Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

16/06/2007

Noite de pouco futebol e dos visitantes

A vida é dura.

Sai de uma festa de um querido amigo, em Petropólis, para ver os jogos da noite.

Vi, apenas, na verdade, Corinthians e Paraná Clube.

Que não foi, propriamente, um jogo de futebol.

Foi mais um sofrimento.

Sofrimento sonolento.

No primeiro tempo, apenas um momento de gol, defendido pelo goleiro Felipe.

No segundo, pouco mais que isso, com direito a bola na trave paranista, mandada por Clodoaldo.

E outra defesa de Felipe, com o rosto, no fim do jogo.

Mas, de fato, um show de erros e passes errados, diante de mais de 40 mil torcedores no Morumbi.

No Maracanã, o Inter teve um pênalti a seu favor não marcado, outro contra, igualmente não assinalado, mais um desperdiçado por Alex, que enfim, acabou por abrir o placar e o que seria uma crise no Flamego.

Mas Ronaldo Angelim empatou, para salvar as apararências.

Só que Adriano não concordou e fez o segundo gol gaúcho, logo respondido por Juan com novo empate rubro-negro.

E, no Olímpico, como era previsível, o Cruzeiro ganhou dos reservas do Grêmio, por 2 a 0., Charles, no primeiro tempo, e Leandro Domingos, no segundo.

É preciso gostar muito de futebol, ou trabalhar com isso, para sair de um almoço tão gostoso e ver o que vi.

Mas não me queixo.

Estou nesta vida há mais de 37 anos.

Nem o Botafogo pode se queixar, porque está tudo muito ao seu feitio.

Pelo menos, joga bola.

Os visitantes não perderam no sábado à noite e o Corinthians segue invicto.

Por Juca Kfouri às 18h54

15/06/2007

E gira o mundo da bola

Passei o dia viajando.

Ao chegar, vejo duas boas notícias: Cuca confirma o convite árabe, mas promete ficar no Botafogo.

E o Inter garante que não fechou negócio com Pato.

Tomara que seja isso mesmo.

Mas lembro que a CBF também garantiu que não liberaria Robinho e que não havia nenhum acordo para Daniel Alves jogar pelo Sevilla a final da Copa do Rei.

E depois de muita papagaiada, cartas para cá, simulações para lá, Robinho está liberado e Daniel também.

Enfim, o mundo do futebol gira mais rapidamente que a própria Terra.

Por Juca Kfouri às 21h23

Cuca e Pato dizem adeus

A coluna de hoje de Renato Maurício Prado, no "Globo", informa que Cuca acertou um contrato milionário com o futebol árabe.

Aceitou a proposta que Ney Franco recusou.

Uma pena para o Botafogo, uma festa para Cuca.

Ainda na mesma coluna, outra informação que dá pena: Alexandre Pato está negociado com o Chelsea.

Por Juca Kfouri às 08h40

Mais uma noite de San Antonio

13 de junho foi o dia de Santo Antônio.

Hoje foi mais uma noite de San Atonio.

Mas o quarto jogo da decisão da NBA, ao menos, teve graça.

Em casa, Cleveland, enfim, deu calor ao time de San Antonio.

Até passou na frente, no último quarto, única vez em que esteve em vantagem num segundo tempo das finais.

Mas estava escrito que o San Antonio faria 4 a 0 e voltaria para o Texas com o título.

E não deu outra.

83 a 82! 

Por Juca Kfouri às 23h41

A sexta rodada do Brasileirão

Dos três jogos do sábado, Grêmio e Cruzeiro só interessa para os mineiros.

O Grêmio não pode ter cabeça para pensar nisso agora.

Já Flamengo e Inter interessa, e muito, aos dois.

Se alguém perder começará a ficar muito longe dos ponteiros.

E Corinthians e Paraná Clube é um jogo de risco.

O Morumbi estará cheio e os corintianos não podem esquecer que têm limites para não serem surpreendidos.

No domingo, o Goiás, em momento de reação, recebe o Palmeiras, que ou ganha ou entra em crise. Vida dura.

O Galo, em campanha bastante aceitável, pega o Figueirense, cheio de prosa. Jogo interessante.

São Paulo e Vasco é dá ou desce.

Tanto para Muricy Ramalho quanto para Celso Roth.

Furacão e Fluminense é uma prova de fogo para o tricolor campeão da Copa Brasil.

É hora de aproveitar a crise na Arena da Baixada.

Sport e América é mole.

Ou o Sport vira pó.

Botafogo e Naútico também.

Para o time de Cuca deslanchar ainda mais.

E Juventude e Santos é uma prova de fogo para os campeões paulistas.

Perder até seria normal, não fossem as circusntâncias do momento.

Por Juca Kfouri às 23h24

14/06/2007

A taxa pan-americana

A tocha pan-americana corre o país.

A taxa pan-americana faz o país correr.

Lula disse hoje que não esperava que o Pan desse tanto trabalho.

Ele achava, quando soube que o Pan seria aqui, que estava tudo pronto, que bastaria receber os atletas.

Formidável!

Ontem haveria um debate na Universidade de Campinas, promovido pelo Colégio Brasileiro da Ciência do Esporte, agendado há 45 dias.

Todos os convidados compareceram, inclusive este blogueiro.

Só não apareceram, e avisaram que não iriam apenas na noite anterior, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o presidente do COB e do Co-Rio, Carlos Nuzman.

Não é mesmo formidável?

Por Juca Kfouri às 21h45

Um Botafogo que dá gosto ver



Foi o jogo imperdível que se previa.

Mas para um time e uma torcida só.

O do Botafogo, a do Botafogo.

O melhor time, sem dúvida.

Que abriu o placar logo aos 2 minutos, num golaço de Dodô depois de jogada espetacular de Zé Roberto, pela direita.

O Vasco esboçou reagir, foi para cima, com coragem e velocidade.

E até empataria, com Renato, não fosse um impedimento mal marcado aos 5 minutos.

Aí, ansioso, confundindo velocidade com pressa, o Vasco virou presa fácil.

Juninho soltou uma bomba de antes da intermediária, em cobrança de falta, aos 17, e Sílvio Luiz chegou tarde: 2 a 0.

O primeiro tempo acabou assim, para sorte do Vasco, porque era para ser mais.

No mínimo 3 a 0.

Que, no entanto, não demorou a acontecer.

Cuca advertiu seu time para não repetir o erro de jogos anteriores: nada de recuar.

E logo aos 3 minutos do segundo tempo foi a vez de Leandro Guerreiro pegar um pombo sem asa e ampliar.

Estava fácil, estava um baile.

O Vasco tinha voltado com Leandro Amaral, mas a bola não chegava la na frente.

Abedi ainda meteu uma bola no travessão, mas Dodô fez 4 a 0, aos 12, depois de cobrança de escanteio.

A torcida cruzmaltina gritava o nome de Dinamite, retirava suas faixas e ia embora do Maracanã.

Aos 30, bobagem do ótimo Lúcio Flávio, que toma o segundo amarelo e é expulso, por falta boba, desnecessária.

Menos mal que o próximo jogo é em casa, contra o Náutico.

E o Fogão passeava, líder isolado, dono do melhor futebol do campeonato, invicto como o Vasco não está mais.

Um Vasco que foi reprovado em seu primeiro grande teste no Brasileirão.

E um Botafogo que dá gosto ver e que merecia mais que os 25 mil pagantes, que os 32 mil torcedores presentes.

E há quanto tempo isso não acontecia, isso de dizer que tem um time que dá gosto ver?

Este time, sem dúvida, é o Glorioso da Estrela Solitária.

Por Juca Kfouri às 21h30

Jogo imperdível

Daqui a pouco, às 20h30, no Maracanã, o melhor jogo deste Campeonato Brasileiro até agora: Botafogo x Vasco.

Dois líderes, dois invictos, ambos vindos de um último clássico entre eles simplesmente sensacional, desses jogos imperdíveis.

E, também, o primeiro grande teste para o Vasco neste Brasileirão.

E mais um desafio para o Botafogo mostrar que também é competitivo, além de jogar bonito de vez em quando.

Claro que o fato de ser um clássico estadual, de dois velhos conhecidos, minimiza um pouco tanto o teste vascaíno quanto o desafio botafoguense, mas o que vale é que este é um jogo, repita-se, imperdível.

Por Juca Kfouri às 16h43

Caso (bem) encerrado

De: Nathalia Torezani
Para: jucakfouri@uol.com.br
Data: 14/06/2007 13:32
Assunto: Ainda sobre o Pan

Prezado Juca,

Como te enviei o material relatando o desrespeito do Ouvidor para com a minha irmã, envio abaixo os emails das retratações.

Sei que esse assunto "já deu" e vou entender perfeitamente se você não publicar, mas sinto que estou em dívida com você, que me atendeu tão prontamente.

Grata milhões de vezes,
Nathália

Email 1

On 6/13/07, Ouvidoria Geral - CO-RIO 2007 < ouvidoria@rio2007.org.br> wrote:

Prezada Senhora Flávia Torezani.

Prezados Senhores Representantes do CO-RIO.

Esta mensagem vai com cópias para o CO-RIO e para a Gerência de Imprensa.

Neste momento já tenho 1.909 consultas recebidas, e só falta responder a 354.

Em dias passados respondi de forma indelicada a Senhora Flávia, do que me desculpo agora. Pouco importa se ela foi indelicada também!

Nada poderia me atingir como Ouvidor.

Quem respondeu foi o Wanderley Rebello Filho, não o Ouvidor Geral designado pelo CO-RIO.

Logo, peço desculpas também aos Representantes do CO-RIO, até porque eles não deram permissão ao seu Ouvidor para responder de forma indelicada a ninguém.

Sou representante do CO-RIO, minhas manifestações são independentes, mas tenho que manter a calma sempre, pois não "respondo por mim", mas sim pelo CO-RIO.

Portanto, reitero minhas sinceras desculpas tanto a Senhora Flávia Torezani, quanto aos representantes do CO-RIO.

Senhora Flávia: os portadores de necessidades especiais pagam meia entrada, informação que recebi confirmação ontem. A compra pode ser feita pelo site abaixo. De qualquer forma, caso haja outra forma de aquisição de ingresso, a Senhora será respondida pelo setor competente, pois já encaminhei cópia deste para eles.

Site www.rio2007.org.br

O fogo do PAN percorre o País levando sua mensagem de paz e amizade. Que assim seja!

Tríplice e fraternal abraços para todos, saúde e paz!

Atenciosamente,

Wanderley Rebello Filho

Ouvidor Geral

Comitê Organizador dos XV Jogos Pan-Americanos, Rio 2007.

Email 2

Date: Jun 13, 2007 11:01 AM

Prezado Wanderley Rebello Filho,

Muito obrigada pela informação.

Aproveito para também pedir desculpas pela minha abordagem grosseira e digo que minha atitude ao envolver um meio de comunicação não foi para prejudicar sua imagem, e sim uma tentativa de expor minha insatisfação com um serviço prestado.

Sds,

Flávia Torezani

Por Juca Kfouri às 13h00

Conta outra, dona CBF

Quer mais uma prova da teimosia boba da CBF no caso de Robinho?

Daniel Alves, do Sevilla, será liberado para jogar a final da Copa do Rei, dia 23 de junho, contra o Getafe, quatro dias antes da estréia brasileira na Copa América diante do México.

Porque o sim para o Sevilla e o não para o Real Madrid?

Só pode ser porque a CBF gosta de levar palmadas, como levou na infantil queda de braço com o time madridista.

Por Juca Kfouri às 00h06

Aos navegantes

Por problemas técnicos, o comentário sobre o jogo do Grêmio está publicado duas vezes.

O blog vai mantê-los para não ter que apagar os comentários feitos no que foi repetido.

 

Por Juca Kfouri às 23h44

Você acredita na imortalidade?

O Grêmio, mais uma vez, foi mal fora de casa.

Levou de 3 a 0 do Boca Juniors e terá de suar sangue para reverter o resultado no Olímpico.

Terá de ganhar pelos mesmos três gols de diferença para levar a decisão da Libertadores para a prorrogação.

E de quatro para ser tricampeão.

O Boca jogará pelo hexacampeonato podendo perder em Porto Alegre por dois gols de diferença.

Ontem, Riquelme destruiu o Grêmio, ao cruzar para o primeiro gol de Palacio, que foi irregular, ao fazer o segundo e criar o começo da jogada do terceiro, marcado pelo zagueiro Patrício, contra.

O Grêmio tem se caracterizado por fazer jogos impossíveis nos últimos tempos.

Na quarta-feira que vem terá de fazer mais que o impossível.

Alguém dirá que mais que o impossível não existe.

E é verdade.

Mas o Grêmio existe.

E acredita na imortalidade.

Quem sou eu para dizer o contrário?

Por Juca Kfouri às 23h42

O Grêmio diante do impossível

O jogo começou na Bombonera como era de se esperar: com o Boca Juniors na pressão, para tentar seu gol logo de cara.
 
E esteve até perto de marcá-lo, embora não de maneira tão aguda.
 
Imediatamente o Grêmio equilibrou as coisas e passou a jogar melhor.
 
Também pôde marcar seu gol, sem que, ainda, tenha sido uma chance evidente.
 
Por ironia, no entanto, quando os brasileiros jogavam melhor, aos 18 minutos, o Boca abriu o placar.
 
Com um gol ilegal.
 
Palermo recebeu em claro impedimento um cruzamento de Riquelme, em cobrança de falta, e passou para Palacio marcar.
 
Daí até o fim do primeiro tempo as coisas voltaram a ficar equilibradas, sem maiores riscos para os goleiros.
 
O resultado deveria ser de empate, mas não estava de todo mal para quem decidirá a Libertadores em casa.
 
Aos seis minutos do segundo tempo o zagueiro Teco foi essencial.
 
Salvou sobre e linha fatal o que seria o segundo gol de Palacio.
 
Daqueles lances que valem como se fosse um gol.
 
Um gol gremista, como a defesa de Saja no primeiro minuto do jogo na Vila Belmiro.
 
No minuto seguinte, outra vez Palacio quase amplia.
 
O Boca era só pressão.
 
Corre relógio, corre que a coisa está feia.
 
Na modesta avaliação deste blogueiro, até 2 a 0 seria perfeitamente reversível, com dificuldade, é claro, no Olímpico.
 
Aos 12, aquela bobagem tradicional dos brasileiros diante dos argentinos e Sandro Goiano enfia o pé no rosto de Banega é corretamente expulso.
 
Se a coisa estava feia, ficou horrorosa.
 
E aos 28, em mais uma falta desnecessária nas imediações da área gremista, Riquelme fez 2 a 0.
 
Agora é que começaria o verdadeiro sofrimento.
 
O terceiro gol soaria como fatal.
 
Porque, afinal, o Boca não é o Caxias, com todo respeito.
 
E ainda faltavam mais de 15 minutos.
 
Lucas estava em campo no lugar de Tuta, apagado.
 
No Grêmio, aliás, um registro é obrigatório: o menino Carlos Eduardo mostrou que se a Bombonera pulsa, ele não treme.
 
Lúcio também teve boa atuação.
 
Aos 35 saiu Tcheco, em noite opaca, e entrou Douglas.
 
Corre relógio, corre.
 
Aos 42, em rebote de chute de Lucas, quase Diego Souza diminui.
 
Aos 44, no entanto, Patrício fez, contra, o gol fatal.
 
O 3 a 0 ficou demais.
 
Outra vez o Grêmio não foi bem fora de casa.
 
Mas, na quarta-feira que vem, o jogo será em casa.
 
E no Olímpico, desde os Aflitos, tudo é possível.
 
Mas, agora, só será possível se o Grêmio não souber que é impossível.

Por Juca Kfouri às 23h17

Um patriota

Por LUIZ FERNANDO BINDI

Considero-me um cara patriota.

Me emociono quando toca o Hino Nacional, mesmo quando toca pela enésima vez, vindo dos alto-falantes carcomidos de uma Brasília 75 no interior de SP, por imposição da lei.

Detesto quando amigos meus estrangeiros falam mal do Brasil, me revolto profundamente com frases do tipo "só no Brasil, mesmo".

Adoro meu país, odeio político que fala que moro "Nestepaís": é Brasil, pô!

Amo o Brasil. não pelo que ele é.

Mas apesar do que ele é.

Mas detesto patriotada.

Me enoja ufanismo.

Acho humilhante copiar Estados Unidos, Venezuela, Gâmbia ou Xangri-lá.

Detesto ditaduras, sejam militares, civis, de direita, de esquerda.

Adoro a democracia, o poder ser feliz, o dever de reclamar, o direito de escolher.

Adoro o direito até, de xingar o país.

Mas a Seleção representa para mim um estágio abaixo dos times que eu torço.

Seleção, para mim, é durante a Copa.

Entre-copas, é mais uma diversão.

Mas deve ser levada a sério.

Deve ser tratada como o que ela é: um patrimônio do povo.

Que pertence ao povo.

Seleção Brasileira não tem dono.

Como tal, deve ser democrática como o futebol, ao meu ver.

Joga quem quiser.

Se a pessoa não está a fim, não joga.

Quer férias?

É absoluto e sagrado direito.

Precisa aceitar o que os seus chefes determinam (sejam o Real Madrid, o Arsenal, o Flamengo ou o Hepacaré de Lorena)?

Aceite-se, depois joga.

O cara tem medo de seqüestro, tem medo de bandido, tem medo de bala perdida, tem medo de bala achada, tem medo da
Banda Calypso?

Pode ir embora, é um direito.

É democrático.

É justo.

Agora, criticar jogador porque ele não quer jogar?

Ora, Ronaldinho Gaúcho não foi julgado pelos apressados como um dos culpados pelo fracasso da Copa´06?

Porque agora ele é um traidor da pátria só porque quer férias?

Porque compará-lo a Riquelme, que quer jogar a Copa América?

Não conheço (não conhecemos) Dunga como técnico.

Mas sua postura como brasileiro está me irritando.

Se tem algo que me irrita é esse papinho de ame-o ou deixe-o.

O AI-5 morreu.

Deixemos morto.

--
Luiz Fernando Bindi
www.distintivos.com.br

Por Juca Kfouri às 23h08

O Grêmio diante do impossível

O jogo começou na Bombonera como era de se esperar: com o Boca Juniors na pressão, para tentar seu gol logo de cara.
 
E esteve até perto de marcá-lo, embora não de maneira tão aguda.
 
Imediatamente o Grêmio equilibrou as coisas e passou a jogar melhor.
 
Também pôde marcar seu gol, sem que, ainda, tenha sido uma chance evidente.
 
Por ironia, no entanto, quando os brasileiros jogavam melhor, aos 18 minutos, o Boca abriu o placar.
 
Com um gol ilegal.
 
Palermo recebeu em claro impedimento um cruzamento de Riquelme, em cobrança de falta, e passou para Palacio marcar.
 
Daí até o fim do primeiro tempo as coisas voltaram a ficar equilibradas, sem maiores riscos para os goleiros.
 
O resultado deveria ser de empate, mas não estava de todo mal para quem decidirá a Libertadores em casa.
 
Aos seis minutos do segundo tempo o zagueiro Teco foi essencial.
 
Salvou sobre e linha fatal o que seria o segundo gol de Palacio.
 
Daqueles lances que valem como se fosse um gol.
 
Um gol gremista, como a defesa de Saja no primeiro minuto do jogo na Vila Belmiro.
 
No minuto seguinte, outra vez Palacio quase amplia.
 
O Boca era só pressão.
 
Corre relógio, corre que a coisa está feia.
 
Na modesta avaliação deste blogueiro, até 2 a 0 seria perfeitamente reversível, com dificuldade, é claro, no Olímpico.
 
Aos 12, aquela bobagem tradicional dos brasileiros diante dos argentinos e Sandro Goiano enfia o pé no rosto de Banega é corretamente expulso.
 
Se a coisa estava feia, ficou horrorosa.
 
E aos 28, em mais uma falta desnecessária nas imediações da área gremista, Riquelme fez 2 a 0.
 
Agora é que começaria o verdadeiro sofrimento.
 
O terceiro gol soaria como fatal.
 
Porque, afinal, o Boca não é o Caxias, com todo respeito.
 
E ainda faltavam mais de 15 minutos.
 
Lucas estava em campo no lugar de Tuta, apagado.
 
No Grêmio, aliás, um registro é obrigatório: o menino Carlos Eduardo mostrou que se a Bombonera pulsa, ele não treme.
 
Lúcio também teve boa atuação.
 
Aos 35 saiu Tcheco, em noite opaca, e entrou Douglas.
 
Corre relógio, corre.
 
Aos 42, em rebote de chute de Lucas, quase Diego Souza diminui.
 
Aos 44, no entanto, o zagueiro Patrício, contra, fez o gol fatal.
 
O 3 a 0 ficou demais.
 
Outra vez o Grêmio não foi bem fora de casa.
 
Mas, na quarta-feira que vem, o jogo será em casa.
 
E no Olímpico, desde os Aflitos, tudo é possível.
 
Mas, agora, só será possível se o Grêmio não souber que é impossível.

Por Juca Kfouri às 23h01

13/06/2007

Fifa libera Robinho, diz Marca



A versão eletrônica do jornal "Marca" acaba de publicar que a Liga espanhola recebeu comunicado da Fifa liberando o Real Madrid para escalar o atacante Robinho na partida contra o Mallorca, no próximo domingo.

O repórter Bruno Freitas, enviado especial do UOL Esporte a Teresópolis, relata que a CBF ainda não foi informada da decisão.

Por Juca Kfouri às 16h47

O Ouvidor do Pan-2007 é exemplar - parte 2

Meu nome é Nathália e enviei o texto acima.

Estou escrevendo para informar que o Sr. Wanderley Rebello Filho forneceu a minha irmã, Flávia, a informação de compra de ingressos por deficientes, que deve ser feita pelo site do Pan.

Caso haja uma outra forma, ainda seremos informadas.

Os portadores de necessidades especiais pagam meia entrada.

Ressalto que o Sr. Wanderley foi extremamente educado e solícito.
ntorezani | ntorezani@gmail.com | Vitória, ES |  13/06/2007 11:56

Por Juca Kfouri às 16h20

Robinho jogará pelo Real no domingo

Robinho jogará pelo Real Madrid no próximo domingo.

A equipe espanhola já pediu o aval da Fifa e da Liga espanhola para escalar o atacante contra o Mallorca, no confronto que pode valer o 30º título nacional ao clube.

Caso as entidades declarem que Robinho não tem condições de atuar por causa da convocação da Seleção da CBF para a Copa América, o Real Madrid obrigará o jogador a pedir dispensa da competição sul-americana oficialmente, numa carta similar as que foram enviadas por Ronaldinho Gaúcho e Kaká à CBF.

Por Juca Kfouri às 15h57

Robinho no limite

Fabio Capello disse a Robinho hoje, no treino do Real Madrid, que pode deixá-lo de fora do jogo de domingo por temer que o clube perca os pontos.

Na verdade, o risco é remoto, porque a Fifa não mexe em resultados obtidos em campo.

Mas é uma forma de pressionar o jogador a resolver sua situação com a CBF, diante da falta de bom senso demonstrada pela entidade.

Robinho não dirá, mas está irritado com tudo e não será surpresa se pedir dispensa da Copa América e pegar sua noiva para fazer um cruzeiro pelo mundo, em gozo das férias que perderá se for para Venezuela.

Aliás, é tudo que o Real Madrid quer, para tê-lo descansado na próxima temporada.

Por Juca Kfouri às 11h31

Cesse tudo que a musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta

Só mesmo Luiz de Camões para exprimir o que acontecerá nesta noite, em Buenos Aires, na Bombonera.

Não houve neste ano, no continente americano, jogo de futebol mais importante que o entre Boca Juniors e Grêmio.

A primeira partida da decisão da Libertadores 2007.

E talvez não haja outro jogo tão importante assim, conforme for o resultado de hoje, que pode fazer do segundo jogo, no Olímpico, em Porto Alegre, mero cumprimento de tabela.

Uma boa vitória brasileira, por exemplo, reservará a quarta-feira que vem apenas para a festa do tricampeonato gaúcho.

Uma goleada portenha, por outro lado, antecipará o hexacampeonato dos argentinos.

Ambas as hipóteses, diga-se, são improváveis.

O Boca estará completo, com Riquelme, Palermo e Palacio.

O Grêmio também, com Tcheco, Carlos Eduardo e Tuta, além de Lucas, no banco.

O Boca é mais técnico, o Grêmio tem mais conjunto.

O jogo deve até ser envolvido por uma certa atmosfera de mistério, se as brumas da Bombonera voltarem a dar o ar de sua graça, como se prevê.

A Bombonera que, dizem os xeneizes, como são conhecidos os torcedores do Boca, também chamados de bosteros, não treme, mas pulsa.

E é verdade.

Hora, portanto, de o Grêmio mostrar que quem é imortal também não treme, mas peleia.

E que está vivo quem peleia.


Em regime de concentração, este blog só voltará após o jogo.

Tomara que com uma vitória do Grêmio.

Por Juca Kfouri às 23h34

Não (era) Bem Assim

Quando eu jogava basquete, em meados dos anos 60, o campeonato de profissionais norte-americanos era mais que um fenômeno: era uma fantasia, uma lenda.

Não víamos os jogos, as informações eram fragmentadas, ambiente propício para que se criassem histórias fantásticas.

Dizia-se, por exemplo, que ninguém errava lances-livres.

E que não havia jogo em que os dois times não passassem dos 100 pontos.

É claro que não era bem assim, embora o nível deles fosse muito, mas muito acima do basquete que se jogava pelo mundo afora.

Isso mudou com a globalização, em todos os sentidos.

Vemos tudo, lemos sobre tudo, sabemos de tudo e são muitos os não norte-americanos que brilham na NBA.

Mas a decisão deste ano está abaixo da crítica.

Não só porque o San Antonio acaba de fazer 3 a 0 no time de Cleveland e ameaça fechar a série em 4 a 0.

Jogo, propriamente dito, quase não houve.

A exceção, vá lá, da partida que acaba de acabar, em Cleveland, com vitória do San Antonio numa partida mais disputada que as duas anteriores, em San Antonio, dois passeios.

O resultado diz tudo: San Antonio Spurs 75, Cleveland Cavaliers 72.

Quando eu jogava basquete, em meados dos anos 60, achava que isso era placar de jogo nosso, entre juvenis.

Bons, diga-se de passagem, modestamente, mas...juvenis.

Por Juca Kfouri às 23h32

12/06/2007

CBF x Real Madrid

Por Edvaldo Chequetti

Caro, Juca:

É de se estranhar a dureza com que a CBF está tratando o “Caso Robinho”.

Inúmeras foram as vezes em que a entidade cedeu ao bom senso e liberou jogadores para partidas importantes por seus clubes.

Esse caso só me remete a uma conclusão, embora jamais alguém conseguirá provar.

Tirar Robinho do jogo decisivo do campeonato espanhol iria privilegiar o Barcelona, que por “extrema coincidência” mantém contrato com a principal patrocinadora da Seleção Brasileira, a toda poderosa Nike.

Fica a pergunta: Se o Barcelona  - da Nike - pedisse, a CBF liberaria o Ronaldinho Gaúcho?

Acho que a resposta todos nós sabemos.

Fique à vontade se quiser publicar meu e-mail em seu blog.

Aliás, será motivo de muito orgulho.

Um grande abraço desse jornalista que te acompanha diariamente. 

Por Juca Kfouri às 21h36

Dunga, o anão

"Agora vem com a história de seqüestro. Começou seqüestro no Brasil agora? Depois da Copa não tinha?".

Eis a edificante ironia do técnico Dunga na entrevista coletiva que deu hoje, em Teresópolis, para contestar o pedido de dispensa de Zé Roberto.

Dunga brincou com o que não se brinca, revelou-se um anão moral e, tomara, jamais passe pela terrível experiência de um seqüestro.

Mais: Dunga mentiu.

Porque desde que voltou ao país, por ter escolhido encerrar sua carreira aqui, Zé Roberto vem falando seguidas vezes no quanto estava espantado com a insegurança no Brasil, pior, segundo ele, do que quando, quase uma década atrás, foi jogar na Europa.

Portanto não é um argumento de agora, uma desculpa esfarrapada como Dunga quis fazer crer.

O técnico, que está com péssimo ambiente entre os jogadores da Seleção da CBF, perdeu ótima oportunidade para ficar calado.

Porque se revelou de uma mesquinhez surpreendente.

Por Juca Kfouri às 21h12

O Ouvidor do Pan-2007 é exemplar

Prezado Juca Kfouri,

Meu nome é Nathália Torezani Silva, tenho 28 anos e sou paraplégica há seis. O motivo deste email é relatar o péssimo atendimento que minha irmã, Flávia Torezani Silva, recebeu da Ouvidoria do Panamericano ao tentar descobrir, a meu pedido, como comprar ingressos destinados a deficientes.

Acredito que, assim, você terão uma idéia do quão despreparadas estão algumas pessoas para lidar com o público, principalmente o Ouvidor Geral de um evento tão importante como esse.

Não quero me passar por vítima por ser deficiente e nem pretendo conseguir qualquer coisa com isso. Apenas gostaria de alertar a organização do Pan para que seja mais criteriosa na seleção dos funcionários que lidam com o público. Assim, outras pessoas que precisarem de informações não serão desrespeitadas e nem precisarão beirar a grosseria para conseguir as respostas de que precisam.

Como prova do que disse acima, segue abaixo toda a conversa entre minha irmã e o Sr. Wanderley Rebello Filho, Ouvidor Geral do Comitê Organizador dos XV Jogos Pan-Americanos, Rio 2007.

Email 1

De: Flávia Torezani
Enviada: seg 21/05/2007 20:40
Para: Ouvidoria Geral - CO-RIO 2007
Assunto: Ingressos para deficientes

Olá,

Gostaria de comprar ingressos mas preciso saber como faria no caso de levar uma pessoa na cadeira de rodas comigo.

Obrigada,

Flávia

Email 2

On 6/6/07, Ouvidoria Geral - CO-RIO 2007 < ouvidoria@rio2007.org.br > wrote:

Obrigado pelo contato.

Favor entrar no site www.rio2007.org.br

para mais informações.

Enviaremos sua sugestão/pedido/comentário

para a área responsável.

Atenciosamente,

Wanderley Rebello Filho

Ouvidor Geral

Comitê Organizador dos XV Jogos Pan-Americanos, Rio 2007.

Email 3

De: Flávia Torezani 

Enviada: qua 06/06/2007 18:34
Para: Ouvidoria Geral - CO-RIO 2007
Assunto: Re: Ingressos para deficientes

Mas que serviço porco de vocês, hein?

Fiz essa pergunta duas vezes, vocês demoraram para responder e quando responderam não tinha nada a ver com o que eu tinha perguntado.

Email 4

On 6/6/07, Ouvidoria Geral - CO-RIO 2007 < ouvidoria@rio2007.org.br > wrote:

Grossa e mal educada.

Espero que assista ao PAN pela televisão, bem longe dos civilizados.

Tenho pena do cadeirante que está sob os seus cuidados.

Email 5

De: Flávia Torezani 
Enviada: qua 06/06/2007 19:11


Para: Ouvidoria Geral - CO-RIO 2007
Assunto: Re: Ingressos para deficientes


Não é para mim, garanti meus ingressos.

Mas já eu, tenho pena de você que não tem coragem de mostrar a cara e assinar este e-mail.

Obrigada de qualquer forma pelo sermão totalmente equivocado.

Email 6

On 6/6/07, Ouvidoria Geral - CO-RIO 2007 < ouvidoria@rio2007.org.br > wrote:

Espero, então, não te encontrar por lá!

WANDERLEY REBELLO FILHO

OUVIDORIA GERAL

Email 7

From: Flávia Torezani 
Date: Jun 6, 2007 7:27 PM
Subject: Re: Ingressos para deficientes
To: Ouvidoria Geral - CO-RIO 2007 <ouvidoria@rio2007.org.br >

Ok, Wanderley. Agora você pode responder o que eu realmente quero saber? Porque discutir você é bem eficiente na resposta.

Pela terceira vez: Como faço para comprar ingressos para deficientes físicos?

Obrigada,

Flávia Torezani

Ps.: Estou muito ofendida pelo fato de você não querer se encontrar comigo no Pan.
____________________________________________________________________________

Desde já agradecida pela atenção,

Nathália Torezani Silva

Vitória, ES

(e Nathália lhe dá seus telefones)

Por Juca Kfouri às 23h41

Ponha-se no lugar do Real Madrid

Imagine que você seja o Real Madrid.

Domingo que vem você vai disputar a última partida do Campeonato Espanhol e, se vencer, será o campeão, coisa que não acontece já há algum tempo.

Você tem um jogador chamado Robinho, que você comprou a peso de ouro e para quem você paga salários principescos e que, enfim, está jogando bem.

Só que a CBF o chamou para começar a treinar com vistas à Copa América e exige a presença dele em Teresópolis na quarta-feira.

O que você faria?

Lembre-se que a CBF não vai reembolsar o que você paga ao jogador e que se ele se machucar a serviço dela quem vai pagar a conta é você mesmo.

O que você faria?

Abriria mão do Robinho e o deixaria viajar para servir a seleção da CBF?

O Real não está disposto, embora saiba que está diante de uma exigência da Fifa e que só poderá escalar o jogador com o consentimento da CBF, sob pena de perder os pontos da partida.

Se eu fosse a CBF entenderia a situação e não criaria caso, mas ela já avisou que espera Robinho só até quarta-feira.

Se eu fosse o Real Madrid, levaria o braço de ferro às últimas consequências e, mesmo sem usá-lo no domingo, não o liberaria para viajar ao Brasil.

E se eu fosse o Robinho faria como o Kaká, o Ronaldinho e o Zé Roberto: mandaria uma carta para a CBF pedindo dispensa de sua seleção.

Talvez dentro da carta mandasse uma banana.

Por Juca Kfouri às 23h25

Do blog do Paulinho

Notinhas sobre "A lista - uma vergonha"

Amigos internautas, após alguns dias da publicação do texto que relatou a verdadeira lista de convocados da Copa América, senti a necessidade de complementar a informação e principalmente de desfazer uma injustiça.

1º- Liguei hoje, para o treinador Márcio Bittencourt, com a finalidade de esclarecer uma duvida que surgiu com a divulgação da lista.

Muitos confundiram o empresário do jogador Gilberto com o ex-treinador do Corinthians pelo fato de ambos serem homônimos.

Márcio, por telefone, esclareceu que não é a pessoa citada no artigo, disse ainda que foi alertado pelo treinador Vanderlei Luxemburgo da existência do empresário quando o mesmo ainda estava participando de um curso de formação de agentes de futebol na CBF.

Disse-me ainda que o empresário homônimo foi o responsável pela negociação que trouxe o alemão Lottar Mathaus para treinar o Atletico/PR.

Realmente deve ser influente.

2º - Dunga acaba de convocar o jogador Julio Baptista para a vaga de Zé Roberto, que pediu dispensa.

Para que a lista não fique incompleta vale destacar que Juan Figger, empresário de Julio, acaba de ter o seu 4º jogador convocado.

O empresário é a "base" da seleção brasileira.

3º - Hora de desfazer a injustiça.

Quando falo no texto, sobre a nefasta CBF, tenho que ressaltar que excluo o periodo em que a entidade foi administrada por Giulite Coutinho.

No periodo entre 1980 e 1986 a entidade tratava a seleção brasileira com enorme respeito e os amistosos eram marcados levando-se em consideração critérios técnicos.

Foi o periodo em que tivemos a formação das fantásticas equipes de 1982 e 1986.

Os jogos quase sempre eram disputados em território brasileiro e o país parava para acompanha-los.

A administração de Giulite Coutinho foi marcada por mais acertos do que erros e principalmente pela tranparência com que as coisas eram feitas.

Deixou saudades.


Por Juca Kfouri às 23h08

11/06/2007

Aos navegantes

Tanto a "Tabelinha com Juca Kfouri", no UOL News, quanto o Bate-Papo mudaram de dia.

Passarão a ser feitos às segundas-feiras.

Hoje a "Tabelinha" será às 14h30 e o Papo às 15h30.

Por Juca Kfouri às 10h29

Conheça mais sobre a verdade do Pan

Bom dia!

E não quero azedar a semana de ninguém.

Mas não deixe de passar pelo blog "A verdade do Pan".

As últimas notas, e fotos, lá publicadas são particularmente elucidativas.

Dão vergonha e raiva.

Mas você merece saber.

Clique abaixo:

http://averdadedopan2007.blogspot.com/

 

Por Juca Kfouri às 23h11

10/06/2007

Balanço da quinta rodada

Vasco, Botafogo e Corinthians lideram o Campeonato Brasileiro e são os únicos invictos.

Em cinco rodadas, cada um somou 11 pontos.

Nenhum deles tem um timaço e nem sequer um jogador dos sonhos, Romário à parte.

Mas dão a medida de a quantas anda o futebol brasileiro.

Dos três, quem joga de maneira mais interessante é o Botafogo, embora ainda tenha que provar sua capacidade competitiva.

O Vasco foi quem enfrentou adversários mais fáceis e o Corinthians deve sua posição ao técnico Paulo César Carpegiani.

A quinta rodada teve 3,4 gols em média por jogo.

Ou seja, por mais baixo que o nível esteja, gols há, o que já é garantia de emoção.

Em estado de graça, a torcida do Flu foi a que compareceu em maior número na rodada, 28.263 pagantes no Maracanã.

Sob um dilúvio, o Beira-Rio ficou com o menor público, apenas 3.220 colorados.

A média foi de 14.888 pagantes.

Houve apenas dois empates, o 1 a 1 entre Palmeiras e Botafogo e o 4 a 4 entre Náutico e Paraná Clube.

Quatro visitantes venceram (Goiás, Corinthians, Galo e Juventude) e quatro anfitriões venceram (Flu, Inter, Vasco e Figueirense).

Por Juca Kfouri às 20h16

Caiu na rede é Pato

Num jogo aquático, com o gramado do Beira-Rio mais parecendo uma lagoa, o Peixe se deu mal e o Pato se deu bem.

No fim do primeiro tempo o menino fez um golaço, tirando água da rede santista, para alegria colorada.

O segundo tempo teve mais futebol, com boas alternativas dos dois lados, mais até do lado paulista.

Dois times que vinham de duas batalhas no meio da semana, não mereciam um gramado tão pesado no domingo.

Mas o Inter parece ter reencontrado seu espírito e obteve sua segunda vitória, com inteira justiça.

Os santistas não se esquecerão dos gaúchos tão cedo.

E ainda têm o Juventude pela frente, domingo quem vem, em Caxias do Sul.

E os colorados terão motivos para esconjurar a Seleção sub-20, que tirará Alexandre Pato de seu time. 

Por Juca Kfouri às 19h23

Juventude mata os velhos Perrelas

Por essa nem o Juventude esperava.

Saiu atrás no Mineirão, com gol de Roni, mas virou ainda no primeiro tempo sobre um atarantado Cruzeiro, nem sombra do que já foi.

No segundo tempo os mineiros foram com tudo para tentar reagir e acabaram por tomar o terceiro gol.

Mas Roni, aos 45, conseguiu diminuir.

Não adiantou.

Que fase!

Resultado: 3 a 2 para os gaúchos.

E os Perrelas continuam a reinar.

Por Juca Kfouri às 19h07

Deu Galo, com coragem

O São Paulo martelou, martelou e martelou.

Mas o Galo resistiu, resistiu e resistiu.

Parecia até a repetição do que os mineiros tinham feito diante do Corinthians.

E, outra vez, não dava para dizer que o 0 a 0 não era justo.

Porque o goleiro Diego é pago para defender e os atacantes tricolores são pagos para fazer gols.

Só o belo arqueiro atleticano fazia sua parte.

Leandro fez por ser expulso aos 27 do segundo tempo e complicou ainda mais a vida são paulina.

Dagoberto tentava, mas só.

Aí, o Galo foi corajoso.

E partiu em busca de seu gol com Tchô e tudo a que tinha direito.

Gol que veio com Paulo Henrique, aos 37.

Era o que o Galo queria.

Ainda mais que, no Mineirão...

E o São Paulo?

Bem, o São Paulo precisa rever seus conceitos.

Seu elenco não é o que dele se imaginava.

Por Juca Kfouri às 19h02

Virada corintiana

América e Corinthians fizeram um primeiro tempo abaixo da crítica.

E o time potiguar achou um gol para sair na frente, com Leandro Sena, aos 23.

Tecnicamente limitado, embora bem melhor que o América, o Corinthians errava passes sobre passes e não criava nada.

No intervalo, PC Carpegiani deve ter dito poucas e boas aos seus jogadores, que voltaram com outro espírito.

E viraram o jogo.

Primeiro com Marcelo Oliveira, aos 9.

E depois com Finazzi, de cabeça, aos 30.

Era justo.

E mais justo, ainda, seria se o Corinthians marcasse um terceiro gol.

Vasco, Botafogo e Corinthians, nesta ordem, todos com 11 pontos, lideram o campeonato e são os únicos invictos.

E o corintiano que sonhava com uma goleada em Natal deve ser um pouco mais realista, para não se iludir.

E festejar a surpreendente campanha até aqui.

Por Juca Kfouri às 16h57

Massa amassada

Os três times mais populares do Paraná, Rio e Pernambuco passaram um mau domingo.

Dando curso ao seu jeito irregular de ser neste 2007, o Atlético Paranaense foi surpreendido pelo Goiás, que fez 2 a 0 no primeiro tempo e segurou o resultado no segundo, além de ter feito mais um, no finzinho.

O segundo gol goiano foi um presente do goleiro atleticano.

Já o Flamengo retomou o mau hábito de ser goleado no sul: tomou de quatro do Figueirense, três só no primeiro tempo, e o quarto num pênalti inexistente.

Fato é que o time catarinense deu a volta por cima depois de perder a Copa do Brasil e o Mengo, sem Renato, mostrou todos os seus limites.

Já o campeão da Copa do Brasil, o Fluminense, ainda de ressaca, foi mais sufocado do que sufocou o Sport no primeiro tempo, mas fez 1 a 0, com Alex Dias, aos 40.

O Sport segue em sua sina de criar chances e não aproveitá-las.

No segundo tempo, de peito, aos 25, Rodrigo Tiuí ampliou, para alegria da feliz torcida tricolor e Cícero, no fim, ainda marcou o terceiro.

Uma semana perfeita para o Flu.

Por Juca Kfouri às 16h56

Campeão ou Gampeão?

Desde que René Lacoste, o tenista francês que tinha o apelido de "Crocodilo" e ficou famoso, também, pela marca de camisa que lançou, ganhou o primeiro torneio de Roland Garros, em 1925, apenas quatro jogadores sul-americanos ganharam o troféu em Paris.

Por coincidência, todos com G, de Garros, no nome:

Guillermo Vilas, da Argentina, em 1977;

Andrés Gómez, do Equador, em 1990;

Gustavo Kuerten, o nosso Guga, em 1997/2000/01;

E Gastón Gaudio, da Argentina, em 2004.

O maior campeão, no entanto, foi o sueco, Björn Borg, com um G no finzinho do nome, hexacampeão em 1974/75/78/79/80/81.

Já o espanhol Rafael Nadal busca, neste momento, ser tricampeão.

E sem G (seu nome completo é Rafael Nadal Parera).

O suíço Roger Federer ainda não venceu em Roland Garros, apesar do G, e chega à final pela segunda vez, coisa que Pete Sampras não conseguiu uma vez sequer.

O jogo está empatado 1 a 1.

Nadal ganhou o primeiro set por 6/3 e Federer o segundo por 6/4.

O espanhol está na frente no terceiro, por 3/0.

Por Juca Kfouri às 11h10

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico