de conflitos. Uma Faixa de Gaza. Duas equipes, duas torcidas, dois exércitos de apaixonados, cegos, fanáticos. Exércitos que têm comandantes e comandados, táticas e técnicas, hinos e bandeiras, escudos e uniformes, heróis e violões.

O palco, o campo de jogo, tem simbologia de uma arena de gladiadores. Não por acaso às vezes é chamado campo de batalha . Praça esportiva não raro é praça de guerra.

O papel principal desse filme violento é destinado ao artilheiro, orgulhosamente intitulado de herói, ídolo, matador. Já viram que não se fala mais em goleador? Agora, toda honra e toda a glória para ele, o matador.

No futebol, a morte não causa mais espanto. Tem gente matando gente por causa do futebol. Em maio, na cidade de Imbé, interior gaúcho, uma mulher gremista matou o marido colorado a facadas, depois de apanhar, após o jogo São Paulo X Grêmio.

Paixão cega, faca amolada.

Nossos ídolos não são os mesmos. O do futebol é o "matador". O do vôlei é o "maior pontuador". O do basquete é o "cestinha". Aliás, nosso ídolo maior no basquete é Oscar, cujo apelido é "Mão Santa".

Pelé, o rei do futebol, imortalizou o soco no ar em comemoração de gol. Um soco no ar não deixa de ser um soco. Outro rei, Reinaldo, preferia erguer o braço em protesto solitário, consciente, simbólico, pacífico.

Atos e palavras de rei são carregados de simbologia.

E as torcidas? Ah, essas são exércitos autodenominados de loucos e fanáticos. Em BH existe a Galoucura. Em Recife tem a Fanáuticos. Em Salvador, a Tricoloucos. E mais: Mancha, Facção, Comando, Gangue, Falange, Fúria...

Elas têm cânticos de guerra, seus integrantes andam com bombas de fabricação caseira ou com armas de fogo, seus símbolos não raros são caveiras. Pequenos grandes exércitos preparados para guerrear contra torcedores rivais, em batalhas de loucos e insanos.

Você pode achar que nunca joguei bola ou que odeio o futebol. Não. Sou torcedor, vou aos estádios, assisto aos jogos pela tevê, fico de cabeça inchada quando meu time perde.

Escrevi este texto apenas para provocar. Provocar, não o adversário. Provocar reflexão. No campo das idéias. Na grande área do pensar. O futebol é a metáfora de uma guerra real e fictícia. O futebol traz o cheiro e a cor da violência, seja dentro, seja fora dos gramados. O futebol é uma cachaça, uma loucura.

No futebol, embora exista meio de campo, não existe meio-termo: ou você o ama, ou você o odeia. E, apesar de tudo isso que escrevi, eu amo esse tal de futebol.

*Marcelo Torres é jornalista e pós-graduado em Jornalismo Literário

Por Juca Kfouri às 23h01

08/06/2007

Fortaleza dá as cartas

Num clássico repleto de alternativas e com o Castelão transbordando de gente (mais de 31 mil torcedores) e sob chuva forte, o Fortaleza ganhou do Ceará, 1 a 0, gol de Bruno Mezenga, aos 14 do segundo tempo.

Com o que o Fortaleza assumiu a liderança isolada da Série B, com 12 pontos.

O Coritiba obteve também uma vitória importante, em Belém, ao derrotar o Remo por 2 a 1 e atingir o terceiro lugar, com nove pontos.

Já o Ituano, em casa, obteve sua primeira vitória, de virada, sobre a Portuguesa, por 2 a 1.

O time de Itu continua entre os quatro últimos e a Lusa, também com apenas três pontos em cinco jogos, ocupa o 16o. lugar.

O Remo é o antepenúltimo e o Ceará está em 10o. lugar.

Por Juca Kfouri às 21h28

Adeus, Zé Roberto

Como estava previsto, Zé Roberto acaba de se desligar do Santos e da Seleção Brasileira.

Volta para a Alemanha, para o Bayern Munique.

Será criticado pelos pachecos e bonifácios patriotas, que cobram dos outros aquilo que não deram, não dão, não darão nem dariam para o país e são incapazes, hipocritamente, de se pôr no lugar dos outros.

Zé Roberto voltou ao Brasil depois de quase uma década ausente, viu, venceu e não gostou.

Reencontrou um país mais miserável do que havia deixado e mais inseguro.

Resolveu encerrar a carreira em paz, com sua família, na civilizada Munique.

Por seis meses, foi o melhor jogador em atividade no Brasil e ídolo dos santistas.

Deixará saudades, mais do que quando foi embora pela primeira vez, mas deixa, também, uma lição e uma reflexão.

A lição: a CBF começa a colher o que plantou.

Sua seleção que virou grife de exportação e cortou os vínculos com o torcedor brasileiro, é vista hoje como vitrine por alguns, como Afonso, e como algo passível de ser rejeitado por outros, com a vida feita, realizados, como Zé Roberto e, em menor grau, Kaká e Ronaldinho.

A reflexão: que país estamos construindo que nossos ídolos reencontram para rejeitar?

Por Juca Kfouri às 17h57

Vem aí a 5o. rodada do Brasileirão

Um grande jogo no sábado, às 18h10, entre Palmeiras e Botafogo, o time que joga o futebol mais agradável de se ver no país.

Desconfiados pelo último insucesso, resta saber se os palmeirenses irão ao Palestra Itália como o jogo merece, oportunidade rara, mesmo com desfalques sérios, de os paulistas acabarem com a invencibilidade e até com a liderança carioca.

Oportunidade rara sim, mas missão para lá de difícil.

Quem corre poucos riscos de perder a invencibilidade é o Vasco, que recebe o Grêmio, também às 18h10, em São Januário.

Sempre, no entanto, sem perder de vista o respeito que o Grêmio merece, entre outras coisas porque costuma se dar bem no Rio, mesmo que só esteja pensando em Buenos Aires.

E finalmente, no mesmo sábado e no mesmo horário, o Náutico joga cartada decisiva em termos de mostrar até onde pode ir neste Brasileirão, ao pegar o bom Paraná Clube, no Estádio dos Aflitos.

Dos jogos dominicais, ainda às 18h10, o entre Inter e Santos, no Beira-Rio, é o que chama mais a atenção.

O Inter tem tudo para confirmar sua recuperação, embora possa estar meio de ressaca pela festiva conquista da Recopa.

Há, também, a dúvida sobre o tamanho do trauma do Santos pela desclassificação na Libertadores e pela perspectiva de ver seu time desmontado pelos europeus.

Também às 18h10, no Morumbi, o irregular São Paulo terá o combativo Galo pela frente, em jogo perigoso.

E, ainda às 18h10, Cruzeiro e Juventude, no Mineirão, ótima chance de os mineiros somarem mais três pontos e tirarem a cabeça da crise.

Os demais quatro jogos são todos às 16h.

Em Natal, com casa certamente cheia, o América pega o Corinthians, numa parada indigesta para os potiguares e bom degrau para os paulistas manterem sua boa campanha até aqui.

O eufórico Fluminense enfrenta o Sport, que não tem dado sorte na ordem dos jogos que a tabela lhe destinou, porque provavelmente se verá diante de um Maracanã magnetizado pela conquista tricolor.

Em Floripa, o Figueirense, deprimido (?), tem o ambicioso Flamengo pela frente e terá de mostrar muito poder de reação.

Atlético Paranaense e Goiás fecham a rodada, na Arena da Baixada, com o Furacão na situação de franco favorito.

Por Juca Kfouri às 13h48

Inter e Boca atrapalham o sono gremista

Os gremistas que foram dormir justamente eufóricos de quarta para quinta-feira, passaram a noite de ontem para hoje menos confortáveis.

Principalmente por causa do barulho da torcida do Inter.

Os colorados festejaram a conquista da Recopa Sul-Americana, depois de vencerem os mexicanos do Pachuca, no Beira-Rio lotado, por categóricos 4 a 0.

Barulho do adversário figadal e frustração, porque os gremistas eram mexicanos desde criancinhas.

Mas não foram só o barulho e a frustração que atrapalharam o sono tricolor.

Havia ainda uma compreensível preocupação.

E que ontem foi definido também o adversário do Grêmio na final da Libertadores.

E será o poderoso Boca Juniors, que atropelou o colombiano Cúcuta, na Bombonera, com implacáveis 3 a 0.

O primeiro jogo será no meio da semana que vem, dia 13, em Buenos Aires, na Bombonera.

E o segundo no Olímpico, no dia 20 deste mês.

O Grêmio terá mais um obstáculo e tanto para chegar ao tricampeonato da Libertadores.

Porque o Boca busca simplesmente o hexacampeonato.

Serão 15 dias de pura tensão para os gremistas.

Que, tomara, depois poderão dormir o sono dos justos, já sonhando com o bicampeonato mundial, no Japão, em dezembro.

Por Juca Kfouri às 23h13

A terceira coroa colorada!

Campeão da Libertadores, campeão mundial e campeão da Recopa Sul-Americana.

Empurrado pela massa colorada que lotou o Beira-Rio, o Inter saiu com tudo para cima do Pachuca.

E criou chances de gol e deu a impressão que não demoraria a fazer 1 a 0.

Mas foi só uma impressão inicial.

Frio, o Pachuca pôs a bola no chão e começou a se aproveitar da ausência da boa cabeça de Fernandão no meio de campo colorado, que pouco criava.

Assim foi até os 29 minutos, quando Iarley irrompeu pelo meio da área mexicana e acabou abalroado por um zagueiro adversário.

O árbitro argentino marcou o pênalti e Alex bateu para fazer o gol que garantia a Recopa, a Tríplice Coroa.

O alento para fazer de 2007 um ano ainda inesquecível no bom sentido.

E, corretamente, o Inter não recuou para garantir o resultado.

Ao contrário, retomou inteiramente o comando do jogo e esteve perto de ampliar ainda no primeiro tempo, principalmente em dois lances seguidos com Alexandre Pato.

E mesmo com o Pachuca voltando com uma formação mais ofensiva para o segundo tempo, foi o Inter, com Pinga, de fora da área, aos 4 minutos, quem fez mais um gol.

E fez outro aos 19, este um golaço, do menino diferente, Alexandre Pato, perfeito da matada para começar o arranque, passando pela pedalada e finalizando com o arremate indefensável.

O Inter vivia uma noite de Inter, como no ano passado.

E se se dava bem com uma bola, com duas, então, virou goleada.

Aos 31 minutos, Pinga avançou pela direita e cruzou a bola que estava em seus pés.

Paradinha, na altura da pequena área, uma outra bola, intrusa, observava a cena, impávida.

E o zagueiro mexicano Mosquera, não teve dúvida: meteu a bola em jogo para dentro do próprio gol: 4 a 0!

Os mexicanos perdiam o rumo de casa e a cabeça, ao abrir a caixa de ferramentas e ter um jogador expulso, aos 35.

Aplaudidíssimo, Pinga cedeu seu lugar a Perdigão.

Por pouco, Pato não fez o quinto, aos 41.

Uma festa, uma linda festa no campo e nas arquibancadas (com mais de 51 mil torcedores), daquelas vitórias de lavar a alma, para recuperar a auto-estima.

Se o Rio Grande do Sul acordou azul no feriado da quinta-feira, foi dormir vermelho já na madrugada da sexta-feira.

E Porto Alegre voltou a ser a capital do futebol brasileiro. 

Por Juca Kfouri às 23h12

07/06/2007

É o Boca!

Grêmio e Boca Juniors vão decidir a Libertadores-2007.

Os argentinos acabam de fazer uma partida impecável na Bombonera tomada por uma neblina terrível, que retardou o começo do jogo em quase uma hora e o interrompeu no segundo tempo.

Mas Riquelme, no finzinho do primeiro tempo, havia feito o gol, de falta, que o Boca buscara desde o início e o Cúcuta, sabe Deus como, conseguiu evitar.

Tudo que os colombianos tinham conseguido foi uma falta cobrada no travessão xeneize.

Mas, movidos pelo gol inicial, os portenhos partiram para cima com tudo no segundo tempo, fizeram o segundo gol mal anulado por impedimento inexistente e nem assim desanimaram.

Palermo fez 2 a 0 ao seu estilo, gol que garantia a classificação.

Mesmo assim o Boca permaneceu na pressão e ainda, com Battaglia, conseguiu o terceiro tento.

Grêmio e Boca!

Que decisão!

Os brasileiros em busca do tri.

Os argentinos em busca do hexa, eles que quatro vezes decidiram com brasileiros e venceram em, 1977, o Cruzeiro, em 2000, o Palmeiras e, em 2003, o Santos, para quem perderam a decisão de 1963.

Por Juca Kfouri às 21h11

Fifa de cara nova

A Fifa está de cara nova na Internet.

E em sua nova página só se refere aos três mundiais de clubes que ela mesmo organizou: em 2000, 2005 e 2006.

A Fifa adora uma polêmica.

http://es.fifa.com/tournaments/archive/tournament=107/index.html

Por Juca Kfouri às 17h13

Olho na Bombonera

Boca Junior e Cúcuta jogam às 19h15 para definir quem pega o Grêmio na final da Libertadores.

Dizem que quem quer ser campeão não escolhe adversário.

Tá bom.

Mas é mentira.

Escolhe sim.

O que é verdade é que, hoje, está difícil escolher o que será menos difícil para o time brasileiro em busca do tri.

O Cúcuta é mais técnico que o Boca e escapou ileso das duas partidas que fez contra o Grêmio, ao vencer em casa e empatar no Olímpico.

O Boca tem muito mais camisa, tradição e respaldo popular.

E tem Riquelme.

Só que, ao contrário dos paulistas e cariocas e mineiros, por exempo, os gaúchos não têm aquele temor reverencial pela Bombonera. 

O Boca precisa vencer por 2 a 0, algo absolutamente possível.

O Cúcuta, vítima de um crime de um treinador brasileiro que dirige a seleção do Panamá, não terá seu goleador Blás Pérez, não liberado por Alexandre Guimarães.

Sei não, entre Cúcuta e Boca fico com o...Grêmio.

Mas, com a ressalva: seja quem for o adversário, o tricolor gaúcho terá que jogar como só jogou uma vez fora de casa nesta Libertadores, exatamente na estréia, em Assunção, diante do Cerro Porteño.

Por Juca Kfouri às 12h35

Olhos no Beira-Rio

Ninguém dá muita pelota para a Recopa Sul-Americana.

Mas o Inter e sua gente dão.

É o que importa.

E é o que importa pelo que pode significar na recuperação colorada neste 2007 de tamanho anticlímax.

Uma vitória hoje, às 21h45, não só significará a conquista de uma taça que um dia haverá de ser mais valorizada como, e principalmente, valerá por superar um time respeitável, como o Pachuca.

Olhos no Beira-Rio, portanto.

Por Juca Kfouri às 12h26

Desculpa aí, Mano

 

Por FELIPE  SANTOS

Me lembro perfeitamente, mano, de quando eu soube de tua chegada ao Grêmio, em 2005, substituindo Hugo de Leon, o soberano Capitão América do primeiro título gremista de Libertadores, em 1983.

Pensei com meus botões, presunçoso:

"Ih, o Grêmio está, definitivamente, se apequenando. É mais um Nestor Simionatto."

Nestor Simionatto, para quem não se lembra, era um técnico que o Grêmio usou na péssima campanha do Brasileirão-2003, vindo do interior gaúcho, que conseguiu piorar o que já estava ruim, tendo sido demitido após poucos jogos no comando tricolor.

E aí, mano, tu chegaste.

Vindo do Caxias, tal qual o Tite, que já dera certo no Olímpico.

Vieste para ajudar o time a passar pelas agruras da Série B, em 2005.

Mas eu não acreditava em ti.

Como apaixonado por futebol, achava até que tu ias piorar ainda mais a situação do clube da Azenha.

Ou, na melhor das hipóteses, que tu ias ajudar o Grêmio a suportar um ano na Segunda Divisão, para, quem sabe, subir em 2006, mas já com outro técnico, mais respeitável.

E aí, tu começaste a trabalhar.

Ajudou o Imortal a passar pela primeira fase.

E, depois, pelo primeiro quadrangular.

Tu te mantiveste calmo, mesmo naquele empate contra a Portuguesa, no Olímpico, em que teus comandados tiveram de anular uma vantagem dos lusos paulistas, de 2 a 0.

E, depois, os Aflitos.

Ah, os Aflitos...nem vou falar daquele jogo.

Tudo já foi dito sobre ele.

Inclusive que tudo já foi dito sobre ele.

Aí, tu já me parecias um cara capaz, aos meus olhos.

Mas não era o bastante.

Tu precisavas provar que era técnico para agüentar uma Série A.

E tu provaste.

Mais; tu provaste que era, sim, técnico suficiente para levar o time à Libertadores.

Mas tudo na maciota, sempre calado, como se soubesses que certas análises injustas só merecem o silêncio e alguns resultados como resposta.

Foste até para a Inglaterra, humilde, para aprender mais e mais.

Voltou, sem fazer alarde, sem te auto-propagandear.

Aí, teu time começou impiedoso no Gauchão deste ano.

Só que, na primeira partida da semifinal, foi desafiado pelo Caxias, que enfiou 3 a 0.

Mas tu já sabias do que teu time era capaz.

E tua torcida também.

E o 4 a 0 veio.

E, depois, o título estadual.

Mas quem se contenta com o Ruralito quando há uma Libertadores à espera ?

E tu foste progredindo, junto de teu time.

Provaste que nada era desafiador o bastante para amedrontar o Grêmio.

Oitavas, quartas, semifinal contra o Santos.

"Ah, agora já é demais", pensei.

É demais, realmente.

É demais ver a aplicação dos teus atletas !

É demais te ver calmo, quieto, sem muito alarde, levando o Grêmio de volta ao lugar em que ele deve estar.

Pois bem, Mano, não precisa provar mais nada a ninguém.

Tu és técnico bom, sim.

E mereces aplausos, independente de ganhar ou perder, seja contra o Cúcuta, seja contra o Boca.

O que tu fizeste merece mil avalanches da torcida gremista em tributo a ti.

Desculpa aí, Mano. Nunca mais duvido de ti.

Abraços, Mano.

Abraços de um paulista apaixonado pela Porto Alegre em que trabalhas – tenho família por estas plagas aí – e que, confessa, mesmo sendo corintiano, ter torcido muito pelo título gremista no Brasileirão-96.

Tanto que, passando o Natal daquele ano aí em PoA, até comprou camisa e gorrinho de Papai Noel com as cores do Grêmio, entusiasmado que ficara com aquele gol do Aílton.

Por Juca Kfouri às 00h46

6 de junho de 2007: uma noite tricolor

O Santos podia, tanto que quase conseguiu.

Mas quem chegou à final da Libertadores, foi o Grêmio, que tanto podia que pôde.

Podia a tal ponto que quase conseguiu a vaga no primeiro jogo.

Quase.

Como o Santos quase conseguiu no segundo.

Quase.

Se o tricolor gaúcho quase conseguiu no Olímpico, na Vila Belmiro acabou por conseguir graças a um golaço de Diego Souza, que deu o conforto de poder tomar três gols em Santos.

Tomou três e agora espera para saber, hoje à noite, se seu adversário na final será o Boca Juniors ou o Cúcuta.

Já o Fluminense também podia.

Tanto podia que pôde.

Ganhou do Figueirense, em Florianópolis, e manteve a escrita de fazer o resultado na segunda partida e fora de casa.

Marcou 1 a 0 logo de cara, com o zagueiro Roger, e segurou o resultado até o fim.

Com o que  ganhou sua primeira Copa do Brasil, seu segundo título nacional, 23 anos depois de ter sido campeão brasileiro, em 1984.

O Figueirense também podia, mas não poderia ter perdido sua primeira partida em casa na Copa do Brasil.

A camisa do tricolor carioca falou mais alto.

Por Juca Kfouri às 23h17

06/06/2007

A Copa do Brasil é do Fluminense!

O Fluminense tirou a vantagem do Figueirense nem bem o jogo começou.

Aos 3 minutos, o zagueiro Roger, aproveitando-se de uma falha de marcação dos catarinenses, fez um gol como se fosse um atacante refinado, matando no peito e fuzilando os donos da casa.

Daí por diante, o Figueira até teve mais a bola, mas dava claros sinais de sentir o peso da decisão.

E o Flu esteve mais perto de fazer o segundo gol, uma vez com Arouca e, um pouco antes, numa bola roubada por Carlos Alberto mas mal passada por ele mesmo para quem vinha de trás.

O segundo tempo começou com o Figueirense a todo vapor.

Mas foi Alex Dias quem teve a melhor chance de gol, aos 9.

E o Flu só fazia se defender.

Fernando Henrique trabalhava mais que em oito anos de mandato.

Defendia um título nacional que não comemorava desde 1984, sob o comando de Carlos Alberto Parreira.

Renato Gaúcho ganhou seu primeiro título.

Mário Sérgio segue virgem.

Por Juca Kfouri às 22h41

Que venha o Boca ou o Cúcuta, tchê!

O jogo na Vila Belmiro ainda estava na chamada fase de estudos, com cada time analisando como o outro viria, quando, aos 3 minutos, em bela triangulação pela direita do ataque santista, o goleiro argentino Saja, do Grêmio, fez um golaço, ao defender chute à queima-roupa de Renatinho.

Um gol paulista ali e a Vila se incendiaria.

Mas foram os gaúchos, 20 minutos depois, com Diego Souza, de fora da área, num canhão sensacional, que abriram o marcador.

O Grêmio estava próximo, muito próximo da final da Libertadores.

O Santos precisaria de quatro gols.

E tomou o domínio do jogo, mas sem ameaçar a meta gremista.

O menino Carlos Eduardo se machucou e Mano menezes pôs Ramon em seu lugar.

Aquele gol que Renatinho não fez no começo do primeiro tempo, no entanto, ele fez no fim, o que mantinha acesa, a esperança santista.

Era preciso acreditar.

E o Santos e sua gente acreditavam.

O Grêmio voltou jogando inteligentemente no segundo tempo.

Para não permitir que o Santos o acuasse, como seria de se esperar, tratou de botar pressão na defesa santista.

Aos 10, Pedrinho saiu para entrar Moraes, o talismã do Campeonato Paulista.

Era o Santos como tinha de ser, na base do tudo ou nada.

E queimando todas as caravelas, tanto que aos 15 saiu o lateral Alessandro para entrar Rodrigo Tabata.

Imediatamente, Renatinho aproveitou-se de uma confusão entre Patrício e Saja e virou o placar: 2 a 1.

O Santos teria mais de meia hora para buscar dois gols.

Sim, a Vila pegava fogo e Lucas entrava no lugar do centroavante Douglas.

Era ataque contra defesa.

E fosse o que Deus quisesse.

Aos 26, quando o Grêmio estava melhor outra vez, Jonas entrou no lugar do menino Renatinho, cansado.

Zé Roberto aparecia em todo canto do campo, e Diego Souza, Tcheco e Sandro Goiano, lembravam os Três Mosqueteiros.

E, aos 31, da entrada da área, Zé Roberto fez o terceiro.

O Santos tinha mais de 15 minutos por um gol, um gol que seria histórico.

Edmílson entrou no lugar de Tcheco aos 36.

Defender, defender, defender, o tricolor só pensava nisso.

Atacar, atacar, atacar, o Santos só fazia isso.

O Santos não merecia ser eliminado.

Nem o Grêmio.

Mas um sempre perde.

E foi a vez do Santos, em pé.

De cabeça mais que erguida.

Algo que Vanderlei Luxemburgo deveria realçar, até pela parte que lhe coube na reação formidável de seu time, em vez de cometer a insanidade de reclamar do gol gremista, legalíssimo.

(Bem ele, que diz que não reclama mais de arbitragens...).

Do Estádio dos Aflitos, no fim de 2005, à Vila Belmiro, em meados de 2007, o Grêmio saiu do inferno para o paraíso.

Da Segunda Divisão à final da Libertadores, em busca de um tricampeonato que é cada vez mais possível, seja diante do Boca Juniors, seja diante do Cúcuta, decisão no Olímpico, o palco da imortalidade.

Mas o Grêmio precisa jogar melhor fora de casa.

Porque não há coração tricolor que agüente! 

Por Juca Kfouri às 22h39

Dunga teimoso

Dunga resolveu adotar uma postura perigosa: a do compromisso com o erro, em nome da coerência.

Não é possível, por exemplo, que ele tenha ficado satisfeito com o tosco desempenho de Afonso.

Mas como o inventou, o manteve.

Como manteve Alex Silva, embora ele não tenha jogado.

Os dois goleiros estão longe de inspirar confiança, embora não se possa dizer que tenham ido mal quando testados.

E Anderson é boa aposta.

Mas Dunga parece disposto a trilhar o caminho da teimosia, o que, diga-se a favor dele, não chega a ser inédito, ao contrário.

Além de se dar ao luxo de alardear uma independência que não tem.

Ontem, por exemplo, depois da pífia exibição diante da Turquia, fez ironia com os que disseram que ele estava obrigado a escalar Ronaldinho e Kaká, ao argumentar que os deixou no banco em Dortmund.

Ora, o que se disse, e se comprovou, foi exatamente o contrário: foi dito que ele teria que escalá-los no jogo de Wembley e que se vingaria da exigência no jogo seguinte.

Dito e feito.

Eis a lista:

GOLEIROS

Helton (Porto-POR)
Doni (Roma-ITA)

LATERAIS

Maicon (Internazionale-ITA)
Daniel Alves (Sevilla-ESP)
Gilberto (Hertha Berlim-ALE)
Kleber (Santos)

ZAGUEIROS

Juan (Bayer Leverkusen-ALE)
Naldo (Werder Bremen-ALE)
Alex (PSV Eindhoven-HOL)
Alex Silva (São Paulo)

MEIO-CAMPO

Gilberto Silva (Arsenal-ING)
Mineiro (Hertha Berlim-ALE)
Josué (São Paulo)
Fernando (Bordeaux-FRA)
Elano (Shakhtar Donetsk-UCR)
Diego (Werder Bremen-ALE)
Zé Roberto (Santos)
Anderson (Manchester United-ING)

ATACANTES

Fred (Lyon-FRA)
Robinho (Real Madrid-ESP)
Vágner Love (CSKA Moscou-RUS)
Afonso (Heerenveen-HOL)

Por Juca Kfouri às 10h26

Duas decisões, nenhuma aposta

Se alguém me pedir que eu aposte nos dois jogos decisivos desta quarta-feira, a resposta será:

"Eu passo. Não aposto em ninguém."

Mas se alguém exigir que eu aposte, como se fosse uma intimação, minha resposta ainda será:

"Não gasto um tostão em nenhum resultado."

No entanto, se não me deixarem não apostar, então, sem certezas, cravarei que os times do sul se sairão melhor.

Sim, nestas condições, e só nestas, obrigado a dar um palpite, apostaria que o Grêmio será finalista da Libertadores e que o Figueirense será o campeão da Copa do Brasil.

Porque o Grêmio sabe defender um resultado e tem tanta camisa quanto o Santos.

E porque o Figueirense ganhou todas que jogou em casa nesta Copa do Brasil e ficará com a taça mesmo que empate sem gols.

Mas que o Santos pode virar e o Fluminense pode mais uma vez fazer fora de casa o que não fez dentro é quase tão possível como as incertezas anteriores.

Por isso, o melhor é não apostar mesmo.

E não perder nenhum dos 180 minutos, em Santos e Florianópolis, em dois jogos como ainda não tivemos nesta temporada de 2007.

E que vençam os melhores.

Na bola, sem apito e sem violência.

Por Juca Kfouri às 23h04

05/06/2007

Fifa, uma grande família

Por EZEQUIEL FERNÁNDEZ MOORES

La Nacion, Argentina

 

Asumió como presidente en 1998, en lugar de su querido Joao Havelange, y ganó en elección apretada, 111 votos contra 80 del sueco Lennart Johansson. En la votación siguiente, en 2002, fue reelegido por goleada: 139 a 56 contra el camerunés Issa Hayatou. Y este jueves en Zurich ya ni siquiera hubo que votar. Los 207 delegados del Congreso lo reeligieron por aclamación. El presidente de la FIFA, Joseph Blatter, está hoy más poderoso que nunca.

A Johansson le aplicó el definitivo golpe de nocaut cuando Michel Platini, su delfín, lo desplazó este año como nuevo presidente de la UEFA. Hayatou fue silenciado con la presidencia del Comité Organizador del Mundial de Sudáfrica 2010. Y ya había despedido en 2002 a su más fuerte acusador, su ex mano derecha Michel Zen Ruffinen, que lo había denunciado por 21 cargos ante la justicia suiza, acompañado de 11 de los 24 vicepresidentes de la FIFA.

Hoy, en cambio, todos lo apoyan. Es cierto que el G14, que agrupa a los clubes más poderosos de Europa, mantiene su juicio reclamando una indemnización de 860 millones de euros por la cesión de los jugadores a las selecciones nacionales. Pero las disputas entre esos clubes que se sacan los ojos por un jugador abrieron grietas que la FIFA ya ha sabido aprovechar.

Los amigos, en cambio, siguen recibiendo favores. A Brasil y Argentina se buscó beneficiarlos con el veto a seguir jugando sobre más de 2500m de altura, aunque la Conmebol, se anuncia ahora, atenuará la decisión para calmar la furia liderada desde La Paz. Pero el principal beneficiado sigue siendo Jack Warner, el trinitense que aporta a Blatter los 35 votos en bloque de la Concacaf. Se comprobó que Warner revendió boletos del Mundial por casi 5000 dólares el paquete y que amasó con ello una ganancia cercana al millón de dólares. Escandaloso. La FIFA sólo lo obligó a devolver 250.000 dólares. Y nada dijo además de los otros negocios de Warner, que vendió hasta el catering en los estadios cuando Trinidad y Tobago fue sede de un Mundial Sub 17, sin contar la reventa en la región de los derechos de TV de Copas Mundiales. Warner, lejos de ser castigado, sigue siendo presidente de la Comisión de Mundiales Sub 17 y Sub 20, vice de Finanzas, vice del Comité Ejecutivo y miembro de las Comisiones más importantes de la FIFA.

Warner es un protegido de Blatter. Fue grotesco el papel de ambos en el programa Panorama de 2006 de la BBC negándose a responder al periodista británico Andrew Jennings, autor de un libro de título elocuente: "Foul!, El Mundo Secreto de la FIFA: Sobornos, Falsificación de Votos y Escándalo de Entradas". Jennings denuncia sobres con dinero entregados antes de las votaciones y reventa de boletos mundialistas. Pero más fuerte aún es el escándalo de la quiebra de ISL, el ex brazo comercial de la FIFA. Jennings dijo en Panorama que fue la propia FIFA la que devolvió dinero al síndico de la quiebra, Thomas Bauer, luego de que éste denunció pagos de coimas a dirigentes del fútbol. Jennings no entiende por qué ningún delegado de la FIFA pregunta a Blatter por qué razón fueron allanadas sus oficinas de la FIFA, en noviembre de 2005, por orden del juez de la quiebra, Thomas Hildebrand. ¿Y por qué nadie se indignó por las graves acusaciones del abogado Martyn Hyman, de una tarjeta de créditos ex patrocinadora que terminó demandando a la FIFA ante los tribunales de Nueva York? La página 446 de ese expediente contiene una descripción lapidaria sobre "las mentiras de la FIFA".

"Puede ser que el cincuenta por ciento de lo que dice Jennings esté bien fundamentado y que el otro cincuenta sean licencias poéticas, pero me gustaría que fuera todo mentira", dice John McBeth. El dirigente escocés fue despedido de modo fulminante esta semana como representante británico en el Comité Ejecutivo de la FIFA después de denunciar corrupción en la Concacaf de Warner y en Africa y comprometer a Blatter. "Si me cruzo con corrupción tengo que denunciarla, mantenerme en mis convicciones y no dejarme seducir", cree McBeth, la única nota disonante en medio de tanta "Blattermanía".

"Los delegados de la FIFA -me dice Jennings desde Gran Bretaña- son unos cobardes". Cuando Blatter asumió en 1998 el Mundial de Francia recaudó 90 millones de dólares de TV. El de Alemania 2006 pagó 910 millones. Diez veces más. Ya no está más la ISL del fallecido Horst Dassler, quien solía celebrar su cumpleaños conjuntamente con Blatter. De ahora en más, la reventa de los derechos estará a cargo de Infront, una firma suiza comandada por Philippe Blatter. Sí, Philippe es el sobrino del presidente. La FIFA, ya lo dijo el tío Joseph, es una gran familia.

http://www.lanacion.com.ar/weblogs/especialistas/post.asp?post_id=913430&pid=2655053&toi=5472

Por Juca Kfouri às 17h47

Seleção Brasileira pífia

Como era previsível depois de ter engolido a imposição de Kaká e Ronaldinho para o jogo de Wembley, Dunga tratou de deixar ambos no banco para enfrentar a Turquia.

Mas a Seleção Brasileira jogou tão mal no primeiro tempo, quando só os turcos criaram algum risco de gol, com uma bola no travessão de Doni, inclusive, que o técnico resolveu apelar.

Danem-se as observações para a Copa América, há de ter pensado Dunga.

E voltou com Ronaldinho no lugar do apagado Robinho para o segundo tempo, além de ter feito Kaká entrar na posição de Elano, aos 15.

Aos 25, tirou o último do trio de ex-santistas, Diego, para dar lugar a Mineiro.

A Seleção melhorou um pouco, no segundo tempo, é verdade, mas só um pouco.

Afonso, como Vagner Love diante da Inglaterra, era uma ilha perdida em meio à defesa turca.

E, diga-se, uma ilha tosca.

Que deu lugar a Jô, aos 30.

Mas não aconteceu nada.

Nem ameaça de emoção.

Uma chateação, enfim.

Pífia, Seleção. 

Notas

Doni foi bem sempre que exigido: 7

Maicon, muita força, pouca técnica: 5

Alex, soberano: 7

Naldo, igual a Alex: 7

Marcelo, nem decepcionou, nem brilhou: 5.5

Josué, melhor atrás que na frente: 6

Edmílson, sempre discreto e batalhador: 6

Elano, pareceu fora de forma: 5

Diego, não cumpriu com o que se esperava dele: 5,5

Robinho, não assumiu o papel de ator principal: 5

Ronaldinho, se impôs mais pelo nome que pela bola: 5

Kaká, férias, pelo amor de Deus: 5

Afonso, sozinho, esforçado, objetivo e tosco: 5,5

Mineiro, cumpridor, como sempre: 5

Jô, não acrescentou nada em relação a Afonso: 5

Gilberto Silva, sem tempo, sem nota.

Dunga: quem sabe, com tempo, dê padrão à Seleção: 5

Por Juca Kfouri às 16h04

Deu no "A Bola", de Lisboa

Abel Braga diz-se disponível para treinar o Marítimo

Abel Braga confirmou hoje a possibilidade de vir a aceitar as condições do Marítimo para dirigir na próxima temporada a equipa insular.

O regresso do técnico ao futebol luso deve estar por horas.

«Tive vários contactos com o presidente do clube numa altura em que me era impossível comprometer-me já que então trabalhava com o Internacional. De momento estou disponível para voltar a trabalhar num clube português nomeadamente o Marítimo do Funchal, uma das boas equipas de Portugal. Estou muito satisfeito. Seria muito bom para mim e para o clube», declarou esta tarde Abel de Braga à Antena 1.

Abel Braga, campeão mundial de clubes ao serviço do Internacional de Porto Alegre, já trabalhou em clubes portugueses como Belenenses, Famalicão e Vitória de Setúbal.

Por Juca Kfouri às 13h26

O Brasil joga em Dortmund

A Seleção Brasileira volta a campo hoje, às 15h15, para enfrentar a Turquia, em Dortmund.

Dunga só anunciará o time 60 minutos antes do jogo, mas especula-se que deva escalar Doni; Maicon, Alex Silva, Alex e Marcelo; Edmílson, Gilberto Silva, Kaká (Ronaldinho Gaúcho) e Diego; Robinho e Afonso.

Assim, poderia testar mais jogadores desde o começo do jogo, fora os que deve botar para jogar no decorrer dos 90 minutos, como Jô, ex-Corinthians, por exemplo.

Não é um grande programa para a tarde desta terça-feira, mas é o que temos nestes tempos de banalização da Seleção Brasileira.

O fato é que nem em Dortmund há grande expectativa e os turcos, que não são poucos na cidade alemã, devem ser maioria no estádio que abrigou duas vitórias brasileiras na Copa de 2006, por 4 a 1 contra o Japão e por 3 a 0 contra Gana.

Brasil e Turquia só se enfrentaram quatro vezes.

A primeira partida foi num amistoso, em Istambul, com vitória brasileira por 1 a 0, em 1956.

Houve mais duas partidas na Copa de 2002, com vitórias brasileiras, 2 a 1 e 1 a 0, e uma na Copa das Confederações, em 2003, com empate em 2 a 2.

Por Juca Kfouri às 23h40

Inter vence a primeira

Com a vitória por 2 a 0 sobre o Náutico, o Inter somou seus primeiros três pontos no Brasileirão.

A média de gols da rodada permaneceu em 2,6 gols por jogos e a de públicou caiu em 100 pagantes, para 13.185.

Os gols saíram no primeiro tempo, com Iarley, aos 22, e Alex, aos 40.

Não vi nada, nem os gols, por enquanto.

Por Juca Kfouri às 23h33

04/06/2007

É, os europeus não ligam para o Mundial de Clubes...

Vice do Milan confirma que Mundial de clubes é prioridade

Das agências internacionais
Em Roma (Itália)

O vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, confirmou que o primeiro grande objetivo do clube na temporada 2007-2008 é a conquista do Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado em dezembro, no Japão.

Para a próxima campanha, nossos objetivos são claríssimos: o primeiro será a conquista do mundial de clubes em Tóquio, o segundo é a Liga dos Campeões, o terceiro é o Campeonato Italiano, o quarto é a Supercopa da Europa e o quinto é a Copa da Itália", afirmou Galliani, nesta segunda-feira.

Por Juca Kfouri às 14h02

Reta final na Espanha

Por GUSTAVO VILLANI, de Madrid

Dois dos assuntos universais do futebol são efeito suspensivo e "mala preta", infelizmente.

A possível absolvição do brasileiro Ronaldinho Gaúcho e o "incentivo" que o Barcelona pode oferecer ao Zaragoza para ganhar do Real Madrid tomam conta da semana.

Ronaldinho deu um pontapé, foi expulso e ainda pode jogar o clássico contra o Espanyol?!

Tem que ser muito cara-de-pau para tentar justificar o injustificável.

Os juristas do Barcelona alegam que o jogador teve apenas uma reação natural porque já havia sido agredido.

Sim, compreendo, e daí?

O fato de ter sido agredido anteriormente não invalida o chute de Ronaldinho no atleta do Getafe.

Há algumas rodadas a Liga anulou o cartão amarelo que suspendia Beckham do também importante jogo contra o Sevilla.

O inglês inicialmente foi punido por demorar demais para executar uma cobrança de falta, mas depois de alegar que Beckham apenas pedia mais distância da barreira – usaram fitas de vídeo no recurso -, o Real Madrid pôde escalar o jogador.

Se nem dirigentes respeitam os árbitros, por que os torcedores o fariam? Que o diga o árbitro de Dinamarca x Suécia, Herbert Fandel, no último sábado.

Zaragoza x Real Madrid; Barcelona x Espanyol:

A penúltima rodada do campeonato espanhol naturalmente promete fortes emoções.

Parece-me irrelevante discutir uma possível "mala preta" enviada de Barcelona a Zaragoza.

Cicinho não pensa assim.

Em mais uma entrevista cheia de gracejos disse achar "normal, pois jogava em uma equipe no Brasil que recebia dinheiro para derrotar adversário".

Pois o lateral não leva em conta que o Zaragoza briga por uma vaga na Copa UEFA e que, portanto, estará mais do que motivado, jogando em casa, com estádio cheio.

Depois reclamam daqueles que os chamam de mercenários.

Por Juca Kfouri às 09h45

03/06/2007

A 4o.rodada em miúdos

Um grande público, no Recife, na Ilha do Retiro, com 33.767 torcedores.

Um pequeno, em Caxias do Sul, para a primeira vitória do Juventude, sobre o América, 3 a 0: 4.038.

A média, em nove jogos, porque Inter e Náutico só jogam amanhã, está na casa dos 13.285 nesta quarta rodada.

Foram 24 gols até agora, média de 2,6 gols por jogo.

E houve quatro empates, algo que os técnicos dizem não ser bom em campeonatos de pontos corridos.

Invictos, sobraram apenas três times:

o Botafogo, o que joga mais bonito e lidera isolado o Brasileirão, o Corinthians e o Vasco, que fazem da marcação seu ponto forte.

Sem vencer, só o Inter.

O que pode acontecer nesta segunda-feira, no Beira-Rio.

Por Juca Kfouri às 19h29

Bom só para o Flu

Abedi abriu o placar e Rafael, de nuca, empatou, tudo no primeiro tempo.

O Flu B parou o Vasco, mesmo ao jogar com 10 homens durante os últimos 15 minutos de jogo, de nível técnico bem baixo.

Resultado conveniente para o tricolor que só pensa no Figueirense.

E insuficiente para o Vasco, que buscou mais a vitória, manteve-se invicto, mas, que, sem dúvida, contava com os três pontos.

Por Juca Kfouri às 19h07

Cai o último 100%

O Paraná Clube deu de presente ao São Paulo o fim de sua campanha 100% e, de quebra, sua invencibilidade.

Porque seu goleiro fez um pênalti, por pura imprudência, em Aloísio.

Aos 30 minutos do segundo tempo, Rogério Ceni bateu de maneira inapelável.

Até aí, o jogo tinha sido muito equilibrado e pouco emocionante no primeiro tempo e havia mostrado uma ligeira superioridade paulista no segundo.

Nada que justificasse uma vantagem, algo que o goleiro Marcos Leandro, substituto do experiente Flávio, pôs por terra.

No último minuto, em lance discutível, os paranistas ainda empataram, mas o impedimento havia sido marcado antes mesmo de a bola entrar.

Só que impedimento não havia, por parte de quem fez o gol.

Por Juca Kfouri às 19h03

Empate no tira-teima impossível

No eterno tira-teima entre Sport e Flamengo, como se ainda fosse possível decidir o título de 1987, legitimamente conquistado pelo rubro-negro carioca, a Ilha do Retiro lotada viu um empate em dois gols, com o Flamengo sempre na frente.

Primeiro com Renato, de pênalti, aos 15, cometido por Osmar em Leonardo.

Os pernambucanos empataram com Washington, aos 34, de cabeça.

Como, de cabeça, em cobrança de escanteio de Renato, aos 16 do segundo tempo, Osmar meteu para dentro de suas próprias redes.

Mas Fumagalli, em cobrança perfeita de falta, empatou de novo, aos 32.

Não faltaram emoções no Recife, com o Sport na pressão no começo do jogo e com o Flamengo só especulando.

Bruno teve de fazer duas grandes defesas ainda no primeiro tempo, fora uma bola que Carlinhos Bala meteu no travessão.

No segundo tempo o Flamengo exigiu mais da defesa pernambucana, mas foi ainda Bruno que garantiu o empate.

Ficou bem para os dois, mas ficou melhor para o Mengo.

 

Por Juca Kfouri às 17h15

E o Corinthians se segurou

Curiosa partida disputaram Santos e Corinthians na Vila Belmiro.

O Santos iniciou o jogo sem deixar que o Corinthians chegasse à sua intermediária.

Mas aos poucos os meninos corintianos transformaram sua incrível abnegação em domínio.

E passaram a criar mais condições de gol.

Zelão acabou por abrir o placar se aproveitando de uma falha de Fábio Costa, que não segurou uma cobrança de escanteio, aos 22

Daí por diante só deu Corinthians.

Que perdeu novas oportunidades com William e com Clodoaldo, esta mais por acaso, em bola que bateu nele e na trave.

Só que o primeiro tempo terminou com uma bola no travessão de Felipe num chutaço de Adriano e numa senhora defesa dele, depois de chute venenoso de Rodrigo Tabata.

O misto do Santos já tinha perdido Maldonado, machucado, e Renatinho, em seu lugar, jogava bem.

Como era de se supor, o Santos voltou para o segundo tempo disposto a encurralar o Corinthians.

E conseguiu.

Rodrigo Souto e Marcos Aurélio substituíram Cléber Santana e Pedrinho.

Mas o lance mais agudo de gol saiu primeiro do lado corintiano, com Rosinei mandando na trave.

Em seguida, Clodoaldo salvou o que seria o segundo gol de Zelão.

Perigo mesmo o Santos não levava, a não ser num lance em que Marcelo foi mais zagueiro que atacante e desperdiçou na cara do gol.

Ele mesmo, no entanto, de cabeça, aproveitando-se de cobrança de falta de Marcos Aurélio, acabou por empatar, aos 33, com justiça.

Acabava a invencibilidade do goleiro Felipe.

Que, aos 43, fez milagre em chute de Marcos Aurélio.

O Corinthians pode comemorar a manutenção de sua invencibilidade. 

Porque o Santos fez por vencer.

Por Juca Kfouri às 17h04

Palestras na trave

O Cruzeiro foi ao Palestra Itália para jogar de acordo com sua fragilidade: nos contra-ataques.

E se deu bem.

Logo aos 5 minutos Araújo fez 1 a 0, em belo passe de Roni.

Por pouco, em seguida, o mesmo Roni não ampliou.

Com muito esforço, o Palmeiras só foi empatar aos 34, com Martinez, de cabeça, em cobrança de escanteio.

Mas ainda no primeiro tempo, aos 43, Ramires desempatou para os mineiros.

Que levaram três bolas na trave no segundo tempo, em chutes de Florentin, Edmundo e num escanteio cobrado por Michael.

E Edmundo ainda perdeu chance de ouro, chutando na rede pelo lado de fora.

Mas como o que vale é bola na rede, Roni, aos 41, fechou o marcador, em mais um contra-ataque.

O Cruzeiro se redime, o Palmeiras se complica.

Por Juca Kfouri às 16h59

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico